PACOTES DE US$ 6 TRI-LHÕES DE DÓLARES
BBB Dia 101
Com pacotes de estímulo que somam US$ 6 trilhões, Biden reabre o debate sobre a austeridade fiscal

SÃO PAULO — Neste domingo, Joe Biden completa 112 dias na Casa Branca. Neste período, lançou três pacotes econômicos — de socorro, infraestrutura e empregos — que, juntos, sinalizam gastos extras de US$ 6 trilhões (R$ 32,16 trilhões ou o equivalente a 4,3 vezes o PIB brasileiro do ano passado).
O valor é cinco vezes superior ao pacote de socorro que Barack Obama editou após a crise de 2008. Para muitos, é um sinal de que a maior economia do mundo não leva em conta a austeridade fiscal, o que traz riscos de inflação.
Os pacotes de Biden são amplos. O primeiro, de US$ 1,9 trilhão e já aprovado pelos legisladores, era focado na pandemia e permitiu uma segunda leva de cheques de auxílio emergencial. O segundo, de US$ 2,3 trilhões, é voltado a infraestrutura, tecnologia e transição verde.
O terceiro, de US$ 1,8 trilhão, visa melhorar a rede de proteção social, considerada a mais precária entre as nações ricas, com ampliação da cobertura de saúde, financiamento à educação e licenças a trabalhadores. Ou seja, caso aprovados pelo Congresso, vão além do simples socorro à economia e tentam criar novo papel para o Estado.
— Estamos vivendo uma mudança de paradigma, comparável ao que foi o governo de Franklin Roosevelt, que, em resposta à Grande Depressão, criou o New Deal, com forte influência keynesiana, e ao que ocorreu nos anos 1980, com Ronald Reagan, nos EUA, e Margaret Thatcher na Inglarrera, quando a ideologia neoliberal com forte desregulamentação econômica predominou — explica Carlos Braga, professor da Fundação Dom Cabral e ex-vice-presidente do Conselho de Administração do Banco Mundial.
Estratégia contra a China
Para ele, os pacotes de Biden, mais que simples resposta à pandemia, são uma tentativa de criar uma estratégia contra o avanço chinês, que, segundo o próprio governo americano, está na dianteira em algumas fronteiras do conhecimento, como na energia limpa.
Braga ressalta que os planos podem ser “desidratados” em um Congresso com maioria frágil de democratas, em que senadores e deputados de regiões “tradicionalmente republicanas” podem torcer o nariz para os projetos.
— Estes pacotes representam uma mudança na maneira como Washington e o G-20 veem os gastos fiscais. Se pensarmos como foi a resposta fiscal à crise de 2008/2009, os pacotes são muito maiores. Esta é a mudança mais significativa em política econômica nos EUA desde os anos 1980, pois traduz uma nova visão do papel do governo na sociedade — afirma Josh Lipsky, diretor do GeoEconomics Center do Atlantic Council.
Lipsky lembra que o próprio FMI determinou aumento dos gastos:
— Algo como gaste o quanto quiser, mas guarde os recibos.
Para ele, contudo, isso não vai significar, necessariamente, impacto negativo nas contas públicas: é uma proposta consistente de aumento de tributos, que sequer pode ser considerada radical.
Ao propor elevar os impostos corporativos e para quem ganha mais de US$ 400 mil anuais (R$ 2,144 milhões), os tributos retornarão ao nível que estavam no governo de George W. Bush, um republicano, e ainda serão 40% menores que as taxas recordes dos EUA.
Mesmo assim, está claro que a alta de impostos não vai absorver todos os gastos, que terão impactos na dívida do país. Mas há demanda por títulos americanos, sem alta de juros, o que significa que as entidades de mercado não veem o aumento das despesas como risco fiscal nos EUA.
Roberto Dumas, professor do Insper, afirma que é possível que o país não viva um descontrole inflacionário mesmo com mais gastos públicos, devido à falta de pressão salarial, pelo grande contingente de desempregados, pelo mundo mais globalizado e pelas novas tecnologias que reduzem custos.
Ele lembra que as despesas seguem um plano que tendem a gerar mais produtividade, o que pode compensar parte deste gasto adicional.
— Há uma diferença enorme entre o que está acontecendo agora e a década de 1970 — disse ele, lembrando que, naquela época, o Fed (o Banco Central americano) não era independente, e o então presidente Richard Nixon evitou elevar os juros a fim de se reeleger.
E acrescentou:
— As perspectivas inflacionárias seguem controladas, se olharmos as expectativas do mercado nos títulos americanos de dez anos.
Não é para qualquer país
Isso significa que todos os países podem adotar políticas expansionistas? Para Otaviano Canuto, diretor do Center for Macroeconomics and Development em Washington, ex-vice-presidente do BID e ex-diretor executivo do Banco Mundial e do FMI, não. Isso não se aplica a países com problemas fiscais e de credibilidade, como o Brasil.
— As ideias têm seu lugar. Quando elas viajam, mudam completamente seu sentido — disse ele.
Além do fato de o Brasil não emitir dólar e ter um histórico de calote, a qualidade do gasto faz diferença:
— Nos EUA, há uma previsão de investimentos estratégicos de longo prazo, enquanto a qualidade do nosso gasto público é muito pior. Temos um problema crônico de baixa qualidade do gasto público. Então, não basta apenas pensar em aumentar esse gasto. Não é possível um Orçamento em que mais de 90% dos gastos são com salários e pensões.
‘É precipitado decretar o obituário do neoliberalismo’, afirma historiador do pensamento econômico

