2022 : GUERRA com FEIÇÕES que NUNCA se viu ANTES
A guerra não é mais só contra Merval e a Globo
Por Moisés Mendes

Tem muita gente preocupada com Merval Pereira, Miriam Leitão, Alexandre Garcia.
O jogo pesado que vem aí contra Lula não é para a turma do Merval, que ultimamente deve estar sendo lida mais pela esquerda do que pela direita.
Merval, Miriam, Gabeira, Catanhêde, Camarotti, todos esses da GloboNews formam o grupo de carpideiras dos tucanos.
Choram, mas não têm o poder de ressuscitar o morto.
O poder deles é próximo do zero.
Estão mais pertos do folclore da velha direita cheirosa de FH, Aécio e Alckmin do que da vida real da política e da direita de resultados de hoje
Lula e o PT devem se preparar para as reações do submundo do bolsonarismo, se é que o próprio bolsonarismo já não é um submundo.
Essa não é mais uma guerra contra os engravatados da Globo.
O último trabalho deles foi tentar difundir a tese furada de que o retorno de Lula iria agradar Bolsonaro e os militares.
Que interessaria a Bolsonaro enfrentar Lula e não um candidato de centro.
NÃO existe candidato de centro.
A direita que SE CONSIDERA centro NÃO tem candidato e NÃO consegue inventá-lo.
O que vai acontecer é que Lula atrairá forças políticas que podem até ser conservadoras, mas NÃO são FASCISTAS.
E esse é o medo de Bolsonaro.
O movimento do centro democrático em direção a Lula.
Esqueçam Merval, um comentarista de lamentos.
Ninguém mais na Globo tem o poder de mobilizar nem mesmo a classe média.
Se tivesse, teriam derrubado Temer, o jaburu, como tentaram.
Se a Globo tivesse a capacidade de impor suas posições hoje, já teria derrubado Bolsonaro.
A Globo, o Globo, a Folha e o Estadão só interferem nos votos dos eleitores do Big Brother.
A guerra que vem aí deve ser algo com feições que nunca vimos antes.
Porque desta vez a extrema direita está no poder.
Não há mais enfrentamento apenas com a direita desamparada que em 2018 saltou no colo de Bolsonaro.
É também com a extrema direita e todo o suporte que segura a base de Bolsonaro.
Esqueçam a direita do centrão, a direita tucana e até a direita do Judiciário, que sai despedaçada da decisão do Supremo sobre Sergio Moro.
A guerra é subterrânea, como o próprio Bolsonaro já anunciou.
Na quinta-feira, na live dos fins de tarde, o sujeito disse: “Só Deus me tira da cadeira presidencial.
E me tira, obviamente, tirando a minha vida.
Fora isso, o que nós estamos vendo acontecer no Brasil não vai se concretizar, mas não vai mesmo.
Não vai mesmo, tá ok?"
Bolsonaro vai acionar suas defesas.
Lula é a ameaça real, e não João Doria, Moro, Huck, Amoedo ou Mandetta. Esses estão apenas nas cabeças de Merval, Miriam Leitão, Catanhêde, Vera Magalhães, Diogo Mainardi
Veremos o que nunca se viu antes.
Não é mais uma guerra contra a bazuca analógica e enferrujada da Globo. Serão muitas batalhas contra gangues, facções, giletes e canivetes.
A nova presidente da Capes e o “patrimonialismo caquistocrático”
Por Marco Mondaini
A sanha exterminadora do genocida que habita atualmente o Palácio da Alvorada parece não ter fim.
No mesmo dia em que o Brasil que ele desgoverna ultrapassou a marca de 365 mil mortos pela Covid-19, foi publicada a portaria que nomeou para a presidência da Capes (a instituição governamental que tem como uma das suas principais atribuições aquela de avaliar a qualidade dos cursos de mestrado e doutorado no país) no lugar do engenheiro, professor e ex-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Benedito Aguiar, a advogada e professora Claudia Mansani Queda de Toledo.
Doutora em Direito Constitucional pelo Instituto Toledo de Ensino (ITE), num Programa de Pós-graduação que, por meio de um salto ornamental, teve o seu conceito 2 elevado para 4, pela Capes, no apagar das luzes da gestão toda ela sem luz do ex-ministro da educação Weintraub, a nova presidente da Capes era até o dia 14 de abril a coordenadora do mesmo Programa de Pós-graduação da mesma instituição de ensino superior que é de propriedade da mesma família – os Toledo.
