MONSTROS
"Vamos virar essa página. Faz outro filho". Do padrasto Jairinho para o pai de Henry.

Dói escrever sobre o Mal. Personificado num padrasto e numa mãe, brancos, ricos, bonitos e de olhos verdes. O que faz um monstro como esse Dr. Jairinho espancar até a morte seu enteado de 4 anos, com pouco mais de 1 metro de altura e pesando 20 quilos? Covarde. Cínico. O pai de Henry, Leniel Borel, chorava na emergência do hospital, onde o garoto chegou morto de madrugada, quando ouviu palavras de consolo de Jairinho: “Vida que segue, vamos virar essa página, faça outro filho”.
Vereador e médico. Nomeado para o Conselho de Ética da Câmara três dias após a morte do menino. Com histórias anteriores de agressões a mulheres e crianças, agora reveladas. Uma caiu da rede, outra foi afundada na piscina, ele subiu na barriga de mais uma, torceu o braço de outra e tem a que quebrou a perna num passeio. Crianças vomitavam ao ver Jairinho. Mulheres tinham medo de denunciar, por seu poder. A ex-esposa Ana Carolina, que teve dois filhos com Jairinho, comprovou na delegacia lesões em seu corpo, mas depois retirou a denúncia. Vizinhos relataram gritos semanais de socorro. Eu desejaria prisão perpétua se houvesse.
O que faz uma mãe como Monique, professora que ganhou um cargo no Tribunal de Contas ao ir morar com o vereador, ser cúmplice desse crime abjeto? Ela sabia das agressões ao filho. A babá Thayná relatou tudo no dia 12 de fevereiro. Do quarto fechado, na companhia apenas do padrasto e na ausência de Monique, o menino saiu mancando, com dor na cabeça. “(Jairinho) deu uma banda, chutou ele, falou que ele perturba a mãe, se contar vai pegar ele”. O delegado Henrique Damasceno disse que Monique tinha obrigação não só moral, mas legal de denunciar as torturas a seu filho ou afastar o agressor. Pela lei, tinha de protegê-lo. Ela cogitou instalar uma microcâmera na conversa com a babá. Nada fez.
Monique mentiu em quatro horas de depoimento, disse que a família era harmoniosa e que o filho caiu da cama, estava com os olhos revirados, sem respirar direito, foi acidente doméstico. Não sei se Monique agora vai alegar que Jairinho tinha dado a ela um comprimido para dormir. Não sei se escutou a sessão fatal de espancamentos na madrugada de 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Só ouvimos dizer que Monique foi a um salão de beleza fazer manicure, pedicure e escova, por R$ 240, no dia seguinte à morte do filho. Escondeu-se por fim com Jairinho na casa de uma tia do companheiro, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, num endereço fora dos autos, desconhecido dos policiais. Ao serem presos, ela e Jairinho tentaram jogar pela janela seus celulares.
Dr. Jairinho era vereador em quinto mandato pelo Solidariedade (quanta ironia). O partido já o afastou. Ele tentou de tudo, como um mau político, para se safar das apurações da polícia. Filho de coronel PM e deputado estadual, ligou para o governador Cláudio Castro. Em vão. A prisão aconteceu depois de investigação aparentemente irretocável. Perícia em 11 telefones apreendidos. Dezoito depoimentos. Simulação do crime. Ainda está em curso o inquérito, mas a polícia não tem dúvidas sobre o autor do homicídio duplamente qualificado.
Uma evidência, além das mensagens da babá e dos testemunhos das ex, é a pressa do vereador em conversa com alto executivo da Saúde, após várias ligações de madrugada, para evitar o laudo do IML: “Agiliza ou eu agilizo o óbito? Vê se alguém dá o atestado para a gente levar o corpinho. Virar essa página”. A obsessão de Jairinho é essa. Virar a página.
A violência contra crianças – e idosos – em casa é mais comum do que se pode imaginar. É muita crueldade. Piorou na pandemia, devido ao confinamento. Por que vizinhos escutam gritos de socorro e nada fazem? Por que Henry precisou morrer para que um torturador serial de mulheres e crianças fosse preso? Mulheres e mães costumam, sim, proteger seus companheiros, mesmo quando são vítimas. Infelizmente. E mulheres e mães também podem espancar e matar, embora seja um fenômeno mais raro que a violência masculina.
A Justiça agora proibiu a pastora Flordelis de sair de casa à noite. Ah, bem! De dia, pode. Acusada de tramar o assassinato do marido e pastor Anderson, com fartura de provas, continua a ser deputada federal e ganhando tudo a que (não) tem direito. Desligou sua tornozeleira eletrônica em março oito vezes, uma delas por 13 horas. O delegado Henrique Damasceno, da 16a DP, na Barra da Tijuca, é muito mais competente do que a Câmara em Brasília, que não afastou a pastora e cantora gospel nem por “quebra de decoro”. Senhores deputados, tomem vergonha e cassem Flordelis.
Brasil bate novo recorde e registra 4.249 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas

247 - O Brasil segue vendo a situação da pandemia piorar cada vez mais em seu território. Nas últimas 24 horas, foram registradas 4.249 mortes por Covid-19, o que significa um novo recorde de mortes diárias pela doença no país.
Ainda de acordo com os dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) nesta quinta-feira (8), o país totaliza 345.025 óbitos em decorrência do coronavírus.
Foram contabilizados desde o início da pandemia 13.279. 857 casos de Covid-19 entre os brasileiros.
Bolsonaro chama Doria de vagabundo e governador fala em aplicar vacina contra a raiva

247 - Após a veiculação na imprensa de que Jair Bolsonaro, em jantar com empresários, chamou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de "vagabundo", o tucano deu uma invertida no chefe do governo federal pelo Twitter.
Resgatando o meme do "vou te vacinar", em que brinca que vacinará toda a população contra a Covid-19, o governador de São Paulo lembrou Bolsonaro que o Instituto Butantan é também um importante produtor de vacina contra raiva.
Doria então afirmou que imunizará Bolsonaro com antirrábica, a vacina contra o vírus da raiva. "Calma, Jair Bolsonaro. Além da CoronaVac, o Butantan é especialista na antirrábica. Fique tranquilo, vou te vacinar", escreveu Doria no Twitter.
A lumpen burguesia segue com o genocida - Emir Sader
Por Emir Sader

Por Emir Sader
Uma reunião no Jardim Europa, no centro mais rico de São Paulo, se reuniu com Bolsonaro, no mesmo momento em que se dão quase 4 mil mortos diários pela criminosa postura do governo, para consagrar seu apoio ao genocida. O tema central, segundo os relatos da mídia, foi a necessidade de maior ação do governo diante da matança que a Covid-19 provoca entre os brasileiros.
O genocida teria dito que faz tudo o que pode, que o governo age na medida do possível, e se comprometeu a fazer um pouco mais. E tudo ficou por isso. Um personagem da reunião filtrou para um meio de imprensa, acredite se quiser e lhe convier, que o genocida teria sido “ovacionado”.
Como quer que tenha sido, os empresários presentes reiteraram seu apoio ao genocida. Estavam presentes na casa de Washington Cinel, da empresa de segurança Cocil, os empresários Rubens Ometto, da Cosan, Claudio Lottemberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil, André Esteves, do BTG Pactual, Alberto Saraiva, do Habib’s, João Camargo, do grupo Alpha, Luiz Carlos Trabucco Cappi, do Bradesco, David Safra, do Banco Safra, Flavio Rocha, da Riachuelo e Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
Como ninguém pode acreditar nas palavras do genocida, de que ele e seu governo estão fazendo tudo o que podem diante da pandemia, é preciso descobrir as razões verdadeiras do apoio de setores do empresariado ao genocida. Todos esses empresários pertencem ao que podemos chamar de lumpen burguesia, os que não tem nenhum vínculo com o Brasil, menos ainda com seu povo. Os que não tem nenhum compromisso com a democracia, nem com a defesa da vida da população brasileira, que sofre com a fome e o vírus.
