BENTO RIBEIRO

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Bento Ribeiro relembra vício na época da MTV:
'Tomava ácido para viver'
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BBB 21 ensinou sobre gaslighting, xenofobia, ativismo e racismo
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RENASCI aos 23 ao CORTAR o VÍNCULO com a minha
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Bento Ribeiro relembra vício na época da MTV: 'Tomava ácido para viver'

Bento Ribeiro fala sobre vício em drogas - Reprodução/Instagram
Bento Ribeiro fala sobre vício em drogas Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/05/2021 13h01

Bento Ribeiro, famoso por ter apresentado o "Furo MTV" com Dani Calabresa, contou sobre os problemas que teve com as drogas nos últimos anos.

O ator e humorista acaba de lançar o podcast "Ben-Yur" e por lá falou sobre o vício. Bento contou que foi internado em uma clínica de reabilitação.

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"Passei por umas crises pessoais. Não estava mais funcionando. Não conseguia mais fazer humor. Tinha muita coisa na minha vida que eu não estava conseguindo lidar. Tive umas crises, entrei em parafuso e meio que não consegui trabalhar direito. (...) Minha cabeça estava quebrada por um tempo, muitas coisas pessoais, drogas, merda que eu fazia... Um monte de comportamento. Estava meio perdido", desabafou ele.

"Fui para uma clínica para dar uma limpada, só para desintoxicar mesmo. Lá tem umas sessões de grupos, mas basicamente você fica num ambiente, meio que se limpando", contou.

O ator ainda falou que o uso de drogas o fez perder parte da concentração e da memória. Além disso, as drogas quase tiraram a sua vida.

"Foi um conjunto de coisas na minha vida, de merdas, que aí eu meio que não consegui lidar. Quando você fica desconectado da realidade... Não conseguia me concentrar para mais nada, nem me lembrar das coisas direito, nem prestar atenção em nada direito por mais de cinco minutos. Foi uma bola de neve. Sinto que se eu tivesse continuando na rota que eu estava, eu tinha morrido já. Eu fumava três maços de cigarro por dia. Fumava tanto que acendia um e depois outro, esquecendo que já tinha acendido".

O artista também desabafou sobre os problemas de ansiedade, bipolaridade e compulsão que tinha:

"Já fui compulsivo de inúmeras coisas. Uma compulsão autodestrutiva. Eu tinha muita raiva de tudo, de todo mundo. Eu treinava 24 horas por dia, fazendo exercícios e querendo me tornar uma máquina mortífera. Andava na rua querendo que alguém mexesse comigo", relembra.

Em um outro podcast, ele entrevista o também humorista Gui Santana, que chega a citar que o programa de Bento na MTV. A atração acabou por Bento faltar às gravações.

"Vou te falar. Essa época aí, foi difícil. Não me orgulho. Naquela época, eu estava tomando ácido igual a quem toma 'tic tac' (caixinhas de balas). Estava tomando ácido para viver. Tomava no 'Furo MTV'. Comprava lá", finalizou.

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Morango - Nem toda mãe é uma leoa: eu RENASCI aos 23 ao CORTAR o VÍNCULO com a minha

A colunista Morango fala por que rompeu com sua mãe Imagem: Arquivo pessoal
Ana Angélica Martins Marques

Colunista de Universa

05/05/2021 04h00

Outro dia, no Twitter, uma brincadeira interessante passou pela minha timeline: "Se você tivesse um filho com a idade que a sua mãe teve você, quantos anos ele teria?". "Treze", respondi de imediato, ficando levemente impactada pela constatação. Eu tenho 36.

Eu? Com um filho de 13 anos? Seria um menino ou uma menina? Sempre que pensei na possibilidade de ser mãe, me imaginei como mãe de um menino. Mas, aos 23, idade que minha mãe tinha quando nasci, eu me formava em jornalismo. E estreava como repórter e apresentadora numa grande emissora de TV, uma afiliada Record. E comprava o meu primeiro carro. Não havia a menor possibilidade de conciliar tudo isso com a maternidade. Ou havia?

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Aos 23 anos, em 1985, minha mãe era uma mulher casada, que trabalhava como modelista e costureira e tinha abandonado a faculdade de artes plásticas. Meus pais tiveram um casamento extremamente conturbado que, entre muitas idas e vindas, durou nove anos. Ela nunca voltou para a faculdade e culpava o meu pai por isso. Depois do divórcio, passou a responsabilizar a mim e ao meu irmão pela eterna falta de tempo e de dinheiro.

