TOPÁZIO
Ovo, arroz, feijão: quais alimentos devemos realmente lavar?
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Ovo, arroz, feijão: quais alimentos devemos realmente lavar?
Daniel Navas
Colaboração para o VivaBem
17/05/2021 04h00
Resumo da notícia
- Frutas, verduras e legumes precisam ser lavadas em água corrente e, depois, colocadas em um recipiente como solução de água e cloro
- O ovo e as leguminosas também precisam ser higienizados antes de serem consumidos
- Cogumelos e frutas secas necessitam de limpeza em água corrente
- O arroz pode ser lavado, mas não é necessário
Ultimamente, nosso cuidado com a higienização dos alimentos vem crescendo bastante. Ao chegar do supermercado, é comum passar álcool 70% nas embalagens para evitar a contaminação por alguns tipos de vírus e bactérias e as consequências que o contato com estes micro-organismos pode causar. Mas além dos pacotes, alguns alimentos também precisam ser lavados antes de irem à geladeira ou na hora de cozinhá-los, para evitar qualquer tipo de contaminação. Por isso, VivaBem apresenta a lista completa dos itens que precisam realmente serem higienizados.

Leguminosas
Feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico. Para as leguminosas o processo de higienização é feito de uma forma diferente. Os grãos precisam ficar de molho por um período que varia de 2 horas a 12 horas, no caso dos feijões. "Isto ajuda a eliminar os fitatos, substâncias antinutricionais encontradas na casca das leguminosas, e que são responsáveis por impedir a absorção de alguns elementos no nosso organismo. Além de reduzir a flatulência", explica Savane Amaral Peres, nutricionista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
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É importante saber que o líquido do remolho deve ser descartado e, assim, usar outra água para cozinhar as leguminosas. Antes de lavar o feijão, é preciso fazer a chamada catação para verificar se não tem nenhum grão estragado ou alguma pedrinha.

Frutas, verduras e legumes
O primeiro passo a ser feito é lavar os alimentos com água corrente para tirar a sujeira. "Não pode usar detergente, pois é um derivado de petróleo, que gera substâncias cancerígenas", alerta Evânia Altina Teixeira de Figueiredo, professora de higiene e legislação de alimentos do departamento de engenharia de alimentos da UFC (Universidade Federal do Ceará).
Depois, coloque-os em uma imersão de água com cloro (a quantidade do produto pode variar entre os fabricantes, por isso o correto é sempre olhar a embalagem), ou produtos próprios para a limpeza destes alimentos. Espere entre 15 a 30 minutos e, em seguida, enxágue as hortaliças em água corrente. Seque-as adequadamente e estão prontas para o consumo.
É importante verificar se as verduras, frutas e legumes com casca não estão furadas antes de colocá-las na solução clorada, senão o alimento pode ser contaminado com o produto químico. As únicas exceções aqui são a banana e a mexerica, que têm casca porosa e por isso não precisam ser lavadas. Basta passar um pano com água ou álcool para tirar a sujidade.

Ovo
Quando chegar do supermercado, pode tirar os ovos da embalagem para colocar na geladeira tranquilamente. Afinal de contas, o alimento passa por um processo de higienização antes de ser condicionado para a venda. "Aí, quando for utilizar os ovos, é importante lavá-los com água e uma bucha sem sabão. Isto ajuda a retirar qualquer tipo de elemento que tenha ficado na casca do alimento, como pena, por exemplo", aponta Angélica Aparecida Maurício, doutora em alimentos e nutrição e coordenadora do curso de nutrição UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Cogumelos
Para a versão in natura, é importante lavar o alimento em água corrente para ajudar a retirar toda a sujeira. Mas faça isto somente antes de cozinhar os cogumelos. Isto porque o alimento absorve água com muita facilidade. Então, se você lavar o cogumelo para usar somente no dia seguinte, o alimento soltará bastante água durante o cozimento, o que irá altera a sua textura e sabor.

Frutas secas
Quando estiverem sendo vendidas a granel, o melhor a se fazer é lavar as frutas secas com pouca água. Isso ajuda a retirar a alta concentração de sujeiras encontradas na superfície destes alimentos.

Arroz
Há quem diga que o grão precisa ser lavado para retirar o amido e outros elementos que tenham ficado mesmo com o processo de separação do arroz, principalmente aqueles vendidos a granel. Por outro lado, atualmente, a indústria alimentícia já prepara o produto para o consumo imediato, sem precisar passar pela água. Mas, se mesmo assim você quiser higienizar o arroz, não tem problema. Basta passá-lo em água corrente e deixar secar por um tempinho.
Opinião: Bernardo Machado - Está difícil ser jovem LGBTQI+ na pandemia

Bernardo Machado
Colunista do UOL
17/05/2021 04h00
Os relatos de angústia da juventude LGBTQI+ se esparramam pelas redes e alcançam profissionais da educação que, com aflição, tentam acolher as demandas. No dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia, lembrado no 17 de maio, vale perguntar: quais os dilemas enfrentados por este grupo de jovens durante a pandemia?
Desde o ano passado, uma série de pesquisas se propôs a investigar o comportamento de adolescentes perante os entraves sanitários. Em junho de 2020, por exemplo, uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela Fundação Lemann, pelo Itaú Social e pelo Imaginable Futures relatou, dentre outras coisas, como estudantes e famílias lidavam com a pandemia e o distanciamento social.
