SERIAL KILLER em CURITIBA

Acusado de ESTUPRO e CANIBALISMO por ex, ARMIE HAMMER está namorando, diz revista
Os 7 princípios do treinamento físico e sua importância para os resultados
Câmara dos Deputados aprova projeto que ENGESSA OPOSIÇÃO ___ Texto muda regimento para limitar 'kit obstrução' usado por adversários em votações
Câmara aprova projeto que DIFICULTA atuação da OPOSIÇÃO
Curitiba: Acusado de matar Rachel Genofre é condenado a 50 anos de prisão
Mulher é morta e enterrada em mata após alertar amiga sobre ex em mensagem
Polícia investiga hipótese de SERIAL KILLER que age através do GRINDR em CURITIBA _____________________________ Polícia investiga possível ação de SERIAL KILLER em CURITIBA _________ Polícia investiga mortes de (3) homens gays asfixiados no PARANÁ; ONG acredita que casos podem estar ligados
Advogado diz o que fazer quando a mulher é intimidada pela roupa que usa
Ellen DeGeneres anuncia fim de seu programa na TV
Marvel apresenta novo herói LGBTQIA+ para os X-Men: SOMNUS - CARL VALENTINO
Fora da prisão, JAREC WENTWORTH ___________ ex-ator do SEAN_CODY e MEN.COM considera se candidatar a GOVERNADOR da CALIFÓRNIA
Câmara dos Deputados aprova projeto que engessa oposição ___ Texto muda regimento para limitar 'kit obstrução' usado por adversários em votações
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) um projeto de resolução que muda o regimento interno para limitar as ferramentas que a oposição pode usar para criar obstáculos em votações.
Com aval do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), a urgência do projeto de resolução foi aprovada na terça-feira (11), depois de acordo feito por ele com a oposição e o Novo para tentar amenizar o texto.
A primeira tentativa de votar o requerimento, no dia 5, gerou fortes reações desses partidos.
O texto foi aprovado por 337 a 110. Lira, na sequência, promulgou o projeto de resolução, que ainda precisa ser publicado no Diário da Câmara.
O relator do texto, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), se reuniu com a oposição na manhã de terça para negociar mudanças no texto, mas não houve acordo. Os dois lados tiveram nova conversa, e o deputado acatou alguns pleitos, mas opositores ainda viram autoritarismo na versão aprovada.
O relatório de Ramos revoga dispositivos que tratam da prorrogação da sessão e reduz o tempo de fala de deputados na discussão de projetos. Hoje, as sessões ordinárias têm duração de cinco horas, sendo três delas —prorrogáveis— para apreciação de proposições que compõem a pauta.
O projeto de resolução retira a menção a prazo desse artigo e também do dispositivo que trata das sessões extraordinárias —que, atualmente, têm duração de quatro horas.
Na sessão, oposição e partidos contrários ao projeto em discussão podem usar o chamado "kit obstrução", uma série de requerimentos para adiar a votação ou retirar de pauta determinado texto, por exemplo. Além disso, os líderes podem pedir tempo regimental para falar sobre um assunto.
Com isso, os deputados conseguem retardar a tramitação de textos ou arrastar a discussão a uma nova sessão, quando é possível usar novamente alguns requerimentos e em que os líderes podem voltar a solicitar tempo para falar.
Ao retirar o prazo das sessões, essa possibilidade se perde, argumentam parlamentares. Além disso, sem prazo, a sessão poderia ser encerrada apenas após a apreciação de todos os projetos da pauta do dia.
O projeto encurta em 2 minutos —de 5 minutos para 3 minutos— o tempo para encaminhamento de votação do autor de um requerimento e do deputado contrário. Uma mudança inicial encurtava de um minuto para 30 segundos o tempo de orientação de bancadas. No entanto, na votação em plenário a oposição conseguiu alcançar um acordo para manter o tempo original de um minuto.
Lira, no entanto, afirmou que acabaria com o costume de dar um minuto para deputados que quisessem se manifestar durante votações.
O texto permite iniciar a votação com a orientação em andamento, possibilidade que é criticada por deputados por não permitir que um colega seja convencido de seus argumentos.
Ramos manteve a possibilidade de apresentação de destaques (propostas de modificação do texto) simples por parlamentares, mas desde que com a aprovação unânime dos líderes.
“Ao acabar com o destaque individual, ele tirava aquela possibilidade que muitas vezes o parlamentar tem de, mesmo não tendo a possibilidade do apoiamento do seu partido ao seu destaque, marcar posição sobre uma matéria com a qual ele tem vinculação, com um segmento com o qual ele tem compromissos”, disse o relator.
Em seu relatório, Ramos vedou que deputados possam usar a palavra sobre a proposição em discussão para falar em sentido contrário ao que se inscreveu. Se fizer isso, poderá ter a palavra retirada.
O relator fez outra mudança e indicou que, na hipótese de rejeição do substitutivo, ou na votação de projeto sem substitutivo, será votada a proposição inicial e as emendas a ela apresentadas.
Pelas regras de hoje, se o substitutivo fosse rejeitado ou na votação de texto sem substitutivo, a proposição inicial seria votada por último, depois das emendas que tivessem sido apresentadas.
Ramos acatou uma emenda para permitir que o presidente de uma comissão possa suspender a reunião por uma única vez, pelo prazo máximo de uma hora. Depois disso, a sessão será considerada encerrada. A possibilidade também se estende ao presidente da sessão.
Na justificativa do projeto, argumenta-se que o objetivo é que as regras de funcionamento do plenário "favoreçam o debate democrático, que constitui a essência dos trabalhos parlamentares, conciliando o regular exercício dos direitos de minorias com a otimização dos procedimentos legislativos, garantindo maior fluidez às sessões e possibilitando ao colegiado utilizar seu tempo de forma eficiente".
Lira, durante a votação, negou que o texto final tenha sido conquistado à força. "Não foi conquistado na marra, foi conquistado no diálogo, na conversa."
Já a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) afirmou que, com a votação do projeto, a Câmara endossa uma postura “que é muito perceptível e a maior característica do governo Bolsonaro, que é o autoritarismo, a não permissão das vozes divergentes.”
“É absolutamente lamentável que isso seja feito por pessoas que se dizem democratas, pessoas que se dizem contrárias à agenda autoritária do governo Bolsonaro e que querem, através desse projeto, calar a voz da oposição.”
Para a deputada Maria do Rosário (PT-RS), com a aprovação da reforma no regimento, haverá menos espaço para contradição.
"Porque a contradição, deputado Arthur Lira, a quem respeito como presidente, não se dá no momento da discussão. Ela se dá no momento em que a minoria tem o poder de fazer obstrução. A obstrução legítima, prevista hoje no regimento, é o tempo para que a sociedade brasileira tome conhecimento das matérias", disse.
Autor do projeto de resolução inicial, o deputado Eli Borges (Solidariedade-TO) defendeu as mudanças no regimento.
"Quando nós temos, ainda um regimento com 16 requerimentos obstrutivos, 27 encaminhamentos em cada um destes requerimentos obstrutivos, vários debatedores contra e a favor, e, em média, 5 destaques ou mais em matérias importantes, nós temos a percepção de que, se adotado todo o procedimento obstrutivo, nós precisaríamos de 14 horas e 51 minutos para podermos aprovar uma matéria neste Parlamento", disse.
Em uma rede social, Lira defendeu as mudanças e afirmou que o regimento anterior, criado em 1989, “possuía dispositivos da época do regime militar, de 1972, quando havia o bipartidarismo”.
“A modernização do regimento interno vai qualificar o debate e aumentar —ao invés de diminuir— o tempo de discussão das matérias. Mas simultaneamente irá impedir a banalização da obstrução, um legítimo direito das minorias”, afirmou.
Câmara aprova projeto que dificulta atuação da oposição