Denominado hoje Centro Universitário de Bauru, o antigo ITE tinha como reitora (adivinhem) a própria advogada e professora Claudia Toledo e entre os seus egressos (adivinhem de novo) os atuais ministro da educação, Milton Ribeiro, e da Advocacia-Geral da União, André Mendonça – aquele mesmo que afirmou que os cristãos “estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião”.
Noves fora as irregularidades jurídicas que, muito provavelmente, devem estar presentes no conjunto da obra que envolvem ITE/CUB/Capes/MEC, de um ponto de vista histórico, estamos diante de uma nova volta do parafuso das anomalias antirrepublicanas cometidas pelo governo do genocida que se instalou em Brasília.
O episódio da nomeação da advogada e professora Claudia Toledo para a presidência da Capes acaba de expressar de forma acabada um novo fenômeno político, que precisar ser conceituado.
Nesse 15 de abril de 2021, o atual governo conseguiu superar dialeticamente (permitam-me o abuso da ideia hegeliana) a chaga patrimonialista que nos marca desde o nosso passado colonial, estabelecendo uma relação promíscua entre público e privado, sempre em benefício deste último.
Não é mais suficiente utilizar, sem necessidade de disfarces, o que deveria haver de público no Estado brasileiro para o enriquecimento econômico e o fortalecimento político dos interesses privados nacionais e, também, internacionais.
A fim de que o sistema público de pós-graduação nacional (e o sistema educacional brasileiro em geral) seja completamente destruído, num curto intervalo de quatro anos, é preciso que sejam alçados à sua direção os piores indivíduos – os quadros mais despreparados – que se encontram à disposição no momento.
A substituição do ex-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie pela ex-reitora do Centro Universitário de Bauru representa a continuidade da prevalência dos interesses privatistas na gestão da educação brasileira, acrescida de um ingrediente novo – a redenção da mediocridade.
Com a nomeação da nova presidente da Capes, assistimos à emergência do “patrimonialismo caquistocrático”.
Desgoverno e fundamentalistas querem acabar com a educação pública
Por Francisca Pereira da Rocha Seixas
Não é novidade que o desgoverno de Jair Bolsonaro e sua base fundamentalista no Congresso Nacional atuam para acabar com a educação pública. Contraditoriamente apoiam o ensino domiciliar e defendem o retorno às aulas presenciais mesmo em meio ao grande número de mortes e contágios pelo coronavírus.
Somente essa contradição já denuncia o caráter genocida desse desgoverno que nega a ciência, a história, a cultura e o conhecimento. Os fundamentalistas religiosos preconizam o ensino domiciliar para manter seus filhos sob o cabresto da ignorância e da falta de horizontes futuros.
Ao mesmo tempo querem as aulas presenciais para favorecer os barões da educação, sem nenhum compromisso com a vida e com a profusão do saber. Pois todo mundo sabe que o isolamento social é essencial para barrar a disseminação do vírus. O Ministério da Educação – que trabalha contra a educação – deveria agir em concomitância com o movimento educacional e lutar por mais verbas para esse setor, mas não faz nada.
O desgoverno corta verbas da educação publica, sem que os seus apoiadores – “tão ciosos da educação” – nada reclamam, aliás, apoiam e se calam. Tanto que não discutem o veto presidencial ao projeto de lei 3.477-2020 para garantir acesso à internet e todos os mecanismos necessários para professores e estudantes terem o ensino remoto à distância e dessa forma todos poderem estudar com dignidade.
A pandemia evidenciou a desigualdade social e educacional no país e os conservadores agora se mostram tão preocupados com os mais pobres, que estão sem acesso à educação e sem comida. Mas quando têm que votar projeto a favor de um auxílio emergencial condizente de ao menos R$ 600 para todas as pessoas necessitadas se omitem.
Também se omitem sobre a violência contra crianças e jovens, pois defendem o castigo como método pedagógico. Por isso, além da educação domiciliar castradora defendem a escola cívico-militar da mesma forma repressiva e impeditiva do pensamento crítico, tão necessário ao progresso humano.
O movimento educacional se mobiliza pela valorização da educação pública como direito constitucional das crianças e adolescentes, assim como um direito humano de todas e todos.
Para isso, lutamos por mais investimentos na educação pública, com valorização dos profissionais, liberdade, diálogo, autonomia curricular, respeito às professoras e professores, piso salarial empoderado e estruturação das escolas com biblioteca, laboratório de ciência, quadras esportivas, material adequado e suficiente para as aulas, enfim uma escola democrática, inclusiva e com qualidade social. Para tudo isso existir, fora Bolsonaro.
