Globo CENSURA o nome de LULA ao noticiar Datafolha no Jornal Nacional e em TODA a programação

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Globo CENSURA o nome de LULA ao noticiar Datafolha no Jornal Nacional e em TODA a programação

Datafolha: Lula herda maioria de votos da 'terceira via' em segundo turno contra Bolsonaro

Butantan espera definição da China sobre insumos da coronavac nesta sexta

Se falar o bicho pega, se calar o bicho come

Marco Aurélio arquiva pedido para apurar cheques de Queiroz a Michelle

Silêncio de Pazuello é confissão de Bolsonaro

Disparada de Lula no Datafolha fará Bolsonaro radicalizar ainda mais?

FAZENDAS VERTICAIS _ Cinza que te quero verde: Mesmo com o adensamento urbano, produção de alimentos nas grandes cidades brasileiras é possível

FRIENDS envelheceu MAL, mas você está doido para ver o REENCONTRO da série

Talk show de Ellen DeGeneres vai acabar após 19 anos e polêmica de bullying

Há 17 anos, Brad Pitt mostrou tudo em TRÓIA_2004: filme prometia ser um grande ÉPICO, mas valeu mesmo pelas cenas do ator

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Globo censura o nome de Lula ao noticiar Datafolha no Jornal Nacional e em toda a programação

Lula, William Bonner e Renata Vasconcellos

247 - A TV Globo tem ignorado o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao noticiar a pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira, que mostra o petista liderando disparado e com possibilidade de vitória já no primeiro turno.

No primeiro turno, a pesquisa mostra Lula com 41% dos votos totais, contra 23% de Jair Bolsonaro - 18 pontos de diferença. No segundo turno, Lula aparece com 55% e Bolsonaro, 32%. Outros candidatos, como Sergio Moro, Ciro Gomes, Luciano Huck e João Doria aparecem com percentuais de 7% para baixo.

O Jornal Nacional desta quinta mostrou apenas o recorte da pesquisa sobre a avaliação de governo de Bolsonaro, ignorando todos os cenários da disputa presidencial de 2022.Na Globonews, o comentarista Carlos Alberto Sardenberg seguiu a mesma linha (assista aqui).

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Datafolha: Lula herda maioria de votos da 'terceira via' em segundo turno contra Bolsonaro

Lula

247 - A pesquisa Datafolha apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva herda a maioria dos apoiadores de candidatos da chamada "terceira via" em um eventual segundo turno contra Jair Bolsonaro em 2022. De acordo com o instituto, o petista alcançaria 55% dos votos na etapa final, contra 32% do seu adversário.

Declaram voto em Lula 55% dos eleitores do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), contra 26% que apoiariam Bolsonaro. Uma parcela significativa, de 20%, votaria em branco ou nulo. Os dados foram publicadas em reportagem do jornal Folha de S.Paulo

O ex-presidente também herdaria a maior parte dos votos no primeiro turno ao ex-ministro Ciro Gomes (PDT), que apareceu com 6% na pesquisa, e o apresentador Luciano Huck (sem partido), que marcou 4%. 

No caso dos apoiadores do pedetista, Lula seria a opção de 62%, contra 15% que iriam de Bolsonaro e 22% que optariam pelo voto em branco ou nulo. Quanto ao apresentador, o petista herdaria 48% de seus votos, contra 29% que iriam para Bolsonaro. Outros 23% votariam em branco ou nulo.

De acordo com as estatísticas, o ex-presidente receberia 29% dos votos dados a Moro.

O levantamento foi realizado com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio.

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Butantan espera definição da China sobre insumos da coronavac nesta sexta

Dimas Covas

247 - O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a China deve responder até esta sexta-feira (14) se enviará a matéria-prima contratada para que o Brasil retome a produção da coronavac. A logística de entrega do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) está paralisada, após novos ataques do governo Jair Bolsonaro ao país asiático.

