GERAL.?

*
Com 2.791 novas mortes, Brasil completa 50 dias com média acima de 2 mil
*
O que existe além do universo? 
*
Incêndios na Sibéria já começaram, e o verão ainda nem chegou por lá - Gizmodo Brasil
*
Como nos sairíamos se um asteroide atingisse a Terra? Muito mal
*
Presidente da Frente Brasil-China reage a Bolsonaro: 'grave doença mental'
*
*
*
*

Incêndios na Sibéria já começaram, e o verão ainda nem chegou por lá - Gizmodo Brasil

por
publicado em
3 de maio de 2021 @ 18:53
Incêndios florestais perto de Oymyakon, República Sakha, Rússia, em 2 de maio de 2021. Crédito: Pierre Markuse/Flickr

Parece que incêndios violentos na Sibéria estão começando novamente — e alguns incêndios que nunca se apagaram depois do verão passado estão começando a aparecer na neve.

Na semana passada, as autoridades colocaram 1,7 milhão de residentes de Novobirsk sob o que é conhecido como um alerta de qualidade do ar de “céu negro”, já que a fumaça dos incêndios florestais próximos cobriu a cidade. No final de abril, o Siberian Times relatou que 27 casas foram destruídas na cidade de Kemerovo e 50 na terceira maior cidade da Rússia, Novosibirsk, com mais destruição em outros distritos vizinhos.

Com a aproximação do verão no Hemisfério Norte, incêndios como este na Sibéria não mostram sinais de desaceleração — e estão ocorrendo em áreas ainda mais frias ao norte. Imagens coletadas pelos satélites Copernicus Sentinel-2 no domingo e postadas no Twitter pela conta da Diretoria-Geral da Indústria de Defesa e Espaço da UE mostram um grupo de incêndios florestais perto de Oymyakon, uma área rural conhecida por ser um dos lugares mais frios da Terra. Outras imagens de satélite mostram focos de incêndio em paisagens cobertas de neve.

Você provavelmente pode achar que a Sibéria — especialmente as regiões ao redor do Círculo Polar Ártico — não deveria ter tantos incêndios. Mas as temperaturas por lá quebraram todos os tipos de recordes no verão passado, e análises científicas descobriram que o calor na área tornou-se 600 vezes mais provável devido às mudanças climáticas. Os incêndios que ocorreram no Ártico no ano passado liberaram uma quantidade recorde de dióxido de carbono que foi equivalente a todas as emissões anuais da Espanha, criando um perigoso ciclo de feedback.

As temperaturas amenas na região continuaram no inverno: a ilha de Svalbard, na região ártica da Noruega, teve sua temperatura mais alta em novembro do ano passado, registrando 9,4 ºC, que seria quente para novembro mesmo em Nova York. As temperaturas no alto Ártico ficaram na média de 6,6 ºC acima do normal neste inverno, de acordo com dados coletados pela Nasa. (No caso da agência espacial, ela define como normal o período de 1951 a 1980.)

Vários incêndios nos últimos anos iniciaram e se espalharam em áreas com turfa, um solo rico em carbono que pode liberar seus estoques para a atmosfera quando queimado. Os incêndios de turfa podem continuar a arder no subsolo por longos períodos, consumindo o carbono do solo até que possam alcançar a superfície novamente. Os especialistas especularam que esses incêndios podem reacender em chamas maiores nos meses mais quentes.

No final de fevereiro, o Siberian Times filmou um incêndio nos arredores de Khandyga, uma pequena cidade no rio Aldan, e postou no Twitter no domingo. Se você já se perguntou como seria cavar sob a neve em temperaturas de -30 ºC para encontrar turfa queimando, dê uma olhada nesse vídeo. O incêndio filmado pelo Siberian Times foi originalmente detectado por moradores locais em novembro, e o jornal sugere que pode haver alguma ligação entre esses incêndios de longa duração e os incêndios florestais que estão queimando agora. (Especialistas em fogo do Ártico sugeriram que isso também poderia ser o resultado de atividades humanas.)

No início deste ano, eles podem ter desenvolvido uma solução biodegradável eficaz para ajudar os bombeiros a extinguir incêndios zumbis, o que é ótimo. Mas, considerando que a Sibéria tem mais de 13 milhões de quilômetros quadrados e inclui áreas de difícil acesso para os bombeiros, essa solução agora é como tentar apagar um incêndio florestal com um borrifador. E à medida que a Sibéria sofre com novas pressões das mudanças climáticas, podemos apenas imaginar que novos horrores a temporada de incêndios florestais do verão trará.

*

Como nos sairíamos se um asteroide atingisse a Terra? Muito mal - Gizmodo Brasil

por
Concepção artística da missão DART. Crédito: Nasa

Um exercício internacional para simular um asteroide colidindo com a Terra chegou ao fim. Com apenas seis dias para um impacto fictício, as coisas não parecem boas para uma região de 298 km de largura entre Praga e Munique.

Dois anos atrás, os organizadores deste evento destruíram acidentalmente a cidade de Nova York, e agora é a vez de uma região fronteiriça que abrange a Alemanha, Áustria e República Tcheca ter o mesmo destino. Quando cobri os primeiros dias da simulação desta semana na quarta-feira, os especialistas estavam avaliando suas opções enquanto um asteroide de 140 metros de largura avançava em direção à Europa Central.

