GERAL XII

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Resposta a Obama pelo ataque a Lula em livro

Bolsonaro em Manaus: nenhuma palavra sobre a tragédia

Por Lauro Jardim

Bolsonaro em Manaus

Jair Bolsonaro está desde às 9h15 em Manaus para uma reunião com pastores evangélicos e para uma inauguração de um pavilhão de exposições. 

Mesmo indo pela primeira vez a Manaus desde que ocorreu na cidade a maior tragédia da Covid até aqui, não foi capaz de proferir uma palavra sobre o assunto. Nem para pedir desculpas, nem de consolo às famílias que perderam parentes.

Dentro de meia hora, Bolsonaro segue para Belém.

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Jair sem Trumpinho | Vera Magalhães - O Globo

Presidente dos EUA, Donald Trump se encontra com presidente do Brasil, Jair Bolsonaro

'Alvorada sem alambrado/ Pão sem leite condensado/ Sou eu assim sem você. Ema sem cloroquina/Dudu sem carabina/ Sou eu assim sem você.'

Na hora e meia em que esperou sua vez de falar sem convicção na Cúpula de Líderes sobre o Clima convocada por Joe Biden, Jair Bolsonaro bem poderia cantarolar essa versão negacionista do sucesso de Claudinho & Buchecha.

Não que o clássico do funk carioca mereça ter seus versos solares e meigos substituídos pelo lamento do presidente brasileiro sobre o isolamento a que foi relegado no tabuleiro mundial depois que seu amigo Trumpinho foi derrotado nas urnas. Mas sua visível falta de ambiente na reunião em que teve de ler, a contragosto, um papel com o contrário daquilo que pensa e pratica em termos de política ambiental me lembrou os versos “Eu não existo longe de você/ E a solidão é meu pior castigo”.

Antes, quando era Trump, e não Biden, o anfitrião, Jair, família e agregados eram recebidos com alegria galhofeira. A caravana dos puxa-sacos exóticos dos Trópicos vestia boné, ganhava tapinha nas costas e se achava a tal. Podia mandar às favas os indicadores vergonhosos de desmatamento e queimadas. Afinal, primo Donald não estava nem aí para esse mimimi.

Agora, as coisas mudaram. Biden, vejam que amolação, resolve fazer uma Cúpula do Clima e, ainda por cima, exigir metas concretas. Jair não pode nem ler o mesmo discurso de sempre, como gostaria, porque os chatos do Itamaraty, depois da saída do Ernesto, vêm estragar o almoço do costelão e dizer que talvez seja melhor propor alguma coisa com cara de concreta.

Então toca colocar terno e gravata verde (ainda se tivesse o escudo do Palmeiras, talkey?) e fazer cara de sério ao lado do Salles, esquecer a Anitta e desenterrar aquele discurso “comunista” dos governos do PT e do PSDB.

Bolsonaro deve ter ensaiado diante do espelho para repetir palavras como biocombustíveis, biomassa, bioma e biodiversidade sem intercalar com um palavrão ou falar que aquilo é tudo coisa de maricas.

Do lado de lá da tela do computador, Biden (que até saiu da sala, dado o climão da Cúpula do Clima) e os demais líderes mundiais devem ter achado certa graça em ver o antes destemido presidente brasileiro prometer com a voz baixinha dobrar recursos para a fiscalização de crimes ambientais, uma semana depois de mandar exonerar o superintendente da Polícia Federal que ousou combatê-los por meio de uma operação.

Até Trump, onde quer que esteja curtindo seu merecido oblívio, deve ter soltado uma gargalhada e exclamado: “Quem é esse cara?”. Nem parecia aquele que até ontem estava disposto a lhe fazer companhia na bravata de abandonar o Acordo de Paris. Que deixou de sediar a COP-25, que se recusou a conversar com a diretora do Greenpeace, Jennifer Morgan, quando a encontrou em Davos em 2019. Seria o mesmo cara? Aquele do filho de boné que não sabe falar inglês, mas queria ser embaixador?

Eventos como os desta quinta-feira evidenciam a absoluta inadequação de alguém como Jair Messias Bolsonaro para presidir o Brasil, e de auxiliares como Ricardo Salles para gerir qualquer coisa que não seja destinada à destruição.

Ao conseguir, em três minutos de fala, prometer o oposto do que praticou ao longo de dois anos e quatro meses de desgoverno, Bolsonaro assinou diante de um mundo livre do trumpismo o atestado do desastre que é sua gestão.

