LUANA ARAÚJO ¿ Ex-Bolsonazóide ?

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Luana Araújo: uso da CLOROQUINA é NEOCURANDEIRISMO” e afirmou que o Brasil está na VANGUARDA da ESTUPIDEZ mundial" ______ NÃO vou recomendar que as pessoas entrem no FORNO de MICRO-ONDAS 2 VEZES por DIA” Defender TRATAMENTO PRECOCE 'é como escolher de qual BORDA da TERRA PLANA vamos PULAR' 

Médica Luana Araújo desnuda os erros do governo, fazendo um depoimento estritamente técnico

Como Copa América ATENDE a INTERESSES de BOLSONARO 

Defender tratamento precoce 'é como escolher de qual BORDA da TERRA PLANA vamos PULAR, diz LUANA ARAÚJO 

LIRA "abafa" oposição e EMPLACA agenda de Bolsonaro e Guedes na Câmara

Hospital das Clínicas de SP identifica caso de 'FUNGO_NEGRO" em paciente com Covid-19 e alerta Ministério da Saúde * Doença de ALTA_LETALIDADE que NECROSA a FACE já fez NOVE_MIL vítimas em infectados pelo coronavírus na Índia

Em novo ataque à imprensa, Bolsonaro insulta apresentadora DANIELA_LIMA da CNN Brasil

Bolsonaro diz que NISE YAMAGUCHI foi VÍTIMA de tribunal de EXCEÇÃO e internautas ironizam: "falou o FÃ do USTRA"

Panelaços tomam conta do país durante pronunciamento de Bolsonaro 

Luana Araújo

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Lira "abafa" oposição e emplaca agenda de Bolsonaro e Guedes na Câmara

Os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto - Ueslei Marcelino/Reuters
Os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

02/06/2021 04h00

Com mudanças no regimento interno e colocando a habilidade de articulação à prova, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), tem conseguido "abafar" a oposição e emplacar a agenda do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Líder informal do centrão, Lira foi eleito ao posto pela maioria dos colegas com o apoio do Palácio do Planalto em 1º de fevereiro deste ano, num aceno de que o grupo iria reforçar a base do governo no Congresso.

Deputados pressionam Lira para debater em plenário riscos de apagão

Embora nenhuma relação seja apenas de bonanças, a avaliação de deputados federais ouvidos pela reportagem é a de que, desde então, Lira realmente tem conseguido retribuir o suporte recebido do Planalto conciliando as matérias de interesse do governo com as do centrão.

Lira conseguiu aprovar na Câmara, com ampla vantagem, por exemplo, a autonomia do Banco Central, as novas regras para o licenciamento ambiental e a Medida Provisória que autoriza a privatização da Eletrobras.

Reformas

As reformas administrativa e tributária também foram, de certa forma, revividas com a ajuda de Lira após meses em banho-maria. Embora as propostas das reformas ainda sofram com série de conflitos entre os atores envolvidos e devam ser desidratadas em relação à vontade de Paulo Guedes, o governo ainda enxerga alguma luz no fim do túnel para a aprovação delas até o fim do ano.

O Planalto sabe que, no ano que vem, medidas impopulares, como a reforma administrativa, não terão espaço na retórica e na prática da gestão de Bolsonaro para que ele possa tentar se reeleger.

Perante a reforma tributária, sob a justificativa de esgotamento de prazo, Lira desfez comissão especial criada para PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o tema de autoria de seu principal adversário na disputa à presidência da Câmara, Baleia Rossi (MDB-SP), e que conta com o apoio de seu antecessor no cargo, Rodrigo Maia (RJ) — que vivia às turras com Bolsonaro e Guedes.

Lira também acabou não levando em consideração o parecer do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da comissão mista criada para debater o assunto, e passou a defender que as mudanças sejam promovidas de forma fatiada.

