GAL FA-TAL : MUSA DO DESBUNDE
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Indignação ou silêncio? Ana Maria, Déborah Secco e Claudia Leitte expõem extremos na TV
CPI já PROVOU a NEGLIGÊNCIA do governo na compra de vacinas. _______________________________ Bolsonaro e auxiliares se ESFORÇARAM para deixar os brasileiros SEM imunizantes
Balaio do Kotscho - Em campanha antecipada, Bolsonaro acelera a moto e dá uma banana ao Brasil
Ultramaratona na China registra 21 mortes por condições extremas de clima
Curso da USP ensina idosos a usar smartphones e tablets
Há 50 anos, mítico show 'Fa-Tal' fez de Gal a MUSA_do_DESBUNDE. ____________________________ Cantora e demais artistas relembram o espetáculo que simbolizou as CONQUISTAS da CONTRACULTURA em meio a REPRESSÃO militar
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Análise: Mauricio Stycer - Indignação ou silêncio? Ana Maria e Claudia Leitte expõem extremos na TV
Mauricio Stycer
Colunista do UOL
23/05/2021 13h25
Com a presença do padre Júlio Lancelotti, da apresentadora Ana Maria Braga, da cantora Claudia Leitte e da atriz Deborah Secco, o "Altas Horas" deste sábado (22) foi carregado de emoção. Provocados pelo apresentador Serginho Groisman, os convidados mostraram diferentes formas de manifestar "indignação" com o momento do país.
Defensor dos moradores de rua, o missionário falou sobre a situação de miséria e dor que vê em São Paulo e pediu mais solidariedade. "A solidariedade não é uma dimensão religiosa. É uma dimensão humana. Os ateus também são solidários. Aliás, a gente está vendo que, no Brasil, o discurso religioso às vezes fomenta ódio, e não solidariedade", disse o padre.
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Serginho Groisman lembrou de uma ação recente em que padre Júlio, com uma marreta nas mãos, ajudou a quebrar pedras que foram colocadas pela Prefeitura de São Paulo embaixo de um viaduto, com o objetivo de impedir a pernoite de moradores de rua. O apresentador pediu que ele falasse sobre este seu momento de "indignação".
O missionário respondeu: "Não que eu queira que eles fiquem embaixo do viaduto. O que nós queremos é que eles possam ter locação social, um lugar para morar. Quem quer dormir na rua molhado? Quantos deles vêm dizer pra mim: 'Padre, o cobertor ficou todo molhado'. Desmancha, tem urina de animais. É uma situação muito difícil o desprezo, a indiferença. O que a Ana Maria falou é muito importante. Que ninguém seja indiferente".
Na sequência, Serginho elogiou Ana Maria pela forma como ela tem se dirigido aos espectadores, olhando no olho. A apresentadora do "Mais Você" se lembrou do comentário que fez em janeiro ao saber que o governo federal gastou R$ 15,6 milhões com leite condensado em 2020.
"Acho que eu ando falando muito e bem. Porque a gente não pode ficar quieta com a responsabilidade que a gente tem. Num veículo de comunicação que fala com tanta gente, eu não posso ouvir dizer que se gastou milhões com compra de leite condensado. Então, eu brinquei e falei: vou ensinar a fazer leite condensado em casa. E vou dizer quanto custa: custa R$ 6 fazer um pote em casa de leite condensado. E dei a receita. Quer dizer, não preciso fazer um grande discurso. Pequenas ações representam a tua indignação."

Serginho emendou a fala com uma pergunta para a cantora: "Claudinha, qual é a tua indignação?" E a resposta, muito vazia, evitando qualquer tipo de comprometimento, chamou a atenção:
"A minha indignação? Eu tenho um coração pacificador. Eu me indigno, sou capaz de virar tudo pelo avesso, chutar as barracas, mas eu acho que todo mundo tem um lugar onde pode brilhar uma luz para desfazer o que está acontecendo. E se essa luz se acende, obviamente, não vai ter escuridão."
Na sequência, o apresentador perguntou: "Deborah, o que te deixa indignada hoje?" A atriz esboçou uma resposta, que pode ter soado como resposta a Claudia Leitte, levando Ana Maria a se envolver na conversa também:
Deborah: "O que me indigna mesmo é a gente normalizar as piores coisas e seguir adiante como se 'tudo bem, é isso mesmo'. Não é isso mesmo. Isso não pode continuar sendo isso mesmo. As coisas têm que mudar."
Ana Maria: "Por exemplo, a falta de vacinas que hoje o Brasil passa. A gente não pode achar isso normal."
Deborah: "A falta de vacinas. Muitas coisas."