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Foram realizadas 1.028 entrevistas por telefone com pais e responsáveis por estudantes com idade entre 6 e 18 anos. O resultado, divulgado no relatório Educação não presencial na perspectiva dos estudantes e suas famílias, destacou que para 64% dos pais ou responsáveis, estudantes estavam ansiosos/as, 45% apresentavam sinais de irritação, 37% demonstrava tristeza e 23% tinham medo do retorno à escola. Nas residências com três ou mais jovens as taxas eram ainda maiores, 72% estavam ansiosos/as, 63% com irritação, 50% tristes e 34% com medo de voltar à escola
Já a Fiocruz, na pesquisa ConVid Adolescentes, identificou a percepção de jovens sobre a própria saúde. Entre junho e setembro de 2020, o trabalho entrevistou 9,470 adolescentes entre 12 e 17 anos e atentou para as diferenças em termos de gênero e idade do grupo. Nos resultados, 30% de adolescentes relataram uma piora da saúde durante a pandemia: 33,8% das meninas notaram a deterioração de sua saúde, enquanto 25,8% dos meninos perceberam o mesmo. Dentre adolescentes entre 16 e 17 anos, a taxa atingiu 37% e entre aqueles entre 12 e 15 anos, a porcentagem foi de 26,4%.
Embora tais pesquisas sejam fundamentais e estejam em processo de atualização dos dados, elas não fazem menção à população LGBTQI+ adolescente. Por sinal, esta costuma ser uma característica das pesquisas realizadas sobre muitos assuntos: habitualmente, não se coloca como critério de análise fatores relacionados à orientação sexual ou a identidade de gênero em questionários a respeito de educação, mas também trabalho, segurança e afins.
Por isso, no dia 17 de maio, vale perguntar: quem se preocupa com a juventude LGTBQI+? Desconsiderado nos levantamentos, esse conjunto de pessoas parece inexistir. Quiçá se houvessem dados sobre essa população, poderíamos avaliar como esse grupo está enfrentando as dinâmicas pandêmicas. E há motivos para crer que suas experiências são singulares quando comparadas à juventude não-LGBTQI+.
A casa
A casa geralmente é tida como um espaço íntimo, isolado dos outros, habitado por uma família nuclear composta por um pai, uma mãe e seus filhos, todos vivendo sob a autoridade de famílias paternas, conforme destacam os pesquisadores Benoît de L'Estoile e Federico Neiburg.
Contudo, o lar, muito mais do que um refúgio — um lugar de conforto e um espaço de privacidade — é um espaço poroso no qual as pessoas experimentam mundos diversos de acordo com seu gênero, sua orientação sexual, sua idade, sua classe e raça, como salientam Camila Rosatti, Heloisa Pontes e Vincent Jacques. Pode ser tanto um abrigo do mundo exterior quanto um lugar de perigo e desigualdade, sobretudo para mulheres, crianças e jovens LGBTQI+. Afinal, a violência doméstica acomete essa população e ceifa seus direitos.
Dessa forma, além dos conflitos costumeiros entre pais e jovens, a juventude LGBTQI+ enfrenta abusos físicos e psicológicos específicos, pois há quem lhes negue sua existência. Na intimidade do espaço doméstico, é comum ouvirmos expressões como "sou o chefe da casa", "sou o rei da minha casa", o que reforça a percepção de que as leis morais estabelecidas naquele ambiente são arbitrariamente instituídas por quem detém a propriedade e que, portanto, não precisariam necessariamente seguir as normas de direitos do Estado.
Não quero insinuar que toda parentalidade necessariamente compromete a experiência de suas crias, tampouco dizer que pais não devem se preocupar com filhos e filhas. Por sinal, o coletivo Mães Pela Diversidade age justamente com o intuito de receber mães e pais que tem filhos e filhas LGBTQI+ de modo a sensibilizar e acolher suas angústias e promover condições para garantir os direitos dessas pessoas. Mães, pais e responsáveis que defendem o direito de seus filhos serem LGBTIQ+ não o fazem unicamente por suas crianças e seus adolescentes, mas também para assegurar o próprio direito de serem pais e mães de uma pessoa não heterossexual, conforme pontua o filósofo trans Paul Preciado.
A internet
Diante de portas trancadas, do distanciamento social e do incremento de mortes, resta, dentre poucas alternativas disponíveis, a internet. Mas o meio guarda um risco. No caso de jovens LGBTQI+, um teste de aparência, um flerte ousado ou uma experiência de contravenção de gênero ficam registrados no backup — ou até numa imagem em print. Os testes presenciais, quando muito, geram constrangimento, não documento.
Os recentes relatos de jovens que pululam nas redes e alcançam docentes sugerem o temor do cyberbullying, a perseguição de colegas e a exposição para os familiares. Aliás, a presença da família numa casa de um cômodo ou na partilha dos mesmos dispositivos de acesso à internet também compromete suas próprias experiências.
Além disso, a pesquisa O direito das crianças à privacidade, desenvolvida pelo Internetlab e pelo Instituto Alana, destaca os riscos que crianças, mas também adolescentes, experimentam na internet. As plataformas e aplicativos são projetados para encorajar o uso constante e a superexposição dessa parcela da população. Assim, empresas garantem que mais dados possam ser coletados e armazenados. Por sinal, a maioria dessas tecnologias digitais não foi projetada para crianças com menos de 13 anos, isso porque os modelos de negócios monetizam dados pessoais para fins comerciais e de modulação comportamental e técnicas de persuasão.
O relatório aponta que crianças e jovens são fortemente impactados por essas estratégias, pois moldam suas ideias e decisões sobre tecnologia, política, consumo, crenças e relações interpessoais. O que essas plataformas farão com os dados privados e sigilosos dessa juventude que está experimentando sua sexualidade e sua identidade em um momento formativo?
Novas pesquisas
Sem pesquisas direcionadas para a juventude LGBTQI+ e sem a atenção para as dores e sabores desse grupo, ficamos com impressões e conjecturas. Quais as nuances dos sentimentos e experiências desse grupo num momento pandêmico? Além da tristeza, da irritação e da ansiedade, como estão experimentando a vida? Como está se dando a violência?
A adolescência corresponde ao período na trajetória de vida de sujeitos em que é autorizada socialmente a experimentação de estilos de vida — as roupas, as maquiagens, o teste dos afetos. Como atravessar essa fase com a constante vigilância ou a ameaça da vigilância de pais e de empresas de tecnologia? Por isso, é pertinente alertar: se não falarmos da juventude LGBTQI+ e de suas singularidades, corremos o risco de negar seus direitos à liberdade e à vida.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
Análise: Rodrigo Ratier - O castelo de mentiras de Bolsonaro desabou. Será suficiente?
