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Braga Netto

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Braga Netto representa o Exército de sempre: ideologicamente ANACRÔNICO, com vocação para defender os interesses do CAPITAL 

Por Davis Sena Filho

Braga Netto

Eu não sei por que cargas d'água a pior geração de generais produzida nas escolas e nos quartéis do Exército Brasileiro, que serve de base de sustentação às insanidades, incompetências e perversidades de um ex-tenente que se aposentou como capitão, acredita, equivocadamente, que o País e grande parte de sua população, que não conjura com as ideias e ações conservadoras e reacionárias de militares da ativa e de pijamas, precisa ser tutelado por um grupo de militares que não conhece a sociedade civil e muito menos tem a compreensão do que é democracia, Estado Democrático de Direito e, pasmem, soberania.

As palavras do ministro da Defesa, nos quartéis ou em eventos oficiais ou sociais são de uma ausência de senso crítico e analfabetismo político à toda prova. Braga Netto age como um capitão do mato dos tempos do Brasil Colônia e Império, a ocupar um espaço que ele não domina de forma alguma, que é a política. Em discurso intimidador e arrivista, tal general, apesar de seus 64 anos, ainda não compreendeu que em democracias avançadas e sólidas seus discursos e ações seriam considerados totalmente incompatíveis com o Estado de Direito e a Constituição, a incluir a brasileira.

A verdade se o Brasil fosse um País sério e que preserva sua democracia, o general insolente estaria a prestar contas ao Congresso, pois convocado para dar satisfações por causa de seus discursos atrevidos e audaciosos, porque, conforme for a gravidade do caso, tal servidor público pago com o dinheiro do contribuinte deveria responder por crime de responsabilidade e, com efeito, seria processado, sendo que antes deveria ser afastado do cargo para o bem do serviço público, além de no decorrer do processo ser julgado e quiçá preso.

Tudo isso se fôssemos um País sério e não tivéssemos quase oito mil militares a ocupar cargos civis no serviço público, fato este que se torna o maior aparelhamento do Estado nacional em todos os tempos, por partidários de um presidente de extrema direita. Os militares intervencionistas deste País subdesenvolvido tem generais como o Braga Netto, que soltou outra pérola: "As forças armadas estão sempre atentas à conjuntura nacional".

Como assim, cara pálida. Será que tal militar não sabe até hoje que jamais dará certo em lugar nenhum os militares se intrometerem com o campo político-partidário, simplesmente porque suas responsabilidades constitucionais e funções profissionais não são compatíveis com a luta política, partidária e eleitoral. Os militares do mundo considerado desenvolvido jamais agiriam dessa forma tão deplorável e prejudicial institucionalmente para seus países.

Para o general, o Exército é imantado apenas por virtudes dignas de Plutarco e, com efeito, não aceita críticas e muito menos ser questionado quanto aos seus incontáveis erros, muitos deles graves, desde quando os generais gananciosos, ambiciosos e indelevelmente autoritários resolveram embarcar em mais uma canoa furada ao participarem diretamente do poder civil e aparelharem o Estado nacional, como já disse antes, com oito mil militares em cargos civis, um recorde mundial, bem como nunca visto na história do Brasil, nem nos tempos da ditadura militar implantada em 1964.

Se tem alguma coisa que os militares, que surpreenderam os brasileiros por causa de seus paladares refinadíssimos, nunca mais vão poder fazer é acusar os governantes de esquerda de aparelharem o Estado, como fizeram a vida inteira no decorrer da história, de forma malandra e esperta para criar celeumas e confusões no meio militar e em parte da sociedade civil que vota na direita e sai às ruas para apoiar golpes de estado.

Entretanto, os generais e seus subalternos que ocuparam o poder público, como se fosse uma boquinha para somar aos seus salários, não terão mais moral para falar de "aparelhamento", só se perderem realmente a vergonha ou se fazerem de "tontos", de maneira a não encarar a verdade quando se trata de defender seus interesses corporativos e particulares, por intermédio da distorção dos fatos e da manipulação da verdade.

A realidade é que o general Braga Netto troca os pés pelas mãos, bem como se considera um tribuno de raro talento sem sê-lo, assim como seus companheiros de farda são, irremediavelmente, analfabetos políticos, sem generalizar, além de deixarem claro que não compreendem o processo político-partidário, pois não conseguem dialogar para entender que o Brasil é um País continental e perversamente desigual, com inúmeros contrastes, além da imensa diversidade de um povo multifacetado, multirracial e multicultural.

Por sua vez, o País há apenas sete anos era a sexta economia do mundo com uma população de 210 milhões de habitantes, mas que contraditoriamente possui um Exército que não vai à guerra desde os tempos da Guerra do Paraguai, além de anacrônico ideologicamente, porque o Exército, e as forças armadas em geral, são nostálgicos da Guerra Fria e até hoje vivem em uma realidade paralela, como se vivessem ainda em plenas décadas de 1950/1960/1970.

A época em que os Estados Unidos resolveram transformar as forças armadas dos países periféricos da América Latina em meras forças de repressão policial contra os trabalhadores e os partidos de esquerda, além de entidades, órgãos e instituições da sociedade civil organizada também serem alvos dos militares.

Os oficiais de alto escalão da pior geração de generais simplesmente se associaram ao igualmente pior presidente da história do País, um homem de predicados fascistas e negacionistas, assim como disposto a desmontar o estado brasileiro, bem como se trata de um político isolado no mundo e considerado um pária pela comunidade internacional, realidades essas demonstradas agora na Cúpula do Clima da ONU, sem deixar qualquer dúvida.

Ora, é realidade evidente quando o presidente dos EUA, Joseph Biden, e sua vice, Kamala Harris, retiraram-se para não ouvir o discurso sem conteúdo e mentiroso de apenas três minutos de Jair Bolsonaro, que realmente não tem nada para falar e apresentar sobre a pauta ambiental em escalas doméstica e mundial, assim como foi um dos últimos mandatários a se pronunciar. Uma verdadeira vergonha para o Brasil, além da dura humilhação, pois somos um dos países amazônicos.

