GERAL II

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O ASSASSINATO da mulher do promotor e a vingança de TACLA DURÁN: "Quem está mentindo, Moro?"
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Com ruas vazias e bares fechados, Vila Madalena, em SP, vive DESMONTE da BOEMIA 
PONTOS TRADICIONAIS da noite paulistana se extinguiram ao longo do abre-e-fecha da pandemia
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TCU acusa: governo Bolsonaro NÃO RESERVOU dinheiro para combate à Covid-19 NEM REPASSOU verba a Estados e municípios
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Hildegard Angel pede a Lula que redobre a segurança após fake news criminosa de Leda Nagle
"O PROJETO da violência, das torturas, das mortes, das armas, da eliminação sumária dos opositores NÃO É O DE LULA.
É o de BOLSONARO e de seus SEGUIDORES"
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“PF precisa investigar fake news espalhada por Leda Nagle”, diz Solnik:
“Ela tem que se explicar”
"NÃO HÁ BURRICE que possa ser usada como desculpa"(Demori)
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O que tem a LEDA NAGLE na cabeça quanto a Lula querer matar Bolsonaro? Vento ou falta de juízo? — História para Leda entender
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Pela primeira vez, Brasil cai em ranking e entra na 'ZONA VERMELHA da LIBERDADE de imprensa
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Conselho Federal de Medicina o kit Covid-19 de Bolsonaro
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Morre de Covid-19 enfermeiro que divulgava fake news sobre vacinas e defendia suposto "tratamento precoce"
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Mundo registra recorde semanal de contágios pelo coronavírus

Mundo atingiu recorde de casos de covid-19 na última semana. Na foto, movimentação de paciente em frente ao Hospital Regional da Asa Norte, referência no tratamento de covid-19 em Brasília Sérgio Lima/Poder360


19.abr.2021 (segunda-feira) - 11h35

O mundo teve 5,3 milhões de pessoas diagnosticadas com covid-19 nos últimos 7 dias, segundo os dados do monitor Worldometer. Trata-se da maior marca desde o início da pandemia, apesar dos avanços da campanha de vacinação contra a doença. O recorde anterior era de dezembro de 2020, quando os Estados Unidos estavam perto do pico de uma 3ª onda de contágios.

Dados levantados pela Universidade Johns Hopkins mostram aumento de 12% nos casos de covid-19 em relação à semana anterior.

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O aumento mundial no número de casos é puxado pela Índia, que tem registrado mais de 200 mil casos por dia. O Brasil também puxa para cima a curva de novos contágios. Vários países da Europa e da América Latina, como a Argentina, também estão tendo que lidar com novos surtos que preocupam as autoridades de saúde.

No sábado (17.abr), o mundo atingiu a marca de 3 milhões de mortes por covid, no momento em que os países estão implementando vacinas em um esforço para manter o coronavírus sob controle. Nos últimos 7 dias, foram registradas 82.000 mortes, uma alta em relação às 60.000 mortes confirmadas na semana terminada em 14 de março.

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez um alerta na semana passada sobre o aumento de casos em todo o mundo e disse que a pandemia de covid-19 ainda está longe de acabar.

Os números de infectados estão crescendo apesar da campanha de vacinação contra a doença, que avança em velocidade desigual entre os países. Enquanto 48,18% da população do Reino Unido já recebeu pelo menos a 1ª dose de algum imunizante contra a covid-19, na Índia foram 7,71%, segundo dados do Our World in Data.

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Com ruas vazias e bares fechados, Vila Madalena, em SP, vive desmonte da boemia

Pontos tradicionais da noite paulistana se extinguiram ao longo do abre-e-fecha da pandemia

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São Paulo

Aluga-se a Vila Madalena. Com fase mais restritiva de isolamento após 13 meses de pandemia, o que se vê ao andar pelo bairro, outrora reduto da boemia e do turismo na capital paulista, são ruas vazias e placas de aluguel ou venda em sequência. No lugar do samba, o silêncio —e o chope, só se for pra viagem.

Bares tradicionais da famosa esquina entre a rua Fidalga e a rua Aspicuelta, como Filial e Genésio, já frequentados por nomes como Milton Nascimento, Paulinho da Viola e João Bosco, não existem mais. Também fechou as portas o bar do Betinho, deixando órfãos da sua feijoada. A Mercearia São Pedro, ou "Merça" para os mais chegados, e o Empanadas Bar estão apenas no delivery.

O Canto Madalena foi temporariamente fechado, e o Centro Cultural Rio Verde, que era casa de shows, estúdio, teatro, agora é vazio e decretou o fim. Mas não só. Na lista dos que sucumbiram à quarentena estão de lojas de roupa a salas em prédios comerciais até antiquário. Em frente ao que já foi uma boutique de itens infantis, cresce agora um capim que já beira a metade da porta.

No fim da semana passada, antes de o governador João Doria (PSDB) relaxar parte das restrições para frear o coronavírus no estado, era possível caminhar de ponta a ponta pelo Beco do Batman sem cruzar com ninguém —e, inédito, ver todos os grafites sem as clássicas poses para foto.

No comércio que ainda resiste, as reclamações ora são contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), principalmente pela demora na vacinação, ora contra Doria, por impor as medidas restritivas.

Desde 15 de março, o estado está na chamada fase emergencial, a mais dura até agora. Na última segunda-feira (12), o governo estadual permitiu o retorno à fase vermelha, depois relaxada para uma fase de transição.

Celebrações religiosas já ocorreram neste fim de semana, mas bares, restaurantes, academias e salões de beleza só poderão receber clientes, com capacidade muito reduzida e horários restritos, a partir da semana que vem. A boemia, porém, segue vetada: das 20h às 5h, o estado mantém um toque de recolher, ainda que não haja penalização para indivíduos, só para estabelecimentos.

Os pequenos empresários estão se virando como podem. Alguns já demitiram funcionários, pegaram empréstimos, venderam apartamento e carro, estão negativos com fornecedores. Eles dizem que, como a Vila Madalena é um dos principais pontos turísticos da cidade, a fiscalização é maior do que nos bairros mais distantes.

