AUTOCRÍTICA
O que se sabe sobre a VARIANTE do coronavírus que emerge na ÍNDIA e começa a preocupar os cientistas
Felipe Neto faz sua AUTOCRÍTICA sobre o golpe contra Dilma e a prisão política de Lula
Biden RECONHECERÁ formalmente o GENOCÍDIO ARMÊNIO
Queiroga adia fim de imunização contra Covid do grupo prioritário para setembro
Cronograma previa conclusão do grupo em maio; ministério apresentará novo plano de datas
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, revisou o calendário de vacinação contra a Covid-19 e adiou o fim de imunização do grupo prioritário em quatro meses, de maio próximo para setembro. A informação foi divulgada em entrevista coletiva nesta quarta-feira (21).
Na estimativa do Ministério da Saúde, fazem parte do grupo prioritário 77,2 milhões de pessoasno Brasil.
“A previsão é que isso ocorra antes, até porque o esforço [em obter mais contratos] deve resultar em novas doses de vacina. Não posso dizer taxativamente que tenhamos 40 milhões, 35, milhões e 45 milhões em maio porque depende da chegada de insumos no Brasil.”
A Folha já havia mostrado em reportagem que o cronograma mais recente publicado, de março, esbarrava em entraves como a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a entrega de insumos para a produção do imunizante e na própria falta de contratos selados, além de um grande gargalo de entregas agravado pelo fato de o governo brasileiro ter demorado a negociar com múltiplos fornecedores.
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello havia previsto em 15 de março que o grupo seria vacinado até o mês de maio. "É provável que em maio já tenhamos vacinado os grupos prioritários. A partir daí, são todas as outras idades e grupos sociais", disse na época.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fontana, explicou que todo esse grupo deve receber a primeira dose até a primeira quinzena de junho e a segunda até setembro —a vacina da Astrazeneca e da Universidade de Oxford, uma das duas usadas no Brasil por ora, exige três meses de intervalo entre as doses, enquanto outro imunizante, a Coronavac (Instituto Butantan e Sinovac), exige três semanas.
Ela explicou que existem fatores que podem interferir, como a entrega das vacinas por parte dos produtores. Para tratar da questão, disse que toda semana há reunião com o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), Fiocruz e Butantan.
“Anteriormente não tinha sido divulgado um cronograma final de vacinação dos 77,2 milhões de brasileiros devido à irrregularidade das entregas. Nesse momento, estamos com uma entrega mais regular. Faz diversas semanas que a gente encaminha sempre um quantitativo”
Francieli afirmou que uma nova versão do plano será divulgada nesta semana. Nela, os trabalhadores da limpeza urbana entrarão no grupo prioritário.
A coordenara disse ainda que as gestantes que estão contempladas para receber a vacina contra a Covid-19 são as que já estão dentro de um dos grupos prioritários por ter alguma comorbidade associada.
Diante do aumento das mortes por Covid enre grávidas e puérperas, a pasta estuda que todas as gestantes possam fazer parte do grupo. Não há por ora, entretanto, estudo que assegure a segurança da vacina durante a gestação.
Nesta quarta-feira (21), o ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski deu cinco dias para que o governo federal preste informações sobre o cronograma de recebimento de doses de vacinas para Covid-19.
Queiroga disse que o calendário seria atualizado dentro do prazo estabelecido pelo ministro do STF.
Na entrevista, Queiroga celarou ainda que está prevista a chegada de 1,5 milhão de medicamentos do chamado "kit intubação" até maio, com a primeira remessa desse lote na próxima semana. Com a lotação das UTIs com doentes de Covid, medicamentos como relaxantes musculares e sedativos começaram a escassear ou mesmo faltar em alguns hospitais.
O ministro afirmou que atua diferentes frentes para conseguir mais medicamentos do kit, incluindo um pregão internacional sem fixação de preço para a aquisição de novos insumos. “Temos adotado uma série de ações para aumentar a oferta. Também contamos com o apoio da indústria nacional, OMS/OPAS, e com a solidariedade de outros países que farão doações dos insumos ao Brasil”.