O Brasil que era uma referência mundial em questões ambientais se transformou, em apenas um pouco mais de dois anos sob o controle do desgoverno de extrema direita, em um pária internacional, cuja desconfiança e desprezo dos estrangeiros pelo governo a quem Braga Netto serve é de amplitude planetária. Trata-se do verdadeiro fracasso retumbante, em todas as áreas e segmentos, porque o fracasso não se resume apenas às questões ambientais, mas também sociais, econômicas e sanitárias. 

Portanto, Braga Netto ao invés de mostrar arrogância porque é o ministro de uma força militar, como fizeram os generais da ditadura militar, deveria deixar de ser um oficial privatista porque se trata de um servidor público, e passar a criticar ou combater as privatizações criminosas capitaneadas pelo chicago boy Paulo Guedes, que quer entregar o patrimônio público às grandes corporações internacionais, além de ter extinguido todos os programas de inclusão social.

Braga Netto, que gosta de se valer da sua condição de general para ameaçar os poderes consagrados pela Constituição, deveria parar de se preocupar com a política partidária e eleitoral e falar para seus subalternos de farda que no Brasil está a ocorrer a implementação de um projeto suicida para o País e de autoflagelação para a população, a exemplo do desmonte dos setores ambiental, agrário, educacional, trabalhista, previdenciário, industrial e diplomático, como também o desgoverno militarista de Bolsonaro se mostra inimigo de todas as minorias, organizações não governamentais, associações de estudantes e sindicatos de trabalhadores.

Ou seja, o general Braga Netto tem de dizer aos oficiais das forças armadas que a Marinha, a Aeronáutica e, principalmente, o Exército, mais uma vez nas suas história escolheram o lado errado, o campo dos ricos e dos muito ricos, o establishment e o status quo, a pequena parte que tem muito e tudo em prejuízo da grande maioria da população brasileira, que, pasmem, voltou para o mapa da fome, com prognósticos de o Brasil chegar ainda este ano a 61,1 milhões de pobres, além de 19,3 milhões na extrema pobreza, de acordo com estudos publicados pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da USP.

Todos esses fracassos demoníacos são resultados da política econômica de concentração de renda e riqueza brutal efetivada pelo governo extremista e fundamentalista do mercado de Jair Bolsonaro. Esses fracassos, incompetências e perversidades ficarão também na conta do Exército, general Braga Netto, bem como a pandemia e suas centenas de milhares de mortes, afinal quem mandou os militares voltarem para política ao invés de procurar uma guerra para se ocupar?

Quem entra na chuva é para se molhar, já dizia o ditado popular. Agora, ficar revoltado ou bravo porque o Exército recebe críticas é inaceitável, pois se entrou na política que arque com as consequências, pois a política é o campo de conflitos de ideias, combate ideológico, propostas, planos, projetos e programas apresentados pelos políticos e candidatos a cargos públicos, que são evidenciados, dia a dia, pelos partidos políticos. Não reclamem e saibam perder quando perderem. Na sociedade civil não cabe, em hipótese alguma, a ordem unida militar, cujo propósito maior é combater nas guerras.

Braga Netto é o verdadeiro conviva de um governo sectário e elitista, cujo presidente a qual ele serve jamais recebeu trabalhadores e minorias, por exemplo, no Palácio do Planalto, bem como nunca visitou qualquer grupo social e comunitário ou hospital no decorrer da pandemia do coronavírus. O desgoverno dos ricos do general Braga Netto tem como presidente um homem que vive a visitar quartéis e corporações policiais, de forma que a sociedade perceba que se trata realmente de um governo militarista e policialesco com verve fascista.

Um governo de extrema direita que tem como propósito mostrar à sociedade civil e à oposição política que Bolsonaro e seus asseclas tem armas e que poderá intimidar quem quer que seja se seus desejos e intenções forem questionados e combatidos, inclusive no que diz respeito a Lula ser candidato a presidente. Ponto.

O Brasil voltou a uma espécie de ditadura não assumida, porque a ditadura assumida, a de 1964, foi realmente uma tragédia humana e econômica, além de o Brasil e a sociedade civil após a redemocratização e a promulgação da Constituição não ter ido a fundo na questão das mortes e das torturas acontecidas naquela tenebrosa época, o que leva este País continental ter de enfrentar até hoje as ameaças de milicos prepotentes, criados a pó de ló nas casernas, que ameaçam as instituições republicanas e a democracia na maior cara de pau e total insensatez e despropósito.

Ignorantes quanto à sociedade civil que sustenta os oficiais e financia as forças armadas, os comandantes militares do naipe do general Braga Netto transformam a hierarquia em uma bagunça e, consequentemente, o Brasil tem de aguentar desaforos de um servidor público, que deveria se calar e não se insubordinar contra a autoridade dos poderes estabelecidos pela Constituição — o Congresso Nacional e o STF.

Como atuam e agem em um País atrasado em uma sociedade autoritária desde o período colonial e escravocrata, cujo Exército é intervencionista e autor de golpes de estado registrados pela história, generais como Braga Netto se consideram superiores quando tratam com outras autoridades de inúmeros poderes e instituições, porque na verdade os militares se consideram realmente donos da República, quando não o são, assim como o Congresso e o STF tem de colocar esse general em seu lugar, que é o de ser chefe de corporações militares como ministro, mas não de um dos poderes constituídos por Lei, como é o caso da Presidência da República (Executivo), Legislativo e Judiciário.

Braga Netto é apenas um oficial general, que há pouco tempo estava no Rio de Janeiro a comandar a intervenção mais covarde e violenta que se tem notícia, a causar sofrimento nas favelas, além de fazer perceber por parte do povo pobre que os oficiais do Exército são elitistas, sectários e sempre dispostos a proteger os ricos e defender seus interesses patrimoniais e financeiros, porque totalmente divorciados dos interesses dos trabalhadores e da sociedade civil em geral.

