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IR 2021: Aposentado com mais de 65 anos tem isenção extra; veja como obter

Aposentados e pensionistas com mais de 65 anos têm direito a uma isenção extra de imposto; veja como obter na declaração -
Aposentados e pensionistas com mais de 65 anos têm direito a uma isenção extra de imposto; veja como obter na declaração

Colaboração para o UOL, de São Paulo

09/05/2021 04h00

Todos os aposentados e pensionistas com mais de 65 anos têm direito a uma isenção extra na declaração de Imposto de Renda.

Os rendimentos do benefício até o montante de R$ 1.903,98 por mês, ou R$ 24.751,74 no ano (considerando o 13º salário), devem ser informados em uma ficha específica da declaração e não pagam imposto. Veja mais abaixo como preencher o IR 2021 para aproveitar essa isenção extra.

IR 2021: Despesa com teste de covid-19 ajuda a reduzir o imposto?

Além da isenção citada acima, os aposentados e pensionistas com mais de 65 anos também têm direito à isenção prevista na tabela progressiva do Imposto de Renda, que vale para todos os contribuintes.

Quem recebe benefício acima de R$ 24.751,74 por ano, também não pagará imposto sobre o que exceder esse valor até o limite de R$ 49.503,48 no ano (considerando o 13º).

Ou seja, o aposentado ou pensionista tem uma dupla isenção. Ele só paga imposto sobre o que passar de R$ 49.503,48 no ano.

Isenção extra não vale para rendas de aluguel ou salários

É importante ressaltar que a parcela isenta de R$ 24.751,74 só vale para a aposentadoria ou pensão.

O aposentado ou pensionista que ainda trabalha ou tem outras fontes de renda, como aluguéis, não tem direito a isenção extra sobre essas rendas.

Aposentados e pensionistas que tenham menos de 65 anos também não têm direito à isenção extra.

Veja onde informar a parcela isenta de aposentadoria

A parcela isenta de aposentadoria ou pensão para maiores de 65 anos deve ser informada na ficha "Rendimentos isentos e não tributáveis".
Localize a ficha no menu do lado esquerdo da tela do programa de preenchimento do IR 2021.

Clique em "Novo" e selecione o código "10 - Parcela isenta de proventos de aposentadoria, reserva remunerada, reforma e pensão de declarante com 65 anos ou mais".

Selecione quem é o beneficiário da aposentadoria, se você (titular) ou algum dos seus dependentes.

Informe o CNPJ e o nome da fonte pagadora da aposentadoria (INSS ou órgão público a que você está vinculado)

IR aposenta 1 - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Atenção ao preencher os valores: é necessário separar o valor do 13º salário dos demais rendimentos.

Normalmente, o informe de rendimentos fornecido pela fonte pagadora traz o valor total da "parcela isenta de aposentadoria", sem discriminar o 13º.

Pegue esse valor, divida por 13 e informe o resultado no campo "13º salário".

Depois, pegue o valor total, subtraia o valor do 13º e informe o resultado no campo "Valor".

Para concluir o preenchimento da ficha, clique em "OK".

Se o rendimento informado no campo "Valor" for superior a R$ 22.847,76 (que é igual a 12 vezes R$ 1.903,98), o programa IR 2021 abrirá uma janela perguntando se você quer que o programa transfira automaticamente a quantia que excedeu esse valor para a ficha de "Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica". Clique em "Sim".

IR aposenta 2 - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Essa parcela que excedeu o limite de R$ 24.751,74 (R$ 22.847,76 dos rendimentos mensais e R$ 1.903,98 do 13º) seguirá a tributação pela tabela progressiva do Imposto de Renda, como já foi explicado.

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IR 2021: A três semanas do fim do prazo, 14,3 milhões ainda não entregaram declaração. Confira passo a passo

Imposto de Renda precisa ser entregue até o dia 31 de maio. Quem perder a data paga multa. Bolsonaro vetou extensão de prazo até julho
Raphaela Ribas
25/02/2021 - 16:35 / Atualizado em 10/05/2021 - 09:34
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

RIO —  O programa para preencher a declaração do Imposto de Renda 2021, do ano-base 2020, já está disponível no site da Receita Federal. A entrega da declaração vai até o dia 31 de maio, às 23h59. Neste ano, não houve reajuste na tabela e os valores são os mesmos do ano passado. As restituições começam a ser pagas em maio.

A Receita Federal  informou que espera receber 32,6 milhões de declarações. O órgão já recebeu, até as 16h da sexta-feira, 18,3 milhões de declarações de pessoas físicas, das quais 57.669 foram entregues com certificado digital. Ou seja, 14,3 milhões ainda não enviaram o documento.

IR

A multa para o contribuinte que não fizer a declaração ou entregá-la fora do prazo será de, no mínimo, R$ 165,74. O valor máximo será correspondente a 20% do imposto devido.

O Congresso chegou a aprovar a extensão da data de entrega até o fim de julho, mas o presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto de lei que ampliava o prazo.

Auxílio, a grande novidade

O contribuinte é obrigado a prestar contas com Leão se tiver recebido, em 2020, mais de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis; R$ 40 mil em rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte; ou se tinha bens, em 31 de dezembro de 2020, como um imóvel, com valor acima de R$ 300 mil.

Também é obrigado a declarar quem realizou qualquer operação em Bolsa de Valores e quem obteve receita bruta anual relativa à atividade rural acima de R$ 142.798,50.

A grande novidade neste ano está relacionada ao  auxílio emergencial, que foi criado ano passado para conter os impactos da pandemia. Quem ganhou mais de R$ 22.847,76 de outras fontes em 2020 e também recebeu o auxílio emergencial, precisa declarar e devolver o dinheiro ao governo.

Os trabalhadores que receberam complementação do governo através do programa de preservação deempregos (BEm) para redução de salário ou suspensão de contrato de trabalho, igualmente devem declarar os rendimentos.

Outra novidade é um projeto piloto que permite fazer uma declaração pré-preenchida sem ter o certificado digital, mas a partir de informações do contribuinte no portal e-CAC (centro virtual de atendimento da Receita) ou fornecidas por outras fontes, como as pagadoras.

Esta opção está disponível desde o dia 25 de março, exclusivamente no serviço "Meu Imposto de Renda", quando acessado pelo e-CAC.

Para o preenchimento do formulário e o envio da declaração continuam as opções por meio do serviço "Meu Imposto de Renda", disponível para tablets e smartphones, em iOS e Android, ou por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD), on-line (com certificado digital), na página da Receita.

Se a declaração do IR for pelo smartphone, tem que aguardar a liberação do aplicativo "Meu Imposto de Renda" na App Store (iOS) ou na Google Play Store (Android).

Atenção aos detalhes

É importante ficar atento aos detalhes, especialmente à declaração de dependentes, aluguel e despesas médicas, que costumam ser as principais dúvidas. A dica é organizar os documentos antes de começar a preencher.

Entre a papelada que será necessária, estão os rendimentos, como informe salarial, demonstrativo de banco e comprovante de outras rendas, CPF dos dependentes, bens, dívidas e ônus, pagamentos e renda variável.

Para ajudar a preencher o formulário, O GLOBO desenvolveu uma ferramenta on-line (um chatbot) que esclarece várias dúvidas, entre elas como declarar aluguel e redução de jornada. Clique abaixo e confira. Na sequência, há também um guia detalhado para ajudar a preencher a declaração.

Download e instalação

Contribuinte deve entrar na página da Receita Federal para ter acesso ao programa
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

O primeiro passo é acessar o site da Receita Federal e clicar na opção "Meu Imposto de Renda" e depois "Baixar o Programa".

Em seguida, escolha qual o sistema operacional do computador que está baixando o programa (Windows, Linux ou Mac). O usuário será direcionado para outra página, na qual deverá concluir o download do programa.

Programa IRPF 2020 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2020 Foto: Reprodução / Receita Federal

Depois de baixar o programa, logo na primeira tela, vão aparecer em tópicos as novidades deste ano para a declaração. Esta tela é apenas informativa e, para preencher o formulário, é necessário fechá-la.

Programa IRPF 2020 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2020 Foto: Reprodução / Receita Federal

Ao fechar a aba das novidades, o usuário deverá optar pelo tipo de declaração. Para prestar as contas anuais, deve clicar em "Declaração de Ajuste Anual".

O contribuinte também deverá optar entre importar dados da declaração do ano anterior ou preencher uma do zero. Se for a segunda opção, deverá clicar em "Iniciar declaração em branco" e informar o CPF e nome completo.

Programa IRPF 2020 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2020 Foto: Reprodução / Receita Federal

Uma caixa de diálogo recomendará o preenchimento de todas as fichas nas telas seguintes para, no final, escolher entre os modelos simplificados — com desconto de 20% dos rendimentos tributáveis — ou completo — com direito a todas as deduções legais.

Identificação do contribuinte

É preciso informar os dados pessoais para começar a declaração
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

O preenchimento é feito por etapas, as quais são divididas em fichas, exibidas na barra esquerda do programa. Na primeira, o contribuinte tem que se identificar.

É preciso clicar no ícone, no centro da tela, e informar dados como nome, data de nascimento, título de eleitor, endereço completo e profissão.

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal

Alguns dados podem ser preenchidos automaticamente: o programa dá a opção de recuperar os dados da declaração do ano anterior já salvos no computador.