Uma das opções procuradas no horário do almoço antes da pandemia era o Via Bar. No estabelecimento vazio, o sócio Miguel Silva Correia, 48, lembra que enchia a calçada e o salão de cadeiras. Agora, entrega cerca de 30 PFs pelo delivery por dia.

“Abri hoje a porta aqui só para entrar ventilação. Está péssima a situação, a gente faz marmitex a um preço baixo, R$ 14, porque se for mais, não vende.”

A adaptação, no entando, não foi suficiente. “Trabalho de domingo a domingo e não paga nem as contas do aluguel, água e luz. Metade fica no vermelho. Colocamos funcionários de férias, reduzimos salários. Vamos ver até quando a gente aguenta. A maior parte [do comércio] por aqui já fechou”, diz, enquanto aponta várias lojas no entorno que faliram.

Parado em frente a uma padaria do bairro junto a uma dezena de motoboys, Alecsandro Silva, 36, diz que até o delivery tem minguado. No início da quarentena, os pedidos explodiram, mas agora parece que o bolso da clientela também esvaziou.

Numa sexta-feira, ele esperava havia quatro horas para fazer a primeira entrega do dia, que ainda não tinha tocado no aplicativo. O operador de empilhadeira desempregado sai de Osasco para trabalhar das 8h às 22h no bairro da zona oeste e ganhar, num dia bom, R$ 100.

“É o que tá tendo no momento, para não ficar parado. Como leva o pão, o leite, para casa?”

Humberto Munhoz, sócio do O Pasquim, um dos pontos mais tradicionais da rua Aspicuelta, viu o faturamento sair da casa do milhão para zero. Ele critica a gestão de Doria na pandemia, que, segundo o empresário, não resolve o problema nem da economia nem da saúde.

“Esse pseudo-lockdown em São Paulo é insustentável. Temos que tirar essa visão de empresário endinheirado e genocida. Somos um setor que tem todos os protocolos de saúde estabelecidos para poder operar e não aguenta mais ficar fechado. E não é só o empresário que vai perder, mas um monte de trabalhador que vai ficar sem o sustento da família", diz ele, que já demitiu 17 funcionários.

O protocolo que segue inclui mesas distantes, medição de temperatura, álcool em gel, garçom com máscara, cardápio digital. Na fase menos restritiva, chegou até a abrir, mas “o que você faz num bar até 20h? Nada. O que adianta inventar um protocolo e fechar? Ele ferrou um monte de CNPJ, CLTs e não salvou vidas", diz o empresário sobre o governador.

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o crescimento médio de 4,5% ao ano entre 2006 e 2019 no setor foi abruptamente interrompido no ano passado, quando o país perdeu 3 em cada 10 negócios de alimentação —ou 300 mil estabelecimentos.

Os empresários temem novo colapso com a demora da aprovação de novas medidas de auxílio pelo governo federal. Eles esperavam a renovação do Programa de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) pelo Ministério da Economia. A expectativa é de que seria divulgado junto do anúncio da volta do Auxílio Emergencial, o que não ocorreu.

Mas alguns cantinhos da Vila Madalena ainda reservam um alento em meio à desesperança. A campanha #FicaÓ deu certo e o bar Ó do Borogodó vai se manter de pé com sua portinha discreta e a parede de tijolinho que abrigam duas décadas de rodas de samba raiz.

Com o anúncio do fim, uma enxurrada de apoio e doação para uma vaquinha online conseguiram levantar os R$ 300 mil necessários para quitar as dívidas acumuladas na pandemia, evitar o despejo e dar um respiro aos donos até que, enfim, o pandeiro, o surdo, o cavaquinho e a cuíca possam se encontrar de novo com o coro daqueles que não deixaram o samba morrer.

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O assassinato da mulher do promotor e a vingança de Tacla Durán: "Quem está mentindo, Moro?" - Joaquim de Carvalho

Por Joaquim de Carvalho

Nas voltas que o mundo dá, o advogado Rodrigo Tacla Durán escreveu nesta segunda-feira na rede social dele que, se investigarem Moro com mais profundidade, o ex-juiz “vai acabar virando estagiário…”

Na sequência, lembrou de um episódio que a velha imprensa publicou sem nenhuma crítica ou apuração complementar. Foi há três anos, no programa Roda Viva, que o jornalista de ultradireita Augusto Nunes conduziu como troféu de despedida.

“Quem está mentido, Sergio Moro?”

É que, naquela oportunidade, o então juiz atacou o advogado. “Tem esse indivíduo, foragido e suspeito de crimes gravíssimos, e que levanta essas histórias sem base empírica”, afirmou. 

Para ele, Rodrigo Tacla Durán era “apenas um mentiroso”. 

O alvo do ataque do juiz havia escrito no livro ainda não publicado em sua totalidade que foi alvo de tentativa de extorsão por parte do amigo e padrinho de casamento de Moro.

Tacla Durán reproduziu o diálogo travado com Carlos Zucolotto Júnior, dias depois de se sentar à mesa dos procuradores da Lava Jato para negociar uma possível delação premiada.

Zucolotto disse que já havia conversado com DD (iniciais de Deltan Dallagnol) para garantir benefícios num eventual acordo.

Em troca, Tacla Durán teria que pagar 5 milhões de dólares “por fora”.

No dia seguinte à conversa, o advogado que o representava recebeu de procuradores da Lava Jato a minuta de um acordo nas bases da conversa com Zucolotto.

Dias depois, ele transferiu para o escritório de Marlus Arns, outro amigo de Rosângela Moro, 612 mil dólares, o equivalente a 3,2 milhões de reais.

“Paguei para não ser preso”, disse Tacla Durán ao jornalista Jamil Chade, do UOL. Depois disso, ele não fez mais nenhuma transferência e, três meses depois, Moro decretou sua prisão.

A Procuradoria Geral da República nunca investigou a denúncia a sério — o que seria relativamente simples, bastava ver o teor das conversas e o documento de transferência de dinheiro.

