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Precursor do Soul no Brasil, Cassiano morre de Covid-19 aos 77 anos
Novo normal: _________________________ cuidados para evitar a propagação do coronavírus no dia a dia
Máscara PFF2/N95: __________________ é DESCARTÁVEL? Posso REUTILIZAR? ___________ Tire suas dúvidas
Limpeza é importante, mas máscaras e distância são o que GARANTEM proteção
ACOSSADO pela CPI, Bolsonaro diz que DECRETO CONTRA medidas de RESTRIÇÃO está pronto.
Bancos oferecem imóveis com até 75% de desconto em leilões; vale a pena comprar?
O que a Folha pensa: _________________ Chega de barbárie ___________________ Morticínio policial no Rio é mais um exemplo da estupidez da guerra às drogas
Jean Wyllys rebate editorial do Estadão sobre chacina do Jacarezinho: "vergonhoso e imoral"
Acossado pela CPI, Bolsonaro diz que decreto contra medidas de restrição está pronto

247 - Jair Bolsonaro voltou a ameaçar publicar um decreto contra as medidas de isolamento para reduzir o contágio do coronavírus adotadas pelos estados.
Durante evento que liberou o tráfego na ponte sobre o Rio Madeira, na BR-364, no Distrito de Abunã, em Rondônia, Bolsonaro disse que lamenta as mortes da pandemia, mas que isso não pode justificar o fechamento da economia.
“Se baixar o decreto, que já está pronto, todos cumprirão. Não se justifica, daqui para frente, fechar qualquer ponto do nosso Brasil. Quem abre mão de parte de sua liberdade em troca de segurança acaba, no futuro, sem liberdade e segurança”, disse.
Em tom de convocação, Bolsonaro afirmou ainda que a população é o “grande Exército brasileiro” e garantiu que seus apoiadores “darão a vida pela liberdade”.
Nova ameaça de Jair Bolsonaro ocorre em meio às investigações da CPI da Covid sobre os crimes do governo na pandemia. Em depoimento à comissão, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não respondeu se é favorável ao uso da cloroquina para o tratamento contra a Covid-19, como defende Bolsonaro. "Não faço juízo de valor. É questão de natureza técnica. Isso não é minha competência", afirmou.
"Me arrependo até o último fio de cabelo", diz Rosangela Moro sobre voto em Bolsonaro

247 - Rosangela Moro, esposa do ex-juiz Sergio Moro, declarado parcial e suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), publicou foto no Instagram na noite desta quinta-feira (6) em frente à Fontana di Trevi, em janeiro de 2020.
Na legenda, Rosangela escreveu: "se soubéssemos que o mundo ia passar por essa pandemia horrível, eu teria feito outro pedido quando lancei minha moedinha na fonte". De acordo com a tradição, joga-se uma moeda na Fontana di Trevi para garantir uma nova visita a Roma, na Itália. Para se apaixonar na cidade, joga-se duas e, para casar, três.
Nos comentários, uma usuária rebateu Rosangela: "bastava não ter votado em Jair Bolsonaro". "Me arrependo até o último fio de cabelo!", respondeu então a esposa do ex-juiz. Em fevereiro de 2020, no entanto, Rosangela disse ser "pró-governo federal" e afirmou que seu marido e Bolsonaro eram "uma coisa só".
ONU condena chacina de Jacarezinho e quer investigação imparcial

247 - O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos condenou a chacina que deixou 25 mortos durante uma ação da Polícia Civil na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (6). O porta-voz da ONU, Ruppert Colville, cobrou para que “o Ministério Público realize uma investigação imparcial, completa e independente sobre o caso, seguindo os padrões internacionais”.
De acordo com reportagem da coluna do jornalista Jamil Chade, no UOL, a ONU disse considerar o caso como "especialmente perturbador”, uma vez que existe uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibindo que operações do gênero sejam realizadas nas favelas durante a pandemia de Covid-19.
Colville também afirmou que o massacre confirma o uso excessivo de força por parte das forças de segurança e que o modelo de policiamento nas comunidades deve ser repensado. "Relembramos às autoridades brasileiras que o uso da violência deve ser usado apenas quando estritamente necessário e que deve sempre respeitar o princípio da legalidade, precaução e proporcionalidade", disse.
"Também pedimos que haja uma discussão ampla e inclusiva no Brasil sobre o modelo atual de policiamento das favelas, que estão presas num ciclo vicioso de violência letal com dramático impacto em uma situação já difícil para a população", completou.
Em 2019, a alta comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, já havia criticado a violência policial e as violações dos direitos humanos no Brasil. No ano passado, o Comitê sobre Desaparecimentos Forçados cobrou do governo de Jair Bolsonaro explicações sobre a violência policial e o desmonte dos mecanismos de monitoramento e prevenção da tortura. Em 2020, parlamentares brasileiros denunciaram à ONU 69 casos de suspeita de execuções sumárias no país e pediu que as mortes fossem investigadas.
Precursor do Soul no Brasil, Cassiano morre de Covid-19 aos 77 anos

247 - O fundador do Brazilian Soul, cantor e compositor Cassiano morreu de Covid-19 aos 77 anos, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, 7. Ele estava internado desde o fim do mês passado no Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na capital fluminense.
O músico foi precursor da música Soul no Brasil e teve composições gravadas por Tim Maia, como "Primavera" e "Eu amo você", Alcione, Gilberto Gil, Marisa Monte, Djavan, Ivete Sangalo.
Ele nasceu em Campina Grande, na Paraíba, em 1943, e foi para o Rio em 1960, onde começou um trio de Bossa Nova. Como cantor, gravou poucos discos, mas foi precursor da música Soul no Brasil e teve composições gravadas por Tim Maia, como "Primavera" e "Eu amo você", Alcione, Gilberto Gil, Marisa Monte, Djavan, Ivete Sangalo.
Cassiano também influenciou o rapper brasileiro Mano Brown, do Racionais MC’s, que na música “Vida Loka pt. 2” menciona o compositor.

