É a prova de que ele está decidido a ir ATÉ O FIM e FECHAR o PAÍS
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EVA WILMA foi minha PRIMEIRA NAMORADA Por Joaquim Ferreira dos Santos
Após ato com Bolsonaro, Exército vai mandar Pazuello para a reserva
Jair Messias FOI ALÉM do SUPORTÁVEL __________ e continua AVANÇANDO. _________________________ Há claras mostras do AUMENTO perigosíssimo dos RISCOS que corremos todos nós. _________________ HÁ MUITO MAIS no que aconteceu domingo do que apenas OUTRO gesto TRESLOUCADO do psicopata. ________________________________________ É a prova de que ele está decidido a ir ATÉ O FIM e FECHAR o PAÍS. __________________________________ Será que irá chegar à conclusão de que chegou a hora? _____________________________________________ E esse é o grande risco, o perigo imenso que paira sobre o país.
Zélia Duncan sobre passeios de moto de Bolsonaro: Comemorando nosso LUTO ou nossa FOME ?
Bolsonaro só não desfila de JUMENTO pelas ruas porque NÃO consegue montar EM SI MESMO
CNN repudia agressão a repórter e Jean Wyllys ‘aconselha’ emissora a repensar espaço para a extrema direita
Bolsonarista Felipe Melo faz “arminha” no jogo com o SP e é detonado nas redes
ÍNDIA tem SURTO de FUNGO MUCORMICOSE ou "FUNGO NEGRO" em meio à PIORA da pandemia de Covid e quase 400 mil mortos
O que explica a NOVA CRISE HÍDRICA e quais RISCOS ela traz para o Brasil?
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Após ato com Bolsonaro, Exército vai mandar Pazuello para a reserva

247 - O Comandante-geral do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, vai enviar o general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello para a reserva. Reunida neste domingo, a cúpula tomou a decisão após o general da ativa participar de uma manifestação política a favor de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, sem máscara e num gesto de incentivo a aglomerações. O entendimento é que ele precisaria ter avisado as Forças Armadas antes de comparecer a um ato político.
Com a ida ao ato político, Pazuello feriu o Regulamento Disciplinar do Exército, que prevê punição para quem “manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”. O artigo 24 do Regimento prevê seis tipos de punição, “advertência”; “impedimento disciplinar”; “repreensão”; “detenção disciplinar”; “prisão disciplinar”; e “licenciamento e a exclusão a bem da disciplina".
O general também poderia se enquadrar em outras transgressões como "desrespeitar, retardar ou prejudicar medidas de cumprimento ou ações de ordem judicial, administrativa ou policial, ou para isso concorrer", "portar-se de maneira inconveniente ou sem compostura"; "frequentar lugares incompatíveis com o decoro da sociedade ou da classe" e "desrespeitar, em público, as convenções sociais".
Em nota publicada mais cedo neste domingo, o site O Antagonista havia antecipado que a cúpula do Exército avaliava publicar nesta segunda-feira (24) portaria de transferência de Eduardo Pazuello para a reserva, mas com data retroativa de sexta-feira 21. Seria uma saída para evitar a abertura de processo disciplinar pela participação do general da ativa em ato político, ao lado de Jair Bolsonaro.
Nunes Marques, Fachin e Gilmar votam para invalidar delação de Cabral. Barroso diverge

Da Agenda do Poder – O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, acompanhou a divergência aberta pelo ministro Gilmar Mendes e votou no sentido de tornar sem efeito a decisão que homologou o acordo de delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, sem analisar abstratamente a legitimidade da Polícia Federal para celebrar acordo de colaboração premiada — o caso está sendo apreciado pelo Plenário virtual desde a última sexta (21/5), em sessão que se encerra em 28 de maio.
Essa era a questão preliminar que tinha sido suscitada pelo relator do caso, o ministro Luiz Edson Fachin, a pedido da Procuradoria-Geral da República. Se a preliminar sobre a legitimidade for superada, o voto de Gilmar — acompanhado por Nunes Marques — é para dar provimento ao agravo regimental e reformar a decisão que homologou o acordo de colaboração premiada firmado entre Cabral e a Polícia Federal.
O relator, Fachin, acolheu a preliminar suscitada pela PGR e concordou que é necessária a anuência do Ministério Público nos acordos firmados pela Polícia. Como isso não ocorreu no caso, fica sem efeito a homologação. Se ficar vencido na preliminar, no mérito, sustenta então que o acordo foi firmado em conformidade com os precedentes do STF e com os dispositivos legais aplicáveis — sendo válido, portanto.