Tacla Durán nunca foi sequer ouvido, apesar da tentativa de advogados, inclusive da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que requereram o testemunho do ex-prestador de serviços da Odebrecht.

Se a Justiça e o Ministério Público Federal fizeram ouvidos de mercador, na França o caso teve repercussão.

A Interpol foi informada do caso e, numa reunião de seu comitê diretivo, decidiu por unanimidade jogar o mandado de prisão assinado por Sergio Moro na lata do lixo.

A Interpol considerou que o então juiz brasileiro era parcial, por antecipar juízo de valor sobre Tacla Durán (mentiroso) sem nem sequer ouvi-lo.

Com isso, o advogado brasileiro teve o alerta vermelho cancelado e ele passou então a ter direito de se deslocar livremente por países sem ser incomodado.

Agora, a Alvarez & Marsal, depois de tentar emplacar Moro como sócio, decidiu rebaixá-lo à condição de consultor.

Tacla Durán foi sucinto na manifestação em sua rede social, mas pessoas próximas a ele sabem que, se o procurador-geral Augusto Aras levar adiante a ameaça que fez de ouvi-lo em acordo de delação, poderá reunir muito mais informações, talvez com poder de iniciar um processo que pode acabar com Sergio Moro na prisão.

.x.x.x.x.

A esposa do promotor André Luís Garcia Pinho, de Minas Gerais, foi assassinada, segundo laudo do Instituto Médico Legal de Belo Horizonte.

Lorenza Maria Silva Pinho, de 41 anos, seria cremado no último dia 3 de abril se um delegado de Minas Gerais não tivesse impedido o procedimento junto a uma funerária.

Lorenza tinha falecido no dia 2 de abril e o atestado de óbito do médico Itamar Tadeu Gonçalves registrava morte por engasgo decorrente do uso de bebida alcoólica com remédios de uso controlado.

Pelo laudo do IML, fica claro que essa informação não corresponde à verdade.

A investigação agora deve se concentrar na motivação do assassinato. No momento em que Lorenza morreu, estavam no apartamento André de Pinho e os filhos menores de idade.

A cremação teria sido impedida após denúncia de outros parentes de Lorenza, que suspeitaram da versão do engasgo.

Lorenza teria conhecimento de supostos crimes do promotor. André de Pinho era do grupo de autoridades próximo do esquema de poder e corrupção que envolve o ex-governador Aécio Neves, hoje deputado federal.

André de Pinho foi quem pediu a prisão do lobista Nílton Monteiro e do dono do Novojornal, Marco Aurélio Carone.

O Novojornal era praticamente o único veículo de Minas Gerais que denunciava crimes e outros abusos atribuído a Aécio Neves.

A prisão dele e de Nílton ocorreu no momento em que o ex-governador iniciava sua campanha a presidente, em 2014.

Os dois foram absolvidos dos supostos delitos narrados pelo promotor. Os dois foram soltos alguns dias depois da derrota de Aécio Neves para Dilma Rousseff.

Além da prisão de Nílton e Carone, o promotor conseguiu medidas para busca e apreensão nos endereços do advogado Dino Miraglia, assistente de acusação no caso do homicídio da modelo Cristiane Ferreira, apontada como mula do PSDB, e também do jornalista Geraldo Elísio, editor do Novojornal.

André de Pinho também fez uma falsa acusação contra o jornalista Leandro Fortes, que publicou na revista Carta Capital a chamada Lista do Valério, que relacionava as autoridades que teriam recebido propina do esquema de Aécio Neves.

O assassinado de Lorenza Maria Silva Pinho pode tirar a tampa do porão político de Minas Gerais, que uniu poderosos do Estado.

Será esta a hora da verdade?

Moro, o juiz parcial, está caindo. Outros também cairão?

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TCU acusa: governo Bolsonaro não reservou dinheiro para combate à Covid-19 nem repassou verba a Estados e municípios

247 - Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que o governo Jair Bolsonaro não reservou recursos para que o Ministério da Saúde atue no enfrentamento à pandemia de Covid-19 em 2021.O documento, que será encaminhado à CPI da Pandemia, também ressalta que a União não havia efetuado qualquer repasse que estados e municípios atuassem na crise sanitária até o mês de março. 

Segundo reportagem do UOL, o relatório destaca que na lei orçamentária deste ano "não constam dotações para as despesas de combate à pandemia". No ano passado, o Ministério da Saúde teve à sua disposição cerca de R$ 63,7 bilhões para utilizar no enfrentamento da Covid-19. 

O relatório observa, ainda, que “o Ministério da Saúde dispõe de R$ 20,05 bilhões para aplicação direta [em 2021], porém, R$ 19,9 bilhões estão reservados para despesas relativas à vacinação da população”. "Tal situação mostra-se preocupante, ainda mais nesse cenário de recrudescimento da contaminação e mortalidade", completam os técnicos do TCU. 

A Corte de Contas também ressalta que parte dos R$ 20,05 bilhões são sobras dos R$ 24,5 bilhões reservadas no ano passado para o ingresso do Barsil no consórcio Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Hildegard Angel pede a Lula que redobre a segurança após fake news criminosa de Leda Nagle

247 – A jornalista Hildegard Angel, uma das mais experientes do Brasil, publicou vários alertas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois que o bolsonarismo, por meio de Leda Nagle, espalhou a mentira criminosa de que Lula e ministros do Supremo Tribunal Federal teriam arquitetado um plano para assassinar Jair Bolsonaro, que seria derrotado por Lula nas urnas, se as eleições fossem hoje.

"Leda Nagle, você deve estar vivendo numa realidade paralela. Querida, o projeto da violência, das torturas, das mortes, das armas, da eliminação sumária dos opositores não é o de Lula. É o de Bolsonaro e de seus seguidores. Será que você não leu ao contrário? Confere aí", postou Hildegard Angel.

"Posso adiantar que o PT está atento quanto à possibilidade de um atentado contra Lula, mas também está preocupado. Não nos iludamos, estamos lidando com o que há de pior na política brasileira, a política facinorosa", escreveu ainda a jornalista. "Que seja providenciado um 'Lulamovel', a prova de bala de fuzil e, se possível, de granada. O Brasil vive a fase da barbárie."

