OMS: CRISE de vacina é "ESCÂNDALO" e pequeno grupo CONTROLA destino MUNDIAL
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OMS: CRISE de vacina é "ESCÂNDALO" e pequeno grupo CONTROLA destino MUNDIAL
APOSENTADOS e DONAS DE CASA são 47,9% das vítimas da Covid-19 em São Paulo. 76,7% deles NÃO completaram a EDUCAÇÃO BÁSICA
Manutenção do carro: trocar peça de R$ 30 evita gastar R$ 13 mil na oficina
Ausência de Bolsonaro em "cúpula da vacina" é retrato do país no mundo
Na OMS, Queiroga mente e omite dados sobre ação do governo contra covid-19
Linn da Quebrada critica Pedro Bial por FALA_TRANSFÓBICA: 'Inadmissível'
Saul Klein estruturou sítio para FETICHES_SEXUAIS de 'sugar daddy' ______________ Empresário mantinha ginecologistas, massagistas e cabeleireiros para jovens contratadas para festas; 14 delas o denunciam por estupro e aliciamento
General Santos Cruz CRITICA Bolsonaro e Pazuello após ato no Rio: 'IRRESPONSÁVEL e PERIGOSO
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Reportagem: Jamil Chade - OMS: crise de vacina é "escândalo" e pequeno grupo controla destino mundial
Jamil Chade
Colunista do UOL
24/05/2021 07h17
Resumo da notícia
- Agência lança operação para vacinar 10% da população de cada país até setembro
- Apenas 10 países somam 75% das vacinas do mundo
- Doses fabricadas teriam sido suficientes para imunizar todos os profissionais de saúde e idosos no mundo
- Número de novos casos da covid-19 em cinco meses de 2021 já supera as taxas de todo o ano de 2020
A OMS (Organização Mundial da Saúde) abandona a diplomacia e alerta que a falta de distribuição de vacinas é um "escândalo". Ao abrir a Assembleia Mundial da Saúde, nesta segunda-feira, o diretor-geral da agência, Tedros Ghebreyesus, criticou a concentração de doses nas mãos de poucas economias e pediu uma mudança imediata de estratégia.
"A questão de distribuição é escandalosa e perpetua a pandemia", disse. Segundo ele, apenas dez países somam 75% de todas as vacinas administradas. "Não há uma forma diplomática de dizer isso. Hoje, um pequeno grupo de países controla o destino do mundo", alertou.
Bolsonaro, Mussolini, moto e cavalo. E avião? Olhe a Praça de Loreto, Mito!
Segundo ele, o mundo hoje tem uma produção suficiente de doses para vacinar todos os profissionais de saúde e idosos. Mas não foi isso que ocorreu. "Poderíamos estar numa situação muito melhor", disse Tedros.
Na esperança de reverter essa situação, a OMS lançou nesta segunda-feira a meta de ter 10% da população mundial vacinada até setembro. Até dezembro, o objetivo é de essa taxa atinja 30%. "Isso é crucial para parar as mortes", disse.
A agência também busca um acordo com o FMI para que, até meados de 2022, 60% da população mundial esteja imunizada.
Mas, para que isso ocorra, a OMS pede que governos façam doações "imediatas" de vacinas para que o mecanismo internacional - a Covax - possa distribuir as doses para os países em desenvolvimento. Na semana passada, governos e empresas anunciaram no G-20 o fornecimento de 3,5 bilhões de doses até o final de 2022.
Mas Tedros insiste que não há como esperar e que o mundo precisa de doses "agora". "Necessitamos de mais doses e precisamos delas rapidamente", insistiu.
Ele ainda pede uma maior produção de vacinas, seja por meio de uma suspensão de patentes dos imunizantes ou por acordos de transferência de tecnologia. "Não entendo como isso não ocorreu ainda", afirmou.
Em cinco meses, 2021 já soma mais casos da covid-19 que todo o ano de 2020
De acordo com a OMS, a pandemia não está chegando ao seu final. Segundo Tedros, o mundo registrou mais casos em cinco meses de 2021 que em todo o ano de 2020. No atual ritmo, as mortes em 2021 vão superar os óbitos de 2020 em apenas três semanas.
Tedros comemora que, por três semanas seguidas, os números globais da pandemia estão em queda. Mas isso não é uma realidade em todos os continentes e países. "Globalmente, a situação é frágil", disse.
Segundo ele, nenhum país deve considerar que está fora de perigo, por mais elevada que seja a taxa de vacinação. O argumento é de que, com as mutações do vírus ocorrendo, não existem garantias de que uma eventual mutação não acabe invalidando os efeitos das vacinas. "Isso nos colocaria na estaca zero", alertou.
"A pandemia não acabou. Temos de ser claros. Isso só ocorrerá quando a transmissão for controlada em todos os países", disse.
Análise: Jamil Chade - Ausência de Bolsonaro em "cúpula da vacina" é retrato do país no mundo
Jamil Chade
Colunista do UOL
24/05/2021 06h09
Resumo da notícia
- Presidente foi um dos poucos líderes a não participar de cúpula do G-20 sobre a pandemia
- Bolsonaro tampouco participa de Assembleia Mundial da Saúde, nesta semana
- Brasil ajudou China e Rússia a bloquear proposta de dar maior independência para a OMS investigar surtos pelo mundo
Na sexta-feira, os principais líderes do mundo se reuniram de forma virtual para tratar do acesso e distribuição de vacinas, o principal assunto no planeta hoje e que pode definir de que maneira a pandemia da covid-19 será eventualmente controlada. Nesta semana, a OMS realiza sua Assembleia Mundial da Saúde, inclusive com a participação de chefes de estado e um alerta da ONU de que o mundo está "em guerra" contra a covid-19.
Mas a ausência do presidente Jair Bolsonaro nas reuniões é o retrato internacional de seu governo, irrelevante e, na prática, distante da mesa de negociações sobre o futuro do mundo.
O presidente, enquanto os principais líderes mundiais tomavam a palavra no G-20 no final da semana passada, preferiu usar seu tempo para ir a um evento no Maranhão e ofender Flávio Dino. Por iniciativa da UE e do governo da Itália, o G-20 reuniu as maiores empresas do mundo, especialistas e, claro, governos. Entre os pontos aprovados ao final do encontro, países estabeleceram o que pode ser a base de uma futura defesa coletiva contra pandemias. Nos diversos discursos, o encontro e a declaração assinada eram chamados de "histórico".
A cúpula — virtual — contou com os líderes do Reino Unido, Holanda, México, Indonésia, Itália, Japão, Canada, Espanha, França, Alemanha, China, Argentina, Turquia, África do Sul e Coreia do Sul, além dos chefes da FAO, Banco Mundial, UE, OMC, OCDE, FMI, OMS, ONU e outras instituições internacionais. Outros países convidados e que não fazem parte do G-20 também enviaram seus presidentes ao evento. A Rússia foi representada por sua vice-primeira-ministra. Joe Biden enviou sua vice, Kamala Harris.
Já o Brasil foi representado apenas pelo chanceler Carlos França. Dos mais de 20 países no evento, apenas sauditas e australianos seguiram o mesmo padrão do Brasil, com uma participação abaixo do que o protocolo sugeria. Sem a presença do presidente, o Itamaraty foi colocado para o final da fila, horas depois de os principais discursos já terem sido proferidos. Em diplomacia, nada é por acaso. Repito: nada.
Entre negociadores do G-20, os comentários eram de incompreensão. "Se eu estou sendo pressionado em casa por vacinas, a primeira coisa que faço é participar de uma cúpula mundial cujo objetivo é garantir a distribuição de doses", comentou um experiente embaixador europeu.
No Itamaraty, o novo discurso é o de que a "diplomacia da saúde" é a prioridade e que postos pelo mundo estão sendo engajados para buscar acesso a doses. De fato, França prolifera reuniões com parceiros internacionais, inclusive restabelecendo uma aproximação com a OMS.
Mas mesmo dentro do governo, queixas internas são ouvidas por parte de diplomatas que alertam que o assunto não pode ser apenas deixado para ministros. "O envolvimento de um chefe de estado é fundamental nesses casos", destacou um dos representantes do Itamaraty.
Foram vários os casos nos últimos meses de líderes internacionais que se mobilizaram, pegaram o telefone e proliferaram reuniões para garantir acordos de vacinas e superar impasses.
Já Bolsonaro fez questão de ficar de fora do grande debate internacional e a ausência no G-20 não foi nem um problema de agendas e nem um acidente. Em diplomacia, o nível de participação de um estado num debate é a tradução da prioridade que dá ao tema.
Nas inúmeras reuniões promovidas pela OMS ao longo dos últimos 15 meses com a presença de chefes de estado, nenhuma delas contou com o brasileiro. Nesta semana, a Assembleia Mundial da Saúde volta a se reunir, uma vez mais com a presença de líderes internacionais. E, mais uma vez, a participação brasileira se limita a um discurso de ministros. "Estamos em guerra contra a covid-19", alertou na abertura do evento o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.
Há um ano, o discurso dos aliados de Bolsonaro era justamente a de que a agência mundial precisava romper a influência de "comunistas" dentro da OMS e agir de forma independente. Na prática, sua ação foi a de impedir maiores poderes para a OMS, repetindo quase a mesma postura de chineses.
Ao esnobar as cúpulas pelo mundo, Bolsonaro aprofunda a imagem de um governo que não confere a devida prioridade ao principal tema mundial - o acesso às vacinas -, que não desperta confiança como interlocutor no desenho de um novo mundo, que se transformou num dos rostos mais reconhecidos da crise de humanidade. E, claro, que tem a luta por se agarrar ao poder acima da saúde de sua população e o destino de um país.
Mônica Bergamo: Aposentados e donas de casa são 47,9% das vítimas da Covid-19 em São Paulo, diz pesquisa
Dados dos mortos na cidade coletados pelo Instituto Pólis por meio da lei de acesso à informação mostram que 76,7% deles não completaram a educação básica
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Uma pesquisa sobre as correlações entre trabalho e epidemia da Covid-19 identificou as atividades ocupacionais das vítimas da doença na cidade de São Paulo. Os dados revelam que 37,8% delas tinham um emprego remunerado. Um percentual maior, de 47,9%, eram aposentados (32,2%) ou donas de casa (15,7%). Outras 1,3% estavam desempregadas e 0,2% estudavam.
A LUTA E O LUTO
O elevado percentual de mortos entre aposentados e donas de casa pode estar associado a fatores como idade mais avançada e também ao contágio por parentes que levam o vírus para suas casas. Pode ser consequência ainda de idas constantes ao mercado, à farmácia e a consultas médicas, afirma o Instituto Pólis, que fez a pesquisa.
LUTO 2
Dentre os trabalhadores remunerados, o maior percentual de óbitos está concentrado no setor de serviços: 24,3%, contra 8,2% da indústria e 5% do comércio.
LUTO 3
As maiores vítimas do setor de serviços foram os trabalhadores de ocupações administrativas e informacionais (4%), de transporte e tráfego (3,2%) e as empregadas domésticas (2,3%).
LUTO 4
O instituto nota que 6,5% dos que morreram de Covid-19 na cidade trabalhavam em atividades que deveriam ter sido suspensas, como construção civil e trabalho doméstico. Mas que foram consideradas essenciais e seguem sendo exercidas sem restrições.
PERFIL
A entidade afirma que é preciso debater o que é considerado realmente essencial. “O perfil dessas ocupações que permanecem em atividade, mas que poderiam ter sido poupadas, é marcado pela predominância de pessoas com baixa escolaridade e pela proporção de trabalhadoras e trabalhadores negros acima da média municipal”, diz.
PERFIL 2
Do total, 76,7% dos mortos na cidade de São Paulo não completaram o ciclo de educação básica, ou seja, tinham 11 anos ou menos de estudo. O dado, segundo os pesquisadores, demonstra que a mortalidade por Covid-19 é maior entre os trabalhadores mais pobres, impossibilitados de exercer o trabalho remoto.
BASE
O Instituto Pólis usou dados da base de mortalidade da Secretaria de Saúde do município de São Paulo, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. O período estudado vai de março de 2020 a março de 2021, quando cerca de 30 mil pessoas morreram na capital paulista.
Análise: Roberto Kalil - Covid-19 e vacinas: aumento de casos não significa ineficácia dos imunizantes