Ana Maria: "Você tem países na Europa que começaram a vacinação seriamente. Não é por que tem menos gente e mais gente aqui. Isso não justifica".
Serginho: "E os Estados Unidos."
Ana Maria: "E a gente não tem as vacinas para vacinar todo mundo. Os motivos, todo mundo conhece. É só ligar o telejornal. Não pode se normalizar isso. A gente tem que indignar, sim."
Deborah: "É um todo, né? São os meninos que desapareceram e ninguém sabe onde estão. É um psicopata que mata gays no Sul e a gente mal fala sobre isso. É tanta coisa ruim acontecendo e a gente vai seguindo."
Claudia Leitte permaneceu em silêncio.
Opinião: Balaio do Kotscho - Em campanha antecipada, Bolsonaro acelera a moto e dá uma banana ao Brasil

Ricardo Kotscho
Colunista do UOL
23/05/2021 14h52
Com 448.291 mortes nas costas, acossado por denúncias de corrupção contra seu governo e pela CPI do Genocídio, caindo nas pesquisas e vendo Lula disparar para 2022, Bolsonaro caiu de cabeça na campanha pela reeleição.
Viajou pelo nordeste e, na manhã deste domingo, desceu do helicóptero, montou numa motocicleta, na zona oeste do Rio, para mais uma manifestação contra a democracia, o distanciamento social e o uso de máscaras de proteção, os governadores e prefeitos, o STF e a imprensa, e o Datafolha, seu mais novo inimigo.
Até o general Pazuello subiu no palanque, alegre e fagueiro, recebido como herói pelos seguidores da seita, por ter mentido 14 vezes na CPI para proteger o chefe, todos protegidos por um esquema de segurança com mais de 1 mil homens de 20 unidades, sob o comando do GSI do general Heleninho. No trajeto, viu-se mais policiais do que motoqueiros.
Assim até eu viro valente... Quanto custa para os cofres públicos o deslocamento da comitiva oficial e a montagem do poderoso esquema de segurança para mais um ato de campanha antecipada?
A oposição chamou o presidente de debochado, perverso, cruel e deprimente, mas ele não se comove com isso. Não está nem aí aí para o que falam dele.
Para os 75% de brasileiros que não o apoiam, segundo as últimas pesquisas, o capitão oferece uma banana, bota o capacete sem máscara e toca em frente.
Bolsonaro resolveu governar só para os seus seguidores mais fanáticos, que logo cedo invadiram as redes sociais para escrever coisas como "o Brasil é seu, presidente! Pegue o que quiser KKK".
Pouco importa que o cenário da pandemia tenha voltado a se agravar, com a ameaça de uma terceira onda e a chegada do novo vírus da Índia, e os hospitais estejam novamente superlotados, reclamando a falta de remédios para salvar vidas.
Ninguém segura Bolsonaro e sua tropa de aloprados, que vivem numa realidade paralela, onde uns mandam e outros obedecem, para não perder suas boquinhas.
A maioria dos brasileiros (54%) rejeita a nomeação de militares para cargos civis no governo federal, segundo o Datafolha divulgado hoje, mas os bolsonaristas não ligam para pesquisas, nem de opinião nem científicas.
Qual é o problema de promover aglomerações? Todos vão morrer um dia, diz o chefe. O importante é aproveitar as mordomias enquanto estão vivos, desfrutar das benesses do poder, com picanha de R$ 1.700 o quilo e toneladas de cerveja e leite condensado na dispensa dos quartéis.
Para a caravana bolsonarista montada em suas potentes e caras máquinas, domingo é dia de festa, de desafiar as normas sanitárias e tocar em frente, sem olhar para os lados.
Se teve buzinaços de protesto em alguns bairros da zona sul por onde os motoqueiros passaram, só pode ser coisa de comunistas e vagabundos.
Os cães ladram, mas a caravana passa, devem ter pensado, rindo do decreto estadual que obriga o uso de máscaras e proíbe aglomerações, mas o governador fluminense, um tal de Cláudio Castro, é da turma, não vai multar ninguém. Ele mesmo gosta de uma boa festa.
Enquanto o resto do Brasil chora seus mortos, o Brasil de Bolsonaro pede passagem para se divertir, rindo da nossa cara.
Quem não estiver satisfeito, que vá se queixar aos bispos...
Vida que segue.
Ultramaratona na China registra 21 mortes por condições extremas de clima

Do UOL, em São Paulo*
23/05/2021 08h46
Atualizada em 23/05/2021 08h56
Vinte e uma pessoas morreram durante uma ultramaratona de 100 km devido a condições extremas de clima enfrentadas ao longo do percurso, como granizo, chuva congelante e ventos fortes. A informação foi confirmada pela agência oficial de notícias do país, Xinhua.
