SKINCARE
Sofrendo com acne ou oleosidade na pele? 15 itens para ajudar no skincare
CASSIANO, o GIGANTE do soul brasileiro que quis ser esquecido, mas não foi
Não é possível dizer "nunca ouvi Cassiano", o Stevie Wonder brasileiro
Bolsonaro festeja BARBÁRIE e FELICITA polícia do Rio pelo BANHO de SANGUE no Jacarezinho
Temendo CPI, apoiadores de Bolsonaro apagam 385 vídeos do YouTube
Bolsolão: escândalo do orçamento secreto de Bolsonaro é comparado à CPI dos 'Anões do Orçamento'
Brasil tem mais de mil pessoas mortas por Covid-19 nas últimas 24 horas; RJ tem a maior taxa de letalidade
Índia: médicos relatam aumento de INFECÇÃO por FUNGO, com LETALIDADE de 50%, em pacientes RECUPERADOS da Covid-19
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4 vezes que Madonna enfureceu a Igreja Católica
TV por assinatura perde mais 200 mil clientes e bate novo recorde negativo. 2021/Abril: perda de 198,5 mil assinantes. O TOTAL de assinantes hoje no país é de 14,3 milhões, um número semelhante ao que havia em maio de 2012.
Paradoxos da regressão: Funai intimida indígenas. Fundação Palmares rechaça movimento negro. Ministério do Meio Ambiente intimida fiscais do Ibama.
Sofrendo com acne ou oleosidade na pele? 15 itens para ajudar no skincare

Karina Hollo
Colaboração para Universa
09/05/2021 04h00
Seja pela oclusão causada pela máscara de proteção, seja pelo estresse, fato é que a ocorrência de acne e de oleosidade na pele aumentou nesses tempos de pandemia.
"Tensão, consumo excessivo de alimentos com alto índice glicêmico, uso de produtos incorretos ou mesmo lavagens em excesso levam a uma desregulação na produção de sebo pelas glândulas sebáceas. Com isso, há a piora da oleosidade e consequentemente da acne", fala a dermatologista Fabiana Seidl, de São Paulo.
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* Os preços e a lista foram checados no dia 07/05/2021 para atualizar esta matéria. Pode ser que eles variem com o tempo.
Análise: Pedro Antunes - Cassiano, o gigante do soul brasileiro que quis ser esquecido, mas não foi

Pedro Antunes
Colunista do UOL
08/05/2021 08h28
Sem tempo?
- Morreu ontem (dia 7), um dos grandes da música brasileira.
- Sem Cassiano, possivelmente não teríamos Tim Maia como o conhecemos.
- Porque o músico Campina Grande (PB) ajudou a definir os padrões da soul music brasileira.
- Mesmo com poucos discos (foram quatro), Cassiano influenciou não só a black music, mas também outros gêneros da música.
- Foi regravado por nomes como Ivete Sangalo (com a banda Eva), Pixote, Djavan e Marisa Mo
Morávamos em um apartamento de quinto andar do prédio da Santa Cecília, no centro de São Paulo, mas o barulho vindo das caixas de som dos famosos karaokês que enchiam a outrora movimentada Rua Canuto do Val fazia com que o nosso quarto fosse uma extensão do tal estabelecimento de nome Coconut.
Dormíamos embalados pelos berros de "Primavera (Vai Chuva)", a canção de amor atemporal, embora sazonal, eternizada pelo vozeirão de Tim Maia (e, posteriormente, por Mauricio Manieri, entre outros), mas assinada por Cassiano e Silvio Rochael.
Mais da coluna