"Nesse momento, não temos autorização do governo da China para importar as vacinas da China. Estamos com intensas negociações com a embaixada aqui no Brasil e com o governo da China através da embaixada brasileira em Pequim", afirmou Covas em entrevista à Rádio Eldorado.

"São insumos que já deveriam estar aqui em solo brasileiro, por que nesse momento não temos matéria-prima para continuar a produção", acrescentou.

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Se falar o bicho pega, se calar o bicho come - Alex Solnik

Por Alex Solnik

Eduardo Pazuello

Não vejo nenhum prejuízo à investigação caso Lewandovski conceda a Pazuello o habeas corpus que lhe dará o direito de ficar em silêncio na sua oitiva à CPI da Covid, no próximo dia 19.

Será pior para ele ficar calado do que falar, pois com palavras poderá se defender, das acusações enquanto o silêncio será uma confissão de culpa: como reza o velho provérbio, quem cala, consente.

Se falar, o bicho pega; se calar, o bicho come.

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Marco Aurélio arquiva pedido para apurar cheques de Queiroz a Michelle

Igo Estrela/Metrópoles

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou arquivar o pedido de abertura de uma investigação sobre os R$ 89 mil em cheques depositados pelo ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Ao todo, foram pelo menos 27 repasses, entre 2011 e 2016.

A decisão atende ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que se manifestou contra a abertura da apuração.

Normalmente, quando o Ministério Público Federal, que é o titular da ação penal, se manifesta pela rejeição de uma notícia-crime, é de praxe que os ministros promovam o arquivamento do pedido.

“Considerada a manifestação do Ministério Público, mediante ato do Órgão de cúpula, arquivem”, escreveu Marco Aurélio.

Leia a íntegra:

Marco Aurélio by Metropoles on Scribd

Em parecer enviado ao Supremo, Aras disse que as movimentações financeiras de Queiroz já foram alvo da investigação no Ministério Público do Rio de Janeiro que, no entanto, não comunicou indícios de crimes envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ou a mulher dele. Os promotores fluminenses já ofereceram à Justiça uma primeira denúncia no caso.

Na avaliação do chefe do Ministério Público Federal, por enquanto não há elementos capazes de justificar a abertura de uma investigação sobre os cheques na conta de Michelle.

“Os fatos noticiados, portanto, isoladamente considerados, são inidôneos, por ora, para ensejar a deflagração de investigação criminal, face à ausência de lastro probatório mínimo”, afirmou Aras.

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Análise: Josias de Souza - Silêncio de Pazuello é confissão de Bolsonaro

Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo
Imagem: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo
Josias de Souza

Colunista do UOL

14/05/2021 01h46

Bolsonaro declarou na sua live semanal que Eduardo Pazuello "acertou em tudo o que fez no ano passado". Horas antes, a Advocacia-Geral da União protocolara no Supremo Tribunal Federal um pedido para que o ex-ministro da Saúde possa ficar calado na CPI da Covid sem receber voz de prisão dos senadores. Poucas vezes um silêncio soará tão eloquente quanto o mutismo do general.

Pazuello, o infalível, executou o pior na pasta da Saúde da melhor maneira possível. Fez isso porque "um manda e o outro obedece". Beneficiado com o salvo-conduto do Supremo, o general migraria da condição de testemunha para a de investigado. E poderia exercer o direito constitucional de não produzir prova contra si mesmo, escondendo-se atrás de meias palavras. Ou de palavra nenhuma.

Juca: Sob arbitragem covarde, Galo vence na Taça Colonizadores da América

O ex-ministro não teria de explicar por que converteu a cloroquina em poção mágica do SUS. Não precisaria dizer que refugou 70 milhões de doses de vacinas da Pfizer em agosto de 2020 para livrar os brasileiros da maldição do jacaré. Estaria dispensado de arranjar desculpas para a humilhação de ter rasgado o compromisso de compra de 46 milhões de doses da "vacina chinesa do Doria" em outubro.

