Sobrenome Bolsonaro _ Jair-Jairinho
Mulher morre após teste CLANDESTINO com CLOROQUINA NEBULIZADA em Manaus e deixa recém-nascido
Em um ano cesta básica ficou 27% MAIS CARA e valor do auxílio emergencial CAIU 58%
Braga Netto e Mourão repetem fala de Bolsonaro contra o Judiciário | Míriam Leitão - O Globo
Braga Netto e Mourão repetem fala de Bolsonaro contra o Judiciário | Míriam Leitão - O Globo

Neste momento confuso entre os poderes, tudo o que não deveria acontecer é continuar essa ideia de que as Forças Armadas estão à disposição dos propósitos políticos do presidente em seus conflitos com os poderes. Pois, Braga Netto assumiu ontem o Ministério da Defesa com um discurso totalmente despropositado, falando coisas que nada têm a ver com o seu papel de ministro da Defesa. Ou seja, ele vai continuar politizando o seu cargo. Braga Netto repetiu a expressão “coragem e moral” que Bolsonaro usou contra o Supremo. E depois foi mais claro, entrando no debate sobre se devem ser investigados os governadores.
Braga Netto disse o seguinte: “O uso dos recursos pelos gestores de todas as instâncias deve ser acompanhado de perto pela população e sofrer apuração mais rigorosa para constatar os benefícios diretos para a sociedade”. Isso é a mesma conversa de Bolsonaro inclusive naquele telefonema esquisito com o senador Kajuru. O que o ministro da Defesa tem a ver com isso? Nada. Que falasse dos desafios das Forças Armadas. Ele é um general da reserva, mas até pelo cargo que ocupa, e por tudo o que ele fez no último 31 de março, esse tipo de discurso mantém a ideia que Bolsonaro quer alimentar de que as Forças Armadas estão com ele nas brigas políticas de seu governo.
Há uma dubiedade entre os generais da reserva e da ativa que têm cargos políticos, que o governo sempre fez questão de manter. Fica esta confusão: se são militares, de novo, de forma nebulosa, querendo fazer ameaças ao país.
O vice-presidente da República tem, claro, um cargo político, mas por ser general acaba alimentando essa dubiedade. E ontem Hamilton Mourão afirmou que o Judiciário precisa compreender o “tamanho de sua cadeira” e seus “limites” para não interferir de forma contundente em decisões que seriam de outros poderes. O que ele está fazendo? Dizendo que o ministro Barroso, que cumpriu a Constituição, não poderia mandar abrir a CPI da Covid. Lembrando que o Judiciário foi provocado por integrantes do próprio Senado para agir pois Rodrigo Pacheco queria engavetar a comissão, que cumpria todos os requisitos.
Num dia tenso como ontem esses recados de Mourão e Braga Netto não ajudam, apenas aumentam a tensão entre os poderes. Tensão que o presidente deliberadamente alimenta.
A resposta de Mourão a parlamentares que buscam um ‘canal paralelo’ a Bolsonaro | Bela Megale - O Globo

Hamilton Mourão tem sido procurado por diversos deputados federais que buscam abrir um canal paralelo de conversas com o governo federal, fora do Palácio do Planalto. Sem gozar da confiança de Jair Bolsonaro, o vice-presidente não faz rodeios. Mourão dá a mesma resposta para quem o busca como um possível caminho alternativo para demandas: as conversas têm que ser tratadas com o chefe do Executivo.
A postura de Mourão é vista pelos parlamentares com de “fidelidade” a Bolsonaro, mesmo com o fato de o presidente se mostrar cada vez mais irritado com seu vice.
Aliados do próprio do governo chegam a avaliar que o potencial de Mourão crescer como uma opção dos conversadores é grande na eleição de 2022. Para eles, além do general manter as bandeiras de costumes de Bolsonaro, ele tem se mostrado “mais preparado”, “responsável” e “com a postura que o cargo de chefe do Executivo exige”.
Não são segredos para ninguém as manifestações de descontentamento de Bolsonaro diante de qualquer comentário que Mourão faça, principalmente nas situações de maior estresse no governo. Nas palavras de auxiliares de Bolsonaro, Mourão fez um “cercadinho” para ele, de onde faz declarações frequente sobre assuntos que estejam na pauta política.
Rendesivir, único remédio aprovado para tratar Covid no Brasil, ainda não foi adotado no país