Quantos "te amo" são permitidos em uma música de amor para se tornar hit?
Cassiano era Genival Cassiano dos Santos, artista nascido em Campina Grande (PB), responsável por transformar a música brasileira e moldar o que conhecemos como soul music brasileira.
Desconhecido do público, mas referência dos músicos. Cassiano era essa figura ímpar. Com Tim Maia, deu ao Brasil uma soul music para chamar de sua, com arranjos locais, digamos, conectados à herança da bossanovística de décadas antes e ao samba-canção.
Depois de reverberar com o grupo Os Diagonais (com o álbum homônimo, de 1969, e "Cada Um na Sua", de 1971), Cassiano entrou nos anos 1970 com a sede de criar sua própria revolução musical com a black music, ao lado de Tim Maia e Hyldon, enquanto o Brasil fervilhava a mudanças, com o tropicalismo, o amadurecimento da Jovem Guarda e tudo mais.
Ouvir "Primavera (Vai Chuva)" de "Imagem e Som", o primeiro álbum de Cassiano, lançado em 1971, é testemunhar a explosão de possibilidades que o artista trazia para a nossa música pop. Vou colocar o player de YouTube aqui e ouça como Cassiano deitava a voz nos versos, acompanhada pela melodia dos instrumentos de sopro e a conduzida feita pelo teclado. É tudo de uma poesia intensa.
Se isso não emocioná-lo, por favor, verifique se há um coração batendo aí.
Cassiano tinha uma discografia diminuta, embora importante. Viveu frustrações quando suas músicas não aconteceram (na época, "acontecer" significava tocar na rádio), principalmente com os dois primeiros álbuns, "Imagem e Som" (1971, onde gravou a sua versão de "Primavera" após a popularidade da música na voz de Tim Maia) e "Apresentamos nosso Cassiano" (1973), ambos explosões sortidas de soul com samba, rock progressivo com bossa, psicodelia com funk americano.
E, claro, dois discos também entupidos de canções sobre corações apaixonados.
Do histórico terceiro álbum, "Cuban Soul", vieram outros grandes sucessos comerciais. Escritas em parceria com Paulo Zdanowski, "Coleção" e "A Lua e Eu" foram escolhidas para a trilha sonora de novelas da Globo (respectivamente "Locomotivas" e "O Grito"), na segunda metade dos anos 70.
Estas são músicas que, também, foram regravadas por Ivete Sangalo (que cantou "Coleção" quando ainda integrava a Banda Eva) e Pixote (que ressignificou "A Lua e Eu" e a transformou em um clássico do pagode 90).
E, mesmo assim, apesar da popularidade da época conseguida com a exposição na Globo, Cassiano teve o quarto disco negado pela gravadora da época, a CBS por ser complexo demais. Na mesma época, os problemas de saúde acabaram por comprometer um de seus pulmões.
Cantar se tornou difícil e somente mais um disco foi lançado por Cassiano, "Cedo ou Tarde", em 1991.
O músico decidiu pelo auto exílio.
Optou por desaparecer e foi Mano Brown, com samples nos álbuns dos Racionais MC's, ajudou a renovar o interesse pela excelente obra de Cassiano.
O instrumental de "Uma Lágrima" (do primeiro disco solo de Cassiano, "Imagem e Som") embala Mano Brown em "Sou + Você" (do álbum "Nada Como Um Dia Após O Outro Dia", de 2002).
Ouça abaixo:
A partir de 00'45''.
E a versão original aqui:
Racionais fizeram isso com outras músicas de Cassiano como "Onda" (usada na música deles "Da Ponte Pra Cá", de 2002) e "Castiçal" (em "Eu te Proponho", de 2014).
Também foi gravado por Djavan, Marisa Monte e, claro, Tim Maia, também grande parceiro de composição. Sem Cassiano e "Primavera", talvez Tim não se tornasse quem foi. Será?
Cassiano queria ser esquecido e, em partes, conseguiu porque o Brasil sofre do mal crônico de perda de memória. Isolado em um sítio, pelo que soube, não queria saber do mercado da música.
Mas não foi olvidado por completo, também. Nos sebos, seus álbuns em vinil são disputadíssimos. Músicos sempre o relembram em entrevistas, como uma de suas influências. Jornalistas o citam aqui e acolá.
E sempre haverá alguém para cantar "A Lua e Eu" e, claro, "Primavera", nos karaokês da vida.
Triste que a partida de Cassiano tenha sido justamente em meio ao silêncio sepulcral pandêmico que tomou conta das noites da outrora barulhenta Rua Canuto do Val. Teria ouvido o berro dos alcoolizados de bom grado.
Não é possível dizer "nunca ouvi Cassiano", o Stevie Wonder brasileiro

