Apple anuncia NOVOS RECURSOS de ACESSIBILIDADE para AUXILIAR pessoas com DEFICIÊNCIAS
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Apple anuncia NOVOS RECURSOS de ACESSIBILIDADE para AUXILIAR pessoas com DEFICIÊNCIAS
Boulos alerta: se Pazuello NÃO for PUNIDO, Bolsonaro dará o GOLPE
O episódio de Pazuello representa ENCRUZILHADA DECISIVA para o país. SEM punição, será um CAMINHO SEM VOLTA de POLITIZAÇÃO_BOLSONARISTA da tropa, com CONSEQUÊNCIAS DRAMÁTICAS para a República. As PRÓXIMAS HORAS dirão.
Eliane Cantanhêde: Bolsonaro usou PAZUELLO para MOSTRAR às Forças armadas 'quem MANDA e quem OBEDECE
Twitter reabre pedidos de CONTA VERIFICADA para TODOS os usuários
TERCEIRA ONDA vem ANTES do esperado e será DEVASTADORA, alerta epidemiologista
Ronaldo Lemos: Parem de usar meu vídeo sobre urnas eletrônicas
"Eles têm um pênis na porta da Fiocruz", "fazem cocô em crucifixo" - esta é a Capitã Cloroquina
Fachin alerta para ataques à democracia e diz que eleições de 2022 e existência do Judiciário estão ameaçadas
Claudia Leitte pede desculpas após 'Altas Horas': NÃO podia ter deixado essa oportunidade passar. E eu quero me REDIMIR. Eu posso ser um AGENTE de MUDANÇA, eis-me aqui".
Renan aponta 11 contradições de 'capitã cloroquina' à CPI
BOLSONARISTAS da CPI reclamam de artigo, e Polícia do Senado abre INVESTIGAÇÃO contra colunista da Folha. ________________________________ Sociólogo CELSO ROCHA de BARROS afirma que NÃO prestará depoimento e vê tentativa de INTIMIDAÇÃO
Juiz repreende Lula em processo contra a atriz Regina Duarte
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Apple anuncia novos recursos de acessibilidade para auxiliar pessoas com deficiências

A Apple sempre se comprometeu em destacar a acessibilidade de seus produtos. E nesta quarta-feira (19), a companhia reforçou essa meta ao anunciar diversos recursos futuros que certamente farão uma grande diferença na forma como as pessoas com algum tipo de deficiência — motora, visual, auditiva ou cognitiva — poderão interagir com os dispositivos da empresa.
Embora a maioria das funções estejam programadas só para o segundo semestre no iOS 15, algumas novidades já estão disponíveis. Entre elas a possibilidade de usar linguagem de sinais ao entrar em contato online com o Apple Care e o Retail Customer Care — ambos serviços de suporte aos produtos da empresa. A função se chama SignTime, e por enquanto tem interpretes da linguagem de sinais nos idiomas inglês americano, inglês britânico e francês.
Um dos novos recursos para o Apple Watch é o Assistive Touch, que, por meio de gestos de controle de movimento, permite que usuários com mobilidade limitada ou diferenças nos membros superiores utilizem o relógio inteligente com apenas uma mão através de gestos de apertar ou beliscar. A função faz uso do giroscópio e acelerômetros integrados no smartwatch, bem como o sensor óptico de frequência cardíaca e o aprendizado de máquina, para interpretar como os músculos e tendões estão se movendo.
Para usuários com alguma deficiência na audição, a Apple está adicionando suporte para aparelhos auditivos bidirecionais por meio do programa de dispositivos da categoria com o selo “Made for iPhone”. Os novos produtos possuem microfones que permitem que os surdos ou pessoas com dificuldades de audição tenham conversas no celular e no FaceTime com as mãos livres.
A empresa também está trazendo audiogramas para fones de ouvido, em uma configuração que permite amplificar sons suaves ou ajustar frequências para melhor atender às necessidades auditivas de um indivíduo. Os usuários podem personalizar suas configurações com base nos resultados de seus testes de audição mais recentes, que podem ser importados de audiogramas em papel e PDFs. Também será possível reproduzir sons de fundo para ajudar a mascarar ruídos indesejados no ambiente.
