KASSIO KONKÁ Genocida Cretino

*

Ministro Nunes Marques atende evangélicos e libera cultos presenciais no pior momento da pandemia

Kassio Nunes Marques

247 - O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou neste sábado (3) a realização de cultos e celebrações religiosas presenciais em todo o País, no momento em que o Brasil atinge o pior momento da pandemia do novo coronavírus, com sucessivos recoredes de mortes e contaminações diárias. 

O ministro atendeu a ação movida ainda em 2020 pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos. Nunes Marques determinou que sejam aplicados protocolos sanitários nos espaços religiosos, limitando a presença em cultos e missas a 25% da capacidade do público.

“Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual”, observou o ministro em sua decisão.

Nessa sexta-feira (2), o Brasil registrou 2.922 mortes nas últimas 24 horas, segundo dados do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Com isso, o número total de vítimas do novo coronavírus chega a 328.206.

A curva epidemiológica média de mortes, calculada em sete dias, segue em forte crescimento. Morrem no Brasil diariamente, em média, 3.013 pessoas em decorrência da covid-19.

Esse é o segundo maior número já registrado desde o início da pandemia, em março do ano passado. A média móvel só foi maior na última quinta (1º), com 3.117 óbitos em média a cada dia.

*

Kassio Nunes deu sua contribuição para o genocídio brasileiro, diz Wadih Damous

247 – "O Ministro Kassio Nunes, ao que parece, acha que os evangélicos estão protegidos do vírus por graça divina. Mas, ao que parece também, o vírus é ateu e mata qualquer um que não segue as recomendações da ciência. O ministro novato acaba dando a sua contribuição ao genocídio em curso", postou o advogado Wadih Damous, em suas redes sociais.

*

Prefeito de BH diz que não vai seguir decisão de Kassio que permite cultos e missas

Alexandre Kalil

247 - O prefeito de Belo Horizonte (Minas Gerais), Alexandre Kalil (PSD), informou que a cidade não vai seguir a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a realização de missas e cultos religiosos em todo o país. 

Neste sábado (3), o ministro atendeu pedido apresentado por evangélcos em 2020, e em meio ao aumento do número de óbitos pela Covid, determinou que "os Estados, Distrito Federal e Municípios se abstenham de editar ou de exigir o cumprimento de decretos ou atos administrativos locais que proíbam completamente a realização de celebrações religiosas presenciais, por motivos ligados à prevenção da Covid19".

Segundo o prefeito, a cidade respeita o plenário do STF, não uma decisão monocrática. 

"Estão PROIBIDOS os cultos e missas presenciais", reforçou.

Neste sábado (3), véspera de Páscoa, o ministro determinou que"os Estados, Distrito Federal e Municípios se abstenham de editar ou de exigir o cumprimento de decretos ou atos administrativos locais que proíbam completamente a realização de celebrações religiosas presenciais, por motivos ligados à prevenção da Covid19"

*

André Mendonça pede pra Kassio Nunes Marques garantir cultos em BH

Ministro da Justiça, André Mendonça - Ueslei Marcelino
Ministro da Justiça, André Mendonça Imagem: Ueslei Marcelino

Carolina Brígido

Colaboração para o UOL, em Brasília

03/04/2021 23h05

Poucas horas depois de o ministro Kassio Nunes Marques ter dado liminar para garantir cultos e missas durante a pandemia, o advogado-geral da União, André Mendonça, entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) reclamando que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, pretende descumprir a medida e proibir as celebrações religiosas. Mendonça pediu que o STF notifique Kalil para evitar o descumprimento da decisão de hoje.

O pedido do advogado-geral foi feito a partir de uma postagem do prefeito no Twitter. "Em Belo Horizonte, acompanhamos o Plenário do Supremo Tribunal Federal. O que vale é o decreto do Prefeito. Estão proibidos os cultos e missas presenciais", escreveu Kalil. O prefeito se refere à decisão tomada pelo plenário da Corte no ano passado, que dá aos estados e municípios, bem como ao governo federal, autonomia para baixar normas de controle à disseminação do coronavírus.

STF: Ministro Nunes Marques libera cultos e missas em todo o país

"Conforme postagem hoje às 18h48 em rede social, o sr. Prefeito do município de Belo Horizonte informou que irá manter a proibição de cultos e missas presenciais, em claro descumprimento da decisão proferida nestes autos, cujo teor é de amplo conhecimento, considerada sua divulgação pela imprensa nacional", escreveu Mendonça.

O pedido do advogado-geral foi feito "considerando o direito fundamental à liberdade de crença" e pede a "imediata intimação da autoridade recalcitrante, sob as penas da lei".

A ação de Mendonça é a primeira medida de impacto tomada por ele desde a última terça-feira, quando deixou o Ministério da Justiça para assumir novamente a Advocacia-Geral da União (AGU). Mendonça é hoje o nome mais forte na disputa pela vaga que será aberta no STF em julho, quando o ministro Marco Aurélio Mello se aposentará.

*

Opinião: Josias de Souza - Liberar igreja é ilegal, irracional e anticristão

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Josias de Souza

Colunista do UOL

04/04/2021 05h34

Enviado ao Supremo por ter compartilhado goles de tubaína com Bolsonaro, o ministro Nunes Marques fez mais um favor ao seu patrono: com uma canetada, autorizou o funcionamento de igrejas no auge da pandemia. Seu despacho é ilegal, irracional e anticristão.

A decisão é ilegal porque os decretos de governadores e prefeitos que proibiram momentaneamente a realização de cultos e missas estão escorados na Lei 13.979. Foi sancionada por Bolsonaro. Permite a estados e municípios impor medidas restritivas para inibir a proliferação do coronavírus.

O despacho é irracional porque um único ministro contrariou decisão do plenário da Suprema Corte. Por unanimidade, o tribunal reconheceu que governadores e prefeitos têm poderes para decretar medidas sanitárias restritivas no combate ao coronavírus em seus territórios.

O canetaço da toga de estimação de Bolsonaro é anticristão porque atropela até as sagradas escrituras. Nunes Marques tratou as tábuas de Moisés com desprezo abjeto. O vírus, como se sabe, mata. E a conversão de igrejas em covidários promove uma releitura homicida do "não matarás".

Num dia em que o total de mortos por covid ultrapassou a marca de 330 mil, Nunes Marques fez uma rara concessão ao óbvio: "Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos."

Mas o ministro transformou o óbvio em alicerce para a insanidade: "...Justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual", escreveu.

Chama-se Associação Nacional de Juristas Evangélicos a patrocinadora do recurso ao Supremo para abrir as igrejas. Há dúvidas quanto à legitimidade dessa entidade para se dirigir ao Supremo em nome das congregações.

Certos "juristas", "magistrados" e "autoridades" defendem os interesses de Deus com tal desenvoltura que vão acabar forçando o Todo-Poderoso a provar que existe, enviando Jesus de volta à Terra para sussurrar nos ouvidos dos seus defensores:

"Amai, senhores, amai. UTIs cheias pedem igrejas vazias. O 'conforto espiritual' pode ser obtido online. Preocupados com o dízimo? Lembrem-se do seguinte: a morte do rebanho extingue a coleta."

*

Opinião: Leonardo Sakamoto - Ao liberar igrejas, Nunes Marques ajuda fiéis a encontrarem seu criador

Nelson Jr / STF

Colunista do UOL

03/04/2021 20h14

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, resolveu, neste Sábado de Aleluia, ajudar fiéis a se encontrarem com o Criador. Pessoalmente e antes da hora.

Atendendo a um pedido da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure), ele liberou a realização presencial de missas e cultos em todo o país. Estados e municípios não podem mais proibir a abertura de igrejas e templos sob a justificativa de reduzir o risco de contágio de covid-19. Mesmo que estejamos em uma escalada de mortes e que reuniões em locais fechados sejam um dos vetores de transmissão.

O Brasil ultrapassou, neste sábado (3), 330 mil óbitos pela doença.

A decisão foi celebrada nas redes sociais por Jair Bolsonaro, que indicou Nunes Marques a uma vaga no STF. O presidente da República prefere ver o diabo do que encarar uma quarentena ou um lockdown e vem movendo o céu e o inferno contra medidas de isolamento social.

Parte das igrejas quer permanecer com atividades presenciais, mesmo em meio aos recordes de mortes por covid-19, para mostrar que a teologia que venderam antes da pandemia não é uma ilusão e, portanto, quem vier a seus cultos estará seguro e não tem com o que se preocupar. Com isso, coloca pessoas em risco.

"Há igrejas que prometeram, por muito tempo, que os seus membros iam ser protegidos, que há uma benção especial de Deus para os crentes, que aquele que serve a Deus tem uma certa 'imunidade' na vida, que Deus é salvamento, libertação e grandes milagres. Diante de uma pandemia como essa, admitir que as pessoas estão vulneráveis e podem morrer seria negar todo o discurso de vários anos."

