RIO: MILHARES por um prato de comida
Thwaites + Pine Island
OMS: pandemia sofre "AUMENTO EXPONENCIAL" e NÃO será freada SÓ com vacinas
OMS: "apartheid de vacinas" pode adiar fim da pandemia
Cármen Lúcia pede que Supremo JULGUE queixa contra Bolsonaro por GENOCÍDIO
Vídeo mostra milhares aglomerados no RJ à espera de um prato de comida

247 - Uma fila com milhares de pessoas à espera de um prato de comida, no centro da cidade do Rio de Janeiro, durante o fim de semana, ilustra a grave situação que a maioria da população enfrenta, reflexo do desemprego e da inabilidade econômica do governo para propor saídas no combate à crise.
Um total de 19 milhões de brasileiros sofreram com a fome durante a pandemia ao longo do ano passado. Ele estão entre as 116,8 milhões de pessoas que registraram algum grau de insegurança alimentar no final do ano passado, o que alcança a 55,2% dos domicílios. Situação atual contrasta com as dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, quando o Brasil saiu do Mapa Mundial da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU).
OMS adverte para "apartheid de vacinas", que pode adiar fim da pandemia
Governos e instituições já opinam abertamente que está havendo um "apartheid de vacinas". Para OMS, isto adia o fim da pandemia

247 - A promessa de uma ampla distribuição de imunizantes contra a covid-19 entre os países mais pobres falhou e a comunidade internacional se depara com um "apartheid de vacinas", em contraste com o que havia sido estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Segundo dados da OMS, até sexta-feira (9), 700 milhões de doses tinham sido distribuídas pelo mundo. Mas 87% foram destinados aos países ricos e às principais economias emergentes, incluindo Índia, China ou Brasil. Já os países mais pobres do mundo receberam apenas 0,2% das vacinas.
Se considerados apenas os países ricos, que representam 13% da população mundial, eles acumulam 49% de todas as vacinas. Já os 29 países mais pobres do planeta somaram apenas 0,1% das doses.
De acordo com a diretora-regional da OMS para a África, o continente com 1,2 bilhão de pessoas recebeu até agora apenas 2% das vacinas no mundo.
De acordo com a OMS, os governos estão prontos para receber e começar a distribuição de vacinas. "O problema não é esse. Mas a falta de doses", alertou Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, que já chamou a disparidade de''grotesca” e ''escândalo moral".
Para o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, a desigualdade na distribuição das vacinas contra a covid-19, gestos políticos e nacionalismos podem adiar o fim da pandemia.
O esforço, neste momento, é de costurar um amplo acordo entre países fabricantes de vacinas, empresas e entidades para garantir a distribuição de doses.
Análise: Reinaldo Azevedo - Conspiração IV: conversa é criminosa; Bolsonaro aposta que tudo dá em nada


Reinaldo Azevedo
Colunista do UOL
12/04/2021 04h50
Há duas coisas que precisam ficar claras. Assim como o presidente da Câmara pode, monocraticamente, jogar no lixo uma denúncia por crime de responsabilidade contra o chefe do Executivo, o do Senado pode fazer a mesma coisa com denúncias contra ministros do Supremo ou o procurador-geral da República.
A conversa entre o senador Jorge Kajuru e o presidente Jair Bolsonaro, segundo a qual Roberto Barroso estaria obrigado a impor a Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, que dê encaminhamento a denúncias contra ministros do Supremo é uma burrice, uma estultice, uma bobagem sem tamanho.
CPI da Pandemia salvará milhares de vidas se frear sabotagem de Bolsonaro
Isso não quer dizer que a conversa da dupla não seja conspiração aberta contra o Congresso e contra o Supremo.
Parem, coleguinhas, de dizer que Jair Bolsonaro pressionou Kajuru. É o senador quem fica o tempo todo se oferecendo ao presidente da República — o que não quer dizer que este também não tenha cometido crime.
Olhem aqui: parece-me evidente que Bolsonaro sabia que estava sendo gravado. Se não sabia, ficou sabendo antes da divulgação, segundo Kajuru — ou, então, o presidente que o processe. Mas não vai, certo?
Não é possível que não tenham dito a Bolsonaro que o encaminhamento de um pedido de impeachment de ministro do Supremo tem um primeiro ato monocrático do presidente do Senado. E é claro que Rodrigo Pacheco não fará isso. Como é claro que Barroso não ordenará que o faça porque sabe que não tem poder para isso. Assim como ninguém pode obrigar Arthur Lira a mandar adiante uma das 60 e poucas denúncias que há contra o presidente da República.
Essa conversa é uma tentativa desesperada de intimidar o Supremo, pautados ambos pela mais absoluta ignorância. Bolsonaro diz com todas as letras:
"Eu acho que o que vai acontecer. Eles vão (inaudível). Não tem CPI nem tem investigação de ninguém do Supremo"
E Kajuru responde:
"Bota tudo. Ou zero a zero"
E Bolsonaro, num indício de que sabia que estava sendo gravado:
"Eu sou a favor de botar tudo pra frente."
Minhas caras, meus caros. Tanto o senador como o presidente estão cometendo crimes. Ambos se articulam claramente contra dois Poderes da República. O fato de Kajuru ter gravado a conversa, tornando-a pública ele próprio, não altera em nada a agressão à ordem legal.
Reportagem: Mauricio Stycer - Excesso de reprises de novelas cria a Rede Rafael Cardoso de Televisão
Mauricio Stycer
Colunista do UOL
12/04/2021 06h01
Com a estreia de "Império", que substitui "Amor de Mãe" a partir desta segunda-feira (12), a Globo volta a exibir apenas reprises de novelas em sua grade. De 16h40 até 22h45, a programação principal da emissora passa a contar com cinco títulos já apresentados anteriormente, intercalados com dois telejornais.