Nada que surpreenda a quem conhece as forças armadas e seu DNA, que é a vocação para ser eternamente a guarda pretoriana do establishment nacional e internacional no Brasil e na América Latina. Por seu turno, é evidente que os discursos mequetrefes e rastaqueras do general com pendões de ditador de terceiro mundo ainda abalam um País que tem vocação para o fracasso, cuja "elite" econômica destruiu a economia interna para que um brucutu destrambelhado assumisse o poder e transformasse o Brasil em um País pária e desprezado pelas autoridades do mundo todo.

O que quer o general Braga Netto e seus parceiros de farda? Uma ditadura militar em pleno século XXI sem a autorização de seus chefes diretos, os EUA? Ou ele quer garantir que seu chefe violento e intolerante, que não construiu uma única escola ou hospital em mais de dois anos de mandato presidencial, seja reeleito por meio de ameaças às instituições republicanas e ao processo eleitoral? Com a palavra o general.

A verdade é que ninguém mais aguenta essa ideia que os milicos propagam entre eles, de geração em geração, que um País poderoso economicamente, apesar de tanta pobreza e violência, fique à mercê de doidivanas sem projeto de País e desprovidos também de programa de governo. São perceptíveis a ineficácia e a incompetência desse desgoverno de extrema direita, isolado pelas mais importantes nações do planeta, que preferem ver o diabo do que ter de se encontrar com Jair Bolsonaro, responsável maior por uma crise sanitária de proporções bíblicas, bem com principal ator de um desgoverno que conduz a economia para o precipício, pois praticamente todos os números sociais e econômicos são negativos, segundo o IBGE e outros órgãos públicos e sindicais.    

O servidor público Braga Netto (generais esquecem que são servidores públicos pagos pelos contribuintes), filho da classe média e ex-concurseiro como qualquer cidadão que queira entrar na Aman ou em outro órgão ou instituição pública, é tão sem noção que ele agora resolveu fazer "comícios" políticos em unidades militares. Na verdade, ele tem vontade de ser insubordinado para cometer insurreições e, com efeito, emparedar os poderes da República e a sociedade civil em geral, a ter os partidos políticos de esquerda também como destinatários de suas sandices em forma de mensagens dignas de pequenos mussolinis. Braga Netto deveria se subordinar à Constituição e aos cidadãos contribuintes brasileiros.  Golpismo não, general! É isso aí.

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É sério que nunca teremos uma matéria investigativa sobre a facada? - Bepe Damasco

Por Bepe Damasco

6 de setembro de 2018 : lançado dias antes à presidência da República em substituição a Lula, o candidato petista Fernando Haddad sobe rapidamente nas pesquisas e sua curva ascendente sinaliza que não só assumirá a liderança em pouco tempo, como é o favorito para a segundo turno.

Até esta data, apenas um debate entre os presidenciáveis havia ocorrido, o da TV Bandeirantes, se não me falha a memória, no qual, claro, Bolsonaro tivera uma participação desqualificada e patética.

Acontece, então, o nebuloso episódio da facada, em Juiz de Fora. Bolsonaro, na sequência, aposta alto na vitimização, transformando  a enfermaria e o quarto do hospital em palanques eleitorais.

Tudo com ampla cobertura da imprensa, que descia a detalhes: “hoje o candidato andou pelo quarto”, “Bolsonaro foi ao banheiro pela primeira vez depois da facada”,” finalmente se alimentou sozinho, ingerindo uma papinha.”

De quebra, toda a agenda de campanha foi suspensa, incluindo os temíveis debates. Sim, surgira enfim um acontecimento feito sob medida para evitar que o então candidato do PSL expusesse nos debates toda sua proverbial estupidez e ignorância inacreditável sobre todos os assuntos relevantes para um presidente da República.

Voltar ao caso da facada quase três anos depois segue sendo pertinente, dada a importância histórica do “atentado”. Dá para cravar que sem a facada e as fake news, Bolsonaro não teria sido eleito e infelicitado a nação com um governo de nítida orientação nazifascista.

Por que até hoje, com todo dinheiro e estrutura que possuem, os veículos de comunicação da mídia comercial não se dispuseram a fazer uma matéria investigativa decente sobre a facada?

O que estará por trás disso? Seria o antipetismo doentio e incurável desses meios?

Por acaso sentem vergonha de terem embarcado de forma acrítica na versão oficial sobre a facada?

Será que o comportamento estranhamente cordato com Adélio por parte dos bolsonaristas presentes à cena do “crime” não lhes chamou a atenção, afinal os adeptos de Bolsonaro primam pela violência?

É razoável que seja encarado com naturalidade o fato de Adélio ter sido tratado com civilidade e respeito à sua integridade física pelos brutamontes que cercavam Bolsonaro?

Será que a falta de sangue no local da facada, mesmo sendo possível em ferimentos como esse como se soube depois, não merecia uma investigação mais abrangente, científica e cuidadosa?

Será que a contradição entre a parte da camisa de Bolsonaro rasgada pela facada e o exato local da perfuração no seu corpo não é um detalhe intrigante?

E o colete à prova de balas usado por Bolsonaro em todos os eventos de campanha e deixado de lado justamente em Juiz de Fora?

Alguém se lembra dos nomes dos médicos que atenderam e operaram Bolsonaro, bem como de entrevistas concedidas por eles?

Se o dia-a-dia de Bolsonaro como presidente traz à tona sua flagrante psicopatia, revelando que ele é capaz de tudo para tentar enganar a opinião pública, mentindo e manipulando 24 horas por dia, por que descartar de pronto a possibilidade de o ferimento ter sido resultado de uma trama desesperada partindo dele e de seu staff para ganhar a eleição?

Se depender do cartel da mídia, esperaremos sentados por estas respostas.

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Desinformação sistemática infla fantasma do bolsonarismo

Por Paulo Loiola

Depois de quase 400 mil mortos por Covid-19 só no Brasil, o YouTube anunciou que vai tirar do ar conteúdos que exaltem medicamentos sem eficácia contra a doença. A notícia em si é boa, mas está sendo criticada pela demora com que foi tomada. 

A Ivermectina e hidroxicloroquina, defendidas por Bolsonaro e seguidores, estão sendo responsáveis por problemas renais, necessidade por transplante de fígado e aumento da mortalidade por quem tomou achando que serviam contra a infecção do coronavírus. 

