DIREITA brasileira está como o VELHO da HAVAN, na GARUPA de BOLSONARO, sem CAPACETE e sem MÁSCARA

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Política 'apaga fogo' de Biden não resolve crise neoliberal nos EUA

Mortes por covid deixam o Brasil R$ 165 bilhões mais pobre

Bolsonaro perdeu um terço de sua popularidade em seis meses. E vai perder mais

Midiosfera bolsonarista está criando uma realidade paralela no Brasil

Nossa sorte é que os bolsonaros têm cabeça de baixo clero

Brasil precisa estar atento a SEQUELAS e MORTALIDADE pós-Covid

Muitos jovens NÃO estão no CRIME porque vão às IGREJAS EVANGÉLICAS, e a esquerda devia pensar nisso, diz antropólogo Juliano Spyer

A matança do povo palestino: o nazismo redivivo pelas mãos de Israel

Bancada do DEM decide pedir expulsão de Rodrigo Maia

Marcos Coimbra: “direita brasileira está como o velho da Havan, na garupa de Bolsonaro, sem capacete e sem máscara”

CEO da Associated Press 'chocado e horrorizado' com o ataque aéreo israelense ao prédio de Gaza

“Não adianta postar homenagem pro Paulo Gustavo e participar de festas”, afirma a atriz Samantha Schmütz

Tatiane Lobato, repórter da Globo, interrompe TELEJORNAL AO VIVO e anuncia DEMISSÃO: “até a próxima”

Cruzeiro LGBT+ para o Caribe em Outubro 2022 já tem ingressos quase esgotados. O cruzeiro para a Antártica Dezembro 2022, todo vendido

Justiça condena governo de SP por omissão no crime transfóbico contra Laura Vermont

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Política 'apaga fogo' de Biden não resolve crise neoliberal nos EUA - Juca Simonard

Por Juca Simonard

Joe Biden

por Juca Simonard

Parcela da esquerda, brasileira e norte-americana, tem elogiado o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, por uma política de suposta reversão do neoliberalismo no país. Alguns chegam mesmo a apresentar o senhor da guerra como “progressista” e “democrático”, “melhor que Donald Trump”. 

A capitulação política da esquerda é tanta que os que elogiam Biden nem sequer criticam a retomada - com mais força do que Trump - da política de rapina do imperialismo norte-americano. Bastou assumir o poder que, fazendo jus ao apelido “senhor da guerra”, o presidente dos EUA bombardeou a Somália e a Síria, tentou provocar guerra por procuração contra a Rússia na Ucrânia, aumentou os ataques à China e assim por diante. Isso tudo em apenas 100 dias no governo.

Alguns alegam que, apesar da política externa ser ruim, a política econômica de Biden é boa. Isso, no entanto, não passa de ilusão típica de uma esquerda imatura que vive à reboque do imperialismo.

Falência do neoliberalismo

É fato que a política neoliberal está em crise profunda, não só nos EUA, como em todo o resto do mundo. Os programas anunciados pelo presidente norte-americano, porém, não são uma reversão dessa política, mas apenas formas de apagar o incêndio causado por ela. Um recuo momentâneo em determinadas questões chaves, como o desemprego e a renda para o povo não passar fome.

Em grande medida, este recuo se dá contra a vontade da burguesia e é imposto pela situação econômica, social e política do país. Os Estados Unidos estão em chamas. 

Crise econômica e social

Do ponto de vista econômico, os norte-americanos enfrentam uma importante retração do PIB, de 3,5% em 2020. O pior resultado desde 1946, ano seguinte à Segunda Guerra Mundial, que devastou a economia global. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve queda de 1,59% em março deste ano. As ações nas Bolsas das empresas do país também recuam, enquanto a inflação está acima de 4%.

Isto é acompanhado por uma intensa crise social e política. Os pedidos de auxílio-desemprego no país somam mais de 470 mil. As grandes cidades industriais norte-americanas estão lotadas de moradores de rua. Filas enormes de pessoas em busca de alimentação e moradia viraram cenas comuns.

Polarização política

Da mesma forma, a situação política não é boa. Em 2020, o centro político do imperialismo mundial foi agitado por manifestações radicalizadas da população negra contra o extermínio causado pela polícia. Houve enfrentamentos armados, incêndios a estabelecimentos policiais, saques, mostrando que a população não está disposta a aceitar a política repressiva do Estado.

Ademais, houve todo um movimento artificial do setor mais poderoso da burguesia norte-americana para derrotar Trump nas eleições e, assim, controlar o regime. Biden é resultado deste processo. Através da política do “menos pior”, de intensas campanhas custosas (tanto do ponto de vista institucional, quanto do ponto de vista comercial), dos grandes meios de comunicação e, principalmente, de uma profunda traição das direções de esquerda, Biden foi eleito. Um elemento tão impopular que muitas das pessoas que foram coagidas pela propaganda a votar nele já se arrependem.

Para impô-lo como nome do Partido Democrata, por meio da política antidemocrática dos superdelegados, foi feita uma intensa manobra para impedir que Bernie Sanders fosse o candidato. Por sua vez, Sanders declarou apoio a Biden e traiu todo o movimento de jovens e sindicalistas que o apoiavam como alternativa declarando.

