Silas Malafaia - GRANDE CONSELHEIRO do BOLSONARO na PANDEMIA

Pazuello diz à CPI da Covid que governo estadual e empresa fornecedora são RESPONSÁVEIS por FALTA de OXIGÊNIO em Manaus

Só piora: Flávio Bolsonaro revela que SILAS_MALAFAIA foi o GRANDE_CONSELHEIRO de seu pai na pandemia

Pazuello tenta fazer discurso LOUVANDO sua CONDIÇÃO de MILITAR na abertura da CPI e é REPREENDIDO ____________________________________ "eu sou oficial general"

Otto Alencar revela DESCONHECIMENTO TÉCNICO de Pazuello sobre a Covid: “dava pra ter feito um CURSINHO BÁSICO”

Bolsonaro vai editar DECRETO para PROIBIR redes sociais de APAGAREM posts com FAKE NEWS ou discursos de ÓDIO

DILMA condena PRIVATIZAÇÃO da Eletrobrás e prevê APAGÕES e TARIFA ALTA 

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Jair Bolsonaro

Só piora: Flávio Bolsonaro revela que Silas Malafaia foi o grande conselheiro de seu pai na pandemia

Flavio Bolsonaro e Silas Malafaia

247 - Durante momento de discussão na CPI da Covid-19 no Senado desta quinta-feira, Flávio Bolsonaro se irritou ao ver o nome de seu irmão Carlos Bolsonaro sendo citado na Comissão como influenciador do pai e disse que o EMPRESÁRIO EVANGÉLICO Silas Malafaia é que na verdade aconselha Jair Bolsonaro diariamente. 

“Quero a palavra porque estão falando de minha família, não admito citarem o tempo todo o nome de Carlos Bolsonaro aqui como mentor de meu pai.

Como se um filho não pudesse conversar com o pai... 

Querem saber quem aconselha meu pai diariamente? o pastor Silas Malafaia” disse. 

A CPI recebe pelo segundo dia o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. 

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Pazuello tenta fazer discurso LOUVANDO sua CONDIÇÃO de MILITAR na abertura da CPI e é REPREENDIDO _______ "eu sou oficial general"

Eduardo Pazuello

247 - Na abertura do segundo dia de seu depoimento à CPI da Covid, na manhã desta quinta-feria (20), o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, foi repreendido pelos senadores ao tentar abrir os trabalhos com um discurso louvando sua condição de general. 

Com isso, fracassou a tentativa de Pazuello de repetir a estratégia da véspera, quando impôs-se por sua condição de general no início da sessão e foi agressivo com o senador Renan Calheiros, relator da comissão.

A repreensão pública foi feita pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) e pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). 

Braga havia feito uma pergunta sobre a posição de Pazuello a respeito do uso de máscaras e distanciamento social e ele começou um discurso com sua condição de militar: 

“eu sou oficial general”, afirmando ter compromisso com a verdade porque isso “é parte do manual do Exército”. 

Foi interrompido por Eduardo Braga que reclamou do discurso e pediu que ele respondesse à pergunta. 

Omar Aziz em seguida afirmou que o ex-ministro está na CPI para responder às perguntas dos senadores.

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Pazuello diz à CPI da Covid que governo estadual e empresa fornecedora são responsáveis por falta de oxigênio em Manaus

Senadores cobram explicações de ex-ministro sobre colapso em Manaus, em janeiro; demora em vacinas e distribuição de cloroquina também estarão na pauta
André de Souza, Julia Lindner e Leandro Prazeres
20/05/2021 - 09:23 / Atualizado em 20/05/2021 - 11:20
Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello durante segundo dia de depoimento na CPI da Covid, no Senado Foto: PABLO JACOB / Agência O Globo
Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello durante segundo dia de depoimento na CPI da Covid, no Senado Foto: PABLO JACOB / Agência O Globo

RIO — Na retomada do depoimento de Eduardo Pazuello na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, nesta quinta-feira, o ex-ministro da Saúde culpou o governo do Amazonas e a empresa fornecedora White Martins pela falta de oxigênio em Manaus no colapso hospitalar em janeiro. Pazuello também alegou que teria ocorrido um "roubo" que levou à divulgação indevida do aplicativo TrateCov, que receitava cloroquina até para bebês, embora a plataforma tenha sido divulgada por canais oficias do governo.