Isso incomoda e deixa muitos de nós aflitos, como algo tão básico não está sendo entendido? A partir disso quero trazer uma reflexão do porquê os bolsonaristas parecem viver em uma realidade paralela e que, sem exagero algum, está consumindo muitas vidas. 

Um estudo analisou a circulação da desinformação sobre a Covid-19 no Twitter, especialmente a hidroxicloroquina. Raquel Recuero (UFPEL/UFRGS), Felipe Soares (UFRGS/MIDIARS) e Gabriela Zago (MIDIARS) observaram que não só as opiniões são polarizadas: a informação também é. 

Em resumo, a dieta midiática dos que acreditam/defendem a hidroxicloroquina como tratamento para Covid-19 não inclui veículos de mídia tradicionais. Essas pessoas lêem, sobretudo, conteúdos que confirmam o que elas querem acreditar, aqui há também muita influência do viés de confirmação, um modelo de funcionamento de nossas mentes que nos levam a buscar cada vez mais informação para confirmar o que já achávamos antes.

Para chegar a esses apontamentos, os pesquisadores coletaram 159.560 links que correram na rede social entre março e julho de 2020 e viram que as notícias que circulam por clusters (grupos) pró e anti-hidroxicloroquina são completamente diferentes. 

Entre os 100 links de maior circulação no grupo favorável ao medicamento, 72 continham algum tipo de desinformação (mentira). E todas vinham de veículos que os pesquisadores chamam de “hiperpartidários” (sites que se engajam em discussões políticas por meio da produção de conteúdo sem compromisso com a verdade e algum interesse político) e mídia social (sobretudo YouTube). 

Ressalto que para os grupos mais radicalizados, as informações de veículos de imprensa sequer circulam. “Dentre os links que apoiam o uso da hidroxicloroquina, vemos principalmente referências à declarações do presidente Bolsonaro, ministros da saúde e outras autoridades, e conteúdo sob o formato que aponta para estudos que supostamente mostrariam que o medicamento ‘mata’ o vírus”, escreveram os autores.

Ou seja, se parece que os bolsonaristas vivem em um mundo paralelo é porque isso, de fato, acontece. Com uma cultura muito peculiar, que inclui próprios veículos de comunicação e até músicas para enaltecer quem eles chamam de “mito”. As teorias conspiratórias difundidas por Olavo de Carvalho certamente ajudam nesse processo. 

Inclusive, em uma conversa recente com João Cezar de Castro Rocha, historiador e crítico literário que tem se dedicado a entender o bolsonarismo, junto ao pessoal do projeto Nossa Base da BaseLab, abordamos também o contexto da delirante guerra cultural promovida por aqueles que hoje estão no poder do Brasil. A emoção é essencial para manter os apoiadores do governo unidos e as fake news sensacionalistas conseguem isso com grande eficácia. Ao mesmo tempo, há pouco efeito em apresentar argumentos racionais para esse grupo.

É importante, portanto, estarmos atentos a crises e fissuras no bolsonarismo, como foi a saída de Sérgio Moro do governo e a implementação da CPI da Covid, para apontar falhas e trabalhar por uma rejeição entre as pessoas comuns que, em algum momento, acharam boa ideia apoiá-lo à presidência. Isso porque a conversão dos radicalizados é praticamente impossível: trata-se de um sistema de crenças que nada tem de racional, aqui retorno aos estudos da mente, há um consenso que nosso pensamento racional é posterior às nossas emoções, ou seja, vêm somente para "confirmar" aquilo que sentimos.

Figuras despreparadas, perigosas e que colocam o país em perigo, com destaque para o próprio Bolsonaro, nos mostram a necessidade de uma união em prol da democracia. O campo progressista precisa dialogar mais e defender o Brasil de oportunistas que causam dor e sofrimento a todos nós.

A boa notícia é que a rejeição de Bolsonaro tem crescido, porém, me preocupa que a responsabilização pela pandemia esteja cada vez mais ligada aos governadores e menos ao presidente, pelas últimas pesquisas. É nossa obrigação demonstrar cada vez mais a irresponsabilidade de Bolsonaro frente à pandemia. 

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Cúpula do clima: E daí?

Por Ricardo Mezavila

A alienação e desinteresse do presidente do Brasil em relação ao mundo, ao que acontece além das fronteiras milicianas de proteção à sua família e amigos criminosos, não permite que tenha entendimento sobre a importância da reunião de líderes sobre a proteção e mudanças climáticas. 

Na contramão do acordo de Paris e pressionado globalmente a reduzir o desmatamento da Amazônia, Jair Bolsonaro fez discurso retórico por três minutos, e contra-atacou pedindo apoio financeiro de países e empresas, para a preservação ambiental no Brasil. 

Bolsonaro adaptou sua fala em consonância com o que o mundo quer ouvir, porém suas ações dizem o contrário. São dois anos de governo e a destruição da floresta Amazônica avançou, as leis ambientais de fiscalização não reduziram o desmatamento, o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, é acusado de atrapalhar investigações de crimes ambientais como o tráfico de madeira. 

O mundo conhece a política de meio ambiente proposta por Bolsonaro, suas falas rançosas de ataque aos povos indígenas e quilombolas, “no que depender de mim, não vai haver demarcação de terras indígenas”, sabe que as invasões de terras são constantes e a violência é estimulada com as leis armamentistas do governo. 

O Brasil não é confiável com Bolsonaro, a ajuda só será possível se mostrar resultados concretos de redução do desmatamento, de cumprimento de metas, o que é impossível num governo que aproveita a pandemia para ‘passar a boiada’. 

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Césio-137 de testes nucleares da Guerra Fria é encontrado em mel nos EUA - Gizmodo Brasil

por
atualizado em
22 de abril de 2021 @ 21:19
Um apicultor segura um quadro de abelhas em Manchester, New Hampshire. Imagem: Elise Amendola (AP)

Uma tarefa de recesso escolar para estudantes de geologia resultou na descoberta de isótopos radioativos em níveis mais altos do que o esperado no mel produzido ao longo da costa leste dos EUA. A quantidade de radiação não é considerada perigosa, mas a descoberta aponta para o legado dos testes nucleares feitos durante a Guerra Fria.

