CRISE ? - Vocês NÃO viram NADA ainda
CRISE? Vocês NÃO viram NADA ainda
Vantagens do armazenamento na nuvem fazem um pendrive parecer dinossauro
A CONTABILIDADE pode ser o castigo de Trump e Bolsonaro? NUNCA teremos o consolo de ver o americano e o brasileiro COMO RÉUS no Tribunal Penal Internacional
Rede Globo volta a CENSURAR, enquanto a mídia prepara NOVOS Moros e Bolsonaros
Biden: é hora de os mais ricos e as grandes companhias PAGAREM a sua parte
Inauguração de loja mostra poder de Hang e descuido com a pandemia
Um método eficaz para reflorestar a Caatinga
"Biden brasileiro" terá que taxar os mais ricos como fará o original
Em documento, fabricante da Sputnik V rebate 30 argumentos da Anvisa sobre a vacina

247 - O laboratório Gamaleya enviou nesta quinta-feira (29) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um documento rebatendo 30 pontos utilizados como argumentos pela agência para negar a importação do imunizante russo ao Brasil.
O documento tem 55 páginas e foi repassado à Anvisa pelo Consórcio Nordeste por meio da PGE (Procuradoria Geral da Bahia), na pessoa do presidente da agência, Antônio Barra Torres.
Um dos aspectos da vacina considerado pela Anvisa como mais decisivo para negar a importação da substância foi a suposta existência de adenovírus replicante. O laboratório Gamaleya negou a existência do chamado "RCA". "O Centro Gamaleya, que conduz estritos controles de qualidade de todos os locais de produção da Sputnik V, confirmou que nunca algum adenovírus replicante-competente (RCA) foi encontrado em nenhum lote de vacina Sputnik V que foi produzida. Controle de qualidades existentes asseguram que nenhum RCA pode existir na vacina Sputnik V".
O documento diz que somente os tipos E1 e E3 de vetores adenovirais não replicantes, "que são inofensivos para o corpo humano", são usados na Sputnik V. "A qualidade e segurança da Sputnik V são, entre outras coisas, asseguradas pelo fato de que, ao contrário de outras vacinas, usa uma tecnologia de purificação com 4 estágios que inclui dois estágios de cromatografia e dois estágios de filtragem por fluxo tangencial. Essa tecnologia de purificação auxilia na obtenção de um produto altamente purificado que passa por controles de qualidade mandatórios, incluindo controle para RCA ou qualquer presença de aditivos".
Gamaleya também rebate a afirmação da Anvisa de que não há como precisar a eficácia do imunizante, já que "provas incondicionais de eficácia e segurança da vacina são demonstradas pelos resultados da Fase 3 do fundamental estudo clínico conduzido".
Confira a íntegra do documento:
Rede Globo volta a censurar, enquanto a mídia prepara novos Moros e Bolsonaros
Por Mario Vitor Santos

