Catástrofe Humanitária
____________________ 2021-04-15:
1.000.000 _ Europa
1.500.000 _ Américas
COVID-19: Europa ultrapassa +de 1.000.000 de MORTES e as Américas, +de 1.500.000
ÍNDIA: 200.000 novos casos em 24 horas VARIANTE_INDIANA se propaga mais RÁPIDO e é MENOS detectada por testes PCR
URUGUAI tem MAIOR taxa de contágio do mundo
SP: Conselho de secretários cobra KIT_INTUBAÇÃO: "vamos entrar no CAOS"
SP: FESTA clandestina em MANSÃO no Morumbi é encerrada pela polícia. Mas, e os bailes FANQUI ?
Quase 16% dos servidores da Presidência da República já contraíram covid-19
Bolsonaro precisaria entender UM POUCO sobre a CONSTITUIÇÃO argentina ANTES de OPINAR sobre o país, rebate o presidente Fernández
"Salve-se quem puder": VENEZUELA sofre com crise, hiperinflação, queda do poder aquisitivo, sanções econômicas, falta de TRANSPARÊNCIA sobre a PANDEMIA, FUGA de 5 milhões de seus 30 milhões de habitantes. Um ABISMO difícil de sair.
Monique Medeiros da Costa e Silva, de 33 anos, perua da Barra da Tijuca, mãe biológica de Henry Borel, 4 anos, assassinado com 23 lesões. Futura pastora evangélica, livre, leve e solta em poucos anos.
Europa ultrapassa 1 milhão de mortes por covid-19, aponta OMS

Colaboração para o UOL
Mesmo com a vacinação avançada em alguns locais, como o Reino Unido e a Alemanha, a Europa ultrapassou mais de 1 milhão de mortes por covid-19. Os dados são da OMS (Organização Mundial da Saúde).
As Américas somam quase 1,5 milhão de óbitos resultantes do vírus e a Europa, no ranking global, segue logo atrás, com 1,019 milhão. O sudoeste asiático teve 233 mil mortes e o leste do mediterrâneo registrou 168 mil vítimas fatais da covid-19.
Fernández rebate Bolsonaro por post sobre uso de exército argentino
No fim do ranking, estão África com 80 mil e o oeste do Pacífico com 34 mil óbitos. É importante frisar que os dados da OMS são os números registrados, podendo haver ainda mais vítimas do coronavírus que não foram propriamente reportadas.
O alto número na Europa vem crescendo devagar desde o segundo semestre de 2020. Há um mês, o continente tinha cerca de 900 mil mortes.
Do índice de óbitos nas Américas, o Brasil é o principal responsável com mais de 3.000 vidas perdidas nas últimas 24 horas. Em seguida, os Estados Unidos somam 798 mortes e, em terceiro, o México com 592 vítimas.
Brasil vive 'catástrofe humanitária' por resposta falha contra covid-19, diz ONG

No Rio de Janeiro
15/04/2021 09h45
A atuação caótica de autoridades brasileiras no enfrentamento da crise do novo coronavírus, sem uma ação "coordenada e centralizada", levou o país a uma "catástrofe humanitária", denunciou hoje a ONG Médicos sem Fronteiras (MSF).
"A falta de vontade política para agir de forma adequada ante esta pandemia é responsável pela morte de milhares de brasileiros", apontou a organização.
SP: Conselho de secretários cobra kit intubação: 'vamos entrar no caos'
Desde o começo da pandemia, o novo coronavírus já causou mais de 360 mil mortes no país, balanço superado apenas pelos Estados Unidos. Nas últimas semanas, a crise de saúde se agravou, a ponto de causar 66 mil óbitos apenas no mês de março e uma média diária de 3 mil mortos na última semana.
"Na semana de 5 de abril, 11% dos novos casos de covid-19 foram registrados no Brasil, assim como um quarto das mortes", assinalou a organização, para a qual "essas cifras ilustram a incapacidade das autoridades de gerenciar a crise sanitária e humanitária no país e de proteger os brasileiros do vírus, principalmente os mais vulneráveis".
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) continua minimizando a gravidade da pandemia e fazendo críticas às medidas restritivas decretadas por governadores e prefeitos. Especialistas observam que, diante da ausência de uma coordenação nacional, as medidas locais se tornam confusas, ineficazes e pouco respeitadas pela população.
"No Brasil, os problemas de saúde pública são instrumentalizados pelo poder político", assinalou o presidente internacional da MSF, Christos Christou. "Em consequência, as medidas sanitárias que devem ser tomadas com base em fatos científicos se associam mais a opiniões políticas, em vez de serem um marco de proteção dos indivíduos e de suas comunidades".
O Senado deu ontem o primeiro passo para instalar uma CPI a fim de apurar eventuais "omissões" do governo Bolsonaro na luta contra a pandemia.
"A falta de planejamento e coordenação entre as autoridades de saúde federais, estaduais e municipais teve consequências fatais", destacou Pierre Van Heddegem, coordenador da unidade de emergência para a resposta à Covid-19 da MSF no Brasil.
"Não apenas os pacientes morrem sem poder ter acesso à saúde, mas também as equipes médicas estão exaustas e sofrem com graves traumas psicológicos e emocionais devido às condições de trabalho", acrescentou.
A MSF, presente no país desde 1991, mobilizou equipes em oito estados brasileiros no começo da pandemia e apoia "mais de 50 estabelecimentos de saúde", focando no atendimento aos pacientes mais vulneráveis. Em 2021, a organização mantém equipes em três estados do Norte duramente afetados pela pandemia: Rondônia, Roraima e Amazonas.