Dependentes e alimentandos

Erros e omissão de dados levam o contribuinte a cair na malha fina
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

Depois de identificar o titular da declaração, o passo seguinte é clicar na aba "dependentes" e fornecer informações sobre eles, caso tenha.

Quando a opção aparecer no centro da tela do programa, é só clicar na opção "novo", que fica no canto inferior direito da tela, para acrescentar as informações dos dependentes. O mesmo processo serve para os alimentandos.

São considerados dependentes: companheiro (a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, ou cônjuge; filho(a) ou enteado(a), até 21 anos de idade, ou, em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; filho(a) ou enteado(a), se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, até 24 anos de idade; entre outros estabelecidos na legislação.

Os alimentandos são os beneficiários de pensão alimentícia determinada por acordo com decisão judicial, como ex-esposa/marido e filhos. Não há limite de idade nem renda para o alimentando.

As despesas com instrução e saúde do alimentando, porém, podem ser deduzidas, desde que determinadas por ordem judicial.

Auxílio emergencial e MP 936

Quem recebeu auxílio emergencial e, além disso, teve rendimentos que superaram R$ 22.847,76 em 2020 terá declarar devolver o dinheiro
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

Uma das novidades deste ano é a necessidade de declaração do auxílio emergencial. A nova regra vale para quem recebeu o auxílio em 2020 e, além disso, teve rendimentos que superaram R$ 22.847,76 no ano.

Isso pode acontecer, por exemplo, se uma pessoa recebeu auxílio por alguns meses e, depois, conseguiu um emprego que lhe assegurou uma renda maior àquela acima. Ou se o contribuinte tem renda de aluguel.

Nestes casos, ele deve declarar e devolver o dinheiro ao governo. Para isso, é  necessário baixar o informe de rendimentos referente ao auxílio, que pode ser obtido no site da Dataprev.

O valor do benefício deve ser incluído na ficha de Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica.

A fonte pagadora é o Ministério da Cidadania, cujo CNPJ é 05.526.783/0003-27.

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita

Para devolver o auxílio, o próprio programa da Receita Federal gera uma guia chamada DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) quando o contribuinte transmitir a sua declaração.

O documento deverá ser pago em cota única até o dia 30 de abril.

De acordo com o Fisco, a expectativa é  que 3 milhões de pessoas que receberam o auxílio emergencial terão que devolver o dinheiro.

Além do auxílio emergencial, o governo criou o benefício emergencial (BEm), pago como complemento pela União a trabalhadores que tiveram redução de salário e jornada ou contrato de trabalho suspenso, seguindo as regras da MP 936.

Neste caso, segundo a Receita, tanto o salário reduzido recebido do empregador como o BEm devem ser declarados na ficha Rendimentos Tributáveis de Pessoa Jurídica.

O CNPJ da fonte pagadora do complemento do governo é 00.394.460/0572-59. Já a do seu salário é o CNPJ da sua empresa.

Para saber o valor do benefício emergencial, o contribuinte deve acessar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível nas principais lojas virtuais para celulares e tablets e no site do governo.

Caso a empresa tenha reduzido a jornada, mas tenha feito uma complementação voluntária para que o funcionário mantivesse seu salário cheio, essa parcela extra - ou seja, o que exceder a soma do salário reduzido e o complemento do governo - não tem incidência de IR. Logo, deve ser declarada na ficha Rendimentos Isentos não Tributáveis.

Tudo o que foi pago pelo seu empregador no resto do ano em que sua jornada não foi reduzida deve ser incluído na ficha Rendimentos Tributáveis de Pessoa Jurídica.

Se seu contrato foi suspenso, você terá que declarar tanto o BEm como o salário recebido no resto do ano na ficha Rendimentos Tributáveis de Pessoa Jurídica.

Rendimentos

Há diferença na declaração de valores recebidos de pessoa jurídica e física
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

Deve declarar quem teve rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2020 — desde que não tenha recebido o auxílio emergencial. O valor é o mesmo da declaração do IR do ano passado.

Entre outras exigências para fazer a declaração estão contribuintes que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado.

Deve declarar ainda quem obteve ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em Bolsas de valores, de mercadorias e de futuros.

Também tem que declarar o IRPF quem teve, em 2020, receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 em atividade rural ou o contribuinte que tinha, até 31 de dezembro de 2020, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor total superior a R$ 300 mil, entre outros.

  • Rendimentos recebidos de pessoa jurídica

São seis fichas para preencher sobre rendimentos, mas, para quem é funcionário de uma empresa, a principal é a de rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica.

A empresa tem que fornecer o informe de rendimentos, onde estão todos os dados necessários para o preenchimento. Caso o contribuinte tenha mais de uma fonte pagadora, clique em "novo", no canto inferior direito, e preencha os campos.

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal

A ficha tem duas abas, uma para o titular e outra para os dependentes. Fique atento para incluir o rendimento dos dependentes.

Esses ganhos devem ser inseridos, mesmo que não somem a renda mínima obrigatória para declaração do Imposto de Renda, pois serão somados ao cálculo do tributo, no fim do processo. A inclusão dos dados é feita da mesma forma.

Quem teve redução de jornada e de salário e/ou suspensão de contrato, conforme autorizava a MP 936 na pandemia, deve declarar o salário e a parcela compensatória paga pelo governo em rendimentos tributáveis.

Já a parcela compensatória paga pela empresa é isenta e sem código especifico na declaração, portanto, deve ser declarada em “outros” na ficha rendimentos isentos.

  • Rendimentos recebidos de pessoa física e do exterior

Esta ficha é para quem é autônomo ou recebe aluguel de um imóvel. É possível importar os dados diretamente do programa do carnê-leão, utilizado por profissionais autônomos. O preenchimento manual também está disponível.

O procedimento para inclusão de rendimentos de dependentes é semelhante ao da ficha de rendimentos de pessoas físicas: basta clicar na aba "dependentes" para inserir as informações.

Também nesta tela devem ser inseridos eventuais ganhos no exterior, inclusive representações diplomáticas e organismos internacionais, observados os acordos, tratados e convenções internacionais firmados entre o Brasil e o país ou organismo de origem dos rendimentos, ou a existência de reciprocidade de tratamento.

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal

É importante lembrar que os rendimentos em moeda estrangeira decorrentes de venda de bens ou de ações devem ser inseridos em outra ficha, dedicada às informações sobre ganho de capital.

Os rendimentos em moeda estrangeira devem ser convertidos em dólar americano de acordo com o câmbio da data do recebimento e, depois, em reais, seguindo o valor para compra fixado pelo Banco Central para o último dia útil da primeira quinzena do mês anterior ao do recebimento do dinheiro.

  • Rendimentos isentos e não tributáveis

Os rendimentos isentos não estão sujeitos à cobrança de imposto, mas devem estar nesta ficha. Aqui, serão colocadas receitas de fontes como bolsas de estudos, rendimento da caderneta de poupança e heranças.

Também entram nesse quadro os rendimentos com alienações de bens de pequeno valor (até R$ 20 mil para ações e até R$ 35 mil para demais casos).

Nesse campo, há duas fichas: "Rendimentos" e "Totais". As informações são inseridas pelo contribuinte na aba "Rendimentos", selecionando o Tipo de Rendimento.

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal

Assim como nas outras fichas, os ganhos de dependentes devem ser informados em alguns casos. Se eles forem pais ou avós, deve informar esse valor na opção 10: "Parcela isenta de proventos de aposentadoria".

  • Rendimentos sujeitos à tributação Exclusiva/Definitiva

A maioria as informações desta ficha, como o décimo terceiro salário, é de preenchimento automático de outros formulários da declaração. Já itens como a participação nos lucros e resultados são de preenchimento manual.

Para isso, basta clicar no ícone ao lado da linha correspondente.

Esta ficha também tem duas abas: "Rendimentos" e "Totais". As informações são inseridas na aba "Rendimentos", selecionando o Tipo de Rendimento.

Programa IRPF 2020 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2020 Foto: Reprodução / Receita Federal
  • Rendimentos tributáveis de PJ (Imposto com exibilidade suspensa)

Apenas contribuintes que tenham alguma cobrança de imposto contestada na Justiça precisam preencher esta ficha. São tributos que existem, mas ainda não podem ser cobrados.

Nesse caso, é preciso preencher as informações da fonte pagadora e o valor do imposto retido. Quem não se enquadra nesta situação pode deixar a ficha em branco.

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
  • Rendimentos recebidos acumuladamente

Nesta tela, é preciso informar o valor recebido de salários ou pensões referentes a anos anteriores, que foram depositados de uma só vez no ano anterior.

O mecanismo foi criado para evitar a tributação excessiva, caso os ganhos fossem acrescentados aos rendimentos tributáveis de pessoa jurídica. É possível incluir dados do titular ou dos dependentes.

O programa da Receita oferece duas opções de tributação para esses casos: ajuste anual (em que o valor é acrescido aos rendimentos tributáveis) e exclusiva na fonte (em que se aplica uma fórmula para cobrança do tributo exclusivamente na fonte). O ideal é fazer a simulação dos dois tipos.

Imposto pago/retido (e no exterior)

Parte da tela é preenchida automaticamente pelo programa da Receita
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

A tela é de preenchimento automático, com a exceção de casos de impostos pagos no exterior. Nesta parte do formulário, o contribuinte pode incluir tributos recolhidos em países onde haja reciprocidade de tratamento — são 30 e a lista está disponível na página de ajuda do programa de preenchimento da declaração.