A iniciativa pode fazer com que a reforma enfrente menos percalços do que se fosse votada num bloco maior. O importante para o governo agora é mandar sinalizações ao mercado financeiro num momento em que o presidente Bolsonaro se vê diante de desgastes com as investigações da CPI da Covid, no Senado, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhando corpo em pesquisas de intenção de voto.

A expectativa dos deputados agora é que Arthur Lira paute o projeto de mineração em terras indígenas, dentre os grandes interesses do governo no Congresso.

À reportagem, líderes da oposição alegam que Lira está "tentando mostrar lealdade" a Bolsonaro após o apoio na eleição à Presidência da Câmara, e que ele consegue ter o centrão sob o controle do governo devido ao pagamento de emendas, inclusive com um suposto "orçamento secreto".

Lira e líderes governistas, por sua vez, costumam creditar o resultado das votações a discussões nos bastidores em busca do consenso.

Nas redes sociais, o presidente da Câmara já argumentou que o "aumento do percentual de engajamento de várias bancadas em torno dos temas aprovados na atual legislatura comprova não o alinhamento a governos ou a comandos partidários".

Mudança em regimento e oposição "abafada"

Um outro ponto que vem incomodando particularmente a oposição é a mudança de parte do regimento interno da Câmara por meio de projeto aprovado em meados de maio. O descontentamento é tanto que as novas regras foram apelidadas de "RegiLira" por seus detratores.

Líderes opositores ao governo afirmam que Lira "abafou" o grupo ao alterar a duração máxima de alguns tipos de sessões. Enquanto sessões de debates ficaram com limite de tempo mais restrito, as deliberativas foram prolongadas.

Na prática, essa prorrogação das sessões em que há votações restringe a quantidade de vezes que instrumentos de obstrução usados pela oposição e partidos de bancadas menores podem ser apresentados, alegam.

A oposição reclama também que agora há menos tempo de fala de líderes e menos possibilidades para pedidos de retiradas de projetos de pauta, por exemplo. Houve mudanças ainda referentes ao funcionamento de emendas, de destaques e de requerimentos de adiamento da discussão.

Governistas defendem que as mudanças dão celeridade às votações e modernizam o andamento das sessões da Câmara.

Para líderes, essas mudanças foram fatais para o menor poder de articulação da oposição na análise da MP da Eletrobras.

Um vice-líder da Minoria da Câmara afirma que "a gente não aparece mais no visor".

O líder da Oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirma que a presidência de Lira tem sido dura com o grupo. Ele acrescenta que as mudanças promovidas no regimento interno da Casa "suprimiram das minorias parlamentares o direito de apresentar requerimentos que garantiam uma melhor discussão das matérias".

Ao promover tais mudanças, perde-se profundidade nos debates, e, portanto, qualidade das decisões tomadas no Parlamento, afetando negativamente a vida dos brasileiros. Foi ruim para o Poder Legislativo e para a nossa democracia"Alessandro Molon, líder da Oposição na Câmara

O líder do PT na Câmara, Bohn Gass (RS), considera ainda que a não instalação de comissões mistas para a análise de Medidas Provisórias priva a sociedade de debates ao dificultar a realização de audiências públicas que apontem pensamentos contraditórios ao que defende o governo.

As MPs tiveram o prazo de votação enxugado e estão sendo analisadas diretamente nos plenários do Senado e da Câmara durante a pandemia da covid-19.

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Opinião: Perrone - Como Copa América atende a interesses de Bolsonaro

01.jun.21 - Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala a apoiadores na frente do Palácio do Alvorada - Reprodução/Foco do Brasil
01.jun.21 - Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fala a apoiadores na frente do Palácio do Alvorada Imagem: Reprodução/Foco do Brasil
Perrone

02/06/2021 04h00

Em março de 2020, depois de a CBF suspender as competições sob sua responsabilidade no país, Jair Bolsonaro classificou durante entrevista a paralisação do futebol em território nacional como histeria.