Lula se reúne com família de Rodrigo Pilha, preso após criticar Jair Bolsonaro

247 - O ex-presidente Lula (PT) esteve com a família de Rodrigo Pilha, militante do PT que foi preso após estender faixa chamando Jair Bolsonaro de genocida pela ingerência da pandemia da Covid-19, que já deixou mais de 400 mil mortos no Brasil. A informação foi divulgada pelo irmão de Pilha, Erico Grassi, em sua conta no Twitter, nesta sexta-feira, 7.
Na prisão, Pilha foi espancado e torturado na prisão e tem dormido no chão desde quando foi privado de sua liberdade, ao chegar no Centro de Detenção Provisória II, área conhecida como Covidão, em Brasília, local em que maus tratos a detentos são "práticas corriqueiras".
Entendendo Bolsonaro - Bolsonaro é produto de chacinas como a do Jacarezinho

Entendendo Bolsonaro
Colunista do UOL
07/05/2021 18h55
* Raphael Tsavkko Garcia
Chacina, massacre, extermínio. O episódio do Jacarezinho tem vários nomes e um só culpado, ou melhor, culpada: uma sociedade que criminaliza a pobreza, que se recusa a rever seu passado, a desmilitarizar e humanizar sua polícia, a exercer seu controle sobre os agentes de segurança, a legalizar as drogas e, enfim, a enxergar o outro — especialmente o vulnerável — como indivíduo detentor de direitos.
Nas redes, figura a batalha de sempre: de um lado, defensores dos direitos humanos lamentando e repudiando a chacina, do outro os que aplaudem a morte de 25 "bandidos" — como assegurado pelo vice-presidente Mourão. Uma batalha desigual em que, infelizmente, os direitos humanos constantemente saem derrotados.
É possível que parte dos 25 chacinados fossem realmente criminosos, mas isso pouco importa. Execuções sumárias em meio a uma ação ilegal (o STF proibiu tais ações durante a pandemia) e como vingança pela morte de um policial são, em si, inaceitáveis e além de quaisquer justificativas.
Um criminoso deve ser preso, julgado e então condenado - jamais executado, eliminado. Fala-se muito em "guerra", mas não há espaço para uma lógica de guerra do Estado brasileiro contra seus cidadãos, estejam eles cometendo crimes ou não.
E essa mesma sociedade dividida elegeu Bolsonaro que, curiosamente, esteve no dia anterior no Palácio das Laranjeiras com o governador Claudio Castro. Era o ex-governador Witzel quem celebrava o "tiro na cabecinha", mas seu vice-tornado-governador parece não ser muito diferente.
Witzel, é bom lembrar, foi eleito exatamente por seu discurso violento de confrontação e de "guerra". Como Bolsonaro.
A visita do presidente pode ter sido uma mera coincidência, rendeu notas de rodapé em sites diversos, mas os seus motivos estão longe de serem coincidência. A lógica que move parte importante da sociedade, a polícia e o poder público — que deveria ter o dever de proteger, mas que no fim age por vingança — é a mesma.
O que aconteceu no Jacarezinho é o que podemos chamar de "business as usual". Trata-se do modus operandi padrão das forças de segurança no Rio de Janeiro e que encontra eco (e aplausos) em diversos estratos sociais — parte importante deles que elegeu Bolsonaro.
Claro, não podemos esquecer que foi a então presidente Dilma que colocou o Exército em favelas, que o seu partido, o PT, apoiou de maneira entusiasmada as horríveis UPPs (e pouco fez enquanto parte de sucessivos governos do Rio de Janeiro para solucionar de fato o problema do tráfico de drogas, das milícias e dos extermínios).
Mas essas tentativas de aceno a parcelas violentas da sociedade não deram tantos frutos ao partido quanto os petistas gostariam. É Bolsonaro quem melhor encarna a figura do presidente durão que não recua diante de "bandidos" e que mata quando "necessário".
A família Bolsonaro foi rápida em atacar quem repudiou a chacina. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atacou Marcelo Freixo, também deputado federal (PSOL-RJ), enquanto seus irmãos Flávio e Carlos lamentaram a morte do policial na ação. Não são poucas as vozes que comentam que a operação policial no Jacarezinho beneficia diretamente as milícias — e a essa altura já são mais do que evidentes os elementos que aproximam os interesses desses ao da família do presidente.
O que aconteceu no Jacarezinho não é exatamente resultado das ações e discursos dos Bolsonaro, simplesmente porque ações violentas deste tipo partindo da polícia são comuns. O que podemos dizer com clareza, entretanto, é que Bolsonaro é resultado de Jacarezinhos, ele é a representação da chacina, do massacre, do extermínio. A ação policial, o seu consequente aplauso e a existência de Bolsonaro enquanto líder máximo da nação são parte do mesmo fenômeno social.
Inexiste diferença substancial entre bater palmas para a chacina e defender, de maneira consciente, cloroquina, "tratamento precoce" ou que a pandemia "não passa de uma gripezinha". São faces de um mesmo negacionismo, de um sentimento de potência justiceira que se manifesta em desejo de eliminação do outro. "Bandido bom é bandido morto", eis o grito daquele que nega seus próprios pecados, que repudia o fato de muitas vezes ser igual ao que tanto detesta. É o ódio colocado no espelho.
Em meio a tamanho caos, é difícil até mesmo superar a dor e propor alternativas. Uma delas seria a legalização das drogas — que não apenas geraria bilhões para os cofres públicos, como também renda para milhares ou milhões de pessoas. Uma quantia absurda de dinheiro que, como lembrou o ativista Raull Santiago, é usada para fazer chacina e destruição.
A família Bolsonaro é menos culpada pela chacina do Jacarezinho — como muitos tuitaram e postaram em redes sociais em justificada revolta — do que resultado dela. Resultado visível de um processo constante e histórico de desumanização e chacinas, de uma tremenda divisão de classes em que o andar de baixo tem sua humanidade negada e apagada.
No fim, estamos falando de um processo de retroalimentação em que o ódio é o combustível e o resultado é o sangue correndo por vielas estreitas e íngremes das favelas e o sufocamento nas camas de hospital por todo o país com um presidente que não apenas aplaude como é cúmplice e muitas vezes também autor da barbárie.
* Raphael Tsavkko Garcia é jornalista e doutor em direitos humanos pela Universidade de Deusto. Contribuiu para veículos como Foreign Policy, Undark, The Washington Post, Deutsche Welle, entre outros.
Governador do Rio injetou escárnio na chacina