Usuários cegos ou com baixa visão ganharam novidades no recurso VoiceOver, que agora inclui mais informações de imagens. Utilizando essa função, os donos de iPhone poderão analisar detalhes de uma foto de um recibo como se fosse uma tabela (ou seja, por linha ou coluna, ou nome do cabeçalho). O VoiceOver também fornecerá descrições mais detalhadas das fotos, como onde a pessoa está localizada e quais outros objetos podem estar no enquadramento.

Alguns outros recursos previstos para este ano incluem a capacidade de substituir botões físicos por sons de boca para pessoas que não falam ou que possuam mobilidade limitada. Os Memojis — emojis personalizados para usuários de iPhone — terão novas opções de customização, incluindo tubos de oxigênio e implantes auditivos.
Por fim, o iPadOS também ganhará muitas dessas novidades previstas para o iOS. Isso inclui suporte para dispositivos de rastreamento ocular de terceiros, para controlar um iPad apenas com os movimentos dos olhos.
Twitter reabre pedidos de conta verificada para todos os usuários - Gizmodo Brasil

O Twitter anunciou nesta quinta-feira (20) que está aceitando novamente solicitações de usuários que desejam ter o selo de verificado na plataforma. O processo para perfis públicos estava interrompido desde 2017, quando conseguir a etiqueta se tornou algo bem mais restrito. Agora, a rede social afirma que simplificou o procedimento, que a liberação do selo será realizada totalmente por funcionários humanos.
A retomada também tem como base a nova política de verificação do serviço, anunciada no fim do ano passado. No geral, os pedidos podem ser feitos sem tanta burocracia, e o Twitter até enxugou o número de categorias elegíveis para ganhar o selo. Ainda assim, apenas seis áreas estão qualificadas: poder público (governos); empresas, marcas e organizações sem fins lucrativos; jornalismo; entretenimento; esportes; e ativistas.
De acordo com o Twitter, mais categorias serão acrescentadas à lista até o final deste ano, incluindo cientistas, acadêmicos e líderes religiosos.
O Twitter ainda explica que nas próximas semanas, dentro das configurações de conta, haverá uma opção para solicitar o selo de verificado. A resposta vem entre uma a quatro semanas depois da abertura da solicitação, dependendo da quantidade de pedidos que a companhia receber. Se aprovado, o selo aparece automaticamente no perfil do usuário. Caso reprovado, ele terá de esperar 30 dias para repetir o processo em uma nova tentativa.
Embora não revele especificamente o que leva em conta para aprovar o selo de verificado, o Twitter toma como base algumas diretrizes para que isso aconteça. Além do fato de estar inserido em uma das categorias citadas, o usuário precisa ter participado ativamente da rede social nos últimos seis meses. Também são pontos decisivos o nível de engajamento e informações que apontem para alguma dessas categorias — pode ser um e-mail empresarial, foto ou site. E claro, o usuário precisa provar que ele é quem diz ser, o que pode ser feito por meio da foto de perfil, número de telefone e e-mail cadastrados na plataforma.
Lembrando que o usuário não pode ter nenhuma ocorrência registrada no site nos últimos 12 meses. Além disso, o selo de verificado pode ser retirado a qualquer momento, uma vez que a etiqueta não é permanente.
Kevin Feige admite que Whitewashing de 'Doutor Estranho' foi um erro - Gizmodo Brasil

Antes tarde do que nunca.
Doutor Estranho tinha como objetivo principal trazer a magia para o Universo Cinematográfico Marvel antes do confronto entre os Vingadores e Thanos. Mas o filme também chamou atenção para algumas verdades racistas e decepcionantes sobre personagens cômicos da Idade de Prata como Stephen Strange.
Quando a Marvel Studios anunciou que planejava produzir Doutor Estranho, os quadrinhos já estavam em processo de mudar alguns dos elementos mais problemáticos e tradicionais do personagem. O estúdio, por outro lado, precisava descobrir como adaptá-lo para a telona para ganhar novos fãs e satisfazer os mais saudosistas.
A escalação de Tilda Swinton (que é branca) como o Ancião (que é um homem tibetano nos quadrinhos) acabou sendo a mudança mais visível do estúdio que presumiu que simplesmente por fazer do personagem uma mulher branca, estavam se esquivando de uma bala.
Enquanto tentavam mostrar para Marvel que a ação não deu certo, o Ancião de Swinton veio e foi, e voltou brevemente em “Vingadores: Ultimato”, e o que está feito, está feito. Mas o diretor da Marvel, Kevin Feige, agora gostaria de deixar registrado que entende que algumas escolhas erradas foram feitas.
