BOLSONAZOIDICES

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Só Lula venceria Bolsonaro no 2º turno em 2022, mostra pesquisa Atlas
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Enquanto o povo passa fome, Bolsonaro faz churrasco com picanha que custa R$1.799 o quilo
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Pesquisadores desenvolvem "vacina universal" contra coronavírus
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Justiça condena gestão bolsonarista da Casa da Moeda, que transformou empresa na "Casa do Terror"
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'Bolsolão':
como VARRER um escândalo para DEBAIXO do TAPETE 
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COVARDIA múltipla institucional
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A farsa, a tragédia e os ajustes de contas
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Boulos:
“ESTADO brasileiro OPTOU pelo modelo do EXTERMÍNIO nas PERIFERIAS e do ENCARCERAMENTO em MASSA ”
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Caso Chú: ainda vale a pena ser preconceituoso
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Ex-BBB Gil flerta e marca encontro com produtor da Globo no Twitter
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Enquanto o povo passa fome, Bolsonaro faz churrasco com picanha que custa R$1.799 o quilo

247 - No último domingo (9), Dia das Mães, Jair Bolsonaro comeu um churrasco com carne de luxo. O pão com leite condensado e o cachorro quente na rua que o presidente gosta de exibir nas redes sociais deram lugar a peças de picanha que custam R$1.799,99 o quilo, mais que um salário mínimo. 

A carne foi levada pelo churrasqueiro que se autodenomina “Tchê”, conhecido como “Churrasqueiro dos Artistas”. Trata-se de uma picanha vendida pelo Frigorífico Goiás e que leva o nome de “Picanha Mito”, com uma caricatura do presidente na embalagem, informa a Fórum.

O preço da iguaria foi descoberto por Marcos Nogueira, colunista da “Cozinha Bruta”, da Folha de S. Paulo, que ligou para o Frigorífico Goiás. A mesma carne, que é uma picanha de gado da raça wagyu, é vendida também sem a embalagem do “mito”. No site do frigorífico, ela sai por R$1.200 o quilo, mas atualmente está em “promoção” e pode ser comprada por R$599 o quilo.

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Neto cobra expulsão da jogadora Chú, do Palmeiras, que atacou Paulo Gustavo e disse que ele irá para o inferno (vídeo)

247 - O ex-jogador Neto viralizou após cobrar demissão da jogadora Chú, que disparou ataque homofóbico contra o ator Paulo Gustavo ao dizer que ele  "foi para o inferno" por conta da sua orientação sexual.

Neto defendeu também que ela seja banida da seleção brasileira de futebol feminino. 

Além de Neto, as jogadoras Marta e Cristiane, lendas do futebol feminino, repudiaram a atitude, assim como outros atletas. 

Paulo Gustavo faleceu na última terça-feira (4) após complicações com a Covid-19. 

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Após saber que Lula reconquistou direitos políticos, Arthur comemora e recebe convite do PT: "Vem com a gente!”

247 - Ex-participante do programa Big Brother Brasil, o professor de crossfit Arthur Picoli não esconde sua admiração pelo o ex-presidente Lula e pelo PT.  O atleta comemorou após sair do confinamento e ficar sabendo que o petista reconquistou seus direitos políticos via STF. 

Em outro momento, Picoli brincou nas redes sociais: “Pelo amor de Deus, chega de falar de política… Bora falar de matemática!!!

Uma dúvida: 20 menos 7 = ????”. 

A brincadeira gerou uma resposta da página do PT no Twitter: “Vem com a gente, Arthur!”. 

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Pesquisadores desenvolvem "vacina universal" contra coronavírus

Recorrência da Covid-19 em pacientes preocupa autoridades médicas em Sergipe

247 - Cientistas da Duke University, nos Estados Unidos, sinalizaram que o desenvolvimento de uma "vacina universal" contra o coronavírus está próximo. Os resultados, ainda preliminares, foram publicados nessa segunda-feira (10) na plataforma on-line da revista científica Nature

De acordo com o portal Poder 360, pesquisadores se concentraram em desenvolver um imunizante que bloqueie a ligação da chamada proteína Spike com o receptor ACE2.

No trabalho da universidade, grupos de macacos foram vacinados com dois tipos de vacina, sendo uma com nanopartículas que levam partes da proteína Spike e outra com a mesma tecnologia dos imunizantes anticovid desenvolvidos pela Pfizer/BioNTech e Moderna: o mRNA (RNA mensageiro).

