Martin Wolf: A LUTA pela SOBREVIVÊNCIA da DEMOCRACIA americana - Enquanto poder de Trump sobre o Partido Republicano aumenta, Biden joga com apostas enormes, e sabe disso
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Falha permite invadir ligações em celulares Androids; veja como se proteger
Martin Wolf: A LUTA pela SOBREVIVÊNCIA da DEMOCRACIA americana ___ Enquanto PODER de Trump sobre o Partido Republicano AUMENTA, Biden joga com APOSTAS enormes, e sabe disso
Datafolha: 54% dizem que NÃO votariam em BOLSONARO de jeito nenhum em 2022
Lula dispara no Datafolha e tem 41% contra 23% de Bolsonaro
Datafolha: Lula lidera corrida eleitoral de 2022 e marca 55% contra 32% de Bolsonaro no 2º turno
Lula CONQUISTA PARTE do eleitorado de Bolsonaro e tem 35% entre EVANGÉLICOS, diz Datafolha
Datafolha: Aprovação a Bolsonaro recua seis pontos e chega a 24%, a pior marca do mandato; rejeição é de 45%.
Bolsonaro 24/45 * Collor 9/68
Com INFLAÇÃO nos EUA, Ibovespa tem a maior queda desde março e cotação do dólar sobe
Justiça arquiva investigação contra Felipe Neto por ter chamado Bolsonaro de genocida
Internautas reagem às MENTIRAS de Wajngarten na CPI: ‘tinha que sair PRESO ’
Martin Wolf: A LUTA pela SOBREVIVÊNCIA da DEMOCRACIA americana _____ Enquanto PODER de Trump sobre o Partido Republicano AUMENTA, Biden joga com APOSTAS enormes, e SABE disso
"A questão de se nossa democracia vai durar muito é ao mesmo tempo antiga e urgente, tão antiga quanto a nossa República." Assim, em seu discurso ao Congresso em 28 de abril, Joe Biden definiu o que está em jogo em sua Presidência. Ele tinha razão, também, ao afirmar que os autocratas estão apostando que a democracia nos Estados Unidos não pode "superar as mentiras, a raiva, o ódio e os temores que nos dividiram". Mas aqueles autocratas podem até estar certos.
Um dos principais partidos americanos se tornou claramente antidemocrático. Essa é agora uma luta entre dois homens idosos pelo destino da democracia liberal nos Estados Unidos.
Em uma democracia liberal, eleições justas determinam quem detém o poder. Tentativas de subverter ou invalidar a votação são traições. Foi exatamente o que Donald Trump tentou fazer antes e depois da última eleição presidencial. Ele tentou transformar os EUA em uma autocracia. Isso não foi nenhuma surpresa: tinha sido óbvio desde o começo de sua carreira política que esse era seu objetivo.
Ele falhou. Pessoas decentes e corajosas garantiram isso. Mas essa história apenas começou. Mesmo sem as redes sociais, Trump mantém a lealdade da base de seu partido e assim controla seus líderes.
Mesmo as pessoas cujas vidas ele pôs em perigo ao promover a invasão do Capitólio correm para beijar sua mão em Mar-a-Lago. Enquanto isso, figuras profundamente conservadoras, como Liz Cheney, a terceira nas fileiras republicanas na Câmara dos Deputados, estão sendo defenestrados. Seu crime? Declarar que a Grande Mentira de Trump de que o resultado real da eleição foi uma Grande Mentira é uma grande mentira.

O fato de que Trump está mentindo não é novidade. A novidade é que, mesmo removido do cargo público, Trump define a verdade para seu partido. Há uma palavra para uma organização política em que o dever principal dos membros é a lealdade absoluta a um líder que define o que é verdade e certo: "Fuhrerprinzip" (princípio de liderança). O abraço geral dos republicanos à Grande Mentira de Trump é um caso perfeito desse conceito.
Infelizmente, isso não é tudo. A Grande Mentira de Trump está sendo transformada em arma através de legislação estadual destinada a subverter as eleições. Muita atenção está sendo dada aos empecilhos à votação. Mas ameaças de morte também perseguiram autoridades honestas para fora do cargo.
Pior ainda, como comenta o States United Democracy Center: "Em 2021, Legislativos estaduais de todo o país —por meio de pelo menos 148 projetos de lei apresentados em 36 estados— estão agindo para forçar sua entrada na administração das eleições, enquanto tentam desalojar ou perturbar as autoridades do executivo e/ou eleitorais locais que, tradicionalmente, conduziram nossos sistemas de votação".
Indivíduos responsáveis se sentem obrigados a cumprir seus juramentos de cargo. Legisladores menos visíveis talvez não o façam.
Infelizmente, esse ataque não causa surpresa. Oito dos 23 estados totalmente controlados por republicanos foram membros da antiga Confederação. Esses estados passaram para os republicanos depois da aprovação da Lei dos Direitos Civis, em 1964. Uma grande parte dessa história, portanto, é a tentativa do Sul de se proteger, mais uma vez, dos votos afro-americanos.
Então, o que estamos vendo é uma mistura de fanatismo com carreirismo. No entender dos dois grupos, está certo subverter as eleições se isso servir para colocar as pessoas "certas" no poder. Afinal, esses democratas são simplesmente antiamericanos. O fim de mantê-los fora do poder justifica quaisquer meios.
Biden compreende isso. Como ele disse ao Congresso: "Se nós realmente quisermos restaurar a alma da América, precisamos proteger o direito sagrado ao voto". Mas os democratas também precisam mudar as coalizões eleitorais dos EUA contemporâneos a seu favor. Para tanto, eles têm de trazer para seu lado um número significativo de pessoas brancas sem educação superior. Em suma, Biden precisa transformar um índice de aprovação decente (pelos padrões de Trump) em um avassalador.
A única esperança de fazer isso, Biden entende, é provar que o governo pode agir com eficácia, no interesse de todos. Ele fez isso com a campanha de vacinação espetacular. E está tentando fazê-lo com seus programas de gastos imediatos e em longo prazo. Eles são de fato enormes. Olivier Blanchard, ex-economista-chefe do FMI, disse ao Global Boardroom do Financial Times na semana passada que o apoio fiscal automático e discricionário representou 12,6% do PIB dos EUA no ano passado e deverá ser 12,8% neste ano. Segundo suas estimativas, isso é três vezes a lacuna de produtividade dos EUA —a diferença entre a produção potencial e a real.