A análise havia sido feita à coluna pelo pastor Ricardo Gondim, presidente da Igreja Betesda, considerado referência entre os teólogos evangélicos. Segundo ele, para manter a lógica que pregavam antes da pandemia, essas igrejas precisam continuar prometendo um grande milagre e uma grande benção. Mesmo que as pessoas estejam em risco.

O dilema é semelhante ao da peste na Europa na Idade Média. Acreditava-se que os mosteiros eram santuários de proteção, mas eles se tornaram vetores de disseminação.

Ao mesmo tempo, muitas igrejas estão sob grande estresse financeiro após mais de um ano de pandemia, principalmente as pequenas denominações religiosas.

O problema é que, enquanto os grandes templos contam com pé direito alto, grandes janelas e espaço suficiente para distanciamento social e as medidas sanitárias estipuladas por Nunes Marques, a maioria dos locais de culto no Brasil são pequenos, fechados e com potencial de se tornarem covidários.

"Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual", escreveu o ministro.

Concordo que a participação em encontros religiosos presenciais seria uma maneira de pessoas encontrarem algum conforto e reduzirem o sofrimento em meio à prolongada pandemia. Contudo, na semana em que o país chegou a quase 4 mil óbitos num único dia por covid, a decisão do STF não é a celebração da vida presente na Páscoa, mas um convite à morte. É o sacrifício por nada.

*

Malafaia diz que templos abrirão e ataca o prefeito de Belo Horizonte

Pastor Silas Malafaia

247 – O EMPRESÁRIO DA FÉ Silas Malafaia atacou o prefeito de Belo Horizonte, que disse que não irá acatar a decisão aparentemente ilegal de Kássio Nunes Marques, que libera a abertura de templos em plena pandemia – o que deve aumentar o número de mortes no Brasil. 

Malafaia foi ao twitter e atacou o prefeito, chamando-o de "bobalhão".

Confira e saiba mais sobre charlatanismo em vídeo curto da TV 247:

*

Bolsonaro celebra decisão de Kassio Nunes, que libera aglomerações em templos em plena pandemia

Jair Bolsonaro recebe as bênçãos de Edir Macedo

247 – Chamado de genocida no Brasil e no mundo, Jair Bolsonaro comemorou a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, indicado por ele ao Supremo Tribunal Federal, que libera aglomerações em estabelecimentos mantidos por MERCADORES DA FÉ – o que deve contribuir para o aumento das mortes por covid-19 no Brasil. 

Confira seu tweet e confira vídeo do canal de cortes da TV 247:

*

Kassio usou jurisprudência dos Estados Unidos e tomou decisão ilegal, diz Reinaldo

Reinaldo Azevedo

247 - O jornalista Reinaldo Azevedo afirmou em suas redes sociais que a decisão do ministro Kassio Nunes, do Supremo Trnunal Federal, que libera aglomerações em templos em plena pandemia, é Ilegal.

"Para liberar templos, Kássio Conká atendeu a pedido de liminar em ADPF impetrada por uma tal Associação Nacional de Juristas Evangélicos. 

Ocorre que a tal não tem legitimidade pra isso. 

Podem apelar a ADPF os mesmos agentes que podem apelar a ADI, segundo Art. 103 da Constituição", afirmou o jornalista.

De acordo com a Constituição, tem legitimidade para apresentar Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) o presidente da República, as Mesas do Senado, da Câmara e de Assembleias Legislativas, governadores, o procurador-geral da República, o Conselho Federal da OAB, partido político com representação no Congresso e confederação, Sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. 

“A tal Associação de Juristas Evangélicos não é nada disso. Kássio Conká se cobre de novo de vergonha.  

Ou não se cobre.

Ele tem de descobrir primeiro onde ela se esconde", frisou Reinaldo, que ainda cita uma ação da Advocacia-Geral da União (AGU).

"Até a AGU considerou que a tal Associação de Juristas Evangélicos não tem legitimidade para recorrer a ADPF. 

 A AGU APONTA, vou transcrever: 

“a) a ilegitimidade ativa da ANAJURE;  

b) inobservância do princípio da subsidiariedade;  

c) ausência de indicação dos atos impugnados;  

d) impossibilidade de controle abstrato de norma com eficácia exaurida;  

e) ofensa meramente reflexa à Constituição Federal;   

Kássio Conká...VERGONHA ALHEIA É TEU NOME!", acrescentou.

*

“Kassio Nunes se associou ao genocídio de Bolsonaro”, diz Fábio Pannunzio

247 - O jornalista Fabio Pannunzio afirmou que o ministro Kassio Nunes, do Supremo Tribunal Federal (STF), "se associou ao genocídio" do governo Jair Bolsonaro ao liberar cultos e missas em meio ao aumento de mortes da Covid-19. 

"O ministro Nunes Marques se associa ao genocídio de Bolsonaro ao liberar os cultos para encher o rabo do Malafayas e Macedos de dinheiro e a fila da UTI de moribundos. 

Lembrando o velho Barão de Itararé, de onde nada se espera, daí é que não sai nada mesmo!", escreveu o jornalista em suas redes sociais.

*

Liminar de Kassio que libera cultos merece ser desobedecida, defende professor de Direito da USP

247 - O prfessor de Direito da Universidade de São Paulo (USP) Conrado Hubner defendeu que a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, que autorizou neste sábado (3) a realização de cultos e missas presenciais em todo o país, merece ser desrespeitada. 

Pelo Twitter, Conrado Hubner disse que a liminar do ministro do STF foi calculada para surtir e esgotar seu efeito no domingo de Páscoa. 

"Não por seu conteúdo, do qual se pode discordar ou concordar. 

Mas por sua fragilidade formal e procedimental, por ter deliberadamente driblado o plenário, físico e mesmo o virtual, por basicamente impossibilitar qualquer deliberação do tribunal. 

Não equivale a desobedecer o STF", afirmou. 

Leia: 

Leia também matéria do Conjur sobre a decisão de Kassio Nunes Marques:

A proibição total da realização de cultos religiosos presenciais representa uma extrapolação de poderes, pois trata o serviço religioso como algo supérfluo, que pode ser suspenso pelo Estado, sem maiores problemas para os fiéis.

Com esse entendimento, o ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar para determinar que municípios, estados e o Distrito Federal se abstenham de cumprir decretos que proíbem completamente a realização de celebrações religiosas presenciais nesta Páscoa.

A ordem ainda determina que sejam aplicados, nos cultos, missas e reuniões de quaisquer credos e religiões, os protocolos sanitários de prevenção, relativos à limitação de presença, com capacidade máxima de 25%.

Além disso, os templos deverão observar distanciamento social, espaço arejado, obrigatoriedade quanto ao uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel nas entradas e aferição de temperatura, entre outras.

A proibição se deu por alguns governos estaduais e municipais levando em conta que o Brasil se encontra no pior momento da epidemia, com recordes de infectados e mortes.

As medidas de distanciamento levaram algumas cidades a inclusive prolongarem o feriado da Semana Santa contando com a diminuição de circulação de pessoas.

"Proibir pura e simplesmente o exercício de qualquer prática religiosa viola a razoabilidade e a proporcionalidade. 

Antes, é possível a harmonização da liberdade religiosa com medidas preventivas também reconhecidamente eficientes no combate à pandemia", apontou o ministro Nunes Marques.

*

"Não faz sentido", diz professor de Direito sobre decisão de Kassio Nunes

247 - O professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Thiago Amparo, comentou a decisão do ministro Kassio Nunes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autoriza a realização de cultos e missas em meio ao aumento do número de óbitos pela Covid-19.

"Não faz sentido nem pelo sopesamento de princípios constitucionais, nem pela ciência, e, quem diria, nem pela Bíblia", escreveu o professor, citando o versículo Atos 17:24 da Bíblia: 

“O Deus que fez o mundo e tudo que nele há ... não habita em templos feitos por mãos de homens”.

*

Roberto Jefferson e o “Jihad” evangélico bolsonarista contra os infiéis comunistas - Ricardo Nêggo Tom

Por Ricardo Nêggo Tom

Recém chegado ao protestantismo evangélico, com direito a um vídeo de testemunho da sua conversão a Jesus disponível no Youtube, Roberto Jefferson, aquele mesmo que residiu na cadeia por alguns anos, lugar de onde nunca deveria ter saído, fez uma postagem em homenagem a sexta-feira santa, pedindo aos cristãos que espancassem e torturassem comunistas. Com o rosto coberto por uma balaclava, feito um bandido - como se precisasse do adereço para se parecer se assemelhar a um – ele exibia instrumentos de tortura sobre uma mesa, enquanto “evangelizava” os estúpidos que lhe seguem

Mesmo após ter “aceitado a Jesus” como seu senhor e salvador, o ex deputado federal parece que continua tendo encontros secretos com o diabo. Deve ser alguma dívida de gratidão, com aquele que sempre inspirou e mentorizou a sua trajetória política. Deve ter sido o seu antigo aliado, que o convenceu a sugerir a criação de uma milícia para o espancamento de Guardas Municipais em Juiz de Fora, em protesto contra o lockdown imposto pela prefeitura daquela cidade. Na ocasião, ele orientava as pessoas sobre como agredir os agentes, ensinando em que parte do corpo eles deveriam bater para “quebrar” e não dar chance de reação aos servidores.