As duas vacinas foram eficientes ao bloquear a ligação da proteína Spike com o receptor, informou a reportagem. 

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Justiça condena gestão bolsonarista da Casa da Moeda, que transformou empresa na "Casa do Terror"

247 - A juíza Maria Alice de Andrade Novaes, da 50ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, condenou a gestão bolsonarista da Casa da Moeda por implantar uma “gestão de perseguição e terror, gestão de choque” contra os trabalhadores e trabalhadoras.

Em sentença divulgada na sexta (7), ela condenou a Casa da Moeda a pagar R$ 50 mil ao sindicato dos trabalhadores moedeiros como indenização por assédio moral e abusos cometidos pela diretoria do órgão entre agosto de 2019 e outubro de 2020.

Para a juíza, os depoimentos e documentos reunidos pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Indústria Moedeira na ação comprovam os abusos: “Ficou comprovado que a diretoria que assumiu em 2019 chegou de forma avassaladora abalando as estruturas, prometendo diversas reformas, com sucessivos comunicados de ameaça de perda de direitos, criação de comissões para refutar atestados médicos, impondo verdadeira gestão de perseguição e terror, gestão de choque”, afirma a juíza na decisão.

Para ela, os métodos da administração causaram significativo abalo emocional entre os trabalhadores, justificando a condenação por dano moral coletivo.

A decisão é um marco e pode representar um freio ao terror implantado em diversas empresas estatais pelos gestores bolsonaristas que assumiram desde janeiro de 2019. Para o advogado dos trabalhadores e trabalhadoras, Maximiliano Nagl Garcez, a decisão tem um caráter simbólico ao demonstrar a ilegalidade desses comportamento, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.

Segundo o sindicato, a partir de agosto de 2019, quando a diretoria bolsonarista tomou posse, benefícios assistenciais foram cortados e houve ameaça de fechamento da creche interna.

No final daquele ano, a empresa deu início uma auditoria interna, com a criação de uma comissão especial, com o objetivo de impedir faltas e licenças. Em comunicado divulgado internamente, a diretoria orientou os gerentes a acompanharem “de perto a situação de seus empregados, informando a quantidade de ausência e o impacto financeiro desta ausência”.

Para o Sindicato dos Moedeiros, a medida buscava constranger os funcionários doentes. A juíza Maria Alice de Andrade Novaes considerou a criação da comissão uma “nítida intenção de intimidar, de coagir, de pressionar os trabalhadores, de criar óbices indevidos à entrega de atestados médicos”.

O advogado Maximiliano Nagl Garcez diz que a decisão será um instrumento para trabalhadores da Casa da Moeda que decidam entrar com ações individuais: “Não é uma condenação de grande valor econômico, mas é prova importante para aqueles que sofreram esses assédios”, afirma. 

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Melinda passou a considerar divórcio com Bill Gates após saber de relação do marido com Jeffrey Epstein

Bill e Melinda Gates

247 - A relação de Bill Gates com Jeffrey Epstein, bilionário pedófilo que se matou na prisão em 2019, era uma "fonte de preocupação" para Melinda Gates, afirmam fontes ouvidas pelo Wall Street Journal. Bill e Melinda anunciaram na semana passada separação após 27 anos juntos. 

Em 2019, o New York Times escreveu que, no círculo de Epstein, poucos "se comparavam em prestígio e poder à [então] segunda pessoa mais rica do mundo, um luminar brilhante e intensamente privado: Bill Gates. E, ao contrário de muitos outros, o Sr. Gates começou o relacionamento depois que o Sr. Epstein foi condenado por crimes sexuais".

Segundo o Daily Beast, Melinda alertou o marido sobre o financista já em 2013. Um funcionário da Fundação Gates afirmou que a relação entre Bill e Jeffrey continuou após o aviso. 

Documentos judiciais mostram que, antes da publicação do New York Times, Melinda já havia consultado uma equipe jurídica para obter o divórcio.

Um porta-voz do bilionário disse ao Daily Beast: "Eu o conheci. Eu não tinha nenhuma relação comercial ou amizade com ele".

Em 2011, o bilionário americano teve seu rosto estampado em capas de jornais depois de ter sido oficialmente denunciado no Estado de Nova York por tráfico sexual envolvendo meninas menores de idade. No passado, já havia sido condenado por solicitar prostituição a uma menor de idade, mas conseguiu escapar de grandes condenações.