Josias de Souza
Colunista do UOL
07/05/2021 11h47
Em qualquer lugar do planeta, uma operação destinada a executar 21 mandados de prisão que termina com três detidos e 28 mortos, entre eles um policial, resultaria na queda da cúpula da polícia. No Rio de Janeiro, a chacina é tratada pelo governador Cláudio Castro em nota oficial como uma ação normal, "pautada e orientada por um longo e detalhado trabalho de inteligência e investigação, que demorou dez meses para ser concluído". A manifestação do governador é burra, ofensiva e trágica. O texto injeta escárnio na tragédia da favela do Jacarezinho.
A burrice do governador poderia ser evitada com uma máquina de calcular. Se a polícia civil do Rio precisava prender 21 pessoas e levou para a cadeia apenas três, a taxa de sucesso da incursão feita no Jacarezinho seria de apenas 14,2%. Considerando-se que o número de pessoas que foram passadas nas armas (28) é superior à quantidade de ordens de prisão, pode-se afirmar que o índice de insucesso da operação foi de mais de 100%.
A nota oficial do governador evolui da desinteligência para a ofensa no trecho em que está escrito que é "lastimável que um território tão vasto seja dominado por uma facção criminosa que usa armas de guerra". Nesse ponto, Cláudio Castro insulta a inteligência alheia porque passa a impressão de que endossa a tese segundo a qual todo cidadão morto em ação policial é suspeito de alguma coisa. A morte de um policial passa por efeito colateral. Quanto aos outros 24 cadáveres, ainda que fossem todos culpados, não há pena de morte no Brasil. De resto, convém não esquecer que guarda-chuva e furadeira já foram peças suspeitas nas mãos de pessoas executadas por policiais no Rio.
A posição do governador é trágica porque revela que nada mudou no Rio de Janeiro. Herdeiro da poltrona do governador deposto Wilson Witzel, cuja política de segurança pública se resumia à tática de "mirar na cabecinha e... afogo!", o doutor Castro leva à boca do palco uma fria e indecorosa manifestação por escrito. Uma nota tão profunda quanto uma poça d'água —do tipo que uma formiguinha conseguiria atravessar com água pelas canelas.
O hipotético governador do Rio ainda não notou. Mas o banho de sangue do Jacarezinho não é a única anormalidade observada ao seu redor. Chefe do Departamento de Homicídios da polícia civil fluminense, o delegado Roberto Cardoso conduzirá uma investigação sobre o morticínio. Ainda não realizou nenhuma diligência. Mas já dispõe de uma conclusão: "Não houve execução."
O doutor Cardoso soa categórico: "A prova cabal de que a Polícia Civil não entra para executar e é necessário que haja um revide é o falecimento do nosso policial. [...] No início da incursão, o nosso policial foi alvejado e foi morto. Isso é a prova cabal de que não houve execução e houve, sim, uma necessidade real de um revide a uma injusta agressão." Hummmmmm.
Repetindo: o delegado Cardoso, responsável por investigar as mortes, reconhece que 24 cadáveres surgiram na favela do Jacarezinho como decorrência da "necessidade real de um revide". Uma reação inevitável diante do fato de que "o nosso policial foi alvejado e foi morto". Quando uma autoridade policial pronuncia algo tão parecido com uma confissão de que o Estado matou por vingança e continua à frente das investigações, é sinal de que o governador não governa a polícia. É governado por ela.
Tatá Werneck é criticada por usar máscara e face shield, mas ela está certa
Luiza Vidal
Do VivaBem, em São Paulo
07/05/2021 13h39
Desde o começo da pandemia do coronavírus, Tatá Werneck tem adotado medidas de proteção para evitar a disseminação da covid-19, como o isolamento social e uso de máscaras quando precisa sair de casa — diferente de outros famosos, que promovem aglomerações em festas ou que continuam viajando normalmente, mesmo em um momento em que Brasil registra mais de 400 mil mortos pela doença.
Na cerimônia de despedida do ator Paulo Gustavo, nesta quinta-feira (6), a apresentadora foi fotografada usando duas máscaras, face shield, além de um produto para higienizar as mãos. Entretanto, alguns internautas resolveram criticar a atriz, pelo "excesso" de proteção.
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"As pessoas são bobas demais. Criticam quem não se protege. E na mesma medida quem se protege demais. Prefiro ser chamada de exagerada do que de irresponsável", escreveu a atriz no Twitter.