Resta verificar o dia seguinte da Cúpula em que o Brasil e seu presidente ficaram nus diante do mundo com sua incompetência. Parece difícil que, diante de todas as evidências de que Bolsonaro apenas fez malabarismo retórico para pedir um trocado no final, Biden esteja disposto a financiá-lo. Assim como Trump só enrolava o “amigo”, os Estados Unidos sob nova direção devem continuar a dar chá de cadeira no Brasil.

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Rejuvenescimento da pandemia avança no Brasil, aponta Fiocruz

Boletim do Observatório Covid-19 também mostra que nas duas últimas semanas houve estabilização de casos e óbitos pela doença no país, com sustentação de alta incidência e mortalidade
O Globo
23/04/2021 - 14:16 / Atualizado em 23/04/2021 - 15:44
Profissionais de saúde da UTI do Hospital São Paulo medicando uma paciente com Covid Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
Profissionais de saúde da UTI do Hospital São Paulo medicando uma paciente com Covid Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

RIO — O novo boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira, aponta uma progressão do rejuvenescimento da pandemia da Covid-19 no Brasil. Os dados mostram que a faixa etária de 20 a 29 anos foi a que registrou maior aumento de mortes pela doença e entre 40 e 49 anos houve o maior crescimento do número de casos.

O boletim também destaca que nas duas últimas semanas houve a estabilização do número de casos e óbitos por Covid-19 no país, o que, segundo os autores, caracteriza a formação de um novo patamar de transmissão, com a sustentação de alta incidência e mortalidade.

"Se em 2020 o patamar ficou conhecido pelo óbito diário de 1 mil pessoas, nas próximas semanas este valor pode permanecer em torno de 3 mil óbitos. A alta proporção de testes com resultados positivos revela que o vírus permanece em circulação intensa em todo o país", informa o documento.

Segundo a Fiocruz, o aumento de casos de Covid-19, para todas as idades, entre a semana de 3 a 9 de janeiro e a de 4 a 10 de abril foi de 642,80%. Algumas faixas etárias apresentaram crescimento superior ao global: 20 a 29 anos (745,67%), 30 a 39 anos (1.103,49%), 40 a 49 anos (1.173,75%), 50 a 59 anos (1.082,69%) e 60 a 69 anos (747,65%).

Para os óbitos, o aumento global foi de 429,47%. As mesmas faixas etárias tiveram alta maior do que a média: 20 a 29 anos (1.081,82%), 30 a 39 anos (818,60%), 40 a 49 anos (933,33%), 50 a 59 anos (845,21%) e 60 a 69 anos (571,52%).

Ainda comparando os mesmos períodos, em janeiro, a proporção de pacientes com menos de 70 anos internados em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) foi de 52,74%, enquanto em abril foi de 72,11%.

A idade média dos casos internados era de 62,35 anos entre 3 e 9 de janeiro, e passou para 57,68 entre 4 e 10 de abril. Para óbito, os valores passaram de 71,56 anos para 64,62 anos.

"Estes números, segundo a investigação, sugerem que a ocupação dos leitos de UTI por população menos longeva tem aumentado", informa o boletim.

Os autores destacam que o cenário pode ser influenciado por uma maior flexibilização do distanciamento nas idades mais jovens, por exaustão do confinamento ou necessidade de retorno ao trabalho presencial. E acrescentam, ainda, que os dados sugerem "algum efeito do aumento da cobertura vacinal" entre as faixas etárias mais longevas, mas ponderam que análises mais robustas nas próximas semanas são necessárias.

Ocupação de leitos

Segundo o boletim da Fiocruz, é possível observar uma tendência de redução das taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) em diversos estados, mas elas se mantêm, em geral, em níveis muito elevados.

Dados de 19 de abril, em comparação aos do dia 12, indicam a saída do Amapá da zona de alerta crítico (igual ou acima de 80%) para a de alerta intermediário (igual ou superior a 60% e inferior a 80%). Já se encontravam nessa zona o Amazonas, Maranhão e Paraíba.

Os demais estados e o Distrito Federal permaneceram em alerta crítico, exceto por Roraima, que está fora da zona de alerta.