O projeto muda o Regimento Interno para diminuir requerimentos e procedimentos de obstrução.
A oposição denunciou o projeto como um forma de calar a oposição. Segundo a deputada federal Erika Kokay (PT), o projeto “quer calar a oposição e diminuir os instrumentos de obstrução de pautas contra o povo brasileiro”.
No Twitter, o PSOL afirmou que trata-se da “maioria cerceando direitos da minoria. É o fascismo como método na Câmara dos Deputados”. Segundo a deputada Fernanda Melchionna (PSOL), o projeto servirá “para aprovar mudanças no licenciamento ambiental e a reforma administrativa”.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a mudança vai qualificar o debate e, simultaneamente, impedir a banalização da obstrução, um legítimo direito das minorias. “Com isso, ganha o debate, ganha a agilidade do processo legislativo, ganha, enfim, a sociedade brasileira. Essa é uma decisão que não cabe ao presidente da Câmara. À Presidência, cabe o dever de pautar. Somente o Plenário, soberano, delibera”, disse Lira, em seu perfil no Twitter.
Segundo o substitutivo aprovado, do 1º vice-presidente da Mesa Diretora, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), uma das novidades nas regras de funcionamento das votações é a permissão para que o presidente possa suspender a sessão por uma hora uma única vez. Após esse tempo, a sessão seria encerrada e convocada para outro dia.
A intenção é facilitar negociações em torno do mérito da matéria. Entretanto, as sessões deliberativas ordinárias e extraordinárias não terão mais prazo fixo de duração. A novidade valerá também para as comissões.
De autoria do deputado Eli Borges (Solidariedade-TO), o projeto tramitou apensado a outros, como o PRC 35/21, do deputado Efraim Filho (DEM-PB) e vários líderes.
Ramos destacou que ficou de fora do substitutivo a possibilidade de votação de todos os destaques de uma só vez (em globo). Assim, eles continuam a ser votados individualmente se apresentados pelos líderes das bancadas. “Esse foi talvez o ponto mais importante do diálogo com a oposição. Nós entendemos, após o diálogo, que isso conflitava com as mudanças pretendidas de eliminar requerimentos protelatórios e valorizar o debate de mérito”, afirmou.
Destaques são tentativas de mudança de trechos do texto por meio da proposta de retirada de partes ou de aprovação de emendas.
Mais debate
Tanto na discussão de propostas em regime de urgência quanto de outras matérias, o texto aumenta de 6 para 12 o total de oradores (seis a favor e seis contra) que devem falar antes de ser possível a apresentação de requerimento para encerramento da discussão e do encaminhamento do projeto.
Entretanto, apenas se o relator mudar o texto a partir do exame de emendas é que será permitido apresentar requerimento de adiamento da votação.
Destaques simples
Os destaques apresentados por deputados (destaques simples) serão admitidos apenas se a unanimidade dos líderes apoiá-los. Isso acabará com os requerimentos de admissibilidade dos destaques simples e de votação em globo dos destaques simples.
Urgência urgentíssima
Quando um projeto tiver sua urgência “urgentíssima” aprovada e for colocado para votação na mesma sessão, não poderá ser apresentado requerimento de retirada de pauta.
Se já estiverem emitidos todos os pareceres, também não poderá haver requerimento de adiamento da discussão.
Tempo de análise
Outra novidade no texto aprovado em relação ao projeto original é que, após o parecer do relator a emendas de Plenário, a votação da matéria poderá ocorrer somente dez minutos depois de o relatório estar disponível no sistema da Casa.
Aglutinativas
Quanto à emenda aglutinativa, geralmente apresentada para propostas de emenda à Constituição (PECs), o texto aumenta de 1/10 para maioria absoluta (257 deputados) o número mínimo de representação dos líderes que a assinarem para ela ser admitida.
A emenda aglutinativa é apresentada em fases finais de negociações para ajustar textos anteriormente existentes no projeto original, no substitutivo ou em outras emendas, criando uma nova redação.
Adiamentos
Sobre os requerimentos de adiamento da discussão, o texto aprovado acaba com aqueles que solicitam o adiamento por duas sessões se o projeto estiver em regime de urgência ou por cinco sessões em outro regime de tramitação, concedendo-se automaticamente, por uma única vez, o adiamento por uma sessão a pedido de líderes que representem, no mínimo, 1/10 dos deputados.
Para PECs, o adiamento solicitado poderá ser por cinco sessões do Plenário. O mesmo valerá para o adiamento de votação, mas nos dois casos a regra não será aplicável se um requerimento de retirada de pauta tiver sido rejeitado na mesma sessão.
Outros pontos
Confira outros pontos da resolução:
- partidos com representação e que não estejam em bloco continuam com direito a orientação de bancada nas votações;
- sessões de debates terão duração de 5 horas; e sessões solenes, de 4 horas;
- lideranças da Maioria, Minoria, governo e oposição ficarão com oito minutos cada uma na comunicação de liderança;
- insere jurisprudência segundo a qual não são admitidos requerimentos de adiamento da discussão ou da votação quando se seguirem à rejeição de requerimento de retirada de pauta;
- a votação poderá começar antes de encerradas todas as orientações de bancada. Atualmente, isso é feito apenas com a concordância do Plenário.
Defesa da proposta
Autor do projeto, o deputado Eli Borges destacou a ampliação do número de deputados inscritos na discussão das matérias e criticou o excesso de requerimentos de obstrução admitidos atualmente. “Temos a percepção de que, se adotado todo o procedimento obstrutivo, precisaríamos de mais de 14 horas para aprovar uma matéria neste Parlamento”, afirmou.
Para o deputado Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), a mudança vai permitir que as sessões transcorram “com fluidez”. “Essas mudanças vão permitir a otimização dos procedimentos legislativos”, disse.
Já o deputado Eduardo Cury (PSDB-SP) afirmou que é impossível explicar ao eleitor que as matérias polêmicas só são votadas de madrugada, por conta do embate regimental. “Isso passa uma impressão errada para a população. O que temos é um regimento disfuncional e, assim, não é democrático nem transparente”, opinou.
Críticas da oposição
O acordo em torno do texto foi ressaltado pelo líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE), mas ele afirmou que a oposição conseguiu apenas a “redução de danos” em relação ao projeto original. “É um texto menos pior do que o que poderia ser”, lamentou.
Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), a proposta “fere a soberania do Plenário”. “É uma medida que vai impactar negativamente no trabalho que faz a oposição, que vai impedir a sustentação de posições da minoria. Ela pode ameaçar também a posição de cada um dos deputados nas matérias que são apreciadas no Plenário”, afirmou.
O líder do PDT, deputado Wolney Queiroz (PDT-PE), destacou que a Câmara é um dos parlamentos que mais produz no mundo, apesar das ferramentas regimentais de obstrução. Para ele, a busca de mais “eficiência” do Plenário é um argumento falacioso. “Nos últimos quatro anos, a média de aprovação no Brasil é muito superior aos demais parlamentos do mundo. Produzimos muito mais do que os parlamentos da Argentina, do Canadá e da Austrália”, disse.
Bolsolão
Desde 2019, quando tomou posse, Jair Bolsonaro tenta fazer com que a sua maioria na Câmara altere os mecanismos que dão à minoria ferramentas de ação efetiva no Parlamento. O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi tentado a mudar regras do “kit obstrução” – sobretudo pelo ministro da Economia, Paulo Guedes – a fim de tratorar a oposição no Congresso. Maia recusou-se. Em pelo menos uma reunião, dirigiu-se a Arthur Lira, então líder do PP, e lembrou-o: “não farei isso porque a minoria de hoje pode ser maioria de amanhã, e vice-versa. Garantir os espaços de atuação da minoria, da oposição, é pré-requisito essencial das democracias”.
Agora no poder, com a caneta imperial de presidente da Câmara nas mãos, acossado pelas denúncias de manipulação do Orçamento, Lira pretende, enfim, tornar o Regimento da Câmara menos democrático e mais servil ao Palácio do Planalto.
Jair Bolsonaro montou um “orçamento secreto” no final do ano passado no valor de R$ 3 bilhões em emendas para reforçar o apoio da base bolsonarista no Congresso. Parte dos recursos seria destinado à aquisição de tratores e equipamentos agrícolas por preços até 259% maiores que os valores de referência. O esquema teria sido elaborado após a aproximação do Planalto com os partidos do centrão.
Ao todo, os deputados e senadores encaminharam 101 ofícios ao Ministério do Desenvolvimento Regional apontando como eles preferiam utilizar o dinheiro. Ainda segundo a reportagem, os ofícios comprovam o descumprimento das leis orçamentárias, uma vez que compete aos ministros definir a aplicação dos recursos. A iniciativa também prejudica o acompanhamento por parte do Tribunal de Contas da União (TCU).
Somente o ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) teria determinado a aplicação de R$ 277 milhões por parte do Ministério do Desenvolvimento Regional. Caso reivindicasse este valor por meio de emendas individuais, limitadas a R$ 8 milhões anuais, o parlamentar levaria 34 anos para conseguir.
Os ofícios também revelam que os parlamentares encaminharam milhões para a compra de máquinas e equipamentos agrícolas para municípios distantes de suas bases eleitorais. Os deputados do Solidariedade, Ottaci Nascimento (RR) e Bosco Saraiva (AM), direcionaram verbas no valor de R$ 4 milhões para o município goiano de Padre Bernardo, que fica a mais de 2 mil quilômetros de distância das bases dos parlamentares.
Acusado de estupro e canibalismo por ex, Hammer está namorando, diz revista
Colaboração para Splash, em São Paulo
12/05/2021 10h05
As informações dizem que o ator de 34 anos está se relacionando com uma higienista oral, cujo nome não foi revelado pelo veículo.
Terry Crews explica como vício em pornografia quase o fez perder a esposa
"Eles parecem felizes", disse uma fonte à People. Os dois estão nas Ilhas Cayman desde o início do ano, enquanto às investigações da polícia de Los Angeles (EUA) ocorrem.
Em fevereiro, Hammer disse que estava passando por um momento complicado por causa de suas preferências sexuais, porém, contudo, ele recebeu inúmeras cantadas:
"Estou um pouco sobrecarregado. É uma invasão muito grande toda essa merda de ser humilhado pela internet por causa das minhas preferências sexuais", disse ele nos prints divulgados pelo portal Daily Mail.
"É só um momento difícil. Estou feliz e tranquilo. Aprendendo com todos os desafios e me mantendo grato por tudo".
Gal Gadot comenta acusações de abuso e canibalismo contra Armie Hammer
Gal Gadot voltou ao papel de Mulher-Maravilha na versão de Zack Snyder de Liga da Justiça. Mas a atriz tem alguns projetos que ainda não foram lançados, como Cleópatra e Morte no Nilo, continuação de Assassinato no Expresso do Oriente. O problema é que este último filme está com destino incerto, já que um de seus atores principais é Armie Hammer, que recentemente foi acusado de canibalismo e está sendo investigado por agressão sexual. Gadot comentou a polêmica envolvendo o colega de elenco.
"É muito complexo", disse Gadot ao portal isralense N12. "Se a verdade é que ele fez coisas, não importa [se ele é famoso], a pessoa tem que pagar o preço por suas ações e assumir a responsabilidade. Não sei o que vai acontecer", disse a atriz em relação ao caso e ao filme Morte no Nilo.
Hammer já abandonou diversos projetos nos cinemas e na TV desde que as acusações vieram à tona e também foi dispensado pela agência que o representava. O astro de Me Chame Pelo Seu Nome tem muitos filmes já gravados, além de Morte no Nilo, incluindo Crisis, ao lado de Gary Oldman e Evangeline Lilly, e Next Goal Wins, comédia de Taika Waititi.