São empresários cuja pátria é o seu capital, em função da qual vivem, de costas para o país, para o seu povo, para os sofrimentos dos brasileiros. Se reuniram com o genocida em pleno auge das mortes pela pandemia, supostamente para pressionar por mais providências do governo. Mas sabem, em sã consciência, que o genocida não faz nada, que não quer fazer nada, que está contra a vacinação, contra as máscaras e o álcool gel, que ele promove aglomerações e sua estratégia genocida promove o sofrimento e as desgraças do povo.
Mas promoveram a reunião numa mansão digna das suas fortunas, só empresário selecionado, podres de ricos, alguns deles pilhados publicamente em atitudes coniventes com o genocida – como os da Riachuelo e do Habib’s, entre outros. Mas os une a fortuna e o desespero de que o Lula volte a presidir o Brasil. Seu medo não é da pandemia descontrolada, das mortes e dos sofrimentos das pessoas. É o medo do Lula e dos riscos que, segundo eles, suas fortunas e seus privilégios estariam correndo.
Seu temor não está vinculado aos temores do país e dos brasileiros. Que não temem o governo do Lula, porque o viveram, se beneficiaram dos direitos que conquistaram e preferem que ele volte a ser presidente do Brasil.
Essa lumpen burguesia vive na esfera da especulação financeira e não no mundo trabalho. Estão de olho na taxa de juros e não na taxa de desemprego. Se preocupam com a livre circulação de capital e não com a fome e a miséria.
É lógico que estejam com o genocida e se desesperem com a possibilidade de ele não seguir no governo. Aqueles que se perguntam quem pode ainda estar com esse governo genocida, agora tem a resposta, com nomes, sobrenomes e empresas. São a lumpen burguesia – embora haja muita outra gente que também ainda esteja.
A lumpen burguesia segue com o genocida. Não importa quantos morram diariamente, de fome e de falta de oxigênio, na fila do auxílio e na fila dos hospitais. São empresários cuja pátria é sua fortuna seu dinheiro, seu capital.
Bolsonaro guerreia com moinhos de vento e ameaça população com Forças Armadas - Denise Assis
Por Denise Assis

Por Denise Assis, do Jornalistas pela Democracia
Depois de se reunir com cerca de 20 empresários na noite de ontem, em São Paulo, Bolsonaro esteve na manhã desta quinta-feira (08/04) com generais recém-promovidos. A movimentação dele tem a ver com os números da recente pesquisa XP-Ipespe, em que aparece tecnicamente empatado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com indicações de que no segundo turno da eleição de 2022 ele perderia para Lula. A mesma pesquisa aponta que 60% dos entrevistados consideram ruim ou péssimo o seu desempenho à frente do combate à pandemia que já matou 340 mil pessoas no país. Aos generais, disse que o país vive fase “um tanto ou quanto imprecisa”, e por isto precisaria da “estabilidade” que as Forças Armadas representam para a nação, atuando dentro dos limites “das quatro linhas da Constituição”. Atuação, esta, que traduziu em um pedido de um “plano de contingência”.
Os empresários que jantaram com Bolsonaro, ontem (07/04), pertencem basicamente ao ramo de investidoras, bancos e área de segurança, segmentos tradicionalmente reacionários, que aumentaram seus lucros na pandemia. Negócios próximos ao ministro da economia Paulo Guedes, em situação fragilizada graças aos ínfimos resultados que vem obtendo e principalmente aos erros apresentados no orçamento, de onde foram retirados R$ 26 bilhões, de despesas obrigatórias, a serem destinados a emendas parlamentares.
Não é de se admirar que Bolsonaro e Paulo Guedes saíssem do jantar – onde não se usou máscaras – aplaudidos e incensados. Ambos representam a continuidade de lucros para estes setores específicos, que pouco ou nada têm a ver com o bem-estar da população. Distantes do populacho, caminhando por alamedas de belo jardim, fica mesmo impossível tratar de “intubados” e miseráveis. Melhor acenar com apoio ao que está “dando certo” do ponto de vista desses senhores.
Com a autoestima elevada pela bajulação de ontem, e ciente de que a movimentação de militares, num país traumatizado por uma ditadura que oprimiu o povo brasileiro por mais de 20 anos, assusta, Bolsonaro hoje encena mais uma de suas pantomimas. Solicita aos generais de plantão o tal plano contra possíveis “distúrbios sociais”. É bom que estejamos todos cientes e preparados para o fato de que se estes “distúrbios sociais” acontecerem, estarão obedecendo a um script que está apenas na cabeça de Bolsonaro.
Não existe organização no campo progressista que leve a uma situação de conflito. Os que têm consciência da dramaticidade do momento estão em casa, cuidando da própria saúde e de proteger suas famílias do risco do vírus de quem o Estado não os protege. Os que não têm o que comer, estão enfrentando filas, sob o risco de contágio, para buscar alimentos em centros de doações, que compensem a miséria de auxílio que seu governo destinou aos que não têm como ganhar a vida para colocar comida na mesa.
Mais uma vez, Bolsonaro usa o Exército como “fantasma” para assustar e oprimir a população, já apavorada diante da iminência da morte. Cria uma fake news perigosa, prevendo distúrbios, revoltas e inimigos imaginários tais como os moinhos de vento que Cervantes idealizou, para guerrear com o seu cavaleiro andante, D. Quixote. E, mais uma vez apropriou-se do que não é seu. O Exército, de onde saiu escorraçado, com a patente de capitão, tendo que negociar a “não expulsão”, dado que foi um “mau militar”, na definição dos seus superiores.
“O nosso Exército, tradição, o nosso Exército de respeito, de orgulho, bem como reconhecido por toda nossa população, representa para o nosso Brasil uma estabilidade. Nós atuamos dentro das quatro linhas da nossa Constituição. Devemos e sempre agiremos assim. Por outro lado, não podemos admitir quem, porventura queira sair deste balizamento”, discursou, complementando que o país vive “uma fase um tanto ou quanto imprecisa”.
Imprecisa foi a sua fala. Impreciso são os números de mortos que o seu governo apresenta, subnotificados, para escamotear a sua incapacidade de gerir o drama nacional, a onda de reprodução de novas cepas, a deficiência dos hospitais públicos e privados, que já não dão conta de atender ao surto de Covid-19 que ele deixou explodir.
Por fim, arrematou sua fala com o discurso precário, cantochão, com cara de capa de caderno de aula de Moral e Cívica, que é o máximo que sabe fazer: “Mas temos a certeza de que, pelo nosso compromisso e tradição, sempre teremos como lema a nossa bandeira verde e amarela, e a perfeita sintonia com os desejos da nossa população.” E prosseguiu, delirante, prevendo distúrbios que poderiam ocorrer não apenas por “necessidade” (devido ao agravamento da situação econômica), mas também por “maldade”.
O que a população deseja, e fica cada vez mais claro para todos é um só gesto: fora Bolsonaro! Não temos medo dos fantasmas que você tenta nos impingir, você, sim, com a sua maldade. O Exército que você chama de “seu”, jamais vai se colocar contra um povo pobre, faminto, doente. Resta dignidade no comando das Forças Armadas para entender que a hora é de assistir, acolher, e não matar e reprimir. Este serviço sujo você já faz. Resta aos que juraram amor à pátria, cujo nome você usa em vão, proteger os brasileiros, jogados à própria sorte pelo seu governo.