Nesses casos, é possível compensar o valor, desde que não sujeito à restituição ou compensação no país de origem.

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal

Pagamentos

O contribuinte deve prestar contas sobre gastos como saúde e educação neste campo
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

É aqui que devem ser informadas as despesas com educação, saúde, planos de previdência e outros gastos. No caso da pensão alimentícia, só é dedutível o valor determinado por ordem judicial: pagamentos efetuados por acordo informal não entram no cálculo do desconto.

Clique em novo e depois selecione o código. Ao escolher um, vai abrir uma tela pedindo informações, como nome e CPF do profissional prestador de serviço. Algumas das opções de código:

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal

Doações

Há diferença entre doações para instituições de caridade e partidos políticos
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

Há diferença entre as doações e cada uma tem a sua ficha. Para repasses para instituições de caridade e outras causas, a Receita limita os tipos de doações válidos para dedução a categorias como incentivo aos esportes, à cultura e ações no âmbito do estatuto do idoso.

A lista completa está disponível no software da declaração.

Para acrescentar estas informações na declaração, clique na opção "novo" na parte inferior do programa. Em seguida, escolha o tipo de doação, na aba "código".

Se for para declarar doações a candidatos ou partidos políticos, o contribuinte deve acessar outra ficha, dedicada exclusivamente a esse tipo de informação.

O formulário é mais simples: basta incluir nome, CNPJ do comitê ou partido e data da doação. Este é o último campo da barra vertical da esquerda.

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal

Bens, dívidas e ganhos de capital

Caso o contribuinte tenha tido lucro com a venda de um bem, deve declarar à Receita
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo
  • Bens e Direitos

Não há tributação sobre o patrimônio. Contudo, se o contribuinte lucrar com a venda de um bem, sobre este valor chamado de ganho de capital haverá incidência de imposto. Por isso, é importante manter atualizadas as informações sobre bens e direitos, como imóveis e ações.

Esses dados são declarados na ficha bens e direitos. Para incluir um bem, basta clicar em "novo".

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal

Um dos erros mais comuns de contribuintes é atualizar o valor de um imóvel, por exemplo, de acordo com o preço de mercado. O correto é repetir o valor de compra: a exceção fica com os casos em que tenha sido feito algum tipo de melhoria.

No caso de um apartamento comprado a R$ 400 mil em 2019 e que tenha sido reformado por R$ 50 mil em 2020, a declaração ficará da seguinte forma: no campo "situação em 31/12/2019", colocar o valor de R$ 400 mil. Ao lado, no campo "situação em 31/12/2020", colocar o valor de R$ 450 mil.

Neste ano, foram incluídos mais três códigos, para a informação de criptoativos: criptoativo bitcoin (código 81); outros tipos de moedas digitais, conhecidas como altcoins (código 82); e demais criptoativos que não são considerados criptomoedas, como tokens (código 89).

  • Dívidas

As dívidas do ano passado também devem ser informadas na declaração do IRPF. Vale lembrar que nesse quadro não entram financiamentos do Sistema Financeiro Habitacional (SFH). Quem tomou empréstimo só precisa declarar se o valor for acima de R$ 5 mil.

  • Ganho de capital

A declaração da venda de um bem é feita em uma aba diferente. É preciso rolar a barra da parte esquerda até encontrar a aba "Ganhos de capital", no menu à esquerda, e clicar na linha correspondente: "Bens imóveis", "Direitos/Bens móveis" e "Participações societárias".

O preenchimento dos dados é feito exclusivamente por meio da importação dos dados de outro programa, o GCAP 2020, no site https://bit.ly/3bEDIP9.

  • Atividade rural

Os produtores rurais podem preencher a ficha em "Atividade Rural" ou importar as informações do programa AR 2020, disponível no Programa Livro Caixa da Atividade Rural 2020, disponível no link: https://bit.ly/2NYswVB.

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
  • Aplicações em renda variável

Se você investiu no mercado financeiro em 2020, tem que preencher duas abas. Uma delas é operações comuns/day trade, em que são incluídos os ganhos com vendas de ações e outros ativos, como ouro.

A outra aba é para os rendimentos com operações de fundos de investimento imobiliário. Em ambos os casos, devem ser incluídos os dados do titular e do dependente.

Espólio

Declaração do contribuinte falecido deve continuar sendo feita até a conclusão do espólio
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

A declaração de Imposto de Renda do contribuinte deve continuar sendo entregue depois da sua morte até que o espólio seja concluído. Para que haja a obrigação, basta que o CPF do falecido se enquadre em um dos critérios estabelecidos pela Receita, como,ter um bem avaliado em mais de R$ 300 mil. Nesse tipo de situação, a ficha "espólio" deve ser preenchida com os dados do inventariante.

Revisão e envio

Apenas na última etapa o contribuinte opta pela declaração completa ou simplificada
. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

É bom conferir cuidadosamente os dados, pois até mesmo um erro de digitação pode levar o contribuinte para a malha fina.

Ao final da declaração, clique em "verificar pendências". Caso haja alguma inconsistência, o programa alertará.

Em caso de contribuintes que estão declarando pela primeira vez, haverá um aviso indicando a ausência do número da declaração do ano anterior.

Mas atenção: o alerta, no entanto, não impede o envio do formulário.

  • Escolha do modelo, simplificado ou completo

No final do preenchimento, o site da Receita permite ao contribuinte saber qual modelo é mais vantajoso: simplificado, em que é descontado 20% dos rendimentos tributáveis; ou completo, com todas as deduções (gastos com educação, saúde etc.).

Para comparar os modelos, basta clicar na lupa ao lado do item "Opção pela tributação", na barra da esquerda. Uma nova tela se abrirá com o cálculo do imposto a restituir ou a pagar, de acordo com o caso.

Para ver os detalhes dos cálculos, role a tela do menu do lado esquerdo e clique em "Resumo da declaração" e, depois, em "Cálculo do Imposto". Nesta tela, também é necessário incluir os dados bancários para depósito da restituição.

Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal
Programa IRPF 2021 Foto: Reprodução / Receita Federal

Vale lembrar que a Receita acabou com o Receitanet, programa que o contribuinte tinha que baixar para enviar a declaração. Agora, basta clicar em "Entregar declaração", onde uma nova tela é exibida para seleção da declaração a ser enviada.

O ideal é imprimir e guardar o recibo, após o envio. Se houver imposto a pagar, já é possível imediatamente imprimir as guias. Quem não imprimir pode depois ir ao menu do lado esquerdo e fazê-lo.

Ferramenta on-line tira dúvidas

A ferramenta on-line (um chatbot) assim como tutoriais, reportagens e vídeos sobre o tema podem ser encontrados  no ambiente especial do site do GLOBO: oglobo.com.br/economia/imposto-de-renda.

O GLOBO também oferece um serviço de tira-dúvidas. Perguntas podem ser enviadas para o e-mail IR2021@oglobo.com.br e serão respondidas por especialistas da área de Imposto de Renda da EY, em entrevistas semanais ao vivo nas páginas do GLOBO no YouTube, no Facebook e no LinkedIn. As 'lives' serão sempre às terças-feiras, às 19h.

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IR 2021: A 20 dias do fim do prazo, veja os principais erros e confira dicas para não cair na malha fina

Problemas na declaração de dependentes e do aluguel estão entre os mais comuns. Prazo final de entrega é 31 de maio
Gabriela Medeiros*
11/05/2021 - 00:00 / Atualizado em 11/05/2021 - 09:46
Faltam apenas 20 dias para o fim do prazo de entrega da declaração Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo
Faltam apenas 20 dias para o fim do prazo de entrega da declaração Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo

RIO — Falta pouco para o encerramento do prazo de entrega da declaração de Imposto de Renda 2021. Os mais de 14 milhões de contribuintes que ainda não prestaram suas contas ao Fisco têm até 31 de maio para fazê-lo. Mas é importante atentar para algumas regras básicas para evitar cair na malha fina. 

Aqueles que já entregaram também estão sujeitos aos erros. Devem ficar de olho no status da declaração, para o caso de terem de apresentar alguma retificação ou documentação comprobatória.

IR

Confira abaixo alguns dos principais erros no momento de preencher a Declaração de Ajuste Anual e dicas para não ter o documento retido na malha fina da Receita para checagem de dados e documentos. Isso pode atrasar o pagamento de restituições.

Erros de digitação

Por mais que a declaração permita importação de informações, ainda depende muito do trabalho manual do contribuinte. Qualquer pessoa está sujeita a digitar um zero a mais ou a menos, podendo acabar caindo na malha fina.

— Informações também são fornecidas por fontes pagadoras, e há um cruzamento automático via sistema. Se o valor não está batendo, você pode ser chamado pela Receita para apresentar explicações — alerta o sócio de impostos da EY, Antônio Gil.

Uma das dicas do especialista, além de revisar o conteúdo digitado, é acessar a declaração pré-preenchida para importar dados automáticos.  

Este ano, além do acesso ao pré-preenchimento no programa do IR 2021 por meio de certificação digital, há ainda a possibilidade de fazer isso de forma on-line, apenas com um cadastro na plataforma gov.br.