SÃO PAULO - O rendesivir, único remédio aprovado no Brasil para a Covid-19 com indicação específica para isso na bula, ainda não foi incorporado no tratamento da doença no país. As negociações do laboratório americano Gilead, seu fabricante, com o Ministério da Saúde para incluí-lo no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não renderam frutos.
A aprovação para o uso do rendesivir contra a Covid no Brasil foi dada em 12 de março, há um mês, portanto, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ainda assim, desde então, não houve também, ao menos por enquanto, uma “corrida” atrás dessa medicação na rede privada. O GLOBO procurou, por meio de suas assessorias de imprensa, grandes hospitais particulares do país, para saber se já empregam o produto no seu dia a dia.
Tanto a Rede D'Or São Luiz quanto o Hospital Sírio-Libanês responderam que não adotam por enquanto o rendesivir. Também contactado, o Hospital Israelita Albert Einstein não informou sua prática.
Já em alguns dos outros mais de 50 países em que foi autorizado, como os Estados Unidos (por lá o antiviral ganhou aval do órgão regulador em 22 de outubro de 2020), o medicamento passou a fazer parte dos protocolos médicos para os pacientes infectados com o Sars-CoV-2 que se encaixam nas indicações. Atualmente, segundo a farmacêutica Gilead, 50% dos americanos internados com Covid fazem uso do rendesivir, conhecido também pelo seu nome comercial, Veklury.
A Índia é outro dos países que incorporaram o rendesivir no tratamento da Covid. O país asiático, que atualmente vive uma explosão de casos da doença, inclusive proibiu nos últimos dias que o medicamento seja exportado, priorizando a demanda interna.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), por sua vez, não endossa o uso, porque, na sua avaliação, não há evidências suficientes de eficácia. O órgão destaca que a mortalidade não caiu em estudo amplo que comparou pacientes que usaram rendevisir com outros que não receberam esse tratamento.
A Gilead, no entanto, defende que os estudos submetidos às agências reguladoras comprovam outro ponto benéfico do seu antiviral, que inicialmente foi estudado para o ebola: a redução do tempo de hospitalização dos pacientes com Covid.
— A gente não quer que os pacientes que hoje estão em enfermaria vão para um leito de UTI e onerem ainda mais o sistema público, que já está em colapso. Não é um remédio para todo mundo, não é a salvação da pandemia, porque ele tem uma indicação muito precisa, mas neste momento que o Brasil está vivendo poderia nos ajudar muito — opina Rita Manzano Sarti, infectologista e diretora médica da Gilead Sciences no Brasil.
A indicação precisa a que ela se refere é de que o uso seja apenas hospitalar, para pacientes internados com pneumonia causada pela Covid que estão usando oxigênio com fluxo de baixo a alto. Não há recomendação, portanto, para os que estão intubados e em ventilação mecânica. A aprovação da Anvisa vale para pacientes adultos e adolescentes, com idade igual ou superior a 12 anos e com peso corporal mínimo de 40 quilos. Para esse perfil de paciente, os cientistas concluíram que o uso do rendesivir foi capaz de abreviar o tempo de internação de 15 para 10 dias.
‘Proibitivo’
Para a infectologista Eliana Bicudo, que é consultora médica da Sociedade Brasileira de Infectologia e já acompanhou dois pacientes que usaram o rendesivir em Brasília, com sucesso, o valor do tratamento é o grande entrave para a adoção mais ampla no país.
— Eu sou da opinião de que a gente poderia realmente considerar essa medicação, mas os custos são proibitivos — diz. — Eram pacientes que tinham dinheiro e pagaram por fora a medicação. Um deles tinha 70 anos, estava evoluindo mal e preenchia os critérios, então sugeri como mais uma arma. [Depois do uso] ele ficou bastante tempo com catéter nasal de alto fluxo [de oxigênio], mas não foi para a ventilação mecânica e evoluiu bem — recorda ela, que conta ter se amparado nas diretrizes da IDSA (Infectious Diseases Society of America), sociedade de infectologia dos EUA, ao sugerir o tratamento.
No Brasil, o custo máximo da dose do rendesivir, de 100 mg, já está definido na tabela da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que estabelece os limites de preço que podem ser cobrados por cada remédio no Brasil. Cada dose do medicamento, que é importado, pode sair por até R$ 2.386,62, sem contar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que varia de estado para estado no país.
Pelo tempo necessário do tratamento, que é de cinco dias, sendo que no primeiro deles a dose é dobrada, o custo fica em até R$ 14.319,72 por paciente, fora o ICMS. No mercado dos EUA, o valor também é alto: o tratamento custa cerca de US$ 3 mil (em torno de R$ 17 mil).
No caso dos pacientes com plano de saúde, porém, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirma que já está previsto que o rendesivir precisa ser coberto pelas operadoras. “É de cobertura obrigatória pelas operadoras de planos de saúde, quando indicado pelo médico assistente para o tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19 (nos termos da bula registrada na Anvisa), durante a internação hospitalar”, informou o órgão em nota.
O laboratório Gilead não dá detalhes da negociação com o Ministério da Saúde, mas afirma que é possível chegar a valores menores para a adoção da droga no sistema público. Nas últimas semanas, diante da reticência do governo federal nas discussões, a farmacêutica emitiu nota à imprensa afirmando que “nos causa surpresa o posicionamento do Ministério da Saúde em relação à eficácia e segurança do medicamento Rendesivir”.
Procurada pela reportagem, a pasta não respondeu sobre seus planos em relação ao antiviral.
Na fila
O campo das medicações contra Covid no Brasil pode ficar mais amplo se forem aprovados dois coquetéis de anticorpos das farmacêuticas Eli Lilly e Roche. Ambos os pedidos de uso emergencial foram feitos à Anvisa nas últimas semanas, entre o final de março e o começo de abril.
Eliana Bicudo vê com otimismo a possibilidade de tratamento com a combinação de bamlanivimabe e etesevimabe, da Lilly, e de casirivimabe e imdevimabe, da Roche. Os custos, ainda não revelados para o país, também vão definir se esses coquetéis pegarão por aqui, avalia ela, mas a utilidade no dia a dia já parece evidente.
— Agora mesmo estou cuidando de um senhor de 190 quilos com Covid. Se eu tivesse um anticorpo monoclonal hoje, eu já tinha aplicado nele, porque já sei que ele não vai evoluir bem e não tenho nada para impedir — conta a infectologista.
Ambos os coquetéis são indicados para o começo da doença. A combinação da Lilly, em um dos grupos avaliados na fase 3 dos estudos, com 769 pacientes de alto risco, de 12 anos ou mais, com Covid leve a moderada, reduziu os riscos de hospitalização e morte em 87%. Entre os que tomaram os medicamentos foram quatro eventos (de hospitalização ou morte), contra 15 entre os que tomaram placebo.
Já os produtos da Roche mostraram nos testes uma redução de 70% nas hospitalizações ou mortes, além de menor duração dos sintomas de 14 para dez dias. A fabricante recomenda o tratamento para “pacientes adultos e pediátricos (12 anos de idade ou mais), infectados pelo Sars-CoV-2 que não estão hospitalizados e possuem fatores de risco de progressão para a Covid-19 grave”, segundo a assessoria de imprensa da empresa no país.
Nos Estados Unidos, onde o coquetel da Roche ficou conhecido após ter sido usado no tratamento para Covid do então presidente Donald Trump, a farmacêutica, que é parceria do laboratório Regeneron nesse projeto, pleiteia agora ampliar sua aprovação de uso para a prevenção da infecção. Pessoas que moram com alguém com Covid poderiam se beneficiar, por exemplo.
Procurada pela reportagem, a Anvisa informou que os pedidos de uso emergencial dos dois coquetéis, tanto da Lilly quanto da Roche, seguem em análise. A agência tem o prazo de 30 dias para fazer a avaliação, contando a partir do momento em que seus técnicos considerem que as dúvidas técnicas foram sanadas.
Editor do Conjur desmonta perícia inconsistente da PF que contesta autenticidade das mensagens obtidas por Delgatti

