65 CURSOS GRATUITOS

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65 sites que oferecem cursos online e gratuitos com certificado

Grupos CONSPIRACIONISTAS de EXTREMA DIREITA ACELERAM preparação do dia do COLAPSO da ORDEM 

DAWKINS recusa o DEBATE sobre DEUS com WILLIAM LANE CRAIG 

A barbárie capitalista e o papel contemporâneo das Forças Armadas

Realização da Copa América é mais uma prova de que estamos regredindo como nação

Bolsonaro quer o Exército como milícia. Status em que não seriam necessários generais

Reage Rio!: Pedidos de licenciamento para prédios no Porto Maravilha no 1º trimestre do ano já superam demanda de 2019 e 2020

Projeção em protesto contra Bolsonaro

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65 sites que oferecem cursos online e gratuitos com certificado

Do Na Prática*

07/06/2021 04h00

No mundo atual, em que o distanciamento social, o isolamento e a quarentena são parte da realidade, vale utilizar o tempo em casa para se desenvolver. Pensando também em aproveitar para incrementar seu repertório (e currículo) como profissional ou apresentar atividades complementares na faculdade, veja opções que oferecem certificado.

Ao todo, são 65 plataformas que têm formações online e gratuitas, para começar a qualquer momento.

1. Brasil Mais Digital

Brasil Mais Digital é um projeto da Softex que visa formar futuros profissionais de tecnologia com base nas principais demandas do mercado. Sua plataforma EAD oferece mais de 40 cursos gratuitos e online, todos com certificado, oferecidos por empresas do ramo, como Microsoft e TOTVS. Há formações sobre Inteligência Artificial, Programação, Ferramentas de Trabalho, Gestão Empresarial, entre outros temas do mundo da tecnologia.

2. EdX

EdX conta com mais de 2000 cursos online gratuitos relacionados a inúmeros campos do conhecimento de 140 instituições de ensino do mundo. Dentre elas, Harvard, Berkeley e MIT. Na EdX, os certificados são pagos e os valores variam.

3. Fundação Estudar

A Fundação Estudar - da qual o portal Na Prática é uma das iniciativas - disponibiliza online e gratuitamente os cursos Autoconhecimento Online, que oferece certificado também gratuito.

4. FGV

A Fundação Getúlio Vargas oferece 60 cursos online gratuitos com certificado, em áreas como Administração Pública, Economia, Finanças, Educação, Humanidades, Negócios, entre outras.

5. Udacity

Outra plataforma que conta com cursos gratuitos na área de tecnologia e web é a Udacity. Para isso, ela conta com parcerias com importantes organizações, como Google e Facebook, por exemplo. Os aprendizados são oferecidos tanto em inglês quanto em português com certificação após a conclusão das aulas.

6. Coursera

Coursera oferece conteúdo para formação em diversas áreas do campo de tecnologia em parceria com mais de 190 empresas e universidades, como Google, IBM, Stanford e UPenn.

7. Senai

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) tem 12 cursos online gratuitos com certificação. Os temas são: Consumo Consciente de Energia, Desenho Arquitetônico, Educação Ambiental, Empreendedorismo, Finanças Pessoais, Fundamentos de Logística, Logística de Programação, Propriedade Intelectual, Segurança do Trabalho, Metrologia, Noções Básicas de Mecânica Automotiva e Tecnologia da Informação e Comunicação.

8. Omie.Academy

Para ajudar empreendedores a se prepararem para um mercado cada vez mais digital em meio aos esforços de isolamento, a Omie, plataforma de gestão para Pequenas e Médias Empresas, liberou o acesso a todo o conteúdo de educação empreendedora de sua plataforma educacional Omie.Academy, que conta com cursos de Programação Neurolinguística, Liderança e Gestão de Pessoas, Finanças Pessoais, Otimização de Redes Sociais e Business Process Outsourcing (BPO), entre outros (e oferece certificado).

9. Rock University

A Rock University, da Rock Content, disponibiliza cursos gratuitos com certificado sobre marketing de conteúdo, produção de conteúdo para web, inbound marketing, outbound marketing e sobre a plataforma WordPress.

10. Instituto Federal de Rondônia

É possível encontrar cursos online com certificado grátis em programação no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia. São disponibilizadas formações como Introdução à programação em Linguagem Java, Programação de Games, UX Design e mesmo empreendedorismo. Para obter os certificados, é necessário cumprir a grade de cada curso, que contam com testes.

11. Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) disponibiliza cinco cursos online gratuitos. Há possibilidade de pegar certificados ao completá-los em todos, mas em algumas das formações o documento custa cerca de 25 dólares. Os temas abertos atualmente são: economia digital, gestão de riscos em projetos, gestão de projetos de desenvolvimento, consultas públicas e impacto ambiental.

12. iTEC

A Intelbras, indústria brasileira desenvolvedora de tecnologias, disponibiliza 157 cursos online gratuitos com através do seu Centro de Capacitação em Tecnologia — iTEC. Os treinamentos são totalmente gratuitos, possuem carga horária que variam de 15 minutos até 25 horas e os estudantes recebem certificados após a sua conclusão. No total, são 33 cursos focados em gestão de negócios, vendas, marketing e atendimento ao cliente e 124 cursos técnicos em nível inicial, intermediário e avançado nas áreas de segurança, redes, comunicação, controle de acesso, energia, prevenção a incêndio e iluminação.

13. GGTE - Unicamp

O MOOC GGTE - UNICAMP é um portal de cursos online, livres e gratuitos produzidos pela comunidade acadêmica da Unicamp em parceria com o Grupo Gestor de Tecnologias Educacional da universidade. Há formações nas mais variadas áreas do saber, como por exemplo: Biologia Investigativa, Educação para as Africanidades: formação para a Cidadania, 7 Lições para a produção de textos, Desenvolvimento Web com AngularJS, entre outros.

14. Unasus

Iniciativa do Sistema Único de Saúde (SUS), a plataforma oferece formações gratuitas e online a estudantes e profissionais da área da saúde. Com foco no aprendizado prático, os cursos estão disponíveis em diferentes níveis, como de extensão, aperfeiçoamento, especialização, mestrado profissional, entre outros.

15. MIT

Uma das universidades mais famosas e concorridas do mundo, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) disponibiliza cursos gratuitos abertos para todos. Com aulas majoritariamente em inglês - embora seja possível encontrar em outros idiomas - as formações em arquitetura e artes, ciência e tecnologia, economia, história, entre outros.

16. RD University

Uma iniciativa da empresa de marketing digital Resultados Digitais, a RD University está com três cursos gratuitos atualmente: introdução ao inbound marketing, inbound marketing para gestores (gratuito até 31/05) e inside sales para vendedores (gratuito até 31/05). Todos oferecem certificado ao estudante.

17. Descola

A plataforma Descola disponibiliza o curso online "Do Bar ao Mercado" gratuitamente. O curso inspira e ensina sobre empreendedorismo e ferramentas de execução. Ao final, oferece certificado.

18. Harvard Online Courses

Para quem fala inglês, é possível fazer cursos online e gratuitos em uma das universidades mais famosas do mundo: Harvard. Há inúmeras opções, em áreas como Tecnologia, Literatura, Biológicas e Finanças. A duração dos cursos varia, podendo se estender por até 12 semanas, e todos oferecem certificados após a conclusão.

19. Perestroika

A Perestroika oferece gratuitamente o curso online "Que Droga é Essa?", que visa informar sobre o mundo das drogas, desmistificando com base na ciência (e sem apologia). A formação também fornece certificação.

20. Kadenze

Kadenze reúne grandes universidades (como CalArts e Paris College of Arts) e empresas em cursos sobre as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte, Design, Música e Matemática (do campo conhecido como STEAM). O cadastro gratuito dá acesso a diversos cursos, mas os certificados são limitados aos associados, que pagam mensalidade de 20 dólares.