Rodrigo Ratier
17/05/2021 06h00
Considere o tuíte abaixo:
Vou repetir aqui. O presidente Jair Bolsonaro decretou "ponto final na CPI" porque, segundo o gerente geral da Pfizer, "o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a ter o registro da vacina."
Bolsonaro mentiu?
Não. Assim como não é mentira que, em 8 de julho de 2014, o Brasil fez 1 gol contra a Alemanha. Como se sabe, infelizmente levou 7. E, agora, como sabemos, o tuíte de Bolsonaro não conta tudo o que Carlos Murillo, gerente-geral da farmacêutica, declarou aos senadores na CPI. Na sabatina de quinta-feira (13), Murillo revelou que o governo federal deu de ombros para pelo menos 5 ofertas de vacina — 4,5 milhões de doses, ou 20% a mais do que foi aplicado até 31 de março. Uma goleada mortal — e convenhamos que é até bondade de nossa comparação considerar a declaração recortada pelo capitão reformado como um tento. Em 21 de fevereiro de 2021, data do registro definitivo do imunizante da Pfizer, não havia sequer uma gota da vacina em território nacional para ser injetada nos braços dos brasileiros. Aprovou-se o nada.
Assim é Bolsonaro. Um mentiroso, que quando não inventa fatos, distorce, conta meias-verdades, oculta maliciosamente, imputa culpas a terceiros e elucubra explicações paranoicas para encobrir sua maldade colossal e gigantesca incompetência. A agência de checagem Aos Fatos mantém um placar interessante sobre as patacoadas do presidente. Do início do mandato até 13 de maio, foram 2.985 declarações falsas ou distorcidas. Média de 3,5 patranhas por dia, um escândalo suficiente para naturalizarmos o fato de que o presidente do país simplesmente não é uma pessoa confiável.
A novidade é que o tamanho das pernas das mentiras começa a ser medido. Cálculo do epidemiologista Pedro Hallal indica que a assinatura do acordo com a Pfizer no tempo certo teria poupado 5 mil vidas e 23 mil internações. Logo surgirão outras estimativas relativas às vidas perdidas pela sabotagem sistemática ao isolamento social e pela insistência na cloroquina. A conta do genocídio vai ficar mais clara — e subir.
O castelo de mentiras do bolsonarismo vai desabando. Será o suficiente? O último DataFolha registra 51% de ruim e péssimo na avaliação popular sobre a gestão presidencial da pandemia. A tendência de perda de popularidade tem sido lenta e nem sempre inequívoca. Quem gritou "agora já era" a cada nova atrocidade se decepcionava logo em seguida. Para muitas pessoas, a opção por alguém tão lamentável foi um investimento grande e difícil de abandonar. Ainda mais se considerarmos o contexto social atual, o da pós-verdade, marcado pela prevalência das emoções sobre a razão na tomada de decisões na vida prática.
Isso não significa que a racionalidade acabou. A melhor forma de enxergar o embate emoção x razão é desenhando uma linha contínua de um pólo a outro. Há pessoas que se situam em um ou outro extremo, enquanto a grande maioria se posiciona em espaços intermediários. Há, portanto, uma disputa, que pelo desenrolar lembra mais uma maratona do que uma corrida de 100 metros. Como serão recebidas as possíveis melhoras da situação sanitária e econômica com o avanço — ainda que lento e tardio — da vacinação? Ou, mais imediatamente, com as conclusões da CPI, que caminham no sentido de reunir provas de negligência no combate à covid-19 e reforço da tese de que houve, sim, genocídio?
De concreto, apenas a certeza de que, para um grupo não desprezível de brasileiros, fatos que passaram, que ocorrem e que virão não importam. Esse contingente se relaciona com Bolsonaro de forma puramente emocional, baseado no carisma — a crença em dons extraordinários do líder. É o que lhes restará, já que a cada dia fica mais difícil encontrar uma razão, qualquer que seja, para defender o presidente e suas mentiras.
Chega de spam! Aprenda a trocar o email que recebe notificações do Facebook

De Tilt, em São Paulo
17/05/2021 04h00
Ao criar um perfil no Facebook, a pessoa precisa fornecer um email. É para ele que a rede social envia notificações e outros alertas, a exemplo dos aniversariantes do dia (que acaba salvando muita gente de intrigas). Isso pode ser um problema se, por algum motivo, você deixar de usar o seu endereço de email principal.
Se este for o seu caso, saiba que você pode receber as comunicações do Facebook em um email alternativo. Tilt te dá um passo a passo de como fazer isso.
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Rapper é condenado a prisão por rede de prostituição nos Estados Unidos
Colaboração para Splash, em São Paulo
14/05/2021 09h09
O rapper e produtor musical Mally Mall, de 45 anos, foi condenado a 33 meses de prisão nos Estados Unidos após se declarar culpado por operar uma rede de prostituição por 12 anos, segundo a People. Mall ficou conhecido por produzir músicas de artistas como Justin Bieber, Usher, Tyga e Sean Kingston.
De acordo com o o Gabinete do Procurador dos Estados Unidos para o Distrito de Nevada, entre abril de 2002 e setembro de 2014, Mall teria administrado uma rede que transportava vítimas pelos Estados Unidos usando sites pagos para "anunciá-las" para fins de prostituição. O rapper teria "explorado centenas de vítimas através de manipulação, impondo regras e as ameaçando".
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Procuradores também afirmaram que Mall "encorajava as vítimas a fazerem tatuagens do rapper e fez muitas acreditarem que ele iria impulsionar suas carreiras no mundo do espetáculo".