Queiroga disse que pedirá a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) para fazer uma avaliação do Regn-Cov2, medicamento aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para casos leves e moderados da Covid-19.
Ele explicou que a comissão faz uma análise de incorporação do medicamento ao SUS, avaliando qualidade científica e disponibilidade econômica. O prazo máximo para o parecer é de 180 dias.
“Esse medicamento pode ser só uma novidade, o que a Conitec irá fazer é separar o que é novidade e o que é inovação. Inovação é o que pode mudar a história natural das doenças, é um medicamento novo e precisamos saber mais.”
Análise: Leonardo Sakamoto - Governo admite atraso na vacinação e empurra morte e desemprego para 2022
Leonardo Sakamoto
Colunista do UOL
21/04/2021 21h05
É sempre bom quando uma autoridade reconhece que o governo que representa estava enrolando a população. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez isso ao comunicar, nesta quarta (21), que o fim da vacinação dos mais de 77 milhões de brasileiros do grupo prioritário passou de maio para setembro.
Isso significa, consequentemente, que a imunização completa do restante dos brasileiros só deve terminar em algum momento de 2022. Só ficaram surpresos com a notícia aqueles que estavam trancados em uma caverna - e sem acesso a Wi-Fi.
Considerando que é bem provável que a vacina para covid-19 tenha que ser renovada anualmente, devido às mutações do Sars-COV-2 (como ocorre com o vírus influenza, da gripe comum), há uma chance de que o fim da atual campanha de vacinação contra covid-19 conecte-se com a próxima.
O custo disso é muito grande, não apenas em termos de vidas que serão perdidas e pessoas que viverão com sequelas, mas também do desemprego, do fechamento de micro e pequenas empresas e da redução do crescimento econômico decorrente do fato de vivermos em um país com um vírus assassino em circulação.
"Tivemos uma janela de oportunidade no ano passado, quando as empresas queriam vender vacinas ao Brasil, mas a gente não comprou", avaliou à coluna a doutora em microbiologia e fundadora do Instituto Questão de Ciência, Natália Pasternak. "Cerca de 70 milhões de doses da Pfizer teriam chegado ao país em dezembro de 2020, por exemplo, se tivéssemos aceitado um acordo."
O responsável por isso, vale lembrar, foi Jair Bolsonaro.
"Se você virar um jacaré, é problema de você. Se você virar Super-Homem, se nascer barba em alguma mulher aí ou algum homem começar a falar fino, eles não têm nada a ver isso", afirmou o presidente ao reclamar, no ano passado, que a Pfizer não se responsabilizava por efeitos colaterais.
Pura bravata. Diante das críticas de que não havia vacina suficiente enquanto outros países estavam avançados em imunização, o governo federal colocou o rabo entre as pernas e assinou, em março, o contrato encomendando 100 milhões de doses. O problema é que elas não chegarão agora, quando o país mais precisa.
Para a pesquisadora, esse número de 70 milhões ainda está "entalado na garganta" e deve ser um dos pontos principais da CPI da Pandemia do Senado Federal, que vai analisar as ações e omissões do governo federal durante a crise.
Questionada quando o Brasil deve estar imunizado contra a covid-19, Pasternak afirmou que é difícil fazer previsões porque está tudo em aberto, das datas de chegada e quantidades das doses encomendadas até a capacidade de produção de nossas plantas no Brasil.
"Estamos no escuro. Mas não precisaria ter sido assim. Estamos colhendo os frutos de tudo o que o governo não planejou e dos acordos que esnobou", afirma.
O Brasil ultrapassou, nesta quarta (31), 381 mil mortos, ao registrar 3.157 óbitos em 24 horas. No pior cenário projetado pelo Instituto de Métricas de Saúde e Avaliação (IHME) da Universidade de Washington, podemos chegar a 653,8 mil mortes no dia 1º de agosto.
Isso se refere a uma situação em que os vacinados deixem de usar máscaras e voltem a adotar o mesmo nível de deslocamento que antes da covid - o imunizante te protege de desenvolver a doença, não de transmitir o coronavírus.