São sintomas da crise do imperialismo norte-americano, que está tendo dificuldade em manter o controle político do regime, cada vez mais polarizado. Setores do Partido Democrata racharam para fundar um novo partido, enquanto a extrema-direita, apesar da derrota eleitoral, continua a crescer.

Estes sintomas são a causa do recuo da política neoliberal. A situação impôs aos capitalistas, cujos mais poderosos apoiam Biden, um passo para trás na política de ataques aos direitos do povo, para apagar as chamas. Mas, diante disso, vale elogiar os programas de Biden? Uma análise detalhada destes mostra que não.

Programa de Biden para infraestrutura

Como forma de amenizar o impacto da crise econômica, Biden lançou o plano de infraestrutura como parte de seu programa para o desemprego. Afinal, o financiamento de obras é fundamental para ocupar mão de obra e aparece mesmo na política marxista, como o Programa de Transição de Leon Trótski.

O projeto do governo norte-americano prevê uma injeção de US$ 2,25 trilhões durante oito anos para pesquisas, reconstrução de pontes, rodovias, escolas, indústrias, entre outras coisas. O dinheiro será oriundo de uma política de maior taxação das grandes fortunas, que na realidade nem retorna às taxas anteriores aos imensos cortes de Trump, que havia reduzido a taxação.

O programa foi outro fator de crise política. A ala esquerda dos democratas criticou inicialmente o programa por não ser suficiente, enquanto parte dos republicanos alegou que era muito caro e criticaram o aumento dos impostos sobre os mais ricos.

Um dos pontos críticos da economia norte-americana é a profunda degradação da infraestrutura do país, conforme relatório de 2021 publicado pela American Society of Civil Engineers (ASCE), mostrando uma situação crítica em áreas como aviação, represas, rotas navegáveis, saneamento, estradas, escolas, trânsito, apenas para citar alguns exemplos.

Em seu podcast The Punch Out, o jornalista Eugene Puryear denunciou que o plano do governo federal norte-americano não é suficiente. “Quando se olha para o projeto, na verdade, ele não atende à escala das necessidades no que se refere à infraestrutura. Tudo é sobre quanto custa o plano em abstrato, não o que ele deveria ser realmente referente às necessidades”.

Relatório da ASCE defende que, para resolver os problemas de infraestrutura, seriam necessários US$ 2,5 trilhões injetados em 10 anos. À primeira vista, parece ser equivalente ao plano do governo, que poderia até ser considerado melhor. Mas, na realidade, o financiamento proposto pelo presidente dos EUA engloba muito mais áreas do que as mencionadas pela associação de engenheiros.

Assim, na maioria dos casos, os setores abordados pela ASCE ficam subfinanciados pelo programa de Biden. O governo propõe, por exemplo, US$ 111 bilhões de investimentos em sistema de água, enquanto a associação, US$ 434 bilhões; Biden quer colocar US$ 100 bilhões em escolas, contra US$ 380 bilhões propostos pelos engenheiros. Em relação às pontes, dentre as quais, segundo denúncias, várias podem desabar, a ASCE propõe um financiamento de US$ 125 bilhões. Já o governo quer dividir US$ 150 bilhões entre pontes e estradas. E assim segue.

Em 2019, essa política de descaso (que, como visto, não será resolvida pelo subfinanciamento de Biden) levou ao incêndio em um dos maiores patrimônios culturais da humanidade: a Catedral de Notre-Dame, em Paris. No Brasil, exemplos de desastres como estes não faltam - Museu Nacional, Centro de Treinamento do Flamengo, Ciclovia Tim Maia, etc.

Sem dúvidas, este programa do governo vai amenizar a situação caótica dos EUA, mas de forma alguma vai ser suficiente para resolver a massa de desempregados do país e o estado falimentar da infraestrutura.

Política contra o desemprego

Como parte do seu projeto econômico, Biden defendeu o Plano de Resgate Americano, de US$ 1,9 trilhão, cuja a maior parte do dinheiro vai para ajudar pequenas empresas e auxiliar as famílias mais pobres com auxílio emergencial, extensão do seguro-desemprego e subsídio integral até setembro dos planos de saúde empresarial dos trabalhadores demitidos antes de março de 2021.

Mas o projeto social de Biden, no geral, já começa a mostrar sua ineficiência e até suas mazelas. O presidente norte-americano já se declarou abertamente contra o aumento do salário mínimo, que está estagnado desde 2009 em US$ 7,25 / hora. Enquanto isso, entre janeiro e outubro de 2020, os 10% mais ricos aumentaram seu patrimônio em US$ 14 trilhões e, na última década, o 1% mais rico teve acréscimo superior a US$ 20 trilhões.

Em outras palavras, o governo vai continuar favorecendo o enriquecimento dos monopólios, enquanto mantém o salário do trabalhador paralisado num valor que já era baixo nos padrões de 2009, sem a atual inflação preço dos produtos.