21. Digital Innovation One

Estudantes e interessados na área de desenvolvimento de softwares podem aprender gratuitamente sobre Javascript, PHP, Python e Angular. Com certificado de participação de curso, as formações são dividas nos níveis iniciante, intermediário e avançado, em aulas de duas a 12 horas de conteúdo.

22. Stanford online

Outra universidade renomada que também disponibiliza formações gratuitas - porém, novamente, é necessário ter conhecimentos em inglês. Os cursos são divididos em cinco categorias de ensino: saúde e medicina, artes e humanidades, educação, engenharia e tecnologia.

23. Fundação Bradesco

A Fundação Bradesco tem uma escola virtual com cursos gratuitos, com certificado, nas áreas de Administração, Contabilidade e Finanças, Desenvolvimento, Educação Básica e Pedagogia e Informática.

24. Escola Virtual de Governo

A Escola Virtual de Governo tem cursos online e gratuitos com certificado em diversas temáticas ligadas ao setor público, como Gestão de Políticas Públicas, Governo Digital e Recursos da União.

25. Centro Paula Souza

O Centro Paula Souza disponibiliza 11 cursos online e gratuitos com certificados focados em ferramentas de trabalho como Design Thinking, Gestão de Pessoas, Gestão de Tempo, Venda, Canvas, entre outros.

26. Ava Acadêmico - UFRB

Outra universidade brasileira a dispor de uma plataforma online com cursos gratuitos é a Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). Os cursos, em geral, são profissionalizantes, como, por exemplo, Execução de recursos extraorçamentários, Normas ABNT aplicadas a Trabalhos Acadêmicos, Leitura e produção de textos acadêmicos, entre outros. Há certificação aos alunos com aproveitamento de pelo menos 70%.

27. Eleve - Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados disponibiliza por meio da Eleve, ambiente de aprendizagem dos cursos à distância, cursos online com certificado grátis. As formações são divididos em três públicos: para servidores da Câmara, servidores público e para cidadãos.

28. IFRS-RS

Aberto tanto para estudantes quanto ao público geral, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul também conta com cursos online com certificação. Há dezenas de formações nas seguintes áreas: ambiente e saúde, ciências exatas e aplicadas, ciências humanas, educação, gestão e negócios, idiomas e línguas, literatura, informática, produção alimentícia e turismo e hospitalidade.

29. Sebrae

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) oferece cursos gratuitos com certificado em Empreendedorismo, Cooperação, Finanças, Inovação, Leis, Mercado e Vendas, Organização, Pessoas e Planejamento.

30. Senac EAD

Senac EAD liberou, de forma gratuita, diversos cursos. Segundo o Senac, os participantes dos cursos receberão certificados certificados com validade em todo território nacional. As formações são focas em Meio Ambiente e Saúde, Gestão e Negócios, Tecnologia da Informação e Comunicação, Turismo, Hospitalidade e Lazer.

31. Kultivi

A Kultivi oferece cursos completamente gratuitos. Entre eles, preparatórios para concursos, focados nas provas ENEM e OAB, de idiomas, negócios e medicina. O aluno consegue um certificado gratuito quando completa a formação.

32. Eskada UEMA

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), desenvolveu uma plataforma de cursos abertos e gratuitos. A Eskada conta com uma curadoria de conteúdo feita pela instituição de ensino. Centrados nas mais variadas áreas do conhecimento, os cursos disponibilizados são: Psicologia da Educação, Libras, Noções de Biossegurança no Trabalho relacionadas à COVID 19, Geografia Urbana, Neuropedagogia, entre outros.

33. Intel

Destinado a quem se interessa pela tecnologia da informação e pelo universo corporativo, o portal da Intel conta com mais de 30 cursos online e gratuitos. Dentre as formações disponíveis, estão opções como armazenamento de dados em segurança, business intelligence, conectividade sem fio, entre outros.

34. Avamec

A plataforma do Mec (Ministério da Educação) disponibiliza cursos gratuitos com certificado em disciplinas que compõem o ensino brasileiro (em seus mais diversos níveis). Há cursos de aperfeiçoamento, capacitação, especialização, extensão e de formação continuada.

35. Trevisan Online

A Trevisan Online tem cursos com certificado gratuitos em Compliance e Investigação de Fraudes, Finanças e Mercados de Capitais, Gestão Financeira, Compliance e Riscos, Contabilidade, Auditoria e Controladoria.

36. LinkedIn Learning

O LinkedIn tem atualmente uma trilha de aprendizado gratuita com tema Trabalho Remoto: Colaboração, foco e produtividade. Quando faz todos os 10 cursos que compõe a rota de aprendizagem, o aluno recebe um certificado.

37. Sest Senat

O Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat) conta com cursos de aperfeiçoamento profissional online e gratuitos. As áreas de formação são relacionadas a transporte e logística, como Administração de Frota, Cidadania no Transporte de Passageiros, Administração de Garagens, entre outros.

38. Ciee

O Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) disponibiliza cursos voltados para estudantes. A plataforma oferece quatro trilhas com objetivo de preparar os talentos para o mercado de trabalho: "Preparação para o Mundo do Trabalho", "Lidando com a informática", "Orientação e informação profissional" e "A comunicação e a matemática".

39. Aliança Empreendedora

IZettle, Aliança Empreendedora e TamoJunto lançaram gratuitamente o curso "Adaptando seu negócio à crise", que, em 10 videoaulas, visa apresentar soluções em gestão financeira, acesso a crédito, venda online, além de dicas para inovar e criar oportunidades. A formação inclui certificado.

40. PoCA

Iniciativa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o site Portal de Cursos Abertos (PoCA) tem cursos online com certificado (e gratuitos) em áreas diversas, como Matemática, Gestão e Tecnologias na Educação.

41. Microsoft Learn

A empresa tem uma plataforma de ensino, a Microsoft Learn, onde disponibiliza diversos cursos com certificado em Tecnologia. A maior parte das formações é em inglês, mas há algumas em português.

42. Instituto TIM

Nem todo mundo sabe, mas a operadora de celular também oferece formações gratuitas. O Instituto Tim busca levar conhecimentos de ciência, tecnologia e inovação para jovens. Ao todo, os cursos estão divididos em oito categorias de conhecimento: desenvolvimento de software, desenvolvimento web, programação mobile, games, e-books, escrita, professores e empreendedorismo.

43. Facebook for Business

A rede social disponibiliza cursos focados em marketing, principalmente voltados para negócios digitais aproveitarem melhor o uso de suas ferramentas. Há formações em temas como anúncios e experiência de compra.

44. Estação Hack from Facebook

Uma iniciativa do Facebook com a Digital House, a Estação Hack disponibiliza gratuitamente cursos e conteúdos (palestras e workshops) para a área de programação e desenvolvimento. Os cursos, porém, não são sob demanda - ou seja, demandam inscrições e realização de aulas de acordo com um cronograma de aulas.

45. Pocket Live ESPM

A ESPM oferece aulas ao vivo gratuitas com certificado - as Pocket Lives. As anteriores podem ser conferidas por gravações, mas só assistindo ao vivo o participante recebe certificado. São aulas de 2 horas, em temas ligados à vendas, branding e tecnologia.

46. UAITEC

Desenvolvida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, a Rede UAITEC visa à promoção da inclusão digital dos cidadãos. São mais de 60 cursos e as formações estão divididas em seis categorias: desenvolvimento de habilidades, formação profissional, novos negócios, tecnologia e comunicação, meio ambiente e saúde.

47. Engeduca

Plataforma voltada para profissionais de Engenharia, a Engeduca oferece cursos gratuitos com certificado em temas de indústria, construção civil e inovação.

48. Class Central

O site Class Central possui mais de 400 cursos gratuitos e com certificado de universidades da Ivy League, como Harvard e Yale, e em diversas temáticas.

49. Prime Cursos

Prime Cursos é uma plataforma brasileira que abrange diversas áreas do conhecimento. Seus cursos online vão de gastronomia à programação, mas todos oferecem um certificado pago: impresso, custa R$ 54,90 + frete, e a versão digital, R$ 49,90.