Quinn Slobodian, professor do Wellesley College, em Massachusetts, é um destacado historiador do pensamento econômico contemporâneo. Seu livro “Globalists” (Harvard University Press, edição brasileira no prelo), de 2018, relata como, a partir da década de 1920, economistas austríacos como Friedrich Hayek e Ludwig von Mises passaram a defender uma nova forma de organizar o mundo, isolando os mercados de Estados soberanos, mudanças políticas e demandas por maior justiça social. Estes economistas se identificavam como neoliberais, e é a ordem erguida a partir de suas ideias que, para muitos, está atualmente em cheque com o novo governo americano. Ao GLOBO, Slobodian avalia a profundidade das transformações em curso.
Alguns dizem que vivemos o crepúsculo do neoliberalismo e o começo de uma nova era. Como vê essas afirmações?
Há dois grandes indícios de que o neoliberalismo está em crise. Um não é tão novo, vem já de Trump, e consiste em uma mudança no consenso sobre o comércio internacional. A outra é bastante recente, e consiste em uma mudança no consenso sobre os gastos do Estado e a austeridade. Quando as pessoas dizem que o neoliberalismo está mudando ou morrendo, se referem a esses gastos; aos pacotes de trilhões que o governo Biden propôs e aprovou, numa escala diferente de tudo o que os EUA fizeram desde os anos 1930. Em 2008, mesmo o grande resgate aos bancos ficou abaixo de um trilhão. Agora, se não for acima, não é levado a sério. Estes gastos são, com certeza, o principal sinal de que a lógica em Washington mudou, e as ideias de disciplina fiscal e austeridade ficaram para trás.
O quão importante considera ser esta mudança?
É, de fato, um desenvolvimento extremamente significativo, que foi possível por causa de um aprendizado desde 2008. Na época, as premissas diziam que, se fossem feitos gastos como os atuais, haveria inflação, ela imediatamente começaria e ponto final. Agora, depois de 13 anos de flexibilização e criação de dinheiro, o oposto parece ser o caso: não há sinal de inflação; na verdade, na zona do euro e nos EUA, às vezes houve temores de deflação, mesmo com taxas de juro negativas e crédito muito barato. Em vistas disso, o impedimento para o Estado agir e gastar de certas formas parece ter sumido. Há republicanos que gostariam de fingir que o perigo persiste, que a inflação é inevitável e não se pode fazer essas coisas. Mas a opinião dominante entre democratas é que essa restrição desapareceu. Então, se é assim, muitas coisas se tornam possíveis.
E essas mudanças devem ser entendidas como uma mudança profunda, mesmo permanente?
Não sabemos quanto tempo vão durar, e é este o motivo pelo qual não quero ser precipitado e decretar o obituário do neoliberalismo. Os democratas têm muitas razões táticas que os incentivam a tentar grandes pacotes de políticas bem cedo. Ano que vem há uma eleição de meio de mandato, e, de costume, o partido no poder sai derrotado; nesse caso, a maioria no Congresso desaparecerá, e você não conseguirá aprovar nada parecido. Portanto, o partido tem a necessidade de tentar fazer uma diferença na vida das pessoas antes de ir às urnas. E ainda é necessário observar se a inflação acabará aparecendo. Janet Yellen, a secretária do Tesouro, tem sido muito desdenhosa dos temores inflacionários. Se os preços subirem, os democratas mais moderados se fortalecerão, e esse tipo de pacote talvez acabe não sendo aprovado nunca mais. Então esse momento terá sido somente uma espécie de pontinho no meio da era neoliberal. Ou seja: por um lado, precisamos reconhecer a natureza radical e inesperada do que aconteceu nesses meses. Ao mesmo tempo, devemos ter cautela.
Estes maiores gastos podem influenciar a política econômica europeia?
Se o temor com a inflação desapareceu, isso significa que a forma como a UE tem sido gerida também pode mudar. Nos últimos anos, geralmente a UE resiste às mudanças americanas, mas, finalmente, acaba por segui-las. Demoraram um pouco a começar a imprimir dinheiro para enfrentar a crise financeira, mas, depois de alguns anos e de muito sofrimento nos países do Sul, suavizaram a postura. A mesma coisa no comércio: primeiro resistiram à guerra comercial com a China, mas agora estão a bordo. No momento, a posição dominante na UE é definida pela Alemanha, que continua em uma linha de austeridade. No entanto, há uma eleição em setembro, e o Partido Verde, líder nas pesquisas, defende posicionamento próximo ao de Biden sobre os gastos do Estado. Afirma que a crise climática exige uma transição, que vai custar muito caro.
Onde Biden tem buscado inspiração para suas políticas?
Muitas pessoas o comparam a Franklin Roosevelt, mas penso que é uma comparação enganosa, porque Roosevelt tinha muitas ideias próprias, enquanto Biden principalmente retira as suas ideias de quem estiver próximo. Ele acredita que, como político, serve para agregar grupos. No mundo das políticas em Washington, tem havido uma mobilização muito eficaz de think tanks progressistas. Durante os anos Trump, houve a consolidação de institutos como o Center for American Progress e o Roosevelt Institute. É parecido com os anos 1970, quando conservadores se organizaram por meio de centros como a Heritage Foundation e o Cato Institute, e alimentaram com ideias o governo Reagan. Agora, há um monte de coisas que os economistas progressistas pensaram nos últimos quatro anos. Então, quando Biden assumiu, todas essas pessoas lhe disseram que tinham ideias.
E como essas ideias não encontraram resistência, ou não foram preteridas por outras?
Falei com algumas das pessoas que fizeram parte da equipe de transição, e eles próprios ficaram chocados com a pouca resistência encontrada ao que consideravam ideias radicais. Esperavam que alguém dissesse não, mas ninguém o fazia. Por quê? Porque o centro está sem ideias, e a direita também. Já a esquerda, sim, tem ideias. Então, se tem algo a fornecer aos burocratas e a quem governa, esses governantes dizem, bem, vamos tentar. Causa surpresa que seja tão simples, porque não há nenhum tipo de teoria do poder por trás. Mas, nesse caso, tudo indica que foram apenas ideias no vácuo, que se beneficiaram de alavancas do poder quando ninguém mais tinha propostas.
E como foi gerada a mudança de consenso sobre políticas econômicas dentro do Partido Democrata?
Isto remete a 2016, ano que costuma ser considerado o ano de Trump. Mas também podemos pensar naquele ano como o de Bernie Sanders. Sanders politizou uma série de coisas antes ausentes da política. Por exemplo, se opôs à globalização do livre comércio, dizendo que a perda de empregos industriais não é inevitável, mas o resultado de escolhas políticas. Também disse que a economia política tem efeitos distributivos, e algumas pessoas ganham e outras perdem. Os democratas simplesmente negavam isso, você não tinha permissão para dizer essas coisas. Quando Sanders foi derrotado nas primárias, Trump simplesmente pegou todos aqueles temas e os reivindicou para si, com uma mensagem populista econômica totalmente artificial. Descobriu-se ali que atacar a globalização e atacar o governo plutocrático dos muito ricos que evitam impostos podia ser uma mensagem vitoriosa. Sanders expandiu a janela do que era possível na política.
Quais outras condições contribuíram?
Parte das condições é uma mudança de consenso entre a elite corporativa que apoia o Partido Democrata. Há um novo consenso que atravessa a imprensa financeira, como o Financial Times, os principais CEOs dos Estados Unidos e até mesmo gerentes de fundos de hedge. Isso se vê também no Fórum Econômico Mundial, quando diz que precisamos de ações a curto prazo para a mitigação da mudança do clima, para inibir a evasão fiscal e para combater a desigualdade. Essas são, na verdade, ideias radicais em círculos de elite. Porque grande parte da elite corporativa descobriu maneiras de ganhar dinheiro com esse novo paradigma. Então há esse espaço político aberto em que a classe corporativa entende que algo importante precisa acontecer, e você tem um plano de como isso deve acontecer, elaborado por economistas de esquerda.
Quais principais elementos do neoliberalismo persistem, a despeito das mudanças?
Um dos elementos é uma atenção à competitividade nacional, que também esteve presente na economia mundial nos últimos 40 anos. Sempre se afirmou, nesse período, que a economia mundial é interdependente, mas que é necessário lutar por superioridade nacional dentro do campo de batalha da economia mundial. E não houve esse abandono da ideia de nação. As ideias aplicadas não são de forma algum socialistas, nem estão indo além de uma linguagem de guerra econômica. Mesmo que não defendam uma globalização baseada no livre comércio, ainda pode haver batalhas econômicas muito competitivas. A guerra econômica com a China é uma espécie de condição para a ruptura.
Onde mais ele está vivo?
O lugar onde continua mais vivo e presente é no ambiente de trabalho do americano médio. Essas mudanças políticas num nível superior demoram muito tempo para chegar a vidas das pessoas que se dividem entre três empregos. Esse tipo de coisa não está realmente sob ameaça agora, o modelo de trabalho precário e a impotência dos trabalhadores é uma característica definidora do neoliberalismo, e isso não mudou nos Estados Unidos. Acredito que só mudará por meio da organização laboral. Uma grande questão é se o governo Biden apoiará de fato a criação de novos sindicatos, como diz, ou se verá isso como um obstáculo à competitividade americana; se você quer derrotar a China, é bom poder ter salários baixos. Enquanto estivermos presos nessa competição de soma zero com outro país, provavelmente será o trabalhador que sofrerá, a menos que as pessoas se mobilizem nas bases.
Polícia e manifestantes voltam a entrar em confronto em Jerusalém, um dia depois de choques que deixaram 200 feridos