Ainda mais, em coletiva de imprensa, Biden deixou bem claro que os trabalhadores precisam aceitar o salário de miséria ou perder seu seguro-desemprego. Ele destacou que qualquer pessoa que não aceitar um emprego perderá o auxílio. Isso apenas vai servir para coagir as pessoas desesperadas a aceitarem qualquer ocupação, mesmo que seja nas piores condições possíveis, favorecendo o rebaixamento do salário médio de determinada categoria.

Digamos, por exemplo, que o salário médio de uma categoria seja US$ 10 / hora. A coação de Biden fará com que os novos empregados desta mesma categoria, geralmente desorganizada sindicalmente, sejam pagos US$ 7,25 / hora - quase 30% a menos do que os outros.

As condições estão tão ruins que determinadas pessoas preferem o seguro-desemprego a determinadas funções, pois se é para ter péssimas condições de sobrevivência, em determinados casos, melhor que seja recebendo menos, mas não tendo de trabalhar. Em outras palavras, o governo está forçando parcela da população a voltar a trabalhar por menos de um salário vital.

Não há condições desta política melhorar substancialmente as condições de vida dos trabalhadores norte-americanos. E, como foi argumentado inicialmente, este não é o plano, pois, desde a campanha eleitoral, Biden se mostrou um ferrenho crítico de políticas sociais. 

Uma das principais exigências da população norte-americana é a construção de um sistema público de saúde nos EUA, uma vez que todo o sistema é privatizado no país. Biden, no entanto, não incluiu esta política no seu plano e, na realidade, já demonstrou ser totalmente contra. Da mesma forma, o democrata se opôs a resolver o problema das dívidas universitárias decorrentes de um sistema de ensino superior totalmente privado.

Política de voo de baixo alcance da esquerda

O Plano Biden só agrada os setores mais atrasados da esquerda, em sua política de voo de baixo alcance e não resolve, em sua essência, a crise social norte-americana. O plano de infraestrutura vai permitir empregar mão de obra num nível inferior ao necessário, mas em contrapartida vai permitir que as grandes empresas norte-americanas ampliem sua renda a partir da renovação da infraestrutura interna.

A população continuará sem sistema de saúde pública, sem aumento do miserável salário mínimo ou outros benefícios que são reivindicados pelo povo e são a causa da gigantesca crise política norte-americana. 

O cenário futuro prevê, então, a continuidade da falência do regime norte-americano e, com a capitulação das direções de esquerda ao governo e a ausência de um setor consciente forte para denunciar Biden, a tendência é que a crise política seja novamente capitalizada pela extrema-direita, como vem ocorrendo nos últimos anos.

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Mortes por covid deixam o Brasil R$ 165 bilhões mais pobre

Jair Bolsonaro

247 – "O pesquisador Claudio Considera, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), tentou medir as milhares de mortes pelo aspecto econômico e social. Olhando para frente e considerando a expectativa de vida no Brasil, a parcela dos que tinham de 20 a 69 anos vai deixar de gerar R$ 165,8 bilhões em rendimentos para suas famílias, segundo os cálculos do pesquisador", aponta reportagem da Folha de S. Paulo.

"Olhando para trás, nesse período de quase um ano, eles deixaram de gerar R$ 10,1 bilhões. Desse valor, R$ 5,4 bilhões se referem aos salários de pessoas até 69 anos e R$ 4,7 bilhões são rendimentos dos mortos com 70 anos ou mais. O valor de R$ 10,1 bilhões equivale a 0,4% da massa de rendimentos. No entanto, corresponde a cerca de um terço do Bolsa Família e quase um quarto do valor previsto a ser gasto na extensão do auxílio emergencial. Já as perdas futuras de R$ 165,8 bilhões equivalem a cinco orçamentos de Bolsa Família e a cerca de quatro vezes o gasto previsto para 2021 com o novo auxílio."

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‘Bolsonaro perdeu um terço de sua popularidade em seis meses. E vai perder mais’, afirma Mario Vitor Santos

Mario Vitor Santos

247 - O jornalista Mario Vitor Santos, em entrevista à TV 247, repercutiu a última pesquisa Datafolha falando sobre a queda de popularidade de Jair Bolsonaro.

O ocupante do Palácio do Planalto, que perdeu quase um terço de sua aprovação em seis meses, vai cair ainda mais, disse o jornalista, se baseando na angulagem das curvas, que mostram uma tendência de queda na aprovação e de estabilidade na reprovação. 

“Praticamente, o Bolsonaro perdeu um terço [de aprovação] em seis meses. E vai perder mais. Esse ângulo é muito forte. As coisas não se retificam de uma hora para a outra. Aquela linha azul vai descer mais ainda, e a vermelha parece caminhar para uma espécie de curva mais suave. Mas a curva do ‘ótimo e bom’ decai de maneira muito radical. Esses ângulos podem ser relevantes em termos de tendência”.

datafolha

Mario Vitor Santos destacou que a última pesquisa Datafolha foi realizada presencialmente, o que a torna mais confiável. Ou seja, a queda na popularidade de Bolsonaro é, muito provavelmente, uma realidade.