Com novos 3.157 registros, Brasil ultrapassa 381 mil mortes pela covid-19
Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo
21/04/2021 18h19
Atualizada em 21/04/2021 21h56
O Brasil ultrapassou, hoje, a triste marca de 381 mil mortos pelo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram registradas 3.157 mortes no país —totalizando, assim, 381.687 óbitos desde o início da pandemia. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde.
Nos últimos sete dias, morreram, em média, 2.787 pessoas por dia por conta da infecção pelo novo coronavírus. Este é o 91º dia consecutivo com média móvel acima de mil. Há mais de um mês o índice tem se mantido acima de 2.000.

Anahp indica leve melhora na oferta de 'kit intubação'
Hoje também foram registrados 71.231 novos casos da doença. Desde o começo da pandemia, já ocorreram 14.122.116 diagnósticos positivos para o coronavírus no país. Os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.
Nesta quarta, não houve atualização nos dados de mortes no estado de Roraima.
Já de acordo com as contas do governo federal, foram reportadas 3.472 novas mortes, somando 381.475 óbitos desde o começo da pandemia.
De ontem para hoje, pelos dados do Ministério da Saúde, houve 79.719 casos confirmados de covid-19 em todo o país, elevando o total de infectados para 14.122.795 desde março de 2020. Desse total, 12.646.132 pessoas se recuperaram da doença até agora, com outras 1.095.188 em acompanhamento.
A pandemia nos estados
Apenas a região Sul apresenta queda na variação da média móvel de mortes, com -22%. Na região Norte, a variação da média móvel está em aceleração, com 64%. Sudeste (-8%), Nordeste (-9%) e Centro-Oeste (-14%), por sua vez, apresentam estabilidade. No geral, o Brasil apresenta um índice considerado estável, de -1%, na variação de 14 dias.
São treze estados e o DF com estabilidade nos registros, enquanto cinco apresentam alta e outros oito estão em queda.
Veja a situação por estado e no Distrito Federal:
Região Sudeste
- Espírito Santo: estabilidade (10%)
- Minas Gerais: estabilidade (14%)
- Rio de Janeiro: aceleração (31%)
- São Paulo: estabilidade (3%)
Região Norte
- Acre: aceleração (34%)
- Amazonas: queda (-21%)
- Amapá: estabilidade (-7%)
- Pará: aceleração (60%)
- Rondônia: estabilidade (2%)
- Roraima: aceleração (26%)
- Tocantins: estabilidade (-15%)
Região Nordeste
- Alagoas: estabilidade (3%)
- Bahia: estabilidade (-6%)
- Ceará: aceleração (16%)
- Maranhão: estabilidade (-3%)
- Paraíba: queda (-21%)
- Pernambuco: estabilidade (5%)
- Piauí: queda (-18%)
- Rio Grande do Norte: queda (-22%)
- Sergipe: estabilidade (10%)
Região Centro-Oeste
- Distrito Federal: estabilidade (-9%)
- Goiás: estabilidade (-4%)
- Mato Grosso: queda (-32%)
- Mato Grosso do Sul: estabilidade (-14%)
Região Sul
- Paraná: queda (-30%)
- Rio Grande do Sul: queda (-24%)
- Santa Catarina: queda (-28%)
Veículos se unem pela informação
Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.
O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.
País registra 1ª morte por reinfecção de Covid-19 com variantes brasileiras
Homem de 39 anos morava no RS e se contaminou em novembro de 2020 e março de 2021; caso está sendo investigado
Um homem de 39 anos, morador do município de Campo Bom, a 57 km de Porto Alegre, foi infectado por duas variantes do coronavírus em um intervalo de três meses e 11 dias.
A primeira infecção, detectada em 30 de novembro, foi assintomática; a segunda, em 11 de março de 2021, o levou à morte.
Na ocasião, o paciente apresentou falta de ar, fadiga, dificuldade respiratória e saturação menor que 95%. O agravamento do quadro fez com que fosse levado à UTI e intubado.