O clima extremo atingiu um trecho de alta altitude da corrida realizada na Floresta de Pedra do Rio Amarelo, perto da cidade de Baiyin, no noroeste da província de Gansu, na tarde de ontem.
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Entre os mortos estavam corredores de longa distância chineses de elite, informou a mídia local. A Xinhua informou que alguns dos corredores sofreram de hipotermia.
O prefeito da cidade de Baiyin, Zhang Xuchen, disse que por volta das 12h de ontem um trecho do acidentado percurso da ultramaratona - entre os quilômetros 20 e 31 - foi "repentinamente afetado por um clima desastroso".
"Em um curto período de tempo, granizo e chuva de gelo caíram repentinamente na área local, e houve fortes ventos. A temperatura caiu drasticamente", disse Zhang.
Um total de 172 pessoas participou da corrida. No domingo, 151 participantes foram confirmados em segurança. Um último corredor desaparecido foi encontrado morto às 9h30 de hoje
"Como organizadores do evento, sentimos um profundo sentimento de culpa e autocensura, expressamos nosso profundo luto pelas vítimas e profundas condolências a suas famílias e aos corredores feridos", disse Zhang, enquanto ele e outras autoridades locais se curvavam.
A corrida, apoiada pelo governo da cidade de Baiyin e pela Associação Atlética Chinesa, foi realizada por quatro anos consecutivos. A temperatura mínima registrada ontem na região, em baixa altitude, foi de 6° C, excluindo a sensação térmica.
Corrida em meio ao frio
A corrida de 100 km começou no sábado em uma área panorâmica em uma curva do Rio Amarelo conhecida por seus penhascos íngremes e colunas de rocha. A rota levaria os corredores por cânions e colinas em um planalto árido a uma altitude de mais de 1.000 metros.
A corrida começou às 9h (local) com os corredores vestidos com camisetas e shorts sob céu nublado, de acordo com fotos postadas nas redes sociais.
Por volta das 12h (horário local), uma parte montanhosa da corrida foi atingida por granizo, chuva congelante e vendavais que fizeram as temperaturas despencar, disseram autoridades de Baiyin em uma entrevista coletiva no domingo.
"A chuva estava ficando cada vez mais forte", disse Mao Shuzhi, que estava com cerca de 24 km de corrida na época.
Tremendo de frio, ela voltou antes da seção de alta altitude, devido a experiências anteriores ruins com hipotermia.
"No início, fiquei um pouco arrependido, pensando que poderia ter sido apenas uma chuva passageira, mas quando vi os fortes ventos e chuvas mais tarde pela janela do meu quarto de hotel, me senti muito feliz por ter tomado a decisão", disse Mao à Reuters.
Um grande esforço de resgate foi iniciado, com mais de 1.200 equipes de resgate despachadas, assistidas por drones de imagem térmica, detectores de radar e equipamentos de demolição, de acordo com a mídia estatal.
Um deslizamento de terra após o mau tempo também prejudicou o trabalho de resgate, disseram autoridades de Baiyin.
Comoção
As mortes geraram comoção nas redes sociais chinesas, com as críticas direcionadas principalmente ao governo de Baiyin e descontentamento com a falta de planejamento de contingência.
"Por que o governo não leu a previsão do tempo e não fez uma avaliação de risco?" um comentarista escreveu. "Esta é uma calamidade totalmente provocada pelo homem. Mesmo que o tempo seja inesperado, onde estavam os planos de contingência?"
Na entrevista coletiva, os oficiais de Baiyin se desculparam, dizendo que estavam tristes com a morte trágica dos corredores e que eles eram os culpados.
O governo provincial de Gansu montou uma equipe de investigação para investigar melhor as causas das mortes, informou o Diário do Povo.
*Com informações das agências AFP e Reuters.
Otaviano Costa: Ganho mais dinheiro na internet
Dois anos após deixar maior emissora do país, o apresentador avalia carreira na internet e fala sobre bastidores da TV
Um verdadeiro canivete suíço da televisão, Otaviano Costa pavimentou seu caminho como apresentador ao topar tudo o que foi jogado em sua direção: começou com VJ na MTV – quando a profissão era sonho de qualquer jovem dos anos de 1990 –, mas foi também ator de novela, fez personagem na reedição da Escolinha do Professor Raimundo e dublou desenho da Disney. Quando esteve na Rede Globo, foi paciente, permeou os programas de emissora por dez anos, de Amor & Sexo ao Vídeo Show, até finalmente ganhar o próprio, Tá Brincando, que estreou em 2019. A vitória, no entanto, teve gosto agridoce: "A Globo era cada vez mais uma só Globo, enquanto eu queria ser muitos Otavianos".