"Salve-se Quem Puder", lançada em janeiro de 2020, teve cerca de 50 capítulos exibidos antes de sair do ar. Agora em 2021, a Globo a relançou do início, reprisando todos os capítulos exibidos no ano passado. A partir do final de maio deve começar a exibição de episódios inéditos.
Novas reprises da Globo, "Ti Ti Ti" e "A Vida da Gente" se complementam
Diante desta situação, a Globo não tem como evitar que alguns atores apareçam em mais de uma novela ao mesmo tempo. Repetições têm ocorrido com alguma frequência desde o ano passado, quando a pandemia de coronavírus levou a emissora a suspender as produções originais e a recorrer ao arquivo.
Mas jamais aconteceu algo parecido com a situação que o ator Rafael Cardoso está vivendo. A partir de hoje, ele poderá ser visto em quatro das cinco novelas que a Globo exibe. Veja abaixo, a programação da Rede Rafael Cardoso de Televisão:
16h40 - Ti Ti Ti (desde 29/3)
18h25 - A Vida da Gente (desde 1/3)
19h40 - Salve-se Quem Puder (desde 22/3)
21h25 - Império (a partir de hoje)

Na novela de Maria Adelaide Amaral, Cardoso vive Jorgito, filho de Orlando (Paulo Goulart) e Rebeca (Christiane Torloni). Sem o menor interesse em trabalhar, é o típico playboy, conquistador e destruidor de corações. Até que se apaixona por Desirée (Mayana Neiva).
O melhor papel dele é na trama de Licia Manzo. Cardoso é Rodrigo, filho de Jonas (Paulo Betti) e irmão de Nanda (Maria Eduarda). Como seu pai se casou com Eva (Ana Beatriz Nogueira), foi criado como irmão de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manuela (Marjorie Estiano). Rodrigo e Ana se apaixonam antes de ter início o grande drama - o acidente que a deixa em coma, a filha que nasce e a relação com Manuela.
Na comédia de Daniel Ortiz, Cardoso interpreta Renzo, sobrinho da vilã Dominique (Guilhermina Guinle). Não aprova o trabalho sujo da tia, mas é envolvido nas tramóias dela. No início da história, em Cancún, ele conhece Alexia (Deborah Secco) e tem uma única noite de amor com a atriz - e os dois se apaixonam, mas se desencontram.

Na novela de Aguinaldo Silva, o ator vive Vicente, um chef de cozinha, dividido entre duas mulheres (e irmãs), Maria Clara (Andreia Horta), a filha predileta do Comendador (Alexandre Nero), e Cristina (Leandra Leal), filha bastarda do protagonista da história.
Em entrevista ao jornal "Extra", Cardoso festejou a overdose de exposição. "Até este ano, nunca tinham reprisado um trabalho meu. Quero ver como vai ser a reação do público agora. O pessoal esquece muita coisa. Estou curioso pelos comentários, para saber como é essa receptividade."
Como diagnosticar se seu dispositivo móvel está infectado com malware