"Eu peço sinceras desculpas ao tribunal, ao governo e, principalmente, às mulheres envolvidas", teria dito Mall à juiza. O advogado do produtor musical tentou uma sentença mais branda, de dois anos, citando o trabalho de seu cliente com pessoas sem teto e adolescentes em crise como parte de sua reabilitação.
No entanto, foi decretada a punição máxima recomendada pela acusação, além de três anos de liberdade vigiada após o cumprimento da pena. A juíza ainda disse que ficou incomodada com Mall trabalhando com adolescentes vulneráveis e o pediu para que não o fizesse mais
Os advogados do produtor declararam que Mally Mall assumiu toda a responsabilidade pela sua conduta do que ocorreu há quase uma decada. Ele irá servir a sentença e está ansioso para retornar à indústria da música.
Eva Wilma: Atriz falou sobre foto emblemática em protesto contra ditadura

Marcela Ribeiro
De Splash, no Rio
17/05/2021 13h04
Em entrevista ao programa "Persona em Foco", na TV Cultura em 2015, a atriz lembrou que estava em grande sucesso no teatro Maison de France, no Rio, quando aconteceu do lado, no restaurante Calabouço, o assassinato do estudante Edson Luís de Lima Souto, por policiais militares durante um protesto.
"Foi muito traumatizante. Quando acontece uma reunião de classe, essa assembleia no dia seguinte do assassinato do estudante, foi tão tumultuada", contou.
Depois disso, os artistas decidiram parar os teatros e meses depois participaram do protesto.
Antes da passeata, Eva contou que os artistas ficaram três dias nas escadarias dos Theatros Municipais do Rio e de São Paulo se se revezaram em turnos.
Nós tivemos uma experiência muito interessante que às vezes o público desconhece. É uma foto famosa, emblemática, de um momento difícil para a cultura no país. Era uma mobilização contra a censura e pela cultura. Os teatros todos de São Paulo pararam, uma greve
Eva Wilma ao "Vídeo Show", em 2018.
Eva lembrou que os líderes organizaram a saída das atrizes, de mãos dadas, com o objetivo de serem as porta-vozes da manifestação.
E o encerramento desses três dias e três noites comandados por pessoas tão brilhantes como Dias Gomes como Flávio Rangel...Eles combinaram que nós atrizes iríamos puxando todo mundo de mãos dadas na frente. E lá fomos nós, uma fila muito bonita de atrizes de mãos dadas
Eva Wilma falou durante o "Roda Viva", em 2015, sobre a importância do artista se posicionar politicamente.
Sempre achei que quanto maior a popularidade, maior a responsabilidade perante a sociedade. Isso me deu a noção de me colocar e defender as minhas ideias.
Em 2016, em entrevista ao 247, Eva Wilma criticava perseguição a Lula
A atriz Eva Wilma, que faleceu neste sábado (15) aos 87 anos de idade em decorrência de um câncer, saiu às ruas contra o golpe militar de 1964 e também criticou a perseguição jurídica e midiática contra o ex-presidente Lula

247 - Sobrevivente de duas ditaduras, a atriz Eva Wilma, que faleceu neste sábado (15) aos 87 anos de idade em decorreência de um câncer, saiu às ruas contra o golpe militar de 1964 e também criticou a perseguição jurídica e midiática contra o ex-presidente Lula.
Confira a íntegra da entrevista exclusiva que Eva concedeu ao Brasil 247 em 2016:
Por Alex Solnik, para o 247 - Sobrevivente de duas ditaduras, a de Getúlio, quando era muito menina ainda, e a de 64, já adulta, a atriz Eva Wilma empenhou-se com a mesma competência, honestidade e coragem às personagens do palco e na resistência às cenas de terror perpetradas pelo regime militar depois de 68 contra muitas "cabeças pensantes", inclusive o seu marido, Carlos Zara, que foi ameaçado para contar onde estava seu irmão que vivia na clandestinidade.
Sua fama instantânea conquistada com o seriado de TV "Alô, Doçura" e o filme "São Paulo S/A" a levou a Hollywood, onde fez teste do novo filme de Hitchcock, chamado "Topázio", no qual foi obrigada a usar seios postiços, o que só aceitou depois de saber que Audrey Hepburn também usara.
Nessa entrevista exclusiva ao 247, ela também diz que as pessoas que pregam a volta da ditadura são "doentes e ignorantes", que o que está acontecendo é uma luta entre PMDB e PT e que o impeachment "é uma coisa quase pessoal" com a qual não concorda. Eva também repudia a campanha da imprensa contra Lula, que chama de "caça às bruxas" e "inquisição". "Tem que respeitar Lula", afirma, "mesmo porque ele foi uma pessoa muito importante na anistia".
Você passou por duas ditaduras, não é?
Pois é. Na primeira eu era muito criança. Eu conheço bem a outra.
Você já era...
Engajada... consciente politicamente.
Que problemas você teve com a ditadura?
Eu, diretamente, não tive problemas, mas nós, da classe teatral e da classe artística sabíamos de qualquer maneira o que estava acontecendo. Principalmente o terror... os assassinatos...as torturas... E quando começou a censura para valer a gente levantou os braços e foi à luta.
Você estava no Arena?
Eu estava no Rio de Janeiro quando aconteceu a morte do estudante Edson Luís no Calabouço que era vizinho ao Teatro Maison de France, onde eu estava em cartaz com um grande sucesso que foi a peça Black Out. Quando aconteceu esse fato terrível da morte do estudante houve uma reunião da categoria que eu lembro muito bem que o tumulto era tão grande que a gente ouviu de repente uma voz mais alta que era do Ferreira Gullar, dizendo assim: "Não sei mais nada, só sei que há o corpo de uma criança a ser velado". E aí fomos ao velório do estudante. Depois disso aconteceu a greve dos três dias em São Paulo e no Rio, simultânea. Eram três dias e três noites nas escadarias do Tatro Municipal de São Paulo e do Rio, ininterruptos, a gente se revezava. Pararam todos os teatros. Essa greve, essa mobilização tem foto histórica que é a foto em que está a Tônia Carrero, a Normal Bengel, a Odete Lara, a Ruth Escobar e eu caminhando no final dessa manifestação nossa... nós nos dirigimos ao túmulo do soldado desconhecido, lá no Aterro para depositar uma coroa de flores e era uma multidão nos seguindo. É uma foto histórica, porque é paralela à Passeata dos 100 mil.