Em 2017, os alunos do primeiro ano de geologia da William & Mary, no estado da Virginia, foram encarregados de coletar amostras de alimentos durante suas férias de primavera. O objetivo do exercício era demonstrar como, mesmo 60 anos depois, a precipitação radioativa dos testes nucleares da Guerra Fria ainda persiste nos alimentos.

No início, as amostras produziram os traços típicos, mas as coisas ficaram estranhas quando Jim Kaste, professor associado do Departamento de Geologia da universidade e principal autor do novo estudo, usou seu detector gama para escanear uma amostra de mel. O aparelho mostrou que o césio-137, um isótopo radioativo, estava em níveis 100 vezes maiores do que os outros alimentos.

“Eu medi novamente porque pensei que algo aconteceu com o recipiente ou meu detector poderia estar maluco”, explicou Kaste em um comunicado da universidade. “Eu reproduzi a medição. E era, novamente, 100 vezes mais quente do que qualquer um desses outros alimentos.”

Deste modo, o que era para ser uma simples e interessante tarefa para estudantes de geologia foi subitamente transformado em um estudo completo, cujos resultados agora aparecem na Nature Communications. Kaste e seus colegas obtiveram amostras de mel de produtores locais verificados ao longo da costa leste americana, descobrindo que 68 das 122 amostras de mel, do Maine à Flórida, continham quantidades variáveis de césio-137 radioativo, embora em níveis não considerados perigosos para a saúde humana. E não estamos falando de potes de mel que ficaram parados nas prateleiras das lojas por anos ou décadas — mas sim do seu estado natural.

“Não estou tentando dizer às pessoas que não devem comer mel. Eu alimento meus filhos com mel”, disse Kaste. “Eu como mais mel agora do que quando comecei este projeto.”

O risco de a precipitação radioativa atingir a cadeia de produção de alimentos depois dos desastres nucleares de Chernobyl e Fukushima é uma preocupação legítima. Mas, de novo, volto a enfatizar: os níveis de césio-137 detectados no mel dos EUA não são um problema para a saúde. O que o novo artigo mostra, no entanto, é até que ponto os testes de armas nucleares feitos durante a Guerra Fria continuam a afetar a atmosfera.

Dos testes para o mel

“Durante meados do século 20, cinco países testaram mais de 500 armas nucleares no ar, que, juntas, liberaram muito mais radiação ionizante para a atmosfera do que qualquer outro evento ou combinação de eventos na história da humanidade”, indica o novo estudo.

A maioria desses testes foi realizado nas Ilhas Marshall no Oceano Pacífico e na região do arquipélago russo de Novaya Zemlya na antiga União Soviética. Em grande parte, esses testes atmosféricos foram interrompidos após o Tratado de Proibição de Testes Nucleares de 1963, exceto por alguns feitos na China e na África durante as décadas de 1960 e 1970. As evidências desses testes ainda podem ser encontradas em todo o planeta na forma de césio-137 — um subproduto da fissão nuclear.

Não é possível comparar os níveis atuais desta precipitação radioativa com um teste nuclear específico, mas os cientistas “sabem que a produção de césio-137 do Pacífico e da Rússia foi 400 vezes maior do que a produção das explosões do Novo México e Nevada”, disse Kaste. Na verdade, uma única Tsar Bomba soviética era pelo menos “50 vezes mais poderosa do que todos os testes de Nevada e Novo México combinados”, acrescentou.

Mas como as consequências nucleares da Guerra Fria foram para no mel? Essa é uma excelente pergunta, e o novo artigo narra a provável rota tomada pelo césio-137 enquanto ele viajava por todo o planeta e, especificamente, para a costa leste dos Estados Unidos. Além do mais, o documento também fornece uma explicação de por que parte dessa radiação residual aparece em maiores quantidades em certos locais.

Como explicam os geólogos, a maior parte das partículas radioativas pousaram nas imediações dos testes, mas algumas subiram para a estratosfera. Com isso, os ventos predominantes a leste levaram os isótopos aos céus dos EUA, e as chuvas frequentes ao longo da parte leste do continente os trouxeram para a superfície. Então, 60 anos depois, o césio-137 (que apresenta meia-vida de aproximadamente 30 anos) continua sendo a forma dominante de poluição por radiação ionizante no meio ambiente, de acordo com o estudo.

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Os níveis de césio-137 variaram ao longo da costa, com o mel da Virgínia exibindo praticamente nenhuma porcentagem, enquanto as amostras da Flórida continham uma quantidade considerável. Taxas variáveis ​​de precipitação podem parecer uma explicação lógica, mas os pesquisadores dizem que este não é o caso, apontando em vez disso para o teor de potássio dos solos locais. As regiões com baixo teor de potássio produziram as maiores quantidades de césio-137 no mel, enquanto as regiões com alto teor de potássio produziram alguns dos menores índices. Acontece que as plantas absorvem potássio para a alimentação e, como os átomos de césio e potássio parecem semelhantes, as plantas famintas em solos com baixo teor de potássio estão devorando o césio-137 disponível.

Insetos polinizadores — principalmente abelhas — coletam esses isótopos da Guerra Fria durante suas rondas diárias, resultando no mel (ligeiramente) radioativo. Como escrevem os geólogos, essa cascata de solo, plantas e polinizadores “pode aumentar” a presença de césio-137 em “várias ordens de magnitude” no mel proveniente de regiões específicas com baixo teor de potássio no solo. Contudo, embora não haja preocupação com a saúde humana, há preocupação com os insetos polinizadores.

“O que vemos hoje é uma pequena fração da radiação que estava presente durante as décadas de 1960 e 1970”, disse Kaste. “E não podemos dizer com certeza se o césio-137 tem algo a ver com o colapso das colônias de abelhas ou o declínio da população.”

Na verdade, nenhuma conexão foi feita para ligar essa poluição da Guerra Fria ao declínio dramático nas populações de abelhas, mas provavelmente é algo que vale a pena examinar. Infelizmente, o legado desses testes continua a nos assombrar, de maneiras que nunca poderíamos ter imaginado.