O destino de Bolsonaro entre Deus e o diabo
Por Ricardo Nêggo Tom
É noite no céu, e enquanto o criador se entretém lendo a “Pedagogia do oprimido” de Paulo Freire, São Pedro, que um dia também já foi negacionista, está assistindo a Live do presidente do Brasil. Enquanto Deus se encanta com a retórica do maior educador brasileiro, o seu braço direito se assusta com uma declaração dada por Bolsonaro.
São Pedro: Meu senhor! Desculpe incomodar o regozijo de vossa leitura, mas o assunto é sério.
Deus: Espero que seja mesmo, Pedro. Pois estou aqui lendo uma obra prima que um filho meu escreveu. Apesar de estar sob minha inspiração, o rapaz superou as minhas expectativas. Esse livro é uma bíblia para os pobres que eu tanto amo e sempre defendi. Pena que eles não estejam lendo. Você já leu?
São Pedro: Sim. É verdadeiramente um tratado contra a opressão
Deus: Mas, diga lá o que tens a dizer....
São Pedro: É ele de novo...
Deus: Ele quem?
São Pedro: O messias
Deus: O meu unigênito? O que houve? Querem crucifica-lo novamente?
São Pedro: Não. O outro messias. O do Brasil. Bolsonaro...
Deus: Ah, não! Outra vez? Será que as minhas barbas sempre terão que ficar de molho, depois que esse capitão aloprado assumiu o poder por lá?
São Pedro: Parece que sim, meu senhor! Ele acabou de dizer em sua Live semanal, que só sai da presidência se o senhor lhe tirar a vida.
Deus: Eu? Vou me meter nisso não, Pedrinho. O povo lá que se vire com esse genocida. Eles que o escolheram.
São Pedro: O senhor não acha melhor dar uma resposta ao que ele disse? Afinal, o povo lá anda sofrendo tanto por causa dele....
Deus: Tá pensando que eu sou miliciano, Pedro?
São Pedro: Imagina, meu senhor! Apenas pensei que pelas orações que tem chegado aqui, pedindo para que ele saia do poder, o senhor estivesse sensibilizado com o clamor popular do povo brasileiro....
Deus: Esse povo só lembra de mim quando está em apuros, Pedro. Eles fazem as lambanças deles lá, e depois querem que eu resolva daqui. Na na ni na não. Por mim ele vai até o final do mandato, para eles aprenderem a votar.
São Pedro: Mas, senhor! Já chegaram a 4 mil mortes por dia...
Deus: Já sabia desses números antes mesmo da pandemia, Pedro. Esqueceu quem eu sou?
São Pedro: Claro que não, senhor! É que até a mim eles estão invocando...
Deus: Então, atenda-os e não me conteste. Eu já sou meio escaldado com você, desde aquele dia que você negou o meu filho por três vezes. Nem sei porque te dei a chave do céu.
São Pedro: Eu não sou Deus, senhor! E isso da negação é passado. Eu já pedi perdão.
Deus: É passado, já pediu perdão...Sei. A Flordelis também pede perdão. Em breve, o doutor Jairinho também vai pedir perdão, vai dizer que a criança que ele matou faz parte do passado, vai dizer que aceitou meu filho Jesus como salvador e que virou uma nova criatura. Anota aí! Sabe que eu não erro, né?
São Pedro: Mas eu nunca matei ninguém, meu senhor! Eu sei que o senhor não me perdoaria...
Deus: Ainda bem que você sabe. Porque eles lá embaixo acreditam que eu fico de boa com quem mata. Pensam que é só entrar para a igreja do Silas ou do Valdemiro, que eu livro a cara deles de passar a eternidade num hostel infernal. Com o perdão do pleonasmo...
São Pedro: Meu senhor! Mas se não acontecer nada com Bolsonaro, o povo vai pensar que o senhor o apoia.
Deus: Que bobagem, Pedro! Eu já coloquei o Macedo, o Crivella e o pastor Everaldo na cadeia, já desmascarei a Flordelis, revelei para a os guardas da alfândega que o bispo Hernandez e a bispa Sônia escondiam dinheiro na Bíblia, e o que adiantou? Nada. O povo continua acreditando que eles são perseguidos por que me amam. Esse povo ouve mais sertanejo universitário, do que as minhas palavras.
São Pedro: E se o senhor enviasse outro sinal?
Deus: Mais sinal, Pedro? Eu virei operadora de internet agora?
São Pedro: Um sinal que não deixasse mais dúvidas de que Bolsonaro não é do bem...
Deus: Pedro, você está parecendo um olavista que acredita que eu fiz a terra plana. Todos os sinais já foram dados. Desde quando ele explodia bombas nos quartéis lá daquela cidade...como é mesmo o nome? Aquela que tem uma estátua minha?