Você teve problemas com a censura também?
Nessa época do Black Out não, mas dois ou três anos depois... espera aí, deixa eu lembrar direito... por aí... são histórias de quarenta, cinquenta anos atrás, o que tem muito terror continua vivo para a gente. Com o sucesso do Black Out, um ano em São Paulo, seis meses no Rio, turnê pelo Brasil, que eu fui indicada para todos os prêmios e não ganhei nenhum... aí é outro problema que a gente só pode dar risada... mas, enfim, o sucesso dessa peça, que era uma peça americana, por acaso, a gente recebeu um convite do consulado para uma visita de 45 dias aos estúdios de cinema da Universal, aos de televisão e aos teatros. E lá fomos nós, na época o Johnny e eu, direto para Washington, Departamento de Cultura dos Estados Unidos, dissemos que queríamos ver o que tinha de melhor em teatro, fomos para Minneapolis e vimos várias peças, não só lá, como nos estúdios de televisão e de cinema, o que originou meu encontro com Hitchcock. Nos teatros nós achamos maravilhosas duas peças. Dois textos. Um se chamava Os Rapazes da Banda e outro se chamava Pequenos Assassinatos. Os Rapazes da Banda eu fiz em 71 um dos trabalhos que eu considero mais produtivos do ponto de vista de estudo porque eu fui assistente de direção, de produção e acompanhei o processo de criação dos nove atores, entre os quais Walmor Chagas, Pereio, Denis Carvalho, fiz esse trabalho durante dois meses até a estreia. Foi terrível pra estrear porque tive que conversar com os censoras no departamento do qual não me lembro o nome, já apaguei da minha cabeça pra explicar que homossexualismo não era pecado. Porque esse texto, era um texto excelente que o Maurice Vanou dirigiu brilhantemente, era uma festa de homossexuais em que um deles recebe todos os amigos e era muito divertido, foi muito bem dirigido, muito bem interpretado, como eu disse, eu aprendi muito e aprendi também a dialogar com os censores, o que é uma coisa terrível, mas a gente conseguiu estrear. Foram nove meses de sucesso em São Paulo, o que nos deu a oportunidade de comprar um terreninho, porque até então a gente morava alugado. E quando a peça ia estrear no Rio de Janeiro eu estava numa novela e em cartaz com um espetáculo chamado "Putz" que eu fazia com o Juca de Oliveira e o Luis Gustavo dirigido por Osmar Rodrigues Cruz no Teatro Aliança Francesa de São Paulo. Era um sucesso. E eu estava fazendo a novela "Meu Pé de Laranja Lima". "Os Rapazes da Banda" foi para o Rio, com todo o elenco original, todo mundo de carteira assinada, tudo certinho, e na segunda semana, no Maison de France de novo a peça foi interditada. Alguma senhora, sei lá, da alta sociedade dos generais e dos coronéis da época, dos terrores, ficou ofendida por a gente levar um trabalho sobre homossexualismo, tão divertido, tão bem feito, tão maravilhoso. Ela não aguentou e proibiram a peça. E na época o John Herbert que era um idealista, sempre foi, um excelente produtor acima de tudo, além de ator e diretor, ele viajou a Brasília durante dois meses por conta própria até achar o processo que estava no Ministério da Fazenda para liberar o espetáculo. Conseguiu liberar depois de dois meses, mas já não tinha sala de espetáculo, ele conseguiu um espaço num teatro da Lagoa, mas o espetáculo não pegou mais, porque não tinha a mesma mercadologia do ponto de vista de imprensa, na época não se falava muito sobre esse tipo de censura. Resultado da história: perdemos o terreno e perdemos tudo o que tínhamos. Falimos. Mas é assim. A classe artística luta desse jeito.
Fora as prisões, não é?
O terror chegava aos nossos ouvidos. Desde 68 a gente tomou acontecimento do que estava acontecendo e que era muito, muito, muito grave.
Aquela invasão do Roda Viva né?
Pois é. Tudo. Muitos acontecimentos. Que nem foram muito divulgados. A gente não chamava de anos de chumbo, não, a gente chamava de anos de terror. Era um terrorismo o que faziam com as cabeças pensantes. Eu acabo de participar de um documentário do Estadão que se chama Mordaça que fala sobre os tempos da censura aos jornais. Tem depoimentos de muitos jornalistas que foram presos, torturados etc etc até chegar ao Vladimir Herzog, né? Então... como é que era o começo da sua pergunta? A minha participação nisso tudo? Eu jamais me omiti! Dentro do possível. Lutando pela liberdade de expressão e pela democracia.
É por isso que agora que se vê gente nas ruas pedindo a volta da ditadura eu não acredito.
Isso aí é insuportável! Insuportável, são cabeças doentes! Ignorantes e doentes! Não têm o menor conhecimento!
Não sabem o que aconteceu!
Exatamente.
E o que é pior: são jovens e pedem a volta do passado de trevas.
Por isso o valor de documentários como esse de que eu participei, por isso o valor da Comissão da Verdade, etc etc.
Você chegou a visitar as prisões na época? Foi presa?
A partir do meu segundo casamento teve uma aproximação de um preso político que ficou oito anos banido, aliás, junto com o jornalista cujo filho dirigiu esse documentário, Flávio Tavares. Você se lembra da época dos 18 banidos em troca do embaixador americano?
Claro.
O Ricardo Zarattini, o engenheiro Ricardo Zarattini Filho era um deles. Era o irmão mais novo do engenheiro Antônio Carlos Zarattini, o Carlos Zara. Então, a partir dai, a gente começou...
