SAÚDE MENTAL - 4a.ONDA pode virar TSUNAMI
A quarta onda: Com 400 mil mortes e a falta de perspectiva para o fim da pandemia, especialistas temem piora da saúde mental
No início da pandemia de covid-19, uma grande preocupação de psicólogos e psiquiatras era que a mudança brusca de rotina, a diminuição de renda e as medidas de isolamento social para barrar o avanço do coronavírus prejudicassem a saúde mental da população e elevassem o número de casos de depressão, ansiedade e até de suicídio.
Apesar dessa expectativa pela "quarta onda da pandemia" —chamada assim pois os problemas psiquiátricos poderiam permanecer mesmo após as três primeiras ondas de infecções pelo coronavírus— estudos mostram que, ao longo do primeiro ano pandêmico, a covid-19 não gerou grandes prejuízos para o bem-estar mental de quem não tinha transtornos mentais diagnosticados previamente. Os sintomas, na verdade, só se agravaram em quem já sofria de doenças como depressão, ansiedade, transtorno bipolar etc.
São muitas as possíveis razões para a "quarta onda" não ter sido devastadora —na verdade, nem sabemos ao certo os números dela, já que ainda é algo raro no mundo a contabilização precisa dos transtornos mentais e de mortes provocadas por eles. Porém, com a falta de perspectiva para o fim da pandemia, especialistas temem que a situação se agrave, especialmente para os brasileiros, que nesse momento já enterraram 400 mil pais, mães, irmãos e amigos por causa da covid-19, enquanto assistiam seu governo desacreditar da doença, defender tratamentos ineficazes e, agora, impor morosidade à vacinação.
"Lockdown" não impactou na saúde mental como o esperado
Em uma live que foi ao ar no dia 11 de março, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o isolamento social e a interrupção das atividades comerciais poderiam elevar os casos de suicídio. Essa alta, porém, não se concretizou em países que fizeram um lockdown de verdade e confinaram sua população por meses.
Os primeiros estudos sobre saúde mental na pandemia, publicados em 2020, indicavam que quase metade das pessoas passaram a ter sintomas de depressão, consumir mais álcool e ter dificuldade para dormir. Mas havia uma limitação, já que os entrevistados chegavam às pesquisas online por conta própria, provavelmente ao buscarem informações sobre os problemas que enfrentavam. Não havia amostras heterogêneas de público, que permitissem resultados fiéis à realidade, como em pesquisas eleitorais ou trabalhos científicos rigorosos.
Mais tarde, pesquisadores da Universidade de Liverpool (Inglaterra) e da Universidade de Maynooth (Irlanda) sintetizaram resultados de 65 estudos e concluíram que houve uma piora nos sintomas de pessoas com transtornos mentais que já tinham esses problemas antes da pandemia, mas o quadro dos pacientes logo voltou ao que era antes e se manteve estável ao longo do ano.
Os resultados ecoam nos de uma pesquisa da Universidade de Amsterdã (Holanda), que acompanhou 1.500 pessoas e concluiu que o quadro de quem já tinha ansiedade, depressão ou TOC se agravou na pandemia, mas os indivíduos saudáveis não tiveram prejuízos.
Tenho um sentimento de perda constante. Além de perdas literais, com milhares de pessoas morrendo diariamente. Perdi minha rotina, perdi meses da minha juventude e até um pouco do carinho por alguns amigos que não respeitam a pandemia. Parece que tudo está desaparecendo. Com a vacinação lenta e novas variantes do vírus, fica cada vez mais difícil se distrair até para assistir a um filme ou ler um livro
Gabriela Benevides, 22 anos, Rio de Janeiro (RJ)