Em tempos remotos, era sumariamente impossível não perceber caso um vírus infectasse o seu computador. Nos anos 1980 e 1990, os malwares eram bastante simples e grande parte deles era construída com o único objetivo de infernizar a vida do usuário — logo, ao contrair um desses códigos maliciosos, você provavelmente seria bombardeado com telas contendo mensagens assustadoras e outros sinais claros de que algo estava errado. Infelizmente, os tempos mudaram e as coisas já não são bem assim.
Hoje em dia, um malware construído apropriadamente é aquele que faz de tudo para se manter oculto no dispositivo afetado. O objetivo dele não é zombar da sua cara ou atrapalhar seu trabalho, mas sim roubar dados de maneira furtiva: capturando as informações que são digitadas em um formulário, mandando seus arquivos para uma central de comando e controle (C&C), usando o microfone para gravar os áudios ao redor ou até mesmo usufruindo de seu poder computacional para minerar criptomoedas.
Claro, os antivírus continuam aí justamente para detectar a presença desses vírus e eliminá-los o mais rápido possível. Porém, segurança cibernética é um jogo de gato e rato. Nem sempre uma solução de proteção será capaz de identificar um malware que seja realmente bem construído — isso, é claro, sem contar a rara (porém existente) possibilidade de você ser vítima de uma cepa inédita, cuja assinatura ainda não foi identificada por nenhum pesquisador e para a qual não existe uma “vacina”.

Para piorar ainda mais a situação, precisamos levar em conta que, nos dias atuais, os dispositivos móveis são os principais alvos dos criminosos cibernéticos. Afinal, usamos nossos celulares para tudo — nos comunicarmos com pessoas próximas, realizar transações bancárias, armazenar fotografias e assim por diante. Daí surge a dúvida: como diagnosticar um smartphone ou tablet infectado com um malware? Não há uma receita de bolo, mas o Canaltech separou algumas dicas que podem ser bastante úteis.
1) Seu dispositivo está (muito) lento
É normal que os dispositivos móveis fiquem mais lentos com o passar do tempo. Você instala uma quantidade cada vez maior de aplicativos, enche a memória com arquivos e se diverte com joguinhos que exigem bastante do processador e da memória RAM. Porém, se o seu gadget começou a apresentar lentidão excessiva do dia para a noite, é melhor ficar atento — isso é um típico sinal de que ele pode estar infectado com um vírus silencioso, que rouba o poder de processamento e ocupa espaço na memória RAM para finalidades maléficas.
2) Sua bateria está durando (muito) menos
Novamente — é perfeitamente comum que a fonte de energia dos nossos dispositivos móveis percam a autonomia que elas possuíam quando você tirou o gadget da caixa. Afinal, baterias de lítio possuem um ciclo de vida pré-determinado; ademais, alguns aplicativos benignos podem rodar em segundo plano sem que você perceba, drenando a eletricidade do smartphone ou tablet. Porém, ao perceber que a autonomia do seu eletrônico apresentou uma queda drástica, vale a pena investigar se não há algo de errado. Quase todo celular moderno possui um indicador que exibe quais aplicativos estão consumindo mais energia; vale a pena checar essa ferramenta para encontrar eventuais invasores no produto.

3) A temperatura anda subindo demais
Alguns celulares viraram piada no mercado por conta do aquecimento excessivo — é o caso dos modelos Xperia Z3 Plus e Z4, da Sony. Eles emitiam tanto calor “à toa” que a empresa precisou emitir um pedido de desculpas formal. Tratam-se, porém, de raras exceções: no geral, um smartphone não deve ser tão quente a ponto de incomodar o usuário, mesmo quando estiver efetuando tarefas de alto processamento, como a execução de jogos com gráficos de ponta ou gravação de vídeos na qualidade 4K.
Sendo assim, ao perceber que seu gadget está se transformando em uma verdadeira fritadeira inteligente sem que nenhum aplicativo esteja aberto, cogite a possibilidade dele estar infectado com um malware, que pode forçar a CPU a ponto dela se tornar excessivamente “caliente”. Claro que esses problemas também podem ter origem técnica (como uma bateria defeituosa e que precisa ser trocada), mas vale a pena manter essa possibilidade em mente.
4) Anúncios estão “pipocando” em todos os lugares
Você recebe uma notificação, acredita piamente que se trata de algo importante e… É só um anúncio aleatório a respeito de um serviço ou aplicativo que não lhe interessa. Você abre o seu browser predileto e se depara com uma série de popups publicitários. Navegar na internet se torna uma tarefa quase impossível, pois cada guia aberta ou link clicado abre um anúncio diferente e bastante suspeito. Todos esses sintomas apontam para uma doença que tem nome: adware, o vírus especializado em exibir publicidade.