Por Mario Vitor Santos
Desde o final da sessão plenária de quinta-feira passada, que confirmou a suspeição do juiz Sérgio Moro, o país assiste a um fenômeno jornalístico da maior importância: a volta das edições censuradas do Jornal Nacional, bem ao feitio do que a mesma Globo já fizera na edição manipulada do debate entre Collor e Lula na véspera das eleições presidenciais de 1989, beneficiando Collor, e em 1984 no noticiário sobre o comício da Praça da Sé pelas Diretas Já, noticiado como “festa de aniversário de São Paulo”.
Enquanto ministros reunidos no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) se apressavam para emitir os votos que deram a maioria suficiente para definir a parcialidade de Moro ainda naquele dia, e ao votar assim rápida e sumariamente contornar as manobras ociosas e protelatórias do contrariado presidente do STF Luis Fux que desejava interromper a sessão, os ânimos se acirraram.
Como não poderia deixar de ser, a discussão, encerrada pela expressão “Vossa excelência perdeu”, dita por Mendes a Barroso, repercutiu em vastas áreas dos meios de comunicação. Menos na Globo, onde ela simplesmente não existiu.
Na verdade, a censura em curso no Jornal Nacional é ainda mais ampla: ela põe em evidência uma conduta mais geral do grupo a que a emissora pertence frente à Vaza-Jato, como são chamadas as impressionantes mensagens acessadas e vazadas pelo hacker Walter Delgatti Neto.
Aquele imenso vazamento de conversas entre membros da força-tarefa da Lava-Jato mostra uma trama inédita de manipulação, com objetivos políticos e eleitorais. É uma exposição das entranhas dos tramoias policiais e judiciais na operação Lava-Jato, que não tinha limites em sua atuação: valia qualquer abuso contra os direitos constitucionais garantidos aos acusados, especialmente em relação a Lula, o alvo máximo da trama.
Desde 2019, quando foi trazida a público pelo jornalista Glenn Greenwald, em seu site de então, o The Intercept, a Vaza-Jato vem sendo ignorada pela Globo.
Isto quer dizer que dezenas de reportagens trazidas a público pelo The Intercept e outros veículos, como a Folha, o UOL e a Veja, simplesmente não existiram para a Globo, sendo que foram elas que tiveram imenso peso e definiram a reviravolta favorável a Lula e contrária a Moro hnas instâncias do Supremo.
Numa fase mais recente, a defesa de Lula obteve do ministro Ricardo Lewandowski autorização para acessar o arquivo completo das mensagens hackeadas, gerando volumosas iniciativas legais noticiadas pela mídia, mas não pelo Jornal Nacional.
Em 1984, até pelo envolvimento dos jornalistas, a Globo acabou cedendo e suspendendo a censura. Agora, não. E o resultado, quando a Globo notícia sobre a Vaza-Jato hoje, é a repetição da realidade alternativa de Barroso e Moro, de que as mensagens do “Russo” (Moro) não significam nada, foram roubadas etc.
Ou seja, a Globo segue, como uma caricatura do teatro do absurdo, tapando o sol com a peneira, negando a realidade a seu público. Trata-se de uma esdrúxula disjunção cognitiva, submissa a uma lógica míope: a emissora age talvez supondo que suprimindo noticiário negativo à Lava-Jato evitaria que esta operação se enfraquecesse. Passa então à censura sistemática, o que é uma vergonha jornalística digna de uma peruca.
A razão de fundo é simples: o lavajatismo e mesmo o bolsonarismo estão vivos e no comando das redações dos veículos de direita. Passaram então à censura, mesmo sabendo que ao omitir o noticiário da Vaza-Jato fica difícil entender a queda em desgraça de Moro, Dallagnol e da própria Lava-Jato. Fica impossível mais ainda interpretar o que conduz os processos transcendentes em curso no STF na cobertura esquizofrênica da Globo.
O que se oculta não é banal, pois faz toda a diferença entre um jornalismo completo e um outro cindido, falho, esquizofrênico, que deixa de comunicar importante metamorfose em curso nas instituições: o que está ocorrendo na suprema corte brasileira é a tentativa de prender o monstro do fascismo de volta na caixa.
Com o impulso decisivo da Vaza-Jato, ministros do Supremo, sob a liderança de Mendes e Lewandowski, vêm conduzindo uma tentativa reconstitucionalização do Judiciário em meio a intensa luta jurídico-política.
Assiste-se na verdade a uma espécie de mini-Constituinte, ou uma re-Constituinte, que vai se desenrolando a cada sessão dp Supremo, cumulativamente, no sentido de reafirmar os direitos e garantias individuais que foram sabotados pelo punitivismo que vigiu no período da Lava-Jato em associação com a mídia reacionária. Não é pouco o que está em jogo.
Do lado de lá, a Globo não está sozinha, ao menos em um importante sentido: ninguém na mídia de direita noticia a maneira como o Jornal Nacional censura a Vaza-Jato. Há uma tácita ordem unida na forma do silêncio solidário ao veículo irmão.
Em movimento paralelo à censura da Globo, e na sequência da primeira decisão anulando a competência de Moro, editorial do Estadão, o jornal da “escolha muito difícil” entre Haddad e Bolsonaro, voltou suas baterias contra quem? Lula e Lewandowski.
Mesmo a Folha, que às vezes abre dissensão na mídia de direita, omite-se agora em relação à censura global. Ao contrário, diante de críticas do colunista de TV do UOL Maurício Stycer ao destempero verbal do apresentador Pedro Bial sobre Lula (o caso do polígrafo), a Folha voluntariamente tomou a iniciativa de pedir a Bial um artigo de resposta. Ofereceu seu espaço ao global para a resposta à opinião de um colunista de um outro veículo sobre Lula, veiculada em outro local.
O destempero de Barroso na sessão do STF expressa um descontrole mais geral que também assola jornalistas e veículos. Diogo Mainardi acaba de mandar o advogado Kakay “tomar no c...” no programa Manhattan Connection, em plena TV Cultura de São Paulo. Um artigo do diretor de redação da Folha atacou nas páginas do jornal o decano dos colunistas políticos e símbolo do jornal Jânio de Freitas, crítico da Lava-Jato. Augusto Nunes agrediu fisicamente o jornalista Glenn Greenwald durante programa da rádio Jovem Pan. São marcas de uma histeria com o fracasso de suas carreiras provocado pelo envolvimento com a Lava-Jato e a constatação de que nada vai apagar, o que dá um sentido mais amplo ao “Vossa Excelência perdeu”.
A mídia na Lava Jato abriu mão voluntariamente dos princípios técnicos básicos e tradicionais do bom jornalismo: independência editorial, busca da verdade, distanciamento, apartidarismo. A operação surgiu de suas ideias e métodos vigentes na imprensa reacionária, do lacerdismo da mídia, fermentado nas décadas, catalisado nos anos Lula em paralelo às distorções por que passou o Ministério Público após os anos 90. Se disputaram entre si, os jornalistas brasileiros bateram-se pelo privilégio de melhor servir ao funcionamento da rede de mentiras. Moro acha que é pai da atração da mídia para dentro da Lava Jato. Foi o contrário. Juiz e promotores foram os capturados.
Os verdadeiros fatos que se desenrolavam no porão da Lava Jato vieram à tona à revelia da mídia de direita, a princípio pelo mesmo grande repórter Greenwald, que estava então ainda no site jornalístico Intercept. Interessado em ampliar a repercussão, o Intercept ofereceu o material ao UOL e outros veículos. Estes não aprofundaram a investigação, que reemergiu depois por obra dos advogados de Lula, reforçando a atuação de Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, principalmente.
Tudo isso a partir e por um outro detalhe absolutamente surpreendente desse caso universalmente único: o verdadeiro milagre de um hacker ter vazado um conjunto imenso de mensagens, guardadas no celular de Dellagnol, entre os procuradores conspiradores da Lava Jato e o juiz Moro.
Veículos de comunicação e profissionais sérios deveriam parar para um momento de reflexão sobre os caminhos que percorreram e suas repercussões históricas.
Não se vê sinal disso. Está na hora de chamar a atenção para um problema jornalístico de fundo que tem a ver com a maneira como a decisão sobre a decretação da histórica suspeição de Moro foi e ainda está sendo generalizadamente minimizada pelos meios de comunicação.
Um exército de veículos, que reúnem milhares dos mais bem pagos e alguns dos mais bem formados profissionais do país, assistiu sem questionar às ilegalidades perpetradas pela Lava Jato contra Lula.
Agora, quando a Lava-Jato naufragou, repórteres valiosos para o funcionamento da operação são demitidos. Um dia depois da decisão sobre suspeição de Moro, Ricardo Brandt, membro fiel da equipe de Fausto Macedo no Estadão, foi demitido sem mais. Não é caso isolado.
O jornalismo brasileiro, por interesse político antipetista, e por vocação estrutural, dobrou-se sem questionar, ao peso da autoridade estatal. Justo o jornalismo de direita brasileiro que sempre fez profissão de fé antiestatismo.
A mídia corporativa fez a fama dos heróis da operação, chancelou sua rotina de espetáculos, apoiou seus amigos, atacou seus inimigos. Rendeu-se aos vazamentos, acertou estratégias com as fontes anônimas dentro da Lava Jato sem questionar. Veículos de elite ou populares, “quality papers” , uniram-se a programas policiais de tv e radio, todos irmanados numa mesma corrente de sensacionalismo lacerdista.
Não houve competição. Derrubaram-se as paredes que separam os órgãos de jornalismo. Acabou a disputa entre veículos não apenas em busca dos fatos mas também pelo sentido da narrativa. Ao contrário, foi constituído um pool. Em Curitiba, havia leilões de vazamentos.
Convergindo para o pool jornalístico, mobilizaram-se recursos infinitos na forma de tempo de TV, equipes, edições especiais, espaço de mídia, tudo concentrado num mesmo objetivo de dar publicidade e credibilidade à operação, em arranjo harmônico ao longo de toda a cadeia informativa, sem disputa de vozes e versões, num aparato em uníssono sem paralelo na história brasileira.
Na caçada conjunta a Lula, a mídia fundiu-se ao Estado. Foi esmagado quem estava no caminho, com ou sem justificativa. Dezenas de vidas e reputações foram arruinadas, inocentes foram carregados na enxurrada junto com criminosos e suspeitos.
A despeito disso tudo, a Vaza-Jato e o STF recolocaram em definitivo o ex-presidente Lula na corrida eleitoral de 2022, em posição de disputar um lugar no segundo turno a partir de uma posição moral privilegiada, com ficha até agora duplamente limpa.
Por tudo isso, o país não observa um processo qualquer sobre pessoas comuns em momento histórico banal. Jamais antes desenrolaram-se tão prolongadas catástrofes e hecatombes de aparentes mocinhos e bandidos seguidas de metamorfoses e renascimento em inversões dramáticas, épicas.
Houve revelações agudas dos vícios das instituições do Estado, mas também se levantaram acusações graves às entranhas do funcionamento da mídia. Muito ainda está para ser exposto. Antes disso, está na hora de a mídia de direita, mesmo estando infiltrada por facções radicais reacionárias em postos-chaves, vir a público se explicar e fazer seu mea-culpa.
Nunca foi tão válida a expressão atribuída ao próprio Roberto Marinho: “O mais importante é o que nós não publicamos”.
Biden: é hora de os mais ricos e as grandes companhias pagarem a sua parte