JERUSALÉM — Um dia depois de mais de 200 pessoas ficarem feridas em choques entre manifestantes palestinos e a polícia israelense em Jerusalém, novos confrontos ocorreram em vários pontos da cidade sagrada em protestos contra o despejo de seis famílias palestinas de um bairro na parte Oriental da cidade, de maioria árabe.
A violência ficou concentrada na área de Sheikh Jarrah, onde ocorreu o despejo das quatro famílias palestinas. Segundo a Cruz Vermelha Palestina, 80 pessoas ficaram feridas nos confrontos, que envolveram garrafas e pedras por parte dos palestinos e bombas de gás e jatos d’água vindos dos policiais. Barricadas nos arredores da Cidade Velha também foram incendiadas pelos manifestantes.
Novos enfrentamentos são esperados para a área da Esplanada das Mesquitas — o local recebe milhares de pessoas que participam das orações da Laylat al-Qadr, a “Noite do Destino”, uma das datas mais importantes do calendário islâmico. Pela tradição, foi nesta data que começou a revelação do Alcorão a Maomé.
Neste sábado, a polícia ampliou o efetivo nas ruas de Jerusalém, e chegou a proibir a passagem de veículos vindos de outras regiões — segundo as autoridades, apenas pessoas que estavam indo para a cidade com planos de participar de protestos estavam sendo barradas. Imagens publicadas em redes sociais mostram dezenas de pessoas sendo retiradas de ônibus pelos agentes, com violência em determinados casos.
Em declaração, o comissário de polícia de Jerusalém afirmou que sua ação tem como objetivo “garantir a liberdade de culto e manter a segurança e a ordem”. Ao mesmo tempo, afirma que “não permitirá tumultos violentos, violações da lei e ataques contra policiais”, e pede calma aos fieis.
Decisão judicial
Os protestos e confrontos entre palestinos e forças de segurança têm como ponto central a decisão, em primeira instância, de despejar seis famílias da área se Sheikh Jarrah, majoritariamente palestino mas que traz consigo um passado de disputas pela posse das propriedades entre árabes e judeus. Nesta segunda-feira, a Suprema Corte israelense decidirá o destino destas famílias, em uma sessão que ocorrerá no chamado Dia de Jerusalém, quando os israelenses celebram a anexação da cidade após a Guerra dos Seis Dias. Os palestinos querem a parte Oriental da cidade como capital de um futuro Estado.
Com a proximidade da decisão e medidas vistas como provocadoras por parte de israelenses, a tensão nos protestos aumentou, assim como a repressão das forças de segurança. Na sexta-feira, essa tensão chegou ao seu ápice, quando parte dos milhares de palestinos que foram à Esplanada das Mesquitas orar na última sexta-feira do Ramadã iniciou uma manifestação, que terminou com mais de 200 pessoas feridas.
Neste sábado, houve protestos também na Faixa de Gaza, com manifestantes se aglomerando perto da barreira de segurança que separa o território de Israel, arremessando pneus queimados e fogos de artifício nos soldados. O Exército israelense afirmou que vai reforçar seu contingente na área e na Cisjordânia.
Presão externa
O aumento da tensão em Jerusalém, local sagrado para as três maiores religiões monoteístas do planeta, levou a uma série de reações internacionais, em boa parte pedindo calma a todas as partes e pedindo a Israel que suspenda as anexações em territórios palestinos, vistas como ilegais pelas leis internacionais. Na noite deste sábado, ONU, União Europeia, EUA e Rússia, o "quarteto" que lidera as negociações relacionadas à paz no Oriente Médio, expressaram sua "profunda preocupação" com a violência.
"Pedimos às autoridades israelenses que mantenham a cautela e evitem medidas que possam acirrar a situação durante este período de dias sagrados para os muçulmanos", disse o grupo, em comunicado.
Uma reunião de emergência foi convocada pela Liga Árabe, mas a conclusão foi que a violência em Jerusalém ou uma eventual decisão de confirmar os despejos não deve interferir nos processos de normalização de relações entre Israel e países árabes, como os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein. Em outra frente, o Egito está em contato com representantes palestinos e israelenses para evitar uma piora da situação.
Em um tom um pouco diferente, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan afirmou que Israel é um “Estado terrorista cruel”, que, em sua visão, “ataca de maneira selvagem e carente de ética os muçulmanos em Jerusalém que não têm outra preocupação a não ser proteger suas casas e seu país milenar, assim como seus valores sagrados".
O governo israelense não comentou.
O Brasil involuiu 20 anos | Vera Magalhães - O Globo