Esquecer informações

É possível se perder em meio aos documentos na hora de declarar. Algumas pessoas acabam esquecendo de informar alguns dados importantes, que farão diferença na hora do cruzamento de dados feito pela Receita.

A dica para não ficar perdido é prestar atenção e juntar os comprovantes de todos os rendimentos recebidos: fontes pagadoras, sejam quantas forem, e renda de aluguel são alguns exemplos.

— Olhe ficha a ficha. No lado esquerdo da declaração tem todas elas. Veja se não há nenhuma que você esqueceu de preencher ou pulou mesmo — aconselha Antônio Gil.

Como saber o status da declaração

Tela do programa do Imposto de Renda
Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo
Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo

Após a entrega da declaração de IR, ela pode se encontrar em difetente estágios de análise. Basta pesquisar no site da Receita para saber qual é a sua situação. Em processamento, processada, com pendências. Estas são algumas das mensagens que aparecem no extrato do IR que pode ser acessado pelo contribuinte via internet.

Em processamento

Página de consulta ao Imposto de Renda Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Indica que a declaração foi recebida, mas o processamento ainda não foi concluído.

Em fila de restituição

  Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Indica que o documento foi processado e que o contribuinte tem direito a restituição, mas o valor ainda não foi disponibilizado na rede bancária. Para recebimento da restituição, o contribuinte não pode ter pendências de débitos na Receita Federal ou na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Processada

  Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Indica que a declaração foi recebida e teve seu processamento concluído. Isso, no entanto, não significa que o resultado tenha sido homologado, podendo ser revisto num período de até cinco anos.

Com pendências

  Foto: Arquivo
Foto: Arquivo

Indica que durante o processamento da declaração foram encontradas pendências em relação a algumas informações e que o contribuinte deve regularizá-las.

Em análise

  Foto: Reprodução / Reprodução
Foto: Reprodução / Reprodução

A declaração foi recebida, está na base de dados da Receita, que aguarda a apresentação de documentos solicitados em intimação enviada ao contribuinte. Outra possibilidade é a declaração ainda não ter sido processada à esperada do fim da análise de documentos entregues pelo contribuinte.

Retificada

 Receita alerta para que, ao receber a carta, contribuinte não acesse o endereço eletrônico indicado na correspondência Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Indica que a declaração anterior foi substituída integralmente por declaração retificadora apresentada pelo contribuinte.

Cancelada

A Receita disponibilizou programa para preenchimento da declaração Foto: Daniel Acker / Bloomberg
Foto: Daniel Acker / Bloomberg

A declaração foi cancelada por interesse da administração tributária ou solicitação do contribuinte.

Tratamento manual

IR Foto: Agência O Globo
Foto: Agência O Globo

A declaração está sendo analisada e o contribuinte deve aguardar correspondência da Receita.

Preencher a ficha errada

As informações devem ser alocadas no lugar certo. Muitos contribuintes se confundem nessa tarefa e as vezes acabam declarando rendimentos tributáveis como isentos, por exemplo.

Se ele informa os dados na ficha errada, pode ficar sem saber de algum tributo devido, descobrindo só quando o valor já estiver sendo cobrado com multa e juros aplicados.

Nesses casos, além da malha fina, ainda há a surpresa de um valor mais alto de imposto a pagar. 

— Verifique qual é a natureza do rendimento no documento que você recebe. No informe de rendimentos, por exemplo, vem especificado o que é tributável, isento ou tributação exclusiva. Se não estiver claro, procure a fonte pagadora para esclarecer — orienta o especialista da EY.

Dependentes

Incluir quem não entra na regra como dependente também é um erro comum. Um primo ou filho maior de 21 anos que não seja estudante não são considerados nessa categoria, bem como suas despesas eventualmente pagas pelo declarante.

A situação, que pode levar o contribuinte para a malha fina e ter impostos a mais a pagar, é incluir dependentes que tenham despesas e não as informar.

Se o filho universitário possui um estágio e recebe renda tributável, esse valor deve ser somado aos do próprio titular da declaração.

Antônio Gil salienta que é preciso avaliar se vale mesmo a pena incluir o dependente, sem pensar apenas na dedução. Ele ainda destaca uma peculiaridade para o IR 2021: 

— Muitas pessoas estavam acostumadas a colocar na declaração alguns dependentes que este ano fizeram uso de auxílio emergencial. Verifique antes de incluí-lo se ele recebeu o benefício, porque pode ser que não seja nem um pouco vantajoso agregar isso aos seus rendimentos. 

Despesas médicas 

Informar certos gastos de saúde como deduções pode gerar inconsistência na declaração. É preciso que o contribuinte esteja atento às despesas que podem realmente ser subtraídas da base de cálculo.  

Vacinas particulares, medicamentos fora da norma de procedimento hospitalar e testes rápidos para Covid-19 feitos em farmácia são alguns exemplos do que não entra como despesa dedutível. 

— Verifique no site da Receita Federal quais são as despesas passíveis de dedução. Inclusive, o próprio programa do Imposto de Renda tem essa indicação — destaca Gil.

Declarar despesas médicas, como plano de saúde, de dependentes que não estejam na declaração também é um erro recorrente.

. Foto: Arte O Globo
. Foto: Arte O Globo

Ganho de Capital e Carnê-Leão

Alguns rendimentos precisam ter imposto pago ao longo do ano à medida que são recebidos ou auferidos.

Ações e moedas virtuais, como Bitcoin, por exemplo, possuem ganho de capital e, por isso, devem ter tributação recolhida pelo programa GCap do ano referente ao lucro obtido.

 — Em 2020 muita gente investiu e ganhou dinheiro na Bolsa de Valores. Alguns simplesmente esqueceram de pagar o imposto sobre ganho de capital e acham que agora na declaração anual é o momento de verificar isso — exemplifica o sócio de impostos da EY. 

Rendas mensais provenientes de aluguel que sejam maiores que R$ 1.903,98 também são tributáveis à medida que são recebidas pelo locador. Este deve preencher o Carnê-Leão e quitar as obrigações fiscais mensalmente. 

Nesses casos, a dica é simples: verificar se o rendimento obtido deve ter imposto recolhido pelo próprio contribuinte, e não por alguma fonte pagadora. É importante não deixar de pagar o imposto devido até o mês seguinte ao ganho, para não ficar sujeito a multas e juros, bem como a retenção da declaração de IR pela Receita. 

Ferramenta on-line tira dúvidas  

O GLOBO lançou uma ferramenta on-line (um chatbot) com respostas para as perguntas mais comuns sobre Imposto de Renda. 

Outros tutoriais e reportagens sobre o tema podem ser encontrados no ambiente especial do site do GLOBO: oglobo.com.br/economia/imposto-de-renda. 

O GLOBO também oferece um serviço de tira-dúvidas. Perguntas podem ser enviadas para o e-mail  IR2021@oglobo.com.br e serão respondidas por especialistas da área de Imposto de Renda da EY, em entrevistas semanais ao vivo nas páginas do GLOBO no YouTube, no Facebook e no LinkedIn. As 'lives' serão sempre às terças-feiras, às 19h.

*Estagiária sob supervisão de Danielle Nogueira

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As milhares de vagas de emprego sem candidatos nos EUA

Economia dos Estados Unidos continua a se recuperar após a chegada da pandemia, mas cada vez mais empresas reclamam que não conseguem encontrar pessoal. O que está acontecendo? - Getty Images
Economia dos Estados Unidos continua a se recuperar após a chegada da pandemia, mas cada vez mais empresas reclamam que não conseguem encontrar pessoal. O que está acontecendo? Imagem: Getty Images

08/05/2021 21h38

Um McDonald's em Tampa, no Estado americano da Flórida, oferece US$ 50 (R$ 262) a quem aparecer para uma entrevista de emprego.

Enquanto isso, a Delta Airlines teve que cancelar uma centena de voos por falta de pessoal.

As vagas de emprego aumentam em muitas partes dos Estados Unidos, mas algo estranho está acontecendo.

Após o início da pandemia de covid-19 e as restrições impostas por ela elevarem o desemprego a níveis recordes, agora que a situação melhorou e a vacinação está avançando, muitas empresas se deparam com um problema inesperado: não conseguem encontrar candidatos para preencher as vagas.

De acordo com a Federação Nacional de Empresas Independentes dos Estados Unidos, 40% dos empregadores questionados em fevereiro disseram não ter encontrado trabalhadores para preencher novos empregos.

Bill Dunkelberg, economista-chefe da entidade, disse que "encontrar trabalhadores qualificados se tornou uma questão crítica para as pequenas empresas em todo o país".

Carlos Gazitua, presidente da rede de restaurantes Sergio's, na Flórida, é um dos que sofrem com o problema.

"No momento, todos os meus funcionários estão trabalhando seis ou sete dias por semana porque não temos funcionários", diz ele à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC. "As coisas chegaram a um ponto em que, quando chega uma candidatura, os gerentes pulam de alegria, mas, na prática, os candidatos não aparecem para a entrevista."

carlos - BBC - BBC
Carlos Gazitua conta que teve que fechar alguns restaurantes por falta de pessoal Imagem: BBC

Ele diz que precisa contratar 80 funcionários e que a escassez de pessoal o obrigou a fechar alguns de seus restaurantes ou deixá-los apenas para entrega em domicílio.

"Paramos de ganhar 20% ou 25% do que poderíamos ganhar porque há uma demanda que não podemos atender."