São Pedro: Rio de Janeiro
Deus: Essa mesmo. Às vezes eu até esqueço que aquilo existe. Peço perdão a mim mesmo por isso. É que só de pensar naquele lugar, eu já visualizo um governador sendo preso. Falando nisso, o atual também será preso em breve. Anota aí! Sabe que não erro, né?
São Pedro: Eu imploro, senhor! Dê uma resposta para o Brasil
Deus: Pedro, você está ficando mais chato e sem noção do que aquela mulher que disse que viu meu filho na goiabeira.
São Pedro: A Damares?
Deus: Essa mesmo. Eu até chamei o meu unigênito no canto e dei uma bronca nele. Já tinha avisado que não o queria pulando muro da casa de fascista para pegar goiaba. Parece que não tem vergonha na cara. Ele esquece que foi esse mesmo tipo de gente que o colocou na cruz há dois mil anos atrás. Sabe como o meu filho é, né? Não tem a maldade dessa gente.
De repente, alguém bate à porta.
Deus: Ora! Veja só quem está a bater na porta do céu a essa hora...
São Pedro: Vou ver quem é, senhor!
Deus: Não atende não! Deixa ele ficar batendo, batendo, batendo à porta do céu. Quem sabe daí não surge outra balada de rock igual àquela do Bob Dylan? Saudade de ouvir uma música boa...
São Pedro: Pode ser algo importante, senhor.
Deus: Se fosse eu saberia, Pedro. Esqueceu que eu sei de tudo?
São Pedro: Mas, senhor...
Deus: Tá vai lá! Abre e vê o que o diabo quer
São Pedro: É o diabo que está batendo à porta?
Deus: Veja com seus próprios olhos...
São Pedro foi abrir a porta...
Diabo: O patrão está aí?
São Pedro: Ele já não é mais seu patrão, desde que você foi demitido por justa causa. O que queres aqui?
Diabo: É o seguinte: estão chegando diversos pedidos lá do Brasil, para que eu dê um fim no presidente deles lá. Minha caixa de e-mail tá cheia. Até gente que me pediu para colocá-lo no poder, agora quer que eu o tire. Quero saber se o patrão permite que eu aja.
São Pedro: Deus jamais se unirá a você, satanás! Dê o fora daqui!
Deus: Deixa ele entrar, Pedro. Talvez, ele possa ajudar ao Brasil mais do que eu. Eles têm ouvido mais a ele do que a mim nos últimos 4 anos. Esqueceu do golpe contra aquela presidenta?
São Pedro: Como assim, senhor?
Deus: Foi o diabo que fez a cabeça do vice dela. Aliás, corre por lá que ambos tem um pacto.
São Pedro: E isso é verdade, senhor?
Deus: Há coisas que são mistérios de Deus, Pedro. Prefiro não comentar.
Diabo: Patrão, vim saber se posso agir na situação.
Deus: Eu não sou mais seu patrão, belzebu. Você tentou roubar o meu trono. Foi a primeira tentativa de golpe da história da humanidade.
Diabo: O cara está aprontando todas lá no Brasil. Parece até que está comigo no corpo.
Deus: E está mesmo. E você sabe disso. Não venha tentar me enganar, porque eu já conheço os seus disfarces.
Diabo: O senhor sabe de tudo mesmo, hein?! Não deixa passar nada. E olha que dessa vez eu nem tive tanto trabalho para enganar a maioria. Eles já estavam com tanto ódio no coração, que me aceitariam até sem disfarce. Está sendo muito mais trabalhoso convencê-los de que o foi o senhor que enviou a pandemia.
Deus: Tem gente que acredita em tudo que o meu santo nome esteja envolvido. Nunca imaginei que alguém cairia no slogan “Deus acima de todos” novamente. Hitler, aquele teu servo lá na Alemanha, já tinha mandado esse papo há mais de 70 anos.
Diabo: Trabalhar com o “fhürer” foi massa. Ele era muito mais inteligente do que esse tal de Bolsonaro. Esse eu preciso ficar repetindo as coisas várias vezes até ele entender. Se bem que, às vezes, ele até me surpreende na maldade.
São Pedro: O senhor vai ficar de papo com o diabo aqui no céu, senhor?
Deus: Pedro, se eu fosse de direita você já estaria demitido por sua mania de achar que pode questionar quem está no poder. Você sabe que eles não gostam de porteiros, né?
São Pedro: Eu não sou porteiro, senhor! Sou a pedra fundamental sobre a qual o senhor edificou a sua igreja.