Isso pode soar como um jogo de RPG, mas é algo muito sério. Liderada pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a simulação de impacto de asteroides tem como objetivo preparar cientistas, planejadores e tomadores de decisão importantes para a realidade, caso ela ocorra. O exercício começou na última segunda-feira (26) e está acontecendo virtualmente na 7ª Conferência de Defesa Planetária IAA, organizada pelo Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior com a ajuda da ESA.

Com o impacto agora iminente, e com o asteroide falso claramente à vista, a situação sombria tornou-se clara.

“A prática e o treinamento para diferentes situações é uma parte importante da preparação, seja feita por profissionais de medicina, equipes esportivas ou artistas”, explicou Andy Rivkin, astrônomo pesquisador do Laboratório de Física Aplicada da Johns Hopkins, por e-mail. “Para a defesa planetária, esta é a nossa chance de reunir pessoas com diferentes conhecimentos que não costumam ter a chance de trabalhar juntas e olhar para diferentes cenários. Isso pode ajudar muito na identificação de questões importantes que podemos não enxergar quando trabalhamos como pequenos grupos ou indivíduos.”

Rivkin, que participou do evento, é o co-líder do Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo (DART, na sigla em inglês) da Nasa, que visa colidir uma espaçonave contra o asteroide Dimorphos no final de 2022. Ao atingir um asteroide, um impactador cinético como o DART pode “mudar o tempo de chegada do asteroide para que ele não chegue na encruzilhada ao mesmo tempo que a Terra”, disse Rivkin, acrescentando que seu grupo está testando o que “acontece em detalhes quando você altera a velocidade de um asteroide”, neste caso o Dimorphos.

Uma característica distintiva sobre a simulação deste ano é que o asteroide surgiu do nada, por assim dizer. Chamado de “2021 PDC”, ele foi descoberto apenas seis meses antes de seu encontro programado com a Terra. A probabilidade de um impacto foi avaliada inicialmente em 1 em 2.500, mas aumentou para 1 em 100 durante o primeiro dia da simulação. No Dia 2, as chances aumentaram para 100%, com o local de impacto identificado como sendo na Europa Central.

Para mim, uma conclusão importante da simulação deste ano foi a maneira drástica em que as variáveis-chave, como a provável área de impacto e o tamanho da população afetada, foram impactadas por novas observações. Em um momento, por exemplo, o Norte da África, o Reino Unido e grande parte da Escandinávia estavam dentro da possível zona de ataque.

Os participantes da simulação consideraram impossível implantar um esforço de mitigação, como um impactador cinético ou bomba nuclear, devido ao curto período de tempo — uma consideração que foi feita pela geóloga planetária Angela Stickle, outro membro da equipe do DART que participou do exercício.

“O cronograma para deflexão é importante”, explicou Stickle, líder do grupo de trabalho de modelagem de impacto do DART, em um e-mail. “Os impactadores cinéticos funcionam melhor quando são feitos com anos de antecedência, então o pequeno empurrão que você dá tem tempo suficiente para realmente mudar a órbita que se aproxima da Terra, mesmo se pudéssemos ter lançado um impactador cinético como o DART no cenário de exercício, poderíamos ter chegado tarde demais para realmente desviá-lo do curso.”

Os exercícios anteriores forneceram muitos anos de advertência, mas não este. Consequentemente, o foco do exercício foi voltado para a resposta a desastres e a importância de identificar asteroides perigosos com antecedência.

Para Andy Cheng, cientista-chefe e co-líder da equipe de investigação do DART na Johns Hopkins, o momento de aprendizado veio quando todos descobriram que o asteroide fictício havia passado pela Terra sete anos antes, mas não foi descoberto “porque não haviam telescópios baseados no espaço ou no solo que o teriam descoberto”, explicou ele por e-mail. Se o objeto tivesse sido detectado naquela época, “teria havido tempo de aviso mais do que suficiente para montar missões espaciais para caracterizá-lo e mitigar a ameaça”, como uma missão semelhante ao DART.

Consequentemente, a simulação tornou-se um exercício de previsão dos possíveis danos que podem ser infligidos pelo asteroide e onde esses danos podem ocorrer. Esta não foi uma tarefa fácil, dadas as muitas incertezas sobre o objeto ofensor, como seu tamanho e composição física. As estimativas iniciais colocaram o asteroide entre 35 m e 700 m de comprimento, seguido por uma estimativa mais refinada de 140 m, que “reduz significativamente o pior tamanho possível e as piores energias de impacto possíveis correspondentes”, de acordo com o relatório do dia 3.

Mapa atualizado mostrando a área ameaçada na Europa Central. Imagem: Nasa/JPL

O que nos leva ao último dia do exercício (parece que este foi um projeto de quatro dias, não cinco dias como foi relatado originalmente). O dia 4 ocorre em 14 de outubro de 2021 — apenas seis dias antes do impacto. Com o impacto agora iminente, e com o asteroide falso claramente à vista, a situação sombria tornou-se clara.