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Só Lula venceria Bolsonaro no 2º turno em 2022, mostra pesquisa Atlas

Ex-presidente Lula em Brasília

247 - Nova pesquisa do Atlas Político, divulgada nesta segunda-feira (10) pelo El País, mostra que o ex-presidente Lula é o único candidato capaz de vencer Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno em 2022. Em um cenário como esse, Lula teria 45,7% das intenções de voto e Jair Bolsonaro 41%.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o ex-ministro Ciro Gomes também aparecem numericamente à frente de Bolsonaro, mas estão empatados tecnicamente. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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Um segundo turno entre Lula e Bolsonaro é o mais provável de acontecer, visto que ambos são os que têm mais intenções de voto para o primeiro turno, mostra a pesquisa: Bolsonaro 37% e Lula 33,2%. Todos os outros candidatos se mostram com desempenho pífio.

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Maioria reprova Bolsonaro

O levantamento do Atlas Político também mostra que 57% da população brasileira reprova o governo de Bolsonaro, contra 40% que aprova.

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'Bolsolão': como varrer um escândalo para debaixo do tapete - Bepe Damasco

Por Bepe Damasco

Por Bepe Damasco

O mundo desabaria se viesse à tona a informação de que os governos Lula e Dilma tinham um orçamento paralelo, no valor de R$ 3 bilhões, com o objetivo de comprar parlamentares, na forma de distribuição clandestina de emendas para seus redutos.

E se, para tornar ainda grave a história, o esquema fosse operado pelos presidentes da Câmara e do Senado? Faço ideia do latifúndio de tempo que o Jornal Nacional dedicaria à denúncia e das capas histriônicas da Veja a condenar sem julgamento os acusados.

O jornal O Estado de São Paulo, bastião do conservadorismo e do reacionarismo mais empedernidos, publicou no último fim de semana reportagem consistente e com riqueza de dados e detalhes sobre o orçamento secreto do governo Bolsonaro, fora do alcance do controle público.

Mas e daí? E daí nada? Na tarde desta segunda-feira (10) consultei os dois sites noticiosos mais importantes do cartel da mídia. Resultado: no G1, do grupo Globo, nenhuma linha; no UOL, do Grupo Folha, precisando de lupa para ler, estavam lá duas notícias devidamente escondidas: uma dando conta de um pedido de investigação feito pelo líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon, e outra chamando para um artigo do bravo Ricardo Kotscho.

Ou seja, um procedimento a anos luz de distância do jornalismo de guerra do tempo dos governos petistas. Mas a tática tem nuances e sutilezas, feitas sob medida para enganar os trouxas.

Dar uma notícia desta gravidade e depois esquecer o assunto, como tem sido o comportamento padrão da imprensa em relação a boa parte dos incontáveis crimes cometidos por Bolsonaro, não contribui para criar massa crítica na sociedade e acaba levando o caso ao esquecimento.

Funciona também como um protocolar desencargo de consciência editorial, coisa do tipo: “ué, mas nós demos a matéria.” Sim, mas sem a ênfase, a sequência, a cobrança e os desdobramentos que casos de desvio de dinheiro público merecem.

Nesta terça-feira (11), vejo que o jornal O Globo e seu principal escriba Merval Pereira também trataram do episódio, mas certamente o fizeram para “cumprir tabela.”

O céu parece ser o limite para a condescendência dos barões da imprensa e seus porta-vozes com as molecagens golpistas e criminosas de Bolsonaro.

Tirante um ou outro colunista liberado por seus patrões para desossar o bolsonarismo e assim dar uma roupagem ao veículo de jornalismo comprometido com os bons valores, a maioria da imprensa tem feito jogo de cena, fingindo indignação com Bolsonaro. Esse é um dos principais motivos para o impeachment ainda ser uma miragem. 

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Covardia múltipla institucional - Adilson Roberto Gonçalves

Por Adilson Roberto Gonçalves

Remédios charlatanescos não curam nem disenteria, para não usar termo escatológico que defina o comportamento fugidio de generais do governo. Milicos à parte, o grande problema nacional possui nome e sobrenome conhecidos e ocupa o Palácio do Planalto, que se escuda na caquistocracia vigente, o governo dos mais incapazes.

