Hands of Time

EDUARDO CARVALHO
Aos jovens e adultos: nossos pais envelhecem

Aconteceu faz um tempo. Era manhã, por volta das 10h. No visor, a chamada 'Casa'. Atendi. Do outro lado da linha, a voz feminina embargada de minha mãe. ''Estou com muitas dores'' foi o disparador para que a preocupação e o nervosismo tomassem conta de mim no outro canto da linha, numa outra cidade.
Durante a conversa, que durou pouco mais de 10 minutos, a descrição de tudo aquilo que havia acontecido até a ligação. As crises em decorrência de cálculos renais haviam impossibilitado o sono e por consequência, seu descanso. A neta, minha sobrinha, havia saído para escola para o ponto de ônibus da escola - pré pandemia - sozinha.
Enquanto falávamos era ela em casa, sem remédios, mas com lenços e documentos. Uma consulta de análise socioeconômica do hospital agendada para a quarta seguinte e enfim, começarem os processos para a sua cirurgia. Mas suas dores não respeitam prazos, tampouco a comprovação de pobreza. Seus incômodos cada vez mais constantes respeitam apenas o agora.
Tentei segurar o choro, fingindo uma normalidade. ''Ficará tudo bem, eu chego na manhã desta sexta. Vamos resolver isso'', soltei, mentindo pra mim e para ela. Aos 20, poucas são as coisas que você realmente pode fazer, além de encher o saco e criar problema. No meu caso, não tanto. Desligamos o telefone. Fui correr.
Na ida, suor e choro decoravam meu rosto. Me dei conta, pela enésima vez nos últimos três anos que este processo é maior e delicado: a velhice de minha mãe está se concretizando. Ela não esperará que eu complete 40 ou 50 anos para ter dores na lombar, fraqueza nas pernas, dores de cabeça que terminam em enxaquecas. O ideal de que devemos primeiro envelhecer para que só depois eles possam cai por terra.
Ninguém me avisou que isso aconteceria tão cedo, de que o corpo dela padeceria em casa. Se há aviso, esqueceram de mim. 'Como é que você vai pifar agora?' ou 'por que comigo?' são as perguntas que você tenta responder, com raiva. Raiva derivada de uma tristeza colossal, refletindo a impossibilidade de fazer algo para quem lhe deu a vida. Uma amiga, outro dia, comentou 'tudo na sua vida segue um ritmo intenso. talvez isso tenha sido respeitado até nessa situação'.
Enquanto nossos pais ficam senis, você mergulha na infantilidade, em busca de conforto para amenizar a solitude que é desempenhar todas as funções. A impotência vem, junto com a não crença do que seus olhos assistem. A cada dia, um episódio diferente. A repetição de uma mesma informação três vezes ou mais, além da facilidade em esquecer. Intercalamos risos e choros quando chegamos nesse estágio.
A vida não foi fácil para ela. 30 anos como doméstica, servindo o lauto jantar nas casas dos patrões quando ela mesma se preocupava se eu teria o que comer em casa. Criou dois filhos, ficou em coma durante três meses por conta da diabetes. Além de um processo contra empregadores que deixaram de pagar seu INSS por sete anos. E que achavam isso normal, mesmo morando no condomínio mais caro de São Conrado. Mais do que dizer que não foi fácil, a vida, em alguns momentos, foi injusta.
Voltei para casa, tomei banho e fui trabalhar. No fone, ao apertar o display de aleatório, Milton Nascimento. Me senti afogar no mar de lágrimas ao som de 'Cais'. Ao escutar Bituca, ouvi a voz de minha mãe e algo silenciou o vazio que havia dentro de mim desde o início daquela manhã. Não adiantava fugir, nem prender. Deixe que o mar se encaminhe para levá-los, como barcos, para esse momento tão atenuante de nossa passagem.
A mesa gira, o jogo inverte e está aqui estabelecida uma dinâmica que a própria vida se prontificou em organizar por você, meio de graça. A concomitância de ser filho e pai, o melhor amigo, babá, parceiro. ''Eu queria que você fosse mais jovem, para voltar a ficar nos meus braços como ficava quando bebê'', me confidenciou outro dia, enquanto comíamos.
Na incapacidade de recriar o momento, o contrário é bem mais provável. Somos nós que devemos colocá-los no colo. E cuidar, ainda que por um milésimo você possa pensar que não há forças. É fundamental que todos saibam e tenham isso em mente: nossos pais envelhecem.
P.S: A coroa se vacina na segunda.
