Pandemia DESCONTROLADA na ÍNDIA

*
CONFISSÕES de um genocida:
LISTA do governo é uma verdadeira CONFISSÃO do GENOCÍDIO
Se for ao banco dos réus, aqui ou em Haia, Bolsonaro ao menos tem uma vantagem:
a confissão já está pronta
 
*
O Brasil da FOME 
é também o Brasil
da FERRARI
na sala de jantar...!
*
Veja como vai funcionar a 'superterça' do 'BBB 21'
*
"NINGUÉM está seguro até que TODOS estejam seguros"
Por que a tragédia da pandemia na ÍNDIA ameaça o mundo todo.
1.800.000.000 de pessoas no subcontinente indiano sob ameaça direta.
*

Covid na Índia: Por que a tragédia da pandemia no país asiático ameaça o mundo todo

Gráfico mostra número de casos confirmados e mortes por dia na Índia - BBC - BBC
O tamanho da população na Índia e o aumento dramático de casos e mortes causam muita preocupação Imagem: AFP

27/04/2021 12h05

Atualizada em 27/04/2021 13h08

"Nunca vi uma situação tão assustadora. Não posso acreditar que estamos na capital da Índia", diz Jayant Malhotra à BBC. "As pessoas não estão recebendo oxigênio e estão morrendo como animais."

Malhotra tem ajudado em um crematório na capital da Índia, Delhi, onde hospitais estão sofrendo com uma onda sem precedentes de infecções por coronavírus.

Crise na Índia aumenta pressão por lote americano de vacinas cobiçado pelo Brasil

O país registrou um recorde global de novos casos pelo quinto dia consecutivo. Foram 320 mil novos casos de infecção nesta terça (27) e o número de mortos se aproxima de 200 mil.

Enquanto a Índia sofre com esse surto - semelhante ao que o Brasil passou e ainda passa -, China, Estados Unidos, grande parte da Europa Ocidental e partes da África e sudeste da Ásia registraram mortes em declínio nas duas semanas anteriores a 25 de abril.

Alguns países estão suspendendo as restrições de circulação - a União Europeia até sugeriu autorizar que os americanos vacinados possam viajar para a Europa neste verão.

Mas será que a piora da situação na Índia pode se tornar um grande problema para todo o mundo?

Qual é o tamanho da crise da covid da Índia?

Em fevereiro, com mortes por dia na casa das centenas e casos em torno de 12 mil, muitos na Índia estavam esperançosos de que o país havia escapado do pior da pandemia.

Mas o país tem relatado mais de 200 mil novos casos de covid-19 diariamente desde 17 de abril - muito além do pico anterior de 93 mil casos por dia em setembro do ano passado.

Os crematórios têm recorrido a piras funerárias em massa à medida que o número de corpos de vítimas de covid continua aumentando - Reuters - Reuters
Os crematórios têm recorrido a piras funerárias em massa à medida que o número de corpos de vítimas de covid continua aumentando Imagem: Reuters

As mortes também têm aumentado - uma média de 2.336 pessoas morreram na Índia por dia na semana até 25 de abril - o dobro do número durante o pico da primeira onda. No Brasil, com uma população menor que a da Índia, a média diária da mesma semana foi 2.465, segundo dados do Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde).

Para o repórter especialista em ciência e saúde da BBC James Gallagher, a Índia está "batalhando". "O medo palpável me lembra do início da pandemia, quando o coronavírus ainda era uma entidade desconhecida. A covid pode ser letal mesmo com cuidados médicos perfeitos, mas quando os hospitais ficam sobrecarregados, as vidas que poderiam ter sido salvas são perdidas."

A situação é particularmente terrível em Delhi, onde não há mais leitos de UTI.

Muitos hospitais estão recusando novos pacientes e pelo menos dois viram pacientes morrerem depois que o suprimento de oxigênio acabou.

É provável que o número de mortes de Covid na Índia seja subnotificado - Getty Images - Getty Images
É provável que o número de mortes de Covid na Índia seja subnotificado Imagem: Getty Images

Parentes de pessoas doentes estão apelando nas redes sociais por vagas em hospitais, suprimentos de oxigênio e máquinas de ventilação mecânica.