247 - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quinta-feira, 29, que "é hora de os mais ricos e as grandes companhias pagarem a sua parte", em discurso na Geórgia pelos seus 100 primeiros dias na presidência.
Ele ressaltou que ninguém com rendimento anual menor que US$ 400 mil terá aumento de impostos.
O aumento na tributação dos mais ricos tem como objetivo financiar programas de seu governo. "Todo dólar arrecadado em impostos será revertido em criação de empregos nos EUA", afirmou Biden.
Bolsa família
Biden lançou um plano de US$ 1,8 trilhão para expandir as oportunidades educacionais e de cuidado infantil para as famílias. A ideia é o que Plano de Famílias Americanas seja financiado em parte pelos aumentos de impostos sobre os mais ricos no país.
A proposta combina US$ 1 trilhão em gastos com US $ 800 bilhões em cortes de impostos e créditos para famílias de renda média e baixa.
De acordo com plano, o pré-jardim de infância e a faculdade comunitária devem passar a ficar gratuitos em todo o território americano. O projeto também estenderia o crédito do imposto infantil até 2025 e tornaria permanente uma expansão do crédito do imposto de renda para adultos sem filhos com baixa renda. O governo também pretende fornecer apoio direto às famílias para creches, finanças para formação de professores e criação de um programa nacional de licença familiar remunerada.
A Casa Branca informou que 17 milhões de trabalhadores de baixa renda podem ser beneficiados. E a extensão do crédito do imposto infantil contemplará 66 milhões de crianças.
“Você pode olhar para isso em termos de resultados de testes, em termos de ganhos futuros", afirmou o assessor da Casa Branca, David Kamin, vice-diretor do Conselho Econômico Nacional. "Portanto, essas são maneiras importantes de ajudar as famílias agora, mas também são essenciais para o futuro", acrescentou.
A proposta de Biden tem como objetivo colocar o setor corporativo dos EUA como financiador de projetos que coloquem milhões de norte-americanos para trabalhar em obras de infraestrutura como estradas, bem como no combate à mudança climática e na promoção de serviços sociais, como atendimento aos idosos.
“É um investimento único em uma geração na América, diferente de tudo que já vimos ou fizemos”, disse Biden em um evento em Pittsburgh. “É grande, sim. É ousado, sim. E podemos fazer isso.”
Rita Lobo ironiza famosos bolsonaristas em lançamento de loja da Havan: "ovos no purgatório"
Chef de cozinha ironizou famosos bolsonaristas que foram prestigiar Luciano Hang, dono das lojas Havan, durante inauguração de sua loja em Osasco (SP).

247 - A chef de cozinha Rita Lobo ironizou famosos bolsonaristas que foram prestigiar Luciano Hang, dono das lojas Havan, durante inauguração de sua loja em Osasco (SP).
No encontro, a maioria dos famosos circulavam sem máscara e promoveram aglomeração, no momento em que 12.941 pessoas estão internadas em leitos de UTI´s em São Paulo.
Festival em Israel tem confusão e dezenas morrem pisoteadas, diz jornal