O episódio ajuda a entender como a realização da Copa América em estádios brasileiros atende aos interesses do presidente.

A relação entre suspensão de partidas e histeria deixa claro que para Bolsonaro o futebol pode contribuir para uma sensação de falsa normalidade em meio à dura crise sanitária.

Esse papel a competição entre seleções pode ter agora. Tenho a sensação de que a qualquer momento Bolsonaro vai disparar: "se o Brasil estivesse lidando tão mal com a pandemia como dizem, não conseguiria realizar uma competição que Argentina e Colômbia não conseguiram tocar". Como se fosse possível disfarçar a tragédia sanitária que vivemos.

Os especialistas temem o risco de uma piora ainda maior na pandemia de covid-19 no inverno brasileiro. Quando a estação mais fria do ano começar, a Copa América já estará em andamento, pronta para ocupar um espaço no noticiário maior do que teria se o torneio acontecesse longe daqui.

O presidente sempre disse entender que a imprensa brasileira fala demais sobre a pandemia e que isso é tóxico para a população. Nada melhor do que o futebol para fisgar a atenção do povo.

Mesmo antes de o torneio começar, sua capacidade de atrair os holofotes já pôde ser sentida. A Copa América virou assunto até na CPI da Covid.

Por alguns instantes, em vez de ouvirmos sobre Cloroquina, demora para compra de vacinas, imunidade de rebanho e ministério paralelo ouvimos a respeito de Copa América, ainda que seja de forma negativa.

Tentativas jurídicas de impedir a competição devem fazer o torneio concorrer mais ainda com as notícias que irritam o presidente.

Se você não notou, repare. Bolsonaro agora tem falado sobre a Copa América. Nesta terça (1º), durante discurso, ele chegou até a dar parabéns para o Ministério da Saúde, a outros ministros envolvidos e para a CBF por assegurarem a realização da Copa América no Brasil.

Bingo! O torneio rejeitado pela Argentina serve também para Bolsonaro criar uma agenda positiva para seu governo. Ainda que esse positivismo só seja enxergado por quem tem a mesma miopia que ele. Uma visão que não enxerga o risco de juntar gente que vive em diferentes partes do mundo para jogar bola num país destroçado pela pandemia. Não vê o desrespeito com parentes dos mais de 465.310 mortos e com médicos exaustos por combater o novo coronavírus e os efeitos do negacionismo presidencial.

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Mônica Bergamo: Hospital das Clínicas de SP identifica caso de 'fungo negro' em paciente com Covid-19 e alerta Ministério da Saúde

Doença de alta letalidade que necrosa a face já fez 9 mil vítimas em infectados pelo coronavírus na Índia

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP está investigando um caso de mucormicose —a temida doença conhecida como “fungo negro”— em um paciente com Covid-19.

ALERTA 

O surgimento do “fungo negro” associado à Covid-19 na Índia acendeu o sinal de alerta no mundo. Mais de 9 mil doentes infectados pelo novo coronavírus tiveram a doença. No Brasil, outros dois casos são investigados, em Santa Catarina e em Manaus. O Ministério da Saúde já está acompanhando o estudo em SP.

ALERTA 2 

A doença, no Brasil, é extremamente rara —mas fulminante e fatal. Ela necrosa os tecidos da face, atingindo nariz, olhos e podendo invadir o cérebro. “O fungo se multiplica e invade os vasos sanguíneos”, afirma o médico Marcello Mihailenko Chaves, da clínica de moléstias infecciosas e parasitárias do HC. A região escurece —daí a doença ser chamada popularmente de ‘fungo negro’.

ALERTA 3 

Para evitar o óbito, os médicos têm que realizar complexas cirurgias que muitas vezes implicam na retirada dos olhos e até mesmo de um pedaço do cérebro. A pessoa fica mutilada. Cerca de 50% não resistem e morrem.