O que está acontecendo

Os motivos dessa escassez ainda estão sendo estudados.

"Há definitivamente um 'paradoxo do trabalho'", disse à agência Bloomberg o economista sênior do Bank of America Corp, Joe Song. É difícil quantificar, diz ele, "mas é claramente um desafio que está pesando contra uma recuperação (econômica) mais veloz."

Segundo a Bloomberg, entre os motivos possíveis para isso estão desde preocupações dos trabalhadores com sua saúde em meio à pandemia - e à incapacidade de trabalhar de casa em muitas das vagas em aberto - até a possibilidade de alguns americanos estarem se aposentando mais cedo.

Além disso, com a crise da covid-19, o governo do presidente Joe Biden ampliou a ajuda aos desempregados e os que se qualificarem têm direito a receber US$ 300 por semana, além dos benefícios já vigentes em cada Estado.

Bill Dunkelberg acredita que "o aumento do seguro-desemprego está mantendo alguns trabalhadores fora do mercado de trabalho" - opinião que está longe de ser um consenso.

Katharine G. Abraham, professora de economia da Universidade de Maryland e ex-funcionária do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos entre 1993 e 2001, discorda.

Ela acredita que o auxílio "desempenhou um papel menor, porque todos sabem que não durará para sempre."

"As pessoas não vão recusar um emprego agora e correr o risco de não encontrar outro mais tarde", afirma.

No curto prazo, é possível que trabalhadores que ganhavam menos de US$ 32 mil por ano se saiam melhor recebendo o benefício do governo, segundo economistas do Bank of America ouvidos pela Bloomberg. "Mas economistas e formuladores de políticas ainda estão incertos quanto a o que está causando esse abismo no mercado de trabalho e o quanto ele vai durar", prossegue a agência.

"As contratações continuam robustas por enquanto, indicando que essas disparidades laborais não são necessariamente um problema. A preocupação é se a escassez de funcionários vai persistir - particularmente nas indústrias de lazer e hospitalidade - e o quanto vai durar. Isso poderia levar a uma redução na demanda e possivelmente levar a um aumento de preços."

garçonete - Getty Images - Getty Images
Restaurantes estão tendo problemas para encontrar funcionários Imagem: Getty Images

Saru Jayaraman, fundadora da One Fair Wage (Um Salário Justo, em tradução livre), organização que reivindica melhores salários para os trabalhadores com baixa remuneração, garante que há anos alerta o setor que haveria uma escassez de profissionais se seus salários não fossem aumentados.

"É ridículo dizer que o problema é o auxílio do governo. No ano passado, falamos com 240 mil trabalhadores que não puderam recebê-lo porque em muitos Estados foram informados que seus salários entre US$ 2 e US$ 4 por hora eram muito baixos para acessar o benefício", explica Jayaraman à BBC News Mundo.

Ela é uma das vozes que defendem o aumento do salário mínimo nos Estados Unidos, medida que Biden incluiu em seu novo pacote de estímulo à economia que tenta aprovar no Congresso.

A meta de Biden é atingir um salário mínimo federal de US$ 15 a hora até 2025, e vários Estados já estão revisando para cima os que estão em vigor em seu território.

O problema da falta de pessoal repercute negativamente na vida de todos os trabalhadores, com ou sem emprego.

Mary Miranda continua trabalhando. A gerente de uma loja de roupas em Sunrise, Flórida, lamenta que, quando o negócio conseguiu reabrir as portas após restrições da pandemia, muitos dos funcionários não quiseram voltar ao trabalho.

"Aqueles de nós que ficam agora têm de fazer todas as tarefas, também as mais físicas. Estou sempre cansada e ultimamente comecei a sentir dores no pulso."

Carissa Shade é uma das que estão fora do mercado de trabalho. Moradora de Fletcher, no Estado da Carolina do Norte, ela perdeu o emprego em março por causa das restrições da pandemia. "Desde então, tudo tem sido um pesadelo", diz.

Em junho, tais medidas foram suspensas, mas ela teve que pedir licença médica para dar à luz e, quando quis voltar, descobriu que a empresa não queria recontratá-la. Desde então, sua família se sustenta com o salário do seu marido e alguma ajuda governamental para alimentar seus quatro filhos.

Aos 18 anos, ela começou a trabalhar como garçonete e não é a primeira vez que se sente vulnerável devido à sua condição de mulher. "Nesse setor, você depende de gorjetas e muitas vezes tive que aprender a lidar com situações de arrogância ou assédio de clientes".

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Carissa Shade está farta de empregos mal remunerados e não aceita nenhum que pague menos do que custa ter alguém para cuidar de seus filhos Imagem: Cortesia

"Se me oferecessem um trabalho decente, aceitaria, mas no último me pagaram menos de US$ 4 a hora. Não vou trabalhar por menos do que custa pagar a alguém para cuidar dos meus filhos enquanto eu estiver fora", diz.

A economia não é o único fator que faz com que Carissa Shade prefira não se reintegrar ao mercado de trabalho.

"Nesse setor, você está sempre exposto a muitos vírus", diz ela, aludindo a um medo que pode ser compartilhado por muitos daqueles que atualmente recusam empregos que envolvam o contato com o público.

Algumas dessas vagas em aberto estão nas fábricas americanas, segundo a agência Reuters.

No início de abril, o empresário Matt Arnold se queixou de que estava longe de preencher os 125 postos de trabalho de sua fábrica de veículos do tipo trailer no Estado de Indiana. "Nunca tinha visto isso assim tão ruim", disse Arnold sobre a dificuldade de contratação, que o tem forçado a ampliar o tempo necessário para entregar seus produtos aos consumidores.

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Muitas pessoas que perderam seus empregos agora recebem seguro-desemprego e outros tipos de assistência governamental Imagem: Getty Images

Quanto tempo vai durar essa situação

A economista Abraham é "cética" em relação às reclamações dos empregadores que afirmam não conseguir encontrar empregados.

"Vimos em recessões anteriores em que, quando as coisas começam a melhorar, sempre há um período em que as empresas dizem que têm dificuldade em contratar", diz ela.

"Eles provavelmente terão que concordar em aumentar os salários ou contratar trabalhadores com um perfil diferente do que eles gostariam."

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Proprietários de restaurantes na turística Miami Beach reclamam que não conseguem preencher vagas Imagem: Getty Images

Gazitua diz que já está fazendo isso. Ele conta que está pagando US$ 19 por hora aos lavadores de pratos que consegue contratar para as cozinhas de seus restaurantes. Antes da pandemia, quem estava nessa função não costumava receber mais de US$ 12.

Mas muitos empresários argumentam que, se a ajuda governamental não for moderada ou eliminada, não haverá solução para o problema.

"O governo tem que encorajar as pessoas a voltar ao trabalho", afirma Gazitua, que acredita que "o problema não é apenas uma questão de dinheiro, mas também se as pessoas querem ou não servir a sua comunidade".

Ele reconhece que os meses difíceis da pandemia alteraram a escala de prioridades. "Depois dessa época, muitas pessoas, especialmente os jovens, perceberam que preferem um trabalho que lhes permita ter tempo para ficar com a família do que um em que ganhem muito dinheiro, mas exija muitas horas".

"Já existem restaurantes que usam robôs em vez de garçons e estou pensando nisso."

Com reportagem de Guillermo D. Olmo, da BBC News Mundo

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EUA: Duas mulheres e uma criança de 4 anos são baleadas na Times Square

Policiais na Times Square após um tiroteio que deixou 3 pessoas, incluindo uma criança, feridas - Jeenah Moon/Reuters
Policiais na Times Square após um tiroteio que deixou 3 pessoas, incluindo uma criança, feridas Imagem: Jeenah Moon/Reuters

Do UOL, em São Paulo*

08/05/2021 19h04

Atualizada em 08/05/2021 20h50

Duas mulheres e uma criança de 4 anos foram baleadas na tarde de hoje na Times Square, em Nova York, segundo informações da polícia. De acordo com o prefeito de Nova York, Bill de Blásio, as vítimas estão estáveis.

A polícia foi acionada após relatos de tiros disparados na West 44th Street e na 7th Avenue por volta das 17h05 locais (18h05 de Brasília). Inicialmente foram confirmadas duas vítimas: uma mulher e uma criança. Mais tarde, a polícia informou que mais uma mulher estava ferida.

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Pelo Twitter, o departamento informou que "devido a uma investigação policial, evite a 44 Street e a 7th Avenue em Manhattan. Espere a presença da polícia na Times Square e atrasos residuais no trânsito nas redondezas."

Segundo a NBC New York, um oficial da polícia disse que as três vítimas foram alvos não intencionais do tiroteio, e uma investigação preliminar sugere que elas não têm qualquer ligação umas com as outras. Todas foram levadas para o Hospital Bellevue.

Ainda de acordo com a imprensa local, uma das vítimas teria 24 anos e foi atingida na coxa, enquanto a outra mulher teria 44 anos e foi baleada no pé.

Segundo o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, o estado de saúde das vítimas é estável. "Os autores desta violência sem sentido estão sendo rastreados e o NYPD os levará à justiça", escreveu no Twitter.

Nenhuma prisão foi feita e a polícia disse que "a investigação está em andamento", sem dar mais detalhes. Uma coletiva de imprensa acontecerá na noite deste sábado.

