CPI : 23 ABERRAÇÕES do Desgoverno
Análise: Reinaldo Azevedo - General lista as 23 aberrações do governo. E o MPF? Dando milho aos pombos!


Reinaldo Azevedo
Colunista do UOL
26/04/2021 07h49
Jair Bolsonaro está em pânico com a CPI. A verdade é que não contava com ela. Sim, caros: CPIs, por si, não punem ninguém. Encaminham suas conclusões ao Ministério Público. Este que temos é o que é: Augusto Aras, procurador-geral da República, decidiu ser um escudo protetor do presidente. Seu braço direito na PGR, a subprocuradora-geral Lindora Araújo, próxima da família Bolsonaro, prefere voltar suas baterias contra os governadores. E a parte do MPF que não orbita em torno da dupla está empenhada em defender os próceres da extinta Lava Jato das ilegalidades que cometeram. É impressionante o que está em curso! O governo teme mais as consequências políticas da exposição de seus desatinos na comissão do que propriamente as consequências jurídicas— no curto prazo ao menos.
Afinal, o MPF, com notáveis exceções, parece ter esquecido o seu papel de defensor de direitos fundamentais. Ficou viciado no trabalho de polícia — aquele cantado em prosa e quase verso por Roberto Barroso no Supremo. Se não for para "caçar corruptos", segundo interesses políticos determinados, não sabe o que fazer. E notem que esse papel de Polícia não está garantido pela Constituição. Decorre também dessa inércia a rotina aterradora a que estamos expostos: os absurdos de um dia são sempre superados pelos do dia seguinte. E vem a constatação: nada acontece. Nota: não! Isso nada tem a ver com o fato de que Bolsonaro escolheu o procurador-geral fora da lista tríplice; lista que não tem previsão constitucional, diga-se — a exemplo do papel de polícia exercido pelo MP, que é outra invenção. A instituição já havia perdido o rumo muito antes, quando decidiu fazer política. E pelas mãos de um procurador-geral que havia, sim, saído da tal lista inconstitucional. Mas volto ao eixo.
Coluna: Quem discursou na Cúpula do Clima? Fala de Bolsonaro desafia Mateus
A CPI se transformou no único elemento de perturbação na paz dos cemitérios que marca o governo Bolsonaro. Não! O presidente não dará 400 mil mortos de presente às mães no dia que as homenageia, como eu havia antevisto. Essa fronteira do morticínio em massa será ultrapassada antes. A quantidade de aberrações cometidas pelo governo federal e seus valentes escandaliza qualquer pessoa com um senso de decência ainda que mínimo. E podem esperar: o presidente da República e seus Leporellos não passarão um só dia sem acrescentar alguma indignidade nova às anteriores.
Reportagem de Rubens Valente, no UOL, evidencia o buraco em que se meteu o país. O próprio governo, por iniciativa da Casa Civil, elaborou um roteiro com 23 questões/temas que considera que serão abordados pelos senadores na CPI. Distribuiu os itens entre 13 ministérios, cobrando que elaborem respostas. Não deixa de ser impressionante.
Ao fazer tal lista, o ministro Luiz Eduardo Ramos estabelece uma espécie de roteiro das incompetências e iniquidades do governo. O troço, em princípio, parece servir mais à oposição do que ao Planalto. Se a CPI ainda não tinha elaborado seu plano de trabalho, não precisa mais se dedicar a tal esforço. O trabalho de Ramos é menos uma estratégia de defesa do que uma confissão.
Aliás, fico imaginando a vergonha que não devem ter sentido -- em havendo ainda capacidade de corar por lá -- os procuradores da República ao tomar conhecimento da lista "Lista de Ramos". Deveriam olhar-se no espelho, lembrar-se das atribuições do Ministério Público e constatar:
"E isso tudo acontecendo bem debaixo do nosso nariz. Estamos tão ocupados em defender aqueles dos nossos que cometeram ilegalidades flagrantes; estamos com a cabeça tão enfiada no corporativismo atrasado; estamos nos dedicando com tal afinco em garantir o lugar de poder que conquistamos ao arrepio da própria Constituição, que acabamos deixando os brasileiros entregues à própria sorte. Vejam esta lista de Ramos. Ele está querendo o impossível: que se elaborem respostas para o irrespondível. E onde estivemos nestes dois anos e quatro meses?"
Pois é... Onde?
Transcrevo abaixo, leitores, a lista, conforme reportagem de Valente. Nem vou me dedicar a lembrar fatos que transformam em evidências aquilo que o general certamente considera acusações injustas. E, no entanto, uma das mais caras estruturas que compõem o Estado brasileiro -- o Ministério Público Federal -- está absolutamente ausente e inerme. O que se fez do caput do Artigo 127 da Constituição? A saber:
"O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis".
Vamos às culpas, que Ramos confessa, ainda que não tenha sido essa a intenção, em nome do governo:
1- O Governo foi negligente com processo de aquisição e desacreditou a eficácia da Coronavac (que atualmente se encontra no PNI [Programa Nacional de Imunização];
2- O Governo minimizou a gravidade da pandemia (negacionismo);
3- O Governo não incentivou a adoção de medidas restritivas;
4- O Governo promoveu tratamento precoce sem evidências científicas comprovadas;
5- O Governo retardou e negligenciou o enfrentamento à crise no Amazonas;
6- O Governo não promoveu campanhas de prevenção à Covid;
7- O Governo não coordenou o enfrentamento à pandemia em âmbito nacional;
8- O Governo entregou a gestão do Ministério da Saúde, durante a crise, a gestores não especializados (militarização do MS);
9- O Governo demorou a pagar o auxílio emergencial;
10- Ineficácia do PRONAMPE [programa de crédito];
11- O Governo politizou a pandemia;
12- O Governo falhou na implementação da testagem (deixou vencer os testes);
13- Falta de insumos diversos (kit intubação);
14- Atraso no repasse de recursos para os Estados destinados à habilitação de leitos de UTI;
15- Genocídio de indígenas;
16- O Governo atrasou na instalação do Comitê de Combate à Covid;
17- O Governo não foi transparente e nem elaborou um Plano de Comunicação de enfrentamento à Covid;
18- O Governo não cumpriu as auditorias do TCU durante a pandemia;
19- Brasil se tornou o epicentro da pandemia e 'covidário' de novas cepas pela inação do Governo;
20- Gen Pazuello, Gen Braga Netto e diversos militares não apresentaram diretrizes estratégicas para o combate à Covid;
21- O Presidente Bolsonaro pressionou Mandetta e Teich para obrigá-los a defender o uso da Hidroxicloroquina;
22- O Governo Federal recusou 70 milhões de doses da vacina da Pfizer;
23 - O Governo Federal fabricou e disseminou fake news sobre a pandemia por intermédio do seu gabinete do ódio.
Caramba!
Está tudo aí.
Basta fazer a lista de convocados.
E tudo isso aconteceu enquanto boa parte dos membros do Ministério Público ou estavam ocupados em defender a corporação ou se encontravam sentados na praça, dando milho aos pombos, como naquela música. E alguns, claro!, puxando o saco do bolsonarismo.
Madrugada tem Gil e Fiuk nus na piscina, Juliette chateada e Arthur aflito
Colaboração para o UOL, em São Paulo
26/04/2021 06h25
Atualizada em 26/04/2021 13h10
A madrugada após o "superdomingo" no "BBB 21" (TV Globo) foi marcada por nudez e por repercussões do paredão e da nova liderança. A noite começou com a eliminação de Viih Tube com 96,69% dos votos.
Viih reencontra namorado aos prantos e diz que não está tudo bem
Com a eliminação de Viih, Gilberto e Fiuk decidiram cumprir a promessa que fizeram na formação de paredão e pularam na piscina "como vieram ao mundo". Cachorrada!
Juliette, que se divertiu com a cena, se incomodou com algumas escolhas da liderança de Gil e expôs sua chateação.
Já Arthur, que está no paredão novamente, está aflito e bateu o martelo sobre sua relação com outro participante.
Reta final! Confira o que rolou na penúltima madrugada de domingo para segunda-feira no "Big Brother Brasil 21"!
Decepcionada com o amigo
Juliette ficou chateada com algumas escolhas de Gil após a liderança e a formação do paredão. Primeiro, a paraibana expôs sua frustração com o economista por não tê-la avisado que indicaria Camilla à berlinda.
Sinceramente não gostei. [...] Não da indicação, você é líder e pode fazer o que você quiser. Mas de não ter me avisado da possibilidade para que eu pudesse me defender para não ir com ela

