VAZAMENTOS
Lula lidera pesquisa presidencial e é o único que vence Bolsonaro
Desaprovação do governo Bolsonaro pula de 37% para 54% desde o início do ano, indica pesquisa Ideia
Dois anos de desgoverno – a era da ralétocracia? *
Por Marilia Pacheco Fiorillo
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Como verificar se seus dados pessoais estão em vazamentos na internet | NextPit

Com inúmeros vazamentos de dados pessoais todos os anos, não é raro descobrir que suas informações estão disponíveis em bancos de dados à venda nos cantos obscuros da internet. Saiba como verificar se uma conta ou senha sua caiu na rede.
Os gerenciadores de senha da Apple e do Google oferecem a opção para checar periodicamente se as contas foram listadas em vazamentos conhecidos — comparando com os logins e senhas gravados no iOS/Safari e Android/Chrome, respectivamente.
Apesar disso, nem todos os usuários utilizam a ferramenta, simplesmente ignoram o recurso, ou ainda não armazenaram a conta nos sistemas oferecidos pelas empresas. É nessa hora que entra o Have I Been Pwned.

O site compara as bases de dados vazados publicamente — com mais de 11 bilhões de contas na data de publicação deste texto — com um endereço de e-mail ou número de telefone fornecido pelo usuário.
Como checar se seus dados pessoais foram vazados

- Acesse o site haveibeenpwned.com;
- Digite um endereço de e-mail ou número de telefone no formato internacional (com o DDI e DDD) no campo de texto;
- Clique no botão pnwed?.
Caso seus dados não estejam em vazamentos conhecidos, o site exibe a mensagem “Good news — no pwnage found! / No breached accounts” (boa notícia — nada encontrado! / sem contas vazadas).
Por outro lado, se um login foi encontrado em uma base de dados vazada, a mensagem exibida será “Oh no — pwned!”, seguida de uma lista de vazamentos conhecidos onde ele está incluído.
A lista de bases de dados vazadas especifica quais informações estão incluídas — e-mail, senha, endereço físico, endereços IP, data de nascimento, número de telefone, por exemplo — e um breve resumo de como os dados foram obtidos e divulgados.
O que fazer caso tenha sido vítima de um vazamento de dados
Com base nos resultados do Have I Been Pwned, a primeira medida a tomar é eliminar as senhas repetidas dos serviços vazados usados em outros sites — tudo bem, quase todos já fizeram isso... —, usando combinações únicas e de difícil adivinhação.
Depois disso, é importante conferir se informações de pagamento foram incluídas — número do cartão de débito ou crédito, por exemplo — e se informar com a empresa responsável, geralmente a emissora do cartão, se foi registrada alguma transação anormal no período, e se é preciso tomar alguma ação.
Fora isso, infelizmente os dados já são públicos e não há muito o que fazer. Outra medida de segurança é alterar as respostas em sistemas de recuperação de senha que usam dados incluídos nos vazamentos — em qual cidade você nasceu? — um processo trabalhoso e sem ferramentas para auxílio.
Como evitar cair em novos vazamentos de senhas
A única maneira certa de não ser incluído em bancos de dados de senhas é não criar cadastros. Nem mesmo apagar o máximo de informações pessoais possíveis dos serviços já utilizados serve como garantia, já que alguns vazamentos incluem dados que deveriam ter sido removidos pelas empresas.
Para minimizar danos de futuros vazamentos, repetimos a recomendação de utilizar senhas únicas e de difícil adivinhação. Nesse ponto, as ferramentas de sugestões de senhas integradas ao Chrome e Safari (e Edge, e Firefox...) não só ajudam a evitar combinações como “123456”, como também sincronizam a senha entre diversos dispositivos conectados.
Ah, e por favor, ative a autenticação de dois fatores sempre que possível.
500 milhões de contas do Facebook tiveram os dados vazados
Em abril de 2021, informações de mais de meio bilhão de logins do Facebook começaram a circular pela internet. Segundo a própria rede social, os dados não foram obtidos em uma invasão de seus sistemas, mas sim por uma ferramenta que vasculhava a plataforma abusando de recursos existentes.
A empresa afirma que fechou o acesso ao recurso utilizado em setembro de 2019, e recomenda o uso da ferramenta de Verificação de Privacidade disponível na rede social.
Entre os dados incluídos no vazamento estão nomes, gênero, data de nascimento, local, status de relacionamento e trabalho, geralmente associados a números de telefone e, em alguns casos, endereços de e-mail.
Não bastasse o vazamento no começo do mês, uma nova ferramenta de vasculhamento foi divulgada duas semanas depois mostrando como obter e-mails associados a contas de usuário. Paralelamente a isso, o site belga DataNews obteve um e-mail interno do Facebook orientando suas equipes de relações públicas para atribuir as falhas a um “problema amplo na indústria” (broad industry issue), tentando minimizar o caso do começo de abril.

Apesar da tentativa de manipulação da opinião pública, o fato é que outros serviços tiveram vazamentos importantes no mesmo mês, incluindo o LinkedIn e o Clubhouse. Infelizmente não é a última vez em que veremos informações pessoais circulando por aí, mesmo com os mecanismos em vigor pela GDPR ou sua equivalente brasileira LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
A falsa deusa dos EUA envolveu a nação americana em uma armadilha demoníaca
A falsa deusa dos EUA envolveu a nação americana em uma armadilha demoníaca
Kevin Connelly
Poucas pessoas sabem que no século XIX, os EUA abraçaram uma deusa com raízes na Roma antiga. Ela se tornou tão predominante que suas representações ficam em alguns dos lugares mais proeminentes dos EUA. Você pode encontrá-la na parte mais elevada dos prédios governamentais, tribunais, bandeiras de estados, monumentos e até mesmo as moedas dos EUA.

