☆ ///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////____________________ * O governo Bolsonaro MATOU nosso porteiro ADRIANO, 49 anos, tricolor, de ARAÇAGI, cidade do Agreste ☆ ///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////☆ ///////////////////////////////////////////////////////////////////////////////☆

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____________________ * Moraes arquiva inquérito de atos antidemocráticos e abre outra investigação

____________________ * Copo do emprego pode estar meio cheio ou meio vazio, mas está pingado de sangue. _____ Número de pessoas com algum trabalho ainda é o mais baixo desde 2012, pelo menos

____________________ * Duas doses de vacina mostram eficiência contra variante delta, diz agência

____________________ * Organização Trump é acusada formalmente de crimes fiscais

____________________ * Se despedindo do STF, Marco Aurélio manifesta apoio à indicação de Mendonça e Aras para o tribunal

____________________ * Diretor da CIA se reúne com membros do governo Bolsonaro

____________________ * Aziz sinaliza que Dominguetti foi infiltrado: “chapéu de otário é marreta”

____________________ * O governo Bolsonaro MATOU nosso PORTEIRO ADRIANO, 49 anos, tricolor, de ARAÇAGI,  cidade do Agreste.  | Ruth de Aquino 

____________________ * Governador EDUARDO LEITE, PSDB-RS, assume SER GAY em entrevista a Bial: 'Nada a esconder'

____________________ * À CPI, PM e também representante comercial Luiz Paulo DOMINGUETTI  reafirma denúncia de PROPINA na Saúde, TENTA envolver Luís Miranda, é DESMENTIDO e tem celular APREENDIDO 

____________________ * REPRESENTANTE da empresa americana DAVATI Medical Supply no Brasil, o empresário CRISTIANO Alberto CARVALHO DESMENTE acusação feita na CPI da Covid CONTRA deputado Luis Miranda

____________________ * Bolsonaro DISTORCE depoimento de vendedor e diz que irá COMPARTILHAR acusação REFUTADA na CPI: 'Foi bonito'

____________________ * Restaurante Vasto, que faz parte do Grupo Coco Bambu, que pertence ao empresário BOLSONARISTA Afrânio Barreira, que PREGA a favor do tratamento PRECOCE e da CLOROQUINA, em que teria ocorrido oferta de PROPINA diz à CPI da Covid que APAGOU vídeo

____________________ * Depois da BR, Petrobras anuncia venda de TODOS os BLOCOS na Bacia do Paraná

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____________________ * Moraes arquiva inquérito de atos antidemocráticos e abre outra investigação

Ministro do STF Alexandre de Moraes - Felipe Sampaio/STF
Ministro do STF Alexandre de Moraes Imagem: Felipe Sampaio/STF

Do UOL, em São Paulo

01/07/2021 15h59

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes decidiu hoje acatar parcialmente o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para arquivar o inquérito dos atos antidemocráticos.

Ele também determinou a abertura de uma nova investigação acerca da existência de uma organização criminosa que opera divulgando fake news.

O inquérito dos atos antidemocráticos teve início para apurar o ato que aconteceu em Brasília no dia 19 de abril de 2020 em frente ao Quartel-General do Exército no qual os manifestantes pediam intervenção militar e fechamento do Congresso e do Supremo. 

O presidente Jair Bolsonaro participou e discursou no evento.

Em função do arquivamento, também foram revogadas as medidas cautelares que haviam sido impostas a investigados. 

Sara Giromini, a Sara Winter, Renan de Morais Souza, Érica Vianna de Souza, Emerson Rui Barros dos Santos, Arthur Castro, Daniel Miguel e Oswaldo Eustáquio estavam cumprindo prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

O encerramento da investigação foi pedido pela própria PGR no início deste mês. 

A Procuradoria alegava que as investigações não conseguiram encontrar provas da participação dos parlamentares nos supostos crimes. 

A PF, por sua vez, defendia o aprofundamento da investigação.

Moraes determinou abertura de outra investigação

Baseado em indícios obtidos pela Polícia Federal, Moraes determinou a abertura de uma nova investigação, da qual ele também será o relator, que visa apurar o uso de dinheiro público para financiar um organização criminosa de disseminação de notícias falsas.

O prazo inicial é de 90 dias e o inquérito terá acesso às provas obtidas pela investigação anterior.

"Em virtude da presença de fortes indícios e significativas provas apontando a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital e com núcleos de produção, publicação, financiamento e politico absolutamente semelhante àqueles identificados no Inquérito 4.781, com a nítida finalidade de atentar contra a Democracia e o Estado de Direito", escreveu.

O ministro do STF determinou ainda que seja investigada separadamente a deputada federal Aline Sleutjes (PSL-PR), porque a Polícia Federal identificou a realização de depósitos efetuados por funcionários de seu gabinete em sua conta e alegou que a prática aponta indícios de infração penal.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do publicado na home-page, no título e no texto, o inquérito arquivado por Alexandre de Moraes é sobre os atos antidemocráticos, e não o inquérito das fake news. A informação foi corrigida.

____________________ * Copo do emprego pode estar meio cheio ou meio vazio, mas está pingado de sangue

Número de pessoas com algum trabalho ainda é o mais baixo desde 2012, pelo menos

O número de pessoas com algum trabalho jamais foi tão baixo desde que o IBGE mudou a maneira de contar a população ocupada, em 2012. No trimestre encerrado em abril, havia 85,9 milhões de pessoas ocupadas. O pior resultado anterior era de 88,4 milhões, em 2012. Mas, nesse ano, o número de adultos era 20 milhões menor, por aí.

A situação despiora desde meados do ano passado. Os economistas do Itaú dizem mais, que os dados seriam melhores do que parecem, pelo menos no emprego formal e na taxa de desemprego. Baseiam-se em um indicador próprio da situação no mercado de trabalho, o Idat-Emprego, a partir de informações de folhas de pagamento processadas pelo banco. Haveria cerca de 4 milhões de empregados formais além daqueles estimados pelo IBGE. A taxa de desemprego seria de 13,8%, e não de 14,3%.

O pessoal do Itaú usa um número próprio por causa da divergência muito grande entre os números oficiais de emprego com carteira assinada, aqueles do Caged (registro administrativo do governo) e os da amostragem do IBGE, díspares talvez por causa da mudança metodológica no Caged e de dificuldades da pesquisa do IBGE durante a epidemia.

De um ponto de vista frio, é possível dizer que há recuperação do terreno perdido. A despiora pode ganhar velocidade caso o país não importe a variante delta do vírus ou não crie seu próprio bicho ruim, se não tiver apagão, se não faltar mais vacina ou se as imundícies do governo Jair Bolsonaro não causarem tumulto político maior.

Ou seja, no fim do ano ou em 2022, pode ser que exista menos gente sofrendo do que agora.

Ainda assim, o desastre ainda é muito grande. A taxa de desemprego em torno de 14% tem um tanto de ilusão. Apenas não é maior na estatística porque um monte de gente nem procura trabalho ou nem tem como. Há setores ainda fechados ou muito prejudicados, como comércio, restaurantes, entretenimento, feiras, cursos, serviços). Em um nível mais normal de procura (taxa de participação mais costumeira), o desemprego seria de 20%.

Quanto ao número de ocupados, a situação não é tão ruim quando do trimestre encerrado em agosto de 2020, auge da falta de trabalho provocada pela epidemia em relação a 2019, desapareceram 12 milhões de empregos. Naquela época o auxílio emergencial de pelo menos R$ 600 chegava a 65 milhões de pessoas.

Parece que se discute se um copo manchado de sangue está meio cheio ou meio vazio. Além disso, o futuro parece mais nebuloso do que de costume, não só por causa das incertezas sanitárias e políticas mas porque pode ser que alguns tipos de trabalho tenham desaparecido de vez e a precarização tenha aumentado.

De um ponto de vista frio, ressalte-se, e apolítico, a coisa despiora. Entre tantas dúvidas, resta saber se as pessoas que arrumarem um trabalhinho não terão pegado raiva resistente, talvez deste governo também.

Por falar em frieza

Um deputado amigo diz que a vida não mudou para Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, apesar do jorro de escândalos do governo de Jair Bolsonaro. Não mudou o relacionamento com o Planalto ou com o Congresso, diz esse deputado amigo.

Lira não vai tocar o impeachment porque não haveria voto para aprová-lo; tem muito metido a democrata por aí incapaz de entender que Lira não manda nos deputados, mais que dois terços contrários ao impeachment, como a maioria dos Poderes em Brasília. E daí? Por que não desengavetar os pedidos? Porque, aí, é política simples, não vai botar tudo a perder e botar o país no caos para dar em nada

____________________ * Duas doses de vacina mostram eficiência contra variante delta, diz agência

Somos conscientes da preocupação provocada pela rápida propagação delta, disse o diretor de estratégia de vacinação da EMA - iStock
Somos conscientes da preocupação provocada pela rápida propagação delta, disse o diretor de estratégia de vacinação da EMA Imagem: iStock

01/07/2021 15h22

Atualizada em 01/07/2021 16h21

Duas doses de vacina anticovid parecem proteger de maneira eficaz contra a variante delta do coronavírus, muito contagiosa e que se propaga rapidamente, afirmou hoje a EMA (Agência Europeia de Medicamentos, na sigla em português).

"Informações procedentes de exames concretos mostram que duas doses de vacina protegem contra a variante delta", disse Marco Cavaleri, diretor de estratégia de vacinação da EMA.

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Reino Unido vai aplicar 3ª dose de vacina a partir de setembro

Os casos de coronavírus voltaram a aumentar desde a semana passada na Europa, após 10 semanas consecutivas de queda, anunciou hoje a unidade continental da OMS (Organização Mundial da Saúde), que atribuiu o aumento à variante.

"Somos conscientes da preocupação provocada pela rápida propagação da variante delta", disse Cavaleri.

"Atualmente, parece que as quatro vacinas aprovadas na UE (União Europeia) protegem contra todas as cepas que circulam na Europa, incluindo a variante delta", completou.

As quatro vacinas aprovadas pela EMA são Pfizer/BioNTech, Moderna, AstraZeneca e Johnson & Johnson.

A OMS prevê que a variante Delta, inicialmente detectada na Índia, será "dominante" até agosto, confirmando a previsão do ECDC (Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, na sigla em português), que calcula que 90% dos casos dentro da UE serão provocados por esta variante na data citada.

____________________ * Organização Trump é acusada formalmente de crimes fiscais

Allen Weisselberg é escoltado para sua audiência na cidade de Nova York em 1º de julho

247 - A Organização Trump e seu diretor financeiro, Allen Weisselberg, foram acusados formalmente de crimes fiscais pela justiça de Nova York, nesta quinta-feira (1).

Weisselberg é acusado de receber benefícios, como um apartamento em Manhattan e carros de luxo, que não constavam em declarações fiscais. Ele trabalha para Trump há cerca de 50 anos.

“Para ser franco, este foi um esquema de pagamentos ilegais abrangente e audacioso”, disse Carey Dunne, conselheiro geral do promotor distrital de Manhattan, segundo o New York Times

Weisselberg se declarou inocente e seus advogados disseram que ele “lutaria contra essas acusações no tribunal”.