No início deste ano, vazaram online supostas mensagens que Armie Hammer enviou no Instagram — muitas das quais eram violentas e de natureza sexual. Desde então, o ator também foi acusado de agressão sexual, embora Hammer tenha negado as acusações. Pelo menos três ex-parceiras de Hammer dizem que ele usou suas tendências sexuais como cortina de fumaça, acusando-o de abuso emocional, manipulação e coerção. O astro atualmente está sendo investigado por um caso de estupro em Los Angeles, no qual pode enfrentar até oito anos de prisão.
Sua equipe nega qualquer acusação de abuso, afirmando que qualquer interação com qualquer parceiro sexual de sua "completamente consensual no sentido de que foram totalmente discutidas, acordados e mutuamente participativos".
A polêmica rapidamente resultou na retirada do ator de diversos projetos: a comédia romântica Shotgun Wedding, na qual ele foi escalado para contracenar com Jennifer Lopez; o seriado Gaslit, e a produção televisiva da Paramount The Offer, que acompanha os bastidores do clássico O Poderoso Chefão.
A continuação de Assassinato no Expresso do Oriente, Morte no Nilo, sofreu alguns atrasos em seu lançamento. A adaptação do livro de Agatha Christie estava originalmente previsto para estrear em 19 de dezembro de 2019, mas foi transferido para 9 de outubro de 2020. Então, durante a pandemia do COVID-19, a produção foi adiada para 23 de outubro e depois para 19 de dezembro do mesmo ano. Em novembro passado, a Disney retirou Death on the Nile (no original) e Free Guy do cronograma de lançamento, embora o filme tenha sido remarcado para 17 de setembro de 2021. Desde março deste ano, o filme tem uma data de lançamento para 11 de fevereiro de 2022.
Investigado por estupro e canibalismo, Armie Hammer engata novo romance
REPRODUÇÃO/SONY PICTURES