O isolamento brasileiro diante da histórica decisão do governo dos Estados Unidos de apoiar a suspensão temporária de patentes de vacinas para Covid-19 é especialmente emblemático porque nos permite fazer um retrato de hoje e de exatos 20 anos atrás, quando vivemos uma epopeia oposta da diplomacia brasileira e cravamos uma das nossas principais vitórias em organismos multilaterais, justamente no tema de patentes para remédios.
Foi em novembro de 2001, ainda sob os escombros do 11 de Setembro, que a mesma OMC, palco da guinada de Joe Biden, aprovou, em sua 4ª Conferência Ministerial realizada em Doha, no Qatar, uma resolução proposta inicialmente pelo Brasil prevendo que, em casos de epidemias, os países-membros da organização poderiam flexibilizar as regras de patentes previstas no Acordo de Direitos de Propriedade Intelectual Relacionadas ao Comércio e Saúde Pública (conhecido como Trips).
A resolução foi o marco final do que ficou conhecido como “guerra das patentes”, uma ofensiva do governo FHC em várias frentes (diplomática, econômica e de comunicação) para pressionar a indústria farmacêutica a baixar preços dos medicamentos que compunham o coquetel anti-Aids, fornecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde, ameaçando com a quebra das patentes.
Corta para 2021, quando um desarvorado Itamaraty foi pego totalmente de surpresa pela mudança de posição dos Estados Unidos, que passaram a apoiar a proposta encabeçada pela Índia e pela África do Sul no fim de 2020, e apoiada por mais de 100 países, para a suspensão das patentes de vacinas contra a Covid-19 enquanto durar a pandemia.
Isso ajudaria a aumentar a produção de vacinas e a equalizar sua aplicação no mundo. Dados mostram que mais de 80% das doses aplicadas até hoje se concentram em países ricos.
O Brasil, que nem é rico nem está bem na fila da vacina, achou por bem fincar pé na posição anterior e ver a caravana global passar diante dos seus olhos, com grande possibilidade de até a União Europeia evoluir para acompanhar a posição americana.
Uma coisa era a discussão posta até o anúncio da posição dos Estados Unidos, em que o Congresso brasileiro discutia a quebra das patentes em território nacional: essa medida, isoladamente, teria pouco efeito prático, pois nossa capacidade de produção própria de vacinas, como temos visto, é pequena, ainda mais sem transferência de tecnologia. Além disso, havia setores fortes da diplomacia defendendo que isso poderia nos criar embaraço com os grandes fabricantes, atrasando ainda mais a chegada de imunizantes ao país.
Mas o cenário muda drasticamente com o apoio da Casa Branca à suspensão temporária das vacinas, ainda mais porque ele levará a uma pressão dos demais países também sobre os Estados Unidos e demais países ricos para a disponibilização imediata do excedente de vacinas que compraram, para a transferência de tecnologia a países pobres e para o fim de medidas protecionistas para a exportação de insumos destinados à produção desses imunizantes.
É desesperador que o Brasil opte por ficar falando sozinho diante de uma resolução com tamanho impacto histórico, geopolítico e econômico.
A desorientação demonstrada pela diplomacia brasileira nesse episódio é fruto e sinal do desmonte da política externa promovida pela nuvem de gafanhotos bolsonarista. É da mesma cepa dos sucessivos surtos que fazem o presidente insistir em brigar com a China neste momento grave em que dependemos dos chineses para a chegada de insumos para nossas poucas vacinas.
Vinte anos depois de brilharmos nos palcos internacionais com políticas de saúde pública e de diplomacia internacional arrojadas e inovadoras, estamos no cantinho da vergonha.
Post de Bolsonaro sobre Paulo Gustavo foi reação a chuva de menções negativas | Vera Magalhães - O Globo