Delegado aposentado, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) contou que a CPI da Covid estenderá para o general na próxima quarta-feira o tapete vermelho reservado às testemunhas. Decidiu-se que, independentemente da posição do Supremo, Pazuello será convidado a assumir o compromisso de dizer a verdade sobre tudo o que "acertou" na Saúde.

Entretanto, não se pode impedir uma testemunha de reivindicar a constrangedora posição de investigado. "Ao pedir o habeas corpus ao Supremo, o ex-ministro se apresenta como alguém que precisa esconder alguma coisa. É uma confissão de culpa. Se ele se recusar a assumir o compromisso de dizer a verdade, não restará à CPI senão interrogá-lo como investigado."

De fato, o eventual silêncio soará com a eloquência de uma confissão. Não apenas de Pazuello, que obedeceu a ordens absurdas, mas sobretudo de Bolsonaro, que mandou fazer o impensável.

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Disparada de Lula no Datafolha fará Bolsonaro radicalizar ainda mais?

Ricardo Kotscho

Colunista do UOL

13/05/2021 12h29

Com a CPI do genocídio nos seus calcanhares, o caos na vacinação, a economia paralisada, denúncias de grossa corrupção na compra de parlamentares e o auxílio emergencial de fome, Bolsonaro enfrenta a tempestade perfeita, e o que ele faz para reagir?

Vai a Alagoas para reinaugurar obras, sem convidar o governador Renan Filho, para afrontar a família Calheiros, e coloca o Exército nas ruas para fazer a sua segurança em lugar da Polícia Militar, como sempre acontece nas viagens presidenciais da sua campanha pela reeleição.

A disparada de Lula na primeira pesquisa Datafolha para 2022, após o ex-presidente readquirir seus direitos políticos, vencendo com folga todos os adversários no primeiro e segundo turnos, faz o Capitão Cloroquina procurar confusão para melar o jogo. A fera acuada é um perigo para as instituições.

Bolsonaro sabe que, respeitadas as atuais regras do jogo, está hoje mais perto de perder o mandato do que de ganhar a reeleição.

Um dado em particular do Datafolha deve ter assombrado o Palácio do Planalto: 54% dos entrevistados responderam que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto 36% não votariam em Lula.

Rejeição acima de 50% inviabiliza qualquer candidatura. Da última pesquisa, em março, para agora, a aprovação do governo caiu de 30% para 24%, a mais baixa desde a posse.

Lula abriu 18 pontos de dianteira no primeiro turno (41 a 23) e 23 pontos no segundo (55 a 32), mais ou menos a mesma vantagem que o ex-presidente tinha sobre Bolsonaro em 2018, quando foi sumariamente retirado da disputa no conluio entre a farsa da Lava Jato, os tribunais superiores e o general Villas Bôas.

Não há nenhuma grande novidade aí, portanto. O cenário é o mesmo também para os candidatos nanicos da chamada "terceira via", que estão embolados com índices de um dígito, a léguas de distância dos dois que lideram a disputa de 2022.

Assim como em 2018, falta pouco para Lula levar a eleição no primeiro turno, em que ele tem 48% dos votos válidos (descontados os brancos e nulos).

Como Moro (7%) e Huck (4%) não serão candidatos, restariam apenas Ciro (6%) e Doria (3%) para disputar uma vaga num improvável segundo turno.

Se não houver nenhum fato novo e grave, a tendência para as próximas pesquisas é Bolsonaro continuar derretendo e Lula crescendo.

Em vez de comprar vacinas, que boicotou até onde pode, Bolsonaro preferiu investir na compra de parlamentares com o "tratoraço" das emendas secretas, para se proteger do impeachment, e agora está pagando o preço.

Para mostrar como o governo está perdido, só agora, 14 meses após o início da pandemia, o Ministério da Saúde está lançando uma campanha de vacinação, mesmo sabendo que ainda não há vacinas para todos.

Sem um plano econômico para o pós-pandemia, só restará a Bolsonaro xingar os adversários e fazer provocações, assim como seu filho, o senador Flávio 01, que apareceu quarta-feira na CPI para chamar o relator Renan Calheiros de "vagabundo", por querer prender o pobre ex-secretário Fábio Wajngarten, um retrato do desespero do governo.