Diferente do que alguns internautas disseram, Tatá Werneck está muito correta com os seus cuidados: o uso de máscara é extremamente importante para se proteger e também evitar a disseminação da covid-19, além, é claro, do distanciamento social — que ela tem feito, exceto quando precisa trabalhar — e da higiene constante das mãos.
Inclusive, em locais de maior aglomeração, como transporte público e mercados, as máscaras PFF2/N95 são as mais indicadas. Elas apresentam uma capacidade de filtragem maior e proporcionam um melhor ajuste no rosto.
Outra forma de reforçar a proteção é usando a máscara cirúrgica com uma de tecido por cima, que pode reduzir em 95% o risco de transmissão da covid-19, segundo estudo do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), órgão regulador do sistema de saúde dos EUA.
A apresentadora também estava usando a face shield, protetor facial transparente, muito válido para proteger outras regiões do rosto, como os olhos. Mas é importante ressaltar que, sozinho, ele não funciona. O "escudo" facial deve ser utilizado, sempre, com a máscara embaixo, assim como a atriz fez.
Importância dos rituais de despedida
Tatá já contou nas redes sociais que tem medo da situação da pandemia no país neste momento — inclusive, além da filha pequena, ela também mora com os pais. "Eu só saio para trabalhar. Foi a primeira vez que saí. E pensei muito antes de ir. Mas eu acho que se não fosse não acreditaria. Fiquei pouco tempo e já estou nervosa por ter saído. Eu estou com muito medo. Agora muito mais que antes. Mas eu prefiro ser exageradamente responsável", escreveu sobre a ida à cremação do amigo.
Mesmo com medo, ela decidiu ir à cerimônia — com toda proteção — para se despedir do amigo. E este momento é fundamental para o luto das pessoas, conforme explica Marilene Kehdi, psicóloga pela FMU (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas) e especialista em atendimento clínico. "O que fecha o ciclo da despedida de um ente querido é o velório. Ele abre caminho para a superação. Sem esse rito, o enlutado não consegue fechar o ciclo e fica mais difícil superar a perda, causando grande angústia", diz.
Além disso, Kehdi conta que é neste momento que as pessoas conseguem dizer as últimas palavras e receber apoio de amigos e/ou familiares. "Tatá Werneck fez muito bem: se despediu de um amigo, no velório dele, mas também priorizou sua responsabilidade com a vida dela e com a dos outros também", diz a psicóloga. "Ela está vendo a realidade da covid no Brasil, temos mais de 400 mil mortos pela doença."
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Danielle Sanches
Do VivaBem, em São Paulo
16/03/2021 09h35
Atualizada em 17/03/2021 19h09
Com o agravamento da covid-19 no Brasil, há algum tempo muitos cientistas vêm recomendando que as pessoas troquem as máscaras de pano ou tecido por modelos PFF2 —ou N95, que é o nome dela nos EUA.
Importante dizer que o nível de proteção delas contra o coronavírus (Sars-CoV-2) é maior porque são mais ajustadas ao rosto.
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As PFF2 são utilizadas especialmente por profissionais de saúde, mas os especialistas afirmam que para quem não pode ficar em casa e precisa estar em ambientes com alto risco de contaminação (como transporte público) ela é, sem dúvida, a melhor opção. Ou até mesmo se você tem que ir ao mercado, farmácia ou consulta médica.
Alguns perfis no Twitter divulgam muitas informações a respeito das máscaras PFF2: @qualmascara, @PFFparaTodos e @estoque_pff. Há também um site: https://www.pffparatodos.com/.
Veja abaixo as principais informações sobre a máscara e tire suas dúvidas:
O que é uma máscara PFF2/N95?
É uma máscara com poder de filtragem maior que as cirúrgicas. A sigla significa Peça Facial Filtrante e ela é considerada um EPI (Equipamento de Proteção Individual), sendo muito usada por profissionais da saúde.
Também chamadas de respiradores, as máscaras PFF2 cobrem nariz e boca, "vedando" o rosto. Isso quer dizer que, além de reter as gotículas, ele ainda protege o usuário de aerossóis (partículas minúsculas que ficam suspensas no ar por alguns minutos) contendo o vírus (além de bactérias e fungos) que possam estar no ambiente.
Importante: a sigla PFF2 é brasileira; nos EUA, ela é conhecida como N95. Já na Europa, ela é chamada de FFP2.
E a PFF2 com válvula? Devo usá-la?
Apesar do visual high-tech, a PFF2 com válvula não é recomendada para uso. Isso porque ela não filtra as partículas de dentro para fora —ou seja, você pode contaminar o ambiente, caso esteja doente.
Se você só encontrar essa versão, dá para adaptar o modelo fechando a válvula com uma fita isolante.
A máscara KN95 é similar?
Não. A máscara chinesa KN95 tem algumas funcionalidades semelhantes à PFF2, porém sua fabricação não tem padronização, dificultando o controle de qualidade.
A Anvisa, inclusive, já publicou uma lista de fabricantes que devem ser evitados por apresentarem falha na eficiência das máscaras comercializadas.
Por que a PFF2 protege mais?
Por dois motivos: primeiro, ela tem uma capacidade de filtragem maior, atraindo e "prendendo" as partículas contaminadas no filtro por meio de ação eletrostática.
Segundo porque a PFF2 tem um ajuste melhor no rosto, com aro para ajustar a vedação da peça, impedindo que as partículas contaminadas entrem por meio do espaço entre o nariz e os olhos —o que pode acontecer com as máscaras cirúrgicas ou as de tecido, por exemplo.
Em quais situações é melhor usar?
A PFF2 deve ser usada quando for absolutamente necessário estar em locais com pouca ventilação e/ou aglomeração de pessoas. Exemplos: transporte público, avião, mercados, ambientes hospitalares, escolas, etc.
Os especialistas, no entanto, ressaltam que a máscara não elimina 100% dos riscos. O melhor, mesmo, é evitar sair de casa sempre que for possível.
Por que elas estão sendo recomendadas agora?
As máscaras PFF2 sempre foram as mais recomendadas; no entanto, no início da pandemia, pela pouca quantidade disponível, o uso foi priorizado apenas para profissionais da saúde.
Atualmente, a indústria conseguiu adequar a produção à demanda e, por isso, ampliou-se a recomendação. De acordo com a Animaseg (Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho), o número de fabricantes de máscaras PFF2 mais que dobrou desde o início da pandemia.
A máscara PFF2 é muito cara?
Não. Com o aumento da produção nacional e a maior oferta do produto, o preço das máscaras se tornou mais acessível. É possível encontrar modelos de boa qualidade a partir de R$ 2 (a unidade). O site PFF Para Todos (https://www.pffparatodos.com/ofertas) mapeia ofertas em todo o país.
Como sei se estou usando corretamente?
Após posicionar os elásticos corretamente na cabeça, ajuste o clipe de metal no nariz para adequar ao rosto.
Uma dica para saber se está bem ajustada é assoprar o ar e ver se ela infla. Se houver algum espaço por onde o ar esteja saindo, a máscara precisa ser ajustada novamente.
Importante ressaltar: normalmente os modelos de PFF2 aprovados por Anvisa e Inmetro têm elásticos que prendem atrás da cabeça, e não atrás da orelha. Diz a norma: "Os tirantes (elásticos) podem ser ajustáveis ou autoajustáveis e devem ser suficientemente robustos para manter a PFF firme na posição".
Por esse motivo, os fabricantes sérios de máscaras PFF2 optam pelos elásticos atrás da cabeça, já que eles mantêm a máscara no lugar e bem vedada.
Todo mundo precisa ter uma?
Não necessariamente. De acordo com a Anvisa, as PFF2 ainda são de uso prioritário dos profissionais da saúde —portanto, o ideal é que você adquira uma apenas se for realmente necessário se expor a ambientes com alto risco de contágio.
Devo limpar a máscara com álcool ou lavar com sabão?
Não. Nunca! Assim como a máscara cirúrgica, esses produtos interferem na camada de filtragem da máscara, comprometendo a proteção. Por isso, é proibido lavar com sabão, passar pano úmido com desinfetante (ou qualquer outro produto) ou borrifar álcool.
Posso reaproveitar minha máscara PFF2?
Sim. Basta deixar a máscara "descansando" em local arejado —pode ser até no varal, mas sem sol direto— entre 3 a 7 dias após o uso. É recomendado descartar caso ela esteja rasgada ou com aspecto envelhecido.
Não tenho acesso a uma máscara PFF2. E agora?
Há algumas alternativas: usar a máscara cirúrgica de três camadas e prender a área próxima do nariz com esparadrapo para vedar melhor; ou então usar uma máscara cirúrgica por baixo e uma de pano por cima (sempre observando se há espaços por onde o ar está saindo/entrando).
Em último caso, vale usar até duas máscaras de pano para aumentar a barreira física entre o rosto e o ambiente. O mais importante é: fique em casa e, se for necessário sair, use máscara adequadamente e redobre os cuidados de higiene.
Alguns modelos para comprar:
Respirador descartável concha PFF2 - 3M
Preço: R$29,90
Máscara descartável PFF2 - Carbografite
Preço: R$7,49
Máscara PFF2/N95 Aura - 3M
Preço: R$44,99*
O UOL pode receber uma parcela das vendas pelos links recomendados neste conteúdo.
Fontes consultadas: Beatriz Klimeck, doutoranda em saúde coletiva na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), idealizadora do perfil "Qual Máscara?" no Instagram e no Twitter; João Prats, médico infectologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA; e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
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Cristiane Bomfim
Da Agência Einstein
28/05/2020 11h34
O isolamento social e os cuidados para evitar a transmissão do novo coronavírus são realidade e não há previsão de quando a vida voltará ao normal. E mais: acredita-se em um novo normal após a pandemia, caracterizado pelo maior distanciamento físico, uso de máscara em locais com grande número de pessoas e maior frequência de higienização das mãos.
Mas tudo isso deve continuar sendo feito de acordo com o passo a passo correto. "Não adianta estar com máscara e, com frequência, levar a mão ao rosto sem higienização, por exemplo", explica o infectologista Moacyr Silva Junior, do Hospital Israelita Albert Einstein. É preciso ainda tomar cuidados com a desinfecção de compras e utensílios. As regras são as mesmas independentemente do estado ou cidade em que você mora.
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Uso correto das máscaras
As máscaras devem ser usadas em todos os lugares, sem exceção: rua, carro, metrô, ônibus, mercado, açougue, trabalho, banco, praças, durante caminhadas. "O ideal é sair de casa com ela no rosto e permanecer assim ao longo dia", explica o médico. Para o dia a dia, o Ministério da Saúde recomenda o uso de máscaras de pano com pelo menos duas camadas - ou seja, dupla face. Os tecidos podem ser algodão, tricoline, TNT ou qualquer outro que seja grosso. Ela deve estar bem ajustada ao rosto, cobrindo totalmente a boca e o nariz.
- A máscara é de uso individual e não pode ser dividida.
- Ela deve ser trocada sempre que estiver úmida ou suja. Por isso o ideal é que cada pessoa tenha, pelo menos, duas máscaras de pano disponíveis para o uso ao longo do dia
- Ela deve ser usada sempre ao sair de casa.
- Antes de vesti-la, lave as mãos com água e sabão ou as higienize com álcool gel. Pegue a máscara pelas alças e a coloque no rosto
- Evite tocar o rosto - especialmente olhos, que estão descobertos ao longo do dia. Se precisar tocá-los, higienize as mãos antes e depois
- Carregue sempre um saquinho plástico. Toda vez que precisar retirar a máscara - como na hora das refeições -, higienize as mãos, retire pelas alças e a coloque no saquinho fechado para evitar a contaminação. "O contato da máscara com outras superfícies pode contaminá-la", explica Moacyr da Silva Junior.
Como lavar a máscara
- Ela deve ser lavada separadamente das outras roupas com água e sabão. Depois, pode ser mergulhada por 30 minutos em uma solução desinfetante (2 colheres de sopa de água sanitária em 1 litro de água)
- Após enxague e secagem, ela deve ser passada com ferro quente e guardada em uma embalagem fechada
Nos elevadores
- Utilize o elevador individualmente ou apenas com moradores do mesmo apartamento
- Em caso de elevadores cheios, aguarde o próximo ou prefira as escadas
- Evite conversar dentro do elevador
- Não encoste nas paredes do elevador e utilize um lenço descartável para apertar o andar, caso tenha.
- Você pode também higienizar as mãos após digitar o andar
No táxi ou corridas por aplicativos
- Tanto passageiro quanto motorista devem usar máscara
- Viaje no banco traseiro
- Mantenha as janelas abertas, se possível. A circulação do ar reduz os riscos de contágio
- Ao desembarcar, higienize as mãos
- Motoristas devem evitar a retirada da máscara e, sempre que o fizerem, precisam colocá-la em um recipiente plástico
No transporte público
- Esteja de máscara.
- Tente manter distância de ao menos 1 metro dos demais passageiros
- Não leve mão ao rosto, tampouco toque a máscara ao longo do percurso
- Ao desembarcar, higienize as mãos e objetos tocados ao longo da viagem (como celulares)
Viagens de avião
- Evite viajar
- Use máscara e, se possível, tente intercalar os assentos
- Em viagens curtas, evite comer no avião. Assim você reduz as chances de contaminação com a retirada da máscara
- Use álcool em gel ao entrar e sair da aeronave
Higienização de alimentos
- É importante lembrar que vírus não se multiplicam em alimentos ou superfícies - que são veículos de transmissão.
- Mantenha pias, mesas, bancadas e utensílios domésticos limpos e secos. A limpeza pode ser feita com água e sabão e água sanitária. Estes procedimentos evitam a presença de microrganismos indesejados (incluindo o novo coronavírus) e contaminação cruzada, que é a transferência destes microrganismos de alimentos ou superfícies contaminadas para alimentos limpos
- As embalagens de produtos comprados em supermercados devem ser limpas ao chegar em casa. Embalagens plásticas, caixas e latas devem ser lavadas inicialmente em água corrente para retirada de resíduos sólidos. Depois devem ser mergulhadas em uma solução desinfetante (medida: 1 colher de sopa de água sanitária em um litro de água) e enxaguadas em água corrente. Importante lembrar que solução à base de vinagre não é capaz de eliminar completamente vírus e bactérias
- O procedimento é o mesmo para vegetais, folhas e frutas antes de serem armazenados na geladeira. Para este caso, a recomendação é o uso de substâncias sanitizantes próprias para alimentos.
Refeições prontas
- Em casos de entrega de comida (comprada por aplicativo), a recomendação é evitar o contato com o entregador e opção por embalagens de papelão
- As embalagens devem ser desinfectadas antes da retirada dos alimentos e descartadas
- Preferir pagamento remoto (pelo próprio aplicativo), mas se for manusear cédulas ou máquinas de cartão, higienize as mãos antes de tocar os alimentos
Limpeza é importante, mas máscaras e distância são o que garantem proteção
Giulia Granchi e Luiza Vidal
Do VivaBem, em São Paulo
15/02/2021 04h00
Mãos ressecadas pelo uso de álcool em gel e muita lavagem e máscaras já desbotadas são a realidade de muitos brasileiros um ano após o início da pandemia da covid-19 por aqui.
Mas embora todas as medidas de segurança sejam importantes —desde a higiene ao uso da proteção facial e o distanciamento— diversos estudos indicam que a maior taxa de transmissão do coronavírus ocorre pelo ar e, por isso, usar máscara e evitar aglomerações é o que evita o aumento de casos da doença.
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Uso de máscaras cirúrgica e de pano juntas bloqueia 95% da covid, diz CDC
Como a transmissão geralmente acontece