Armie Hammer no filme Me Chame Pelo Seu Nome, de 2017; ator está em novo romance
Investigado por estupro, abuso sexual e até canibalismo, Armie Hammer engatou um novo romance, com uma mulher que aparentemente não se importa com as acusações contra o ator do filme Me Chame Pelo Seu Nome (2017). O artista está vivendo atualmente nas Ilhas Cayman.
De acordo com a revista People, Hammer está se relacionando com uma higienista oral (profissional focada em orientar para melhora da saúde bucal, sem ser dentista), que não teve seu nome divulgado na mídia ainda. "Eles parecem felizes", disse uma fonte ao tabloide norte-americano.
Segundo a publicação, o astro de 34 anos estaria curtindo um período afastado das redes sociais e de paparazzi no mesmo arquipélago onde sua ex-mulher, a atriz Elizabeth Chambers, mora com os dois filhos do casal: Harper, de seis anos, e Ford, quatro anos.
Apesar de ter sido acusado por várias ex-namoradas de tê-las estuprado e até comido carne humana, além de ter perdido contratos de trabalho por causa da investigação, Armie Hammer tem apresentado a nova companheira a todos os seus amigos.
Em fevereiro deste ano, o ator norte-americano teria dito a pessoas próximas que estava passando por um momento complicado por causa de suas preferências sexuais mas que, ao mesmo tempo, estaria recebendo mais cantadas.
"Estou um pouco sobrecarregado. É uma invasão muito grande toda essa merda de ser humilhado pela internet por causa das minhas preferências sexuais", teria dito ele, em prints de conversas divulgadas pelo jornal Daily Mail. "É só um momento difícil. Estou feliz e tranquilo. Aprendendo com todos os desafios e me mantendo grato por tudo", teria concluído ele.
Curitiba: Acusado de matar Rachel Genofre é condenado a 50 anos de prisão
Lorena Pelanda
Colaboração para o UOL, em Curitiba
13/05/2021 00h17
O réu Carlos Eduardo dos Santos, acusado de matar a menina Rachel Genofre, em 2008, em Curitiba (PR), foi condenado a 50 anos de prisão. Ele vai responder pelos crimes de atentado violento ao pudor e homicídio triplamente qualificado mediante meio cruel e ocultação de cadáver.
Promotor afirma que assassinatos em spas dos EUA foram crime de ódio
O corpo da criança, de 9 anos, foi encontrado dentro de uma mala de viagem, na Rodoferroviária de Curitiba. O assassino confesso foi interrogado nesta quarta-feira (12) por videoconferência, já que está preso em Sorocaba (SP). O julgamento durou aproximadamente dez horas e a decisão saiu na noite de hoje.
Foram ouvidas sete testemunhas definidas pelo Ministério Público do Paraná, três delas escolhidas pela defesa do réu. A primeira pessoa a ser ouvida foi a mãe de Rachel, Maria Cristina Lobo. Ela prestou depoimento por mais de uma hora. O pai, Michael Genofre, também foi ouvido.
"A justiça foi feita e a decisão trouxe alívio. Minha filha não volta, mas precisamos lutar pela segurança dos nossos filhos", desabafa Maria Cristina.
Daniel da Costa Gaspar é assistente de acusação e afirma que o júri popular permitiu que a autoria do crime, já comprovada por provas materiais, fosse reconhecida em pleno tribunal. "Uma longa espera de 13 anos de angústia, que parecia nunca ter fim. Com a ajuda da ciência e da tecnologia, os jurados reconheceram o avanço da criminalística e das provas no processo penal, e a autoria do crime e materialidade do fato. Hoje, finalmente, a família poderá dormir tranquila, já que honramos a memória da Rachel".
O principal argumento do réu é que, apesar da confissão, o exame de DNA para comprovar o envolvimento dele no caso foi feito com material genético da vítima armazenado há dez anos e isso poderia comprometer o resultado. O advogado Roberto Neves afirma que vai recorrer da decisão.
O perito criminal, Hemerson Bertassoni Alves, foi o profissional responsável por produzir o perfil genético que identificou o autor do crime. Ele afirma que a incidência de erro é praticamente nula.
"A ferramenta nacional é extremamente robusta e tem trazido uma rápida elucidação de crimes que, obviamente, a investigação não teria contato. A Polícia Civil do Paraná trabalhou na investigação, mas esse homem ainda não estava no radar. Só foi possível essa confirmação com o banco nacional. O DNA é único e não há dois iguais no planeta. A chance de ter um DNA idêntico é muito pequena, o que faz com que essa tecnologia de identificação tenha uma vantagem enorme nas investigações", explica o perito.
Nesse caso, a polícia diz que foram feitos dois exames, um deles uma contraprova que também apontou a participação de Carlos Eduardo no crime.
O Conselho de Sentença foi composto por cinco mulheres e dois homens escolhidos por sorteio. O júri popular foi a portas fechadas, na capital paranaense, sem o acesso da imprensa e da população.
As restrições de acesso não têm relação com a pandemia. Por se tratar de um crime que envolve uma criança, todo o processo tramita em segredo de justiça. A determinação consta no Estatuto da Criança e do Adolescente, para preservar a imagem da menor.
Julgamento depois de quase 13 anos
O corpo de Rachel Genofre foi encontrado dentro de uma mala, embaixo de uma escada da Rodoferroviária de Curitiba, dois dias após o desaparecimento, no dia 03 de novembro de 2008. Ela sumiu depois de sair da escola, que fica no centro da capital do Paraná. O corpo foi encontrado com sinais de violência sexual e estrangulamento.
A câmera de segurança do terminal rodoviário não estava funcionando, o que dificultou o trabalho de investigação. Onze anos após a morte, exames de DNA ajudaram a polícia a identificar o criminoso.
Carlos Eduardo dos Santos está preso em Sorocaba (SP) e cumpre pena de 25 anos por outros crimes. Após a identificação como suspeito pela morte da menina, confessou à polícia ser o responsável pelo assassinato.
As investigações apontaram que, na época do crime, Carlos morava a menos de um quilômetro da escola e a vítima passava com frequência pela rua dele. Em depoimento, o acusado disse que mentiu que era produtor de um programa infantil para atrair Rachel.
O inquérito concluído pela Polícia Civil do Paraná tem 12 volumes e mais de quatro mil páginas. O exame psiquiátrico feito durante as investigações apontou que ele é imputável, ou seja, que pode responder por todos os delitos praticados.
Desde o crime, onze delegados do Paraná atuaram diretamente no caso, além de profissionais de Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Pelo menos dez suspeitos de matar a menina também foram investigados.
Outros crimes
No curso das investigações foi constatado que o réu estuprou, pelo menos, seis crianças entre 4 e 14 anos. O primeiro caso foi em 1985, contra uma menina de quatro anos, em São Paulo. Ele também praticou, em média, 17 crimes de estelionato e um de roubo.
A Polícia Civil do Paraná também traçou rotas percorridas pelo criminoso nos últimos anos. Foi concluído que o homem teria passado por 14 cidades do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Ainda há suspeitas que ele tenha morado em Minas Gerais, Bahia e Goiás.
Mulher é morta e enterrada em mata após alertar amiga sobre ex em mensagem

Marcela Lemos
Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro
12/05/2021 13h11
Atualizada em 12/05/2021 17h58
A Polícia Civil do Rio prendeu na segunda-feira (10) um mototaxista, de 32 anos, acusado de matar a ex-namorada Jéssica Carla Nascimento da Costa, de 30. A mulher estava desaparecida desde o dia 26 de abril quando aceitou um convite para conversar na casa dele, no bairro de Paciência, na zona oeste do Rio. Segundo a corporação, ele confessou o crime.
Desconfiada do ex, Jéssica chegou a enviar sua localização para uma amiga quando ainda estava dentro da casa do acusado. Câmeras de segurança da região também confirmaram que a vítima esteve na residência do autor.
DF: Mulher é repreendida por usar biquíni, enquanto homem passa sem camisa
Segundo a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), Jéssica foi morta a facadas, após uma discussão acalorada com o ex. O corpo dela foi escondido em uma mata na Serra do Matoso, em Itaguaí, na Baixada Fluminense - a 30 km de distância da residência dele.
De acordo com as investigações, o autor apresentava temperamento violento, possuía histórico agressivo com sua ex-companheira, com a qual tem dois filhos, e não aceitava o término do relacionamento.
O sumiço de Jéssica foi registrado no dia 28 de abril - dois dias após o desaparecimento - na Delegacia de Santa Cruz (36ª DP). Posteriormente, o caso foi encaminhado para a DDPA.
Após o registro, policiais civis estiveram na casa do acusado. No dia 30 de abril, o imóvel foi interditado para realização de perícia.
"Quando a equipe retornou, posteriormente, o imóvel estava parcialmente queimado. Os agentes constataram que o incêndio foi provocado pelo acusado na tentativa de atrapalhar as investigações e o trabalho da perícia. A equipe da DDPA continuou em diligências e por meio de provas e elementos solicitou à Justiça um pedido de prisão, que foi decretado no último domingo (09)", informou a Polícia Civil.
Após a prisão, o homem confessou o assassinato e acompanhou os policiais até o local onde foi localizado o corpo da vítima. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) foi acionada e a perícia foi realizada no local.
O mototaxista responderá pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.
Amiga diz que ex perseguia Jéssica
Uma amiga de Jéssica, que pediu para não ser identificada, disse que a manicure passou os últimos dias sendo perseguida pelo ex.
"Ele estava vigiando ela nos últimos dias. No dia 23 de abril, ele esteve em um endereço onde a Jéssica teve consulta médica, no dia 24 ficou mais de sete horas próximo a uma festa onde ela estava. Ela foi nesse encontro para dar um basta definitivo nessa relação, mas acabou morrendo", detalha a moça.
Segundo a amiga, o casal teve um relacionamento de quase 3 anos, mas Jéssica foi aconselhada diversas vezes a se separar do ex.
A amiga disse ainda que, quando questionado pela família sobre o paradeiro de Jéssica, o mototaxista registrou boletim de ocorrência contra os parentes da vítima.
"A família dela nunca ameaçou ele, mas ele fez registro, tirou foto com o documento, fez depoimento na redes sociais falando que estava sendo acusado", contou.
De acordo ainda com as investigações, o acusado pegou um carro emprestado de um amigo para ocultar o corpo de Jéssica em uma região bem erma, de difícil acesso.
O corpo estava em uma ribanceira e foi retirado de casa envolvido em sacos de lixo pretos. Segundo a polícia, o homem foi preso em um hotel no Centro do Rio. Ele deixou a casa onde morava após ser ameaçado pela milícia na região.
Os 7 princípios do treinamento físico e sua importância para os resultados