50. codecademy

Destinado a programadores e interessados no assunto, a codeacademy dispõe de cursos online para codificação em linguagens de programação, como jQuery, Javascript, Python, Ruby, PHP, JAVA, bem como linguagens de marcação, como CSS e HTML.

51. LearnCafe

O site LearnCafe possui uma enorme quantidade de cursos gratuitos, focados em muitas categorias, assim como o Prime Cursos. Possui formações sobre moda, meio ambiente, administração e negócios e direito, por exemplo. A plataforma oferece certificado, que podem ser comprados pelo estudante ao final da formação.

52. B3

A Bolsa de Valores do Brasil também disponibiliza cursos gratuitos. O objetivo, de acordo com a empresa, é promover o conhecimento financeiro a quem deseja entender mais o assunto. Dentre as formações disponibilizadas, estão: como funciona a Bolsa de Valores, produtos de renda fixa, iniciante no mercado de ações, como organizar suas finanças e muito mais.

53. Senar EAD

O portal de Educação a Distância do Senar visa contribuir com a formação e a profissionalização das pessoas do meio rural. Para isso, oferece diversos cursos de temática rural gratuitos e com certificado (para receber, o aluno precisa concluir todas as atividades obrigatórias e responder a pesquisa de satisfação). Há formações em assuntos como Bioma, Agricultura, Sustentabilidade e Produção Vegetal.

54. Escola Virtual Portogente

A Portogente oferece diversos cursos gratuitos com certificado para quem se interessa por logística, comércio, saúde & segurança, turismo, transporte.

55. Alison

Plataforma Alison é um empreendimento social, que oferece cursos gratuitos em diversas categorias, como: TI, saúde, ciência, idioma, marketing, matemática e negócios. Tem até uma formação temática sobre a emergência do coronavírus. Muitos dos cursos oferecem certificado, mas outros não - vale ficar de olho quando se inscrever.

56. Insper

Em parceria com o Coursera, o Insper oferece cursos gratuitos nas áreas de Marketing analítico; Gestão de operações; Capitalismo consciente e Administração financeira. Todos oferecem opção de certificado de conclusão.

57. Enap

Enap, ou Escola Nacional de Administração Pública, disponibiliza cursos gratuitos com certificado. Há programas para diversos níveis de carreiras em assuntos ligados à administração de empresas e do setor público, como Gestão Estratégica, Transformação Digital, Gestão de Pessoas, Gestão Pública, Logística e Compras e Políticas Públicas, entre outros.

58. Miríada X

O site oferece cursos das mais diversas universidades e instituições de ensino de fora do Brasil. Como alguns já citados anteriormente, é uma plataforma de cursos online gratuitos que permite que estudantes do mundo todo tenham acesso a conteúdos das mais diversas áreas.

59. OpenupEd

OpenupEd é um site internacional que oferece formações em inglês e espanhol. Todas suas formações são online e gratuitas e, embora fornecidas por diversas instituições, passam pelo filtro de qualidade da plataforma. A maior parte deles oferece certificados do tipo informal ou outros reconhecimentos. Os certificados formais podem custar, dependendo do curso.

60. Hospital Albert Einstein

Profissionais da área da saúde também podem contar com cursos gratuitos com certificação no Hospital Albert Einstein. Entre as modalidades existentes online, o hospital disponibiliza cursos nas áreas de: Cardiologia, Neurologia, Enfermagem, Medicina Física e Reabilitação e Nutrologia.

61. Shaw Academy

A Shaw Academy oferece quatro semanas gratuitas para experimentar seus cursos online - que têm um viés prático e são focados em diversas áreas do conhecimento, como Fotografia, Negócios, Marketing, Música, Beleza, Finanças e Tecnologia. Também oferece certificados.

62. Aprendeaí

Com frequência, a plataforma que oferece cursos online nas áreas de soft skills, inovação e negócios, disponibiliza algumas de suas formações gratuitamente. Atualmente, oferece sem custo os cursos Inteligência Relacional: o Super Poder Ágil e Decole Sua Carreira. A inscrição em ambos inclui certificado, material de apoio, acesso vitalício e convites para lives com professores.

63. IFSP

O IFSP - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - oferece diversas modalidades de formação à distância: cursos técnicos, superiores e de extensão. Os cursos a distância possuem aulas esporádicas e provas nos polos presenciais.

64. Instituto Legislativo Brasileiro

O Senado Federal também conta com uma plataforma com cursos online. Dentre as formações oferecidas, há cursos de Direito Constitucional, Política Contemporânea, Relações Internacionais, entre outros.

65. Veduca

A plataforma Veduca possui 15 cursos 100% gratuitos com certificado: Desenvolvimento de Produtos e Serviços, Ecoinovação, Ecologia Industrial, Eletromagnetismo, Engenharia Econômica, Física Básica, Gestão Ambiental, Gestão da Inovação, Gestão de Projetos, Medicina do Sono, Metodologia Científica, Probabilidade e Estatística, Coronavírus, Fundamentos de Administração e Marketing Digital.

*O texto "65 sites que oferecem cursos online e gratuitos com certificado" foi originalmente publicado no portal Na Prática, da Fundação Estudar.

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Dawkins recusa o debate sobre Deus com William Lane Craig


 A recusa de Richard Dawkins em debater William Lane Craig atraiu críticas de outros ateus, um dos quais disse que é "adequado para ser interpretado como covardia".

 Dawkins recusa o debate sobre Deus

 “Deve ser interpretado como covardia”, diz o acadêmico de Oxford

 Richard Dawkins, ateu declarado e crítico da religião, pode estar perdendo a coragem.  Ele acaba de recusar quatro convites britânicos para debater publicamente com o eminente filósofo William Lane Craig quando visitar o Reino Unido em outubro.  Os pedidos vieram da British Humanist Association, da Cambridge Debating Union, da Oxford Christian Union e da Premier Radio.

 William Lane Craig é Professor Pesquisador de Filosofia na Talbot School of Theology, Califórnia e é indiscutivelmente o principal defensor do Cristianismo histórico no mundo.  Ele tem debatido com muitos ateus e acadêmicos importantes em todo o mundo, incluindo Peter Atkins, Daniel Dennett, Anthony Flew, A.C. Grayling, Christopher Hitchens, Lewis Wolpert e, mais recentemente, Sam Harris.

 A recusa de Dawkin em debater Craig levou o filósofo da Universidade de Oxford, Dr. Daniel Came, a escrever para Dawkins instando-o a reconsiderar, dizendo que sua recusa em fazê-lo é "passível de ser interpretada como covardia de sua parte".

 Craig, no entanto, lança o desafio, dizendo "Estou mantendo a oportunidade aberta para ele mudar de ideia e debater comigo no Sheldonian Theatre em Oxford às 19h30 de 25 de outubro."

 Dawkins afirmou: “Quanto à religião ... ninguém empunha uma baioneta mais afiada do que Sam Harris”.  Harris debateu com Craig em 7 de abril.  Em sua declaração de abertura naquele debate, Harris declarou que o Dr. Craig é “o único apologista cristão que parece ter colocado o temor de Deus em muitos de meus colegas ateus”.  Depois desse debate, o site ateu Debunking Christianity relatou: “Bill (Craig) mais uma vez se mostrou o melhor debatedor desta geração”.

 Após o debate com Christopher Hitchens em 2009, o site Common Sense Atheism comentou: “Craig era perfeito e imparável.  Hitchens estava divagando e incoerente.  Francamente, Craig bateu em Hitchens como uma criança tola. ”

 Razões de Dawkins

 Então, que razões Dawkins oferece para se recusar a debater Craig?  Ele dá seis:

 Em primeiro lugar, ele diz que Craig é um debatedor profissional e que essa é sua “única reivindicação à fama”.  Na verdade, Craig é um acadêmico altamente distinto com doutorado em Filosofia e Teologia.  Ele publicou mais de trinta livros e quase 200 artigos em revistas acadêmicas revisadas por pares.