"Rodei nesse paredão, Pocah. Vou sair, tenho certeza", disse ele à Pocah.
Em papo com Gilberto e Pocah sobre o paredão, Arthur lamentou as escolhas do trio.
"Entre eu, você, Pocah e Fiuk, era óbvio que sempre seriam três de nós quatro. A gente é muito burro", disse o instrutor de crossfit para o pernambucano, lamentando por ver que o grupo não está unido para fugir dos paredões.

Homenagem à cachorrada
Gil entrou no quarto do líder pela terceira vez! O economista colocou a coroa, vestiu o roupão todo-poderoso e se divertiu com o quadro na parede do cômodo.
Em outras lideranças, Gil foi representado com os temas "economia" e "arco-íris". Desta vez, o quadro mostrou o economista com vários cachorros na coleira, em referência ao bordão do participante: "Ai, que cachorrada!"

Promessa cumprida!
Gilberto e Fiuk comemoraram a volta do paredão pulando nus na piscina. Gilberto cobriu as partes íntimas com as mãos, enquanto Fiuk usou um chapéu e as mãos para se esconder.
Os brothers combinaram de saírem nus do quarto do líder, sem o microfone. A dupla deixou o cômodo, deu um selinho e pulou na piscina.
Fiuk usou um "truque" para que suas partes íntimas não "balançassem": colou o pênis com um esparadrapo. Na hora de arrancar o "curativo", porém, o cantor gritou de dor.

Entre provocações e declarações
Após o mergulho na piscina, Fiuk encheu Juliette de carinhos e "cheiros". O cantor aproveitou para se declarar para a colega de confinamento.
O bom é saber que, mesmo ultrapassando alguns limites, você não desistiu de mim. Isso significou muito pra mim.

"Quando me tira do sério, acabou minha paz. Naquele dia, o tempo fechou. Foi o trovão. [...] Fiquei no deboche, vibe Juliette", contou a influenciadora.

Viih se despediu, mas foi assunto na casa
No jardim, Gil e Fiuk conversaram sobre a eliminação de Viih Tube. O pernambucano disse que não entendeu o discurso de Tiago Leifert e comentou a postura da participante na casa.
Achava ela boa jogadora, mas não a via jogando assim, não.

Viih Tube revê 'falsidades' e aponta: 'O público sabe o que faz, foi justo'

Do UOL, em São Paulo
26/04/2021 09h20
Atualizada em 26/04/2021 13h34
Viih Tube, eliminada com 96,69% dos votos do público, disse hoje à Ana Maria Braga que o público do reality show acertou em julgar como falsa suas atitudes com os brothers do "BBB 21".
Após ver a cena em que abraça os vários líderes do jogo e diz que nem Caio, Fiuk ou Gil iriam sair em um paredão disputado pelos três, a youtuber concordou com a visão do público sobre seu posicionamento na casa.
Madrugada tem Gil e Fiuk nus na piscina, Juliette chateada e Arthur aflito
Esse paredão foi muito difícil. Foram três pessoas que eu tinha indicado. Sendo sincera, juro, tinha esquecido o que tinha falado para os três. Óbvio que o público ia reparar. Se fosse eu, não deixara passar. O público sabe que faz, muito justo o que fizeram.
Viih achou que passou do ponto nas amizades, mas afirmou ter sido verdadeira com todos.
A boa vizinhança no início deu certo. Não soube medir. Tealmente tinha uma boa relação com a galera [...] Era muito natural para mim. Em muitos momentos joguei, mas foi muito sincero. Nunca menti. Só passei do ponto.
Vovó? Titia?

Ana Maria lembrou quando Viih elogiava os colegas dizendo que tinha um grau de parentesco com eles, como Nego Di e Pocah. A ex-BBB convidou a apresentadora para entrar em sua "Grande Família".
Faltou você ser minha parente, Ana, entrar para a família. Por que você não entra?
Ana respondeu:
Até o final da nossa conversa tenho certeza que vou entrar para sua família.
Juliette

Sobre a amizade com Juliettte, Viih disse que a considerava como uma irmã no confinamento.
Aprendi muito com ela, muito madura. Todas as coisas que sentia que estava errando, ela falava e eu virava e aprendia na marra que estava errando. Sei que a amizade estava tóxica, não estava fazendo bem para ela. O tempo foi melhor. No final do programa estava mais tranquila. Foi bom ter saído em paz. Não conseguia entender nós duas. Ela era muito para mim. Uma relação de alto e baixo.
Pódio é Juliette, Gil e Camilla

Sobre o possível campeão da atual edição do "Big Brother Brasil", Viih revelou torcida para a aliada.
Para mim é Juliette, Gil e Camilla. Mas Juliette veio antes, é raiz do início comigo. A forma como ela leva as coisas é surreal (...) Ela consegue ver o lado bom, passar por cima das coisas... diz muito sobre ela
Esse foi o menor momento que fui jogadora. Foi uma cumplicidade e por achar que não fugiria mais do paredão. Juntei o útil ao agradável. Já tô na m... mesmo. Não dei a possibilidade, foi mérito dele. Achava que aquela semana eu iria por ele ou pela casa, acabei fugindo, mas achei que ia me indicar.
A amizade passou por momentos em que ela indicou o economista direto ao paredão. Gil não conseguiu fazer o mesmo.
Eu e Gil tivemos uma conturbação dos sentimentos. Quando ele brigava com as pessoas, tinha dificuldade de entender como que era, quando ele realmente estava surtando. Depois, fiquei mais amiga dele e fiquei apaixonada. Fiquei apaixonada pelo Gil.
Amor de mãe