Este caso, que foi o primeiro confirmado de morte no Brasil por reinfecção pelo coronavírus, inédito também em infecção por variantes diferentes, está relatado em um artigo científico produzido por 15 pesquisadores brasileiros comandados pelo Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo (RS), publicado na plataforma Research Square.
De acordo com o artigo, o paciente encontrou várias pessoas, incluindo o pai, quando este estava em um quarto de hospital onde havia outros pacientes diagnosticados com Covid-19.
“Independentemente desse caso, uma dúvida que vem muito à cabeça das pessoas é se a reinfecção é mais grave ou branda. Depende do histórico. Pessoas com uma primeira infecção muito branda tendem a não ter uma resposta imune muito duradoura e protetora. Nesses casos, a segunda infecção é mais severa”, explica Fernando Rosado Spilki, coordenador da Rede Corona-ômica BR-MCTI e professor do mestrado em virologia da Universidade Feevale.
As comorbidades, segundo Spilki, são complicadores para a Covid-19. O paciente em questão tinha diabetes e doença cardiovascular crônica.
O pesquisador observa que, mesmo com variantes com mutações similares, como é o caso da P.1 e P.2—ambas de origem brasileira—, é possível se reinfectar.
“A outra coisa que me chamou a atenção é que a primeira infecção foi com P.1, que surgiu em Manaus em meados de novembro. Você vê como o Brasil está interconectado que acabou que essa pessoa, logo no final de novembro, já tinha a variante P.1”, afirma.
Por enquanto, sabe-se que o homem não viajou. O estudo continua em andamento, no sentido de rastrear seus contatos próximos. A Vigilância Sanitária local também trabalha nas investigações para identificar como ocorreu a contaminação.
Os pesquisadores examinaram dezenas de amostras dos mesmos dias durante novembro e dezembro de 2020. A análise foi intensificada nos três primeiros meses de 2021, quando descobriram que a reinfecção havia sido um fato isolado, de acordo com Spilki.
“No final de janeiro, a P.1 entrou com toda a força e dominou o cenário no Rio Grande do Sul. Hoje, ela é quase totalitária. Na Argentina e no Uruguai foram feitas detecções pontuais de P.1, em meados de janeiro, mas não houve transmissão. Depois, a partir de fevereiro, nestes dois locais, e agora, o vírus se disseminou numa nova introdução. O mesmo ocorreu no Rio Grande do Sul; no início não houve transmissão e, depois, foi terrível. A P.1, e agora temos também a P.2”, explica.
Um estudo publicado em 14 de abril na revista Science mostra que a P.1, identificada em Manaus, surgiu em novembro de 2020, cerca de um mês antes do aumento expressivo de novos casos e óbitos de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) naquela cidade. Além disso, a variante é cerca de 1,7 a 2,4 vezes mais transmissível e apresentou rápida evolução na cidade.
O caso de reinfecção ocorrido no Rio Grande do Sul serve como alerta para que os cuidados como distanciamento físico, uso de máscaras e evitar aglomerações sejam mantidos mesmo após a vacinação e período de imunização, que acontece três semanas após a segunda dose, em média.
“É muito comum, e tem ocorrido com os vacinados também, que os indivíduos infectados se imaginem imunes. Esse e outros estudos abrem esse alerta. Mesmo que você tenha tido Covid-19, precisa manter o cuidado. Você até pode estar protegido clinicamente, mas, dependendo da imunidade, da fase que está na vacinação, ainda que não tenha a doença, pode transmitir. As pessoas continuam expostas e potenciais transmissoras”, alerta Spilki.
Em dezembro, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de reinfecção pelo coronavírus ocorrido com uma profissional de saúde de 37 anos num intervalo de 116 dias. Na ocasião, ela morava no Rio Grande do Norte e trabalhava na Paraíba.
Para Spilki, pelo menos nos primeiros anos, a prevenção contra a Covid-19 exigirá, provavelmente, a vacinação anual.
"O que eu tenho bastante medo é que estamos com a vacinação muito lenta e, provavelmente, não conseguiremos fechar a meta, a menos que ocorra uma intensificação inesperada daqui para a frente. Olha o tamanho do desafio. Precisaremos ter um incremento muito forte para, no ano que vem, fazermos a provável revacinação", completa Spilki.