Deus: O que é isso, Pedro? Cadê a consciência de classe que eu te ensinei? Já está se achando da elite só porque eu te dei a chave do meu reino? Como penitência, leia 3 livros do Paulo Freire.
São Pedro: Sim, senhor!
Deus: E vamos acabar com esse papo, porque eu quero voltar para a minha leitura.
Diabo: E o que eu faço com os pedidos que vêm lá do Brasil? O último e-mail que chegou foi de um tal de Mourão, dizendo que é General e que não aguenta mais ser vice de um Capitão.
Deus: Vá e faça o que tem de ser feito. Não me meto mais nessa história. Vocês que são do mal que se entendam. Agora, fora! Esqueça meu rosto, meu nome, esta casa, e siga seu rumo.
Após o diabo sair com o rabo entre as pernas, Deus olha para São Pedro e diz:
Deus: Quando ele souber que estou preparando aquele meu filho bom de briga, para botar os fascistas do Brasil pra correr, ele vai ficar doido. A elite descontente vai fazer ele trabalhar dobrado.
São Pedro: O senhor está falando do Lula?
Deus: Como você adivinhou, Pedro? Aposto que andou fuçando a minha agenda novamente. Chegou a ler a parte que o Ciro foge para os braços da rainha da Inglaterra?
Kim Kataguiri e Arhur do Val são detonados após invadirem hospital e incomodarem enfermos com Covid-19

247 - Um grupo de sete parlamentares invadiu o Hospital Geral de Guarulhos e foram detonados nas redes sociais neste sábado (7) pela falta de respeito com profissionais da saúde e enfermos.
Entre os envolvidos estão o deputado estadual Arthur do Val, o Mamãe Falei, e o deputado federal Kim Kataguiri.
"Parlamentares invadiram o Pronto Socorro e tentaram acessar – à força – a área restrita do hospital para atendimento a casos graves de COVID-19, onde é permitida apenas a circulação de profissionais de saúde, promovendo aglomeração e risco à equipe e aos pacientes da ala", diz o perfil da secretaria no Twitter.
Nas imagens, sete homens avançam pelos corredores do hospital, filmando toda a ação.
Em editorial, Estadão ataca Lula e Lewandowski e fala em "tenebrosa passagem do lulopetismo pelo poder"

Para o jornal paulista, o voto do ministro Ricardo Lewandowski no julgamento foi um "arroubo inconsequente" que alimenta o discurso de que Lula é vítima de perseguição.
"Antes de ser um arroubo inconsequente, essa declaração [de que a história do Brasil poderia ter sido diferente se o STF tivesse julgado Lula como um réu qualquer] reflete o espírito que certamente norteará a mais que provável candidatura de Lula da Silva a presidente. Ele se apresentará como vítima de uma formidável perseguição das "elites" – rótulo usado pelos petistas para nomear todos os que não votam no PT nem adoram Lula", diz.
O texto acusa Lula de se apresentar como vítima, mas não menciona que o ex-juiz Sergio Moro, condenado por parcialidade pelo STF, comprovadamente perseguiu o petista: "Antes de ser um arroubo inconsequente, essa declaração reflete o espírito que certamente norteará a mais que provável candidatura de Lula da Silva a presidente. Ele se apresentará como vítima de uma formidável perseguição das “elites” – rótulo usado pelos petistas para nomear todos os que não votam no PT nem adoram Lula".
O Estadão ainda acusa o PT de conduzir uma "semântica autoritária" e diz que as verdadeiras vítimas da "polarização" entre Lula e Bolsonaro em 2022 serão os "cidadãos de bem", afetados pela "mediocridade, da ignorância e da má-fé"
"A renovada força eleitoral de Lula deriva também do fato de que, imersos no pesadelo do governo de Jair Bolsonaro, muitos brasileiros tendem a esquecer a tenebrosa passagem do lulopetismo pelo poder, ou então a considerar como aceitáveis os desmandos do PT se comparados ao descalabro bolsonarista", conclui.
Felipe Neto critica editorial do Estadão atacando Lula: “o resultado é apenas o fortalecimento de Bolsonaro”

247 - O youtuber Felipe Neto rebateu em suas redes sociais neste sábado (17) o editorial do jornal Estado de S.Paulo atacando o ex-presidente Lula.
“Começou a mobilização dos editoriais de grandes veículos para atacar o PT de todas as formas possíveis.
Eles acham q isso possibilitará uma terceira via, de preferência tucana, q é o q os deixa molhados de esperança”, disse o youtuber.