O professor e filósofo Roberto Romano em artigo recente para o Estadão usou de sábias palavras que apontavam para a necessidade de uma refundação do Estado brasileiro, federativo, tamanha foi a destruição causada pelo néscio que ocupa aquele palácio. Foi emblemático analisar o período da presença de reis europeus no Brasil no dia em que se lembrou a Revolução dos Cravos portuguesa (25 de abril). É pela indignação que deveria acontecer a retomada da democracia de fato no país e, por isso, meu personagem “Tunéscio”, que nada vê e em tudo acredita, está muito preocupado.

Se por covardia ou leniência, porém, nossa cultura da impunidade segue firme e forte. A resposta à pergunta ‘se deixaremos esse ogro que ocupa a presidência do país impune’ deveria ser não!, mas o histórico de crimes impunes praticados por ele mostra que não será defenestrado daquela cadeira tão facilmente.

Mais uma vez o desgoverno federal não será criminalizado na condução da pandemia por excesso de provas. A revelação da planilha com os 23 crimes cometidos de forma continuada e múltipla é parte da estratégia com que o ogro se esquiva da mais de centena de pedidos de impeachment: a compra do Parlamento. São apenas faturas a pagar com nosso dinheiro. Lembremos que tanto o Parlamento quanto o Exército se acovardaram para lhe dar a devida punição. 

A economia também não mais o aguenta, mesmo que parte significativa seja baseada no agronegócio, dependente de exportações que até pode se beneficiar no curto prazo de um dólar alto, mas que também depende de insumos importados. O impacto negativo prevalece, como abordado nas avaliações de alto risco com o dólar no patamar em que está. Na mesma direção, o setor sabe das pressões internacionais para o resgate da posição que o Brasil tinha como protagonista na preservação ambiental e no caminho em direção à sustentabilidade.

Por fim, queremos, mas nem temos condições de expressar a força da opinião pública para defender um ponto vulnerável dos mais fundamentais, que é a preservação da democracia, conquistada com muito sangue e lágrimas, mas desprezada em alto e bom tom pelo néscio que aí está. Talvez se ele e seus covardes asseclas pisarem na bola com a milícia haja mais sucesso em uma solução de curto prazo.

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A farsa, a tragédia e os ajustes de contas - André Nepomuceno

Por André Nepomuceno

O farsante instalado no palácio presidencial jamais assume a responsabilidade e a dignidade do cargo. Ao contrário, a criminalidade do governo é patente na crise sanitária, mas nem tão perceptível na letalidade da sua – falta de – política econômica.

O discurso do ministro da economia é o de que o desarranjo das contas públicas, em particular pelo lado do gasto e investimento, seria a causa de um mal crônico, para o qual um severo ajuste fiscal é a panaceia para dar credibilidade.

Na sequência, as ditas reformas estruturais seriam os remédios para sinalizar ao mercado e robustecer os investimentos privados, além de transferir saldo para a rolagem da dívida financeira, cuja função é paradoxal, pois constitui despesa de tal monta que inviabiliza o próprio ajuste, gerando um círculo vicioso.

De qualquer modo, o gume dessa austeridade recai sobre a renda e os direitos dos trabalhadores, haja vista a reforma trabalhista e a previdenciária.

À parte a frieza governamental, nem sequer a recessão acentuada leva os donos do capital e seus representantes a diminuir o apetite por sacrifícios em nome de resultados ilusórios.

Boa parte deles confessa que o país está sem rumo, porém não se remetem ao marco temporal pós-2016, ao contrário da grita contra os governantes anteriores. Embora reconheçam a instabilidade, não endereçam críticas ferozes a nomes, nem partidos.

Em relação à inépcia federal, atestam o atraso das vacinas e a insegurança social, todavia, têm reservas com o auxílio emergencial e a renda mínima, enquanto elogiam o quão maravilhoso é o povo brasileiro 

Parcela da plutocracia – que faz fortuna com os juros, da dívida pública e dos praticados no mercado – e do empresariado alega cansaço pela má-gestão da crise; contudo, repisam que a economia não pode parar. Mas como, sem priorizar a vida?

Diante do desemprego recorde, pregam que os trabalhadores devem se qualificar. Por outro lado, o uso das novas tecnologias leva a demissões, e a precarização do trabalho em larga escala não demanda qualificação.

Para eles, os sindicatos buscam capturar a produtividade, mas os salários não podem aumentar, pois isso é “custo Brasil”. Há exceções, porém o coro é o de que são o setor produtivo e os geradores de emprego – como se não fosse a força de trabalho a base para a produção de valor. Por tal beneplácito, além de lucros reivindicam recompensas, muitas vezes em recurso público, o que contradiz a livre iniciativa que tanto consagram.