Ao acompanhar parcialmente o voto do relator Fachin, o ministro Luís Roberto Barroso, por sua vez, rejeitou recurso da PGR por entender que a PF pode fechar acordos de delação premiada, sem oferecer benefícios que sejam de prerrogativa do MP. Por isso, mantém a delação, mas deixando claro que isso não obriga a abertura de inquéritos a partir das informações prestadas pelo delator.
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CNN repudia agressão a repórter e Jean Wyllys ‘aconselha’ emissora a repensar espaço para a extrema direita

247 - A CNN repudiou nas redes sociais os xingamentos de bolsonaristas contra um repórter da emissora durante ato no Rio de Janeiro neste domingo (23).
O repórter acabou precisando sair da manifestação escoltado pela polícia para não ser agredido, aos gritos de “lixo”.
Os apoiadores de Bolsonaro também levantaram a hashtag #CNNlixo no Twitter.
“A CNN Brasil repudia todo tipo de agressão.
Acreditamos na liberdade de imprensa como um dos pilares da democracia.
Os jornalistas têm direito constitucional de exercer sua profissão de forma segura, para noticiarem fatos, dentro dos princípios do apartidarismo e da independência”, diz a postagem na conta oficial do canal.
Em resposta ao comunicado, o ex-deputado federal Jean Wyllys fez um alerta:
“Aproveita e repensa o tanto de espaço dado a “analistas” de extrema-direita que estimulam esse comportamento fascista contra a imprensa livre”.
A emissora tem em seus quadros de comentaristas fixos o jornalista bolsonarista Alexandre Garcia.
Outros internautas lembraram do nome de Garcia nas respostas ao tuíte.
“Duas palavras: Alexandre Garcia”, escreveu uma seguidora.
“Ajudam o ovo da serpente chocar!”, postou outro.
"O que diz Alexandre Garcia sobre o que ocorreu hoje ??", indagava ainda uma terceira postagem.
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Bolsonarista Felipe Melo faz “arminha” no jogo com o SP e é detonado nas redes

247 - Felipe Melo está sendo criticado no Twitter neste domingo (23) após o jogo com o São Paulo, em que o Palmeiras perdeu por 2 a 0 do São Paulo.
O motivo, no entanto, não é o desempenho do jogo: os internautas apontam que ele fez sinal de arminha com a mão enquanto tocava o hino nacional em campo.
O jogador é apoiador de Jair Bolsonaro e o sinal de arma virou símbolo do bolsonarismo no Brasil.
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Chefe da PM-RJ cobra máscaras de soldados, mas posa sem com Bolsonaro

Por Guilherme Amado, Metrópoles - O comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Rogério Figueredo, posou sem máscara para uma foto com Jair Bolsonaro (sem partido), na manhã deste domingo (23/5), após evento na cidade que gerou aglomeração.
Figueredo deveria, por lei, estar usando a proteção, assim como o presidente. Todo brasileiro é obrigado a usar a máscara em território nacional para se proteger da Covid-19, conforme imposição sancionada pelo próprio Bolsonaro.
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Jair Messias foi além do suportável – e continua avançando - Eric Nepomuceno
Por Eric Nepomuceno

Por Eric Nepomuceno, para o Jornalistas pela Democracia
O que se viu nas ruas do Rio de Janeiro neste domingo 23 de maio tem vários significados.
E dois deles são especialmente gritantes.
Primeiro:
NINGUÉM, ao menos na atual etapa do caos vivido por todos nós, tem capacidade de CONTER Jair Messias em sua escalada cada vez mais descontrolada.
Só há um meio de classificar semelhante comportamento do presidente de um país que enfrenta a tragédia sem precedentes que enfrentamos:
perdeu de vez a noção da realidade.
Não se trata apenas de outra clara amostra de seu desequilíbrio, de sua irresponsabilidade, de sua capacidade de debochar não apenas da tragédia, mas da perda de meio milhão de vidas.
É muito mais grave que isso.
Vai além de ser uma atitude criminosa de um desequilibrado sem remédio:
é a prova de que ele está decidido a ir até o fim e fechar o país.
Fez o que fez, e continuará fazendo, escudado na certeza absoluta da impunidade.