O Carlos Zara é o tio do atual deputado...
É o filho do Ricardo. Carlos Alberto Zarattini. Depois de banido ele retornou, clandestino, vendo os filhos sair da escola, entrar na escola, e com isso, Carlos Zara começou a sofrer perseguições, entraram no escritório dele na TV Tupi, arrombaram armários vazios, levaram a carteira de identidade dele, invadiram o apartamento onde ele morava. Porque achavam que ele sabia aonde o irmão estava. Mas a gente não sabia, o irmão estava clandestino para todo mundo, para nós também. Depois que ele foi preso novamente a gente ficou mais próximo dele e de outros presos políticos, jornalistas, que estavam no presídio do Barro Branco, aqui em São Paulo. Conhecedores da cabeça aberta dos artistas mós o grupinho e quatro, cinco, seis pessoas, eu vou te citar quem comparecia nessas reuniões, são cabeças maravilhosas, Carlos Vereza, Antônio Fagundes, enfim, nós no reunimos e começamos uma mobilização. O grande objetivo era redigir um documento e levar aos deputados, principalmente da Arena, porque o MDB era a cabeça mais aberta, nós queríamos abrir a cabeça dos outros. Além desse documento nós iniciamos um programa de visitas aos presídios e isso é uma coisa fantástico porque aquele documento conseguiu reunir 700 assinaturas de atores, diretores, da classe artística. Essas pessoas começaram a se reunir com objetivo de fazer visitas aos domingos no presídio do Barro Branco. Essas visitas tinham o objetivo de proteger um pouco, né, sei lá, vinte ou trinta pessoas que estavam lá, com o tempo inclusive aconteceu um fato interessante, o Oswaldo Mendes um dos nossos diretores, atores, jornalistas fez uma entrevista comigo. Eu não sei se eu botei a boca no mundo, proibiram minha entrada no presídio. E aí os presos fizeram uma greve de fome por causa disso. Daí voltaram a permitir que eu entrasse junto com essa comitiva. Essa mobilização foi importante porque acabamos realmente redigido um pequeno documento e o levamos a Brasília, nisso já estávamos perto da anistia.
Uma das presas políticas da época hoje é presidente da República. Como você vê isso?
Como é que eu vejo a mobilização atual, não é? O PMDB versus PT, etc etc. Eu me considero apartidária e acompanho atentamente toda essa mobilização. As manifestações populares são a coisa mais importante que acontece. Vários pensadores de esquerda estão aí. Eu brinco que a gente deve ser centro-radical. Mas eu acho que você não pode dizer que uma pessoa que pertenceu à oposição dentro da luta armada no passado não tenha competência política para exercer um cargo importante como é o da presidência da República, não pode dizer isso. Tem que acompanhar o processo de trabalho dessa pessoa.
Você não acha que estão pegando pesado demais com ela?
Acho sim. Acho sim. Isso é uma luta do PMDB com o PT e é uma coisa que a gente não sabe o que está acontecendo de pior nisso além do Eduardo Cunha na parada, que é uma coisa revoltante. Eu não sei, eu acho que de todas as maneiras é difícil a repetição pela terceira vez de um partido no poder, seja ele qual for.
Concordo, tem que haver alternância, mas respeitando o calendário eleitoral.
Isso mesmo. Está certíssimo.
Perdemos o ano todo discutindo o tal do impeachment.
Essa luta a gente tem que acompanhar porque tem que saber opinar.
Você vê algum sentido no impeachment? A gente viu o impeachment do Collor...
Eu já te expliquei: isso é um problema PMDB contra o PT, é um problema quase pessoal e eu não concordo com ele.
É uma luta pelo poder que está prejudicando o país.
É verdade!
Essa incerteza... a Dilma cai, a Dilma não cai bagunça a economia.
Olha, eu li umas declarações muito brilhantes de uma cabeça pensante da nossa categoria que é a Fernanda Torres e ela realmente se expressou politicamente, ela disse que não é o impeachment que vai resolver os problemas, não.
Só pode começar impeachment quando ele é claro, sem discussão, como foi com Collor. Não pode ser uma coisa mais ou menos clara. Ah, não foi isso? Então foi aquilo...
Exatamente...Não pode um ex-presidente da República sentar e responder por tudo que se fez no país.
Foi presidente do Brasil, por oito anos, tem que respeitá-lo.
Não se pode esquecer que essa pessoa colaborou tanto para a anistia! E a competência dessa pessoa! Tem que haver respeito!
Quando eu vejo notícias como "ah, instalaram uma antena para o presidente"...
Sabe o que é isso? Caça às bruxas!
É um clima de Inquisição!
Exatamente. Estamos voltando a uma inquisição por enquanto sem violência. A violência é só verbal e emocional.
Você abre o Facebook e lê até pessoas inteligentes tratando a presidente e o ex-presidente como se nem fossem gente!
Mas você não disse que queria falar comigo sobre o Hitchcock?
Tinha que ter um suspense antes. Agora é a hora de falar nele.
Tõ aqui lendo os jornais... eu leio o estadão, a Folha e me mantenho informada...Mas, voltando àquela viagem aos Estados Unidos, que nos causou alguns problemas, enfim, patrulhas ideológicas, naquela época nós todos fomos vítimas de patrulhas ideológicas.
Só porque vocês foram aos Estados Unidos?
Exatamente.
É como hoje que é "proibido" ir a Israel! As pessoas estão malucas.
Nessa viagem nós visitamos os estúdios da Universal. Durante um almoço um agente nos perguntou se eu não toparia umas fotos porque Hitchcock estava procurando uma atriz latino-americana para o filme "Topázio". Quando retornamos ao Brasil o agente nos telefonou dizendo que Hitchcok tinha visto as fotos e que ele pedi currículo e material filmado. Mandamos. E mais um tempo depois disseram para vir fazer o teste. E lá fui eu...