Falta de perspectiva e medo pesam mais que isolamento?
Em nosso país, o impacto da covid-19 na saúde mental é maior. Uma pesquisa da Universidade de Ohio (EUA), de março de 2021, apontou que o Brasil lidera índices de ansiedade e depressão durante a pandemia, quando comparado a outras 10 nações. Irlanda e EUA aparecem em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Entre os 1.500 brasileiros ouvidos, 63% tinham sintomas de ansiedade e 59%, de depressão. A maioria (84,8%) não tinha diagnóstico de transtornos mentais antes da pandemia. A conclusão dos cientistas é que as populações mais infectadas pelo vírus (por milhão de habitantes) e com menor esperança de controle da pandemia são as que mais sofrem emocionalmente.
Segundo especialistas consultados por VivaBem, a piora da saúde mental também pode ser atribuída à crise econômica e política acentuada durante a pandemia —fatores que provavelmente pesam mais que o confinamento, até porque não houve lockdown na grande maioria dos municípios do Brasil.
Diversas pesquisas mostraram dados semelhantes aos da Universidade de Ohio. Uma feita pela Fiocruz, por exemplo, apontou que 40,4% dos brasileiros se sentem frequentemente tristes ou deprimidos na pandemia e 52,6% sofrem de ansiedade e nervosismo. Os mais afetados são jovens entre 19 e 29 anos.
Sintomático, um levantamento do CFF (Conselho Federal de Farmácia) divulgado em março deste ano revelou aumento de 17% nas vendas de antidepressivos e estabilizadores de humor em 2020.
Sintomas comuns de ansiedade e depressão
- 1
Falta ou excesso de apetite e outros transtornos alimentares
- 4
Insônia e outros distúrbios do sono
- 6
Perda de interesse no que antes era animador
- 7
Falta de energia que leva à inércia, com duração de mais de 2 semanas
- 8
Sentimento de culpa
Por que a "quarta onda" não veio tão forte?
Esperança e resiliência podem explicar por que o impacto à saúde mental não teve o efeito esperado inicialmente. Há quem deu a volta por cima no desemprego e abriu o próprio negócio, quem engatou relacionamentos à distância e até quem superou com facilidade a morte.
Essa capacidade de adaptação, porém, depende de muitos fatores e não deve ser cobrada de ninguém, diz a psicóloga Erika Cardoso, que coordena o Lute USP, ambulatório de atendimento a pessoas em luto da Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Ribeirão Preto (SP). "É importante considerar a história de vida, as capacidades afetivas e o funcionamento da personalidade, além de fatores externos, como uma boa rede de suporte social e estabilidade financeira", explica.
Outro fator que pode explicar o suposto baixo impacto da pandemia ao bem-estar emocional é a subnotificação psiquiátrica. Enquanto o Japão, que relata mensalmente a quantidade de suicídios, registrou em 2020 aumento de casos após 10 anos de queda, o Ministério da Saúde ainda não contabilizou os que ocorreram no Brasil. Isso prejudica a qualidade até mesmo das pesquisas científicas, aponta Amilton dos Santos Júnior, professor de psiquiatria da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
"Na prática, vimos aumento de transtornos. Muitos psiquiatras estão diminuindo a agenda de pacientes, mas isso não significa que as pessoas estão mais saudáveis e, sim, que não têm dinheiro para pagar consultas ou perderam plano de saúde, tanto que no SUS a demanda subiu", diz Júnior.
Além de estar isolada, a Austrália tem uma liderança organizada para frear a covid-19. Passamos por etapas de restrições, até que reabriu tudo (até boates). O auxílio financeiro também ajudou demais, tanto para o empregador quanto para o funcionário. Foi ruim, mas a gente se adaptou e não me senti tão impactado. Agora, vida que segue
Willian Donadon, 28 anos, Brisbane (Austrália)
Quais são os alertas de risco para suicídio?