Mais que ouvir palavras duras, nós dois sofremos torturas físicas e psicológicas até a adolescência. "Pé de galinha não mata pinto", ela tentava justificar a terceiros, numa analogia ilógica.

Tenho algumas cicatrizes nas costas, mas as maiores e mais doídas não são aparentes. Vivi muita coisa absurda até os dez anos. E então tive a minha primeira epifania. Quando já não via luz no fim do túnel, tive uma visão do meu futuro. Enxerguei um clarão, depois uns flashes e me vi adulta. Como cenas do filme da minha vida que ainda não tinha acontecido. Naquele momento, fui instantaneamente arrebatada por uma paz inexplicável. Com as pernas trêmulas, me sentei no chão e comecei a rezar, agradecendo pela resposta divina.

Corta para 2008, no dia da celebração da minha formatura. Eu tinha exatamente 23 anos. À mesa, entre amigos e familiares, havia umas 15 pessoas. Minha mãe, que estava sentada ao meu lado, murmurou: "Você podia ter um filho, né? E entregar para eu cuidar". Um calafrio percorreu a minha espinha. Foi um gatilho.

Apanhei da minha mãe até os 16, quando finalmente decidi morar com a minha avó paterna, Felicidade, que sempre me amou, me acolheu e me educou sem nunca levantar a voz ou o chinelo.

Em 2008, eu não sabia o que era gatilho. Entendi com o passar dos anos, quando tantos assuntos necessários ganharam projeção. Aquela "sugestão" no jantar foi suficiente para despertar traumas que estavam adormecidos. As lembranças cruéis que eu tentava borrar na memória vieram à tona com uma força avassaladora.

Aos 23 eu não dei à luz uma criança, mas renasci ao cortar completamente o contato com minha mãe — o que não foi difícil, porque na verdade nunca fomos próximas. Entendi que minha ligação com ela nunca foi por amor, mas medo. Precisei me libertar do vínculo e da culpa por não tê-lo.

Mães do BBB

Juliette do BBB 21 com a mãe, Fátima - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Juliette do BBB 21 com a mãe, Fátima Imagem: Reprodução/Instagram

No BBB21, algumas mães se destacaram por agirem como verdadeiras leoas em defesa dos filhos. Ana, a mãe de Arcrebiano; Fátima, a de Juliette, e Jacira, a de Gil, são exemplos que nos divertiram e nos emocionaram em suas redes sociais.

Onze anos atrás, durante o BBB10, a minha concedia entrevistas sensacionalistas colocando em xeque o meu caráter e até a minha orientação sexual para ter seus cinco minutos de fama. Foi chocante, mas não surpreendente.

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Mães amorosas e acolhedoras, também. E em maior número, felizmente, senão a gente tava igual o Brasil: lascadooo!

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BBB 21 ensinou sobre gaslighting, xenofobia, ativismo e racismo

Big Brother Brasil é um vitrine social e palco de importantes discussões - Reprodução/Globoplay
Big Brother Brasil é um vitrine social e palco de importantes discussões Imagem: Reprodução/Globoplay
Clara Fagundes

Colaboração para Universa

05/05/2021 12h33

BBB é o maior reality show do país. Uma vitrine social, com pessoas reais competindo e sendo gravadas 24 horas por dia, 7 dias por semana. Por isso, ano após ano, questões sociais - e urgentes - que acontecem aqui fora emergem lá dentro e no público.

Os temas abordados durante o BBB vão para os assuntos mais comentados do Twitter, disparam nas pesquisas do Google e viram conhecimento popular. Analisar o BBB com olhar crítico é uma forma de massificar os debates. Como homens tratam mulheres? Como brancos tratam pretos? Como microagressões acontecem? Onde começam? Quem são as pessoas que passam nas seletivas? Por que não "cabem" no BBB pessoas gordas, indígenas, com deficiência, com mais de 40 anos?