 Em segundo lugar, ele diz que Craig é um criacionista.  Este termo é geralmente aplicado aos criacionistas da Terra Jovem, que têm uma visão literal dos 6 dias da criação, conforme registrado no Gênesis.  Craig definitivamente não é um criacionista nesse sentido.  Em vez disso, de acordo com a cosmologia padrão do Big Bang, Craig afirma que o universo teve um início 13,7 bilhões de anos atrás.  Ele argumenta que o universo é, portanto, finito no passado e requer uma causa primeira.  Portanto, é totalmente incorreto descrever Craig como um criacionista no sentido padrão do termo.

 Em terceiro lugar, Dawkins diz que Craig não é um clérigo sênior e que não debaterá com uma pessoa religiosa menos sênior do que um cardeal ou bispo.  No entanto, a maioria dos clérigos seniores não são acadêmicos ilustres.  Poucos fizeram pesquisas em universidades seculares ou obtiveram doutorado, seja em ciência, filosofia ou teologia.  O professor Craig, portanto, é um oponente muito mais rigoroso.  Dawkins já havia debatido anteriormente com outros acadêmicos cristãos, nomeadamente John Lennox e Alister McGrath.

 Em quarto lugar, ele afirma que ficaria bem no currículo de Craig, mas não ficaria bem sozinho.  Como afirmou o filósofo Dr. Daniel Came da Universidade de Oxford, sua falha em debater com "o principal apologista do teísmo cristão" tornou-se uma omissão gritante no próprio currículo de Dawkins (ver o texto da carta abaixo).

 Em quinto lugar, ele afirma já ter debatido com Craig no México em 2010. No entanto, em vários aspectos, esse evento não estava de acordo com o modelo padrão de debate acadêmico.  Primeiro, Dawkins e Craig eram membros de um painel de seis pessoas, e o formato não convencional permitia pouco espaço para uma troca completa de pontos de vista.  Além disso, não havia tempo concedido para interrogatório ou oportunidade de questionar os oponentes ou ser questionado por eles.  Ironicamente, o próprio Dawkins disse a Craig na época que não considerava isso um debate entre eles.  Ele não pode ter as duas coisas.

 Por fim, ele afirma: “Não tenho interesse nisso”.  Isso é surpreendente.  Ele fez fortuna com seu livro, The God Delusion, e continua a promover seu ateísmo agressivo, mas não está interessado em trocar pontos de vista com um acadêmico sério que deseja desafiar seus argumentos em público.

 Nenhuma dessas razões é remotamente confiável.  Ao se recusar a entrar em um debate com Craig, Dawkins está quebrando alguns de seus próprios 10 Mandamentos.  Esses incluem:

 Nunca se afaste da dissidência;  sempre respeite o direito dos outros de discordar de você.  Procure sempre aprender algo novo.  Ensine seus filhos a pensar por si mesmos, como avaliar as evidências e como discordar de você.  Trate seus semelhantes com respeito .;  The God Delusion, pp.264-5

 Talvez o professor Dawkins mude de ideia e aceite o convite de Craig para debater.  Quer o faça ou não, Craig usará sua turnê pelo Reino Unido para expor The God Delusion à análise crítica e apresentar fortes bases racionais para a crença em Deus.  Sua turnê pelo Reino Unido incluirá uma conferência em Londres sobre a defesa do cristianismo e um debate em Manchester com o ateu Peter Atkins, professor de química na Universidade de Oxford, sobre a existência de Deus.

 Na terça-feira, 26 de outubro às 19h30, o Professor Craig está agendado para dar uma palestra pública sobre a crítica de Dawkins aos argumentos para a existência de Deus no Sheldonian Theatre da Universidade de Oxford.  Se o professor Dawkins mudar de ideia, o Dr. Craig estende um caloroso convite a ele para debater a existência de Deus naquela noite.

 Anexos

 Carta de Richard Dawkins ao Dr. May em 15 de janeiro de 2007

 Caro senhor maio

 Longe de mim citar um ilustre colega científico que, quando desafiado para um debate por um porta-voz religioso de quem nunca ouviu falar, costuma responder: "Isso ficaria ótimo no seu currículo, não tão bom no meu  . "  Não sei quem é o seu William Craig, mas talvez você tenha melhor sorte com um arcebispo ou um cardeal?  Receio que minha resposta seja não.

 Com os melhores cumprimentos
 Richard dawkins

 Carta do Dr. Came para Richard Dawkins em 26 de fevereiro de 2011

 Caro Professor Dawkins,

 Escrevo como ateu e em referência à sua recusa em participar de um debate individual com o filósofo William Lane Craig.

 Você descarta o Professor Craig como um "debatedor profissional" e afirma que não está disposto a debater com ninguém menos sênior do que um bispo.  O Professor Craig é PhD em filosofia e PhD em teologia.  Ele é Professor Pesquisador em Filosofia na Talbot University.  Ele publicou mais de trinta livros e mais de cem artigos em periódicos revisados por pares de renome.  Dado o seu compromisso apaixonado e incondicional com a verdade, só posso pensar que você não estava ciente das credenciais do Professor Craig quando fez a referência acima.

 Eu entendo que você também comentou que "um debate com o Professor Craig pode parecer bom em seu currículo, mas não ficaria bem no meu".  Ao contrário, a ausência de um debate com o principal apologista do teísmo cristão é uma omissão gritante em seu currículo e, é claro, pode ser interpretada como covardia de sua parte.  Percebo que, por outro lado, você fica feliz em discutir assuntos teológicos com apresentadores de televisão e rádio e outros pesos pesados intelectuais como o pastor Ted Haggard da Associação Nacional de Evangélicos e o pastor Keenan Roberts da Casa do Inferno do Colorado.

 Enquanto eu tenho sua atenção, posso também encorajá-lo a dar uma outra olhada no argumento ontológico para a existência de Deus?  Com base em sua breve discussão do argumento em Deus, um delírio, parece que você não entende a lógica desse argumento.  O argumento ontológico se move da possibilidade lógica da existência de Deus para sua realidade.  A paródia de Douglas Gasking do argumento, que você cita, vai de uma impossibilidade lógica para a realidade e, portanto, não é paralela ao argumento.  Além disso, você não discute a versão modal mais sofisticada do argumento avançado pelo filósofo da religião americano, Alvin Plantinga.  É certo que você diz que alguns filósofos "recorrem à lógica modal" na tentativa de provar a existência de Deus.  Mas isso é um pouco como dizer "alguns botânicos recorrem a olhar para as plantas" e, portanto, dificilmente pode ser considerado uma objeção ao argumento.

 Com os melhores cumprimentos,

 Dr. Daniel Came,
 Professor de Filosofia, Faculdade de Filosofia, Universidade de Oxford

 "Não tenho interesse nisso."  Richard Dawkins, 11 de abril de 2011
 Este é o texto completo de sua resposta ao CEO da Premier Radio ao recusar um convite para debater Craig diante de uma audiência de 2.000 pessoas no Westminster Central Hall.

 William Lane Craig é o apologista vivo nº 1 do Cristianismo.  Acordem, companheiros ateus ... e vejam claramente o que ... está acontecendo aqui.  Se esperamos que os cristãos sejam honestos sobre qualquer coisa, nós, como grupo, precisamos ser honestos também e enfrentar honestamente o fato de que Craig está chutando nosso coletivo (bunda) e aparentemente somos muito burros (como um grupo) para sequer saber  isto!

 Mark Smith, site da Contra Craig
 

 Links de sites relacionados

 Para vários clipes do YouTube relacionados aos debates anteriores de Craig, acesse 

 Para obter mais informações sobre o histórico e as publicações de Bill Craig, bem como uma lista mais completa de seus debates com links para o áudio e / ou vídeo completo, vá para 

 © 2011 bethinking.org
 Este artigo é baseado no primeiro comunicado à imprensa emitido pelo Reasonable Faith Tour 2011.
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A barbárie capitalista e o papel contemporâneo das Forças Armadas - Jeferson Miola

Por Jeferson Miola

 Preparativos finais para o desfile de 7 de Setembro, na Esplanada dos Minist鲩os.