____________________ * Se despedindo do STF, Marco Aurélio manifesta apoio à indicação de Mendonça e Aras para o tribunal

247- O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio Mello, foi homenageado nesta quinta-feira (1) pelos colegas da Corte em sessão de despedida do tribunal. 

O discurso de Marco Aurélio foi marcado por recados polêmicos aos outros ministros e principalmente pela manifestação de apoio do ministro ao advogado-geral da União, André Mendonça, seu possível sucessor.

Depois de 31 anos de exercício da magistratura no STF, Marco Aurélio se aposenta no próximo dia 12.

Mendonça discursou na sessão solene em homenagem ao decano e, ao terminar sua fala, ouviu de Marco Aurélio:

"TEM a MINHA TORCIDA para substituir-me no Supremo". 

O AGU parece ser o preferido de Jair Bolsonaro, que indicará o sucessor de Marco Aurélio, para o posto.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, outro possível nome a ser indicado por Bolsonaro, disse que o ministro "honrou o Judiciário com mais de 31 anos dedicados à mais alta Corte judicial do país", deixando um "legado de competência, intrepidez e profundo zelo não só pela manutenção, mas pelo desenvolvimento e aprimoramento da ordem jurídica, sobretudo a Constitucional".

O decano também manifestou apoio a Aras: 

"o que disse em relação ao doutor André, falo quanto ao doutor Augusto Aras. 

Seria uma HONRA para mim muito grande vê-lo ocupando a cadeira que deixo no Supremo".

____________________ * Diretor da CIA se reúne com membros do governo Bolsonaro

William J. Burns

247 - William J. Burns, diretor da CIA, realiza visita oficial à Brasília nesta quinta-feira (1) para se reunir com representantes do governo Bolsonaro. O encontro consta nas agendas dos ministros Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) e Augusto Heleno (Segurança Institucional). 

Burns e o embaixador americano em Brasília, Todd Chapman, chegaram ao Palácio do Planalto no meio da tarde desta quinta. Não há na agenda de Bolsonaro qualquer compromisso com o oficial da CIA.

O diretor da CIA passou mais de três décadas no corpo diplomático americano. Ele foi escolhido para comandar a agência pelo presidente Joe Biden. (Com informações da Folha de S.Paulo). 

____________________ * Twitter se recusa a compartilhar com a CPI da Covid lista de contas excluídas

Sputnik - Conforme indica o portal G1, na última quarta-feira (23), a CPI aprovou um pedido para o Twitter enviar informações sobre contas excluídas em sua plataforma. 

O requerimento citou uma reportagem que informava sobre a exclusão de milhares de contas e apontava dificuldades em combater a desinformação sobre a pandemia.

Concretamente, a CPI solicitou que o Twitter compartilhasse as seguintes informações: 
a relação de todas as contas excluídas, dos respectivos dados utilizados para o cadastro e o motivo para a exclusão; a preservação de todo o conteúdo disponível em cada conta (ativa ou, eventualmente, apagada); e o histórico de login efetuado, contendo horário completo e endereços IPs usados para esses logins.

O Twitter, por sua vez, disse que as medidas relacionadas a essas contas "não necessariamente guardam relação com a pandemia ou mesmo com a Política de Informações Enganosas sobre a Covid-19 e, por conseguinte, com o próprio escopo dessa CPI", citado pela mídia.

A plataforma afirmou que mesmo que todas as contas removidas nos últimos dias estivessem ligadas à desinformação sobre a pandemia, "as informações são constitucionalmente protegidas pela inviolabilidade da intimidade e da vida privada, pelo sigilo da correspondência e das comunicações, além da proteção de dados pessoais", citado na matéria.

Adicionalmente, a plataforma também alegou que segundo o Marco Civil da Internet, a CPI da Covid deve demonstrar, para cada usuário, indícios da ocorrência de atividade ilícita, a utilidade dos dados, e o período ao qual se referem os registros. 

Pela lei, o pedido ainda passaria por um juiz que poderia autorizar (ou não) a quebra de sigilo.

Porém, o Twitter concordou em adotar medidas justas para fornecer dados disponíveis, caso haja uma análise individualizada e o cumprimento dos requisitos do Marco Civil da Internet.

____________________ * Aziz sinaliza que Dominguetti foi infiltrado: “chapéu de otário é marreta” (vídeo)

Revista Fórum - Após a divulgação de um áudio atribuído ao deputado Luis Miranda (DEM-DF) pelo depoente Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, o presidente da CPI do Genocídio, Omar Aziz (PSD-AM) levantou suspeitas sobre as “intenções” do cabo da PM de Minas Gerais, que estaria infiltrado por governistas.

“Lá na minha região, chapéu de otário é marreta e jabuti não sobe em árvore. O senhor está sob juramento. Não venha achar que aqui todo mundo é otário. Nem patetas. Veja bem qual é seu papel aqui. Do nada surge um áudio do deputado Luis Miranda. Tá certo? Chapéu de otário é marreta, irmão”, disse Aziz.

____________________ * O governo Bolsonaro MATOU nosso porteiro ADRIANO, 49 anos, tricolor, de ARAÇAGI,  cidade do Agreste | Ruth de Aquino

Por Ruth de Aquino

No último aniversário, o porteiro-chefe tricolor, Adriano, entre os filhos Yasmin e Pedro e sua mulher Rosa

Adriano, 49 anos, contava os dias para se vacinar. No dia tão aguardado, semana passada, acordou mal e tomou injeção contra dor. O teste deu positivo para Covid. Foi internado e estava consciente, com máscara de oxigênio. Intubado na segunda, morreu na terça, com trombose pulmonar. O coração parou e os médicos não conseguiram reanimar o chefe dos porteiros que vivia rindo e morava com a família no prédio do Leblon desde a virada do século.

Se Adriano fosse inglês, francês, português, italiano, espanhol, alemão, americano, provavelmente estaria vivo e não teria deixado uma família repentinamente órfã, sem teto e sem chão. Em todos os países que investiram a tempo na compra de vacinas de diversos fabricantes, os cidadãos de 49 anos já foram há muito imunizados com as duas doses ou com a dose única da Janssen. O Brasil não é pobre. Tem o segundo Congresso mais caro do mundo. 

Mas Bolsonaro sempre foi contra vacinas. Contra máscaras. Contra a vida. Faz propaganda de remédios ineficazes. Propaga o vírus. Desinforma. Fez uma bagunça colossal no Ministério da Saúde. Menospreza o luto. Mesmo beneficiado por observar antes a catástrofe no mundo, o Brasil de Bolsonaro não se preparou para evitar a carnificina. Ao contrário.

A omissão fez o total de mortos explodir em 2021. É aterrador, leia e releia: em 2020, morreram 195 mil brasileiros de Covid. Nos primeiros seis meses deste ano, até ontem, morreram mais 323 mil. Esse número deveria ser suficiente para aprovar o impeachment do presidente. A cada um minuto e meio, dois brasileiros ainda morrem de Covid.

O governo Bolsonaro matou nosso porteiro-chefe. Adriano perdeu a corrida contra o tempo. No dia em que se vacinaria, começou a última semana de sua vida. Paraibano, casado com Rosa, pai de Yasmin, 25 anos, e de Pedro, 16, tricolor doente, José Adriano da Silva sabia mais servir do que chefiar. Era prestativo demais da conta. 

Era de Araçagi, uma cidade no Agreste com 18 mil habitantes. O nome, tupi, vem do Rio dos Araçás, fruto típico da região. A mãe de Adriano morreu no ano passado de Covid. O pai, vivo, está inconsolável, não escondia que Adriano era o preferido dos oito filhos, o que mais lhe dava carinho, o que mais o ajudou na vida, enviando dinheiro todo mês. 

A história de Adriano é bem brasileira e era bem-sucedida. Veio para o Rio tentar a vida, foi zelador, faxineiro e subiu a chefe dos porteiros. Aqui conheceu a piauiense Rosa, trazida de Teresina por uma família para trabalhar como babá. O casal tinha pouco mais de 20 anos quando nasceu Yasmin. Moravam no playground. Adriano gostava do Fluminense, de churrasco, cerveja no botequim com os amigos, televisão, missa. Parecia feliz. Tinha diabetes, mas nem sabia. 

Rosa e os filhos estão com Covid branda. Ela sabe que não pode chorar muito, tem pressão alta, precisa ser forte. O filho adolescente diz que ela não pode morrer, porque só sobrou a mãe. Rosa quer voltar para a Paraíba porque “aqui em casa tem lembrança forte demais do Adriano”. Ele não volta mais, repete Rosa. O prédio está de luto.

Na terra da família Bolsonaro, do general Pazuello, da médica Nise Yamaguchi, do empresário Wizard, do deputado Ricardo Barros, do diretor Roberto Dias e de tantos outros que colocaram seus interesses à frente da vida, Adriano não é ninguém. Apenas mais um morto numa pandemia que poderia ser muito menos cruel. Não fossem cruéis e inescrupulosos nossos governantes e os congressistas que os apoiam. 

____________________ * Governador Eduardo Leite, PSDB-RS, ASSUME ser GAY em entrevista a Bial: 'Nada a esconder'

Patrícia Kogut

Eduardo Leite dá entrevista a Pedro Bial no 'Conversa com Bial' (Foto: Divulgação)
Eduardo Leite dá entrevista a Pedro Bial no 'Conversa com Bial' (Foto: Divulgação)

Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, gravou, na tarde desta quinta-feira (1), uma entrevista para o "Conversa com Bial" que irá ao ar esta noite na Globo. Nela, o político, possível  candidato à presidência pelo PSDB ano que vem, assumiu sua orientação sexual, encerrando uma série de boatos maldosos que circulam na internet. 

- Agora, como a minha participação nessa política nacional, nesse debate nacional começa a despertar talvez maiores ataques por conta de adversários, alguns vêm com piadas, ilações, como se eu tivesse algo a esconder. Pois bem, que fique claro, não tenho nada a esconder. Tenho orgulho dessa integridade de poder aqui dizer também sobre a minha orientação sexual, quem eu sou, embora devêssemos viver num país em que isso fosse uma não-questão, mas, se é, está aqui claro - disse ele a Pedro Bial

Eduardo Leite é pré-candidato à presidência do Brasil pelo PSDB. Na disputa dentro do partido, estão ainda o governador de São Paulo, João Doria; o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto; e o senador Tasso Jereissati, do Ceará.

Eduardo Leite (Foto: Divulgação)
Eduardo Leite (Foto: Divulgação)

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____________________ * À CPI, PM e também representante comercial Luiz Paulo DOMINGUETTI  reafirma denúncia de PROPINA na Saúde, TENTA envolver Luís Miranda, é DESMENTIDO e tem celular APREENDIDO 

Dominguetti apresentou áudio que, segundo ele, mostrava deputado tentando negociar diretamente vacina
André de Souza e Melissa Duarte
01/07/2021 - 10:12 / Atualizado em 01/07/2021 - 18:38
Luiz Paulo Dominguetti, que acusou governo de propina em compra de vacinas, depõe à CPI da Covid Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Luiz Paulo Dominguetti, que acusou governo de propina em compra de vacinas, depõe à CPI da Covid Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

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BRASÍLIA — O policial militar e também representante comercial Luiz Paulo Dominguetti confirmou à CPI da Covid, no Senado, a denúncia de que o ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias pediu propina de US$ 1 por dose de vacina. No depoimento, Dominguetti também tentou incriminar o deputado Luis Miranda (DEM-DF), exibindo na CPI um áudio em que o parlamentar aparece falando da compra de um produto farmacêutico. Ao depor, o PM primeiro disse que Miranda estava negociando vacinas, depois, recuou e alegou que não tinha mais certeza. O relato do depoente acabou levando a CPI a aprender seu celular.

