É Farinha DO MESMO saco

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No pior momento da pandemia, Mourão diz que 'há condições' para realização de cultos

Vice-presidente defendeu que as pessoas que frequentam cultos são "mais disciplinadas" - Ueslei Marcelino/Reuters
Vice-presidente defendeu que as pessoas que frequentam cultos são "mais disciplinadas" Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Emilly Behnke

Brasília

05/04/2021 12h20

O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu nesta segunda-feira, 5, a liberação de celebrações religiosas no País, mesmo no momento mais grave da pandemia da covid-19. Mourão argumentou que "há condições" das celebrações serem realizadas a depender dos espaços de cada templo religioso para que haja distanciamento. O vice-presidente também opinou que frequentadores de templos religiosos costumam ser pessoas mais "disciplinadas" e que as celebrações são diferentes de "festas clandestinas".

No último sábado, dia 3, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques decidiu autorizar a realização de celebrações religiosas em todo o País, desde que aplicados protocolos sanitários em igrejas e templos, limitando a presença a 25% da capacidade do público.

A decisão foi questionada por governadores e prefeitos, que alegam ter autonomia determinada pelo próprio STF para decidir sobre medidas de restrição durante a crise sanitária. O decano do STF, ministro Marco Aurélio Mello, também criticou no domingo a decisão de Kassio Nunes. Já o presidente Jair Bolsonaro comemorou em suas redes sociais a determinação do ministro - que foi seu indicado à Corte.

"Vamos aguardar o que o pleno (do STF) vai dizer", comentou Mourão na chegada à vice-presidência nesta manhã. "Tem a própria questão (que) dependendo do espaço do templo vai gerar algum tipo de aglomeração. Então, é uma questão que tem que ser discutida mais a fundo", disse. Para o vice-presidente, as dimensões de cada templo são um dos critérios para definir se celebrações podem voltar a ser realizadas.

"Tudo depende das pessoas, depende do templo. Se você tem uma igreja que tem um espaço bom você limita 20, 30 pessoas, separadas duas por banco, vamos colocar assim, e todo mundo de máscara obviamente, acho que há condições", afirmou. "Agora quando são templos apertados e muita gente lá dentro é óbvio que não é conveniente", completou.

Questionado se a liberação das celebrações poderia agravar a situação da pandemia da covid-19, que já acumula mais de 330 mil mortes no Brasil, Mourão minimizou. Segundo ele, as pessoas que frequentam missas e cultos são mais "disciplinadas".

"As pessoas que frequentam o culto, o templo, são pessoas até mais disciplinadas, assim. É diferente de balada, essas festas clandestinas que acontecem. Não vou colocar no mesmo nível isso, são duas atividades totalmente distintas, uma é espiritual e a outra é corporal, vamos dizer assim", opinou.

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General Luiz Eduardo Ramos articula reforma e ganha poder no governo Bolsonaro

Em parceria com Braga Netto, Ramos operou a missão de demitir a cúpula das Forças Armadas  - MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO
Em parceria com Braga Netto, Ramos operou a missão de demitir a cúpula das Forças Armadas Imagem: MATEUS BONOMI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDO

Roberto Godoy e Andreza Matais

Brasília

05/04/2021 08h35

As mudanças no ministério do governo de Jair Bolsonaro trouxeram à tona a influência de um amigo do presidente desde os tempos da Escola de Cadetes do Exército. O general da reserva Luiz Eduardo Ramos operou, em parceria com o também general Walter Braga Netto, a missão dada por Bolsonaro de demitir a cúpula das Forças Armadas e consolidar a aliança com o bloco dos partidos do Centrão.

Foi num encontro no último domingo de março, na casa de Braga Netto, em Brasília, que Bolsonaro decidiu substituir o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, e o comandante do Exército, Edson Pujol. Ramos, então titular da Secretaria de Governo, estava presente. A troca abalou a caserna e alterou as posições de poder no governo. Braga Netto foi nomeado para a pasta militar e Ramos herdou a cadeira do amigo na chefia da Casa Civil.