A notícia boa é que, dos males, este é o “menos pior”. Os adwares não costumam carregar módulos maliciosos para roubar informações ou judiar da sua CPU. Eles realmente só são chatos e bombardeiam o seu gadget com propagandas em excesso. Isso significa que sua remoção é menos urgente do que a de outras cepas — dá até para conviver com eles durante um tempo, mas, é claro, livre-se do código malicioso assim que tiver a chance.
5) Aplicativos estranhos surgiram do nada
Este é um sintoma clássico, mas que pode passar despercebido por aqueles usuários que possuem um grande número de aplicativos instalados no seu gadget. Abra a janela de softwares instalados e verifique se você não encontra algum programa “penetra” no meio da festa. Encontrou? Desinstale-o imediatamente, pois ele certamente é um malware que acabou sendo instalado “sem querer”.
Claro, nem todo vírus vai facilitar tanto a sua vida a ponto de criar um ícone aleatório ao lado de apps como Facebook, Twitter e Instagram. Alguns deles vão ficar escondidos dentro do sistema. Sendo assim, faça um checkup mais profundo: entre na tela de Configurações do dispositivo, encontra a seção “Aplicativos” e dê uma conferida na lista de softwares instalados. Novamente: desinstale qualquer coisa desconhecida e suspeita. Essa dica é importante sobretudo para aparelhos Android, que sofrem mais com esse tipo de problema.
6) O consumo de dados (móveis ou Wi-Fi) aumentou
Há um motivo para termos deixado esta dica por último: são raríssimos os consumidores que rastreiam seu uso de dados no celular, especialmente aqueles que utilizam mais redes Wi-Fi do que planos de internet móvel. Porém, saiba que todos os dispositivos móveis contam com ferramentas nativas para você acompanhar detalhadamente o tráfego de rede que o gadget está gastando — em alguns casos, é possível até estipular alertas caso você esteja usando dados demais (útil para quem possui planos de internet do tipo “Controle”).

Lembra do que falamos a respeito dos malwares que se comunicam com servidores de comando e controle, extraindo dados do gadget e enviando-os para o criminoso? Pois bem. Se você não está navegando mais do que o normal e mesmo assim o seu consumo de dados só aumenta, eis um belo sinal de que há um vírus no seu smartphone se comunicando constantemente com alguma fonte externa. Além dos malefícios do malware em si, você ainda sofre com os prejuízos de uma conta mais salgada no fim do mês!
Estou infectado! E agora?
Se o seu dispositivo apresenta um ou mais dos sintomas descritos anteriormente, as chances de que ele esteja infectado com um malware são altas. Se você ainda não possui uma solução de segurança instalada, escolha a sua predileta e instale-a imediatamente — no geral, os antivírus pagos são mais eficientes do que os gratuitos. Porém, caso seja impossível realizar esse investimento no momento, o jeito é apelar para as soluções freemium mesmo e torcer para que elas resolvam a questão.
Não adiantou? Então faça um backup de todas as informações e arquivos importantes do seu aparelho e faça um hard reset nele — ou seja, resete-o para as configurações de fábrica. Isso resolverá o problema na maioria das vezes, a menos que o código malicioso tenha se instalado a nível de firmware (o sistema operacional pré-sistema operacional; software responsável por evocar o Android quando você liga o celular). Nesse caso, o jeito é procurar ajuda profissional com especialistas ou assistências técnicas.
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Áudio de Bolsonaro com Kajuru é mais grave que o 'Bessias' de Dilma | Vera Magalhães - O Globo