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“Midiosfera bolsonarista está criando uma realidade paralela no Brasil”, diz João Cezar Castro Rocha

247 - O professor João Cezar Castro Rocha, em entrevista à TV 247, avaliou que existe no Brasil uma “midiosfera bolsonarista”, que se utiliza da estratégia de difusão de notícias falsas para não somente mobilizar o governo, mas também para criar uma “realidade paralela”.

“O que nós enfrentamos no Brasil hoje é algo absolutamente inédito na vida política brasileira e, se não tivermos noção exata do que temos diante dos nossos olhos, ano que vem será um ano pior, mais polarizado e ainda mais difícil que 2018, porque agora eles [bolsonaristas] têm um poder nas mãos. Quero propor a seguinte hipótese: O que ocorre hoje no Brasil, pela primeira vez em toda a experiência republicana brasileira, é a existência de uma midiosfera. É um sistema de comunicação bolsonarista que tem como finalidade produzir notícias falsas, ou seja, mentiras, difundir teorias conspiratórias e forjar narrativas polarizadoras que mantêm a base do governo permanentemente mobilizada”, disse. 

“A função deles é trazer para a mídia tradicional as pessoas que representam as teorias conspiratórias mais absurdas, porque a partir do momento em que essas notícias circulam, ainda que para serem contestadas, se elas chegarem à mídia tradicional, de imediato essa mesma notícia retorna para a midiosfera bolsonarista como se fosse a comprovação absoluta da verdade. Se a minha hipótese estiver certa, é isso que está acontecendo no Brasil hoje”, explicou o professor.

João Cezar destaca que o processo gera radicalização, podendo levar ao “terrorismo doméstico de extrema-direita”: “O resultado é a criação, literalmente, de uma realidade paralela. É a transformação da militância política numa unidade de seita religiosa. E pode causar no próximo ano e já a partir deste ano o aparecimento inesperado na cena política brasileira de uma figura tradicional da paisagem norte-americana, o lobo solitário, o terrorismo doméstico de extrema-direita”. 

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“Nossa sorte é que os bolsonaros têm cabeça de baixo clero”, diz professor

247 - “Nossa sorte é que os bolsonaros têm cabeça de baixo clero”. A declaração é de Rodrigo Nunes, professor de Filosofia na PUC do Rio de Janeiro, em entrevista a TV 247, referindo-se ao setor mais desqualificado do Congresso brasileiro, onde Jair Bolsonaro permaneceu por sete mandatos. 

Autor publicado no país e no exterior, Rodrigo Nunes destrinchou as sombras ideológicas do bolsonarismo num artigo importante - “O Presente de uma Ilusão” - publicado na edição 174 da Piauí. 

Na entrevista, ele não se mostra surpreso com a derrocada de Bolsonaro na aprovação popular, como mostrou recente pesquisa Datafolha. Nunes acredita que Lula tem chances reais de retornar ao Planalto em 2022, mas afirma que o PT não deve imaginar que irá repetir as propostas que levou para Brasília em 2002, pois o Brasil mudou bastante desde então -- e mesmo sua base social, no mundo do trabalho, passou por imensas mudanças.

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Brasil precisa estar atento a sequelas e mortalidade pós-Covid, alerta médico do InCor

Ubiratan de Paula Santos

247 - Médico na Divisão de Pneumologia do InCor-HCFMUSP e professor colaborador da Faculdade de Medicina da USP, Ubiratan de Paula Santos falou ao Pauta Brasil, programa da Fundação Perseu Abramo, retransmitido pela TV 247, que o poder público brasileiro precisa estar atento quanto a necessidade de acompanhamento de pacientes que tiveram Covid-19.

Além de as pessoas internadas terem várias possibilidades “de sofrer com outros problemas, em decorrência do tempo de internação, medicamentos e procedimentos utilizados”, destaca o especialista, estudos ao redor do mundo sobre sequelas deixadas pelo coronavírus são ainda muito embrionários, o que obriga fazer o monitoramento dos pacientes para reduzir os efeitos da doença e a mortalidade pós-Covid, “coisa que não estamos fazendo adequadamente no Brasil como um todo”, disse.

Estudo recente, que acompanhou durante seis meses pacientes recuperados da Covid-19 constatou que 58% deles tinham fadiga, 44% dor de cabeça e 30% déficit de atenção, olfato e paladar distorcidos, tosse persistente, queda de cabelo e náusea. Foram 48 mil pesquisados.

“Há uma persistência do processo inflamatório, persistência do cansaço e alguns casos estão ligados à ventilação mecânica”, explicou Ubiratan de Paula Santos.

O médico Clezio Leitão, que tem doutorado em Saúde Pública pela Fiocruz, é professor do curso de medicina da UFPE e preceptor do programa de residência em Clínica médica pela mesma instituição (HC-UFPE), também participou da entrevista e disse que “é precipitado pensar neste momento em um medicamento ou vacina definitivos. Há um grande número de pacientes sofrendo as consequências. Prevalência, tipo, gravidade e tempo são os indicadores para tentar descobrir se serão ou não sequelas. É necessário também diferenciar os efeitos propriamente dito do vírus e as consequências de procedimentos realizados para pacientes graves”.