Artista que nos deixou esta semana virou árvore criativa com raízes espalhadas por toda a música brasileira.
“Tim Maia era James Brown, Cassiano é Stevie Wonder” – explicou brilhantemente Ed Motta em depoimento no programa Entrevista com Bial em 2018. Ed, músico brasileiro que já dividiu palco com nomes como Quincy Jones, ao falar sobre a influência de Genival Cassiano dos Santos (1943-2021) em sua carreira.
Além de Motta, Pedro Bial também pediu a Sandra de Sá, gigante nome do soul pop que balançou o Brasil nos anos 80, sua opinião sobre a influência da música de Cassiano. “Encontrei Cassiano no estúdio, pois estava gravando uma música dele. Ele então me disse: ‘Sandra de Sá… a parte mais importante da música é aquela que não é ouvida’. Levei uns 25 anos para entender o que isso significava”.
A música do paraibano que se mudou para o Rio de Janeiro graças à paixão pela bossa nova, o que certamente influenciou para inserir em sua música o tempero cool e jazzístico que apimenta o soul único (e brasileiríssimo) que fez, se espalhou por toda a música brasileira e agregou uma sofisticação que raros países do mundo tiveram em seus ritmos populares nos anos 70 e 80. Cassiano gravou na pedra seus dez mandamentos. Depois disso, se você estava se propondo a fazer MPB, ou você compunha ouvindo-o, ou gravava uma de suas músicas nos discos, como fez Sandra de Sá.

Pedro Bial, Sandra de Sá e Ed Motta – foto: reprodução episódio
Definitivamente, a música brasileira das décadas de 70 e 80 rodava por grandes estradas paralelas. Uma levava a enorme produção popular então rotulada de “brega” e outra mergulhada em uma sofisticação artística espetacular. O soul brasileiro criado por Cassiano, Hyldon e Tim Maia caiu com uma luva para a turma do black e de lá encantou todo mundo.
A boa notícia é que a molecada de hoje em dia está mergulhada até o pescoço nesta fonte. Cassiano está mais vivo ainda, graças à turma do R&B e de um novo soul brasileiro que solta música na praça o tempo todo.
O Music Non Stop vem apontando esta tendência desde o final do ano passado em nossa coluna de lançamentos Radar. Nomes como o paraense Reiner, o duo Dulcineia, Caio Prado, Karen Nascimento e Yoún. Tais nomes são exemplos, tem muito mais gente mantendo Cassiano no topo.
Eis que o Stevie Wonder brasileiro atualizou nossa definição de “legado”. Não é mais possível dizer “nunca ouvi Cassiano”. Nós o ouvimos em todos os lugares, através de outras músicas e pessoas. Ouvimos nos filmes (geralmente nas melhores cenas), no trem, na pista de dança, nos violões e pianos de um exército de gente.
Seu plano secreto, talvez inconsciente, de dominar o mundo já era colocado em prática no começo de sua carreira. Cassiano docemente colocava sua música na boca de vários outros artistas de ponta. Foi Tim quem primeiro levou suas composições para o todo da paradas e a onipresença da rádios. O seminal disco Tim Maia, de 1970, tinha nada menos do que quatro diamantes compostos por ele. Você Fingiu e Padre Cícero, em parceria com Tim, Eu Amo Você e Primavera, com Sílvio Rochael. A maioria dos seus sucessos explodiu em outras vozes, como Gilberto Gil, Marisa Monte e Luiz Melodia.

foto: recorte da capa do disco Cuban Soul, de 1976
Os fantásticos discos de trilhas sonoras das novelas da Globo, motores do pop nos anos 70, tinha sempre faixas de Cassiano e também foram responsáveis pela penetração de sua música no inconsciente coletivo brasileiro. O disco que é considerado referência para se iniciar em sua obra, Cuban Soul, foi lançado em 1976, após sua admissão ao mundo das trilhas.
Cassiano nos deixou na última sexta-feira, 07 de de maio, devido a uma arritmia cardíaca. O rei do soul estava internado há alguns meses depois de um ataque cardíaco. Seu espólio imaterial, no entanto, segue organismo vivo, se reproduz e multiplica. Ouvir Cassiano é conhecer o presente.
Aventuras na História _______ 4 vezes que Madonna enfureceu a Igreja Católica
Uma das maiores cantoras do mundo tem um histórico longo e conturbado com conservadores religiosos
Alana Sousa Publicado em 09/05/2021, às 10h00

Irreverente e revolucionária. Madonna marcou a indústria musical: suas músicas marcantes, seus videoclipes provocadores e sua postura fora dos palcos a fizeram uma das artistas mais aclamadas e criticadas dos Estados Unidos.
Desde a década de 1980, Madonna enfrenta comentários polêmicos e jamais abaixa a cabeça. Porém, muito além de ‘haters’ da sua música, alguns dos maiores opositores da cantora são os religiosos.
O histórico é de longa data, em muitas ocasiões a popstar desafiou a Igreja Católica e fez uso de objetos sagrados para o cristianismo, gerando uma onda de ódio que dura até hoje.
Confira abaixo 5 vezes que Madonna escandalizou a Igreja Católica
1. Símbolo sagrado
Madonna foi uma das principais responsáveis por popularizar o crucifixo, um dos símbolos populares e sagrados da Igreja Católica, como acessório de moda. Em meados de 1985, a cantora apareceu usando colares com o objeto.