De acordo com o levantamento, 14 estados encontram-se com taxas de ocupação superiores a 90%, assim como o Distrito Federal  (98%). São eles: Rondônia (94%), Acre (94%), Tocantins (93%), Piauí (94%), Ceará (98%), Rio Grande do Norte (93%), Pernambuco (97%), Sergipe (97%), Espírito Santo (91%), Paraná (94%), Santa Catarina (97%), Mato Grosso do Sul (100%), Mato Grosso (96%) e Goiás (90%).

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Vai pegar carona?
Entrar junto no elevador?
Veja como dividir espaços em tempos de Covid-19

Usar máscara, lavar as mãos e higienizar as compras. Essas medidas são importantes, mas precisam ser acompanhadas da principal delas: o distanciamento social

Desde o começo de março, o Brasil é o país onde mais se morre por Covid-19 no mundo. Na tentativa de conter a escalada de casos e a superlotação de UTIs, os estados impuseram medidas restritivas para impedir aglomerações em locais públicos e no comércio.

No entanto, como pontua Ricardo Parolin Schnekenberg, médico e pesquisador da Universidade de Oxford, no Reino Unido, grande parte dos contágios acontece entre familiares e amigos, fora dos espaços públicos.

Identificar o momento exato da contaminação é uma tarefa muito difícil, diz o pesquisador. Uma pessoa pode ter sido exposta a diversas situações de risco durante dias, e não há como saber qual delas foi a responsável pelo contágio.

Veja situações hipotéticas de como essas situações de risco podem ocorrer no dia-a-dia e entenda como evitar uma exposição maior ao vírus:

O VIZINHO NO ELEVADOR

Chamo o elevador e entro distraído olhando o celular. Quando levanto a cabeça, lá está meu vizinho sorrindo por trás da máscara. Durante dois minutos, que pareceram duas horas, ele conta como está feliz por não sentir mais nenhum sintoma de Covid-19 há uma semana.

Elevadores são espaços onde dificilmente será possível manter a distância segura de um metro entre as pessoas. Além disso, são pouco ventilados. Ou seja, o risco de transmissão é alto.
Um contato a menos de um metro por mais de um minuto já é considerado contato próximo, com risco de transmissão. A máscara reduz o risco, mas não elimina as chances de contágio.
O comportamento das pessoas durante o contato é determinante no risco de contaminação. Falar aumenta o risco, e cantar ou gritar aumentam mais ainda.
Embora diga-se que após duas semanas de contágio o risco de contaminação acaba, há estudos que indicam que há casos em que ele pode acontecer depois disso. Além disso, não há garantia de imunidade para quem já teve a doença.

A CARONA

Eu e meu marido passamos de carro para buscar meu pai e levá-la ao posto de vacinação, logo após deixarmos nossa filha na escola. Por causa da chuva forte, o trânsito piora e chegamos 20 minutos depois do previsto.

O ideal é a pessoa ir à vacinação sozinha ou acompanhada de pessoas com quem já mora. Se ela precisar de ajuda, apenas uma pessoa deve acompanhá-la, para diminuir as chances de contágio
Embora as chances de uma criança morrer de Covid-19 sejam menores do que as de um adulto ou idoso, isso não elimina a possibilidade dela se infectar e contaminar outras pessoas. Nesse caso, pais podem ser assintomáticos e transmitir o vírus.
Chuva forte significa que as janelas do carro precisaram ficar fechadas, diminuindo a ventilação e aumentando o risco de contaminação.
Qualquer viagem de carro traz risco de contaminação, e quanto maior a duração maior é o risco. Além disso, se a filha que estava no carro já estivesse infectada e os vidros permaneceram fechados, é possível que o ar ainda esteja contaminado.

A FESTA DA VACINA

Meus avós tomaram a segunda dose da vacina. Esperamos duas semanas e finalmente a família se reúne no apartamento deles, com filhos e netos, como no velhos tempos. Cantamos e gargalhamos noite adentro.

O tempo até atingir a imunidade varia de pessoa para pessoa. A OMS, por exemplo, diz que a imunidade pode chegar após 20 dias.
Contatos familiares em ambientes fechados devem ser evitados até que haja sinalização de que o vírus parou de circular na população. Além disso, quanto maior o número de pessoas reunidas, maiores as chances de contágio.
O volume de gotículas e aerossol expelidos no ar quando falamos alto ou cantamos é consideravelmente maior do que quando estamos apenas respirando com a boca fechada.

A BABÁ EM CASA

Um casal com bebê recebe uma babá diariamente. Todos usam máscaras, menos o bebê. A babá está isolada, pois vem de carro para evitar transporte público. Um dia após sentir dor de cabeça e febre leve, ela se afasta do trabalho.