Em que mais o capitão poderá radicalizar, além de chamar o "meu Exército", uma ameaça tão repetida que já não assusta mais ninguém?

Vai fazer como o outro filho, o deputado Eduardo 03, que ameaçou fechar o STF com um jipe, um cabo e um soldado?

Voltará a acenar com o perigo do "comunismo petista", agora que perdeu a bandeira do combate à corrupção e à "velha política", depois de cair nos braços do Centrão?

Ainda falta muito tempo para começar a campanha eleitoral. Vamos aguardar para ver o que nos espera.

Vida que segue.

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Cinza que te quero verde: Mesmo com o adensamento urbano, produção de alimentos nas grandes cidades brasileiras é possível

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Quando uma família tem acesso a um lote de terra, independentemente de ter no campo seu trabalho, podem ganhar com ele a garantia de alimento na mesa todos os dias. Num cenário de pandemia em que quase 60% da população brasileira, ou 125,6 milhões de pessoas, tem vivido em insegurança alimentar, ou seja, não comem em quantidade e qualidade ideais, a discussão sobre saídas para combater a fome se faz ainda mais urgente.

Mas como avançar em uma realidade de grandes cidades cada vez mais adensadas, verticais e com déficits de moradia ou habitações precárias? É possível pensar na produção de alimentos dentro delas para fazer frente à demanda? Há espaço e ações proativas, afinal, para isso?

Para os entrevistados desta reportagem, a resposta é sim — e com um olhar que não foca tão somente na questão alimentar. A produção urbana de alimentos também é questão ambiental e até de saúde mental.

Expansão urbana desloca experimentos agrícolas

Oportunidade e necessidade são os elementos que "adubam" o cenário de possibilidades para a agricultura urbana nos grandes centros, especialmente porque é neles onde mais se consomem, nesta ordem, hortaliças, frutas e plantas ornamentais.

E essa é uma realidade que, aos poucos, vai ganhando mais adeptos nas metrópoles do país, explica o pesquisador Ítalo Guedes, da Embrapa Hortaliças, em Brasília.

Pesquisador de modelos de agricultura indoor e fazenda vertical, Guedes explica que, além da existência de cinturões verdes ao redor de cidades como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, tem crescido a tendência de concentração do cultivo protegido de hortaliças — seja em túneis, telas e galpões, à medida também que aumenta a frequência dos fenômenos climáticos extremos, os quais afetam a qualidade e a quantidade de hortaliças e frutas produzidas.

"Esse é um problema: a expansão urbana razoavelmente desordenada tem competido muito com esses experimentos agrícolas periurbanos e os deslocado para mais longe", afirma o pesquisador. Ele cita o caso de Manaus, onde o cinturão verde que a abastecia, em Iranduba (AM), acabou deslocado cerca de 100 km com a construção da ponte sobre o Rio Negro e substituindo as plantações por loteamentos e condomínios.

O pesquisador vê fenômenos semelhantes também nas capitais SP, Rio e BH, que, além disso, concentram uma quantidade razoável de áreas subutilizadas — prédios que já foram indústrias, comércios fechados e grandes armazéns, em regiões mais marginais, por exemplo — que começam a ser transformadas em fazendas verticais de ambiente controlado para o cultivo.

"Há essa necessidade até em razão dos chamados desertos alimentares dos grandes centros urbanos, onde não se consegue comprar, a pouca distância, alimentos frescos", define.

Em países continentais como Brasil e mesmo os Estados Unidos, a produção controlada em território urbano ainda evita ou pelo menos minimiza a necessidade de logística onerosa para o transporte desses produtos em grandes distâncias, que muitas vezes, por aqui, é feito em estradas de rodagem de baixa qualidade, grandes distâncias e caminhões sem refrigeração.