Do UOL, em São Paulo
29/04/2021 21h22
Atualizada em 29/04/2021 23h46
Dezenas de pessoas morreram após serem pisoteadas durante um festival religioso na cidade de Meron, em Israel, na madrugada de sexta (horário local, noite de quinta no Brasil). O número oficial de mortos no incidente ainda não foi divulgado. O jornal local The Times of Israel, que teria confirmado as informações com a polícia, afirma que há mais de 44 vítimas. Além dos mortos, o serviço de ambulância Magen David Adom, equivalente a Cruz Vermelha, estima que 103 pessoas ficaram feridas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o ocorrido como "um desastre" e se solidarizou com as vítimas.
"Estamos todos orando pelo bem-estar das vítimas", afirmou o premiê.
Dezenas de milhares de pessoas participaram da peregrinação anual no norte do país, que celebra o feriado judaico de Lag Baomer, em torno do túmulo do Rabino Shimon Bar Yojai, um talmudista do século II que é creditado por escrever o Zohar, obra central do misticismo judaico. Esse foi o maior evento público em Israel desde o início da pandemia
As autoridades haviam permitido a presença de 10 mil pessoas no complexo, mas, segundo os organizadores, mais de 650 ônibus foram fretados em todo o país, estimando-se pelo menos 30 mil pessoas. A imprensa local acredita num fluxo de 100 mil pessoas. O tumulto teria ocorrido após a meia-noite, causando pânico e ligações para equipes de emergência que mobilizaram helicópteros para resgatar os feridos.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram os momentos depois do acidente
'Pensei que ia morrer', diz jovem que teve garganta perfurada por pássaro
Simone Machado
Colaboração para o UOL
29/04/2021 15h56
Atualizada em 29/04/2021 18h09
Eick Júnior Monzilar Parikokoriu, de 23 anos, ainda se recupera do susto após ter o pescoço perfurado por um pássaro enquanto pilotava sua moto em Barra do Bugres, a cerca de 170 km de Cuiabá.
Apesar de não conseguir falar muito por conta do ferimento, ele continua sua recuperação em casa, depois de precisar apenas de um curativo na região atingida pelo animal, que acabou morrendo. Ao lembrar o incidente, Eick detalha que de início pensou que fosse morrer.
"Foi muito rápido. Quando eu peguei o pássaro e tirei ele do meu pescoço saiu muito sangue. Tudo o que pensei na hora foi que eu ia morrer, apenas isso", recorda o jovem indígena, que mora em uma aldeia em Mato Grosso.
"Estou melhorando, quase não consigo falar, mas estou bem graças a Deus. Foi um acidente que nunca imaginei, é algo inexplicável", opina.
Apesar do ferimento, Eick disse ter percorrido mais nove quilômetros com a ave presa em seu pescoço pelo bico até chegar na aldeia de Águas Correntes e ser socorrido por familiares. O acidente aconteceu no sábado (24).
O jovem detalha que se recupera bem do ferimento na garganta, se medicando apenas para evitar infecções.
"Estou tomando alguns remédios porque foi em uma área da garganta bem frágil. Ainda fico com um pouco de falta de ar, mas está tudo bem", contou.
Ainda segundo relato de Eick, ele voltava de uma pescaria pilotando a motocicleta quando a ave o perfurou. Apesar de lembrar das sensações que teve, o jovem diz que se lembra pouco de como tudo aconteceu.
Ao chegar a aldeia com o ferimento e falta de ar, ele foi levado pela mãe e outros familiares até a unidade de saúde da própria aldeia onde foram prestados os primeiros atendimentos médicos e a ave foi retirada de seu pescoço.
Depois, Eick foi levado em uma ambulância até a UPA da cidade, de pouco mais de 35 mil habitantes.
Um vídeo gravado pelo jovem logo após receber atendimento médico ganhou atenção nas redes sociais nos últimos dias.
"Minha intenção era mostrar que um acidente assim era possível, não imaginei que iria repercutir dessa maneira", finalizou o rapaz, ao comentar a repercussão do relato na web.
Reportagem: Mauricio Stycer - Inauguração de loja mostra poder de Hang e descuido com a pandemia

Mauricio Stycer
Colunista do UOL
29/04/2021 10h30
O empresário Luciano Hang reuniu os principais talentos da RedeTV! e uma das donas do SBT na inauguração de uma nova loja da Havan, em Osasco (SP), na tarde de quarta-feira (28). O evento ganhou divulgação por meio de postagens do empresário e de vários dos convidados.
As imagens mostram os convidados muito próximos uns dos outros sem máscara, em desacordo com uma recomendação de autoridades de saúde do mundo inteiro por causa da pandemia de coronavírus.
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A rede de lojas de Hang é anunciante importante e patrocinadora de programas nos dois canais.
Numa das imagens divulgadas (veja acima), Hang aparece junto com Marcelo de Carvalho, vice-presidente da RedeTV!, João Kleber, Luciana Gimenez, Patricia Abravanel, Ligia Mendes, Luis Ernesto Lacombe e Tirulipa. Também aparecem em outras imagens Nelson Rubens e Gabriel Cartolano.
Patricia Abravanel foi uma das convidadas que falou no evento. Trechos de sua fala, dirigida a Hang, foram postadas por ela mesma no Instagram: "Eu não tô aqui porque ele té me pagando, não. Vim aqui por gratidão. Eu sou muito grata a ele, claro, porque ele confia no SBT. Ele não é uma pessoa que só fala. Fala e faz".
Em outubro do ano passado, Silvio Santos também fez um discurso de agradecimento a Hang. O empresário estava em Belém, inaugurando uma loja de sua rede, e o dono do SBT surgiu num telão, durante o evento, para dar os parabéns ao empresário, que fazia aniversário no dia seguinte.
"Luciano, estou sabendo que você faz aniversário e eu não poderia deixar de cumprimentá-lo e de agradecer a você o apoio que você tem dado ao SBT e ao amigo que você demonstra (ser), pela admiração que você tem pelos seus amigos", disse Silvio.
Um mês antes, em setembro, a jornalista Rachel Sheherazade deu uma entrevista em que atribuiu a Hang a não renovação de seu contrato com o SBT.
"Em que momento você percebeu exatamente que o futuro no SBT estava próximo de um fim?", perguntou o jornalista Leo Dias. E ela disse: "Tem muitas coisas, mas a declaração do dono da Havan, que se autodeclara como 'véio da Havan'. Ele veio a público pedir a minha cabeça. Ele é um dos maiores patrocinadores do SBT e de outras grandes emissoras também. Então, ali eu já sentia alguma coisa".
Reportagem: Noticias da Floresta - Um método eficaz para reflorestar a Caatinga
Mongabay
29/04/2021 06h00
A Caatinga pede socorro. Região semiárida com maior densidade populacional do mundo, o único bioma exclusivamente brasileiro precisa de ajuda para não virar um imenso deserto no futuro.
Com quase metade de sua área total destruída - cerca de 840 mil km² -, este símbolo de resiliência, diversidade de espécies e endemismo vive um processo contínuo de desertificação que já atinge 13% de seu território, segundo estimativa do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens e Satélites (Lapis), ligado à Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
O É DA COISA - A alma profunda do bolsonarismo em meio a 400 mil mortos
Marcada por plantas que se adaptaram à rigorosa sazonalidade das chuvas, como o icônico umbuzeiro (Spondias tuberosa), que tem a capacidade de armazenar água na raiz, a Caatinga não consegue mais se apoiar apenas no processo evolutivo e nas peculiares transformações da sua flora para sobreviver em face do desmatamento e ao aquecimento global.
Uma ideia simples e inovadora da equipe do Laboratório de Ecologia da Restauração (LER) do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no entanto, pode virar o jogo no cenário dos projetos fracassados de restauro da Caatinga feitos até o momento - transplantes de mudas usando métodos convencionais têm altos índices de mortalidade da vegetação, na casa dos 70%.
A técnica desenvolvida pelo laboratório da UFRN, por sua vez, eleva, em média, de 30% para 70% a taxa de sobrevivência das espécies. O método utiliza canos de PVC para acelerar o processo de crescimento e prolongar o tamanho da raiz de plantas nativas que encontram dificuldade em extrair água em solos degradados e salinizados.