Bebês não devem usar máscaras até os dois anos de idade. Porém, eles podem se contaminar e, embora raramente desenvolvam sintomas graves, podem transmitir o vírus. Neste exemplo, como os pais e a babá têm contato próximo com o bebê, seria virtualmente impossível impedir uma transmissão.
A duração do contato é um fator determinante para o risco de contágio. A transmissão pode ocorrer caso uma pessoa infectada, mesmo usando máscara e a um metro de distância, permaneça em um mesmo ambiente fechado por mais de 30 minutos. O risco diminui se houver ventilação.
Se um dos pais trabalha fora e passa o dia em um lugar fechado com outras pessoas, estará colocando a babá em risco. Se a babá mora com outras pessoas, ou trabalha em outras casas, é preciso rastrear todos os contatos das pessoas com quem ela convive.
Dois dias antes de sentir os sintomas a pessoa já pode estar transmitindo o vírus pelo ar. Ou seja, nesse caso, pais e bebê são suspeitos de estarem contaminados.

O ABRAÇO

Passo para deixar um presente na portaria do meu filho. Ele me vê e, com os olhos lacrimejando, abre os braços e pede um abraço. Impossível recusar. Ele conta que testou negativo, mas está preocupado com a namorada internada há dois dias por complicações da doença.

Qualquer contato físico traz risco de contaminação.
Se a pessoa esteve em contato com um caso confirmado, ela deve se comportar como se tivesse sido infectada, independentemente de quantos testes negativos faça. Ou seja, o namorado deve ficar em absoluta quarentena por até 14 dias.

Os exemplos acima foram pinçados após entrevistas com especialistas. Foram usadas as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os meios de contágio. Esses órgãos consideram que o SARS-CoV-2 é transmitido principalmente por gotículas respiratórias entre pessoas que estão a cerca de um metro de distância entre elas. Mas podem haver variações nesses critérios. A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), por exemplo, recomenda distanciamento de dois metros, estimativa que se baseia em estudos sobre a distância percorrida por gotículas no ar.

O Sistema de Saúde do Reino Unido (NHS) usa critérios mais específicos para identificar contatos potencialmente contagiosos. São considerados suspeitos contatos de um metro de distância durante ao menos um minuto, e também a dois metros de distância, com duração de 15 minutos ou mais. Além disso, qualquer contato cara-a-cara é considerado passível de transmissão.

No Reino Unido também são rastreadas pessoas que tenham compartilhado teto, carro ou avião com um adoecido.

Esse tipo de contágio através de ambiente compartilhado geralmente ocorre por gotículas pequenas, também chamadas de aerossóis. Elas são tão pequenas que evaporam antes caírem no chão. Isso permite que o vírus permaneça suspenso no ar, principalmente se houver pouca ventilação.

O Ministério da Saúde considera que esse tipo de contágio, apesar de pouco comum, acontece quando pessoas infectadas permanecem dentro de um espaço fechado por períodos acima de 30 minutos. Em países onde há rastreamento de casos foi identificado o contágio por passageiros que compartilharam o mesmo ônibus e estavam sentados em poltronas distantes. Também há estudos que indicam contaminação generalizada em salas de reunião, igrejas e corais.

Em todas essas situações, o uso de máscaras reduz o risco, mas não o elimina. Por isso, a máscara “deve ser vista como uma proteção complementar, e não como um salvo conduto para se colocar em situações de risco”, alerta Ricardo Schnekenberg.

Há também outras abordagens para identificar situações de risco. O engenheiro biomédico Vitor Mori, pesquisador da Universidade de Vermont (EUA) e membro do Observátorio Covid-19 BR, chama a atenção para uma metodologia que leva em conta fatores como ventilação, ocupação, tempo de exposição e comportamento, em vez de apenas distância física entre as pessoas.

Segundo essa metodologia, elaborada por pesquisadores da Universidade de Oxford, o risco pode ser calculado assim:

E a transmissão por superfícies?

Tanto o Ministério da Saúde como outras entidades e estudos sugerem que a transmissão ocorre também por superfícies contaminadas, como a mão de outra pessoa ou objetos de uso comum, como maçanetas e talheres, entre outros. A contaminação ocorre quando a mão, após tocar essas superfícies, é levada à boca, olhos ou nariz. Por isso é recomendada a higiene frequente das mãos.