Em seu testemunho de conversão, ele diz, entre outras coisas, que sempre creu na palavra de Deus, mas nunca se dedicou à sua leitura. Talvez, por esse detalhe, ele venha defendendo com muito entusiasmo a tortura de pessoas. Prática condenável utilizada para matar Jesus Cristo, a quem hoje ele diz seguir. Não vou perder tempo me atendo ao aspecto cristão da questão, porque não quero dar crédito a mais uma canalhice desse sabido logrador de incautos. Os argumentos utilizados e as respostas que precisam ser dados contra as ideias absurdas desse senhor, devem ser através da lei. Mais especificamente, na esfera criminal.

Roberto Jefferson tem que ser preso novamente. Não bastassem as suas ofensas dirigidas ao STF, seus incentivos a desordem armada e pedidos por intervenção militar, ele agora também convoca pessoas a torturarem e a matarem a outras em praça pública. Se isso não é motivo de prisão, não sei mais o que deve ser. Fazendo uso do cinismo que caracteriza alguns líderes evangélicos do país, ele, com seu discurso de ódio pouco original, mas ainda mais perigoso, se candidata a pastorear fanáticos, desequilibrados, desajustados e assassinos. E não duvidem de que isto pode custar algumas vidas em nossa sociedade.

A propensão de alguns “cristãos evangélicos” em absorver tal pregação, não pode ser ignorada. A intolerância sempre pautou o comportamento, as atitudes e a fé de muitas dessas pessoas. Qualquer bandido que porte uma Bíblia, consegue seduzir e sensibilizar boa parte desse rebanho de ovelhas sem rumo. Sabendo disso, Roberto Jefferson começou a fazer uso deste “armamento” para propagar a sua delinquência senil. No vídeo  https://twitter.com/i/status/1378067084962373635  onde ele ensina como os cristãos patriotas devem atacar os comunista e que está publicado em seu perfil no Twitter, ele apresenta aos crentes o “Kit anti satanás”, composto por uma balaclava, uma pistola, spray de pimenta, cabo de enxada, taco de beisebol e um chicote.

Roberto Jefferson tem que ser enquadrado nos artigos 286 e 287 do código penal, que tratam da incitação ao crime e da apologia à tortura e a fato criminoso e ter a sua prisão decretada. Por um pouco menos, o deputado Daniel Silveira foi preso e corre risco de ter o seu mandato cassado. A não punição ao “jihadista evangélico” pode abrir precedentes letais a ordem social. Vale lembrar, que movido pelo mesmo “patriotismo” evocado por ele em seu vídeo, um Policial Militar da Bahia pôs em risco a vida de dezenas de pessoas, e atentou contra a vida dos próprios companheiros de farda. Tendo de ser contido energicamente, e, infelizmente, vindo a óbito.

Uma Bíblia numa mão e uma arma letal na outra, é a combinação perfeita para a concretização do caótico e diabólico projeto de poder neo pentecostal. Pois, não se enganem. Roberto Jefferson está a serviço de líderes evangélicos comprometidos em estabelecer um estado político religioso, sob a ideologia bolsonarista. O que não tem nada de patriótico, nem de democrático. Muito menos ainda de cristão.

*

"Genocida, canalha, corrupto, inimigo do país e do povo!", afirma Adnet, sem citar o nome de Bolsonaro

Marcelo Adnet

247 - Sem citar nominalmente Jair Bolsonaro, o humorista Marcelo Adnet usou suas redes sociais neste sábado (3) para manifestar sua indignação diante da política do governo frente à pandemia do Covid e indagou: "Estamos vivendo ou apenas existindo?"

"Genocida, canalha, corrupto, inimigo do país e do povo! Mentiroso, assassino, despreparado. Inaceitável. Estamos vivendo ou apenas existindo?", escreveu.

*

“Brasil vive a maior crise de sua história”, diz Celso Amorim

247- O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa Celso Amorim, em artigo publicado no The Guardian alerta que “não é exagero dizer que o Brasil vive a crise mais grave de sua história. Com quase 4.000 mortes por dia e avançando rapidamente para a cifra de 500.000 pessoas mortas pela Covid-19, o Brasil não é apenas o epicentro da pandemia. Também se tornou o terreno fértil para novas variantes do vírus: uma ameaça real para seu próprio povo e toda a humanidade”.

“Em meio a uma guerra de saúde pública que está perdendo, o presidente Jair Bolsonaro está jogando o país mais fundo no abismo, de onde dificilmente sairá. Além do sofrimento causado a centenas de milhares, talvez milhões, de parentes e amigos das vítimas, a economia mergulhou na recessão, com 14% da força de trabalho condenada a algum tipo de ajuda governamental. Em contraste com o que aconteceu durante a primeira onda da pandemia, quando o Congresso forçou o governo a distribuir ajuda financeira relativamente significativa para uma grande parte da população, agora menos pessoas serão beneficiadas e com um valor menor”, acrescenta. 

O ex-chanceler destaca que, “com seus repetidos avisos sobre o caos iminente, Bolsonaro parece estar conscientemente brincando com uma ‘profecia autorrealizável’, de cujas terríveis consequências ele espera de alguma forma lucrar. O mesmo vale para as constantes ameaças — do próprio presidente ou de algum de seus associados — de uso da força contra governadores de estados que tomam medidas, como bloqueios e toques de recolher, para combater a propagação da pandemia”. 

“Uma tentativa de um de seus apoiadores na Câmara dos Deputados de arrancar o controle da polícia militar local (uma espécie de guarda nacional) dos governadores estaduais e transferi-la para o presidente acaba de fracassar. Mas outros movimentos ou provocações estão fadados a ocorrer, com consequências imprevisíveis, em meio a uma situação socioeconômica cada vez mais volátil. Tudo isso tendo como pano de fundo uma presença cada vez maior de Lula na arena política, nacional e internacional. A possível vitória da esquerda ou centro-esquerda nas próximas eleições presidenciais está novamente no horizonte. Para muitas pessoas, isso significa esperança em meio à tragédia”, conclui. 

*

"Sergio Moro é o maior traidor da história do Brasil", diz Joaquim de Carvalho

Joaquim de Carvalho e Sergio Moro

247 - O jornalista Joaquim de Carvalho, em participação na TV 247 neste sábado (3), afirmou que o ex-juiz Sergio Moro, que se utilizou do sistema de justiça brasileiro para perseguir o ex-presidente Lula e favorecer seu próprio projeto de poder, "é o maior traidor da história do Brasil". 

"Moro é o maior traidor, ponto final. Foi ele que, como juiz, vendeu a sentença para se tornar ministro, e o [Jair] Bolsonaro é consequência de todo esse processo", afirmou.

Ele, no entanto, destacou que Moro só conseguiu avançar no processo de lawfare contra Lula porque teve o apoio de instituições brasileiras. "Temos que considerar que hoje existem setores das instituições que precisam ser vistos como traidores, porque o Moro sozinho não faria verão, ele teve apoio das instituições".

Segundo o jornalista, três instituições "precisam ser revistas, olhadas com muita atenção, porque elas foram a base do golpe: o Ministério Público, a imprensa brasileira e o Exército Brasileiro".

*

Financial Times: Bolsonaro nunca esteve tão isolado como agora

247 - O jornal Financial Times, um dos mais influentes veículos do Reino Unido, publicou reportagem neste sábado (2) mostrando o isolamento político de Jair Bolsonaro, à medida que aumenta o números de mortes pelo novo coronavírus.

O jornal britânico repercutiu a troca de ministérios e do comando das Forças Armadas, feitas por Jair Bolsonaro, e afirmou que as Forças Armadas não são a única instituição que perde a paciência com Bolsonaro. 

"Uma semana antes, centenas de líderes empresariais proeminentes assinaram um manifesto exigindo ação governamental eficaz para controlar a segunda onda de agravamento da pandemia, que ameaça a recuperação econômica instável do Brasil", diz o jornal.

O Financial Times lembrou também que já há mais vozes pedindo o impeachment de Bolsonaro. 

"E com o retorno do ex-presidente esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva à política depois que sua condenação por corrupção foi anulada, Bolsonaro não é mais o favorito nas eleições do próximo ano", afirma.