De pasto a floresta
Na primeira etapa do manejo, feita em uma estufa chamada de "casa de vegetação", as espécies são germinadas dentro de canos de PVC com pequenas bolsas de água na base, estimulando o desenvolvimento do órgão até o fundo. Após dois meses, quando as raízes atingem um metro de comprimento, as plantas são levadas para uma área deteriorada dentro da Floresta Nacional de Açu, no interior do Rio Grande do Norte. Feito o transplante, o tubo é retirado e reutilizado em futuros replantios, com quase 100% de reaproveitamento.
O resultado do reflorestamento em alta escala se revelou surpreendente. A área de teste, com 3.5 hectares, foi utilizada por décadas como pastagem e, mesmo depois de abandonada por quinze anos, não conseguia ter uma regeneração natural. Cinco anos depois da fase de replantio de 4.704 plantas, iniciada em 2016, transformou-se em uma floresta diversa, atraindo espécies da fauna e recuperando a saúde hídrica do ecossistema.

De acordo com a professora Gislene Ganade, autora e coordenadora do estudo, que foi premiado pelo programa Dryland Chanpions da Organização das Nações Unidas ainda na primeira fase de experimentos, em 2015, a estratégia é eficiente porque a planta chega à natureza mais desenvolvida na parte do tronco e da folha, assim como sua raiz, capaz de sustentar esse porte maior. Robusta, ela enfrenta o estresse do campo com grandes reservas de glicose, amido e água, permitindo que possa esperar até que as chuvas retornem.
"Uma coisa bem interessante nesta tecnologia é que a gente está acelerando o tempo que a planta cresce na casa de vegetação, dando o máximo de recurso possível para uma situação mais crítica do campo", diz Gislene. "Quando você replanta, ela está com um tamanho como se tivesse passado dois anos ao invés de poucos meses. E o resto a própria história evolutiva das plantas da Caatinga se incumbe de fazer."
Outra conclusão do estudo que potencializa a eficácia do novo método é a importância do uso de plantas facilitadoras, conhecidas como "plantas enfermeiras", capazes de melhorar a qualidade do solo com a fixação de nutrientes e a redistribuição da água para outras espécies mais frágeis se beneficiarem.
Combatendo a desertificação
Segundo Gislene, doutora em Ecologia pelo Imperial College da Universidade de Londres, o processo de desertificação, que é o primeiro degrau para um ambiente virar um deserto, se deve a uma combinação de fatores. Entre eles, destacam-se a salinização da área superficial do solo por conta de irrigação errada feita com água salobra, o corte e a queima da vegetação para uso de madeira e produção de tijolos e telhas, além do pisoteio do rebanho de gado e cabras.
"A exposição do solo erodido e sem vegetação ao sol faz com que o calor extremo puxe a água do fundo para cima, trazendo junto o sal das camadas inferiores da terra", explica Gislene. "E uma superfície salinizada acarreta grandes dificuldades de estabelecimento da flora, porque o sal concorre com as plantas pela água, mesmo que chova."
Para a pesquisadora, um dos desafios para um projeto de restauração da Caatinga bem sucedido é a criação de mais áreas de proteção ambiental usando informações sobre como as plantas nativas responderão no futuro às mudanças climáticas e ao aumento de temperatura.
"Algumas plantas vão mudar de endereço. Imagina a consequência disso para a restauração", diz Gislene. "Você restaura agora e daqui a setenta anos é capaz dessa planta desaparecer naquele lugar. O clima vai mudar de um jeito que ela não conseguiria viver lá no futuro."

No Parque Nacional do Catimbau, sertão de Pernambuco, o método do cano de PVC criado por Gislene vem sendo utilizado por uma equipe do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para frear o avanço da degradação e impedir que chegue à desertificação. Seu coordenador, o professor Felipe Melo, destaca o trabalho da colega e ressalta que seu objetivo está focado na restauração como uma ferramenta de promoção de segurança hídrica, energética e alimentar para a população do sertão.
"A Caatinga se degradou sem alcançar desenvolvimento humano da população", argumenta Felipe. "Estamos tentando entender o papel da restauração em itens de segurança do sertanejo, como a disponibilidade de água - que, por sua vez, está associada a manutenção de nascentes. Também estamos testando espécies de plantas que forneçam lenha, importantes para a segurança energética, e plantas como fontes alimentícias, como a forragem para bode, por exemplo".
Tendo em vista o sucesso do projeto de restauro na Floresta Nacional de Açu, Gislene deposita parte da confiança na prória capacidade de sobrevivência da Caatinga: "O bioma parece ser difícil de ser restaurado, mas tem uma resposta rápida. Foi assim que evoluiu ao longo do tempo, respondendo rápido as chuvas porque tem muito nutriente armazenado no solo".
(Por Luís Patriani)
Notícias da Floresta é uma coluna que traz reportagens sobre sustentabilidade e meio ambiente produzidas pela agência de notícias Mongabay, publicadas semanalmente em Ecoa. Esta reportagem foi originalmente publicada no site da Mongabay Brasil.
Cão chora ao lado do caixão da dona em velório na BA: 'Eram muito apegados'
Abinoan Santiago
Colaboração para o UOL, em Florianópolis
29/04/2021 17h35
Atualizada em 29/04/2021 17h37
Um cachorro ganhou atenção nas redes sociais ao ser registrado durante o velório da dona, em Camaçari, a 36 quilômetros de Salvador.
Nas fotos, o pet aparece a postos ao lado do caixão da dona, uma idosa de 78 anos, e parece estar chorando em uma delas.
'Pensei que ia morrer', diz jovem que teve garganta perfurada por pássaro
As imagens foram publicadas nas redes sociais por Jailson Almeida, proprietário da funerária que preparou o corpo para a despedida.
"Estou impressionado é com o desespero desse cachorro da família, parecendo que estava entendendo que a dona estava falecida, chorando como se fosse uma pessoa quando perde um ente querido, não queria deixar ninguém chegar próximo ao caixão", escreveu ele na publicação, feita na madrugada de ontem.
A tristeza do animal na cerimônia também foi relatada pela família da idosa, identificada como Luzinete Lopes Diniz. Ela morreu ontem, por volta das 4h, após sofrer um infarto em casa.
O cão, batizado de "Toy", chegou a vê-la sem vida e se desesperou com a morte da proprietária.
"No momento que o pessoal da funerária veio pegar o corpo, ele já ficou em cima, como se quisesse saber o que estava acontecendo, e muito triste. Quando o corpo retornou no caixão, o Toy não saia debaixo e do lado. As pessoas se aproximavam e ele também chegava junto como se quisesse proteger a dona", disse ao UOL a neta da mulher, a esteticista Leiane Diniz da Silva, de 34 anos.
Os parentes contam que Luzinete e Toy sempre foram próximos. O cão está na família há cinco anos. Apesar disso, a familiar destaca que eles ficaram surpresos com a reação do pet.
"Foi surpreendente pela maneira como se comportou. Ele chegou a subir no caixão e dava para ouvir o choro. O Toy e a minha avó eram muito apegados. Agora, ele ficará com a minha mãe, que já dividia os cuidados com a minha avó", finalizou.
Ex-zagueiro da seleção alemã é condenado por pornografia infantil