Em sua visão, “o resultado, contudo, é apenas o fortalecimento de Bolsonaro”.
Saiba mais
Para o jornal paulista, o voto do ministro Ricardo Lewandowski no julgamento foi um "arroubo inconsequente" que alimenta o discurso de que Lula é vítima de perseguição.
"Antes de ser um arroubo inconsequente, essa declaração [de que a história do Brasil poderia ter sido diferente se o STF tivesse julgado Lula como um réu qualquer] reflete o espírito que certamente norteará a mais que provável candidatura de Lula da Silva a presidente.
Ele se apresentará como vítima de uma formidável perseguição das "elites" – rótulo usado pelos petistas para nomear todos os que não votam no PT nem adoram Lula", diz.
“Quem pode hoje fazer um Plano Marshall é a China”, diz Celso Amorim

247 - O ex-chanceler dos governos Lula, Celso Amorim, analisou em entrevista à TV 247 o processo de ascensão geopolítica da China. Para ele, o protagonismo chinês é uma realidade que veio para ficar, apesar dos esforços do governo de Joe Biden de restaurar o status dos Estados Unidos como potência hegemônica.
“O Trump retirou os EUA do sistema multilateral com o discurso ‘America First’. O Biden quer voltar, mas as pessoas que estão ligadas à política externa americana não sabem que o mundo mudou. Os EUA não vão voltar como potência hegemônica. A realidade chinesa é uma realidade que veio para ficar. A menos que eles adotem uma política totalmente louca, de ataque militar, a China tem um poder de atração muito grande. Podemos criticar, os europeus mesmo criticam certos fatos, mas ninguém mais vai desconhecer a importância da China”, disse o ex-chanceler.
Amorim notou a semelhança entre o momento atual da Europa e o pós-guerra, quando o continente recebeu grandes investimentos sob o Plano Marshall, dos Estados Unidos. Para ele, o momento atual exige um doador alternativo:
“Os europeus, nessa ideia de reconstrução que eles têm agora em relação à pandemia, vão precisar de investimentos chineses. A pandemia pode gerar um Plano Marshall, mas se tiver um, não será Marshall, mas sim Xi Jinping. Quem pode fazer hoje um Plano Marshall é a China, não só porque a economia está crescendo, mas também porque a organização do Estado e da economia permite uma disponibilidade que não existe nos EUA”, explicou.
Balanço da administração Biden
O ex-chanceler ainda elogiou a política interna de Joe Biden, que vem implementando diversas medidas redistributivas:
“O Biden está fazendo uma política imensamente progressista, que é um exemplo, a política mais progressista nos EUA desde o Roosevelt. É até mais que keynesiana, os economistas que me corrijam, mas quando ele fala em aumentar a taxação dos ricos, ele está indo além, para uma coisa realmente redistributiva. Grande transferência de renda para as pessoas mais pobres, grande atenção ao social, a própria infraestrutura, com mais educação, tecnologia. Então, o Biden faz uma extraordinária política interna, mas não vai muito bem na parte internacional”.
Eduardo Marinho: “O nosso atual modelo de sociedade está agonizando”
O artista plástico citou a atual "lógica do consumo" e a "produção sempre centrada no lucro" como alguns dos problemas que inviabilizam o sistema capitalista. “Eu não saberia precisar quando, mas esse modelo não se sustenta mais por muito tempo”, disse em entrevista à TV 247. Assista

247 - O programa “Um Tom de resistência”, apresentado por Ricardo Nêggo Tom na TV 247, recebeu o ativista social e artista plástico Eduardo Marinho. Oriundo da classe média alta e filho de um ex-coronel do Exército, Eduardo, que também chegou a ingressar nas fileiras militares antes de optar por uma ideologia de vida mais humanista e menos capitalista, viveu a realidade de morar nas ruas, onde, segundo ele, pôde conhecer melhor o ser humano e a sua verdade sob a estrutura social que vivemos.
Para Eduardo, “o que falta é consciência da realidade. Mas há um trabalho muito minucioso, uma estruturação social para impedir essa tomada de consciência. Eu não saberia prever em quanto tempo, mas esse atual modelo de sociedade está entrando em agonia. Essa lógica do consumo e descarte em massa está inviabilizando a vida no planeta. A produção sempre centrada no lucro, sem se preocupar com o envenenamento das águas, das terras, dos ares. Isso é um crescendo que não tem como seguir indefinidamente. Vai chegar num ponto em que ficará insustentável”.