O que Jair Bolsonaro pratica para minar e aparelhar as instituições não tem paralelo em nenhum governo que o antecedeu desde a redemocratização.
Dois presidentes, Fernando Collor e Dilma Rousseff, enfrentaram processos de impeachment, que resultaram efetivamente em seu afastamento.
Michel Temer teve dois pedidos de autorização para abertura de processos contra si no STF votados na Câmara.
Nenhum deles agiu de forma tão explícita quanto Bolsonaro para interferir no escrutínio do Legislativo e do Judiciário.
Neste domingo, o senador Jorge Kajuru divulgou o áudio de uma conversa com Bolsonaro em que o presidente fala abertamente em pressionar o STF para que, temerosos pela abertura de processos de impeachment contra si, os ministros "desistam" da CPI da Covid-19.
Trata-se de um raciocínio tão tosco e primitivo quanto antidemocrático, que são, aliás, a essência do presidente.
Ele compara coisas de natureza distinta.
Se for "tocar tudo para a frente", como ele sugere a Kajuru, teria de comparar bananas com bananas, ou seja: processos de impeachment com processos de impeachment.
Isso significaria, mesmo na lógica torta de Bolsonaro, instaurar os processos contra os ministros do STF e também as dezenas de pedidos de abertura de impeachment contra o presidente da República que estão na gaveta de Arthur Lira (PP-AL).
Mas este post não é sobre a tosquice de Bolsonaro, mas sobre a gravidade do que ele está fazendo:
com sua suposta anuência, um senador da República divulga uma conversa absolutamente imprópria, em que o chefe do Executivo diz explicitamente para um parlamentar chantagear a mais alta corte do país.
E fica evidente que Kajuru não foi o único a receber o telefonema, mas apenas o único irresponsável o suficiente para gravar o presidente (!) e divulgar a conversa.
Quando, em maio de 2016, Dilma Rousseff foi captada num grampo da Polícia Federal ligando para Lula e combinando sua nomeação para a Casa Civil como forma de escapar de uma eventual prisão preventiva, o famoso áudio do "estou mandando o Bessias com o papel", o mundo justificadamente caiu.
Havia ali um problema de origem:
a captação da conversa e sua divulgação extrapolavam o período de tempo da autorização judicial para aquele grampo.
Ainda assim o mundo caiu, e o STF, por meio de uma liminar concedida por Gilmar Mendes, cancelou a nomeação de Lula.
Por conta da expiração da autorização para o grampo, o então juiz Sérgio Moro foi repreendido pelo Supremo, a divulgação foi considerada ilegal e a gravação não pôde ser usada para fins processuais.
Mas ainda assim Lula não virou ministro.
O que Bolsonaro faz é de gravidade INFINITAMENTE superior porque ele não usa um instrumento que está ao seu alcance, no Executivo, para se blindar ou blindar um aliado, como Dilma pretendia fazer.
Mas sugere formas de minar instrumentos que dizem respeito a outros Poderes da República, que a Constituição garante serem independentes e equivalentes entre si.
O presidente está operando diretamente, isso enquanto deveria estar justamente coordenando pessoalmente todos os esforços possíveis para enfrentar a pandemia de covid-19, o objeto da CPI do Senado, para empastelar uma investigação que pode colocá-lo em risco -- sua única e real preocupação.
A gravação mereceria o REPÚDIO VEEMENTE por parte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, diante da INGERÊNCIA INADMISSÍVEL do presidente nos trabalhos da Casa que ele preside.
Mas provavelmente este repúdio não virá.
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Novo presidente deve antecipar o fim do home-office na Petrobras | Lauro Jardim - O Globo

Nas reuniões prévias que tem feito com diretores e gestores da Petrobras, o GENERAL SILVA E LUNA, que será escolhido oficialmente hoje para o comando da estatal, tem indicado que fará em breve uma alteração de caráter administrativo-sanitário bem ao gosto de Jair Bolsonaro:
vai antecipar a volta ao trabalho presencial.
O home-office na Petrobras vale até JUNHO, mas já era consenso na atual diretoria que seria estendido até DEZEMBRO.
No fim de fevereiro, logo depois de indicar Silva e Luna para a Petrobras, Bolsonaro criticou abertamente o home-office na Petrobras:
— O atual presidente da Petrobrás está há 11 meses de casa, sem trabalhar.
Trabalha de forma remota.
O chefe tem que estar na frente, bem como seus diretores.
Isso para mim é inadmissível.
Descobri isso faz poucas semanas.
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Reportagem: Jamil Chade -
OMS: pandemia sofre "AUMENTO EXPONENCIAL" e NÃO será freada SÓ com vacinas