Márcio Chaer, Conjur - Um sargento morreu por causa da explosão de uma bomba dentro do automóvel em que estava e que arrebentou também grande parte da barriga do capitão que o acompanhava. Os dois, trabalhando para o serviço secreto do Exército, haviam sido incumbidos de explodir um centro de convenções onde 20 mil pessoas assistiam a um show alusivo ao Dia do Trabalhador.
Isso aconteceu no dia 30 de abril de 1981, uma quinta-feira, véspera do 1º de Maio. Mais coragem que os dois desastrados, que acabaram cometendo um atentado contra si próprios, teria o coronel do Exército, Job Lorena, dois meses depois. Estribado em uma perícia de 700 páginas, Lorena tentou convencer os brasileiros de que a bomba fora jogada no carro por terroristas — teoria que seria desmentida pelas investigações.
Nesta segunda-feira (12/4), três peritos da Polícia Federal entraram para o hall da fama junto com o coronel Lorena. Elcio Ricardo de Carvalho, Wilson Dos Santos Serpa Júnior e Fábio Melo Pfeifer produziram um "laudo", em nove páginas, para duvidar da autenticidade dos arquivos roubados pelo hacker Walter Delgatti, do armazém de dados do procurador Deltan Dallagnol.
Com um texto discursivo e retórico, o trio esbanja adjetivos e não oferece qualquer base concreta para suas conclusões — para tentar dar ares de sentença judicial ao que deveria ser um trabalho técnico. Os peritos não cruzaram nem checaram informações, não auditaram os arquivos e, por fim, não indicaram uma única inconsistência para concluir que os diálogos "podem ter sido" adulterados.
O hacker Walter Delgatti não disse que invadiu o Telegram, mas sim o material que Deltan armazenou na nuvem. Dali, ele baixava os arquivos no Dropbox. E, conforme explica o próprio Dropbox, qualquer alteração feita pode ser verificada. O que, se foi feito, não aparece no "laudo". Claro que tudo seria esclarecido se os envolvidos franqueassem seus dispositivos para verificação.
Algoritmos à parte, é possível verificar a veracidade das conversas. Os diálogos citam ofícios, decisões, notícias, reuniões, viagens que são combinados nos diálogos. Qualquer jornalista checaria se os fatos ocorreram depois: ofícios e decisões têm número e data; as notícias estão na internet; para reuniões há agendas e para viagens há bilhetes aéreos.
Nos arquivos, além de planilhas e documentos, há fotos, vídeos e áudios. Mas, segundo os peritos, não se pode presumir que isso tudo não foi adulterado.
Mais que isso, se o hacker baixou os arquivos de Deltan da nuvem — e os equipamentos usados pertencem à PGR, assim como telefones, laptops e computadores dos interlocutores de Deltan —, as informações que os peritos deveriam procurar estão nas mãos do próprio Estado. Ou seja, ao alcance da PF. Mas o fato de os procuradores terem negado ao Estado a prova que o Estado diz ter procurado, aparentemente, não interessava aos policiais.
Alguns dos procuradores da República de Curitiba se habilitaram no processo contra o hacker na condição de vítimas e receberam cópia dos arquivos. Eles nunca apontaram qualquer divergência entre o que escreveram e o que está documentado a partir da apreensão dos arquivos. Ao contrário, a procuradora Jerusa Viecili pediu desculpas a Lula pelo que disse a respeito do velório do neto do ex-presidente. Sergio Moro pediu desculpas ao Movimento Brasil Livre (MBL) por tê-los ofendido nos diálogos.
Não se apurou se de fato houve os encontros com procuradores dos Estados Unidos ou da Suíça para trocar informações estratégicas contra as empresas brasileiras. Nem se combinaram "rachadinhas" com dinheiro de multas de empresas. Ignorou-se, ainda, que, no Laudo de Apreensão dos arquivos, os diferentes dispositivos foram logo de início periciados — e considerados íntegros.
Nesse laudo de apreensão, ressalvaram os primeiros colegas dos peritos a avaliar o material, caso surgisse alguma dúvida posterior, qualquer possível adulteração poderia ser detectada, já que a Polícia Federal tem capacitação técnica para isso. O novo "laudo", divulgado dois dias antes de o Supremo Tribunal Federal discutir de novo a incompetência de Curitiba e a suspeição de Moro, tem um lugar na história, ao lado do Inquérito Policial Militar de Job Lorena.
Relatório da PF sobre perícia nas mensagens acessadas por Delgatti tem informação falsa - Joaquim de Carvalho
Por Joaquim de Carvalho

O delegado Felipe Alcantara de Barros Leal produziu um documento na semana passada sobre as mensagens acessadas por Walter Delgatti Neto que contém pelo menos uma inconsistência flagrante. Ou mentira.
Em texto entregue à Justiça, ele disse que “se reúnem indícios de que o invasor agiu com dolo específico não apenas de obter como também de adulterar os dados”.
Baseado em que o delegado fez a afirmação de que Walter Delgatti Netto aparentemente queria mudar as mensagens?
Onde estão estes indícios? Perguntei à Polícia Federal nesta terça-feira, mas a corporação preferiu o silêncio.
E é um caso grave, já que o relatório do delegado Luís Flávio Zampronha, que presidiu o inquérito da Operação Spoofing, não faz nenhuma referência a esses indícios.
Se o delegado Felipe Alcantara encontrou esses indícios, deveria investigar ou informar ao colega.
Por que ele fez essa afirmação, em documento oficial?
A resposta pode estar no julgamento que será realizado nesta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal sobre a incompetência da 13ª Vara da Justiça Federal para julgar os casos de Lula.
A PF pode estar tentando ajudar Moro e os procuradores, que aparecem nas mensagens em ações que podem ser interpretadas como crimes contra a dignidade humana e a soberania nacional.
Nas conversas, os integrantes da Lava Jato demonstram que trabalham em estreita colaboração com outros países, principalmente os EUA, sem recorrer aos mecanismos previstos em acordos internacionais que têm força de lei.
Os diálogos também deixam claro que Sergio Moro era o verdadeiro chefe da investigação, o que violenta o princípio universal que garante a todo cidadão o direito a um julgamento justo.
Além disso, os procuradores falam sobre a transferência de preso como método para forçar delação premiada.
Os diálogos guardam absoluta coerência com fatos que já são de conhecimento público. Ou seja, os procuradores fizeram o que dizem que fariam.
A manifestação do delegado Felipe Alcântara também faz referências às perícias realizadas nos arquivos acessos por Delgatti e que estão sendo tornados públicos.
Ele diz que os peritos não podem confirmar a autenticidade dos diálogos.
O jornalista Márcio Chaer, do Conjur, desmontou essa conclusão e comparou esse trabalho ao do coronel Job Lorena, há quarenta anos, no caso Riocentro.
Com base em perícias de mentirinha, o coronel tentou convencer os brasileiros na época de que os militares que queriam explodir uma bomba onde se realizava o show do Dia do Trabalhador com 20 mil pessoas teriam sido, na verdade, vítimas de ação de militantes de esquerda.
Investigação realizada pelo Ministério Público Militar 20 anos depois concluiu que aquele inquérito era uma farsa.
Reproduzo o e-mail que encaminhei à Polícia Federal depois de conversar com o responsável pela comunicação do órgão:
Encaminho solicitação de informação sobre manifestação do delegado Felipe Alcantara de Barros Leal, publicada na imprensa, a respeito da perícia realizada nas mensagens apreendidas na Operação Spoofing.
No texto, ele diz que o hacker (ou hackers) agiram com dolo para adulterar mensagens acessadas e tornadas públicas pelo site Intercept e, em outro momento, após decisão do ministro Ricardo Lewandowski.
Pergunto: em que se ele se baseou para fazer essa afirmação oficialmente, em nome da PF, uma vez que se desconhece qualquer informação nesse sentido.
A pergunta faz sentido porque, no limite, essa manifestação pode induzir o Poder Judiciário a erro.
Por outro lado, caso haja evidência de que o hacker ou hackers agiram com esse dolo, se está diante de uma informação relevante, que precisa ser divulgada.
A manifestação do delegado produziu já um efeito.
O juiz Ricardo Leite, que conduz o processo na 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, negou a vítimas da Lava Jato acesso às mensagens, com base na informação de que não se pode garantir sua autenticidade.
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PS: Dois jornais divulgaram a manifestação inconsistente do delegado da Polícia Federal, Globo e Estadão.
Os dois veículos se destacam desde 2014 por fazer a propaganda da Lava Jato.
Em 1981, quando houve a explosão no Riocentro, no colo de um dos militares envolvidos no atentado terrorista, o Globo fazia jornalismo, e se empenhou, na época, a mostrar as mentiras do inquérito do coronel Job Lorena
Agora publica a manifestação inconsistente do delegado sem nenhuma apuração complementar ou crítica. A velha imprensa perdeu completamente o decoro.
EUA temem poder de China e Rússia e preveem protestos violentos na América Latina, diz relatório