1.

A escalada militarista no Brasil desperta enorme atenção mundial. Não bastasse o componente militar em si, muitos elementos presentes na dinâmica política brasileira têm parentesco com a emergência e a evolução do fascismo e do nazismo na Europa dos anos 1920 a 1945, assim como com a atual expansão da extrema-direita e do neofascismo em vários países.

É essencial estudar-se e entender-se o fenômeno brasileiro na sua complexidade. Ao lado disso, é importante também alargar-se o campo de análise com o objetivo de desvendar a eventual existência de fios de conexão entre o “caso brasileiro” e lógicas militaristas também presentes nas realidades de potências capitalistas centrais, como a Alemanha, França e EUA.

É necessário averiguar-se qual tem sido, ou qual passará a ser, no mundo contemporâneo, o papel das Forças Armadas diante da espiral de conflitos e dramas abertos pelo agravamento da crise estrutural do capitalismo na sua etapa neoliberal ultra-avançada.

2.

Na Alemanha, a infiltração de terroristas e extremistas nazistas nas forças policiais e militares, inclusive nas unidades especiais e de elite, é assombrosa. O poder político civil, por meio do Estado, exerce rigoroso monitoramento de comportamentos e do ambiente nestas estruturas.

O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha [AfD], fundado há menos de uma década, avança dando voz pública e reverberando visões propaladas por estes grupos infiltrados, que são incompatíveis com um padrão democrático e civilizatório.

O presidente da agência de inteligência alemã Thomas Haldenwang identifica a escalada extremista no seio de instituições militares e policiais como o “maior perigo para a democracia alemã hoje”.

3.

A França foi sacudida em abril passado pela surpreendente publicação de manifesto na revista de extrema-direita Valleurs Actuelle. Nele, militares da reserva defenderam intervenção militar para “salvar o país” do risco de perda da identidade nacional e cultural que poderá levar a França a uma guerra civil [sic].

Muçulmanos e imigrantes que formam a nacionalidade francesa são, portanto, indesejáveis e o destino preferencial do ódio de extremistas.

No início de maio um segundo manifesto – desta vez publicado por militares ditos da ativa – reivindicou a necessidade de intervenção militar para evitar uma guerra civil e garantir a “sobrevivência” da sociedade francesa, abalada por supostas “concessões feitas ao islamismo pelo governo francês”.

A líder da extrema-direita Martine Le Pen capturou rapidamente os movimentos extremistas, e convidou-os a se somarem à sua campanha presidencial de 2022, que deverá propor uma agenda de governo com forte conteúdo xenofóbico e racista.

4.

Nos EUA, merece ser revisitado o pedido de desculpas do chefe do Estado Maior por ter acompanhado o então presidente Trump em evento para simbolicamente intimidar o movimento antirracista que tomava o país em protesto pelo bárbaro assassinato do cidadão negro George Floyd.

É preciso, evidentemente, louvar a autocrítica do general Mark Milley no episódio. Mas é de se especular, hoje, o que levaria o chefe de Estado da potência imperial a cogitar o uso da mais poderosa e imbatível força militar do planeta para ostentar autoridade e poder dissuasivo não perante inimigos externos, mas perante seu próprio povo, que se encontrava em protesto pacífico e democrático.

5.

Tanto nas economias capitalistas centrais como no periférico Brasil, a presença das Forças Armadas ganhou intrigante proeminência no século 21.

Em todos estes casos, mesmo nos EUA, país em guerra permanente contra tudo e contra todos, as razões do neo-militarismo não são eventuais conflitos bélicos contra inimigos externos, mas tem o propósito de conter inimigos internos; ou seja, o próprio povo.

Quais fatores ajudam explicar este fenômeno que tem desafiado a democracia e aprofundado a tendência global crescente de desdemocratização? Existem elementos comuns que permitem compreender estes processos que acontecem, cada qual com suas lógicas particulares, tanto no centro como na periferia do capitalismo?

6.

Uma possível pista explicativa pode ser acessada nos estudos do professor Marildo Menegat, da UFRJ, que identifica no atual estágio de ultra-financeirização do capitalismo uma potente fonte constante de instabilidade, crise, violência e barbárie [A crítica do capitalismo em tempos de catástrofe, Consequência Editora].

Marildo centra sua obra no exame dos efeitos da crise da produção e da reprodução do valor, que faz com que neste estágio ultra-financeirizado do capitalismo, a produção da mais-valia prescinda da exploração central da força de trabalho humano.

O capitalismo alcançou tal nível de produção e de reprodução do dinheiro por meios “endógenos” [derivativos, sofisticada especulação etc] que dispensa a necessidade do trabalho humano para produzir mais capital, que é cada vez mais fictício e menos ancorado na produção real.

Cada vez mais o capitalismo, enquanto sistema mundial integrado, dispensa a necessidade de bilhões de seres humanos para serem explorados como força de trabalho.

A pandemia, além disso, com o aperfeiçoamento das tecnologias e a aceleração do uso da inteligência artificial, da nanotecnologia, da robótica e outras técnicas, antecipou para o tempo imediato muitas tendências de fenômenos estimados para ocorrerem somente a partir das próximas décadas.

Do ponto de vista do capital, portanto, o extermínio de metade da população planetária seria uma medida saneadora e profilática para o capitalismo, embora possa gerar alguma comoção a “espíritos mais sensíveis”.

O imenso exército industrial de reserva deixou de ser um fator funcional para regular a exploração e a remuneração do trabalho, e passou a ser um estorvo à funcionalidade do sistema capitalista.

A necropolítica, neste contexto, é o método estatal de execução permanente e furtiva deste descarte humano em larga escala – que o diga o povo negro brasileiro.

7.

Sociedades com enormes contingentes de humanos descartáveis convivem com conflitos, tensões e violência cada vez mais exacerbados. Se agrava em todo o mundo a miséria, a fome e o desamparo para imensas maiorias populacionais, ao passo que a riqueza, a renda, o dinheiro, o poder e o capital ficam cada vez mais concentrados nas mãos de menos de 2% dos habitantes do planeta.

No Brasil, o contingente de desempregados, desalentados, subempregados, famélicos, subnutridos, desesperados, desvalidos etc, alcança mais de 110 milhões de pessoas.

Esta mais da metade da população brasileira, se exterminada, não faria nenhuma falta ao sistema, tanto que hoje já não fazem falta, porque pertencem a uma geração perdida, que não terá ocupação produtiva e dependerá de socorro oficial para a sobrevivência precária. Por isso a multiplicação por 20 vezes do genocídio promovido pelo governo militar com a pandemia propiciaria uma “profilaxia e limpeza” benéfica ao sistema.

8.

Em sociedades assombradas pelo risco iminente de explosão de conflitos desesperados, as Forças Armadas são chamadas pelas suas oligarquias a exercerem um papel decisivo na contenção da revolta dos excluídos, convertidos em inimigos internos.

Os estamentos militares, neste sentido, atuam como exércitos de ocupação dos próprios países para manter o padrão de dominação e exploração com base na repressão e no controle. A defesa do sistema se dá, então, por meio da violência estatal e do terror de Estado contra o próprio povo.

Este é o sintoma da emergência das Forças Armadas nacionais como atores centrais para a administração do Estado em circunstâncias de revolta e de luta por mudanças sociais.

Seguindo a linha de estudo de Marildo Menegat, com a ultra-financeirização capitalista e suas consequências catastróficas, as Forças Armadas, as polícias militares e as milícias passam a exercer papel central na “gestão violenta da barbárie”.

No “caso brasileiro” esta realidade é ainda mais perturbadoramente dramática, porque boa parte dos generais que comandam o governo militar e mandam de fato no país carregam nos seus currículos a atuação como force commanders em missões internacionais no Haiti, onde foram adestrados a governar numa perspectiva contra-insurgente, de repressão, asfixia social e extermínio popular.