"Um dos maiores céticos do coronavírus do mundo, Bolsonaro recusou-se a usar máscara durante a maior parte do ano passado, criticou as vacinações e classificou a pandemia como 'uma gripezinha'. 

Ele agora está lutando para manter seu governo unido e suas esperanças de reeleição vivas em meio a alguns dos piores números da Covid-19 do mundo", afirmou o jornal britânico.

“Bolsonaro está mais isolado do que nunca”, disse ao FT o diretor-gerente da consultoria Teneo, Mario Marconini. 

“À medida que a pandemia inevitavelmente piora, haverá outro acerto de contas pelo Congresso em um futuro não muito distante para ver se ele se tornou mais descartável do que é agora”, afirmou.

*

Nicolelis: “Governo não implementará a única medida que poderia impedir a carnificina”

Revista Fórum - Em tuite na tarde deste sábado (3), o neurocientista Miguel Nicolelis lamentou a declaração do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que em reunião com Tedros Adhanom, diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que “evitar lockdown é a ordem”.

“O Ministro da Saúde do Brasil acaba de declarar publicamente que ‘a ordem é evitar o lockdown nacional a qualquer custo!’ 

Assim, por mais que o Brasil tenha muitos registros de mortes nas próximas semanas, o governo federal NÃO IMPLEMENTARÁ a ÚNICA medida que poderia impedir a carnificina”, afirmou Nicolelis, em tuite em inglês.

Confira a reportagem completa na Revista Fórum.

*

Nicolelis:

“Governo não implementará a única medida que poderia impedir a carnificina”

Em tuite em inglês, neurocientista brasileiro MIguel Nicolelis lamentou a declaração do ministro Marcelo Queiroga, que após encontro com diretor da OMS afirmou que "evitar lockdown é a ordem"

Em tuite na tarde deste sábado (3), o neurocientista Miguel Nicolelis lamentou a declaração do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que em reunião com Tedros Adhanom, diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que “evitar lockdown é a ordem”.

“O Ministro da Saúde do Brasil acaba de declarar publicamente que ‘a ordem é evitar o lockdown nacional a qualquer custo!’ Assim, por mais que o Brasil tenha muitos registros de mortes nas próximas semanas, o governo federal não implementará a única medida que poderia impedir a carnificina”, afirmou Nicolelis, em tuite em inglês.

The Brazilian Minister of Health has just declared publicly that “the order is to avoid a national lockdown at any cost”! Thus, no matter how many death records Brazil sets in the next weeks, the federal government will not implement the only measure that could stop the carnage!

Em entrevista à Telemundo, rede de televisão estadunidense em espanhol controlada pela NBC, Nicolelis afirmou que o Brasil se transformou no epicentro da pandemia e uma “bomba-relógio” para o mundo.

“Brasil tornou-se claramente o epicentro do pandemia no momento, na maior bomba-relógio porque estamos tendo um grande número de variantes que vão se espalhar pelo resto do mundo”, afirmou.

*

Ex-coordenadora do Plano Nacional de Imunização diz que Brasil não vai conseguir acelerar vacinação

247 - Carla Domingues, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunização, afirma que será difícil o Brasil conseguir acelerar esta distribuição de vacinas em abril porque há escassez de doses. A informação é da CNN Brasil.

“O Butantan e Bio Manguinhos estão dizendo que vão entregar na faixa de 20 a 25 milhões de doses. 

Então, nos dias úteis, nós estamos falando de 1 milhão de pessoas”, apontou Domingues, ressaltado que esta quantidade não permite que aumente a capacidade de aplicações por dia e corre-se o risco de cidades mais populosas enfrentarem interrupções por falta dos imunizantes.

“O que a gente não vai conseguir, infelizmente, é acelerar. 

E. possivelmente, mesmo tendo 1 milhão por dia, ainda corremos o risco de alguns municípios ficarem sem vacina. 

A gente precisaria ter pelo menos de 30 a 40 milhões de doses mensalmente”, frisou.

Ela destacou que a campanha contra a gripe Influenza começa no dia 12 de abril e seguirá até julho concomitantemente à de Covid-19. 

“Esse vai ser o maior desafio imposto ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

Nós nunca fizemos duas campanhas nesta magnitude de praticamente vacinar o mesmo grupo alvo com esta quantidade de pessoas", diz.

Até agora, o Brasil aplicou 24 milhões de doses de vacina contra a Covid-19, a maioria apenas primeiras doses. 

Esse número é um baixo percentual de pessoas completamente imunizadas, sendo apenas 2,49% da população brasileira.

*

Procuradora Thaméa Danelon, que conspirou contra o STF na Lava Jato, dá curso sobre “Justiça e corrupção”

Thaméa Danelon e Deltan Dallagnol

247 - A procuradora Thaméa Danelon, que integrou a força tarefa operação Lava Jato, divulgou neste sábado (3), nas redes sociais, um curso sobre "Justiça e Corrupção". 

“Pessoal, estão abertas as pré inscrições para meu curso on line ‘Justiça & Corrupção’. 

O curso é destinado para qualquer pessoa, pois é um curso voltado principalmente para o público leigo! 

Acesse o link e veja mais informações e já faça sua pré inscrição”, escreveu Danelon pelo Twitter. 

A procuradora é personagem da série de reportagens da Vaza Jato, suspeita de trabalhar em pedido de impeachment de do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

O trabalho foi feito em parceria com o advogado Modesto Carvalhosa, um dos articuladores do impeachment fraudulento de Dilma Rousseff. 

Leia também matéria do Conjur, publicada em 16 de setembro de 2019, sobre o assunto: 

A procuradora Thaméa Danelon, do Ministério Público Federal em São Paulo, colaborou com o advogado Modesto Carvalhosa na redação de um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

É o que dizem as mensagens vazadas entre procuradores,  enviadas ao The Intercept Brasil e analisadas em parceria com o jornalista Reinaldo Azevedo.

"O Professor Carvalhosa [Modesto Carvalhosa, advogado] vai arguir o impeachment de Gilmar. 

Ele pediu para eu minutar para ele", escreveu a procuradora no dia 3 de maio de 2017, em chat privado com o procurador Deltan Dallagnol. 

Ao saber da informação, Deltan demostrou entusiasmo. "Sensacional Tamis!", escreveu antes de aconselhar a colega a ir atrás de procuradores do Rio de Janeiro. 

“Fala com o pessoal do RJ QUE TEM tudo documentado quanto à atuação do sócio da esposa", disse.

Thaméa respondeu a Deltan informando que já estava em contato com Eduardo El Hage, procurador da República no Rio. 

O “sócio da esposa” a quem Deltan e Thaméa se referem é o advogado Sérgio Bermudes, que trabalha no escritório da mulher do ministro Gilmar Mendes, a advogada Guiomar Feitosa Mendes.

Deltan ainda se ofereceu para revisar o pedido de impeachment de Thaméa.

13:59:52-Deltan: Se quiser olhamos depois de Vc redigir
13:59:53-Thamea: Eba!!!! Obrigada!!!
13:59:57-Thamea: Já estou escrevendo!!!
14:00:11-Thamea: Quero sim!!! Lógico!! Obrigada!!

Danelon é cotada para chefiar o grupo que se autodenomina "lava jato" na futura gestão do Procurador-Geral da República escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro, Augusto Aras, cuja aprovação ainda passará pelo Senado.

Já o advogado Modesto Carvalhosa representa sócios minoritários da Petrobras numa ação na qual é pedida indenização de R$ 80 bilhões. 

O caso tramita na Câmara de Arbitragem do Mercado da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, segundo reportagem do site Poder 360.

*

Bolsonaro asfixia programa Farmácia Popular - Altamiro Borges

Por Altamiro Borges

Jair Bolsonaro tem mesmo pulsão pela morte. Em plena tragédia da Covid-19, o genocida tem asfixiado e esvaziado o programa Farmácia Popular, que distribui gratuitamente remédios para o controle da pressão alta, diabetes, asma e outras doenças crônicas. O corte de verbas afeta milhões de brasileiros, principalmente os mais carentes.

No ano passado, quando teve início a pandemia, foram distribuídos medicamentos para 20,1 milhões de pessoas em todo o país. Uma redução de 1,2 milhão em relação ao ano anterior. Foi a menor cobertura desde 2014 exatamente para os que têm comorbidades e são mais vulneráveis ao coronavírus.

Menos postos de atendimentos, menos remédios

Já o orçamento do programa para 2021 foi reduzido para R$ 2,5 bilhões. Em 2020, ele era de R$ 2,7 bilhões - uma diminuição de quase R$ 200 milhões em valores corrigidos pela inflação. Além do corte na distribuição dos remédios, o número de farmácias parceiras também caiu em 2020.