O impacto fictício ocorreria em 20 de outubro de 2021, precisamente às 17:02:25 UTC, com mais ou menos um segundo de margem de erro. Este nível de precisão é realmente fascinante e demonstra o alto grau em que estaríamos preparados para aquele momento fatídico, permitindo que as pessoas nas áreas afetadas e adjacentes evacuassem ou se protegessem.

Imagens tiradas pelo Observatório Goldstone no dia anterior limitaram o tamanho do asteroide a 105 m de diâmetro. Não era tão grande quanto se temia, mas ainda assim grande o suficiente para causar sérios danos. Para Mallory DeCoster, um engenheiro mecânico e de sistemas e membro da equipe de investigação DART da Johns Hopkins que também participou do exercício, a incerteza contínua sobre o tamanho do asteroide se mostrou problemática.

Mapa mostrando as várias regiões ameaçadas de acordo com o nível de gravidade. Imagem: Nasa/JPL

“Sabemos que uma das informações mais críticas para os tomadores de decisão é a informação de alta fidelidade sobre o tamanho do asteroide”, disse ela. “No cenário de impacto hipotético, vimos que as capacidades dos instrumentos atuais nos deixaram com uma grande variedade de tamanhos possíveis para o asteroide, variando de um diâmetro de 30 m de baixa ameaça a um diâmetro de 700 m capaz de destruir um continente. Isso mostrou como é importante investir em instrumentos como radares terrestres e sensores infravermelhos baseados no espaço para fornecer métricas de caracterização de alta resolução.”

O asteroide falso foi projetado para atingir a Terra a velocidades que chegam a 15 km/s, ou 55.000 km/h. O ponto zero foi previsto para residir em um intervalo de 23 km, mas esse número deve encolher pela metade nos próximos dias, à medida que o asteroide se aproxima. O local do impacto foi centralizado próximo às fronteiras de três países: Alemanha, República Tcheca e Áustria.

Esta área é principalmente rural e não foram fornecidas estimativas sobre o tamanho da população afetada. Na pior das hipóteses, o asteroide infligiria danos que se estenderiam por 150 km em todas as direções. Um mapa de ameaças indicava as regiões designadas como sem sobreviventes, críticas, severas e graves. Praga, uma cidade de 1,27 milhão de habitantes, reside na fronteira externa da zona classificada como séria, enquanto Munique parecia estar fora de perigo.

Se esta situação fosse real, a Rede Internacional de Alerta de Asteroide — um grupo que detecta, rastreia e caracteriza asteroides potencialmente perigosos — teria disseminado esta informação de acordo com uma resolução da Assembleia Geral da ONU, segundo o relatório de sexta-feira (30). Isso seria feito para “garantir que todos os países…estejam cientes das ameaças potenciais” e para enfatizar a necessidade de desenvolver “uma resposta de emergência eficaz e gestão de desastres no caso de um impacto de objeto próximo à Terra”, diz a resolução.

Stickle disse que várias coisas chamaram sua atenção no exercício deste ano, incluindo a importância de uma comunicação pública clara, particularmente fornecendo informações às pessoas sobre a ameaça e o que pode ser feito para prevenir impactos na Terra.

“Acho que o DART pode ser uma boa adição a isso como um exemplo de como estamos preparando e testando a tecnologia necessária; a missão oferece uma boa oportunidade de comunicação e engajamento público”, escreveu Stickle. “O exercício também mostrou a importância de ser capaz de implantar rapidamente impactadores cinéticos em um cenário de emergência.” Dito isso, ela descreveu o cronograma de seis meses como sendo “bem esportivo”, pois teríamos que agir muito rápido, mesmo com uma solução de mitigação pronta para funcionar.

Mallory DeCoster, engenheiro mecânico e de sistemas e membro da equipe de investigação do DART, também concordou, dizendo que “realmente precisamos encontrar e rastrear mais asteroides”, acrescentando que isso não é surpreendente, “mas este cenário de curto tempo de aviso definitivamente destaca a importância disto.”

E com isso o exercício estava completo, já que realmente não havia mais nada a fazer a não ser esperar o asteroide chegar. É tudo muito mórbido, mas a simulação deste ano valeu a pena. Esperamos que esses exercícios permaneçam dentro do reino da ficção.

*

O que existe além do universo? A resposta pode dar dor de cabeça

3 min de leitura
Imagem de: O que existe além do universo? A resposta pode dar dor de cabeça
Buscar a resposta para uma das questões mais intrigantes da humanidade, "o que está além dos limites conhecidos do universo", pode te deixar com dor de cabeça, segundo o astrofísico PhD Paul M. Sutter. 
Paul Sutter, em seu podcast Ask a Spaceman.

Paul Sutter, em seu podcast Ask a Spaceman.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O professor universitário, apresentador do podcast Ask a Spaceman (algo como "Pergunte a um homem do espaço") e autor dos livros Your Place in the Universe How to Die in Space ("Seu lugar no Universo" e "Como morrer no espaço", em tradução livre), publicou um artigo em que explica alguns conceitos na tentativa de entender o que existe, e se existe, do lado de fora do cosmos.