Viih também falou sobre sua relação com Pohca, a quem chamou de "mãe" no reality show.
Desde o primeiro dia, disse que o nome dela era o da minha mãe. Desde ali começou a relação. Depois, ela ficou mais amiga do grupo da Lumena e fiquei amiga do João. Quando fiquei amiga da Thaís, teve um ciuminho. Teve momentos que se afastou e foi falta de diálogo. Nossa relação antes de eu sair estava muito boa. Minha mãe até aceitou que ela é minha próxima mãe.
Arthur vai sair

Ao comentar sobre o atual paredão, formado por Arthur, Camilla e Pocah, Viih diz acreditar que o crossfiteiro será o eliminado da vez no jogo.
Arthur, no começo foi muito amigo, me dava bem. Mas quando ele começou a ter relacionamento com a Carla tinha dificuldade de entender algumas coisas. Lá dentro, via muita conturbação. Em muitos momentos entendi ele e quis defender, depois fui ouvir ela. Peguei um leve rancinho, mas passou. Deu tudo certo no final.
Teve banho sim!

A youtuber falou também sobre a quantidade de banhos que tomou na casa.
Tomava banho sim, no reservado, tinha sabonete íntimo. Era banho de gato. Assim, poupava o Brasil de ver as partes íntimas. Odiava tomar banho naquela casa.
A youtuber contou que já tomou banho depois que saiu do reality.
Tomei banho com meu namorado. Banho tomado.
Opinião: Xan Ravelli - Abaixo o PL504: 10 desenhos com representatividade LGBTQIA+ para assistir


Xan Ravelli
Colunista de Universa
25/04/2021 04h00
Foi em um post terno no Instagram da minha querida deputada Erica Malunguinho, rodeada por três crianças na foto, que fui apresentada ao Projeto de Lei 504/2020 em pauta na Assembleia Legislativa de São Paulo. Ele tem como objetivo "proibir a publicidade que contenha alusão a preferências sexuais e movimentos sobre diversidade sexual relacionados a crianças no Estado", alegando que pessoas LGBTQIA+ representariam "práticas danosas" e "influência inadequada" aos mais jovens.
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Em suma, entendo como mais uma tentativa de ataque, tal qual muitos outros feitos ao longo dos últimos anos, para desumanizar pessoas por serem quem são e por amar quem amam.
A primeira coisa que penso quando me deparo com esse tipo de alegação é: sobre quais crianças estamos falando? Quem são essas crianças que o Estado quer proteger? Quem vai abraçar as crianças e adolescentes queer e dizer que está tudo bem, que são pessoas maravilhosas e que podem se sentir bem com quem são? Quem vai dizer que estão protegides? E eu pergunto, novamente, QUEM SÃO AS CRIANÇAS QUE UMA LEI COMO ESSA QUER PROTEGER?
Eu acredito profundamente que você que está lendo esse texto não é uma pessoa que concorda com esse tipo de crueldade, mas pode ser que você seja favorável aos discursos que dizem que "gays não precisam beijar em público", "tudo bem ser lésbica, mas não precisa se vestir como homem" , "essas drags na tv! Como vou explicar pro meu filho?".
E é justamente nesse ponto que eu queria chegar: na importância da representatividade LGBTQIA+ e das demonstrações de afeto não-heteronormativo serem apresentadas para as crianças com tanta naturalidade quanto os beijos entre homens e mulheres.
Não dá para esperar que os preconceitos e o estranhamento se instalem no subconsciente das nossas crianças para então tentarmos desconstruí-los, dizendo que está tudo bem. A heterossexualidade é imposta como padrão de normalidade desde sempre — o que, além de cruel, é desonesto e invisibiliza grande parte da população. Grande mesmo!
Felizmente, existem desenhos animados que trazem personagens LGBTQIA+ para esse lugar de pertencimento, de afeto e de naturalização (e que eu adoraria ter visto quando criança). Lugar que só há pouco tempo começou ser abraçado pela grande mídia e pela publicidade, de onde não deve e não pode ser censurado.
Então, vamos para a listinha com dez animações com representatividade e personagens LGBTQIA+:
"Steven Universo" (Cartoon Network)
Ruby e Saphira, Stevonnie e mais...
Os personagens Adora e Felina, Spinerella e Netossa e Lance e George.
"Arthur" (Cartoon Network): Senhor Ratburn.
"Gravity Falls" (Disney+): Xerife Blubs e Delegado Durland.
Bob e Patrick (são um casal assexual <3)
"Clarence" (Netflix): Kevin, EJ e Sue Randell.
"O Príncipe Dragão" (Netflix): Runaan e Ethari, Annika e Neha.
Óculos de realidade virtual: veja vantagens, modelos e como escolher o seu