Em 2015, no governo da presidenta Dilma Rousseff, a rede de atendimento do Programa Farmácia Popular contava com 34.625 postos em todo o país. Agora, no laranjal do genocida Bolsonaro, ela caiu para 30.988 unidades. É o menor patamar desde 2013 e deve cair ainda mais nos próximos anos.

Devido ao "austericídio fiscal" imposto pelo abutre financeiro Paulo Guedes, a presença do Farmácia Popular vem minguando nos municípios. Em 2016 eram 4.467 municípios atendidos. Atualmente, o programa chega em 4.394 deles, que corresponde a 80% do total de municípios do país.

Na lista dos programas que serão extintos

O programa já havia sofrido duro revés após o golpe do impeachment de 2016 orquestrado pela cloaca burguesa. O Judas golpista Michel Temer fechou todas as 400 unidades próprias do Farmácia Popular mantidas com recursos do Ministério da Saúde e reduziu o número de remédios distribuídos de 112 para 32.

Com a ascensão do fascista ao poder, a situação só piorou. Desde o início do laranjal de Jair Bolsonaro, o Farmácia Popular figura sempre na lista dos programas que deverão ser extintos. Ele só ainda não morreu devido à resistência dos movimentos sociais e de setores do parlamento. Mesmo assim, Jair Bolsonaro vai esvaziando aos poucos o programa.

“A Farmácia Popular não pode acabar. É o tratamento de doenças que precisam de medicação contínua. Sem ela, o quadro pode se agravar e chegar a uma internação hospitalar, que tem um custo muito mais elevado para o sistema de saúde”, reage Carmen Zanotto (Cidadania-SC), que preside a Frente Parlamentar Mista da Saúde no Congresso.

Dilma Rousseff critica "crueldade" do fascista

Já a ex-presidenta Dilma Rousseff afirma que os cortes no programa representam “uma manifestação deliberada de crueldade” do fascista no poder. “O desprezo pela vida define bem o governo Bolsonaro, na negação da pandemia, no repúdio às medidas de proteção e isolamento social, no atraso na aquisição de vacinas, no descaso em relação à compra e fornecimento de oxigênio, respiradores e analgésicos para intubação”, afirmou em nota oficial. Para ela, é urgente intensificar a luta pela manutenção do programa.

Conforme lembra, o programa foi lançado no primeiro mandato do presidente Lula, em 2004. Ampliado em sua gestão, ele “chegou a fornecer medicamentos gratuitos a 30,4 milhões de brasileiros portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e asma... Atende principalmente pessoas de baixa renda, que, de outra forma, não teriam condições de tomar os remédios de uso contínuo necessários à sua sobrevivência”.

Desde o golpe do impeachment, o programa já deixou de atender 10 milhões de pessoas. “Só no ano passado, mais 1,2 milhão de brasileiros perderam o direito à gratuidade dos medicamentos”. Essa crueldade é cometida “justamente quando o povo mais precisa, pois o país vive sob os efeitos de uma pandemia que está matando 22 brasileiros por segundo”, conclui a nota.

*

Governo e sua corte promovem Baile da Ilha Letal | A hora da Ciência - O Globo

Por Natalia Pasternak

No dia 9 de novembro de 1889, uma semana antes da Proclamação da República, a monarquia não poderia estar mais alheia à realidade. Ignorando completamente o momento político do país, a realeza promoveu um baile suntuoso, gastando para isso um orçamento equivalente a 10% do orçamento total da Província do Rio de Janeiro, o que seria hoje o equivalente ao Estado do Rio.

Carta escrita por uma jovem da época, publicada na revista Veja História, descreve o baile como um “local encantado e habitado por fadas”. Com o país à beira de uma reviravolta, a Corte vivia em um mundo à parte.

O Último Baile do Império (óleo sobre tela, Francisco Figueiredo)

Hoje, a sensação é a mesma. Não temos governo, temos realeza. Sua Majestade Jair 00 passeia de jet ski enquanto o povo sufoca até a morte. A Corte, agora conhecida como “centrão”, preocupa-se mais em aprovar projetos de lei para empurrar suas próprias vacinas, de preferência passando por cima da Anvisa. Também é urgente para a Corte aumentar o teto de reembolso de saúde dos deputados em 170%. Devem estar preocupados com o custo da UTI em dólar, já que no Brasil até o setor privado entrou em colapso.

No Ministério da Saúde, gastou-se verba pública para pôr o charme de influenciadores a serviço do kit covid. E o Conselho Federal de Medicina, em meio a maior crise sanitária da história, emite nota de repúdio contra a revalidação do diploma de médico emitido fora do país, porque isso coloca em risco a vida dos brasileiros, mas não emite nota contra a prescrição de curas milagrosas que, surpreendentemente, também colocam em risco a vida dos brasileiros. Na Ilha Letal, onde as fadas podem ser substituídas pelos fantasmas dos três senadores ceifados pela pandemia, tudo é possível.

Do lado de cá, no mundo real, pessoas morrem. Mas os defensores da Coroa, que ignoram a realidade mesmo sem convite para o baile, não gostam de ter seus “direitos” tolhidos. Como crianças mimadas, fazem birra. Como assim, não posso ir à praia? Ao shopping?

Mentem para si mesmos. O Brasil não está tão mal assim, se você olhar os números certos. Em mortes por milhão, dizem eles, tem gente muito pior. E excluem os dados que importam: o Brasil tem 3% da população mundial, mas concentra 12% das mortes. No meio desta semana, um de cada três mortos por Covid no mundo era brasileiro.

O Brasil parece uma classe de educação infantil onde o professor saiu, e quem ficou tomando conta da sala foi o líder da turma do fundão, o bully agressivo que tem raiva de todo mundo.

Essa coluna deveria ser sobre ciência. Chama-se, afinal, A Hora da Ciência. Infelizmente, a ciência já não tem hora nem vez no Brasil. Dizem que quando D. Pedro II chegou ao Baile da Ilha Fiscal, teria tropeçado, e ao se recompor, teria dito: “O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu”. Uma semana depois, veio a Proclamação da República. O Presidente Jair Bolsonaro disse que não seria uma gripezinha que iria derrubá-lo. Não, presidente. A gripezinha derrubou o país. O senhor segue dançando, no Baile da Ilha Letal. Dança sobre os mortos do Brasil.

*

Psicanalistas veem cálculo político e gestão do ódio em atitudes de Bolsonaro

Presidente e seu entorno persistem em embate com alvos que vão de governadores e cientistas a Judiciário e Congresso

São Paulo 

Manipulação de afetos, política do negativo e estratégia da cisão são algumas das expressões que psicanalistas ouvidos pela Folha usam para se referir à estratégia do presidente Jair Bolsonaro de manter seu governo e seus apoiadores em confronto permanente.

Mesmo com o país imerso em uma crise sanitária que já deixou mais de 320 mil mortos, o presidente e seu entorno persistem em um embate político contínuo com alvos que vão de governadores a cientistas, além de Judiciário e Congresso.

A tática contribui para manter mobilizada sua base eleitoral em um momento em que o governo sofre críticas sucessivas pela gestão da pandemia do coronavírus e enfrenta a perspectiva de uma deterioração na economia.

  • "Lamento cada morte, seja qual for a sua causa, como a dos três bravos policiais militares executados em São Paulo", dia 8 de agosto, quando o Brasil passou das 100 mil vítimas de coronavírus.

A reportagem procurou um grupo de psicanalistas de diferentes abordagens e trajetórias profissionais para questioná-los sobre o comportamento do presidente à frente do cargo.

Há um ano, no início da crise sanitária, Folha já tinha ouvido esses profissionais em reportagem sobre a postura dele à época e sua recusa em admitir a gravidade da crise. Na ocasião, alguns dos traços do comportamento mencionados eram indícios de lógica paranoica e estilo onipotente.

Desde então, uma das atitudes mais simbólicas do presidente foi a maneira desrespeitosa com a qual se referiu aos mortos pela Covid-19. Bolsonaro já disse, sobre os óbitos: "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?", "Não sou coveiro" e "Vão ficar chorando até quando?".

Parte do grupo de especialistas vê nessa insistência um interesse em gerar inquietação na sociedade.

"Se o sujeito quer instaurar o caos, ele não pode demonstrar qualquer traço de empatia. Porque a empatia do líder faria com que houvesse empatia em alguma medida no tecido social. Eu apostaria também que isso seria um cálculo", afirma Marcelo Galletti Ferretti, professor da Escola de Administração da FGV (Fundação Getulio Vargas).

O professor diz que não se pode jamais olhar para os movimentos do presidente "como pura espontaneidade" e que também essas atitudes são uma forma de mobilizar e indignar "aqueles que o desdenham".

Para a professora Tânia Coelho dos Santos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Bolsonaro mostra "um imenso despreparo para governar" e uma incapacidade de representar sua condição de chefe de Estado.