Conta com a adesão da súcia que está sempre a postos ao seu redor, com a cumplicidade dos milhares de oriundos da caserna – muitos ainda na ativa – que espalhou pelo governo, todos e cada um deles recebendo generosos acréscimos aos seus soldos, conta com o apoio e a participação de uma parcela da opinião pública, minoritária mas suficientemente irresponsável e cúmplice para ir às ruas aplaudi-lo.
E se sente fortalecido.
Tudo isso ficou claro uma vez mais.
O segundo significado, porém, é preocupante e traz uma dúvida que deverá se reforçar cada vez mais.
Será que, em seus devaneios cada vez mais desvairados, Jair Messias se deixará convencer de que, depois do que viu no Rio, tem espaço e condições para avançar ainda mais e botar seu bloco na rua – no caso, o bloco que mistura policiais militares, milicianos e parte das Forças Armadas?
Será que irá chegar à conclusão de que chegou a hora?
A esta altura, é difícil concluir que tudo não passa de bazófia de um POLTRÃO que se sente cada vez mais acossado.
É isso e muito mais.
É, de maneira clara e evidente, outra mostra de que para Jair Messias não exista quem ponha limites às suas atitudes.
Que não há quem diga até que ponto seus gestos são suportáveis e admissíveis.
E esse é o grande risco, o perigo imenso que paira sobre o país.
Frente ao risco de ser escorraçado no ano que vem, ele testa o espaço que tem para fechar tudo, a começar pelas urnas eleitorais.
Por fim, um dado paralelo merece toda a atenção: ao lado de Jair Messias estava o general da ativa Eduardo Pazuello.
Ou seja, um integrante do mais alto grau do Exército brasileiro.
A ousadia do seu deboche público conta com o respaldo de seus colegas de farda?
Haverá alguma reação do alto comando do Exército?
Se fosse um oficial da reserva, já seria um gesto perigoso por misturar ainda mais a imagem militar à de um Genocida.
Acontece que ele continua na ativa, ou seja, deveria cumprir o que está nas regras e determinações da arma à qual continua plenamente integrado.
Pazuello, cúmplice principal da tragédia brasileira, vai ter que responder à CPI do Genocídio.
Poderá mentir de novo, compulsivamente.
Escapará impune?
E, o principal:
mentirá aos seus superiores de farda com a mesma DESFAÇATEZ que mentiu aos senadores?
Há muito mais no que aconteceu domingo do que apenas outro gesto tresloucado do psicopata que ocupa a presidência deste país trucidado:
há claras mostras do aumento perigosíssimo dos riscos que corremos todos nós.
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Bolsonaro só não desfila de jumento pelas ruas porque não consegue montar em si mesmo - Ricardo Nêggo Tom
Por Ricardo Nêggo Tom
Lá vem ele! Todo prosa, exibindo a sua face escabrosa, crente que tá abafando.
O mito dos horrores segue instando que um pedido de impeachment seja instaurado contra ele.
Em plena pandemia, segue contrariando as recomendações sanitárias e debochando dos mais de 440 mil mortos pela covid.
Exibicionismo de quem tenta demonstrar que está acima do bem e do mal, mas que também pode significar um pedido de socorro.
Freud explica.
Acuado, tenta atacar.
Inábil, exagera no otimismo e atrai para si uma iminente desdita nas próximas eleições.
Jair Bolsonaro acredita que as suas aparições (ou seriam obsessões) em público, sem máscara e promovendo aglomerações, servem para testar a sua popularidade e confrontar as últimas pesquisas que apontam Lula como favorito em 2022.
Neste domingo, ele veio ao Rio de Janeiro para se reunir com motociclistas e desfilar pelas ruas da cidade guiando a sua motoca.
Corre à boca miúda, que quando um seguidor sugeriu que fosse feito um “cavalinho de pau” – uma manobra onde a moto é suspensa, simulando uma montaria – a moto disse que era arriscado demais.
Aliás, Bolsonaro só não desfila de jumento pelas ruas, porque não consegue montar em si mesmo.
De todas as estultices que pensa, fala e faz, Bolsonaro dobra a aposta, desafiando a todos e colocando acima de tudo a sua vaidade.
Ególatra convicto, viu no cargo de chefe maior de uma das maiores economias do mundo, a chance de brincar de ditador.
Um sonho de criança que foi frustrado com o seu desligamento do Exército.
Ele acredita ser amado e temido, quando, na verdade, ele é apenas a frequência da estupidez e da ignorância, através da qual o seu “gado” entra em SINTONIA e satisfaz a obscuridade que se manteve guardada por muito tempo dentro de suas mentes e corações.