Esse gasto parece decisivo para gerar um crescimento muito forte em curto prazo. Se tudo correr bem, a produção se expandirá para suprir a demanda, a inflação aumentará modestamente e a economia mudará para um caminho novo, mais dinâmico. Mas se, como disse o ex-secretário do Tesouro Larry Summers ao Economists Exchange do FT, o resultado for um grande salto da inflação e um endurecimento monetário atrasado, uma crise financeira e uma profunda recessão poderão ocorrer antes de 2024, trazendo ao poder Trump, ou pior.
Biden está fazendo apostas enormes, e sabe disso. Não se trata apenas de garantir uma forte recuperação econômica pós-Covid nos EUA. Não se trata apenas de restaurar a posição americana no mundo como aliado e ator em questões cruciais, como o clima. Não se trata só de provar que o governo dos EUA é capaz de fazer coisas importantes. Agora trata-se de proteger o núcleo da democracia —a aceitação pacífica dos resultados eleitorais.
Se isso acontecesse nos EUA, candidatos autocratas em toda parte teriam carta branca para fazer o que quisessem. O perigo é grande, já que os republicanos não são mais um partido democrático normal. Eles são cada vez mais um culto antidemocrático com um candidato a déspota como líder.
Eu espero desesperadamente que Biden tenha êxito. Mas ele fez uma aposta enorme no sucesso de seu programa. Talvez seja a aposta de maior consequência assumida por um líder democrático durante a minha vida. O futuro da democracia está em jogo.
Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves
Datafolha: 54% dizem que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum em 2022
Rejeição eleitoral do ex-presidente Lula é a segunda maior, com 36%, seguida pelas de Doria (30%), Huck (29%), Moro (26%) e Ciro (24%)
Para se reeleger no ano que vem, o presidente Jair Bolsonaro também terá de enfrentar um alto índice de rejeição, que ultrapassa metade do eleitorado e poderá ser um complicador, especialmente em um segundo turno. Dentre os entrevistados pelo Datafolha, 54% dizem que jamais votariam nele.
A rejeição do ex-presidente Lula é a segunda maior, com 36%, seguida pelas de João Doria (30%), Luciano Huck (29%), Sergio Moro (26%) e Ciro Gomes (24%).
O levantamento foi realizado com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Pouco mais de dois meses após ter seus direitos políticos restabelecidos, Lula lidera a corrida para a Presidência com margem confortável no primeiro turno e venceria Bolsonaro na segunda etapa, revela pesquisa Datafolha.
O petista alcança 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro.
Em um segundo pelotão, embolados, aparecem o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (sem partido), com 7%, o ex-ministro da Integração Ciro Gomes (PDT), com 6%, o apresentador Luciano Huck (sem partido), com 4%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que obtém 3%, e, empatados com 2%, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o empresário João Amoêdo (Novo).
Somados, os adversários de Lula chegam a 47%, apenas seis pontos percentuais a mais do que o petista. Outros 9% disseram que pretendem votar em branco, nulo, ou em nenhum candidato, e 4% se disseram indecisos.
Num eventual segundo turno contra Bolsonaro, Lula levaria ampla vantagem, com uma margem de 55% a 32%. Ele receberia a maioria dos votos dados a Doria, Ciro e Huck, enquanto o presidente herdaria a maior fatia dos que optam por Moro, seu ex-ministro da Justiça e atual desafeto.
O petista também venceria na segunda etapa contra Moro (53% a 33%) e Doria (57% a 21%).
Já Bolsonaro empataria tecnicamente com Doria, marcando 39%, contra 40% para o tucano. E perderia para Ciro, obtendo 36%, contra 48% para o pedetista.
Essa a primeira pesquisa de intenção de voto do Datafolha feita desde que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou as condenações judiciais do petista, com a justificativa de que a Justiça Federal em Curitiba não era o foro competente para as ações.
Lula dispara no Datafolha e tem 41% contra 23% de Bolsonaro

247 - O ex-presidente Lula disparou na pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (12) e registrou 41% das intenções de voto para 2022, contra apenas 23% de Jair Bolsonaro, uma distância de 18 pontos.
No segundo turno, Lula aparece com 55% e Bolsonaro, 32%. Outros candidatos, como Sergio Moro, Ciro Gomes, Luciano Huck e João Doria aparecem com percentuais de 7% para baixo.
O levantamento foi realizado com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Confira os números:
Primeiro turno:
Lula 41%
Bolsonaro 23%
Moro 7%
Ciro 6%
Huck 4%
Doria 3%
Segundo turno:
Lula 55%
Bolsonaro 32%
Datafolha: Lula lidera corrida eleitoral de 2022 e marca 55% contra 32% de Bolsonaro no 2º turno
Petista tem 41% no primeiro turno, 18 pontos à frente do atual presidente, que deve disputar a reeleição no ano que vem
Pouco mais de dois meses após ter seus direitos políticos restabelecidos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida para a Presidência com margem confortável no primeiro turno e venceria o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na segunda etapa, revela pesquisa Datafolha.
O petista alcança 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% de Bolsonaro.
Em um segundo pelotão, embolados, aparecem o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (sem partido), com 7%, o ex-ministro da Integração Ciro Gomes (PDT), com 6%, o apresentador Luciano Huck (sem partido), com 4%, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que obtém 3%, e, empatados com 2%, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o empresário João Amoêdo (Novo).

Somados, os adversários de Lula chegam a 47%, apenas seis pontos percentuais a mais do que o petista. Outros 9% disseram que pretendem votar em branco, nulo, ou em nenhum candidato, e 4% se disseram indecisos.
O levantamento foi realizado com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Num eventual segundo turno contra Bolsonaro, Lula levaria ampla vantagem, com uma margem de 55% a 32%. Ele receberia a maioria dos votos dados a Doria, Ciro e Huck, enquanto o presidente herdaria a maior fatia dos que optam por Moro, seu ex-ministro da Justiça e atual desafeto.
O petista também venceria na segunda etapa contra Moro (53% a 33%) e Doria (57% a 21%).
Já Bolsonaro empataria tecnicamente com Doria, marcando 39%, contra 40% para o tucano. E perderia para Ciro, obtendo 36%, contra 48% para o pedetista.
É a primeira pesquisa de intenção de voto do Datafolha feita desde que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou as condenações judiciais do petista, com a justificativa de que a Justiça Federal em Curitiba não era o foro competente para as ações.