29/04/2021 19h34
Berlim, 29 abr (EFE).- O ex-jogador da seleção alemã Christoph Metzelder foi condenado nesta quinta-feira, 29, a dez meses de prisão em liberdade condicional por ter compartilhado 18 arquivos com pornografia infantil e juvenil na internet.
"Aceitarei a sentença e peço desculpas às vítimas de violência sexual. Levarei para o resto da minha vida a culpa de ter causado esse mal à sociedade", disse o réu, na primeira audiência do julgamento sobre as acusações.
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O ex-jogador do Real Madrid, Borussia Dortmund e outros clubes, também se declarou parcialmente culpado das acusações contra ele - ou seja, posse e troca de 18 arquivos -, mas não dos 300 que o Ministério Público pretende apresentar contra ele.
A pena prevista pelo Tribunal Administrativo de Düsseldorf para tal confissão era de dez a doze meses em liberdade condicional.
Metzelder compareceu perante o tribunal alemão pela primeira vez hoje para responder às acusações de posse e troca de pornografia juvenil, incluindo imagens de abuso sexual de uma garota.
Na leitura das acusações contra o ex-jogador, a acusação incluiu detalhes sobre um dos casos, em agosto de 2019, em que ele compartilhou imagens de abuso de uma menina de 10 anos em dias sucessivos, relatou a emissora pública regional "WDR".
O depoimento inicial do ex-jogador de 40 anos centrou-se, no início da audiência, na sua trajetória profissional, no seu compromisso com diferentes projetos sociais, bem como nos reconhecimentos públicos obtidos tanto no campo esportivo como na esfera privada.
Ele não se pronunciou sobre as acusações, mas após uma pausa na audiência, seu depoimento foi retomado, seguido de uma confissão parcial.
O processo ocorre no Tribunal Administrativo de Düsseldorf e há três audiências marcadas até o dia 10 de maio.
As suspeitas contra Metzelder surgiram em setembro de 2019.
Inicialmente, a identidade do ex-jogador não foi divulgada. Mas meios de comunicação como o tabloide "Bild" revelaram o caso, citando-o como suspeito, enquanto a principal envolvida é uma mulher, com quem ele aparentemente compartilhou os arquivos.
O Ministério Público de Düsseldof apresentou sua denúncia formal em 4 de setembro, ainda sem citar o nome de Metzelder. Segundo o "Bild", o texto da acusação mostrava que o ex-zagueiro tinha confessado, pelo menos parcialmente, as acusações.
Em setembro do ano passado, foram feitas buscas relacionadas com o caso e a polícia apreendeu vários objetos, incluindo pelo menos um telefone celular e um computador.
Metzelder foi titular da seleção alemã vice-campeã mundial para o Brasil em 2002, além de ter jogado a Copa do Mundo seguinte quatro anos depois, sediada pela própria Alemanha.
Análise: Leonardo Sakamoto - "Biden brasileiro" terá que taxar os mais ricos como fará o original