Imagine que você entre em um lugar fechado, como um restaurante, e para beber, comer ou conversar, tire a máscara. "Se a pessoa estiver a menos de um ou dois metros e tossir ou até falar mais alto, ela vai emitir gotículas que podem viajar por uma distância até maior que um metro, e se estiver infectada com o Sars-CoV-2, pode facilmente passar para a sua companhia", exemplifica Álvaro Costa, infectologista do HC-SP (Hospital das Clínicas de São Paulo).
Conforme mostra o vídeo explicativo produzido pela Aalto University, em Espoo, na Finlândia, as gotículas maiores que saem da boca ou do nariz quando falamos, tossimos ou espirramos acabam caindo (podendo, então, deixar as superfícies contaminadas). Já as menores têm a capacidade de ficar no ar por minutos ou até horas.
Apesar disso, alguns órgãos de saúde pública internacionais ainda enfatizam que as superfícies representam uma ameaça e devem ser desinfetadas com frequência —ser infectado pelo vírus em superfícies parece ser raro, todavia possível. O resultado é uma mensagem pública confusa quando uma orientação clara é necessária sobre como priorizar os esforços para evitar a propagação do vírus: máscara e distanciamento são os principais.
Ventilação também importa
Se decidir se encontrar com uma pessoa ou um grupo, o ideal é que escolha um ambiente com muita ventilação, de preferência ao ar livre.
Em uma área com paredes, é necessário que o local restrinja a entrada de pessoas e que o ar-condicionado esteja com a revisão do filtro em dia (embora não seja necessário nenhum tipo específico de filtro), ou que haja várias janelas abertas.
"A circulação do ar ajuda, mas não é definitiva para a proteção. Com muitas pessoas em uma área limitada, por exemplo, ela já deixa de ser eficiente", indica Costa.
É hora de reforçar a máscara no Brasil?
Com a chegada de novas variantes no país e o número de casos ainda em alta, será que chegou a hora de usar máscaras profissionais, como a PFF2 (ou N95), no Brasil? Essa resposta não é tão simples, conforme explica Letícia Kawano Dourado, pneumologista e membro na elaboração de diretrizes em covid-19 da OMS (Organização Mundial da Saúde).
"A preocupação atual é com as novas variantes. Mas nós não temos informação adequada de vigilância genômica no Brasil, então não sabemos qual a proporção de PCRs positivos para covid que são das variantes de Manaus, da sul-africana e da britânica", diz a médica.
Dourado conta que, em tese (pois ainda faltam mais dados), as variantes podem escapar da vacina, causando uma evasão imune. Então, caso confirmado, a recomendação de utilizar máscaras profissionais em ambientes fechados e aglomerados seria válida, sim, para o país.