Não temos um presidente.
Temos um espírito obsessor que ataca o povo brasileiro dia e noite com a sua presença e atitude negativas, comprometendo a nossa existência de todas as formas possíveis.
Não há mais o que falar a respeito de Bolsonaro.
O próprio já deve estar de saco cheio dele mesmo.
Ele deve passar horas tentando inventar uma nova maneira de chocar a sociedade.
Essa é a sua política de governo.
Vamos aguardar para saber onde será a sua próxima exibição e qual o grupo social a lhe prestar apoio.
Pode ser que ele surja de tocha acesa em punho, desfilando para os aplausos da Ku Klux Klan de Porto Alegre ou erguendo uma lata de “leite moça” – tal qual fez com uma caixa de cloroquina – para o deleite dos viciados na iguaria.
Ele também ir à Goiás, se encontrar com os apreciadores da picanha de 1.799 reais o quilo, que ele degustou recentemente em um churrasco pago com dinheiro público, enquanto milhões de brasileiros saboreiam o gosto da fome durante a pandemia.
Opções e cara de pau não lhe faltam.
E é bom que aproveite enquanto pode.
2022 é logo ali e Lula estará lá, na presidência que hoje é ocupada por um déspota nem um pouco esclarecido, que, a cada dia que passa, acrescenta mais um balde de lama e uma pá de cal sobre o seu próprio destino.
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Índia tem surto de fungo em meio à piora da pandemia de Covid e quase 400 mil mortos
País tem hoje a maior média de mortes e de casos de Covid diárias do mundo, superando a marca de quatro mil óbitos por dia e vive problemas com a vacinação da população

Sputnik - Neste domingo (23), Arvind Kejriwal, ministro-chefe de Deli, anunciou que o lockdown na capital da Índia foi prorrogado até o dia 31 de maio como parte da estratégia para garantir que as infecções por COVID-19 continuem a diminuir.
A declaração do ministro foi dada em entrevista publicada pelo jornal local Press Trust of India.
"Consultei muitas pessoas e a opinião geral favoreceu a prorrogação do bloqueio por uma semana.
Portanto, o governo de Nova Deli decidiu que o lockdown será estendido até as 05h00 [20h30 no horário de Brasília] de 31 de maio", disse Kejriwa, que especificou que a capital indiana confirmou cerca de 1,6 mil novas infecções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas.
Nova Deli é um dos centros urbanos mais populosos do mundo, com cerca de 30 milhões de habitantes em toda a região metropolitana que compõe o território.
Desde o início da pandemia a região teve 1.415.219 casos de COVID-19 e 23.013 mortes causadas pela doença.
Esta é a quinta vez que as autoridades locais prolongam as restrições sociais em Nova Deli.
A extensão anterior estava programada para expirar na segunda-feira (24).
O lockdown foi iniciado na região em 19 de abril, em meio ao pico de casos de COVID-19 na Índia.
As restrições impuseram o fechamento de comércios como restaurantes, lojas de produtos não alimentícios e centros comerciais.
As empresas privadas foram instruídas a instaurar regimes de trabalho remoto.
Além disso, as autoridades proibiram reuniões e aglomerações, impondo limites ao número de passageiros no transporte público.
Das 22h00 (14h30 no horário de Brasília) às 05h00 (20h30 no horário de Brasília) funciona um toque de recolher na capital indiana.
Desde a primeira instauração do lockdown houve alguns alívios.
Determinados locais foram autorizados a retomar o trabalho, incluindo organizações governamentais, hospitais, polícia e bombeiros, supermercados, bancos, fornecedores de serviços públicos e provedores de Internet.
Situação da Índia em relação ao mundo
A Índia tem hoje a maior média de mortes diárias do mundo, superando a marca diária de quatro mil óbitos.
A média de casos diários no país também é a maior do planeta, mas vêm caindo nas últimas semanas.
No dia 8 de maio, a média de casos chegou a quase 400 mil, e caiu para cerca de 260 mil no sábado (22).
Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, a Índia acumula mais de 28 milhões de casos de COVID-19 e quase 300 mil mortes causadas pela doença.
Em número de casos, o país está atrás apenas dos Estados Unidos, que também têm mais mortes que o país asiático.
Em número de óbitos, além dos EUA, a Índia está atrás apenas do Brasil.
A vacinação contra a COVID-19 na Índia, que tem a segunda maior população do planeta, com quase 1,4 bilhão de pessoas, aplicou a primeira dose de um imunizante em cerca de 150 milhões de pessoas.