Roberto Kalil
Colunista do VivaBem
24/05/2021 04h00
Tenho recebido muitas dúvidas sobre o tema 'vacinação contra covid-19'. As mais comuns são: 'se tomei a primeira dose de um laboratório, posso tomar a segunda de outro?', 'se já tomei a segunda dose, porque ainda devo manter as medidas protetivas?' ou, ainda, 'as vacinas são realmente efetivas?'.
Vale ressaltar que as vacinas aprovadas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) são extremamente eficazes. Os protocolos de aprovação são rígidos. Mas, como se sabe, nenhuma garante 100% de proteção contra a transmissão do vírus - o que não quer dizer que o aumento de casos signifique ineficácia dos imunizantes.
Estas e outras perguntas são respondidas neste vídeo que gravei com o infectologista, professor titular do departamento de moléstias infecciosas e parasitárias da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador, Esper Kallas.
Linn da Quebrada critica Pedro Bial por fala transfóbica: 'Inadmissível'
Colaboração para o UOL, em São Paulo
24/05/2021 09h49
A cantora e atriz Linn da Quebrada criticou a entrevista que Pedro Bial realizou com o ex-jogador de futebol Ronaldo, que foi ao ar na última quinta-feira no programa Conversa com Bial (TV Globo). Na ocasião, o jornalista retomou o episódio de quando Ronaldo teria se envolvido com algumas travestis, que trabalhavam como prostitutas, em 2008. Bial se referiu às mulheres usando o pronome masculino.
Linn compartilhou uma publicação da pedagoga e assessora parlamentar Ana Flor em seu Twitter, que diz: "O Pedro Bial é visto como um intelectual por muitas pessoas. Estamos em 2021, e esse mesmo Pedro Bial está tratando as travestis no masculino, em seu programa de TV, numa entrevista com o Ronaldo. É cansativo ter que repetir que toda travesti deve ser tratada no feminino".
Fátima Bernardes diz não entender motivo de comemoração em ato bolsonarista
"Não consigo gostar do Ronaldo. Principalmente quando percebo que ele parece manipular, para ficar evidência, o fato de já ter saído com algumas travestis. É terrível! Ele fala como se fosse o fim da vida dele. Pura transfobia. Chega a doer os ouvidos. Desde 2008 Ronaldo sustenta, de alguma maneira, essa narrativa transfóbica. Eu tinha 13 anos, e o Ronaldo contava essa história. Hoje, estou com 24, e Ronaldo segue contando a MESMA história e contribuindo para um processo de marginalização das travestis", continua Ana, na postagem compartilhada por Linn.
"A imprensa brasileira adora reiterar essa história. É muito fácil falar das travestis nesse sentido. Replicar, de diferentes formas, esse lugar de margem. Nossa, tenho uma repulsa dessa história e do conto que ela se tornou no Brasil. Eu tenho certeza que muitas pessoas que me seguem também cresceram sabendo dessa história do Ronaldo. Né? Que ele saiu com as travestis, e conta até hoje como se fosse o castigo eterno da vida dele. Um suco de transfobia com sobremesa de exibicionismo", conclui a pedagoga.
Linn, além da repostar a mensagem, acrescentou: "É um absurdo. Mesmo depois de ter entrevistado a mim e ter acesso a tanta informação, ainda assim, o Bial se permitir erros tão irresponsáveis e cruéis com nossos corpos. Uma transfobia que corrobora com todo processo de marginalização ligado às nossas identidades. Inadmissível".
A artista foi entrevistada para o Conversa com Bial exibido no dia 10 de agosto de 2020.