Estamos aquém da idade média tomados por charlatães da fé e milicianos - Mirela Filgueiras
Por Mirela Filgueiras
Em seu voto contra a liberação de cultos presenciais durante a pandemia, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, lembrou um fato histórico que deveria nos deixar constrangidos e extremamente preocupados: "Mesmo na Idade Média os grandes líderes religiosos defenderam, no momento das pandemias, o fechamento de igrejas. A necessidade de isolamento. [...] No século XIV, na peste bubônica, que matou entre 30 e 60% da população europeia, os padres fecharam suas igrejas para que não houvesse aglomerações" (BRASIL247, 2021, on-line)
No mesmo dia, quinta (08) o Brasil, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é o líder em número de mortes diárias e em novas contaminações no mundo, registrou 4.249 mortes em 24 horas totalizando 345.025 óbitos.
Os charlatães terrivelmente evangélicos estão nos fazendo regredir seis séculos. Tudo pelo dinheiro. Mas, porque a maioria dos cristãos não se dão conta disso? Por que é tão difícil perceber o charlatanismo, a avareza e o cinismo desses vendilhões do templo? A cretinice de certos religiosos é tão óbvia que chega a serem patéticas as artimanhas utilizadas para enganar adultos. De feijões mágicos à políticos milicianos fazendo discursos em nome de Deus.
Dr. Jairinho, Flordelis e familícia Bolsonaro
Usarei essa tríade da bandidagem para exemplificar a nefasta relação entre neopentecostais, milícia e política. O que todos têm em comum? O discurso religioso, a fachada de fiéis defensores da família, da moral e dos bons costumes, o bolsonarismo... e a milícia, é claro!
O vereador, Dr. Jairinho (ex-solidariedade/RJ) foi preso, também nesta quinta (08), acusado de ter torturado e assassinado, há um mês, o enteado, Henry Borel, de quatro anos de idade.
Jairo Souza Santos Junior, que estava no seu quinto mandato de vereador, é filho do coronel Jairo (PSC/RJ), eleito deputado estadual quatro vezes (2002 a 2018). O ex-PM e ex-detento da operação Furna da Onça é acusado de ser um dos líderes da maior milícia do Rio de Janeiro, a “Liga da Justiça”, atual "Bonde do Ecko" que domina quase 60% da capital fluminense. Pai e filho também foram investigados pela tortura sofrida por uma equipe de reportagem do jornal “O Dia” na Favela do Batan, na Zona Oeste carioca.
A deputada federal Flordelis (PSD/RJ) é acusada de mandar os filhos matarem o então marido, Anderson do Carmo, em 2019. O motivo seria disputa por poder e dinheiro no Ministério Flordelis, nome da igreja que ambos fundaram.
O portal G1 publicou em 25/08/2020 uma troca de mensagens que a pastora Flordelis teve com o seu então advogado Fabiano Migueis, em 2019. “Na ocasião, Fabiano se mostrou preocupado com a transferência de Lucas Cezar dos Santos, filho da pastora, para um presídio com detentos da facção criminosa Comando Vermelho. Atualmente, Lucas está em Bangu 9, unidade onde estão milicianos, policiais e ex-policiais.” (FREIRE; SANTOS; MARTINS, 2020, on-line).
Bangu, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, é reduto político de Dr. Jairinho e de seu pai.
E o que dizer da familícia? Vou aqui lembrar: quem mandou matar Marielle Franco? Já são três anos, completados mês passado, sem resposta! Até quando?
Lembro também do que disse o então ministro da Segurança Pública, Raul Jugmann, que em 2018, afirmou ter certeza do participação de pessoas poderosas nas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Segundo Jugmann “existiria uma grande articulação envolvendo agentes públicos, milicianos e políticos, em um esquema muito poderoso que não teria interesse na elucidação do caso Marielle. Até porque estariam envolvidos neste processo. Se não tanto na qualidade daqueles que executaram, na qualidade de mandantes” (AGÊNCIA BRASIL, 2018, ON-LINE)
Uma matéria da CNN chilena insinuou, em 2019, o que pairava no ar desde a fala de Jugmann: que a família Bolsonaro estaria envolvida no assassinato de Marielle Franco. A matéria Todas las pistas que llevarían a Bolsonaro: Justicia brasileña aún no aclara quién mandó a matar a Marielle Franco (Todas as pistas que levariam a Bolsonaro: justiça brasileira ainda não esclarece quem mandou matar Marielle Franco) elenca cinco fatos que comprometem Bolsonaro, são eles: 1. El asesino vivía en el mismo condominio que Bolsonaro (O assassino morava no mesmo condomínio que Bolsonaro); 2. La hija del asesino fue novia de un hijo de Bolsonaro (A filha do assassino era a namorada de um filho de Bolsonaro); 3. El que conducía el auto tenía una foto con Bolsonaro (Aquele que estava dirigindo o carro tinha uma foto com Bolsonaro); 4. El jefe de la milicia trabajaba para el hijo de Bolsonaro (O chefe da milícia trabalhou para o filho de Bolsonaro) e 5. El problema de las milicias (O problema das milícias).
Referências:
AGÊNCIA BRASIL Jungmann: envolvimento de poderosos na morte de Marielle é certeza. Disponível em: < https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2018-11/jungmann-envolvimento-de-poderosos-na-morte-de-marielle-e-certeza>. Acesso em: 08 abr. 2021
BRASIL247. Alexandre de Moraes vota contra cultos presenciais: 'até na Idade Média religiosos fechavam igrejas em pandemias' Disponível em: < https://www.brasil247.com/brasil/alexandre-de-moraes-rebate-kassio-ate-na-idade-media-religiosos-fechavam-igrejas-em-pandemias>. Acesso em: 08 abr. 2021
BRASIL247. Brasil bate novo recorde e registra 4.249 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. Disponível em: <https://www.brasil247.com/coronavirus/brasil-bate-novo-recorde-e-registra-4-249-mortes-por-covid-19-nas-ultimas-24-horas >. Acesso em: 08 abr. 2021
CNN CHILE. Todas las pistas que llevarían a Bolsonaro: Justicia brasileña aún no aclara quién mandó a matar a Marielle Franco. Disponível em: < https://www.cnnchile.com/mundo/caso-marielle-franco-jair-bolsonaro_20190315/>. Acesso em: 08 abr. 2021
FREIRE, Felipe; SANTOS, Guilherme; MARTINS, Marco Antônio. Flordelis forjou tentativa de extorsão com telefone que estava em nome de preso, diz polícia. Disponível em: <https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/08/25/flordelis-forjou-tentativa-de-extorsao-usando-telefone-de-preso-por-trafico-internacional-de-drogas-diz-policia.ghtml>. Acesso em: 08 abr. 2021
REDAÇÃO RBA. OMS aponta Brasil como atual líder de mortes pela covid-19 no mundo. Disponível em: <https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2021/03/oms-brasil-lidera-mortes-covid-19/>. Acesso em: 08 abr. 2021
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Eis que o Brasil está chegando à Idade Média - Marco Mondaini
Por Marco Mondaini
O Brasil não teve uma Idade Média, mas, no dia 7 de abril de 2021, deu um passo simbólico importante na sua direção, no decorrer do julgamento sobre a liberação dos cultos religiosos durante a pandemia da covid-19 pelo Supremo Tribunal Federal.
Em meio a citações de Santo Agostinho e São Tomás de Aquino e leituras de provérbios e versículos bíblicos, alguns dos quais com tons ameaçadores, podemos acompanhar uma retórica argumentativa característica da pré-modernidade. Advogado-Geral da União, Procurador-Geral da República e uma plêiade de advogados de associações religiosas fizeram desfilar, no mais elevado tribunal constitucional do país, um número muito maior de referências ao texto bíblico do que à Constituição Federal de 1988.
A propósito, um dos advogados que teve direito à voz na condição de amicus curiae não se fez de rogado ao defender a ideia de que a Bíblia deve ser considerada um texto legal para a nação brasileira tal qual a Constituição de 1988; outro falou da força do sangue de Cristo.