Carol Fiacadori
Colaboração para Tilt
26/04/2021 04h00
Geek ou não, você provavelmente já ouviu falar sobre os óculos de realidade virtual (ou VR, na sigla em inglês). Normalmente são usados para explorarem jogos, cenários e lugares para que a pessoa se sinta dentro de um determinado ambiente. Também ganhou espaço em outros ramos, como no jornalismo, na educação, na cultura, na religião e, inclusive, até na pornografia (aqui, para maiores de 18 anos, claro). No Brasil, a procura é, principalmente, para ser um novo objeto de lazer entre a família e amigos.
Antes de comprar um, é importante entender qual será a finalidade dele. Hoje em dia, o mercado tem uma boa oferta de modelos. Se a sua escolha for equivocada, além do VR, você terá que investir em um novo computador ou celular ou peças para fazer uma atualização, para que os óculos rodem corretamente.
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Ao pesquisar modelos, é importante prestar atenção ângulo de visão, conforto, usabilidade e imersão. Modelos que apostam em uma boa visão periférica precisam apresentar um ângulo maior que 90 graus.
O conforto é uma das características mais importantes. Busque modelos que oferecem materiais revestidos e ajustáveis. Caso contrário, o seu tempo de uso diminuirá gradativamente, já que não estará 100% acoplado ao rosto. Além disso, aos usuários de óculos de grau, é necessário adquirir uma peça que suporte armações por baixo.
A usabilidade também deve ser confortável, ou seja, tente adquirir um modelo que não apresente muitos fios ou cabos e que seja fácil de locomovê-lo. Atualmente é possível comprar peças com design integrado e fácil de manusear. Como essa é uma tecnologia relativamente nova, ainda não há tantas assistências técnicas especializadas no Brasil —então, tente evitar que cabos ou fios se quebrem.
A qualidade da lente e da tela também precisam ser levadas em consideração, já que são as responsáveis por oferecer imagens nítidas e limpas. Essas características também ajudam a prevenir o desconforto e evitar as sensações de enjoo que algumas pessoas sentem com os óculos.
Diferentes tipos
Há desde modelos que têm conexão direta com celulares aos feitos de papelão. No mercado brasileiro, é possível separar os tipos de óculos em três: cardboard, high experience e gamers.
Os óculos VR cardboard fazem parte da categoria mais barata do mercado, por serem construídos em papelão. Eles não apresentam tela própria; usam a do celular, que fica preso entre os olhos e as lentes.
A categoria high experience também usa o smartphone como tela, mas contam com tecnologia própria de software e hardware e, por isso, oferece uma boa qualidade de imersão.
Já os gamers são os VRs mais caros do mercado. Esses óculos são os mais procurados por jogadores profissionais, já que oferecem um desempenho superior aos modelos anteriores. Normalmente necessitam de um computador compatível e de alta performance para funcionar.
Caso você opte por um modelo que terá o celular como reprodutor de conteúdo, verifique a compatibilidade com o seu aparelho. Se você preferir usar um com computador, dependendo da escolha os óculos poderão exigir muita potência da placa de vídeo, do processador e da memória RAM. Se os aparelhos não forem compatíveis, o dinheiro poderá ter sido desperdiçado, já que nem funcionará como deveria.
Hoje em dia, há alguns modelos que já apresentam áudio binaural, que oferece um som ainda mais nítido e tridimensional. Essa funcionalidade oferece uma experiência ainda mais imersiva.
Note também o espaço disponível para a brincadeira. Se a sua finalidade for utilizar o VR para games, atente-se ao seu redor e ao tamanho do local para praticar. Há jogos que necessitam de um espaço livre com, no mínimo, um a dois metros. Alguns óculos exigem o uso de estações base para rastrear os passos de quem está jogando.
Depois das dicas e detalhamentos, que tal investir em óculos de realidade virtual? Reunimos alguns modelos aqui embaixo.

Óculos 3D de realidade virtual - Warrior
Preco: R$ 56,90*
O modelo apresenta efeitos 3D e uma imersão completa de 360 graus. Para usá-lo, é preciso encaixar o smartphone no aparelho. Tem ajuste do eixo óptico e da lente esférica, o que evita a fadiga durante as sessões. Ainda oferece uma correção automática que suporta diferentes graus de miopia. Dá para controlar os movimentos de acordo com os comandos da própria cabeça.

Óculos 3D de realidade virtual com headphone - Warrior
Preço: R$ 101,18*
Aposta em um acabamento almofadado, que garante mais conforto. Traz um fone de ouvido embutido, visão 360 graus e é compatível com diversos jogos que operam em sistema Android. Tem ainda lentes internas em HD de resina ótica e alças ajustáveis.

Gear VR dispositivo para realidade virtual - Samsung
Preço: R$ 399,90*
É um dos modelos mais cobiçados do mercado. É fácil de usar e oferece um touchpad para deslizar e escolher a experiência de uso. Tem um amplo campo de visão, rastreamento preciso da cabeça e baixa latência, o que proporciona uma excelente imersão. Pode ser usado para ver fotos, filmes ou jogos e tem imagens panorâmicas de 360 graus. É ajustável à face e tem peças almofadadas que garantem mais conforto. Compatível com modelos Samsung Galaxy S7, S7 Edge, Note5, S6 Edge+, S6 e S6 Edge.

Óculos de realidade virtual com bluetooth - VR Box
Preço: R$ 78*
O modelo da VR Box acompanha um controle que funciona com Bluetooth. Tem tecnologia de lente fotossensível, com sete camadas de vidro e lente esférica que proporcionam um amplo campo de visão. É compatível com celulares Android ou iOS. O modelo é de uso exclusivo em smartphones, então não dá para conectar em computadores ou notebooks.

Óculos de realidade virtual VR One Plus - Zeiss
Preço: R$ 199,90*
O modelo da Zeiss tem design ótico de ponta e lentes de precisão para oferecer a melhor experiência visual. Traz sensores de rastreamento interno e proteção frontal transparente que permite a ligação direta de câmeras de celular para realidade aumentada. O VR é compatível com iPhone 6, Galaxy S4, S5, S6, Nexus 5 e LG G3.

Óculos de realidade virtual S - Oculus
Preço: R$ 4.499,99*
Este modelo da Oculus é compatível com computadores e pode ser utilizado em jogos de alto desempenho. Apresenta gráficos que transformam a experiência 3D e é feito com lentes que permitem uma exibição mais nítida, com cores vivas e brilhantes. Além disso, acompanha controles Oculus Touch, em que você pode transportar as mãos e gestos diretamente para os games, além de assumir a partida.

Óculos de realidade virtual Quest - Oculus
Preço: R$ 9.995,00*
Este modelo da Oculus não necessita de computador para jogos de alta performance. O Quest oferece controladores de toque que permitem levar mãos e gestos para os games. Tem áudio integrado com fone de ouvido para acompanhar equipes e ações durante as partidas. Ele tem a tecnologia de rastreamento Oculus Insight Fornece, que rastreia em larga escala e traduz movimentos para VR.
O Dia das Mães está chegando! Na Amazon você encontra uma incrível seleção de produtos ideais para presentear a sua e homenageá-la como ela merece!
* Os preços e a lista foram checados no dia 21/04/2021 para atualizar esta matéria. Pode ser que eles variem com o tempo.
Oscar 2021: confira os altos e baixos de uma cerimônia que desafiou a pandemia

Era grande a expectativa em torno da 93ª edição do Oscar, realizada na noite deste domingo (25). E continua dando o que falar. Produzida por Jesse Collins Stacey Sher e pelo cineasta Steven Soderbergh, a festa teve a responsabilidade de ser a pioneira no retorno do público às festas de premiação, desde o começo da pandemia. A estratégia utilizada pelos organizadores passou pela realização do evento em dois lugares de Los Angeles (EUA): o tradicional Dolby Theatre e a Union Station. Muitas coisas funcionaram. Outras nem tanto.
Na plateia do Oscar que consagrou "Nomadland" como melhor filme, estiveram apenas os indicados com direito a um acompanhante. A Covid-19 também obrigou a Academia a disponibilizar links diretos de transmissão nos países dos concorrentes que não puderam viajar aos Estados Unidos por causa da pandemia.
Sacha Baron Cohen, por exemplo, apareceu à luz do dia já da segunda-feira em Sydney, Austrália. Olivia Colman e Gary Oldman surgiram na tela sentados em poltronas do British Film Institute, em Londres. Também houve links de indicados em Paris, Roma e Dublin, na Irlanda.
Com cerca de três horas, a transmissão da cerimônia teve duração similar às dos últimos anos, mas com mudanças sensíveis em seu formato, como o corte das apresentações de canções originais e os clipes dos filmes concorrentes. Os convidados, testados duas vezes, puderam marcar presença sem o uso obrigatório de máscara.
Mas teve quem tenha preferido mantê-la durante a cerimônia, como a vencedora da categoria de melhor atriz por "Nomadland", Frances Mc Dormand.