Leonardo Sakamoto
Colunista do UOL
29/04/2021 09h05
Em seu primeiro discurso no Congresso norte-americano, o presidente Joe Biden reforçou, nesta quarta (28), que vai taxar os mais ricos para financiar políticas aos mais pobres e desonerar impostos da classe média.
O discurso é um desafio para os grupos e partidos no Brasil que defendem a escolha de um "Joe Biden brasileiro" para ter chances competitivas frente a Jair Bolsonaro (sem partido) e a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial do ano que vem. Muitos não concordam em taxar os ricos até porque, em muitos casos, os ricos são eles.
Dez vezes em que Paulo Guedes provou ser o mais bolsonarista dos ministros
"Não vou impor nenhum aumento de impostos sobre pessoas que ganham menos de US$ 400 mil [R$ 2,16 milhões por ano]. Mas é hora de a América corporativa e o 1% mais rico dos americanos começarem a pagar sua parte justa. Apenas sua parte justa", afirmou Biden, prestes a completar 100 dias de mandato.
Isso financiaria creches para todas as crianças entre três e quatro anos de idade, universidade gratuita por dois anos para todos, bolsas para alunos pobres e para reciclagem de professores, verbas especiais para universidades ligadas a comunidades negras e indígenas, recursos para assistência social e benefícios a trabalhadores. Ele também quer tornar perene um auxílio emergencial criado na crise para a compra de comida.
A taxação arrecadaria 1,5 trilhão de dólares em dez anos. A proposta será discutida no Congresso. Além do aumento da vigilância pela Receita Federal (sonegação de impostos por lá dá cadeia, de verdade), aumento do Imposto de Renda e um aumento em quase 20 pontos percentuais em taxação para quem ganha, pelo menos, 1 milhão de dólares (R$ 5,4 milhões).
O hoje presidente dos EUA foi escolhido nas primárias democratas adotando um discurso de que seria um nome mais palatável e apaziguador, uma opção mais conservadora para enfrentar Donald Trump.
Biden está distante dos senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren, outros candidatos democratas à esquerda do novo presidente. Mas assumiu compromissos previstos na agenda deles e na de parlamentares influentes, como Alexandria Ocasio-Cortez. Como a implementacão de uma agenda de descarbonizacão da economia, visando ao combate das mudanças climáticas. E propostas que beneficiam a classe trabalhadora.
Isso não fará do Biden original socialista, como as redes da extrema direita afirmam por lá, mas apenas corrigirá (ligeiramente) os impactos negativos do próprio sistema.
Antes de mais nada, a comparação com o Brasil é um tanto quanto complicada porque Biden foi uma escolha conservadora dentro do partido democrata, que é mais progressista. É diferente da busca por um nome entre partidos e colorações políticas diferentes. Uma parte dos analistas diz que o grupo de presidenciáveis que busca um nome para representar a autointitulada "terceira via" por aqui vai da centro-esquerda à centro-direita. Na verdade, vai até a direita e até além.
Isso dificulta a mesma construção que ocorreu no EUA - mesmo que o sistema político por lá, que apesar de contar sim com vários partidos, na prática, seja bipartidário. Ainda mais por que, nos últimos anos, voltaram a se fortalecer bandeiras mais progressistas através de novos nomes do partido Democrata, enquanto uma parte do partido Republicano encastelou-se em torno do extremismo de Trump.
Aquele que for ungido como o "Biden brasileiro" vai taxar impostos de ricos para distribuir aos pobres e à classe média?
Vale lembrar que o PT, que governou o país durante 14 anos, não conseguiu a aprovação da medida no Congresso. Segundo me explicaram economistas ligado ao partido, nem consenso havia sobre a pauta no governo em determinado momento. Parte da esquerda acusa o PT por não ter tentado aprovar essas medida no auge da sua popularidade.
Pode ser que alguns pré-candidatos do grupo que procura a "terceira via" empunhe essa bandeira na eleição, mas, com isso, dificilmente contariam com o apoio de outros nomes ligados ao mercado ou à elite econômica.
Não precisamos conjecturar muito: Ciro Gomes (PDT) é um dos principais críticos à emenda do teto dos gastos públicos, enquanto outros presidenciáveis a defendem com unhas e dentes.
Temas assim não são laterais, mas fundamental para o projeto de país que pretende se oferecer à população.
Tributar os super-ricos no Brasil pode arrecadar cerca de R$ 270 bilhões anuais, que poderiam ser usados na reconstrução pós-pandemia. É o que defendem a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), os Auditores Fiscais pela Democracia (AFD), o Instituto Justiça Fiscal (IJF), entre outras instituições.
Eles apresentaram, no ano passado, 11 propostas legislativas que estão em consonância com o plano de Reforma Tributária defendido pelos partidos de oposição.
De acordo com as instituições, a maior parte desse acréscimo viria de uma maior progressividade do Imposto de Renda de Pessoa Física (R$ 160 bilhões), seguida pelo Imposto sobre Grandes Fortunas (R$ 40 bilhões), pelo aumento temporário da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido de setores econômicos com alta rentabilidade (R$ 30 bilhões) e pela criação da Contribuição Social Sobre Altas Rendas (R$ 25 bilhões).
O Imposto sobre Grandes Fortunas taxaria patrimônios superiores a R$ 10 milhões, abraçando 60 mil pessoas. E o Imposto de Renda aumentaria para quem ganha mais de R$ 23,8 mil por mês - que, segundo eles, perfazem 1,1 milhão de pessoas, 3,6% dos contribuintes. A alíquota mais elevada (45%) incidiria sobre 59 mil contribuintes que ganham mais de R$ 76 mil por mês.
O grupo que busca a "terceira via" pode, em último caso, afirmar que buscam um "Joe Biden brasileiro" para a eleição, não para o governo. Ou seja, O Biden brasileiro é Biden até a posse.
Opinião - Ricardo Melo: Crise? Vocês não viram nada ainda
Brasil afunda sem futuro à vista
Vamos às premissas.
O Brasil é presidido por um sujeito transtornado, acusado, ele e sua famiglia, de crimes que vão de peculato, terrorismo, genocídio, assassinatos, fraude eleitoral eletrônica e associação com milicianos, entre tantos outros.
O Congresso é um lupanar político à cata de verbas para manter currais. Pouco se importa com a destruição acelerada do país. Seus integrantes disputam o dinheiro do povo como urubus farejam o cheio de cadáveres.
O Judiciário funciona como biruta de aeroporto. Decide de acordo para onde sopra o vento. Acerta de vez em quando, erra na maioria das vezes. Vossas Excelências estão mais preocupadas em salvar suas próprias biografias embora seja um pouco tarde.
Vamos aos resultados.
O Brasil mantém-se como um dos top five das mortes e contaminados pela Covid-19. Não há política de saúde nem saúde na política. 400 mil mortes, fora os óbitos habituais. Ministros de alto coturno tomam vacina escondidos para não melindrar o chefe que até hoje considera tudo como uma “gripezinha”.
A economia está nas mãos de um especulador barato (ou caro...). Os indicadores, quando lidos de forma isenta, exibem uma derrocada generalizada, mas Paulo Guedes enxerga o pôr do sol onde o mundo e os brasileiros veem o Brasil dissolvido nas trevas.
Nem Guedes acredita no que ele fala, vamos combinar. Tanto que já trocou, e vem trocando, sua “equipe” de auxiliares. Não é bobo. Prepara o desembarque para manter seu patrimônio individual.
A miséria se espalha. A quantidade de pobres e famintos se multiplica no país. Quem consegue sair às ruas vê isso a céu aberto. O novo auxílio emergencial é uma piada.
Não satisfeito em desprezar a pandemia e ignorar a doença, o capitão terrorista resolveu quebrar o termômetro. Cancelou o censo. É como subir num avião sem plano de voo nem destino.
Vamos ao futuro.
Criaram a CPI da Covid. Mais um balcão de negociatas. A única coisa certa é que o capitão ficará ainda mais acuado. Nem tem para onde fugir, exceto usar o dinheiro público para salvar o seu pescoço e da famiglia.
O povo, ora o povo.
Crise? Preparem-se.
Opinião: Akin Abaz - Vantagens do armazenamento na nuvem fazem um pendrive parecer dinossauro