A luta pela terra é central, ainda mais nos centros urbanos, onde a especulação imobiliária muitas vezes é o projeto de cidade

Juliana Torquato Luiz, cientista social e política, pesquisadora e membro do Coletivo Nacional de Agricultura Urbana da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA)

Demanda e consumo nas cidades

Vistas como alternativa aos desertos alimentares e aos gastos exorbitantes com logística, as fazendas verticais ainda vivem uma espécie de infância embrionária no Brasil, em cenário contrastante com o de outras cidades pelo mundo.

Em grandes cidades norte-americanas essa forma de produzir alimentos é uma realidade em franca expansão. O mesmo acontece em países asiáticos como Japão, China, Coreia do Sul, Tailândia e Singapura. O movimento começa a migrar também para a Europa, especialmente na França (na capital Paris) e na Suécia (Estocolmo).

Se por um lado esse tipo de produção supre parte da demanda dos grandes centros urbanos por produtos in natura — ainda mais, produtos in natura de qualidade —, por outro, é uma prática que está longe de ser acessível, uma vez que demanda adoção de tecnologias que garantam a proteção do cultivo. Aqui, são considerados, por exemplo, iluminação suplementar, cultivo hidropônico e qualidade nutricional elevada.

"O maior desafio desse tipo de empreendimento no Brasil ainda é o baixíssimo consumo de hortaliças no país", diz o pesquisador da Embrapa Hortaliças. Os brasileiros consomem menos de um terço da recomendação diária da OMS (Organização Mundial da Saúde) de 400g de hortaliças. Guedes conta que nosso consumo médio é de 25 quilos per capita ao ano, enquanto, na Itália, esse número chega a 150 quilos. "Esse consumo muito baixo tem um reflexo no perfil de adoção de tecnologia pelo produtor de hortaliças no Brasil", conclui.

Ainda que seja alternativa mais saudável, o acesso a esse tipo de produção ainda acaba restrito a uma classe média com maior poder de consumo e mais disposta a pagar por produtos realmente frescos, seguros e de alta qualidade nutricional.

A pesquisadora Juliana Torquato Luiz há 11 anos pesquisa sobre agricultura urbana em sua diversidade de escalas e sujeitos — com práticas quilombolas, indígenas, familiares e camponesas, em áreas urbanas ou periurbanas (espaço limítrofe entre as regiões urbana e rural).

Ela diz acreditar em uma agricultura urbana em escala se adotadas políticas públicas e multissetoriais de produção de alimentos - as quais se relacionam com segurança alimentar, mas também com nutrição, educação ambiental, urbanismo, saúde pública e direito à terra. A região de Parelheiros, por exemplo, fica no extremo sul de São Paulo e é um dos redutos da produção de orgânicos da cidade, feita com pequenos produtores e grande escala.

"É preciso incluir o tema da agricultura urbana inclusive dentro dos Planos Diretores dos municípios, além de batalhar para ocupar espaços, como os conselhos participativos municipais, que falem de segurança alimentar. O presidente Jair Bolsonaro extinguiu o Consea [Conselho Nacional de Segurança Alimentar], onde havia um grupo de trabalho, dentro de suas câmaras técnicas, destinado à agricultura orgânica", citou.

Iniciativas pelo Brasil e pelo mundo

  • Periferia verde

    Hortas se espalham por SP e levam conhecimento e lucro para comunidade

    Imagem: Rodrigo Bertolloto/UOL
  • Lia Esperança

    Em meio ao cinza, esta comunidade virou exemplo de bairro sustentável

    Imagem: Keiny Andrade/UOL
  • Comer bem, sim

    Conheça quem luta por acesso à alimentação saudável na quebrada

    Imagem: Jardiel Carvalho/Folhapress
  • Terra das estrelas

    Família transformou casa em fazenda urbana que produz 1,5 tonelada

    Imagem: Fernanda Ezabella/UOL
  • Fora, deserto alimentar

    Em Atlanta, uma floresta urbana distribui frutas e vegetais de graça para todos

    Imagem: Fundo de Conservação de Atlanta/Divulgação
  • Novata exemplo

    Artista nunca tinha plantado antes e transformou terreno baldio em fazenda

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Opinião: Luciana Bugni - Friends envelheceu mal, mas você está doido para ver o reencontro da série

Friends Reunion: tomar um café com velhos amigos é bom, né? - Reprodução: Instagram
Friends Reunion: tomar um café com velhos amigos é bom, né? Imagem: Reprodução: Instagram
Luciana Bugni

Colunista do UOL

14/05/2021 04h00

Imagine uma série em que uma das personagens é uma ex-gorda. E o período antes de emagrecer é lembrado sempre em tom de piada pelos amigos, pelos namorados, pelo marido.