Porém, de todos os inúmeros fantasmas medievais de natureza confessional que perambularam no plenário eletrônico do Supremo Tribunal Federal, nenhum foi mais assustador que aquele representado pelo ex-Ministro da Justiça e atual Advogado-Geral da União, André Mendonça, quando afirmou que os cristãos “estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião”.
Não obstante o fato de o colegiado do STF ter formado uma maioria favorável à prevalência do “direito coletivo à vida e à saúde” sobre “o direito individual ao culto religioso no templo”, no período excepcionalmente vivido de uma pandemia que já superou a barreira dos 4 mil mortos diários, não podemos deixar de observar no julgamento em questão as expressões mais claras dos riscos concretos e explícitos que ameaçam o caráter laico e republicano do Estado brasileiro.
Ainda há tempo de não chegarmos ao Medievo, mas estamos atrasados.
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Verdades expõem mentiras dos EUA sobre defesa dos direitos humanos
Comentário da Rádio Internacional da China expõe as mentiras dos EUA, o chamado "defensor dos direitos humanos".

247 - Dias atrás, os Estados Unidos elaboraram o chamado Relatório de 2020 sobre Direitos Humanos com base em boatos e materiais fabricados e, como de costume, vêm manchando e apontando dedos para a situação dos direitos humanos em outros países. No entanto, os próprios EUA têm um monte de problemas nesta área, ressalta a Rádio Internacional da China em comentário.
Desordem democrática
A desordem no sistema democrático levou ao caos político que, por sua vez, dilacerou a sociedade americana. A “política do dinheiro” distorceu a opinião pública e transformou as eleições em uma “performance solo” para a classe rica. O The Wall Street Journal comentou no seu site em 9 de novembro passado que nas eleições de 2020, a confiança dos cidadãos na democracia do próprio país caiu para o mínimo nos últimos 20 anos.
Problema de racismo
As comunidades minoritárias nos Estados Unidos sofrem de discriminação racial sistemática e se encontram em uma situação difícil. O caso da morte do afro-americano George Floyd por um policial branco foi ao tribunal para julgamento em 29 de março.
O jornal Boston Globe lamentou que Shovan (o policial branco suspeito de matar Floyd) não será o único réu no tribunal, pois os próprios Estados Unidos também serão levados ao julgamento. Estatísticas federais do país mostram que jovens afro-americanos têm 21 vezes mais probabilidade de serem baleados pela polícia do que jovens brancos. As populações de origem asiática e latino-americana também são vítimas da discriminação racial por longo tempo.
Epidemia sem controle
Com menos de 5% da população global, os Estados Unidos registraram até agora mais de 25% do número mundial de casos confirmados de Covid-19, e quase 20% da totalidade global. Mais de 550 mil norte-americanos perderam suas preciosas vidas.
Violação das regras internacionais
Retirar-se flagrantemente da Organização Mundial da Saúde, abandonar o Acordo de Paris, ameaçar instituições internacionais com comportamento de bullying, impor sanções unilaterais, perdoar criminosos de guerra que massacram civis em outros países, entre outras violações.
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CPI da Covid: Reinaldo cobra punição pela queda de 25 Boeings por dia
"Para que Congresso e Supremo não se tornem cúmplices do morticínio em massa e para que eventuais responsáveis paguem pela tragédia", diz ele

247 – "A loucura, a paranoia e a incompetência derrubam 25 Boeings 737 por dia no país. A CPI da Covid-19 no Senado não é só uma imposição constitucional. Passou a ser uma obrigação moral. Agiu com acerto o ministro Luís Roberto Barroso ao determinar a sua instalação. Manda cumprir o que está na Carta", escreveu o jornalista Reinaldo Azevedo, em sua coluna.
"Cumpra-se o que dispõem a Constituição e a jurisprudência do Supremo.
Foi o que fez Barroso.
CPI já! Para que Congresso e Supremo não se tornem cúmplices do morticínio em massa e para que eventuais responsáveis paguem pela tragédia.
Ou será que a queda — trágica, mas felizmente rara — de um avião comove, mas a de 25 por dia anestesia o espírito?", questiona.
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O 'aplauso necrófilo' dos empresários | Vera Magalhães - O Globo

Já estava com este texto em produção quando tomei conhecimento da duríssima, mas irretocável, mensagem que o ex-decano do STF Celso de Mello enviou a um grupo de amigos no momento em que seu substituto na cadeira, Nunes Marques, presta homenagem ao negacionismo votando pela liberação de cultos e missas quando contamos mais de 345 mil mortos.
Mello cumpria uma quarentena silente desde novembro. Mas, quando falou, deu nome às coisas. “Hoje, em nosso país, o presidente da República (que julga ser um monarca absolutista ou um contraditório ‘monarca presidencial’) tornou-se, com justa razão, o Sumo Sacerdote que desconhece tanto o valor e a primazia da vida quanto o seu dever ético de celebrá-la incondicionalmente!!! A sua arbitrária recusa em decretar o ‘lockdown’ nacional (como ocorreu em países de inegável avanço civilizatório) equivale a um repulsivo e horrendo ‘grito necrófilo’ ”, escreveu.
O “grito necrófilo” de Jair Bolsonaro, explicou no texto, é uma referência ao “grito que teria sido proferido pelo conflito entre Miguel de Unamuno, reitor da Universidade de Salamanca no início da Guerra Civil espanhola, em 1936, e o general Millán Astray, que, seguidor falangista fiel ao autocrata Francisco Franco, “Caudilho de Espanha”, lançou o grito terrível: “¡Viva la muerte; abajo la inteligencia’!”.
Na noite anterior, em São Paulo, dezenas de empresários de vários setores se reuniram com Bolsonaro, ministros e até o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para um convescote com direito a comes, bebes, perdigotos, falta de máscaras, xingamentos ao governador do estado, felicitações e… ovação!
O que aplaudem os endinheirados do Brasil, o pior país no trato da pandemia, aquele que virou razão de comiseração global e repulsa externa? A quem ovacionam? Ao governante que chama de “vagabundo” o governador do estado que, até aqui, forneceu 80% das vacinas usadas para imunizar apenas 10% da população brasileira?
O que celebram? A iminência da falta de oxigênio nos hospitais? Aliás, o que fazia, numa aglomeração realizada em desacordo com as restrições impostas pela fase emergencial do Plano São Paulo, o médico Claudio Lottenberg, presidente do conselho do Hospital Israelita Albert Einstein, hospital que vive o mesmo flagelo de superlotação e esgotamento das equipes de toda a rede hospitalar do país?
O aplauso a Bolsonaro parte dos mesmos que salivam por um projeto torpe, que permite a empresas com conexões com laboratórios furar a fila da vacinação e fazer letra morta do Plano Nacional de Imunização, numa percepção tão mesquinha quanto burra de que, assim, poderão retomar a produção de suas empresas e a “vida normal”, quando qualquer um que se informe minimamente sobre a pandemia sabe que, para isso, é necessário vacinar mais de 70% da população e fazer o vírus deixar de circular da forma descontrolada como está circulando.
Os nababos reunidos sem máscara em torno de copos e pratos ouviram o presidente reiterar sua cantilena contra distanciamento social e saíram do encontro se dizendo “esperançosos”, “tranquilos”.
Como podem estar tranquilos diante do aumento gritante da miséria e da fome? Da iminência de que a produção de vacinas pelo Butantan seja paralisada, sem que as outras prometidas pelo homenageado estejam chegando? Da falta de insumos básicos nos hospitais? De oxigênio?
Enquanto parte da elite empresarial brasileira aceitar servir de figurante para campanha eleitoral antecipada no momento de maior gravidade da História do Brasil desde a redemocratização, continuaremos ouvindo o grito necrófilo que o ministro Celso de Mello tão brilhante e tristemente nomeou.
E é um urro grotesco e desrespeitoso com o luto de milhões.