A sessão já registrou um bate-boca entre senadores governistas e oposicionistas, ainda pela manhã, depois que o senador Marcos Rogério (DEM-RO), aliado do governo Bolsonaro, exibiu um vídeo na tentativa de atribuir a governadores a recomendação pelo uso de cloroquina.

Indagado no início da sessão pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) de quem seria a responsabilidade pela falta de oxigênio em Manaus, Pazuello procurou eximir o Ministério da Saúde e alegou que a pasta é abastecida com informações repassadas pelas secretarias estaduais e municipais.

ASSISTA À SESSÃO DA CPI AO VIVO:

— Fica claro para mim que a preocupação com o acompanhamento do oxigênio não era um foco da Secretaria de Saúde do Amazonas, porque não faltou oxigênio e ficou focado em outras coisas, isso lá em dezembro ainda. No plano apresentado pela secretaria para nós não foi apresentada nenhuma medida sobre oxigênio — disse Pazuello, acrescentando:

— A empresa White Martins já vinha consumindo sua reserva estratégica e não fez isso de forma clara. Essa é a primeira responsabilidade. Se a Secretaria de Saúde tivesse acompanhado de perto, teria descoberto que estaria consumindo a reserva estratégica. Vejo aí duas responsabilidades muito clara. Começa na empresa. E a outra da Secretaria e Saúde. Da nossa parte fomos muito proativos a partir do momento em que tomamos conhecimento.

Ao ser confrontando sobre imagens em que aparece divulgando o aplicativo TrateCov, Pazuello admitiu que a plataforma foi apresentada, mas disse que não chegou a ser utilizada porque foi retirada do ar e descontinuada pela pasta.

Inicialmente, ele voltou a afirmar que o sistema do TrateCov foi "hackeado" e usado indevidamente antes da hora. Ele prometeu apresentar ao colegiado um boletim de ocorrência que foi feito após o episódio.

— Esse programa que o ex-ministro disse que foi hackeado, ele foi hackeado e colocado na TV Brasil. O hacker é tão bom que conseguiu colocar numa matéria extensa na TV Brasil — ironizou Omar Aziz sobre a divulgação que foi feita sobre a plataforma.

O ex-ministro também repetiu nesta quinta-feira que a secretária do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro teve a ideia da plataforma como "uma calculadora que facilitasse o diagnóstico" dos médicos em momento crítico de Manaus.

Em outro momento, o senador Eduardo Braga relembrou que escreveu uma carta ao presidente Jair Bolsonaro para pedir intervenção federal na área da saúde do Amazonas, em janeiro. Ele questionou Pazuello por que o pedido não foi aceito.

— Essa decisão não era minha, foi levada à reunião de ministros, com o presidente presidente, e o governador (do Amazonas) se explicou, então foi decidido pela não intervenção — alegou Pazuello.

Vídeos de governadores

Segundo senador na lista de inscritos, depois de Eduardo Braga, o governista Marcos Rogério (DEM-RO) iniciou seu tempo mostrando vídeos dos governadores João Doria (PSDB-SP), Wellington Dias (PT-PI), Flávio Dino (PCdoMA), Renan Filho (MDB-AL) e Helder Barbalho (MDB-PA), além do secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, no começo da pandemia falando sobre a distribuição de cloroquina contra a Covid-19. Todos os vídeos são de abril de 2020, antes de a Organização Mundial da Saúde (OMS) desaconselhar o uso de cloroquina.

No último domingo, O GLOBO mostrou que o governo Bolsonaro seguiu incentivando a distribuição do medicamento depois disso, e apesar de estados terem devolvido comprimidos enviados pelo Ministério da Saúde. São Paulo, Maranhão e Alagoas devolveram cerca de 1 milhão de comprimidos.