Definindo o universo

"Para responder à pergunta sobre o que está fora do universo, primeiro precisamos definir exatamente o que queremos dizer com universo", afirma Sutter. E explica: "Se você entender que significa literalmente todas as coisas que poderiam existir em todo o espaço e tempo, então não pode haver nada fora. Ainda que você imagine que ele tem tamanho finito, o que está fora também faz parte do universo".

O tamanho do universo intriga o ser humano há séculos.

O tamanho do universo intriga o ser humano há séculos.

Fonte:  Pixabay 

Mas o cosmos também pode ser infinito em tamanho. Nesse caso, você nem precisa se preocupar com esse enigma: o universo, sendo tudo o que existe, é infinitamente grande e não tem borda, então não há fora para sequer falar.

Sutter lembra que, com certeza, há uma parte externa ao nosso trecho observável do universo: "O cosmos é tão antigo, e a luz viaja tão rápido. Portanto, na história do universo, não recebemos luz de todas as galáxias". A largura atual do universo observável é de cerca de 90 bilhões de anos-luz.

Ao infinito e além

Os cosmologistas não têm certeza se o universo é infinitamente grande, ou apenas extremamente grande. Para medir seu tamanho, eles observam sua curvatura. "Se o universo é perfeitamente plano geometricamente, então ele pode ser infinito. Se for curvo, como a superfície da Terra, então seu volume é finito", afirma o PhD em Física.

As medições atuais indicam que o universo é quase perfeitamente plano. Então seria infinito? Não é tão simples: "Mesmo no caso de um universo plano, o cosmos não precisa ser infinitamente grande. Considere, por exemplo, a superfície de um cilindro. É geometricamente plano, porque as linhas traçadas na superfície permanecem paralelas e, ainda assim, tem tamanho finito", explica o autor. Então o universo pode ser completamente plano, mas fechado em si mesmo.

O que tem do lado de fora?

A questão maior, na verdade, é se existe lado de fora. "Mesmo que o universo seja finito, isso não significa necessariamente que haja uma borda ou um lado externo. Pode ser que nosso universo tridimensional esteja embutido em alguma construção multidimensional maior", explica Sutter. Isso seria completamente plausível em alguns modelos exóticos da física, mas, atualmente, não há como testar.

"Eu sei que é de dar dor de cabeça, mas mesmo que o universo tenha um volume finito, ele não precisa ser embutido em algo", diz o pesquisador no artigo.

É uma questão de perspectiva

Ao imaginar o universo, é possível pensar em uma bola gigante cheia de estrelas, galáxias e todos os tipos de objetos astrofísicos interessantes, o que provavelmente levaria a imaginar como isso seria visto de fora – da mesma maneira que um astronauta observa a Terra de longe. Mas, segundo o autor, o universo não precisa dessa perspectiva externa para existir.

Imagem de galáxias do universo feita pelo telescópio Hubble.

Imagem de galáxias do universo feita pelo telescópio Hubble.

Fonte:  NASA/ESA 

"É totalmente consistente do ponto de vista matemático definir um universo tridimensional sem exigir um exterior para esse universo", afirma Sutter no texto. É como se, quando imaginamos o universo como uma bola flutuando no meio do nada, estivéssemos pregando uma peça em nós mesmos que a matemática não exige.

"Pode parecer impossível existir um universo finito sem nada fora dele, mas não é", finaliza. Mas calma: também pode ser que nosso universo realmente tenha um "exterior", apenas não há nada na matemática que afirme que é necessário.

*

Viagens no tempo: o que a ciência diz sobre elas

9 min de leitura
Imagem de: Viagens no tempo: o que a ciência diz sobre elas
Avatar do autor

Um instante, ele estava em seu laboratório; no seguinte, Sam Magruder se viu nu, com água lamacenta até a cintura, em um pântano selvagem e fugindo assustado de um dinossauro. Esse é o cerne do livro que o paleontólogo e evolucionista George Gaylord Simpson chamou de A descronização de Sam Magruder — a viagem no tempo de um cientista do ano 2162 ao Cretáceo, 80 milhões de anos no passado. Simpson, uma das mais brilhantes mentes científicas do século XX, descreveu, em seu livro, um dos maiores enigmas enfrentados pelos físicos: as viagens temporais.

Vivemos constantemente entre o presente e o passado. Se a luz viaja a 300 mil quilômetros por segundo, a tela onde você está lendo essas palavras está, na verdade, no passado. É por isso que o físico Albert Einstein (com a ajuda do matemático alemão Hermann Minkowski, pois Einstein era péssimo em matemática) descreveu o tempo não como uma constante, mas sim como uma dimensão: o espaço em que vivemos é feito de três dimensões (largura, comprimento e profundidade), e o tempo seria a quarta.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O viajante que percorre nosso Universo (seja até a lixeira do corredor, Marte ou a galáxia mais próxima) teria quatro coordenadas para se guiar: as três do espaço e uma do tempo — que, convencionalmente, apenas corre para a frente. A primeira questão que se coloca é: a que velocidade?

Limite entre presente e passado

Segundo Einstein previu em sua teoria da relatividade especial, quanto mais rapidamente você avança nas três dimensões do espaço, menos você progride na quarta (o tempo). Segundo o físico alemão, há um limite até onde você pode aumentar a sua aceleração, e ele é a velocidade da luz. Porque, teoricamente, se você alcançá-la e ultrapassá-la, você chegará no momento anterior no qual a luz deixou seu ponto de partida.