Akin Abaz
Colunista do UOL
29/04/2021 04h00
É engraçado pensar que mesmo sendo jovem, utilizei muita coisa que hoje pode ser considerada um dinossauro da tecnologia.
Muita gente com certeza se lembra daquele computador branco, que provavelmente em algum momento ficou amarelado, e do barulhinho que ele fazia ao conectar a internet discada. Nessa época a gente gastava horas brincando no Paint ou jogando Paciência ou conversando com os amigos no ICQ.
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Você, que também viveu essas experiências, lembra como era o armazenamento e compartilhamento de arquivos?
Um dos primeiros objetos utilizados para essas finalidades foi o disquete. O objeto feito de plástico e metal revolucionou a maneira de armazenar e compartilhar arquivos, permitindo ainda que fizéssemos instalações de programas através dele.
Ao longo dos anos foram surgindo os CDs e DVDs, os cartões de memória e os pendrives, por exemplo. Todos esses objetos nos permitem guardar arquivos e carregá-los até outros equipamentos.
Alguns anos atrás, talvez seria impossível imaginar que nossos arquivos poderiam ser guardados e acessados em um hardware, e essa é uma das características principais do armazenamento na nuvem.
Como funciona?
No armazenamento de arquivos na nuvem os dados são armazenados na Internet e podem ser acessados por meio de sistemas de arquivos compartilhados.
Ao redor do mundo existem vários centros de dados, locais físicos e que contam com um alto nível de segurança tanto física quanto digital. Eles se comunicam com dispositivos pessoais através de um servidor, permitindo que o usuário acesse, inclusive, informações que podem não estar fisicamente no mesmo país que o dele.
Por que usar?
Uma das principais vantagens do armazenamento na nuvem é que não é necessário um objeto físico para armazenar seus arquivos. Isso permite que várias pessoas acessem os mesmos dados remotamente, como por exemplo, quando trabalhamos com o Google Drive.
O armazenamento de arquivos na nuvem reduz custos, possui vários recursos avançados de segurança, mantém os dados disponíveis mesmo que o equipamento seja danificado e permite monitorar e controlar com mais facilidade os arquivos.
Eu poderia me estender em todas essas vantagens, mas vou te mostrar como isso já faz parte da sua vida sem que você perceba: os serviços de streaming funcionam com armazenamento de dados. Afinal, ao cancelar sua conta, todo o conteúdo é retirado do seu aparelho.
Viu como o armazenamento de arquivos na nuvem veio mesmo para ficar?
A contabilidade pode ser o castigo de Trump e Bolsonaro? Nunca teremos o consolo de ver o americano e o brasileiro como réus no Tribunal Penal Internacional
A Presidência mais criminosa dos Estados Unidos terminou em janeiro passado, com dois impeachments e nenhuma pena de prisão. Por enquanto. A Presidência mais criminosa da história do Brasil está em curso, sem sinais de que Jair Bolsonaro possa ter o mesmo destino de Lula. Por enquanto.
O ex-presidente passou 580 dias preso por obra de um juiz que violou a independência do Judiciário. Nem o fato de que, pela primeira vez na história, aparecem supostas conexões do crime organizado com o Planalto, sugere, no momento, que a Justiça tem encontro marcado com o capitão.
Mas alguma justiça, com “j” minúsculo, precisa ser feita, nos EUA e no Brasil.

Um tabloide nova-iorquino acaba de ter acesso a depoimentos passados do diretor financeiro das Organizações Trump. Allen Weisselberg, 73, já se definiu como “olhos e ouvidos” dos negócios de Trump. Começou como contador do pai, Fred Trump, e, há mais de 30 anos, arruma as cifras do corrupto patrão.
Dois procuradores, de Manhattan e do estado de Nova York, estão examinando essa contabilidade, e a investigação pode resultar em indiciamento criminal por fraude financeira. Não vai ser fácil. Mas a promotoria de Manhattan descobriu uma forma de pressionar o leal Weisselberg a cooperar, como ele já fez no passado sob acordo de imunidade. Desta vez, o filho dele, também envolvido com Trump, está vulnerável, e quem o conhece não acredita que Weisselberg sacrificaria a família pelo chefe.
Observadores veteranos das empresas afirmam que o contador de Trump é a pessoa com maior poder de permitir que alguma justiça alcance o homem responsável pela morte de centenas de milhares de americanos, nos dez primeiros meses da pandemia.
Genocídio é a única, ainda que imperfeita, palavra disponível para designar o que aconteceu, primeiro nos EUA, depois no Brasil e agora na Índia. Três monstros fascistas, governando quase 2 bilhões de pessoas, optaram pela morte em massa como preço aceitável para a ambição eleitoral.

É melhor ver Trump abatido por um cinzento burocrata, já que não há apetite —ou coragem— para buscar sua condenação pelos crimes que cometeu na Casa Branca.
O gângster Al Capone aterrorizou Chicago por sete anos, na década de 1920, mas não enfrentou a lei por mais de 300 assassinatos que praticou ou ordenou. Foi preso e condenado por evasão de impostos documentada por contabilidade forense.
Pode um senador alvo de 17 inquéritos no STF ser o maior perigo no caminho de Bolsonaro? Renan Calheiros estava certo ao dizer que crimes contra a humanidade não prescrevem. Ele sabe, no entanto, que o presidente não teme ser julgado pelos 400 mil cadáveres que o Brasil já acumulou. Não deve haver apetite —ou coragem— para punir o sanguinário Joker da Covid-19.

O verdadeiro bafo quente no cangote do atual morador da “casa de vidro” de Brasília é a contabilidade do combate à pandemia —a trilha do dinheiro e os beneficiados— que será exposta na CPI. Qualquer medida de justiça pode nos ajudar a emergir do pesadelo nacional.
Os crimes contra a humanidade foram julgados primeiro quando os nazistas se tornaram réus em Nuremberg, em 1945. Nunca teremos o consolo de ver Donald Trump, Narendra Modi ou Jair Bolsonaro como réus em Haia, no Tribunal Penal Internacional. Mas algum acerto de contas, ainda que pela via da contabilidade, é um caminho para reparar o horror que espalharam em três continentes.




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