A decisão de Fachin depois foi referendada pelo plenário do STF, que deu a Lula outra vitória relacionada à Lava Jato: o reconhecimento de que o ex-juiz Sergio Moro foi parcial ao condenar o petista no caso do tríplex de Guarujá (SP).
As decisões do Supremo não significam a absolvição de Lula, uma vez que as quatro ações penais a que o ex-presidente responde na Lava Jato seguem tramitando, agora na Justiça de Brasília.
Na prática, o petista readquiriu o direito de disputar a Presidência no ano que vem, e não perdeu tempo em retomar contatos políticos.
Além de contatos com a esquerda, também conversou com lideranças do centrão e até do MDB, partido que capitaneou o impeachment conta a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.
Assim que a pandemia permitir, ele pretende também realizar viagens por estados brasileiros, numa espécie de pré-campanha. Segundo aliados, Lula pretende se apresentar como um político moderado, de centro, e cogita repetir a fórmula de suas duas vitoriosas campanha presidenciais, em 2002 e 2006, com um empresário como vice.
Nesta pesquisa, Lula mantém seu padrão tradicional de apoio, com índices superiores de intenção de voto em segmentos de menor renda e escolaridade.
Ele marca 51% entre os que declaram ter ensino fundamental, e 47% na faixa de renda familiar de até dois salários mínimos mensais.
Por outro lado, seu índice cai para 30% nos que têm curso superior, e 18% no estrato mais rico, o de renda maior do que dez salários mínimos. Mais uma vez, o Nordeste demonstra ser o maior reduto eleitoral para o petista, onde ele atinge 56%.
Bolsonaro, por sua vez, vive um momento de abalo em sua imagem, em razão da criticada gestão da pandemia, que é objeto de uma CPI no Senado.
Ele tem 36% das intenções de voto entre os que declaram estar vivendo normalmente, mesmo com a pandemia, em empate técnico com Lula (33%). Bolsonaro tem promovido aglomerações, e muitas vezes dispensa o uso de máscaras.
Na outra ponta, aqueles que dizem estar totalmente isolados apoiam Lula de forma maciça (58%), contra apenas 8% dados a Bolsonaro.
O presidente tem mais apoio do que a média entre os homens (29%), os eleitores que têm ensino médio (26%) e os de renda de 5 a 10 salários mínimos (30%).
O presidente perde para o petista em todas as regiões, mas tem melhor desempenho no Sul e no Centro-Oeste/Norte, nas quais é forte o agronegócio, uma de suas grandes bases de apoio. Tem 28% em ambas.
Em outro segmento que costuma dar apoio ao presidente, o dos evangélicos, Bolsonaro tem 34%. Mas Lula também vai bem neste grupo, com 35% das intenções de voto, uma situação de empate técnico.
Bolsonaro também sofre os efeitos do aumento do desemprego e do repique da inflação, sobretudo a de alimentos.
No mês passado, o pagamento do auxílio emergencial pelo governo federal foi retomado, mas com um valor mais baixo, o que limitou a recuperação da popularidade do presidente. Dentre os que receberam o benefício, 22% declaram intenção de voto em Bolsonaro, o que não destoa da média geral aferida pelo instituto.
Entre os que se declaram desempregados à procura de trabalho, Bolsonaro tem apenas 16% das intenções de voto. O único estrato profissional em que ele lidera é o dos empresários, com 49% contra 26% de Lula.
Com o avanço da CPI da Covid, os apoiadores do presidente retomaram a participação em manifestações de rua, muitas vezes ignorando os protocolos de proteção contra a pandemia. Isso ocorreu em diversas cidades no Dia do Trabalho, enquanto o próprio presidente prestigiou um ato de motociclistas em Brasília no domingo (8).
Seu partido contratou o publicitário João Santana, que trabalhou com o PT, para mostrá-lo como uma alternativa à polarização representada por Lula e Bolsonaro. Em vídeos divulgados em redes sociais, Santana também tem buscado suavizar a imagem do ex-ministro, conhecido pelo pavio curto.
Ele se sai melhor entre os que têm ensino superior (11%) e no estrato mais rico (13%).
Até o momento, cerca de 80% das vacinas aplicadas no Brasil são fruto desta parceria, mas o tucano não tem conseguido transformar esse fato em intenções de voto.
Com relação aos demais candidatos, há dúvidas se vão mesmo concorrer. Huck teria de deixar um lucrativo contrato com a TV Globo, enquanto Moro desgastou-se após a série de derrotas sofrida pela Lava Jato.
Para se reeleger, Bolsonaro também terá de enfrentar um alto índice de rejeição, que ultrapassa metade do eleitorado e poderá ser um complicador, especialmente em um segundo turno. Dentre os entrevistados, 54% dizem que jamais votariam nele.
A rejeição de Lula é a segunda maior, com 36%, seguida pelas de Doria (30%), Huck (29%), Moro (26%) e Ciro (24%).
Lula conquista parte do eleitorado de Bolsonaro e tem 35% entre evangélicos, diz Datafolha

Bolsonaro se elegeu em 2018 com apoio massivo dos evangélicos. O presidente, segundo o Datafolha, ainda mantém apoio expressivo deste segmento, com 34% das intenções de voto. Lula, no entanto, já supera Bolsonaro numericamente também nas intenções de voto deste público e soma 35%.
Outro dado do levantamento que merece destaque é que Lula tem mais intenções de voto que Bolsonaro em todas as regiões do país. As regiões em que o presidente tem mais apoio são Centro-Oeste e Norte, onde soma 28% das intenções de voto em cada. Mesmo assim ele é superado pelo petista. No Nordeste, Lula mantém sua base eleitoral forte e atinge 56%.
Falha permite invadir ligações em celulares Androids; veja como se proteger
Felipe Oliveira
Colaboração para Tilt
12/05/2021 04h00
Na última semana, donos de celulares Android se assustaram com a descoberta de uma falha em chips produzidos pela Qualcomm e que atinge até 30% dos aparelhos com o sistema operacional do Google ao redor do mundo. Através dessa brecha, hackers poderiam ter acesso a dados sigilosos da vítima e até invadir ligações remotamente.
Os chips da Qualcomm estão presentes em celulares de marcas como Samsung, Xiaomi, Motorola, LG e muitos outros — ou seja, são componentes de mais de 90% dos aparelhos usados no mundo, segundo estimativas da consultoria Kantar Worldpanel. Mas há motivo para pânico? Reunimos abaixo algumas perguntas e respostas sobre o caso.
Que falha é essa? E como foi descoberta?