Manutenção do carro: trocar peça de R$ 30 evita gastar R$ 13 mil na oficina
Rodrigo Lara
do UOL, em São Paulo
24/05/2021 04h00
Você já deve ter ouvido a expressão "barato que sai caro", certo? Geralmente ela se refere a situações nas quais procuramos uma solução mais simples e prática do que deveríamos adotar e acabamos pagando caro pelo "jeitinho".
Quando falamos de carros, porém, o dito tem de ser adaptado. Isso porque os veículos costumam ter componentes que são fáceis e baratos de serem trocados, mas que podem causar uma grande dor de cabeça - e no bolso - caso a troca seja negligenciada.
Gasolina sem petróleo pode ser alternativa em tempos de aumento de preços?
Quer um exemplo? Filtros são usados em várias partes do carro e servem para barrar impurezas, seja do ar admitido pelo motor, do combustível ou do óleo. "Caso não sejam respeitados os prazos de troca, um filtro em más condições pode causar danos profundos ao carro, até permanentes em alguns casos, cuja solução costuma sair cara", explica Erwin Franieck, mentor de Engenharia Avançada da SAE Brasil.
Os preços, claro, variam de modelo para modelo, mas falamos aqui de um componente de cerca de R$ 30 na maioria dos carros mais populares. Um filtro que não é trocado dentro do prazo pode acumular impurezas em seu interior e acabar se rompendo.
A consequência disso é um vazamento que, na melhor das hipóteses, obrigará o dono a repor o óleo perdido e trocar a peça. No pior cenário, porém, o motor pode ficar sem lubrificante suficiente e acabar fundindo.
Neste caso, há uma verdadeira loteria: fazer o motor voltar à vida pode depender da troca de poucas peças ou, ainda, até mesmo do motor como um todo. Tomando como exemplo o motor 1.0 de três cilindros do Chevrolet Onix, que sai R$ 13 mil em média, negligenciar a troca de um componente de R$ 30 pode representar um prejuízo mais de 430 vezes superior.
Outro exemplo do tipo é a correia dentada. "Se ela não for trocada dentro do prazo de quilometragem ou por data, ela pode quebrar, e quando isso ocorre além de ter que trocar a peça em si, ainda haverá mais itens a serem substituídos como as válvulas do cabeçote", alerta Pedro Luiz Scopino, professor de mecânica e gestor da Auto Mecânica Scopino.
Componentes menores do motor, como tuchos e anéis de vedação, também não são itens caros que, se estragarem, tendem a causar problemas mais sérios. "Isso é mais observado em carros com mais anos de uso e geralmente têm como sinal o elevado consumo de óleo. Ter que completar o nível do óleo de tempos em tempos não é algo normal e, geralmente, é o prenúncio de que um problema maior está por vir", diz Franieck.
Um por todos
Além do motor, há mais sistemas que podem ser afetados como um todo em caso de pequenas (e baratas) peças defeituosas.
"A suspensão, por exemplo, tem componentes menores, como bieletas, e cada um deles, em caso de problemas, acaba afetando o conjunto como um todo, inclusive componentes da direção", explica Franieck. Aqui, além do prejuízo, há riscos à segurança.
A lista de situações do tipo pode incluir também a embreagem. Conforme ela se desgasta, o desacoplamento quando se pisa no pedal pode não ocorrer de maneira completa, causando atrito e liberando pequenos pedaços de metal que, se forem parar na transmissão, pode condenar o conjunto.