Jamil Chade
Colunista do UOL
12/04/2021 11h53
Resumo da notícia
- Agência mundial ainda se lança em operação para aumentar produção global de vacinas, com impacto para o final do ano e 2022
- Meta é a de conseguir que multinacionais transfiram tecnologia aos países mais pobres
Os números de novos casos de covid-19 sofrem um "aumento exponencial", a pandemia vive um momento "crítico" e está "longe de terminar". O alerta é da OMS (Organização Mundial da Saúde), que aponta ainda que governos e populações não podem apostar apenas nas vacinas. Para a entidade, a crise precisa ser freada com medidas de saúde pública, como distanciamento social e isolamento. Se isso for adotado, a pandemia pode ser controlada em "questão de meses".
A OMS também anunciou um plano para aumentar a produção de vacinas no mundo, mas com um impacto que será sentido apenas no final do ano ou em 2022.
De acordo com a entidade, o mundo registrou a sétima semana consecutiva de aumento nos números de pessoas contaminadas, com 4,4 milhões de casos em apenas sete dias. A taxa é 9% superior aos dados da semana anterior, além de um aumento de 5% no número de mortos. Há um ano, eram 500 mil novos casos por semana.
"Entre janeiro e fevereiro, vimos seis semanas de queda na pandemia. Agora, são já sete semanas de aumento de casos e quatro semanas de aumento de mortes", alertou Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, que lembrou que a semana passada foi a quarta maior em termos de números totais.
Além do Brasil, os casos voltaram a subir na Índia, Ásia e Oriente Médio. "Isso tudo mesmo com 780 milhões de vacinas sendo distribuídas", afirmou.
Para ele, vacinas são vitais e poderosas". "Mas não são e não devem ser os únicos instrumentos", alertou. Tedros voltou a implorar para que governos adotem medidas de distanciamento social, máscara, promovam lavar as mãos, além de testes e isolamento. "São medidas que funcionam", insistiu.
De acordo com Tedros, "confusão, complacência e inconsistência" por parte de governos estão levando a aumento de casos e "custando vida". "Precisamos de consistência", disse.
"Países já mostraram que podem parar o vírus com medidas de saúde pública", disse. "Eles controlaram o vírus e podem ir a eventos, esportes e ver a família", afirmou.
Tedros garantiu que a OMS não quer um cenário de "lockdowns sem fim". "Queremos ver a reabertura da sociedade. Mas, neste momento, UTIs estão lotadas e pessoas estão morrendo", disse.
Alertando que tudo isso poderia ser evitável, Tedros ainda criticou o fato de que, em países com forte transmissão, pode-se ver mercados abertos, restaurantes e nightclubs funcionando.
"Alguns pensam que, por serem jovens, não importa se estão doentes", disse. "Isso não é uma gripe. Jovens com saúde morreram e não sabemos as consequências de longo prazo", alertou o diretor. "A pandemia está longe de terminar", insistiu.
Medidas controlariam vírus em "questão de meses"
Apesar do alerta, o diretor indicou que governos que agiram de forma correta conseguiram colocar um fim ao momento mais grave da crise. "Nos dois primeiros meses do ano, vimos uma queda e isso mostrou que o vírus pode ser parado. E ele pode ser freado em questão de meses. Mas depende de governos e pessoas. A escolha é nossa", completou Tedros.
"Estamos num momento crítico. São 4,4 milhões de casos em uma semana e os números crescem de forma exponencial", disse Maria van Kerkhove, diretora técnica da OMS. "Não é a situação em que gostaríamos de estar. Todos vão precisar reavaliar suas atitudes e o que estamos fazendo. As vacinas ainda não chegaram", alertou.
Segundo ela, governos precisam reavaliar suas políticas de testes, se contam com locais adequados de trabalho, se existem medidas de controle de importação de casos e outras ações. "Temos de ser sérios", insistiu.
Aumentar produção de vacinas a partir do final do ano
Além de pedir medidas imediatas, a OMS ainda se lança em uma operação para tentar aumentar a produção mundial de vacinas. Tedros Ghebreyesus estabeleceu um grupo de trabalho que irá criar um plano de expansão. "A pandemia mostrou que não há capacidade de produção suficiente", disse.
Num primeiro momento, o plano prevê aumentar o fornecimento de insumos e agulhas, além de acabar com restrições de exportação.
O plano também prevê um acordo para que empresas farmacêuticas ampliem a transferência de tecnologia para permitir que vacinas sejam fabricadas também em países em desenvolvimento. Isso, porém, só terá um impacto a partir de seis meses de implementação e poderia levar doze meses para de fato fazer diferença.
"Vai levar tempo para aumentar a produção mundial, já que isso exige treinar e transferir tecnologia", disse Soumya Swaminathan, cientista chefe da OMS. Segundo ela, isso ainda vai necessitar um aumento de investimentos, especialmente na África.
Hoje, governos de países em desenvolvimento denunciam um "apartheid de vacinas", com 87% de todas as doses permanecendo apenas nos países ricos e grandes economias emergentes.
A África, por exemplo, recebeu apenas 17 milhões de doses até agora, contra mais de 160 milhões nos EUA.
"Há um enorme desafio de abastecimento", admitiu Bruce Aylward, conselheiro da OMS para vacinas.
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Uma das maiores geleiras do mundo está derretendo mais rápido do que se pensava - Gizmodo Brasil