A brecha foi encontrada pela empresa de segurança Check Point Research, e afeta chips responsáveis por fornecer recursos para a maioria dos componentes importantes de um telefone.
O sistema atingido é o Qualcomm MSM Interface (QMI), um protocolo usado para a comunicação entre componentes de software no chip e outros sistemas do aparelho.
O que ela afeta no meu celular?
Para explorar a brecha, hackers precisam instalar um aplicativo malicioso no celular da vítima (ou fazê-la instalar sem saber que é um vírus). Se esse app estiver sendo executado no telefone, o invasor pode usar essa vulnerabilidade para se "esconder" dentro do chip da operadora, tornando-o invisível para os sistemas de segurança do telefone.
Um ataque desses poderia ser realizado de forma remota e permitiria, por exemplo, que o golpista assumisse controle do cartão SIM da vítima e desbloqueasse um telefone fixo para ser usado por uma determinada operadora.
Quem pode ser afetado?
Como dissemos, os chips da Qualcomm estão presentes na grande maioria de aparelhos pelo mundo. Portanto, fabricantes como Samsung, Motorola, Xiaomi, Asus e LG estão entre as marcas que podem ser afetadas pelo problema.
Algumas empresas já afirmaram que estão tomando providências para proteger seus consumidores. De acordo com o site Android Police, a Samsung, por exemplo, já teria corrigido a brecha na maioria dos seus aparelhos por meio de uma atualização de segurança - os aparelhos que ainda não foram atualizados serão corrigidos até junho.
Como posso me proteger?
Segundo a Check Point, é importantes que donos de celulares Android instalem as atualizações do sistema conforme elas forem sendo lançadas. Em entrevista ao site Tom's Guide, um representante da companhia disse não ser possível saber quais fabricantes já corrigiram a vulnerabilidade.
"Pela nossa experiência, a implementação dessas correções leva tempo, então muitos dos telefones provavelmente ainda estão sujeitos à ameaça", afirma Hiago Kim, presidente executivo da Deepcript e especialista em análise de perfis alvos de ataques hackers.
Já foram registrados casos no Brasil?
Claro que você deve ficar preocupado com um possível ataque que exponha dados sensíveis de seu aparelho, mas até o momento não foram registrados ataques que tenham explorado a falha em qualquer lugar do mundo.
O que diz a Qualcomm?
Em comunicado enviado ao Ars Techcnica, a Qualcomm elogiou a pesquisa realizada pela Check Potin e afirmou que "já disponibilizou correções em dezembro de 2020 [para as fabricantes] e encorajamos os usuários finais a atualizarem seus dispositivos conforme os patches se tornam disponíveis".
Um porta-voz da empresa ainda recomendou que usuários entrem em contato com os fabricantes de seus telefones para descobrir se já há atualizações disponíveis para seus modelos. Segundo especialistas ouvidos por Tilt, pode demorar pelo menos dois meses até que todas as fabricantes tenham a atualização pronta.
É a mesma coisa do Meltdown e do Spectre?
Não é a primeira vez que uma vulnerabilidade encontrada em chips atinge muitos dispositivos ao redor do mundo. Em 2018 foram descobertas duas graves falhas de segurança, chamadas de "Meltdown" e "Spectre", que atingiram todos os processadores da Intel produzidos entre 1995 e 2013. Ou seja, quase todo computador pessoal usado no mundo.
Apesar de atingirem milhões de pessoas, os problemas enfrentados pela Intel e pela Qualcomm são diferentes. Enquanto nas falhas descobertas nos chips da Qualcomm os hackers injetam um código para conseguir sequestrar o chip do telefone, no caso das brechas da Intel o ataque permitia roubar dados como senhas, logins e outros dados sigilosos.
"O MeltDown e o Spectre tem a mesma característica de ser uma falha de segurança em chips, mas a diferença está onde, como e para qual finalidade essas falhas são exploradas", explica Kim. Em outras palavras, ainda que seja grave, a falha nos chips da Qualcomm não é tão desastrosa quanto a que a Intel enfrentou anos atrás.
Com inflação nos EUA, Ibovespa tem a maior queda desde março e cotação do dólar sobe

InfoMoney - O Ibovespa fechou em queda forte nesta quarta-feira (12) seguindo o exterior depois de a inflação nos Estados Unidos subir acima do que esperavam os economistas. O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) avançou a 0,8% em abril, enquanto se esperava uma expansão a 0,2% no mês, segundo a Refinitiv.
A baixa generalizada que tomou conta das ações em Wall Street ontem foi justamente provocada por preocupações com o aumento dos preços diante da retomada econômica e dos estímulos econômicos promovidos pelo presidente Joe Biden. Hoje se consolidou como mais um dia de pessimismo conforme os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuaram todos entre 2% e 2,7%.
Por aqui, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pandemia teve o depoimento de Fábio Wajngarten, um dia depois de o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, afirmar que as declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre vacinas vão contra o que é defendido pela agência reguladora.
Wajngarten se contradisse e afirmou nunca ter autorizado peças publicitárias contra a obrigatoriedade das vacinas que foram veiculadas em perfis oficiais do governo, além de ter negado que viu “incompetência” no Ministério da Saúde quando disse exatamente isso para a revista Veja em áudio que foi disponibilizado pelo veículo de imprensa.
No auge das discussões, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), pediu a prisão de Wajngarten, mas o presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), foi contra o pedido e disse que a CPI não poderia fazer o papel de órgão julgador de uma testemunha.
Lucas Monteiro, trader de multimercados da Quantitas, afirmou que apesar de ser difícil descartar alguma influência da política no mau humor de hoje, foi a combinação de inflação mais alta nos EUA com aumento no rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos da maior economia do mundo que acabaram prejudicando o desempenho da renda variável globalmente.
Roberto Attuch, CEO da Ohmresearch, confirmou essa opinião ao lembrar que a aceleração das perdas aqui durante a tarde acompanhou o que ocorreu em Wall Street.
Ainda em destaque esteve a repercussão do relatório preliminar da medida provisória de privatização da Eletrobras (ELET3; ELET6) apresentado na terça-feira pelo deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), que prevê alocar parte dos recursos gerados pela desestatização aos consumidores cativos de energia, o que aliviaria tarifas de consumidores residenciais, principalmente.
Entre os indicadores, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o volume de serviços caiu 4% em março, ante uma expectativa média dos economistas de retração de 3,2%, de acordo com a Refinitiv. Contudo, na comparação anual e em meio a revisões de dados anteriores, a alta foi de alta de 4,5%, acima da expectativa de alta de 3,4%.