— Isso aí foi em março de 2020. Se eu tivesse Covid, também teria tomado cloroquina. A ciência evolui. De lá para cá, esses governadores, o especialista David Uip (do governo de São Paulo)... Pergunte para ele hoje agora (se recomenda cloroquina) — rebateu Aziz.

Rogério insistiu:

— Nesses estados, ainda há protocolo (de cloroquina). Não estou dizendo que há distribuição pelos governadores. Mas os médicos têm liberdade para prescrever.

Em meio ao bate-boca gerado pela exibição do vídeo, o senador Marcos Rogério reclamou ainda do foco da CPI:

— Até hoje só acusaram o presidente Bolsonaro —  alegou.

— Não é verdade, ninguém acusou o presidente Bolsonaro. Pelo contrário, o ministro Pazuello, tudo o que ele falou aqui ficou claro que não comprou vacina porque ele não quis — rebateu Aziz.

— Não é verdade — disse Rogério.

— Disse sim — insistiu Aziz.

Ainda durante a confusão, que levou o presidente da CPI a fazer um recesso de dez minutos, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) saiu em defesa do irmão, o vereador Carlos Bolsonaro. Ele foi citado pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que destacou tê-lo visto em reuniões no Planalto.

— Parece que é o maior absurdo um filho falar com o pai. Chama o pastor Silas Malafaia aqui. Ele fala diariamente com o presidente e o influencia. Quero ver se vai ter coragem — disse Flávio.

Senador Flávio Bolsonaro participa da CPI da Covid, no Senado Foto: PABLO JACOB / Agência O Globo
Senador Flávio Bolsonaro participa da CPI da Covid, no Senado Foto: PABLO JACOB / Agência O Globo

Máscara e nova advertência

Na sequência do depoimento, o senador Otto Alencar (PSD-BA) perguntou se Pazuello tinha feito algum curso sobre doenças infecto-contagiosas e coronavírus e, diante da resposta negativa do ex-ministro, relembrou que o militar havia dito na quarta-feira que queria perguntas mais profundas dos senadores.

— O senhor não sabe nem o que é a doença. Não deveria ser ministro — criticou Alencar, que citou ainda a recusa de Bolsonaro em usar máscaras.

Logo no início da sessão, o senador Eduardo Braga havia questionado se o ex-ministro concorda com o uso de máscaras. Pazuello disse que sim e que foi divulgador na medida. Questionado em seguida sobre o episódio em que foi flagrado sem máscara em um shopping de Manaus, ele reconheceu o erro.

— Fui com máscara ao shopping. Quando cheguei, pisada, ela ficou inutilizada. Perguntei estou sem máscara, existe como comprar? Ela disse: no quiosque em frente. Oito metros até o quiosque, e eu fui fotografado. Daquele momento dali, eu fui passei a usar máscara — contou o ex-ministro.

Antes de iniciar esta resposta, Pazuello pediu que os senadores lembrem que ele é oficial general e que o seu compromisso de dizer a verdade vai além da CPI.

— Eu reitero minha posição de responder a todas as perguntas da forma mais clara, mais direta, e procurando passar toda a verdade. Gostaria de fazer uma observação sobre esse assunto, sobre verdade. Solicito que a versão das pessoas que estão perguntando, a pessoa pode não concordar com o que eu estou falando, e isso pode ser dito de várias formas, como 'olha, isso não está de acordo com o documento que eu tenho aqui'. Solicitaria de forma humilde que a gente lembrasse que o compromisso de dizer a verdade está muito além da CPI. Eu sou um oficial general — destacou.

Braga reclamou que Pazuello usou o tempo de resposta para fazer "um discurso e uma introdução".

— Uma coisa que não tem no Exército é enrolação, ou é ou não é — frisou o presidente da CPI, senador Omar Aziz, ao advertir Pazuello.

Antes do início da sessão, Pazuello e o senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico, falaram sobre o atendimento recebido pelo ex-ministro na quarta-feira, após passar mal.

— Eu lhe agradeço sua atenção. As coisas vão se transformando... A sessão foi suspensa porque passei mal? Não, uma coisa não tem nada a ver com a outra — disse Pazuello.