"Esse lance da Leda Nagle nos alertou sobre o que se passa nas cabeças do gabinete do ódio. Que segurança de Lula redobre cuidados, pois não estranharei se, na iminência da derrota, o bolsonarismo tente eliminá-lo. E não será com facada fake, mas a tiro de sniper, como foi com Kennedy", finalizou a jornalista.

Ontem, o Supremo Tribunal Federal também divulgou nota sobre a mentira espalhada por Leda Nagle. Leia abaixo:

Circula pelas redes sociais um post atribuído ao novo diretor-geral da Polícia Federal que aponta um mentiroso plano envolvendo ministros do STF. Trata-se de perfil não verificado e, segundo a PF, falso.

O STF reitera o alerta para a importância da checagem de informações suspeitas, como forma de evitar a propagação de fake news com o nome de autoridades e membros da Suprema Corte.

Antes de compartilhar informações, verifique se a fonte é segura.

Para conscientizar a sociedade sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal (STF) lançou a série “#VerdadesdoSTF”.

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“PF precisa investigar fake news espalhada por Leda Nagle”, diz Solnik: “Ela tem que se explicar”

247 - O jornalista Alex Solnik cobrou, durante participação no Bom Dia 247 desta terça-feira (20), investigação da  Polícia Federal sobre a origem da fake news criminosa divulgada pela jornalista Leda Nagle de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) teriam elaborado um plano para assassinar Jair Bolsonaro

“A Polícia Federal tem que descobrir quem criou esta fake news e quem além da Leda Nagle espalhou. 

E ela tem que dar explicações à Polícia Federal de onde recebeu”, disse Solnik. 

Para ele, os pedidos de desculpas feitos por Leda Nagle não bastam. 

“Uma jornalista que acha normal e propaga, ela está espalhando isso aí. Não tem que pedir desculpa, ela já espalhou.

Quem criou essa fake news?

Quem mandou essa fake News para ela?

É notória a ligação e admiração dela pela família Bolsonaro”. 

Solnik ressalta que em momento algum Leda Nagle questionou a autenticidade do texto supostamente atribuido ao diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino.

"Quer dizer que ela lê isso e acha perfeitamente normal o diretor da PF confessar em publico confessar que foi ameaçado 16 vezes?

Depois, ela também acha normal o diretor da PF, sem mais nem menos, acusar o STF e o Lula de conspirarem para matar Bolsonaro", questionou , 

“O próprio chefe da Polícia Federal depois teve que desmentir. Ou seja, ele não enlouqueceu. Se isso fosse verdadeiro ele teria enlouquecido e estaria em um hospício”, completou.

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Conselho Federal de Medicina AGORA DIZ QUE é CONTRA o kit Covid-19 de Bolsonaro

Vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Donizette Giamberardino Filho

247 - O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Donizette Giamberardino Filho, afirmou que a entidade não endossa mais medicamento algum para tratamento da doença do novo coronavírus.

"O Conselho Federal de Medicina não recomenda e não aprova tratamento precoce e não aprova também nenhum tratamento do tipo protocolos populacionais [contra a Covid-19]", afirmou o vice-presidente do CFM aos senadores, durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado nessa segunda-feira (19). 

O CFM impulsionou ao longo de 2020 as recomendações para o "kit covid" ou "kit bolsonaro". 

A Associação Médica Brasileira (AMB) confrontou o Conselho em março e alertou que os medicamentos do chamado "kit Covid", como a hidroxicloroquina e a ivermectina, devem ser "banidos" do tratamento da Covid-19.

De acordo com o vice-presidente do CFM, o Conselho havia autorizado a prescrição fora da bula [off label] em situações individuais e com autonomia das duas partes, "firmando consentimento esclarecido [médico] e informado [paciente]".

"Esse parecer não é habeas corpus para ninguém.

O médico que, tendo evidências de previsibilidade, prescrever medicamentos off label e isso vier a trazer malefícios porque essa prescrição foi inadequada, seja em dose ou em tempo de uso, pode responder por isso", continuou, para AMENIZAR a MUDANÇA de POSTURA da entidade.

Medicamentos do kit covid não têm eficácia comprovada cientificamente e já foi recomendado em várias ocasiões tanto por Bolsonaro como por seus aliados.

Em janeiro, por exemplo, usuários do Twitter criaram perfis fictícios para acessar o aplicativo do ministério da Saúde, então comandado pelo general Eduardo Pazuello, e constataram que a plataforma receitava a cloroquina contra a Covid-19.

Pessoas nem sabiam se estavam com a doença receberam como sugestão o uso do remédio, que valeu até para recém-nascido.

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Morre de Covid-19 enfermeiro que divulgava fake news sobre vacinas e defendia suposto "tratamento precoce"

Anthony Ferrari

247 - Morreu neste domingo (18), em decorrência da Covid-19, o enfermeiro Anthony Ferrari. O óbito foi confirmado pela Secretaria Municipal de Comunicação de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Ele faleceu no Hospital São José, montado para atender pacientes com Covid-19.

Ferrari ficou conhecido nas redes sociais por propagar informações falsas sobre as vacinas contra Covid-19, afirmando, por exemplo, que o imunizante poderia causar Alzheimer. No fim de 2020, o enfermeiro chegou a dizer que um médico voluntário no ensaio clínico da vacina de Oxford teria sido "vítima da vacina", o que não é verdade.

O profissional também tinha o hábito de recomendar e divulgar o suposto "tratamento precoce" contra a doença, como o uso da Ivermectina. Ele alegava que países como Etiópia e Austrália têm poucos casos de coronacvírus porque distribuem o medicamento de forma massiva. A informação não procede.

Até o fechamento desta reportagem, a família de Ferraria não havia se pronunciado sobre o falecimento.