Opinião - Maurício Stycer: Nova CEO da CNN precisa convencer público que não se aproxima de Bolsonaro
Movimentações no canal, que já tentou se mostrar imparcial, levantam dúvidas sobre proximidade com o governo
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Entre os empresários que ovacionaram o presidente Jair Bolsonaro em jantar recente em São Paulo, três representavam grupos de comunicação: Rubens Menin, principal acionista da CNN Brasil, Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, presidente da Jovem Pan, e José Roberto Maciel, CEO do SBT.
O registro é relevante porque o encontro buscava promover uma reaproximação do presidente com fatias do empresariado.
Segundo a reportagem da Folha, um dos presentes, que não quis ter o nome divulgado, contou que Bolsonaro foi “aplaudido efusivamente” após discursar. Na sua fala, segundo relatos, se comprometeu com a imunização da população contra a Covid-19.
Ainda que com graus diferentes de entusiasmo, Jovem Pan e SBT são veículos abertamente simpáticos ao governo, e não escondem isso. Por isso, a presença de seus representantes no jantar com o presidente não surpreendeu.
Quando completou um ano, escrevi nesta coluna: “A maior desconfiança, de que o canal foi criado para ser um braço de apoio do bolsonarismo, não se confirmou”.
E acrescentei: “Com os âncoras mais à vontade e uma pauta mais sensível à horrorosa gestão federal da pandemia, não acho que caiba a pecha de governista ao canal. Record, SBT e RedeTV! puseram o sarrafo num ponto muito alto”.
Apenas dez dias depois, em 25 de março, Rubens Menin enviou uma mensagem a todos os funcionários da CNN comunicando que o jornalista Douglas Tavolaro, idealizador do canal e CEO, estava deixando a empresa.
Sem dar mais detalhes, o empresário comunicou que Tavolaro iria se dedicar a projetos editoriais nos Estados Unidos e que vendeu a sua participação na companhia, que agora pertence integralmente à família Menin.
Eu havia estado com Tavolaro duas semanas antes para fazer uma entrevista para o UOL sobre o primeiro ano da CNN Brasil. O executivo pareceu animadíssimo. Estava feliz com o que o canal havia alcançado até então e estimulado com as perspectivas de futuro no curto prazo.

Menin foi um dos poucos empresários que falaram abertamente com jornalistas após o jantar com Bolsonaro, em 7 de abril. Ouvido pelo O Estado de S. Paulo, ele disse: “Foi uma conversa boa, eu gostei, me deu tranquilidade”.
Segundo o dono da CNN, que também é proprietário da MRV Engenharia e do banco Inter, não houve questionamentos sobre atitudes polêmicas ou intempestivas do presidente: “Foi uma conversa de alinhamento, não de confusão”.
Nesta terça-feira (13), o empresário comunicou a contratação da jornalista Renata Afonso como CEO da CNN Brasil. Nome pouco conhecido no mercado nacional, Afonso era havia 14 anos CEO da TV TEM, afiliada da Globo em Sorocaba, em São Paulo.
Fundada pelo empresário J. Hawilla (1943-2018), envolvido no escândalo de corrupção da Fifa, a TV TEM está presente em 318 municípios no estado.
Na mensagem aos funcionários do canal, Menin observou: “Vale ressaltar que Renata está alinhada com os valores do nosso Conselho Editorial, baseados na independência e na ética, que caracterizam a CNN no mundo todo”.
A primeira missão da nova CEO, creio, será convencer o espectador de que a CNN Brasil não tem planos de se engajar na rede de mídia governista.
Cinco vezes que Tiago Leifert ficou pistola com Fiuk no BBB21

Natasha Amaral
Publicado em 14/04/2021 às 07:01:00
Fiuk foi do amor ao ódio do público logo no início do BBB21. Participante do Camarote, o cantor era visto como um dos brothers favoritos ao prêmio, até que a convivência na casa pesou e o "seu Fiuk" apareceu – apelido dado pelos colegas de confinamento em função do jeito ranzinza do paulista. Contudo, a postura do artista parece não estar agradando apenas ao público, o jeito mimado e em cima do muro também fez com que Tiago Leifert ficasse pistola e intervisse com patadas e broncas durante a atual edição do reality show.
Veja as vezes em que o apresentador perdeu a paciência com Fiuk:
Cigarro polêmico na Prova do Anjo
A primeira "chamada" aconteceu logo nos primeiros dias do programa. Durante o sorteio de uma Prova do Anjo, Fiuk resolveu fazer um pedido inusitado para o apresentador e levou uma patada daquelas.