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Muitos jovens não estão no crime porque vão às igrejas evangélicas, e a esquerda devia pensar nisso, diz antropólogo

Juliano Spyer

247 - O antropólogo Juliano Spyer, em entrevista à TV 247, destacou o importantíssimo papel das igrejas evangélicas nas periferias brasileiras no que diz respeito ao processo de educação do jovem.

Objeto de inúmeras críticas, principalmente da esquerda, as igrejas evangélicas muitas vezes são a tábua de salvação que garantem o não envolvimento da juventude pobre do país com o crime, explicou o especialista. “Muitos jovens brasileiros, que poderiam estar expostos ao envolvimento com o crime, não estão porque encontram na igreja um lugar para aprender a tocar um instrumento, um lugar para ficar no contraturno da escola, um lugar para aprender a dançar, por exemplo. Ou seja, a gente não tem noção disso, mas os dois pais saem para trabalhar, as crianças passam meio turno na escola, quando vão, e o resto do turno sem supervisão”, disse. 

Este fato, enfatiza Spyer, precisa ser lembrado por aqueles que atacam as igrejas evangélicas. “Acho que é importante a gente perceber isso na hora de jogar pedra nessa religião, dizendo que essas pessoas são burras ou coitadinhas. O cristianismo evangélico é muito mais complexo e interessante do que esse espantalho simplificado e estereotipado que a gente chama de ‘crente’ ou ‘evangélico’”.

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A matança do povo palestino: o nazismo redivivo pelas mãos de Israel - Jeferson Miola

Por Jeferson Miola

Sob qualquer ângulo que se examine os conflitos que se sucederam desde que em 1948 as Nações Unidas impuseram a implantação do Estado de Israel na Palestina, em nenhum deles o sentimento será menos vomitável que outro.

A matança que Israel está promovendo nestes dias é, neste sentido, um degrau ainda mais abjeto da violência que aquela teocracia cometera no período imediatamente precedente.

Em todo e qualquer quesito de poder e violência – mas em absolutamente todos os aspectos: econômico, político, midiático e, principalmente, bélico – Israel é inalcançávelmente superior à espezinhada e indefesa Palestina.

O poderio israelense sobre a capacidade de ataque e de defesa palestina é não menos que oceânicamente superior.

Por isso é falso afirmar que existe um “confronto entre Israel e o Hamas”, como mente a mídia hegemônica.

O que existe, na realidade, é uma guerra etnocida promovida por Israel para dizimar o povo palestino para, desse modo, devastar e ocupar todo território ainda sob débil e cada vez mais precária jurisdição palestina.

O ataque cruel e desproporcional de Israel ao Estado da Palestina, que num único bombardeio matou 8 crianças dentre 126 adultos, é o ponto culminante da estratégia sionista executada de modo permanente nas últimas décadas para promover uma limpeza étnica sob o cínico pretexto do combate ao “terrorismo do Hamas”.

Esta estratégia tem sido executada com perseverança ano a ano, passo a passo, governo a governo – sempre com a conivência internacional, principalmente dos EUA.

A ocupação forçada e ilegal do território palestino com colonos judeus é a política oficial do Estado israelense, executada independentemente do governo israelense de plantão.

Os sionistas transformaram o Estado Palestino em um imenso campo de concentração ao estilo Auschwitz.

Israel detonou a integridade territorial da Palestina, uma nação mais perfurada que queijo suíço. Um povoado palestino não se comunica com outro povoado palestino sem passar por barreiras policiais e alfandegárias israelenses!

Israel atua como um exército de ocupação da Palestina.

A matança étnica promovida por Israel reproduz os mesmos métodos e conceitos que Hitler empregou contra os judeus nos anos 1933-1945.

Deste ponto de vista, portanto, a matança do povo palestino é o nazismo redivivo pelas mãos de Israel sujas de sangue palestino.

É assombroso, por isso, que este crime racista esteja sendo outra vez cometido sem que haja uma condenação dura e implacável de Israel pelos crimes nazistas perpetrados contra o povo palestino.

A elite mundial e sua mídia hegemônica criminosamente silenciam, mesmo depois da bomba israelense que destruiu a sede de uma agência internacional de notícias em Gaza.

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Republico, a seguir, artigo que escrevi em 5 de agosto de 2014:

Em 2048 suplicaremos a Palestina

A estupidez avança irrefreável no território que já foi o Estado palestino até 1948. Se os EUA e a Europa não atuarem decididamente sobre Israel, a realidade evoluirá para a dizimação da Palestina.

O conflito do Oriente Médio é o principal do mundo, em torno do qual giram as possibilidades de paz e estabilidade mundial. O mundo não terá paz e tampouco será seguro enquanto subsistir aquela realidade: em torno do conflito se articula um dos componentes bélicos estruturantes da geopolítica do pós-Guerra.

Uma questão que diz respeito ao mundo inteiro, mas que, paradoxalmente, sua resolução depende basicamente da ação de duas potências: EUA e Europa, em especial a Inglaterra.