Conformo o painel do site Our World in Data, em número de doses aplicadas o país asiático está atrás apenas de EUA e China, mas ainda está longe de alcançar números significativos de imunidade coletiva em números proporcionais à população.
Casos de 'fungo negro' crescem na Índia e são quase 9 mil
A Índia registrou mais de 8,8 mil casos de infecção por um fungo com alta taxa de mortalidade, conhecido como mucormicose ou "fungo negro", informou neste domingo (23) Sadananda Gowda, ministro indiano de Produtos Químicos e Fertilizantes.
Gowda usou as redes sociais para atualizar a situação sobre a doença, detalhando as ações do governo para deter o fungo.
Após uma revisão detalhada do número crescente de casos de Mucormicose em vários estados, um total de 23.680 frascos adicionais de Anfotericina B [medicamento antifúngico] foram alocados para todos os estados/territórios hoje [domingo, 23].
A alocação foi feita com base no número total de pacientes, que é de aproximadamente 8.848 em todo o país.
De acordo com os dados fornecidos pelo ministro, o estado com o maior número de infecções com o fungo é Gujarat com 2.281 casos, seguido de perto por Maharashtra, com 2.000.
Outros estados gravemente afetados incluem Andhra Pradesh, Madhya Pradesh e Rajastão.
A atual situação da Índia é delicada, uma vez que o país asiático tenta controlar um pico de COVID-19 que atualmente mantém uma média de mais de 4.000 óbitos diários, conforme dados do site Our World in Data.
A mucormicose é uma infecção fúngica rara, com mortalidade que gira entre 50% e 94%, dependendo do estágio da doença.
O fungo pode se manifestar após o contato de esporos de fungos no ambiente ou após o fungo entrar na pele através de um corte, arranhão ou queimadura.
Pessoas com diabetes e com sistema imunológico comprometido, incluindo aqueles em recuperação de COVID-19, correm maior risco de contrair a infecção do fungo preto.
O embaixador indiano na Rússia, Venkatesh Varma, disse anteriormente que os médicos indianos estão em consulta com especialistas russos a respeito de possíveis métodos de tratamento da mucormicose.
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Zélia Duncan sobre passeios de moto de Bolsonaro: Comemorando nosso luto ou nossa fome?
Pelas redes sociais, a cantora, compositora e escritora Zélia Duncan reagiu com indignação à convocação de uma nova aglomeração por Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro

“O presidente tá comemorando o que, com esse giro de moto pelo Brasil? Nosso luto, ou nossa fome?”, indagou a cantora, relacionando às 446 mil mortes pela Covid-19 e aos mais de 19 milhões que passam fome em meio à pandemia.
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O que explica a nova crise hídrica e quais riscos ela traz para o Brasil?
Os reservatórios de hidrelétricas no Brasil registram baixo volume de água, em razão da incidência de chuvas abaixo do esperado

Sputnik Brasil - Segundo o governo federal, o Brasil está diante da maior crise hídrica em quase um século, o que pode ter efeitos sobre a geração e distribuição de energia. Para explicar as causas, consequências e possíveis soluções para o problema, a Sputnik Brasil conversou com uma pesquisadora do setor.
Os reservatórios de hidrelétricas no Brasil registram baixo volume de água, em razão da incidência de chuvas abaixo do esperado. No início de maio, em entrevista ao site Poder360, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, classificou a situação como a maior crise hídrica desde 1931 e sinalizou que todas as termelétricas brasileiras serão acionadas, tendo em vista que o país entrou no período seco - com menos chuvas - que deve durar até novembro. As mais de cem termelétricas no Brasil utilizam óleo, carvão, gás natural e biomassa para gerar energia e costumam ser utilizadas para compensar demandas não atendidas pelas hidrelétricas.
Albuquerque afirmou ainda que os níveis dos reservatórios preocupam desde outubro do ano passado e que o uso das termelétricas já ocorria ao longo desse período para preservar os níveis de água. Além disso, usinas com gás importado da Argentina e Uruguai também foram acionadas. Ainda segundo o ministério, o risco de racionamento foi afastado pelas medidas, apesar de que a conta de luz das famílias deve aumentar devido ao acionamento das termelétricas.