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Para ministros do STF, Bolsonaro ‘passou dos limites’ em ataque a Barroso | Bela Megale - O Globo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, conversou com os demais ministros da corte antes de emitir uma nota em resposta às ofensas que Jair Bolsonaro fez a Luís Roberto Barroso. A avaliação de magistrados da corte é a de que o presidente da República “passou do limite” nos ataques que proferiu contra Barroso. A nota seria um meio de encerrar a discussão. Em conversa com apoiadores nesta manhã, Bolsonaro acusou o ministro de fazer “ativismo judicial”, disse que "falta coragem moral" a Barroso e que o magistrado faz "politicalha".
Na manifestação emitida pelo STF após o ataque, o tribunal defende a decisão de Barroso de determinar a abertura da CPI da Pandemia pelo Senado e afirma que os ministros seguem a Constituição.
O foco dos ministros do STF de agora em diante é a análise do caso no plenário virtual, que deve confirmar a decisão de Barroso. A votação está marcada para começar na próxima sexta-feira (16). A avaliação de magistrados é que seria difícil adiantar esse cronograma, porque já há recursos do ex-presidente Lula que também serão analisados pela corte na próxima semana.
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CPI da Pandemia no Senado amplia pressão sobre governo; entenda a crise em 5 pontos

RIO - O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira a instalação da CPI da Pandemia no Senado. O objetivo da comissão é investigar as ações e possíveis omissões do governo Bolsonaro no combate à pandemia do coronavírus. Entregue em fevereiro, o pedido da oposição já havia preenchido todos os requisitos, mas o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), eleito ao cargo com apoio do presidente, vinha resistindo em instalá-la.
A abertura da investigação no Congresso bate à porta do Palácio do Planalto no momento em que o Brasil enfrenta recordes diários de óbitos pela Covid-19, sem sinais de diminuição do ritmo de contaminação ou de aceleração da vacinação. Além da crise sanitária, o governo federal enfrenta um cabo de guerra com o Centrão, que vem cobrando a conta desde o apoio bem-sucedido para eleger Pacheco, no Senado, e Arthur Lira (PP-AL), como presidente da Câmara dos Deputados.
Acompanhado também pela perda de popularidade exposta em pesquisas - 54% dos brasileiros disseram reprovar a gestão do presidente na crise sanitária - Bolsonaro se movimenta para recuperar a confiança de atores econômicos, após a crise se tornar explícita com a publicação de uma carta assinada por empresários, banqueiros e economistas, cobrando medidas concretas de enfrentamento à pandemia.
Em cinco pontos, entenda os principais fatores que explicam a crise:
Popularidade em queda
Chegando perto da marca de 350 mil brasileiros mortos pela Covid-19, a última pesquisa Datafolha mostra que 54% da população avaliam como ruim ou péssima a atuação presidencial na crise sanitária. A avaliação negativa sobre a postura do governo no enfrentamento à Covid-19 deu um salto de seis pontos percentuais em dois meses – o índice era de 48% em janeiro.
Quando perguntados sobre a administração do país em geral, a reprovação chega a 44%, mesmo patamar de junho do ano passado, último ponto antes de uma sequência de queda turbinada pelo pagamento do auxílio emergencial. Depois de chegar a 32% em dezembro, o índice voltou a subir até repetir o maior valor desde o início do governo.
Sobre um possível impeachment do presidente, o brasileiro ainda se mostra dividido. Outra pesquisa do Instituto Datafolha mostrou em março que 50% da população é contra a abertura de um processo contra o presidente na Câmara, enquanto 46% dos entrevistados disseram ser a favor.
Tensão com o empresariado
O pessimismo do setor financeiro foi exposto publicamente há duas semanas por uma carta assinada por cerca de 200 economistas, banqueiros, empresários, representantes do mercado e acadêmicos. O texto classifica o cenário atual como “desolador” e não se esquiva ao apontar que o governo “subutiliza ou utiliza mal os recursos de que dispõe, inclusive por ignorar ou negligenciar a evidência científica no desenho das ações para lidar com a pandemia”.
Outro ponto de fragilidade neste setor é a agenda de reformas do governo, que avançou muito pouco nos últimos meses. Travadas no Congresso por conta das consequências da crise sanitária gerada pela Covid, projetos como a reforma tributária, reforma administrativa e uma série de privatizações não dão sinais de que serão analisados com a celeridade que o governo federal precisa.
Na tentativa de recuperar a relação com parte do empresariado decepcionado, Bolsonaro participou de um jantar em São Paulo com grandes nomes da indústria e do mercado financeiro, como David Safra, presidente do Banco Safra, e André Esteves, fundador do BTG Pactual.A ideia era estreitar laços e falar sobre a aceleração da campanha de imunização, mas o presidente manteve a narrativa tradicional com críticas a governadores e prefeitos que defendem restrições mais duras para combater a pandemia.
Segundo o colunista Lauro Jardim, Paulo Skaf, presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), promoverá um novo encontro com as mesmas características da reunião desta quarta, que ele também estava presente.
Relacionamento com o Centrão
A troca em seis ministérios e a nomeação da deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) para assumir o cargo de ministra-chefe da Secretaria de Governo consolidou a aproximação do Planalto com o Centrão, após o retorno positivo das vitórias nas eleições da presidência da Câmara e do Senado. Mas o aceno não representa o fim dos pleitos do Congresso por pastas na Esplanada, que interpretou a indicação da deputada como insuficiente.
O próximo alvo do grupo é o Ministério do Turismo, considerado atraente por sua capilaridade e pela possibilidade de levar obras e agendas positivas para as bases dos parlamentares. Na robusta pasta de Educação, que comanda um dos maiores orçamentos da Esplanada, a administração do ministro Milton Ribeiro é avaliada como "omissa" e "pouco produtiva" pela cúpula da Câmara.
Além disso, Lira já passou um recado claro durante um discurso em plenário no fim de março: a paciência do Congresso com a condução do governo no momento mais grave da pandemia está se esgotando. Horas após participar de reunião no Palácio da Alvorada, Lira fez uma referência indireta a um processo de impeachment. Nas palavras do presidente da Câmara, “tudo tem limite”.
Orçamento inexequível
Em mais um capítulo da instável relação com o Congresso, Bolsonaro terá de vetar trechos do Orçamento de 2021 aprovado no Legislativo. O texto prevê R$ 26 bilhões a mais para emendas parlamentares destinadas a obras e ações de interesse de deputados e senadores, mas a cifra estoura as verbas destinadas a gastos obrigatórios e poderia levar a uma paralisia do governo, ou um pedido de impeachment por crime de responsabilidade, mesma razão que levou a deposição de Dilma Rousseff.
Segundo fontes envolvidas nas negociações, Bolsonaro deverá vetar até R$ 14 bilhões em emendas para manter o acordo feito com aval da equipe econômica de liberar R$ 16,5 bilhões em recursos extras para cobrir as demandas dos parlamentares. Mesmo aprovado com quase quatro meses de atraso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, negou um choque com o Congresso e considerou a inconsistência orçamentária “natural”.
— Não é um desentendimento, uma briga, uma guerra. Disseram que havia uma guerra do presidente da Câmara com o ministro da Economia, ou uma guerra contra o Senado. Não é esse o clima. (...) Eu tenho certeza que não foi nada de má fé. É natural de um time que começou a jogar junto agora e começou a montar o Orçamento.
CPI da Pandemia
A abertura de uma CPI no Senado Federal coloca Jair Bolsonaro em uma trilha de incertezas. Uma investigação nesses moldes, sobre a já criticada atuação do governo federal na pandemia, expõe o Planalto a uma situação de extrema fragilidade. Dependendo do curso das decisões tomadas pela comissão, as conclusões podem ser encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal.