Chamou a atenção já na madrugada de terça para quarta-feira um inédito post do presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais com votos de pesar pela morte do ator Paulo Gustavo. Na nota, Bolsonaro também manifestou pesar pela morte de "todos aqueles vitimados nessa luta contra a Covid".
O post foi uma reação a uma intensa chuva de cobranças que recaíram sobre Bolsonaro e sobre o governo em razão da morte de Gustavo, que comoveu o país depois de uma longa e penosa internação.
Passavam 21 minutos da meia-noite quando Bolsonaro fez a mensagem. Até ali, estava sendo cobrado intensamente por celebridades, jornalistas e políticos pela ausência de qualquer menção ao comediante. Adversários seus, como o ex-presidente Lula, já haviam prestado homenagens a Gustavo nos primeiros momentos depois da confirmação de sua morte.
Dados da ModalMais em conjunto com a consultoria AP Exata mostram em números o porquê da súbita mudança de comportamento de Bolsonaro (aliás, súbita e não genuína, uma vez que na manhã desta quarta-feira ele já estava de volta ao discurso negacionista, conspiracionista e autoritário de sempre).
As empresas realizam monitoramento diário do humor das redes sociais para temas políticos e econômicos. No monitor desta quarta, as menções negativas a Bolsonaro saltaram de 67% do total de postagens para nada menos que 78%.
Outros indicadores, que medem o sentimento predominante nas interações dos usuários do Twitter apontam que 35% refletiam medo (contra 33% da véspera), 43% denotavam tristeza (33% no dia anterior), 14% apenas comunicavam confiança (eram 24% na segunda-feira) e 8% manifestavam alegria.
A consultoria anotou no relatório aos seus clientes que "a morte do ator Paulo Gustavo comoveu o país e teve um efeito muito forte na rejeição ao presidente da República nas redes". O levantamento apontou que mesmo o post de Bolsonaro teve efeitos adversos: os comentários a ele chamavam o presidente de "genocida" e lembravam seu discurso contra vacinas e negando a gravidade da pandemia.
Conselheiros de Bolsonaro ficaram surpresos com o grau de comoção gerado pela morte do ator. Ouvi de um deles que quando uma tragédia ganha um rosto conhecido de todo o país ela se torna mais palpável, e a revolta antes contida acaba aflorando.
Foram esses auxiliares mais moderados que convenceram o presidente a se manifestar nas redes. Mas o efeito durou pouco, e em solenidade nesta quarta ele já estava de volta ao estilo habilital: praguejou contra a cobrança ao uso de máscaras, teceu teorias nonsense sobre a China e ameaçou a edição de decretos para sustar medidas (ainda não tomadas, diga-se) de prefeitos e governadores, contra os quais "nenhum tribunal" poderia se insurgir.
Nesta quarta, às 20h, estão previstas manifestações de homenagem a Paulo Gustavo nas janelas de todo o país. Elas seguramente virão acompanhadas de protestos contra o presidente. Portanto, o novo arranhão de imagem é mais duradouro e concreto que um tuíte arrancado a fórceps poderia estancar, mesmo que fosse sincero, o que não foi.
Falei a respeito da corrosão da imagem de Bolsonaro nas redes, sua tentativa de estancá-la e a contradição entre ela e o discurso desta quarta-feira nas minhas duas participações nesta quarta no Viva Voz, na CBN.
Rico não paga imposto; reforma tem de mudar isso, diz economista do Senado