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Descoberta de fósseis reforça a teoria de que os tiranossauros caçavam em grupo

Impressão artística dos tiranossauros logo após serem mortos em uma enchente e arrastados para um lago próximo. Um jacaré Deinosuchus é mostrado no fundo. Crédito: Victor Leshyk

Um notável sítio arqueológico em Utah, nos Estados Unidos, no qual vários tiranossauros foram encontrados enterrados juntos, reforça a teoria crescente de que essas criaturas temíveis caçavam em grupo, de modo semelhante aos lobos.

A possibilidade de os tiranossauros serem caçadores sociais já vêm sendo considerada pelos paleontólogos há mais de 20 anos. Em 1910, pesquisadores que trabalhavam em Alberta, no Canadá, encontraram os restos de 12 tiranossauros que parecem ter morrido juntos. Praticamente todo mundo esqueceu essa história até que o paleontólogo canadense Philip Currie, agora na Universidade de Alberta, revisitou a antiga descoberta em 1998, argumentando que era uma evidência de “comportamento gregário” em tiranossauros e que esses animais caçavam em grupo.

Sete anos depois, Currie, junto com vários colegas, relatou uma descoberta semelhante feita em Montana (EUA), na qual os restos mortais de três tiranossauros pertencentes ao gênero Daspletosaurus também foram encontrados juntos. E em 2014, paleontólogos descreveram pegadas fossilizadas encontradas na Colúmbia Britânica, no Canadá, que pareciam mostrar três tiranossauros movendo-se na mesma direção ao mesmo tempo.

Apesar dessa evidência, os cientistas relutam em atribuir comportamento gregário aos tiranossauros, alegando que as capacidades cognitivas limitadas dos dinossauros não poderiam permitir isso. Os críticos dessa teoria agora terão que considerar um terceiro local de morte em massa, conforme descrito em um novo artigo publicado na PeerJ.

Uma mandíbula superior de Teratophoneus, encontrada na “Rainbows and Unicorns Quarry” em Utah. Imagem: Bureau of Land Management

O sítio arqueológico fica dentro do Monumento Nacional Grand Staircase-Escalante, e reúne os restos mortais de quatro, possivelmente cinco, tiranossauros, que parecem ter morrido ao mesmo tempo. Os fósseis estavam enterrados no local de um antigo rio. Os autores do novo artigo dizem que suas mortes foram provavelmente o resultado de enchentes sazonais.

“O novo local de Utah contribui para o crescente corpo de evidências que mostra que os tiranossauros eram grandes predadores complexos, capazes de comportamentos sociais que são comuns em muitos de seus parentes vivos, os pássaros”, Joe Sertich, coautor do artigo e curador de dinossauros no Denver Museum of Nature & Science, explicou em um comunicado à imprensa. “Essa descoberta deve ser o ponto de inflexão para reconsiderar como esses carnívoros se comportaram e caçaram no hemisfério norte durante o Cretáceo.”

Currie, que não estava envolvido no novo estudo, disse que a descoberta “aumenta o número crescente de evidências de que os tiranossaurídeos são capazes de interagir como grupos gregários”, conforme declaração dele no comunicado à imprensa do Bureau of Land Management de Utah.

Membros da equipe mapeando ossos no local. Imagem: Bureau of Land Management

Os ossos desses dinossauros foram encontrados enterrados no final da da Idade Campaniana, na Formação Kaiparowits do sul de Utah, que atende pelo maravilhoso apelido de “Rainbows and Unicorns Quarry” (“Pedreira Arco-Íris e Unicórnios”, em tradução livre). O coautor do estudo, Alan Titus, do Bureau of Land Management, descobriu o local em 2014, e ele representa o primeiro local de morte em massa de tiranossauros a ser encontrado no sul dos Estados Unidos.

Titus e seus colegas descobriram os restos mortais de vários Teratophoneus, um gênero de tiranossauro que viveu no Cretáceo aproximadamente 77 milhões a 76 milhões de anos atrás. Este gênero é conhecido por uma única espécie, Teratophoneus curriei, cujos maiores membros mediam algo entre 6,4 e 7,9 metros de comprimento. Os tiranossauros, ou tiranossaurídeos, descrevem uma família de dinossauros carnívoros enormes que se erguiam sobre duas pernas, sendo os exemplos mais famosos o Tiranossauro rex, o Albertossauro, o Daspletossauro e o Tarbossauro.

Além dos fósseis de Teratophoneus, Titus e os seus colegas descobriram vários tartarugas, peixes e espécies de raias, um esqueleto quase completo de um jacaré Deinosuchus de 3,7 metros de comprimento, e outras duas espécies de dinossauros (acredita-se que nenhum destes animais morreu no evento que matou os espécimes de Teratophoneus). Além desses ossos, os cientistas coletaram fragmentos de pequenas rochas e depósitos de bancos de areia do antigo rio do período Cretáceo.

“Percebemos imediatamente que este local poderia ser usado para testar a ideia do tiranossauro social. Infelizmente, a história antiga do local é complicada”, disse Titus. “Os ossos parecem ter sido exumados e reenterrados pela ação de um rio. Por isso, o contexto original em que estavam foi destruído. No entanto, nem tudo foi perdido.”

Na verdade, as evidências químicas e físicas recuperadas do local permitiram que a equipe atribuísse um sentido a essa cena antiga, apesar das interrupções geológicas mencionadas. A análise de isótopos estáveis ​​de carbono e oxigênio, junto com concentrações de elementos de terras raras, rendeu “uma assinatura relativamente homogênea”, como escreveram os paleontólogos em seu artigo. Isso sugere fortemente que os fósseis foram todos derivados da mesma população de origem e que os animais morreram e se fossilizaram juntos. Também sugere que nenhum outro animal foi introduzido no local de enterro em uma data posterior.