Dominguetti tinha se apresentado como representante da Davati Medical Supply — que diz ser intermediária na venda da vacina AstraZeneca — e denunciou um suposto esquema de propina no governo em entrevista publicada ao jornal "Folha de S. Paulo". O depoimento do vendedor estava originalmente marcado para sexta-feira, mas foi antecipado por decisão do colegiado.

Dominguetti disse que a primeira proposta para a venda da vacina era de US$ 3,5 por dose, o que não incluía a propina pedida. Questionado sobre a quem fez a proposta no ministério, ele disse que levou a oferta a Roberto Dias, o diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Lauricio Monteiro Cruz, e ao secretário-executivo Elcio Franco. De acordo com ele, o encontro com Elcio Franco foi intermediado por Laurício.

— Quando estivemos com o senhor Elcio Franco, o que nos espantou foi: uma oferta de 400 milhões de doses, e ele não tinha conhecimento dessa proposta. Ou seja, ele [Dias] não tinha avançado ou informado ao ministério, segundo Elcio Franco, dessa proposta. Ela foi novamente validada. Elcio Franco me perguntou pessoalmente com quem eu deixei essa proposta. Eu disse que tinha um outro coronel que não me recordava. E eu disse a ele que com o Roberto Dias houve uma troca de olhares. Ele baixou a cabeça, simplesmente saiu, pediu que dois estagiários pegassem nossos nomes, que entraria em contato. Ele recebeu e-mails pedindo que essa proposta comercial tivesse avanço — disse Dominguetti.

Questionado como foi o pedido de propina, ele afirmou:

— Disseram: "A vacina naquele valor não seria adquirida." "Vou tentar desconto." "Não, é pra cima, é pra mais." Eu disse que não teria como fazer. O clima da mesa mudou. E logo se encerrou o jantar. No final: "pensa direitinho que vou te levar amanhã ao ministério".

Dominguetti havia um empresário, cujo nome não se lembrava, no jantar em que foi pedida propina. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) mostrou uma foto e perguntou se era aquela pessoa, e ele disse parecia ser ela. Em seguida a foto foi mostrada na comissão: era o coronel, Alexandre Martinelli, que havia sido exonerado de um cargo no Ministério da Saúde em janeiro de 2021.

O vendedor Luiz Paulo Dominguetti reafirmou à CPI da Covid, nesta quinta-feira (1), a denúncia de que o ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias pediu propina de US$ 1 por dose de vacina
O vendedor Luiz Paulo Dominguetti reafirmou à CPI da Covid, nesta quinta-feira (1), a denúncia de que o ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias pediu propina de US$ 1 por dose de vacina

Ao término da fala do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM) inquiriu o policial acerca dos valores das transações.

— Se houvesse conseguido vender as 400 milhões de vacinas para o governo brasileiro, o senhor seria remunerado como? — perguntou o senador.

— Um pró-labore da Davati — respondeu.

— Qual era?

— Por porcentagem. A Davati paga para todos os envolvidos, o Cristiano e a parte técnica também, US$ 0,20 por dose. Então, eu acredito que receberia, em média, de US$ 0,03 a US$ 0,05 por dose. Isso é o que está no mercado — disse Dominguetti.

No total, a transação poderia render de US$ 12 milhões a US$ 20 milhões a Dominghetti, segundo os valores apresentados à CPI. O policial também afirmou que não sabe por quanto a Davati, suposta intermediária da AstraZeneca, pagaria por dose ao laboratório.

O PM disse que tentou vender vacinas também para municípios. Segundo ele, nesses casos não houve pedido de propina.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que toda a história era estranha, incluindo a escolha de Dominguetti para representar uma venda tão grande. Antes disso, o policial já tinha dito não ter feito grandes negócios no Ministério da Saúde, e reconheceu que devia quatro meses de aluguel.

— Escolheu uma pessoa que não tem o menor currículo, a menor qualificação para ser o representante da Davati e da AstraZeneca junto ao governo brasileiro — disse Tasso, acrescentando: — Algo me faz crer que alguém estava dando o golpe. Não sei quem era: se Dominguetti, a Davati ou Cristiano.

Denúncias sob suspeita

Para o senador Eduardo Braga (MDB-AM), causa estranheza a empresa ter supostamente oferecido 400 milhões de doses da Covishield, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, e não inserir o produto no portfólio:

— No portfólio dos produtos, (...) consta vacina tetraviral, consta suplemento alimentar, consta outros medicamentos. (...) Eu achei muito estranho que uma empresa que tenha a capacidade de ofertar como fez numa proposta de 400 milhões de doses ao governo brasileiro e não ter apresentado no seu portfólio, da sua empresa esse produto, que é um dos produtos mais cobiçados do mundo inteiro.

O parlamentar citou reportagem do Valor Econômico que mostra que o suposto esquema pode ser internacional, com oferta de vacinas para o Canadá.

— Nós podemos estar diante de um golpe internacional. A denúncia feita pelo depoente de um dólar a mais em cada vacina é grave, gravíssima, tão grave quanto o estelionato de tentar vender uma coisa que não existe. Portanto, é importante primeiro perguntar: qual é a relação contratual que o senhor tem com a Davati?

— A princípio, quando iniciou o processo no ministério, havia um acordo de cavaleiros, né? Daí a intermediação, ou seja, não havia uma formalização — respondeu.

Dominguetti justificou que, por ser funcionário público, não poderia ser contratado.

— Uma empresa que está representada em mais de 60 países no mundo, do tamanho de uma Davati, coloca intermediário com o governo brasileiro para vender 400 milhões de doses, sem nenhuma relação contratual, com um contrato verbal, um contrato de boca? — questionou Braga, dirigindo-se a Omar.

— Na própria proposta. também meu nome lá assinado pelo senhor Herman, né? Eu acreditei fielmente, ainda acredito que o senhor Herman, proprietário da Davati, tem condições de comprovar que a época, a sua proposta era legítima, né? — esquivou-se Dominguetti, que negou ter gravado a reunião com coronel Blanco e Roberto Dias.

O policial afirmou que o celular apreendido na sessão é o mesmo que utilizava na data e que não tem outro aparelho.

Senadores da ala governistas fizeram ampla defesa no governo e tentaram desqualificar a denúncia de Dominguetti, numa estratégia para tentar diluir o escândalo das vacinas. Em sua fala, Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) tirou a máscara ao defender ações do governo no combate à pandemia e buscou afastar as suspeitas de corrupção do governo. Também afirmou que o esquema “aconteceu... supostamente aconteceu com gente de quarto, quinto escalão”:

— O senhor vai ter que ir para casa e refletir. São acusações graves. Qualquer desvio tem que ser investigado, tanto que até agora nada houve de concreto. Quem acusa tem o ônus de provar. Tem algum documento que comprove?

— Eu não gravei porque foi algo inesperado — negou o policial.

— Tem testemunhas? — continuou Flávio.

— Os dois que estavam lá na hora — respondeu, numa referência a coronel Blanco e Alexandre Martinelli.

Antes, os senadores Marcos Rogério (DEM-RO), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos do Val (podemos-ES) seguiram a mesma linha de defesa, sem mencionar o áudio de Miranda.

Inconsistências

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) apontou contradições nas falas do PM e pediu a prisão dele por falso testemunho:

— O senhor diz que, quando o senhor Luiz Miranda estava prestando depoimento aqui contra o senhor Presidente da República, “no mesmo dia eu recebi um áudio” e aí o senhor vai mais adiante. O áudio, ele tentava intermediar vacinas. E aí eu contextualizo o que o senhor falou: o senhor se deu ao trabalho de tentar inserir o irmão do deputado nessa mesma teoria, nessa mesma tese.

— Sim — confirma o depoente.

— Quando o senhor escuta aquele áudio, e o senhor seguramente é a única pessoa até o momento neste país que ouviu aquele áudio neste país e conseguiu identificar uma referência ao irmão do deputado. Eu pergunto ao senhor: o que levou o senhor a tentar fazer ou a fazer essa contextualização? Porque ele é gravíssimo. 

O policial tergiversou ao tentar explicar datas e como fez um elo com o servidor Luis Ricardo Miranda no áudio. Atribuiu ao CEO da Davati, Cristiano Carvalho, a responsabilidade por acreditar nessa interligação.

— Aqui não é lugar pra moleque, não é lugar da molecagem, não é lugar pra tentar fazer alguma forma de interferência na investigação que eu repito, está falando de meio milhão de brasileiros que morreram... — reforçou Alessandro.

O parlamentar comparou o depoimento à Operação Uruguai, criada pelo então presidente Fernando Collor de Mello para tentar justificar a vinda de recursos do exterior. Também apontou que a estratégia de denunciar o deputado Luis Miranda poderia servir para inflamar as redes sociais bolsonaristas e ajudar diluir o escândalo das vacinas. 

— A Operação Uruguai foi justamente o comparecimento do cidadão à CPI, pra tentar, de forma fantasiosa, tirar o foco daquela investigação. Na época, infelizmente, voluntariamente ou não, o senhor se presta exatamente ao mesmo papel. O senhor fez uma denúncia gravíssima que não foi negada pelo governo e que se exigiu pagamento de propina para compra de vacinas. 

— Eu recebi o áudio e acreditei de boa fé. Fui induzido que eram vinculados, dando a entender que eram vinculados ao mesmo fato — disse o policial, reafirmando a culpa que seria de Cristiano. 

Líder da Bancada Feminina, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse que o policial atuava como bode expiatório e pediu acareação coletiva entre ele, coronel Blanco e Cristiano. 

— Estamos diante de um bode na sala. A pergunta é se o bode veio espontaneamente ou foi plantado. Me refiro ao áudio — disse Tebet. 

— Eu não sabia que era editado. 

Quando indagado se havia recebido o áudio daquela forma, ele reafirmou que sim. 

Omar Aziz disse que não vai prender Dominguetti, por causa da família dele. Mas afirmou ver razão para isso.

— Só isso [o áudio] daria motivo de prender. O senhor apresenta uma prova aqui fora do contexto e editada — afirmou Omar.

— Eu não sabia.

— Quando a gente não sabe das coisas, não pode ser irresponsável de acusar — disse Omar.

Deputado Luis Miranda

No início do depoimento Dominguetti disse que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) procurou a Davati para negociar a vacina.

— Eu tenho a informação de parlamentar tentou negociar a busca de vacina diretamente, eu tenho essa informação. A informação que eu sei é um, inclusive com áudio dele tentando negociar a vacina com o ministério — disse o depoente.

 Perguntado sobre quem foi, ele disse:

— O que depôs aqui fazendo acusações contra o presidente da República. Procurou a Davatti, se não me engano [procurou] o Cristiano, inclusive tentando negociar a compra de vacina.

Luis Miranda e o irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, falaram na CPI na sexta-feira da semana passada. Eles disseram que houve pressão na pasta para liberar a importação a Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, e tiveram um encontro com Bolsonaro relatando o caso.