Para complicar a resposta ao surto, os laboratórios também estão sobrecarregados e estão demorando até três dias para devolver os resultados dos testes de covid.

Os crematórios, por sua vez, estão funcionando 24 horas por dia.

Cenas semelhantes estão ocorrendo em outras grandes cidades. No total, a Índia confirmou quase 17 milhões de infecções e 192 mil mortes.

Gráfico mostra número de casos confirmados e mortes por dia na Índia - BBC - BBC
Gráfico mostra número de casos confirmados e mortes por dia na Índia Imagem: BBC

Mas é altamente provável que esses números subestimem as infecções e mortes.

A enorme população do país e seus problemas logísticos tornam muito difícil fazer o teste de covid ou registrar com precisão as mortes, tornando muito mais desafiador saber a escala exata da crise na Índia do que na Europa ou nos EUA, por exemplo.

O quão ruim pode ficar?

"Infelizmente, nas próximas semanas a situação vai piorar significativamente", adverte Gallagher.

"Uma lição, aprendida uma e outra vez, é que um aumento nos casos leva a um aumento nas mortes algumas semanas depois", diz ele.

A Índia espera vacinar 250 milhões de pessoas até julho - Getty Images - Getty Images
A Índia espera vacinar 250 milhões de pessoas até julho Imagem: Getty Images

"Mesmo se a Índia pudesse impedir a propagação do vírus, as mortes continuariam a aumentar exponencialmente, pois muitas pessoas já foram infectadas. Claro, não há sinal de que as infecções estão se estabilizando - até onde os casos continuarão a subir dependerá do sucesso dos lockdowns e do ritmo da imunização."

É importante registrar que a Índia ainda não tem o maior número de casos nem mortes - os EUA tiveram até agora 32 milhões de casos e 572 mil mortes, de acordo com dados compilados pelo Centro de Recursos Coronavírus Johns Hopkins na segunda-feira (26 de abril). O Brasil registra mais de 14 milhões de casos e 391 mil mortes.

A Índia tampouco está no topo da lista de casos ou mortes por milhão de habitantes - grande parte da Europa e da América Latina está relatando números muito maiores.

Mas é o tamanho da população na Índia e o aumento dramático de casos e mortes que estão causando tanta preocupação.

"Nunca vimos uma situação como esta, em que o sistema de saúde não seja capaz de lidar com o peso dos números atuais e haja, no fundo, um aumento acentuado e contínuo de novos casos", Gautam Menon, professor de física e biologia e especialista na modelagem de doenças infecciosas, disse à BBC.

A escassez crônica de oxigênio significa que muitas pessoas que poderiam ser salvas estão morrendo - Getty Images - Getty Images
A escassez crônica de oxigênio significa que muitas pessoas que poderiam ser salvas estão morrendo Imagem: Getty Images

Quando os serviços de saúde entram em colapso, as pessoas morrem por todas as causas em um número muito maior - mortes que não se refletem nas estatísticas do coronavírus.

Além disso, as operadoras de saúde na Índia também têm desafios muito maiores para cobrir sua vasta população e muitos indianos não têm acesso a nenhum serviço de saúde.

O que isso significa para o resto do mundo?

A pandemia é uma ameaça global.

Desde os primeiros dias, cientistas e especialistas em saúde rastrearam a infecção por coronavírus movendo-se de um país para outro, impulsionada por viagens aéreas e uma economia mundial altamente globalizada.

As fronteiras nacionais têm representado até agora uma barreira muito limitada à propagação, e é impraticável - senão impossível - impor proibições de viagens e fechar fronteiras indefinidamente.

Alguns hospitais de Delhi viram pacientes morrerem depois que o suprimento de oxigênio acabou - AFP - AFP
Alguns hospitais de Delhi viram pacientes morrerem depois que o suprimento de oxigênio acabou Imagem: AFP

Portanto, o que acontece na Índia certamente terá repercussões por outros países, especialmente porque o país tem a maior diáspora do mundo. Além disso, o descontrole de infecções pode levar ao surgimento de variantes que, potencialmente, podem resistir a vacinas.

"A pandemia nos ensinou que o problema de um país é problema de todos", acrescenta James Gallagher.