"Outra situação é que em um ambiente onde a covid-19 está descontrolada, se a pessoa vai entrar em uma aglomeração e há pouca ventilação, como o transporte público, faz todo sentido usar uma máscara mais potente", explica.
Essa máscara mais potente seria a N95, também conhecida por PFF2 no Brasil, que é uma das melhores opções, mas deve ser utilizada com parcimônia para que não falte para os profissionais da saúde. Por isso, o mais indicado é utilizá-las em locais muito aglomerados ou de alto risco, como hospitais.
Esse tipo de máscara pode ser encontrado em lojas de materiais de construção, de produtos médicos ou de EPIs (Equipamento de Proteção Individual). Ela pode ser ainda reutilizada por conta deste momento de pandemia, mas não deve ser lavada com água e sabão e nem ser higienizada com álcool —o ideal é deixá-la em repouso por uns três dias. Vale ficar de olho se aparece algum desgaste no material, como furos, porque aí é hora de trocar.
Já em locais mais arejados, tudo bem usar uma máscara de tecido que esteja, de novo, bem vedada no rosto. Por exemplo: você utiliza a PFF2 no ônibus e ao descer para caminhar até sua casa, você troca por uma de pano já que estará ao ar livre.
"Na verdade, se a pessoa quiser utilizar [a PFF2 sempre], tudo bem, mas não tem tanta necessidade. Eu a deixaria para locais de maior risco para economizar e também não faltar para quem precisa", afirma Vitor Mori, pesquisador da Universidade de Vermont, nos EUA, e membro do Observatório Covid-19.
Usar duas máscaras faz sentido?
Sim, o ideal seria usar a máscara cirúrgica por baixo (que tem melhor filtragem, mas é ruim para ajustá-la ao rosto) com uma de tecido que apresenta, normalmente, melhores ajustes ao rosto.
Inclusive, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), órgão regulador do sistema de saúde dos Estados Unidos, realizou um estudo que mostra que a técnica pode reduzir o risco de transmissão da covid-19 em 95%. A combinação cria um ajuste mais apertado ao redor do rosto e ajuda a evitar que partículas potencialmente infecciosas escapem.
Outra forma de reforçar uma máscara mais simples é utilizar esparadrapos ou outros objetos que facilitem a vedação total dela, principalmente no nariz e nas laterais. Para saber se ela está bem encaixada no rosto, sem frestas laterais, faça uma concha com as mãos em cima da máscara, respire e solte o ar. Se "vazar" ar por alguma parte, é preciso ajustá-la.
Lembrando que é essencial o uso de máscaras durante a pandemia, para proteger você e os que estão ao seu redor, reduzindo a transmissão de covid-19. "A máscara é fundamental e, em um momento em que o Brasil está com covid acelerada e transmissão acontecendo na maioria das cidades do país, não consigo imaginar sair de casa sem máscara", finaliza a pneumologista.
Fora do BBB 21, Juliette vai ter que lidar com a decepção dos fãs