Sputnik - Em relatório anual da inteligência norte-americana, divulgado nesta terça-feira (13), os Estados Unidos apontam os avanços militares de Rússia e China como ameaças e afirmam que protestos violentos devem eclodir na América Latina nos próximos meses.
Conforme concluiu o documento, os EUA acreditam que a Rússia continuará sendo o maior e mais capaz rival de Washington no que diz respeito a armas de destruição em massa. Os EUA esperam que a Rússia busque oportunidades, em seus próprios termos, onde a cooperação bilateral seja possível.
"Avaliamos que a Rússia continuará sendo o maior e mais capaz rival de armas de destruição em massa dos Estados Unidos no futuro previsível, à medida que expande e moderniza suas capacidades de armas nucleares e aumenta as capacidades de suas armas estratégicas e não estratégicas", disse o relatório.
Já a China é apontada pelo documento como um concorrente quase igual dos EUA tanto na área militar como na economia e em desenvolvimento tecnológico. Segundo o documento, Pequim avança nessas áreas com a intenção de mudar as normas globais. O relatório do governo Biden ressaltou ainda que a China não está interessada em acordos de controle de armas que restrinjam seus planos de modernização militar.
Irã e Coreia do Norte
O relatório também cita outras ameaças aos EUA, como Irã e Coreia do Norte. No caso do Irã, a inteligência norte-americana acredita que o país provavelmente aumentará o enriquecimento de urânio ou construirá um novo reator nuclear se as sanções dos EUA contra Teerã não forem retiradas.
"Se Teerã não receber o alívio das sanções, as autoridades iranianas provavelmente considerarão opções que vão desde o enriquecimento de urânio até 60% até o projeto e construção de um novo reator de água pesada de 40 megawatts", disse o relatório.
O Irã começou o enriquecimento de urânio em 60% já nesta terça-feira (13), informou a agência de notícias IRNA, citando o vice-chanceler iraniano, Abbas Araghchi.
Já em relação à Coreia do Norte, o relatório aponta que líder do país, Kim Jong-un, pode retomar o desenvolvimento de armas nucleares e testes de mísseis balísticos intercontinentais para influenciar o ambiente da segurança regional. Pyongyang também pode tentar abrir barreiras entre os EUA e seus aliados, segundo a inteligência norte-americana.
Crise na América Latina
O relatório também tem um breve trecho em que cita possíveis ameaças nos países latino-americanos. O documento aponta que ao longo do próximo ano, diversas eleições devem ocorrer no continente, que enfrenta crescente insatisfação com a crise econômica e pandemia. Diante disso do aumento da pobreza na América Latina, Washington cita preocupação com o aumento do fluxo de imigrantes em direção aos EUA.
A inteligência norte-americana acredita ainda que protestos violentos e eleições contestadas estão no horizonte da região, citando protestos em meio à pandemia na Colômbia, no Peru e na Guatemala. Além disso, documento prevê a continuidade da crise na Venezuela e do fluxo migratório do país para os países da região em um momento em que os maiores vizinhos do Estado venezuelano enfrentam profundas crises devido à pandemia da Covid-19.
Documentos da ditadura revelam como Falcão, Simonsen e Geisel agiram para exterminar a imprensa alternativa - Alex Solnik
Por Alex Solnik