Não é preciso dizer que o preço para a troca de uma embreagem e de uma caixa de transmissão é bastante diferente, não é mesmo?
A solução para evitar esse tipo de dor de cabeça é uma só: manutenção preventiva, que geralmente sai barato do que procedimentos corretivos. Além disso, é preciso ter atenção a sinais como barulhos ou comportamento anormal do veículo. "Sempre existe um risco de alguma peça quebrar fora do plano de manutenção, mas geralmente isso está relacionado a buracos, uso incorreto, combustível adulterado, entre outros", finaliza Scopino.
Ao telefone, amigo de MC Kevin rebate versão de modelo: 'Que pessoa suja'
Do UOL, em São Paulo
23/05/2021 21h45
Atualizada em 24/05/2021 08h37
Jonathas Cruz, amigo que viu MC Kevin momentos antes da morte do funkeiro, negou a versão da acompanhante de luxo Bianca Dominguez de que ele teria feito uma "brincadeira de mau gosto" ao assustar o cantor sugerindo que sua esposa estava chegando.
No "Domingo Espetacular", da Record, o jornalista Roberto Cabrini ligou para Bianca durante uma entrevista com Jonathas. A modelo repetiu sua versão, e Jonathas rebateu: "Que pessoa mais suja".

'Julgar quem não está aqui não é válido', diz viúva de MC Kevin
Bianca repetiu o que disse em seu depoimento à polícia: que o funkeiro tentou pular para o apartamento de baixo após se assustar com uma brincadeira dos amigos, que disseram "moiô, moiô, moiô" sugerindo que a esposa dele estava chegando.
Jonathas respondeu: "A gente não tava brincando, foi uma vida que se foi. Nosso amigo, você não tinha nenhum vínculo. Mesmo que fosse fã, respeito todos os fãs, mas você não conhecia ele".
Jonathas diz que "em nenhum momento" brincou com Kevin: "Não, em nenhum momento. Ele estava seguro do que estava fazendo, mesmo bêbado. A mulher dele não sabia onde era o quarto".
Depois da exibição da entrevista, Bianca postou um story dizendo: "Amigo que não chora? Que não expressa sentimento algum? Meus dois depoimentos são os mesmos! Que os culpados paguem pela justiça dos homens e a divina".
Jonathas diz acreditar que Kevin pulou da varanda por "uma ilusão dele", causada pelas drogas e pela privação de sono: eles estavam sem dormir desde a noite anterior, quando Kevin fez um show.
Na hora do acidente, Kevin estava no quarto com Bianca e um outro amigo, MC VK. De acordo com os depoimentos das testemunhas à polícia, Jonathas tentou entrar no quarto para participar da relação sexual, mas foi expulso porque a acompanhante se recusou a fazer mais que o combinado.
MC VK também nega que tenha feito qualquer brincadeira: "Nunca existiu entre eu e o Kevin isso, porque não era a primeira vez que a gente estava fazendo isso. A gente se conhece há sete anos, nunca que eu ia falar 'sua mulher chegou'".
Velório de MC Kevin provoca comoção em São Paulo

Fãs, amigos e familiares se reuniram na escola de samba Vila Maria, em São Paulo, para o velório de MC Kevin

A mãe do cantor, Valquíria Nascimento, é confortada por familiares e fãs

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Fãs, amigos e familiares se aglomeraram na quadra da escola para se despedir do cantor

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Tancinha cancelada? Claudia Raia defende a mocinha de Sassaricando: 'Mulherão' · Notícias da TV

ODARA GALLO e MÁRCIA PEREIRA
Publicado em 24/5/2021 - 7h05
"Burra e gostosa" foram algumas das palavras usadas pelo autor Silvio de Abreu para definir a Tancinha de Sassaricando (1987), que estreia nesta segunda-feira (24) no catálogo do Globoplay. A personagem que alçou Claudia Raia ao patamar de estrela abusava da sensualidade para atrair clientes na feira. Mas o que hoje se chama de "objetificar" o próprio corpo não seria suficiente para promover o cancelamento da mocinha, na opinião da atriz: "Ela era um mulherão", define.
"Aliás, acho que ela é uma personagem muito atual", defende Claudia, em entrevista ao Notícias da TV. "Tancinha é uma mulher muito empoderada, dona de si, justa. Ela é muito sincera, honesta, divertida, tem uma pureza. É uma personagem com quem o público se identifica, tanto que faz sucesso até hoje", completa.

De fato, a versão atualizada de Tancinha, interpretada por Mariana Ximenes em Haja Coração (2016), pouco fugiu das características da original. "Claro que há diferenças, mas a essência da Tancinha estava na personagem defendida lindamente pela Mariana Ximenes", elogia a veterana.
O remake escrito por Daniel Ortiz caiu no gosto do público quase 30 anos depois da estreia de Sassaricando, e o público pôde conhecer a mocinha que marcou época por fugir do clichê de sofredora e chorona.
Tancinha é um marco na teledramaturgia, tanto que tantos anos depois, estamos aqui falando dela ainda. É uma personagem que mostrou uma mudança de paradigma e de comportamento das mocinhas. Ela era um mulherão, mas que tinha uma inocência muito grande, e isso dava um tom cômico para ela também.
"Outra novidade foi a indecisão dela, né? Não era um vilão e um mocinho que a disputavam, eram dois tipos de amores. Isso foi muito interessante de acompanhar, ver o público dividido também. Na minha carreira, então, ela é fundamental. Com ela, eu vivi a explosão da minha carreira. Acho que o público criou uma identificação e uma conexão muito grande com ela", completa a intérprete.
Grande elenco
Sobre o sucesso da história de Silvio de Abreu, Claudia Raia faz questão de relembrar o time estrelado que deu vida aos personagens, além dos pontos altos da trama.
"Acho que a história da Tancinha foi um ponto alto da novela, sem dúvida. A história da Fedora [Cristina Pereira] e Leozinho [Diogo Villela] também foi muito divertida. Ela casando de preto, gente? O que foi aquilo? E a história principal também, do Aparício [Paulo Autran] e Rebeca [Tônia Carrero], que também trazia uma diversão, já que ele se dividia entre as duas personalidades", enumera.
"Sem contar o grande trabalho da Irene Ravache, que é uma grande comediante, e da Eva Wilma, nossa Vivinha, que acabamos de perder. O trio de protagonistas, interpretado pela Tônia Carrero, Irene Ravache e Eva Wilma era impagável. Era um grande momento de novela", elogia a atriz.
Saiba tudo sobre os próximos capítulos das novelas com o podcast Noveleiros
‘Elvis Presley era racista, eu nunca trabalharia com ele’, afirma Quincy Jones · Rolling Stone
‘Elvis Presley era racista, eu nunca trabalharia com ele’, afirma Quincy Jones
O lendário produtor via Elvis quando era treinado por Otis Blackwell
Redação Publicado em 24/05/2021, às 09h45