Ao GLOBO, Miranda negou ter qualquer conhecimento da existência da empresa Davati Medical Supply. Diz que nunca tratou sobre vacinas com Dominguetti ou com qualquer outra pessoa.

— É mentira, lógico que não. Eu nunca falei sobre vacinas. Não sei nem quem é (Dominguetti). Estou começando a achar que esse cara foi enviado por (Jair) Bolsonaro para fazer denúncias mentirosas.

Após ser citado, o deputado foi até a sessão e precisou ser expulso da sala.

O vendedor Luiz Paulo Dominguetti disse que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) procurou a Davati para negociar diretamente a compra de vacina e apresentou áudio que teria sido repassado pelo CEO da empresa no Brasil, Cristiano Alberto Carvalho. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) leu matéria do GLOBO em que Cristiano nega que o áudio tratasse da negociação de imunizantes
O vendedor Luiz Paulo Dominguetti disse que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) procurou a Davati para negociar diretamente a compra de vacina e apresentou áudio que teria sido repassado pelo CEO da empresa no Brasil, Cristiano Alberto Carvalho. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) leu matéria do GLOBO em que Cristiano nega que o áudio tratasse da negociação de imunizantes

Apreensão do celular

Vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) determinou a apreensão do celular de Dominguetti após a apresentação do áudio com o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que denunciou supostas irregularidades na compra de vacinas junto ao irmão, o servidor da Saúde Luis Ricardo Miranda. A mensagem de voz, que teria sido recebida em 24 de junho, será periciada pela Polícia Legislativa e disponibilizada a todos os senadores.

Dominguetti sustentou que o parlamentar teria tentado negociar a compra de vacinas com a Davati. Depois, ao ser questionado por senadores, afirmou que não tinha certeza. Miranda não cita a palavra “vacina” ou “imunizante” no áudio, fala em “produto” e “carga”.

Durante a confusão após a apresentação do áudio, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), reclamou:

— Só para concluir, lá na nossa região, chapéu de otário é marreta e jabuti não sobe em árvore. O senhor está sob juramento. Está certo? Não venha achar que aqui todo mundo é otário.

— Pateta — acrescentou Eliziane Gama (Cidadania-MA)

— Nem pateta. Veja bem qual é o seu papel aqui. Veja qual é o seu papel aqui. Do nada, surge um áudio do deputado Luis Miranda, está certo? Chapéu. Do nada, surge um áudio do deputado Luis Miranda, tá certo? Chapéu de otário é marreta, irmão — continuou Omar.

Na tarde desta quinta, a Polícia Legislatova do Senado realizou inspeção do celular de Dominguetti para checar a veracidade do áudio de Luis Miranda. Os senadores e o advogado do policial acompanharam a verificação do celular, que durou alguns minutos. Depois, o aparelho foi apreendido.

Pedido de prisão

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) defendeu a prisão em flagrante de Dominguetti, com base no artigo 342 do Código Penal, que diz ser crime "fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou em juízo arbitral".

— Essa testemunha foi plantada. Está em situação flagrancial do artigo 342. Tem que dar voz de prisão — disse Contarato.

Senadores governistas contestaram.

— Com base em que fala isso? — perguntou Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

— Plantada por quem? — questionou Marcos Rogério (DEM-RO).

Luiz Paulo Dominguetti, que acusou governo de propina em compra de vacinas, depõe à CPI da Covid Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Luiz Paulo Dominguetti, que acusou governo de propina em compra de vacinas, depõe à CPI da Covid Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Negociação com ministério

Segundo o vendedor, ele foi apresentado a  Dias pelo coronel da reserva do Exército Marcelo Blanco, que ocupava cargo no Ministério da Saúde.

— Na verdade, o coronel Blanco já vinha há dias fazendo essas tratativas entre a Davati com Roberto Dias. Eu não tinha o contato, nunca conversei com o Roberto Dias por telefone, por WhatsApp... As tratativas eram (entre) Roberto Dias, o Blanco e o Cristiano, CEO da Davati. Até que o coronel Blanco sugeriu uma vinda minha e do Cristiano a Brasília para se tratar especificamente dessa aquisição.

Ele disse que Roberto Dias não citou os nomes do então ministro Eduardo Pazuello nem de Franco.

Antes, Dominguetti falou sobre o entrave na negociação por causa de Dias:

— Eu não acredito que ele tinha como facilitar. Nunca foi buscada essa facilidade por parte do Roberto. Foi sempre colocada uma oferta justa, uma oferta comercial para o ministério. (...) Essa facilidade não ocorreu porque ele sempre pôs o entrave no sentido de que, se não se majorasse a vacina, não teria aquisição por parte do ministério — disse o policial.

Ele disse que não houve pedido de antecipação de pagamento ao Ministério da Saúde.

A tropa de choque do governo tem o reforço na sessão desta quinta-feira do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. Flávio não é integrante da CPI, mas vem aparecendo em algumas reuniões para defender o governo do pai.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) perguntou se ele já tinha publicado mensagens em redes sociais em alusão ao presidente Jair Bolsonaro. Dominguetti disse não se recordar. Em seguida, o senador mostrou uma publicação de 14 de abril de 2019 com referência a Bolsonaro.

Representação da Davati

Dominguetti, que não fez uso dos 15 minutos a qual tem direito para discursar, disse que teve um acordo verbal com o representante da Davati no Brasil, Cristiano Alberto Carvalho, para atuar em nome da empresa junto ao Ministério da Saúde.

— Havia um acordo inicial verbal com o CEO da Davati no Brasil, o Cristiano, em que eu tinha o consentimento dele para que representasse a Davati — disse.

Segundo ele, foi Cristiano quem pediu a Herman Cárdenas, presidente da Davati, com sede nos Estados Unidos, a inclusão dele na negociação com o Ministério da Saúde.

— Cristiano que pediu ao Herman minha inclusão. 

Ao GLOBO, Cardenas confirmou que Dominguetti foi incluído como intermediário da negociação com o Ministério da Saúde, mas disse que ele não é representante da companhia no Brasil.

— Estou ciente disso. Nos disseram para inclui-lo, mas ele não estava nos representando. A Davati não tinha conhecimento de quem ele era, então presumimos que ele era representantes deles — disse Cárdenas ao GLOBO.

Oferta de vacinas

Questionado pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), como a empresa conseguiria oferecer tantas vacinas quando havia escassez do produto no mundo, ele respondeu:

— A informação que nós tínhamos era que o dono da Davati, Herman, tinha acesso a locadores do mercado que eram os proprietários dessa vacina. Tanto que ele, sob pena de perjúrio da proposta comercial, ofereceu ao governo brasileiro.

A Davati ofereceu uma remessa de 400 milhões de doses da AstraZeneca ao Ministério da Saúde.

Ida ao ministério

Dominguetti afirmou que foi ao Ministério da Saúde no dia seguinte que teve o encontro no restaurante com autoridades da pasta, onde teria acontecido a oferta da propina.

— Depois do encontro foi agendada a minha ida ao ministério no outro dia. Chegando lá, fui recebido por Roberto Dias na sala dele.

Antes, no início da sessão, Dominguetti afirmou ter ido ao ministério negociar vacina:

— Eu estive três vezes no ministério ofertando vacinas.

E explicou que trabalhava nesse tipo de negócio para complementar renda:

— Sou cabo da Polícia Militar e, como complementação de renda, comecei a atuar no mercado de insumos.

O vendedor é ouvido no lugar de Francisco Maximiano, empresário investigado no caso Covaxin que conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de permanecer em silêncio.Integrantes da CPI avaliaram que, após a decisão do STF, não valia mais a pena manter a sessão com Maximiano pelo risco de se repetir o ocorrido com o empresário Carlos Wizard, que, nesta quarta-feira, valeu-se da mesma prerrogativa concedida pelo Supremo para não responder às perguntas feitas pelos senadores. A mudança no calendário foi oficializada na noite desta quarta-feira.

____________________ * REPRESENTANTE da empresa americana DAVATI Medical Supply no Brasil, o empresário CRISTIANO Alberto CARVALHO DESMENTE acusação feita na CPI da Covid CONTRA deputado Luis Miranda

Ao depor, policial militar Dominguetti tentava desqualificar denúncias de irregularidades sobre compra de vacinas
Natália Portinari e Julia Lindner
01/07/2021 - 11:51 / Atualizado em 01/07/2021 - 14:03
Luiz Paulo Dominguetti, que acusou governo de propina em compra de vacinas, depõe à CPI da Covid Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
Luiz Paulo Dominguetti, que acusou governo de propina em compra de vacinas, depõe à CPI da Covid Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

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BRASÍLIA — Representante da empresa Davati Medical Supply no Brasil, o empresário Cristiano Alberto Carvalho negou que o áudio do deputado Luis Claudio Miranda (DEM-DF), recebido por ele e divulgado na CPI da Covid por Luiz Paulo Dominguetti, tratasse da negociação de vacinas, como foi alegado. Segundo Carvalho, Dominguetti quer "aparecer".

— Eu recebi de outra pessoa, não diretamente do Luis, não se refere a vacinas — disse Carvalho ao GLOBO.

— Se refere a quê? — questionou a repórter.

— Acredito que sobre os negócios dele nos EUA. Não tem nada uma coisa com a outra. — respondeu Carvalho.

— Então não tem relação com a Davati? — insistiu a repórter.

— Nada — afirmou Carvalho.

— Por que ele disse isso na CPI, então? — perguntou o GLOBO.

— Quer aparecer — reagiu.

Na CPI, Dominguetti afirmou que parlamentares tentaram negociar a aquisição de vacinas contra a Covid diretamente com a empresa Davati. De acordo com ele, um deles "depôs aqui (na CPI)". "É o que fez acusações contra o Presidente da República", citou.

Indagado pelo senador Humberto Costa (PT-PE) sobre o nome desse político, Dominguetti respondeu que era Luis Miranda e mostrou um áudio do deputado, que teria recebido de Cristiano.

— O Cristiano me relatava que, volta e meia, tinha Parlamentares – eu não sei quem – o procurando e que o que mais o incomodava era o Deputado Luis Miranda, o mais insistente com a compra, intermediação de vacinas — relatou Dominguetti.

Ao GLOBO, o deputado Luis Miranda (DEM-DF) nega ter qualquer conhecimento da existência da empresa Davati Medical Supply. Diz que nunca tratou sobre vacinas com Dominguetti ou com qualquer outra pessoa.

— É mentira, lógico que não. Eu nunca falei sobre vacinas. Não sei nem quem é (Dominguetti). Estou começando a achar que esse cara foi enviado por (Jair) Bolsonaro para fazer denúncias mentirosas.

Miranda afirmou ainda que tratou com uma empresa norte-americana sobre venda de luvas, mas que a conversa não tinha relação alguma com a Davati ou com vacinas. Em outro momento, Dominguetti contou à CPI que conheceu Cristiano em dezembro do ano passado, quando a empresa lidava justamente com "uma venda de luvas".

O áudio de Miranda, exibido por Dominguetti, mostra uma negociação, mas sem especificar que produto era. Depois de mostrar a gravação, em resposta a uma pergunta da senadora Eliziane Gama, ele mudou a versão e disse não saber se era mesmo vacina. Dominguetti se limitou a dizer apenas que havia indicativos de que, pelo "modus operandi" da transação, tratava-se e vacina.