O Ibovespa teve queda de 2,65%, a 119.710 pontos com volume financeiro negociado de R$ 45,68 bilhões. Foi a maior baixa do benchmark em um pregão desde 8 de março, quando o principal índice da B3 desabou 3,98%.
Enquanto isso, o dólar comercial fechou em alta de 1,58% a R$ 5,304 na compra e a R$ 5,306 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em junho registra valorização de 1,76% a R$ 5,32 no after-market.
No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subiu nove pontos-base a 4,89%, o DI para janeiro de 2023 teve alta de 18 pontos-base a 6,71%, o DI para janeiro de 2025 avançou 18 pontos-base a 8,25% e o DI para janeiro de 2027 registrou variação positiva de 16 pontos-base a 8,84%.
Voltando ao exterior, as bolsas asiáticas fecharam em quedas, em sua maioria, na quarta. Em Taiwan, autoridades afirmaram que podem elevar o nível de alerta contra a Covid nos próximos dias, depois de a ilha passar por um surto de seis novos casos, sem que seja possível determinar com clareza a fonte de infecção.
Na terça, a China divulgou dados sobre inflação que mostraram que os preços de vendas nas fábricas subiram em um abril em seu ritmo mais forte em 3,5 anos, enquanto que os preços aos consumidores subiram em um ritmo mais fraco. Isso fortaleceu a preocupação de que uma rápida alta dos preços possa forçar os bancos centrais a elevar suas taxas de juros e a implementar outras medidas de arrocho.
Na agenda econômica, foram divulgados dados sobre o PIB o Reino Unido, que caiu 1,5% no primeiro trimestre em comparação com o trimestre imediatamente anterior, melhor do que a estimativa de analistas, de queda de 1,6%. No trimestre anterior, o PIB avançara 1,3% na mesma comparação. Na comparação anual, o PIB do primeiro trimestre recuou 6,1%, em linha com a projeção de analistas. No trimestre anterior, o recuo havia sido de 7,3% na mesma comparação.
Covid no Brasil
Na terça (11), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.980, queda de 17% em comparação com o patamar de 14 dias antes, e a primeira vez que o patamar fica abaixo de 1.000 desde 16 de março. Em apenas um dia foram registradas 2.275 mortes.
As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.
A média móvel de novos casos em sete dias foi de 60.605, alta de 6% em relação ao patamar de 14 dias antes. Assim, o país rompe a trajetória de queda de novos casos que vinha sendo observada nos últimos dias. Em apenas um dia foram registrados 71.018 novos casos.
36.502.196 pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 17,24% da população. A segunda dose foi aplicada em 18.380.678 pessoas, ou 8,68% da população.
Política
Na terça, o Senado aprovou um projeto que torna permanente o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) uma política permanente de crédito. Em 2020, o Pronampe concedeu mais de R$ 37 bilhões de empréstimos, destinados a mais de 440 mil empreendedores. O texto segue para sanção presidencial.
Pelo projeto, a linha de crédito concedida no âmbito do Pronampe corresponderá a 30% da receita bruta anual do ano anterior, e para empresas com menos de um ano de funcionamento, a 50% do capital social ou 30% de 12 vezes a média de sua receita bruta mensal apurada desde o início de suas atividades.
Além disso, a Polícia Federal encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) na terça um pedido de abertura de inquérito para investigar supostos repasses ilegais ao ministro Dias Toffoli, da época em que integrou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), entre 2012 e 2016.
O pedido ocorre com base em delação premiada do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que afirmou que Toffoli recebeu R$ 4 milhões para favorecer dois prefeitos do estado em processos na Corte, entre 2014 e 2015.
É a primeira vez que a PF pede ao STF a abertura de um inquérito contra seus integrantes. Toffoli diz que jamais recebeu valores ilegais, e que desconhece as informações relatadas.
Condenado a quase 343 anos de prisão, Cabral disse que os supostos pagamentos teriam sido operados por Hudson Braga, ex-secretário de Obras do Rio de Janeiro. O escritório da advogada Roberta Rangel, casada com Toffoli, também teria sido envolvido.
Questionados por meio de Lei de Acesso à Informação, 20 senadores alegaram motivos como “segurança de Estado” e “risco para sua honra e de sua família” para deixar de informar o teor de ofícios que enviaram ao Ministério do Desenvolvimento Regional para direcionar recursos no valor de R$ 3 bilhões.
Devido ao sigilo, o jornal O Estado de S. Paulo vem se referindo à verba como Orçamento Paralelo. A reportagem mostrou como deputados e senadores enviaram 101 ofícios ao Ministério do Desenvolvimento Regional e a órgãos vinculados, em que indicaram como preferiam usar recursos de verbas das “emendas de relator”, que distribuiu R$ 20 bilhões em 2020.
Assim, os parlamentares conseguiram aplicar em suas bases valores muito superiores aos R$ 8 milhões anuais em emendas a que cada um tem, legalmente, direito. Segundo o Estadão, a maior parte dos recursos foi aplicada na compra de máquinas agrícolas, com preços até três vezes acima do valor de referência do governo.
Pesquisa XP/Ipespe sobre possíveis candidatos às eleições de 2022 para a presidência indicam que Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva empatam no primeiro turno com 29% das intenções de voto cada um.No segundo turno, Lula tem 42% e Bolsonaro 40%.
Na pesquisa anterior, do final de março, o ex-presidente mantinha os 29% enquanto o atual chefe do Executivo registrava 28% no primeiro turno. No segundo turno, o ex-presidente tinha os mesmos 42% e o atual presidente, 38%.
Foram realizadas 1.000 entrevistas de abrangência nacional de 4 a 7 de maio. A margem de erro máxima é de 3,2 pontos percentuais para o total da amostra.
Radar corporativo
A temporada de resultados segue movimentada. A Marfrig Global Foods reverteu um prejuízo de R$ 137 milhões obtido no primeiro trimestre de 2020 e marcou lucro líquido de R$ 279 milhões entre janeiro e março deste ano, impulsionada por fortes resultados na operação da América do Norte que compensaram adversidades ocorridas sobretudo no Brasil, conforme balanço divulgado nesta terça-feira.