O lendário produtor Quincy Jones revelou em entrevista ao The Hollywood Reporter como nunca trabalharia com Elvis Presley - porque o dono de "Can't Help Falling In Love" "era racista."
Em determinado momento da entrevista, perguntaram para Jones se teria trabalhado com Presley.
"Eu não trabalharia com ele," respondeu.
"Eu escrevia para [líder da orquestra] Tommy Dorsey, oh Deus, naquela época nos anos 1950. Elvis chegou e Tommy disse: 'Não quero tocar com ele.' Ele era um racista filho da - vou calar a boca agora."
"Quando eu via Elvis, ele era treinado por Otis Blackwell [compositor de 'Don't Be Cruel'], dizendo-lhe como cantar," adicionou. The Hollywood Reporter também observa: Blackwell disse a David Letterman, em 1987, que o produtor e Presley nunca se conheceram.
Quincy Jones também falou sobre os protestos anti-racistas nos Estados Unidos após a morte de George Floyd:
"Isso acontece há muito tempo, cara. Pessoas viram a cabeça para o outro lado, mas é tudo a mesma coisa para mim - misoginia, racismo. Você precisa ser ensinado a odiar alguém. Não vem naturalmente. A menos que você tenha sido treinado. É um péssimo hábito."
Opinião: Fabi Gomes - Você também tem questionado as suas amizades durante a pandemia?