As geleiras em toda a Antártica estão sofrendo com a rapidez com que o gelo está derretendo. Não existe uma geleira da Antártica cujo destino tenha mais consequências para o nosso futuro do que a Thwaites, e novas pesquisas mostram que as coisas não estão indo nada bem para ela.
Os pesquisadores sabem que a geleira Thwaites está em apuros devido à invasão das águas quentes, mas nunca haviam realmente analisado os dados da parte de baixo da plataforma de gelo flutuante da geleira — até agora. Um novo estudo publicado na Science Advances na sexta-feira (9) apresenta as primeiras observações diretas do que está acontecendo sob a famosa plataforma de gelo, incluindo a temperatura e a salinidade da água que flui sob ela, bem como a força da corrente.
O que eles descobriram é muito preocupante. Os autores explicam que o suprimento de água quente para a base da geleira é maior do que os cientistas acreditavam, o que significa que é ainda mais instável do que pensávamos. Visto que costuma ser chamada de “geleira do fim do mundo”, isso é particularmente ameaçador.
A geleira Thwaites é um grande e vasto pedaço de gelo que flui do manto de gelo da Antártica Ocidental para a Baía de Pine Island, uma parte do Mar de Amundsen. A plataforma de gelo de 192 mil km² está desaparecendo mais rápido do que qualquer outra na região, em grande parte por causa das águas que circulam abaixo dela e desgastam sua base. Se ela entrar em colapso completamente, isso poderá ter um efeito devastador no aumento global do nível do mar.
O novo estudo é baseado em observações de campo de 2019, quando uma equipe de vários cientistas enviou um submarino laranja autônomo chamado Ran para baixo de Thwaites. Por 13 horas, o veículo subaquático percorreu duas depressões profundas sob a geleira que canalizam a água quente em sua direção. Ao fazê-lo, o veículo capturou dados mostrando que a água quente — quente para uma geleira, atingindo 1,05 grau Celsius — está girando em torno dos “pontos de fixação” cruciais da geleira, ou os pontos de contato onde a plataforma de gelo encontra o alicerce que o mantém no lugar. Essa água quente está derretendo esses porões cruciais, abrindo espaço para rachaduras e depressões no gelo que podem tornar a plataforma ainda mais instável.
“A preocupação é que essa água esteja entrando em contato direto com a parte inferior da plataforma de gelo no ponto onde a língua de gelo e o fundo do mar raso se encontram”, Alastair Graham, professor associado de oceanografia geológica da University of Southern Florida e coautor do estudo, que estava na expedição de pesquisa à geleira, escreveu em um e-mail. “Esta é a última fortaleza de Thwaites e, uma vez que se desprenda do leito do mar em sua própria frente, não há mais nada para a plataforma de gelo se agarrar. Essa água quente também está provavelmente se misturando dentro e ao redor da linha de aterramento, profundamente na cavidade, e isso significa que a geleira também está sendo atacada em seus pés, onde está apoiada na rocha sólida.”
A descoberta de água quente confirma as preocupações anteriores de um projeto separado, em que outro grupo de 100 cientistas perfurou um buraco de 609 metros na geleira.
“Este estudo preenche lacunas críticas em nosso conhecimento nesta área e, sem dúvida, permitirá grandes avanços na modelagem deste sistema e, portanto, melhores projeções”, David Holland, um glaciologista da Universidade de Nova York que trabalhou no estudo anterior, mas não no mais recente, escreveu em um e-mail.
À medida que o submarino se movia ao redor de uma das calhas, ele também capturou dados mostrando água de baixa salinidade na área de 1,05 mil metros abaixo da plataforma de gelo. Esse nível de salinidade é compatível com o da baía vizinha de Pine Island. Os cientistas pensavam anteriormente que esta parte da geleira estava protegida das correntes da baía por uma espessa crista subaquática. Mas parece que eles estavam errados — as descobertas indicam que está fluindo livremente para a calha. Isso vincula intimamente seu destino à baía, mais do que os modelos climáticos representam atualmente.
Não é apenas com a invasão das águas quentes de Pine Island Bay que devemos nos preocupar. Usando as leituras do submarino, os autores também mapearam os canais ao longo dos quais a água quente é transportada em direção à geleira Thwaites. Eles descobriram que mais água quente também está surgindo ao longo da plataforma continental.
“Thwaites está realmente sendo atacado pelo oceano de todos os lados”, disse Graham.
Tudo isso tem consequências gravíssimas para quem vive no litoral. O colapso da geleira Thwaites aumentaria os níveis do mar em 0,5 a 0,9 metro e também poderia desencadear uma cadeia de eventos ainda pior porque poderia iniciar o colapso de outra plataforma de gelo próxima em perigo, a Geleira Pine Island. Juntas, essas plataformas atuam como um mecanismo de frenagem no gelo terrestre que , se lançado em águas abertas, pode aumentar o nível dos mares para até 3,1 metros, ameaçando as cidades costeiras ao redor do mundo.
Nas últimas quatro décadas, explicou Graham, os dados de satélite mostraram que a geleira está fluindo para o oceano com muito mais rapidez. Claro, ela reabastece um pouco quando a neve fresca cai e se compacta em novo gelo, mas isso não está acontecendo rápido o suficiente para compensar suas perdas.
Para aprender mais sobre esse processo, os cientistas estão tentando estudar o máximo que podem sobre a geleira. Enviar um submarino por baixo dela representa um passo grande e inovador. Mas ainda há muita incerteza sobre a rapidez com que ela está chegando à beira do colapso.
O estudo ilustra a importância das medidas de adaptação ao clima, incluindo considerar os benefícios potenciais de retirar comunidades das costas. Isso é ainda mais relevante diante do alerta de Graham sobre a incerteza da morte de Thwaites poder ou não ser evitada.
“Nós podemos (e eu enfatizo que podemos) já ter alcançado e passado um ponto onde realmente não há mais salvação para Thwaites, não importa o que nós, como humanos, façamos ao nosso clima”, disse Graham.
Ele sabe como isso é assustador mais do que ninguém, já que ele mora na costa do Golfo da Flórida. Mas nem tudo está perdido.
“Pode haver mecanismos físicos que ainda não descobrimos que podem ajudar Thwaites a se estabilizar e o ‘dia do juízo final’ pode nunca chegar”, disse ele.
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Cármen Lúcia pede que Supremo julgue queixa contra Bolsonaro por genocídio