Conversar sobre vontade de morrer

Demonstrar raiva

Aumentar o consumo de álcool e outras drogas

Agir de maneira ansiosa, agitada ou irresponsável

Ter alterações de humor abruptas e extremas

Dormir muito ou pouco

Procurar formas de se matar

Falta de propósito de vida

Sentimento de ser um peso para amigos e familiares

Reclamações de angústias insuportáveis

Depressão pós-covid
Além de sequelas físicas, pessoas que tiveram covid-19 podem apresentar problemas de saúde mental em longo prazo. Um estudo publicado no periódico The Lancet Psychiatry em abril deste ano apontou que um em cada três pacientes com teste positivo da doença recebeu também algum diagnóstico neurológico ou psiquiátrico seis meses após a infecção. A pesquisa analisou 236 mil pacientes, a maioria dos EUA, entre janeiro e dezembro de 2020.
Outro estudo, publicado no Journal of the American Medical Association, apontou que, entre 3.900 pacientes curados da covid-19 nos EUA, 52% preencheram critérios para o diagnóstico da depressão, a maioria deles jovens que tiveram quadros graves da doença, entre maio de 2020 e janeiro de 2021.
O trabalho, que não conseguiu identificar o que deu origem à depressão, pede que a comunidade científica investigue se o vírus tem impactos neurológicos ou se a chamada "depressão pós-covid" surge a partir de sintomas clínicos causados pela doença, que também podem provocar sofrimento emocional, explica a psicóloga Gabriela Haleplian, que atende pessoas em tratamento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP).
"Em algum momento, os pacientes podem apresentar insônia, indisposição, irritabilidade, dificuldades para se concentrar, aumento ou perda do apetite, flashbacks intrusivos, medo de morrer ou de perder seus entes queridos e desesperança", diz.
Quarta onda pode virar tsunami
Mais agora do que no início da pandemia, psicólogos e psiquiatras temem que a saúde mental dos brasileiros possa ser fortemente prejudicada nos próximos meses, principalmente caso a vacinação não seja acelerada para conter a propagação do vírus.
Com a marca de 400 mil mortes e a alta taxa de propagação da covid-19 e óbitos, aumenta o medo de ser infectado e hospitalizado —e de não ter um leito ou medicamentos disponíveis para o tratamento—, além do receio de perder amigos e familiares.
"Com a atuação indecente do governo na contenção do vírus, ainda temos muito luto pela frente e vamos ter bastante trabalho para elaborá-lo. Há risco de desenvolvermos estresse pós-traumático e acentuarmos fenômenos neuróticos", alerta o psicanalista Lucas Liedke, que discute saúde mental nas redes sociais.
Somada à crise sanitária, está a econômica, que também prejudica o bem-estar emocional. O brasileiro não só perdeu o poder de compra de bens de consumo, mas até de comida. No fim de 2020, 19 milhões viviam insegurança alimentar grave —ou seja, passavam fome—, segundo uma pesquisa da Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional).
"Muita gente ficou sem trabalho ou teve redução de renda. Muitos empresários fecharam as portas. E a pessoa que sofreu uma perda financeira ainda pode ter ficado doente", diz Júnior. "Na pandemia, tudo se junta e vem num tsunami que abala a saúde mental."
Na primeira semana de lockdown, a sensação foi de pânico. Depois, começou a exaustão. O filho mais velho, sem ir à escola, queria atenção o dia todo, e o mais novo chorava muito. Com todo mundo em casa, o trabalho dobrou. Cheguei muito perto da depressão --de manhã, demorava para sair da cama, me sentia cansada, triste, sem vontade de fazer nada. Entre julho e setembro, vivemos uma vida quase normal, mas três semanas atrás perdi uma prima para a covid-19 e agora, com a situação ruim tanto na Alemanha quanto no Brasil, me sinto no limite novamente
Aline Michel, 36 anos, Freigericht (Alemanha)
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Vídeos da família motivaram Guilherme a enfrentar 7 meses de internação por covid-19
Tiktoker tamanho família: Filmando com avó, madrinha, afilhado e até com o cachorro, Raphael Vicente conquistou o Brasil direto da Maré
Tiktoker tamanho família
Gente fazendo vídeo de humor na internet tem muita por aí.
Mas fazer vídeo de humor junto com a avó, a madrinha, o afilhado e até o cachorro não é para qualquer um. Talvez seja por isso que Raphael Vicente (@raphaelviicente) tenha estourado nas redes sociais: ele fez da clausura com a família na pandemia uma limonada e já tem 1,5 milhão de seguidores no TikTok, além de 155 mil no Instagram.
Os vídeos, curtos e com a edição esperta e simples típica do TikTok, chamam atenção sobretudo pelo inusitado. É possível ver sua avó, Maria Antonia, interpretando um personagem do game "Among Us", a madrinha Luciene "ganhando uns trocados" com dança do ventre online para um sheik árabe, ou ainda o afilhado William, de 9 anos, incorporando Deus.
Mas o protagonista, em geral, é o próprio Raphael, um jovem alto e magro de 20 anos, que dá vida a todo tipo de figura, roteiriza, edita os vídeos no celular, assovia e chupa cana ao mesmo tempo.
E ele bomba.
Outro dia recebi uma mensagem do Whindersson Nunes, quase caí para trás. Já troquei algumas mensagens com a Tatá Werneck, que é uma inspiração. E, num momento em que quase surtei, a Cardi B compartilhou um vídeo meu.
Raphael Vicente