Fabiana Gomes
Colunista de Universa
24/05/2021 04h00
De uns tempos para cá, têm surgido aqui e ali pessoas me falando sobre seus questionamentos a respeito das relações de amizade.
E adivinha?
Eu mesma me encontrei atravessando esse processo de questionamento.
Na real, mesmo antes da pandemia já vinha rolando isso, mas acredito que o isolamento ao qual os privilegiados foram expostos intensificou esse processo.
Pelo menos por aqui.
Não apenas do meu lugar, mas também vindo de depoimentos de gente ao meu redor.
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Acho que nem precisamos entrar aqui no mérito sobre quanto a pandemia tem chacoalhado as estruturas das relações de modo amplo.
Quantas separações e lavagem de roupa suja rolaram... E as relações de amizade, entram nessa dança?
Opa, se entram!
Algumas vezes, ouço questionamentos no sentido de "o que essa amizade me traz?" ou "essa pessoa não me motiva".
E me ponho a pensar no cabimento das amizades, na função.
Do lado de cá, não costumo pôr meus amigos nessa relação de troca mercantil de "o que ganho com isso?".
Não espero que meus amigos me deem ou ofereçam coisas ou saberes.
É claro que muitas vezes isso acaba rolando.
Mas, para mim (e esse é um artigo de opinião), essa não é a finalidade da relação.
Quando tô interessada em conhecimento, volto-me à academia ou para pessoas que possuem os saberes que busco.
O interesse é no xamanismo? Vou até um xamã. Quem é esse tal de Hegel? Vou ler (tentar) o cara e seus estudiosos.
Penso muito na figura no amigo como essa pessoa com a qual posso trocar de fato, me abrir tal qual mala veja, sem filtro.
Quase como aquela relação do divã, mas sem o sofazinho e com uma boa dose de parcialidade e acolhimento. (risos)
Mas, como toda relação, tem o atrito, tem o desconforto.
E eu tenho questões que se agigantam quando esses desconfortos não podem ser ditos e discutidos.
Você pode virar para mim e dizer como disse a participante de um reality dia desses: "Ah, Fabi, tem diversos tipos de amizade. E para cada qual você endereça questões e modos específicos".
A miga da zoeira, a miga das ideias, a miga salvadora que vem quando você está na fossa.
Em uma sociedade que enaltece a figura do especialista, o amigo também acaba assumindo esse papel.
Amigos especializados em tal tema ou ação, como se existissem prateleiras de amigos
Eu acho que até consigo entender o conceito, mas não pratico muito bem.
Ah, então todas as suas relações de amizade são iguais? Têm o mesmo padrão? Claro que não.
Respeitamos a subjetividade e as idiossincrasias por aqui.
Mas tem uma coisa a qual não consigo dispensar nas relações: o dito.
Não tenho a ilusão, nem a pretensão ingênua de que tudo deve ser dito.
Mas, idealmente, os incômodos precisariam ser ditos em algum tempo.
Não no teu tempo ou no do amigo, mas algum tempo.
Basta um simples "Tô incomodada, tem um 'isso' que não sei dizer ainda o que é, mas tem. Vou elaborar e volto pra te contar".
Ao mesmo tempo, enquanto escrevo, fico pensando no quanto de exagero e ingenuidade tem nisso de achar que as coisas possam ser ditas.
Talvez não.
Talvez aconteça do que não é dito permanecer em um tamanho que não incomoda e a relação segue.
Mas e quando isso cresce?
Quando, em vez de bode, o bicho se torna um elefante?
E pensa em um elefante não dito? Risos. Ele se faz presente! Não tem jeito.
Bom, tudo isso para dizer que acredito demais nas lavanderias. Aliás, adoraria ter uma.
Adoro aquele cheirinho, me traz paz e conforto.
Por que a gente ainda tem tanta trava para falar?
Por que discussões são ditas como algo ruim e negativo?
Debate honesto de ideias é a coisa mais linda de se ver.
E não, ninguém precisa concordar. Mas há muita beleza em dizer e escutar. Quanto alívio e tranquilidade surgem ao deixar aquilo tudo fluir?
Mas, para isso, é preciso querer dizer, é preciso querer escutar e é preciso aceitar. Ou não, né?
Se não achar bom, nem aceitar, encerram-se as atividades.
Não queria terminar o texto com algo que pareça negativo, mas o excesso de positividade pode ser altamente hipócrita e insalubre.
Reportagem: Jamil Chade - Na OMS, Queiroga mente e omite dados sobre ação do governo contra covid-19
Jamil Chade
Colunista do UOL
24/05/2021 10h57
Resumo da notícia
- Ministro fez discurso na abertura da Assembleia Mundial da Saúde
- Em sua fala, ele apontou que governo faz "firme recomendação" à população sobre medidas não-farmacológicas
- Discurso é feito um dia depois de Bolsonaro promover ato no Rio e, sem máscara, gerar aglomerações e criticar medidas de isolamento
- Queiroga ainda apresenta dados de vacinação que diferem de levantamento de consórcio de imprensa sobre vacinação
- Conforme coluna revelou com exclusividade na semana passada, Brasil é contra dar independência total para que OMS envie missão para investigar surtos
Um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro promover um ato no Rio de Janeiro e gerar aglomerações, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira na OMS (Organização Mundial da Saúde) que o governo vem adotando a "firme recomendação" para a população no sentido de evitar contágios. Ele ainda inflacionou o número de pessoas vacinadas e, ao pedir mais ajuda internacional para a campanha de imunização, omitiu o fato de o governo ter optado por não comprar doses em 2020 quando foi oferecido.
No fim de semana e sem máscara, Bolsonaro e o ex-ministro Eduardo Pazuello, participaram de um passeio com motociclistas que terminou com um discurso em que atacou governadores e prefeitos que decretaram restrições devido à pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, as restrições são adotadas "sem qualquer comprovação científica", na contramão do que dizem epidemiologistas, que recomendam medidas de distanciamento social.
24 horas depois, em uma mensagem durante a abertura da Assembleia Mundial da Saúde e diante de ministros de todo o mundo, Queiroga tinha uma outra posição sobre o que estava ocorrendo no Brasil.
"A pandemia impôs enormes desafios aos sistemas de saúde ao redor do mundo. No Brasil, investimos recursos financeiros e humanos na promoção da saúde e na retomada da economia. A isso, somamos nossa firme recomendação de medidas não-farmacológicas para toda a população", disse o ministro.
Na OMS, o posicionamento adotado oficialmente por Queiroga de promoção de medidas de distanciamento social, uso de máscara e evitar aglomerações era visto como uma esperança de que o Brasil poderia mudar de rumo ao lidar com a crise sanitária.
Mas o discurso do chefe da pasta da Saúde também se contrasta com a aglomeração promovida por Bolsonaro, na sexta-feira, no Maranhão. Naquele mesmo dia, o estado registrava os primeiros casos da variante indiana do vírus.
Números inflacionados de vacinação
Quanto aos números nacionais de vacinação, Queiroga apresentou um cenário que não condiz com o levantamento realizado diariamente pelo consórcio de imprensa do qual o UOL faz parte.
"Hoje, nossa maior esperança para permitir o retorno gradual e seguro à normalidade é a ampla vacinação. Até o momento, o SUS já distribuiu mais de 90 milhões de doses de vacinas e vacinou mais de 55 milhões de pessoas, dentre as quais mais de 80% de indígenas", disse o ministro na OMS.
Nos números do consórcio, porém, são 41,9 milhões de brasileiros que receberam pelo menos uma dose de imunizante. Até o momento, 20,6 milhões de pessoas foram beneficiados por duas doses.
Segundo Queiroga, o Brasil "coloca sua capacidade produtiva à disposição para aumentar a produção de meios de diagnósticos, tratamentos e vacinas para a covid-19". Mas prefere falar em transferência de tecnologia, e não em suspensão de patentes, conforme é proposto por mais de 60 países em desenvolvimento.
"Para tal fim, devemos reforçar a cooperação técnica e a transferência de tecnologia, de modo que estamos engajados nas discussões sobre produção local e propriedade intelectual", disse. "O aumento da capacidade produtiva global é essencial para garantirmos o acesso justo e equitativo à vacinação", apontou o ministro.
Maior acesso às vacinas, mas sem referência à decisão do governo de não comprar doses
Queiroga também usou seus minutos diante dos governos de todo o mundo para insistir na necessidade de acesso às vacinas. Mas não citou como o governo esnobou ofertas por parte de empresas farmacêuticas durante meses.
"Temos capacidade para imunizar, de forma célere, toda nossa população, desde que mais vacinas estejam disponíveis" disse o ministro, dando a entender que a culpa não era das autoridades nacionais.
Durante o discurso, o ministro ainda acenou com uma postura de que países mais afetados pela covid-19 devem receber um maior número de doses. "Entendemos ser fundamental o uso de critérios epidemiológicos no processo de alocação de vacinas", disse Queiroga.
Mas até hoje o governo não explicou o motivo de ter ficado de fora do lançamento inicial da Covax e o fato de que, quando aderiu, optou por se comprometer a comprar vacinas que seriam suficientes para apenas 10% de sua população, e não 50% como poderia ter o direito.
No discurso, porém, ele optou por dizer que o Brasil apoiava a Covax e que tinha "orgulho" de fazer parte da iniciativa.
O lobby brasileiro por mais doses da OMS, porém, não vem surtindo efeitos. Dentro da agência, o foco não é o de garantir mais vacinas ao Brasil, mas sim conseguir que a produção mundial chegue a um número maior de países que, até hoje, não conseguiram vacinar nem seus médicos e enfermeiras.
A proposta dos europeus era de que uma espécie de equipe internacional fosse estabelecida pela OMS e que poderia ser despachada pelo mundo, em caso de surtos. China e Rússia rejeitaram a proposta, com a ajuda do governo brasileiro.
Ao fazer seu pronunciamento, Queiroga foi vago. "Para prevenir futuras crises sanitárias, o Brasil apoia as discussões em torno de possíveis instrumentos sobre pandemias que levem em conta os processos de reforma da OMS, o papel central do Regulamento Sanitário Internacional, e a necessidade de cronograma adequado para avanços consensuais", disse.
"Estamos hoje reunidos para unir esforços e oferecer uma mensagem de que podemos, juntos, vencer a pandemia de covid-19 e prevenir as próximas", afirmou o ministro.
Saul Klein estruturou sítio para fetiches sexuais de 'sugar daddy'
Empresário mantinha ginecologistas, massagistas e cabeleireiros para jovens contratadas para festas; 14 delas o denunciam por estupro e aliciamento
O empresário Saul Klein, 67, fez de um sítio em Boituva (117 km de São Paulo) um misto de clube e spa para satisfazer seus fetiches sexuais.
A propriedade, que consta no patrimônio de R$ 61,6 milhões declarado à Justiça Eleitoral quando o empresário foi candidato a vice-prefeito em São Caetano do Sul em 2020, era o destino de finais de semana movidos a sexo pago.
Esquema denunciado por 14 jovens ao Ministério Público traz acusações de estupro e aliciamento. Cinco delas teriam declarado que eram menores quando participaram de festas em que Klein era o contratante e único convidado masculino.
“O maior deleite de Saul vinha da interação com mulheres interessantes e bonitas em conversas, jogos, danças, leituras e experiências ligadas à arte. A fantasia dele era se cercar de jovens para horas de prazer mental e físico, em ambiente desprovido de julgamentos”, afirma o advogado do empresário, André Boiani e Azevedo, sobre os encontros no sítio e na casa em Alphaville, nos arredores da capital paulista.
Já os relatos das jovens que se apresentaram como vítimas ao projeto Justiceiras, do MP-SP, são de orgias, sexo sem consentimento nem preservativo e brutalidades.
O patrocinador dos eventos privê, rotineiros ao longo de uma década, é o filho caçula de Samuel Klein (1923-2014), fundador das Casas Bahia, também acusado de abuso sexual por dezenas de mulheres.