"Como todo líder populista, ele não sabe desempenhar o seu papel de representante eleito pelo voto. Sente-se cobrado pessoalmente pelos efeitos do que considera uma tragédia alheia à sua vontade e por isso reage com irritação como se estivesse sendo injustiçado."

Segundo a professora, o presidente "parece gostar de bancar o homem corajoso, que despreza os riscos da 'gripezinha'".

Mesmo sob intensas críticas no meio político e sem conseguir montar uma base consistente no Congresso, Bolsonaro tem sido bem-sucedido até agora em manter um patamar considerável de apoio nas pesquisas de popularidade, o cacifando para a eleição do próximo ano.

Segundo o Datafolha, o percentual da população que considera seu governo ótimo ou bom nunca esteve abaixo de 29%. Na pesquisa mais recente, nos dias 15 e 16 de março, o índice foi de 30%.

O professor Tales Ab'Saber, da Universidade Federal de São Paulo, diz que Bolsonaro busca um afastamento radical de uma parte da sociedade em relação ao restante e mantém suas ações políticas "permanentemente no dissenso", a ponto de encarar uma crise de saúde pública como uma guerra.

Chama esse estilo de "política da impertinência" e diz ver um desrespeito a mínimos contratos sociais. "A lógica de comunicação dele é para manter esse 30% [de apoiadores] e ele tem mantido. A política inteira dele é para isso. Não tem outra."

A professora Miriam Debieux Rosa, da USP e da Rede Interamericana de Pesquisa em Psicanálise e Política, lembra que existe um grupo dentro do Palácio do Planalto batizado de "gabinete do ódio", composto por assessores, tido como responsável por impulsionar material pró-governo e ataques.

Ela vê isso como uma face de uma "política dos afetos", em que a animosidade é incitada e todo o entrave ao país passa a ser os opositores.

"Para pôr uma cortina de fumaça nessa total falta de interesse na gestão do país como um conjunto, há uma manipulação política da gestão pelo ódio."

O escritor e psicanalista Mário Corso discorda quanto a haver uma grande tática política nas atitudes errantes da Presidência e diz que, nessas práticas, não há como "imaginar que está por trás um Maquiavel" —pensador morto em 1527 e fundador da ciência política moderna.

Para ele, se houvesse tal genialidade política, o presidente teria ao menos conseguido criar seu novo partido, algo que políticos muito menos expressivos já fizeram.

O presidente mantém sua popularidade em patamares razoáveis, diz o psicanalista, por apostar em uma política de viés negativo, que promete uma volta ao passado, "em que o politicamente correto não existia".

"É algo que não precisa criar. É só usar do ressentimento e da impotência, do preconceito. É muito fácil fazer uma política do preconceito. É difícil fazer uma política que inove, não a que puxa para trás."

O menosprezo à gestão da crise sanitária, a contínua exposição aos riscos e a resistência em relação à vacinação levaram desde o ano passado seus opositores a questionar as condições mentais do presidente de permanecer no posto.

O PDT, por exemplo, protocolou em março uma representação na Procuradoria-Geral da República pedindo a interdição do presidente. O partido argumentou que o mandatário age na "contramão dos atos que uma pessoa em plena saúde mental" manteria.

Um dos principais alvos de Bolsonaro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chamou o presidente de "líder despreparado e psicopata" em entrevista à CNN Internacional no último dia 22.

Para Marcelo Galletti Ferretti, essa "patologização" é ruim e favorece estigmas. "Não é a estratégia de dizer que ele é um psicopata que vai adiantar", diz.

A psicopatia é uma doença mental caracterizada pelo sentimento de desprezo por obrigações sociais, falta de empatia e propensão à agressividade.

Mário Corso diz que um indicativo desse transtorno é haver um menosprezo pela lei.

"A gente sabe das intenções golpistas dele [Bolsonaro]. Se ele pudesse redesenhar, fechar o STF, o Congresso, fazer a lei que quisesse, seria o sonho dele. A gente lê nas entrelinhas esse desprezo pela Constituição, pelo que é estabelecido e por impor uma vontade dele."

Para Tales Ab'Saber, há hoje uma estrutura institucional complexa, que inclui interesses econômicos e multiplicidade de vozes na sociedade, que evita com que um líder autoritário "imponha um AI-5 porque ele quer".

O professor diz que a democracia não pode "eleger um antissocial" sob o risco de pagar um preço alto, como ocorreu nos Estados Unidos antes de Donald Trump deixar a Presidência, em janeiro.

"Esse tipo de sujeito da política não acredita no comum, só acredita no próprio desejo. E faz de tudo para passar por cima de todas as outras regras, de todos os outros jogos, outros compromissos. Nem mesmo uma orientação científica comum para uma pandemia são capazes de aceitar. Ele quer gerir o mundo, sem outro. Esse é o antissocial."

CARACTERÍSTICAS DO PRESIDENTE, SEGUNDO PSICANALISTAS

Cálculo político

Parte dos especialistas ouvidos pela reportagem vê um certo cálculo em atitudes aparentemente atabalhoadas do presidente, como declarações conflitivas. O professor Marcelo Ferretti diz que Bolsonaro vai causando uma indignação que mobiliza até os que o desdenham.

"Ele é esquentado. Mas não diria que isso é totalmente não domesticado. Ele conseguiu ao longo do tempo ter uma espécie de impulso calculado. Ele sabe quando soltar isso, para que público fazer isso."

Autêntico

Para o escritor Mário Corso, o presidente se sobressaiu ao conseguir polarizar com seu modo autêntico, "não premeditado", que representa uma maioria anteriormente oculta.

"Ele traduz aquela massa de brasileiros que querem a volta ao passado."

Lógica individualista

A professora Miriam Debieux Rosa chama a atenção para a falta de um "projeto coletivo" nas atitudes e declarações do presidente, assim como no posicionamento de aliados.

"Ele não governa para a nação. Ele governa para os que o apoiam."

Estratégia da cisão

O professor Tales Ab’Sáber vê uma estrutura de choque na Presidência "ligada a ganhos imediatos". Uma das marcas do governo é o embate contínuo com os mais variados atores institucionais, como governadores e ministros do Supremo.

"Eles [governo e apoiadores] tomaram uma posição de entender uma crise de saúde pública universal e complexíssima como uma guerra, não na dimensão metafórica. Eles estão numa posição de que têm que vencer, não a pandemia, mas a sociedade em relação à pandemia."

Inflexível

A professora Tânia Coelho dos Santos diz que o comportamento bélico do presidente não deriva de um sentimento de inferioridade. Ao longo do mandato, Bolsonaro se indispôs com uma série de aliados e teve quatro ministros da Saúde em plena pandemia do coronavírus.

"Ele acredita que governar é fazer prevalecer sempre o seu ponto de vista. Não negocia com seu ministros porque não percebe o quanto está equivocado. Receia perder o prestígio político pois acredita que ceder, negociar é demonstrar fraqueza."

*

A decisão do ministro Kassio Nunes e o charlatanismo religioso - Toninho Kalunga

Por Toninho Kalunga

O charlatanismo religioso dos (1) escribas, chefes da lei e fariseus em conluio com a demagogia jurídica do (2) sinédrio, com o apoio dos (3) chefes de estado da Judéia Pôncio Pilatos e Herodes Antipas, (Representante do Estado Romano) foram os principais atores responsáveis pela assassinato de Jesus Cristo, tendo como órgão acusador, os chefes religiosos, que apresentaram a “denúncia”, que fora julgada pelo sinédrio, órgão equivalente ao judiciário de hoje para o povo judeu e referendada pelos governantes, tanto Pôncio Pilatos, como por Herodes Antipas, que mandaram executar o assassinato através da crucificação!

Vendo agora que Kassio (com K) Nunes, indicado por Bolsonaro ao cargo de Ministro do STF, ter decidido que os templos religiosos devem ser considerados como atividade essencial, - num estado laico - e que proíbe prefeitos e governadores de impedir que cultos religiosos PRESENCIAIS, tendo como base o pedido da ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JURISTAS EVANGÉLICOS - ANAJURE -, e considerando que:

Diante de uma situação que não restam dúvidas sobre a necessidade de isolamento social, diante de uma calamidade que é o pico de CORONAVIRUS com uma média de 4.000 (QUATRO MIL) mortos por dia projetados para a semana que inicia amanhã, na Pascoa cristã, é no mínimo uma decisão onde mais uma vez, querem assassinar Jesus Cristo. Agora, dentro das Igrejas;

Só resta a análise dessa aberração jurídica decidida agora há pouco:

A ementa do ministro é por si só um amontoado de sandices, com todas as vênias e escusas e demais firulas necessárias ao analisar uma decisão de um – acreditem – ministro da suprema corte. Assim, inicia: “EMENTA: PROIBIÇÃO DA REALIZAÇÃO DE CULTOS RELIGIOSOS PRESENCIAIS. EXTRAPOLAÇÃO DE PODERES INCOMPATÍVEL COM A ORDEM CONSTITUCIONAL VIGENTE. LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DE CRENÇA. LIVRE EXERCÍCIO DOS CULTOS RELIGIOSOS. GARANTIA DE PROTEÇÃO AOS LOCAIS E SUAS LITURGIAS. REUNIÃO DE FIÉIS. ASPECTO ABSOLUTAMENTE ESSENCIAL DA RELIGIÃO.”