Você vai conhecer, a seguir, o passo a passo de como Confidencial surgiu, se desenvolveu e se viabilizou, com participação direta do comandante do II Exército, general Dilermando Monteiro, do ministro da Justiça, Armando Falcão, do ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen e do ditador de plantão, general Ernesto Geisel uma ideia cujo objetivo era fechar dezenas de pequenos jornais que conseguiam furar o cerco da censura e mostrar o Brasil real que a ditadura militar de 64 queria esconder.
Todo o relato se baseia em documentos que têm o carimbo “confidencial”, produzidos pela própria ditadura, com digitais das autoridades (menos de Geisel que só dava ordens verbalmente) e muito bem guardados até hoje.
23/08/1976
O Comando do II Exército, 2a Seção envia, em caráter confidencial, a Informação no. 1343 ao Departamento de Polícia Federal cujo assunto é: Imprensa “Independente” (“Nanica”, “Alternativa”). Diz o texto:
1. A partir da suspensão da censura sobre a grande imprensa, alguns tablóides sob a influência ou orientação esquerdista e que se auto-batizaram “independente”, nanica, alternativa ou underground tornam-se cada dia mais numerosos e agressivos. A ação policial de censura sobre os mesmos tem criado diversos incidentes que além de contribuírem para o desgaste da imagem do governo, servem de bandeira para as esquerdas mobilizarem a classe jornalista (sic) para o objetivo marcado pela ABI em 76, secundada pelo Sindicato de Jornalistas de SP – Liberdade de imprensa em 1976.
2. Estudo enviado a esta AI em anexo procura provar matematicamente que é mais eficaz a censura fiscal, que poderia determinar:
- o fechamento de tais publicações pela atividade da fisclização (não satisfação de exigências legais)
- por provar que são subsidiadas espuriamente”.
O “estudo”, que é assinado por um certo Francisco Guimarães do Nascimento, do qual não há qualificação, mas se depreende pertencer às fileiras do II Exército é apresentado a seguir:
IMPRENSA INDEPENDENTE
“De uns tempos a esta parte, as bancas de jornais começaram a apresentar aspectos dos anos 1962/64: vários tablóides, todos de orientação esquerdista passaram a ser editados, embora sob censura.
Acreditamos que esta, da forma que é feita, é mais prejudicial do que útil, pois os danos resultantes dos cortes do censor são escrupulosamente mantidos nas matérias impressas, o que leva o leitor a dar asas à imaginação e o governo a ‘passar recibo’ quanto às acusações de falta de liberdade de expressão no país.
Quer-nos parecer que, no caso, ninguém se apercebeu de algo muito importante: referimo-nos ao custo final das publicações. Chegamos a conclusões curiosas, e, da análise de várias publicações, concluímos que são inviáveis economicamente.
Tem, pois, o Governo condições de agir burocratica (sic) e administrativamente, sob uma coordenação única, para sanear o mercado sem que possa haver protestos aqui e alhures.
Fiscais cuidadosamente selecionados, sem ser deslocados de suas repartições de origem, mas sob uma coordenação única, podem sair a campo e, rotineiramente, apurar o que há por detrás disto tudo.
Resultariam duas vantagens: 1) ou o fechamento de tais publicações pela atividade da fiscalização; 2) ou a prova provada de subvenções espúrias para as mesmas”.
02/09/1976
Por meio do Ofício no. 6.763/76. o superintendente da Polícia Federal em SP, Coronel Benedito Calixto de Souza encaminha a Informação no. 1343 do comando do II Exército ao seu chefe, diretor-geral da Polícia Federal, Moacyr Coelho nos seguintes termos:
“Anexo documentação oriunda do II Exército apresentando um estudo e análise de certas publicações da esquerda política, viabilizando uma possível tomada de posição do governo e que possibilita a proibição definitiva de sua impressão, em substituição à Censura aplicada”.
09/09/1976
O diretor-geral da Polícia Federal envia o Ofício no.341 ao “Exmo. Sr. Ministro de Estado da Justiça Armando Ribeiro Falcão” dizendo o seguinte:
“Encaminho a documentação anexa, contendo sugestões de emprego dos órgãos fazendários, dentro da esfera de suas atribuições, na fiscalização de publicações de influência ou orientação esquerdista”.
15/09/1976
Classificado como “documento sigiloso”, om ofício no. 341 é enviado, dentro do ministério da Justiça ao chefe de gabinete do ministro Armando Ribeiro Falcão, o sr. Alberto Rocha.
25/10/1976
Em despacho ao ministro Armando Falcão, o chefe de gabinete resume o material recebido do diretor-geral da Polícia Federal:
“Sr. ministro, o que se propõe é o controle, através da Receita Federal, do equilíbrio financeiro de órgãos de publicidade, mediante ação fiscal, cujas bases se mantêm no questionário que é parte da sugestão. Para saber da viabilidade e da legalidade do mesmo, convém ouvir, preliminarmente, o Ministério da Fazenda. Se a este vai caber, sob orientação unificada e uniforme, tomar a providência e sua audiência se faz necessária, naturalmente em caráter confidencial”.
26/10/1976
O ministro da Justiça Armando Falcão solicita ao chefe de gabinete “reexaminar a matéria à luz do artigo 79 do Decreto-Lei no.898 de 29/09/1969 (Lei de Segurança Nacional).
09/03/1977
O ministro da Justiça Armando Falcão envia o documento AV/GM/AAS 1620 “a Sua Excelência, o Senhor Doutor Mário Henrique Simonsen, Ministro de Estado da Fazenda”:
“Senhor Ministro
Atendendo proposta do Diretor Geral do Departamento de Polícia Federal, tenho a honra de encaminhar a Vossa Excelência consulta a respeito de sugestão oriunda do II Exército, versando sobre a possibilidade de emprego dos órgãos fazendários, dentro da esfera de suas atribuições, na fiscalização de publicações de tendência esquerdista”.
01/04/1977
O ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen responde “À Sua Excelência o Senhor Doutor Armando Ribeiro Falcão Digníssimo Ministro de Estado da Justiça”:
“Julgo que a fiscalização de empresa jornalística pode constituir-se em providência auxiliar às medidas de preservação da Segurança Nacional para os casos em espécie.
Embora não caiba à autoridade fiscal determinar o fechamento de empresas inconvenientes ao interesse nacional, cumprindo-lhe apenas a imposição de sanções fiscais por inobservância da legislação tributária, creio que, através da auditoria contábil fiscal (..) poderá ser possível a obtenção de evidências ou provas documentais suficientes não só para instauração, através da Procuradoria Geral da República de processo judicial por crime contra a Fazenda Nacional, mas, também para subsidiar a aplicação de providências legais por parte do Ministério da Justiça, no sentido de promover, se for o caso, o encerramento das atividades desse tipo de empresa.
Será de todo conveniente que os procedimentos de ambos os ministérios se promovam a nível central, através da Secretaria da Receita Federal, e do Sistema Nacional de Informações”.
04/07/1977
O diretor-geral da Polícia Federal, Moacyr Coelho envia ao ministro da Justiça Armando Ribeiro Falcão lista com 33 jornais que seriam alcançados pela “auditoria fiscal contábil”, dentre os quais Movimento, Resistência, O Trabalho, Versus, Lampião, Presença, Em Tempo, Pasquim, etc.
01/08/1977
Em recado escrito à mão num documento que apresenta novos subsídios para a “auditoria” da imprensa alternativa, o ministro da Justiça Armando Falcão comunica:
“Submeti, hoje, diretamente, ao Senhor Presidente que decidiu, verbalmente:
“Aguardar”
Em 1-8-77
A.F.
09/03/1978
O DSI/MJ (Divisão de Segurança e Informação do Ministério da Justiça) envia a Informação no.207/78 ao “Exmo. Senhor Ministro da Justiça”.
Assunto: Jornal “Bagaço”
“Foi colocado em circulação o exemplar de Jan/Fev 78 do jornal “Bagaço”, um dos expoentes da “imprensa nanica”.
Dentro da linha de propaganda comunista e contestação aos Governos Revolucionários seguida pela citada imprensa, destacam-se no referido número os seguintes tópicos: ª relação de subversivos desapaecidos, o que se deve a ‘uma falta de uma investigação vigorosa que entre nos quartéis e nas dependências políticas para verificar diretamente o emprego bárbaro da tortura que desmascare os torturadores e puna os responsáveis; b. Artigos em referência às mortes dos subversivos Stuart Angel e Antônio Marcos Pinto de Oliveira. (..) e. foto de mulher com os seios à mostra, caminhando pela rua.
(..)
Esta Divisão alerta para o fato da proliferação de jornais da chamada imprensa nanica, registrados e operando legalmente, estar sendo realizada, senão pelos mesmos elementos, também por jornalistas simpatizantes ou engajados na ditadura comunista.
A legislação atual não delimita condições mínimas tais que impeçam a multiplicação de jornalecos e editoras que surgem hoje e desparecem amanhã, que objetivam a subversão pela contestação, que pretendem representar a opinião pública insidiosamente, que afinal de longe estão de representar um jornalismo responsável e imparcial, tradutor da veracidade opinião pública (sic)”.
03/04/1978
O chefe de gabinete do ministro da Justiça, Walter Costa Porto comunica ao ministro da Justiça Armando Falcão:
“A DSI deste Ministério encaminhou a V.Ex. Informação proveniente do CIE e relativa ao jornal ‘Bagaço’, editado no Rio de Janeiro. Como a informação já foi transmitida ao CI do DPF creio que, com o conhecimento de V.Ex. Pode ser arquivado”.
04/04/1978
“De acordo, arquive-se” escreve à mão o ministro da Justiça Armando Falcão.
11/05/1978
O DSI/MJ envia a Informação no. 397/78 ao ministro da Justiça Armando Falcão.
“Assunto: Imprensa nanica – subversão pelos órgãos de divulgação e comunicação social
“Na década de 60 deu-se o surgimento da chamada imprensa nanica.
(..)
O primeiro jornal desse etilo – o Pif-Paf – surgiu em 1964 e teve a duração efêmera de 8 edições quinzenais sob a direção do esquerdista Millôr Fernandes.
(..)
Hoje, cerca de 100 jornais desse tipo são publicados no Brasil.
12/06/1978
O DSI/MJ envia ao Ministro da Justiça Armando Falcão a Informação no. 496/78.
“Assunto: Subversão através da imprensa alternativa”.
“O jornal Amanhã, de linha nitidamente comunista, pró-Cuba, lançado em Mai 78 é uma publicação da editora Versus.
(..)
O citado jornal pretende insuflar a massa operária em geral e utilizar o Movimento Operário como principal força na defesa das ‘liberdades democráticas’.
O jornal “O Trabalho” no.0 de Mai 78 foi distribuído durante a realização de um ato público em Osasco. A publicação em tela é o mais novo representante da imprensa alternativa ou independente, perfeitamente entrosado no Esquema Comunista da Imprensa.
31/8/1978
O diretor-geral da Polícia Federal Moacyr Coelho envia Ofício no.0289/78 ao ministro da Justiça Armando Falcão:
“Encareço V.Exa. dirigir aviso ao Exmo. Sr. Ministro da Fazenda indicando o jornal Versus para ser submetido à auditoria contábil fiscal pela Secretaria da Receita Federal”.
1/9/1978
O chefe de gabinete do Ministro da Fazenda, Walter Costa Porto acusa o recebimento do Ofício no.0289/78 e pede orientação:
“Em novo ofício, datado de ontem, o Sr. Diretor-Geral do DPF. encarece a V. Exa ‘dirigir aviso indicando o jornal Versus para a auditoria contábil fiscal pela Secretaria da Receita Federal’. Creio então se deva aguardar a decisão do Exmo. Sr. Presidente da República.”
11/9/1978
No documento que recebeu de seu chefe da gabinete a 1/9/1978 o ministro da Justiça Armando Falcão escreve à mão:
“Consultei, no despacho de hoje, o Exmo. Sr. Presidente da República, que aprovou a medida. Prepare-se, assim, o competente expediente ao Sr. Ministro de Estado da Fazenda”.
Analistas de política internacional da TV 247 lançam livro sobre geopolítica
O jornalista José Reinaldo Carvalho, editor internacional do Brasil 247, e Lejeune Mirhan, acadêmico de Política Internacional, lançam livro atualizando análise da conjuntura geopolítica