Imagine então um personagem cujo pai é uma mulher trans e o assunto rende piada entre os amigos. Além disso, o rapaz, hétero, é sempre confrontado e ridicularizado por ser rotulado de gay. Por isso, vive tentando reforçar sua masculinidade, carregando ainda mais nos estereótipos.

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Podemos colocar uma loira estereotipada como burra e um pouco louca, um pai que fica furioso quando o filho brinca com uma boneca rosa, amigos que falam do corpo feminino o tempo inteiro.

Pronto, seria ingrediente suficiente para a série nascer cancelada. Mas, curiosamente, nas rodinhas mais progressistas a conclusão é quase unânime: é impossível deixar de gostar de Friends (1994-2004), como é impossível deixar de gostar do tio divertido que compartilha fake news no zap. O negócio é usar tudo com moderação.

Rachel está de volta?

Tudo que Jennifer Aniston toca na internet vira viral. Quando ela entrou no Instagram, há alguns anos, precisou de apenas algumas horas para conquistar um milhão de seguidores. O primeiro post? O elenco de Friends reunido, claro. Por que a gente gosta tanto de Jen? E de Friends?

Foi Jennifer que viralizou a informação de que o reencontro dos seis amigos de Nova Iorque, 17 anos após o fim da série, será lançado no fim de maio nos Estados Unidos. O teaser mostra os seis andando abraçados. Filmados por trás, eles caminham em um lugar parecido com os estúdios de Los Angeles, onde provavelmente se encontraram para gravar a reunião. Parece estar anoitecendo e toca o clássico de abertura da série, "I'll be there for you", instrumental bem lento por alguns segundos. Pronto. Já tem fã lacrimejando.

Você pode chorar aqui:

Espertos para fazer buzz com o que toca o coração do público, a HBO Max divulgou o nome de celebridades que fazem parte do especial. Tem até Tom Selleck, ator que fazia o primeiro namorado de Monica (muito mais velho que ela, ele era amigo de seu pai, outro ponto polêmico nos dias de hoje). À época, Friends ainda recebeu atores de peso como Julia Roberts, Brad Pitt, Ben Stiller, Sean Penn.

Mas era só preconceito da porta lilás para dentro?

Friends mexeu com as estruturas dos anos 90 ao mostrar mulheres independentes, bem sucedidas profissionalmente, que escolhiam seus parceiros e os trocavam com a frequência que bem entendiam. Os homens na série era meio losers — o que era considerado improvável na sociedade e, por isso, virava piada. Os tempos eram outros. Se tivesse durado outros dez anos, talvez não sustentasse os estereótipos até o fim.

Ross foi deixado pela mulher para ficar com outra mulher. O casal lésbico se casa em uma cerimônia ousada para os padrões da época. Mas, para ficar engraçado, cheia de clichês que não caberiam mais em 2021.

A série tinha uma única personagem negra (vivida pela atriz Aisha Tyler) que apareceu por alguns capítulos. Difícil imaginar uma produção contemporânea que não tenha um elenco diverso — ainda bem! O elenco principal todo branco fica mais gritante quando lembramos que em 1993, um ano antes do lançamento, a série Living Single contava uma história muito parecida com um elenco negro. Essa matéria explica melhor o assunto e nos faz entender que a cor da pele podia determinar o que seria ou não sucesso há 30 anos. Caminhamos um pouco na batalha contra o racismo estrutural no entretenimento. Falta muito ainda. Friends não nos ajudou nessa caminhada.