Mas, quanto mais perto do ponto-limite, mais o tempo reduz a sua velocidade — do ponto de vista de um observador, não para quem está viajando. Isso se chama “dilatação do tempo”. 

Se você está em uma nave espacial pensando em jogar seu lixo na órbita da supergigante azul Ícarus, a 9 bilhões de anos-luz da Terra, e ainda chegar em casa "a tempo para a novela", ao retornar à Terra vai encontrar o Sol morto e o planeta como um pedaço de carvão flutuando por um Sistema Solar irreconhecível.

“A passagem do tempo pareceria absolutamente normal para mim. Meu relógio anda no passo certo, eu envelheço normalmente, os filmes correm no ritmo certo. Não estou mais longe do meu futuro do que o normal. Mas eu viajei para o futuro do meu irmão gêmeo”, explicou a física Janna Levin, do Barnard College, sobre o que ficou conhecido como o “paradoxo dos gêmeos”. A viagem ao futuro seria, nesses moldes, possível; o inconveniente seria, porém, que somente os viajantes poderiam desfrutar de suas descobertas.

Viajando para o futuro

A física pensou em algumas soluções. Confira-as a seguir.

Cilindro de Tipler

Em 1974, o astrônomo Frank Tipler imaginou uma estrutura na forma de um cilindro giratório incrivelmente denso, com cerca de 100 quilômetros de comprimento e dez quilômetros de largura. Em seu interior, haveria algo com uma massa equivalente a 10 vezes a do Sol, girando cerca de bilhões de vezes por minuto. Tipler sugeriu que isso poderia ser feito usando um buraco negro giratório, uma estrela de nêutrons ou mesmo um pulsar; e o cilindro, por isso, seria feito de um material forte o suficiente para não ser esmagado pela própria gravidade ou dilacerado pelas forças centrífugas que experimentaria ao girar. 

O resultado seria a criação da chamada closed timelike curve (curva fechada do tipo tempo, em tradução livre) — uma curvatura do espaço-tempo que possibilitaria uma viagem para o futuro e voltasse ao ponto de onde partiu.

Uma nave espacial, saindo da Terra, alcançaria o tal cilindro (conhecido como Cilindro de Tipler) e completaria algumas órbitas ao redor dele, permanecendo na região ao redor da estrutura onde o espaço-tempo é mais deformado, e então voltaria à Terra, onde o tempo teria transcorrido mais depressa do que a bordo (a boa e velha dilatação do tempo). O quanto dependeria de quantas vezes você deu a volta no cilindro, e as limitações quanto a esse projeto falam por si.

Buracos de minhoca

Viajar do ponto A para o ponto B mais rapidamente do que a luz no vácuo faria, segundo Einstein, qualquer um teria massa infinita e comprimento 0. Mas, admitindo-se que o espaço-tempo pode ser dobrado, Einstein pensou na possibilidade de cortar caminho, usando-se o que se popularizou chamar de “buracos de minhoca”. As equações tornam essas passagens possíveis, fisicamente; o problema é que, além de deixarem passar apenas partículas, elas desmoronariam quase instantaneamente.

Na chamada curva fechada do tipo tempo, o viajante sempre voltará ao ponto onde começou sua jornada, não importa quantas voltas dê no espaço-tempo.

Na chamada curva fechada do tipo tempo, o viajante sempre voltará ao ponto onde começou a sua jornada, não importa quantas voltas dê no espaço-tempo.

O astrônomo Carl Sagan foi o primeiro a pensar nisso, ao pedir ao amigo e físico Kip Thorne para que pensasse se seria possível usar buracos no tecido espacial para visitar o futuro (ele usou essa ideia em seu livro Contato). Thorne, vencedor do Nobel de Física em 2017 por seu trabalho na detecção de ondas gravitacionais, é um dos fundadores do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (acrônimo em inglês LIGO), mas é mais conhecido por ter sido o consultor científico do filme Interstellar.

Buracos negros

Falando no blockbuster do diretor Christopher Nolan, o filme usa a ideia de uma nave se aproveitando do movimento giratório de um buraco negro para girar rapidamente (o mesmo princípio do Cilindro de Tipler). 

O físico Stephen Hawking, em um artigo para o jornal Daily Mail em 2010, escreveu que os astronautas “dariam voltas e mais voltas ao do horizonte de eventos, vivenciando apenas metade do tempo de todos na Terra. A nave e sua tripulação estariam viajando no tempo. Imagine que eles circulassem o buraco negro por 5 anos: 10 anos se passariam em outro lugar. Mas seria preciso viajar em torno da velocidade da luz para que isso funcionasse”.

Cordas cósmicas

O astrofísico Richard Gott construiu a sua carreira sobre dois dos aspectos que mais fascinam o leigo: viagens no tempo e o fim da civilização humana. Sobre o primeiro item, ele argumenta que seria possível ao ser humano usar a deformação do espaço-tempo provocado pelas cordas cósmicas (tubos estreitos de energia, remanescentes do início do cosmos, e que se estendem por todo o Universo, ou seja, são infinitas e se enredam qual teias de aranha).