Times Square, um dos pontos turísticos da metrópole antes da pandemia, mudou desde que todos os cinemas fecharam em março de 2020.

De acordo com um relatório recente da Times Square Alliance, a associação empresarial de bairro, a área registrou 25 crimes violentos no primeiro trimestre de 2021, contra 17 no mesmo período em 2020.

No final de março, a gravação em vídeo do ataque a um homem de 60 anos de origem asiática no bairro causou choque no país.

Um homem com antecedentes criminais, que vivia em um hotel perto da Times Square convertido em centro de recepção para moradores de rua, foi preso e indiciado pelo crime.

Os cinemas de bairro começarão a reabrir em 14 de setembro, e o prefeito de Nova York anunciou recentemente uma grande campanha para reviver o turismo a partir de junho.

Os tiroteios em Nova York aumentaram dramaticamente desde o verão de 2020 e os protestos contra a violência policial que se seguiram à morte de George Floyd em Minneapolis, gerando polêmica sobre as causas e soluções para esse aumento, seis semanas antes das primárias para as eleições municipais.

De acordo com as últimas estatísticas oficiais, Nova York teve 149 tiroteios em abril, contra 56 em abril de 2020 (+ 166%). O crime em geral aumentou 30% durante o mesmo período.

*Com AFP

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Análise: Paulo Chaccur - Seus hábitos podem influenciar a saúde cardiovascular de quem vive com você

iStock
Imagem: iStock
Paulo Chaccur

Colunista do UOL

09/05/2021 04h00

Um estudo realizado na Harvard Medical School (EUA) e publicado no periódico Jama em outubro de 2020, revelou que casais e famílias que vivem juntos precisam estar sempre atentos à saúde do coração de todos.

Isso porque parceiros e pessoas que dividem o mesmo teto compartilham fatores de risco e hábitos que influenciam na saúde cardiovascular. Ou seja, apesar de se cuidar, você pode sofrer a interferência de um costume não tão benéfico ao coração de alguém que está presente no seu dia a dia.

E que fatores e hábitos são esses? Os cientistas consideraram na pesquisa sete pontos de risco para doenças cardíacas: tabagismo, atividade física regular, índice de massa corpórea, alimentação, níveis de açúcar no sangue, colesterol e pressão arterial.

Como destacam os próprios autores do estudo, isso não quer dizer que relacionamentos e a convivência são ruins para o coração —muito pelo contrário, elas podem ser benéficas. O importante aqui é entender como seus comportamentos e costumes influenciam na saúde de quem convive com você e o que pode ser feito, em conjunto, pensando no bem de todos aqueles que compartilham o mesmo espaço.

Por onde começar?

Ao falar no assunto, precisamos lembrar primeiro que não devemos nos restringir apenas a questão física. Há outros tipos de saúde que interferem no nosso organismo, bem-estar, qualidade de vida e no surgimento de doenças, inclusive aquelas que afetam o coração.

O físico, sem dúvidas, é peça-chave para estarmos bem, até para ter energia e disposição suficientes para as atividades diárias. Porém, mais do que a prática de exercícios, atenção aos sinais do corpo e uma alimentação saudável, aqui entram também questões como pausas para repouso e noites de sono adequadas.

Outro ponto importante está relacionado ao nosso estado emocional. A saúde mental tem a ver com o bem-estar psicológico ou a forma de como você se sente em relação a si mesmo, a qualidade das relações que mantém, a capacidade de entender seus sentimentos e o nível de estresse que está presente na sua rotina.

Podemos incluir ainda, segundo estudos relacionados à saúde coletiva, a saúde espiritual (algum tipo de prática espiritual ou relacionada a fé); saúde intelectual (estimular novas ideias, a criatividade e a imaginação); saúde financeira (sabe aquele temor sobre como você fará para pagar contas?); saúde profissional (trabalho e carreira) e saúde social (interação e relação com amigos, familiares e outros membros da comunidade).

Um grande desafio?

Parece muita coisa, não é mesmo? Se cuidar da nossa própria saúde já é um desafio enorme diante das demandas e correria da vida diária, nos preocupar com quem está ao nosso redor pode soar como um desgaste ainda maior. Porém, não precisa ser assim.

Dar atenção à saúde familiar e de pessoas próximas que vivem conosco pode ser mais fácil do que você imagina. Fazer pequenas mudanças no estilo de vida é capaz de nos levar a escolhas saudáveis que requerem pouca reflexão ou esforço. Vamos a algumas sugestões e pontos para pensar:

1. Todo mundo mexendo o corpo!

Modalidades diferentes de exercícios físicos, atividade física, fitness, academia - iStock - iStock
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Não, não é preciso inscrever a família toda na academia amanhã ou montar um time de corrida com os membros da casa. Que tal começar identificando tempo livre para atividades? Comece por você, principalmente se o sedentarismo anda rondando seu dia a dia. A prática de exercícios físicos regulares é fundamental para o bom funcionamento do sistema cardiovascular.

É possível criar uma rotina de práticas individuais ou em conjunto. Seja em aulas de dança, de ginástica ou práticas esportivas —que podem ser feitas inclusive online. Se você tem crianças em casa, brincadeiras podem ajudar todo mundo a manter o corpo em movimento. O importante é achar este espaço e usar a criatividade.

Parou para avaliar o tempo que passamos sentados na frente da TV e/ou computador? Limitar o tempo de tela (ou usá-lo para se mexer) pode ser uma ideia necessária. É possível, por exemplo, começar com 30 minutos, todos os dias. E aumentar o tempo conforme a disponibilidade e a vontade. Teste faixas de horários também.

Vale reforçar ainda que, ao manter atividades em grupo, é possível promover uma competição saudável, gerar comprometimento, aumentar a motivação (especialmente quando bate aquela preguiça), além de contribuir para a convivência, o tempo de qualidade e lazer com aqueles que estão ao seu redor.

E os benefícios não param por aí: se exercitar com outras pessoas está relacionado a baixos níveis de estresse e a melhora na qualidade de vida. Pontos importantes para a saúde mental, física e emocional.

2. O que entra no prato

Dieta balanceada/ Dieta mediterrânea/ Alimentação saudável/  - iStock - iStock
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O que fazer pela saúde do coração da sua família, parceiro ou das pessoas que dividem a casa com você quando pensamos nas refeições? Tente limitar a quantidade de fast-food, alimentos industrializados e processados.

Busque planejar, criar e comer juntos pratos saudáveis. Pense que aquilo que você consome pode interferir nos hábitos de quem está vivendo sob o mesmo teto. Afinal, não é fácil resistir ao cheiro de um hambúrguer com batatas fritas!

E isso não quer dizer cortar tudo, mas ponderar. Buscar uma dieta mais equilibrada para a rotina e deixar para dias especiais aquele cardápio com as delícias preferidas de cada um. Busque incluir no cotidiano o consumo de frutas, vegetais, fontes de proteína magra e carboidratos de grãos integrais.

Lembre-se: alimentos ricos em carboidratos e açúcares simples, gorduras saturadas e trans e sódio só nos fazem ganhar peso, aumentar o risco do desenvolvimento da hipertensão, colesterol e diabetes, além de estimular o processo de deposição de gorduras nas artérias do organismo, o que pode ser determinante para o aparecimento da doença arterial coronária, inclusive com risco de infarto e, em casos graves, até de morte.

3. Aqueles hábitos que devemos evitar...

AMP Quer parar de fumar? Veja 12 dicas para abandonar o vício Mão mulher segurando cigarro - Unsplash - Unsplash
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Tabaco e bebidas alcoólicas são dois exemplos. O fumo danifica os vasos sanguíneos e pode causar uma série de doenças cardíacas. O cigarro promove, entre outras consequências, aumento da pressão arterial, aceleração do ritmo dos batimentos, depósito de colesterol na parede das artérias, além de sua oxidação, o que favorece a formação de coágulos sanguíneos que dificultam a circulação e podem provocar um acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto. Fumar é prejudicial à sua saúde e expõe aqueles que moram com você ao fumo passivo.

Já o álcool, quando ingerido rotineiramente e em grande quantidade, causa enfraquecimento das células musculares cardíacas e, como consequência, a miocardiopatia alcoólica. O hábito também pode estimular o fechamento das artérias, desencadear arritmias, aumentar os perigos de hipertensão arterial, obesidade e risco de uma insuficiência cardíaca (a falência estrutural e funcional do coração), infarto ou AVC.

No caso das bebidas alcoólicas, mesmo que socialmente, o ponto é a moderação. Embora o vinho e a cerveja sejam apontados em diversos estudos como aliados do coração, suas vantagens estão sempre atreladas a um conjunto de hábitos saudáveis.

4. Como está o clima da casa?

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Imagem: wayhomestudio/Freepik

Quando a mente e as emoções não andam bem, o corpo sofre as consequências! Em um ambiente baseado em relacionamentos abusivos ou problemáticos, falta de companheirismo, desrespeito, a chance de haver tristeza, angústia, desequilíbrio alimentar e insônia são grandes. Sintomas que contribuem para o desencadeamento dos eventos cardiovasculares.

Hoje já se tem conhecimento de que as emoções e sentimentos afetam também a saúde física, inclusive do coração. Num cenário em que o indivíduo passa incessantemente por momentos de raiva, traições, mentiras e estresse emocional, as consequências podem ser graves.