A ONU não somente não tem força e poder para aglutinar os consensos necessários e impô-los na vida real, como sucessivas resoluções desde 1967 são sistematicamente descumpridas por Israel, com a cobertura dos EUA e da Europa.

Mesmo fora da lei internacional, Israel não só não sofre sanções, como segue recebendo milionária ajuda norte-americana para o massacre dos palestinos.

Essa “janela” no direito internacional tem permitido a Israel desenvolver, ao longo das últimas décadas, a estratégia persistente de expansão do domínio territorial às custas do direito de existência do Estado palestino.

Atualmente, Israel ocupa uma área muitas vezes superior ao território originalmente destinado para sua instalação em 1948. Com a invasão territorial, reduziu quase 80% da superfície da Palestina e fragmentou o país em duas áreas incomunicáveis – Gaza e Cisjordânia –, dois Auschwitz afastados por centenas de quilômetros.

A atual estratégia israelense é guiada por uma política fanático-religiosa. Nessa etapa, promove a guerra total; o massacre de extermínio de parcelas significativas do povo palestino – matando-os diretamente, ou aumentando a diáspora de um povo na sua maioria já tornado apátrida.

Os palestinos assistem à devastação do país, da cultura e da sua tradição. Suportam, ainda, a cínica imputação de que pretendem destruir Israel, e que por isso são atacados. E, pura metáfora cruel, são submetidos ao martírio mais abjeto que qualquer ser humano pode sofrer, tal qual aquele perpetrado pelos nazistas contra os judeus.

O patamar atingido pelo conflito traz dificuldades consideráveis. A realidade é desalentadora. É difícil vislumbrar solução aceitável e passível de mediação. E parece improvável uma solução equilibrada e justa.

A continuidade da dinâmica atual fará a situação descambar para o terreno da imponderabilidade, um mergulho às cegas na barbárie. As potências mundiais têm a obrigação de fazer algo imediatamente para deter essa loucura.

A destruição material da Palestina é devastadora, e obviamente marcará para sempre a história palestina, geração após geração. Mas a humilhação, a dor, a segregação, os assassinatos sistemáticos de homens, mulheres e crianças abrem feridas profundas e ressentimentos que podem tornar irreconciliável a convivência entre os dois povos.

O fanatismo religioso implode as possibilidades de paz com a loucura de um Estado confessional. No atual estágio dos acontecimentos, é duvidosa a viabilidade das alternativas historicamente cogitadas, que tinham como premissa a coexistência pacífica de Israel e Palestina, de palestinos e israelenses.

A proposta de um Estado e duas nações, por exemplo, há muito se tornou incogitável. A criação de dois Estados para dois povos também se torna remota, porque [1] requereria a restituição do mapa de 1967, e [2] a desconfiança mútua ensejaria um altíssimo grau de militarização e belicismo.

O futuro comporta, portanto, desfechos temíveis. A hipótese mais otimista, paradoxalmente, é a da Palestina fragmentada em duas áreas apartadas e debilitadas – Gaza e Cisjordânia – encravados no território invadido por Israel. Ou, numa perspectiva radical, a derrota da Palestina acompanhada do seu extermínio.

Se não houver um esforço verdadeiro e decidido para deter a espiral destrutiva perpetrada por Israel, o século 21 ficará maculado com esse bárbaro crime. Em 2048, no centenário da criação de Israel, a Palestina então existirá somente nos livros de História.

O fanatismo delirante de Benjamim Netanyahu em nada fica devendo ao de Osama Bin Laden. Ambos pertencem à classe dos monstros terroristas.

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Bancada do DEM decide pedir expulsão de Rodrigo Maia

O líder da sigla na Câmara, Efraim Filho (PB), criticou os ataques de Maia a ACM Neto

Rodrigo Maia
Rodrigo Maia (Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil)

 247 - A bancada do DEM na Câmara decidiu pedir a expulsão do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou o líder da sigla na Casa, Efraim Filho (PB). 

A medida vem após pedido do próprio Maia, que alega ter sido traído, uma vez que integrantes da legenda estariam cada vez mais alinhados com Jair Bolsonaro. O ex-presidente da Câmara deve se filiar ao PSD.

Ontem (14), Maia publicou ataques contra o presidente do DEM, ACM Neto. "Oportunista, sem caráter, fica com os bolsonaristas", disse Maia em seu Twitter, reagindo a críticas do ex-prefeito de Salvador ao governador de São Paulo, João Doria.

"Comentários infantis e ofensas desnecessárias a ACM Neto refletem a tentativa de gerar constrangimento. Tem sido pior para ele [Maia]", escreveu Efraim na rede social.