A massa dessas estruturas chegaria a 10 quatrilhões de toneladas por centímetro; segundo Gott, duas cordas paralelas entre si e movendo-se uma após a outra distorceriam o espaço-tempo o suficiente (o chamado “poço gravitacional”) para permitir a viagem no tempo.

Máquinas do tempo

Desde 1895, quando o escritor britânico H. G. Wells lançou o clássico A máquina do tempo, é consenso na Ciência de que o ser humano vai precisar de um dispositivo que não apenas crie uma curva fechada do tipo tempo como não cause danos ao seu ocupante.

Primeiramente, para que a máquina alcançasse velocidade o suficiente para o viajante chegar ao futuro seria preciso que o tempo funcionasse. Então, os físicos acreditavam ser necessário uma forma exótica de matéria, com "densidade de energia negativa", cuja existência ainda é uma hipótese na Física. 

Em 1984, o físico Miguel Alcubierre lançou a ideia de que seria possível fazer contrair o espaço-tempo à frente de uma nave para para logo depois, fazê-lo se expandir atrás dela, sem entrar em conflito com a teoria da relatividade.

A nave, na verdade, não sairia do lugar e sim, confortavelmente instalada em uma bolha, escorregaria pelo tecido do Universo. O problema: o motor teria que ser construído com matéria exótica, gerando energia negativa — ambas existentes apenas no campo teórico. Já existem, porém, pesquisadores na Física que garantem ser possível alcançar velocidades próximas à da luz sem essa matéria de propriedades.

Entre as ideias surgidas, uma precisaria de uma estrutura em forma de rosquinha (onde o vácuo existiria) no interior de uma. No interior desse conjunto, campos gravitacionais gigantescos seriam capazes de dobrar o tecido espacial em uma forma fechada e, para voltar no tempo, um viajante correria dentro da rosquinha, voltando ainda mais para o passado a cada volta. Ainda não existe tecnologia para manipular, de maneira precisa, os campos gravitacionais necessários para fazer uma curva semelhante ao tempo.

Outra ideia, de pesquisadores da Applied Physics (um grupo independente de cientistas, engenheiros e inventores que assessora empresas e governos em ciência e tecnologia para aplicações humanitárias e comerciais), sugere uma nave em forma de disco (feito de matéria comum, na falta da exótica), que deslizaria empurrada pela inércia, depois de atingir uma determinada velocidade. 

Os projetistas da Enterprise NCC-1701-D quase acertaram.

Os projetistas da Enterprise NCC-1701-D quase acertaram.

Tudo parece excitante, mas o problema (sempre existe um) é que esse protótipo teria que ser feito de materiais com densidades inalcançáveis pela tecnologia atual.

Viajando para o passado

Todos já devem ter ouvido falar do “paradoxo do avô”: um viajante volta no tempo e mata seu avô ou seus pais, impossibilitando seu próprio nascimento e, por consequência, o futuro assassinato de seus ancestrais. 

Alguns físicos argumentam que você, na verdade, nasceria em um universo paralelo — haveria um para cada decisão que você toma na vida (virar à esquerda ou à direita, esperar o próximo elevador ou se espremer no que se abre à sua frente etc.). Outros, que o passado não pode ser mudado, por mais que você tente.

Segundo os cálculos dos pesquisadores Germain Tobar e Fabio Costa, da Universidade de Queensland (eles provaram matematicamente que a viagem ao passado é possível), o que quer que o viajante faça (e eles incluem no trabalho algumas possibilidades causadoras do chamado “efeito borboleta” — pequenas mudanças nas condições iniciais de grandes sistemas, podendo levar a mudanças drásticas nos resultados), os eventos se ajustarão para evitar o paradoxo temporal.

"Se você voltasse ao passado para impedir que a primeira pessoa fosse infectada por covid-19, você se contaminaria e se tornaria o paciente zero. Não importa o que você fizesse, os eventos seriam recalibrados ao seu redor e a pandemia ocorreria, dando ao seu 'eu' mais velho a motivação para voltar no tempo e detê-la”, disse Costa.

Voltar a lugar nenhum

Sam Magruder (o cronólogo do século 22 mencionado no início deste artigo) conseguiu voltar no tempo, retrocedendo até meados do período Cretáceo, há 60 milhões de anos. Para que isso fosse possível, George Gaylord Simpson criou um processo que ele chamou de “descronização”. Magruder diz que o presente é, na verdade, “um ponto móvel do universo temporal em movimento”. Ele imagina o tempo como uma linha descontinuada, na qual o presente “pularia” intervalos infinitesimais.

Seu experimento consiste em usar um desacelerador para alargar esses intervalos, começando por “estender um milionésimo de segundo até percebê-lo como 5 horas”. Quando ele aumenta a desaceleração do tempo ao máximo, é jogado no passado, 800 milhões de anos de o primeiro ser humano surgir na face da Terra. 

Sam Magruder descobriu que não poderia voltar ao seu tempo porque ele ainda não existia.

Sam Magruder descobriu que não poderia voltar ao seu tempo porque ele ainda não existia.