Para se ter ideia, quando sentimos raiva ou entramos num estado de irritação intensa, a chance de um ataque cardíaco aumenta em mais de oito vezes.

A raiva, assim como outros sentimentos negativos, está ligada à produção de hormônios do estresse, como cortisol e adrenalina, que são lançados na circulação e causam efeitos nocivos ao organismo.

Quando sentimentos assim se tornam constantes, a vasoconstrição (redução do calibre dos vasos sanguíneos) é estimulada e em consequência as artérias diminuem seu potencial de adaptação, gerando aumento da pressão arterial, elevação dos batimentos cardíacos e uma sobrecarga no coração. Quadro que pode desencadear o desenvolvimento de uma doença cardiovascular, um crise hipertensiva, arritmia ou até um infarto do miocárdio.

5. Saúde financeira e profissional

Quem está sem trabalho também pode ter como consequência os problemas cardíacos e afetar aqueles que vivem ao seu redor. O desemprego gera estresse, insegurança, ansiedade, desamparo e sensação de incompetência. Além disso, a ameaça de desequilíbrio financeiro pode levar o indivíduo à tristeza, e caso isso se agrave, a uma depressão.

Por outro lado, viver em uma situação de assédio moral constante no ambiente de trabalho é mais um dos fatores que eleva os riscos de problemas cardiovasculares, segundo pesquisas. Isso porque esse cenário aumenta os níveis de estresse crônico, de colesterol ruim (LDL), da proteína C reativa e da pressão sanguínea.

Se identifica com alguma das situações? Talvez seja importante avaliar e buscar ajuda. Como vimos acima, um ambiente em desequilíbrio pode afetar a saúde de todos que convivem sob o mesmo teto.

6. Vá com calma!

Família cozinhando - iStock - iStock
Imagem: iStock

Na sociedade de hoje espera-se que façamos tudo isso e mais um pouco! Além do que, sabemos que pais ou responsáveis diretos são a maior influência na vida dos pequenos. Se eles não estiverem fazendo escolhas saudáveis, as crianças também não vão querer fazer.

Porém, é preciso ser realista e adotar aquilo que cabe ao seu ambiente e família, de maneira que seja um estilo de vida sustentável e saudável para todos. De nada adianta promover mudanças que gerem estresse em casa. Vale reforçar que um ambiente em que há amor, respeito, companheirismo e consideração, há também mais bem-estar, qualidade de vida e saúde.

Por isso, procure priorizar as coisas que mais importam —ou que vocês identifiquem que são mais urgentes de serem melhoradas. Peça a todos da família ou da casa que façam a sua parte. O segredo é ir com calma. Tornar-se saudável é uma jornada. Você não precisa fazer tudo de uma vez!

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CPI ou: o elefante no microscópio

Investigação sobre responsabilidade de Bolsonaro será de inaudita complexidade

Pois então, beirando meio milhão de mortos, criou-se uma CPI: teria o presidente Jair Bolsonaro alguma responsabilidade no desastre sanitário brasileiro? Dada a escassez de dados, será uma investigação de inaudita complexidade, para a qual eu sugeriria Sherlock Holmes, Hercule Poirot ou, na falta dos dois, qualquer pessoa acima de 14 anos minimamente alfabetizada.

Primeiro, será preciso analisar atentamente os inúmeros vídeos do presidente sem máscara, apertando mãos de gente sem máscara durante a pandemia. Depois, peritos poderão comprovar se: A) Era o presidente? B) Ele estava sem máscara? C) Ele estava apertando mãos? D) Havia uma pandemia?

Ilustração em tons de azul e amarelo do presidente Jair Bolsonaro usando a camisa da seleção brasileira de futebol. Ele segura um celular para fazer uma selfie. Ao fundo, várias pessoas aglomeradas
Adams Carvalho

Indagarão os congressistas: o líder máximo da nação, ao agir de forma diametralmente oposta à recomendada pela ciência, pelo próprio Ministério da Saúde e pela OMS, ao influenciar seus subordinados para que ajam com a mesma deliberada demência, proibindo álcool gel em sua sala e olhando torto para quem usa máscara, tem alguma influência nas 400 mil mortes? (Há quem diga que, devido à subnotificação, já passamos de 600 mil mortos, o que nos coloca como o país com mais vítimas por Covid-19 em todo o planeta).

A CPI exigirá dos senadores uma grande expertise digital: entrar no Youtube e digitar “pronunciamento Bolsonaro”, “Bolsonaro imita falta de ar”, “Bolsonaro e daí?”, “Bolsonaro cloroquina”. Talvez fosse o caso de dar uma olhadinha no Twitter e Facebook, também. Vai que ali, protegido pelo anonimato das redes, Jair defendeu cloroquina, tirou sarro de doentes, menosprezou mortos?

Uma questão cabeluda a ser respondida por PhDs em lógica: passar um ano falando mal de vacina, dizendo que não tomaria vacina, que não se responsabilizaria se alguém virasse jacaré por tomar vacina, chamando a vacina do Butantã de “vachina”, dizendo “a pressa com a vacina não se justifica” e “tem idiota nas mídias sociais e na imprensa, né, dizendo ‘vai comprar vacina’: só se for na casa da tua mãe!”, recusando onze ofertas (!!!!) de fornecedores de vacina, enfim, será que usar todo seu poder presidencial contra a vacina tem algum papel no fato de não termos vacina? De chegarmos a maio de 2021 com mais de 2.000 mortes por dia e apenas 10,8% da população plenamente vacinada? Será? Será? Hein? Será?

Haver demitido dois ministros da saúde que se negaram a receitar cloroquina em vez de máscara e distanciamento social pode ter tido algum papel na esculhambação brasileira no uso de máscaras e no distanciamento social? Pode ter a ver com o Ministério da Saúde ter enviado a Manaus, quando havia sido informado de todos os lados que o oxigênio estava acabando, milhares de pílulas de cloroquina?

Vejam a dificuldade desta CPI, meus caros: não é a discussão sobre um vírus, mas um profundo debate epistemológico. Indagar se o presidente tem culpa neste desastre por ele presidido desastrosamente equivale a se questionar: são os efeitos produzidos pelas causas? Se eu soltar um copo e ele cair, ter soltado o copo tem alguma relação com a queda? Um mais um é igual a dois?

Sem ironia: é bom que haja uma CPI fazendo perguntas sobre este crime humanitário. Uma vez que já sabemos as respostas, contudo, melhor seria que os congressistas tivessem um mínimo de decência e votassem o impeachment do assassino em chefe.

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POBRES de DIREITA: Mortos de fome, de Covid, a bala, muitos pobres NÃO largam BOLSONARO _ Foram eles que mais perderam emprego e renda na epidemia, os que mais ficaram sem escola ou mesmo merenda

Pouco antes do segundo turno de 2018, o Datafolha perguntou qual era o candidato a presidente que mais defendia os ricos. Deu Jair Bolsonaro com 55% e Fernando Haddad (PT) com 22%.

Quem mais defendia os pobres? Haddad, 54%, Bolsonaro, 31%. Os mais pobres, com renda familiar de menos de dois salários mínimos, eram algo mais estritos na definição de classe: Bolsonaro defendia os mais ricos para 59%, Haddad defendia os mais pobres para 60%.

No que interessa aqui, tanto faz qual era a situação jurídica das vítimas do massacre: tanto fazia para Mourão. No universo mental bolsonariano atira-se primeiro, esquece-se depois. Os pobres e apartados em geral são “tudo bandido”, filho de porteiro que tira zero, empregada que viaja para fora, filho desajustado de mãe solteira, quilombola gordo imprestável etc. Tudo isso é mui sabido, inclusive o autoritarismo da turma: naquele Datafolha, Bolsonaro era o mais autoritário para 75%.

Nem o insulto bolsonarista nem a injúria da vida dura bastam para fazer com que os pobres larguem de vez Bolsonaro. É ingenuidade citar estatísticas socioeconômicas para explicar bolsonarices, mas convém lembrar delas.

Foram os pobres que mais perderam emprego e renda na epidemia, bidu, os que mais ficaram sem escola ou mesmo merenda. Segundo os estudos disponíveis (com dados do ano passado), são os que mais adoecem e morrem de Covid-19.

Nos últimos 12 meses, a inflação média para pessoas de renda muito baixa foi de 7,2%; para as de renda alta, 4,7% (dados da Carta de Conjuntura do Ipea). Desde que Bolsonaro assumiu, a inflação média (IPCA) acumulada foi de 11,2% —o salário médio subiu menos do que isso, o dos mais pobres, informais, menos ainda, isso quando têm renda de trabalho. A inflação média da comida foi de 28,9%.

Apenas entre os mais pobres Haddad deve ter vencido a eleição, segundo o Datafolha da véspera da votação de 2018. No Datafolha mais recente, de março, 30% do eleitorado dá “ótimo/bom” a Bolsonaro, com diferenças estatisticamente irrelevantes entre as classes de renda. Mas a taxa de decepção com Bolsonaro é muito maior entre os mais ricos (medida pela diferença entre a parcela dos que dão nota “ótimo/bom” agora e a votação em 2018).