Envio ao MPF

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse que irá pedir ao presidente da comissão, Omar Aziz, para encaminhar uma relação de todas as supostas mentiras contadas pelo ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em seu depoimento na quarta-feira ao Ministério Público Federal (MPF) do Distrito Federal. A ideia é que os procuradores da República avaliem se Pazuello violou o dever de falar apenas a verdade e praticou falso testemunho.

— Vou propor ao presidente, senador Omar Aziz, que ele faça o mesmo que fez com Fabio Wajngarten e que pegue as comprovações de mentiras e mande pro MPF do DF — disse Renan Calheiros se referindo ao depoimento do ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Fabio Wajngarten.

Na chegada à comissão nesta quinta-feira, Renan disse que nenhum depoente da CPI da Covid mentiu tanto quanto Pazuello.

— Foram tantas mentiras... Muita gente já mentiu, mas ninguém mais que o Pazuello — afirmou o relator.

Renan Calheiros disse que, na sua avaliação, Pazuello mentiu para proteger o presidente Jair Bolsonaro. Ele classificou essa estratégia como uma “burrice inominável”.

Na tentativa de preservar o presidente Jair Bolsonaro sobre as ações e possíveis omissões do governo federal no combate à Covid-19, o ex-ministro apresentou uma versão diferente sobre as negociações com a farmacêutica americana Pfizer, que afirmou ter sido ignorada diversas vezes.

Os principais assuntos a serem abordados pelos senadores na retomada do depoimento nesta quinta-feira são as negociações por vacinas, especialmente a da farmacêutica Pfizer, e o colapso da saúde no Amazonas em janeiro. Pazuello apresentou inconsistências e contradições nos dois temas no primeiro dia de depoimento.

Ao abrir a sessão da CPI, por volta das 9h45, Omar Aziz informou que o depoimento com a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, que seria realizado nesta quinta, foi adiado para a próxima terça-feira. No dia seguinte, os senadores vão apreciar requerimentos de informação e convocação, além de definir as próximas testemunhas a serem ouvidas.

Antes da retomada do depoimento de Pazuello, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) reclamou que houve vazamento de documentos sigilosos da CPI, já tendo sido inclusive identificada uma assessora parlamentar responsável por isso. Ele também solicitou que Aziz acione a Polícia Federal (PF) para apurar o caso.

Estratégia

Após a sessão ser interrompida pelo início das atividades em plenário na quarta, Pazuello passou mal, e o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), decidiu adiar para esta quinta-feira os questionamentos de outros 23 senadores inscritos que ainda não tiveram oportunidade de falar.

Apesar de Pazuello ser acusado de mentir durante o depoimento na CPI da Covid,  a avaliação no entorno do militar é que ele se saiu bem no primeiro dia de depoimento. Pessoas próximas consideram que a postura do general de responder a  quase todas as perguntas dos senadores, mesmo tendo um habeas corpus favorável para ficar em silêncio o favoreceu.

O advogado da União, Diogo Palau, usou o instrumento em favor de Pazuello quando o ex-ministro foi chamado de “mentiroso” pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que o questionou se ele havia aceitado ou não um avião dos Estados Unidos para transportar oxigêncio a Manauas (AM). O advogado orientou o general a ficar em silêncio.

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Bolsonaro vai editar decreto para proibir redes sociais de apagarem posts com fake news ou discursos de ódio

Jair Bolsonaro

247 - O governo Jair Bolsonaro prepara um decreto com o objetivo de proibir que sites e redes sociais apaguem publicações ou suspendam usuários de suas plataformas. A Secretaria de Cultura elaborou o texto nas últimas semanas e a Advocacia-Geral da União deu parecer favorável. Se for aprovado, o decreto pode ter como consequência o aumento da propagação de informações falsas. Nos últimos meses, o Google e o Facebook retiraram publicações e vídeos de Bolsonaro sob o argumento de que espalhavam mentiras. O projeto foi encaminhado ao Palácio do Planalto na última semana.