A falta de liberdade para tocar o quadro e a incerteza com a estreia da segunda temporada foram o estopim para romper o contrato de trabalho, que ainda tinha um ano de validade, e se atirar na internet. No início utilizou o YouTube para dar vazão ao que saia de um estúdio novinho que ele construiu no Rio de Janeiro. Depois entrou o Uol e o programa Otalab, transmitido ao vivo todas as quintas-feiras pelo portal de notícias.
Hoje, com os influencers Whindersonn Nunes e Felipe Neto como exemplo, o apresentador diz controlar o próprio destino. Em entrevista ao Trip FM, Otaviano fala em detalhes da mudança na carreira e conta sobre os bastidores da televisão, a família e comenta o momento atual do Brasil. Ouça o programa no Spotify, no play abaixo ou leia um trecho da entrevista a seguir.

Trip. Você traçou uma estratégia e um plano de carreira e acabou chegando no lugar que para muita gente é o topo, apresentar um programa na Rede Globo. Aí, por uma iniciativa sua, decidiu sair. Como foi isso?
Otaviano Costa. Foram dez anos muito legais na Globo. Fui muito feliz lá em todos os projetos, do Amor & Sexo ao Vídeo Show. As novelas também: escolas de dramaturgia ao lado de professores enormes. A emissora estava num momento de transformação e eu também estava inquieto. Brinco que a Globo estava se tornando uma só Globo e eu estava me tornando muitos Otavianos. Quando pedi um novo desafio, porque estava há cinco anos na bancada do Vídeo Show, esperava ganhar um programa em que pudesse mostrar essa multiplicidade: cantar, dançar, brincar, interpretar e chorar. Mas o Tá Brincando me embalava. Eu tenho muita energia, sou movido muito pelo que faço. Foi quando decidi sair e planejei a construção de um estúdio. Entendi que a minha felicidade era uma balança muito maior, independentemente da questão do dinheiro. Essa foi a decisão mais movida pela felicidade da minha vida. Em menos de dois anos realizei coisas incríveis que nem nos meus melhores sonhos poderia imaginar que alcançaria dessa maneira.
É engraçado porque talvez uma das suas principais qualidades foi também algo que atrapalhou, que é o fato de você ser bastante eclético, talvez não se encaixando em gaveta nenhuma. Faz algum sentido isso? Faz, mas o mundo se transformou. Eu tenho minha banda, atuo na novela, faço dublagem para a Disney, trabalho como locutor na rádio.... Lá atrás isso virou um problema porque realmente teve um momento que falei: tenho que ser comunicador. Quando eu estava atuando em Salve Jorge, tive vontade de sair da Globo para poder me dedicar como comunicador. Foi quando comecei no Amor & Sexo. A escola da multiplicidade de talentos é muito melhor explorada nos Estados Unidos. Acho que esse estilo se cruza com o Brasil na internet. Olha o que o Whindersson Nunes está fazendo: filme, cantando músicas sérias e lindas, faz o digital, faz chorar e faz rir. Ele pode ser ele. Essa galera reinventou o modelo do entretenimento.

É inevitável perguntar. Você consegue manter o salário que tinha dentro de uma instituição como a Globo? Consigo ganhar mais porque tenho todo um modelo de negócio sob o meu guarda-chuva. Quando eu tinha um programa como apresentador, com um baita salário, eu ficava suscetível aos outros. Hoje eu tenho uma agência que administra minha carreira e a da Flávia [Alessandra]. É incrível porque o dinheiro também mudou de lugar, de prateleira. Tem um dinheiro que não está indo mais para a TV aberta. E eu entendi que aqui fora posso gerar muito mais negócios, livre de um contrato.
A gente está falando de um lugar de privilégios. Há muita gente morrendo, milhões de desempregados, um desgoverno maluco. Como que isso o afeta, você que é um cara de natureza positiva? Sinto muita tristeza. Acho que o debate político se esvaziou, a bipolaridade ganhou tons de agressividade. Muita gente que ainda morre e muita gente que eu vi morrendo perto de mim. Muita gente quebrada, muita gente sem futuro e perspectiva e a politicagem feita em cima da ciência. Tem dia que a gente acorda sem energia, mesmo nesse local absolutamente abençoado, privilegiado, com tudo do bom e do melhor. Você vê as barbaridades que são ditas por todos deste desgoverno, o silêncio do Congresso durante o pior momento da pandemia. Sabe que eu fico imaginando como será isso em outros países que têm pelo menos uma ética cidadã. Tão triste ver a ciência sendo combatida com brutalidade. A discussão perdeu a graça. Eu, que sempre gostei de falar de política, não me vejo representado pelo Bolsonaro.


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