Acostumado a tecnologias que garantiam sua sobrevivência, Magruder percebe então que a viagem ao passado é uma viagem só de ida: o futuro ainda não aconteceu e, por isso, não há para onde voltar. Voltamos à ideia dos infinitos universos paralelos.

Embora a dilatação do tempo possa ser (pelo menos hipoteticamente) a forma de o ser humano visitar o futuro, parece que não seremos capazes de voltar ao passado; segundo Stephen Hawking deixou registrado em seu livro Buracos negros, universos bebês e outros ensaios: “a melhor evidência que temos de que a viagem no tempo [ao passado] não é possível, e nunca será, é que não fomos invadidos por hordas de turistas vindos do futuro".

*

Viajar mais rápido do que a luz pode ser possível, segundo estudo

2 min de leitura
Imagem de: Viajar mais rápido do que a luz pode ser possível, segundo estudo
Avatar do autor

Segundo a teoria da Relatividade Geral, criada por Albert Einstein, o espaço e o tempo estão fundidos e, portanto, nada pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz – quase 300 mil quilômetros por hora. Mas um novo modelo matemático abre a possibilidade para a viagem espacial.

Dois artigos recentes – um de Alexey Bobrick e Gianni Martire e outro de Erik Lentz – apontam soluções para as dificuldades encontradas para viajar mais rápido do que a luz segundo o modelo de 1994, de Miguel Alcubierre, que foi seguido pelo estudo do físico Chris Van Den Broeck, proposto em 1999.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Viagem mais rápida que a velocidade da luz esbarrava em problema que pode ter sido contornado.

Viagem mais rápida do que a velocidade da luz esbarrava em problema que pode ter sido contornado.

Fonte:  Pixabay 

Bobrick e Martire perceberam que, ao modificar o espaço-tempo, poderiam eliminar a necessidade de usar energia negativa – problema encontrado pelos outros teóricos. Então, de maneira independente, Lentz propôs uma solução que não requer energia negativa.

Entendendo os modelos matemáticos

A relatividade geral descreve como a massa e a energia distorcem o espaço-tempo: objetos pesados,como estrelas e buracos negros, curvam o espaço-tempo ao seu redor. Essa curvatura é o que sentimos como gravidade, mas e se uma nave pudesse comprimir o espaço à sua frente enquanto expande o espaço-tempo atrás dela?

Seria a dobra espacial, criada no universo ficcional de Star Trek. O físico teórico mexicano Miguel Alcubierre, em 1994, resolveu testar a ideia e mostrou que ela era matematicamente possível nas Leis da Relatividade Geral. Mas, infelizmente, o método de Alcubierre de compressão do espaço-tempo tem um problema: ele requer energia negativa ou massa negativa. 

Representação de uma dobra espacial.

Representação de uma dobra espacial.

Fonte:  Wikipedia 

Como os físicos nunca observaram massa negativa, a energia negativa seria a única opção. Para criar energia negativa, seria necessária uma grande quantidade de massa, que criaria um desequilíbrio entre partículas e antipartículas. O impulso de dobra de Alcubierre usaria essa energia negativa para criar a bolha do espaço-tempo.

Mas, para um impulso de dobra gerar energia negativa suficiente, você precisaria de muita, muita matéria mesmo. Alcubierre estimou que um motor de dobra com uma bolha de 100 metros exigiria a massa de todo o universo visível.

Em 1999, Van Den Broeck mostrou que expandir o volume na bolha mantendo a área de superfície constante reduziria significativamente as necessidades de energia,pois precisaria de pouco menos do que a massa do Sol. Uma melhoria significativa, mas ainda muito além de todas as possibilidades práticas.

Viagens espaciais na velocidade da luz parecem estar mais próximas.

Viagens espaciais na velocidade da luz parecem estar mais próximas.

Fonte:  Pixabay 

Em 2021, entraram em cena Bobrick e Martire, os quais perceberam que, ao modificar o espaço-tempo, poderiam eliminar a necessidade de usar energia negativa, mas não ir mais rápido do que a velocidade da luz. 

Foi quando Lentz propôs uma solução que não requer energia negativa: usou uma abordagem geométrica diferente para resolver as equações da Relatividade Geral e, ao fazer isso, descobriu que uma unidade de dobra não precisaria usar energia negativa. A solução de Lentz, em teoria, permite que a bolha viaje mais rápido do que a velocidade da luz.

Então, matematicamente, agora parece possível viajar mais rápido do que a luz. Mas o professor de Física Mario Borunda, da Oklahoma State University, nos Estados Unidos, alerta que, como físico, não confia totalmente nos modelos até que tenha uma prova experimental. Em artigo publicado recentemente no site The Conversation, Borunda disse: "Como fã de ficção científica, agradeço todo esse pensamento inovador. Nas palavras do capitão Picard, as coisas só são impossíveis até que não sejam".