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Demori manda recado a Leda Nagle após fake news contra Lula: 'não há burrice que possa ser usada como desculpa'

Jornalistas Leandro Demori e Leda Nagle

"40 anos de carreira. Qualquer jornalista com esse tempo na estrada, POR MAIS RUIM QUE SEJA, leria um tuite com um plano do STF ou do Lula pra matar Bolsonaro (!) e saberia que é cascata grossa. Se espalhou, o fez com consciência. NÃO HÁ BURRICE que possa ser usada como desculpa", escreveu o Demori no Twitter. 

A jornalista Hildegard Angel alertou o petista para redobrar os cuidados com a segurança pessoal.

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Pela primeira vez, Brasil cai em ranking e entra na 'zona vermelha' da liberdade de imprensa

247 - O Brasil caiu pela quarta vez consecutiva no ranking anual sobre liberdade de imprensa elaborado pela ONG Repórteres sem Fronteiras. Segundo reportagem do blog do jornalista Jamil Chade, no UOL, o país caiu quatro posições e ocupa a 111ª posição, em uma lista de 180 países. “Em 2018, antes da chegada de Jair Bolsonaro ao poder, o Brasil era o 102º colocado”, destaca Chade. Com isso, o país passou a figurar na chamada zona vermelha do ranking, que sinaliza as regiões com cenários de ameaças à liberdade de imprensa

Ainda conforme a reportagem, o Brasil aparece atrás de países como Bolívia, Mauritânia, Guiné-Bissau, Equador, Ucrânia, Libéria, Paraguai, Etiópia e Moçambique. Até então, o país estava situado na faixa laranja, onde a situação do trabalho da imprensa é considerada sensível. 

"O Brasil enfrenta problemas históricos e estruturais no campo da liberdade de expressão. É o segundo país da América Latina com o maior número de profissionais de imprensa assassinados na última década, atrás apenas do México. Ataques verbais, insultos, ameaças e agressões físicas contra jornalistas são frequentes no país", destaca o documento elaborado pela ONG. 

O documento observa, ainda, que “o presidente Bolsonaro, seus filhos que ocupam cargos eletivos e vários aliados dentro do governo insultam e difamam jornalistas e meios de comunicação quase que diariamente, escancarando o desapreço pelo trabalho jornalístico. Multifacetados, estes ataques seguem uma estratégia cada vez mais estruturada de semear desconfiança no trabalho dos jornalistas, de destruir a credibilidade da imprensa como um todo e, gradualmente, construir a imagem de um inimigo comum". 

“Essa imagem "já foi introjetada pelos seguidores do presidente e mancha as redes sociais com linchamentos online de profissionais da mídia e veículos de comunicação", diz outro trecho do relatório da Repórteres sem Fronteiras. 

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Boulos propõe diálogo entre esquerda e evangélicos

247 – Guilherme Boulos, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Psol, propõe um maior diálogo entre a esquerda e os evangélicos, em seu artigo publicado nesta terça-feira na Folha de S. Paulo. "As igrejas são um espaço religioso e também funcionam como uma rede de apoio social. São lugares de convivência para quem estava na solidão. Lugares de ajuda para quem não tinha com quem contar", diz ele

"Sem olhar para essa dimensão, é impossível compreender o crescimento vertiginoso dos evangélicos pentecostais e neopentecostais no Brasil", afirma.

"Já passou da hora de superar caricaturas. Se queremos que a luta contra a desigualdade e por justiça social ganhe mais força nas periferias do Brasil, é imprescindível reconstruir as pontes —com respeito mútuo— entre o povo evangélico e a esquerda."

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Chefe da PF tem que achar autor da fake news que Leda Nagle espalhou - Alex Solnik

Por Alex Solnik

Paulo Maiurino, chefe da PF, e a jornalista Leda Nagle

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia 

O vídeo de 2’11’’ começa com Leda Nagle lendo um texto na tela do celular só com os olhos por uns 12 segundos.

“Ai..ai…” comenta com ar de reprovação depois de ler.

“O delegado Paulo Maiurino publicou a seguinte nota” diz a seguir. E lê o que supostamente já tinha lido com os olhos. Sabia o que estava lendo.

“Hoje foi a quarta vez que derrubaram minha conta… recebi 16 ameaças de morte… isso porque não quero e não posso ser imparcial, vocês querendo ou não eu sou a favor de Jair Bolsonaro. Aos que me ameaçaram eu sei onde estão…”

Leda olha para a câmera. Olhar esbugalhado.

“Partiu daqui, em conjunto com @lulaoficial e outros a ideia de matar Bolsonaro. Por enquanto não posso dizer muito. Quem achar que é falsa a informação, fique à vontade”.

“E tem outro tuíte” prossegue Leda.

“Acreditem ou não, eles querem acabar com o presidente, mas não vão conseguir, por um motivo bem forte, mais da metade dos urubus de capa preta receberam propina. Se meu perfil cair novamente eu conto mais para vocês sobre a ideia de matar Bolsonaro”.

“Olha, tá aqui” reforça Leda, mostrando o celular para a câmera “tá aqui a foto do Supremo”.

“Minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, exclama a seguir. “Mariana Rios que diz: Nossa Senhora da Bicicletinha! Eu não sei o que fazer… estou assustada com isso tudo… porque isso não é política, né? Isso é tudo menos política”.

Durante 2 minutos e 11 segundos, Leda Nagle acreditou que (1) o chefe da Polícia Federal confessou publicamente ter sofrido 16 ameaças de morte; (2) chamou ministros do STF de urubus e ladrões e (3) denunciou, sem provas, conspiração do Supremo e de Lula para matar Bolsonaro.

Qualquer pessoa com um neurônio e meio ao menos desconfiaria… será que o recém nomeado chefe da Polícia Federal escreveria tantas sandices num só tuíte? O Supremo e Lula têm armas para matar o presidente? Não seria mais lógico a PF ameaçar o Supremo e Lula?

Mas ela, não; achou normal.

Achou que aquilo podia ser verdade.

Seu único comentário foi: “estou assustada”… “isso não é política”.

Jamais colocou o tuíte em dúvida.

Precisou o próprio chefe da PF avisar a Leda e a torcida do Flamengo que era fake news disseminada por um falso perfil.