Aliás, um tema bom para o reencontro seria discutir esses pontos de uma maneira madura. Infelizmente não é isso que o fã com saudade dos seus amigos espera.

Mas é como o tio divertido que compartilha fake news. A gente gosta dele, claro que gosta. Ele lembra uma época boa antes da vida adulta começar para valer, em que tudo era mais despreocupado. Hoje, crescemos. E sabemos que há aquilo que ainda gostamos, mas com comportamentos que não dá para copiar.

O pessoal ainda se divide: quem ama Friends celebra, que detesta não diz mais nada. Que a gente olhe para o passado com carinho, mas saiba que não dá mais para ser do jeito que era antes.

Você pode discordar de mim no Instagram (lá tem foto da porta que pintei de lilás com uma moldurinha amarela no meu apartamento).

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Talk show de Ellen DeGeneres vai acabar após 19 anos e polêmica de bullying

Ellen DeGeneres no comando de seu talk show, "Ellen", na TV norte-americana - Reprodução
Ellen DeGeneres no comando de seu talk show, 'Ellen', na TV norte-americana Imagem: Reprodução

De Splash, em São Paulo

12/05/2021 11h31

Uma verdadeira instituição da TV norte-americana, "Ellen" vai terminar em 2022. O talk show apresentado por Ellen DeGeneres, que estreou em 2003, terá sua 19ª temporada como última, revelou a própria apresentadora ao The Hollywood Reporter.

De acordo com o veículo, Ellen avisou a sua equipe da decisão ontem, e vai dar entrevista à amiga Oprah Winfrey no programa de amanhã, explicando seus motivos para deixar o talk show.

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'Grey's Anatomy' é renovada para 18ª temporada

Quando você é uma pessoa criativa, há essa vontade permanente de ser desafiada. Foi por isso que decidi ser apresentadora do Oscar, ou voltar ao stand-up depois de tanto tempo. E por mais que seja divertido e ótimo fazer este programa, ele não é mais um desafio. Preciso de algo novo."Ellen DeGeneres ao THR

Embora diga "não saber" o que vai fazer a seguir em sua carreira, Ellen adiantou que adoraria retornar aos cinemas ou a uma série tradicional de comédia. "Se encontrar um bom papel, poderei aceitar, o que é algo que não tenho tempo para fazer hoje em dia", comentou.

Jennifer Aniston e Ellen DeGeneres dão selinho em episódio de 'Ellen' - Michael Rozman/Warner Bros. - Michael Rozman/Warner Bros.
Jennifer Aniston e Ellen DeGeneres dão selinho em episódio de 'Ellen' Imagem: Michael Rozman/Warner Bros.

Acusações de bullying

No ano passado, o talk show e sua apresentadora viraram motivo de polêmica quando vários ex-funcionários fizeram denúncias de bullying, intimidação e até racismo nos bastidores.

Ellen abriu a sua 18ª temporada com um pedido de desculpas, enquanto vários produtores acabaram sendo demitidos. Embora admita ao THR que as acusações "a machucaram muito", ela descarta que este tenha sido o motivo para o fim do programa.

Se fosse por isso, eu nem teria voltado. [...] Mas sim, pensei em terminar, por alguns meses. Você precisa entender que, ao mesmo tempo [em que as acusações saíam], minha casa foi roubada e eu perdi quatro animais de estimação -- três gatos e um cachorro, que morreram. Foi uma tsunami."Ellen DeGeneres ao THR

A atriz Portia de Rossi (à esq.) e a mulher, a apresentadora Ellen DeGeneres - Jon Kopaloff/Getty Images - Jon Kopaloff/Getty Images
A atriz Portia de Rossi (à esq.) e a mulher, a apresentadora Ellen DeGeneres Imagem: Jon Kopaloff/Getty Images

Sucesso incontestável

Apesar da recente polêmica, "Ellen" é um verdadeiro fenômeno na TV norte-americana. Produzido em sindicância, o que significa que pode ser comprado por emissoras locais ao redor do país, vai ao ar 180 dias por ano e é assistido por milhões.