Já a seguradora e administradora de recursos de terceiros SulAmérica teve queda no lucro do primeiro trimestre, refletindo maiores custos ligados à Covid-19. A companhia anunciou nesta terça-feira que seu lucro das operações continuadas de janeiro a março somou R$ 54 milhões, montante 22,8% inferior ao de um ano antes.
O Carrefour Brasil teve lucro líquido de R$ 420 milhões no primeiro trimestre, crescimento de 4,7% ante mesmo período de 2020, impulsionado por maiores vendas em suas divisões de supermercados e atacarejo e controle de gastos.
A BR Distribuidora reportou um lucro líquido de R$ 492 milhões no primeiro trimestre de 2021, número acima dos R$ 478 milhões projetados pelos analistas de mercado segundo dados compilados pela Refinitiv. Com o resultado, a distribuidora de combustíveis teve um desempenho 110,3% melhor que o do mesmo período do ano passado.
A Telefônica Brasil teve lucro líquido de R$ 942 milhões no primeiro trimestre, queda de 18% ante mesmo período de 2020, diante de maiores despesas financeiras e depreciação. A companhia também anunciou que assinou memorando de entendimento vinculante com a Teledoc Health para criar uma plataforma de telemedicina no Brasil chamada de Vida V, que será lançada nos próximos meses.
Maiores altas
ATIVO | VARIAÇÃO % | VALOR (R$) |
5.05853 | 25.13 | |
1.44 | 6.34 | |
0.5144 | 19.54 | |
0.28736 | 3.49 | |
0.14637 | 68.42 |
Maiores baixas
ATIVO | VARIAÇÃO % | VALOR (R$) |
-7.75773 | 187.63 | |
-7.72201 | 19.12 | |
-7.2247 | 58.3 | |
-6.74467 | 40.65 | |
-6.28272 | 23.27 |
A RD reportou um lucro líquido de R$ 188,8 milhões no primeiro trimestre de 2021, número acima dos R$ 185,8 milhões projetados pelos analistas de mercado segundo dados compilados pela Refinitiv. Com o resultado, a rede de farmácias teve um desempenho 29,5% melhor que o do mesmo período do ano passado. Já o lucro líquido ajustado da RD foi de R$ 177,9 milhões.
A Vulcabras, dona das marcas Olympikus, Under Armour e Mizuno, teve lucro líquido de R$ 14,6 milhões no primeiro trimestre deste ano, 63,8% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Já a operadora de planos de saúde Notre Dame Intermédica apresentou no primeiro trimestre de 2021 prejuízo de R$ 27,9 milhões, revertendo o lucro observado um ano antes, de R$ 160,4 milhões.
A operadora portuária Santos Brasil lucrou R$ 30,9 milhões no primeiro trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 13,3 milhões do mesmo período de 2020. A Wilson Sons teve lucro líquido de R$ 4,6 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo prejuízo de R$ 7,8 milhões de um ano antes. A LPS Brasil (Lopes Consultoria de Imóveis) registrou lucro líquido de R$ 3,45 milhões no primeiro trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de RS 8,18 milhões do mesmo período de 2020. O Banco Inter teve lucro de R$ 20,8 milhões no primeiro trimestre, ante o prejuízo de R$ 8,4 milhões registrado no primeiro trimestre do ano passado.
A Espaçolaser teve lucro líquido ajustado de R$ 31,65 milhões no primeiro trimestre de 2021, em crescimento de 29,8% na comparação anual. O Ebitda ajustado foi de R$ 61,58 milhões, o que representa uma expansão de 5,5% na comparação anual. A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 176,78 milhões, em um aumento de 2,1% na base anual.
Depois do fechamento, os resultados de 3R Petroleum, Aeris, Aliansce Sonae, Ambipar, Banrisul, D1000 Varejofarma, EdP Brasil, Positivo, Suzano, BRF, Cia. Hering, Eletrobras, Eneva, Hapvida, JBS, MRV Engenharia, Natura &co, Suzano, Via e Yduqs serão divulgados.
Ainda em destaque, está a repercussão do relatório preliminar da medida provisória de privatização da Eletrobras (ELET3;ELET6) apresentado nesta terça-feira pelo deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), que prevê alocar parte dos recursos gerados pela desestatização aos consumidores cativos de energia, o que aliviaria tarifas de consumidores residenciais, principalmente.
A proposta representa mudança frente ao plano do governo, pelo qual metade do ganho de valor obtido pela Eletrobras com o processo seria direcionada pela companhia ao longo dos anos para aliviar encargos que pesam sobre os custos da energia para todos brasileiros, incluindo empresas e grandes indústrias que operam no chamado mercado livre de eletricidade. “A destinação desses recursos de forma exclusiva para o mercado cativo garantiria a esses pequenos consumidores um montante adicional de aproximadamente R$ 8 bilhões no decorrer do prazo de vigência das concessões”, escreveu Nascimento, que foi definido relator da MP na Câmara.
A produtora de carnes BRF informou nesta terça-feira que está avaliando o impacto financeiro de novas restrições impostas pela Arábia Saudita às vendas de carne de frango, que reduzirá a validade do produto congelado e seus cortes de um ano para três meses.
(com Reuters e Estadão Conteúdo)
Justiça arquiva investigação contra Felipe Neto por ter chamado Bolsonaro de genocida

247 - A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta quarta-feira, 12, o arquivamento da investigação contra o youtuber Felipe Neto por ter chamado Jair Bolsonaro de genocida diante do desgoverno em relação à pandemia da Covid-19, que já matou mais de 420 mil pessoas no Brasil.
Em março, a Justiça do Rio, por meio de liminar, já havia suspendido o inquérito que investigava o caso, aberto após pedido do vereador Carlos Bolsonaro. Felipe Neto era acusado com base na Lei de Segurança Nacional.
Segundo a juíza Gisele Guida Faria, da 38ª Vara Criminal, "a conduta do paciente expressou, apenas, ácida crítica ao Presidente da República, sem objetivar ou colocar em risco o Estado ou suas instituições."
Nas redes sociais, Felipe Neto comemorou: “VITÓRIA OFICIAL!!! ACABOU! Justiça arquiva investigação contra mim por ter chamado o presidente de genocida. Gostaria de dedicar essa vitória ao Carluxo (Carlos Bolsonaro), pois não teria sido possível sem ele. Um grande beijo”.