Você já tinha feito São Paulo S.A. ou foi antes?
Já... você está perguntando datas... você quer fundir minha cuca? Já tinha feito sim. Eu fui sozinha e nunca tinha ido sozinha até Pirituba. Estavam me esperando, me levaram para um super hotel, a primeira coisa que eu vi, estarrecida, foi Merlin Oberon, uma atriz antiga passeando no hall do hotel com um cachorrinho no colo. Exausta da viagem, entre tantas emoções, o agente marcou para a tarde o primeiro encontro com Hitchcock. Que tinha uma casa, que era um palacete meio de filme de suspense mesmo dentro da Universal. Era dele, exclusivamente dele. E lá fomos nós. Eu fiquei muito ansiosa pelo que iria acontecer. E até que enfim apareceu a turma, eu digo a turma porque era Hitchcock cercado por umas dez pessoas que era a equipe de criação dele eu me virava muito bem no inglês eu percebi que ele perguntou pro chefe de maquiagem que era o Buddy Westmor, o que que é a gente vai fazer com o dente dela? Eu pensei meu Deus vão arrancar meu dente. Eu tinha... eu ainda tenho, aliás, um dentinho um pouquinho pra trás dos outros, não aparece tanto, mas tem. O Chefe de maquiagem respondeu que tudo bem, que ele ia tomar providências, enfim, foi uma entrevista emocionante e no dia seguinte começou a preparação dos testes. Aí o Buddy Westmore me levou para visitar o departamento de efeitos especiais de maquiagem. Fiquei estarrecida. Coisas que hoje em dia você visita aí a Globo, é igual ou superior ao que havia naquela época em Hollywood. Postiços. Narizes... orelhas... rostos... cabelos... dentes... seios... e foi uma das coisas com que me revoltei, que iam fazer seios postiços para mim. Eu quase me recusei, mas o maquiador encarregado disso dialogou comigo bem suavemente, dizendo, "olha, a Audrey Hepburn também teve ataques, mas ela acabou entendendo e depois de dois anos ela conquistou o direito de trabalhar sem os seios postiços. Eu falei: tá bom, dois anos, quem sabe eu aguento.
Mas porque eles queriam seios postiços para as atrizes?
Tem que perguntar para eles é a coisa do sexy. A coisa do sensual. Era, não, continua sendo, tem muita maluca pondo botox, sei lá, é uma coisa distorcida.
Tem mulheres cujas pernas são tão musculosas que parecem pernas de cavalo...
Os homens também.
Mas as mulheres mostram mais as pernas que os homens.
É, elas permitem ser mais exploradas, infelizmente. Bem, foram seis ou sete dias de preparativos. E chegou o grande dia do teste. Que iria constar de três etapas, todas no mesmo dia. A minha surpresa gratificante é que dentro do estúdio tinha um trailer com o meu nome. Eu pensei: meu Deus, como eu sou importante. E aumentou meu medo.
Foi uma gentileza muito grande da parte deles...
Pois é, eles acharam que eu merecia. Eles tinham lido meu currículo e tinham recebido o material filmado. Uma coisa que eu achei maravilhosa foi a equipe grande que tinha, inclusive, técnicos de cabelinhos brancos, uma coisa que no Brasil é rara. A maturidade, essa fase da vida, a maior parte das pessoas é demitida. Lá, eles estavam a postos, competentíssimos, com todos os jovens e pessoas de todas as idades. Me chamaram de dentro do trailer, já pronta, para a primeira parte do teste, não me lembro com que tipo de roupa e me puseram dentro do cenário. De repente eu ouvi todo mundo aplaudindo. Eu pensei: eu não fiz nada, o que é que foi? Era o Hitchcock entrando no estúdio. Um estúdio enorme, ele vinha vindo lá do fundo.
Que cena!
Ele adorava! Ele era extremamente vaidoso e ligeiramente sádico. Mas principalmente tinha muito humor. Com toda aquela coisa maquiavélica do suspense como aquela cena do chuveiro com Janet Leigh se não me engano. Cada uma das etapas do teste foi com roupa diferente. A segunda roupa era um super negligée transparente e eu dei graças a Deus porque estava com seios postiços, porque além disso eu estava com maiozinho cor da pele, então a tal da nudez era falsa...e a terceira etapa do teste... essas etapas quase não tinham falas, ele propunha o que seria a cena e eu me movimentava de acordo com a proposta... "entrou tal pessoa pela porta e você vai recebê-la"... tudo isso era a primeira e a segunda parte. A terceira parte é que ele aproximou muito a câmera, se sentou ao lado da câmera, pediu que eu me sentasse, a câmera ligada e ele dialogando comigo, me provocando. Uma hora eu fiquei brava e falei: " Eu tô aqui num país que não é o meu, falando uma língua que não é a minha e tenho que aguentar as suas provocações"?! Eu me lembro que ele falou assim: "Responde na sua língua"! Aí eu respondi não me lembro o que em português. No dia seguinte fui comprar presentes de Natal para os meus filhos antes de voltar ao Brasil. As minhas amigas que me salvaram lá foi a mulher do Edu Lobo, a mulher do Pery Ribeiro, os músicos brasileiros, as esposas me apoiaram e me acompanharam nas compras e quando elas souberam que eu estava com a passagem marcada elas disseram "não, você não pode ir, porque vai ter uma festa, uma recepção super importante dos executivos todos da Universal etc etc eu falei "eu não quero festa nenhuma". Eu conto essa história para me conformar porque era dezembro e o agente telefonou em janeiro dizendo que as filmagens tinham sido suspensas porque Hitchcock teve uma gripe muito forte. Depois de mais dois meses o agente ligou dizendo que os testes tinham sido retomados e outra atriz tinha sido aprovada. Eu acabei sabendo que era uma atriz alemã. Para fazer o papel da latino-americana. Mas o mais importante para mim é que quando eu assisti "Topázio", sinceramente, não foi um dos bons filmes do Hitchcock. Eu digo isso só para me conformar, porque, bom ou mau, eu gostaria de ter feito.