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TCU desmente Bolsonaro e diz não ter provas de fraude no número de mortos pela Covid-19

Projeção em protesto contra Bolsonaro

247 - O Tribunal de Contas da União (TCU) desmentiu nesta segunda-feira (7) Jair Bolsonaro, que disse mais cedo que o tribunal havia produzido um relatório que constatava que quase metade das mortes registradas como consequências da Covid-19 no Brasil tiveram, na verdade, outra causa.

"O relatório final não é conclusivo, mas em torno de 50% dos óbitos de 2020 por covid não foram por covid, segundo o Tribunal de Contas da União. O relatório saiu há uns dias, lógico que a imprensa não vai divulgar, mas nós vamos hoje à tarde. Como é do TCU, ninguém vai me criticar por causa disso", falou Bolsonaro.

Em nota, o TCU negou a informação. "O TCU esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontem que ‘em torno de 50% dos óbitos por Covid no ano passado não foram por Covid’, conforme afirmação do Presidente Jair Bolsonaro divulgada hoje".

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Verde e amarelo | Merval Pereira

Realização da Copa América é mais uma prova de que estamos regredindo como nação

Em mais um movimento que comprova como estamos regredindo como nação, mal conduzida em anos recentes e de maneira calamitosa desde o início do governo Bolsonaro, agora é o futebol que mobiliza o governo federal de maneira completamente equivocada. Nem mesmo o sucesso da seleção fará com que Bolsonaro saia vitorioso desse imbróglio, em que ainda por cima se viu envolvido com os escândalos da CBF. Qual almas gêmeas no que toca ao machismo regressivo, Rogério Caboclo, o presidente afastado da CBF por assédio moral e sexual contra uma funcionária, encontrou-se com o presidente Bolsonaro, um misógino, para arranjarem mais um problema para o país, a realização da Copa América em plena pandemia.
A disputa pela Copa América é uma demonstração de como o governo Bolsonaro é prejudicial ao país até nas coisas supérfluas. Nesse caso, porque retoma um hábito do governo militar, de interferência na seleção brasileira, de tê-la como símbolo político. A decisão de forçar a realização da Copa América no Brasil e a tentativa de mudar o técnico, tirando Tite, atacado nas redes sociais como comunista e petista, para colocar Renato Gaúcho, considerado bolsonarista, são erros graves, além de patéticos.

Renato é um grande técnico, poderia estar na seleção, mas não por esse critério — acredito que nem ele aceitaria. Os jogadores e a comissão técnica, saberemos hoje depois do jogo com o Paraguai, podem ter desistido de se recusar a participar da Copa depois que Caboclo foi afastado, mas o incômodo já foi revelado e constará de uma declaração conjunta.

Futebol não pode ser instrumento político de governo. Mesmo sendo “o país do futebol”, os resultados das Copas do Mundo nunca influenciaram as eleições para presidente da República, que, de quatro em quatro anos, coincidem com os campeonatos desde 1994. Depois da redemocratização, não houve governo que não quisesse se aproveitar das campanhas da seleção para ganhar popularidade.

Claro que, em 1994, ao receber a seleção tetracampeã do mundo com o presidente Itamar Franco, o candidato governista, Fernando Henrique Cardoso, teve uma vantagem momentânea ao carregar a taça. Mas, quatro anos depois, venceu a reeleição presidencial no primeiro turno, apesar da derrota da seleção nacional, demonstrando que foi o Plano Real, e não o futebol, que o colocou lá.

Em 2002, o pentacampeonato mundial não impediu que Lula vencesse a eleição presidencial contra José Serra, o candidato do governo. A Copa do Mundo no Brasil, em 2014, ao contrário, foi um momento de exposição negativa para o governo Dilma, vaiada na inauguração na Arena Corinthians e na final no Maracanã.

Durante a ditadura militar, governos tentaram interferir até mesmo na escalação do time. A vontade do então presidente Médici de ter Dario na seleção de João Saldanha é uma das versões que persistem sobre a Copa de 1970, que teve no México uma atuação perfeita para trazer o tri sob o comando de Zagallo. Desgastes diversos, com autoridades e jornalistas, e sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro levaram Saldanha a ter que deixar o comando da seleção.

Também é conhecida a tentativa, no governo Geisel, de convencer Pelé a voltar à seleção em 1974, o que ele rejeitou sabiamente. Mas o ponto mais risível do marketing político foi a tentativa petista de esvaziar a torcida pela seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia em 2018, sob a alegação de que a camiseta amarela fora usada pelos “coxinhas golpistas” nas manifestações a favor do impeachment da ex-presidente Dilma.

Como se pudéssemos voltar no tempo, tentou-se reviver um sentimento que esteve muito presente em 1970, em plena ditadura militar, quando muitos da esquerda decidiram não torcer pelo time de Pelé, Tostão, Jairzinho e companhia. Segundo o relato bem-humorado de vários exilados e membros da oposição, na hora “h” não resistiram à paixão pelo futebol e comemoraram o tricampeonato mundial.

Em 2018, deu Bolsonaro, que usurpou o verde e amarelo para seu projeto político. Recuperar as cores brasileiras como símbolo nacional, e não partidário, é tarefa urgente.

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A superação dos generais | Carlos Andreazza - O Globo

Bolsonaro quer o Exército como milícia. Status em que não seriam necessários generais

O Exército não puniu Pazuello. Qual a surpresa? O governo é militar. Surpreendente seria se punisse o que lhe dá dentes para intimidar inimigos. O governo é militar, e é Bolsonaro, indistinta e personalissimamente, o que ladra. Surpreendente seria punir-se com a banguelice.

O governo é militar e é daquele que ergueu bem-sucedida empresa familiar nas bordas do Estado. O governo é militar e é de patriotas como general Braga Netto, ministro da Defesa, cujo salário — sob regra editada pelo mito — aumentou 58% e para mui além do teto remuneratório constitucional. O governo é militar e é do capitão, o velho líder corporativista fã de Hugo Chávez. Não cortará na própria carne — e isso não se aplica somente a privilégios de contracheque.

O governo é militar. E o Exército está pazuellizado: submetido à dissolução de sua essência impessoal, degradada a natureza de instituição de Estado, a serviço incondicional do governante de turno e independentemente do que limita a Constituição. Um manda, o outro obedece — qualquer que seja a ordem, depauperado também, confundido com falta de vergonha, o senso de hierarquia. O governo é militar, e o Exército vai bem alimentado.

O governo é militar e a pazuellização do Exército, fato consumado. Pazuello fez a aposta correta. Acreditou na acomodação, em que nem sequer seria advertido, e saiu premiado, com cargo no governo. Saiu mais que premiado, encarnando uma espécie de habeas corpus preventivo, extensivo a todos os militares: pode tudo, rapaziada.

Pôde tudo, anos atrás, o vice Mourão: general punido de mentirinha por discursos agitadores, deslocado — sob os holofotes que lhe dariam existência pública — a uma função burocrática desde a qual encontrou as condições ideais para sua escalada à política.

Não há mais fronteira entre Planalto e Exército. No Ministério da Saúde ou sobre o palanque, Pazuello servia — obedecia — a Bolsonaro, um chefe supremo das Forças Armadas cuja ascendência sobre as tropas já não deriva da Carta, mas da lógica personalista que fundamenta as relações entre o cabeça miliciano e seus homens.

O governo é militar. Militar e golpista. E não chegou a 2021 sem que a estrada fosse pavimentada por badaladíssimos quatro estrelas da moderação. Em 2018, o então comandante do Exército, dito moderado, foi a uma rede social para emboscar o Supremo. Era o general Villas Bôas, padrinho do Bolsonaro presidente e patrono da multiplicação dos generais Ramos — aquele para quem Pazuello, general da ativa, subiu ao carro de som como civil, aquele mesmo Ramos que, diante da série de atos antidemocráticos com a presença do presidente, compareceu “só no da rampa”. (Ramos, outro fura-teto: 69% de aumento salarial.)