Em uma entrevista recente para Men’s Health, Feige admitiu que ele e o resto do estúdio realmente pensou ter feito algo inteligente com Swinton, mas que seu desejo genuinamente era tentar evitar colocar uma caricatura racista em um filme.
“Achamos que estávamos sendo muito inteligentes e inovadores”, disse Kevin Feige. “Não vamos fazer o clichê do homem asiático enrugado, velho e sábio. Mas foi um alerta para dizer: ‘Bem, espere um minuto, há alguma outra maneira de descobrir isso? Existe alguma outra maneira de não cair no clichê e escalar um ator asiático?’ E a resposta para isso, claro, é sim.”
Não há como separar a marca Doutor Estranho do orientalismo aberto do quadrinho original, que foi parte-chave do personagem. A jornada de Stephen para o Himalaia, onde ele conhece um homem tibetano místico que lhe ensina as habilidades para se tornar o feiticeiro mais poderoso do planeta é a origem do herói.
Tanto o Ancião sendo uma pessoa mágica de uma cidade secreta e mística, quanto sua concordância em ensinar um ocidental branco a usar magia são partes do cânone do Doutor Estranho. Isso sempre foi atravessado por um tipo de racismo bastante comum em gêneros de ficção.
Por mais que estúdios e editoras não queiram reconhecer que partes de sua propriedade intelectual estão contaminadas com racismo, essa é uma das armadilhas de ser um grande jogador no jogo que existe há décadas. Isso é algo que essas empresas deveriam estar atentas.
Tentar fugir da feiura do passado é uma opção presente, mas os estúdios não andam fazendo muitas coisas para abandonar isso. Realmente não se fala muito sobre como esses personagens poderiam ser reimaginados.
Dito isso, Feige reconhecer que o estúdio deu um passo à frente com o Ancião é a atitude certa, nem que seja apenas para deixar o público saber que eles estão cientes dos próprios erros e que pretendem corrigir o curso daqui para frente. Claro, teremos que realmente ver como isso se desenrola nas ações futuras da Marvel, em vez de suas palavras após o fato.
O epidemiologista Pedro Hallal disse que o Brasil insiste tanto em seus erros que a terceira onda da covid-19 se aproxima. A declaração foi dada hoje durante o UOL News. Ele acrescenta que a nova onda se inicia em patamares mais altos de contaminação, internações e mortes.
Opinião - Ronaldo Lemos: Parem de usar meu vídeo sobre urnas eletrônicas
Brasil deveria estar discutindo é em quem votar, e não sobre como votar
Na semana passada, políticos mal-intencionados circularam no WhatsApp um vídeo falando sobre a questão da segurança das urnas eletrônicas.
O protagonista desse vídeo sou eu e, obviamente, não autorizei seu uso. Ele foi gravado em 2017 no programa Estudio i, da GloboNews. Na versão que circula na rede, o vídeo é editado e tirado de contexto para fazer acreditar que as urnas brasileiras não são seguras. Essa tentativa de propaganda com a minha fala é enganosa e absurda.
No vídeo original, falo de como uma conferência de segurança da informação nos EUA —a Defcon— fez um teste de segurança com alguns modelos de urnas eletrônicas e todas tiveram sua segurança quebrada. Na versão circulada no WhatsApp, cortaram o trecho em que falo claramente: “A gente tem que lidar com calma, as pessoas podem achar que tem a ver com o Brasil”.
Nenhuma das urnas que foram testadas é a utilizada no Brasil. O objetivo da minha fala era alertar para a questão central da cibersegurança em qualquer dispositivo digital, ainda mais nas urnas. Esse alerta foi ouvido e implementado.
Desde 2017 o Tribunal Superior Eleitoral continua a avançar enormemente nos testes de segurança das urnas eletrônicas, permitindo que elas sejam auditadas publicamente, inclusive por hackers e especialistas independentes de cibersegurança. O fato é que em mais 25 anos de uso nunca houve indício ou comprovação de fraude na urna brasileira.
Além disso, fraudar uma eleição presidencial por meio de ataques às urnas eletrônicas é tarefa na prática impossível. Seria necessário atacar fisicamente, uma a uma, centenas de milhares de urnas. Cada um desses ataques precisaria ser bem-sucedido. O esforço necessário teria de ser oculto e demandaria uma logística maior do que a própria realização das eleições nacionais.