Ele ainda não tinha enlouquecido.

Ela pediu desculpas, depois, mas de que adianta?

A audiência da bombástica “denúncia” sempre será muito maior que a do desmentido.

Mas o assunto não pode morrer assim.

Cabe ao Paulo Maiurano descobrir quem fez e de onde partiu essa fake news em que foi envolvido e que Leda Nagle ajudou a espalhar.

Se não o fizer, será de duas uma: ou incompetente ou conivente.

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O criminoso ataque à usina nuclear iraniana - Lejeune Mirhan

Por Lejeune Mirhan

No último dia 11 de abril, domingo, a maior usina iraniana de produção de energia nuclear, que fica na cidade de Natanz, sofreu um ataque cibernético. Não houve um ataque com mísseis. O que é provável que tenha ocorrido é que hackers israelenses quebraram as barreiras de segurança eletrônica da usina e conseguiram gerar uma pane na central elétrica que fornece energia à usina. Neste artigo veremos os vários aspectos desse atentado e seus desdobramentos. 

Israel, em passado recente, já fez ataques com mísseis ao Irã e Iraque, a instalações em que eles afirmavam achar que estavam construindo bomba nucleares. Isso nunca correspondeu a uma verdade. Nem o Iraque nem o Irã, jamais tiveram projetos de construção de bomba nuclear. No Oriente Médio, apenas Israel possui bombas atômicas – estimadas em 200 ogivas. E jamais isso foi admitido e jamais Israel sofreu qualquer investigação da Agência Internacional de Energia Atômica.  

O que foi esse ataque? Os especialistas o chamam de ataque cibernético. Na Amazon-prime há uma série: “Mister Robot” com três temporadas sobre hackers, que são verdadeiros guerrilheiros cibernéticos, que derrubam grandes corporações, com ataques virtuais. Eles são poderosos. Daqui do Brasil, há o exemplo de Walter Delgatti, de Araraquara, que mudou a história do Brasil.  

Ele prestou um grande serviço à democracia, liberdade, para que se chegasse à verdade histórica. Foram mais de sete terabytes de informações sobre mensagens trocadas entre procuradores da operação lava jato e o “juiz” Sérgio Moro, chefe de uma quadrilha que perseguiu politicamente o ex-presidente Lula. Há até um documentário sobre esse hacker, na TV 247, dirigido pelo jornalista Joaquim de Carvalho.  

Então, é um hacker do bem. Hoje, governos poderosos contratam serviços de cérebros de informática. Da mesma forma que os EUA contrataram o cientista alemão Werner von Braun (1) que inventou o foguete V2, depois da 2ª Guerra Mundial. Ele fez o foguete Saturno 5, que equipou a Apolo 11, que levou o ser humano para a Lua. Os governos fazem isto, independentemente de sua ideologia.  

Tudo indica que o ataque à usina foi cibernético, que manipulou o sistema de segurança e fez cair a energia da usina. Não houve vítimas nem danos, mas parou de funcionar por algumas horas. Não temos certeza, nem provas de quem fez isto. Mas, temos convicções, porque já fizeram antes, de que foram os sionistas de Israel.

O Irã já apontou o dedo para os sionistas. Não posso apontar o dedo direto para Israel, mas estou com o Irã. Acredito que eles foram os mentores intelectuais dessa operação, que não deixa de ser uma guerrilha de direita. Porque, sabotar uma usina como a da República Islâmica do Irã é fazer o jogo do imperialismo. Israel não disse que foi o responsável, mas também não negou. Quando você não nega, você deixa a dúvida. 

Qual foi a resposta do Irã? Pode ser que eles respondam com algum ataque também cibernético, pois hoje não existe nada seguro na internet. Mas, a resposta iraniana se deu de outra forma. Pelo acordo nuclear que o Irã assinou com o P5+1 (países do CS/ONU: Estados Unidos, Rússia, França, Inglaterra e China) e mais a Alemanha, o enriquecimento do seu urânio não poderia passar de 3,65%. Em 2017, após assumir, Trump saiu do acordo. Mas continuou funcionando, pois os demais continuaram. 

Agora, existe uma expectativa de que Biden (EUA), volte ao acordo. Estão fazendo uma onda, dizendo que tem que repactuar. O que está fora de cogitação, foram eles que saíram. De outra parte, Israel está fazendo de tudo para que isto não aconteça. A pressão do lobby sionista nos Estados Unidos é muito grande neste sentido. Israel, com seu primeiro Ministro de extrema-direita, tem feito ameaças aos Estados Unidos para que eles não retornem ao acordo nuclear.  

Eu, particularmente, já escrevi artigos, capítulos de livro, como este novo livro, intitulado Conflitos Internacionais em um mundo globalizado, onde um dos capítulos é: “O mundo pós Trump”, com cerca de 30 páginas e é o mais importante da parte que eu escrevi (2). Eu faço uma série de apontamentos de probabilidades, sem afirmar categoricamente. As duas únicas coisas que afirmo, com certeza, que Biden faria – e até já fez –, é voltar para a OMS e voltar para o Acordo do Clima de Paris. Esta probabilidade de voltar ao acordo nuclear, ainda não se confirmou, mas acho irreversível. Tem que votar e suspender as sanções ao Irã. Tem que reconhecer o país, trocar embaixador. Não dá para ficar nesse clima de tensão que hoje o mundo vive. 

Estou falando tudo isto para dizer que o acordo nuclear, que foi assinado em 2015 (sob o governo Obama), prevê que o Irã enriqueça o urânio a 3,65%. É pouco, mas é suficiente para a geração de energia e tratamentos medicinais. Depois que os Estados Unidos deixaram o acordo, o Irã elevou o enriquecimento a 20%. Nenhum dos outros países reclamou, o acordou continua, porque não tem nenhum problema esta taxa, que gera mais energia. 