O brother, sem noção alguma, questionou se seria permitido fumar durante a dinâmica. Sem paciência, Tiago respondeu: "Ah, Fiuk... Vamos lá. Arthur, faz o sorteio". Pouco tempo depois, o cantor reclamou com o líder Arthur sobre a fala do apresentador: "Tá vendo como fumante é discriminado?".
Insistir no erro é burrice?

Não contente com a primeira bronca por causa do cigarro, o artista resolveu insistir. Durante a Prova do Anjo em que Projota foi vencedor, Fiuk e Caio Afiune resolveram ignorar a cerimônia feita por Leifert para consagrar o anjo e decretar o monstro para fumar.
O apresentador, que já tinha dado o recado nos primeiros dias de confinamento, deu outra bronca: "Fiuk e Caio, não era hora né? Não era hora! Não é o momento, né?”, disse Tiago para a dupla. Desapontados, os brothers caminharam cabisbaixos de volta até a área externa da casa.
Saindo pela tangente

Na noite em que Sarah foi eliminada, Tiagou questionou o cantor sobre quem sairia do programa. A brasiliense disputava permanência na casa com Juliette e Rodolffo. Fiuk, tentando sair pela tangente, se esquivou: "Tiago, você jogou muito difícil, tô me perguntando isso o dia inteiro. Eu falei pra todo mundo que eu não sei".
E o apresentador pressionou: "Fala um nome. Quem você acha que vai sair, sua intuição". "Fala um nome pra mim, vamos", insistiu. Mas o artista não se comprometeu: "Não sei, não sei, não sei. Desculpa, Tiago, não sei".
Desclassificação na prova de resistência

Na última prova de resistência, quando Viih Tube deu um banho nos brothers e levou a liderança, Fiuk interrompeu o discurso de Tiago e comentou que não havia entendido as regras. O brother foi eliminado depois de sentar rapidamente para descansar.
"Mas eu confesso que eu fiquei um pouco chateado, cara, que eu não sabia daquela regra lá, sabe", disse Fiuk. Tiago então alfinetou o brother: "Ah você não imaginou que não podia sentar em uma prova de resistência?".
Jogo da Discórdia (literalmente)
Durante o último Jogo da Discórdia, Fiuk deveria criar seu pódio atual, mostrando o primeiro, segundo e terceiro lugar na grande final do reality show. Na hora de escolher quem não ganharia o programa de jeito nenhum, o cantor se recusou e tentou pipocar. O apresentador, então, perdeu novamente a paciência.
"Não foi essa pergunta. A pergunta é: quem não vai ganhar?", disparou Leifert. "Eu entendi, Tiago, mas é o que eu consigo responder. Desculpa mesmo", Fiuk explicou. E o apresentador rebateu: "Não é assim que funciona, Fiuk. Eu que peço desculpas pra você. A pergunta é quem não vai ganhar. Na última vez, na terça-feira, eu perguntei quem vai sair. Você não quis responder. Agora é quem não vai ganhar".
Gêmea assassinada foi atraída por promessa de trabalho e faculdade paga
Rodrigo Scapolatempore
Colaboração para o UOl, em Uberlândia (MG)
14/04/2021 11h20
Gabriela Meirelles, estudante de medicina morta em Araguari (MG), foi atraída pelo seu agressor por uma promessa de que arrumaria trabalho para pagar a faculdade, segundo a irmã. A jovem de 20 anos estudava em uma faculdade do Uruguai e foi morta e enterrada no quintal de uma casa por um moto taxista na madrugada de sábado (10).
Itamara Meirelles, irmã gêmea de Gabriela, disse que a vítima conheceu o homem pela Internet e que, mesmo tendo encontrado com ele apenas duas vezes, foi convencida de que Uberlândia era um bom local para conseguir dinheiro. Assim, ela se mudou de cidade.
Entregador acusa dono de hamburgueria de humilhá-lo por usar bermuda
"Ela queria sim juntar dinheiro para ir de vez para o Uruguai e acabou sendo convencida pelo criminoso. Eles eram amigos virtuais e pelo que fiquei sabendo ele falava que ajudaria ela a se estabilizar por lá até conseguir sair do Brasil". Gabriela vinha fazendo o curso virtualmente por conta da pandemia.
As duas cidades são vizinhas com uma distância de cerca de 30 km. Na noite de sexta-feira (9), o moto taxista buscou Gabriela em Uberlândia e a levou até a casa onde foi morta, em Araguari.