O herdeiro do “rei do varejo” foi denunciado por aspirantes a modelo, estudantes, garotas de programa e até por uma ex-funcionária da Avlis, agência contratada para organizar as festas para jovens bonitas dispostas a agradar um “sugar daddy”, como Saul se denomina.
O termo em inglês se refere a homem mais velho (papai de açúcar, em tradução livre) que tem o fetiche de sustentar mulheres bem mais novas, "sugar babies", em troca de afeto e/ou sexo.
“A alegação de sugar daddy parte do princípio de que violências podem ser compradas e que um homem muito rico tem um poder ilimitado”, afirma, por email, a advogada Gabriela Souza, que representa 25 jovens que decidiram denunciar Klein. Nenhuma delas quis dar entrevista, mesmo com a garantia de que teriam suas identidades preservadas.
Segundo a advogada, "é uma aberração jurídica defender que um homem que estuprou, agrediu, humilhou, transmitiu doenças venéreas propositalmente e cometeu crimes contra mulheres vulneráveis seja reconhecido como 'sugar'. Trata-se de um predador sexual”.
Ao apresentar os argumentos que levaram o juiz a revogar medida protetiva que impedia Saul de se aproximar das denunciantes, o advogado do empresário admite que “houve eventos em que o sexo foi mais desenfreado, mas sem que qualquer ilícito fosse praticado”.
O esquema montado para deleite de Saul passava por uma triagem feita por ginecologistas contratadas para examinar as convidadas. Após avaliação ginecológica e checagem de doenças sexualmente transmissíveis, as jovens eram liberadas ou não para ter relações sexuais com o anfitrião, sempre sem camisinha.
Estava a cargo do cirurgião plástico Ailthon Takishima, médico pessoal de Saul, a contratação das profissionais de saúde, beleza e bem-estar para atender moças pré-selecionadas e pagas pela agência.
O próprio Saul pensou em cada detalhe. “Ele conversou com doutor Ailthon e quis montar uma equipe multidisciplinar”, disse à Folha a ginecologista Silvia Petrelli.
“Tinha médico, dentista, cabeleireiro, manicure, massagista. É um sítio grande, bem montado, com alojamentos, casinhas para a família dos caseiros, funcionários e seguranças. Umas 20 pessoas moravam e trabalhavam lá direto.”
Formada pela Universidade de Taubaté, a ginecologista e mastologista recebeu a reportagem em seu consultório particular em São Caetano do Sul, onde cobra R$ 350 por consulta. Mesmo preço, explica, cobrado por garota atendida no sítio. O valor incluía Papanicolau e colposcopia, exames para análise do colo do útero, da vagina e da vulva.
“Quando iam muitas, eu fechava um pacote. Às vezes, de R$ 2.000, R$ 3.000. Doutor Ailthon recebia do Saul, repassava o valor e a gente dava nota fiscal.”
O médico, em nota, diz se sentir constrangido com as insinuações de que tenha participado de atos ilícitos. “Conheço o sr. Saul Klein há mais de 20 anos, tendo cuidado da saúde dele, de familiares e amigos, inclusive em propriedades dele. Não tenho conhecimento das acusações e já esclareci os fatos à autoridade policial.”
Antes de virar caso de polícia, as moças embolsavam entre R$ 3.500 e R$ 5.000 para participar das festas.
“Elas me contavam que, além do dinheiro, ganhavam sapatos, roupas, até carro. Eu dava liberdade para falarem tudo. Era um pouco mãe, amiga”, afirma a médica. “Não tinha menores de idade. Algumas eram casadas. Outras eram garotas de programa.”
Os atendimentos no sítio eram aos sábados, das 8h às 18h. Silvia se revezava semanalmente com outra ginecologista, Matilde Iacobucci, para atender de 5 a 15 mulheres, em média.
A médica não vê conflito ético no serviço domiciliar feito no sítio entre 2008 e 2018. Já prestou depoimento na Delegacia da Mulher de Barueri, que conduz o inquérito sob sigilo.
“Eu disse para a delegada: ‘Doutora, não vou deixar um homem ser preso por causa de uma mentira de estupro. Se ele fosse um estuprador, seria a primeira a falar”, afirma Silvia.
“Nunca vi cena obscena nem ele levantar um dedo para as meninas. Faziam a festinha e as coisas deles à noite.”
A entrevista é acompanhada por uma amiga da ginecologista, a advogada Luana Burian, que a orientou sobre o serviço prestado às garotas do Saul.
“Atendimento domiciliar é permitido pelo CRM. Ela não aliciou nem agenciou ninguém. Cobrava pela consulta, procedia como no consultório, montava os prontuários e passava as informações para as pacientes e a coordenadora”, diz Luana.
O contato de Silvia era direto com Ana Paula Fogo, responsável pela organização dos eventos e uma das mulheres que denunciaram o esquema ao MP. Procurada pela Folha, respondeu que não daria entrevista por orientação de seu psiquiatra.
Silvia conta que passava relatórios sobre DSTs diagnosticadas ou suspeitas. “Se via lesão no colo do útero, mancha ou verruga, eu colhia o exame e mandava para o laboratório. E dizia: fulana não vai poder ter relação. O que tinha mais era clamídia e HPV.”
Segundo a ginecologista, as pacientes autorizavam o compartilhamento dos dados médicos. Em nota, o Conselho Regional de Medicina informa que está investigando, sob sigilo, a conduta dos profissionais envolvidos.
“Estou tranquila da minha parte profissional e ética. Um monte dessas meninas vai me defender. Elas precisavam de alguém para cuidar da saúde. E essa pessoa era eu”, diz Silvia.
Evangélica, membro da Assembleia de Deus, a médica avalia que, se for “pensar no princípio moral, acha errado, pois não é um hábito normal ser um 'sugar daddy'”. Declara-se contra o aborto.
A médica faz palestras de prevenção para as irmãs da igreja, a última com o título Preparando Mulheres para o Reino.
Concursada pela Prefeitura de São Caetano desde 2003, a ginecologista foi coordenadora do Centro de Assistência à Saúde Integral da Mulher e programa Saúde da Família.
“Atendo donas de casa, executivas, modelos, garotas de programa, uma vai indicando a outra.”
Silvia foi responsável pela indicação de Saul Klein para vice-prefeito na chapa do PSD, legenda pela qual ela também concorreu a vereadora ano passado. Teve 302 votos e ficou como suplente.
“Trouxe Saul para a política pela história de vida, de como venceram. O pai andava com carrinho pela cidade vendendo coisas”, lembra a médica, sobre a trajetória do patriarca, de mascate a dono de império de 500 lojas.
As acusações contra Samuel Klein não chegaram a surpreendê-la. “As meninas me contavam que o pai era igual, só que mais generoso. Uma delas ganhou um apartamento do seu Samuel”, relata Silvia.
Ambos pagaram pelo silêncio de mulheres que ameaçaram denunciá-los. No caso do pai, um acordo envolvendo três irmãs chegou a R$ 1 milhão.
Em nota à Folha, Saul declara ver, como filho, "com absoluta tristeza a existência de injustas acusações contra quem lamentavelmente não pode mais se defender". E conclui: "Confio que a verdade prevalecerá”.
Em vídeos publicados pelo UOL, Saul admitiu ter pago R$ 1,6 milhão por dois acordos extrajudiciais intermediados pela dona da agência Avlis, Marta Gomes da Silva.
“As duas jovem que fizeram acordo constam como denunciantes e ainda não foram ouvidas pela polícia. Intriga o fato de agora optarem pelo silêncio”, afirma o advogado de Saul.
Marta e seus advogados não foram localizados. Ela move ação trabalhista desde que deixou de prestar serviços para o empresário em 2019.
“As vítimas eram aliciadas por uma quadrilha articulada por mando de Saul Klein, usando das suas vulnerabilidades sociais para que elas se tornassem alvos fáceis de violências sexuais”, afirma Gabriela, advogada de quase todas as jovens.
“A oferta de qualquer benefício faz parte de uma tentativa de amarrá-las a um esquema engenhoso e criminoso que permitia que Saul Klein as estuprasse, agredisse e diminuísse tanto sua autodeterminação a ponto de uma das vítimas ter cometido suicídio em 2020.”
A gamer e modelo Janny Lavigne, 20, postou em seu perfil no TikTok, com 73 mil seguidores, quatro vídeos sob o título “O dia que fui pra mansão do herdeiro das Casas Bahia”.
Conta que, em 2019, recebeu R$ 3.500, mais uma mala de roupas, lingerie e sapatos, para ficar de quinta a domingo no sítio do empresário.
Ela mostra fotos no banheiro e no quarto, com vestido sexy e franjinha. “Essa aqui sou eu de lente azul e com bastante pó para ficar bem branca.”
À Folha forneceu mais detalhes da experiência. “As monitoras pediam para não falar de dinheiro, porque ele achava que a gente estava lá porque gostava dele e pelos presentes. Ele se denominava nosso namoradinho.”
Todas dormiam de pijama com estampa da Minnie, bem infantil, para agradar ao Zinho, como Saul pedia para ser chamado. “Tinha horário para comer, não podia ficar andando pela casa sozinha. Só podia ir para a piscina e a sauna com as monitoras.”
Segundo Janny, “sexo não era uma coisa que acontecia sempre”. “Na sexta e no sábado, ele escolheu meninas para transar. Mas, em um dos dias, ficamos até 4h da manhã ouvindo ele ler jornal.”
Ela diz não ter presenciado nenhum abuso. “Não estou negando o que as meninas falaram, as que estão processando ele. Mas você não era obrigada a ter relação com ele. Só que, se não transasse, não era mais chamada.”
Não foi escolhida nem convidada a voltar. “Infelizmente, ele gostava de meninas que não tinham tetinhas.”
Janny diz ter sido descoberta por olheiros de Saul no site Meu Patrocínio, com 2,8 milhões de usuários inscritos no Brasil: 1,8 milhão de "babies" femininas, 689 mil "babies" masculinos, 279 mil "sugar daddies" e 48 mil "sugar mommies".
Desde 2015, 153 mil "relacionamentos sugar" foram iniciados por meio da plataforma. “Hoje temos novelas e programas de televisão abordando o assunto abertamente”, afirma Caio Bittencourt, diretor de comunicação do site.
Segundo ele, um "sugar daddy" não obriga ninguém a nada. Por isso, Saul Klein não seria um patrocinador desse tipo. “Pelos fatos noticiados, é estratégia para tirar o foco de seus alegados crimes. Um 'relacionamento sugar' não é sobre ter várias mulheres, e sim achar a sua 'sugar baby' ideal.”
Três jovens continuam frequentando a casa de Saul Klein, de acordo com o advogado. “Ele mantém 'relacionamento sugar' com algumas moças. Não mudou o comportamento. Por causa da pandemia, não tem ido mais ao sítio, mas recebe as jovens na residência dele em Alphaville”, explica Azevedo, sobre os hábitos do cliente descrito como “o daddy de todos os daddies”.
General Santos Cruz critica Bolsonaro e Pazuello após ato no Rio: 'irresponsável e perigoso' | Sonar - A Escuta das Redes - O Globo