Fernanda Beck
Colaboração para o VivaBem
12/05/2021 04h00
Número de séries, de repetições, tempo de intervalo, carga, variações de exercícios, dias de descanso... Talvez você não saiba, mas cada um desses detalhes em sua planilha de treino de musculação —ou de corrida, de ciclismo, de natação— são determinados com base em sete diretrizes e regras estabelecidas por evidências científicas, que servem para ajustar a rotina de atividade física de forma a alcançar o melhor resultado.
Os sete princípios do treinamento físico funcionam como norteadores do planejamento, execução, consolidação e controle da preparação de um atleta (amador ou profissional). Eles incluem todos os aspectos e tarefas do treino, determinando o conteúdo, os meios, os métodos e a organização dos exercícios físicos.
Evite erros que afetam a recuperação muscular e os resultados no treino
Seu principal propósito é estimular o desenvolvimento fisiológico (órgãos e sistemas), estrutural (músculos e ossos) e psicológico (neurotransmissores) a fim de melhorar a performance atlética.
Quais são os 7 princípios do treinamento físico?
Os princípios do treinamento físico mais reportados e utilizados por cientistas e entusiastas do exercício são:
- Princípio da individualidade biológica
É o respeito ao potencial biológico de cada atleta, de acordo com suas capacidades e características físicas. Ao montar a atividade física de um aluno adotando esse princípio, o treinador procura levar em consideração diversos aspectos individuais como sexo, idade, capacidade física, histórico de saúde, histórico esportivo e qualidades psicológicas para construir uma proposta de treinamento que consiga estimular ao máximo o atleta.
Exemplo: ao preparar um treino para um iniciante, o professor da academia leva em conta seu nível de força e condicionamento físico. Ele não vai pedir para alguém que nunca malhou levantar o mesmo peso que alguém que treina há dez anos. Da mesma forma, não vai pedir para uma idosa que foi a vida inteira sedentária correr na mesma velocidade que uma jovem que é experiente na corrida.

- Princípio da adaptação
A evolução do condicionamento físico acontece por meio da adaptação do organismo aos diversos tipos de estímulos a que o corpo é exposto. Quanto maior o processo adaptativo ao treinamento físico, melhor e mais fácil será a execução do movimento.
Exemplo: quando você faz no treino uma série de "tiros" em velocidade acima da que está acostumado a correr, está dando estímulos que obrigam seu corpo a realizar adaptações para suportar aquele esforço (e se tornar mais rápido depois, se o programa de treino estiver bem planejado). O mesmo acontece ao levantar um peso. Você gera um estímulo e seu corpo se adapta para suportar mais facilmente aquela carga --ou seja, fica mais forte.
Respeitar este princípio é a melhor forma de garantir que o corpo terá uma carga de treino e uma recuperação adequadas para ganhar, ao longo do tempo, uma condição física melhor do que apresentada antes de iniciar o treinamento físico.
- Princípio da sobrecarga (ou gradualidade)
É a evolução do atleta com base no aumento gradual dos estímulos aplicados para tirar o organismo da chamada homeostase, seu estado de equilíbrio natural. Atua sobre muitas variáveis, tais como tempo, intensidade, frequência e tipo de exercício. Tem como principal objetivo gerar uma carga maior que a anterior, isso é, subir um degrau na capacidade física. Ou seja, tornar o treino mais difícil ao aumentar a carga, o volume (duração ou distância), a intensidade, dificuldade dos exercícios etc.
Digamos que hoje você levanta 20 kg em um exercício ou dá tiros de corrida a 14 km/h. Após algum tempo, seu corpo vai se adaptar a esses estímulos (princípio anterior) e será necessário aumentar a carga/intensidade deles, para seguir evoluindo no treinamento.
Nesse processo de subida gradual, é importante levar em consideração o tempo de adaptação e também de recuperação do organismo, indispensável para a evolução dos patamares.

- Princípio da continuidade/reversibilidade (ou manutenção)
Este princípio diz respeito ao dolorido fato de que para um atleta não é suficiente conquistar a boa forma física, é preciso mantê-la. Existe um tempo ótimo entre uma sessão de treino e outra que deve ser respeitado para que as adaptações conquistadas não se percam.
Se você parar totalmente de treinar após conquistar a hipertrofia muscular que deseja, depois de um tempo (cerca de dez a 15 dias) vai começar a ter uma perda de massa muscular.
Portanto, só há manutenção e evolução do condicionamento quando não há interrupções sucessivas e prolongadas do exercício, evitando que o atleta entre em estagnação de sua aptidão física ou mesmo em destreino. No destreino, após seis meses a um ano, o corpo tente a retornar às condições físicas em que se encontrava antes do processo de treinamento, ou seja, de um sedentário.
- Princípio da especificidade
Ser específico no treino é ir direto ao ponto desejável. Quanto maior o treinamento do movimento ou modalidade praticada, melhor será o resultado final. Em outras palavras, para melhorar na corrida não adianta treinar natação. Você precisa treinar corrida. Da mesma forma, você não vê um jogador de futebol de campo treinando frequentemente futebol de salão se o objetivo é melhorar nos gramados.
Cada gesto motor traz adaptações específicas aos sistemas neuromuscular, energético e cardiorrespiratório, além de psicológico —fazer um treino de corrida de uma hora pode deixar você mais confiantes de que conseguirá correr 10 km, por exemplo.
Ao estabelecer objetivos claros a serem atingidos, guiamos a escolha dos exercícios, métodos e organização para gerar o resultado desejado dentro daquele espectro.

- Princípio da variabilidade
Trata-se da diversificação de estímulos para reduzir o efeito platô no treinamento, evitar a desmotivação e a monotonia. Quanto maior a variação sistemática de estímulos, mais o corpo responderá aos treinos. No entanto, a variação deve ocorrer em adequação com o princípio da especificidade.
Na musculação, por exemplo, essa variação ocorre com a mudança de exercícios a cada quatro a seis semanas. Na corrida, a variação costuma ser semanal. O atleta faz no período de uma semana um treino longo, um treino intervalado, um treino de ritmo etc.
Uma preparação multilateral em um atleta jovem tem grande importância para a construção de um organismo mais estruturado. Já nos atletas de alto nível, é a forma encontrada para reestruturar a base para a obtenção de um rendimento ainda maior.
- Princípio da interdependência volume X intensidade
É o ajuste fino entre volume e intensidade, de acordo com os objetivos do treino. Este princípio está intimamente ligado ao da sobrecarga, pois o aumento das cargas de trabalho é um dos fatores que melhora a performance.
Os êxitos do treinamento estão ligados a uma grande quantidade (volume) e uma alta qualificação (intensidade) no trabalho. Estas duas variáveis deverão sempre estar adequadas as fases de treinamento, seguindo uma orientação de interdependência entre si.