Seu nome romano é Libertas, mas ela também é mencionada como a deusa da Liberdade, Senhora Liberdade e Columbia. Sob o último nome, ela se tornou a própria representação dos EUA.
Libertas é a deusa da liberdade e da liberdade pessoal. A liberdade é uma bênção para pessoas que têm valores morais. Para quem tem valores morais, a liberdade deixa viver uma vida livre de tirania. Mas para pessoas amorais ou imorais, a liberdade torna-se uma maldição. Para elas, a liberdade as deixa buscar desejos materiais, carnais e as conduz para um caminho de escravidão ao pecado.
Essa é a natureza dupla da deusa Libertas. Ela promete liberdade, mas arma uma armadilha mortal. À medida que os EUA sob Libertas escorregam em sua moral, ela oferece a liberdade de pecar. Esse pecado infecta os EUA desde seus cidadãos até as autoridades do governo que se sentam em alto escritórios abaixo dos pés desse ídolo.
Como pode uma nação que afirma ser “uma nação sob Deus” sentar-se sob os pés de um ídolo? E quanto tempo pode uma nação sob os pés de um ídolo existir antes de enfrentar o juízo de Deus? Vou estudar isso durante uma série de posts.
Abraçando Libertas
A deusa Libertas foi retratada com muitas variações. Mas dá para se ver facilmente seus atributos principais. Ela normalmente usa um vestido e/ou toga esvoaçante e usa uma coroa de folhas de louro ou segura algumas folhas. Ela tradicionalmente segura uma vara chamada vindicta e usa uma touca chamado píleo, ambos relacionadas à libertação de escravos.
As moedas romanas antigas frequentemente incorporavam a deusa com essas características.
As moedas americanas honram Libertas
Desde que os EUA começaram a cunhar moedas, suas moedas homenageavam Libertas em vez de presidentes, conforme exigido pela Lei da Moeda de 1792. Conforme citado pelo Federal Reserve Bank de Boston, “‘em um lado das moedas, haverá uma impressão simbólica da Liberdade,’ uma figura feminina lendária que apareceu como um símbolo dos desenhos e gravuras coloniais americanas.”
As moedas de 1793 a 1836 exemplificam a evolução dessa deusa nas moedas dos EUA. Sua imagem na moeda de 1793 não tinha seus traços típicos e simplesmente parecia o busto de uma mulher com cabelo despenteado. Mas em 1836, a moeda representava claramente a deusa romana, com vestes esvoaçantes, uma vindicta e um píleo.
Essa tendência continuou até os dias de hoje, com várias representações de Libertas em pelo menos nove moedas lançadas ao longo de 2017.
EUA adotam imagem de Libertas
Libertas também foi usada para representar os Estados Unidos sob o nome de Columbia. Columbia é o nome feminino de Colombo e foi um apelido popular nos EUA desde meados do século XVIII até o início do século XX. As representações de Columbia são claramente baseadas na deusa Libertas. Ela era frequentemente usada em pôsteres do Exército dos EUA, completos com recursos como um manto esvoaçante e um píleo. Em um exemplo, ela pairava sobre soldados de todas as idades segurando sua coroa de louros.
A inclusão de Libertas na cultura americana foi mais do que uma representação simbólica. Ao incorporar essas imagens, os Estados Unidos colocaram sua cultura, sistema monetário e militar debaixo da autoridade dessa deusa romana.
Então, quais são as implicações de os EUA adotarem uma deusa romana como sua?
A Dualidade da Liberdade
Para entender a armadilha de Libertas, podemos relembrar suas origens em Roma. Os romanos deificaram-na em 238 aC, quando Tibério Graco construiu um templo para ela. Graco e seguidores de Libertas como o senador romano Cícero a viam como uma liberdade virtuosa. No entanto, o oponente político de Cícero, Clódio Pulcro, a via de forma diferente.
Clódio usou a liberdade pessoal de Libertas como uma licença para fazer o que quisesse. Sob o nome dela, ele buscou atividades egoístas e lascivas e libertinagem. Clódio até construiu um segundo templo com sua própria imagem dela, que Cícero descreveu como o “retrato de uma prostituta.”
Essa é a armadilha de Libertas. Para quem tem valores morais, a liberdade é virtuosa, mas para quem não tem valores morais ou é imoral, ela se torna a liberdade de fazer o que quiser.
Para políticos sem valores morais, Libertas leva a servir a interesses egoístas em vez de servir aos interesses do público. Essas pessoas buscam poder, não servir.
Para os incrédulos, Libertas se manifesta em uma cultura egoísta cheia de liberalidade sexual, infidelidade, pornografia, aborto, divórcio e tudo o que é material.
Libertas até se manifesta na igreja como hiper-graça. Sob a hiper-graça, os cristãos usam a salvação como liberdade para pecar como se já tivessem sido perdoados; no entanto, eles permanecem em cativeiro.
O apóstolo Paulo abordou especificamente esse mesmo assunto da liberdade em sua carta à igreja em Roma. Ele explicou em Romanos 6 que aqueles que pecam, embora pequem livremente, são verdadeiramente escravos do pecado. E aqueles que se submetem a Jesus são libertos desse pecado.
Eu irei mais longe e direi que a liberdade de Libertas é escravidão sob um ídolo demoníaco.
Libertas, o espírito demoníaco
Como uma falsa deusa, a imagem de Libertas é um ídolo, e todos os ídolos são demoníacos. Se você acha que isso pode ser um exagero, veja as citações abaixo de um blog da Nova Era, Mystical Shores:
“Muitos pagãos, wiccanos e bruxas invocam Libertas, em seu disfarce de [redigido — discutirei o ‘disfarce dela’ no próximo post], em seus rituais pessoais de liberdade e liberação de qualquer forma de tirania.”
“No trabalho pessoal, coloque a imagem dEla em seu altar como Libertas ou em Seu disfarce…”
Libertas tem até um festival pagão dedicado a ela. Em 13 de abril, a “igreja da espiritualidade da natureza,” Circle Sanctuary, recomenda louvá-La:
“Traga à memória a imagem dEla e imagine-A diante de você. Invoque-A por pelo menos um de seus nomes: Liberdade, Libertas, Senhora Liberdade, Deusa da Liberdade. Em seguida, cite o nome e agradeça por cada um dos liberdades que você experimenta em sua própria vida.”
Libertas promete liberdade, mas quando sua liberdade se torna liberdade da justiça, ela se torna escravidão do pecado (Rom. 6:20). Em sua armadilha, Libertas se torna uma porta de entrada para outras forças demoníacas, como Jezebel, Baal e Moloque.
Então, como os EUA seriam afetados se uma imagem colossal da deusa Libertas fosse colocada na “Entrada da América?”
Kevin Connelly é o autor de West Clouds Rising, um blog que publica sinais do fim desta era e explicações sobre a profecia bíblica.
Silas Malafaia defende Bolsonaro contra minoria de evangélicos esquerdistas barulhentos apoiados pela Globo
Silas Malafaia defende Bolsonaro contra minoria de evangélicos esquerdistas barulhentos apoiados pela Globo
Julio Severo
Em um vídeo divulgado em 19 de abril de 2021, o televangelista Silas Malafaia defendeu o Presidente Jair Bolsonaro contra o ventriquolismo da Rede Globo, que usou um pequeno grupo de evangélicos esquerdistas barulhentos para expressar oposição a Bolsonaro.

O vídeo, que se encontra aqui (https://youtu.be/vuiVaK4NOs8), foi também divulgado pelo próprio Bolsonaro em sua página de Facebook. Bolsonaro escreveu, dando importância às palavras de Malafaia, que a encenação da Globo usando evangélicos esquerdistas foi mentira e desinformação.
Pastor que disse que ora para que ator LGBT seja levado pelo dono se tornou alvo de processo por homofobia
Julio Severo
Um pastor da Assembleia de Deus que disse orar para que um ator gay, internado um mês por causa da COVID-19, seja levado pelo seu dono se tornou alvo de dezenas de grupos gays buscando processá-lo por “homofobia.” Os grupos alegam que o pastor quer matar o gay através de orações.