PERFIL 

O paciente brasileiro agora em estudo no HC é jovem (tem menos de 40 anos), teve um quadro moderado de Covid-19 e não apresenta as comorbidades associadas ao “fungo negro”.

PERFIL 2 

A diabete é uma das condições associadas à doença. Ela aumenta a glicose e favorece a proliferação do fungo. Pacientes com transplante de medula óssea e com doenças onco-hematológicas também estariam predispostos.

PERFIL 3 

No caso de doentes com quadros graves de Covid-19, a hipótese é de que vários fatores podem contribuir para a proliferação do fungo, segundo Mihailenko Chaves. O uso de corticoides, por exemplo, aumenta a glicose. A contração dos vasos sanguíneos (vasoconstrição) pode levar à acidose (quando o sangue fica mais ácido). E a Covid-19 pode gerar uma inflamação exuberante. As três condições, combinadas, facilitariam o surgimento da mucormicose.

CASO RARO 

O médico reforça que a doença no Brasil é rara mesmo em pacientes que poderiam estar predispostos a ela, como os diabéticos. Por isso, as pessoas não devem se assustar. “Atendemos de dois a três casos de mucormicose por ano no Hospital das Clínicas”, diz. A instituição chega a tratar de 70 mil pessoas internadas por ano, para tratar dos mais diversos tipos de enfermidades.

RARO 2 

O fungo negro, além disso, não é transmissível e “não deve se transformar em um problema de saúde pública no Brasil”, afirma Mihailenko Chaves. O país não apresentaria as mesmas condições da Índia, onde a diabetes atinge um número explosivo de pacientes. As nossas condições sanitárias são melhores e o clima é diferente.

RARO 3 

Ele afirma, no entanto, que os médicos devem ficar alertas para qualquer tipo de situação que possa facilitar o surgimento de uma doença tão dramática.

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Em novo ataque à imprensa, Bolsonaro insulta apresentadora da CNN Brasil

Presidente chamou Daniela Lima de 'quadrúpede' a partir de fala distorcida da jornalista, que já havia sido alvo de bolsonaristas

Brasília

O presidente Jair Bolsonaro voltou nesta terça-feira (1º) a atacar uma jornalista. Desta vez, o alvo foi a apresentadora da CNN Brasil Daniela Lima, chamada pelo mandatário de "quadrúpede".

Ao retornar ao Palácio da Alvorada no fim da tarde, Bolsonaro parou para conversar com apoiadores. Uma mulher citou uma fala da apresentadora que foi distorcida por bolsonaristas.

Na edição do dia 26 de maio do CNN360º, jornal que apresenta, Daniela disse "não saia daí porque agora, infelizmente, a gente vai falar de notícia boa, mas com valores não tão expressivos".

Naquele dia, mais cedo, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgou que o mercado de trabalho formal havia registrado saldo positivo em abril, com criação de 120.935 empregos com carteira assinada. Apesar do dado positivo, o número foi o menor de 2021.

Apoiadores do presidente compartilharam nas redes sociais apenas o trecho do vídeo em que a jornalista, que já foi repórter da Folha e editora da coluna Painel, diz que "infelizmente, a gente vai falar de notícia boa", sem a conclusão do raciocínio.

Ataques de Bolsonaro a jornalistas

Nesta terça, aproveitando a menção feita pela apoiadora, Bolsonaro atacou a jornalista, sem citar o nome dela. "'Infelizmente, somos obrigados a dar uma boa notícia, mas não é tão boa assim não'. É uma quadrúpede", disse o presidente rindo.

Logo em seguida, Bolsonaro emenda sugerindo que Daniela, no passado, votou em "outra do mesmo gênero", também sem explicitar a quem se referia. "Afinal de contas, acho que não precisa dizer de quem ela foi eleitora no passado. De outra do mesmo gênero", afirmou.

Em nota, a CNN Brasil informou que repudia qualquer tipo de ofensa ou ataque pessoal a jornalistas e profissionais da mídia.