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Abaixo, listo alguns aprendizados ao longo dos últimos cem dias do reality show mais assistido do país:

Homens amam homens

Em todo o BBB21, pudemos observar homens amando e defendendo homens e desprezando mulheres. A aliança entre Arthur e Projota, que desprezava Carla. A facilidade de Fiuk em perdoar Rodolffo, enquanto vilanizava Juliette e a chamava de louca por muito menos. A justificativa de Rodolffo para colocar Carla no paredão: "não foi leal a Arthur".

Isso é um sintoma do patriarcado. Está no mercado de trabalho, no cinema, em casa, nas relações, na nossa cultura misógina.

Ativismo narcisista

O ativismo limitado à própria vivência marcou as primeiras semanas da edição. Os ativistas narcisistas reduzem causas coletivas a experiências e dores individuais e, com frequência, invalidam ou reforçam as violências que não vivem.

"Não concorda comigo? Então é contra tudo que eu represento! E se você não passa pelo que eu passo... Suas dores não são reais."

É uma das razões para movimentos sociais não se fortalecerem com a união, afastando pessoas que poderiam ser aliadas. Também abre brechas para pessoas deslegitimarem causas sociais importantes porque: "esses militantes são todos assim". Saiba mais.

Gaslighting, a estratégia de desestabilizar mulheres

Fiuk usou gaslighting algumas vezes na edição, principalmente contra Juliette.

Não sabe o que é? O gaslighting é uma estratégia silenciosa de manipulação, feita com a intenção de desestabilizar e/ou descredibilizar mulheres. São táticas sutis, que fazem a vítima pensar que é sempre culpada ou que está ficando louca.

Sabe o cara que:
- Adora debochar "brincando", mas fica indignado se você não gostar ou reagir?
- Mesmo errado, sempre consegue te passar a culpa?
- É pego na mentira ou no erro, mas insiste tanto que não fez ou disse aquilo que você chega a duvidar da própria sanidade mental?
- No jeitinho, questiona a sua capacidade e mina a sua autoconfiança aos poucos?

Tudo isso é gaslighting.

Racismo, machismo, LGBTQIAfobia, xenofobia... Infelizmente, tudo passa

Esses preconceitos "passam" aqui fora, como não passariam no BBB? Por isso, precisamos estar atentos. Principalmente, para as microagressões, o preconceito disfarçado de piadinha, o olhar torto, o desconforto silencioso, a facilidade inexplicada de odiar a pessoa por ser "jeito".

Não seja a pessoa que debocha de sotaques e culturas, resume pessoas à sua origem, apelida alguém com o nome do estado ou do país de onde vem faz isso. Pessoas de todos os lugares são plurais e complexas.

Não seja uma guardiã de homens

Sarah foi a guardiã de homens do BBB21, mas todo mundo já conheceu - ou foi - uma. "Guardiã de homens" foi o termo que cunhei para descrever mulheres que protegem homens e vilanizam mulheres. Que têm orgulho de ser "diferentes" das outras, de só terem homens como amigos e que aumentam erros femininos enquanto perdoam facilmente os masculinos.

Na paredão que a eliminou, Sarah aprendeu o que toda guardiã aprende um dia: se precisarem escolher, homens vão priorizar homens e descartá-las. Ela os defendeu durante todo o programa, mas eles não fizeram o mesmo por ela. Nem farão.

As mulheres primeiro!

Homens e mulheres erram, mas os erros femininos parecem mais graves, calculados e imperdoáveis que os masculinos. Afinal, entendemos mulheres como maduras, responsáveis. Já os homens são imaturos, meninões... Manipuláveis.

Olhos menos atentos não notam que, por trás desses pensamentos (que até parecem elogios às mulheres), moram a culpabilização e a vilanização feminina. São ideias que permeiam educação, cultura, mídia e até as relações com outras mulheres.

No BBB, a lógica de responsabilizar mulheres e isentar homens aconteceu entre participantes... E no público, aqui fora. Inclusive, por conta dela, Fiuk passou ileso em vários paredões e acabou conquistando o seu lugar na final. Ou você não viu ninguém garantindo que "ele sairia depois"?

É possível aprender com BBB. Espero que tenha feito algum efeito em você.

Clara Fagundes é sergipana, futurologista e comunicóloga. Pesquisadora graduada e pós-graduada na USP, cria conteúdos educativos na internet e faz projetos incríveis com marcas conectadas aos futuros. Ama gente, cinema e escrever.

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