247 - “Talvez nunca o mundo tenha tido tantos conflitos ao mesmo tempo como nos tempos atuais. Eles hoje podem ser situados nas três regiões da Terra: fronteira ucraniana-russa, Mar do Sul da China e fronteira venezuelana-colombiana”, afirma o professor de política internacional Lejeune Mirhan. Para entender esses conflitos sob uma ótica marxista, o jornalista José Reinaldo Carvalho, editor internacional do portal Brasil 247 e o sociólogo e escritor Lejeune Mirhan, estão lançando a terceira edição de seu livro original de 2003, inteiramente reformulado e atualizado.
O livro está sendo comercializado antecipadamente como pré-vendas e deverá ficar pronto para entregas na primeira semana de maio. Ele leva o selo da Apparte Editora, do próprio Prof. Lejeune e ficou com 608 páginas, inteiramente ilustrado. Seu preço de tabela será de R$69,90, mas está sendo comercializado antecipadamente por R$59,90. Comprando dois livros, ganha-se mais 10% de descontos (R$107,82). O livro pode ser adquirido no endereço: https://bit.ly/3wvMMzl.
Todas as compras feitas pelo site da editora (www.apparteditora.com.br) podem ser feitas pagando-se de todas as formas, com todos os cartões, inclusive sendo parcelado em seis vezes sem juros. Há no site, descontos progressivos, que chegam a 40%, comprando-se lotes de 50 livros (R$1.797,00). Os autores oferecem para ministrar pequenas palestras e conferências virtuais sobre a temática internacional, para as entidades que adquirem pacotes promocionais.
O livro tem o prefácio do Dr. Jamil Murad, médico, presidente do CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de Solidariedade e Luta pela Paz, instituição vinculada ao Conselho Mundial da Paz.
O livro trata dos principais temas da politica internacional da atualidade, com conteúdos o mais atual possível, incluindo a análise do resultado das eleições nos EUA e o mundo que advirá após isso, a chamada era Biden. Trata-se ainda no livro de temas como: A farsa da democracia estadunidense; A tragédia Libanesa; É inevitável uma guerra EUA x China?; O cerco imperialista à Venezuela; As guerras que os EUA movem contra a China; Pandemia, neoliberalismo e saídas para a crise; General Qaseem Suleimani; O Islã na geopolítica mundial; China; O Foro de SP; Internacionalismo, entre outros temas, que os autores abordam semanalmente na TV 247 e em suas colunas no Brasil 247.
São Paulo alerta para risco de desabastecimento de kit intubação em 24 horas e acusa ministério de ignorar pedidos

247 - O governo de São Paulo alertou o Ministério da Saúde para o risco de desabastecimento de medicamentos necessários à intubação de pacientes nas próximas 24 horas, caso os estoques não sejam repostos. Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, teria enviado nove ofícios nos últimos 40 dias alertando a pasta sobre o baixo nível dos estoques, mas não obteve resposta.
"A situação de abastecimento de medicamentos, principalmente daqueles que compõem as classes terapêuticas de bloqueadores neuromusculares e sedativos está gravíssima, isto é, na iminência do colapso, considerando os dados de estoque e consumo atualizado pelos hospitais nesses últimos dias", diz Gorinchteyn no documento.
Ainda segundo a reportagem, Gorinchteyn afirma que não obteve retorno dos pedidos de reposição dos estoques, apesar de formalizar “reiteradamente" as solicitações dos medicamentos .
O secretário destaca, ainda, que “o Ministério da Saúde manteve o Estado de São Paulo durante 6 (seis) meses sem fornecimento de qualquer quantidade de medicamentos provenientes das requisições administrativas realizadas", além de não explicar “qual o critério adotado para definir a distribuição dos milhões de unidades farmacêuticas requisitadas, face ao quantitativo ínfimo enviado ao Estado de São Paulo".
Jornal português explica por que o Brasil é o pior país do mundo na pandemia: Bolsonaro

247 - Jair Bolsonaro é o responsável direto pelo aumento dos casos de mortes relacionados à Covid-19 no Brasil, aponta o jornal Diário de Notícias, um dos maiores de Portugal.
“De quem é a culpa? Depois de recusar comprar vacinas, além de criticá-las, de promover tratamentos ineficazes e de rejeitar isolamento e máscaras, os especialistas apontam o dedo ao presidente Jair Bolsonaro, cujo governo vai começar a responder politicamente pela tragédia em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) por omissão no combate à doença”, destaca o periódico.
A reportagem, assinada pelo jornalista João Almeida Moreira, ressalta que “um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas e Estudos de Direito Sanitário da Faculdade de Saúde Pública da USP e pela organização não-governamental Conectas Direitos Humanos descarta a tese da "incompetência" de Bolsonaro e aponta que o presidente promoveu a propagação do novo coronavírus no Brasil "com empenho e eficiência”’ sob a alegação da necessidade de “retomar a atividade económica o mais rapidamente possível e a qualquer custo”.
Ainda segundo o jornal, o Brasil ocupa a última classificação em um ranking de 98 países no combate à pandemia, elaborado pelo centro de debates do Lowy Institute, de Sidney, na Austrália.
Além disso, o Diário de Notícias também destaca que uma pesquisa do Datafolha, realizada em março, apontou que 43% dos brasileiros consideram Bolsonaro o principal responsável pela crise sanitária.
“Com este pano de fundo, Luiz Roberto Barroso, juiz do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Senado abrisse uma CPI para investigar a ação - ou omissão - do governo no combate à doença, com base num pedido nesse sentido de 31 parlamentares (mais quatro do que o mínimo de 27 exigido) de 15 de janeiro”, diz um outro trecho da reportagem.
No futuro, ninguém ousará usar o nome Bolsonaro, diz Ruy Castro

