POR QUE pessoas com DUAS DOSES da vacina da Covid-19 AINDA podem contrair a DOENÇA?

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Por que pessoas com duas doses da vacina da Covid-19 ainda podem contrair a doença?

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Por que pessoas com duas doses da vacina da Covid-19 ainda podem contrair a doença?

Especialistas alertam que não há vacina 100% eficaz e que imunizantes protegem contra formas graves da doença
Cleide Carvalho e Jan Niklas
14/06/2021 - 04:30 / Atualizado em 14/06/2021 - 06:44
Especialistas afirmam que uso de máscara e distanciamento deve continuar mesmo pra quem recebeu duas doses da vacina Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
Especialistas afirmam que uso de máscara e distanciamento deve continuar mesmo pra quem recebeu duas doses da vacina Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

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RIO E SÃO PAULO — Estudante do 5º ano de veterinária na cidade de Matão (SP), Giovanni Reggi Bortolani, de 22 anos, tomou a segunda dose da vacina CoronaVac no dia 4 de março. Um mês depois, após um jantar em família em que todos presentes acabariam contraindo a Covid-19 , ele também saiu infectado. Casos como esse — de pessoas que contraíram a doença mesmo após as duas doses da vacina — vêm causando dúvidas acerca da efetividade dos imunizantes contra o novo coronavírus.

Vacina

Médicos e especialistas alertam que é sim possível contrair e transmitir a doença, mesmo após 14 dias da aplicação da segunda dose, quando se completa o ciclo de imunização. Isso ocorre porque as vacinas atualmente disponíveis protegem principalmente contra o desenvolvimento de formas graves da doença, como explica Rosana Richtmann, infectologista do Hospital Emílio Ribas e do comitê de imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

— Quando falamos da importância da vacinação não é que a pessoa vai estar totalmente livre de pegar a doença. Mas a chance dela ser internada, intubada e ter complicações cai expressivamente e assim combatemos a pandemia — aponta Richtmann.

'Fui praticamente assintomático. Creio que a vacina ajudou bastante', disse Giovanni Bortolani, que se contaminou mesmo após duas doses da CoronaVac Foto: Divulgação / Infoglobo
'Fui praticamente assintomático. Creio que a vacina ajudou bastante', disse Giovanni Bortolani, que se contaminou mesmo após duas doses da CoronaVac Foto: Divulgação / Infoglobo

A especialista ressalta que nenhuma vacina é 100% eficaz. Ela explica que, apesar das diferenças de eficácia das vacinas, todas disponíveis para vacinação atualmente possuem uma proteção para prevenção de casos moderados e graves entre 75-80% com as duas doses.

Um estudo sobre a CoronaVac, por exemplo, feito pelo Ministério da Saúde do Chile, apontou que ela é 67% efetiva na prevenção da infecção sintomática pela doença; 85% para prevenir internações e de 80% na prevenção de mortes pela Covid-19. Já duas doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 podem ter cerca de 85% a 90% de efetividade contra o desenvolvimento da doença, segundo a Public Health England (PHE).

Além do tipo do imunizante, especialistas explicam que o principal fator que irá determinar o nível de proteção é o próprio organismo do paciente — ou seja, varia de pessoa para pessoa. Segundo a infectologista da Unicamp e consultora da SBI Raquel Stucchi, basicamente, há três grupos de reações às vacinas: quem desenvolve uma boa formação da imunidade celular e não adoece; aqueles que criam resposta parcial e podem ter casos leves;  e uma minoria que desenvolve poucas células de defesa e pode ter casos moderados e graves.

— Os pacientes que não desenvolvem imunidade a partir da vacina são na maioria idosos (devido ao processo de envelhecimento natural do sistema imunológico), imunodeprimidos e pessoas com comorbidades como obesidade e diabetes — diz Stucchi.

Faz parte desse grupo, por exemplo, a funcionária do setor de saúde de Franca, no interior de São Paulo, Cacilda Vendramini Ferreira, de 68 anos, que é diabética e hipertensa. Ela havia tomado a segunda dose em 2 de março e começou a se sentir mal em 10 de abril.  Ficou oito dias internada, cinco deles na UTI, mas não precisou ser intubada.

— Se eu não tivesse tomado a vacina poderia ter sido muito pior — afirma Ferreira.

Outra funcionária do setor de Saúde da cidade, Laudicéia Satler Duarte, 53 anos, tomou a segunda dose no dia 3 de março. No fim de maio seu marido contraiu a doença e ela também se infectou, apresentando sintomas como dor de garganta, sinusite e fraqueza leve.