Os cientistas suspeitam que uma enchente sazonal matou os tiranossauros, levando seus corpos para um lago próximo, onde eventualmente foram enterrados. A equipe considerou várias outras possibilidades para explicar as mortes em massa, incluindo envenenamento (por exemplo, água potável contaminada com cianobactérias), seca, incêndio e até mesmo afogamento em areia movediça. Desses cenários, o dilúvio é considerado a explicação mais plausível, segundo os cientistas.

A descoberta na Rainbows and Unicorns é obviamente importante, pois é uma evidência potencial não apenas da caça cooperativa entre os tiranossauros mas também para a sociabilidade em geral, o que poderia se aplicar a outras características, como cuidado parental estendido. Dito isso, nem todo mundo está convencido pelas novas evidências.
“É um pouco mais difícil ter tanta certeza de que esses dados significam que esses tiranossauros viveram juntos no passado”, disse Kristi Curry Rogers, professora de biologia do Macalester College, à Associated Press. “É possível que esses animais tenham vivido na mesma vizinhança uns dos outros sem viajar juntos em um grupo social, e apenas se reuniram em torno de recursos cada vez menores à medida que os tempos ficavam mais difíceis.”

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Como o chip M1 da Apple é a maior prova daquilo que usuários Android estão perdendo - Gizmodo Brasil

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Imagem: Sam Rutherford/Gizmodo

Como usuário do Android, às vezes me sinto derrotado depois de assistir a um evento da Apple, especialmente quando há novos dispositivos vindo aí, como é o caso do iPad Pro. Isso me lembra que existem poucas alternativas viáveis ​​na terra do robozinho verde.

Os tablets Android estão em um estado deprimente. Mesmo aqueles que valem a pena comprar não são tão chamativos ou capazes de alcançar o desempenho do dispositivo que a Apple anunciou esta semana. O preço inicial do novo iPad Pro de US$ 799 também não é tão exorbitante nos Estados Unidos (N.T: no Brasil, por R$ 10.799, é muito caro!). E com a adição do chip M1, suporte para redes 5G e uma câmera frontal ultra-angular de 12 MP com recurso Center Stage (mais suporte LiDAR na parte de trás), confesso que estou sentindo muita inveja de quem vai ter um aparelho desses.

Então, o que um usuário do Google deve fazer se quiser um tablet sem iOS? Esperamos que o Google revele um processador próprio para a nova geração de dispositivos Pixel. Os últimos rumores indicam que os smartphones serão a primeira a ser equipada com a CPU Whitechapel “GS101” do Google. Isso não significa necessariamente que a companhia lançaria com sucesso um matador de iPad. Mas ajudaria a facilitar alguns dos outros tropeços do ecossistema e talvez pavimente o caminho para o que poderia ser um tablet Android que você gostaria de comprar — talvez até um tablet Android que você consideraria em vez do iPad.

Processador Pixel

O Google já moldou o Pixel em sua visão, mas tem menos controle sobre os componentes dentro dos smartphones. Ele vem equipado com os chips Snapdragon da Qualcomm desde os primeiros dispositivos Pixel, e é por isso que os Pixels 2, 3, 4 e 4a tinham um Visual Core ou Neural Core adicionado para ajudar o telefone a processar funções de inteligência artificial e fotos de alta resolução.

Imagem: Sam Rutherford/Gizmodo

No entanto, não há necessidade de adicionar o poder de processamento extra se ele já estiver integrado. Como aponta o Android Intelligence, construir o chip Pixel internamente significa que ele seria desenvolvido especificamente para o que o dispositivo foi feito:

“Da forma como está agora, o Google depende de empresas como a Qualcomm para fornecer essa estrutura e determinar muito do que pode fazer com seus produtos Pixel. E para uma empresa que se concentra em áreas como aprendizado de máquina e um serviço de assistente sempre atento, isso cria algumas limitações sérias com os tipos de experiências que é capaz de fornecer.”

Desenvolver um “chip Pixel” especificamente para hardware da marca Pixel também ajudaria a prolongar a vida de alguns dispositivos mais antigos.

Suporte estendido

As classificações de satisfação do cliente da Apple estão nas alturas — em parte porque ela oferece suporte a dispositivos mais antigos, permitindo que as pessoas tenham mais tempo antes de atualizar seus aparelhos. O iOS 14, por exemplo, é compatível com o iPhone 6S, que já tem quase seis anos.

Imagem: Alex Cranz/Gizmodo

Imagine ver esse tipo de suporte de longo prazo em um dispositivo Android. A plataforma ficou exponencialmente melhor em atualizações de software desde que o Google separou elementos do sistema operacional para que eles pudessem ser atualizados por meio da Google Play Store, em vez de esperar que as operadoras e fabricantes os implementassem. Em smartphones da linha Pixel, os updates são garantidos por até três anos.

Um chip Pixel pode ajudar o Google a fornecer suporte ainda mais estendido para seus celulares. Mesmo com todos os hacks pós-mercado e versões de terceiros do Android circulando por aí, isso não é algo com que seu consumidor médio queira lidar no final do dia. Esse tipo de suporte prolongado também pode ajudar a estabelecer mais lealdade à marca, algo o que o Google tem enfrentado dificuldade segundo as últimas vendas de Pixel.

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Tablet Android

O Google lançou o Nexus 9, um tablet Android fabricado pela HTC, lá no ano de 2014. Era um dispositivo com tela de 9 polegadas e o poderoso Nvidia Tegra K1 de 2,3 GHz, além de um excelente tablet para desenvolvedores Android. Mas fora isso, era quase impossível atingir a dominação do iPad no mercado.

Em seguida, o Google fez uma nova tentativa com o Pixel Slate, só que, desta vez, o dispositivo usava Chrome OS, que tem compatibilidade com Android. O aparelho tinha benchmarks de desempenho impressionantes, uma tela vibrante de alta densidade e incluía suporte para a caneta Pixel Pen, embora não tenha conseguido ganhar força nas comunidades criativas da mesma forma que o Apple Pencil. A caixa do teclado não era muito estável, tornando difícil acoplar o tablet para longos períodos de digitação. No final das contas, o Slate não vendeu bem, e o Google parou de vendê-lo um tempo depois.