'A Xuxa da Maré'
Cria da Nova Holanda, comunidade do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Raphael começou a fazer dos vídeos um hobby há sete anos. Começou no Vine, antiga rede social para o formato. Aprendeu a editar na marra. Foram muitas horas acompanhando tutoriais de YouTube e lutando para fazer upload de suas produções domésticas com a internet instável da favela —problema que persiste até hoje, diz ele.
Antes de a fama se espalhar, foi lá mesmo, na comunidade, que Raphael pôde sentir o termômetro de popularidade começar a subir.
Virei a Xuxa da Maré. As crianças daqui de dentro me amam. Me chamam de tio Raphael, me sinto com 60 anos! Os adultos curtem também, brinco que é Raphael para todas as idades.
Mas foi a chegada ao TikTok, em fevereiro de 2020, que fez a coisa explodir. Em um ano, ele chegou a 1 milhão de seguidores.
Digo sempre que, se eu ficar muito grande, quero ficar conhecido como o Raphael Vicente da Maré. Quero que o canto onde cresci vá junto comigo. Um sonho que tenho é que um dia, com a minha influência, eu possa mudar a imagem que as pessoas têm aqui de dentro. A Maré é muito mais do que as cenas de violência que aparecem nos jornais.

Família unida, e também muito ouriçada...
Raphael conta que foi natural incorporar a família nos vídeos, porque a inspiração para as histórias sempre veio de casa.
Sempre digo que se você ficar 5 minutos com eles vai ter material para escrever 10 filmes. Só anoto, desenvolvo e gravo. As pessoas gostam de mim porque faço vídeo com eles, é meu diferencial.
Na verdade, Raphael mora sozinho (ou melhor, com o cachorro Scott), mas bem pertinho do resto da família. Assim, passa boa parte do dia na casa da avó Maria Antonia da Silva (68 anos), onde vivem também a madrinha Luciene Elias (65) e a irmã dele, Maria Eduarda (19). No andar de cima, ficam a filha de Luciene, Laudiceia Elias (38), e seu filho William (9).
Como vários dos vídeos tratam de assuntos do momento, ou trazem referências da cultura pop, Maria Antonia e Luciene nem sempre entendem do que estão falando. "Acho que até hoje elas não entenderam o vídeo do Among Us", ri Raphael. "E nem acho que é por ser coisa de jovem, porque elas sabem de coisas que muito jovem não sabe."
@raphaelviicente
A avó se diverte:
Tem um que só fui entender muito tempo depois, mas sei que o Rapha não vai me botar em roubada.
Além do fator diversão, a família acredita também que a atividade tem ajudado a manter a saúde mental em dia.
"Com a pandemia entrando pelo segundo ano, isso tem ajudado a gente a não ter tempo para ficar pensando em coisa ruim", diz Maria Antonia, que trabalhou como comerciante e empregada doméstica antes de se aposentar.