Biden comemora as 200 milhões de doses de vacinas anticovid aplicadas nos EUA
21/04/2021 18h05
Washington, 21 Abr 2021 (AFP) - O presidente americano, Joe Biden, comemorou nesta quarta-feira (21) a marca "assombrosa" de 200 milhões de doses de vacinas anticovid aplicadas no país, alcançada antes do previsto.
Biden destacou que este marco foi alcançado uma semana antes de completados os 100 primeiros dias desde sua posse, data que havia fixado como limite para cumprir o desafio das 200 milhões de doses.
Pfizer encontrou vacinas falsas no México e na Polônia, diz jornal
"Fizemos isso hoje, hoje acertamos 200 milhões de tiros", disse, em discurso transmitido pela TV da Casa Branca.
É "um feito incrível para a nação", acrescentou.
Biden qualificou as 200 milhões de vacinas aplicadas em 100 dias como um "objetivo incomparável no mundo ou aos esforços anteriores de vacinação em massa dos Estados Unidos".
"O progresso que fizemos foi assombroso", disse.
Ao anunciar uma isenção fiscal para incentivar as empresas a dar a todos os funcionários um dia livre para se vacinarem, Biden disse que o país ainda estava "no caminho" de poder comemorar o feriado de 4 de julho, Dia da Independência americana, com relativa normalidade.
Mas alertou que, devido ao aumento das taxas de infecção em algumas regiões do país, ainda é cedo demais para cantar vitória.
"Se deixarmos de ficar em alerta agora e pararmos de estar atentos, este vírus vai apagar o progresso", alertou.
Embora os Estados Unidos liderem o número de mortes pela covid-19 no mundo, também se destacam no processo de vacinação, superando alguns dos principais países europeus e o vizinho, Canadá.
O presidente assumiu o cargo em 20 de janeiro com a promessa inicial de aplicar 100 milhões de doses em seus primeiros cem dias no cargo. Em 25 de março, com muito mais doses de vacinas entregues do que previa, ele dobrou a meta.
A partir de maio, todos os estados do país deverão eliminar as restrições de elegibilidade para acesso às vacinas gratuitas. Muitos já o fizeram.
Um aumento repentino nas taxas de infecção em algumas partes do país, como no estado de Michigan, ofusca o clima de festa na Casa Branca.
No entanto, as taxas de mortalidade continuam baixas em todo o país como resultado, em grande parte, da alta taxa de vacinação entre os idosos.
Nova York lança campanha inédita para reativar o turismo
21/04/2021 18h18
Como fazer os turistas voltarem? Depois de uma campanha de vacinação contra a covid-19 bem-sucedida e uma taxa de testes positivos inferior a 5%, Nova York espera recuperar sua atratividade antes de outras grandes cidades e lançará em junho uma campanha de magnitude inédita para atrair visitantes.
Dizer aos americanos e aos turistas internacionais que "Nova York despertou" custará 30 milhões de dólares, uma quantia inédita proposta nesta quarta-feira (21) pelo prefeito Bill de Blasio e pelo presidente da agência turística municipal, Fred Dixon.
Na Big Apple

Nova York não é a mesma: um passeio pela Big Apple esvaziada pela pandemia
Como as viagens ainda estão restritas, a mensagem nos veículos tradicionais, redes sociais e nos discursos de "influencers" terá como alvo principal os americanos, começando pelos amigos e parentes de nova-iorquinos que serão convidados para "visitá-los". Depois, se a pandemia permitir, será estendido a uma audiência mundial, explicou Dixon.
"Havia 400.000 empregos ligados ao turismo antes da pandemia, eles vão voltar", garantiu De Blasio em coletiva de imprensa. "Nova York despertou, devemos dizer às pessoas que estamos abertos, que estamos seguros (...). Isso não vai acontecer do dia para a noite, nós sabemos, mas vai acontecer".