"Apesar de não citar nomes, o presidente da República, Jair Bolsonaro, usou uma palavra muito ofensiva para criticar a âncora da CNN Daniela Lima durante conversa com seus apoiadores na tarde desta terça-feira", diz a manifestação da emissora.

"A empresa repudia com veemência as ofensas e insinuações do presidente. A liberdade de imprensa é um pilar fundamental em qualquer democracia e precisa ser protegida por toda a sociedade", segue o comunicado.

A nota encerra reafirmando o compromisso do canal de notícias e de seus profissionais com "a imparcialidade, a isenção e os mais altos padrões do jornalismo".

Na mesma interação, gravada e transmitida por apoiadores, Bolsonaro também criticou a TV Globo, atribuindo as críticas feitas à aceitação do governo em sediar a Copa América em plena pandemia de Covid-19 ao fato de a emissora não ser a detentora dos direitos de transmissão do campeonato.

"Primeiro uma grita da TV Globo. Presta atenção. TV Globo. Sabe por quê? Porque a transmissão não é deles. Simplesmente", afirmou.

Pouco antes, ao deixar o Ministério da Saúde, Bolsonaro encerrou abruptamente uma entrevista ao ser questionado sobre o fato de ter nomeado o general Eduardo Pazuello, ex-titular da pasta, para um cargo na Secretaria de Assuntos Estratégicos, vinculada à Presidência da República.

Pazuello será secretário de Estudos Estratégicos no órgão, segundo edição extra do Diário Oficial da União.

O atual presidente da República tem um histórico de ataques à imprensa, na maioria a jornalistas mulheres.

Em 26 de abril, ele ofendeu uma repórter durante ato de inauguração da duplicação de trecho da BR-101 na cidade de Conceição do Jacuípe (BA).

A repórter Driele Veiga, da TV Aratu, afiliada local do SBT, questionou o presidente sobre as críticas de que foi alvo após ter posado para uma foto em Manaus com o apresentador Sikêra Júnior, da RedeTV!, e uma placa onde estava escrito “CPF cancelado”, que faz referência a pessoas que foram mortas.

“Não tem o que perguntar, não? Deixa de ser idiota”, disse o presidente ao responder ao questionamento. A repórter estava ao vivo no programa jornalístico local Que Venha o Povo.

Em março, Bolsonaro foi condenado a indenizar a jornalista Patrícia Campos Mello, repórter da Folha, em R$ 20 mil por danos morais.

A decisão é da juíza Inah de Lemos e Silva Machado, da 19ª Vara Civil de São Paulo. Ela determinou ainda que o presidente pague as custas processuais e honorários advocatícios no valor de 10% da condenação. Cabe recurso.

A magistrada considerou que Bolsonaro violou "a honra da autora, causando-lhe dano moral, devendo, portanto, ser responsabilizado". Ainda segundo a juíza, "a utilização no sentido dúbio da palavra 'furo' em relação à autora repercutiu tanto na mídia como também nas redes sociais, expondo a autora".

A repórter acionou a Justiça após sofrer um ataque, com cunho sexual, em 18 de fevereiro de 2020.
"Ela [repórter] queria um furo. Ela queria dar o furo [risos dele e dos demais]", disse o presidente, em entrevista diante de um grupo de simpatizantes em frente ao Palácio da Alvorada. Após uma pausa durante os risos, Bolsonaro concluiu: "A qualquer preço contra mim".

A palavra “furo” é um jargão jornalístico para se referir a uma informação exclusiva.

  • Relembre série de ataques de Bolsonaro à Folha desde a campanha eleitoral de 2018

Em agosto do ano passado, ele afirmou ter vontade de agredir um repórter do jornal O Globo após ser questionado sobre os depósitos feitos pelo ex-policial militar Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Após a insistência do repórter sobre os pagamentos à primeira-dama, Bolsonaro, sem olhar diretamente para o repórter, afirmou: "A vontade é encher tua boca com uma porrada, tá?”.