Mas, em 11 de abril houve o ataque. No dia 12, o Irã passou a enriquecer o urânio a 60%. Agora eles vão fazer a bomba, afirmam muitos. Eles não vão fazer a bomba. Para isto, precisaria enriquecer a 90%. Mas e se eles chegarem a 90%? Também não vão fazer a bomba, porque, como está escrito no Alcorão, os muçulmanos não podem ter iniciativas de causarem danos ao seu próximo. Eles não podem ser violentos, e nem provocar sofrimento às pessoas. O Islamismo é contra as armas de destruição em massa. O profeta Maomé teve esta preocupação.  

Deus condena quando você é o agressor. Mas, aceita, que quando você sofra uma agressão, você revide. É diferente. É o direito de defesa. Ninguém aceita isso, nem os cristãos, que têm a orientação de Jesus de oferecer a outra face. Ninguém faz isto, você revida. É por isso que o Irã não tomará a iniciativa, tanto que as Forças Armadas do Irã, elas são dissuasivas e não ofensivas, como são as dos EUA. Ainda não vimos grandes reações, além de protestos, vindo da comunidade internacional. Vamos acompanhar.  

Notas: 

1. Foi um engenheiro alemão considerado o pai dos mísseis nazistas V2, teve também um papel importante na construção do foguete Saturno 5, que auxiliou a missão Apollo 11 a pousar na Lua em 20 de julho de 1969. Nascido em 1912, na cidade de Wirsitz (hoje Wirzyzk, na Polônia) Von Braun foi “um dos mais importantes desenvolvedores de foguetes e campeão da exploração do espaço durante o período entre 1930 e 1970” (NASA). Tornou-se cidadão dos Estados Unidos em 1955 e morreu em 1977 no estado da Virgínia.

2. Livro editado pela Editora Apparte (www.apparteditora.com.br) com 608 páginas e preço promocional de lançamento de R$59,90, livro escrito em parceria com o jornalista José Reinaldo Carvalho. Usem este link direto para os pedidos: https://bit.ly/3wvMMzl

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O que tem a Leda Nagle na cabeça quanto a Lula querer matar Bolsonaro? Vento ou falta de juízo? — História para Leda entender

Por Davis Sena Filho

Vamos à pergunta que não quer calar? Leda Nagle agiu com má-fé intelectual ou foi de uma burrice estratosférica?

Explico. A veterana jornalista bolsonarista se comportou como uma autêntica e genuína bolsominion completamente sem noção, porque compartilhou uma fake news, que teve por finalidade repercutir que o Lula está à frente de uma conspiração que tem por propósito, pasmem, assassinar o extremista de direita Jair Bolsonaro.

Agora, eu pergunto aos leitores, tanto os camaradas quanto os cara-pálidas: "O que tem a Leda Nagle na cabeça? Vento ou falta de juízo?" E digo mais: não é possível que uma jornalista com no mínimo 50 anos de carreira não tenha o mínimo de compreensão sobre quem é Lula e quem é Bolsonaro. Basta para isso observar suas ações no passado, o que construíram, o que defenderam e combateram.

Basta fazer as comparações e verificar que Bolsonaro é um ser agressivo, violento e que odeia ser contrariado, bem como detesta dialogar e negociar qualquer coisa que não seja a vontade dele ser imposta. Ou será que Leda Nagle nunca percebeu que Lula é profundamente democrático no mesmo diapasão em que Bolsonaro odeia a democracia, porque o ex-tenente quase expulso do Exército sabe que ser democrático significa ser a favor da inclusão social. E, definitivamente, é tudo que o Bolsonaro e quem ele representa não querem, como demonstraram nas ruas, até para quem publica irresponsavelmente fake news grave, como a experiente jornalista Leda Nagle.

Como assim comparações entre Lula e Bolsonaro? Ué... Basta também observar as políticas públicas e econômicas de seu governo ultraliberal de verve fascista, que é frontalmente contra os interesses do Brasil, inclusive os geopolíticos e de soberania, e da sociedade brasileira, a ter à frente desse fracasso econômico e social retumbante o chicago boy Paulo Guedes, que extinguiu todos os programas sociais, quer vender todo o patrimônio público a preço de banana e, com efeito, já está a realizar a maior concentração de renda e riqueza nunca vista neste País.

Simplesmente brutal. Tão brutal que o Brasil voltou ao mapa da fome, além de enfrentar a maior crise sanitária de sua história, porque o governo de extrema direita sabota a população ao não ter um programa sério de combate à pandemia do coronavírus  e, consequentemente, causar danos irreparáveis ao povo brasileiro, que vive em um País considerado pária e irresponsável pela comunidade internacional. A Leda Nagle não sabe disso, ou apenas só tem disposição para publicar mentiras graves nas redes sociais, a exemplo do Lula?

Contudo, gente com má-fé intelectual ou cabeça de vento ou sem juízo, como a Leda Nagle, não se sente constrangida em repercutir tamanha mentira, além de insensata e indecorosa, a se basear em uma fake news que "acusa" ou "denuncia" o Lula de ser o mentor de uma conspiração que tem o objetivo de cometer o assassinato de um presidente fracassado e que fomenta o ódio na sociedade brasileira, além de realizar um desgoverno que apresenta números negativos em todos setores e segmentos de atividade humana.

Bolsonaro é incompetente, ignorante e considerado detestável por milhões de pessoas que não votam nele, mas, definitivamente, a intenção é vencê-lo nas urnas, com a maioria dos votos do povo brasileiro. Vencer suas ações violentas e sua retórica fascista e desumana de-mo-cra-ti-ca-men-te. O ex-tenente e seus asseclas, no fundo, desejariam concretizar um autogolpe, a se aproveitar da própria democracia, que levou essas pessoas ao poder. Surreal. Só no Brasil...  

Por sua vez, torna-se inacreditável e também incrível a (má) conduta de Leda Nagle, que se mostra uma pessoa disposta a fazer qualquer coisa para que o Bozo favorito dela permaneça no poder e continue a destruir o Brasil e a dividi-lo por intermédio de ódio, violência, arrivismo, conspirações, mentiras e muita fake news, como fizeram os bolsonaristas e ainda continuam a cometer crimes por meio das redes sociais, exemplificados, principalmente, nas eleições presidenciais de 2018. Muitos deles foram presos recentemente por decisões do STF, bem como já teve uma CPI sobre o assunto na Câmara dos Deputados.