O que está em risco é considerável para uma cidade que antes da pandemia era uma das mais visitadas do mundo, com um recorde de 66,6 milhões de visitantes em 2019. A quantidade de turistas caiu para 22 milhões em 2020.
Grandes investimentos pré-pandemia devem ser compensados, como o centro de convenções Javits Center que custou 1,2 bilhão de dólares, ou a renovação do aeroporto de LaGuardia, de 8 bilhões.
A aposta não está ganha de antemão: os bairros comerciais estão desertos há 13 meses, a maioria dos trabalhadores continua trabalhando de casa, o que prejudica financeiramente um vasto ecossistema de restaurantes, comércios e hotéis. Além disso, a criminalidade está em alta, o que relembra algumas pessoas da cidade suja e às vezes perigosa que foi Nova York nos anos 1970-80.
Apesar do início da recuperação das atividades esportivas e de alguns entretenimentos, ainda não se pode acessar atrações-chave como os musicais da Broadway: seu retorno está previsto para setembro, embora a agência de turismo não descarte que a data seja antecipada.
Nessas condições, Nova York espera receber uma grande quantidade de turistas em 2023. O governo municipal estima que a maior cidade dos Estados Unidos alcançará nesse ano seu nível de pré-pandemia, 64,7 milhões de visitantes, e retomará seu crescimento a partir de 2024, com 69 milhões de turistas.
O que se sabe sobre a variante do coronavírus que emerge na Índia e começa a preocupar os cientistas

RIO — Com o colapso no sistema sanitário, com 22 mortes de pessoas sem oxigênio, falta de leitos, cemitérios sobrecarregados e recordes de casos e mortes pela Covid-19, a Índia enfrenta uma segunda onda dramática da pandemia da Covid-19. Por trás dela, pode estar uma nova variante do vírus Sars-CoV-2, a B.1.617.
Identificada pela primeira vez em dezembro de 2020 no país, em fevereiro já era prevalente em 24% das amostras que passaram por sequenciamento genético. Segundo o site científico Outbreak.info, atualmente ela é a mais importante no país e corresponde a 29% dos casos. Sua presença ainda varia entre os estados: no de Maharashtra, onde fica Mumbai, o centro financeiro e maior cidade do país, é responsável por 42% dos casos, enquanto ainda não chegou a outros.
O virologista Fernando Spilki, coordenador da Rede Corona-ômica, diz que a nova variante está mudando a situação do país:
— A Índia tem uma dificuldade inerente a locais onde a situação se agravou que é a desigualdade social, não dava para entender como não tinha explodido antes. Infelizmente, no contexto das variantes com maior transmissibilidade, e não havendo as medidas de controle adequadas, vemos no país o mesmo filme que no Brasil.
De acordo com o virologista, a variante que emergiu por lá se destaca por duas mutações específicas: a E484Q e a L452R, em uma conjunção inédita.
O aminoácido 484 tem uma posição importante na proteína Spike, numa região chave porque é onde começa o processo de infecção da célula.
Na P1, a variante que domina o Brasil e agravou a pandemia nos últimos meses, há a mutação E484K, bastante parecida. Essa alteração também está presente nas variantes da África do Sul e na que surgiu no Reino Unido. Já a mutação L452R foi identificada em linhagens nos EUA que podem gerar preocupação. Ou seja, embora a B.1.617 seja uma variante ainda considerada “de investigação”, ela apresenta indícios que fazem crer que ela pode apresentar maior transmissibilidade.
— Os próximos dias serão de grandes emoções. O sistema de saúde indiano é ultrapressionado normalmente, por isso a gente teme pelo pior. Tomara que não seja o que estamos esperando, mas tudo indica alta transmissibilidade — afirma Spilki.
Outro foco de preocupação é a importância da Índia na produção de insumos essenciais na pandemia. O país é o maior exportador de itens para diagnóstico, sequenciamento genético e vacina. Se a produção for afetada ou se a demanda interna crescer muito provocando pressão por esses insumos, explica Spilki, “o mundo vai passar dificuldade”.