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Marcos Coimbra: “direita brasileira está como o velho da Havan, na garupa de Bolsonaro, sem capacete e sem máscara”

O sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi comentou a mais recente pesquisa Datafolha, que aponta para uma possível vitória já no primeiro turno do ex-presidente Lula. Para ele, o aumento na reprovação de Bolsonaro gera um impasse para a direita, que não possui uma candidatura competitiva. “Essa é a direita brasileira, está na garupa do Bolsonaro, igual esse palhaço desse véio da Havan”. Assista

(Foto: Reprodução)

247 - O sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, em entrevista à TV 247, comentou a mais recente pesquisa eleitoral Datafolha, que indica tendência de vitória do ex-presidente Lula já no primeiro turno e mostra os maiores índices de reprovação do governo Bolsonaro já registrados. Para ele, o cenário gera um impasse para a direita:

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“A única alteração real, de importância, seria a direita brasileira, suas lideranças empresarial, midiática, judiciária e partidos políticos dizerem ‘com o Bolsonaro, nós vamos nos ferrar. Vamos pelo menos tentar criar uma candidatura pensando no futuro’. Porque, dependendo de pouca coisa, a vitória de Lula no ano que vem é praticamente definitiva. O jeito da direita ter uma candidatura competitiva talvez seja jogar fora o Bolsonaro e pensar se nesses 10 outros nomes que ela fica ‘acende uma luzinha um dia, apaga, acende outro’, se entre esses aparece alguém. Eu não sei o que eles vão fazer”, disse.

Coimbra ainda fez uma analogia entre a situação e o passeio de motocicleta do Bolsonaro com o Luciano Hang, dono da Havan: “Alguém me falou ontem que a direita brasileira parece o véio da Havan na garupa do Bolsonaro, sem capacete, sem máscara, fazendo loucura na rua. Essa é a direita brasileira, está na garupa do Bolsonaro, igual esse palhaço desse véio da Havan”, completou.

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CEO da Associated Press 'chocado e horrorizado' com o ataque aéreo israelense ao prédio de Gaza

“Eles sabem há muito tempo a localização de nosso escritório e sabiam que jornalistas estavam lá”, disse o presidente e CEO da Associated Press, Gary Pruitt

(Foto: Reprodução)

Reuters - O presidente-executivo da Associated Press disse neste sábado (15) que a organização de mídia sediada nos EUA ficou "chocada e horrorizada" depois que os militares israelenses destruíram um prédio de 12 andares que abriga seus escritórios e os da emissora Al Jazeera, do Catar.

Os militares israelenses disseram que o prédio foi usado pelo grupo militante islâmico Hamas.

“Eles sabem há muito tempo a localização de nosso escritório e sabiam que jornalistas estavam lá”, disse o presidente e CEO da Associated Press, Gary Pruitt, em um comunicado, acrescentando que a empresa foi avisada sobre a greve e seus jornalistas foram evacuados a tempo.

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“Não adianta postar homenagem pro Paulo Gustavo e participar de festas”, afirma a atriz Samantha Schmütz

A atriz, que era amiga e parceira de trabalho de Paulo Gustavo, que faleceu em decorrência da Covid-19, usou as redes para criticar celebridades que promovem aglomeração em plena pandemia

(Foto: Reprodução)

Revista Fórum - A atriz e comediante Samanta Schimutz foi parar nos Trends Topics do Twitter neste sábado (15) depois que resolveu criticar e expor celebridades que prestaram homenagem ao ator Paulo Gustavo, mas que promovem e participam de festas, o que contraria as regras sanitárias de combate ao coronavírus.

“No reino da hipocrisia! Não adianta postar homenagem pro Paulo Gustavo e participar de festa com 500 pessoas”, escreveu a atriz juntamente com uma foto onde aparecem algumas celebridades que participaram ou promoveram festas.

A crítica da atriz se deu logo após a divulgação de uma festa que ocorreu nessa sexta-feira (14) no Copacabana Palace e que reuniu, pelo menos, 500 convidados, entre eles diversos famosos que prestaram homenagem ao ator Paulo Gustavo.

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Repórter da Globo interrompe telejornal ao vivo e anuncia demissão: “até a próxima”

No Jornal Liberal 1º Edição, da Rede Globo, Tatiane era responsável pelas entradas ao vivo em Belém e região metropolitana

Repórter da Globo interrompe telejornal ao vivo e anuncia demissão: “Até a próxima”
Repórter da Globo interrompe telejornal ao vivo e anuncia demissão: “Até a próxima”

247 - Nesta sexta-feira, 14, durante uma reportagem ao vivo a respeito da vacinação contra o novo coronavírus, a jornalista Tatiane Lobato, contratada da TV Liberal, afiliada da Rede Globo no Pará, usou o momento diante às câmeras para anunciar sua demissão do canal.A reportagem é do portal TV em foco. 

Tudo aconteceu no decorrer do Jornal Liberal 1º Edição, comandado pela âncora Priscilla Castro. “Bom Priscilla, para encerrar essa minha participação nesta sexta-feira, apenas para me despedir e agradecer pela oportunidade. Encerro hoje o meu ciclo na TV Liberal. Desejo saúde para todo mundo, muito sucesso e até a próxima”, frisou ela.

Surpresa com a notícia, Priscilla ficou calada por alguns instantes e só depois se pronunciou. “Tati, me pegou aqui de surpresa até, não acredito. Mas enfim, a gente ainda vai se falar na redação, te desejo toda a sorte do mundo como sempre. Obrigada por essa super parceria aqui, você sabe que é muito querida na redação, fez um trabalho excelente com a gente, vai fazer onde estiver. Obrigada Tati, obrigada mesmo”, falou a jornalista.