Meses antes, em maio, ao ser questionado por repórteres sobre mudanças na Polícia Federal, Bolsonaro mandou os profissionais de imprensa calarem a boca e atacou a Folha, chamando o jornal de "canalha", "patife" e "mentiroso".

Em dezembro de 2019, o presidente disse a um repórter que ele tinha uma "cara de homossexual terrível" e mandou jornalistas ficarem quietos.

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Defender tratamento precoce 'é como escolher de qual borda da terra plana vamos pular', diz Luana Araújo

Luana Araújo

247 - A médica infectologista Luana Araújo afirmou à CPI da Covid que a defesa do tratamento precoce coloca “o Brasil na vanguarda da estupidez mundial”. “Estamos escolhendo de que borda da terra plana vamos pular”, completou. 

"Todos nós somos a favor de uma terapia precoce que exista. Mas se ela não existe, não pode ser tornada saúde pública. Essa é uma decisão delirante e contraproducente”, ressaltou. 

A médica também afirmou que não discutiu a implementação do tratamento precoce contra a Covid-19 com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Marcelo Queiroga é um homem da ciência”, disse. "Nunca existiu esse assunto entre nós”, emendou. 

Ainda segundo ela, a discussão sobre o assunto vai de encontro à posição adotada pelos principais organismos mundiais de saúde. “Estamos aqui discutindo algo que é ponto pacificado em todo o mundo”, ressaltou Luana.

Quem é Luana Araújo

Luana Araújo já apontou diversas vezes os problemas no combate à pandemia da Covid no Brasil e que a  hidroxicloroquina não funciona contra a doença. Em sua conta no Twitter, a infectologista já se referiu ao uso da substância como “neocurandeirismo” e afirmou que o “Brasil está na vanguarda da estupidez mundial“.

Em entrevista publicada em fevereiro de 2021, no site da Universidade Johns Hopkins, Luana afirmou que já chegou a ser ameaçada de morte ao alertar sobre o fato de o medicamento amplamente sugerido pelo presidente não ter eficácia científica comprovada.

Luana Araújo se formou em medicina pela UFRJ, em 2006. No ano seguinte, iniciou sua residência médica em infectologia.

Ela passou a atuar como médica infectologista no Instituto Nacional Evandro Chagas, da Fiocruz, em 2009. Em 2020 prestou consultoria em saúde para o Banco Mundial.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou no dia 12 de maio a nomeação de Luana Araújo para a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid. 

A infectologista trabalhou na função por 10 dias, até 22 de maio. Ela pediu exoneração do cargo.

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Bolsonaro diz que Nise Yamaguchi foi vítima de tribunal de exceção e internautas ironizam: "falou o fã do Ustra"

247 - Ao reclamar do tratamento de membros da CPI com a médica defensora da cloroquina  Nise Yamaguchi em suas redes sociais, internautas relembram que Jair Bolsonaro é fã assumido do falecido coordenador do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI CODI) Carlos Brilhante Ustra, um dos maiores torturadores da ditadura militar, reconhecido pelo tom  sádico e violento.

Em 2016, ao declarar o seu voto no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o então deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) fez uma homenagem à memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra chamando-o de “o pavor de Dilma Rousseff”, por ter comandado as sessões de tortura contra a ex-presidenta, que foi presa durante a ditadura militar.

Ustra morreu em 2015, aos 83 anos, sem pagar criminalmente por suas ações.

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Luana Araújo decepciona senador bolsonarista Marcos_Rogério: "não existe tratamento precoce"

Luana Araújo e Marcos Rogério

 247 - Na CPI da Covid, a médica infectologista Luana Araújo rebateu o senador Marcos Rogério (DEM-RO), que a pressionou sobre o "tratamento precoce" contra a Covid-19.

O senador perguntou qual o impacto de CORTICOIDES na carga viral.