Eduardo entende que a sociedade ainda está “em processo de humanização”, o que levaria algum tempo para que essa necessária reestruturação se configurasse. “O tempo histórico leva gerações. É ilusão a gente pensar que no espaço de uma vida, de umas poucas décadas, nós veremos mudanças significativas na humanização da sociedade. Existe todo um processo. Nesse tempo de agonia, que podemos chamar de morte do atual modelo, vai se preparando o nascimento de um outro modelo de sociedade. Agora, o que será necessário para isso acontecer, eu não sei. Mas já chegamos à conclusão de que a coisa é séria. Tem muitas outras coisas acontecendo no planeta, por trás da cena pandêmica que estamos acompanhando, onde já chegamos a quatro mil mortos por dia, que não está sendo falada. Enquanto estamos sob esse impacto da pandemia, as calotas estão derretendo. Já se soltou um bloco de gelo da Antártida, do tamanho do norte da Grã Bretanha. Cientistas preveem que nesse derretimento o nível do mar vai subir assustadoramente. É mais um impacto negativo que se fará presente dentro dessa atual estrutura”.
Perguntado se seria possível uma reestruturação social pós-pandemia, seguindo a ideologia neoliberal vigente que prega o estado mínimo, mas cujos governantes defensores do modelo desfrutam do máximo que esse mesmo estado pode lhes oferecer, Eduardo analisa que “os neoliberais pregam estado mínimo para o povo, mas querem o estado máximo no apoio aos financiamentos, às empresas, aos bancos. Veja a dificuldade com que o governo liberou o auxílio emergencial, que é um valor ridículo, uma mixaria vergonhosa, e a facilidade com que liberou milhões para os bancos. Sem consulta, sem debate e sem dizer não. Nisso, percebemos que quem está no poder são os bancos e o governo está submetido, sequestrado pelo poder econômico e financeiro. Esses personagens de agora deixam isso mais transparente. Estamos à beira de uma tragédia.”
Instigado a fazer uma comparação entre os governos de Lula e a atual gestão Bolsonaro, Eduardo Marinho fez uma analogia dizendo que Lula foi o “capataz” bonzinho, cujo estilo é melhor para os mais pobres, mas não pode libertá-los da escravidão. “Estamos numa fazenda de ‘escravos’, cujos donos são os banqueiros internacionais que têm a elite local como cúmplice. Em todos os países que foram colonizados, a elite local é quem trai a sua nação por ter admiração pelo colonizador e desprezo pelo seu próprio povo. A elite que protesta na Venezuela e na Bolívia é a elite branca que protesta em inglês. No Brasil, quem derrubou o PT usando o pato da Fiesp como símbolo foi essa mesma elite branca, cuja mentalidade é colonizada e se sente superior ao resto do povo. O PT caiu pelas virtudes e não pelos defeitos. Quando preto começou a entrar na universidade e pobre começou a frequentar aeroporto, essa elite se incomodou”, explicou.
Outros temas como racismo e a influência das religiões neopentecostais na política brasileira também foram abordados durante a entrevista.
Contra medidas de isolamento, Sérgio Reis ameaça Doria e Bruno Covas: "querem apanhar na cara?" (vídeo)
O cantor ainda disse que, se processado por suas declarações, organizará atos de protesto nas residências dos governantes. "Me processa, fala que eu estou errado. Vocês vão ver o que vai virar a frente da casa de vocês"

247 - O cantor bolsonarista Sérgio Reis, em live realizada na quarta-feira (14), ameaçou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB).
Em um discurso fortemente ideológico, o artista protestou contra as medidas de isolamento social adotadas na cidade e no estado de São Paulo e acusou os governantes de estarem matando o povo de fome. "Será que eu preciso ir aí meter a mão na cara de um de vocês?", intimidou Reis.
"Está um inferno aqui em São Paulo. Brigando com o prefeito, brigando com o governador. O que vocês querem fazer com o nosso povo? 'Hein', Doria? 'Hein', Covas? O que vocês querem fazer com a gente? Será que eu preciso ir aí meter a mão na cara de um de vocês? E eu faço. Fujam de mim. Eu não estou aceitando mais ser amigo de vocês. Isso é verdadeiro, é ao vivo. O que vocês estão fazendo com nossos comerciantes, com as pessoas. Vocês estão matando o povo de fome. O que vocês querem? Que a China tome conta da gente? Ou querem apanhar na cara? Porque vocês merecem" falou.
O cantor ainda disse que, se processado por suas declarações, irá organizar atos em frente às casas de Doria e Covas. "Me processa, fala que eu estou errado. Vocês vão ver o que vai virar a frente da casa de vocês, se vocês acham que o povo não está comigo. Pensa bem nisso. Eu não me manifestei até hoje, estou quieto lá para não pegar essa Covid. Mas o povo está morrendo de fome. Vocês são muito culpados".