247 – O escritor Ruy Castro avalia que, além de destruir o Brasil, Jair Bolsonaro destruirá o próprio nome de sua família para toda a eternidade. "De quantos Hitlers você ouviu falar na Alemanha e na Áustria desde o suicídio de Adolf em 1945? É verdade que, possivelmente broxa, o Führer não deixou filhos, mas não terão sobrado sobrinhos e primos com seu nome? E será conveniente ter hoje o sobrenome Tsé-tung na China, Amin Dada em Uganda e Pol Pot no Camboja? Os três somados ordenaram quase 80 milhões de mortes no século 20", escreve Castro.
"Façanhas invejáveis até por Jair Bolsonaro, responsável por boa parte dos por enquanto 13,6 milhões de brasileiros contaminados com a Covid e 358 mil mortos, números de que logo sentiremos saudade. Aos quais Bolsonaro chegou por um somatório de negação, sabotagem e mentiras, imortalizadas em tantas declarações gravadas. Nunca um criminoso se entregou tanto pela palavra", aponta. "O nome Bolsonaro também desaparecerá por falta de quem ouse usá-lo", prevê.
Estadão aponta que, além dos crimes de responsabilidade, Jair Bolsonaro comete vários crimes comuns

247 – Jair Bolsonaro tem cometido crimes de responsabilidade no exercício do cargo e vários crimes comuns, aponta editorial desta quarta-feira do jornal Estado de S. Paulo. "A ameaça é o segundo crime previsto no Capítulo VI do Código Penal. 'Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave. Pena: detenção, de um a seis meses, ou multa' (art. 147)", lembra o editorialista.
"Jair Bolsonaro conhecia o exato significado de tornar pública sua disposição de 'sair na porrada' com o senador Randolfe Rodrigues. Na mesma conversa, Jair Bolsonaro buscou ainda constranger e ameaçar integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), instigando o senador Jorge Kajuru a apresentar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Na estranha e ilegal lógica de Bolsonaro, isso seria 'fazer do limão uma limonada'”, prossegue o texto, citando seu diálogo criminoso com o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO).
"Desde abril deste ano, com a entrada em vigor da Lei 14.132/2021, o terceiro crime do Capítulo VI do Código Penal refere-se à perseguição. 'Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade. Pena: reclusão, de seis meses a dois anos, e multa' (art. 147-A). Ainda que seja novo, esse tipo penal também merece a atenção do presidente da República. Não seria difícil enquadrar seu reiterado comportamento em relação a alguns políticos da oposição dentro dessa moldura legal", aponta o texto.
"O que o presidente da República faz na posse do cargo é passível de ser enquadrado penalmente. Não basta, portanto, que Jair Bolsonaro se preocupe com eventual responsabilização por crimes de responsabilidade. Suas ações o aproximam perigosamente da esfera penal", finaliza o editorialista.
Em um ano cesta básica ficou 27% mais cara e valor do auxílio emergencial caiu 58%

Revista Forum - O valor da cesta básica paulistana ficou 27% mais cara entre março do ano passado e deste ano, e o valor do auxílio emergencial do governo Federal teve queda de 58% entre 2020 e 2021, segundo levantamento feito pela Fundação Procon-SP em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). De acordo com o estudo, o preço médio da cesta com 39 itens, que em março de 2020 era de R$ 798,10, subiu para R$ 1.036,66.
Ao mesmo tempo em que a cesta básica encareceu, o auxílio emergencial pago pelo governo Federal teve uma que de 58,33%, ou seja, foi de R$ 600 para R$ 250. Com esse valor pago para uma família, só é possível pagar 25% do total de uma cesta básica.
Entre os itens da cesta básica que mais encareceram, destaque para o óleo de soja, com alta de 88,89%, arroz (5 kg), com elevação de 69,44%, carne de primeira, que ficou 39,96% mais cara, carne de segunda (+29,51), e a cebola, cuja elevação foi de 28,90.
Mulher morre após teste clandestino com cloroquina nebulizada em Manaus e deixa recém-nascido
Médicos ignoram protocolo, e cinco pessoas morreram; especialista fala em 'experimento mengeliano'
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Em meados de fevereiro, o auxiliar de produção Kleison Oliveira da Silva, 30, apreensivo, cuidava do filho recém-nascido, no IMDL (Instituto da Mulher e Maternidade Dona Lindu), hospital público estadual em Manaus. Na UTI, a esposa, Jucicleia de Sousa Lira, 33, lutava contra a Covid-19.
Então, o susto: sua irmã, que mora em Santarém, no Pará, enviou por WhatsApp um vídeo em que Jucicleia aparece sorridente durante uma sessão de nebulização de hidroxicloroquina.
Foi por meio dessa mensagem, originada a 600 km de distância, que Kleison descobriu que sua mulher, em estado grave e dias após um parto de emergência, havia recebido um tratamento experimental baseado em um medicamento ineficaz contra o novo coronavírus e que pode gerar reações adversas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).
“O pessoal lá de casa ficou animado, mas era uma notícia falsa”, afirma Kleison.
Depois da nebulização, a saúde de Jucicleia não parou de piorar. Até que, em 2 março, a técnica em radiologia morreu, 27 dias após o nascimento do filho único. O hospital informou à família que a causa foi infecção generalizada em decorrência da Covid-19.
A responsável pela nebulização da hidroxicloroquina e pela viralização do vídeo é a ginecologista e obstetra paulistana Michelle Chechter. Ela atuou em Manaus com o marido, o também médico Gustavo Maximiliano Dutra.

O viúvo diz que, durante as conversas no hospital, Michelle Chechter não o consultou sobre a nebulização ou o vídeo.
Ele só descobriu que a esposa havia assinado uma autorização ao ser informado pela Folha, em 8 de abril. São três parágrafos curtos com quatro erros gramaticais e de grafia.
Ali, a paciente concorda que Chechter utilize a “técnica experimental nebuhcq líquido, desenvolvida pelo dr. Zelenko”. Além disso, ela autoriza o uso do depoimento gravado na UTI e o relato do caso em uma revista científica.

O “protocolo” adotado em Manaus foi criado pelo médico ucraniano-americano Vladimir Zelenko. Ele foi alçado à fama em março de 2020, quando sua defesa do uso da cloroquina contra a Covid-19 foi encampada pelo então presidente Donald Trump, de forma semelhante ao que ocorreria em seguida no Brasil.
Em abril de 2020, Zelenko se tornou alvo de uma investigação preliminar de um procurador federal por ter mentido que seu estudo havia recebido o respaldo da FDA, a agência norte-americana que regula medicamentos.
Sem ética
Para aplicar o tratamento experimental, que consiste na inalação de comprimidos de cloroquina macerados e diluídos, Chechter ignorou todas as boas práticas, segundo o infectologista Francisco Ivanildo de Oliveira, gerente médico do Sabará Hospital Infantil, em São Paulo.
As irregularidades começam pela ausência da aprovação prévia por um comitê de ética em pesquisa, exigência legal no Brasil. Outro problema é que, na autorização apresentada à paciente, ela não foi informada sobre os riscos, conforme as normas brasileiras do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
“Nunca vi isso. Não sabemos quantos pacientes foram utilizados, não há termo de consentimento nem comitê ético. É até mau gosto chamar de estudo. Trata-se de um experimento mengeliano”, conclui Oliveira, em referência ao nazista Josef Mengele, que realizou experimentos letais no campo de concentração de Auschwitz.
A reportagem tentou entrar em contato com o casal por meio do Centro Médico Mazzei, em São Paulo, onde os dois trabalham. Uma funcionária respondeu, via WhatsApp: "Dra Michelle disse para deixar assim mesmo porque no momento ela está sem tempo”.