Então, só para deixar claro: a chance de alterar o resultado das eleições presidenciais atacando as urnas eletrônicas é zero. Essa chance é menor do que se a votação fosse feita em papel, que demanda mais fiscais de mesa e de contagem.
Com isso, fica a constatação de que a circulação do meu vídeo na internet não tem o mesmo objetivo que o meu, de promover a cibersegurança das urnas. O objetivo é outro: disseminar medo, desinformação e confusão na sociedade brasileira.
As urnas eletrônicas, como todo dispositivo digital, demandam ações permanentes. O TSE tem zelado por essa responsabilidade usando padrões adequados. Mais do que isso, essas peças de propaganda sensacionalistas sobre as urnas têm o objetivo de gerar distração. O que o Brasil deveria estar discutindo sobre 2022 é em quem votar, e não sobre como votar.
Em vez de propor a volta do papel, o que o país deveria discutir é a criação de uma identidade digital única para cada cidadão e cidadã do país.
Essa identidade digital (que eu defendo que seja autossoberana e proteja totalmente a privacidade) poderá no futuro permitir que a votação seja feita não só pela urna mas também pelo celular. Países como Alemanha, Canadá, França, Suíça e Suécia têm feito testes sobre isso. A Estônia já implementou. Isso não só aperfeiçoaria a democracia como acabaria com outra mazela do país, que é a burocracia.
O país não deveria estar falando sobre trazer de volta o papel, que representa o passado. Deveria estar falando sobre construir o futuro.
READER
Já era Votar em papel
Já é Votar em urnas digitais
Já vem Votar pelo celular, usando identidades digitais
"Eles têm um pênis na porta da Fiocruz", "fazem cocô em crucifixo" - esta é a Capitã Cloroquina

247 - Convocada para depor nesta terça-feira (25) na CPI da Covid, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, gravou um áudio criticando a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ao afirmar que a instituição tem um "pênis" em sua porta e é pautada somente por questões relativas a minorias. O áudio começou a circular entre gestores da área de saúde no início de maio do ano passado e teria sido gravado em 2019, sendo um exemplo do que pensa a dirigente.
"Eles têm um pênis na porta da Fiocruz. Todos os tapetes das portas são a figura do Che Guevara, as salas são figurinhas do Lula Livre, Marielle Vive. É um órgão que tem um poder imenso, porque durante anos eles controlaram, através do movimento sanitarista, que foi todo construído pela esquerda, a saúde do País", disse.
"Eles dão as regras, mandam no Ministério da Saúde. O Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) é a mesma coisa, o presidente do Conep é nomeado pelo Conselho Nacional de Saúde, que é uma representação popular. A gente paga pra cinco mil pessoas virem a Brasília para tirar a roupa, andar nu, fazer cocô em crucifixo", complementou.
CPI da Covid
A secretária foi alvo de quatro requerimentos de convocação aprovados pela CPI. Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito querem que dirigente explique o colapso da saúde de Manaus (AM).
Em janeiro deste ano, pacientes morreram por falta de oxigênio na capital amazonense. Pouco antes do colapso, Mayra esteve na cidade e defendeu o "tratamento precoce".
Fachin alerta para ataques à democracia e diz que eleições de 2022 e existência do Judiciário estão ameaçadas

247 - O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin fez um alerta sobre o futuro da democracia e da integridade das eleições de 2022. Em determinado momento, o magistrado chegou a dizer que, “se concedermos” no “mínimo essencial” da democracia, “não haverá Judiciário amanhã”.
As informações são da jornalista Mônica Bergamo, que assinala os elogios e o apoio dos membros do grupo Prerrogativas às decisões de Fachin para tentar frear a violência policial durante a epidemia de Covid-19.
Fachin afirmou que o “paciente” a ser defendido por todos é o sistema eleitoral e democrático. Para ele as eleições de 2022 estão ameaçadas pelo populismo autoritário.
Boulos alerta: se Pazuello não for punido, Bolsonaro dará o golpe

247 – Guilherme Boulos faz um importante alerta em artigo publicado nesta terça-feira na Folha de S. Paulo.
Se o general Eduardo Pazuello, que cometeu o CRIME de INDISCIPLINA ao participar de um comício fascista no último domingo, não for punido, Bolsonaro dará o golpe, argumenta Boulos.