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Uruguai tem maior taxa de contágio do mundo

Redação
Em Montevidéu
15/04/2021 07h45
O Uruguai, que até pouco tempo era considerado um exemplo na luta contra a covid-19, vem registrando o maior número de novas infecções diárias per capita do mundo, segundo a France Press. O país teve uma média de 1.370 novos casos por cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, de longe um recorde global, já que nenhum outro país superou os 1.000 contágios diários por 100 mil habitantes.
Desde a semana passada, a variante brasileira, chamada de P1, já era relacionada a 30% dos novos casos no Uruguai. "Este é um fenômeno que teve um ponto de inflexão na primeira quinzena de fevereiro, com o surgimento da variante brasileira", disse Daniel Salinas, ministro da Saúde uruguaio.
Segundo projeções do Imperial College, feita para 68 países, o Uruguai tem a terceira maior taxa de transmissão (Rt) de coronavírus no mundo. O Rt é uma das principais referências para acompanhar a evolução epidemiológica: quando é inferior a um, indica tendência de desaceleração dos casos. Quando é superior, indica que o vírus se dissemina mais rapidamente. Os números uruguaios significam que cada 100 pessoas infectadas devem contaminar outras 142. No Brasil, por exemplo, o mesmo número é igual a 106. No mundo, apenas Irã (149) e Índia (147) têm índices maiores.
Segundo dados do site Our World in Data, da Universidade de Oxford, com cerca de 70 mortos por dia, o Uruguai totaliza 20,4 óbitos por milhão de habitantes, o quinto pior desempenho do mundo, atrás apenas de Bósnia-Herzegovina (57,61), Hungria (30,12), San Marino (29,46) e Bulgária (28,93) - o Brasil, quando atinge 4 mil mortes diárias, chega à marca de 19 óbitos por cada milhão de habitantes.
O aumento do número de contágios põe em risco o atendimento em hospitais públicos e privados em todo o país, onde 53% dos leitos de UTI estão ocupados por pacientes de covid-19. Segundo a Sociedade Uruguaia de Medicina Intensiva, até a segunda-feira, a ocupação total dos leitos de terapia intensiva é de 77%.
O Uruguai, que já foi um exemplo regional por sua bem-sucedida gestão da pandemia, vive atualmente seu pior momento sanitário. Mas o presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, se mostra relutante em endurecer as medidas existentes para restringir a mobilidade da população, argumentando que seu governo não acredita em "um Estado policial".
O país, que nunca decretou quarentena obrigatória, suspendeu as aulas presenciais, espetáculos públicos e fechou alguns escritórios não essenciais, assim como os "freeshops" na fronteira com o Brasil e os cassinos sob a jurisdição do Estado.
No entanto, estabelecimentos comerciais de todos os setores, incluindo bares e restaurantes, permanecem abertos - até a meia-noite -, com muita movimentação nas ruas. A entrada no país só é permitida para uruguaios e residentes, além de estrangeiros que possam provar motivos diplomáticos, econômicos, profissionais ou pessoais excepcionais e com a autorização expressa do governo.
Por volta das 21 horas de terça-feira, um forte panelaço pôde ser ouvido em vários bairros de Montevidéu pedindo mais medidas para conter os contágios. Mas, até o momento, o governo de Lacalle Pou aposta todas as fichas no programa de vacinação, que avança em um ritmo bom. Quase 26% da população uruguaia recebeu a primeira dose das vacinas da Coronavac ou da Pfizer, e 6% a segunda, desde que teve início a campanha de imunização, em 1.º de março.
A vacinação uruguaia tem características diferentes das que estão sendo realizadas em nações vizinhas, como Brasil e Argentina, onde a imunização começou com pessoas com mais de 80 anos. O Uruguai iniciou seu plano nacional pelos policiais, militares do Exército, bombeiros e professores. Logo em seguida, iniciou a imunização dos profissionais de saúde e de pessoas entre 18 e 59 anos que tenham tido alguma comorbidade.
O Uruguai também usou sobras de vacinas de várias regiões do país para "blindar" a fronteira com o Rio Grande do Sul, onde o sistema de saúde entrou em colapso no fim de fevereiro. No geral, os brasileiros não podem entrar no país, exceto no caso de reagrupamento familiar.
A situação também e grave na Argentina. No dia 13 de março, o país registrava uma média móvel de 6,5 mil novos casos por dia. Em 13 de abril, o número havia mais que triplicado, passando para 21,6 mil novas infecções. As mortes duplicaram, passando de uma média diária de 110 para 220 no último mês.
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Índia registra recorde de 200 mil novos casos de covid-19 em 24 horas

Em Nova Déli
15/04/2021 06h44
Atualizada em 15/04/2021 07h43
A Índia registrou o recorde de 200 mil novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com os dados oficiais publicados hoje, no momento em que o país de 1,3 bilhão de habitantes enfrenta uma grande segunda onda de contágios.
O número de casos diários mais que dobrou desde o início de abril. A Índia, que já registrou mais de 14,1 milhões de casos, também contabilizou 1.038 mortes em 24 horas, o que eleva a 175 mil o total de óbitos desde o início da pandemia, segundo os números do ministério da Saúde.
Variante indiana da covid-19 se propaga mais rápido e é menos detectada por testes PCR
O país se tornou na segunda-feira o segundo país mais afetado pela covid-19 em número de casos, superando o Brasil.
Os especialistas culpam as festas religiosas, os comícios políticos e os locais públicos lotados. Ontem, o governo adiou os exames escolares previstos para maio e junho para os estudantes com idades entre 15 e 18 anos.
A nova onda de contágios de covid-19 na Índia provocou restrições e/ou confinamentos parciais em muitos estados e territórios gravemente afetados.