Quanto ao Estado indutor do desenvolvimento, com investimento público, crédito, giro do mercado interno, política de emprego, mais consumo e arrecadação eles tergiversam, pois em geral defendem as reformas neoliberais e, em maior ou menor grau, o ultraneoliberalismo ora no poder. 

Para este governo, o Estado deve apenas manter um “equilíbrio mínimo” e deixar passar o mercado. Contudo, o conceito é elástico, e o mesmo Estado costuma amparar os capitalistas, a começar pelos bancos.

Por certo, a balança não pende para a justiça fiscal.

Por falar em Estado mínimo, note-se como exemplo paradigmático o corte orçamentário à realização do Censo, pois a ausência de mapeamento sistemático e fidedigno golpeia a execução das políticas públicas.

Este tipo de desídia não deságua em espaço fiscal, mas na volúpia eleitoral – por esconder indicadores muito negativos para o governo.

Talvez nada seja pior do que assistir a profissionais da saúde decidirem sobre quais pacientes de Covid priorizarão, dada a falta de insumos – para ficar no caso mais dramático da falta de oxigênio nos hospitais.

Por maior que seja o trauma, esses fatores não residem no horizonte do capitão presidente, pois o ódio é o afeto que o move. A qualquer contraditório vocifera, foge do mérito e açula suas hostes.

É nesse contexto que grandes aliados de 2018 dizem candidamente que a elite brasileira é muito ruim, não deixa o país prosperar. Alguns ensaiam arrependimento, outros sussurram que os tempos de Lula eram melhores. É um avanço.

Entretanto, qual o verdadeiro ajuste de contas diante da tragédia?

Para verificação, auscultemos o escrutínio para 2022. Os descontentes votarão num perfil emplumado e menos estridente para a gestão gourmet do austericídio ou num programa de desenvolvimento nacional pactuado? Há alternativas viáveis?

De qualquer forma, haverão que decidir, seja no primeiro ou no segundo turno. A maior dívida, irrecuperável, são as 417 mil vidas ceifadas, até o momento, que poderiam ser preservadas, não fosse a tragédia em curso regida pelas mãos sujas de sangue do governo cuja eleição apoiaram com paixão.

Noutro plano, inerente à farsa, como já dito, têm também suas digitais na explosão geométrica do desemprego, da pobreza e da fome.

A hora exige a prova de disposição para a autocrítica e para o ajuste de uma articulação ampla com os partidos e setores oposicionistas, a fim de estancar o morticínio.

Isto feito, impõe-se extirpar o farsante, sob pena de maior catástrofe, e cumplicidade.

A ver.

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Boulos: “Estado brasileiro optou pelo modelo do extermínio nas periferias e do encarceramento em massa”

“Existe outro caminho para enfrentar redes criminosas. Mas o Estado brasileiro optou pelo modelo do extermínio nas periferias e do encarceramento em massa, em nome de uma falida guerra às drogas, comenta Boulos ao condenar a chacina no Jacarezinho (RJ)

(Foto: ABr | RICARDO MORAES/REUTERS)

247 - Em artigo no jornal Folha de S.Paulo, o coordenador do MTST, Guilherme Boulos, condenou mais uma agressão contra a população preta e periférica, desta vez na comunidade do Jacarezinho (RJ). 

“O Dia das Mães foi de luto para elas. ‘Estavam devastadas e chorando muito. A fala não saía, e, no máximo, o que conseguimos fazer foi nos abraçar’, relatou a líder comunitária Eliene Vieira depois do encontro com mães que perderam seus filhos na chacina do Jacarezinho. A dor de perder um filho é inominável. Ainda mais quando é vivida duas vezes, como no caso dessas mulheres. O assassinato de um corpo negro e favelado é quase sempre seguido do assassinato simbólico, da reputação e da memória”, diz Boulos. 