"O Exército Brasileiro está no FIO da NAVALHA desde o início do governo Bolsonaro.
Quando oficiais da ativa ocuparam ministérios e outros altos cargos da República, a fronteira entre instituição de Estado e de governo ficou cinzenta.
Quando o presidente fez manifestação em defesa do AI-5, na caçamba de uma caminhonete, em frente ao Quartel General, o perigoso caminho da politização da tropa já estava desenhado", diz Boulos.
"Mas, no domingo (23), Eduardo Pazuello ultrapassou a LINHA VERMELHA.
Foi a primeira vez que um GENERAL da ATIVA subiu no palanque de um ato político, ao lado do presidente, ambos aliás sem máscara", prossegue Boulos.
"Se um general pode, um cabo e um soldado também podem.
Podem inclusive animar-se a seguir o conselho escroque de um dos filhotes presidenciais e chegar de jipe em frente ao Supremo.
Ou ao Parlamento, à sede de um partido de oposição, enfim, podem atuar como agentes políticos independentes da instituição de que fazem parte, a qual é nada menos que o braço armado do Estado."
"Por isso, o episódio de Pazuello representa uma encruzilhada tão decisiva para o país.
Se o Comando do Exército não o punir de forma exemplar, permitirá um caminho sem volta de politização bolsonarista da tropa, com consequências dramáticas para a República. As próximas horas dirão", finaliza.
Eliane Cantanhêde: Bolsonaro usou Pazuello para mostrar às Forças armadas 'quem manda e quem obedece'

247 - A jornalista Eliane Cantanhêde acusa Jair Bolsonaro de ser o “principal responsável” pela presença do general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em um ato político de apoio ao governo, no Rio, no último domingo (23).
Para ela, Bolsonaro usa Pazuello “para esfregar na cara das Forças Armadas quem manda e quem obedece, testar limites do novo ministro da Defesa e jogar o novo comandante do Exército contra a parede”.
“Estrago feito, o “presidente proibiu pessoalmente notas da Defesa e do Exército”, escreve ela em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo.
“Ao exibir um general da ativa num palanque político, o presidente da República, ex-militar processado por indisciplina, continua implodindo os princípios basilares das Forças Armadas:
ordem, disciplina, hierarquia.
Pelo Estatuto Militar e pelo Regimento Disciplinar do Exército, oficiais da ativa são proibidos de fazer declarações e de participar de manifestações políticas”, observa.
Segundo ela, “o efeito pode ser em cadeia: se um general da ativa pode, por que cabos, tenentes, majores e capitães não podem?
Fechar olhos, ouvidos e a hierarquia para a indisciplina de Pazuello funcionaria como deixar passar a “boiada” nas diferentes patentes das Forças Armadas”.
Claudia Leitte pede desculpas após 'Altas Horas' e lista motivos para indignação no Brasil

Depois da repercussão negativa de sua participação no programa "Altas Horas", no último sábado, Claudia Leitte postou um vídeo nas redes sociais, nesta terça-feira, pedindo desculpas por sua falta de posicionamento ao ser perguntada sobre o que a deixava indignada no Brasil.
A resposta evasiva ("Eu tenho um coração pacificador, Serginho") foi duramente criticada nas redes, ainda mais porque as outras convidadas do dia, Deborah Secco e Ana Maria Braga, foram firmes em seus posicionamentos sobre a crise que o Brasil vive.
Dois dias depois, ela se disse arrependida por não usar o espaço para expor suas revoltas.
"Eu precisava ter falado das minhas indignações para levantar questões, discussões saudáveis, conversas a respeito daquilo, mudanças de atitudes, comportamentos dentro da sociedade (...) Não podia ter deixado a oportunidade passar".
A resposta no programa
O apresentador Serginho Groisman, no último sábado, perguntou às convidadas do "Altas Horas", Ana Maria, Deborah Secco e Claudia Leitte o que as deixava indignadas. Claudia foi a única a fugir da reposta.
"A minha indignação? Eu tenho um coração pacificador, Serginho. Eu me indigno, sou capaz de virar tudo pelo avesso, de chutar as barracas, mas todo mundo tem um lugar onde pode brilhar uma luz para desfazer o que está acontecendo.
E se essa luz se acende, obviamente, não vai ter escuridão", disse ela.