Antonio Temóteo
Do UOL, em Brasília
09/05/2021 04h00
O debate da reforma tributária no Brasil precisará levar em conta a necessidade de os mais ricos pagarem mais impostos, afirmou o economista Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente), do Senado.
Em entrevista ao UOL, ele declarou que o ajuste nas contas públicas passa pela redução dos gastos do governo e pelo aumento da arrecadação, o que pode exigir a cobrança de mais impostos.
Governo avalia pagar R$ 300/mês se jovem que não estuda conseguir emprego
O país não vai conseguir fazer todo o ajuste fiscal necessário sem aumentar receitas. A questão é como introduzir no debate da reforma tributária essa dimensão do aumento das receitas e, sobretudo, do aumento da progressividade. É preciso discutir a sério a tributação da renda no Brasil. A máxima de que ricos não pagam impostos continua valendo. Isso precisa mudar.Felipe Salto, diretor-executivo do IFI
Salto também afirmou que o crescimento econômico voltará quando a população for vacinada contra o coronavírus. Para ele, as medidas de restrição de circulação de pessoas tomadas por prefeitos e governadores foram acertadas.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista:
Falta de transparência no Orçamento de 2021
Sobre a decisão do governo de deixar R$ 100 bilhões de despesas com o combate do coronavírus de fora da meta fiscal, Salto declarou que a medida é um equívoco e pouco transparente.
Essa meta leva em conta o resultado entre a arrecadação do governo e as despesas. Para 2021, o Ministério da Economia prevê um resultado negativo de R$ 247,1 bilhões, tecnicamente definido como déficit primário. Nas contas de Salto, o resultado chegará a R$ 290 bilhões.
Não é errado gastar neste momento. É o que grande parte dos países fez. O problema é a falta de transparência de piorar o déficit primário e não mostrar isso com clareza, mudando a meta de déficit. Preliminarmente, estimo que o déficit efetivo, aquele que realmente afetará a dívida, neste ano, ficará em torno de R$ 290 bilhões. Vamos ter a volta daqueles cálculos que fazíamos na época da contabilidade criativa: resultado primário para fins de cumprimento da meta e resultado primário efetivo. É péssimo.
Reajustes automáticos previstos em lei são um problema
No Brasil, as aposentadorias e o salário-mínimo estão entre as despesas que têm previsão legal para reajuste anual com base em indicadores de inflação. Essa realidade é conhecida tecnicamente como indexação do Orçamento (um valor está ligado, indexado a outro). Para Salto, O Congresso não deve acabar com as revisões automáticas no curto prazo.
Seria muito importante discutir a indexação das políticas públicas, como melhorar esse sistema e como consolidar e aumentar a eficiências de políticas sociais. Temos um conjunto de gastos, com objetivos e critérios diferentes, que não são avaliados ou, quando são, essas avaliações não entram na decisão de elaboração, revisão e debate sobre o futuro de cada uma dessas políticas.
Além dos reajustes automáticos, o economista declarou que incentivos e renúncias fiscais, em que o governo abre mão de arrecadar impostos para atrair empresas ou estimular alguns setores, são um problema.
O que mais me preocupa, nas políticas mais custosas, não é isso. É a montanha de transferências que o Estado brasileiro continua a fazer para setores privilegiados por meio dos gastos tributários, isto é, das renúncias de receitas. Mudar isso também me parece coisa para médio prazo. Até agora, vale dizer, o Executivo não enviou ao Congresso um plano de redução dessas isenções, desonerações etc., como manda a recém-aprovada Emenda 109. O prazo é até setembro.
Mercado cobrará mais juros para financiar o Brasil
Os juros no Brasil já estão subindo, diante do aumento da inflação e do desequilíbrio nas contas do governo, com sucessivos resultados negativos. O diretor da IFI afirmou que os investidores têm exigido uma taxa maior para comprar títulos públicos, o que é chamado tecnicamente de prêmio de risco.
O prêmio pelo risco já subiu fortemente desde o início do ano. Como disse o professor Affonso Celso Pastore em seminário da IFI e do TCU (Tribunal de Contas da União), é inimaginável pensar que, diante de toda a confusão com regras fiscais e orçamento, o mercado não precificará no prêmio das taxas exigidas do Tesouro para continuar a financiar o déficit público.
Reforma administrativa e tributária
As reformas administrativa e tributária, consideradas importantes para melhorar o ambiente de negócios no Brasil e para reduzir gastos com salários de funcionários públicos, estão paradas no Congresso.
Segundo Salto, uma reforma administrativa com redução nos salários iniciais e alongamento das carreiras, considerada modesta, resultaria em R$ 128 bilhões de economia em dez anos.
Na tributária, fala-se em fatias. Mas, quais fatias? Por onde vão começar? No arcabouço fiscal propriamente dito, será preciso uma verdadeira harmonização do que está aí. O teto não tem como ser cumprido por muito mais tempo. Pode ser que se consiga cumpri-lo até 2024, mas com um risco moderado de rompimento e com despesas discricionárias [não obrigatórias] em níveis historicamente baixos. É operar no fio da navalha.
Ricos não pagam impostos no Brasil
A recriação da CPMF é "um grande tiro no pé", afirmou Salto. Segundo ele, há um potencial de arrecadar bem, mas tem um peso maior sobre os mais pobres e desestimula que os brasileiros usem cartões e contas correntes porque o imposto seria cobrado por transação
O país não vai conseguir fazer todo o ajuste fiscal necessário sem aumentar receitas. A questão é como introduzir, no debate da reforma tributária, essa dimensão do aumento das receitas e sobretudo do aumento da progressividade. É preciso discutir a sério a tributação da renda no Brasil. A máxima de que ricos não pagam impostos continua valendo. Isso precisa mudar.
Contas do governo só devem voltar ao azul em 2031
As contas do governo devem ficar no vermelho até 2030, disse Salto. E o crescimento econômico vai voltar com mais força quando toda a população for vacinada contra o coronavírus.
Antes disso, os governos estaduais e municipais, corretamente, seguem tomando medidas de restrição à circulação, que, obviamente, afetam a economia. Mas para aumentar o potencial de crescimento do Brasil, hoje em torno de 2,5%, será preciso fazer muito mais do que cumprir a difícil tarefa de debelar o vírus.
A abertura comercial, o aumento dos acordos comerciais e da exploração das potencialidades do acordo Mercosul-União Européia são exemplos de medidas importantes para estimular o crescimento do Brasil.
No lado fiscal, organizar as coisas, no curto prazo, e dar sinalizações claras de médio prazo. Não se resolve o déficit em um ano, como se cogitou no início deste governo, mas também não podemos prescindir de um plano coeso e completo para enfrentar a questão.
Câncer de ovário: doença de Eva Wilma é silenciosa; veja como descobrir