Em postagem de Facebook, que mais tarde foi pagada, o Pr. José Olímpio, da Assembleia de Deus de Alagoas, disse:
“Esse é o ator Paulo Gustavo que alguns estão pedindo oração e reza. E você vai orar ou rezar? Eu oro para que o dono dele o leve para junto de si.”
Em repúdio a essa oração, vários grupos homossexuais brasileiros emitiram uma nota dizendo:
“É urgente que crimes como estes, motivados por homofobia, sejam enquadrados da tipificação da LGBTfobia , na lei de combate ao racismo de n. 7.716/2018, e que punições mais rigorosas e severas sejam tomadas contra condutas homofóbicas e atos discriminatórios como o em questão.”
O texto foi escrito por Toni Reis, que no passado solicitou que o Ministério Público Federal me incriminasse por “homofobia,” porque meus artigos adotam uma forte postura cristã e bíblica contra o pecado favorito dele. Ele só parou de me perseguir depois que deixei o Brasil com minha família.
O ator Paulo Gustavo tem histórico de fazer piadas contra Jesus Cristo. Mas isso não justifica uma indignação que queira a morte dele, nem justifica que grupos homossexuais façam vista grossa às piadas preconceituosas dele.
Em sua nota, Reis acrescentou que essa oração é um “ato criminoso de violência, praticado por este líder religioso.”
Ele tratou a oração como uma verdadeira tentativa de violência e assassinato. Um exagero tão grande que superou o exagero da próprio oração.
Essa não é uma oração padrão de cristãos verdadeiramente convertidos. Um cristão verdadeiro ora pela conversão dos pecadores, sejam assassinos, adúlteros, ladrões, pedófilos, homossexuais, etc.
Digno de atenção é que Toni Reis e grupos homossexuais ligados a ele trataram a oração do pastor como “crime.”
Mesmo sendo fora dos padrões cristãos, a oração do pastor pentecostal oferece uma visão útil do mundo espiritual do pastor e dos homossexuais.
Vendo da perspectiva do pastor, como é que ele pode entrar na presença de Jesus para oração e dizer: “Jesus, coloco diante de ti aquele gay e quero que tu faças com que o dono dele o leve.”
Do ponto-de-vista da Bíblia, o dono dos homossexuais é o diabo.
Se tais orações fossem ouvidas, não haveria homossexuais no mundo.
Contudo, só há duas questões. Cristãos não fazem essas orações e Deus não ouve esse tipo de oração.
Vendo pela perspectiva dos homossexuais, por que eles estão preocupados com uma oração que pede que eles sejam levados pelo seu dono? Eles não deveriam se preocupar, a menos que eles conheçam quem é de fato o dono deles — que ele é uma criatura maligna e diabólica.
Se um ativista LGBT disser para mim que vai rezar para que meu dono me leve, não me importarei. Conheço meu Dono — Jesus Cristo. Ele não está sujeito às rezas de ninguém. Não tenho medo do meu Dono, que não é um matador e não ouve rezas de quem quer a morte dos outros.
Mas pelo visto, os homossexuais têm medo de seu dono. Não é segredo que muitos homossexuais têm uma preferência especial pela bruxaria, onde rezas e sacrifícios rituais são feitos contra pessoas. Essas rezas e sacrifícios incluem até pedidos para que demônios matem pessoas. Talvez os grupos gays processando o pastor acham que ele quer lhes fazer a mesma coisa que eles, através da bruxaria, fazem aos outros.
Se um ativista gay realiza uma reza ou sacrifício ritual de bruxaria contra mim, confio em Jesus, que é mais poderoso do que Satanás e seus bruxos. Em nome de Jesus, quebro o poder da bruxaria.
Então, pelo fato de que muitos homossexuais brasileiros preferem a bruxaria, eles não desconhecem rezas contra pessoas.
Tenho certeza de que o pastor que fez a oração fora dos padrões cristãos foi repreendido por outros pastores. Mas se sua oração, que não é comum em igrejas cristãs, merece castigo legal por “homofobia,” o que dizer de lugares de bruxaria frequentados por homossexuais que rotineiramente fazem rezas e sacrifícios rituais contra pessoas e suas vidas? A polícia deveria fechar esse lugares e deixar os homossexuais sem sua religião favorita?
De forma mais clara, se a oração impensada pastor assembleiano é crime, o que são as rezas e sacrifícios rituais da religião favorita dos gays brasileiros? Fatalmente, a tentativa do ativista homossexualista Toni Reis de criminalizar uma oração impensada criminaliza a bruxaria, suas rezas e sacrifícios rituais contra as pessoas.
Se o pastor quiser continuar orando para que o dono do pecado homossexual leve seus escravos ele terá de mudar de religião. Por coincidência, a religião favorita dos homossexuais reza contra a vida das pessoas.
Se os homossexuais que praticam a bruxaria acreditam que o diabo é uma criatura bondosa, eles não deveriam se preocupar com nenhuma reza pedindo para seu dono levá-los. Embora eu não concorde de forma alguma com essas rezas, os homossexuais precisam dizer se eles têm ou não medo de seu dono espiritual.
Se todos os pastores orassem para que os pecadores fossem levados por seus donos demoníacos, a evangelização se tornaria inútil, por falta de pecadores para ouvir o Evangelho.
Não oro pela morte de pecadores. Oro pela salvação deles. Mas ninguém pode garantir que homossexuais, que preferem a bruxaria, têm esses mesmos sentimentos. Ninguém pode garantir que nas reuniões de bruxaria deles rezas não são feitas contra cristãos.
No entanto, não tenho medo. Não tenho medo do meu dono, pois sei a quem sirvo. E não tenho medo do dono dos homossexuais, pois sei a quem eles servem.
A Sodoma que existiu outrora e a moderna Sodoma
Scott Lively
Não há nada de novo sob o sol, disse o rei Salomão, que sabia de onde ele falava, tendo se desviado tão longe da justiça em seus anos últimos que ele instituiu a adoração de demônios cananitas no Monte das Oliveiras (1 Reis 11). Essa adoração durou 300 anos, até que o rei justo Josias terminasse essa prática, em parte, “demoli[ndo] os alojamentos dos prostitutos e das prostitutas cultuais dentro do templo do SENHOR, onde as mulheres teciam enfeites” (2 Reis 23 NVT). A Aserá, ou Aserim, eram enormes postes em forma de pênis, muitas vezes esculpidos em carvalho, que adornavam os “lugares altos,” onde Baal e Asteretes eram adorados através da prostituição masculina e feminina e do sacrifício de crianças (que eram assadas vivas).