O decreto prevê que os provedores de serviço só poderão agir por determinação judicial ou para suspender perfis falsos, automatizados ou inadimplentes. De acordo com informações do jornal O Globo, o bloqueio de conteúdos sem decisão judicial só poderá ocorrer em casos específicos, como apologia ao crime, nudez, violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente, apoio a organizações criminosas ou a terroristas, e incitação de atos de ameaça ou violência. 

Em entrevista ao periódico fluminense, Francisco Brito Cruz, diretor do InternetLab, centro de pesquisa especializado em direito e tecnologia, afirmou que a proposta "subverte" o Marco Civil da internet. "Se o decreto fosse publicado, mudaria radicalmente como as redes sociais funcionam no Brasil. Além disso, instituiria um órgão público que vai dizer como as plataformas vão aplicar medidas de moderação na internet", disse.

No mês passado, por exemplo, o YouTube, do Google, removeu quatro vídeos do canal de Bolsonaro, por propagar desinformação sobre a Covid-19. A plataforma já havia retirado um vídeo do canal em que ele falava sobre tratamento ineficaz contra a doença.

No começo de pandemia, em 2020, o Twitter apagou duas publicações feitas por Bolsonaro. Segundo a rede social, regras da plataforma foram violadas. As postagens eram de vídeos nos quais ele contrariava seu então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que recomendou as pessoas a ficarem em casa como medida de enfrentamento ao coronavírus.

Depois, o Facebook e o Instagram fizeram a mesma e apagaram um dos vídeos publicados por Bolsonaro por promover desinformação frente à pandemia do coronavírus.

"Removemos conteúdo no Facebook e Instagram que viole nossos Padrões da Comunidade, que não permitem desinformação que possa causar danos reais às pessoas", informou o Facebook em nota.

Em setembro de 2020, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mandou o Twitter apagar post de Bolsonaro. Ele publicou trecho do documentário "O Processo", sobre os bastidores do golpe contra Dilma Rousseff, sem autorização. Também disseminou notícia falsa sobre reunião do PT, afirmando que se tratava de encontro do Foro de São Paulo.

CPI da Covid e Polícia Federal

Na CPI da Covid no Senado tem como um dos temas investigados a maneira como Bolsonaro, seus auxiliares e órgãos do governo usaram as redes sociais para divulgar o uso de medicamentos contra a covid-19, como a cloroquina. A Comissão Parlamentar de Inquérito deve quebrar o sigilo do empresário Luciano Hang, dono da Havan e patrocinador do Flamengo.

De acordo com pesquisa do Instituto DataSenado, 92% dos brasileiros são favoráveis à punição para quem divulga notícia falsa sobre a vacina contra a Covid-19.

Em maio do ano passado, a Polícia Federal deflagrou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra políticos e empresários bolsonaristas, além do blogueiro Allan dos Santos, do site Terça Livre, por causa da disseminação de fake news. Em novembro do ano passado, o Twitter suspendeu a conta do site dele. O motivo alegado foi que a conta violou as regras da rede social.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que é alvo da PF, ameaçou a Corte e pediu o "impeachment" do responsável pela ação, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Também na mira das investigações, a militante bolsonarista Sara Winter ameaçou o ministro. "A gente vai descobrir os locais que você frequenta".

Dentre os alvos da operação estiveram os empresários bolsonaristas Luciano Hang e Edgard Corona, fundador da Smart Fit. A corporação também investiga oito deputados bolsonaristas, dentre eles Carla Zambelli. O  ex-deputado federal Roberto Jefferson é outro investigado. 

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Otto Alencar revela desconhecimento técnico de Pazuello sobre a Covid: “dava pra ter feito um cursinho básico”

247 - O médico e senador Otto Alencar (PSD-BA) questionou, durante sessão da CPI da Covid, nesta quinta-feira (20), ironizou o desconhecimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello sobre a Covid-19. “Dava pra ter feito um cursinho básico”, disse. 

"O senhor não sabe nem o que é a doença. Não poderia ser ministro. É uma coisa muito grave. Saber o que o senhor estava tratando. É um absurdo. A situação do MS no sue período deixou completamente a desejar em todos os pontos. Faltou conhecimento médico. O senhor não tem. O senhor sabe as fases da doença? O presidente nunca visitou um hospital de campanha. Foi lancha, passeio em praia, montando em cima de cavalo. Isso é crime. O seu período foi negativo, não cumpriu determinações medicas".