A decisão é tão absurda e irresponsável que se pode com facilidade mostrar a ignorância e o despreparo da decisão, eivada de inverdades, com teses claramente dos defensores do bolsonarismo.

PROIBIÇÃO DA REALIZAÇÃO DE CULTOS RELIGIOSOS PRESENCIAIS.

Sim. É necessário que os cultos presenciais sejam proibidos, mas há em sua defesa, uma mentira! Em nenhum lugar do Brasil, cultos religiosos estão proibidos! O que não é permitido é que se façam aglomerações presenciais. A lógica é profundamente simples. Qual a diferença de um recinto fechado, com as portas e janelas abertas, e onde 50 pessoas estejam estudando, jogando bingo ou assistindo um filme ou teatro ou escutando música, mas que na entrada se meça a temperatura e se garanta o distanciamento social e um culto religioso? O ponto não está no que move as pessoas a irem até a aglomeração, mas no fato de que neste local, haverá aglomeração!! Seja na missa ou culto, seja no terreiro de candomblé, na mesquita, sinagoga ou na pajelança, seja no cinema, seja no bingo ou no teatro, as pessoas respiram, tossem, põem a máscara no queixo, cantam, falam e transmitem vírus!!

EXTRAPOLAÇÃO DE PODERES INCOMPATÍVEL COM A ORDEM CONSTITUCIONAL VIGENTE.

O ministro Kassio Nunes acaba de inaugurar com esta decisão um novo capitulo no sistema jurídico brasileiro. O Ministro considera inconstitucional a decisão tomada pelo plenário do próprio STF, que é nada mais nada menos o órgão controlador constitucional do país. Ou seja, na visão de Kassio, a decisão tomada PELO PLENÁRIO, DE FORMA UNANIME na ADI – Ação Direta de Inconstitucionalidade 6341/DF, é, pasmem! Inconstitucional.

Assim, através de uma decisão tomada com base em uma ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL ADPF, o ministro, sozinho, ou seja, monocraticamente, derruba uma decisão do Plenário do STF, tomada através uma AÇÃO DIRETA DE CONSTITUCIONALIDADE, retirando a autonomia de decisão dos municípios e estados de fazer decretos que incluam proibições de realização de aglomeração em cultos religiosos!

Ou seja, na visão do ministro Kassio, a ordem constitucional vigente decidida pelo plenário do STF é inconstitucional! Creiam! É isso que estamos vendo acontecer no Brasil de Bolsonaro e de seu ministro indicado.

LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DE CRENÇA.

Se um alienígena chegasse hoje ao Brasil, e fosse um alienígena religioso, certamente ficaria muito apreensivo, pois estaria sendo informado pelo ministro Kassio, que no Brasil, A LIBERDADE DE CONSCIENCIA E DE CRENÇA está ameaçada por alguns prefeitos e governadores. Alguém precisaria dizer ao alienígena que isso é uma Fake News. Seria mais fácil explicar ao visitante o que é fake News do que compreender o que significaria o risco de liberdade de consciência e de crença, quando não tem ninguém sob este risco no Brasil. (exceto pelos milicianos evangélicos – que de evangélicos não tem nada, de algumas favelas cariocas que destroem templos religiosos de religiões de matizes africanas, mas essa é outra história).

LIVRE EXERCÍCIO DOS CULTOS RELIGIOSOS

Da mesma cepa do enunciado anterior, os cultos religiosos permanecem, graças a Deus, com absoluta liberdade no seu exercício. As pessoas podem confessar sua religiosidade em qualquer lugar e professar sua fé de forma plena. O que não pode é fazer isso junto com os outros irmãos, da mesma igreja amontoados no mesmo lugar! A isso, se dá o nome de aglomeração. A presença física humana não é pré requisito para profissão de nenhuma fé! Diante de uma pandemia que se propaga pelo ar, é fundamental que se evite tal pratica. E isso nada tem a ver com liberdade de exercício de cultos religiosos, mas com um problema de crise sanitária. A decisão irresponsável do ministro Kassio, só alimentará o discurso de ódio e a mentira que é tão característica de um determinado setor da sociedade que dissemina a falsidade de que prefeitos e governadores são contrários à religiosidade do povo. 

GARANTIA DE PROTEÇÃO AOS LOCAIS E SUAS LITURGIAS.

Até onde se tem informações, templos religiosos não estão sendo depredados, praticas litúrgicas de nenhuma natureza estão sendo proibidas, razão pela qual é no mínimo estranho, pra não dizer desconexo que este argumento de garantia de proteção a algo que não está sendo atacado, exceto pelos milicianos terrivelmente evangélicos no Rio de Janeiro, que depredam e ameaçam praticantes de religiões de raízes africanas, mas que não é o caso da abordagem do ministro Kassio neste caso.

REUNIÃO DE FIÉIS.

Reunião de fiéis. Eis o ponto. Aqui reside a questão. Chega ao cumulo do absurdo que pessoas ainda tenham coragem de propor que haja reuniões de pessoas, diante do problema que estamos passando. Chega a ser ridículo uma autoridade dizer que reuniões podem e serão permitidas diante de prescrições e obrigações que só existem porque há riscos para as pessoas que irão participar destas mesmas reuniões. Ou seja, se é necessário garantir que haja distanciamento social, álcool gel nas entradas e medição de temperatura (esta última, uma medida claramente sem sentido, já que pessoas assintomáticas que estejam com coronavírus, não tem febre e pessoas com febre, necessariamente não são portadoras do coronavírus), é por si só, risível, mas antes disso é trágico. Como podemos ter alguém tão despreparado no Supremo? Só há uma explicação! Há alguém profundamente despreparada que indica!

ASPECTO ABSOLUTAMENTE ESSENCIAL DA RELIGIÃO.

Tal assertiva pode ser absolutamente verdadeira, mas pode ser também absolutamente falsa. Neste caso, este paradoxo absoluto e subjetivo se dá por uma questão objetiva. A religião pode ser considerada absolutamente essencial para quem é religioso. Para quem não é religioso, ela deixa, obviamente, de ser essencial. Tal discussão é clara, pois o que baliza tal condição é a laicidade constitucional do estado brasileiro. Logo, tal argumento é estapafúrdio, pois contém em seu bojo uma característica inerente ao fascismo religioso de impor ao conjunto da sociedade uma essencialidade que não diz respeito a este mesmo conjunto, mas à parcela que se amolda a esta condição de essencialidade.

Diante do exposto, é incrível que esta seja a condição que um ministro da suprema corte nos coloca. Trata-se de uma ação que só serve aos interesses de grupelhos radicalóides, a fascistas travestidos de agentes religiosos e monstros ideológicos da direita escrota, cuja função é apenas a de manter a divisão, a discórdia e o clima de rompimento da ordem constitucional.

Jesus Cristo assim define a melhor pratica religiosa:

Mateus 6, 1-8

1 Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.

2 Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

3 Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.

4 Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.

5 Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.

6 Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.

7 Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras.

8 Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais.

*

Decisão monocrática de Nunes Marques sobre cultos presenciais afrontou a ciência, o estado laico, a lei e a vida

Ministro Nunes Marques

Da Rede Brasil Atual – A decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), favorável à liberação de cultos e missas presenciais vem na contramão das exigências de ampliação do distanciamento social, no momento mais grave da pandemia do novo coronavírus. Ocorre que a decisão monocrática (isolada) de Nunes Marques afronta princípios de Estado laico, pois decisões de poderes não podem ser justificadas por motivação religiosa. Viola também decisão do pleno do STF (unânime), que assegura competência de estados e municípios para adotar medidas restritivas conforme a gravidade das realidades locais. E desafia, ainda, recomendações de autoridades científicas de que o Brasil precisa adotar medidas restritivas mais rigorosas para combater o aumento das contaminações e mortes decorrentes da covid-19.

Nunes Marques foi o primeiro integrante do STF indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, e sua decisão ocorre no pior cenário desde o início da pandemia. Além disso, vem também num momento em que a popularidade de Bolsonaro despenca. Levando-se em conta que algumas das principais bases de apoiadores de Bolsonaro estão nos setores conservadores das igrejas, tantos católicas quanto evangélicas, a medida favorece a presença de público ante líderes religiosos com discurso bolsonarista. E ao mesmo tempo deve socorrer o caixa das igrejas, abalado pela ausência dos fiéis habituados a contribuir financeiramente quando comparecem aos cultos e missas. Mas, por outro lado, pode agravar a situação próxima do colapso em grande parte das regiões do país. Isso porque amplia o risco tanto de uma pessoa se contaminar quanto de causar transmissão comunitária.