Solomão perdeu sua regência — para si mesmo e toda a sua posteridade — por causa dessa idolatria, e o Reino Unido de Davi se dividiu em dois, porque há algumas coisas que nosso Deus — tão longânimo de muitas maneiras — não tolerará. No primeiro lugar da lista está a adoração aos demônios cananitas, a qual sempre era caracterizada pelo extremo desvio sexual e assassinato de bebês. Aborto. Perversões LGBT. Não há nada de novo sob o sol.
Nossos avós, não importa de onde eles possam ter migrado de todo o mundo, também condenavam “o amor que não ousa falar seu nome.” Até mesmo na década de 1950, a homossexualidade era tão totalmente vilipendiada como uma forma de desvio sexual que não poderia ser mencionada “na presença de pessoas educadas”; assim, a primazia absoluta da família natural baseada no casamento estava segura como a fundação e a estrutura da grande sociedade.
Foi a ascensão do marxismo que mudou tudo. Karl Marx e Frederick Engels eram hostis ao movimento homossexual, que atuava então na clandestinidade. E por toda a sua história, o comunismo soviético também evitou práticas homossexuais devido à sua destrutividade social. Mas pelo fato de que seu objetivo final sempre foi a derrubada da civilização judaico-cristã, e pelo fato de que a insistência judaica (fiel à Torá) sobre a monogamia heterossexual sempre foi a base dessa civilização (confirmada de forma muitíssimo militante na derrubada macabeana de Antíoco IV feita por Epifanes em 164 a.C.), não foi surpresa que o movimento marxista maior eventualmente usasse ativistas homossexuais para incitar a “revolução sexual” para derrubar nossa civilização de dentro (assim como o bruxo Balaão aconselhou o rei moabita Balaque a fazer com os israelitas em Números 25). Não há nada de novo sob o sol.
E assim tornou-se política padrão soviética fomentar a revolução sexual em todos os países do Ocidente (mas nunca na Rússia). E seus principais agentes eram homossexuais, para quem “revolução sexual” significava “libertação” do que Herbert Marcuse chamava “a ordem repressiva da sexualidade procriativa.” Não era por acaso, pois, que o “Pai do Movimento Gay Americano” era Harry Hay, um professor de marxismo de longa data antes de fundar a Sociedade Mattachine em 1950.
Agora, a Alemanha não precisava de manipulação externa para abraçar a “revolução sexual,” sendo a pátria do “avô do movimento gay moderno,” Karl Ulrichs. Abordei isso em um artigo anterior. E a Inglaterra, cujas “elites” estavam enamoradas de almofadinhas gays que iam ao extremo como Oscar Wilde (autor da citação de “o amor que não ousa” acima) não precisavam de uma persuasão pesada. Mas a América “rural” precisava. E assim nos tornamos alvo de uma campanha de engenharia social multifacetada que conseguiu muito além dos sonhos mais desvairados de Oscar.
Essa campanha sempre foi “progressista” no sentido de que LGBT não é uma “coalizão de minorias sexuais”, mas um conjunto de passos para desmantelar a normalidade heterossexual.
De fato, todo o conceito de “minorias sexuais” é uma invenção marxista — um componente da “Teoria Queer.” Na realidade auto-evidente, todos os seres humanos são, geneticamente, seres heterossexuais binários capazes de se engajar voluntariamente em qualquer forma de desvio sexual. É a natureza espiritual e emocional do desvio sexual capturar o senso de identidade como uma pessoa sexual, em um processo que acredito que está relacionado à química do cérebro humano associada ao clímax sexual: produzindo na psique humana algo semelhante ao fenômeno de “impressões” em aves. Eu nunca esquecerei que aprendi essa lição com o meu ex-amigo gay Sonny (de quem minha esposa e eu cuidamos em seus últimos dias de Aids em nosso lar até a morte dele). Ele foi estuprado por um homem no banheiro da Associação Cristã de Moços aos 7 anos, e para sempre depois lutou contra o fetiche de buscar sexo combinado com o cheiro de urina.
Lembre-se de que todas as “orientações sexuais” são definidas por auto-identificação pessoal, não critérios fisiológicos objetivos. Portanto, o emocionalismo e a ideologia desempenham um papel enorme no processo, e é por isso que a propaganda LGBT patrocinada pelo governo e aprovada pela sociedade é perigosa de uma maneira bem diferente. E é a razão pela qual eu sempre aviso que “o recrutamento gay” de crianças é mais sobre encorajá-las a se experimentar homossexualmente umas com as outras do que abusos de adultos contra crianças (o que também é muito mais predominante do que a mídia informará). É por isso que eles sempre adicionam Q (para “questionar”) em “LGBT” — é uma estratégia de marketing.
O lesbianismo é o mais fácil de vender ao público, já que recebe a menor resistência dos homens, porque sempre foi um componente da pornografia moderna. A homossexualidade masculina é uma venda mais difícil, mas eles forçaram isso em nós gradualmente ao longo de décadas. A “bissexualidade” é realmente sobre abandonar o pretexto de que os homossexuais “nascem desse jeito” e mudar de volta ao seu argumento original (completamente derrotado durante a revolução conservadora de Reagan) de que toda a sexualidade é uma questão de escolha pessoal que a sociedade não tem o direito de regulamentar. Estamos ali agora na rápida ascensão do “poliamor,” apenas outro nome para a bissexualidade, mas em grupos. O transgenderismo é a vanguarda e não é realmente sobre a sexualidade, mas um ataque ao determinismo genético visando preparar as gerações mais jovens para o “transumanismo,” mediante o qual os seres humanos usam manipulação genética, robótica e IA para criar formas de nós mesmos “superiores” e posteriormente “imortais” (a mesma razão pela qual Deus nos expulsou do Jardim do Éden: para impedir isso).
Sodoma é o símbolo máximo da rebelião contra Deus, desencadeando sua ira. E é o símbolo usado para definir o Reino do Anticristo no livro de Apocalipse. A sodomia é o comportamento associado ao Dilúvio de Noé (de acordo com o Talmude) e a vinda (talvez emergente) da Era da Apostasia (de acordo com Paulo). A Bíblia nunca tolera ou minimiza a sodomia, mas a aceitação/celebração cristã obrigatória dela de se tornou a medida rigidamente inflexível do mundo do que é “bondade” em pastores e igrejas.
Precisamos realmente ficar surpresos? Não há nada de novo sob o sol — apenas a escolha que toda geração deve fazer: obedecer a Deus ou desafiá-lo e colher as conseqüências à altura.
Síndrome de fragilidade determina a gravidade da Covid-19 em idosos, mostra estudo da USP
Em entrevista ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição, Marlon Aliberti, pesquisador clínico do Laboratório de Investigação Médica em Envelhecimento (LIM66) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, explica que a idade avançada é fator de risco para Covid-19, mas não o único, e não pode ser considerada determinante para o agravamento do quadro clínico.
“A idade cronológica interfere pouco no nível de saúde. Há vários outros critérios importantes. Para entender, tivemos o ímpeto de estudar a síndrome de fragilidade, que é mais comum em pessoas que envelhecem", diz.
A síndrome da fragilidade estabelece características notáveis nos idosos, como a perda de energia para fazer as atividades do dia-dia, perda de peso, fraqueza muscular, lentidão da velocidade de marcha e baixa capacidade física. A partir da comprovação desses critérios, clinicamente, é possível diagnosticar a síndrome.
Devido à complexidade de avaliar os pacientes internados com Covid-19, a equipe de pesquisa utilizou uma escala clínica para o diagnóstico e nela foi observada a capacidade individual de realização de atividades de autocuidado, de morar independentemente e como a energia no idoso era antes da contaminação pelo coronavírus: “Isso tudo foi considerado não durante a covid-19, mas como o idoso era um mês antes da doença. Por isso, chamamos no estudo de fragilidade prévia. A ideia desse trabalho é que essa fragilidade prévia era antes de a pessoa ser infectada. Mas as características da doença aguda é que determinam como a pessoa vai evoluir quando tem uma forma mais grave da covid-19”, compartilha o médico.
Conforme Aliberti, a avaliação da síndrome da fragilidade em idosos é realizada em alguns países europeus, como no Reino Unido. “Lá, todo paciente que adentra o pronto-socorro tem avaliada a fragilidade, além da idade, sexo, pressão arterial, frequência cardíaca.”
O estudo não deve parar por aí. O objetivo agora é avaliar a síndrome da fragilidade por um ano para compreendê-la e entender a relação com a Covid-19 após a alta.
Tiroteio bolsonarista às vésperas da CPI: ex-marqueteiro de Pazuello responde a Wajngarten

247 - O bolsonarismo entra em guerra aberta em suas fileiras às vésperas da instalação da CPI do Genocídio no Senado.
O ex-marqueteiro de Eduardo Pazuello, Marcos Eraldo Arnoud Marques, que se apresenta como “Markinho Show”, reagiu às críticas de Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, que atacou o ex-ministro da Saúde em entrevista a Veja.
Escreveu “Markinho” no Twitter:
“Recebi uma ordem do ex-secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, para diminuir todos os valores de mídia da Rede Globo e proibindo o [então] ministro da Saúde de falar com eles [com a Globo].
Claro que não fiz o que ele pediu.
Não aceitaria uma ordem desqualificada e inútil. Fiz tudo ao contrário.”
Veja o tuíte:
Os prováveis futuros convocados à CPI estão entrando em desespero e tentam empurrar a culpa pelo genocídio para outros no interior do governo Bolsonaro.
Maia: 'entrevista de Fabio Wajngarten à Veja parece que foi combinada'

247 - O ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) criticou o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten, que fez críticas à gestão de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde e aliviou para Jair Bolsonaro, alvo de mais de cem pedidos de impeachment protocolados junto ao Congresso Nacional.
"A entrevista do ex-assessor de Bolsonaro à @VEJA parece combinada. Entrega a cabeça do Pazuello e protege o presidente", escreveu o parlamentar no Twitter.
Na entrevista, o ex-secretário afirmou que a Saúde poderia ter sido mais ágil na aquisição da vacina Pfizer.
"É verdade que a vacina ainda não estava aprovada pela Anvisa. Mas o Ministério da Saúde podia ter deixado as vacinas encomendadas, armazenadas. Os Estados Unidos compraram dezenas de milhões de doses da Pfizer. Europa e Israel também. Resultado: eles tiveram prioridade na entrega, estão vacinando seus cidadãos primeiro, salvando vidas que poderiam ter sido salvas aqui também", disse.
"O presidente Bolsonaro está totalmente eximido de qualquer responsabilidade nesse sentido. Se as coisas não aconteceram, não foi por culpa do Planalto. Ele era abastecido com informações erradas, não sei se por dolo, incompetência ou as duas coisas. Diziam que a pandemia estava em declínio e que o número de mortes diminuiria muito até o fim do ano", acrescentou.
Desaprovação do governo Bolsonaro pula de 37% para 54% desde o início do ano, indica pesquisa Ideia

247 - Pesquisa EXAME/IDEIA, divulgada nesta sexta-feira (23), apontou que a avaliação do governo Jair Bolsonaro chegou ao pior patamar desde que ele assumiu o cargo, em janeiro de 2019. Ao todo, 54% dos entrevistados desaprovam a maneira como ele trabalha. O índice era de 37% em janeiro de 2021.
Outros 25% aprovam a gestão dele (era 26% em janeiro deste ano), e 20% nem aprovam ou desaprovam (era 24% no primeiro mês deste ano).
O gráfico da pesquisa tem o desenho conhecido como "boca de jacaré", utilizado para explicar tendências fortes na opinião pública; no caso, de explosção da desaprovação de Bolsonaro contra uma redução acelerada de sua aprovação. Veja:

De acordo com o levantamento, a desaprovação é maior na parcela de pessoas com idade entre 30 e 39 anos (57%) e entre os moradores das regiões Norte (60%) e Sudeste (58%). Na região Norte Bolsonaro tem o maior índice de aprovação (51% de aprovação).
As estatísticas mais favoráveis ao presidente continuam predominantemente na e entre os evangélicos (44%), sua maior fortaleza.
Foram entrevistadas 1.200 pessoas entre os dias 19 a 22 de abril por telefone. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Lula lidera pesquisa presidencial e é o único que vence Bolsonaro

247 - Pesquisa do Instituto Ideia encomendada pela revista Exame indica que apenas Lula venceria Bolsonaro num eventual segundo turno na eleição presidencial se o pleito acontecesse hoje. Lula tem 40% das intenções de voto e Bolsonaro, 38%. Apesar de estar dentro da margem de erro, que é de três pontos percentuais para mais ou para menos, é a primeira vez que Lula aparece vencendo Bolsonaro na série histórica do instituto.
Os demais potenciais candidatos seriam derrotados por Bolsonaro no segundo turno, Ciro Gomes perderia de Bolsonaro de 44% a 34%; João Doria por 44% a 26%; Luciano Huck por 40% a 38%.
Nas intenções de voto num eventual primeiro turno hoje, Lula teria 33% e Bolsonaro 32%. Os demais candidatos aparecem muito atrás, nenhum deles acima de 10%: Ciro (9%), Huck (6%), Dória (4%), Amôedo (3%), Mandetta (3%), Gentili (2%).
Lula tem 44% das intenções de voto, contra 32% de Bolsonaro na região Sudeste. Ele também ganharia no Nordeste (44% a 30%). A situação se inverte nas outras três regiões. O atual presidente venceria no Norte (63% a 19%), no Sul (47% a 34%), e no Centro-Oeste (54% a 29%).
O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre os dias 19 a 22 de abril, por telefone. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Clique aqui para ter acesso ao relatório completo. A sondagem é a primeira após as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou as condenações contra Lula e considerou Sérgio Moro suspeito.
Ministério prepara protocolo para uso de cloroquina contra Covid-19 e Queiroga avisa: vai virar política pública

247 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a pasta está elaborando um protocolo autorizando médicos a receitarem medicamentos sem eficácia científica comprovada, como ivermectina e cloroquina, no tratamento contra a Covid-19. “Esse protocolo é um guia. Uma recomendação. E quando aprovado pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia) no SUS, vai ser publicado no Diário Oficial e virar uma política pública”, disse Queiroga ao jornal O Globo.
Segundo o ministro, o protocolo atende um desejo de Jair Bolsonaro. “É o desejo do presidente da República de que os médicos tenham a autonomia de tomar as melhores decisões para seus pacientes”, destacou Queiroga. Bolsonaro defende o chamado tratamento precoce – com o uso de um coquetel de drogas sem eficácia comprovada - no combate à covid-19. O uso deste medicamentos, porém é desaconselhado pelas autoridades internacionais de saúde, como A Organização Mundial ad Saúde (OMS) em função dos riscos de reações adversas que podem, em casos graves, levar à morte dos pacientes.
“Sabemos que a Covid foi descoberta no final de 2019 e, àquela época, não havia tratamento específico e ainda hoje não há tratamento específico. Várias medicações foram aventadas entre elas essas que você citou (cloroquina e ivermectina). Hoje há consenso amplo de que essa medicação em pacientes com Covid grave, em grau avançado, não tem ação, embora em pacientes no estágio inicial, existem alguns estudos observacionais que mostram alguns benefícios desses dois fármacos que você citou. É uma questão técnica que médicos avaliam e, aí, tomam a decisão em relação à prescrição”, justificou o ministro.
“Existem níveis de evidência científica. Níveis. Nível A: evidência construída com estudos randomizados. Então você tem vários estudos randomizados testando aquela conduta. Quando você tem vários estudos, e esses vários estudos são incluídos no que chamamos de meta-análise, isso gera evidência uma A, que é a melhor evidência científica que nós temos. Mas, na nossa prática médica, nem tudo é feito com base em evidência nível A. Na evidência Nível B, tem estudo randomizado metodologicamente bem feito. Isso é uma evidência Nível B. Evidência Nível C: é a opinião pessoal do médico. Você diz “doutor, o que você acha?”. Estudos observacionais são evidências mais fracas, nível C. Mas não quer dizer que não possam ser empregadas”, completou.
Frota pede desculpas: ‘Perdão, Caetano; Perdão, Gil; Perdão, Chico’

247 - O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) pediu desculpas a ícones da classe artística pelos ataques à categoria quando o parlamentar era aliado de Jair Bolsonaro. "Perdão, Caetano, perdão, Gil, perdão, Chico. Eu passei dos limites. E isso faz parte desse bolsonarismo sujo, covarde, ideológico e radical do qual eu fazia parte", disse o tucano à coluna de Guilherme Amado.
"Em alguns momentos eu passei dos limites, né? E isso faz parte desse bolsonarismo sujo, covarde, ideológico e radical, do qual eu fazia parte. Em janeiro de 2019, eu começo a romper com o Bolsonaro. Quando você vai para o Congresso, começa a entender que as coisas são diferentes. Abre o diálogo, vai amadurecendo", afirmou.
"Considero que em muitos momentos eu me excedi, errei e também não tenho problema nenhum em pedir desculpas. Eu tenho uma história bem bacana com o Caetano, conheço o Gil há muitos anos, joguei bola na casa do Chico. O problema foi eu ter colocado nas minhas redes sociais informações que infelizmente eu não chequei antes, não eram verdadeiras. Então, eu acabei pagando por isso, fui processado por essas três estrelas, das quais eu gosto, inclusive".
Amoêdo cobra de Lira impeachment de Bolsonaro

247 - O banqueiro e fundador do partido Novo, João Amoêdo, usou as redes sociais para cobrar do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a abertura de um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro.
“A maioria dos brasileiros considera o governo de Bolsonaro ruim ou péssimo. As reformas não andam e não andarão. A população sofre com fome, desemprego e falências. Não faltam pedidos e nem crime para o impeachment. Por que @ArthurLira_ainda não abriu nenhum dos processos?”, postou Amoêdo no Twitter.
Felipe Neto diz que Lava Jato destruiu o Brasil e 4,4 milhões de empregos

247 - O youtuber Felipe Neto criticou a destruição de milhares de empregos pela Operação Lava Jato. "Pq a Lava-Jato ajudou a DESTRUIR o Brasil, cometeu excessos criminosos, grampeou advogados de defesa ilegalmente, conspirou entre juiz e acusação, foi diretamente responsável por mais de 4 milhões de desempregados e gerou um rombo de 172 bilhões de reais na economia", disse.
Os 4 milhões de empregos citados pelo influenciador digital fizeram parte de um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).
A destruição de postos de trabalho pela operação fez parte de um conluio com os Estados Unidos, uma estratégia para demolir a economia brasileiro e abrir mais espaço para a entrada do capital estrangeiro.
No começo do mês, o jornal francês Le Monde destacou que a Lava Jato agiu para destruir o Brasil e beneficiar os Estados Unidos.
Síndrome pós-Covid já afeta mais de 1 milhão de brasileiros