O atual volume útil de reservatórios nas regiões Sudeste e Centro-Oeste é pior que os índices de maio de 2015, ano em que uma crise semelhante ocorreu, conforme dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Esses mesmos dados são os que apontam que o período entre setembro de 2020 e abril de 2021 foi o de menor incidência de chuvas nas regiões onde estão as hidrelétricas desde 1931, quando essas informações começaram a ser colhidas.
Diante da crise hídrica, que pode gerar problemas de energia no Brasil, o governo brasileiro montou uma sala de situação para monitorar o problema. A primeira reunião do grupo ocorreu na quinta-feira (13). A sala de situação pretende desenhar um plano de ação para reduzir a vazão nos reservatórios e evitar que o Brasil passe a racionar energia em meio à pandemia da COVID-19.
Risco de racionamento
Para Heloísa Firmo, engenheira civil do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apesar das medidas do governo, há um risco real de a atual crise levar a situações de racionamento de energia no Brasil.
"Há risco de racionamento de energia no Brasil, sim. Hoje em dia, por conta dos últimos anos, a gente no Brasil tem tido muita restrição quanto a reservatórios de regularização. E o que é regularizar? É tornar regular. E para tornar regular a vazão de um rio é necessário um reservatório. Com o passar dos anos, nos últimos dez, 20 anos a gente passou a construir reservatórios, usinas, como a gente chama, a fio d'água, com reservatório muito pequeno ou praticamente sem reservatório", explica a pesquisadora em entrevista à Sputnik Brasil.
Conforme detalha a professora, com esses tipos de reservatórios, o Brasil tem uma capacidade reduzida de resistir a um período sem chuvas, de quatro a cinco meses, sendo que essa capacidade chegou a ser de até três anos.
"Com o passar dos anos o aumento do número de usinas a fio d'água, em detrimento de usinas com grandes reservatórios, fez com que o sistema elétrico ficasse mais vulnerável. Então, eu diria que há risco, sim, de racionamento de energia no Brasil, de falta de energia", reforça.
Firmo aponta que o termo mais correto para o risco oferecido pela situação atual seria não de um racionamento, mas de uma racionalização, com cortes programados e pontuais. Mesmo assim, a professora da UFRJ salienta que uma eventual recuperação econômica no Brasil pode agravar o cenário.
"Qualquer retomada na economia vai gerar um aumento na demanda de energia. E aí, sim, acho que o risco de racionamento começa a aparecer mais. Porque, por enquanto, a economia está ainda bastante retraída por conta da pandemia da COVID-19", explica a professora, que lembra ainda que a crise hídrica pode se estender a outros setores para além do energético, como no agronegócio e no abastecimento das famílias.
Maior participação de energias renováveis
A pesquisadora salienta que o cenário atual está longe do que aconteceu em 2001 no Brasil, quando houve um racionamento radical de energia. Desde aquele período, que ficou marcado na memória de muitos brasileiros, o país introduziu novas fontes de geração de energia, diminuindo a dependência das hidrelétricas - cujo armazenamento em reservatórios deve terminar maio, inclusive, com o pior resultado desde 2001, segundo o governo.
"A entrada das fontes alternativas fez com que a gente tivesse uma diversificação maior, e em um certo sentido, aumentou o mix de plantas de energia. E isso é mais favorável do que em 2001 que foi quando houve aquele racionamento", diz a engenheira civil.
Apesar da diversificação, as hidrelétricas continuam produzindo mais da metade da energia consumida no Brasil. Segundo dados do governo federal, em 2021 o setor foi responsável por mais de 70% da energia consumida no país até agora, repetindo a média dos últimos anos.
A professora lembra que, apesar da ampla participação da energia hidrelétrica, houve aumento da participação de outras fontes renováveis no Brasil, como a energia eólica, que há dez anos não produzia e hoje chega a quase 10% da geração de energia do país. Firmo lamenta, porém, que ainda há pouco uso da energia solar, que poderia ser uma alternativa interessante para fortalecer a segurança energética brasileira em períodos sem chuvas. Ao longo de 2020, a energia solar representou apenas 1% da energia utilizada no país, abaixo ainda da termelétrica (15%) e da nuclear (2,4%).
"Não houve um estímulo nos últimos anos à energia solar. Se houvesse um estímulo maior, talvez a gente tivesse um pouco menos vulnerável a essa dependência hídrica, nesse sentido de energia hidrelétrica", aponta a professora.
A pesquisadora chama a atenção para a dificuldade de armazenamento do grupo das chamadas "energias intermitentes", como no caso da energia eólica e hidrelétrica. No caso da hidrelétrica, o armazenamento depende dos reservatórios, que ficaram menores no Brasil.