Confira abaixo uma seleção dos pontos altos e baixos do Oscar 2021.
Sobe
— Transmissão mais ágil, com elementos cinematográficos, menos piadas e menos cafonices. O começo da festa, com a atriz e cineasta Regina King adentrando a Union Station com uma estatueta em mãos para ser entregue, já dava o tom objetivo que a cerimônia teria. Uma das decisões tomadas pela Academia em razão da pandemia acabou ajudando no ritmo da noite: a apresentação das canções originais indicadas foi gravada previamente, no Academy Museum, e exibidas em um pré-show.

— Quase todos os premiados estavam presentes na Union Station e subiram ao palco. Com exceção da figurinista Ann Roth, de 89 aos, vencedora por "A voz suprema do blues", e Anthony Hopkins, de 83 anos, vencedor do Oscar de melhor ator por "Meu pai". Nome mais velho a conquistar a estatueta na categoria, Hopkins está no País de Gales e, segundo seu agente, estava dormindo no momento da vitória, quando já passava das 4h, no fuso local. Ele gravou um vídeo de agradecimento.
— Agradecimentos feitos com tranquilidade, sem que houvesse orquestra para interromper os discursos e criar tensão. Desta vez, ninguém teve de correr com as palavras ou ter sua adrenalina abreviada, o que acabou gerando momentos de muita emoção, como a fala do diretor dinamarquês Thomas Vinterberg, que subiu ao palco para receber a estatueta de melhor filme internacional por "Druk". Ele dedicou a vitória à filha Ida, morta em um acidente de carro dias antes do começo das filmagens do longa.
— Clima intimista de jantar, com mesas em que indicados estavam acompanhados, em alguns casos, por familiares. Mas houve também quem tenha apostado no despojamento, mesmo distante deles. Foi o caso de Daniel Kaluuya, vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante por "Judas e o Messias negro". De Los Angeles, Kaluuya aproveitou seu discurso para celebrar a vida e agradecer a seus pais por terem se encontrado e feito sexo. De Londres, a mãe e a irmã do ator surgiram na tela, entre o choro da emoção da vitória e o riso envergonhado pela brincadeira de Kaluuya.

— O discurso de YounYuh-jung, vencedora na categoria de melhor atriz coadjuvante por "Minari". Já conhecida por sua falta de papas na língua, a intérprete sul-coreana de 73 anos caprichou no discurso da vitória. Ela flertou com Brad Pitt, relembrou seu tempo de mera espectadora do Oscar, agradeceu aos americanos pela hospitalidade, questionou a competitividade da premiação por não acreditar que seria possível derrotar Glenn Close, e ainda mandou um recado aos filhos. "Vocês dois me fizeram sair para trabalhar. Esse é o resultado, porque a mamãe trabalhou muito", disse a atriz.

— A aposta na diversidade deu certo. Nunca o Oscar premiou tantas mulheres: foram 17 no total. Único nome feminino na categoria de roteiro original, a britânica Emerald Fennell levou a melhor com seu "Bela vingança". Ela já havia feito história ao lado de Chloé Zhao, por serem as duas primeiras mulheres a serem indicadas juntas a melhor direção na história do Oscar. Zhao, por sua vez, ao vencer na categoria, se tornou a primeira mulher não branca a levar a estatueta para casa. A cineasta chinesa ainda foi bastante exaltada nas redes, por seu look despojado, de tênis, e seu rosto sem maquiagem.
— Também merece destaque o discurso poderoso de Mia Neal e Jamika Wilson. Vencedoras do páreo de melhor cabelo e maquiagem por "A voz suprema do blues", elas foram as primeiras mulheres negras a serem indicadas na categoria. "Quero agradecer aos nossos ancestrais que buscaram trabalho, foram negados, mas nunca desistiram (...) Posso imaginar mulheres trans negras de pé aqui, nossas irmãs asiáticas, nossas irmãs latinas e mulheres indígenas. E eu sei que um dia isso não vai ser mais algo incomum ou inovador. Será simplesmente normal", disse Mia Neal em seu discurso.

Desce
— Steven Soderbergh prometeu uma festa mais enxuta, mas entregou um produto com a mesma duração dos anos anteriores. Mesmo com os cortes dos números musicais e das falas dos apresentadores, a duração superou três horas. O que faltou cortar?
— Causou estranhamento a antecipação do anúncio de melhor filme para "Nomadland", feito quando ainda faltavam duas categorias. Na sequência, veio a vitória de Frances McDormand como melhor atriz, também por "Nomandland". E, por fim, foi revelado o nome do melhor ator do ano. O favoritismo de Chadwick Boseman por "A voz suprema do blues" fez todo mundo especular que a Academia havia reservado o momento mais emocionante para o final, por conta do reconhecimento póstumo. No entanto, o vitorioso foi Anthony Hopkins, que estava ausente da festa. E o resultado foi um desfecho anticlimático para a cerimônia.

— Sem vencer na categoria de melhor ator, Chadwick Boseman também não recebeu uma homenagem especial. O "Pantera Negra" foi mencionado apenas no já tradicional bloco da cerimônia que contempla as estrelas que morreram no último ano. O público, nas redes, questionou a ausência de alguns nomes, como as atrizes Naya Rivera e Jessica Walter, a Lucille de "Two and a half men".
— Não houve clipes com trechos dos atores indicados. Trata-se de um recurso que acaba sempre ressaltando a qualidade do trabalho dos concorrentes, gerando reações da plateia e dando mais ritmo ao anúncio do vencedor.
— Roteiro repetitivo, com diversos apresentadores falando de suas primeiras memórias do cinema. Um mecanismo que acabou dando uma carga de afeto à cerimônia, mas que se desgastou durante os 180 minutos de festa. (Colaborou Sérgio Rizzo)
'Nomadland' é o principal vencedor do Oscar 2021; veja a lista de premiados