Assim, a artista disse em entrevista à Spin que o símbolo é sexy por causa do “homem nu está em cima dele”.
"Quando eu era pequena, tínhamos crucifixos por toda a casa, como um lembrete de que Jesus Cristo morreu na cruz por nós. Os crucifixos são algo que sobrou da minha infância, como um cobertor de segurança", disse a artista na época.
2. Lançamento de ‘Like a Prayer’
O ano de 1989 foi transformador para a carreira e reputação de Madonna. Naquele ano ocorreu o lançamento de um de seus maiores sucessos: ‘Like a Prayer’. A música veio acompanhada de um videoclipe que causou controvérsia.
As imagens continham momentos da performer dançando em frente a crucifixos em chamas, beijando um Jesus Cristo negro e cantando dentro de uma Igreja. A proporção do clipe foi tamanha que ele chegou a ser proibido em alguns países, mas consagrou Madonna na indústria — vendendo 15 milhões de cópias.
3. A década de 1990
O erotismo sempre foi um tema bastante recorrente na carreira de Madonna. Devido ao conteúdo considerado “obsceno”, o clipe de sua música ‘Justify My Love’ foi censurado na MTV, a cantora ficou furiosa e fez um remix ainda mais controverso.
A nova versão contou com a americana recitando versos do Livro do Apocalipse, da Bíblia. A situação gerou um apelo de João Paulo II para que o povo italiano não comparecesse a turnê ‘Blond Ambition’, que estava marcada para passar pelo país.
Durante os shows ao vivo, a provocação era ainda mais explícita: simulação de exorcismo e masturbação resultou na Igreja Católica chamando as performances de “circo do diabo”.
4. “A maioria dos padres é gay”
O documentário de Madonna, ‘I'm Going to Tell You a Secret’ (em tradução livre, ‘Eu Vou Te Contar um Segredo’), lançado em 2006, trouxe uma das afirmações mais controversas contra a Igreja Católica.

“A maioria dos padres é gay”, disse a cantora que enfureceu o Vaticano. A frase fazia alusão as inúmeras denúncias de abuso sexual contra padres católicos. Ainda no mesmo ano, a performer trouxe para sua turnê ‘Confessions Tour’ a simulação de sua crucificação. Chocado com a apresentação, Bento XVI ameaçou excomungar a Rainha do pop.
Dois anos depois, em 2008, a artista dedicou 'Like a Virgin' para Bento XVI, dizendo: "Dedico esta música ao papa, porque sou uma filha de Deus".
+Saiba mais sobre o tema por meio de grandes obras disponíveis na Amazon:
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TV por assinatura perde mais 200 mil clientes e bate novo recorde negativo