Os pobres das grandes cidades vivem sob ocupação de milícias e facções, que são também polícia do Estado de terror. A milícia é um modo alternativo de ascensão social, por assim dizer, de ex-militares de baixa patente e agregados, a mobilidade de parte do precariado. Já tem vínculos firmes com a política municipal de regiões metropolitanas, avança nas Assembleias e pôs um pé no Congresso e no poder federal, vide os Bolsonaro.

A ocupação dos bairros pobres assim se institucionaliza, também no sentido de ter apoio estatal permanente. Em um movimento de pinça, os Bolsonaro apoiam tanto matanças policiais como milícias nos bairros pobres. Apresentadores de TV sanguinários fazem a propaganda do bolsonarismo político e militar-miliciano.

É fácil perceber que diagnósticos socioeconômicos não ajudam a explicar a persistência do bolsonarismo popular, como não explicavam parte da política, digamos, normal. Mas cabe a pergunta, que não é acadêmica: por que não explicam?

É assunto para outro dia, mas bolsonarismo tem a ver com machice, ressentimentos e medos reativos vários, religião e autoritarismo “raiz”. Mas também é revolta contra o “sistema” que larga os pobres à própria sorte, revolta que pode ter essa ou aquela conformação, autoritária ou outra, a depender da conjuntura e da política, de esquerda em particular.

Quem é que vai “lá” falar com os pobres?

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'Star Wars' te confunde? A gente te ajuda a entender o universo da franquia

Cartaz de "Star Wars: Uma Nova Esperança". O ideal é que você comece por esse filme - divulgação/Lucasfilm/Disney
Cartaz de "Star Wars: Uma Nova Esperança". O ideal é que você comece por esse filme Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

De Splash, em São Paulo

09/05/2021 04h00

Muita gente tem vontade de se aprofundar em "Star Wars", mas o universo de "Guerra nas Estrelas" pode ser confuso para quem não o conhece bem. São muitos termos diferentões, criaturas, planetas... Os fãs dizem "que a Força esteja com você", mas você se pergunta o que raios é essa tal de "Força". Calma, estamos aqui para isso.

Com ajuda da Disney, Splash explica 15 conceitos importantes para quem quer começar a assistir aos filmes no Disney+ —aliás, se decidir vê-los, é melhor seguir os filmes de acordo com a ordem de lançamento. Ou seja, começando pelo episódio IV, "Uma Nova Esperança".

1. O que é a Força?

força - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
A "Força" é um elemento muito importante na franquia "Star Wars" Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

A Força é um misterioso campo de poder que está em todas as coisas e une toda a galáxia. Existem criaturas não humanas que são sensíveis à Força, mas os Jedi e os Sith são pessoas capazes de se conectar com ela. Isso quer dizer que eles têm habilidade de manipular mentes, mover objetos sem tocá-los e até prever o futuro.

2. O que é um Jedi?

jedi - reprodução/EA - reprodução/EA
O game "STAR WARS Jedi: Fallen Order" te coloca na pele de um Jedi Imagem: reprodução/EA

É um membro da nobre ordem de guerreiros capazes de agir em harmonia com a Força. Um Jedi costumava ser guardião da paz e da justiça na Alta República, mas essa era de sossego terminou depois de uma conspiração.

3. Quem são os Sith?

sith - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
Os Sith são vilões na franquia "Star Wars" e representam o lado sombrio da Força Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

São guerreiros que se opõem aos Jedi. Ou seja, os Sith são representantes do lado sombrio da Força, praticam o ódio, a enganação e a ganância. Normalmente, eles usam vestes pretas e sabres de luz vermelhos, sempre com a intenção de acumular poder a qualquer custo e dominar a galáxia. Tome cuidado com eles.

4. Quem é Darth Vader?

darth vader - reprodução/Lucasfilm - reprodução/Lucasfilm
Darth Vader é o icônico vilão de "Star Wars" Imagem: reprodução/Lucasfilm

No passado, Anakin Skywalker foi um nobre e heroico cavaleiro Jedi, mas foi seduzido pelo lado sombrio da Força e se tornou o Lorde Sith mais temido da galáxia. Foi assim que ele assumiu o nome Darth Vader como o vilão que você conhece desde que nasceu.

5. Quem é Luke Skywalker?

luke - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
Luke Skywalker (Mark Hamill), personagem da franquia "Star Wars" Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

Esse é outro nome que você já ouviu milhões de vezes. Luke Skywalker passou anos como um humilde fazendeiro e se tornou o maior Jedi que a galáxia já conheceu. Ao lado da Princesa Leia e do aventureiro Han Solo, ele virou um símbolo na luta dos rebeldes contra o Império. Será que ele consegue derrotar Darth Vader?

6. O que é um droide?

droids - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
O tagarela C3PO e o adorável R2-D2 são droids na franquia "Star Wars" Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

"Star Wars" tem vários tipos de robôzinhos. Estes são chamados de droides, "robôs" que possuem diferentes níveis de inteligência artificial e têm funções específicas. Os mais famosos da fanquia são os fofos R2-D2 e BB-8 e o tagarela C3PO.

7. O que é a Estrela da Morte?

estrela da morte - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
A Estrela da Morte aparece pela primeira vez em "Star Wars: Uma Nova Esperança" Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

No episódio IV (o primeiro que você deveria ver), somos apresentados a uma arma chamada Estrela da Morte. Ela se parece com um planeta, mas é uma estação espacial do tamanho de uma lua e foi construída pelo Império para ser uma arma de destruição massiva. É capaz de explodir um planeta inteiro e é uma ameaça à vida de todos na galáxia.

8. Quem são Chewbacca e Han Solo?

chewbacca e han solo - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
Chewbacca (Peter Mayhew) e Han Solo (Harrison Ford) em "Star Wars" Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

Han Solo deixou de ser um menino pobre e se tornou um dos maiores heróis da Aliança Rebelde. Ele é capitão da nave Millennium Falcon, que pilota ao lado de Chewbacca, e acaba se unindo ao herói Luke Skywalker e à princesa Leia na luta contra o Império.

9. Quem é a Princesa Leia?

princesa leia - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
A Princesa Leia (Carrie Fisher) em "Star Wars: Uma Nova Esperança" Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

Leia Organa é umas das maiores heroínas da Aliança Rebelde e uma inspiração para garotinhas ao redor do mundo. Destemida nas batalhas, ela quer derrotar a tirania do lado sombrio da Força. O que ela ainda não sabe é que tem uma conexão incrível com a Força... Ah, e tudo isso sendo uma princesa!

10. Quem é Obi-Wan Kenobi?

obi wan - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
Obi-Wan Kenobi (Sir Alec Guinness) em "Star Wars: Uma Nova Esperança" Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

No episódio IV, Leia diz: "Me ajude, Obi-Wan, você é minha única esperança". E não é exagero dela, já que Obi-Wan é um mestre Jedi poderoso e foi mentor de Anakin Skywalker —sim, o cara que virou Darth Vader. Ele também treinará Luke Skywalker.

11. Quem é Yoda?

yoda - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
O mestre Yoda (voz de Frank Oz) é muito sábio e excelente Jedi na franquia "Star Wars" Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

"Conhecer Yoda você deve". Yoda é um lendário mestre Jedi, dono de uma conexão inigualável com a Força. Ele é pequeno em tamanho, mas muito sábio e poderoso. Luke Skywalker precisa muito dele para ser treinado, assim como outros Jedi ao longo dos últimos 800 anos. Não o confunda com o "Baby Yoda" da série "The Mandalorian", tá? O bebê não é Yoda, é só da mesma espécie.

12. Quem são os Stormtroopers?

stormtroopers - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
Stormtroopers são soldados do Império na franquia "Star Wars" Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

Sabe aqueles soldados com armadura branca que nunca acertam os tiros? Os Stormtroopers trabalham para o Império e são leais a ele. A estrutura da armadura é capaz de protegê-los de ataques inimigos e até condições adversas, como mudanças extremas de temperatura. Mas será que é impossível um Stormtrooper se rebelar e ajudar o lado do bem? Veja os filmes para descobrir.

13. O que é o Império Galáctico?

império - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
O Império tem muito poder na franquia "Star Wars" e é o mal a ser combatido Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

A gente não para de falar do Império, e até agora você não entendeu que raios é isso. O Império Galáctico usa e abusa do medo e da tirania para controlar a galáxia, com poderio militar incomparável. É muito difícil cutucar o Imperador Palpatine e sair vivo para contar a história.

14. O que é a Aliança Rebelde?

trio star wars - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
Han Solo (Harrison Ford), Princesa Leia (Carrie Fisher) e Luke Skywalker (Mark Hamill) Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

São os loucos que ousam desafiar o Império para proteger todas as formas de vida. Os rebeldes querem restaurar a democracia e a República Galáctica, período em que havia mais harmonia entre espécies.

15. O que é um Mandaloriano?

mandalorian - divulgação/Lucasfilm/Disney - divulgação/Lucasfilm/Disney
Cena da série "The Mandalorian", do Disney+, mostra o Mandaloriano e o Baby Yoda Imagem: divulgação/Lucasfilm/Disney

Mandalorianos são guerreiros vindos do planeta Mandalore, guiados por um código de honra e protegidos por uma armadura de Beskar —é o metal mais resistente de toda a galáxia. Esses caras não aparecem nos filmes e foram apresentados apenas na série "The Mandalorian", do Disney+, cujo personagem principal é um Mandaloriano. Ele usa um capacete para esconder seu rosto e vive sozinho até encontrar um bebêzinho... O resto seria spoiler.

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