Pazuello disse que não era médico e  que o tucano José Serra também não era profissional da área e ocupou o mesmo cargo. “Serra se informou e sabia de tudo”, retrucou Alencar. "Para conhecer e tratar uma doença, precisa ter domínio" completou. 

Ainda segundo ele, Pazuello em função do se desconhecimento sobre a área de saúde, Pazuello não deveria ter aceitado o convite para comandar a pasta. 

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Dilma condena privatização da Eletrobrás e prevê apagões e tarifa alta

Dilma Rousseff e a Eletrobrás

247 - A presidente deposta pelo golpe de 2016, Dilma Rousseff, criticou a aprovação da privatização da Eletrobrás pela Câmara dos Deputados. "Privatizar um setor, significa entregá-lo à lógica do lucro que busca retorno rápido, de curto prazo. Energia elétrica exige planejamento global, horizonte de longo prazo e garantia de abastecimento", disse.

De acordo com a petista, "no final do governo FHC, ao se iniciar a privatização da Eletrobras, ocorreu uma forte redução de investimentos em novas usinas hidrelétricas e termelétricas, e ainda em em novas linhas de transmissão". 

"A consequência foi o imenso prejuízo sofrido pela população e pela economia do país com os 'apagões' que atingiram todas as regiões, exceto o Sul e, o terrível racionamento em consequência", afirmou.

"O Senado da República pode barrar essa absurda privatização da Eletrobrás e impedir que seja cometido um crime contra a nação brasileira, nossa economia e o povo brasileiro".

Leia a íntegra da nota: 

A aprovação da privatização da Eletrobras pela Câmara de Deputados, que agora vai ao Senado, coloca o Brasil em uma situação de terrível insegurança energética. A Eletrobras sempre foi uma garantia de estabilidade do sistema interligado nacional e, também, de modicidade tarifária.

O sistema Eletrobras é hoje responsável por 35% da geração de energia elétrica do país, 96% de fontes limpas e 1/3 do consumo de eletricidade. Controla as grandes hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste, que são o coração do sistema de abastecimento de energia segura, barata e renovável. Além, é claro, de várias outras usinas espalhadas pelo Brasil, incluindo Itaipu e Eletronuclear.

O sistema é ainda responsáveis por 45% da transmissão que permite que a energia chegue a todas as regiões indiscriminadamente, de Norte a Sul do país, de Leste a Oeste.

É necessário repetir e repetir: a Eletrobras vem garantindo o fornecimento de energia aos lares de cada família brasileira, pelos menores preços e sempre de forma segura.

Quem não aprende com seus erros, corre o grande risco de repetir as catástrofes. Ontem, 20 de maio, deputados aprovaram a catástrofe na Câmara.

É preciso relembrar. No final do governo FHC, ao se iniciar a privatização da Eletrobras, ocorreu uma forte redução de investimentos em novas usinas hidrelétricas e termelétricas, e ainda em em novas linhas de transmissão. A consequência foi o imenso prejuízo sofrido pela população e pela economia do país com os “apagões” que atingiram todas as regiões, exceto o Sul e, o terrível racionamento em consequência.

Privatizar um setor, significa entregá-lo à lógica do lucro que busca retorno rápido, de curto prazo. Energia elétrica exige planejamento global, horizonte de longo prazo e garantia de abastecimento.

Aí, mais do que em muitos setores é necessário compromisso público e encarar a energia como uma alavanca  do desenvolvimento e do bem-estar da população, garantindo segurança e aprovação da privnergética 24 horas por dia, 365 dias do ano. Requer gestão pública que mantenha a rentabilidade desse setor mas, com base, repito, em uma visão de  desenvolvimento e bem estar da população, visão necessariamente de médio e longo prazo.

O Senado da República pode barrar essa absurda privatização da Eletrobras e impedir que seja cometido um crime contra a nação brasileira, nossa economia e o povo brasileiro.

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