Internautas reagem às mentiras de Wajngarten na CPI: ‘tinha que sair preso’

Rede Brasil Atual - O dia na CPI da Covid foi marcado pela sucessão de declarações desmentidas do ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação (Secom), Fábio Wajngarten, em seu depoimento. O relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), chegou a alertar para a necessidade de prender Wajngarten. Depondo na condição de testemunha, o ex-secretário de Bolsonaro deve seguir o juramento constitucional de falar a verdade. O descaso com a lei provocou uma série de reações nas redes sociais.
As mentiras de Wajngarten visaram não apenas defender sua atuação à frente das políticas de comunicação do governo, mas claramente também defender Jair Bolsonaro. Sua condução à frente da pandemia é apontada como responsável pela situação de calamidade da covid-19 no país. São mais de 425 mil mortos desde o início do surto, em março de 2020. A situação de quase prisão de Wajngarten fez com que a “tropa de choque” bolsonarista entrasse em ação para atrapalhar os trabalhos.
‘Comportamento de milícia’
“A piada pronta do dia: Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ) apareceu na CPI falando de honestidade”, disse o líder do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. Ele fez referência à presença do senador filho do presidente, que não é membro da CPI, mas compareceu à reunião já no final do expediente. O senador, que responde a processos por corrupção em sua passagem pela Assembleia Legislativa do Rio, tentou criar confusão conceitual entre verdade e opinião, para afirmar que Wajngarten não estava mentindo. Além disso, chamou Renan Calhaeiros de “vagabundo” e passou para xingamentos mais pesados.
O senador Humberto Costa (PT-PE), que é membro da CPI, disse em uma rede social que a cena de Flávio foi “inadequada”. “Às pressas para defender o aliado ameaçado de prisão pela CPI, o filho Zero Um do presidente entra na comissão para agredir o relator. É algo absolutamente inaceitável, que só encontra amparo em comportamento de milícia.”
Os xingamentos contra o relator da CPI também foram alvo de um comentário da bancada do PT no Senado, de forma coletiva. “Filho de Bolsonaro acaba de quebrar o decoro parlamentar e agride verbalmente o relator da CPI da Covid. Temperatura esquenta e o presidente da comissão suspende o depoimento até o fim das votações no plenário do Senado.”
Outra bolsonarista que tentou tumultuar a CPI foi a deputada Carla Zambelli (PSL-SP). Ela invadiu o auditório em que se realizava a sessão da comissão, em demonstração do nível de preocupação dos mais próximos ao presidente com os depoimentos . “O desespero é tanto que a tropa de choque do governo resolveu usar a tática mais antiga para atrapalhar a CPI: mais cedo a Zambelli foi tumultuar o intervalo, agora foi a vez do Flávio Rachadinha berrar no microfone”, disse a deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP).
Prisão
Além de Renan, outros senadores também pediram que o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), aceitasse dar voz de prisão ao depoente. Entretanto, o presidente tentou amenizar a situação, e alegou que assim estaria “salvando a CPI”. Já o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) discordou da postura do presidente. “Fabio Wajngarten tem que sair preso da CPI. Há estado flagrancial configurado! Cúmplice de Bolsonaro, ele mentiu e omitiu a verdade sobre a criminosa gestão que tem no Planalto o principal aliado do coronavírus! O Senado Federal não pode se apequenar!”, disse.
Com a negativa de Aziz para a prisão de Wajngarten em flagrante, a oposição pediu então que o Ministério Público Federal (MPF) investigue o ex-chefe da Secom. Entre as mentiras apontadas, o bolsonarista disse que não trabalhou em março de 2020, quando estava afastado por suspeita de covid e o governo divulgou uma peça publicitária que incentivava aglomerações. “Fábio Wajngarten disse na CPI da Covid não ter trabalhado enquanto esteve com covid-19, em março de 2020. No entanto, em live com Eduardo Bolsonaro no período, ele confirmou estar trabalhando sim e, também, aprovando peças publicitárias”, relatou o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA).
Mais mentiras
Outra mentira desmascarada no ato tem relação com uma entrevista concedida à Revista Veja. Na ocasião, ele havia dito que negociações de vacinas com a Pfizer não deram certo por “incompetência do Ministério da Saúde”. Na CPI, ele disse que não. Entretanto, a Veja publicou a íntegra dos áudios de Wajngarten. “AGORA, LASCOU! Veja acaba de divulgar o áudio de Fábio Wajngarten em que ele diz que a negociação com a Pfizer não deu certo por incompetência. Mais uma mentira do ex-secretário de comunicação da Presidência diante da #CPIdaCovid“, disse o líder da minoria no Senado, senador Jean (PT-RN).
A sessão está suspensa sem previsão de retorno. Senadores já falam em convocar novamente Wajngarten para tentar obter mais esclarecimentos.
Datafolha: Aprovação a Bolsonaro recua seis pontos e chega a 24%, a pior marca do mandato; rejeição é de 45%
Mulheres, negros, jovens de 16 a 24 anos e moradores do Nordeste puxam a avaliação negativa da gestão
O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem a aprovação de 24% dos brasileiros, a pior marca de seu mandato até aqui, segundo pesquisa do instituto Datafolha. O percentual dos que consideram a gestão ótima ou boa era de 30% em março, quando foi feito o levantamento anterior.
Os que rejeitam o governo, considerando-o ruim ou péssimo, eram 44% e são 45% na nova pesquisa, realizada entre esta terça-feira (11) e esta quarta (12), com 2.071 entrevistas presenciais em 146 municípios de todo o Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
O governo atual, que assumiu o Palácio do Planalto em janeiro de 2019, é avaliado como regular por 30% dos entrevistados, percentual maior do que os 24% de março; 1% não opinou.
A nova rodada do Datafolha mostrou também um caminho pedregoso para Bolsonaro em sua já anunciada tentativa de reeleição, em 2022. Segundo o instituto, 54% dizem que não votariam nele de jeito nenhum, e o ex-presidente Lula (PT), seu principal adversário, lidera a corrida para a Presidência.
A série histórica da pesquisa mostra que, de dezembro para cá, a popularidade de Bolsonaro derreteu. A fatia de ótimo ou bom, que no último mês de 2020 atingia o recorde de 37%, foi caindo paulatinamente até chegar ao atual patamar de 24% (queda de 13 pontos percentuais).
Na mesma toada, o grupo dos que consideram o governo ruim ou péssimo, que em dezembro correspondia a 32%, cresceu sucessivamente até atingir os atuais 45% (alta também de 13 pontos).
Com os resultados mais recentes, é a primeira vez na série histórica do Datafolha sobre a avaliação do governo, iniciada em abril de 2019, que o presidente amarga, ao mesmo tempo, o maior percentual de rejeição e o menor de aprovação.