— Eu não posso fazer juízo de valor. Quem pode dizer de que era a transação, de que produto era somente Cristiano — disse Dominguetti na CPI.

O depoente sugeriu também que o "comprador" mencionado por Luis Miranda no áudio era seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda. Depois, porém, questionado também por Eliziane, negou saber quem era e disse que só Cristiano poderia responder.

O vendedor Luiz Paulo Dominguetti disse que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) procurou a Davati para negociar diretamente a compra de vacina e apresentou áudio que teria sido repassado pelo CEO da empresa no Brasil, Cristiano Alberto Carvalho. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) leu matéria do GLOBO em que Cristiano nega que o áudio tratasse da negociação de imunizantes
O vendedor Luiz Paulo Dominguetti disse que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) procurou a Davati para negociar diretamente a compra de vacina e apresentou áudio que teria sido repassado pelo CEO da empresa no Brasil, Cristiano Alberto Carvalho. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) leu matéria do GLOBO em que Cristiano nega que o áudio tratasse da negociação de imunizantes

____________________ * Bolsonaro distorce depoimento de vendedor e diz que irá compartilhar acusação refutada na CPI: 'Foi bonito'

Preisdente disse que depoimento de Dominguetti 'foi bonito', mas citou alegação desmentida sobre negociação de vacinas e liga Miranda a propina
O presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia no Palácio do Planalto Foto: Evaristo Sá/AFP/11-05-2021
O presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia no Palácio do Planalto Foto: Evaristo Sá/AFP/11-05-2021

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BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro elogiou o depoimento do representante da Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti, na CPI da Covid no Senado. Durante transmissão nas suas redes sociais, Bolsonaro afirmou que o depoimento do cabo da Polícia Militar de Minas Gerais foi "bonito". O presidente, entretanto, não citou que a alegação de que o deputado Luís Miranda (DEM-DF) teria negociado vacinas foi desmentida já durante a sessão da CPI. Além disso, Bolsonaro ainda relacionou a acusação de cobrança de propina por um servidor do Ministério da Saúde também ao deputado Miranda.

O presidente afirmou que Dominguetti teria dito algo "meio esquisito" aos senadores, em referência à acusação feita pelo vendedor de que o deputado Luis Miranda (DEM-DF) teria negociado vacinas. Bolsonaro, entretanto, não citou que Dominguetti recuou quando os envolvidos na suposta transação negaram que ela se tratava de vacina.

— Quero ver a reação da imprensa à questão da CPI de hoje, que foi bonito, hein? Hoje foi bonito quando o cabo se dirigiu ao senador e disse um negócio meio esquisito. Que corrupção é essa? Não recebemos uma ampola, pelo contrário, fizemos tudo — afirmou.

Bolsonaro novamente negou qualquer ato de corrupção no Ministério da Saúde. Posteriormente, na transmissão, voltou a tratar do assunto e novamente destacou a acusação a Luis Miranda, que já tinha sido refutada.

O presidente errou novamente ao citar a acusação de propina feita por Dominguetti. Segundo Bolsonaro, o vendedor teria citado uma propian de US$ 1 por dose para a aquisição de 400 milhões de doses. Isso renderia uma propina de R$ 2 bilhões. O presidente então disse que Dominguetti citou o nome do deputado.

Entretanto, não há relação sobre a suposta cobrança de propina, que teria sido realizada por um diretor do Ministério da Saúde, e a acusação feita por Dominguetti sobre as negociações de Miranda pela vacina.

Bolsonaro ainda afirma que estariam preparando vídeos para serem divulgados nas suas redes sociais.

— Ele falou que foi procurado com a propina, pouca coisa, pouca coisa. Uma propininha de 2 bilhões de reais. Não aceitou. E depois citou o nome do deputado. Então vamos ver a imprensa de amanhã. Agora vamos fazer os vídeos da imprensa aqui — afirmou.

Na transmissão, Bolsonaro novamente atacou os integrantes da comissão, principalmente o presidente da CPI, o senador Omar Aziz (MDB-AM).

— Uma idiotice na CPI, não serve pra nada, só fofoca. Tentando desgastar o governo a todo momento. Espera 2022 e vão pro voto auditável. Esse voto mandrake não vai dar certo. Ou vamos ter convulsão no Brasil. Estou avisando com antecedência — disse Bolsonaro.

Segundo Bolsonaro, a comissão não tem trabalhado para evitar ou diminuir as mortes causadas pela doença no Brasil. Entretanto, ao final da transmissão, o presidente repetiu sua defesa de que o número de óbitos por Covid-19 no Brasil foi inflado.

Segundo ele, a Controladoria-Geral da União estaria se debruçando sobre os números para apresentar uma consolidação das mortes por coronavírus no país.

Bolsonaro insinua que não vai passar faixa para Lula

O presidente Jair Bolsonaro insinuou que não irá transferir a faixa presidencial para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso o petista vença a eleição sem a implantação do voto impresso, pauta defendida pelo presidente.

Em live transmitida nas suas redes sociais, o presidente afirmou que passará a faixa presidencial para qualquer um que seja eleito, desde que essa pessoa vença "de forma limpa, sem fraude". Logo depois, disse que o ex-presidente Lula só será eleito se houver fraude.

Apesar das acusações de Bolsonaro, não há nenhum indício de fraude nas urnas ou nas eleições realizadas no Brasil. Desde o início do seu mandato, Bolsonaro tem colocado em dúvida a integridade das eleições, mas ainda não apresentou qualquer evidência sobre problemas na contagem dos votos.  presidente nunca apresentou uma evidência de fraude nas eleições brasileiras, apesar de ter prometido há mais de um ano apresentar provas de irregularidades nas eleições de 2018, vencidas por ele.

— Vocês descubram uma maneria de fazermos uma contagem aberta dos votos e apresentar. Caso contrário teremos problema nas eleições do ano que vem. Eu entrego a faixa para qualquer um que ganhar de mim na urna de forma limpa. Na fraude, não — afirmou.

Bolsonaro voltou a atacar os ministros do Supremo de articularem com integrantes do Congresso Nacional e lideranças partidárias para que o voto impresso não seja aprovado no Legislativo.

Pouco depois, Bolsonaro voltou a repetir que os ministros do Supremo teriam retirado as condenações do ex-presidente Lula na Lava-Jato porque teriam interesse na eleição do petista.

— Tiraram o ladrão da cadeia, tornaram o ladrão elegível. No meu entender para ser presidente, sim, mas na fraude, porque no voto ele não ganha. Não vou admitir um sistema fraudável de eleições e eu não quero problemas e nem dezenas de milhões de brasileiros que vão às urnas ano que vem — afirmou.

____________________ * Restaurante Vasto, que faz parte do Grupo Coco Bambu, que pertence ao empresário BOLSONARISTA Afrânio Barreira, que PREGA a favor do tratamento PRECOCE e da CLOROQUINA, em que teria ocorrido oferta de PROPINA diz à CPI da Covid que APAGOU vídeo

Polícia Legislativa do Senado foi ao Vasto, no Brasília Shopping
Natália Portinari e Julia Lindner
01/07/2021 - 10:31 / Atualizado em 01/07/2021 - 13:41
Foto de divulgação do restaurante Vasto, do grupo Coco Bambu
Foto de divulgação do restaurante Vasto, do grupo Coco Bambu

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BRASÍLIA — Localizado em um shopping de Brasília, o restaurante Vasto, onde teria ocorrido a oferta de propina relatada por um vendedor da vacinas, disse à CPI da Covid que apagou o vídeo do dia do encontro. 

Segundo o vendedor relatou, o jantar com as autoridades do Ministério da Saúde teria acontecido em 25 de fevereiro. O shopping também alega não ter mais as gravações.

"Não temos mais a gravação. Já se passaram quatro meses. O equipamento registra 30 dias", respondeu a assessoria de imprensa do Brasília Shopping ao GLOBO.

A Polícia Legislativa do Senado Federal esteve no restaurante nesta quarta-feira, onde foi informada que os vídeos são apagados periodicamente. A CPI deve pedir uma busca e apreensão para verificar se realmente não há uma gravação.

O Vasto faz parte do Grupo Coco Bambu, que pertence ao empresário bolsonarista Afrânio Barreira, que prega a favor do tratamento precoce e da cloroquina.

Luiz Paulo Dominguetti, que se apresenta como representante de uma empresa norte-americana, a Davati Medical Supply, diz ter recebido um pedido de propina de US$1 por dose de Roberto Ferreira Dias, então diretor de logística do Ministério da Saúde.

A empresa ofereceu 400 milhões de doses de AstraZeneca ao governo brasileiro na ocasião, o quádruplo do que o Brasil comprou da Pfizer. A farmacêutica nega que autorize intermediários a negociar vacinas. Procurada, a Davati não explicou quem seria o fornecedor dessas doses de vacina. Dominguetti é ouvido na CPI da Covid nesta quinta-feira. 

____________________ * Depois da BR, Petrobras anuncia venda de todos os blocos na Bacia do Paraná

Em área rica em gás, as três concessões têm cerca de 550 milhões de barris de óleo equivalente, diz estatal
Sede da Petrobras, no Centro do Rio Foto: Reuters
Sede da Petrobras, no Centro do Rio Foto: Reuters

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RIO - Um dia após a definição do valor de venda das ações da BR que vai render R$11,4 bilhões, a Petrobras anunciou que vai se desfazer de todas as suas participações na Bacia do Paraná, região que abrange ainda áreas em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Segundo o comunicado, a estatal vai vender as  participações que têm nos três blocos exploratórios na Bacia do Paraná, tida como uma das novas fronteiras exploratórias do país e com grande potencial de gás.

Das três concessões, duas estão no extremo oeste do estado de São Paulo e foram adquiridas na polêmica 12ª Rodada de Licitações da ANP em 2013, quando o governo tentou estimular a produção de gás através de técnicas não convencionais (o chamado shale gas).

Polêmica, a exploração de shale gas virou alvo de ambientalistas, já que traz risco de causar danos aos lençóis freáticos por usar grande quantidade de produtos químicos no processo de perfuração. 

Já a terceira área, na porção leste do estado de Mato Grosso do Sul, foi adquirida na 14ª Rodada de Licitações da ANP em 2017 pela Petrobras.

Segundo a estatal, as três áreas têm uma  estimativa de volume de aproximadamente 550 milhões de barris de óleo equivalente (boe). "Os blocos da Bacia do Paraná se configuram em uma nova fronteira para gás", disse a estatal em teaser.

Nessa semana, além da BR, a Petrobras acertou a venda de um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas no estado de Alagoas para a Petro+.  O valor da venda total é de US$ 300 milhões.

____________________ * Senador Otto Alencar: "Também pedi para prender, mas Aziz não quis" | Míriam Leitão - O Globo

Luiz Paulo Dominguetti, que acusou governo de propina em compra de vacinas, depõe à CPI da Covid

O senador Otto Alencar também pediu ao presidente da CPI, senador Omar Aziz, que prendesse o representante comercial Luiz Paulo Dominguetti, durante o seu depoimento nesta quinta-feira à Comissão Parlamentar de Inquérito:

- Foi mentira atrás de mentira. Toda hora ele entrava em contradição. Está claro que o governo está usando a sua estrutura contra a CPI. Eu pedi a prisão, mas Omar Aziz não quis. O senador Flávio Bolsonaro ficou até o final para ter a certeza que Dominguetti não seria preso. Se fosse preso, ia delatar o que aconteceu. Esse era o medo do governo. 