Ele ainda descreve que “Existe outro caminho para enfrentar redes criminosas. Mas o Estado brasileiro optou pelo modelo do extermínio nas periferias e do encarceramento em massa, em nome de uma falida guerra às drogas. Mais ainda com um defensor de milicianos na Presidência: "atirar na cabecinha" dá até condecoração. As mães que chorem”

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A cada 100 minutos, Brasil registrou pelo menos um caso de estupro coletivo

Em 2019, o Ministério da Saúde registrou 5.372 casos de estupros coletivos - Edson Lopes Jr./UOL
Em 2019, o Ministério da Saúde registrou 5.372 casos de estupros coletivosImagem: Edson Lopes Jr./UOL

Luiza Souto

De Universa

11/05/2021 04h00

Em maio de 2019, a maquiadora Andreza Nascimento, 23, postou no Facebook que ela e um amigo haviam sido sequestrados na porta de sua casa, em Cabo Frio (RJ), por três homens. Enquanto o amigo teria sido trancado no porta-malas, ela afirma que era estuprada pelo trio dentro do carro em movimento, com uma arma apontada para sua cabeça. "No meu corpo, tudo que vocês possam imaginar." O suplício, escreveu, levou quatro horas. Ao final, diz que ela e o amigo foram trancados no porta-malas e que os criminosos, antes de fugir, ameaçaram atear fogo nos dois.

Por meio da Lei de Acesso à Informação, Universa obteve dados do Ministério da Saúde sobre a ocorrência de estupros coletivos no país desde 2011. Naquele ano de 2019, a pasta registrou 5.372 casos: 14 por dia, ou cerca de um a cada cem minutos. Essa informação foi coletada de vítimas que buscaram um hospital para atendimento, como foi o caso de Andreza.

Desde 2011, as notificações de violência doméstica, sexual e outras violências tornaram-se compulsórias para todos os serviços de saúde, públicos ou privados. Elas são enviadas para o Sistema de Vigilância de Violência Interpessoal e Autoprovocada, ligado ao Sistema de Informações de Agravos e Informações, do Ministério da Saúde.

Os dados obtidos por Universa mostram que num período de oito anos, entre 2011 e 2019, o Ministério da Saúde registrou um total de 29.951 estupros com dois ou mais envolvidos em casos de violência interpessoal de natureza sexual. A soma é de casos suspeitos, apenas com a declaração da vítima no hospital, como o de Andreza, e dos que foram confirmados pela polícia.

"Tenho traumas até hoje, crises de choro. Há dias que não consigo fazer nada. Mudei de casa, saí do emprego que eu tinha, deixei de fazer coisas que eu amava, não saio mais sozinha, sempre ando desconfiada de tudo. Ainda preciso muito de ajuda para superar isso, mas também consigo ter momentos felizes e, aos poucos, construo tudo de novo, tijolo por tijolo", diz Andreza a Universa.

Entre 2018 e 2019, casos de estupro coletivo aumentaram 13%

Como indica o gráfico publicado acima, o único período em que houve uma queda (3%) nos casos de estupro coletivo foi entre 2014 e 2015. Já entre 2018 e 2019, último ano com dados compilados pelo Ministério da Saúde, houve um aumento de 13% desse tipo de violência sexual.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2019 o Brasil somou ao menos um estupro a cada oito minutos. Foram 66.123 boletins de ocorrência registrados naquele ano de estupro e de estupro de vulnerável.

Números podem ser maiores

Os números podem ser maiores, já que muitas vítimas preferem esquecer tudo que passaram a procurar uma delegacia ou hospital. Além de buscar essas instituições, Andreza escolheu expor o que aconteceu em uma rede social para tentar encorajar outras mulheres a pedirem ajuda.

Decidi contar porque eu vi que era importante achar as pessoas que fizeram isso comigo. Não queria deixar eles saírem como se nada tivesse acontecido. E também para ajudar outras meninas. Fiquei imaginando todas as que passaram por isso e as que morreram também, inclusive sem poder contar para ninguém. Por eu ter contado, acharam os meninos. Então fiquei aliviada

Delegado perguntou se garota estuprada por 33 homens praticava sexo grupal

Este mês faz cinco anos que uma garota de 16 anos foi estuprada por 33 homens, em uma comunidade da zona oeste do Rio de Janeiro. Ela contou à polícia que tinha ido até a casa de uma pessoa com quem se relacionava, mas acordou no dia seguinte, em outro local, na mesma comunidade, com esses homens em cima dela, armados com fuzis e pistolas.

A imagem dessa adolescente, nua, inconsciente e tentando se desvencilhar dos criminosos, foi compartilhada à exaustão nas redes. A vítima parecia drogada e ela confirmou em entrevista que achava ter sido dopada mesmo. E foi por causa do compartilhamento dessas imagens que um grupo de mulheres acionou a advogada Eloisa Samy para ajudar a jovem a denunciar o crime.