"Esse é um grande problema. Não adianta a gente só aumentar eólica e solar, se a gente não consegue armazenar essa energia. A hidrelétrica, como armazena? Nos reservatórios. Como a gente, hoje, tem menos reservatórios do que tinha em décadas anteriores, proporcionalmente, o sistema se torna mais vulnerável a não atender a demanda", diz.
Cuidado com a água e incentivo ao armazenamento de energia
A pesquisadora da UFRJ ressalta que a crise hídrica no Brasil tem amplas consequências, uma vez que a água, para além do consumo das pessoas, é fundamental na economia brasileira devido à intensa atividade agropecuária e à dependência hídrica do sistema de energia.
"É necessária uma gestão muito cuidadosa, muito parcimoniosa no uso da água, muito cuidado muita atenção. A água é um bem essencial para a vida e no Brasil ela é essencial ao processo produtivo e à geração de energia", aponta.
A pesquisadora também sinaliza uma possível solução para o ponto fraco das energias intermitentes como estão instaladas no Brasil, e sugere a ampliação do investimento em tecnologias de armazenamento.
"A gente deve realmente investir em sistemas de armazenamento de energia. Por exemplo, usinas hidrelétricas reversíveis ou mesmo baterias. [...] A hidrelétrica reversível é uma solução interessante quando você implementa uma usina, por exemplo, eólica junto com uma hidrelétrica reversível. E aí quando a eólica tem sobra de energia, essa hidrelétrica faz o armazenamento", diz.
Firmo deixa claro que o problema do armazenamento não existe apenas no Brasil, mas é uma demanda de um mundo que caminha na direção da transição energética, buscando novas fontes. Nas palavras da pesquisadora, em meio a esse processo, urge também o desafio de armazenar energia de fontes intermitentes quando não há consumo.
"Essas gerações das fontes intermitentes têm que vir acompanhadas com soluções para armazenamento. Essa é a minha recomendação: a gente aprender a armazenar energia, investir nisso, para fazer sistemas mais inteligentes", aponta a professora, que conclui acrescentando a necessidade de tecnologias de otimização dos recursos energéticos e hídricos.
A Sputnik Brasil tentou contato com o Ministério de Minas e Energia para comentar a situação, mas não recebeu retorno até o fechamento desta reportagem.
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Racismo algorítmico | Opinião - O Globo
Por Irapuã Santana
A discriminação racial é um problema que acompanha a população negra desde o século XVI, com o início do tráfico de pessoas escravizadas e o fundamento moral e religioso de que o negro não tinha alma. Com o passar do tempo, nossa condição de ser humano passou a ser reconhecida pela sociedade, mas, infelizmente, não atingimos o mesmo patamar de acesso a direitos e bens da vida que compreendem a dignidade da pessoa humana, previstos em nossa Constituição Federal.
Nesse percurso até os dias atuais, a forma de demonstração do racismo também foi evoluindo. Novas técnicas surgem e novas formas de exclusão nascem com elas. Em outras palavras, quando uma realidade é restrita na sua criação, quando há um foco para agradar um público específico, outro sem-número de pessoas fica de fora de todo o processo, restando prejudicado.
A título de exemplo, temos as fotos que todos gostamos de fazer e postar nas redes sociais, que tendem a representar de modo mais exato pessoas de pele mais clara que as de pele mais escura. Isso quer dizer que as máquinas fotográficas são racistas? Claro que não, mas elas foram feitas por seres humanos, e sua tecnologia acabou se tornando excludente de parcela significativa da população.
O uso de computadores, inteligência artificial e outras novidades técnico-científicas é muito importante, mas não pode ter um status de ser imparcial, infalível ou incontestável, porque se trata de uma construção com base num critério que exclui a população negra.
Um documentário extremamente interessante, “Coded Bias”, conta a história de uma pesquisadora do MIT, Joy Buolamwini, que descobriu falhas na tecnologia de reconhecimento facial. Basicamente, os programas desse tipo não identificam com precisão rostos de pessoas negras, o que levanta uma série de questionamentos acerca do uso dessa tecnologia pelo Estado e pela iniciativa privada. O principal ponto: qual seria a extensão de dano que esses algoritmos podem gerar em nossas vidas?
Outro ponto de grande repercussão sobre a população negra acerca do tema é a utilização desses programas para o reconhecimento de criminosos. Que tipo de acuidade é aceitável para isso ser um legítimo braço investigativo e punitivo do Estado?