Maharashtra, principal foco de contaminação, decretou um confinamento aos fins de semana e um toque de recolher noturno.
Mas o estado - onde fica Mumbai, capital econômica do país - advertiu que um confinamento total pode ser instaurado nos próximos dias caso o número de contágios permaneça em alta.
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Bolsonaro é 'grande responsável' por 'desastre' de covid, diz vice-presidente de delegação do Parlamento Europeu para o Brasil

15/04/2021 06h20
Atualizada em 15/04/2021 12h25
Na visão da alemã Anna Cavazzini, eurodeputada pelo Partido Verde e vice-presidente da delegação do Parlamento Europeu para assuntos relacionados ao Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem "grande parcela de responsabilidade" pela crise sanitária desencadeada pela pandemia de covid-19 no país, que ela descreve como "um verdadeiro desastre".
Cavazzini participa de uma reunião de duas horas sobre o Brasil hoje marcada no Parlamento Europeu, tendo como pano de fundo a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a crise do novo coronavírus no país e os recordes de mortes por covid-19.
Mitomania de Bolsonaro o colocou na liderança global das mortes por covid
O chefe da Missão do Brasil junto à União Europeia, embaixador Marcos Galvão, foi chamado para participar.
Aludindo a uma expressão em sua língua materna, Cavazzini diz que a situação atual do Brasil é como se o país "caminhasse rumo ao precipício de olhos bem abertos".
"Devo dizer que nenhum país é perfeito. Muitos governos estão lutando pelas melhores práticas. Por exemplo, em meu país, a Alemanha, também temos uma discussão muito crítica sobre se o governo está fazendo a coisa certa. Mas acho que a situação no Brasil realmente se destaca", diz ela, em entrevista à BBC News Brasil por telefone.
"É um nível completamente diferente de desastre, má gestão governamental, negação política, basicamente é como se o Brasil estivesse "caminhando rumo ao precipício de olhos bem abertos", acrescenta.
Segundo Cavazzini, Bolsonaro "tem grande parcela de responsabilidade pelo número de doentes e mortos porque não levou a doença a sério, incentivou as pessoas a se reunirem em grandes aglomerações, manteve-se cético no início em relação à vacinação e obstruiu os serviços de imunização em cidades e estados do Brasil".
Reuniões como essa não têm implicação prática e são marcadas com antecedência para discutir temas de interesse bilaterais.
Mas Cavazzini diz que, embora o Parlamento Europeu não possa ditar a política externa, "pode participar nas conversas e influenciar a agenda" dos Estados membros do bloco.
"Queremos mostrar a solidariedade europeia para com as pessoas que estão lá (Brasil) e gravemente afetadas (pela covid). Claro que também queremos lançar luz também sobre a difícil situação dos direitos humanos no Brasil e principalmente das pessoas que defendem as florestas, que defendem suas terras, que estão ameaçadas e algumas delas infelizmente mortas", diz.
Cavazzini, que também é membro do comitê parlamentar responsável por assuntos relacionados ao meio ambiente, é uma das principais vozes críticas à política ambiental do governo Bolsonaro, especialmente no tocante ao desmatamento da Amazônia. Ela também se opõe ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul (ainda em fase de revisão jurídica).
"Em geral, é claro que sempre é difícil influenciar realmente a política de saúde de outro país porque é realmente uma questão nacional. Mas acho que uma mistura de pressão diplomática, conversar com o governo, dialogar, tentar identificar os agentes que pensam e agem de forma diferente, apoiá-los é sempre muito importante", diz.
"Há a questão do financiamento de cooperação... no momento eu não daria nenhum dinheiro ao governo de Bolsonaro, talvez identifique corporações que possam ajudar algumas pessoas no Brasil. Essas são opções de política externa. O Parlamento Europeu basicamente não tem voz na política externa, mas pode participar nas conversas e pode influenciar a agenda", completa.
Em aviso sobre a audiência, Cavazzini citou a ordem emitida na última quinta-feira (8) pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), instalasse uma CPI da pandemia da covid-19. Pacheco tomou a decisão nesta terça-feira (13).
A CPI investigará a atuação do governo de Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia de coronavírus, assim como o uso de recursos federais por estados e municípios na contenção da crise sanitária.
Cavazzini também menciona que "mais de 340 mil brasileiros já morreram com o vírus" e que "nos últimos dias, a média diária de mortes ultrapassou 4 mil".
Além de abordar a "situação econômica e sanitária no Brasil", a audiência vai incluir "troca de opiniões sobre a cooperação científica e tecnológica entre a UE e o Brasil" e "troca de pontos de vista sobre a situação dos defensores dos direitos humanos no Brasil, incluindo o caso Fernando dos Santos Araújo".
Sobrevivente da chacina de Pau D'Arco, em 2017, que resultou na morte de dez trabalhadores rurais e atribuída a policiais, Araújo chegou a entrar no programa de proteção a testemunhas, mas voltou à fazenda neste ano e também foi assassinado.
Recentemente, Cavazzini fez parte do grupo de 68 deputados do Parlamento Europeu que enviou uma carta ao vice-presidente Hamilton Mourão e ao Conselho Nacional da Amazônia Legal, que ele coordena, reclamando de planos para restringir as atividades de ONGs na região.
A eurodeputada foi a primeira signatária do texto, que considera "muito preocupantes" notícias sobre o estabelecimento de limites e regras mais duras para a atuação de entidades da sociedade civil.