Embora possível, estudos indicam que esse tipo de via de contaminação é rara. Recentemente, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos atualizou suas recomendações sobre limpeza de superfícies, alegando que, embora possível, o risco desse tipo de contaminação ocorrer é baixo. Segundo o órgão, estudos indicam que a cada toque em superfície contaminada há uma chance em 10 mil de haver contaminação. Ou seja, o maior risco está no ar.

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Conheça a Trans Cabo Frio, trilha de 53km que vai cruzar a cidade de ponta a ponta

Circuito, que fará parte da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Percurso, já teve seu primeiro trecho inaugurado
Eduardo Maia
23/04/2021 - 04:30 / Atualizado em 23/04/2021 - 10:11
Com sete quilômetros, primeiro trecho da trilha Trans Cabo Frio foi inaugurado na região da Boca da Barra Foto: Divulgação
Com sete quilômetros, primeiro trecho da trilha Trans Cabo Frio foi inaugurado na região da Boca da Barra Foto: Divulgação

Caminhar por dunas, bosques, campos e restingas e aproveitar um dos cantos mais bonitos do litoral do estado do Rio de Janeiro. Esta é a proposta da Trans Cabo Frio, trilha projetada para cortar de ponta a ponta a cidade da Região dos Lagos, que teve seu primeiro trecho inaugurado no último domingo, 18 de abril. São os primeiros sete quilômetros de um  total de 53 quilômetros, e que pretendem integrar a Rede Brasileira de Trilhas de Longo Percurso.

Com conclusão prevista para o final deste ano, o percurso irá do limite com Arraial do Cabo, ao sul, até o limite com Barra de São João, distrito do município vizinho de Casimiro de Abreu, ao norte. Na maior parte passando próximo ao mar.

A primeira parte da trilha se chama oficialmente  Trecho 2, e se concentra numa região conhecida como Boca da Barra, parte do Parque Estadual da Costa do Sol Anita Mureb — a área de proteção abrange também os municípios de Araruama, Arraial do Cabo, Búzios, Saquarema e São Pedro da Aldeia.

Ela começa no bairro da Ogiva, ao lado do Hotel Porto Veleiro, e vai até a isolada Praia Brava, conhecido reduto de naturistas e surfistas na cidade. Ali, é possível fazer um desvio e pegar a trilha para o Farol da Lajinha, numa ponta no encontro entre o mar e o Canal de Itajuru, de onde se tem um dos visuais mais bonitos da cidade.

Praia Brava, uma das paradas do primeiro trecho da trilha Trans Cabo Frio, inaugurado em 18 de abril Foto: Divulgação
Praia Brava, uma das paradas do primeiro trecho da trilha Trans Cabo Frio, inaugurado em 18 de abril Foto: Divulgação

Seguindo pelo caminho principal, o visitante chegará à rochosa Ponta do Chapéu, de frente para as ilhas do município. A parada final é a Caverna dos Escravos, uma gruta de cerca de  50 metros de comprimento e três de altura, que, reza a lenda, serviu como abrigo para escravizados que fugiam de cativeiros.

Fora a subida para o Farol da Lajinha, considerada moderada, a trilha é majoritariamente plana e fácil. Os caminhos não são  novos, mas quem visitar a região agora notará a diferença, garante o secretário municipal de Turismo, Esporte e Lazer, Carlos Cunha.

— Essas trilhas já existiam, mas com pouca ou nenhuma estrutura. Agora, unificamos todas elas num só percurso bastante sinalizado, marcado por placas ao longo do caminho. Investimos também na tecnologia. Em cada placa, há um QR Code, que pode ser lido pelo celular do visitante e permitirá acesso a uma página no nosso site, com todas as informações. A partir do mês que vem, lançaremos um aplicativo para facilitar esse processo — conta o secretário.

De acordo com Cunha, a Trans Cabo Frio terá sete trechos no total. O próximo, de número 6, será inaugurado em 24 de junho e ligará a Fazenda Campos Novos à Escola Agrícola, em Tamoios, numa área mais distante do litoral, mas com outros atrativos.

— Nesse trecho teremos uma trilha sensorial, ou seja, o visitante não vai apenas passar pelo lugar, ele vai também poder vivenciar a natureza ao redor através do tato, do olfato e até do paladar. Haverá placas indicando os pontos em que se pode provar uma fruta ou tocar em uma planta, por exemplo — explicou.