Na prática, a dupla resolveu a crise no Ministério da Defesa por meio de conceitos e procedimentos militares, de Estado-Maior. Para conter o descontentamento com a saída de Azevedo e Silva, de Pujol e dos então comandantes da Marinha, Ilques Barbosa, e da Aeronáutica, Antônio Carlos Bermudez, Braga Netto e Ramos trataram de fazer uma gestão de redução de danos: montaram a sucessão em menos de 24 horas com nomes respeitados tanto pelas tropas quanto pelos Altos Comandos.

Interlocutores do Palácio do Planalto observam que a dupla formada pelo bonachão Ramos e pelo reservado Braga Netto demonstrou, nos últimos meses, entrosamento nas "missões" ordenadas por Bolsonaro. Como consequência da operação discutida naquele domingo, os dois generais ficaram com ministérios estratégicos.

A Casa Civil coordena as atividades das demais pastas. O ministro-chefe sempre atua como braço direito do presidente. Tem poder no controle das nomeações de cargos e na distribuição de verbas. Ao mesmo tempo em que travou duelo com colegas militares, entrosado com o presidente, Ramos selou sua ligação com Bolsonaro ao construir a aliança com o Centrão.

Ofensiva

Em fevereiro, o general coordenou uma ofensiva que despejou R$ 3 bilhões em emendas parlamentares para obras, atropelando articulações no Congresso. Com a estratégia, garantiu as vitórias de Arthur Lira (Progressistas-AL), líder do Centrão, para o comando da Câmara, e de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) à presidência do Senado. Ouviu elogios de Bolsonaro, que chegou a dizer que ele ficaria com a "jaca" da articulação política, como mostrou o Estadão.

Pressionado pelo Centrão, no entanto, Bolsonaro decidiu nomear a deputada Flávia Arruda (PL-DF) para a Secretaria de Governo, pasta antes chefiada por Ramos. Flávia era um nome ao gosto do general e, principalmente, de Lira, que já tinha indicado a deputada para presidir a Comissão Mista de Orçamento. Assim, o Centrão passava a ter sala oficial dentro do Planalto. A troca também foi discutida na casa de Braga Netto naquele 28 de março. Braga Netto chegou ao Planalto em fevereiro de 2020 para ocupar a Casa Civil, após atuar como interventor federal na segurança pública do Rio de Janeiro, em 2018, no governo Temer. De forma pragmática, ele e Ramos passaram a trabalhar em dobradinha. Mas o novo chefe da Casa Civil, amigo de longa data de Bolsonaro, ganhou fama de exagerar na adulação ao presidente.

Ramos deixou a caserna, em julho de 2019, para assumir o primeiro cargo no Planalto, a Secretaria de Governo. Nessa época, ele já demonstrava disposição para o jogo político. "Quem controla o Estado-Maior controla qualquer coisa", dizia o general, sempre que amigos lhe perguntavam se iria se adaptar às turbulências do Planalto.

Aos 64 anos, Ramos tem um currículo extenso nos quartéis e gabinetes da burocracia militar. Mas, ao contrário do que sugere a frase dita sobre o poder, ele não chegou oficialmente ao comando do Estado-Maior do Exército, o influente órgão que planeja a política de uso das tropas e define diretrizes militares. Ramos foi vice do general Azevedo e Silva, comandante oficial em 2018 e 2019.

Militares que o conhecem há tempos dizem que ele não perde a chance de reivindicar o controle de espaços e superdimensionar suas posições políticas. É inegável, porém, que Ramos desfruta da intimidade do presidente. Trata-se, por exemplo, de um dos únicos ministros que o chamam de "Jair", embora nunca o faça em público.

Paraquedista como Bolsonaro, Ramos se formou, em 1979, pela Academia das Agulhas Negras, foi chefe da 1ª Divisão do Exército no Rio e da 11ª Região Militar de Brasília. De 2011 a 2012, comandou a Missão de Paz da ONU no Haiti, estratégia da política externa dos governos petistas que empoderou a geração de generais do período democrático. Em Porto Príncipe, sua habilidade de negociação foi decisiva para acelerar o processo de pacificação de Cité Soleil, núcleo rebelde onde a força da ONU tinha dificuldade para entrar.

Na campanha do amigo Bolsonaro, em 2018, Ramos estava à frente do Comando Militar do Sudeste, em São Paulo. A função é considerada estratégica pela proximidade com o poder econômico. Um cargo que exige menos aptidão de tiro e mais concentração em política do Exército.