"O coronavírus foi detectado pela primeira vez em uma cidade na China, agora está em todos os lugares. O número recorde de casos na Índia pode se espalhar para outros países, razão pela qual muitos introduziram restrições de viagem, e altos níveis de infecção são um terreno fértil para novas variantes do vírus."

Uma nova ameaça nasceu na Índia?

E as condições na Índia podem ser uma notícia muito ruim para a luta global contra a covid-19.

"A alta população e densidade da Índia é uma incubadora perfeita para este vírus experimentar mutações", diz Ravi Gupta, professor de microbiologia clínica da Universidade de Cambridge.

Equipe médica lamentando mortes por coronavírus em Kuvadava, uma vila em Gujarat - Getty Images - Getty Images
Equipe médica lamentando mortes por coronavírus em Kuvadava, uma vila em Gujarat Imagem: Getty Images

Se o vírus tiver tempo para sofrer mutação em tais condições ideais, isso poderá prolongar e aumentar a gravidade da pandemia em todo o mundo.

"Quanto mais oportunidades o vírus tiver de sofrer mutação, maior será a probabilidade de encontrar uma maneira de infectar até mesmo as pessoas que foram vacinadas", acrescenta James Gallagher.

Novas variantes do vírus do Reino Unido, Brasil e África do Sul já causaram problemas durante esta pandemia, se espalhando pelo mundo, e o professor Menon alerta para novas variantes na Índia.

"Sabe-se que alguns deles estão associados a regiões da proteína spike que permitem que os vírus se fixem melhor às células e reduzem a ligação de anticorpos", disse ele.

"É impossível limitar a disseminação de variantes. A variante B.1.617 (que foi identificada pela primeira vez na Índia) já foi vista em vários países fora da Índia, provavelmente como resultado da importação."

O professor Menon avisa que os vírus continuarão a sofrer mutações e evoluirão para escapar da imunidade que uma infecção anterior ou vacinação pode proporcionar.

Alguns hospitais em Nova Delhi não estão aceitando novas admissões de pacientes com covid - AFP - AFP
Alguns hospitais em Nova Delhi não estão aceitando novas admissões de pacientes com covid Imagem: AFP

A questão agora é quão rápido isso pode acontecer.

"Sabemos que o SARS-CoV-2 pode sofrer mutação para alcançar mais transmissibilidade, a partir de nossa observação das múltiplas variantes em todo o mundo. Até agora, acreditamos que as vacinas ainda devem permanecer eficazes contra essas novas variantes, mas isso pode mudar no futuro."

Como a Índia (e o resto do mundo) pode impedir essa propagação?

Esforços internacionais estão em andamento para ajudar a Índia a administrar sua escassez crítica de oxigênio e o aumento devastador de casos da covid-19.

O Reino Unido começou a enviar ventiladores e dispositivos concentradores de oxigênio e os EUA estão suspendendo a proibição de envio de matérias-primas ao exterior, permitindo que a Índia produza mais da vacina AstraZeneca.

Vários países também estão se oferecendo para enviar equipes médicas e EPIs para ajudar.

O tamanho e a densidade da população da Índia a torna particularmente vulnerável a surtos - Getty Images - Getty Images
O tamanho e a densidade da população da Índia a torna particularmente vulnerável a surtos Imagem: Getty Images

O governo indiano aprovou planos para mais de 500 usinas de geração de oxigênio em todo o país para aumentar o abastecimento.

Mas essas são medidas para tentar prevenir mortes, não infecções. O que o mundo precisa é de um aumento dramático na capacidade da Índia de vacinar sua população e prevenir a propagação do vírus.

O país pode ter tido motivos para ter esperança no início da pandemia - quando se trata de fabricação de vacinas, o país é uma potência.

Ele administra um programa de imunização massivo, fabrica 60% das vacinas do mundo e abriga meia dúzia de grandes fabricantes.

Mas "um programa de vacinação de adultos em grande escala contra um patógeno virulento como o SARS-Cov2, o vírus que causa a covid-19, está apresentando desafios sem precedentes", de acordo com o correspondente da BBC Índia Soutik Biswas.