O interior da Caverna dos Escravos, ponto final do primeiro trecho inaugurado da trilha Trans Cabo Frio Foto: Divulgação
O interior da Caverna dos Escravos, ponto final do primeiro trecho inaugurado da trilha Trans Cabo Frio Foto: Divulgação

O circuito para caminhadas em meio à natureza é uma das apostas da Prefeitura de Cabo Frio para fortalecer o ecoturismo, uma modalidade que passou a ser ainda mais valorizada com a pandemia. E fazer parte de um projeto maior, como a Rede Nacional de Trilhas de Longo Percurso, na visão de Cunha, é uma forma de atrair ainda mais visitantes para a cidade:

— Serão 53 quilômetros de trilha. Não dá para fazer tudo no mesmo dia. Então, a ideia é que as pessoas passem uma ou mais noites aqui, e aproveitem também nossos outros atrativos.

Um passo seguinte seria a ligação de Cabo Frio a municípios vizinhos através desse sistema de trilhas. Cunha, que considera o projeto benéfico para toda a Costa do Sol, diz que as conversas estão no começo. Búzios deverá ser a primeira cidade vizinha a se conectar a Cabo Frio, mas pelo roteiro de cicloturismo, um projeto que será lançado em 8 de maio, e que aproveitará alguns trechos da Trans Cabo Frio, como o da Boca da Barra.

O que é essa tal Rede Nacional de Trilhas?

Nascida em 2018, no ICMBio, a Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso é um projeto que tem como objetivo criar uma rota nacional de 10,5 mil quilômetros cobrindo todo o país, de Norte a Sul e de Leste a Oeste, passando pelos diversos biomas presentes no território nacional. Mas que possa ser “recortada” para ser feita em partes, nos moldes de circuitos que existem nos EUA e na Europa.

Alguns trajetos já existiam, e outros estão sendo adicionados. Ao todo, três mil quilômetros já podem ser explorados a pé ou de bicicleta no país. Um dos exemplos de sucesso é o Caminho de Cora Coralina, com 302 quilômetros, entre Goiás Velho e Corumbá de Goiás, passando por cinco unidades de conservação e sete cidades, implementado em 2018. Mais informações em redetrilhas.org.br.

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Fiocruz: Mortes de jovens entre 20 a 29 anos subiram 1.081% desde janeiro

Nenhuma outra faixa etária registrou um aumento tão acentuado nas mortes por covid-19 quanto os mais jovens - Jorge Hely/Framephoto/Estadão Conteúdo
Nenhuma outra faixa etária registrou um aumento tão acentuado nas mortes por covid-19 quanto os mais jovens Imagem: Jorge Hely/Framephoto/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

23/04/2021 15h53

Atualizada em 23/04/2021 16h01

Os números do último balanço divulgado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) confirmam: a pandemia está rejuvenescendo. Entre a semana epidemiológica (SE) 1 — 3 a 9 de janeiro — à semana epidemiológica 14 — 4 a 10 de abril —, as mortes por covid-19 entre os jovens de 20 a 29 anos aumentaram 1.081,82%, segundo o mais recente boletim do Observatório Fiocruz Covid-19.

Nenhuma outra faixa etária registrou um aumento tão acentuado nos óbitos quanto os mais jovens, mas algumas chegaram perto: é o caso dos grupos de 40 a 49 anos (933,33%), de 50 a 59 anos (845,21%) e de 30 a 39 anos (818,60%). A menor alta entre janeiro e abril ficou com os infectados de 60 a 69 anos — 571,52%.

Saúde lançará protocolo de remédios contra covid e cogita cloroquina

Já o aumento no número de casos foi mais severo nas faixas etárias de 40 a 49 anos (1.173,75%), de 30 a 39 anos (1.103,49%) e de 50 a 59 anos (1.082,69%). Os mais jovens (de 20 a 29 anos) ficaram por último, com alta de 745,67%, pouco abaixo do grupo de 60 a 69 anos (747,65%).

"O acometimento de casos graves, mesmo em populações mais jovens, mantém a pressão sobre serviços hospitalares, já sobrecarregados pela demanda de internação das semanas anteriores. Os recursos hospitalares, de insumos e de profissionais de saúde, se encontram em nível crítico, o que pode causar um aumento da desassistência de saúde, comprometendo, inclusive, o atendimento de outras doenças", alerta a Fiocruz.