Com uma entrada glamourosa de Regina King na Union Station, a 93ª cerimônia de premiação do Oscar começou pontualmente às 21h (horário de Brasília) deste domingo. Três horas e sete minutos depois, a Academia premiaria "Nomadland", de Chloé Zhao, como o melhor filme desta temporada. Poucos minutos mais tarde, o longa sobre nômades americanos também renderia a estatueta de melhor atriz para Frances McDormand. A chinesa Chloé Zhao venceu ainda o prêmio de direção e fez um discurso em homenagem a todos que têm a "coragem de ver o que há de bom nas pessoas".
Para encerrar a festa adaptada para a pandemia, Joaquin Phoenix anunciou a vitória de Anthony Hopkins, de 83 anos, na categoria melhor ator, por "Meu pai". O veterano, porém, não marcou presença na festa, nem mesmo por vídeo.
Um tapete vermelho diferente, como era de se esperar numa pandemia, abriu a noite. Os convidados, em número reduzido e devidamente testados contra a Covid-19, passaram pela Union Station e conversaram com a imprensa em microfones fixos, instalados atrás de cordas. As celebridades circulavam pelo com mais tranquilidade e em clima de reencontro, sem os paparazzi e fãs que costumam recepcioná-los no tapete vermelho. Outra mudança visível na cerimônia foram as apresentações musicais dos indicados a Melhor Canção, que se concentraram antes da premiação.
Logo no início de seu discurso para uma seleta plateia presencial de 170 pessoas, Regina King lembrou o ano difícil que o mundo passou. "E ainda estamos aqui bem no meio, chorando a morte de tantos". Mas o discurso foi no mesmo tom arejado que a cenografia escolhida pela Academia para demonstrar que respeita a ciência e os protocolos anti-covid-19, e busca alternativas.
O primeiro prêmio da noite foi para a britânica Emerald Fennell, pelo roteiro original de "Bela vingança", do qual ela também é diretora. O prêmio de roteiro adaptado foi para "Meu pai". Thomas Vintenberg, que perdeu a filha de 19 anos pouco tempo antes de iniciar as filmagens de "Druk - Mais uma rodada", fez um discurso emocionado e dedicado a ela, ao receber o prêmio de melhor filme internacional.
Daniel Kaluuya venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante por "Judas e o messias negro"; entre as atrizes, a estatueta ficou com a a sul-coreana Youn Yuh-jung ("Minari"), que divertiu o público de casa com um discurso no qual brincou com Brad Pitt, que apresentou seu Oscar, e com Glenn Close, sua concorrente.
Entre as animações, deu a lógica: "Soul", da Pixar, venceu como longa-metragem, enquanto "If anything happens I love you" ficou com o de curta.
Lista de vencedores
Melhor Filme
"Bela Vingança"
"Judas e o Messias Negro"
"Mank"
"Meu Pai"
"Minari"
"Nomadland"
"O Som do Silêncio"
"Os 7 de Chicago"
Atriz
Viola Davis ("A voz suprema do blues")
Andra Day ("Estados Unidos Vs. Billie Holiday")
Vanessa Kirby ("Pieces of a woman")
Frances McDormand ("Nomadland")
Carey Mulligan ("Bela vingança")
Ator
Riz Ahmed ("O som do silêncio")
Chadwick Boseman ("A voz suprema do blues")
Anthony Hopkins ("Meu pai")
Gary Oldman ("Mank")
Steve Yeun ("Minari")
Direção
Thomas Vinterberg ("Druk — Mais uma rodada")
David Fincher ("Mank")
Lee Isaac Chung ("Minari")
Chloé Zhao ("Nomadland")
Emerald Fennell ("Bela vingança")
Atriz coadjuvante
Maria Bakalova ("Borat: Fita de cinema seguinte")
Glenn Close ("Era uma vez um sonho")
Olivia Colman ("Meu pai")
Amanda Seyfried ("Mank")
YounYuh-jung ("Minari")
Ator coadjuvante
Sacha Baron Cohen ("Os 7 de Chicago")
Daniel Kaluuya ("Judas e o messias negro")
Leslie Odom Jr. ("Uma noite em Miami")
Paul Raci ("O som do silêncio")
LaKeith Stanfield ("Judas e o messias negro")
Filme internacional
"Druk — Mais uma rodada" (Dinamarca)
"Better days" (Hong Kong)
"Collective" (Romênia)
"The man who sold his skin" (Tunísia)
"Quo Vadis, Aida?" (Bósnia e Herzegovina)
Roteiro original
"Judas e o messias negro"
"Minari"
"Bela vingança"
"O som do silêncio"
"Os 7 de Chicago"
Roteiro adaptado
"Borat: Fita de cinema seguinte"
"Meu pai"
"Nomadland"
"Uma noite em Miami"
"O tigre branco"
Trilha sonora
"Destacamento Blood"
"Mank"
"Minari"
"Relatos do mundo"
"Soul"
Canção original
"Fight for you" ("Judas e o messias negro")
"Hear my voice" ("Os 7 de Chicago")
"Husavik" ("Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars")
"Io Sì" ("Rosa e Momo")
"Speak now" ("Uma noite em Miami")
Fotografia
"Judas e o messias negro"
"Mank"
"Relatos do mundo"
"Nomadland"
"Os 7 de Chicago"
Longa de Animação
"Dois irmãos"
"A caminho da Lua"
'Shaun, o carneiro, o Filme: A fazenda contra-ataca"
"Soul"
"Wolfwalkers"
Efeitos visuais
"Love and monsters"
"O céu da meia-noite"
"Mulan"
"Tenet"
"O grande Ivan"
Cabelo e Maquiagem
"Emma"
"Era uma vez um sonho"
"A voz suprema do blues"
"Mank"
"Pinóquio"
Figurino
"Emma"
"Mank"
"A voz suprema do blues"
"Mulan"
"Pinóquio"
Edição/Mixagem de Som
"Greyhound"
"Mank"
"Relatos do Mundo"
"Soul"
"O Som do Silêncio"
Curta-metragem
"Feeling through"
"The letter room"
"The present"
"Two distant strangers"
"White eye"
Curta de Animação
"Burrow"
"Genius Loci"
"If anything happens I love you"
"Opera"
"Yes-People"
Longa Documentário
"Collective"
"Crip Camp"
"The Mole Agent"
"My Octopus Teacher"
"Time"
Curta Documentário
"Colette"
"A concerto is a conversation"
"Do not split"
"Hunger Ward"
"A love song for Latasha"
Design de Produção
"Meu pai"
"A voz suprema do blues"
"Mank"
"Relatos do mundo"
"Tenet"
Montagem
"Meu pai"
"Nomadland"
"Bela vingança"
"Os 7 de Chicago"
"O som do silêncio"
Oscar 2021: Onde ver os vencedores da premiação