A campanha de vacinação da Índia, a maior do mundo, começou em 16 de janeiro e visa cobrir 250 milhões de pessoas até julho. Até ao momento, acredita-se que "apenas" cerca de 118 milhões de pessoas receberam a primeira dose. Isso representa menos de 9% da população.

Inicialmente limitada a profissionais de saúde e pessoal da linha de frente, a vacinação foi estendida em etapas para pessoas com mais de 45 anos.

Mas a escala da tarefa de imunizar uma população tão grande e os problemas logísticos e de infraestrutura que o país apresenta estão complicando a implementação.

Especialistas dizem que a campanha de vacinação precisa acelerar muito mais para atingir sua meta.

"Não está claro se o país tem vacinas e capacidade estadual suficientes para acelerar a movimentação e expandir a cobertura para incluir os jovens", diz Biswas.

Até que uma população tão grande seja vacinada com sucesso, as infecções no país representarão um risco para o mundo inteiro.

"O problema de doenças infecciosas como a covid-19 não é problema de uma única nação ou mesmo de um pequeno grupo de nações. É verdadeiramente global em suas implicações", diz o professor Menon.

"Precisamos de mais cooperação internacional em testes, vacinas e pesquisas para o bem maior do mundo."

Como as autoridades de saúde pública e os políticos têm dito desde os primeiros dias da pandemia, "ninguém está seguro até que todos estejam seguros".

*

Veja como vai funcionar a 'superterça' do 'BBB 21'

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/04/2021 13h36

Atualizada em 27/04/2021 16h23

O "BBB 21" continua em modo reta final ativado! Faltando exatamente uma semana para o reality show coroar os vencedores da edição, a temporada terá mais uma "superterça" hoje à noite.

A partir das 22h30, de acordo com a grade de programação da Globo, os brothers vão saber o resultado do paredão entre Camilla de Lucas, Arthur e Pocah e mais. Confira o que vai rolar hoje:

Rodolffo e ex-bailarina do Faustão trocam elogios e fãs já shippam o casal

Quem sai?

Hoje mais um brother vai deixar a casa. Camilla, a indicada do líder Gilberto, faz sua estreia em um paredão acirrado ao lado de Arthur, o mais votado pela casa, e Pocah, que foi puxada no contragolpe por Camilla.

De acordo com o parcial da enquete UOLa influenciadora é quem vai deixar a casa, com uma diferença muito pequena de votos para Arthur, que aparece em segundo lugar.

Apesar de Camilla aparecer como a escolhida do público do UOL, entre os perfis oficiais dos brothers do "BBB 21" e os famosos, a influenciadora é uma das preferidas para confinuar no jogo.

O elenco da edição pediu, em sua maioria, pela saída de Arthur, e celebridades como Ludmilla, Preta Gil e Ingrid Guimarães declararam sua torcida para Camilla e torcem pela saída do capixaba.

BBB 21: Arthur, Camilla de Lucas e Pocah se enfrentam no 15º paredão - Reprodução/Globoplay - Reprodução/Globoplay
BBB 21: Arthur, Camilla de Lucas e Pocah se enfrentam no 15º paredão Imagem: Reprodução/Globoplay

Quem vai entrar no top 4?

Quem ganhar a prova do líder desta noite, que ainda não tem detalhes definidos, vai garantir uma vaga no top 4 da edição. A expectativa dos brothers é grande, e alguns, como Fiuk e Gilberto, vêm traçando planos para se manter na casa.

"Tão perto e tão longe", refletiu o filho de Fábio Júnior sobre a final.

Quem vai se enfrentar na próxima berlinda?

O medo de ir para o paredão só aumenta na reta final do programa. Gilberto, especialmente, tem demonstrado seu medo de ser eliminado a poucos dias da final. Para o economista, Fiuk estará no paredão em qualquer circunstância de liderança, estando a salvo apenas se for o próprio líder.

Independente do resultado da berlinda desta noite, quem permanecer na casa também estará emparedado, a menos também que conquiste a liderança.

De acordo com Tiago Leifert no programa desta segunda, após a eliminação na próxima quinta-feira, os brothers farão a última prova do líder da edição e internautas especularam, por causa do discurso do apresentador ontem, que a prova será de resistência.