Mauricio Stycer
Colunista do UOL
09/05/2021 07h01
O mercado de TV por assinatura registrou em abril novos números negativos. Houve perda de 198,5 mil assinantes no período, o pior mês desde janeiro de 2020. O total de assinantes hoje no país é de 14,3 milhões, um número semelhante ao que havia em maio de 2012.
Os números de 2021 apontam para um recrudescimento da perda de assinantes - em todos os meses houve queda superior a 130 mil clientes, bem acima da queda ocorrida no ano passado (em torno de 90 mil clientes por mês).
Garcia minimiza incidente na CNN: "Fui avisado que não tinha mais tempo"
Em novembro do ano passado, o mercado contava com 14,9 milhões de assinantes. Foi a primeira vez, desde julho de 2012, que o país ficava abaixo de 15 milhões de assinantes.
Comparado com o melhor momento da indústria, em novembro de 2014, quando chegou a 19,7 milhões de assinantes, o mercado de TV por assinatura já perdeu cerca de 5,4 milhões de clientes, ou mais 20% de seu tamanho.
Não é só o mercado de TV por assinatura que sofre durante a pandemia e a crise econômica. A Netflix, maior plataforma de streaming do mundo, relatou em abril um crescimento abaixo do esperado. A empresa ganhou 4 milhões de assinantes no primeiro trimestre —uma desaceleração acentuada em relação aos ganhos produzidos no ano passado.
Paradoxos da regressão | Merval Pereira - O Globo
Por Merval Pereira
O formidável Tim Maia eternizou uma máxima brasileira que demonstra como, entre nós, o paradoxal acaba sendo normalizado, às vezes em decorrência de uma afabilidade presumida. “Prostituta tem orgasmo, traficante cheira e cafetão se apaixona”, repetia às gargalhadas. Eram tempos outros, em que ainda se acreditava que o país era abençoado por Deus. Bonito por natureza continua sendo, mas com um governo que não sossega enquanto não torná-lo feio, degradado, desesperançado.
André Trigueiro, meu colega da Globonews especialista em meio-ambiente, cunhou uma dessas frases que refletem o estado das coisas, com a amargura que a frase de Tim Maia não tinha. “Funai intimida indígenas. Fundação Palmares rechaça movimento negro. Ministério do Meio Ambiente intimida fiscais do Ibama”. É um retrato do país hoje, quando se distorce a função na medida dos interesses regressivos de setores da sociedade que não querem se enquadrar nos códigos modernizantes que regem o mundo ocidental.
No caso do desmatamento, o país, que já teve voz importante na questão, hoje é tido como vilão contra o meio-ambiente, a ponto de as exportações brasileiras estarem em xeque. Delegado da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, que apreendeu toneladas de troncos arrancados ilegalmente, acabou sendo afastado da função, e a carga liberada.
Teve que recorrer ao Supremo Tribunal Federal com uma notícia-crime contra o ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Salles, e presidente do Ibama Eduardo Bim, e o senador de Roraima Telmário Mota que, juntamente com outros deputados e senadores da região, pressionaram o ministério do Meio-Ambiente a favor dos madeireiros.
Já o presidente da Fundação Cultural Palmares, Sérgio Camargo, um negro racista, desde que assumiu o cargo, vem dando declarações contra os movimentos negros, que seriam “uma escória maldita”, e classificou Zumbi como “um filho da puta que escravizava negros”. Tomou decisões polêmicas, como mandar retirar da lista de “personalidades negras” da Fundação nomes como Marina Silva, Benedita da Silva, Gilberto Gil, Madame Satã, Martinho da Vila, Milton Nascimento, Elza Soares.
Sérgio Camargo foi considerado “inapto” para a função pela ONU, que enviou uma carta ao governo brasileiro questionando ações da Fundação, como a redução das áreas quilombolas. Já a Funai tem na sua origem o Serviço de Proteção ao Índio, criado pelo Marechal Rondon mas, no governo Bolsonaro, começou a ser desmontada.
Um dos primeiros atos do novo governo foi passar a demarcação de terras indígenas e de quilombolas para o ministério da Agricultura, o que não aconteceu porque o Congresso mudou a medida provisória para manter o controle no ministério da Justiça. A ação da Funai, porém, vem sendo muito criticada, inclusive nessa pandemia, por não ter lutado para que os indígenas e quilombolas tivessem prioridade para a vacinação.
Para completar, a própria Funai pediu à Polícia Federal que abrisse um inquérito contra a líder indígena Sônia Guajajara, que foi intimada a prestar depoimento sobre as críticas feitas contra o Governo federal em um documentário da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, que ela coordena.
O documentário “Maracá” retrata, em episódios, a maneira como os índios estão sendo tratados nessa pandemia, e foi considerado pela Funai uma ação de “calúnia e difamação”, e não um protesto daqueles que deveria proteger. O juiz Frederico Botelho, de Brasília, mandou arquivar o inquérito e disse que houve uma tentativa de usar a Lei de Segurança Nacional contra a líder indígena.
Esses paradoxos regressivos têm provocado até mesmo problemas familiares. O pai de Sérgio Camargo, Oswaldo de Camargo, é um tradicional e importante líder negro e, embora não o critique, diz que tem uma “distância de ideias, um valor bastante fundo”. A filha de Regina Duarte, a também atriz Gabriela Duarte, deixa claro que não compartilha as mesmas bandeiras ideológicas da mãe. E o embaixador aposentado Luiz Felipe Seixas Correa considerava que, à política externa que seu genro Ernesto Araújo comandava, faltava clareza.
Essa distorção dos organismos institucionais existentes tem provocado uma regressão cultural marcante nesses dois anos e meio de governo Bolsonaro, fazendo com que o país perca o papel de destaque que já teve nessas e em outras áreas, como a da cultura, cujo secretário, Mario Frias, diz que o governo não tem obrigação de “bancar marmanjo”, referindo-se à Lei Rouanet.
Bolsonaro festeja barbárie e felicita polícia do Rio pelo banho de sangue no Jacarezinho