“Ultraliberalismo vai se acentuar na periferia do capitalismo”, diz Jones Manoel
O historiador e professor pontua que os Estados Unidos tentam ativamente destruir as capacidades produtivas de países periféricos do sistema capitalista, e alerta para o desmonte da indústria brasileira. “Eles querem sair desmontando qualquer capacidade de engenharia nacional, construção civil, refinaria, petróleo e gás, petroquímica, etc., para que tudo isso seja recentralizado lá, potencializando a força deles na competitividade com a China”. Assista:

247 - O historiador e professor Jones Manoel, em entrevista à TV 247, analisou o processo de aceleração do que chama de “ultraliberalismo” na América Latina, que destrói as indústrias nacionais e favorece o capital estrangeiro. Para ele, os Estados Unidos buscam ativamente reincorporar em sua economia as indústrias de países da periferia do sistema capitalista:
“Com o neoliberalismo, há um processo parcial de reconcentração das indústrias nos países centrais e no sudeste asiático, em particular na China. A política dos EUA nos últimos dez anos, que está ficando cada vez mais agressiva, é sair desmontando todas as capacidades produtivas e industriais restantes na periferia do sistema capitalista para reincorporá-las na sua economia nacional, potencializando o emprego e o desenvolvimento industrial ao nível interno”, disse.
Jones aponta que o desmonte da indústria brasileira é evidente nos governos Temer e Bolsonaro: “Quando os EUA desmontam a Odebrecht, para além de reduzir a concorrência no mercado internacional, eles querem que os empregos que a Odebrecht gerava aqui no Brasil sejam gerados pelos EUA. O que os governos Temer e Bolsonaro vêm fazendo? Eles vêm desmontando cada vez mais as refinarias brasileiras e comprando gasolina, diesel e querosene das refinarias dos EUA. Esse é o exemplo típico do que eles querem. Eles querem que saia se desmontando qualquer capacidade de engenharia nacional, construção civil, refinaria, petróleo e gás, petroquímica, etc., para que tudo isso seja recentralizado lá, potencializando a força deles na competitividade com a China”, explica.
Construção civil
O historiador prevê o aceleramento do desmonte do setor da construção civil, um dos únicos que permanece relativamente protegido do mercado financeiro estrangeiro. “Inclusive, eu aposto que daqui até o final do ano vai avançar um conjunto de projetos de lei para abrir o mercado brasileiro para investimento estrangeiro no setor da construção civil, que até hoje é um dos poucos que ainda tem alguma política de restrição ao capital estrangeiro. É um mercado mais nacional, porque as empresas de construção civil conseguiram garantir isso durante a ditadura. Já existe um discurso desde o governo Temer de abrir esse mercado para as multinacionais, e agora isso avança. Minha aposta é que vai se intensificar o ultraliberalismo na periferia do sistema capitalista”, conclui.
“A concentração do capital está cada vez maior no Brasil”, diz Alysson Mascaro

247 - O jurista e professor da USP Alysson Mascaro afirmou à TV 247 que há um movimento no Brasil e no mundo de maior concentração de riquezas, mesmo diante de toda a crise financeira decorrente da pandemia de Covid-19.
“O que está acontecendo no mundo é uma espécie de aceleração da acumulação em mãos ainda menores. Ou seja, a concentração de capital está se tornando ainda maior. Para esses que têm todo o capital e que estão ainda tomando mais sangue do nosso povo, está ótimo. Efetivamente, nós estamos aumentando o número de bilionários no Brasil no ano da pandemia”, falou.
Mascaro alertou que não se pode esperar dos mais ricos a proposta de uma mudança no cenário econômico. Para eles, segundo o professor, é melhor manter do jeito que está. “Se todos os maiores capitalistas do Brasil e do exterior estão lucrando extraordinariamente com a crise brasileira e mundial, se o lucro está extraordinário, esta classe não vai mudar a situação. Pelo contrário, vai lutar para manter do jeito que está”.
A classe média, por sua vez, “ainda não entendeu que está perdendo”, disse Mascaro. Portanto, “a única plataforma possível de ação” para reverter o quadro atual de concentração de renda, de acordo com o professor, “não é convencer o 0,001%” que detém a maior parte do capital do planeta “de que o mundo está mal embora eles estejam bem”. “Também não é convencer a classe média, que não entendeu ainda a realidade”, afirmou o professor. “Qual é a única possibilidade? É convencer o povo”, concluiu.
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