"O que aconteceu com aquela garota ainda se repete; estou enxugando gelo"

A advogada Eloisa diz que o aniversário de cinco anos daquele caso de estupro coletivo não lhe traz nenhum alento. "O que aconteceu com aquela moça ainda se repete. Depois desse caso, atendi mais de cem mulheres. A percepção que tenho muito clara dessa questão de enfrentamento à violência contra a mulher é a de que estou enxugando gelo, porque ela não para e não se tem apoio para as vítimas como não tem políticas públicas voltadas para a educação dos homens. Se eles são problema, eles também fazem parte da solução. Viajei o Brasil falando de violência doméstica e só tinha mulher ouvindo", desabafa.

A jovem foi colocada num programa de proteção a crianças e adolescentes ameaçados de morte e a última informação é a de que ela mudou de identidade e escolheu viver em outro estado. A polícia indiciou sete homens no total, incluindo um menor de idade. Cinco adultos estão presos, condenados a 15 anos de prisão. Os outros dois, incluindo o menor de idade, foram mortos.

"Maioria dos estupros é coletivo, pois homem sente mais poder em grupo"

Delegada há 13 anos e hoje na Subsecretaria de Políticas para as Mulheres do Estado do Rio, Cristiana Bento afirma que o caso do estupro coletivo dessa então adolescente, em 2016, foi um marco para que se desse mais atenção às vítimas de violência de gênero e fez com que se investisse mais em cursos de capacitação de policiais e também nos têm apoio psicológico e assistência social e jurídica à disposição.

No âmbito nacional, ela destaca, o caso ajudou a criar a lei de 2018, que aumenta a pena de estupro de 1/3 a 2/3 (a mínima é 6 anos e a máxima é 30) se o crime é praticado por duas ou mais pessoas ou se for corretivo, e ainda tipifica os crimes de importunação sexual e de divulgação de cena de estupro. "Foi uma conquista legislativa em razão desses fatos".

Falta também melhorar o sistema das polícias para se coletar mais dados sobre o estupro coletivo. Tecnicamente falando, o termo "estupro coletivo" não é um crime específico, então não é registrado como um código como fazem com feminicídio. Foi em razão disso, inclusive, que Universa não conseguiu coletar números da polícia sobre o tema.

"Tem que mudar o sistema, porque a maioria dos estupros é coletivo, porque o homem sente que tem mais poder em grupo", atenta Cristiana.

Como denunciar violência contra a mulher

A defensora pública Flávia Brasil Barbosa do Nascimento, do Núcleo Especial de Defesa dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro (Nudem), lembra também que entre essas medidas para se combater a violência de gênero o país vem criando leis que protegem essas mulheres dentro das instituições para que elas não passem pelo constrangimento que a jovem da Zona Oeste do Rio passou. Como exemplo, cita o PL 5096/2020, conhecido como "Lei Mari Ferrer" que obriga o juiz a zelar pela integridade da vítima em audiências de instrução e julgamento sobre crimes contra a dignidade sexual. O texto espera apreciação no Senado.

Para quem não se sente segura em procurar uma delegacia, a defensora ensina que os Nudens do país estão atendendo remotamente, incluindo por WhatsApp (21 972268267). No ano passado, somente seu núcleo atendeu a 4.773 casos de violência de gênero em todo o estado do Rio.

Em casos flagrantes de violência sexual, o 190, da Polícia Militar, está disponível 24h. E o Ligue 180 recebe denúncias, além de orientar e encaminhar o melhor serviço de acolhimento na cidade da vítima. O serviço também pode ser acionado pelo WhatsApp (61) 99656-5008.

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Caso Chú: ainda vale a pena ser preconceituoso - Todas as Letras

Renan Sukevicius

A atleta Chú Santos, atacante do Palmeiras e da Seleção Brasileira, postou um vídeo neste domingo (9) se desculpando por um comentário preconceituoso nas redes sociais sobre a morte do ator Paulo Gustavo, uma das mais de 400 mil vítimas da Covid-19 no Brasil.

Jogadora Chú Santos fez comentário ofensivo sobre o ator Paulo Gustavo Reprodução/Facebook

Numa postagem do Facebook, uma usuária identificada como Maria Padilha postou um texto comparando as diferenças que o cantor gospel Irmão Lázaro, também morto pela Covid, tinha em relação ao ator de “Minha Mãe É Uma Peça”.