'Fofoca'

Deputados e senadores da base aliada do Planalto e mesmo integrantes do governo reclamam que o general "planta" informações e alardeia notícias sem fundamento. Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, chegou a escrever no Twitter que Ramos tem postura de "#mariafofoca". Depois, pediu desculpas pelo "excesso". Ramos nunca responde aos ataques em público, preferindo o silêncio, sob o argumento de que não age para prolongar "crises artificiais".

Agora, colegas de Bolsonaro e do general desde os tempos de quartel apostam que, pela antiga amizade entre os dois, o novo chefe da Casa Civil somente entrará na lista de defenestrados pelo presidente se houver mesmo um terremoto político.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Abril deve ser o pior mês da pandemia em São Paulo, diz secretário

Abril deve ser o pior mês da pandemia na capital paulista, diz secretário de Saúde - Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
Abril deve ser o pior mês da pandemia na capital paulista, diz secretário de Saúde Imagem: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

05/04/2021 09h26

O secretário de Saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido, prevê que abril seja o pior mês da pandemia na capital. Em entrevista à GloboNews na manhã de hoje, ele reforçou a necessidade de manter o isolamento social para evitar mais colapsos nos hospitais da cidade.

"Nós acreditamos que abril deve ser o pior mês da pandemia em São Paulo. Não é o caso de voltar a permitir cultos religiosos, pois é mais um ambiente de alta capacidade de transmissão do vírus, por isso devem ser proibidos nos próximos dias. É importante que as pessoas permaneçam em casa para ajudar a controlar essa situação", disse.

SP: Motoristas de transporte escolar fazem protesto na Radial Leste

Aparecido também falou sobre a situação dos hospitais na capital paulista. De acordo com ele, São Paulo registrou ontem uma queda de 2% na taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), de 92% para 90%.

Nós estamos acompanhando o isolamento social através dos números de catracas de ônibus, notas fiscais emitidas no comércio e o monitoramento do trânsito, que está mais vazio. Vamos sentir o reflexo desse feriadão nos próximos 15 dias. Mas essa queda de 2%, apesar de ainda ser pequena, dá esperança para bons resultados daqui algumas semanas.Edson Aparecido

Em relação à vacinação, o secretário informou que esta semana policiais militares, civis e guardas municipais vão receber o imunizante. Na próxima semana, professores da rede pública e privada serão priorizados.

"Essa semana vamos vacinar pessoas das forças de segurança, entre militares, civis e guardas municipais. Todas as pessoas desses grupos serão vacinadas, é uma estimativa de que 6 [mil] a 7 mil pessoas recebam a vacina. Na próxima semana vamos vacinar professores da rede publica e privada, pois sabemos da importância do retorno às aulas", completou.

Vacinação de professores

O secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, disse à TV Globo hoje que a estimativa é que cerca de 350 mil profissionais da educação recebam a vacina contra a covid-19. Esse número equivale a 40% do total de servidores de educação do estado de todas as redes (privada, municipal e estadual).

Soares informou que os profissionais da educação terão que comprovar dois meses de trabalho para serem vacinados. O grupo começa a receber o imunizante no dia 12 de abril.

O secretário também falou sobre a estimativa do retorno às aulas no estado.

"A última semana foi complexa. Alguns municípios tiveram feriados, outros não. A gente obedeceu aquilo que os municípios determinaram. A orientação do estado é que continua liberado para até 35% da capacidade de alunos nas escolas, mas a gente tem trabalhado para atender presencialmente aqueles que precisam de alimentação escolar e que não tem internet em casa, por exemplo. Para as próximas semanas vamos discutir com a Secretaria de Saúde para acharmos qual é o melhor ponto e o que precisamos fazer ainda para contribuir com esse momento", disse.

Segundo Soares, a expectativa é que haja uma definição ainda nesta semana.

"Nós esperamos ter um retorno para essa situação entre quarta ou quinta-feira, pois a fase emergencial vai até domingo. Então a gente tem essa semana uma decisão importante, que está sendo discutida, e também será discutido sobre a prorrogação ou não", afirmou.