Outro caso interessante, que não diz respeito à etnia, mas sim ao gênero, foi um relativo a certo cartão de crédito. Marido e mulher, casados em comunhão total de bens, sendo titulares das mesmas contas, tinham autorização para abertura de limite de seus cartões absolutamente díspares, chegando o homem ter duas vezes mais crédito que a mulher. A justificativa era que o algoritmo fazia esse trabalho.
Há outros tantos exemplos, como seleção de emprego, que expõem esse tipo de tratamento desigual exercido pelo programa.
Então, o que acontece?
O computador processa as informações disponíveis na sociedade e replica aquilo que aprende de maneira mais rápida tão somente. Portanto é preciso nos modificarmos enquanto sociedade antes de botarmos nossa fé nas máquinas.
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CRÔNICA DE SEGUNDA
Eva Wilma foi minha primeira namorada

Eva Wilma foi minha primeira namorada e eu não terei ciúme se outros tantos, neste momento em que choramos a sua morte, revelarem que também foi com ela a iniciação sentimental de cada um, aquele brotinho maroto que pelo tubo da televisão mandava uma piscadela com o aviso fundamental – o amor pode ser uma coisa leve, divertida, e se não for assim é hora de esperar um outro capítulo e tentar que assim o seja.
Eu era um garoto que dessa matéria não sabia muito além do narrado por Cely Campelo em “Estúpido cupido”, e era o que eu entendia quando via pela televisão as trapalhadas românticas de Eva Wilma com John Herbert em “Alô, doçura”. Amar não era só o derramamento de lágrimas com que se debulhava minha mãe, vítima das novelas sombrias da Rádio Nacional. Aquelas histórias da TV Tupi aproximavam de maneira inédita o amor com humor. “Dor” começava a ser uma rima exclusiva do samba-canção.
Foi no tempo do merthiolate e do mercurocromo, remédios que curavam todas as feridas do corpo, mas contra as da alma não havia emplastro ou biotômico que aplacasse os males do abandono ou da traição – e lá se ia o amor em decúbito dorsal, banhado em formicida com guaraná. Amar era uma tragédia sem fim. A Luta Democrática vendia mais quando a manchete era crime passional. Em meio a esse horror eu vivia a felicidade de namorar Eva Wilma, numa casinha de sapê a poucos quilômetros de distância do curtume onde a Fera da Penha tacava fogo na filha do amante que a abandonara.
Feliz do país que teve a modernidade amorosa divulgada na televisão pela vivacidade serelepe de Eva Wilma, uma mulher que aos meus olhinhos infantis parecia ter no toucador toda a linha de produtos mais avançados da cosmética feminina, usar Pond’s para amaciar a cútis, Cilion para fortalecer os cílios e evidentemente não lhe faltavam os poderes de perfume embriagador do trio maravilhoso (talco, sabonete e colônia) Regina.
Eu seria desonesto se não confessasse que naqueles mesmos ano eu flertava com as certinhas do Lalau, as garotas do Alceu, as normalistas do Instituto de Educação, as vedetes do Carlos Machado e especialmente com Rose Rondelli, a Miss Campeonato da Rádio Mayrink Veiga. Mas era só pulsação sexual. Eva Wilma, embora bonita, seduzia por outros valores que não os da garota enxuta. Tinha um quê de esperteza no jeito de aturar o machismo do John Herbert, demonstrava em cena um it que para sempre me seria irresistível – o das mulheres que zombavam, naquele momento ainda de soslaio, com um sorrisinho no canto da boca, de uma sociedade ridiculamente patriarcal e televisamente representada pelo seriado “Papai sabe tudo”.
Em minha foto preferida Eva Wilma não está num estúdio de televisão ou num palco de teatro, mas no meio da rua, no papel de apenas mais uma mulher brasileira. É aquela em que aparece na passeata dos cem mil, em junho de 1968, e forma de mãos dadas com Leila Diniz, Norma Bengel e Tônia Carrero, uma comissão de frente do protesto contra a ditadura militar. Estão todas de minissaia, absolutamente irresistíveis e poderosas, marchando contra a caretice e a opressão. Foi uma grande atriz e, discretamente, sem discurso, na vida real afirmou a força das pautas femininas. Eva Wilma morre num momento em que os jornais vão republicar aquela foto e a atualidade das faixas contra a censura, pedindo liberdade, é de arrepiar.
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