247 - A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia pediu que o presidente da Corte, Luiz Fux, marque julgamento de uma notícia-crime contra Jair Bolsonaro por suspeita de genocídio contra indígenas na pandemia do coronavírus. A ideia do STF é avaliar se a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve ou não abrir um inquérito para investigar Bolsonaro por sua conduta ao vetar trecho de lei para assistência a indígenas durante a maior crise sanitária, que previa garantia de fornecimento de água potável e insumos médicos.
O procurador-geral, Augusto Aras, já se manifestou contra a abertura do inquérito - o chefe da PGR foi indicado por Bolsonaro ao cargo sem estar na lista tríplice do Ministério Público.
Após pedido do ministro Edson Fachin, o caso foi remetido ao plenário comum do Supremo. "A manifestação do senhor ministro sobre a questão posta será oportunamente apresentada, quando da prolação de seu voto", disse o gabinete de Fachin em resposta ao portal UOL.
A queixa-crime foi apresentada pelo advogado André Barros. De acordo com a defesa dele, feita pelo advogado Luís Maximiliano Telesca, os crimes de genocídio não afetam somente os indígenas, mas a toda a população.
"O presidente da República buscou, de maneira concreta, que a população saísse às ruas, como de fato saiu, para que contraísse rapidamente a doença, sob a falsa informação da imunização de rebanho", afirmou Telesca na sexta-feira (9), em petição ao Supremo.
De acordo com o jurista Lenio Streck, doutor em direito e professor da Unisinos, se o STF decidir que o inquérito deve ser aberto, é possível que o próprio tribunal assuma a investigação, a exemplo do que ocorreu no polêmico "inquérito das fake news". "O inquérito, me parece, pode ser aberto pelo STF. Provavelmente se fará a análise da atipicidade [se houve crime ou não]", disse.
Outro lado
O procurador Augusto Aras defendeu o ato de Bolsonaro ao vetar o repasse de insumos aos indígenas alegando não havia indicação de orçamento para isso, o que viola a Constituição.
"O que o noticiado [Bolsonaro] fez, portanto, foi cumprir o seu dever de vetar parcialmente projeto de lei. Caso não agisse assim, poderia ser responsabilizado", disse.
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