Além de Jucicleia, apenas outra paciente, também puérpera, assinou a autorização para uso de nebulização. Ela sobreviveu, mas só recebeu alta quase dois meses após ter passado pelo procedimento.
Outros casos
Relatos obtidos pela Folha afirmam que pelo menos outras três pacientes receberam nebulização mesmo sem terem autorizado. Todas morreram. Uma delas teria sido Ingrid Chaves, 32, internada com Covid-19 quando estava grávida de cinco meses.
Ela deu entrada no IMDL em 10 de fevereiro. Na manhã seguinte, Chechter ministrou hidroxicloroquina à paciente, segundo uma familiar que a acompanhava e conversou com a Folha sob a condição do anonimato.
Nesse período, a médica entregou comprimidos nas mãos dessa familiar e a orientou a dar pessoalmente a hidroxicloroquina, sob a alegação de que outros médicos poderiam retirá-la do prontuário —procedimento ilegal no país, pois o medicamento de uma pessoa internada só pode ser fornecido pelo hospital.
Para convencer a família, Chechter disse que a hidroxicloroquina tinha o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que, por causa disso, sofria oposição política.

Pouco mais tarde, por volta das 12h, Chaves entrou na UTI. A família não sabe se ela recebeu a nebulização após a transferência. Em 26 de fevereiro, Chaves morreu. Os médicos fizeram uma cesárea de emergência, mas o menino veio a óbito em 3 de março.
Para a OMS, a hidroxicloroquina oferece risco adicional para mulheres grávidas. "Embora a hidroxicloroquina tenha sido usada em gestantes com doenças autoimunes sistêmicas, como o lúpus eritematoso sistêmico, grávidas podem ter ainda mais razões para relutar em usar hidroxicloroquina para profilaxia de Covid-19”, diz a instituição.
Além do marido, Chechter também atuou em Manaus com outro médico, o professor de neurologia da UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) Alexandre Marinho. Segundo relatos à reportagem, ele veio a Manaus com cinco alunos de graduação a convite da médica.
A presença dos estudantes acabou sendo vetada pela direção da maternidade. Em seguida, os três médicos deixaram de atuar no IMDL.
Secretaria de Saúde
Procurado, o secretário de Estado da Saúde, Marcellus Campêlo, só respondeu, via assessoria de imprensa, parte das perguntas enviadas por e-mail.
A secretaria se eximiu de culpa pela aplicação de nebulização em seu hospital, informando que o tratamento não faz parte dos protocolos terapêuticos da rede estadual e que "se tratou de um ato médico, de livre iniciativa da profissional [Chechter], que não faz mais parte do quadro da maternidade, onde atuou por cinco dias”.
A pasta afirma que apenas duas pacientes foram submetidas ao tratamento. Ambas “assinaram termo de consentimento”, e as informações sobre o atendimento estariam registradas em prontuário.
Entre as perguntas não respondidas estão: A secretaria denunciou o casal? A morte de Jucicleia tem relação com a nebulização? O casal administrou hidroxicloroquina em comprimidos a quantos pacientes?
A reportagem procurou a UFCG, mas a chefia de gabinete da reitoria alegou que não houve tempo hábil para resposta. A Folha enviou e-mail para Marinho, que não respondeu o pedido de entrevista.
Também procurado, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Amazonas, Emanuel Jorge Akel, não atendeu a reportagem.
Vídeo
A morte de Jucicleia não impediu que o vídeo gravado por Chechter continuasse circulando até hoje no WhatsApp, nas redes sociais e em reportagens de meios de comunicação bolsonaristas.
Um dos que mais contribuíram para a propagação foi o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni (DEM). Ele publicou o vídeo no Twitter 18 dias após a morte de Jucicleia e, até domingo (11), a gravação havia sido visualizada 132,5 mil vezes.
A gravação não está disponível nas redes sociais de Chechter, mas ela continua propagandeado o tratamento precoce, a hidroxicloroquina e a prescrição off label, ou seja, ministrar um medicamento de forma diferente à aprovada pela Anvisa.
Enquanto isso, em Manaus, Kleison Oliveira da Silva tem dividido o tempo entre o trabalho e o cuidado do seu filho. Uma das partes mais difíceis, segundo ele, tem sido continuar recebendo a gravação da mulher.
"A pessoa que vê o vídeo pensa que a minha esposa está curada, mas não é verdade. Ela faleceu. É um profundo desrespeito."

Cronologia da nebulização de hidroxicloroquina em Manaus
- 1 de fevereiro: No Instagram, Michelle Chechter posta uma foto com caixas de medicamentos para anunciar que viajará a Manaus, colapsada pela nova onda de Covid-19. Ela usa o hashtag #offlabel, que prega uso do medicamento fora do previsto na bula.
- 3 de fevereiro: Chechter e o marido, Gustavo Maximiliano Dutra, começam a trabalhar no Instituto da Mulher Dona Lindu, em Manaus, para tratar de gestantes e puérperas com Covid-19.
- 9 de fevereiro: Mesmo sem aprovação obrigatória de um comitê de ética, Chechter aplica nebulização de hidroxicloroquina em pelo menos duas pacientes, que assinam autorizações sem informações obrigatórias. Durante o procedimento, a médica grava o depoimento de uma delas, a puérpera Jucicleia de Sousa Lira, e o vídeo viraliza. Em seguida, ela deixa de atuar na maternidade.
- 11 de fevereiro: Em live no Facebook, Bolsonaro aparentemente menciona o vídeo com a nebulização: “Os relatos são que, em poucas horas, uma pessoa que receba nebulização de hidroxicloroquina se sentiria aliviada e partiria para a cura. É apenas uma pessoa, uma informação, mas é sinal de que tem gente que realmente está preocupado com isso, médico que tem coragem”, diz ele.
2 de março: Por volta das 3h, Jucicleia morre em decorrência da Covid-19 após pouco mais de um mês internada. A causa informada à família é de infecção generalizada.
- 3 de março: Chechter anuncia que irá a Chapecó, em Santa Catarina, a convite da prefeitura, para dar uma sobre “gestação e Covid-19”.
- 19 de março: Em aparição a uma rádio de Camaquã, no Rio Grande do Sul, intermediada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni (DEM), Bolsonaro defende a nebulização de hidroxicloroquina. “É uma novidade que parece que nasceu em Manaus”, afirmou.
- 20 de março: Lorenzoni publicou o vídeo como se Jucicleia estivesse se recuperando da Covid-19. “Decisão da médica em conjunto com a paciente: de 0 a 10 melhorou 8”, escreveu Lorenzoni. O post com o vídeo foi visto 132,5 mil vezes até 11 de abril.
- 24 de março: O hospital de Camaquã informou que três pacientes que receberam a nebulização com hidroxicloroquina haviam morrido.
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