Grande popularidade traz grandes responsabilidades
Incorporando uma espécie de Peter Parker tupiniquim, a família entende que, com a popularidade, suas responsabilidades aumentam.
A gente 'tá vivendo um momento muito triste no mundo. Acho que os vídeos têm ajudado a tirar um pouco dessa tristeza das pessoas. Recebo mensagem de muita gente dizendo que o vídeo salvou um dia péssimo.
Raphael Vicente
"É muito divertido, mas a gente sabe que pode influenciar as pessoas. Então temos que pensar bem no que estamos dizendo", completa Eduarda.
Dizendo e fazendo
Nos vídeos com gravações externas, Raphael e Eduarda costumam aparecer de máscara. O resto da família aparece mais dentro de casa mesmo —os fãs já são "íntimos" de todos os cômodos— porque "se cuidam demais, é surreal", nas palavras de Raphael.
A trupe costuma fazer teste de coronavírus todo mês. No mais recente, Raphael se surpreendeu com um resultado positivo.
"Fiquei com muito medo de ter passado para elas, porque estava assintomático. Mas graças a Deus não aconteceu." Raphael ficou isolado em sua casa por 14 dias, mas isso não impediu que novos vídeos fossem feitos "à distância", com a família brindando a ausência do primogênito.
Tudo piada, é claro.
Quando testou negativo e pôde voltar a encontrar a patota, a reação da avó gerou um dos vídeos mais fofos da timeline do tiktoker.
Eu senti voltando de um paredão do 'BBB'.
Raphael Vicente
Diversão que rende $
Raphael conta que os vídeos estão permitindo que ele realize o sonho de ajudar a avó a bancar as contas de casa.
Eu já fui estagiário da Caixa Econômica, mas estava há três anos sem emprego, só tirando umas fotos de vez em quando. Agora tiro renda de uma coisa que adoro fazer.
No fim de janeiro, ele foi contratado para o casting da Play 9, estúdio de conteúdo que tem como sócios Felipe Neto, João Pedro Paes Leme e Marcus Vinicius Freire. Como se tornou um influencer para valer, passou a fazer mais vídeos comerciais, para marcas que vão desde desodorantes a macarrão instantâneo. Sempre com a família inteira. E, garante ele, sem conflitos.
Sempre que fazemos publicidade tento dividir a grana igualmente. Para minha irmã dou um pouco mais porque ela ajuda a filmar. Quem mais cobra é o meu afilhado, brinco que é o agiota da família.
No momento, além de Raphael, as únicas que têm renda fixa são Maria Antonia, que recebe aposentadoria, e Maria Eduarda, aprendiz de uma organização social de saúde. Então, a grana é providencial. Mas o que eles estão curtindo mesmo é a fama. A avó diz que foi reconhecida outro dia nas Casas Bahia.
"Tem gente que pede para eu ser avó deles. Respondo que meu coração é grande, cabem todos", diverte-se ela.
Scott, o cachorro, faz tanto sucesso que ganhou um perfil só para ele nas redes, mas não participou da sessão de fotos para esta reportagem por "tocar o terror", segundo o dono.
"Espero que a gente possa tirar umas férias daqui a pouco!", brinca Luciene.

'Reality tipo o das Kardashians'
Em paralelo com os vídeos, Raphael se dedica à dança. Criou há dois anos o grupo Dance Maré, com amigos da Nova Holanda, e há alguns meses começou a fazer aula de dança urbana para valer. Também entrou para a faculdade de Dança da UFRJ, mas com a pandemia optou por trancar o curso para se dedicar com mais afinco ao trabalho nas redes sociais.
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