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Cruzeiro LGBT+ para o Caribe em 2022 já tem ingressos quase esgotados

Otimista com o plano de vacinação, a empresa enfatiza que freta o navio inteiro para que todos LGBTs não precisem se preocupar com a LGBTfobia

Após vender todas as cabines para o primeiro cruzeiro LGBT+ com destino à Antártica (previsto para dezembro de 2022), a empresa Vacaya anuncia que está com os ingressos quase esgotados para o Caribe, programado para 17 de outubro de 2022

Com duração de 7 noites, a embarcação sai de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e o ingresso custa a partir de US$ 897 por pessoa, cerca de R$ 4.686.

Cruzeiro LGBT+ para o Caribe em 2022 já tem ingressos quase esgotados
Cruzeiro está previsto para outubro de 2022 – Reprodução: myvacaya.com

“Com as notícias positivas do programa de vacinação melhorando a cada dia [nos EUA], este cruzeiro histórico da Vacaya está em alta demanda e cada vez mais perto de esgotar, já que os viajantes LGBT+ lideram o retorno global às viagens. Então, se você e seus amigos ainda não garantiram seus quartos nesta viagem inédita, o tempo é agora antes que os últimos quartos acabem”, diz a empresa.

A empresa também faz questão de enfatizar que freta o navio inteiro para que todos LGBTs tenham a liberdade de expressar a individualidade, fazer conexões, celebrar a vida, festar ou simplesmente relaxar sem ter que se preocupar LGBTfobia.

Aos interessados (e vacinados!), basta entrar neste link e obter todas as demais informações – em inglês.

PRÓ-CIÊNCIA

Randle Roper, cofundador da Vacaya, faz questão de incentivar a vacina contra a covid. No site oficial da empresa, Roper reúne vários artigos sobre a vacina e também depoimentos pessoais, inclusive o seu.

“Estávamos vendo a indústria de viagens desmoronar ao nosso redor e eu sabia que a única maneira de sair disso seria se uma vacina eficaz fosse desenvolvida. 

Embora minha esfera de influência certamente não seja enorme, eu queria fornecer às pessoas que amo e me preocupo um caminho a seguir alinhado com minha própria experiência de vacinação em primeira mão e a base de conhecimento que vem com ela. 

Eu reconheci que confiança, conforto e fé – especialmente nesta era louca de desinformação – estavam fadados a ser impulsionadores importantes à medida que todos nós entramos nesta nova fronteira. 

Eu tomei minha primeira injeção em agosto (?). Não tive nenhum efeito colateral”, relata Roper.

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Justiça condena governo de SP por omissão no crime transfóbico contra Laura Vermont

O juiz concluiu que o estado foi omisso e negligente quanto à morte de Laura

Justiça de São Paulo condenou o governo estadual a pagar uma indenização de R$ 50 mil por danos morais aos pais da travesti Laura Vermont, assassinada no dia 15 de junho de 2015 por um grupo de rapazes. Os réus respondem o crime em liberdade e aguardam a data do julgamento. As informações são do G1.

O juiz Kenichi Koyama, da 11ª Vara de Fazenda Pública do Foro Central, atendeu parcialmente o pedido de indenização feito pela Defensoria Pública, alegando que o estado foi omisso na morte de Laura, considerando que os policiais envolvidos no caso foram negligentes, imprudentes e ainda mentiram, mesmo que não tenham participado do assassinato da travesti.

Na ocasião, dois policiais militares foram acionados para atender a ocorrência de que jovens estavam agredindo a Laura e, segundo ambos, assim que eles chegaram com a viatura, ela teria entrado no carro para fugir dos jovens agressores, batendo o veículo em um muro.

Justiça condena governo de SP por omissão no crime transfóbico contra Laura Vermont
Reprodução

Um dos PMs teria agredido ela depois do ocorrido, enquanto o outro atirou no braço dela. Depois deixaram de socorrê-la. Ao chegar na delegacia, os policiais deram uma versão fantasiosa, mas após serem confrontados, acabaram contando a versão mais próxima à realidade.

“Indiscutível que a omissão estatal foi no momento da abordagem negligente com a situação, permitindo inclusive perder a viatura. Provavelmente por esse fato, tornou-se imprudente na abordagem, inclusive com disparo desnecessário de arma de fogo. Sucedeu-se que não atendeu a vítima para lhe salvar a vida, sem que haja qualquer elemento suficiente para supor que o atendimento não fosse exitoso se desde logo tivesse sido correta abordagem. E finalmente, foi dolosamente inaceitável alterar sua versão para escapar de uma realidade patética que causou”, escreveu o juiz Kenichi em 4 de abril.

“Desse modo, fixo o dano moral em R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), o que se dá compatível com a imprudência e imperícia da abordagem policial, de forma que o valor seja para mitigar os resquícios do prejuízo enfrentado pelo autor”, informa outro trecho da decisão do magistrado.

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