247 - A síndrome pós-Covid já afeta cerca de 1,4 milhão de brasileiros e especialistas alertam para o risco da falta de ambulatórios e profissionais para atender os pacientes. “É uma crise dentro da crise sanitária. E uma sobrecarga para um sistema de saúde já colapsado”, disse o médico pneumologista Carlos Alberto Barros Franco ao jornal O Globo.
Entre as sequelas provocadas pela Covid-19 estão depressão, infarto, arritmia, dores intensas, perda de memória, dificuldade de raciocínio, diarreia crônica, perda de cabelo, diabetes, zumbido crônico e problemas de pele. Além de afetar a qualidade de vida, as sequelas podem levar á morte nos casos mais graves.
Franco estima que cerca de 53% das pessoas que apresentam a síndrome pós-Covid sofram com fadiga crônica e 43% com falta de ar. “A síndrome já configura por si só uma tragédia. Existe uma multidão de brasileiros doentes com sequelas da Covid-19. Alguns com sintomas até mais graves do que os da própria doença. E eles precisam de tratamento num momento em que toda a rede de saúde já está no limite”, ressaltou.
“Não tenho dúvida de que nos próximos dois anos a síndrome pós-Covid será o principal motivo de consulta em várias especialidades”, completou.
Bolsonaro mentiu e faturou legado ambiental dos governos do PT - Tereza Cruvinel
Por Tereza Cruvinel

Em seu discurso na cúpula de líderes pelo clima, Bolsonaro tentou inutilmenet enganar o mundo, mentindo e trapaceando. Não colou, como se viu pela própria ausência do anfitrião Biden na hora de sua fala. Cínico, tentou faturar como obra de seu governo os resultados obtidos pelos governos do PT, pedindo dinheiro para conservar o legado que está sendo destruído em sua gestão.
Mas contra os fatos não há esperteza verbal que funcione. Bolsonaro não foi levado a sério, saiu desmoralizado mais uma vez.
Começo com as apropriações indébitas do legado dos governos passados, especialmente o dos governos do PT. Disse Bolsonaro: "Contamos com uma das matrizes energéticas mais limpas, com renovados investimentos em energia solar, eólica, hidráulica e biomassa. Somos pioneiros na difusão de biocombustíveis renováveis, como o etanol, fundamentais para a despoluição de nossos centros urbanos."
Embora o etanol tenha sua gênese nos governos militares, foi Lula que turbinou o programa, investindo fortemente também no biodiesel. Não estão ocorrendo "renovados investimentos" em energias limpas. As mais novas hidreelétricas, bem como os programas de expansão da geraçao de energia solar e eólica, são legados dos governos petistas. A eólica foi muito incentivada por Dilma, que sofreu verdadeiro bulying midiático por conta de uma metáfora que os adversários, na mídia e na oposição, fizeram questão de não entender para dela debochar. Gerar e acumular energia eólica é como se estivéssemos estocando o vento, foi mais ou menos o que ela disse. E é isso mesmo. O mesmo vale para a água das hidreelétricas.
Estocamos a energia que dela tiramos.
Mas na cúpula, Bolsonaro já começou faturando o alheio: "Historicamente, o Brasil foi voz ativa na construção da agenda ambiental global. Renovo, hoje, essa credencial, respaldada tanto por nossas conquistas até aqui quanto pelos compromissos que estamos prontos a assumir perante as gerações futuras." A primeira frase é verdadeira mas o Brasil só foi voz ativa na agenda ambiental global até 2016, entrando definitivamente na contramão a partir de 2019, com a posse dele. O "historicamente" remonta a Sarney, que criou o IBAMA, a Collor, que presidiu a Eco-92, a FHC, que criou novas reservas de proteção ambiental, e a Lula e Dilma, que conseguiram resultados aplaudidos pelo mundo na redução do desmatamento, entre outras ações. Temer e Bolsonaro estão fora deste histórico.
"Temos orgulho de conservar 84% de nosso bioma amazônico", disse ele ainda. Segundo o INPE, a floresta amazônica já perdeu 700 mil km², ou 17% de sua áera, restando preservados 83%. O que Bolsonaro não diz, mas o mundo sabe, é que em seu governo o desmatamento pegou velocidade inédita. Só em março passado cresceu 217% em relação a março de 2020. Foi de 9,5% entre julho de 2019 e agosto de 2020. E de lá para cá disparou, chegando aos absurdos atuais. O que ele não disse, e o mundo sabe, é que a maior redução do desmatamento ocorreu na era petista - 83% entre 2004 e 2014.
Bolsonaro mente que nem a língua sente. "Apesar das limitações orçamentárias do Governo, determinei o fortalecimento dos órgãos ambientais, duplicando os recursos destinados às ações de fiscalização." A quem ele pensa que engana? Todo o mundo sabe que ele e seu anti-ministro Ricardo Salles favorecem o desmatamento limitando a ação dos órgãos de fiscalização, seja cortando recursos ou intimidando os agentes. Foi no governo Lula, na gestão de Marina Silva, que as entidades ambientais ganharam mais musculatura.
Agora mesmo foi demitido o delegado da PF que denunciou Salles ao STF, por dificultar a fiscalização. No último dia 14 o ministro editou portaria inibindo a aplicação de multas, ato que esta semana foi denunciado em carta subscrita por mais de 400 servidores do Ibama. A fiscalizaçaõ está literalmente parada.
Em agosto de 2019, num prenúncio do quanto ele brigaria com a ciência, Bolsonaro demitiu o respeitado cientista Ricardo Galvão da presidência do INPE, acusando-o de inflar dados do desmatamento e de estar a serviço de ONGs. Em julho do ano passado exonerou Lúbia Vinhas da coordenação de Observação da Terra do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), estrutura responsável pelos sistemas de monitoramento de desmatamento na Amazônia. Ainda no começo do governo, transferiu da FUNAI para o Ministério da Agricultura a prerrogativa para demarcar terras indígenas. "Enquanto eu for presidente não haverá demarcação", disse em 2019. E não teve mesmo. Ele acha que o tamanho das reservas é "abusivo", ecoando interesses de grileiros, pecuaristas e garimpeiros.
Bolsonaro mente que nem a língua sente. Mentiu descaradamente ao afirmar, repetindo algo que Salles diz o tempo todo: "Devemos enfrentar o desafio de melhorar a vida dos mais de 23 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia, região mais rica do país em recursos naturais, mas que apresenta os piores índices de desenvolvimento humano16. A solução desse “paradoxo amazônico” é condição essencial para o desenvolvimento sustentável na região."
Não existem 23 milhões de pessoas que precisam desmatar para sobreviver. Nas capitais da região, as pessoas vivem de outras atividades, de comércio, indústria ou serviços. Os chamados povos da floresta vivem do que ela produz, mas de modo sustentável. São coletores. Quem desmata são garimpeiros, grileiros, pecuaristas e lavouristas. E não somam 23 milhões de pessoas. Lorota para mendigar recursos.
De concreto, a vaga promessa de acabar com o desmatamento ilegal até 2030, quando ele não estará mais governando, pois tanto mal não há de durar tanto. Não fixou metas de curto e médio prazo, que exijam esforço de seu governo. Ou seja, prometeu o que deixará para sucessores cumprirem. O mesmo vale para a promessa de reduzir em dez anos (de 2060 para 2050) o prazo para o Brasil atingir a neutralidade climatica, ou seja, para zerar as emissões de CO2. Ele promete a longo prazo, para poder continuar impune.
E depois de pedir ajuda financeira como "justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta", encerrou dizendo: "Contem com o Brasil". Os outros governantes, os ambientalistas e todos os defensores do planeta sabem que, enquanto ele for presidente, isso não será possível. O mundo se recorda de que ele, eleito mas ainda não empossado, pediu que o Brasil retirasse sua candidatura para sediar a Conferência do Clima da ONU (COP25), marcada para o 2019. Eventos regionais sobre mudanças climáticas também foram boicotados depois que ele tomou posse, inclusive um encontro da ONU em Salvador. Passou a atacar ONGs, índios e ambientalistas, e a defender mineração em terras indígenas. Os recursos do Fundo Amazônia foram congelados no BNDES, com a falsa alegação de que havia irregularidades na aplicação.
Por tudo isso, Bolsonaro não foi levado a sério pelos participantes da cúpula. Mas desta vez, emparedado aqui e lá fora, não teve a pachorra de dizer, como disse na ONU em 2019, que o Brasil é vítima de perseguição de países que ambicionam a Amazônia.
*
Dois anos de desgoverno – a era da ralétocracia? - Marilia Pacheco Fiorillo
Por Marilia Pacheco Fiorillo