O programa também conquistou a crítica e os colegas de indústria, vencendo nada menos do que 64 Daytime Emmys, a maior premiação da TV matutina e vespertina dos EUA.

O sucesso ainda levou Ellen DeGeneres a receber a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honraria civil dos EUA, das mãos do presidente Barack Obama em 2016 — o democrata e sua mulher, Michelle Obama, aliás, eram convidados frequentes do talk show.

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TRÓIA 2004 17 anos: filme prometia ser um grande ÉPICO, mas valeu mesmo pelas cenas do ator

Por Daniel Reininger
14/05/2021 - Atualizado há 34 minutos

Depois do sucesso Gladiador, muito se esperava do épico Tróia, mas o longa de 2004 decepcionou em muitos aspectos: das atuações, à trama e até aos efeitos. Algo bizarro para um filme caro como esse foi na época.

No fim das contas, esse épico ficou marcado na memória de todos por ser o longa em que vemos praticamente tudo de Brad Pitt (Clube da Luta), O astro aparece com pouca ou nenhuma roupa em boa parte do filme, para alegria de muitos.

É um faro engraçado, mas em última análise é um legado triste para um filme que deveria recontar uma das maiores histórias da humanidade, repassada de geração a geração há séculos: A Ilíada, de Homero.

No aniversário de 17 anos do filme, relembre a produção e descubra algumas curiosidades sobre o longa:

Trama

A trama reconta a famosa história da Guerra de Tróia. No ano de 1193 a.C., Paris (Orlando Bloom) é um príncipe que afasta Helena (Diane Kruger), Rainha de Sparta, de seu marido Menelaus (Brendan Gleeson), o que provoca uma guerra da Messênia (cidade ao sul da Grécia) contra Tróia. 

Os gregos iniciam, então, uma sangrenta batalha que durou mais de uma década. Aquiles (Brad Pitt) era o maior herói da Grécia enquanto que Hector (Eric Bana) é o filho mais velho de Priam (Peter O'Toole), rei de Tróia. Juntos, eles são a esperança do povo de sua cidade.

Opinião

Veja uma análise sobre Tróia feita pelo Cineclick na época do lançamento:

"Havia uma grande expectativa em torno de Tróia, o mais recente e milionário investimento de Hollywood. As quatro produtoras envolvidas no projeto - Warner, Village Road, Radiant e Plan B - anunciaram um investimento de US$ 185 milhões na superprodução. Dizem que foi ainda mais. Cartazes de Brad Pitt no papel de Aquiles e fotos do mítico Cavalo de Tróia inundaram a imprensa mundial. 

Fãs de cinema se perguntavam: depois de reconstruir Roma em Gladiador, o que os cineastas vão aprontar agora? E o resultado - infelizmente - traz um forte sabor de decepção. Ao ver Tróia, o espectador mais desavisado pode até pensar que está assistindo a um filme antigo, na contramão do espetáculo cinematográfico que Gladiador proporcionou no ano 2000.

Por que antigo? O filme abre com um plano interminável, fixo, de um velho mapa da região da batalha e um texto supostamente didático que mais complica do que explica a situação da época. Além disso, abusa da trilha sonora épica para tentar criar uma atmosfera que simplesmente não existe.

Talvez um dos maiores pecados do filme seja a busca obsessiva pela grandiosidade gratuita. Alguns planos abertos regados a uma trilha irritantemente exagerada de James Horner (de Titanic) pretendem dar a Tróia um ar de gigantismo que, olhando bem a fundo, o filme não tem.

Apesar dos vários defeitos, Tróia não pode ser chamado de ruim. A palavra mais correta seria "decepcionante". Afinal, um orçamento milionário, um elenco carismático liderado por Brad Pitt e uma trama inspirada na clássica A Ilíada, de Homero, deveria ter rendido emoções muito mais - digamos, homéricas - na tela grande do cinema."

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