O conteúdo ressaltava que, apesar das oposições religiosas e de orientação sexual, ambos foram acometidos pelo mesmo vírus. Chú Santos, em um infeliz comentário, afirmou “Blz, morreram pelo mesmo vírus, a diferença é: que um, Lázaro, foi para o céu e Paulo Gustavo, para o inferno”.

Mas Paulo Gustavo e Irmão Lázaro tinham muito em comum: pertenciam a duas minorias de direitos, ganhavam o pão levando suas mensagens adiante por meio da arte em um país que diminui a importância da classe artística e, no fim da vida, os dois estiveram no mesmo barco, o das 400 mil vítimas da covid. Coincidências.

Chú, uma mulher negra no futebol, que também sabe o que é ser uma minoria, apostou em outra coisa que também une muitos de nós nestes tempos: o ódio. A atleta nem se deu conta de que tem tanto em comum com Lázaro e Paulo. Triste.

Em nota, o time feminino do Palmeiras afirmou que Chú Santos “se manifestou de maneira equivocada em sua rede social, reconheceu o erro e prontamente se desculpou. O assunto foi tratado internamente e a atleta foi orientada para adequação de seu comportamento”. Mais do que nunca, os preconceitos precisam ser enfrentados de forma pública.

Os times femininos de futebol poderiam ser oásis de acolhimento a LGBTs, visto que algumas das mais famosas atletas são abertamente lésbicas. Mas há um longo caminho pela frente. Os preconceitos –nas quatro linhas, nas arquibancadas e nas redes– precisam ser combatido com rigor, não com notas protocolares. Do jeito que foi encaminhado, o caso Chú faz parecer que ser preconceituoso ainda vale a pena.

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Ex-BBB Gil flerta e marca encontro com produtor da Globo no Twitter

Gil do Vigor e Guilbert Reino: ex-brother paquera e marca encontro com produtor global - Instagram
Gil do Vigor e Guilbert Reino: ex-brother paquera e marca encontro com produtor global Imagem: Instagram

Daniel Palomares

Do UOL, em São Paulo

11/05/2021 04h00

A gente sabe que Gil do Vigor gosta mesmo é de uma "cachorrada"! O ex-brother do "BBB 21" bateu um papo com os fãs ontem no Twitter e aproveitou para dar aquele "chega mais" em um produtor da Globo.

Gil, do BBB 21, curte domingo na piscina com irmãs; veja foto

Na nova função Spaces, do Twitter, é possível montar salas de bate-papo moderadas, onde só algumas pessoas conseguem conversar, enquanto são acompanhadas por outros usuários. Junto dos ex-colegas de confinamento Sarah e João Luiz, Gil decidiu convidar Guilbert Reino, produtor global, para entrar no papo.

Os dois se conheceram brevemente quando Gil participou do "Esporte Espetacular", gravado nos estúdios da Globo, em São Paulo. Mas a relação parece ter apimentado mais depois da conversa de ontem. "Eu finjo para não passar vergonha. Não tô brincando. Mandei mensagem para você com meu telefone. Eu sou da cachorrada também", disse Guilbert. Gil, então, já deixou o encontro marcado! "Terça-feira estou aí. Podemos resolver isso", provocou o economista.

Paixão de longa data

Guilbert trabalha na Globo desde 2017. Atualmente, produz reportagens para o "SP1", jornal exibido na Grande São Paulo, além do "Antena Paulista" e do "Bom Dia São Paulo". No Instagram, ele diz curtir "paradas nerds", fato comprovado pelas fotos com referências a "Pokémon", "Game of Thrones" e "Pantera Negra".

Durante a exibição do "BBB 21", no Twitter, Guilbert já vinha se derretendo por Gilberto. Entre os vários tuítes elogiando o desempenho do economista na casa, ele chegou até a arranjar briga com os cactos, os temidos fãs de Juliette que causaram mais do que ninguém nas redes sociais ao longo dos últimos meses.

Quando conseguiu conhecer Gil pessoalmente, o jornalista não perdeu tempo! Tratou logo de mandar uma mensagem privada para ele e vibrou com a resposta. No papo de ontem, parece que o interesse é mútuo. Será que já podemos shippar?

Gil revelou que ainda não sabe se vai se mudar para São Paulo ou para o Rio, mas deve descobrir seu destino final ao longo da semana. O que a gente quer mesmo saber é quando esse encontro dos dois vai rolar. E que venha muito Tchaki Tchaki!

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