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Mundo supera 130 milhões de casos de covid-19; curva de contágio segue alta

Em sete dias foram mais de 4 milhões de infecções, o que não ocorria desde janeiro, segundo a OMS - Mister Shadow / Estadão Conteúdo
Em sete dias foram mais de 4 milhões de infecções, o que não ocorria desde janeiro, segundo a OMS Imagem: Mister Shadow / Estadão Conteúdo

05/04/2021 14h02

Os casos globais de Covid-19 ultrapassaram nesta segunda-feira a barreira de 130 milhões, e nos últimos sete dias ocorreram mais de quatro milhões de infecções, o que não ocorria desde meados de janeiro, segundo estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

As mortes no planeta por Covid-19 somam 2,84 milhões, das quais 71 mil ocorreram na semana passada, a terceira consecutiva com aumento de vítimas.

A tendência é muito preocupante, pois teme-se que os números aumentem ainda mais nos próximos dias, como consequência do feriado da Semana Santa, visto que durante esses dias, as viagens e reuniões familiares aumentaram em muitos países.

O aumento dos casos é mais evidente em regiões como Ásia e Oriente Médio, enquanto na Europa e América, os continentes que mais sofreram com a pandemia, os números são um pouco mais estáveis.

O caso da Índia é particularmente preocupante, onde o número de novos casos está aumentando exponencialmente e hoje, pela primeira vez desde o início da pandemia, foi ultrapassada a barreira de 100 mil novos positivos por dia.

De acordo com o Ministério da Saúde indiano, o país registrou 103.558 casos nas últimas 24 horas, elevando o número absoluto de infecções para 12,5 milhões.

Os casos diários também não estão diminuindo em países como França, que ultrapassou a Rússia em número de infecções e já é o quarto mais afetado pela pandemia, depois dos Estados Unidos, Brasil e Índia.

Do lado positivo, nações onde a vacinação avança rapidamente, como EUA e Reino Unido, têm conseguido que sua curva de novos casos não aumente neste momento de expansão do vírus em outras latitudes.

Já foram administradas cerca de 650 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 no mundo, sendo os Estados Unidos quem mais vacinou, 160 milhões, seguidos da China, com 130 milhões, enquanto a União Europeia está perto de 80 milhões.

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Vídeo com modelos nuas em sacada viraliza e termina em prisões em Dubai

Mulheres nuas enfileiradas na sacada de bairro nobre para o que seria a gravação de um comercial - Reprodução/Twitter/@ivan8848
Mulheres nuas enfileiradas na sacada de bairro nobre para o que seria a gravação de um comercial Imagem: Reprodução/Twitter/@ivan8848

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/04/2021 09h26

Um vídeo com mulheres nuas em uma sacada de Dubai causou a prisão de um grupo de pessoas, acusadas de atentado ao pudor. As imagens obscenas viralizaram nas redes sociais dos Emirados Árabes Unidos na tarde do sábado (3), atraindo a atenção das autoridades para as modelos e organizadores.

As 15 mulheres estavam em um prédio do luxuoso distrito de Marina para gravarem uma propaganda para um site israelense de pornografia, conforme informado pelo tabloide The Sun. No entanto, a divulgação de material pornográfico é crime no país árabe, que tem leis baseadas na sharia e já prendeu pessoas por se beijarem em público.

Voo acrobático para revelar gênero de bebê dá pane e mata dois tripulantes

Os envolvidos no vídeo foram enquadrados pela Lei de Decência Pública dos Emirados Árabes por conta da nudez e outros "comportamentos obscenos". A punição pelo crime pode chegar até seis meses de prisão ou multa de 5 mil dirhams (R$ 7,7 mil).

A polícia de Dubai emitiu um comunicado, via Twitter, explicando que os presos pelo vídeo estão sendo investigados pela promotoria. "Esse comportamento inaceitável", conforme escrito no informe policial, "não reflete os valores e a ética da sociedade dos Emirados Árabes Unidos".

Os Emirados Árabes podem ser considerados um país com leis liberais, em comparação a outros países vizinhos do Oriente Médio. Contudo, leis rígidas a respeito da liberdade de expressão são impostas no país dos sete sheiks, que, inclusive, proíbe acesso a sites de pornografia.

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