BBB 21: Gilberto se preocupa em reta final do programa - Reprodução/Globoplay - Reprodução/Globoplay
BBB 21: Gilberto se preocupa em reta final do programa Imagem: Reprodução/Globoplay
*

Maioria dos perfis dos brothers pede saída de Arthur em 15º paredão

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/04/2021 09h06

Atualizada em 27/04/2021 12h52

No domingo, foi formado o 15º paredão do "BBB 21" (TV Globo) e Arthur, Camilla de Lucas e Pocah enfrentam a berlinda da vez no jogo. Fora da casa, diversos perfis oficiais dos participantes e ex-participantes da edição já declararam a sua torcida e iniciaram os mutirões pelo seu preferido.

Até o momento, não se pronunciaram os administradores das páginas de Arcrebiano (que vai estar no "No Limite"), Carla Diaz, Karol Conká, Lucas Penteado, Lumena, Nego Di, Sarah, Rodolffo, Thaís e Viih Tube.

Após sisters pedirem desculpas, Arthur reclama de interrupções: 'Irritado'

Perfis do top 6

O perfil oficial do emparedado Arthur se manifestou pela saída de Camilla. De acordo com a enquete UOLa disputa está acirrada entre os dois.

Em contrapartida, a página da emparedada Camilla se posicionou pedindo #ForaArthur:

Destoando da amizade entre os brothers na casa, os administradores do perfil da emparedada Pocah também estão pedindo #ForaArthur:

A equipe de Juliette foi mais uma que se manifestou pela saída do crossfiteiro...

...assim como a de Fiuk:

Apesar de Gilberto ter indicado Camilla ao paredão, a página oficial do economista não mostrou nenhum posicionamento.

Fora da casa

Caio é #FicaArthur e está colaborando com os mutirões #ForaCamilla:

Kerline torce pela permanência de Pocah:

Projota, melhor amigo de Arthur durante sua passagem pelo reality, manifestou sua torcida pelo capixaba:

*

Como seria a vida se não existíssemos?

Filme "A Felicidade Não Se Compra" - Divulgação
Filme "A Felicidade Não Se Compra" Imagem: Divulgação
Tomas Rosenfeld

27/04/2021 06h00

No início do filme "A Felicidade não se compra", três pontos luminosos conversam sobre um fundo preto.

As três figuras celestiais discutem a vida do protagonista do filme, George Bailey, interpretado por James Stewart. 

Na cena, um anjo procura compreender o desejo da morte e pergunta a Deus se o homem estaria doente, a que o chefe responde:

"pior, ele perdeu as esperanças."

No filme de Frank Capra, um anjo da guarda é assim incumbido de nutrir o protagonista com novas perspectivas, mostrar a ele que as coisas podem ser diferentes no futuro e que poderiam ter tomado rumos muito distintos no passado.

Recentemente, reassisti ao filme e ao me ver refletindo sobre o propósito desta nova coluna, pensei em pelo menos dois pontos trazidos pela história.

O primeiro deles, relacionado à possibilidade de mudança.

Globalmente, a percepção de que as coisas podem e devem ser diferentes encontra um marco no relatório Brundtland, publicado em 1987 como resultado de um trabalho da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU.

O documento caracteriza o desenvolvimento sustentável como aquele que "encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender suas próprias necessidades."

Depois de mais de uma década de debates em que crescimento econômico e recursos naturais compunham polos opostos e aparentemente incompatíveis no espectro de possibilidades de um mundo globalizado, o conceito buscava conciliá-los.

Ao longo de toda sua história, a humanidade se preocupou com sua descendência, a continuidade genética e cultural que apaziguavam a ansiedade efêmera de nossa existência. 

A industrialização dos últimos séculos, contudo, nos levou a um novo patamar de preocupações em que a viabilidade da espécie neste planeta foi posta em xeque.

Diante dos imensos desafios que enfrentamos, precisamos de lembretes periódicos de que as coisas podem ser diferentes.

Com isso em mente, essa coluna procurará trazer casos e reflexões de iniciativas, especialmente empresariais, que buscam jogar luz sobre as possibilidades encontradas por pessoas que têm se dedicado a buscar soluções em direção ao desenvolvimento sustentável.