Nesse cenário, a relação previamente conturbada com os senadores não favorece o presidente. A reforma ministerial iniciada pelo pedido de demissão do ex-chanceler Ernesto Araújo veio na esteira de uma escalada de tensões com o Congresso. Durante uma sessão no Senado, a grande maioria dos parlamentares presentes pediu a demissão de Araújo, por considerar que sua atuação junto a outros países para trazer vacinas para o Brasil foi desastrosa. Na avaliação de aliados, o ex-comandante do Itamaraty foi abandonado à própria sorte na sabatina.
Outro ponto de tensão com a Casa é o assessor especial da Presidência da República, Filipe Martins, que fez um gesto associado a supremacistas brancos durante um discurso de Pacheco na sessão em que Araújo era sabatinado. Após ter um “voto de censura” contra ele aprovado em plenário, nesta semana Martins prestou esclarecimentos à Polícia Legislativa e a expectativa é que ele seja indiciado.
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Ministros de estimação | Bernardo Mello Franco - O Globo

Ao apresentar seu primeiro indicado ao Supremo, Jair Bolsonaro avisou à praça que passaria a contar com um escudeiro de toga. O capitão estava tão animado que chegou a antecipar votos do futuro ministro. “Ele está 100% alinhado comigo”, sentenciou. Cinco meses depois, parece impossível contestar a afirmação.
Desde que foi nomeado, Kassio Nunes Marques se comporta como um ministro de estimação do presidente. Seus votos sempre coincidem com os interesses do governo.
Na Páscoa, Kassio deu mais uma prova de fidelidade. A pedido da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos, derrubou os decretos que suspendiam a realização de cultos presenciais na pandemia. A liminar foi festejada pelo Planalto e pelos pastores que apoiam o capitão.
“O mérito não é do ministro, é de Deus”, celebrou Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus. No ano passado, o pastor anunciou por R$ 1 mil sementes de feijão que teriam o poder de curar a Covid-19. O Ministério Público Federal apontou indícios de estelionato e “deboche da boa-fé” dos fiéis.
Kassio não vende milagres, mas endossa a conversa dos pastores. No julgamento de ontem, ele também imitou a retórica de Bolsonaro. Ao criticar as medidas de isolamento, distorceu declarações da chanceler alemã, Angela Merkel, e do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.
O ministro alegou que a suspensão temporária dos cultos ofenderia a liberdade religiosa. “Parece que algumas pessoas não conseguem entender o momento gravíssimo desta pandemia”, reagiu Alexandre de Moraes, que apontou “total falta de razoabilidade” na derrubada dos decretos.
Moraes lembrou o papa Clemente VI (1291-1352), que mandou fechar igrejas e conventos para salvar vidas durante a Peste Negra. O pontífice ficaria corado se ouvisse a pregação de André Mendonça na quarta-feira.
Em campanha para ser o próximo ministro de estimação do presidente, o advogado-geral da União disse que os cristãos estariam “dispostos a morrer” para garantir a “liberdade de culto” no Brasil de 2021.
Pelo que se ouviu nos últimos dias, os juristas de Bolsonaro ainda não chegaram à Idade Média.
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A indústria digital em xeque | Opinião - O Globo
Este ano, 2021, é um ano de transformação para a indústria digital.
A mudança não é uma — são muitas e simultâneas.
Nenhuma é de novo aparelho, revolução em software, inovação de qualquer sorte.
Mas, enquanto as fábricas de automóveis estão empacando mundo afora pela falta de microchips, centenas de bilhões de dólares se acumulam em ilhotas no Canal da Mancha, e gigantes ainda pairam na península logo abaixo de San Francisco — o Vale do Silício —, tudo pode mudar.
Sim, microprocessadores estão em falta.
No mundo todo.
Quem quer, mas ainda não conseguiu, comprar um PlayStation 5, o novo modelo de iMac, ou um carro bacana daqueles caros e cheio de apetrechos digitais, o problema é esse.
De bate-pronto, nas lojas, a explicação é que a pandemia atrapalhou a logística do mundo.
É verdade, mas é só parcialmente verdade.
Houve um tempo em que a Intel, empresa que inventou o Vale do Silício e a microcomputação, era líder mundial em microchips — o cérebro de qualquer coisa que se diga digital.
Não mais.
A força dominante é a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company.
Todos a chamam de TSMC mesmo, e, com esse nome sem graça, sem uma marca que o valha, produz próximo de 60% dos microchips do planeta.
Em segundo, com quase 20%, está a coreana Samsung.
E simplesmente nenhuma empresa ocidental tem o nível de tecnologia e capacidade de miniaturização para fazer o que a TSMC faz.
Dentro do seu celular, se for de ponta, o cérebro veio de Taiwan.
(Até a Intel desenha algum de seus chips e terceiriza lá o fabrico.)
A pandemia atrapalhou a linha de produção, a logística de chegada de matéria-prima e partida de chips prontos, mas, se não fosse a briga comercial do ex-presidente Donald Trump com a China, parte dessa logística não estaria tão abalada.
Quando se sai proibindo uso de tecnologia aqui e ali, nas brigas entre advogados sobre origem de dezenas de milhares de patentes, na tentativa de determinar se o aparelho X ou o Y usam isso ou aquilo, tudo atrasa.
E o novo PlayStation não chega às lojas.
Esse processo da globalização, que funcionava há 30 anos, quebrou e tem de ser remontado.
Enquanto isso, a ex-presidente do Banco Central americano, hoje equivalente a ministra da Economia Janet Yellen pôs perante os europeus uma proposta inusitada, talvez surpreendente.
Garantir que toda nação cobre uma taxa mínima de corporações — fala-se num piso de 21%.
No Brasil, passa dos 35% — não faz lá muito sentido botar empresa de alcance global por aqui.
Na Irlanda, é 12,5%.
Lá faz muito sentido — e muitas gigantes do Vale têm lá suas sedes europeias.
Algumas ilhas autônomas na Europa cobram ainda menos e, num mundo em que compras são feitas online em território não lá muito claro, faturar onde convém é fácil.
Corporações que valem trilhão de dólares no mercado pagam bem pouco imposto.
Se o projeto de Biden der certo, e o mundo comprar a ideia, haverá mais dinheiro para segurar o tranco do desemprego que a automação causará.
Esse, afinal, é o problema de todos.
Esse, mas não só.
Porque as duas crises — mais o antitruste que vem aí — se encaixam.
No pano de fundo, está a guerra fria entre EUA e China, que Trump considerou dar para resolver numa guerra tarifária ou proibindo uso de patentes.
Emperrou a logística mundial sem ter visto a crise real.
Quando eram EUA contra União Soviética, o problema era quem podia explodir mais vezes o planeta.
Com a China é mais complexo.
Uma ditadura que se mostrou capaz de ser mais avançada tecnologicamente, gerar e distribuir riqueza, sugerindo que talvez tenha um modelo melhor que a democracia liberal.
Cabe às democracias provar o contrário.
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Abismos geram abismos | Opinião - O Globo
Por Marcus Lacerda
Todos cometemos muitos erros durante esta pandemia.
Não é à toa que a Igreja Católica planeja com urgência o retorno seguro das confissões, com uso obrigatório de máscaras e distanciamento entre pecador e confessor.
O Brasil tem sido visto como um desses países que pecou mais do que a média internacional e não tem conseguido perdão facilmente, porque é pecador reincidente.
O posicionamento incauto sobre tratamentos ineficazes, distanciamento social e uso de máscaras é muito mais cultural do que propriamente um erro.
Sempre demoramos mais por aqui a usar cinto de segurança, freio ABS e camisinha.
Somos um povo latino, de sangue quente, desconfiado.
Mas éramos conhecidos como a nação-exemplo da vacinação.
Brasileiro saía de casa no sábado de manhã, com a família, pra fazer compra na feira e vacinar as crianças.
O Brasil decidiu fazer campanhas de vacinação contra a poliomielite simultaneamente nos estados, mesmo sem muita evidência de que daria certo.