"O processo de autorização para funcionamento das ONGs já está bem regulamentado pela lei brasileira. Por muitas décadas, várias ONGs no Brasil têm implementado programas e ações para combater crimes ambientais, proteger a floresta amazônica e a sobrevivência de suas populações, enquanto promovem o desenvolvimento sustentável na região", afirma a carta, de novembro do ano passado.
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Opinião: Balaio do Kotscho - Mulheres e jovens fazem Lula abrir 18 pontos de vantagem sobre Bolsonaro

Ricardo Kotscho
Colunista do UOL
15/04/2021 11h54
Na mesma tarde de quarta-feira, em que o STF julgava novamente as decisões que beneficiaram Lula para disputar as próximas eleições, era divulgada uma pesquisa do Instituto PoderData, de Brasília, que ouviu 3.500 entrevistados entre 12 e 14 de abril, cujos resultados ajudam a explicar o nervosismo reinante no plenário, no Palácio do Planalto, no cercadinho do Alvorada, no Congresso e nos meios militares nos últimos dias.
Segundo a pesquisa, a primeira feita após a instalação da CPI do Genocídio, o ex-presidente abriu 18 pontos de vantagem sobre Bolsonaro (52% a 34%) no segundo turno da eleição de 2022.
É mais ou menos a mesma diferença dos últimos levantamentos divulgados antes de Lula ser preso pela Lava Jato e impedido de disputar a eleição de 2018, após decisões do STF e do TSE.
Pela primeira vez, o atual presidente não ganha de nenhum dos candidatos da chamada "terceira via", perde até para o apresentador e empresário Luciano Huck e está em empate técnico com os demais.
A vantagem de Lula é maior entre as mulheres (61%) e os jovens (60%), no Nordeste e entre a população sem renda, enquanto Bolsonaro vence entre quem ganha mais de 10 salários mínimos (61%) e homens (47%), especialmente na região Sul.
Lula registrou também o menor índice de rejeição (40%) e, o ex-juiz Moro, a maior (60%), ficando Bolsonaro entre os dois, com 50%.
No primeiro turno, o petista vence por 34% a 31%, ficando os demais pré-candidatos com índices de apenas um dígito, muito abaixo dos dois.
Chama a atenção a resiliência de Bolsonaro em se manter com o apoio de um terço do eleitorado, em todas as pesquisas divulgadas até agora.
Com a entrada de Lula no cenário eleitoral, após as anulação da suas condenações na Lava Jato, pelo ministro Edson Fachin, em decisão monocrática, e a decretação da suspeição de Sergio Moro, pela Segunda Turma do STF, houve uma mudança radical no cenário, que não deixou espaço na procura de um nome competitivo da "terceira via", o que aumentou a pressão sobre o tribunal por parte de setores da mídia, do mercado e dos militares para impedir que o petista volte a se candidatar, como aconteceu em 2018.
Fachin e outros ministros lavajatistas, como Fux e Barroso, mostraram na sessão de ontem empenho principalmente em anular a suspeição de Moro, mas a tendência é que a sua decisão decisão sobre as condenações seja mantida.
Como ainda faltam 18 meses e meio para o primeiro turno da eleição de 2 de outubro do ano que vem, tudo indica que nos vais e vens do STF, quando se trata de julgar os processos do "caso Lula", este cenário de agora ainda poderá mudar, é claro, a depender também da CPI do Genocídio, que investigará o conjunto da obra de Bolsonaro e & Pazuello para o Brasil chegar a mais de 350 mil vidas perdidas e quase 15 milhões de infectados pelo coronavírus, no país onde hoje morre mais gente no mundo, superando o número de nascimentos.
O plenário do STF volta a se reunir na tarde de hoje, para decidir sobre o mérito das duas ações apresentadas pela defesa do petista.
Vida que segue.
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Quase 16% dos servidores da Presidência da República já contraíram covid-19

André Shalders, com colaboração de Camila Turtelli
15/04/2021 11h35
Ao menos 504 dos 3.205 servidores da Presidência da República já contraíram o novo coronavírus até agora - 43 deles só em março. O dado é o último disponível e foi encaminhado pela Secretaria-Geral da Presidência da República ao Estadão. O número indica que 15,7% dos servidores já enfrentaram a covid-19.
Segundo infectologistas, eventos em ambientes fechados são a principal forma de espalhamento do vírus, e devem ser evitados. Mas, desde o começo da pandemia, esta recomendação tem sido ignorada pelo presidente Jair Bolsonaro - o mandatário promoveu e participou de pelo menos 41 cerimônias com aglomeração de pessoas no Palácio do Planalto do início da pandemia até o fim de março deste ano.
Enquanto o número de mortes no país crescia, centenas de pessoas participaram de eventos como posses de ministros, cerimônias de sanção de leis e até lançamento de selo postal comemorativo. Em várias ocasiões, Bolsonaro estava sem máscara.
A demografia dos servidores do Planalto também contribui para aumentar a gravidade do problema. Dos 3.205 mil servidores da Presidência, quase um terço (1.031) têm mais de 50 anos. No fim de março, um estudo com dados de mais de 70 mil pacientes publicados pela revista médica britânica The Lancet mostrou que a doença fica mais grave em pacientes a partir desta idade.
Estão neste grupo o próprio presidente Jair Bolsonaro, que completou 66 anos em março; e três dos quatro ministros que despacham no Palácio. Já passaram dos 50 os ministros Luiz Eduardo Ramos, da Casa Civil (64 anos); Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência (66); e Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (73). A exceção é a titular da Secretaria de Governo, Flávia Arruda (41).