Alencar acha que a perícia no celular de Dominguetti pode ajudar a entender por que ele tentou desacreditar o deputado Luis Miranda, que na semana passada acusou Bolsonaro de não ter investigado denúncia de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin.

- Acho que a entrevista dele relatando o pedido de propina é verídica. Mas algo aconteceu depois, o governo entrou no jogo para que ele falasse alguma coisa contra o Luis Miranda. A perícia vai ajudar a explicar isso.

Para Alencar, a CPI terá agora que ter cuidado redobrado com as manobras do governo.

____________________ * Empresa de cigarrinhos de chocolate faz homenagem a ator Paulo Pompeia

Nas redes sociais, internautas lamentaram a morte do artista, que ganhou fama aos 10 anos de idade com a campanha publicitária
Paulo ganhou fama aos 10 anos de idade, quando estampou a campanha publicitária da Chocolate Pan em 1959 Foto: Reprodução
Paulo ganhou fama aos 10 anos de idade, quando estampou a campanha publicitária da Chocolate Pan em 1959 Foto: Reprodução

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RIO — A morte de Paulo Pompeia nesta quarta-feira (30), aos 72 anos, comoveu internautas e motivou uma homenagem da marca Chocolate Pan. O ator e diretor ganhou fama a partir de 1959, quando estampou, aos 10 anos, uma campanha publicitária da empresa. A causa da morte não foi divulgada.

“Triste notícia. Os mais sinceros sentimentos, condolências aos familiares e eterna gratidão ao nosso eterno menino!”, escreveu a página da Chocolate Pan no Instagram. A empresa também compartilhou o relato do internauta Cleiber de Souza, que agradeceu Pompeia por fazer parte de sua infância.

— Serei sempre seu fã, que Deus o receba com muito carinho, meus sentimentos e que Deus conforte toda família e amigos — escreveu Souza.

O óbito foi confirmado pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos de São Paulo (Sated/SP), em que ele foi diretor. Em um post nas redes sociais, o Sated/SP também lamentou a morte de Pompeia e agradeceu por sua contribuição.

O ator e diretor Paulo Pompeia Foto: Reprodução
O ator e diretor Paulo Pompeia Foto: Reprodução

“Mais uma notícia muito triste, o nosso amigo, ex-diretor do Sated-SP, ator, diretor Paulo Pompeia faleceu no dia de hoje. Agradecemos a toda a sua contribuição às artes. A ele nosso carinho, respeito e admiração”, escreveu o perfil do sindicato.

Internautas também fizeram questão de manifestar suas condolências nas redes sociais. “Fez parte da minha infância! Como era bom ganhar uma caixinha dessa”, escreveu o perfil @marcioskysound. “Meus sentimentos à família e será eterno em memória”, completou o @miharumi. “Que dor no coração. Pessoa mais querida não existiu nesse planeta”, lamentou a @mairaperescardoso.

Carreira na TV

Paulo ganhou fama no final dos anos 1950 quando estampou a campanha publicitária da Chocolates Pan, no lançamento do produto conhecido como "Cigarrinho de chocolate". Durante décadas, a guloseima levou o seu rosto estampado na embalagem.

O ator também atuou em "Malhação", em 1999, e em novelas como "Perigosas Peruas" e "O Mapa da mina", além de apresentar o "Telecurso 2000".

____________________ * SUÉCIA registra PRIMEIRA morte de POLICIAL a TIROS em 14 anos

Agente foi baleado em Gotemburgo; primeiro-ministro interino do país classificou o crime como um 'ataque à nossa sociedade'
Policiais fazem um minuto de silência em homenagem ao agente morto na Suécia Foto: ANDREAS HILLERGREN / AFP
Policiais fazem um minuto de silência em homenagem ao agente morto na Suécia Foto: ANDREAS HILLERGREN / AFP

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A Suécia registrou a morte do primeiro policial baleado em 14 anos, na noite de quarta-feira, o que gerou indignação das autoridades locais. Esse tipo de crime é  raro no país, onde somente outros dois agentes foram mortos nos últimos 20 anos. O tiroteio aconteceu no subúrbio de Biskopsgarden, em Gotemburgo, a segunda maior cidade sueca.

O policial tinha pouco tempo de profissão e foi atingido quando estava em serviço e atendia à população no bairro de Biskopsgarden. A violência de gangues atinge a região nos últimos anos e, por isso, a área tem sido alvo de atenção especial das autoridades locais. Apesar de ter sido levado ao hospital, o agente não resistiu aos ferimentos. De acordo com a rádio sueca Sverige Radio, ele tinha cerca de 30 anos.

O primeiro-ministro interino da Suécia, o social-democrata Stefan Lofven, classificou, nesta o crime como um "ataque à nossa sociedade". Segundo ele, o combate às ações de gangues na região vai permanecer. O país também realizou um minuto nacional de silêncio em homenagem póstuma ao agente assassinado.

Policiais no local onde um agente sueco foi baleado em Gotemburgo, na Suécia Foto: TT NEWS AGENCY / via REUTERS
Policiais no local onde um agente sueco foi baleado em Gotemburgo, na Suécia Foto: TT NEWS AGENCY / via REUTERS

— É com grande tristeza e consternação que recebemos a notícia de que um policial foi morto a tiros na noite passada. Jamais vamos recuar na luta contra o crime organizado — afirmou Lofven em entrevista coletiva.

Segundo a rádio sueca Sverige Radio, a polícia investiga o caso, mas não há suspeitos identificados até o momento. De acordo com o chefe de Polícia da região metropolitana de Gotemburgo, Erik Nord,  ainda é cedo para dizer se a vítima era o alvo escolhido.

A violência de gangues se tornou um problema na Suécia, com tiroteios e ataques com explosivos, por vezes deixando vítimas. A situação também tem mobilizado debates políticos, com representantes de esquerda e de direita reivindicando ações mais duras de repressão aos crimes, segundo a agência de notícias Reuters.

____________________ * O governo que sequestrou o país | Míriam Leitão

Jair Bolsonaro em solenidade do Ministério do Turismo

Acabou. É uma questão de tempo e de processo. O governo Bolsonaro terminará pela soma imensa dos seus erros. Não foram erros de gestão, apenas. Foram crimes. E eles foram tantos, tantos que atravessam os códigos legais, a Lei 1079 do impeachment, a Constituição. Ele feriu o primeiro direito. O da vida. Quanto tempo Arthur Lira pode ignorar o superpedido de impeachment protocolado ontem? Ele tem o poder de fazer um pedido, mesmo substantivo e plural, ficar parado na gaveta, mas há forças demais se movendo na mesma direção. Um governo que quer US$ 1,00 de propina por dose de vacina está, na verdade, sequestrando o país e pedindo resgate.

Publiquei neste espaço, em 3 de maio de 2020, uma coluna com o título “Sem medo do impedimento”. Eram 7.051 mortes. Bolsonaro persistiu na mesma atitude e isso nos trouxe aos atuais 518 mil mortos. É completamente equivocada a ideia de que o Brasil “naturalizou” o impeachment e por isso ele deveria ser evitado. Esse argumento é de corar um estudante de Direito. Equivale a propor que um instrumento jurídico não seja usado porque já o foi no passado. É o mesmo que dizer que a lei não pode ser aplicada para não gastar.

Nunca foi tão justo quanto agora, diante do mar de mortos que está diante de nós, pedir o impeachment do presidente. Jair Bolsonaro tomou decisões que provocaram a morte de brasileiros. E ele também ameaça diariamente as instituições democráticas. A lista dos 23 tipos penais arrolados no superpedido de impeachment ontem apresentado por instituições da esquerda e da direita não deixa dúvidas. Há razões superlativas para que ele seja tirado do cargo que desonra diariamente.

A CPI está mostrando de forma exuberante os crimes do presidente nesta pandemia. São tantos que há pelo menos quatro trilhas de investigação. Ação deliberada para espalhar o vírus, que está tipificado como crime de epidemia; omissão e atrasos nas compras de vacinas; disseminação de remédio com ineficácia comprovada; formação de estrutura paralela ao governo. E, agora, prevaricação. Foi informado de irregularidades com dinheiro público, sabia quem era o suspeito, não mandou investigar. Em reação retardada, o governo vai mudando versões para dizer que investigou. As versões não param em pé. São tão ilógicas que os governistas na CPI leem o que vão falar. Não guardariam de memória essas mudanças constantes de enredo. E novas acusações surgem, como a que a repórter Constança Rezende, da “Folha de S.Paulo”, revelou sobre o pedido explícito de propina ouvido pelo empresário Luiz Paulo Dominguetti Pereira no Ministério da Saúde.

Na sessão de ontem da CPI, o empresário bolsonarista Carlos Wizard fez uma triste figura. “Eu me reservo o direito de ficar em silêncio.” Mas os vídeos apresentados eram arrasadores. Neles, Wizard, rindo, sustentava a tese de que os “cinco mortos” no município de Porto Feliz, no interior de São Paulo, tiveram culpa na própria morte. “Ficaram em casa, não foram em busca do tratamento precoce.” Em outro vídeo, já eram 50 os mortos. O que será que ele diria agora se não tivesse emudecido?

Wizard, a exemplo de Bolsonaro, usa a palavra de Deus como se a Bíblia fosse dele. Chegou carregando um cartaz que citava um versículo de Isaías. A senadora Eliziane Gama do Cidadania o respondeu mostrando intimidade com a Bíblia. Em uma das citações que ela fez, também do profeta Isaías, há o alerta contra líderes que são “amigos dos ladrões e amam o suborno” e “não defendem os direitos dos órfãos e das viúvas”. O Brasil é um país laico, mas tem sido abusivo ver o presidente e seus seguidores usarem a Bíblia de forma proprietária. Por isso, a resposta da senadora fazia todo o sentido.

O superpedido de impeachment produziu uma cena rara, de união no mesmo palanque de políticos da esquerda e da direita ex-bolsonarista, que discordam sobre todo o resto, mas concordam que Bolsonaro é o pior presidente da História, que ele ampliou o número de mortes com as escolhas que fez e reitera a cada dia.

Entre o pedido de impeachment e seu andamento há o presidente da Câmara. Mas os processos políticos têm dinâmica própria. Lira diz que não há votos necessários, da mesma forma que tantos diziam que não era a melhor hora da CPI. Um governo não termina quando acaba. Bolsonaro vai atacar, mentir, manipular, ameaçar, cooptar e usar os poderes da Presidência. As instituições terão de persistir em defesa da vida dos brasileiros.