Albert Sabin, cuja esposa era brasileira, foi convidado em Santa Catarina para ser garoto-propaganda, mas ele próprio duvidava do impacto da vacinação em massa e se posicionou contra publicamente.
O ministro da Saúde da época se livrou de Sabin, num impasse diplomático, e manteve as campanhas, que foram consideradas uma inovação tecnológica.
Como o vírus é eliminado pelas fezes, o Brasil descobriu que aplicando a vacina no mesmo dia imunizava também as crianças que não haviam se vacinado — e que acabavam entrando em contato com o vírus nos esgotos a céu aberto, criando anticorpos, o que aumentava em muito a cobertura vacinal.
Zé Gotinha, personagem da gestão Zé Sarney, animava a porta dos postos e atraía famílias inteiras para receber a gotinha que os livraria de uma doença que aleijava.
Hoje, com brasileiros morrendo como moscas pela Covid-19, o Brasil amarga uma posição desconfortável no ranking de vacinação, mesmo produzindo localmente duas marcas de vacina.
As razões para isso não são muito claras:
fala-se em conflitos de diplomacia internacional, conflitos políticos internos entre presidente e governadores e até a descrença numa segunda onda, com recusa de doses de vacinas estrangeiras.
O resultado na ponta é a carestia de vacina para todos e a necessidade imperiosa de se estabelecer uma lista nacional de prioridades, que teve a concordância de especialistas, técnicos, estados e municípios.
Seguiu-se a lógica de iniciar pelos profissionais da saúde, que disputaram a tapa as primeiras doses.
Todos passaram a se intitular profissionais da linha de frente para ter acesso ao escasso imunizante.
Subitamente, carteiras profissionais empoeiradas saíram do isolamento diretamente para a fila de um drive-thru, muitos vestidos com um jaleco branco, para dar mais veracidade.
Na sequência, os mais idosos, legitimamente vacinados, pelo seu maior risco de doença grave.
Senhorinhas que sempre mentiram sobre sua verdadeira idade, disfarçadas com óculos escuros e chapéus, foram se vacinar, sem selfies.
Passadas estas duas etapas prioritárias, tivemos de lidar de forma pioneira, em Manaus, com a experiência de vacinar pessoas com morbidades.
Numa verdadeira corrida pela vida, Manaus subitamente caiu doente, e uma enxurrada de laudos e receitas graciosas, falsos obesos, diabéticos e hipertensos, e doenças não listadas exigiram suas doses prioritárias.
Denúncias furiosas de colegas de trabalho expuseram os chamados “fura-fila”.
Nós, na linha de frente, precisamos fazer a triagem, nos indispormos, argumentarmos e confessarmos ao povo sofrido um pecado que não é nosso.
Pecadores, isolados em suas sacristias no cerrado, permanecem em silêncio.
Vacinadores se lembram, ao final do dia, mais da tristeza do não vacinado do que da alegria daqueles que conseguiram salvar.
Como na poesia do Salmo 42:
“Abismos geram abismos...”, e uma falta cometida sempre predispõe o pecador a cometer outras mais graves.
Abyssus abyssum invocat.
*Infectologista e pesquisador
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Buraco negro pode engolir nossa galáxia inteira? Entenda o fenômeno
Vinícius Oliveira
Colaboração para Tilt
09/04/2021 04h00
Com certeza você já ouviu falar em buraco negro, já que o fenômeno científico é bem explorado na ficção científica para explicar viagens nos tempos, outras dimensões e até mesmo superpoderes quase impossíveis de acreditar.
Mas você sabe o que é um buraco negro de verdade?
Como eles se formam e o que aconteceria se você fosse sugado por um deles?
Para explicar esse fenômeno que, Tilt conversou com a professora Thaisa Storchi-Bergmann, chefe do grupo de pesquisa em astrofísica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e presidente da Comissão X1 da União Astronômica Internacional, e também com a astrofísica Duília de Mello, colaboradora da Nasa desde 1997 e professora titular da Universidade Católica da América, em Washington.
Tudo sobre buraco negro
O que é um buraco negro?
Buracos negros são uma região do espaço com um campo gravitacional tão intenso que nem mesmo a luz consegue escapar de dentro dele.
A gravidade nessa área é tão forte que toda a matéria atraída é comprimida até que não haja mais espaço entre os átomos.
Como buracos negros se formam?
Existem dois tipos de buraco negro: os estelares e os supermassivos.
O buraco negro estelar é produto final da morte de uma estrela massiva, com pelo menos 15 vezes mais massa do que o Sol.
Essas estrelas vivem menos que o Sol e, quando explodem, são chamadas de supernova.
No final da explosão, o que sobra pode virar um buraco negro ou um pulsar, que é uma estrela de nêutrons rodando rapidamente.
As mais massivas viram buracos negros.
Já os buracos negros supermassivos no interior das galáxias são bem diferentes dos estelares.
Não sabemos ao certo como eles nascem nem quanto tempo demora para ativá-los, mas sabemos que eles emitem raios-X e isto significa que eles estão ativamente ingerindo matéria.
Quanto tempo leva para se formar um buraco negro?
Apesar de durarem menos que o nosso Sol, as estrelas massivas que formam buracos negros estelares levam milhões de anos para explodir.
Quantos buracos negros existem no universo?
Estima-se que haja cerca de 100 milhões de buracos negros estelares somente na nossa galáxia, a Via Láctea.
Além disso, existe um buraco negro supermassivo no seu centro.
Como o universo visível tem cerca de 200 bilhões de galáxias, podemos dizer que há aproximadamente 200 bilhões de buracos negros supermassivos mais 20 quintilhões de buracos negros estelares.
Qual o buraco negro mais próximo da Terra?
Em 2020 foi descoberto um buraco negro que fica a 1.120 anos-luz de distância da Terra, chamado HR6819 ou QV Tel, porque fica na constelação do Telescópio.
Se há outros mais próximos, ainda não sabemos porque é bem difícil de se encontrar buracos negros.
No caso do QV Tel, ficamos sabendo da existência dele porque uma das estrelas do Sistema Solar apresenta uma órbita que parece estar centrada em um objeto cinco vezes maior que o Sol, mas invisível.
Qual é o buraco negro mais distante já visto?
Em janeiro de 2021, uma equipe internacional de cientistas dos Estados Unidos, Europa e China anunciou a descoberta do quasar J0313-1806, o mais distante já observado.
Quasares são buracos negros supermassivos com um disco de matéria ao seu redor, que brilha intensamente.
O que aconteceria se você caísse em um buraco negro?
Depende do tipo de buraco negro.
Se você chegar perto de um estelar, vai virar 'espaguete' pela intensa força de maré ao se aproximar dele.
Mas se for um supermassivo, como o mostrado no filme "Interestelar" (2014), você vai chegar no horizonte de eventos sem acontecer nada.
Mas possivelmente vai ser esmagado quando chegar próximo ao centro.
Quando algo se aproxima do centro do buraco negro, a primeira coisa que acontece é um "esquentamento" do disco que fica ao redor dele.
Depois disso, o que sobra é destruído e se adiciona à massa do buraco negro.
O que é um horizonte de eventos?
O horizonte de eventos é o que poderíamos chamar de superfície do buraco negro.
Ao ultrapassar o horizonte de eventos, a luz não consegue mais escapar e tudo que ultrapassa o horizonte não sai mais.
Quem descobriu o primeiro buraco negro?
O primeiro cientista a utilizar o termo "buraco negro" foi o americano John Wheeler, em 1967.
Em seus estudos, ele já falava sobre o colapso das estrelas e sobre os objetos resultantes desses fenômenos.
Todas as descobertas estavam de acordo com a Teoria da Relatividade Geral, criada por Albert Einstein.
Uma das mais famosas teorias propostas pelo cientista diz que corpos massivos muito grandes produzem uma deformação no espaço-tempo.