A contaminação de servidores da Presidência atingiu o pico em julho de 2020, quando foram registrados 116 novos casos de servidores com a doença. Nos meses seguintes, o volume de novos casos declinou. Em março de 2021 voltou a acelerar, com 43 novas contaminações. No mês anterior, fevereiro, foram registrados apenas 17 novos casos. Ao menos um servidor morreu em decorrência da covid-19: o segundo sargento do Exército Silvio Kammers, que trabalhava no gabinete pessoal do presidente.
Se o Palácio do Planalto fosse um país à parte, estaria em segundo lugar no ranking mundial de infecções pela covid-19. Com uma taxa de contaminação de 15,7 por 100 mil, a Presidência da República brasileira só perderia para o principado de Andorra, uma pequena nação com 77 mil moradores na Europa. A taxa de casos em Andorra era de 16,2 casos por 100 mil nesta terça-feira, dia 13, segundo informações do site Our World in Data, desenvolvido pela Universidade de Oxford.
A taxa de infecção na Presidência da República - 15,7 por 100 mil -superaria com folga o segundo colocado no mundo real, Montenegro (15,0). Também seria quase três vezes maior que a taxa da população brasileira como um todo, que hoje é de 6,3 por 100 mil habitantes.
O infectologista Rivaldo Venâncio relativiza o número de infectados no Palácio do Planalto. Segundo ele, é possível que a taxa entre os servidores da Presidência seja mais alta que na população em geral por causa do maior acesso dos servidores à testagem para a covid-19, em comparação com os demais.
"Essas pessoas de uma forma ou de outra foram infectadas, por um infortúnio, o que não necessariamente se deu no ambiente de trabalho. Agora, eu não diria que é um número espantoso. Temos visto inquéritos epidemiológicos em outros locais (no Brasil) mostrando a presença de anticorpos em patamares inclusive superiores", diz ele, que é o atual coordenador de Vigilância em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Outros Poderes também foram atingidos pela doença. Até fevereiro deste ano, por exemplo, a Câmara dos Deputados registrava 103 casos de infecção pelo novo coronavírus entre os deputados e 541 entre servidores ativos (concursados e comissionados). Os dados foram obtidos pelo Estadão por meio da Lei de Acesso à Informação.
A força de trabalho na Câmara é muito maior que a da Presidência da República, somando 14,5 mil pessoas. Ou seja, só 3,7% dos servidores contraíram a doença. Nesta semana, morreu o primeiro deputado por complicações da covid, José Carlos Schiavinato (Progressistas-PR).
Prevenção
Em resposta à reportagem do Estadão, a Presidência da República detalhou medidas que estão sendo tomadas para tentar reduzir a transmissão do vírus. De julho de 2020 a março de 2021, foram 174 "sanitizações" nos palácios do Planalto, da Alvorada e do Jaburu e da Residência Oficial da Granja do Torto, além da aquisição de totens com álcool em gel e tapetes sanitizantes para os pés. Servidores com mais de 60 anos e em grupos de risco passaram a trabalhar remotamente, e o acesso do público aos prédios foi reduzido.
"A Coordenação de Saúde da Presidência da República mantém a orientação para que os servidores procurem a assistência médica quando apresentarem quaisquer sintomas relacionados à Covid-19, a fim de avaliar necessidade de testagem. Nos casos considerados suspeitos, os servidores são orientados a ficar em casa até o resultado do exame", afirmou a Presidência, em nota.
"A Presidência da República também tem promovido, desde março, orientações sobre cuidados pessoais aos servidores e colaboradores, seja por meio de painéis, e-mails ou textos informativos na intranet. Nessas orientações, tem-se destacado os cuidados com a higienização das mãos, uso correto de máscaras, distanciamento social e, inclusive, os cuidados necessários ao chegar em casa, após o trabalho", diz o texto.
"Com cerca de um terço dos servidores em trabalho remoto (teletrabalho) ou em escala de revezamento, a Presidência da República busca continuamente manter o ambiente de trabalho o mais seguro possível e não hesitará em adotar procedimentos complementares, caso necessário", continua o órgão.
____________________ PERCEBE -SE...!
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Fernández rebate Bolsonaro por post sobre uso de exército argentino
Do UOL, em São Paulo
15/04/2021 10h55
Atualizada em 15/04/2021 11h11
Um post publicado na manhã de hoje pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), sobre o uso do exército argentino durante a pandemia do novo coronavírus, gerou reação do presidente da Argentina, Alberto Fernández.
Em entrevista à Rádio 10, Fernández contestou o uso do termo "toque de recolher" e disse que Bolsonaro precisaria entender um pouco sobre a Constituição argentina antes de opinar sobre o país.
Bolsonaro diz que não pode interferir no Senado e volta a criticar Barroso
No tuíte, o presidente brasileiro compartilhou uma notícia sobre as novas medidas restritivas anunciadas ontem pela Argentina com a seguinte legenda. "Exército Argentino nas ruas para manter o povo em casa. Toque de recolher entre 20h e 08h. Bom dia a todos".
Segundo Fernández, as Forças Armadas não farão a segurança interna, reforçando o posicionamento do ministro da Defesa, Agustín Rossi, que mais cedo explicou que a atuação militar será "durante o dia, sem o uso de armas e para cumprir tarefas sanitárias'
"Seria necessário explicar (a Bolsonaro) um pouco como funciona a Constituição. Primeiro, não há toque de recolher na Argentina, as Forças Armadas não fazem a segurança interna", disse Fernández.
"As Forças Armadas estão aí para dar apoio às pessoas em situações catastróficas, a pandemia é uma situação catastrófica", completou.
Segundo o jornal Clarín, o presidente considerou 'chocante' que Bolsonaro pense desta maneira.
A notícia compartilhada por Bolsonaro de fato foi publicada no perfil de Instagram do site jornalístico Infobae.