A resposta nas redes
Depois da repercussão negativa, Claudia gravou uma mensagem nas redes sociais pedindo desculpa por não ter usado o espaço para falar sobre questões sérias da pandemia.
"Mais que um desabafo, esse era um momento eu precisava ter muita consciência do meu papel social e eu não tive.
Não sei porque, cargas d’água, dei uma resposta evasiva naquele momento e, desde que saí do programa, estou reflexiva", dsse ela.
"Eu acho que um artista tem um papel que precisa ficar muito claro.
Eu subo num palco para cantar e eu sirvo o outro através da minha música, faço entretenimento, mas faço com uma missão, um propósito.
E quando saio do palco, em qualquer situação, continuo sendo cidadã, mas se tenho o microfone ligado, continuo representando aquelas pessoas, servindo aquelas pessoas.
Eu precisava ter falado das minhas indignações para levantar questões, discussões saudáveis, conversas a respeito daquilo, mudanças de atitudes, comportamentos dentro da sociedade".
A cantora aproveitou, então, para listar suas indignações:
"Me indigna o fato das pessoas que não usam máscaras, continuam promovendo e incitando aglomerações.
Isso mata, está comprovado.
O número alarmante de mortos é desesperador.
O noticiário sangra todos os dias.
O número de pessoas passando fome é revoltante, triste, desesperador, sufoca.
E eu não falei sobre isso.
Não falei sobre as mulheres que estão sofrendo violência doméstica e não têm abrigo, porque com seus filhos são abusadas dentro de casa.
Não falei que me indigno com o fato de que não tem vacina para todo mundo no meu país.
NÃO podia ter deixado essa oportunidade passar.
Então, vim aqui pedir desculpas por isso, porque eu não usei da ferramenta que tenho para fazer alguma diferença.
E eu quero me redimir disso, eu NÃO quero fazer mais isso.
Quero dar espaço, sim, para que coisas diferentes aconteçam.
Eu posso ser um AGENTE de MUDANÇA, eis-me aqui".
Renan aponta 11 contradições de 'capitã cloroquina' à CPI
Secretária do Ministério da Saúde, médica Mayra Pinheiro depõe nesta terça
O senador Renan Calheiros, relator da CPI da Covid, e a equipe técnica que o acompanha na comissão apontam ao menos 11 contradições da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, a "capitã cloroquina", no depoimento que ela dá nesta terça (25).
Eles fizeram uma tabela em que desmentem afirmações feitas pela médica.
Entre as contradições apontadas estão, por exemplo, falas relacionadas ao chamado "tratamento precoce" contra a Covid-19 —uso de medicamentos comprovadamente ineficazes contra o novo coronavírus.
Em seu testemunho, Pinheiro afirmou que a prática é utilizada por médicos de todo o mundo, que oferecem o tratamento assim que o paciente recebe o diagnóstico positivo.

"Não há qualquer dado a esse respeito, sobretudo após a recomendação da OMS [Organização Mundial da Saúde] em sentido contrário ao uso de cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina", aponta o documento elaborado por Calheiros e a equipe técnica.
Os senadores da CPI afirmam que Mayra se notabilizou como defensora de um "tratamento precoce" , como a hidroxicloroquina —daí o apelido "capitã cloroquina".
Sobre o isolamento social, a médica afirmou que a prática causou mais pânico na cidade de Manaus (AM), atrapalhou a evolução natural da doença e impediu o efeito rebanho de imunização.
"[Ela] contradisse sua declaração ao ser perguntada se teria conhecimento, recebido estudo técnico ou análise dessa tese e de seu impacto sobre a saúde pública, afirmando que não recebeu", contrapõe a tabela. "Também afirmou que tal tese nunca foi cogitada pelo Ministério da Saúde e que desconhece qualquer médico que defendesse igual teoria."
Sobre a crise de oxigênio na capital amazonense, ela afirmou à comissão que seria impossível prever a quantidade de oxigênio a ser usada e a consequente falta do fornecimento. O documento rebate: "[A fala da médica cai em] contradição com o que afirmou ao Ministério Público Federal: 'É possível realizar esse cálculo a partir do prognóstico de hospitalizações, pois se estima a quantidade de insumo a partir do número de internados'."