Beatriz Amendola
De Splash, em São Paulo
26/04/2021 10h35
A cerimônia do Oscar 2021 de ontem trouxe algumas surpresas, momentos fofos, momentos constrangedores e duas vitórias históricas para Chloé Zhao, que se tornou a segunda mulher a ganhar um prêmio de melhor filme com seu "Nomadland" e também a primeira mulher asiática a ganhar o prêmio de direção.
A lista completa de vencedores você vê aqui. Mas nós trazemos agora para você outra lista: a de onde ver os principais destaques da maior premiação do cinema.
Nomadland
Vencedor de melhor filme dramático, melhor direção (para Chloe Zhao) e melhor atriz (Frances Mcdormand), ele acompanha a história de Fern, uma mulher que viaja pelos Estados Unidos, como uma nômade dos tempos modernos. Estreia nos cinemas no dia 29.
Enquanto isso, você pode ler nossa entrevista com a cineasta, que falou sobre sua carreira e sobre "Os Eternos", filma da Marvel que estreia em novembro.
'Meu Pai'
Anthony Hopkins venceu o Oscar de melhor ator por sua atuação excepcional como um idoso que sofre de demência. O filme está nos cinemas e também pode ser alugado em plataformas como Apple TV e Google Play.
'Minari'
O filme conta a história de uma família de imigrantes sul-coreanos que tenta ganhar a vida nos Estados Unidos. Yuh-jung Youn, que interpreta a avó cativante do longa, venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante. O filme pode ser visto nos cinemas.
'Judas e o Messias Negro'
Daniel Kaluuya ganhou o Oscar de ator coadjuvante por sua atuação magnética como Fred Hampton, líder dos Panteras Negras assassinado em Chicago. O filme pode ser visto nos cinemas.
'Bela Vingança'
O filme ácido estrelado por Carey Mullingan deu o prêmio de melhor roteiro original para Emerald Fennell, que você vai reconhecer como a Camilla de 'The Crown'. O filme estreia nos cinemas no dia 13 de maio.
'Soul'
A animação da Pixar saiu com os prêmios de melhor animação e melhor trilha sonora. Você pode vê-la no Disney+.
'Druk - Mais Uma Rodada'
Dirigido por Thomas Vinterberg e estrelado por Mads Mikkelsen, o longa dinamarquês ganhou o prêmio de melhor filme internacional. Está disponível para compra e aluguel nas plataformas digitais, a partir de R$ 14,90.
As voltas que a vida dá | Opinião - O Globo
Por Fernando Gabeira
Bolsonaro investiu contra a vida liderando a maior política de destruição ambiental do Brasil moderno. E investiu de novo contra a vida negando a pandemia do coronavírus.
A vida começa agora a cobrar de forma combinada os crimes de Bolsonaro. Numa só semana, convergiram a Cúpula de Líderes sobre o Clima e a CPI da Covid, eventos que lembram a Bolsonaro que sua própria vida ficará para sempre marcada por seu desprezo à vida das florestas e dos bichos e pelo sacrifício humano envolto na tese da imunização de rebanho.
Por mais que psicólogos mergulhem no labirinto da mente de Bolsonaro, nenhuma explicação atenua o dado objetivo de tantas árvores derrubadas, tantos animais carbonizados, tantas pessoas mortas pelo coronavírus.
A economia explica apenas parcialmente. Bolsonaro acha que é preciso tirar todos os recursos da natureza, independentemente do rastro de destruição. Da mesma forma, ele acha que a economia precisa funcionar, independentemente das pessoas que o vírus consome.
A verdade é que Bolsonaro não se importa tanto com a economia, não estuda o tema e, ao se eleger, designou um ministro para responder a todas as perguntas, a quem chamou de Posto Ipiranga. O que move o presidente não chega a ser, portanto, nem uma teoria econômica, por mais grosseira e obsoleta que possa parecer.
Tanto na destruição das florestas como na tragédia humana diante do vírus, o que move Bolsonaro é sua vontade de permanecer no poder.
A floresta interessa na medida em que garanta os votos dos seus predadores; as pessoas podem morrer para que uma suposta normalidade econômica garanta a reeleição.
É muito conhecida a literatura sobre essa obsessão com o poder, a necessidade de respeito e até admiração que os poderosos obtêm quando se revestem dessa condição que lhes parece mágica.
Mas o caso de Bolsonaro é singular. Existe uma coerência em todas as suas escolhas. A morte é a grande aliada desde a opção destrutiva no ambiente e na pandemia, passando pela difusão das armas, chegando até a detalhes como suprimir multas de quem se descuida da cadeirinha do bebê no carro.
Essa aliança com a morte pode ser também o resultado de uma grande frustração com a própria vida. Mas, de novo, deixo isso aos psicólogos ou àqueles que preferem combater Bolsonaro no plano da sanidade mental.
Por meio de grandes episódios como a Cúpula do Clima e a CPI da Covid, entretanto, é possível compreender o antagonismo de Bolsonaro com todos todos os tipos de vida no planeta.
E refletir sobre isso. Não importa a Bolsonaro se o país se tornar um deserto, muito menos se os que ele considera mais fracos forem tombando pelo caminho.
Nunca na história moderna do país a indiferença diante da realidade política poderá ter consequências tão devastadoras para nosso futuro.
A Cúpula do Clima serve para mostrar a importância da luta da Humanidade para a sobrevivência das novas gerações e a contradição de Bolsonaro com essa gigantesca reação vital.
Ali, ele apenas mentiu, supondo que possa enganar o mundo. Seu objetivo sempre foi desmontar a fiscalização, acabar com a “indústria da multa”, liberar o garimpo e enfraquecer os povos indígenas.
A CPI da Covid servirá para revelar aquilo que muitos de nós já sabemos. Mas pode fazê-lo de uma forma séria e pedagógica para que todos compreendam a responsabilidade de Bolsonaro.
Essas duas vertentes, a ambiental e a sanitária, sempre estiveram aí enquanto, de uma certa maneira, Bolsonaro gritava “Viva la muerte”, como o oficial do Exército de Franco.
É estranho que esse grito tenha dominado um país mundialmente conhecido pela vitalidade. Imperdoável, no entanto, que ele possa ecoar em 22, o prazo final para o encerramento dessa fúnebre passagem da História do Brasil.