Ela falava em 'toque de queda', cuja tradução 'toque de recolher' se enquadra.
Na legenda, a chamada dizia que pela "primeira vez o exército sairia para a rua para controlar o cumprimento de medidas drásticas anunciadas pelo presidente".
As medidas anunciadas ontem por Alberto Fernández geraram polêmica, com forte reação de setores da sociedade argentina, com registro de panelaços.
O país registrou quase cinco vezes mais casos diários de covid-19 do que há um mês.
As medidas de restrição passam a valer a partir de amanhã, com controle de circulação das 20h às 6h e o horário comercial, de 9h às 19h.
Já os estudantes da capital voltarão ao ensino remoto, por um período de duas semanas.
Diante da reação inicial, Fernández e outros representantes do governo concedem entrevistas na manhã de hoje para explicar as medidas.
Além de rechaçar o uso 'toque de recolher', que também foi usado por agências internacionais como a AFP, o presidente argentino especificou o uso das Forças Armadas depois de diversas críticas.
"Tenho um apreço muito alto pelo nosso exército, nossa marinha e nossa força aérea.
São líderes que não participaram dos acontecimentos aberrantes dos anos 70, são oficiais que fizeram carreira com honestidade, defendem a democracia e as instituições", disse Fernández.
Bolsonaro e a visão sobre Exército na pandemia
No Brasil, Jair Bolsonaro frequentemente tem dito que as Forças Armadas não serão usadas para o cumprimento de medidas restritivas adotadas por municípios e estados, apesar de até o momento ninguém ter feito o pedido. Especialistas apenas reforçam a recomendação de um 'lockdown' nacional para frear a pandemia no Brasil, que vive seu pior momento.
Recentemente, Bolsonaro trocou o ministro da Defesa, alçando Braga Netto para o lugar de Fernando Azevedo e Silva. Houve troca de comando também no Exército, Marinha e Aeronáutica.
Com o post, Bolsonaro mais uma vez tenta marcar uma oposição em relação ao governo de Alberto Fernández, pautada pela ideologia esquerda x direita. A relação é tensa entre os dois desde a campanha eleitoral que culminou com a eleição do presidente argentino.
Durante a pandemia, a contraposição entre os dois também é acentuada, com Bolsonaro criticando a Argentina por ter implementado uma política com medidas mais restritivas. O presidente brasileiro é crítico de controles de circulação.
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SP: Festa clandestina em mansão no Morumbi é encerrada pela polícia

Do UOL, em São Paulo
15/04/2021 10h50
Atualizada em 15/04/2021 10h50
Uma festa clandestina que ocorria em uma mansão do Morumbi, localizada na zona oeste de São Paulo, foi encerrada ontem pela Polícia Civil.
No imóvel foram flagradas 50 pessoas desrespeitando o distanciamento social, compartilhando copos de bebidas. O proprietário da residência, de 39 anos, foi identificado, levado à delegacia e autuado.
Festa clandestina com 133 pessoas é interrompida na Zona Sul de São Paulo
De acordo com informações divulgadas pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), a maioria das pessoas que frequentavam o local estava sem máscara de proteção, descumprindo o Decreto Estadual que visa a combater a disseminação do covid-19.
Os agentes foram recebidos por um dos frequentadores da mansão, que informou estar participando de uma festa no pavimento inferior e autorizou a entrada da equipe. No local, os policiais localizaram o proprietário da casa que confirmou a realização de uma "reunião entre amigos".
"Todos os presentes foram qualificados e a maioria dos frequentadores dispersados para evitar aglomeração", de acordo com informações da SPP.
O dono da mansão foi levado para o DDPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), onde foi autuado por infração de medida sanitária preventiva, por meio de um termo circunstanciado.
A ocorrência foi encaminhada ao Jecrim (Juizado Especial Criminal).
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"Salve-se quem puder": uma radiografia da deprimida economia da Venezuela

Em Caracas
15/04/2021 10h30
Crise, hiperinflação, queda do poder aquisitivo, sanções econômicas... a Venezuela, que observou a fuga de cinco milhões de seus 30 milhões de habitantes, está em um abismo difícil de sair.
"Estamos em uma situação de salve-se quem puder", afirmou o economista Asdrúbal Oliveros para resumir a situação econômica atual, também afetada por um novo surto de covid-19.
Política
O presidente Nicolás Maduro é quem manda na Venezuela, apesar do reconhecimento de Juan Guaidó como presidente encarregado por 50 países, incluindo Estados Unidos, que tenta pressionar a saída do herdeiro do falecido Hugo Chávez com sanções.
"É uma ficção", disse à AFP o chanceler, Jorge Arreaza, sobre o poder de Guaidó. "Quando um (governo) europeu quer falar com a Venezuela, liga para mim. Há um Estado, um governo que funciona".
Uma mudança de governo não está no horizonte de curto prazo, concordam os analistas.
Sanções
A administração de Maduro apresenta as sanções como a origem de todos os problemas do país.
"Quando uma pessoa não recebeu em 2017 seu tratamento de HIV, quando uma pessoa não foi vacinada em dezembro ou janeiro, de quem é a responsabilidade?", perguntou Arreaza, antes de afirmar que multinacionais como Phillips e Siemens negam assistência técnica ou peças de reposição para o sistema elétrico e de saúde.
"As sanções complicam o trabalho das autoridades, mas também servem de desculpa para o caos econômico", afirmou um observador europeu que pediu anonimato.
A oposição defende a manutenção das sanções, mas alguns representantes concordam que prejudicam mais o cidadão comum que o governo.
Petróleo
A produção de petróleo, que chegou a 3,3 milhões de barris diários, é atualmente de pouco mais 500.000 barris, de acordo com os números oficiais. O governo também atribui a questão às sanções.