247 - Jair Bolsonaro postou um tuíte na noite deste domingo (9) parabenizando a polícia do Rio pela chacina na favela de Jacarezinho, ocorrido na última quinta-feria (6). No texto, Bolsonaro trata os moradores da favela mortos no massacre como "traficantes que roubam, matam e destroem familías", ocultando que 9 dos 28 assassinados não tinham processos criminais.
Veja o tuíte de Bolsonaro, que pode ser caracterizado como terrorismo de Estado:
Leia reportagem do 247 sobre os assassinados pela polícia do Rio:
247- Uma pesquisa realizada na noite deste sábado (08) pelo jornal O Estado de S.Paulo aponta que nove dos 28 mortos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na favela do Jacarezinho, na última quinta-feira (06), não eram investigados por algum crime ou foram denunciados à Justiça.
O levantamento desmente informação da polícia na tarde do sábado de que dos 27 civis mortos, 25 tinham “antecedentes criminais” e que haveria provas de que os outros 2 também eram ligados ao tráfico. A corporação não apresentou nem deu detalhes das fichas criminais. A OAB contestou a versão policial logo depois da divulgação e agora a versão oficial é posta em xeque.
A investigação dos jornalistas foi feita no portal do Tribunal de Justiça do Rio. Não foi encontrada qualquer acusação em nome de Cleyton da Silva Freitas de Lima, Natan Oliveira de Almeida, Ray Barreiros de Araújo, Luiz Augusto Oliveira de Farias, Marlon Santana de Araújo, John Jefferson Mendes Rufino da Silva, Wagner Luiz Magalhães Fagundes, Caio da Silva Figueiredo e Diogo Barbosa Gomes.
De acordo com reportagem, não foram encontrados processos de tribunal de júri e recursos em segunda instância no nome de nove dos 28 mortos. Apenas três dos 28 mortos eram alvos de mandados de prisão na operação policial.
Alguns desses processos constam como arquivados - temporária ou definitivamente. A pesquisa foi feita no período de 2001 a 2021.
Temendo CPI, apoiadores de Bolsonaro apagam 385 vídeos do YouTube

247- Um estudo realizado pela empresa especializada em dados Novelo Data constatou que 34 canais de apoiadores de Bolsonaro apagaram ou podem ter ocultado, 385 vídeos da plataforma YouTube entre os dias 14 de abril e 6 de maio de 2021 relacionados ao tema “tratamento precoce”. Os vídeos simplesmente sumiram do ar. A pesquisa foi encomendada pelo site Congresso em Foco.
De acordo com o sócio-fundador da Novelo Data, Guilherme Felitti, não é possível apontar se os vídeos foram efetivamente apagados ou meramente ocultados no site. Ele diz ainda que o número de vídeos pode ser maior, já que os algoritmos do próprio YouTube podem fazer essa limpeza.
A CPI da Covid vai investigar se esses influenciadores podem ter recebido, através da Secretaria de Comunicação, financiamento de propaganda.
Bolsolão: escândalo do orçamento secreto de Bolsonaro é comparado à CPI dos 'Anões do Orçamento'