É possível que um buraco negro "engula" uma galáxia inteira?
Isto pode acontecer, mas muito lentamente.
Um buraco massivo como o da Via Láctea, por exemplo, captura uma estrela a cada 10 mil anos.
Então, vai demorar muito para acabar devorando 200 bilhões de estrelas.
Embora, quanto maior ele fica, mais fácil e rápido será possível capturar novas estrelas.
O processo é muito lento porque o buraco negro só engole coisas que estejam mais próximas do que o chamado "RAIO DE MARÉ", nome dado à distância limite para um corpo se aproximar dele sem ser destruído.
Tal distância é pequena se comparado ao tamanho do buraco negro.
Se buracos negros não são visíveis, como descobrimos coisas sobre eles?
À medida que a matéria cai em direção ao buraco negro, um disco se forma ao redor dele.
O disco fica quente e com isso há emissão de energia em raio-X.
Cientistas usam satélites com detectores de sinais de raio-X para confirmar a presença de buracos negros.
Outra forma de detectá-lo é perceber a sua influência nas estrelas que orbitam ao seu redor.
Esse é o caso do buraco negro supermassivo no interior da Via Láctea.
Como é calculada a massa de um buraco negro supermassivo?
Pesquisas que envolvem a observação dos movimentos das estrelas nos centros das galáxias permitem o cálculo da massa dos buracos negros supermassivos.
Ao calcular as órbitas solares das estrelas ao redor dele, é possível chegar ao seu tamanho.
Os buracos negros podem ficar menores?
Buracos negros têm uma força de gravidade tão poderosa que podem separar PARTÍCULAS "VIRTUAIS", que são partículas com ENERGIAS OPOSTAS que geralmente se aniquilam.
Mesmo no vácuo completo, o espaço está cheio dessas partículas.
Devido à extrema força gravitacional, o físico Stephen Hawking sugeriu em 1974 que pares de fótons podem ser separados por buracos negros, um sendo absorvido e outro indo para o espaço.
O fóton absorvido tem ENERGIA NEGATIVA e SUBTRAI a MASSA do buraco negro,
enquanto o fóton que escapa se torna a RADIAÇÃO de HAWKING.
Essa emissão de luz espontânea foi comprovada, recentemente, por cientistas em laboratório.
Esse processo seria capaz de diminuir o tamanho de um buraco negro até a sua completa extinção, mas isso levaria bilhões de anos (mais do que a idade do universo).
O Sol pode se tornar um buraco negro?
Não, pois os buracos negros estelares resultam da explosão de uma estrela pelo menos 15 vezes maior que o Sol.
Os buracos negros tiveram alguma influência em nosso planeta?
Quando se forma um buraco negro estelar, em geral é emitido um feixe colimado de raios gama com grande poder de destruição e qualquer planeta no caminho pode ser afetado.
Acredita-se que isto possa ter acontecido com a Terra há 440 milhões de anos, quando há registros geológicos de uma extinção em massa.
Os raios gama podem destruir a camada de ozônio da Terra, o que deixaria a radiação ultravioleta chegar à nossa superfície e prejudicar a vida no planeta.
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Email temporário: como criar serviço "autodestrutivo" útil para cadastros
Camila Corsini
Colaboração para Tilt
08/04/2021 04h00
Criar uma conta de email temporária é a forma mais simples, prática e segura de se livrar dos temidos spams e até mesmo dos anúncios de lojas, fazendo com que mensagens mais importantes se percam na caixa de entrada. Ele funciona do mesmo jeito que um correio eletrônico comum, com a diferença de que se autodestrói em poucos minutos.
Ou seja: mesmo que você seja cadastrado contra sua vontade em listas de spam, a conta logo expira e ninguém mais consegue enviar nada para você. A ferramenta pode ser muito útil para o acesso em sites duvidosos, cadastros, formulários e promoções pontuais que não exigem contato posterior.
Essa também pode ser uma alternativa para enviar informações sigilosas e documentos, já que as chances de um hacker violar o endereço e ter acesso são bem menores em um email descartável. Uma vez excluído, qualquer dado pessoal e até mesmo o IP do computador são removidos.
Em geral, as plataformas oferecem o serviço grátis e as interfaces são de fácil entendimento. Um outro ponto relevante na segurança é que, caso o banco de dados de uma loja ou empresa seja invadido, você não corre risco de ter o seu endereço principal vazado. Isso deixa seus dados menos vulneráveis a ataques e ameaças.
É possível criar quantos emails descartáveis quiser; não existe um critério ou limite. Em geral, os caracteres são escolhidos de forma aleatória e a caixa de entrada pode ser acessada por qualquer navegador de internet. Alguns ainda estão disponíveis nas lojas de aplicativo do Android e iOS.
Temp Mail
Um dos mais tradicionais geradores de email temporário, o Temp Mail tem um design simples e intuitivo. Já na página principal é possível gerar o email automaticamente e, ao rolar a tela, a caixa de entrada está disponível.
Por lá, quem controla o tempo de existência do endereço é a própria pessoa —ou até que o serviço altere a lista de domínios. Mas o serviço hoje só funciona para recebimento de mensagens. De acordo com o site, a ferramenta de envio não deve voltar devido ao grande número de fraudes e spams.
Na versão paga, algumas melhorias são disponibilizadas: domínios premium, até dez emails diferentes ao mesmo tempo, tempo de armazenamento estendido, maior privacidade e segurança e a ausência de anúncios.


TempSky
No TempSky, o design é ainda mais simples, mas só está disponível em inglês. Essa pode ser uma dificuldade para quem não domina a língua. Neste gerador é possível pedir para que o sistema crie um endereço automático ou, então, escolha o próprio nome de usuário.
Mensagens podem ser enviadas e recebidas dentro de 15 minutos, mas é possível renovar os minutos algumas vezes. O tempo aparece em contagem regressiva na tela.


My Temp Email
Já o My Temp Email oferece a interface mais parecida com serviços como Hotmail e Gmail dentre as opções. Mas o serviço também é em inglês, apesar de ser simples e intuitivo.
Para gerar um endereço descartável, é só clicar no botão Start Here que um usuário aleatório vai ser gerado. Ele é excluído automaticamente após 24 horas da última visita ao site. Uma vantagem é a possibilidade de fazer download de todo o conteúdo trocado pelo email temporário.


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Filho de Bolsonaro viraliza nas redes depois de cuspir na mãe e dançar música militar

05.abr.2021 (segunda-feira) - 22h42
O filho 04 do presidente Jair Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, viralizou nas redes sociais ao publicar um vídeo cuspindo em sua mãe, Cristina Bolsonaro, e em outro vídeo dançando uma música de Treinamento Físico Militar.
Os vídeos foram publicados na plataforma TikTok. O vídeo em que cuspiu na mãe é um “desafio”. Jair Renan bebe água e cospe no rosto de Cristina, que em seguida dá tapas no filho.
Assista:
Em outro vídeo, Jair Renan dança uma música do Treinamento Físico Militar. Uma pessoa fantasiada de pirata aparece junto com ele. “Bota o fuzil para cantar, pá-pum. Bota para cantar, pá-pum. Troquei o meu Playstation por um fuzil. A minha Coca-Cola é água quente do cantil”, diz a letra.
Assista ao vídeo:
O filho 04, que já afirmou que não pretende entrar para a política ao contrário dos irmãos mais velhos, foi alvo de um inquérito para investigar suposto tráfico de influência e lavagem de dinheiro ao ganhar um carro para intermediar uma reunião de empresários com o governo federal.
Ele teria organizado um encontro entre representantes da Gramazini Granitos e Mármores Thomazini, empresa que atua nos setores de mineração e construção, com Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional. A reunião aconteceu 1 mês depois de ele ter ganhado da empresa de um dos sócios, a Neon E. Motors, um carro elétrico avaliado em R$ 90.000.
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