O cenário se apresenta no momento em que a gestão enfrenta uma CPI no Senado que apura a responsabilidade do Executivo no descontrole da pandemia de Covid-19, que já matou mais de 425 mil brasileiros. O negacionismo científico e a inépcia administrativa do presidente são alvo da investigação.
Ao mesmo tempo, têm ficado evidentes a fragilidade política do governo e o isolamento internacional, enquanto a atividade econômica se recupera a passos lentos das consequências trazidas pela crise sanitária. O país teve em 2020 o maior recuo do PIB em 30 anos, com queda de 4,1%.
Na mesma altura do mandato, em 1992, já perto de ser ameaçado pelo processo de impeachment, Collor somava 68% de ruim ou péssimo e tinha 21% de avaliação regular. A fatia de ótimo e bom, no entanto, estava em 9%, bem abaixo da registrada hoje pelo atual mandatário.
A pesquisa Datafolha mostra ainda que a avaliação da gestão Bolsonaro varia dentro de grupos específicos. A aprovação é mais elevada entre os homens (29% deles consideram o governo ótimo ou bom) do que entre as mulheres (entre elas, a porcentagem cai para 21%).
No recorte por idade, o governo possui o pior desempenho entre os cidadãos mais jovens. Entre pessoas com 16 a 24 anos, apenas 13% acham a gestão ótima ou boa. O maior índice de aprovação é encontrado na faixa dos que têm 60 anos ou mais, em que 29% expressam opinião positiva.
Já a classificação por escolaridade demonstra impopularidade maior entre os que estudaram mais. Enquanto entre os brasileiros com ensino superior chega a 57% a taxa de ruim ou péssimo, o percentual despenca para 40% entre as pessoas que têm só o ensino fundamental.
Pelo critério de renda, a maior rejeição se encontra na faixa acima dos dez salários mínimos mensais: 63% consideram o governo ruim ou péssimo. O percentual recua para 45% entre os mais pobres (com até dois salários), se mantém nos 45% no grupo de dois a cinco salários e chega a 47% no de cinco a dez.
A comparação regional também expõe discrepâncias. Nordeste (51%) e Sudeste (47%) dão ao governo Bolsonaro os maiores índices de ruim ou péssimo, enquanto os maiores percentuais de ótimo ou bom se apresentam nas regiões Centro-Oeste/Norte (31%) e Sul (29%).
Há ainda uma tendência de maior reconhecimento positivo à gestão federal em municípios do interior do que em capitais e grandes cidades. Nas regiões metropolitanas, 50% acham o governo ruim ou péssimo, percentual que diminui para 41% nas cidades de porte menor.
Em relação à cor, é no grupo dos que se declaram pretos que o governo enfrenta a maior reprovação, com 53% de ruim ou péssimo. Já os brancos dão à gestão de Bolsonaro o maior percentual de ótimo ou bom (27%), taxa semelhante à que ocorre entre os pardos (24%). Entre os pretos, são 18%.
Na parcela dos evangélicos, que historicamente dá sustentação ao presidente e é por ele constantemente afagada, a aprovação bate os 33%. O índice cai para 23% entre católicos e 15% entre espíritas/kardecistas. Esse terceiro grupo é também o que mais exibe rejeição (69% de ruim ou péssimo).
Quando a categorização dos entrevistados é feita por ocupação principal, a taxa de ruim e péssimo alcança 58% na classe dos funcionários públicos. Entre empresários, por outro lado, a porcentagem de reprovação desce para 26%, o melhor resultado para a gestão.
Os grupos que sinalizam maior rejeição, na sequência dos servidores públicos, são: estudantes (57%), desempregados que procuram emprego (53%) e assalariados sem registro em carteira (50%).
O humor do brasileiro sobre o governo Bolsonaro foi aferido pelo Datafolha duas semanas depois da instalação da CPI da Covid no Senado. A comissão parlamentar de inquérito já ouviu ex e atuais auxiliares do presidente e vem produzindo arranhões na imagem do governo em relação à crise de saúde.
O Brasil ultrapassou o patamar dos 400 mil mortos por Covid-19 no dia 29 de abril, em meio ao desprezo do governo federal e da população pelos riscos da doença. Na ocasião, o presidente se referiu à marca de maneira breve, mencionando em sua live semanal "um número enorme de mortes".
"Lamentamos as mortes, chegou a um número enorme de mortes agora aqui, né?", indagou durante a transmissão, na qual disse também não temer a CPI.
Com a sequência de fatos negativos para o governo, o presidente voltou a subir o tom contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e sugeriu que poderia tomar medidas contra as decisões de estados e municípios que restringiram a circulação de pessoas para tentar conter a disseminação do vírus.
Apontado como um alívio para a popularidade do presidente em meados de 2020, o auxílio emergencial pago a cidadãos com o objetivo de atenuar os efeitos da estagnação econômica produzida pela pandemia voltou a ser disponibilizado em abril deste ano, mas com um alcance reduzido.
A nova rodada tem valor menor que a primeira versão, paga entre abril e dezembro do ano passado –inicialmente de R$ 600 e depois reduzido para R$ 300. Desta vez, o benefício tem valor médio de R$ 250. Pode, no entanto, ser de R$ 150 ou R$ 375, dependendo do tamanho da família de quem recebe.
De olho em possíveis dividendos políticos, o presidente também afirmou que, a partir de agosto ou setembro, pretende ampliar de R$ 190 para R$ 250 o valor médio pago a beneficiários do Bolsa Família.
Em outra frente, o governo sofre protestos pela lentidão na vacinação, que opositores dizem ter sido negligenciada e desestimulada por Bolsonaro, com falhas administrativas e discursos contrários à imunização, única forma segura e eficaz de prevenir e combater a moléstia.
Até esta terça-feira (11), 22,7% da população adulta tinha sido vacinada com a primeira dose de algum dos imunizantes oferecidos no país, segundo o consórcio de imprensa formado por Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1. A segunda dose havia sido aplicada em 11,42% da população.






!["Tem que fazer do limão uma limonada. [...] Acho que você já fez alguma coisa. Tem que peticionar o Supremo para botar em pauta o impeachment também de [ministros do STF]", disse Bolsonaro em conversa por telefone divulgada pelo senador Jorge Kajuru](https://f.i.uol.com.br/fotografia/2021/04/14/16184340636077580fb1405_1618434063_3x2_md.jpg)
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