247 - O escândalo do orçamento secreto de Bolsonaro, com o uso de R$ 3 bilhões em verbas do Orçamento Federal de 2020 para contemplar ações patrocinadas por parlamentares bolsonaristas e do Centrão e, com isso, comprar seu apoio ao governo, já tem nome: “Bolsolão”. E está sendo comparado por especialistas ao escândalo dos "Anões do Orçamento", que no início dos anos 1990 culminou na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e resultou na cassação de seis deputados. Outros quatro renunciaram ao mandato antes da conclusão das investigações.
“Vejo semelhança no debate atual com o escândalo denunciado em 1993 e 1994 na CPI dos Anões do Orçamento”, afirma a professora Élida Graziane Pinto, procuradora do Ministério Público de Contas de São Paulo, ao jornal O Estado de S.Paulo.
Parlamentares da oposição irão pedir nesta segunda-feira que o Ministério Público Federal (MPF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) investiguem o caso.
No início dos anos 1990, a CPI do Orçamento investigou um esquema de uso de emendas parlamentares para engordar as contas bancárias de congressistas. As ações eram incluídas nas despesas do governo durante a votação do Orçamento e, depois, os parlamentares usavam sua influência para direcionar as concorrências e favorecer empreiteiras, que brindavam seus “patrocinadores” com uma parte do valor.
O caso ficou conhecido como "Anões do Orçamento" devido ao envolvimento de parlamentares de menor notoriedade à época. Segundo documentos históricos da Câmara, as emendas de relator do Orçamento tiveram um papel central no esquema dos anos 90. Elas eram conhecidas poucos instantes antes da votação e eram usadas para turbinar os recursos das emendas.
Os seis deputados cassados na ocasião foram: Carlos Benevides (PMDB-CE), Fábio Raunheitti (PTB-RJ), Feres Nader (PTB-RJ), Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), José Geraldo Ribeiro (PMDB-MG) e Raquel Cândido (PTB-RO). Outros quatro renunciaram antes da cassação: Cid Carvalho (PMDB-MA), Genebaldo Correia (PMDB-BA), João Alves (PFL-BA) e Manoel Moreira (PMDB-SP).
Sob o governo Jair Bolsonaro, as emendas de relator voltaram com nova roupagem. Um identificador específico foi criado para elas em 2019, para valer no Orçamento de 2020. Um único parlamentar direciona os recursos que, na prática, são indicados por outros congressistas aliados do governo, sem que haja uma “digital” evidente desse direcionamento.
Brasil tem mais de mil pessoas mortas por Covid-19 nas últimas 24 horas; RJ tem a maior taxa de letalidade

247- O Brasil registrou nas últimas 24 horas mais de 1.024 mortes por Covid-19, de acordo com dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
Desse total, o país já ultrapassou a marca dos 400 mil mortos e chegou a 422.340 pessoas que perderam suas vidas para a Covid-19 desde o início da pandemia.
O estado do Rio de Janeiro é considerado o de maior letalidade.
Dos 786.087 casos confirmados, 46.427 terminaram em óbito, o equivalente a 5,6%.
A média-móvel de mortes, segundo o Conass, nos últimos sete dias ficou em 2.100, que vem caindo desde o dia 29 de abril, quando ficou em 2.526 óbitos.
Já o estado de São Paulo, que neste sábado (08) ultrapassou a marca de 100 mil mortes por Covid-19, chega à triste marca de três milhões de infectados por Covid-19.
São Paulo está no topo da pirâmide com o maior número de casos da doença no país.
Índia: médicos relatam aumento de infecção por fungo, com letalidade de 50%, em pacientes recuperados da Covid-19

247 - Epicentro mundial da pandemia, tendo registrado 4.092 mortes e mais de 400 mil de Covid-19 em apenas 24 horas, a Índia pode ter mais um agravante em sua situação sanitária. Médicos do país relatam, entre pacientes em recuperação da Covid-19, um aumento de uma raríssima infecção por um fungo, informa a BBC.
A mucormicose é causada pela exposição a um tipo de fungo encontrado no solo, plantas, esterco e frutas e vegetais em decomposição. No organismo humano, o fungo pode afetar os seios da face, o cérebro e os pulmões, podendo ser letal em diabéticos ou em pacientes com o sistema imunológico debilitado.
Especialistas acreditam que a doença, que tem uma taxa de mortalidade de 50%, pode ser causada pelo uso de esteroides, muito utilizado para a recuperação de doentes com casos graves da Covid-19.
Os medicamentos reduzem a imunidade e causam um aumento das taxas glicêmicas no sangue, criando um ambiente propício para a infecção fúngica.
Pacientes infectados pelo fungo geralmente apresentam sintomas como sangramentos nasais e nos olhos, dor no olho, queda das pálpebras e manchas pretas no nariz. O agravamento do quadro pode levar à perda de visão.
Quando os pacientes chegam ao hospital com quadro da doença já avançado, médicos estão removendo cirurgicamente o olho para evitar que a infecção afete o cérebro. O único remédio efetivo contra a doença é uma injeção que custa cerca de R$ 251, tendo que ser aplicada diariamente por oito semanas.
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