"NÃO é na carga viral, deixa eu explicar para todo mundo entender", respondeu a médica, que alertou para o risco da automedicação com corticoides. 

"Então qual seria o tratamento precoce?", insistiu Marcos Rogério. 

"NÃO existe, senhor", disse Luana.

"NÃO temos NENHUMA intervenção FARMACOLÓGICA que IMPEÇA a EVOLUÇÃO da doença", completou.

A médica ainda contestou os estudos utilizados pelos senadores que defendem a cloroquina: 

“Não é porque funcionou em um teste em laboratório que isso significa que é eficaz um remédio contra um vírus num estudo in vitro, assim como se colocar o vírus em um microondas”. 

NÃO É pelo fato de que o vírus pode morrer, caso seja colocado em um forno de MICROONDAS, que eu vá recomendar que as pessoas entrem no FORNO DUAS VEZES por DIA”.

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Quem é Luana Araújo?

Luana Araújo

247 - Anunciada em maio como chefe da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, a médica Luana Araújo não chegou nem a ser nomeada. 

Ela pediu para deixar o cargo 10 dias depois de ter começado. 

Um dos principais motivos da sua saída do ministério teria sido a discordância do uso de remédio sem eficácia comprovada para tratamento precoce da Covid- 19.

Luana Araújo já apontou diversas vezes os problemas no combate à pandemia da Covid no Brasil e que a  hidroxicloroquina não funciona contra a doença. 

Em sua conta no Twitter, a infectologista já se referiu ao uso da substância como NEOCURANDEIRISMO” e afirmou que o Brasil está na VANGUARDA da ESTUPIDEZ mundial.

Em entrevista publicada em fevereiro de 2021, no site da Universidade Johns Hopkins, Luana afirmou que já chegou a ser ameaçada de morte ao alertar sobre o fato de o medicamento amplamente sugerido pelo presidente não ter eficácia científica comprovada.

Carreira

Luana Araújo se formou em Medicina pela UFRJ em 2006. 

No ano seguinte, iniciou sua residência médica em infectologia e tem mestrado em Saúde Pública pela Universidade Johns Hopkins (EUA), uma das mais renomadas do mundo nesta área.

Ela passou a atuar como médica infectologista no Instituto Nacional Evandro Chagas, da Fiocruz, em 2009. 

Em 2020 prestou consultoria em saúde para o Banco Mundial.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou no dia 12 de maio a nomeação de Luana Araújo para a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid. 

A infectologista trabalhou na função por 10 dias, até 22 de maio. 

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Médica Luana Araújo desnuda os erros do governo, fazendo um depoimento estritamente técnico | Míriam Leitão - O Globo

Por Míriam Leitão

Médica infectologista Luana Araújo na CPI da Covid
Em depoimento à CPI, a médica Luana Araújo fala de forma segura e clara. Formada por uma das maiores universidades do mundo, a  Universidade Johns Hopkins, e educadora em saúde, ela dá uma aula sobre a pandemia.
Há muito a destacar, mas eu escolhi a explicação dela sobre a tese da imunidade de rebanho.

Luana explicou que todo vírus RNA, que é o caso do coronavírus, passa por mutações frequentes. Isso torna “impossível” a imunidade de rebanho pela contaminação. A estratégia também não é inteligente e custa caro, a vida. 