Contudo, sob o risco de criar lembretes vazios, procuraremos descrever não somente as ações desenvolvidas pelas empresas e organizações, mas também o resultado e impacto que estas tiveram sobre as demais partes interessadas envolvidas.

Como na segunda metade do filme de Capra, em que assistimos à história da comunidade de Bedford Falls sem a existência de George Bailey e acompanhamos o destino solitário e miserável de seus familiares e amigos.

Este exercício proporcionado pelo anjo da guarda é também um teste útil para pensarmos no impacto das organizações: 

como seria o mundo sem elas, qual é real contribuição que trazem?

No último ano, não faltaram opiniões traçando paralelos entre a situação atual que vivemos com a da Segunda Guerra.

O filme de Capra foi lançado em 1946, quando o conflito global já havia chegado ao fim.

Ainda estamos longe de superar os tumultos do nosso tempo, mas assim mesmo essas provocações quanto a possibilidade e o impacto das mudanças parecem pertinentes.

Ao longo das próximas colunas, procurarei trazer considerações sobre essa dupla reflexão colocada pelo filme.

*

Opinião - Guilherme Boulos: Confissões de um genocida

Lista do governo é uma verdadeira confissão do genocídio

Após quase 400 mil mortos, chegou o dia D e a hora H da instalação da CPI da pandemia.

Pensei em elencar os crimes de Bolsonaro que justificam a existência da comissão, mas em rara demonstração de eficiência, a Casa Civil o fez —no lugar da oposição— e com precisão invejável.

Sob o pretexto de levantar as acusações a serem respondidas, a lista do governo é uma verdadeira confissão do genocídio em 23 atos.

Por falta de espaço, não abordarei todos, mas seguem algumas das principais "acusações" da ficha corrida levantada pela Casa Civil, acrescentando a elas as confissões presidenciais.

Acusação:

O Governo foi negligente com o processo de aquisição e desacreditou a eficácia da Coronavac. 

Confissão:

"A vacina 'da China' nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente" (outubro de 2020).

Acusação:

O Governo minimizou a gravidade da pandemia (negacionismo).

Confissão:

"É só uma gripezinha" ou "Muito do que tem ali é muito mais fantasia. A questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propaga" (março de 2020).

Acusação:

O Governo promoveu tratamento precoce sem evidências científicas comprovadas. 

Confissão:

"Cada vez mais o uso da cloroquina se apresenta como algo eficaz" (abril de 2020).

Acusação:

O Governo retardou e negligenciou o enfrentamento à crise no Amazonas. 

Confissão:

"Não é competência nossa e nem atribuição levar o oxigênio pro Amazonas" (janeiro de 2021).

Acusação:

O Governo recusou 70 milhões de doses da vacina da Pfizer

Confissão:

"Toda e qualquer vacina está descartada" (outubro de 2020).

O roteiro da CPI é de autoria do próprio Bolsonaro.

A comprovação de cada um dos fatos está escancarada nos seus discursos e no noticiário do último ano. 

Na verdade, o que está em jogo na CPI não são dúvidas reais sobre o mérito —que é autoevidente—, mas a escolha política dos parlamentares.

Há aqueles que defenderão Bolsonaro até o limite do absurdo porque estão no governo. 

Há aqueles que usarão a CPI para negociar seu passe, barganhando emendas e cargos. 

E há aqueles que expressarão o clamor social pela interrupção dos crimes contra a vida dos brasileiros e por sua punição.

São esses os lados da batalha.

A vitória desta última posição pode fazer da CPI a antessala para o impeachment de Bolsonaro e, passo seguinte, para sua responsabilização criminal. 

Não estamos diante de uma disputa política comezinha, mas da possibilidade de ainda salvar vidas, afinal os crimes e a pandemia seguem em curso

Se for ao banco dos réus, aqui ou em Haia, Bolsonaro ao menos tem uma vantagem:

a confissão já está pronta.

*****

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

________________________* QUARKS, LÉPTONS e BÓSONS ________________________* COMUNISMO de DIREITA e NAZISMO de ESQUERDA. É o FIM da PICADA...! ________________________* http://www.nano-macro.com/?m=1

9