Chico Barney
Colunista do UOL
07/05/2021 13h49
Em um mundo cada vez menos estanque, poucas coisas ficam desatualizadas tão rapidamente quanto matérias informando qual o recorde mais recente que foi quebrado por Juliette no Instagram.
Ontem mesmo ela bateu assombrosos 27 milhões de seguidores na rede social, mas uma rápida navegada hoje de manhã já revela que outros 500 mil juntaram-se ao séquito em cerca de 24 horas.
A adorável campeã do BBB 21 terá que lidar agora com as expectativas para lá de flutuantes dos seus entusiastas mais ardorosos. Gente que se acostumou, ao longo de 100 dias, a ditar os rumos de sua vida com um envolvimento quase desesperado.
Esses cidadãos serão obrigados a conviver com as rotinas longe do confinamento, quando não é possível votar para eliminar alguém do círculo social da grande musa. Nem sempre aprovarão amizades e romances, por exemplo.
Dado o engajamento estratosférico conquistado por Juliette, é de se imaginar que muitos se frustrarão com as emoções cotidianas. Construir uma base de fãs desse tamanho não é o fim da história, mas apenas o começo. Viverão felizes para sempre?
O que você precisa saber
- Quando um imóvel vai a leilão, costuma ser vendido por um preço abaixo do cobrado no mercado tradicional. Mas vale a pena comprar?
- Para especialistas ouvidos pelo 6 Minutos, a compra vale a pena para quem vai pagar à vista.
- A recomendação para não ter problemas com a compra é contratar um advogado, que será responsável por levantar todas as características do imóvel, como dívidas e custos com documentação.
Instituições como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander oferecem imóveis em leilão com descontos que podem chegar a 75% do valor de mercado. Mas será que vale a pena aproveitar os preços mais baixos?
Especialistas ouvidos pelo 6 Minutos dizem que depende do perfil do comprador e que é preciso ter muita atenção para não transformar a aquisição em um pesadelo.
“Você pode conseguir um desconto em relação ao custo de mercado do imóvel, mas se entrar em um financiamento para arrematar, dependendo da taxa de juros, pode acabar eliminando todo o desconto inicial. Também é mais difícil conseguir conciliar o prazo do evento com a liberação do empréstimo”, afirma Masini.
O mesmo vale para quem compra com o objetivo de investir. “Para o público investidor, comprar um imóvel abaixo do preço de mercado, reformar e vender com lucro é uma ótima oportunidade”, afirma Giuliano Milano, CEO da VGV SA, empresa focada em soluções para incorporadores.
Normalmente, imóveis mais danificados, ocupados ou que estão sendo leiloados pela segunda vez têm preços mais atrativos.
Escolhi o imóvel que quero comprar, o que fazer? “Na hora de comprar um imóvel em leilão, é importante ter o acompanhamento de um advogado para olhar as condições do edital, fazer uma visitação ao local para descobrir todas as pendências financeiras. Não é uma modalidade de compra para amadores”, afirma Giselle Vergal Lopes, advogada sócia do escritório Viseu Advogados.
Com a assessoria de um advogado, o comprador vai conseguir localizar se não há mais dívidas relacionadas ao imóvel, que não estavam citadas no edital, para evitar surpresas desagradáveis depois da compra.
Os locais ocupados exigem uma atenção extra. Para os especialistas, não existe problema em optar por estas oportunidades, desde que o comprador saiba que existem custos para fazer a desocupação e que o processo pode demorar anos até ser concluído. Antes de acionar a Justiça, o arrematante pode tentar negociar um prazo para que a desocupação aconteça de forma amigável.
A visita também é muito importante antes de dar um lance, já que a condição do imóvel vai influenciar no valor da oferta. “Se você conseguir participar de um leilão de um imóvel desocupado, melhor, porque vai conseguir visitar. Caso o imóvel que você quer esteja ocupado, procure saber sobre as condições do local, se a pessoa faz a manutenção da propriedade. Se for um prédio, converse com o zelador e com o porteiro para conseguir mais informações”, afirma Masini.
Onde encontrar os imóveis em leilão? Quando o leilão é relacionado a bancos, todas as oportunidades estão listadas nos sites das instituições.
Todas as informações a respeito dos valores e datas máximas para lance estão disponíveis dentro do edital do imóvel escolhido.
Estabeleça um lance máximo
Antes de começar a dar os lances, o comprador precisa definir qual o valor máximo que pode desembolsar. “No calor da emoção, se você não tiver sangue frio para definir até que valor pode chegar, pode ser influenciado pelo lado emocional e ter prejuízo”, afirma Milano.
A conta deve incluir o valor de mercado do imóvel, as dívidas que precisam ser quitadas (se houver), os custos com documentação, reforma e desocupação, além das taxas do próprio leilão, para garantir que o desconto valha a pena.
Posso desistir do lance? Sim, mas há cobrança de multa. Viseu explica que são duas penalidades: a primeira de 5% do valor do imóvel, destinada ao leiloeiro, e a segunda de até 20%, que vai para a instituição que colocou o imóvel à venda, que usa o dinheiro para abater parte dos débitos do local.
O que a Folha pensa: Chega de barbárie
Morticínio policial no Rio é mais um exemplo da estupidez da guerra às drogas
A estúpida operação deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na favela do Jacarezinho, na zona norte da cidade, constitui mais uma evidência de que as estratégias de combate ao tráfico de drogas no Brasil precisam ser reformuladas.
Se há êxitos dignos de nota em algumas ações baseadas na boa técnica investigativa e no uso da inteligência, o que se verifica há décadas em grandes centros urbanos é a prevalência da lógica de guerra entre a polícia e quadrilhas armadas que atuam na ponta da venda de entorpecentes em bairros vulneráveis e abandonados pelo Estado.
No Rio, em particular, as renovadas incursões em morros e favelas voltam-se com frequência exasperante, de maneira brutal e indiscriminada, contra populações inteiras, sem que se observem direitos constitucionais básicos.
Invadem-se residências, bens são danificados, atira-se a esmo, matam-se inocentes e suspeitos desarmados; cenas são alteradas para evitar a perícia de possíveis execuções. Tudo é concebido para instalar uma atmosfera de pânico, que repete, em nome da repressão a traficantes, a mesma tática por estes utilizada.
No caso desta quinta (6), tratava-se oficialmente de desbaratar o aliciamento de menores por um grupo de narcotraficantes. Além do saldo de 28 mortos, entre os quais um policial, e de relatos de abusos contra moradores, cabe perguntar qual foi o resultado alcançado.
Lá se vão quase duas décadas do lançamento do filme “Cidade de Deus”, que retratava a já então conhecida participação de crianças e adolescentes no mundo do crime. Em que as constantes invasões de favelas por policiais e as ocupações pelo Exército contribuíram para modificar essa realidade?
Não se retiram menores das mãos do tráfico à bala. É preciso implantar políticas de promoção social, de redução de desigualdades e de pacificação —objetivos que até foram perseguidos há alguns anos pelas UPPs, mas que se perderam.
É necessário ainda, como tem defendido esta Folha, que a sociedade encare com maturidade o debate sobre a legalização criteriosa de substâncias hoje ilícitas.
É abominável que representantes da polícia, do governo fluminense e da própria Presidência da República tenham se apressado em justificar o ocorrido com argumentos do tipo “tudo bandido” —para citar o que disse o vice-presidente, general Hamilton Mourão.
Os detalhes da atuação policial no Jacarezinho precisam ser apurados e cabe ao Supremo Tribunal Federal examinar o quanto antes a petição protocolada pelo Núcleo de Assessoria Jurídica vinculado à UFRJ que aponta descumprimento de restrição a operações na favela. Chega de barbárie.
Jean Wyllys rebate editorial do Estadão sobre chacina do Jacarezinho: "vergonhoso e imoral"