Investigações
Ontem, Itamara afirmou que não sabia do relacionamento da vítima com o suspeito e que, se soubesse, teria feito de tudo para evitar a tragédia. "Não deixaria ela se envolver com um monstro", defendeu.
O homem a quem ela se refere é José Hamilton de Jesus, de 43 anos, que tinha passagem por homicídio e foi morto após trocar tiros com a Polícia Militar quando se escondia em outra casa depois de fugir da cena do crime.
A Polícia Civil de Minas Gerais afirmou ao UOL que já foram feitos os primeiros levantamentos e que foi instaurado um inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte da jovem. As investigações seguem em andamento.
O UOL tentou novamente entrar em contato com o delegado responsável para entender as supostas motivações do crime, mas a investigação segue sob sigilo.
Despedida
Em suas redes sociais, Itamara relembrou momentos com a irmã, escreveu uma despedida emocionada e ao publicar uma foto das duas, ainda crianças, com a mãe, que era o motivo pelo qual Gabriela queria se formar médica. A matriarca criou as filhas fazendo faxina e vendendo produtos na rua.
Antes do velório, que aconteceu ontem, ela também publicou um registro com um arranjo de flores.
O corpo da jovem foi sepultado ontem em São José dos Campos (SP), em cerimônia discreta, por conta da pandemia da covid-19.
"Foi com você que compartilhei dos meus melhores momentos. Eu não consigo acreditar, ainda espero te encontrar, você foi a melhor parte de mim desde que nasci. Prometo te orgulhar", escreveu.
Além de serem gêmeas idênticas, as duas estavam sempre juntas, como mostram diversas imagens de ensaios fotográficos e passeios no perfil de Itamara.
"Pode ter certeza de que por onde você passou você deixou seu brilho com a luz que transmitia. Que Deus e Jesus Cristo te recebam de braços abertos meu anjo. Descansa em paz já que eu chego meu bebê, desculpa", completou na declaração.
O crime
Gabriela Meirelles foi morta com um tiro na cabeça na madrugada de sábado (10). Ela havia enviado mensagens com a localização para uma amiga e revelou que estava com medo." Se não voltar até 8h (da manhã) você vem, tenho medo dele", teria escrito a jovem.
Pouco tempo depois da meia-noite, enviou a última mensagem dizendo que iria dormir e que até 7h avisaria à amiga que iria embora, o que não ocorreu.
Após ficar incomunicável, a amiga desconfiou e reportou a situação à polícia. No outro dia, vizinhos disseram ter ouvido barulhos estranhos no local.
Segundo a PM, o corpo de Gabriela estava enterrado no quintal da casa, perto de um canil. Uma enxada e uma pá ainda suja também foram apreendidas.
O moto taxista foi encontrado no dia seguinte. Ele trocou tiros com os policiais e morreu no local. O agressor tinha duas armas de fogo, munição e facas, além de quase R$ 7 mil em dinheiro vivo.
A Polícia Civil confirmou que o homem cumpriu 12 anos de prisão pelo homicídio da esposa, em 2006, também em Araguari.
De acordo com os prints da conversa com a amiga, a jovem dizia que o homem contava histórias estranhas sobre ter matado uma garota de programa.
“Meu sofrimento pode ajudar outras mulheres”
Lana Rhoades revela traumas psicológicos após pornô: “Meu sofrimento pode ajudar outras mulheres”
Influenciadora contou que enfrenta o problemas todos os meses

Redação Publicado em 13/04/2021, às 08h25
Ex-atriz de filmes pornôs, Lana Rhoades, de 24 anos, usou o podcast 3 Girls 1 Kitchen para falar abertamente sobre a depressão e as “cicatrizes psicológicas” deixadas pelos oito meses que trabalhou em filmes adultos.
Durante o programa, a influenciadora chorou, explicou que as cenas de humilhação que gravou no período a deixaram muito mal e que as imagens sempre voltam em sua mente “como uma sentença”.
Lana contou que desde os 12 anos sonhava em ser uma estrela de filmes pornográficos, mas que as cenas traumáticas a fizeram largar a carreira e os filmes adultos.
“Eu queria escapar da situação que eu tinha em casa [quando era mais jovem]. Eu me trancava no closet e assistia Girls Next Door of Playboy (reality sobre as namoradas de Hugh Hefner, fundador da Playboy) pensando em fazer 18 anos para poder viver aquilo”, explicou ela (veja o abte papo abaixo).