Foi de rampeiro em rampeiro que chegamos até aqui. E não sem covardes. Os códigos militares são diretos: a participação do ex-ministro general na manifestação bolsonarista infringiu as regras. O Exército tinha a mais fácil desculpa para repreendê-lo: a clareza dos estatutos. Optou, porém, pela submissão. Ou melhor: teria optado, se não estivesse submisso havia muito. No último 27 de maio, o comandante da Força, Paulo Sérgio Nogueira, aceitou viajar com Bolsonaro ao Amazonas para inaugurar uma ponte erguida pela engenharia militar — isso à véspera de ter de decidir sobre Pazuello. Lá, previsivelmente, ouviu o presidente declarar que “somos todos seres políticos”, generais inclusive, e que caberia aos fardados decidir “como o povo viverá”.

Fala-se que teria recebido diretamente de Bolsonaro uma carga para que não penalizasse Pazuello. Não penalizou.

Na semana passada, circulou a versão de que o comandante do Exército assim agira sob cálculo. Temeria que a punição causasse um conflito entre a cúpula do Exército e o presidente; caso em que haveria o risco de Bolsonaro lhe sustar a decisão, o que o obrigaria a renunciar, abrindo terreno para que um bolsonarista chegasse ao comando. Uma conta que não fecha, senão para fantasiar a existência de algum brio militar no episódio. Ora! Desde quando Bolsonaro precisa de um bolsonarista — um explícito — na liderança da Força para ter o Exército a seu absoluto dispor?

Está muito bom com Nogueira mesmo, cujo caminho tomado — ainda que tivesse a intenção de evitar uma crise institucional — resultaria, como resultou, em algo muito mais grave: na mensagem de vale-tudo transmitida ao guarda da esquina.

Em português castiço: para o inferno o eventual choque entre cúpula do Exército e Bolsonaro. Ao comandante, só caberia aplicar o regulamento e disciplinar a tropa. Seu papel. Esse universo corrompido em que o comando da Força tem de fazer ponderação política só existe porque os generais escolheram se misturar, até a indistinção, ao governo de turno.

Aí está. Para que os sócios — parceiros fiéis neste projeto autoritário de poder — não se estranhassem pontualmente por cima, difundiu-se um salvo-conduto imprevisível para baixo, um convite ao estado de amotinamento; o que representaria a superação desta etapa de pazuellização para o estabelecimento de um Exército afinal bolsonarizado, em que todo militar, de qualquer grau, estaria autorizado, estimulado, a se comportar como Bolsonaro quando na Força: malandro, desagregador, conspirador, com planos atentatórios. É o que ele quer. O Exército como milícia. Status em que — fica a dica — não seriam necessários generais.

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Grupos conspiracionistas de extrema direita aceleram preparação do dia do colapso da ordem

Especialistas veem riscos reais em ideologias que glorificam a violência e apostam em um evento apocalíptico que derrubará regimes e as bases da sociedade
Amanda Taub e Katrin Bennhold, do New York Times
08/06/2021 - 06:00 / Atualizado em 08/06/2021 - 10:35
Apoiador do QAnon durante protesto em Nova York, em agosto de 2020 Foto: STEPHANIE KEITH / Reuters
Apoiador do QAnon durante protesto em Nova York, em agosto de 2020 Foto: STEPHANIE KEITH / Reuters

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Para os adeptos da teoria da conspiração QAnon é “a tempestade”, quando a violência em massa vai derrubar a elite formada por pedófilos que eles imaginam estar no controle do governo. Grupos supremacistas brancos nos EUA prometeram uma catastrófica guerra racial. Na Alemanha e Áustria, neonazistas defendem um golpe no “Dia X”, quando a ordem democrática desabar e eles assumirem o poder.

Todos são exemplos de ideologias “aceleracionistas”, que prometem um momento em que as instituições de governo, sociedade e economia serão varridas por uma onda de violência, abrindo caminho para as utopias que eles dizem que se seguirá.

O aceleracionismo há tempos faz parte do ideário de grupos supremacistas e milícias de extrema direita. Mas especialistas alertam que, agora, essa linha de pensamento está se disseminando de maneiras que poderão ameaçar não apenas a segurança pública, mas a estabilidade da democracia.

— De muitas maneiras podemos ver como o dia 6 de janeiro foi uma espécie de coalizão formada ao redor da ideia do aceleracionismo — afirmou Cynthia Miller-Idriss, diretora do Laboratório de Pesquisa sobre Polarização e Extremismo e Inovação da Universidade Americana, referindo-se ao ataque ao Congresso dos EUA.

Líderes mundiais, ela diz, não estão levando a sério o risco que essa coalizão pode representar.

— Meu medo é de que nós, como país, estejamos começando a tratar isso como um evento pontual, ao invés de um ponto de virada em potencial.

“Eu penso muito nos paralelos com a República de Weimar”, o  frágil período democrático na Alemanha cujo colapso levou à ascensão dos nazistas, afirma Cynthia. Ele foi marcado por ataques, golpes fracassados e outros esforços para minar a democracia. E mesmo ações frustradas, como o Golpe da Cervejaria (1923) de Hitler, mostraram que a democracia alemã não era forte o bastante para suportar o caos.

— Para mim, o paralelo que vejo é que muitos querem observar o 6 de janeiro como o fim de algo — pontua. — Acho que temos que considerar a possibilidade de que ele tenha sido o começo de alguma coisa.

'Dia X'

Grupos neonazistas e demais extremistas há tempos falam do Dia X, um momento de crise, temido e aguardado, quando a ordem social da Alemanha entrará em colapso, exigindo dos comprometidos extremistas de direita, segundo suas narrativas, a tarefa de salvar a nação.

Nordkreuz, um grupo de extrema direita que inclui policiais e ex-soldados que faziam parte de uma rede com base no Telegram, começaram a se preparar para o Dia X de maneiras que pareciam assustadoramente concretas. Os planos incluíam a captura de inimigos políticos e aqueles que defendem imigrantes e refugiados, que seriam colocados em caminhões e levados a um local secreto, segundo relatos de uma testemunha à polícia. Depois, todos seriam executados.

Os preparativos também incluíam o armazenamento de bolsas para cadáveres e cal viva. O líder do grupo, um ex-atirador de elite da polícia, foi condenado por acusações relacionadas à posse de armas, enquanto outros dois integrantes são investigados por suspeitas de planejar atos terroristas.

A linha entre a preparação para o Dia X e sua concretização está cada vez menos clara. O perigo do aceleracionismo é que ele santifica a violência, diz Matthias Quent, especialista na extrema direita e diretor de um instituto que estuda a democracia e a sociedade civil no estado da Turíngia, no Leste da Alemanha. Dias místicos de acerto de contas servem como um chamado para a ação, um pretexto para o terrorismo.

— Quando o Dia X não chegar e as pessoas ficarem frustradas, elas podem começar a planejar ataques terroristas, algo para dar início ao Dia X ou apenas para fazer alguma coisa — afirmou.

Riscos reais

Algo central para compreender este tipo de fantasia apocalíptica é que, para as pessoas que abraçaram esse tipo de ideologia militante de extrema direita, um golpe como o Dia X não é algo que dá início ao apocalipse, mas sim que põe fim a ele, segundo Kathleen Belew, historiadora da Universidade de Chicago e uma das maiores especialistas em movimentos supremacistas brancos nos EUA.

Os riscos dessa ideologia passam longe de serem apenas teóricos.

Na Alemanha, integrantes do grupo terrorista Revolução Chemnitz foram condenados por planejarem um ataque no dia 3 de outubro de 2018, apontado por eles como um “ponto de virada histórico”, quando uma “mudança de regime” seria precipitada.