José Toro Hardy, ex-diretor da estatal PDVSA, refuta a versão. "O dano começou muito antes de 2017. A indústria petroleira se deteriorou gravemente pela falta de investimento, de manutenção".
A Venezuela, com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, foi obrigada a importar gasolina do Irã, apesar de ter quase 20 refinarias.
Estado reduzido
O PIB (Produto Interno Bruto) é calculado em 48 bilhões de dólares para 2020, o que representa uma queda de mais de 80% na comparação com 2013.
O FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê uma nova contração em 2021.
A Venezuela passou do grupo das 30 maiores economias do mundo à posição 100. "O tamanho do Estado foi drasticamente reduzido", explica Oliveros, em referência ao modelo rentista que sustentou elevados subsídios nos preços da gasolina, energia elétrica e alimentos.
As importações também foram divididas por 10 desde que Maduro chegou ao poder, destaca o especialista.
Economia informal
Com a queda da economia, o setor informal disparou no país. "As pessoas têm mais de um emprego, vendem tortas, trabalham como taxistas, compram algo dos Estados Unidos e revendem", aponta Oliveros.
"Há uma economia de procura", explica.
Oliveros destaca ainda a "economia paralela criminosa, com a exportação do ouro, narcotráfico, etc".
Por exemplo, o contrabando de gasolina se expandiu no país, com exceção de Caracas.
Coronavírus
A segunda onda da covid-19 começou a afetar a Venezuela quando a economia iniciava a abertura, após meses de confinamento.
O surto, que as autoridades chamam de "mais agressivo" e vinculam à variante brasileira do vírus, provocou o colapso de hospitais e clínicas.
O governo reconhece apenas 177.000 casos e mais de 1.800 mortes provocadas pela covid-19, mas ONGs e a oposição questionam os números e alegam um elevado nível de subnotificação pela falta de testes de diagnóstico.
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Bolsonaro se assusta ao confirmar decisão do STF para Lira decidir sobre impeachment (vídeo)

247 - Jair Bolsonaro se assustou ao ler a confirmação da notícia sobre o pedido da ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o deputado da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), se manifeste em cinco dias acerca dos pedidos de abertura de impeachment contra ele.
Comentando a decisão da ministra Cármen Lúcia, Bolsonaro reiterou declaração já dada por ele em outras ocasiões: "só Deus me tira da cadeira presidencial. E me tira, obviamente, tirando a minha vida".
Preocupado com Lula
A realidade, porém, é que Lula se mostra, segundo pesquisas, perfeitamente apto a retirar Bolsonaro da presidência. Em levantamento divulgado na quarta-feira, Lula aparece com 52% das intenções de voto contra 34% de Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno em 2022.
Bolsonaro também disse que “não é candidato”, porém afirmou que estava preocupado com “o futuro do Brasil” caso Lula seja eleito em 2022.
“Não estamos começando aqui uma campanha para 2022. Mas, pela decisão do STF hoje, o Lula é candidato. Faça uma comparação dos ministros do Lula com os nossos ministros. E, se o Lula voltar, pelo voto direto, pelo voto aditável, tudo bem. Agora, veja qual vai ser o futuro do Brasil, o tipo de gente que ele vai trazer para a presidência. Em março de 2023, três meses depois que ele porventura assumir a presidência, ele vai escolher mais dois ministros para o Supremo Tribunal Federal. Tá ok, pessoal?”, disse Bolsonaro.
Ele ainda complementou. “Eu não estou dizendo que sou candidato, nem que sou o melhor do mundo. Mas vamos ter umas eleições pela frente. Estão previstas eleições em 2022. O Lula vai ser candidato, vai estar lá. Me tira de combate? Quem iria com o Lula para o segundo turno? É só fazer um raciocínio que vocês vão entender qual o futuro de cada um de vocês”.
“Eu já tenho 66 anos de idade, até lá estou com 68, eu já estou no lucro. Estou mais para lá do que para cá, mas vejam qual futuro reserva pra vocês no Brasil, com o que está acontecendo e com esta decisão e hoje do STF anulando as condenações do Lula e tornando ele elegível”, afirmou o presidente.
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Com 3.774 mortes por Covid-19 em 24 horas, média móvel ainda se mantém próxima de 3 mil

RIO — O Brasil registrou neste quinta-feira 3.774 mortes por Covid-19 e chegou a 2.952 de média móvel de óbitos. A variação em relação a 14 dias atrás é de -2%, o que é considerado tendência de estabilidade, o que acontece desde a última segunda-feira.
Antes desse período, o Brasil viveu, desde 1º de março, 40 dias de crescimento da média móvel de mortes. Assim o país chegou a 365.954 vidas perdidas desde o começo da pandemia.
Desde 20h de quarta-feira, 80.529 novos casos foram notificados pelas secretarias de saúde, totalizando 13.758.093 infectados pelo Sars-CoV-2. A média móvel foi de 67.396 diagnósticos positivos, -7% menor maior do que o cálculo de 14 dias atrás. Uma variação entre -15% e 15% significa tendência de estabilidade.
A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.
Vinte e cinco estados atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta quinta-feira. Em todo o país, 25.460.098 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 12,02% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 8.558.567 pessoas, ou 4,04% da população nacional.
Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.
2021 trágico
A média semanal de mortes de gestantes e puérperas (mulheres no pós-parto) por Covid-19 mais que duplicou em 2021 em comparação a 2020: passou de 10,4 para 22,2, o que representa um salto de 113,4%. Foram 289 mortes maternas em 13 semanas de 2021 enquanto o ano passado acumulou 449 mortes durante 43 semanas de pandemia.