*

Com 2.791 novas mortes, Brasil completa 50 dias com média acima de 2 mil

Cemitério municipal do Bom Jardim, região mais violenta de Fortaleza - Marília Camelo/UOL
Cemitério municipal do Bom Jardim, região mais violenta de Fortaleza Imagem: Marília Camelo/UOL

Carolina Marins, Douglas Porto, Sara Baptista e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

05/05/2021 18h40

Atualizada em 05/05/2021 23h55

Somente na última semana, 2.329 pessoas morreram em média em decorrência da covid-19 no Brasil. Já são 50 dias consecutivos com média de mortes acima de 2 mil, segundo os dados obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte junto às secretarias estaduais de saúde.

Apenas nas últimas 24 horas, os registros apontavam para 2.791 novos óbitos, elevando para 414.645 o número de mortes contabilizadas desde o início da pandemia.

SP está 'na fila' para comprar vacinas de 3 laboratórios, diz secretário

Embora o dado de óbitos de hoje seja um pouco mais baixo do que o registrado na quarta-feira da semana passada, quando teve 3.019 mortes, a média móvel de mortes permanece acima de 2 mil desde o dia 17 de março.

Os dados de hoje indicam estabilidade na média de óbitos de -8%, embora seja essa uma estabilidade em patamares muito elevados. Este é o 105º dia consecutivo em que a média fica acima de mil. No ano passado, o período mais longo foi de 31 dias.

O número de novos casos de covid-19 registrados hoje foi 75.652. Desde o começo da pandemia, já foram feitos 14.936.464 diagnósticos de coronavírus.

Os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

Seis estados reportaram mais de cem mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. A soma do total de vítimas destes locais (2.027) representa mais do que a metade do total de mortes no país:

  • São Paulo - 689
  • Minas Gerais - 441
  • Rio de Janeiro - 349
  • Paraná - 258
  • Goiás - 163
  • Rio Grande do Sul - 127

Dados do Ministério da Saúde

Os dados de mortes divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (5) foram um pouco mais altos. Segundo a pasta, o Brasil registrou 2.811 novos óbitos causadas pela covid-19 entre ontem e hoje. Desde o início da pandemia, houve 414.399 óbitos provocados pela doença, de acordo com o ministério.

Pelos dados da Saúde, houve 73.295 diagnósticos positivos para o novo coronavírus em todo o país nas últimas 24 horas. O total de infectados subiu para 14.930.183 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, 13.529.572 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 986.212 em acompanhamento.

A pandemia nos estados

São nove os estados com estabilidade nos registros, enquanto outros quatorze e o DF estão em queda. Apenas três apresentam aceleração: Ceará, Pernambuco e Paraná.

Em três regiões a média móvel de mortes é considerada estável: Nordeste (0%), Sudeste (-9%) e Sul (9%). Em outras duas a média apresenta desaceleração: Centro-Oeste (-27%) e Norte (-30%). No geral, o Brasil apresenta um índice em estável (-8%) na variação de 14 dias.

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-31%)
  • Minas Gerais: queda (-19%)
  • Rio de Janeiro: estabilidade (2%)
  • São Paulo: estável (-5%)
*

Presidente da Frente Brasil-China reage a Bolsonaro: 'grave doença mental'

Deputado Fausto Pinato (PP-SP), presidente da Frente Parlamentar Brasil-China - Pedro Ladeira/Folhapress
Deputado Fausto Pinato (PP-SP), presidente da Frente Parlamentar Brasil-China Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

05/05/2021 22h48

O deputado federal Fausto Pinato (PP-SP), presidente da Frente Parlamentar Brasil-China, reagiu à fala do presidente Jair Bolsonaro desta manhã. Ele disse que Bolsonaro tem uma "grave doença mental que o faz confundir realidade com ficção".

Hoje, em um discurso, Bolsonaro lançou dúvida sobre a China, sem citar nominalmente o país. Na ocasião, ele também falou que o coronavírus poderia ter sido criado em laboratório.

Bolsonaro fala sobre ataque em creche, pede punição e cita prisão perpétua

"Estou preocupado sobre um possível desvio de personalidade da maior autoridade do Brasil", afirmou Pinato. "A meu ver, não se trata de uma pessoa irresponsável, desequilibrada e sem noção de mundo", continuou.

"Na verdade, pode tratar-se de uma grave doença mental que faz o nosso presidente confundir realidade com ficção", opiniou o deputado. "Penso que estamos diante de um caso em que recomenda-se a interdição civil para tratamento médico", escreveu o parlamentar em nota. Ele ainda concluiu: "O Brasil agradecerá".

Mais tarde, na noite de hoje, Bolsonaro voltou a abordar o tema em entrevista enquanto aguardava a chegada do motorista Robson, que ficou dois anos preso na Rússia, no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O presidente se defendeu da acusação de prejudicar as relações com o país oriental dizendo que nunca mencionou o nome China em sua fala.

"Eu não falei a palavra 'China' hoje de manhã. Eu sei o que é guerra bacteriológica, guerra nuclear. Vocês, da imprensa, sabem onde nasceu o vírus. Falem. Muita maldade tentar aí um atrito com um país que é muito importante para nós", afirmou, dizendo ainda que a China é um parceiro comercial muito importante.

*
*

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

________________________* QUARKS, LÉPTONS e BÓSONS ________________________* COMUNISMO de DIREITA e NAZISMO de ESQUERDA. É o FIM da PICADA...! ________________________* http://www.nano-macro.com/?m=1

9