Quais os benefícios de treinar de acordo com os princípios?
Ao elaborar um treinamento utilizando como base esses princípios, temos as condições físicas e psíquicas do atleta respeitadas, a melhor relação entre carga de treino e recuperação, treinos mais eficazes e seguros, maior motivação para o atleta e melhor assimilação dos exercícios propostos.
Os princípios ditam o controle e o monitoramento das cargas de treinamento; planejamento e periodização; e, principalmente, controle adequado da sobrecarga de treinamento, visando melhora do desempenho e redução do risco de lesões.
Algum princípio é mais importante?
Não é possível identificar um princípio mais importante do que os demais, pois o ideal é que haja uma relação de sinergia e equilíbrio entre todos. Dependendo do momento do treinamento, no entanto, é possível que um ou mais princípios tenham maior peso.
Todo bom programa de treinamento vai partir do princípio da individualidade biológica, devido aos diversos aspectos individuais que devem ser levados em consideração ao planejar a preparação física de uma pessoa.
Os princípios da sobrecarga e especificidade são os mais visíveis e aplicáveis na prática do treinamento físico. Já o princípio da continuidade é o que garante que possam ocorrer todos os outros, pois não é possível usufruir dos outros se não houver um treino contínuo.
Até atletas amadores precisam levar os sete princípios em consideração?
Idealmente, sim. Tanto amadores quanto profissionais devem levar em consideração o maior número possível de princípios, tanto em cada treino como no processo de treinamento físico como um todo.
Isso deverá sempre ser ajustado ao contexto, aos objetivos, ao nível de treinamento, ao período do treinamento e às necessidades específicas da pessoa. No entanto, quanto mais princípios forem atendidos, maior é o potencial para atingir os resultados almejados, com melhora de desempenho e menor risco de lesões.
O que acontece se eu não seguir todos os princípios no meu treino?
Parte das metas ou objetivos traçados no início do programa de treinamento podem não ser alcançadas, ou sofrer um atraso.
Sem seguir os princípios, os riscos de lesão também aumentam, bem como a probabilidade de outras consequências indesejáveis, como desmotivação, dores e afastamento dos treinos. Segundo os especialistas, em casos de desistência dos treinos é comum observar que os princípios não foram seguidos.
Entender como cada princípio do treinamento pode interagir com o corpo de cada indivíduo é a fórmula mágica do sucesso no treinamento esportivo.
Fontes: Ana Paula Silva, professora do Laboratório de Biomecânica da EEFE-USP (Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo); Saulo Oliveira, mestre e doutor em educação física, professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e do Centro Acadêmico de Vitória; Jeferson Luis da Silva, profissional de educação física, doutor em musculação e fisiologia do exercício na saúde, na doença e no envelhecimento pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e coordenador e treinador de corrida na Run&Fun ABC, em São Paulo; Cacá Ferreira, profissional de educação física e gerente técnico corporativo da rede de academia Cia. Athletica; e Rodrigo Lobo; profissional de educação física formado pela USP (Universidade de São Paulo), triatleta e treinador da Lobo Assessoria Esportiva.
Advogado diz o que fazer quando a mulher é intimidada pela roupa que usa
De Universa, em São Paulo
12/05/2021 14h12
Atualizada em 12/05/2021 14h15
O advogado especialista em direito condominial Marcio Rachkorsky afirmou que síndicos e gestores de condomínios devem se posicionar e repudiar publicamente casos de machismo, violência contra a mulher ou de racismo quando eles acontecerem.
Em participação no UOL News na tarde de hoje, o advogado comentou o caso de uma jovem de Maringá (PR), moradora de um condomínio, que recebeu bilhete anônimo de um vizinho reclamando se suas roupas.

Americana é expulsa de parque nos EUA por causa do tamanho dos shorts
Isso que o vizinho fez é crime. E o que mais incomoda é a covardia, porque a pessoa não assina, faz um bilhete anônimo e todo anonimato é muito mais covarde.
Marcio Rachkorsky, advogado especialista em direito condominial
O caso foi denunciado pela jovem Ana Paula Benatti, 22, que publicou o bilhete em suas redes sociais. Ela também registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, que vai investigar o caso e tentar encontrar o autor.
"A senhora não está tendo o respeito usando roupas vulgar (sic). Não sei de onde veio, mas aqui mora gente de família. Então, por favor, dá-se o respeito porque eu como homem e pai de família, fiquei com vergonha de estar com minha filha e a senhora quase nua lá fora. (...) Aqui não é zona. Respeite as famílias desse lugar", diz a carta recebida pela jovem.
Rachkorsky afirmou que o bilhete contém calúnia, injúria, difamação e constrangimento ilegal, além de ser extremamente machista.
Saiba o que fazer
Em casos como esse, o advogado recomenda que a vítima procure imediatamente a polícia e registre um boletim de ocorrência, como fez a jovem de Maringá. O síndico e a administração do condomínio também devem ser notificados.
Os gestores, de acordo com Rachkorsky, assim que notificados, devem enviar uma carta aberta ou uma circular para todos os moradores repudiando o comportamento do agressor.
O condomínio também deve ajudar a identificar o autor da carta, puxando imagens das câmeras de segurança e verificando em atas de assembleias alguma letra que seja semelhante a do bilhete. Todos os documentos e imagens obtidos devem ser fornecidos à polícia.
Se identificado o autor, o condomínio pode aplicar uma multa de até dez vezes o valor da cota condominial ao morador por comportamento antissocial. Além disso, ele responderá criminalmente pelo ato.
"Tem muito síndico que fala que isso é um problema entre vizinhos e que não pode se meter. Pode e deve, porque é um assunto que diz respeito à harmonia da comunidade, e o síndico, como líder da comunidade, precisa se posicionar e tomar providências. Essas pessoas covardes têm uma parte mais sensível do corpo, que é o bolso", declarou Rachkorsky.
DF: Mulher é repreendida por usar biquíni, enquanto homem passa sem camisa
De Universa, em São Paulo
11/05/2021 14h26
Atualizada em 11/05/2021 19h28
A servidora pública Patrícia Nogueira foi repreendida por um vigilante na sexta-feira (7), ao andar de bicicleta usando short e a parte de cima do biquíni no Pontão do Lago Sul, que fica na orla do Lago Paranoá, em Brasília.
Ela filmou a abordagem e disponibilizou imagens para a TV Globo de Brasília. Mesmo que o espaço seja público e não tenha regras específicas que proíbam o traje de biquíni, Patrícia se sentiu constrangida com a situação.
Repórter se manifesta após ser xingada por Bolsonaro: 'Indagação incomodou'
No vídeo, Patrícia chega a questionar o fato de uma mulher não poder usar biquíni ao se exercitar, enquanto homens podem ficar sem camisa. No momento da indagação um homem sem camisa passa por ela e pelo vigilante.