Imagem: Alex Cranz/Gizmodo

A Samsung é a única empresa a fazer tablets Android competitivos, e o Galaxy Tab S7+ não é uma alternativa ruim se você está comprometido com a ideia de continuar com o sistema do Google. Ele oferece alguns dos recursos disponíveis no iPad Pro, como uma tela grande e uma S-Pen precisa com carregamento magnético integrado. No entanto, a Samsung está vendendo sua versão do ecossistema Android que, assim como acontece nos smartphones, não é atualizado com frequência. Sem mencionar o fato de que o Android ainda precisa de alguns ajustes antes de ser totalmente competente para produtividade em um tablet.

Não há indicação de que o Google tem planos de se aventurar novamente nos tablets Android ou que até mesmo tentaria lançar algo que pudesse competir com o iPad Pro, que é o modelo mais avançado da Apple. É mais provável que veremos um tablet Chrome, especialmente após relatos de que o suposto chip Pixel poderia encontrar vida em outras categorias de produtos além de um smartphone.

Seja qual for o plano, esperamos que o Google siga em frente com esses rumores internos sobre chips próprios. Cada evento da Apple que traz um novo iPad é mais um lembrete do que estamos perdendo no reino do Android: uniformidade da plataforma. Um chip personalizado para os dispositivos Pixel seria apenas o começo da união total do ecossistema do Google e tornaria seu hardware uma alternativa viável à Apple.

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Hospedagem grátis: o que levar em consideração antes de ter?

Quando se pensa em criar um site, sempre existem dúvidas de como isso deve ser feito e o que deve ser pago. A hospedagem é um dos assuntos mais falados nestes momentos e existem tanto as pagas quanto as gratuitas a se levar em consideração. 

Portanto, continue a leitura conosco porque iremos te dizer quais são os pontos relevantes que devem ser analisados antes de adquirir a sua.

1. Qual a empresa que está oferecendo?

O primeiro ponto é descobrir qual é a empresa que está oferecendo o serviço. Isso porque existem algumas falsas ou com muitas limitações e que não valem a pena, mesmo sendo gratuitas.

Portanto, busque saber se a empresa é referenciada no mercado de hospedagem e pesquise sobre a história da mesma. Existem plataformas que oferecem opções gratuitas com nenhuma limitação e ainda permite que o usuário crie o próprio site sem pagar nada ao utilizar templates que já estão prontos. 

Criar sites é muito burocrático e exige, quando não se sabe usar a tecnologia, um programador. Ele é capaz de utilizar códigos para criar cores e menus. Entretanto, com ferramentas de desenvolvimento web consegue-se fazer isso apenas arrastando itens, sem ter a necessidade de entender sobre HTML, CSS e muitos outros.

Para conhecer mais sobre a empresa que pensa em usar os serviços gratuitos, busque sobre ela no Linkedin, Facebook e até mesmo Instagram. Outra dica para ter certeza da reputação é visitar sites como Reclame Aqui, Ebit e Análise Loja.

2. Espaço de hospedagem

Outro ponto a se analisar é o espaço da hospedagem que podem ser os mais variados, chegando a opções ilimitadas.  Neste caso, é relevante que você pense quantas publicações e conteúdos devem estar na sua plataforma.

Isso porque não é necessário investir 100 GB se utilizar apenas 10 GB. Fazer essa análise também é importante para que o site não fique lento já que sobrecarregar ele de material e ter pouco espaço pode fazer com que ele caia. 

No início, enquanto não há muito acesso em seu site ou loja virtual, o indicado é usar uma  hospedagem compartilhada e conforme o acesso começa a crescer, mudar para outras alternativas.

3. Tipo de hospedagem

O tipo de hospedagem também tem bastante a ver com o espaço. Imagine, por exemplo, uma loja virtual como a Amazon e um blog menor que aborda sobre dicas para penteados com dez acessos diários.

A Amazon precisa de uma hospedagem que suporte milhões de pessoas acessando simultaneamente e isso sai muito mais caro que uma hospedagem para um site com 10 acessos diários. 

Neste caso, a gigante norte-americana teria que ter um servidor completamente dedicado, sem que houvesse divisão com outros sites. Já o blog com menos acesso poderia ficar em uma compartilhada. Ou seja, uma hospedagem que permite mais sites juntos dividindo o mesmo espaço, deixando o preço mais barato e viável para quem está começando.

VPS é uma alternativa intermediária que está entre o compartilhado e o dedicado. É uma opção que é paga.

Geralmente, as compartilhadas são gratuitas e oferecidas por plataformas como WordPress, Zyro e Wix. Os três sites permitem que o usuário crie uma loja virtual própria sem saber códigos ou programações. Dessa forma, todo o processo de criação se torna mais barato e o melhor: é possível saber exatamente quando deve mudar o seu pacote. 

4. Acesso simultâneo

O acesso simultâneo é quando mais pessoas acessam o site em um mesmo espaço de tempo. Quanto menor a quantidade de espaço e mais limitada for a hospedagem, quanto mais pessoas acessando, mais lento deve ficar a plataforma. Por isso recomenda-se que compre um plano pago ou mais vantajoso quando começar a notar lentidão acompanhada de mais acessos.

Um exemplo clássico é o próprio site do governo que, com a liberação das notas do ENEM,  com uma grande quantidade de acessos, começou a travar e cair. A causa disso foi uma hospedagem que não estava qualificada o suficiente para a quantidade de pessoas que pretendiam ver os resultados. 

Uma dica é começar com uma hospedagem simples para evitar gastos com servidores dedicados. Sendo assim, é possível aumentar a qualidade do servidor assim que a quantidade de acessos aumentar.

Se o endereço online tem apenas 100 acessos em um dia e poucos são simultâneos, não há a necessidade de investir massivamente em banco de dados e servidores robustos como é o caso da Havan, Americanas e até mesmo a Amazon que já foi citada anteriormente. 

Conclusões

Como é possível observar, são inúmeros aspectos a serem levados em consideração no momento de escolher uma hospedagem gratuita. Entretanto, elas ainda valem muito a pena, especialmente para aqueles que não possuem muitas condições para realizar os investimentos desde início, sem ter a certeza que haverá um retorno concreto.

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