É mais fácil a violência partir pelas mãos dos fascistas que estão no poder central do que propriamente ser o Lula e seus correligionários autores de patifarias e cafajestadas desse nível. Não tem sentido essa mentira deslavada ter sido repercutida por Leda Nagle. É irracional! Não é possível que tal senhora não raciocinou sobre o assunto. Trata-se de um erro grotesco e de uma imbecilidade sem espaço e tamanho. Menos, Leda. Menos... Raciocine, pois pensar não dói.

Seria de muita valia que seus iguais informassem a jornalista bolsonarista, Leda Nagle, que recentemente Lula foi absolvido pelo STF sobre ele ter incorrido em malfeitos, já que o ex-juiz partidário e covarde, Sérgio Moro, foi considerado suspeito, ou seja, parcial, além de incompetente para julgar o Lula, tanto que quando o juizeco o condenou, injustamente, em sua sentença lamentável e vergonhosa, constava que seu encarceramento absurdo seria por "ato de ofício indeterminado". Compreendeu Leda, ou quer que eu desenhe com um copo?

Portanto, e dessa forma, como todo mundo sabe, inclusive os recém-nascidos, os abduzidos, os que estavam em coma e os extraterrestres, que Lula foi preso por 580 dias injustamente e covardemente exatamente por aqueles que deveriam defender a Constituição, zelar pelo Estado Democrático de Direito e proteger a democracia brasileira, o que realmente o sistema judiciário não fez durante quase oito anos, a partir de 2013, quando os primeiros protestos de classe média de direita surgiram nas ruas, no decorrer da Copa das Confederações.

O início, o meio e o fim dessa história todo mundo sabe, inclusive os insidiosos e celerados bolsominions, a termos como fim desse processo draconiano a deposição injustificada de Dilma Rousseff, uma presidente comprovadamente honesta, que foi inocentada por todos os tribunais superiores, assim como pelo TCU.

Ou seja, as "pedaladas" foram uma farsa promovida pelos golpistas do Congresso com o apoio da imprensa de mercado mais corrupta e irresponsável do mundo ocidental, além de fraude para que a direita tomasse o poder de assalto por intermédio do traidor, usurpador e ser humano totalmente abjeto, Michel Temer, desgoverno este que criminosamente entregou o Pré-sal e abriu espaço para que o Brasil chegasse ao fundo do poço moral ao eleger um fascista do calibre do extremista de direita Jair Bolsonaro, mandatário desprezado em âmbito planetário. Ninguém quer falar com ele.

Vale lembrar ainda que o processo golpista e de direita não acaba com a deposição de Dilma Rousseff, é bom informarem à desavisada e inconsequente Leda Nagle, pois repetidora de fake news grave, que se dispõe a acusar Lula de ser líder de uma conspiração que promoveria a morte de Jair Bolsonaro. É algo absurdamente desprovido de sentido, bem como se trata de uma questão de inteligência.   

Voltemos à prisão de Lula. O Supremo, na verdade, inocentou Lula, antes tarde do que nunca. A Corte, primeiro por intermédio da 2ª Turma e, posteriormente, por meio do plenário decidiu, sem deixar dúvidas ao País, que Lula é inocente sim, apesar de seus inimigos na política, no meio empresarial e na imprensa de negócios privados continuarem com as fakes news, porque a intenção é causar celeumas e confusões à população, porque sempre a repetir, como fascistas que são, que Lula não foi inocentado, o que não é verdade, repito, porque ele foi.

O problema, então, é deles e não de Lula e de seus milhões de eleitores, pois o líder de esquerda e trabalhista poderá ser forte candidato a presidente da República e, consequentemente, dar fim a essa loucura bolsonarista, em uma intolerância insana que assola o País, destrói sua economia e causa fome e desemprego ao povo brasileiro aos milhões. E gente como Leda Nagle, não é só conivente com esse péssimo estado de coisas, mas, sobretudo, é cúmplice de um governo ultraliberal, fascista e militarista. Ponto.

A verdade é que essa gente não quer Lula a concorrer às eleições presidenciais de 2022. Ele saiu do poder com 87% de aprovação, índices superiores ao líder negro Nelson Mandela. Um recorde mundial na época. Lula realizou dois governos amplamente democráticos, recebeu no Palácio do Planalto todos os segmentos sociais e setores econômicos, indistintamente, implementou programas de inclusão social premiados internacionalmente, fomentou grandiosamente a economia e o consumo, e criou 20 milhões de empregos com carteira assinada, juntamente com o governo Dilma. Além disso, Lula facilitou o acesso às universidades públicas e às escolas técnicas aos pobres, negros e índios.

Lula era recebido por reis e rainhas, presidentes e primeiros ministros, xás, aiatolás e sultões com respeito e deferência dignos a um estadista, bem como liderou o Brics, o Mercosul, a Unasul e ajudou a criar o banco do Brics, que desagradou profundamente os Estados Unidos. Sua política diplomática era soberana, não alinhada, pró-democracia e cooperação econômica entre os países e os povos. Quem não sabe disso? A Leda Nagle, a direita brasileira, o Bolsonaro e seus milicos sem guerras e intervencionistas de paladares refinadíssimos, assim como a imprensa golpista do mercado de capitais, ora bolas!

A verdade é que todo mundo sabe por que a direita e os ricos não querem o Lula no poder. É porque o Brasil voltará a ser soberano e correrá atrás de seu desenvolvimento econômico e social com democracia e igualdade de oportunidades para todos os brasileiros. E isso, definitivamente, os ricos brasileiros colonizados não querem. Eles lutam por um País para poucos, de forma que ganhem muito dinheiro aqui por meio de mão de obras barata, mas, espertos e malandros, moram com suas famílias nos Estados Unidos, de preferência em Miami ou Orlando. Adeus, Leda Nagle! Que vergonha! Passe bem! É isso aí.  

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