Após uma semana ultrapassando os 200 mil novos casos diários, nesta quarta-feira, a Índia se aproximou dos 300 mil, com 295.041 registros em apenas 24 horas. As mortes diárias também bateram recorde, com 2.023 vidas perdidas. No total, foram 182 mil mortes e 15,6 milhões de casos (ultrapassando o Brasil e atingindo o segundo lugar no mundo) acumulados ao longo da pandemia.
Disseminação
A variante já foi detectada em 17 países de todos os continentes, incluindo EUA, regiões da Europa, Austrália e até África, mas ainda não na América do Sul.
O médico, neurocientista e professor catedrático da Universidade Duke (EUA) Miguel Nicolelis pediu nesta quarta-feira que o Brasil interrompa os voos vindos da Índia.
—A situação é dramática. A variante duplica a proteína de superfície do vírus, e o torna mais transmissível. Ela passou a ser variante de interesse e isso significa que a coisa pode ser feia. O que está acontecendo na Índia é o que aconteceu aqui, em escala maior. Fora nossas variantes próprias, se permitirmos que essa chegue ao Brasil não dá nem para prever.
Segundo Nicolelis, há indícios de grande subnotificação no país porque o número de cremações, tradicionais na cultura hindu, é 20 vezes maior do que os óbitos registrados em várias províncias. Outro ponto o deixa apreensivo: em 1918, foi na segunda onda, com a volta dos soldados indianos da Primeira Guerra Mundial para o país, que a pandemia de Gripe Espanhola explodiu localmente, levando a entre 10 e 20 milhões de mortes.
Felipe Neto faz sua autocrítica sobre o golpe contra Dilma e a prisão política de Lula

247 - O youtuber Felipe Neto, em entrevista ao Grupo Prerrogativas (Prerrô) nesta quarta-feira (21), retransmitida pela TV 247, fez uma forte autocrítica sobre suas posições antigas em relação aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e ao PT.
Segundo ele, seu preconceito e antipetismo o levaram a embarcar na narrativa fantasiosa de que Lula, Dilma e o PT eram os grandes responsáveis por todos os problemas que vivia o país anos atrás. "Difícil encontrar alguém que foi mais anti-Lula do que eu. Eu fui criado em uma família onde o antipetismo foi criado antes do antipetismo. Nem existia antipetismo e minha família já odiava o PT. E eu cresci com aquela raiva entranhada dentro de mim, 'o Lula é a personificação do satanás'. Era uma coisa muito violenta dentro de mim e era uma certeza, uma convicção plena de que o Lula e a Dilma eram verdadeiros conspiradores do mal. Como toda convicção não embasada, a gente leva muito tempo para conseguir destruir isso dentro da gente. É a base do que significa o preconceito, e a gente destruir preconceitos dentro da gente é muito difícil".
Felipe Neto contou que, ao se informar de forma mais profunda sobre os processos movidos pela Lava Jato contra Lula, que culminaram em uma prisão política que durou 580 dias, percebeu que estava errado. "Por sorte eu sou uma pessoa que gosta muito de ler e eu resolvi me inteirar sobre esse, que eu considerava, 'bandido do Lula. Vou ver o que é essa palhaçada então'. Só que isso foi muito recentemente. Eu comprei o discurso todo porque era fácil comprar, era simples a gente encontrar o culpado para a situação estar uma bosta".
"Quando a gente repensa bate uma 'bad'. Sabe quando você pensa assim: 'cara, eu estava totalmente errado desde o início'. Aí você não pode ter o orgulho de querer se manter a todo custo contra aquela pessoa que você já viu que não é bem assim. E aí vai um exercício de humildade, você chegar e falar: 'eu errei'. Isso dói, dói, dói no ego, na vaidade, na nossa inteligência", concluiu.
Biden reconhecerá formalmente o genocídio armênio

Sputnik - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pretende reconhecer formalmente o massacre armênio no início do século XX como genocídio.
A informação foi publicada na noite desta quarta-feira (21) pelo jornal Wall Street Journal, citando fontes oficiais da Casa Branca.