“O perigo de glamorizar a indústria do sexo é que jovens garotas como eu só vão ver os lados positivos da coisa, e não os negativos”, continuou ela, explicando que resolveu trazer à tona sua história para ajudar outras mulheres.
Antes de estrelar filmes adultos, Lana trabalhou como stripper e garçonete. Ela explicou que era muito ingênua quando começou a filmar, a ponto de “não saber que teria que fazer sexo” nas gravações.
“Isso vai fazer parecer que eu era muito ingênua, mas é verdade… quando entrei no avião [com os agentes] para ir à Los Angeles fazer pornô pela primeira vez, eu não tinha ideia de que eu teria que fazer sexo. Não tinha processado a coisa, eu simplesmente não pensei no que eu precisaria fazer para me transformar em uma estrela do pornô”, disse ela.
Lana diz ter sido coagida por agentes
Apesar de ter dito (no início de tudo) que gostaria de filmar apenas com mulheres, os agentes a colocaram contra a parede dizendo que ela teria que fazer cenas com homens e mulheres, caso contrário, não assinaria o contrato.
Mesmo apreensiva, ela assinou o contrato e rapidamente descobriu que os agentes queriam que ela gravasse “conteúdo extremo”.
“Eles [os agentes] glamourizam o negócio de ‘mais por menos’, porque isso rende mais grana para eles. Eles não dão a mínima para as garotas, querem apenas agradar produtores e suas agências. São homens de 40 a 60 anos que estão na indústria há 20 ou até 30 anos. Eles sabem como convencer garotas de 18 anos a fazer as coisas”, lamentou.
Embora Lana reconheça que nunca foi forçada a gravar, ela ressalta que estava em uma situação que se sentia “incapaz de falar não”.
“Eu nunca disse não tecnicamente. Como eu era muito jovem, achava que eu tinha que agradar a todos para deixar meu agente feliz. Eles me disseram que isso seria bom. Eu queria deixar os produtores felizes, os fãs felizes. Eu podia estar morrendo por dentro, mas mantinha um sorriso no rosto e dizia ‘obrigado a todos pelo trabalho’”, relatou.
Pedidos extremos
Conforme os pedidos dos produtores foram ficando mais extremos, Lana começou a desenvolver crises de pânico antes das filmagens.
Eu tive amigos que desmaiaram durante as cenas por falta de ar. É um conteúdo maluco que pode machucar as pessoas fisicamente para o resto de suas vidas. Por sorte, não aconteceu comigo”, lembrou.
Embora não carregue “marcas físicas” do tempo em que trabalhou na indústria do pornô, Lana explicou que psicologicamente ficou em frangalhos.
“Não vou dizer que todas as cenas que eu fiz foram horríveis. Mas há algumas que me causaram um dano emocional muito grande. Tem de três a cinco tomadas que foram traumáticas para mim ㅡ como ir para um set com alguém muito mais velho ou fazer coisas muito extremas. Posso dizer com 100% de certeza que isso me fez largar o pornô”, garantiu.
“O passado vai me perseguir para sempre”
Investindo em redes sociais atualmente, Lana disse que não tem como esconder seu passado no pornô.
“Não posso me esconder disso. Onde quer que eu vá, muita gente já vai tem me visto na pornografia, o que me resta é fazer o melhor que dá disso tudo. Sinto que tenho uma sentença sobre minha cabeça aos 24 anos".
“Eu sempre vou ser uma estrela do pornô, independente de querer isso ou não, não importa. Eu lido com a depressão e pensamentos suicidas todos os meses por conta do meu passado no pornô. Estou apenas sendo sincera, não é uma grande coisa carregar esse título”, continuou.
“Eu espero que a minha experiência e meu sofrimento possa ajudar outras pessoas ㅡ seja ajudando a tomarem decisões melhores do que as que eu tomei, ou influenciando quem já está dentro da coisa toda a deixar o pornô”, completou.
Quatro capitais suspendem aplicação de 1ª dose por falta de vacinas
Rafael Bragança
Do UOL, em São Paulo
14/04/2021 19h33
Atualizada em 14/04/2021 20h25
A escassez de doses de vacinas contra a covid-19 distribuídas para estados e municípios já afeta a imunização com a primeira dose em ao menos quatro capitais do país. Salvador, Curitiba, João Pessoa e Rio Branco não tiveram novos vacinados com uma primeira dose hoje, já que a campanha foi suspensa para esse público nas capitais.