O funcionário respondeu: "A única coisa que posso te dizer é que essa informação a senhora pode pegar com o pessoal que está um pouco acima de mim. [...] A segurança me passou que mulher de biquíni não pode".
Ela então indagou novamente sobre homens poderem ficar sem camisa. O vigilante disse que trajes de banho não são permitidos, mas que ficar "sem camisa não tem problema, não".
"Me senti constrangida, discriminada. O machismo estrutural está em todos os lugares, ele se esconde sobretudo em situações cotidianas e em normas aparentemente inocentes", afirmou Patrícia ao "Bom Dia DF".
O regimento interno do estabelecimento público, que está disponível na internet, não especifica sobre o uso de trajes de banho, mas diz que o administrador do espaço deve definir critérios sobre as vestimentas permitidas no local.
Apesar de ser público, o espaço do Pontão no Lago Paranoá é administrado por uma empresa por meio de um processo licitatório.
Em nota, a empresa afirmou que "não compactua com tal situação e repudia todo e qualquer tipo de discriminação". A empresa também afirmou que "não foram repassadas tais regras para o chefe da vigilância".
Segundo a empresa, o vigilante já foi advertido e a empresa terceirizada de segurança foi notificada.
Polícia investiga hipótese de serial killer que age através do Grindr em Curitiba
Quatro casos de gays assassinados aconteceram próximo de Curitiba; suspeita-se que pelo menos dois tenham sido realizados pelo mesmo criminoso
Em Curitiba, dois casos envolvendo assassinato de pessoas gays têm chamado a atenção devido às circunstâncias e coincidências. No dia 30 de abril, o enfermeiro David Levisio, de 30 anos, foi encontrado morto em sua casa, na Vila Lindoia, com sinais de asfixia. Em 05 de maio, o estudante de medicina Marcos Vinício Bozzana da Fonseca, 25, também foi encontrado morto com sinais de asfixia em seu apartamento, localizado no bairro Portão.
A hipótese de que os dois tenham sido vítimas do mesmo assassino foi levantada por algumas similaridades de perfil entre as vítimas: os dois jovens, que eram da área da saúde, moravam sozinhos, em endereços que são relativamente perto e seriam usuários de aplicativo de relacionamento Grindr
Ellen DeGeneres anuncia fim de seu programa na TV
Ellen ainda não sabe o que fará futuramente, mas comentou que adoraria voltar aos cinemas ou fazer uma série de comédia
A apresentadora Ellen DeGeneres, uma das mais famosas e tradicionais da TV americana, deixará de apresentar seu talk show, “Ellen”, após 19 anos, sendo que a última temporada terá início em setembro. A informação veio da própria apresentadora ao canal The Hollywood Reporter.
Ellen comunicou sua decisão a equipe ontem e vai conceder uma entrevista ao programa da Oprah Winfrey no dia 14 de maio explicando as razões pela qual ela vai deixar o programa.
“Quando você é uma pessoa criativa, há essa vontade permanente de ser desafiada. Foi por isso que decidi ser apresentadora do Oscar, ou voltar ao stand-up depois de tanto tempo. E por mais que seja divertido e ótimo fazer este programa, ele não é mais um desafio. Preciso de algo novo.” disse a apresentadora ao Hollywood Reporter.
Ellen ainda não sabe o que fará futuramente, mas comentou que adoraria voltar aos cinemas ou fazer uma série de comédia.
Estreando no dia 8 de setembro de 2003, o programa “Ellen” vai ao ar todas as tardes, de segunda à sexta, pela NBC. Ao longo de toda a trajetória, o programa já recebeu 171 indicações e 61 prêmios no Daytime Emmy.
Aqui no Brasil, o programa estreou no canal Warner Channel, na TV a cabo, no dia 23 de junho de 2008, durante a quinta temporada. Em 2011, o GNT adquiriu os direitos de exibição do programa, colocando-o como substituto ao programa de Oprah Winfrey. Em 2014, a emissora brasileira não chegou a um acordo com a americana, e o show deixou de ser exibido no país.
Vale dizer que ela comunicou sua homossexualidade em 1997 após uma relação atribulada com a atriz Anne Heche. Em seguida, DeGeneres namorou a atriz e fotógrafa Alexandra Hedison, aparecendo juntas na capa da revista Advocate.
Em 2004 se casou com a atriz australiana Portia de Rossi, com quem é casada desde o dia 16 de agosto de 2008 e ambas vivem em uma propriedade localizada em Beverly Hills, Califórnia, onde vivem com quatro cães e três gatos.
Marvel apresenta novo herói LGBTQIA+ para os X-Men
O personagem surgirá em comemoração ao Mês do Orgulho, em junho
Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQ+ em junho, a Marvel vai preparar as histórias em quadrinhos “Marvel Voices: Pride” (Vozes da Marvel: Orgulho), apresentando um novo X-Men que fará parte da comunidade.
O foco será nas aventuras estreladas pela Mística e outros personagens LGBTQIA+, como o casal Wiccano e Hulking, os mesmos que foram censurados na bienal do livro em 2019 pelo Marcelo Crivella.
Além disso, a Marvel também vai introduzir um novo personagem para os X-Men, Somnus, identidade secreta de Carl Valentino. O herói fará parte da comunidade LGBTQIA+, mas ainda não se sabe em qual das letras ele se encaixa.
“Um mutante que teve um impacto extraordinário em um dos X-Men tempos atrás, os poderes de Somnus lhe deram o controle dos sonhos das pessoas. Mas ele nunca pôde seguir o seu próprio sonho.
Agora, Somnus recebeu uma segunda chance na vida, e está determinado a fazer o melhor possível na nação mutante de Krakoa!” – diz a descrição oficial da Marvel.


DC Comics celebrará o Mês do Orgulho com HQ especial
A DC Comics anunciou que tem planos para comemorar o mês do orgulho de 2021, que será em junho, com a primeira edição de uma HQ de 80 páginas chamada “DC Pride”, celebrando não só os personagens LGBTQIA+ que passaram pelas histórias, mas também seus criadores. As informações são do canal Queerty.
Entre os personagens que aparecerão estão a Batwoman, Renee Montoya, Alan Scott, Midnighter, Apollo, Extraño, Hera Venenosa, Harley Quinn e Constantine.
Outro destaque da lista é a personagem trans Sonhadora, que apareceu pela primeira vez na série Supergirl, de Arrowverse do canal CW, sendo esta sua estreia nos quadrinhos. A própria atriz Nicole Maines, que interpreta a personagem na versão televisiva, quem assinará o roteiro.
“Isso é um sonho se tornando realidade?!??. Eu estou TÃO feliz que posso estar trabalhando com a DC Comics e colocar a Sonhadora dentro do universo DC com 8 páginas dela mesma! Em junho” – disse a atriz no Twitter.
Serão nove capas variantes com o tema “Orgulho”, e estes serão assinados pelos artistas Kris Anka, Jen Bartel, Stephen Byrne, Paulina Ganucheau, Travis G. Moore, David Talaski, Kevin Wada e Yoshi Yoshitani.
As edições serão lançadas a partir do dia 8 de junho.
Fora da prisão, Jarec Wentworth ex-ator do Sean_Cody e Men.com considera se candidatar a governador da Califórnia
Jarec Wentworth havia sido condenado após ter extorquido um empresário bilionário republicano
Ex-estrela dos populares sites de saliências homoafetivas Sean Cody e Men.com, sob o nome de Jarec Wentworth, Teofil Brank havia sido condenado a cumprir seis anos em regime interno após ter extorquido o conservador Donald Burns, um empresário bilionário. Solto desde 2019, o rapaz agora diz ter novo projeto profissional.

A história começa em 2013, quando Donald Burns contratou Jarec Wentworth para fazer um programa.
O serviço prestado foi tão bom que Burns havia se tornado um cliente habitué de Jarec; não apenas o contratando, mas também pagando “comissão” por cada homem que Jarec apresentasse a Burns.
Segundo relatos, Wentworth ganhava cerca de US$ 2.000 por homem que levava, cerca de R$ 10.473.
Em 2015, Jarec Wentworth teria chantageado Burns.
Em uma mensagem de texto, Jarec teria ameaçado:
“Eu tenho um Twitter e suas fotos. Mentiras podem ser feitas ou talvez seja a verdade”.
Para não expor tal conteúdo na internet, Jarec pedia uma quantia de US$ 500.000 em dinheiro (R$ 2.618.256) e um carro esportivo de US$ 100.000. Burns cedeu ao pedido.

No entanto, ainda em 2015, Jarec Wentworth solicitaria um adicional de US$ 1 milhão em dinheiro (R$ 5.236.512) e acesso a um apartamento no centro de Los Angeles.
Aparentemente, Burns também concordou com isso, mas desta vez denunciou o amante ao FBI.
Foi quando Wentworth foi preso e condenado a seis anos de prisão.
Na ocasião, a polícia também encontrou um revólver carregado em seu carro.
Em sua defesa, Jarec tentou, sem sucesso, que a condenação fosse anulada, pois Burns teria o estuprado.