Por Fernando Gabeira
Sete tipos de bozofrenia | Opinião - O Globo
Por Miguel de Almeida
Tantas milhares de mortes depois, qualquer cidadão menos tapado se pergunta qual seria o Deus (ou deus) em que acredita o Bozo. O Malafaia, que ganha dinheiro nessa seara, e é seu conselheiro, ao deixar de ler o livro-caixa, ajoelhado no milho, teria a resposta?
John Gray, filósofo britânico, em seu estupendo “Sete tipos de ateísmo”, ajuda a matar a charada. Bozo pertence em carne e osso à categoria dos seres pré-adâmicos. Ainda na Renascença, Paracelso e depois Isaac La Peyrère extraíram do “Gênesis” a interpretação de que a Terra já era habitada por outros homens antes da chegada barulhenta de Adão. Como não eram criação divina, vieram destituídos de alma; daí sua falta de empatia com o destino das criaturas de Deus.
Taí. Como os neandertais, os pré-adâmicos continuam entre nós, miscigenados. Embora disfarce com o Messias no nome, Bozo, rematado (nasceu sem alma) representante da espécie, deu voz a seu exército saído das trevas.
Como existe um lulopetismo, há à mão a bozofrenia — hoje uma síntese de atraso, ignorância e falta de asseio mental, curiosamente mesclado a um autoritarismo cristão. Sem ser uma ideologia, não deixa de ser um sistema de ideias do contra, amarfanhadas para negar a expectativa de haver uma evolução humana.
Negam o conceito de progresso e desenvolvimento contínuos. Não há um processo histórico, apenas histérico (como, aliás, Marco Aurélio, não o do STF, mas o imperador romano e filósofo estoico, reclamava das epifanias cristãs).
Em luta contra o progresso, a bozofrenia se porta como os luditas em confronto com as máquinas no início da Revolução Industrial. Enxerga na ciência, na cultura e na concórdia de valores o inimigo a destruir… — quase escrevi o diabo a derrotar, mas, no caso, seria dar um tiro no pé.
O método bozofrênico se assemelha a várias seitas anteriores a Jesus Cristo, todas desconfiadas da impossibilidade de aprimoramento humano. Acostumados a jejum em meio ao deserto, as alucinações dos malucos ainda são tomadas como milagres por alguns, porém os bozofrênicos praticam a visão deles de um ato apocalíptico baseado na destruição.
A destruição é o objetivo final. Por isso, entre outras coisas, exigem fiéis nos cultos na alta temporada da Covid-19. Não há culpa, nem empatia, porque são pré-Dez Mandamentos (não matarás, não roubarás). Quero todo mundo armado! Vamos passar a boiada!
A dicotomia inventada pela bozofrenia também é falsa. Falam em economia x saúde. Você ouve Paulo Guedes e ali sente alguma empatia? Autointitulado seguidor da Escola de Chicago (a que matou mais gente que Al Capone), é um pregador morto, ultrapassado em vida pela história. Ou como ele explica a política econômica de Biden, com seus trilhões, e mesmo de Angela Merkel? Não ouvi o Guedes criticar os privilégios das aposentadorias dos militares, você ouviu ele lutar por aumento de verbas na educação? Na escala bozofrênica, a filha solteira dos milicos é mais importante. Ok, Guedes não é um posto elétrico; é fóssil.
Não é de estranhar a foto (oficial) de Ricardo Salles diante das toras abatidas de madeira. No país de Tom Jobim e Guimarães Rosa! Solta a boiada e persegue a destruição. Salles sabe que um hectare de plantação sustentável como o açaí rende mais do que um hectare como pasto para gado. Não percebe na bovinice de Pazuello o mesmo matadouro que terá de enfrentar em breve.
Como, no Brasil, o roteirista é mal pago, o lulopetismo se coloca como alternativa e salvação. Você lê o plano de Biden para transição climática, de apoio a energias renováveis e processos industriais sustentáveis, só que, de repente, volta à lembrança o discurso de que o pré-sal seria um bilhete premiado. Aquilo deve ter sido ideia do Cerveró… No mesmo instante em que a China ultrapassava a Alemanha no uso de energia solar e produção de baterias para carros elétricos. Lembra ainda o apoio financeiro dado à Odebrecht em obras na Venezuela e a escolha estratégica da JBS para ser uma multinacional do bife.
Parece haver uma conexão — não divina, mas pré-adâmica e bozofrênica.

Por Miguel de Almeida
Autor de 'É primavera', Cassiano está internado numa UPA e precisa de UTI sem pacientes com Covid-19 | Ancelmo - O Globo
Por Ancelmo Gois

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Bombeiros retomam buscas por tenente desaparecido na Praia da Barra da Tijuca há três dias

RIO — O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro retomou as buscas pelo tenente Ítalo J. P. dos Santos, de 30 anos, na manhã desta segunda-feira, dia 26. Ele desapareceu na última sexta-feira, dia 23, na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, enquanto participava de um treinamento do curso de especialização em salvamento marítimo.
O tenente, que é lotado no 2º Grupamento Marítimo da Barra da Tijuca (2º GMar), afundou na água na altura do posto 2. A corporação informou que, para localizar Ítalo, são usados diversos recursos, incluindo ação de mergulhadores, embarcações motoaquáticas, quadriciclos, drones e helicóptero.
No domingo, segundo dia das buscas, a foram mobilizados 200 militares de vários municípios para encontrar o bombeiro. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação está dando apoio à família do militar, através da Diretoria de Assistência Social (DAS).

Depois da saída de Viih Tube, saiba como está a vida de Karol Conká, Nego Di e Projota, outros cancelados do 'BBB 21'

A saída de Viih Tube no último domingo atualizou o ranking de rejeição do "Big Brother Brasil 21", colocando a youtuber na terceira maior porcentagem da edição e da história do programa em paredões triplos (96,69%). Na frente dela, apenas Nego Di (98,76%) e Karol Conká (99,17%). A seguir, confira como está a vida e a carreira de outros participantes ilustres que acabaram "cancelados" e agora buscam dar a volta por cima.
Karol Conká
Recorde de rejeição na história do programa (99,17%), a cantora curitibana agora é tema de um documentário do Globoplay, com estreia no próximo dia 29. Em "A vida depois do tombo", uma equipe de filmagem acompanhou Karol assim que ela saiu da casa para registrar o impacto que o cancelamento teve na vida dela e tentar entender o que pode ter provocado uma saída com números tão expressivos.
Karol estava sem postar nas redes sociais desde que saiu do BBB, mas fez um tuíte no último domingo.
Nego Di
O comediante gaúcho continua superativo (e controverso) nas redes sociais, postando vídeos sobre futebol (ele é torcedor do Internacional), sobre carros e com comentários sobre o reality show, que deixou com rejeição de 98,76% do público.
Com a saída de Viih Tube nste domingo, fez piada com a porcentagem da participante e o fato de ela o chamar de "pai" no jogo.
Projota
O rapper paulista, quarto no ranking de rejeição (91,89%), voltou ao trabalho na música e lançou, em meados deste mês, o álbum "AMADMOL (A Milenar Arte de Meter O Louco)", gravado ao vivo em outubro de 2017.
Na semana passada, ele foi ao "Encontro com Fátima" e comentou sobre o jogo. No programa, disse que tem aproveitado seu tempo para ficar mais perto da mulher, Tammy Contro, e da filha, Marieva, que tem apenas 1 ano: "Tinha medo de ela não me reconhecer."
Viih Tube
Recém-saída da casa, Viih Tube ainda não deixou claro o que pretende fazer nessa nova fase da vida. Mas mantém redes sociais potentes para administrar: são 18.8 milhões de seguidores no Instagram, 11.1 milhões no YouTube e 878 mil no Twitter.
"Se eu fosse o público eu faria a mesma coisa (me tiraria)", disse Viih Tube na manhã desta segunda-feira no "Mais você", programa de Ana Maria Braga na TV Globo.
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