Por Marilia Pacheco Fiorillo
Em minha parede há uma escultura de madeira japonesa
Máscara de um demônio mau, coberta de esmalte dourado.
Compreensivo observo
As veias dilatadas da fronte, indicando
Como é cansativo ser mau.
(Bertolt Brecht, “A Máscara do Mal”, em tradução de Paulo Cesar de Souza)
Tive o privilégio de conhecer o mais distinto dos aristocratas, lorde Francisco. Lorde Francisco da Silva era magro, discreto, composto, falava compassado e ouvia sempre. Jovem, 35 anos, jardineiro por profissão, havia começado a se alfabetizar (lembro a alegria com que me mostrou o primeiro jornalzinho de que participava). Nunca vi nele um gesto de subserviência ou adulação, vícios crassos que posam de virtudes nas camadas ditas instruídas. Era a finesse em pessoa. Lembra dele?
Os Franciscos estão escasseando (ou escondidos e amedrontados), substituídos por Daniéis, Jairinhos & cia. De quê? Dispensam sobrenome. Tais criaturas não tem especificidade de cor, sexo, gênero, idade ou pertencimento a uma classe social (embora a classe média borbulhe deles), e já estavam espreitando, em latência, na terra em que levar vantagem foi outdoor publicitário, na vetusta Lei de Gerson. De um tempinho para cá, tais seres animados pela vulgaridade desabrocharam em flor, peito inflado, despudorados e violentos. Foi a crise? Não, foi a oportunidade.
O Planalto contagiou a planície, que referendou o Planalto, que a excitou no que há de mais desprezível. Mesmo alguns terraredondistas estão adquirindo certos hábitos dos terraplanistas. Assim, em um abraço apertado, contagiante, nasceu o novo jeitinho brasileiro: a propensão ao insulto, o apogeu do “e daí?” com os outros, o paroxismo do desprezo pela lei e pela norma, o auge do “sabe com quem está falando” , agora seguido de porrada se não se souber: numa palavra, a normalização e a naturalização da boçalidade.
Em 1928 o primeiro explicador do país, o intelectual, ensaísta, mecenas e cafeicultor Paulo Prado, em seu clássico Retrato do Brasil. Ensaio sobre a tristeza, já profetizava tal sina. Causou furor nos meios intelectuais à época, e hoje dormita em um discreto ostracismo de Cassandra.
Seria considerado politicamente incorreto, hoje, candidato à incineração imediata. Seu primeiro capítulo, dedicado à “Luxuria”, menciona a miscigenação das raças, a dissolução dos costumes e a volúpia como quesitos da formação da nacionalidade brasileira. Mas a principal fonte do desassossego do brasileiro, gestada no período colonial, se intensificaria na virada do século XX, para o que colaboraria outro elemento essencial do caráter nacional: a anemia política e a ânsia de enriquecimento rápido ou “Cobiça”, título do segundo capítulo.
Alguns trechos, iluminados: “Si vos perguntam porque tantos riscos se correram, porque se affrontaram tantos perigos – escreve o poeta de Y-Juca-Pyrama – porque se subiram tantos montes, porque se exploraram tantos ríos, porque se descobriram tantas terras, porque se avassalaram tantas tribus: dizei-o — e não mentiréis: foi por cubica”. – Cobiça insaciável, na loucura do enriquecimento rápido”. Na cobiça vale qualquer expediente que o digam Jairinho & cia: status e grana acima de todos, e o deus Mamon acima de tudo.
Sobre o sentido do bem comum, e o vale tudo para se safar e satisfazer, Prado escreveu: “Este bispo via que quando mandava comprar um frangão, quatro ovos e um peixe para comer, nada lhe traziam porque não se achava na praça nem no açougue, e, se mandava pedir as ditas cousas e outras mais às casas particulares, lhas mandavam. “Verdadeiramente, dizia o bispo, nesta terra andam as coisas trocadas, porque Ella toda não é republica, sendo-o cada casa”.
O meu, me e comigo. E o “nós” que se estropie. Sobre o empreendedorismo – o alfa e ômega dos recém convertidos liberais posudos, alquimistas proteicos da salvação nacional- veja-se a menção de Prado aos pioneiros empreendedores bandeirantes: “ A sua energia intensiva e extensiva concentrava-se num sonho de enriquecimento que durou séculos, mas sempre enganador e fugidio. Com essa ilusão vinha morrer sofrendo da mesma fome, da mesma sede, da mesma loucura. Ouro. Ouro. Ouro”. Grana, status, exibicionismo patológico, esta é a moeda padrão atual. Mais pesada que o metal, pois brandida em nome das liberdades civis (sinônimo de liberação de armas), e sob os auspícios da impunidade e brutalidade.
Prado provavelmente ficaria estarrecido com o êxito (pretérito, esperemos) dos justiceiros de segunda categoria, Torquemadas mixurucas e ágrafos, além de oportunistas/alpinistas e indômitos corruptores (hoje se sabe) da instituição do Judiciário. Que frase definiria melhor esses “congês” (g ou j?) da histeria pública anticorrupção que: “ Os representantes do poder real, longe da fiscalização disciplinar de Lisboa, ocupavam-se primeiramente dos proventos pessoais dos cargos que ocupavam. O padre Vieira dizia que a palavra furtar se conjugava de todos os modos na Índia portuguesa”.
Como Prado é terrivelmente contemporâneo! Foi, além do primeiro intérprete do Brasil, o precursor da suspeita de que a truculência, recoberta de cordialidade, era doença visceral no caráter nativo: “A vida de um homem pouco valia: por um patacão, um capanga se incumbia do desaparecimento de qualquer desafeto. Nem mesmo […] se recorria a essa sombra da virtude que é a hipocrisia; as exceções existiam, respeitáveis, como em toda parte, mas em geral era grande a proporção de caracteres duvidosos, com visível predisposição para o mal. […] Escolas públicas não havia, (teme-se que daqui a pouco não haverá…), nem qualquer outro estabelecimento para a instrução das crianças”. […] Na desordem da incompetência, do peculato, da tirania, da cobiça, perderam-se as normas mais comezinhas na direção dos negócios públicos. […]” Os homens de governo sucederam-se ao acaso, sem nenhum motivo imperioso para a indicação de seus nomes, exceto o das conveniências e cambalachos da politicagem”.
Brasil e brasileiros já foram maliciosamente descritos como malandros, indolentes, pouco sérios, vira-latas, mentecaptos, cretinos fundamentais. Mas a nova cepa de brasileiros que sai em carreatas devocionais ao presidente cloroquina, ameaçando de morte quem não aderir, de juízes do STF à mãe octogenária de um opositor, cepa que se distingue de longe pois adora se enrolar em panos verde-amarelos e dispara (por enquanto apenas metaforicamente) xingamentos, esta cepa hidrófoba do ‘quem não está comigo está contra, e pau nele”, constatada em casos numerosos e crescentes , como o do psiquiatra que vai para cima da paciente porque ela cometeu crime de desacato ao pedir para ser atendida após horas de espera, ou do rapaz que apanhou feio de um parente por defender a vacina contra a cloroquina, tantos, mas tantos casos similares que se empilham diariamente, nos levam a concluir que Prado tinha mesmo razão, só não possuía a nomenclatura. Os dois últimos anos consolidaram um traço inexplorado da brasilidade: a boçalidade saiu do armário.
Boçal, em um dicionário que me indicaram, tem 33 sinônimos referentes a suas três acepções: sem cultura, sem sensibilidade e desprovido de sentimentos humanos. Bronco, estupido, grosseiro, ignorante, rude, rústico, alarve, beócio, animal, indelicado, bárbaro, besta, brutamontes, bruto, cavalgadura, descortês, deseducado, grosseirão, grosso, idiota, ignaro, imbecil, impolido, incivil, incivilizado, inculto, jalofo, lerdo, lorpa, mal-educado, obtuso, tapado, tosco. Acrescentaria outros dois: chulo e ralé.
Saudades do “ai, que preguiça” de Macunaíma, do ferino Nelson Rodrigues, de Fernando Sabino. Mas o escritor que imediatamente me ocorre como mestre retratista desta cepa malcheirosa é um francês, Ferdinand Céline, nome de pena de Louis Ferdinand Auguste Destouches. De extrema-direita e colaboracionista, Céline escreveu dois panfletos antissemitas que miram o “judeu negroide contra o homem branco”: Bagatelles pour um massacre e L’école des cadavres.