A atriz Eva Wilma, 87 anos, foi diagnosticada com câncer no ovário. Ela já estava internada desde o dia 15 de abril para cuidar de problemas cardíacos e renais e iniciou o tratamento oncológico esta semana. "A paciente aguarda resposta clínica na Unidade de Terapia Intensiva", diz o boletim do Hospital Israelita Albert Einstein, assinado por quatro meses.
Segundo tipo de tumor ginecológico mais comum no Brasil, atrás apenas do câncer de colo do útero, a doença de Eva Wilma costuma ser silenciosa e não apresentar sintomas. Por isso, de acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), em 75% dos casos o diagnóstico ocorre quando o problema já está em estágio avançado e se espalhou para outras áreas do corpo.
Leonardo Lordello, médico patologista da SBP (Sociedade Brasileira de Patologia), explica que a alta taxa de detecção tardia impacta no resultado do tratamento. Menos da metade das pacientes (48,6%) vivem por mais de cinco após descobrirem o tumor. "Quando a doença é identificada ainda restrita ao ovário, a chance de viver por mais de cinco anos sobe para 92,6%."
Como descobrir?
Um dos complicadores para o diagnóstico precoce do câncer de ovário é que, diferentemente de outros tumores, ele não tem um método de rastreamento eficaz, como o papanicolau para o câncer de colo de útero; a mamografia para o câncer de mama; e a colonoscopia para o câncer colorretal (de intestino).
"Para iniciar o diagnóstico do câncer de ovário, é necessário fazer um exame de imagem (ultrassom transvaginal e/ou ressonância magnética), que vai indicar para o médico a necessidade ou não de biópsia. Ela é que realmente vai comprovar se o tumor é maligno ou benigno. Caso a biopsia tenha o resultado positivo para carcinoma, o tratamento deve ser iniciado o quando antes", explica Fernando Maluf, oncologista do Hospital Beneficência Portuguesa, presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos e fundador do Instituto Vencer o Câncer.
Apesar de a doença não ter sinais específicos de alerta, é muito importante ficar atenta a alterações como inchaço abdominal, dificuldade para se alimentar, dor na região pélvica e/ou da barriga, sangramento vaginal anormal (principalmente pós-menopausa), mudança na frequência de ir ao banheiro, fadiga extrema e perda de peso.
"Mesmo que esses sintomas também estejam associados a muitas outras doenças ginecológicas, eles podem abrir o caminho para a realização de exames e a identificação do tumor no ovário", diz Lordello.
Maluf explica que o tratamento da doença geralmente inclui cirurgia e quimioterapia. "Há outras opções chegando ao mercado, como a terapia oral, que está trazendo novas perspectivas para as pacientes com a doença."
Fatores de risco
De acordo com Lordello, cerca de 80% dos tumores malignos de ovário surgem por influência direta dos hormônios —algo similar ao câncer de mama. Os outros 20% estão associados a mutações de origem genética.
Entre os principais fatores de risco da doença estão questões que fazem a mulher ter um maior número de ciclos menstruais ao longo da vida, como nunca ter filhos, ter a primeira menstruação precocemente e menopausa tardia, além de obesidade, tabagismo, sedentarismo e má alimentação.
"As mulheres mais jovens, em fase reprodutiva, que têm uma predisposição hereditária para desenvolver a condição, podem optar por acompanhamento clínico mais precoce e frequente", orienta o presidente da SBP.
BBB Dia 101 tem choro de Viih, acerto de Lucas e Karol e Arthur 'bolado'

Colaboração para o UOL, em São Paulo
09/05/2021 02h35
Atualizada em 09/05/2021 08h45
O ponto final do "BBB 21" aconteceu com a edição especial do "BBB Dia 101", na noite de ontem, com uma reunião dos 20 participantes para falarem sobre o impacto do reality show em suas vidas. No geral, as palavras "me desculpe" foram as mais usadas pelos brothers como forma de virar a página dos erros cometidos no confinamento.
Lucas Penteado, que desistiu do programa após ter sofrido com tortura psicológica, deixou no passado os atritos com Karol Conká e Nego Di e se acertou com eles. Arthur contou a Caio que estava sofrendo por estar apaixonado e Viih Tube também foi destaque na edição por pedir desculpa a Juliette pelas críticas sobre ela dentro da casa mais vigiada do Brasil.
Tiago Leifert diz que aprendeu importância de Pabllo Vittar com Gilberto
Quer saber o que rolou no último encontro dos brothers dentro do "Big Brother Brasil 21?? Vem curtir com a gente:
Veja as primeiras fotos do 'BBB Dia 101'

Elenco do "BBB 21" reunido na casa após a final

Lucas Penteado e Karol Conká se abraçaram nas gravações do "BBB Dia 101"

Pocah mostrou aliança de noivado para Fiuk, Sarah e Lumena no "BBB Dia 101"

Gil do Vigor e Carla Diaz conversaram no "BBB Dia 101"

Sarah, Kerline, Gilberto e Thaís posam para selfie no espelho no "BBB Dia 101"

Camilla de Lucas e Gilberto simulam briga no "BBB Dia 101"

Kerline, Pocah e Karol Conká fazem selfie no "BBB Dia 101"

João Luiz posa com quadro de Tiago Leifert no quarto do líder no dia "BBB Dia 101"

Tiago Leifer em quadro do quarto do líder no "BBB Dia 101"

Dummies em porta-retratos no quarto do líder no "BBB Dia 101"

Brothers fazem selfie em grupo no "BBB Dia 101"
Parceiro de jogo
A primeira movimentação dentro da casa rolou com Lucas Penteado e Nego Di. O ator procurou o humorista para cumprimentá-lo, ouviu pedido de desculpa pelo atrito no começo do jogo e aceitou afirmando que tudo faz parte do passado.
Independentemente do que você achar, você é meu parceiro de jogo.

Zoeira básica, né, Viih?
Após fazer sucesso no "BBB 21" por chamar os brothers de pai e mãe e comparar alguns a membros de sua família, Viih Tube não perdeu a chance de brincar no reencontro de Nego Di e Caio Afiune.
A youtuber avistou os brothers se abraçando e brincou por tê-los chamado de pai no confinamento.
Aí, os meus pais juntos. Que lindo!

Novo pedido de desculpa
Lumena Aleluia também aproveitou a reunião para se desculpar com Carla Diaz. A DJ procurou a atriz em meio à confraternização para afirmar que errou em julga-la sem ter sido atacada por ela dentro do jogo.
Humildemente, me desculpe. Em nenhum momento você me ofendeu, você não me criticou.
Carla ouviu atentamente a mensagem e não prolongou o assunto dizendo que não é do tipo de pessoa que guarda rancor de ninguém.
Eu trabalho para não ficar guardando coisa ruim e o que é passado é passado.

Arrependimento que fala, né?
Viih Tube caiu no choro ao avistar Juliette frente a frente dentro da casa mais vigiada do Brasil. A youtuber nem esperou a campeã da edição 21 do "Big Brother Brasil" falar e começou a pedir desculpa por ter a magoado.
Eu espero mesmo que você me perdoe. De verdade.
Juliette se mostrou surpresa com a reação preocupação da youtuber e pediu calma. "Obrigada, eu ainda não vi nada. Não vi nem minha mãe ainda!", declarou.