Ocupação das UTIs

As taxas de ocupação de leitos públicos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) se mantêm, em geral, em níveis muito elevados, ainda de acordo com a Fiocruz. Dados obtidos em 19 de abril e comparados aos do último dia 12 indicam a saída do Amapá de zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário, onde já se encontravam Amazonas, Maranhão e Paraíba.

Único estado fora da zona de alerta, Roraima viu cair a ocupação de suas UTIs de 44% para 38% no período, enquanto os demais estados e o Distrito Federal permaneceram em alerta crítico. A maior queda, porém, foi registrada no Amapá: o estado registrava taxa de 68% em 19 de abril, 16 pontos percentuais abaixo dos níveis da semana anterior (84%).

Quinze UFs (Unidades da Federação) têm atualmente taxas de ocupação acima de 90%. São elas:

  • Mato Grosso do Sul: 100%
  • Distrito Federal: 98%
  • Ceará: 98%
  • Santa Catarina: 97%
  • Sergipe: 97%
  • Pernambuco: 97%
  • Mato Grosso: 96%
  • Rondônia: 94%
  • Acre: 94%
  • Paraná: 94%
  • Piauí: 94%
  • Tocantins: 93%
  • Rio Grande do Norte: 93%
  • Espírito Santo: 91%
  • Goiás: 90%

Outros sete estados registram ocupação de leitos entre 80% a 89%:

  • Minas Gerais: 89%
  • Rio de Janeiro: 86%
  • Alagoas: 83%
  • Rio Grande do Sul: 83%
  • São Paulo: 83%
  • Bahia: 82%
  • Pará: 80%

Quatro UFs têm taxa entre 63% e 78%: Maranhão (78%), Amazonas (73%), Amapá (68%) e Paraíba (63%). Roraima vem em último, com 38%.

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Sequelas da Covid aumentam risco de morte para recuperados, diz estudo

Nova avalanche da Covid-19 no Brasil preocupa autoridades médicas

Metrópoles - Um estudo sobre a Covid persistente, um dos termos que se refere aos sintomas que permanecem após a Covid-19, indica que pessoas que se curaram da doença têm 59% mais chances de morrer dentro de seis meses do que as pessoas que não foram contaminadas pelo coronavírus. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (22/4) na revista científica Nature.

Os pesquisadores identificaram diversas sequelas ocasionadas pela Covid-19 em recuperados, incluindo no sistema respiratório e no sistema nervoso, além de distúrbios neurocognitivos, de saúde mental, metabólicos, cardiovasculares e gastrointestinais.

Outros sintomas relatados pelos participantes foram mal-estar, fadiga, dores musculoesqueléticas e anemia. Os ex-pacientes afirmaram, ainda, que aumentaram o uso de analgésicos, antidepressivos, ansiolíticos, anti-hipertensivos e hipoglicemiantes orais.

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Queiroga diz que Bolsonaro "é o maior ativo do enfrentamento à pandemia"

Marcelo Queiroga

Fórum - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em tom bajulador, abandonou, definitivamente, o bom senso e rasgou elogios a Jair Bolsonaro, em entrevista publicada nesta sexta-feira (23), em O Globo.

“O presidente é excelente comunicador e tem uma maneira própria de se comunicar com a população brasileira. (…) Ele é excelente comunicador. O presidente é o maior ativo do enfrentamento à pandemia de Covid-19”, disse, por mais fora da realidade que pareça.

Bolsonaro, ao contrário, sempre se notabilizou por não ter a mínima capacidade de se comunicar civilizadamente, seja com a imprensa ou com “a população brasileira”.

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Resposta a Obama pelo ataque a Lula em livro

Por Inêz Oludé

Mister Obama, 

Não li seu livro, nem vou ler, me bastou ouvir a sua infame entrevista  a um certo Bial,personagem a serviço da Globo, para saber que seria perda de tempo,mas foi melhor ouvir isso do que ser surda. 

Não sei se é ignorante, ou finge ignorância sobre o Lawfare em curso no Brasil, para incriminar o presidente Lula,sem provas, a fim de eliminar sua candidatura  a presidente em 2 018. Existem fortes presunções que tenha sido programado desde Washington. 

Você usa de cinismo e hipocrisia,  acusando nossos países de ter “corrupção sistêmica” e omite o papel fundamental para que haja corrupção sistêmica: o EUA, o PAIS CORRUPTOR SISTÊMICO, que corrompe o mundo inteiro. 