Revista Fórum - O ex-deputado federal pelo PSOL, Jean Wyllys, usou as redes sociais para criticar, com veemência, editorial publicado neste sábado (8) no jornal O Estado de S. Paulo.
Entre outras afirmações, o texto diz que “soa no mínimo apressado falar em ‘execução arbitrária’”, o que aconteceu na Chacina do Jacarezinho, onde uma operação policial provocou a morte de 28 pessoas.
Indignado, Wyllys ressalta:
“Este editorial é mais que vergonhoso. É imoral. É vil. Num país em que a pena de morte está formalmente abolida há séculos, tentar ‘justificar’ a execução sumária de 25 pessoas por parte das polícias sob o argumento de que elas eram ‘todas criminosas’ é ser cúmplice da matança”
Jean Wyllys critica editorial do Estadão sobre o massacre de Jacarezinho: “vergonhoso e imoral” | Revista Fórum

Texto do jornal diz que que “soa no mínimo apressado falar em ‘execução arbitrária’”; Wyllys rebate: “O Estadão ignora a Constituição Federal para produzir uma peça de desinformação cínica”
O ex-deputado federal pelo PSOL, Jean Wyllys, usou as redes sociais para criticar, com veemência, editorial publicado neste sábado (8) no jornal O Estado de S. Paulo.
Entre outras afirmações, o texto diz que “soa no mínimo apressado falar em ‘execução arbitrária’”, o que aconteceu na Chacina do Jacarezinho, onde uma operação policial provocou a morte de 28 pessoas.
Indignado, Wyllys ressalta: “Este editorial é mais que vergonhoso. É imoral. É vil. Num país em que a pena de morte está formalmente abolida há séculos, tentar ‘justificar’ a execução sumária de 25 pessoas por parte das polícias sob o argumento de que elas eram ‘todas criminosas’ é ser cúmplice da matança”.
Em outro tuite, diz: “O Estadão simplesmente ignora a Constituição Federal, o Código Penal e o Código de Processo Penal para produzir uma peça de desinformação cínica que busca não só ‘justificar’ a barbárie, mas sobretudo interpelar a ignorância e os preconceitos da classe média amedrontada e burra”.
Ele prossegue: “O Estadão faz tábula rasa da corrupção e da brutalidade de facções das polícias brasileiras, principalmente das do Rio de Janeiro, para tratá-las como as heroínas que levaram a liberdade a indefesas crianças e adolescentes das favelas por meio da matança”.
“É muito curioso que o Estadão se mostre preocupado com os impactos do mercado de varejo das drogas ilícitas, que recruta pobres sem melhores alternativas na vida, mas nada diga sobre o mercado em atacado e os barões desse negócio fora das favelas”, cobra.
Wyllys relembrou um caso ainda sem conclusão ocorrido no governo de Jair Bolsonaro: “Um avião da comitiva do presidente da República (Jair Bolsonaro) foi interceptado na Espanha com 39 quilos de pasta e cocaína. Um sargento da FAB assumiu sozinho a culpa pelo tráfico internacional de drogas via comitiva presidencial. Que disse o Estadão em editorial? Nada”.
Para finalizar, destaca: “Portanto, esse editorial cínico, essa peça de desinformação que O Estadão fez não passa de um atestado de cumplicidade com a execução sumária de delinquentes pobres ao sabor dos interesses políticos do andar de cima. Mais uma safadeza desse jornal”.
— Jean Wyllys (@jeanwyllys_real)
— Jean Wyllys (@jeanwyllys_real)
Veja trechos do editorial:
“O objetivo da operação policial era cumprir mandados de prisão preventiva de 21 pessoas acusadas de aliciar crianças e adolescentes para o tráfico de drogas, na favela do Jacarezinho, na cidade do Rio de Janeiro.
A polícia do Rio de Janeiro afirmou que, com exceção do policial morto, todas as outras 24 pessoas que perderam a vida na favela do Jacarezinho durante a Operação Exceptis eram criminosas. Também disse que todos os protocolos foram respeitados, inclusive aqueles determinados pelo STF para o período da pandemia.
No entanto, soa no mínimo apressado falar em “execução arbitrária” quando ainda existem tão poucos elementos para uma apreciação do que ocorreu na favela do Jacarezinho na manhã do dia 6 de maio. Pelo teor do ofício do ministro Edson Fachin, a palavra da Polícia do Rio de Janeiro não merece de pronto nenhum crédito, o que traz sérias implicações para o governo do Estado”.


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