Carthur vive no Arthur!
Durante conversa com Caio Afiune, Arthur revelou que estava com dificuldade de controlar seus sentimentos, mas não citou o nome da pessoa em que diz estar apaixonado.
Velho, na moral, eu tô apaixonado. Você não tem noção.
Caio subentendeu que o colega estava falando de Carla Diaz, com quem viveu um romance no "Big Brother Brasil 21". "Nunca teve mais nenhuma conversa?", questionou.
Arthur negou ter tido contato com a atriz. "E nem vai ter, mas tamo aí. Vida que segue", finalizou.

"Não julgo mais ninguém"
Dona da maior porcentagem de rejeição da história do "BBB", com 99,17% dos votos para sair no quarto paredão, Karol Conká teve entrada tímida na casa, mas não deixou passar a oportunidade de se desculpar com Lucas Penteado.
O ator aceitou e declarou que tudo já faz parte do passado. "Vida que segue. Você não cometeu um crime. Isso era um jogo", disse. A rapper agradeceu: "Obrigado", respondeu.
Após se acertar com Lucas Penteado, a rapper revelou que não conseguiu assistir a todos os vídeos de sua participação no reality show da Rede Globo.
Esse ano foi o ano da reflexão e da rejeição. Eu não julgo mais ninguém depois disso, eu não julgo... Não sei se eu consegui assistir tudo, mas o que eu assisti eu fiquei muito mal.

Lição de Gilberto!
Em meio ao bate-papo descontraído e sem lavação de roupa suja, o apresentador do "BBB 21" também abriu o coração para falar que foi Gilberto Nogueira que o fez entender a importância e o simbolismo que Pabllo Vittar:
Sempre gostei das músicas da Pabllo Vittar, achava as músicas legais, mas eu não entendia o porquê do alvoroço, por que é tão importante e agora eu aprendi com o Gil. Falei: 'Ah, agora eu entendi'. Ver a Pabllo Vittar fazendo sucesso, sendo aceita da forma que é, cantando do jeito que canta, com o falsete que canta, fazendo o que faz, sendo outra pessoa no Instagram e se apresentando de um outro jeito, extremamente poderosa, falei: 'Ah, agora eu entendi, porque tem um monte de gente que quer fazer isso e não consegue, apanha na rua exatamente por isso'.
O doutorando em economia se emocionou com a fala de Tiago Leifert e aproveitou o espaço para agradecer as mensagens de carinho do público.
A mensagem do respeito e da aceitação foi passada. Só que eu queria também falar, Tiago, que eu graças a Deus eu saí muito amado, mas o pessoal aqui falando da forma que eles saíram, da forma como eles foram recebidos, eu acho que o respeito e a aceitação não é só para mim, é para todo mundo. A gente também precisa aceitar o erro do próximo e aceitar a evolução do próximo. Ninguém merece ser atacado, ninguém merece sofrer ameaça, ninguém merece sofrer esse tipo de coisa.

Zero arrependimento
Após ter feito críticas ao "BBB 21" depois de sua eliminação, Nego Di mudou o discurso dentro do especial ao dizer que o programa o fez enxergar erros que estava cometendo em sua vida.
Ter participado disso aqui me fez refletir várias coisas da minha vida, porque os mesmos erros que cometi aqui dentro cometia no mundo lá fora. Todo mundo me pergunta se eu me arrependo e digo que não. Foi muito bom participar desse programa.

Atenção, 'cactos'!
Juliette Freire aproveitou a exposição do "BBB Dia 101" para enviar um recado a sua massa de "cactos" - emoji oficial dos fãs". A maquiadora afirmou que não quer ver sua torcida cancelando ninguém nas redes sociais:
Por algum motivo as pessoas gostam de mim, e o que elas mais admiraram em mim foi a minha capacidade de me reinventar, de olhar para o outro ou de ter empatia. Se vocês tiveram empatia por mim, se vocês admiram isso em mim, eu acho que essa não é a hora de atacar ninguém, de julgar ninguém. Se vocês me admiraram por isso, não tem sentido vocês fazerem isso com as pessoas. Vocês são cactos e vocês também têm espinhos, todos temos.
Desabafo de Projota
Projota caiu no choro em meio ao papo dos brothers com Tiago Leifert sobre o impacto do jogo em sua vida. O rapper afirmou que a experiência do reality show era necessária para o fazê-lo repensar suas atitudes.
As pessoas passaram a me amar pela minha arte, e eu lamento muito por eu não ser esse cara tão fod* como eles esperavam que eu fosse. Se eu fosse, eu não teria entregado essas músicas para eles. Eu só pude entregar porque eu sou assim, falho, eu erro, eu peco e porque eu quero melhorar.
Algumas coisas que eu vivia naquela época, eu consegui combater e eu achava que eu não tinha mais nenhum defeito. Era o processo e eu pensei que eu estava perfeito lá há dois anos e meio atrás, e não. Eu precisava estar aqui, eu precisava ter vivido isso, precisava sair do jeito que eu saí, precisava ter ouvido o que eu ouvi, para agora eu poder raciocinar com tudo isso e melhorar.

Lágrimas de Leifert
No fim da exibição do "BBB Dia 101", Tiago Leifert também caiu no choro ao falar de todo o trabalho de bastidores da equipe do "BBB" para colocar o reality show no ar.
Eu tenho a honra de ser a pessoa que aparece aqui, mas eu não mereço os elogios que recebo. Eu represento muita, muita gente e gostaria de aproveitar essa oportunidade com meus amigos que não aparecem. Tudo o que eles merecem porque são muito bons.
Os brothers ficaram de pé para aplaudir o apresentador e toda equipe do "Big Brother Brasil 21". "Obrigado a todos", declarou os brothers.

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