Em março, o Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos já havia solicitado a Biden o reconhecimento formal do genocídio armênio. Os congressistas apontaram que em declaração de 2020, Biden já havia apontado o genocídio do povo armênio, e pediram que ele o faça novamente, agora como presidente dos EUA.
Já na Câmara dos Representantes dos EUA, 107 deputados assinaram carta pedindo que Biden reconheça como genocídio o massacre de armênios durante o período de Império Otomano durante o início do século passado.
"Nós nos juntamos à orgulhosa comunidade armênio-americana e a todos aqueles que apoiam a verdade e a justiça pedindo que você reconheça clara e diretamente o genocídio armênio em sua declaração de 24 de abril", disse a carta endereçada ao presidente nrote-americano.
O congressistas lembram na carta que o sábado (24) marcará o 106º aniversário dos primeiros dias do genocídio armênio, apontando ainda o "assassinato sistemático de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano entre 1915 e 1923".
Na terça-feira (20), o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, disse ao jornal Haberturk que as relações entre Washington e Ancara piorariam ainda mais se o governo Biden reconhecesse os eventos como genocídio.
Em abril de 2020, o então presidente norte-americano, Donald Trump, chamou os eventos de "Mads Yegern", uma frase armênia que significa "grande calamidade". À época, o Ministério das Relações Exteriores da Turquia disse que a declaração de Trump não mencionava "mais de 500 mil muçulmanos que foram massacrados por rebeldes armênios no mesmo período".
O genocídio armênio foi reconhecido pelos governos e parlamentos de mais de 30 países, embora as autoridades turcas tenham se oposto repetidamente ao uso do termo para classificar o massacre.
Felipe Neto diz que não pisa na CNN enquanto emissora der voz a negacionistas como Alexandre Garcia

247 - O youtuber Felipe Neto fez duras críticas à cobertura da imprensa na era do bolsonarismo, muitas vezes “normalizando” figuras que são negacionistas e anti-ciência.
“Eu fui muito claro com a CNN porque recebi diversos convites da CNN para ir na emissora, então eu fui muito claro com eles: eu não piso na emissora enquanto vocês derem voz para pessoas que são comprovadamente obscurantistas e anti-ciência e são indiretamente responsáveis por mortes por Covid no Brasil”, declarou em entrevista ao Grupo Prerrogativas nesta quarta-feira (21), ao vivo no Youtube.
“Eu, na qualidade de Youtuber, que sei que a CNN quer usar a minha imagem para atrair novos públicos, eu não vou levar novos públicos, que é o meu público, para uma emissora que dá voz ao Alexandre Garcia. Porque não é mais só uma questão opinativa aqui, que eu discorde do Alexandre Garcia. Não tem nada a ver com isso. Eu quero mais é que eu discorde, para aprender alguma coisa nova. A gente tá falando de um cara que diz que o Brasil teve mais de 300 milhões de mortos por gripe. Um cara que não tem a mínima responsabilidade que não seja a babação de ovo de Jair Bolsonaro”, destacou Felipe Neto.
“E aqui eu não estou criticando quem vai na emissora, tá, porque se nós não tivesséssemos Augustos seria muito pior”, complementou, referindo-se ao advogado Augusto de Arruda Botelho, integrante do Prerrogativas e que participou como entrevistador na live.
Felipe Neto falava do papel da imprensa na promoção dos direitos humanos e da democracia. Antes de citar o exemplo da CNN e da Jovem Pan, que dá espaço a Rodrigo Constantino, ele fez uma crítica geral sobre os veículos de comunicação:
“Quando aparece um Bolsonaro da vida, tudo o que a gente quer é abraçar a imprensa. Porque a primeira coisa que esses reacionários mal-caráter e completamente autoritários querem é o fechamento da imprensa”, afirmou, dando exemplo de Donald Trump e Bolsonaro. “Então tudo o que a gente quer é abraçar a Folha, o Estadão, a Veja… mas é difícil, né. É muito difícil. A imprensa aqui no Brasil é muito elitista”.
“É muito importante que os veículos entendam que eles não podem contribuir para essa dispersão e para essa mudança de alteração da realidade”, acrescentou.




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