Depois de cumprir 70 meses de prisão, em 2019, Jarec Wentworth foi solto antecipadamente.
Durante seu tempo na prisão, ele manteve alegando inocência e disse, através de um e-mail publicado no site Str8upgayporn [NSFW], que foi vítima de uma conspiração e que seus advogados armaram contra ele:
“Eles não questionaram as testemunhas como deveriam. Eu disse a eles para fazerem as perguntas que eu estava escrevendo [durante o julgamento], apenas para eles dizerem ‘Não, não, nós atendemos.’ PQP. Eles também participaram”.

Após Caitlyn Jenner anunciar que pretende se candidar ao governo da California, Jarec Wentworth escreveu em seu Twitter: “Devo concorrer a governador da Califórnia? Nessa situação, por que não?”.
Um usuário do microblog respondeu:
“Tivemos um palhaço na presidência, e agora um palhaço faminto e desesperado por publicidade está pensando em fazer isso, por que não?”,
ao que o ex-ator respondeu:
“Tivemos muita corrupção em nosso sistema. É hora de limpar e trazer de volta a vida à Califórnia. San Francisco era minha cidade favorita. Agora é um lixão. O que aconteceu com este estado enquanto eu estava fora?“.
Polícia investiga possível ação de serial killer em Curitiba
Após dois homens gays serem assassinados de forma parecida em Curitiba/PR, a polícia investiga se não há relação entre os dois assassinatos
Em pouco mais de uma semana, dois homens gays foram assassinados de forma parecida, em Curitiba, capital do Paraná. O estudante de medicina Marcos Vinício Bozzana da Fonseca, de 25 anos, foi encontrado morto no dia 5 de maio, e o enfermeiro David Levísio, de 30 anos, no dia 30 de abril. Ambos moravam sozinhos e foram achados amarrados, com sinais de tortura e sufocamento em seus apartamentos. Eles não se conheciam. A polícia trabalha com a hipótese de crimes de ódio contra homossexuais cometidos pela mesma pessoa.
Marcos Vinício era de Campo Grande (MS) e se mudou para Curitiba em 2017, para cursar medicina. Amigos estranharam a ausência e pediram ajuda a um chaveiro para entrar no apartamento, no bairro Portão. O corpo estava coberto com uma manta e tinha sinais de tortura e asfixia. O enfermeiro David Levisio foi encontrado com as mãos amarradas, de bruços, com sinais de violência. Ele não dava notícias havia três dias e amigos decidiram ir ao apartamento, no bairro Lindoia.
A orientação sexual das vítimas foi confirmada por organizações não governamentais de direitos humanos. "Estamos acompanhando esses casos e outros que têm características parecidas. Nossa área jurídica e de segurança pública recebeu informações de que a investigação está adiantada. Há certa comprovação de que foi crime de lgbtfobia pelo nível de crueldade como as vítimas foram atacadas e pelas conversas tidas pelos aplicativos às quais a polícia teve acesso", disse Toni Reis, presidente da Aliança Nacional LGBTI+.
Segundo Reis, a apuração já indica que o autor ou os autores dos crimes conheceram as vítimas por meio de aplicativos de relacionamento, com encontros em seus apartamentos. Para o procurador jurídico da Aliança, Marcel Jeronymo, a suspeita é de que o mesmo homem marcou os encontros e assassinou as duas vítimas. "São muitos indícios que mostram que os casos têm ligação. Eram jovens solteiros, de outras cidades, que moravam sozinhos em Curitiba. A forma como foram mortos é muito semelhante", disse.
O presidente da Aliança vê relação desses crimes com outras duas mortes recentes de homossexuais: a do jovem militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) Lindolfo Kosmaski, de 25 anos, em São João do Triunfo, também no Paraná, e a do professor universitário Robson Paim, de 36 anos, em Abelardo (SC).
Lindolfo foi achado morto no carro dele, no dia 1 de maio, à margem de uma rodovia. "Foi assassinado de forma cruel, com indícios de disparos de tiros e seu corpo carbonizado. Nosso companheiro é mais uma vítima de um crime de ódio por ser LGBT assumido", disse, em nota, o MST. Já o professor Paim foi encontrado morto no dia 17 de abril, em um dos quartos da casa em que morava. Ele teve o carro roubado pelo autor do crime, o que levou a polícia a registrar o caso como de latrocínio. O veículo foi achado dias depois em Almirante Tamandaré, a 15 km de Curitiba.
Devido à sequência de mortes violentas de gays, a Aliança Nacional LGBTI+ lançou um manual para evitar a violência lgbtifóbica, baseado nas orientações do Grupo Gay da Bahia. Entre as 11 dicas estão cuidados com os encontros marcados por aplicativos e com os falsos gays e garotos de programa. No caso de Lindolfo, três pessoas foram presas, suspeitas de envolvimento no crime. Segundo dados do Grupo Gay Bahia, de 1975 até este ano, 312 pessoas morreram vítimas da lgbtfobia no Paraná. Nos últimos cinco anos, foram 83 mortes.
Reis lembrou que a lgbtifobia recrudesceu durante a doença e morte do ator e humorista Paulo Gustavo, vítima da covid-19. Ao lado da grande corrente pela saúde dele, houve quem desejasse sua morte por ele ser homossexual. "Foram abertos inquéritos contra um pastor de Alagoas e outro de Goiás, além de um vereador do interior do Estado do Paraná, por estarem semeando a lgbtifobia. A gente não está acusando os pastores e esse vereador pelos assassinatos, mas eles estão afiando a faca que mataram os homossexuais de Curitiba. Quando faz um discurso de ódio você desumaniza as pessoas. Estamos trabalhando com o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública (do Paraná) para que os casos logo sejam elucidados."
A Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que os casos estão sendo investigados pela 3a Delegacia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba. Informações sobre o andamento da apuração não são divulgadas para não prejudicar na investigação.
Polícia investiga mortes de homens gays asfixiados no PR; ONG acredita que casos podem estar ligados

Vítimas foram assassinadas entre o fim de abril e o começo de maio
A Polícia Civil do Paraná confirmou à Jovem Pan neste domingo, 9, que investiga mortes suspeitas de dois homens encontrados com sinais de sufocamento nos apartamentos em que moravam na cidade de Curitiba no último mês. A história dos assassinatos, que já estavam sendo investigados, viralizou nas redes sociais após uma publicação ligando os óbitos à ação de um possível serial killer que mata jovens homossexuais após marcar encontros por aplicativos de internet. O perfil, chamado “Garoto do Blog”, com pouco mais de 250 mil seguidores, divulgou as histórias e passou a servir como um grupo de apoio para amigos das vítimas trocarem informações e alertar a outros homens gays sobre os cuidados ao marcar encontros com pessoas desconhecidas. A orientação sexual das vítimas foi confirmada por organizações não governamentais de direitos humanos.
Ainda antes da repercussão das mortes na internet, o setor jurídico da ONG de apoio aos direitos LGBTI+ Grupo Dignidade afirmou que acompanha os casos e já conversou com o delegado responsável pelas investigações. “As circunstâncias dos crimes indicam que aconteceram por meio de aplicativo de relacionamento (Grinder, Tinder), com posteriores encontros na própria casa das vítimas, razão pela qual existe a suspeita de que seja o mesmo criminoso”, afirmou trecho da nota emitida pela ONG. Na noite deste sábado, um grupo se reuniu na frente da Universidade de Direito do Paraná para fazer uma vigília em homenagem às vítimas. “Não são apenas números, são vidas, famílias, futuros destruídos pelo preconceito, pela homofobia”, afirmou, também pelas redes sociais, o grupo.




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