Pesquisadores relacionam gravidez e puerpério, popularmente conhecido como resguardo, a um maior risco de complicações por Covid-19. No entanto, a principal causa apontada para esses dados é a falta de assistência a essas mulheres: 22,6% das que morreram sequer chegaram à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 33,3% não foram intubadas.
Os dados são do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19), realizado pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe).
Desde o início da pandemia até 7 de abril, 9.479 gestantes e puérperas foram internadas por causa da Covid-19, das quais 738 morreram. A taxa de mortalidade nesses casos é de 7,78%. Se considerados os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), foram 9.784 registros e 250 vidas perdidas. As internações foram registradas em 977 cidades.
Em Roraima, 88% das grávidas e puéperas que foram para a terapia intensiva com Covid-19 morreram. Rio Grande do Norte e Maranhão registraram 68% e 64%, respectivamente. O Distrito Federal, por sua vez, tem a menor taxa do país nesse tipo de caso: 15%.
Entre as mães infectadas que não conseguiram chegar à UTI, o maior índice foi registrado no Pará (46%), seguido pelo Tocantins (43%). Acre e Alagoas não registraram esse tipo de ocorrência, de acordo com o levantamento.
Santa Catarina tem a maior taxa de óbitos entre as gestantes e puérperas que não conseguiram ser intubadas: 62%. Depois, vêm Mato Grosso do Sul (58%) e Pará (53%).
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Monique, mãe de Henry, "uma mulher oprimida" | Ruth de Aquino - O Globo
Por Ruth de Aquino

Só falta agora Monique pedir ajuda ao #metoo, movimento feminista contra o abuso masculino. A nova advogada, Thaise Mattar Assad, disse que “a prisão de Monique representa sua libertação contra a opressão e o medo”. Então, “deixem a Monique falar a verdade”. Coitadinha. Vai passar o Dia das Mães sem presente, sem shopping, sem salão. Porque o único filho está enterrado, um corpinho de 4 anos com 23 lesões.
Monique Medeiros da Costa e Silva, de 33 anos, vivia uma rotina de perua. Da Barra da Tijuca. Poderia ser de qualquer outro bairro, porque peruas narcisistas e fúteis (um pleonasmo) transcendem geografia e até classes sociais. Ex-professora, formada em Letras, ganhou cargo no Tribunal de Contas do Rio graças ao namorado, doutor só no nome. Monique ganhava mais de R$ 12 mil, como assistente do conselheiro Luiz Antônio Guaraná. Uma aspone de luxo no escandaloso cabide municipal. Como era seu dia a dia?
Na primeira agressão a Henry, ela estava numa aula de futevôlei. Na segunda agressão, relatada por mensagens da babá e vídeo do menino mancando, Monique estava no salão. Hidratava o cabelo e fazia manutenção da unha de acrigel e embelezamento de pés e mãos. Em videochamada, Henry pediu, chorando, “mamãe, vem pra casa”, “o tio brigou”, contou a cabeleireira em depoimento à polícia. Monique teria discutido com Jairinho por celular. Mas voltou à casa só horas depois e reclamou ter borrado a unha. Na terceira agressão, Monique estava na academia de ginástica. Shoppings também lotavam sua rotina incansável de mulher oprimida.
Na quarta agressão, Monique estava em casa e levou o filho já morto para o hospital. No dia seguinte ao enterro, procurou aulas de inglês e de culinária. Correu de novo ao salão e foi atendida por três profissionais de cabelos e unhas. Precisava estar com tudo em cima. Uma nova vida se descortinava. Monique nunca desejou ser mãe, segundo o pai do garoto, Leniel Borel. Está no direito de qualquer mulher não querer a maternidade. Mas quem tem filho precisa cuidar, proteger. Ou dar para o pai criar.
Para depor na delegacia, provou vários figurinos. Saiu de branco, de mãos dadas com o namorado. Fez selfie com sorriso e pés para cima da cadeira da delegacia. Repetiu para o delegado a versão mentirosa e ensaiada. Ao ser presa e algemada numa casa de Bangu, da tia de Jairinho, jogou o celular pela janela e saiu toda trabalhada em tons de preto, peito empinado no decote da camisa entreaberta, desfilando impassível.
A pose, a versão e o advogado do casal resistiram até a babá Thayna dar novo depoimento e revelar intimidações e omissões da patroa. Às vezes, disse Thayna, Monique discutia com Jairinho no quarto, mas, “quando o casal saía, tudo estava bem, já que saíam se beijando e se abraçando”. Agora, atrás das grades, Monique dirá que agiu por amor e medo. Vítima? Segundo seu novo trio de advogados, ela falará “de forma isenta”.
Peruas costumam ser espalhafatosas, consumistas, cafonas, caricaturais. Mas não matam ou deixam matar seus filhos. Monique dava a Henry remédios para ansiedade três vezes ao dia. Mentiu para o pai do garoto, repetidamente. Não desabou com sua morte. Deveria passar na cadeia os próximos 30 domingos das mães. Mas não. Condenados por crimes hediondos no Brasil não ficam na prisão por mais de 15 anos.
Tornam-se evangélicos e saem por bom comportamento. Não é preconceito com a igreja, mas simples constatação das regalias e do perdão precoce a convertidos na cadeia. O ator Guilherme de Pádua. O goleiro Bruno. A madrasta de Isabella, Ana Carolina. A assassina dos pais Suzane Von Richtofen. Todos viraram obreiros de Cristo em diversas denominações evangélicas. Botam a culpa no diabo. Talvez este seja o prenúncio do batismo da “pastora Monique”.
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