O atentado contra um prédio federal em Oklahoma (EUA) em 1995, que matou 168 pessoas, incluindo 19 crianças, foi realizado por militantes de extrema direita que se inspiraram no romance “O diário de Turner”, uma história de 1978 que narra uma violenta revolução nos EUA, seguida pelo genocídio de pessoas não brancas. Em 2015, um supremacista citou o desejo de começar uma “guerra racial” como o motivo para matar nove negros em uma igreja de Charleston, na Carolina do Sul.

Muitos participantes do ataque de 6 de janeiro contra o Capitólio viram no ato o primeiro passo para derrubar um governo que veem como corrupto ou a ordem social dos EUA de forma mais ampla, diz Miller-Idriss.

Mas há outros riscos menos diretos, mas talvez mais sérios, segundo os especialistas. É provável que apenas uma pequena parte dos responsáveis pela invasão do Capitólio siga as ideias aceleracionistas da QAnon ou de milícias armadas, diz Miller-Idriss.

A QAnon se tornou um guarda-chuva para muitas teorias da conspiração, e nem todos os seus apoiadores estão esperando pela “tempestade” ou tentando causá-la. Mas ela acredita que isso deve provocar mais, e não menos, preocupação, porque os eventos do dia 6 de janeiro mostram que mesmo uma minoria extremista pode formar uma coalizão ampla, muito mais do que no passado.

— Foi a primeira vez neste país em que vimos uma coalizão de sucesso, mesmo que espontânea, formada por uma grande variedade de grupos no espectro da extrema direita — apontou Miller-Idriss. — Foi uma coalizão que emergiu de forma quase espontânea, mostrando que, apesar das diferenças, esses grupos podem se unir em torno de um tema ou evento.

Ao contrário dos supremacistas brancos dos anos 1980 e 1990, os extremistas de hoje possuem laços com a política tradicional. Vários parlamentares republicanos chegaram a seus cargos ao cultivar o apoio de defensores da QAnon. Na semana passada, republicanos no Senado barraram a criação de uma comissão independente para investigar os ataques do dia 6 de janeiro.

— Os EUA são um país que sempre gostou de se ver como um farol da democracia — concluiu Miller-Idriss. — Por isso mesmo penso que pode ser mais difícil para nós reconhecermos como nossa democracia pode ser frágil, como qualquer outra democracia no mundo.

*

Reage Rio!: Pedidos de licenciamento para prédios no Porto Maravilha no 1º trimestre do ano já superam demanda de 2019 e 2020

Novo perfil de pequenos e médios empreendedores chega com mais força à região

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RIO — Novos lançamentos imobiliários no Porto Maravilha estão criando expectativa de retomada de crescimento na região. Segundo dados da Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico, presentes nos relatórios Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região (Cdurp), apenas no primeiro trimestre deste ano foram 19 pedidos de licenciamento no bairro, dos quais oito são para construção de prédios e o restante para reformas, pedidos de habite-se e legalização de imóveis. Número que supera os sete pedidos de construção apresentados em 2019 e 2020.

Os grandes projetos, como o residencial Rio Wonder — o primeiro do Porto Maravilha —, da Cury Investimentos, e o futuro empreendimento para o prédio do Moinho Fluminense puxam as estatísticas, mas um novo perfil de pequenos e médios empreendedores chegam com mais força. Pode ser o sopro de tempos melhores depois de um período de revés na revitalização da Zona Portuária.

o primeiro empreendimento residencial da região, um investimento da Cury Construtora com 1.224 apartamentos na Praça Marechal Hermes, no Santo Cristo Foto: Divulgação / Agência O Globo
o primeiro empreendimento residencial da região, um investimento da Cury Construtora com 1.224 apartamentos na Praça Marechal Hermes, no Santo Cristo Foto: Divulgação / Agência O Globo

Estreia no Porto

Diretor da Sérgio Castro Imóveis, Cláudio Castro aposta num novo prédio de ocupação mista no imóvel do Moinho Fluminense.

— A melhor opção naquele local é o uso misto, porque hoje não dá para depender só de sala comercial — acredita Castro, que destaca uma nova tendência no perfil de investimentos no Porto. — Temos notado o surgimento de muitos pequenos e médios empreendedores procurando terrenos para prédios comerciais. Um perfil diferente do que existia aqui no Porto Maravilha, de grandes construtoras. Existe um efeito colateral do Reviver Centro (projeto de revitalização do Centro da cidade, em discussão na Câmara de Vereadores), e as conversas têm sido intensas.

Segundo Castro, a sua imobiliária está atendendo 11 empreendedores. Entre eles, o engenheiro Rafael Lucente, fundador do Grupo Volo, que lançará o seu primeiro residencial em setembro, em um terreno na Rua Sacadura Cabral, em frente ao Moinho. O projeto ainda não está concluído, mas a ideia é erguer um edifício de apenas três andares e sete unidades tipo estúdio, com cerca de 45 metros quadrados cada.

— Há um tempo, eu queria iniciar o braço de incorporadora imobiliária da empresa e apostamos no Porto para nossa estreia. Identificamos um potencial de público especialmente jovem como demanda — diz Lucente, que também acredita em benefícios indiretos do Reviver Centro.

Das oito licenças para obras da lista da Cdurp, duas são relativas ao Rio Wonder, que terá três torres de 20 andares, conforme mostrou O GLOBO na semana passada, e outras à recuperação de uma construção histórica, o Moinho Fluminense. Comprado em 2019 pelo grupo paulista Autonomy Investimentos e Affiliates, o espaço que deve virar um centro comercial multiúso.

Procurada, a Autonomy, que também é proprietária do edifício comercial Vista Guanabara, na Avenida Chile, afirmou que a obra segue etapas e que duas delas, nos dois primeiros quarteirões da área de 27 mil metros quadrados, já foram licenciadas. O terreno abrange quatro quadras de vias importantes do Centro, entre a Rua Sacadura Cabral e a Avenida Venezuela.

O impacto do Reviver na Zona Portuária é outra variável considerada pelo mercado. Aprovado em primeira discussão na Câmara, na semana passada, ele prevê incentivos para construção de imóveis residenciais no Centro. O Porto, que já se beneficia de uma Operação Urbana Consorciada (OUC), não está diretamente contemplado, mas acredita-se que a maré favorável trará bons ventos. Há muita história também a ser recuperada. O edifício A Noite foi ontem a leilão pela segunda vez pelo governo federal, mas não surgiram interessados. Há grande expectativa sobre o destino do arranha-céu art-déco, construído no fim dos anos 1920.

— O Porto deve ser visto como uma expansão do Centro — explica Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer do Brasil, dona do Aqwa Corporate, um dos maiores prédios comerciais do Porto Maravilha, que está com cerca de 80% de ocupação.

Público jovem

O pró-reitor comunitário da Universidade Candido Mendes e especialista em Direito Urbanístico, Cristiano Tebaldi, acredita que os futuros investimentos priorizarão empreendimentos residenciais de perfil intermediário ou popular.

— O mercado de habitação popular está aquecido, o novo residencial (da Cury) não foi lançado por acaso. A aquisição de imóveis no Porto é um bom investimento, porque os serviços públicos valorizam o patrimônio. Acredito que, no próximo ano, teremos também esse perfil e pequenos estúdios para pessoas de renda mais alta, que podem usar como uma segunda moradia para os dias da semana.

Gustavo Guerrante, presidente da Cdurp, acredita no potencial do Porto pós-pandemia, inclusive atraindo público para os espaços de lazer. Ele observa que a área ainda tem um custo de vida mais baixo que na Zona Sul e em alguns bairros da Zona Norte:

— Há um público, principalmente mais jovem, muito interessado.

Os pequenos empreendimentos, porém, não são suficientes para alavancar a venda dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), modelo em que se baseia a operação do Porto Maravilha. Nos últimos anos, com a retração econômica, os Cepacs não atraíram investidores. Guerrante, no entanto, espera que ao menos dois edifícios, com o uso dos certificados, sejam lançados até o fim do ano.

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