A situação é pior em João Pessoa, única capital que suspendeu ontem a imunização até com a segunda dose. A medida foi tomada depois de a cidade registrar uma aglomeração de idosos à procura da imunização no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, mesmo após a gestão municipal tentar promover um processo de agendamento prévio.
TJSP suspende liminar para vacinação imediata de oficiais de justiça
Assim como na cidade paraibana, o motivo para a suspensão da aplicação da primeira dose em outras capitais é a falta de estoque de doses da vacina CoronaVac e do imunizante da AstraZeneca/Oxford, as únicas distribuídas no Brasil até o momento. A escassez maior é da primeira, envasada pelo Instituto Butantan.

Em Natal, por exemplo, apesar de a vacinação não ter sido suspensa para a primeira dose, a imunização está sendo feita apenas com a vacina de Oxford, envasada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O quantitativo da CoronaVac reservado para a dose de reforço se esgotou na cidade.
Já Salvador aplica somente a segunda dose desde anteontem (12). Curitiba e Rio Branco suspenderam a aplicação da primeira dose hoje. Na capital do Acre, quando a vacinação teve início no dia de ontem (13), a prefeitura infirmou que restavam apenas 120 doses reservadas para a primeira aplicação.
Em Macapá, por sua vez, a vacinação para pessoas com comorbidades teve que ser suspensa.
Em todas as capitais, as gestões municipais afirmam que esperam uma nova remessa de vacinas do Ministério da Saúde para retomarem o que foi suspenso de suas campanhas.
Lote problemático da CoronaVac
Não só em capitais, mas como em várias cidades pelo Brasil, as prefeituras vêm relatando problemas no último lote da CoronaVac distribuído pelo Ministério da Saúde. Os municípios alegam que os frascos da vacina vieram com menor quantidade do composto, permitindo a extração de no máximo nove doses, quando o correto é no mínimo dez.
O Butantan, entretanto, nega qualquer falha no envase e afirma que o problema se dá no momento da aplicação. Por isso, disse que vai revisar a bula da CoronaVac para incluir informações sobre o procedimento de aspiração do líquido com as seringas.
Recentemente, os frascos da CoronaVac tiveram o volume de composto reduzido a pedido do próprio Butantan, em procedimento autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A decisão foi tomada para tentar evitar o desperdício de doses, já que, uma vez aberto, o frasco do imunizante tem que ser inteiramente aplicado no mesmo dia.
Lira decreta luto e suspende trabalhos na Câmara após morte de deputado
Do UOL, em São Paulo*
14/04/2021 09h31
Atualizada em 14/04/2021 12h18
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou hoje que decretou luto pela morte do deputado federal José Carlos Schiavinato (PP-PR) e suspendeu os trabalhos de hoje do plenário e das comissões da Câmara dos Deputados.
Schiavinato morreu ontem aos 66 anos, vítima de complicações causadas pela covid-19. A informação foi confirmada pelo perfil oficial do parlamentar no Facebook. Schiavinato é o primeiro deputado federal em exercício que morre em decorrência da doença.
STF julga anulação das condenações de Lula na Lava Jato
"Com pesar, recebo a informação do falecimento do deputado e colega de partido José Carlos Schiavinato. Estou decretando luto oficial na Câmara dos Deputados. Estão suspensos hoje todos os trabalhos em plenário e nas comissões. Minhas condolências aos familiares neste difícil momento", escreveu Lira no Twitter.
O Regimento Interno da Casa prevê a possibilidade de suspender as sessões em virtude de falecimento de congressista da legislatura, entre outras situações.
Entre as pautas previstas para hoje no plenário estava a possível votação do Projeto de Lei 4626/20, chamada de Lei Henry Borel, do deputado Hélio Lopes (PSL-RJ). Ele prevê aumento de pena para quem expuser a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, como crianças e idosos, por exemplo, abusando de meios de correção ou disciplina. Segundo o texto, a pena de reclusão passa de 4 a 12 anos para 8 a 14 anos se as ações resultarem em morte.
Já a comissão de fiscalização financeira e controle da Câmara cancelou oficialmente a audiência com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que trataria da situação das vacinas, a disposição de leitos e o planejamento para contenção da crise provocada pela covid-19.
A comissão de relações exteriores da Câmara, por sua vez, previa a possibilidade de votar hoje requerimentos de audiência pública com o ex-ministro da Defesa General Fernando Azevedo e Silva e dos antigos comandantes das Forças Armadas em sua gestão.
*Com informações da Agência Câmara de Notícias.





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