Você não passa de um sem-vergonha que fez escutas ilegais contra Dilma Roussef, apadrinhou o golpe contra nossa democracia contra uma presidenta honesta, eleita por 54 milhões de votos, sem crime, que ficou na história como “o dia da vergonha nacional”. 

Neste dia da infâmia, o atual presidente Bolsonaro, então deputado, homenageou com seu voto, o torturador - estuprador Brilhante Ustra, que havia torturado Dilma Rousseff. Ustra,  fez o trabalho sujo da guerra fria, promovido pela “democracia americana” que apadrinhou  ditaduras sanguinárias ao redor do mundo. No Brasil, promoveram   o golpe de 64. (veja documento sigiloso, sobre tortura, que Biden entregou à Dilma Rousseff) 

Os EUA, sistematizaram, através da Lava Jato, a destruição completa do Brasil, em conluio com o ex. juiz ladrão Sérgio Moro desde 2009. O ex. ministro que fechou os olhos para a corrupção do governo Bolsonaro, recebeu 2.5 Milhões dos EUA como recompensa a fim de criar uma associação lucrativa,dirigida pelo procurador do Power Point, Deltan Dallagnol, com fins de lançar a candidatura do ex  juiz Moro  a presidente em 2022 e do procurador Dallagnol, senador. Os negócios espúrios dos EUA, com a Lava Jato,(veja a Vaza Jato, Intercept), existem não se sabem desde quando, isso ainda deve ser esclarecido. Lula ganhou na justiça o direito de consultar os documentos, que o incriminaram sem provas. Saberemos em breve . 

As prática sistemáticas de extorsão e destruição de nossas empresas, prisões de seus diretores, muitas vezes sem provas, por simples delação. Podem ser classificadas de corrupção sistêmica? Sim, e o Brasil não é o único, estas práticas são aplicadas ao redor do mundo com aliados neo -nazistas com sucesso, há décadas: Honduras, Chile, Argentina,  Uruguai, Brasil, Colômbia,  Oriente Médio, Ucrânia, Asia, Africa...

Você é a cara do seu país e vice-versa:

Você, cooperava com a Lava Jato, enquanto dizia que Lula era “ o cara”, para sistematizar o lawfare,  que resultou  na prisão dele, por não ter se dobrado aos seus apetites neo coloniais e pretensões de fazer da América Latina, sua latrina. Lamentavel.

Trump, outro que  é cara do seu país,( o diabo que o carregue), através de Steve Bannon, o famigerado extremista de direita, ajudou  na eleição de um fascista, corrupto, ladrão, incompetente, mas vira latas que abana o rabinho para o império,  como presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

O clã Bolsonaro, é o símbolo dessa corrupção sistêmica no Brasil  sustentada pelos EUA, que você tanto moraliza: o parasita corrompe, apodrece e rouba o estado brasileiro há 3O anos com sua gang familiar somando 102 membros  e dezenas de milicianos assassinos, seus funcionários fantasmas e laranjas. O que você disse sobre Lula, corresponde ao filho 04 de Bolsonaro, Flávio, grande “amigo” de Trump e Steve Bannon, o poderoso chefão da gang familiar e miciana, que abriga a maior quantidade de membros (102) envolvidos na RACHADINHA (corrupção sistêmica, de peculato, roubo, lavagem de dinheiro) sem precedentes na história do Brasil.

Espero que Lula vai nos lavar a honra e lhe meter um processo, mesmo que simbólico,  na justiça americana, (no Brasil já não funciona, graças à Lava Jato e a  você), por difamação, destruição de imagem pública e ofensa a um povo amigo. Sim, amigo, apesar de tudo e apesar dos governos atuais, que à diferença de Lula, são mais do que  aliados dos EUA : um bando de viras latas subservientes, rastejantes, de tradição golpista, desde às FFAA, en passant pelo Congresso judiciário com tudo, e à mídia hegemônica,  ao presidente Bolsonaro.

O governo Bolsonaro, à diferença de Lula, é o ideal para os EUA: traidores da pátria, vendidos submissos… que lhes entregam nossas riquezas a preço de banana. Mas cuidado par não perder a presa, ele deu de flertar com Putin, por causa de elogios à sua "masculinidade". Putin é inteligente e quem encontra besta não compra cavalo.

Graças a você, Trump e Biden, nossas riquezas vão fazer a falida América” Grate egain!

Pode ir moralizar na casa da Pluta madre que lhe pariu! Bastard.

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