O governo defendeu e acreditou na imunidade. Assim como conselheiros do governo, como Osmar Terra, que é médico e foi secretário de Saúde. O  próprio presidente disse que o vírus é igual a chuva e iria molhar 70%. 
Isso explica todo o comportamento do presidente contra medidas de proteção e de exposição máxima ao vírus. O senador Otto Alencar definiu como criminosa. É que nessa equação, a variável de ajuste é a morte das pessoas. 
- Enquanto a gente está conversando, estão surgindo centenas de mutações. Algumas não vão fazer diferença, e outras vão aumentar o perigo -  disse ela, para explicar porque a vacina é eficiente para imunizar, e a exposição ao vírus, não.
Ela defendeu que o enfrentamento da pandemia deveria seguir uma lógica militar. Diante de um inimigo importante, deveria haver união e coordenação do combate. Mas isso não aconteceu no país. Ela alertou que neste momento o número de casos está caindo ligeiramente, mas a estabilização está num nível perigoso.
Outra parte importante do depoimento foi sobre o comportamento dos Conselhos de Medicina, sobre a prescrição da cloroquina. Luana concorda com a autonomia do médico, mas explicou que isso não lhe dá o direito de fazer experimentações com o paciente fora do conhecimento científico. As associações médicas que deixaram o médico livre para usar cloroquina estavam expondo a classe, expondo, inclusive, às pressões dos pacientes.
Corrigiu a expressão sempre usada de que a cloroquina não tem eficácia comprovada, afirmando que ela tem ineficácia comprovada.
Faltou desenhar para deixar claro que a defesa da máscara, distanciamento e higiene das mãos,  “não saiu do nada”. Vem do fato de que o vírus se propaga pelo ar, pelas gotículas que emitimos ao falar, e que podem cair em superfícies nas quais tocamos. Quando o senador Randolfe Rodrigues colocou um vídeo com uma série de falas do presidente contra essas medidas, ela deu uma resposta constrangida. “Como médica é muito ruim ver isso. Isso dói”.
Para dar uma ideia da “hecatombe” que está acontecendo no país com a pandenia, a doutora Luana começou seu discurso dizendo que, se fizéssemos um minuto de silêncio para cada um dos mortos, faríamos 320 dias de silêncio.
Ribamar Oliveira, repórter especial do Valor
Aliás, eu pensei quando a ouvi:  Um desses minutos seria dedicado ao meu amigo Ribamar Oliveira que morreu ontem. Ribamar era precioso para a categoria e para o país. Ele dedicou a vida a entender um assunto superárido, as contas públicas, mas que é fundamental entender para o melhor uso do dinheiro coletivo, a forma mais eficiente e transparente de usar os recursos públicos. O jornalista que mais entendia da questão fiscal brasileira é uma das 465 mil vítimas da Covid-19.
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Panelaços tomam conta do país durante pronunciamento de Bolsonaro (vídeos)

Durante pronunciamento de Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, 2, panelaços em protesto contra o governo federal foram registrados em diversos bairros em várias cidades do Brasil

(Foto: Fotos Publicas)

247 - Durante pronunciamento de Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, 2, panelaços em protesto contra o governo federal foram registrados em diversos bairros em várias cidades do Brasil.

Jair Bolsonaro voltou a espalhar fake news sobre as estatais brasileiras em governos anteriores nesta quarta, em pronunciamento. 

Bolsonaro afirmou que "as estatais, no passado, davam prejuízo de dezenas de bilhões de reais, devido a corrupção sistêmica e generalizada", e citou a Caixa Econômica Federal como exemplo: "bateu recorde de lucro, mesmo reduzindo juros".

Em maio, Bolsonaro já havia feito tal alegação, que é falsa. No primeiro ano do governo Lula, em 2003, a Caixa teve o maior lucro de sua história até então.

"Em 2004, o banco voltou a ter lucro: 1,4 bilhão de reais. Em 2005, o lucro da Caixa subiu 46% em relação ao ano anterior e foi de 2,07 bilhões. Em 2006, novo recorde: 2,38 bilhões de lucro. Em 2007, 2,5 bilhões de reais de lucro. No ano de 2008, lucro líquido de 3,9 bilhões de reais, 62,3% superior ao registrado no ano anterior. Em 2009, lucro de 3 bilhões de reais. Em 2010, último ano do governo Lula, o lucro da Caixa subiu 25% em relação a 2009 e fechou o ano em 3,8 bilhões", relatou o site Socialista Morena à época.

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