Com Alvaro Gribel (de São Paulo)

____________________ * Canadá: As ondas de calor no Hemisfério Norte e como alguém morre por causa disso | Blog do Acervo - O Globo

Morador de Moscou se molha numa fonte em dia de forte calor, mês passado

Enquanto boa parte dos brasileiros lidam com uma semana fria do inverno, o verão do Hemisfério Norte vem mostrando sua face mais cruel. No Canadá, uma onda de calor sem precedentes no país já causou dezenas de mortes. Os termômetros também já atingiram recordes em locais como Oregon, nos EUA, e Moscou, na Rússia. Nos últimos anos, sequências de dias com temperaturas muito acima do normal vêm se repetindo na Europa e na América do Norte entre os meses de maio e agosto, levando a milhares de óbitos. Mas quais as causas dessas ondas de calor extremo? E como uma pessoa morre devido às altas temperaturas?

Saltos de temperatura são registrados, esporadicamente, desde o início do século XX, mas a frequência com que ocorrem teve um aumento acentuado nas últimas duas décadas. Cientistas que estudam as mudanças climáticas já diziam que esse problema seria cada vez mais recorrente, conforme a temperatura média do planeta sobe ano após ano. Ainda assim, as autoridades de países europeus ficaram surpresas quando, no início do século XXI, milhares de pessoas começaram a morrer devido às altas temperaturas. Em agosto de 2003, o governo francês estimou que o calor foi a causa direta ou indireta de mais de 3 mil óbitos no país, que, na época, adotou medidas típicas de uma crise sanitária.

- Acho que agora podemos qualificar o que está acontecendo como uma autêntica epidemia - disse o então ministro da Saúde francês, Jean-François Mattei, que mandou interromper as férias dos médicos para reforçar os hospitais, principalmente na capital, Paris.

Pacientes em tratamento devido a efeitos do calor extremo em Paris, em 2003

O drama das mortes por calor é mais frequente em metrópoles do Hemisfério Norte, onde as variações de temperatura se tornaram amplas. São cidades com estruturas e populações pouco adaptadas a essa realidade. As vítimas são, em maioria, idosos que padecem de males como hipertermia e desidratação. O quadro é agravado porque, no verão, muitas famílias viajam de férias e deixam seus parentes mais velhos sozinhos. Em 2003, a polícia de Paris pediu ajuda para remover cadáveres de pessoas que morreram dias antes, sozinhas em seus apartamentos.

- No último verão, a situação foi catastrófica, e, este ano, está pior. Não estávamos preparados, o sistema hospitalar está em colapso - lamentou o médico Muriel Chaillet, em 2003.

No mês passado, um estudo publicado no períodico científico "Nature Climate Change" mostra que 37% das mortes causadas por calor não teriam acontecido se não fossem as mudanças climáticas provocadas pela ação do ser humano. A equipe de epidemiologistas investigou dados de temperatura e mortes no verão de 732 localidades em 43 países, de 1991 a 2018.

Idosa é atendida em hospital de Paris após se sentir mal devido ao calor, em 2003

Manter uma temperatura corporal constante em torno dos 36 graus é essencial para as funções biológicas de uma pessoa. A exposição ao calor extremo interfere nessa capacidade e, se um indivíduo não consegue controlar sua temperatura interna, ele corre o risco de experimentar uma série de adversidades. Cãimbras de calor, exaustão e insolação grave são condições médicas diretamente ligadas a altas temperaturas. Mas o calor extremo também pode levar, indiretamente, a problemas cardiovasculares, o que aumenta a incidência de enfartes.

As câimbras de calor causam forte dor e até mesmo espasmos em músculos das pernas e abdôme, além de intensa sudorese. Já a exaustão pode levar a intensa sudorese, enjoo, fraqueza, pulso fraco e até mesmo desmaios. E a insolação grave gera alterações do estado mental, dor de cabeça, náusea e tonteira, além de aceleração da circulação sanguínea, sudorese e perda de consciência. Dessas três consequências do calor extremo, a insolação é a mais séria e, normalmente, gera a necessidade de atendimento médico.

— Nosso organismo é programado para funcionar numa faixa de temperatura. Quando a temperatura aumenta por causa de febre (quando há agente infeccioso) ou por hipertermia, as proteínas e enzimas do corpo se desnaturam, ou seja, perdem a sua forma, e também a sua função. Mesmo que o corpo chegue a 39°C, ele funciona ainda, pois o nosso mecanismo regulador consegue diminuir a temperatura. Quando alcança 40°C, pode chegar ao coma e, com 42°C, a pessoa morre — explicou a médica Ana Sodré, em entrevista ao GLOBO no ano passado.

Outro problema que pode ser provocado pela exposição ao calor excessivo é a desidratação. Por isso, nos dias mais quentes, é imprescindível manter-se bem hidratado.

— A melhor maneira de avaliar o nível de hidratação da pessoa é analisando a cor do xixi. O ideal é que ele esteja com uma coloração amarelo claro. Se ele estiver alaranjado significa que está muito concentrado, o que pode indicar hidratação baixa — disse a nutróloga Adilia Altgauzen, do grupo Iron.

Orla de Victoria, na British Columbia, Canadá, atingida por onda de calor

O número de óbitos ligados a altas temperaturas na Europa e na América do Norte já vinha causando sustos desde os anos 1980, mas essas ondas de calor se tornaram cada vez mais frequentes e intensas. Em 28 de agosto de 2003, O GLOBO noticiou que quase 20 mil pessoas haviam morrido no verão europeu, sendo que mais da metade desses óbitos ocorreram na França. Apenas três anos depois, uma nova onda de calor levou causou um recorde na média de temperatura para o mês de julho. Mais de mil pessoas morreram apenas na Holanda.

Também em 2006, uma onda de calor causou mais de 220 nos Estados Unidos, cujo governo registra um total de mais de 11 mil óbitos relacionados ao calor entre 1979 e 2018. Segundo estimativas de 2016, nos 60 anos anteriores, o número de mortes devido a altas temperaturas havia se tornado três vezes maior em 50 cidades americanas.

O problema afligia o Canadá com pouca intensidade, mas cenário começou nos últimos dez anos. Com boa parte de seu território situada no Círculo Polar Ártico, o país registrou ondas de calor em 2011, 2013, 2017 e em 2018, quando 74 pessoas morreram apenas na cidade de Qebec. Em 2020, o governo local registrou o maio mais quente de sua história. E, nas últimas semanas,

Centro de resfriamento, com ar condicionado, em Oregon, nos EUA

____________________ * A CPI da Covid fala a linguagem da televisão - Patrícia Kogut, O Globo

Patrícia Kogut

Otto Alencar e Renan Calheiros na CPI da Covid (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Otto Alencar e Renan Calheiros na CPI da Covid (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Já escrevi sobre a CPI da Covid e volto ao tema. Parece série, parece novela. Todo o vocabulário da televisão está muito presente ali. Nesta quarta, 30, os brasileiros voltaram a grudar nas telas para se informar e formar opiniões. Hoje, quinta, será igual.

Os senadores Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros viraram estrelas. Na dramaturgia da Comissão, há vilões e mocinhos. E talentos que roubam a cena, como o senador Otto Alencar. É dele uma das falas mais “cauda longa” até aqui, a interrogação que ainda ressoa: “Dra. Nise Yamaguchi, a senhora sabe a diferença entre protozoário e vírus?” (e ela não conseguiu responder). Nesta quarta, Renan Calheiros disse uma frase alusiva ao “Big Brother”: “O Brasil está vendo que os machões da internet ficam caladinhos aqui”.

Além dos canais fechados, abertos e da TV Senado, a CPI vem movimentando as redes sociais. No YouTube, o canal Meteoro Brasil, com mais de um milhão de seguidores, transmite as sessões ao vivo com análises e comentários para uma audiência que costuma ultrapassar os cem mil. No Twitter, perfis como @camarotedacpi e @jairmearrependi fazem sucesso na cobertura dos trabalhos. Quando começou a circular a informação de que a dentista Andréa Barbosa iria depor, internautas se manifestaram. @MaurícioRicardo resumiu o sentimento geral: “Ex-mulher de Pazuello pediu para depor na CPI. É cada plot twist tão bizarro que parece série policial espanhola da Netflix”. É como escreveu no Twitter @MarceloUchoa_: “Favor avisar a data do depoimento dela para eu desmarcar todos os meus compromissos”.

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____________________ * Políticos LGBTQIAP+ defendem que direitos conquistados na Justiça se tornem definitivos no Legislativo

Em live, representantes eleitos da comunidade avaliam que há muitas lacunas para ampliar a cidadania desses grupos de forma mais definitiva
Bruno Alfano e Mateus Campos
01/07/2021 - 04:30 / Atualizado em 01/07/2021 - 08:38
Para LGBTQIAP+ eleitos no país, leis já aprovadas pelo Legislativo têm servido para “privilegiar os privilegiados e excluir os excluídos” Foto: Reprodução
Para LGBTQIAP+ eleitos no país, leis já aprovadas pelo Legislativo têm servido para “privilegiar os privilegiados e excluir os excluídos” Foto: Reprodução

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RIO - Diante de omissões do Legislativo, os direitos sociais conquistados pela população LGBTQIAP+ recentemente no Brasil tiveram que percorrer vias judiciais. Esse foi o panorama traçado pelos participantes do encontro “Política e legislação: o papel do poder público em quebrar preconceitos e incentivar a inclusão da população LGBTQIAP+”, realizado ontem pelo GLOBO, com oferecimento da SulAmérica. A live teve a participação de representantes da comunidade na administração pública.

— Não é que o Congresso não consiga. Ele não quer legislar sobre esses temas. Os políticos que ocupam essas casas não estão interessados em dar andamento a políticas públicas que protejam e dignifiquem a vida da comunidade LGBTQIAP+. E aí temos que recorrer ao Judiciário — afirmou Erika Hilton (PSOL), a vereadora mais votada nas eleições de 2020, que hoje preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo (SP).

Além de Hilton, o encontro teve a participação do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), da professora e vereadora de Belo Horizonte (MG) Duda Salabert (PDT) e do coordenador-executivo de Diversidade Sexual da prefeitura do Rio de Janeiro, Carlos Tufvesson. A mediação foi do jornalista do GLOBO João Paulo Saconi.

Em um desabafo, o senador eleito pelo Espírito Santo relatou ter enfrentado muitos problemas na hora de adotar o filho, mesmo amparado pela legislação brasileira. Ex-delegado, ele também afirmou que foi vítima constante de preconceitos em sua profissão original, que o impediram de ser promovido. E, depois de chegar ao parlamento, o professor de direito voltou a conviver com a discriminação.

— O Congresso Nacional, em matéria de direitos da população LGBTQIAP+ , encontra-se deitado em berço esplêndido — argumentou. — Já apresentei três projetos de lei para garantir na Constituição, pela via adequada, direitos que já estão sacramentados no Judiciário. Minha preocupação é que a composição do STF pode mudar e essas conquistas serão precarizadas. Mas o Congresso fecha a porta para esses direitos.

Direitos negados

Na avaliação da vereadora mineira Duda Salabert, essa omissão tem consequências graves. Ela lembra que o Brasil é o país que mais mata pessoas transexuais no planeta há 13 anos consecutivos. Além disso, segundo a política, 80% dos assassinatos contra essa população são praticados com violência exagerada, e a expectativa média de vida desse grupo não passa de 35 anos.

— Não existe democracia dessa forma. O Congresso brasileiro nunca aprovou uma única lei em defesa da comunidade LGBTQIAP+ e isso é vergonhoso. Vivemos uma simulação de democracia. Temos um Legislativo que reproduz a lógica da sociedade de privilegiar quem já é privilegiado e excluir os já excluídos — criticou.