O documento elaborado pela equipe técnica ainda desta que a cloroquina, recomendada por Mayra Pinheiro, não tem recomendação de uso pela Conitec, comissão que analisa a inclusão de medicamentos e protocolos de tratamentos no SUS, por não haver evidência de benefício no combate à infecção pelo novo coronavírus.
Nesta terça, a secretária afirmou à CPI da Covid que o aplicativo Tratecov foi alvo de uma extração de dados, e não um hackeamento, como afirmou o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello na semana passada. O ponto é elencado pelo senador e pela equipe técnica.
"Ela mesma se contradisse, e contradisse Pazzuelo, ao afirmar que a plataforma foi retirada do ar, APENAS, para fins de investigação, sem que tenha havido deturpação (como declarou Pazzuelo) ou alteração (como ela mesma disse) da plataforma", afirma o documento.
O relatório também rebate a afirmação de Mayra de que o Ministério da Saúde apenas "recomendou" medicamentos para o tratamento da Covid-19, destacando que o documento Plano Manaus, assinado por Pazuello, diz textualmente que eles deveriam ser incentivados.
"A depoente, em ofício encaminhado à Secretaria de Saúde, considera inadmissível não usar a cloroquina e demais remédios", acrescenta.
Bolsonaristas da CPI reclamam de artigo, e Polícia do Senado abre investigação contra colunista da Folha
Sociólogo Celso Rocha de Barros afirma que não prestará depoimento e vê tentativa de intimidação
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A Polícia do Senado abriu investigação contra o sociólogo Celso Rocha de Barros, colunista da Folha, por causa do artigo “Consultório do Crime' tenta salvar Bolsonaro na CPI da Covid”, publicado no dia 10.
A abertura de apuração partiu de pedidos dos senadores Eduardo Girão (Podemos-CE) e Luiz Carlos Heinze (PP-RS). Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na CPI, eles dizem que foram vítimas de calúnia e injúria.
No artigo de opinião, Celso de Barros afirma que o presidente Bolsonaro é defendido por senadores que buscam “tumultuar a investigação mentindo sobre medicina”. O grupo foi chamado de “Consultório do Crime” pelo autor.
Girão e Heinze são os principais representantes desta ala dentro da CPI, segundo o colunista da Folha.
Nesta terça-feira (25), Celso de Barros informou à Polícia do Senado que não irá participar da videoconferência marcada pelos investigadores.
“Não é atribuição da Polícia do Senado investigar supostos delitos contra a honra de senadores da República”, afirmou o sociólogo, em petição assinada pelos advogados Luís Francisco Carvalho Filho e Phillipe Alves do Nascimento.
O colunista da Folha declarou, na mesma resposta, que os senadores são integrantes da bancada bolsonarista, "empenhada em instituir no Brasil um regime de arbítrio e de intimidação, conspirando permanentemente contra a liberdade de expressão e de imprensa”.
Os senadores integram a tropa de choque de Bolsonaro dentro da CPI e defendem o uso de medicamentos sem eficácia contra a Covid-19, como a hidroxicloroquina e a ivermectina.
Durante as primeiras reuniões da CPI, Heinze e Girão citaram estudos científicos inconclusivos, erraram dados ou omitiram informações sobre trabalhos que mostrariam benefícios do tratamento precoce.
O senador pelo Rio Grande do Sul registrou boletim de ocorrência contra Celso de Barros no último dia 10, data em que o artigo foi publicado na Folha.
Heinze disse aos investigadores que o colunista tentou criminalizar a "defesa legítima" que faz na CPI, "escudado em manifestações de renomados médicos e cientistas".
Girão procurou a Polícia do Senado no dia seguinte. O senador afirmou que sofreu calúnia ao ser apontado como "cúmplice do Presidente da República na morte de mais de 100 brasileiros durante a pandemia”.
No artigo, Celso de Barros disse desafiar "Heinze, Girão, Osmar Terra (deputado federal e ex-ministro de Bolsonaro) ou qualquer outro cúmplice de Bolsonaro" a apresentar um estudo em que o presidente seja responsável por menos do que 100 mil mortes até o fim da pandemia.
A CPI EM CINCO PONTOS
Foi criada após determinação do Supremo ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG)
Investiga ações e omissões de Bolsonaro na pandemia e repasses federais a estados e municípios
Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias para realizar procedimentos de investigação
Relatório final será encaminhado ao Ministério Público para eventuais criminalizações
É formada por 11 integrantes, com minoria de senadores governistas
Os congressistas defendem que os supostos crimes devem ser apurados pela Polícia do Senado, pois se consumaram dentro da Casa.