12 acessórios que vão ajudar a melhorar sua vida com o notebook
Carol Firmino
Colaboração para Tilt
17/05/2021 13h40
Base cooler, fone de ouvido, teclado gamer e muito mais: a quantidade de acessórios disponíveis para deixar sua experiência com o notebook mais interessante é enorme.
Seja para quem trabalha, sobretudo em home office, ou para quem usa o computador portátil para lazer ou como ferramenta gamer, sempre há como deixá-lo mais completo e melhorar a usabilidade.
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Na Europa, mais da metade dos alunos LGBTQI sofre assédio nas escolas

17/05/2021 13h15
Mais da metade dos jovens LGBTQI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Queer, Intersexuais) na Europa sofreram algum tipo de assédio por sua orientação sexual, é o que revela uma pesquisa sobre educação citada por um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), divulgado nesta segunda-feira (17).
De acordo com o levantamento realizado on-line, "54% das pessoas LGBTQI foram intimidadas na escola pelo menos uma vez, devido à sua orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero, ou variações em suas características sexuais".
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Nesta sondagem, feita em 2019, mais de 17.000 jovens com idades entre 13 e 24 anos foram entrevistados pela Iglyo, uma organização de jovens e estudantes LGBTQI.
"A violência baseada na orientação sexual, na identidade de gênero, na expressão de gênero e nas variações nas características sexuais é um problema generalizado em todas as escolas europeias", informa o relatório de Acompanhamento da Educação no Mundo (ou GEM, Global Education Monitoring) da Unesco, divulgado hoje, por ocasião do Dia Mundial contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia.
Mais de oito em cada dez entrevistados (83%) afirmam ter testemunhado comentários negativos direcionados a alunos LGBTQI, e mais de dois terços (67%) foram alvo de tais comentários, pelo menos uma vez. Estes incidentes raramente são relatados à equipe educacional, devido à falta de reação.
Apenas 3% dos professores intervêm sistematicamente ao testemunharem estes incidentes, enquanto 80% nunca — ou quase nunca — intervêm, acrescenta a pesquisa.
"Educação não é apenas matemática e palavras", disse Manos Antoninis, diretor do relatório GEM da Unesco.
"As escolas devem ser inclusivas, se quisermos que a sociedade também seja", frisou Antoninis, citado em um comunicado da Unesco à imprensa.
Na mesma declaração, o diretor-executivo interino da Iglyo, Jonathan Beger, lamentou, por sua vez, que, "apesar das mudanças no discurso nacional em muitos países, muitos alunos LGBTQI ainda não se sentem seguros e bem-vindos à escola".
O isolamento dos jovens e o forte aumento das interações on-line no ano passado também podem ter aumentado o fenômeno do assédio e da marginalização, acrescentou Berger.
A análise anexada ao relatório GEM confirma que a discriminação contra alunos LGBTI é um fenômeno global. Para enfrentar este quadro, a Unesco defende "um ambiente seguro de aprendizagem (...)", considerando que este é "um passo crucial para conseguir a inclusão dos estudantes LGBTQI".
Internautas lançam campanha para responsabilizar Bolsonaro pelas mortes da Covid-19

247 - Internautas lançaram neste domingo (16) uma campanha que tem como objetivo apontar que Bolsonaro tem responsabilidade direta com as mais de 400 mil mortes decorrentes pela Covid-19 no Brasil.
“Imprima esta página e escreva o nome de uma pessoa que perdeu a vida devido ao plano de disseminação do coronavírus do governo federal para produzir a chamada ‘imunidade de rebanho’. Recorte, fotografe e poste em suas redes sociais com a hashtag #euteresponsabilizoBolsonaro” explica os internautas.
Estudo mostra redução de 90% em mortes pela COVID-19 após a 1ª dose da vacina

Sputnik - As infecções pela COVID-19 em adultos de todas as idades caíram 80% e as mortes pelo vírus caíram 90% cinco semanas após a primeira dose das vacinas da Pfizer/BioNTech, Moderna ou AstraZeneca na Itália, de acordo com um estudo italiano.
O primeiro estudo deste tipo feito por um país da União Europeia sobre o impacto real de sua campanha de vacinação foi realizado pelo Instituto Nacional de Saúde (ISS, na sigla em italiano) e Ministério da Saúde da Itália em 13,7 milhões de vacinados em todo o país.
Cientistas estudaram os dados desde o dia em que se iniciou a campanha de imunização na Itália, em 27 de dezembro de 2020, até 3 de maio de 2021. A análise mostrou que o risco de infecção, hospitalização e morte pela SARS-CoV-2 diminuiu progressivamente após as duas primeiras semanas desde o início da vacinação no país.
"Após 35 dias desde a primeira dose há uma redução de 80% nas infecções, redução de 90% nas hospitalizações e de 90% nas mortes", disse o ISS, adicionando que foi observada uma situação igual em homens e mulheres, independentemente da idade.
"Estes dados confirmam a eficácia da campanha de vacinação e a necessidade de alcançar toda a população rapidamente para acabar com a emergência", afirmou o presidente do ISS, Silvio Brusaferro, citado no comunicado.
Entre os quase 15 milhões de pessoas estudadas, 95% tomaram duas doses das vacinas da Pfizer e Moderna, enquanto ninguém dos que receberam o imunizante da AstraZeneca tomou segunda injeção.
Até agora, a Itália segue as recomendações dos fabricantes, dando a segunda dose da Pfizer três semanas após a primeira injeção, a segunda da Moderna após um intervalo de quatro semanas e uma segunda dose da AstraZeneca após 12 semanas.
Até a manhã de sábado (15), cerca de 8,3 milhões de italianos, ou 14% da população, foram completamente vacinados, enquanto cerca de 10 milhões de pessoas receberam a primeira dose de imunizante, segundo Reuters.






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