Para Tufvesson, o debate público sobre direitos LGBTQIAP+ perdeu terreno no Brasil nos últimos anos, sobretudo depois da ascensão de políticos que usam discursos de ódio para deslegitimar causas sociais. Como exemplo, o estilista citou políticas voltadas para minorias que foram alvos de intensas campanhas de fake news nas últimas eleições presidenciais.

— Estou nessa batalha há 25 anos e vejo transformações, mas nunca foi fácil. Nunca nossos direitos foram tão instrumentalizados como nos últimos tempos, desde o projeto Escola Sem Homofobia, que recebeu a alcunha de “kit gay”. Quantos políticos estavam no ostracismo e foram eleitos com discursos contra a ideologia de gênero, que sequer existe? Falar contra ela é como se opor ao coelhinho da Páscoa e ao Papai Noel. Gênero não é ideologia, é identidade.

Avanços lentos

Na opinião do coordenador- executivo de Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, a questão é encarada de maneira deturpada por alguns setores da política nacional. Tufvesson, que relembrou a burocracia para oficializar seu casamento com o arquiteto André Piva, ressaltou que a lentidão em garantir igualdade às minorias tem reflexos diretos no bem-estar dessa parcela da sociedade brasileira.

— Assegurar direitos da minoria não retira os da maioria. Existe uma discussão distorcida, que traz muita infelicidade para as famílias. Somos a única minoria em que os filhos são expulsos de casa por serem quem são. A gente precisa discutir melhor sobre o país que vai entregar para as próximas gerações.

Salabert argumentou que transexuais e travestis não “conquistaram a humanidade a que têm direito”, pois ainda reivindicam aspectos básicos: “nome, identidade e banheiro”. E, enquanto isso, precisam disputar espaços dentro dos próprios partidos, mesmo respaldadas por votação popular. A parlamentar lembrou que foi a mais votada em Belo Horizonte, enquanto Hilton foi a líder em votos entre as mulheres candidatas a cargos legislativos municipais em 2020 no país. Mesmo com votações expressivas, não se sentem valorizadas em suas legendas.

— Quantas pessoas travestis fazem parte das direções ou das executivas nacionais das legendas? Eles reconhecem nosso capital político, mas reproduzem a transfobia e usam ferramenta partidária para garantir os privilégios de uma minoria. Temos de estar nos espaços centrais, como protagonistas das disputas — afirma.

Isolamento social

No encontro, Salabert e Hilton comemoraram a determinação rdo ministro do STF Gilmar Mendes para que o SUS passe a tratar os usuários pelo gênero com o qual se identificam. Na segunda-feira, ele deu 30 dias ao Ministério da Saúde para alterar o sistema de forma a permitir a marcação de exames e consultas de todas as especialidades. No entanto, as vereadoras ressaltaram o quanto ainda falta para que a igualdade desse grupo seja plenamente alcançada.

— Os problemas estruturais não se resolvem com receita simples. Foi um avanço, mas é surpreendente como nos emocionamos com o mínimo, com o básico, nada mais — avaliou Hilton.

Já Salabert afirma que essa é a “cidadania a conta gotas”. Ela ainda comparou a necessidade de isolamento social, praticado pelo mundo durante a pandemia de Covid-19, com o cotidiano dos travestis e transexuais.

— Esse medo que as pessoas estão sentindo do espaço público é uma realidade das pessoas transexuais e travestis. O temor de conversar com estranhos e morrer sempre foi nosso. Para a comunidade em geral tem a vacina chegando, apesar do projeto genocida de Bolsonaro, mas qual é o imunizante para a forma como nos tratam? Só (aconteceria de fato) no campo educacional.

Na avaliação de Contarato, o Brasil ainda é um país “preconceituoso, homofóbico, sexista e racista”.

— Mas ser cidadão não é apenas viver em sociedade. É transformá-la. A população LGBTQIAP+, da qual faço parte, pode ocupar qualquer espaço. Ninguém vai nos dizer onde podemos estar — disse.

____________________ * Aparelho promete mesmo resultado de duas horas de academia em 21 minutos

Equipamento conta com tecnologia usada pela Nasa de treinamento intervalado e baixo impacto
O fisioterapeuta no aparelho Vasper, na sua clínica, Espaço Bruno Mantovano Foto: Fábio Rossi / Agência O Globo
O fisioterapeuta no aparelho Vasper, na sua clínica, Espaço Bruno Mantovano Foto: Fábio Rossi / Agência O Globo

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Ao entrar na sala, o fisioterapeuta Bruno Mantovano aponta para um equipamento, que parece um misto de bike, transport e remo, e anuncia: “Em 21 minutos, o Vasper faz por você o que a academia tradicional produziria em duas horas”. “Trata-se de uma tecnologia, usada pela Nasa, de treinamento intervalado e baixo impacto”, explica o profissional, já sabendo que o repórter incumbido de testá-lo sofre com hérnias de disco. Antes de colocar a potente máquina para funcionar, ele aponta os benefícios: melhoria do sono, hipertrofia muscular, aumento de força, queima de gordura e aumento de hormônios anabólico (testosterona). Dito isso, é hora da ação.

Customizável, o Vasper, que lá fora conquistou ninguém menos que o coach motivacional Tony Robbins, pode ser usado por qualquer pessoa e ainda reduz a possibilidade de lesões e fadiga. “No fim do dia, você não ficará com aquela sensação de exaustão”, comenta Mantovano. O pulo do gato, observa o profissional, é a técnica de resfriamento, aplicada em “bolsas” nos braços, coxas e pescoço. “O resultado é uma melhor performance muscular e velocidade de recuperação, pois o fluxo de oxigênio cresce no organismo. Isso também diminui a inflamação e a dor.”

O fisioterapeuta no aparelho Vasper, na sua clínica, Espaço Bruno Mantovano. Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo
O fisioterapeuta no aparelho Vasper, na sua clínica, Espaço Bruno Mantovano. Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo

Entre momentos intensos e calmos, de fato, não senti qualquer desconforto durante o processo. E muito menos nas horas seguintes. À noite, dormi realmente bem.

O fisioterapeuta no aparelho Vasper, na sua clínica, Espaço Bruno Mantovano. Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo
O fisioterapeuta no aparelho Vasper, na sua clínica, Espaço Bruno Mantovano. Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo

Seis dias depois, retornei ao Espaço Bruno Mantovano, no Clube Monte Líbano, na Lagoa. Dessa vez, o treino, avisa o fisioterapeuta, seria mais intenso, pesado. E foi. Mas, novamente, zero dor. Questiono se os músculos crescem, como se tivesse “puxando ferro” na academia. “Ajuda... No entanto, a função não é essa”, aponta. “O aparelho é útil para manter a forma, porém o objetivo maior é a saúde e disposição”. Sessão avulsa: R$ 280. Pacote com 20: R$ 200, cada.

____________________ * 'Eu sou GAY: governador do RS, Eduardo Leite recebe APOIO nas REDES após ASSUMIR ORIENTAÇÃO sexual

Cotado como candidato à presidência, político gaúcho tratou do assunto pela primeira vez
Eduardo Leite é governador do Rio Grande do Sul Foto: Felipe Dalla Valle / Agência O Globo
Eduardo Leite é governador do Rio Grande do Sul Foto: Felipe Dalla Valle / Agência O Globo

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RIO —  O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), recebeu mensagens de apoio e elogios ao assumir sua homossexualidade, na noite desta quinta-feira. O político gaúcho é o primeiro presidenciável a admitir publicamente ser gay. Ele vai disputar as prévias do PSDB para a candidatura à Presidência, em novembro. A informação foi dada no programa Conversa com Bial que vai ao ar nesta madrugada, como antecipado pela colunista do GLOBO Patricia Kogut.

—  Nesse Brasil, com pouca integridade, nesse momento, a gente precisa debater o que se é, para que fique claro e não se tenha nada a esconder. Eu sou gay, e sou um governador gay. Não sou um gay governador, tanto quanto Obama nos Estados Unidos não foi um negro presidente, foi um presidente negro, e tenho orgulho disso —  afirmou.

Leite recebeu centenas de mensagens de apoio assim que sua homossexualidade foi divulgada. O nome do governador chegou em poucos minutos aos trending topics do Twitter e consta como terceiro assunto mais comentado na rede social.

Presidente nacional do PSDB, o ex-ministro Bruno Araújo parabenizou Leite: "Atitude corajosa e passa a focar na pauta que interessa aos brasileiros: Cuidar da qualidade de vida das pessoas. Aumentou meu respeito por ele".

O governador de São Paulo, João Doria, escreveu no Twitter: "Admiração e respeito ao meu amigo Eduardo Leite".

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), escreveu: "Muito orgulho de ser amigo desse cara".

O deputado Aécio Neves também ressaltou a "coragem" de Leite e lembrou casos de discriminação:

“Como o próprio governador disse: essa deveria ser uma não-questão. Mas, infelizmente, ainda vivemos em um país em que orientação sexual é alvo de discriminação, preconceitos vários e, pior, de violência que leva até à morte. Assim, importante que se discuta abertamente essa questão. O governador, que sempre teve meu respeito, demonstrou publicamente o que sempre vi nele: coragem. O que só aumentou minha admiração.”

“Sexualidade não deveria ser uma questão político-eleitoral. Infelizmente, como Bolsonaro vira-e-mexe nos mostra, ela é. Por isso, cumprimento o governador Eduardo Leite pela coragem em se assumir. Um momento importante da política brasileira”, escreveu um usuário do Twitter.

Um outro perfil destacou que a política brasileira é heteronormativa e machista e, por isso, é importante que Leite fale abertamente sobre sua orientação sexual. “Que tenhamos cada vez mais LGBTs ocupando espaços políticos!”, acrescentou .

Outros ressaltaram que apesar das diferenças políticas com o governador, devem admitir que o gesto dele foi corajoso. “Eu tenho muitas críticas ao Eduardo Leite, mas não posso deixar de reconhecer seu acerto e sua coragem quando ele faz algo dessa magnitude em um estado preconceituoso como o nosso. Parabéns, governador”, diz uma postagem. 

Leite assumiu publicamente a homossexualidade na semana em que é celebrado o Dia do Orgulho LGBTQIA+.

____________________ * Ao CONTRÁRIO do que disse à CPI da Covid, Luiz_Paulo_DOMINGUETTI já fez postagens A_FAVOR de BOLSONARO

Luiz Paulo Dominguetti, que acusou governo de propina em compra de vacinas, depõe à CPI da Covid

Jan Niklas

Ao contrário do que afirmou à CPI da Covid nesta quinta-feira, o policial militar e representante comercial Luiz Paulo Dominguetti já fez publicações em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais. Em uma postagem no Facebook, ele compartilhou um discurso de Bolsonaro com fundo musical apoteótico e a legenda "Esse é o meu presidente".  

Quando foi questionado pelo relator da CPI da COvid, Renan Calheiros sobre apoiar o presidente na CPI se já havia feito alguma postagem em rede social com crítica, elogio ou defesa do Presidente da República ou de algum aspecto do seu Governo ele negou:

— Que eu me recorde não, Excelência — afirmou Dominguetti à CPI.

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