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro, criticou o presidente e o general da ativa Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, após os dois terem participado de uma “motociata” no Rio de Janeiro, no último domingo, que causou aglomerações pela cidade.
Santos Cruz escreveu no Twitter que “o presidente e um militar da ativa mergulharem o Exército na política é irresponsável e perigoso”.
O general, que foi ministro da Secretaria de Governo de Bolsonaro, afirmou ainda que os dois DESRESPEITAM o Exército e são “um MAU EXEMPLO, que NÃO pode ser seguido”.
“DE SOLDADO A GENERAL TEM QUE SER AS MESMAS NORMAS E VALORES.
O presidente e um militar da ativa mergulharem o Exército na política é irresponsável e perigoso.
Desrespeitam a instituição. Um mau exemplo, que não pode ser seguido. PÉSSIMO PARA O BRASIL”, escreveu Santos Cruz.
Pazuello, como general da ativa da instituição, é proibido pelo regulamento disciplinar do Exército de se manifestar politicamente.
No entanto, ele chegou a falar durante a manifestação em cima do carro de som em que também estava Bolsonaro.
Ambos estavam sem máscara, assim como demais presentes no ato.
Segundo Lauro Jardim noticiou em sua coluna, o ex-ministro da Defesa Raul Jungmann considerou "GRAVÍSSIMO" "o ato do general Pazuello de subir no palanque com o Presidente da República".
Atual chefe da pasta, BRAGA NETTO, e o comandante do Exército, PAULO SÉRGIO NOGUEIRA, também já tiveram ao menos um conversa telefônica ainda no domingo para tratar da crise aberta com a presença do general na manifestação.





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