Para se ter ideia, o procurador-geral da República, Augusto Aras – também indicado por Bolsonaro – manteve encontros com líderes evangélicos no início de março. Ao pastor Silas Malafaia e ao bispo Abner Ferreira, Aras teria apoiado a abertura de igrejas, contra as restrições impostas por governadores e prefeitos. O que Nunes Marques. com a liberação liminar de cultos e missas, fez foi pôr em prática, por decisão liminar (provisória), a opinião dos pastores. E também a de Aras e do advogado-geral da União, André Mendonça.

A liminar concedida por Nunes Marques causou reação imediata do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. “Em Belo Horizonte, acompanhamos o plenário do STF (sobre o poder de estados e municípios regularem as restrições locais). O que vale é o decreto do prefeito. Estão proibidos os cultos e missas presenciais”, afirmou Kalil.

A Frente Nacional de Prefeitos também reagiu, e cobrou do STF manifestação pública. O presidente da frente, Jonas Donizette, pediu que o presidente do Supremo, Luiz Fux, esclareça o imblóglio criado por seu colega de Corte e defina qual norma deve ser seguida. “A decisão do plenário (unânime) que determinou que os municípios têm prerrogativa de estabelecer critérios de abertura e fechamento das atividades em seus territórios, ou essa liminar?”

*

"Pobre Judiciário", disse Marco Aurélio, decano do STF, ao comentar decisão de Nunes Marques sobre igrejas

Jornal GGN – A decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), de liberar a realização de cultos religiosos foi criticada pelo decano da Corte, o ministro Marco Aurélio Mello: “Pobre Judiciário”, disse.

“O novato (Nunes Marques), pelo visto, tem expertise no tema. Pobre Supremo, pobre Judiciário. E atendeu a Associação de juristas evangélicos. Parte legítima para a ADPF (tipo de processo que discute cumprimento à Constituição)? Aonde vamos parar? Tempos estranhos!”, disse Marco Aurélio, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

*

Brasil saiu dos trilhos e Bolsonaro pode ser afastado, diz chefe da Eurasia Group

Ian Bremmer Eurasia

Por Ian Bremmer, na Time – Em meio a uma pandemia global, é difícil determinar qual país está se saindo pior. Mas qualquer lista curta neste momento deve incluir o Brasil.

Na segunda-feira, o exaltado presidente brasileiro Jair Bolsonaro tomou a decisão de derrubar seu gabinete, substituindo seis ministros. Algumas das saídas não foram surpreendentes, como o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, um aliado próximo de Bolsonaro, cuja abordagem combativa aos assuntos internacionais despertou fogo devido às lutas do Brasil para obter vacinas no exterior. Mas outras demissões pegaram muitos desprevenidos, principalmente a do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. Bolsonaro, um ex-capitão do Exército que falou com carinho sobre a ditadura militar anterior do país (bem como sobre líderes autoritários em geral), recrutou muitos generais ativos e aposentados para ingressar em seu governo. Azevedo foi um deles.

Mas desde que Bolsonaro assumiu o cargo em 2019, a preocupação tem crescido entre os chefes militares de que as ações de Bolsonaro podem corroer a independência militar da política além dos limites aceitáveis, um sentimento compartilhado pelo deposto Azevedo. Na terça-feira, os chefes da Marinha, do Exército e da Força Aérea foram demitidos pelo presidente depois de ameaçarem demitir-se em protesto contra a pressão de Bolsonaro para que as Forças Armadas defendessem politicamente sua administração. Para os detratores militares de Bolsonaro, o conforto crescente de Bolsonaro com os militares não é apenas uma ameaça à capacidade do país de funcionar como uma democracia adequada, mas à própria posição dos militares. A preocupação é que ele acabe com a reputação dos militares, uma reputação que eles passaram décadas reconstruindo desde o fim da junta militar em 1985.

O cenário do juízo final para a liderança militar? 

Bolsonaro perde a próxima eleição presidencial em 2022 ou enfrenta o impeachment nesse ínterim, o condena como ilegítimo e tenta forçar os militares a apoiá-lo em suas reivindicações. A boa notícia desta semana é que os principais líderes militares enviaram a ele uma mensagem forte: eles escolherão a democracia em vez de defender seu governo a todo custo.

Infelizmente para o Brasil, há muito mais. Em meio à pior crise financeira do Brasil em décadas, Bolsonaro também tem jogado jogos econômicos. A última gira em torno do orçamento de 2021 que o Congresso brasileiro conseguiu aprovar na semana passada. Para ultrapassar a linha final e ainda permanecer abaixo do limite de gastos, os legisladores reservaram bilhões a mais para gastos discricionários, esvaziando artificialmente despesas “obrigatórias” como previdência social e desemprego para que pudessem direcionar mais fundos para seus projetos preferidos. Há meses, Bolsonaro acolhe propostas pouco ortodoxas para financiar diversos tipos de projetos de infraestrutura de seus assessores, assim como do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Esta foi sua última tentativa de fazer isso, e provavelmente veio com a bênção não oficial de Bolsonaro.

Menos entretidos com essas propostas estão os membros tecnocráticos da equipe econômica do Bolsonaro, liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Embora a legislação aprovada cumpra formalmente o limite de gastos, a realidade é que o crescimento das despesas obrigatórias em meio a uma pandemia fará com que os gastos totais disparem além dos limites estabelecidos pela constituição. E de acordo com a legislação brasileira, esses consultores econômicos seriam legalmente responsáveis ​​se isso acontecesse e eles assinassem. Isso levou a rumores de que membros de sua equipe econômica estavam se preparando para usar a ameaça de um fechamento do governo, e até mesmo sua renúncia, para garantir que Bolsonaro não daria luz verde às medidas sem mudanças significativas.

Uma paralisação do governo ou a aprovação de um orçamento falso é improvável neste momento - deixando de lado o drama político recente, Bolsonaro é politicamente responsável caso esta legislação seja aprovada como está. Sua antecessora, Dilma Rousseff, foi cassada por não cumprir as leis de responsabilidade fiscal, e Bolsonaro se abre para o mesmo destino ao aprovar a legislação. É improvável que Bolsonaro ou sua equipe interna tenham entendido isso antes que a equipe econômica começasse a reagir, e um projeto de lei suplementar provavelmente viesse para desfazer o pior dos danos. Mas a decisão de Bolsonaro de segunda-feira de nomear uma legisladora centrista com laços estreitos com o presidente da Câmara como seu ministro do governo (a pessoa que gerencia as relações do governo federal com os legisladores) mostra que ele reconhece sua necessidade de mais aliados no Congresso para evitar o pior.

E o pior está chegando. A taxa de mortalidade diária da Covid-19 no Brasil é agora a maior do mundo, com mais de 3.100 (com base em uma média de sete dias) e o país acaba de ultrapassar 325.000 vítimas da Covid no total. De acordo com a Reuters, a capacidade da UTI atingiu 90% ou mais em 15 estados do Brasil (de um total de 26). Tudo isso seria trágico o suficiente, mas a tragédia é agravada pela minimização consistente de Bolsonaro da Covid-19 e exortações anteriores de que o povo brasileiro "pare de choramingar". Em vez de lutar para proteger a saúde da população brasileira, ele demonstrou mais interesse em lutar contra os governadores que anunciaram novas medidas de bloqueio à medida que seus sistemas de saúde pública entram em colapso. Só recentemente Bolsonaro adotou um programa de vacinação em massa.

Tudo isso significa que a sorte do Bolsonaro está à mercê da trajetória do Covid-19 do país. A situação tanto para o Brasil quanto para Bolsonaro vai piorar nas próximas semanas, mas se a febre então passar e a situação de saúde começar a melhorar, as chances de Bolsonaro de reeleição melhoram dramaticamente, o que significa menos drama político como o que vimos nos últimos dias. Mas se a situação não melhorar significativamente no início do verão, o Brasil se encontrará em uma crise de saúde e uma crise política, já que Bolsonaro toma medidas cada vez mais desesperadas para apoiar sua candidatura à reeleição e evitar uma possível moção de impeachment.

2021 parece ser pior do que 2020 para o Brasil. Isso é realmente incrível.

Ian Bremmer é chefe da Eurasia Group.

*

*

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

________________________* QUARKS, LÉPTONS e BÓSONS ________________________* COMUNISMO de DIREITA e NAZISMO de ESQUERDA. É o FIM da PICADA...! ________________________* http://www.nano-macro.com/?m=1

9