Céline não é o único de extrema-direita no panteão dos celebrados escritores (vide Ezra Pound). Mas já em seu inaugural Voyage au bout de la nuit, de 1932, seu estilo e força retórica (muito elogiados por Henry Miller), exalam uma atmosfera de culto à abjeção, à torpeza, ao aviltamento, uma veneração visceral pelo que é fétido e infame. Não se trata de pessimismo. Não é aquele menosprezo pela “comunidade de imbecis” retratada, por exemplo, pelo filósofo romeno Emil Cioran. Pessimismo quanto á humanidade é quase condição sine qua non dos grandes, de Liev Tolstói a Shakespeare. A jabuticaba de Céline, o que o torna ímpar, é a luxúria com que ele se espoja e goza com e nos detritos da humanidade, sua apologia da degradação. O narrador de Céline, seu alter ego, é o boçal por excelência (no caso, erudito).
Você, que está além-mar num país cujos monumentos não fazem jus à grandeza do imenso Império que foi, em um país que decretou e cumpre o lockdown, de ruas vazias e vidas poupadas, você certamente sabe que o florescimento da boçalidade não é apanágio da ex-colônia. Vê-se por todo lado. Os safaris para caçar imigrantes patrocinados por Viktor Orban na Hungria ou os esquadrões da morte de Rodrigo Duterte, nas Filipinas, são da mesma laia.
Que forma de governo corresponderia a esta laia? Esqueçamos por um momento bonapartismo, populismo, e outros ismos que acenam com o combate à corrupção. Sobre a corrupção e a manha de escamoteá-la, aliás, vamos ao “Sermão do bom Ladrão” do Padre Antonio Vieira:
V
“O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno; os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento, distingue muito bem S. Basílio Magno[…] Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa: os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. — Os outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados: estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: — Lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos. — Ditosa Grécia, que tinha tal pregador! E mais ditosas as outras nações, se nelas não padecera a justiça as mesmas afrontas! Quantas vezes se viu Roma ir a enforcar um ladrão, por ter furtado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo um cônsul, ou ditador, por ter roubado uma província. E quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes? De um, chamado Seronato, disse com discreta contraposição Sidônio Apolinario{…..}: Seronato está sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos, e em os fazer. Isto não era zelo de justiça, senão inveja. Queria tirar os ladrões do mundo, para roubar ele só”.
E ainda:
VIII
[…] é o que especificou melhor S. Francisco Xavier, dizendo que conjugam o verbo rapio por todos os modos. […] começam a furtar pelo modo indicativo, porque a primeira informação que pedem aos práticos é que lhes apontem e mostrem os caminhos por onde podem abarcar tudo. Furtam pelo modo imperativo, porque, como têm o mero e misto império, todos se aplicam despoticamente às execuções da rapina. Furtam pelo modo mandatório, porque aceitam quanto lhes mandam, e, para que mandem todos, os que não mandam não são aceitos. Furtam pelo modo optativo, porque desejam quanto lhes parece bem e, gabando as coisas desejadas aos donos delas, por cortesia, sem vontade, as fazem suas. Furtam pelo modo conjuntivo, porque ajuntam o seu pouco cabedal com o daqueles que manejam muito, e basta só que ajuntem a sua graça, para serem quando menos meeiros na ganância. Furtam pelo modo potencial, porque, sem pretexto nem cerimônia, usam de potência. Furtam pelo modo permissivo, porque permitem que outros furtem, e estes compram as permissões. Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem o fim o furtar com o fim do governo, e sempre lá deixam raízes em que se vão continuando os furtos. Estes mesmos modos conjugam por todas as pessoas, porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus criados, e as terceiras quantas para isso têm indústria e consciência. Furtam juntamente por todos os tempos, porque do presente — que é o seu tempo — colhem quanto dá de si o triênio; e para incluírem no presente o pretérito e futuro, do pretérito desenterram crimes, de que vendem os perdões, e dívidas esquecidas, de que se pagam inteiramente, e do futuro empenham as rendas e antecipam os contratos, com que tudo o caído e não caído lhes vem a cair nas mãos”.
Peçamos data vênia a Aristóteles, que era apologeta da tradição e detestava invenção, e inventemos um termo parelho aos seus aristocracia (governo dos que tem areté, excelência), oligarquia (a decadência desta), monarquia (que pode degenerar em tirania) e república ( que pode descambar para a indesejada democracia, demagógica). Que tal falar em “Ralétocracia”, o governo da ralé para a ralé, que em alguns casos compõe um terço da população?
O tirano pode se aliar ao povo contra a nobreza, e cair; o oligarca pode incidir no erro de privilegiar uma só facção, e o problema com a democracia aristotélica é que ela aparenta ser o governo dos pobres, mas é conduzida pelos ricos. Já a Ralétocracia não corre o risco de corrupção, pois esta é sua essência.
Nessa carta, porém, tenho mais dúvidas e hesitações do que qualquer intuição. É um esforço e teste de compreensão, uma certa medicina para nos aliviar da angústia.
A boçalidade acomete preferencialmente a direita, e sempre os totalitários. Stalin, Hitler e Mao Tse Tung podem até ser chamados de psicopatas, mas havia um elemento trágico naquelas epopeias que falta à vulgar, mas não insípida, Raletocracia. Por exemplo: a carnificina da pandemia no país não é uma tragédia, pois não é um mal inelutável (como foi o inescapável parricídio cometido por Édipo, que fez de tudo para desviar-se do destino traçado para ele). É uma política deliberada, embebida de ignorância, mas também esperteza (aí está o paradoxo). Não preciso repetir a cronologia ou os fatos, você conhece. Mas o que me assusta, mesmo, é a miliciana marcha suicida rumo a asfixia, que nunca termina.
Estaremos mergulhando no oitavo e penúltimo círculo do “Inferrno” de Dante, o da Fraude, já tendo ultrapassado o da Ganancia?
Paulo Prado, socorro! Como evitar que o país se desgrace de vez, por culpa de “um patriotismo fofo, leis com parolas, preguiça, ferrugem, formiga e mofo”?
Abraços de além-mar.
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"Lula venceu. E a justiça venceu com ele", diz Tereza Cruvinel
A jornalista lembrou de uma declaração do ex-presidente no passado na qual o petista já prometia sobreviver à perseguição da Lava Jato. Lula, no entanto, segundo Tereza, não só sobreviveu como venceu após o STF confirmar a suspeição de Moro nesta quinta-feira

247 - A jornalista Tereza Cruvinel se manifestou pelo Twitter nesta quinta-feira (22) após o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar o entendimento da Segunda Turma da Corte pela suspeição do ex-juiz Sergio Moro nos processos contra o ex-presidente Lula na Lava Jato.
Ela lembrou de uma declaração de Lula em uma reunião do diretório nacional do PT na qual o ex-presidente já prometia sobreviver à perseguição judicial da Lava Jato. Para ela, o petista não só sobreviveu como venceu. "Lembro-me de Lula dizer em uma reunião do DN do PT quando ficou claro que era o alvo brilhante da Lavo Jato: 'digo a vocês, farão tudo para me destruir mas eu vou sobreviver'. Lula foi moído mesmo, mas não apenas sobreviveu. Lula venceu. E a justiça venceu com ele".
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