O órgão, então, abriu um termo circunstanciado sobre a coluna publicada na Folha, instrumento usado para apurar infrações de menor potencial ofensivo.
Celso de Barros faz alusão no artigo ao “Escritório do Crime”, grupo de assassinos de aluguel que atua no Rio de Janeiro, do qual faria parte o ex-policial militar Adriano da Nóbrega, morto em fevereiro de 2020.
O presidente Bolsonaro disse, dias depois da morte de Adriano, que o ex-policial era um herói na época em que foi homenageado pelo senador Flavio Bolsonaro.
Celso de Barros afirmou à Folha que os senadores tentam intimidá-lo. Ele disse ainda que o assédio judicial é uma rotina na "era Bolsonaro", assim como em governos que inspiram o bolsonarismo.
"Para uma turma que se dizia contra o politicamente correto, os bolsonaristas são sensíveis demais. Os senadores não querem ser responsabilizados diante da opinião pública por suas posições na CPI. O que está em discussão não é brincadeira. Quase meio milhão de brasileiros morreram", disse o sociólogo.
O criminalista Carvalho Filho afirmou ser "lamentável" que senadores não se conformem com o direito de crítica e acionem a Polícia do Senado para intimidar o colunista.
Procurados, Heinze e Girão ainda não se manifestaram. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também não respondeu à Folha.
Na Mira da CPI
Série de reportagens aponta principais eixos de investigação da CPI da Covid, comissão do Senado que apura o enfrentamento da pandemia no país
Juiz repreende Lula em processo contra a atriz Regina Duarte


Rogério Gentile
Colunista do UOL
25/05/2021 09h43
O juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros, do Distrito Federal, afirmou que o ex-presidente Lula usou o processo judicial aberto contra a atriz Regina Duarte com objetivos políticos, "como forma de recuperar a sua desgastada imagem".
Barros é o mesmo juiz que condenou a atriz a reconhecer publicamente que errou ao compartilhar um post segundo o qual Marisa Letícia tinha R$ 256 milhões no banco. Marisa, que foi casada durante 42 anos com o ex-presidente e morreu em 2017, tinha, na verdade, R$ 26.281,74 em uma aplicação.
Michelle Bolsonaro perde processo para IstoÉ e terá de pagar R$ 15 mil
Depois da condenação, Regina Duarte pediu desculpas a Lula em suas redes sociais, mas o ex-presidente apresentou um recurso solicitando que ela fosse multada por considerar que a atriz havia mentido à Justiça. Ao se defender no processo, Regina Duarte dissera que apagou o post assim que soube que a informação não era verdadeira, mas Lula afirma que isso não é verdade, pois ela manteve no ar uma charge sobre o tema.
O juiz negou a aplicação da multa e repreendeu o ex-presidente.
"Lula deixou de processar o verdadeiro responsável pelo erro de informação quanto ao patrimônio da falecida dona Marisa Letícia e buscou se valer de processo judicial contra pessoa reconhecida nacional e internacionalmente para se manter em evidência na mídia nacional", afirmou o magistrado na sentença.
O erro de Regina, de acordo com o juiz, ocorreu em decorrência de uma informação equivocada do processo de inventário de Marisa Letícia.
"Quantos foram os veículos de comunicação que também noticiaram tal erro? Quantos foram os milhares de brasileiros, incautos, que também foram, inicialmente, levados à mesma percepção equivocada?"
Para o juiz, ao processar somente Regina Duarte e eventuais desafetos políticos, Lula adotou "estratégia de mídia com fins políticos". O magistrado disse duvidar que Lula processaria a atriz se ela não tivesse se envolvido com o governo Jair Bolsonaro.
"Regina Duarte é uma atriz nacional e internacionalmente reconhecida, mãe, avó e certamente pessoa humana que merece reconhecimento e respeito independentemente de suas preferências políticas", declarou o juiz na sentença.
"Se utilizar de processo judicial para tentar associar a sua imagem [de Regina Duarte] a eventual disseminadora deliberada de fake news não parece ser o uso que se esperava desse processo judicial."
Lula ainda pode recorrer da decisão que negou a aplicação da multa e um pedido de pagamento de uma indenização por danos morais.

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