— Eu achava que não pegaria. Mas acredito que a vacina ajudou a não ter sintomas mais graves — conta.

O imunologista Daniel Mansur, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) explica que quando tomamos a vacina treinamos nossas células para combater o vírus. Porém, em parte dos casos, as células de defesa treinadas contra o vírus acabam não sendo suficientes para combater o antígeno.

— O vírus não é uma entidade estática. Ele se multiplica, tem seus próprios mecanismos de defesa e vai usar de tudo para continuar se replicando. É uma “corrida armamentista”, e onde tiver menos resistência pode surgir a doença — define Mansur.

Por conta dessa capacidade do vírus de infectar mesmo após a vacinação, a infectologista Raquel Stucchi ressalta que a imunização é também importante para proteger outras pessoas e o próprio sistema de saúde.

— A gente insiste que a vacinação não é um ato individual, mas coletivo. Com muita gente vacinada diminui as internações e tende a diminuir a circulação do vírus. Assim a chance dessas pessoas cujo sistema imunológico não respondeu à vacina adoecerem diminui muito — analisa Stucchi.

Os especialistas alertam ainda para a importância de tomar as duas doses e completar o ciclo de imunização. Atualmente, apenas 11,11% da população brasileira recebeu as duas doses da vacina. Além disso, destaca Rosana Richtmann, se a pessoa se expõe muito a locais aglomerados, a chance dela se infectar mesmo imunizada também será maior.

— No hospital vejo muitas pessoas que, após 4 ou 5 dias da primeira dose já relaxam e acabam se contaminando e desenvolvendo a doença. Por isso é importante completar a imunização com a segunda dose e seguir usando máscara para proteger a si mesmo e aos outros — recomenda a infectologista.

Governo recusou oferta da Pfizer, apesar da promessa de devolução de pagamento caso houvesse falha na entrega

247 - Documentos entregues à CPI da Covid revelam que, em agosto de 2020, a Pfizer se comprometeu a reembolsar o Brasil por qualquer pagamento antecipado caso não conseguisse enviar 30 milhões de doses de vacinas contratadas

A informação consta em uma correspondência enviada pela embaixada do Brasil nos Estados Unidos, sede da farmacêutica, ao Ministério das Relações Exteriores, à época comandado pelo bolsonarista Ernesto Araújo.

No documento, os diplomatas brasileiros confirmam que a Pfizer "se comprometeria a devolver ao governo brasileiro todo e qualquer pagamento antecipado, na hipótese em que a empresa não consiga honrar a obrigação de entregar a quantidade acordada da vacina".

A correspondência foi enviada em agosto de 2020, mesmo assim, o governo Bolsonaro não fechou logo o acordo com a Pfizer, o que só se concretizou sete meses depois, atrasando a imunização da população brasileira . 

O governo Bolsonaro também se negou a adquirir as vacinas do Covax Governo. O governo brasileiro recebeu uma proposta por parte da aliança mundial de vacinas, a GAVI, que administra o consórcio Covax Facility, para aderir ao plano de imunização global com acesso a 86 milhões de doses. Mas, depois de longas negociações, o Brasil optou por comprar apenas 43 milhões, suficiente para imunizar só 10% da população — o mínimo que o país poderia estabelecer na parceria com a entidade.

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Bolsonaristas divulgam fake news sobre número de participantes da motociata e são desmascarados

247 - A informação divulgada pelos bolsonaristas de que a motociata promovida por Jair Bolsonaro no último sábado (12) foi a maior do mundo e entrou para o Guinness Book é mentirosa.

Não há qualquer menção ao evento no site e nos perfis oficiais do Guiness, e o governo paulista calcula que o ato contou com a presença de cerca de 12 mil motos.

A informação sobre o suposto recorde passou a circular nas redes através de postagens de bolsonaristas, como a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). Na manhã de sábado (12), durante a concentração para o ato, ela publicou um vídeo em seu canal no Youtube em que afirma que o ato seria “a maior motociata da história” e que o Guinness Book “estaria de olho” no evento. 

A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) também compartilhou um post no Twitter afirmando que uma “pesquisa confiável”, realizada pelo Guinnes Book, havia determinado a participação de 1.324.523 motocicletas durante o evento, informa a Folha de S.Paulo.

Não há registro da motociata no site do Guinness World Records. 

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Santos Cruz pede investigação sobre conversa imprópria de Wajngarten com Allan dos Santos

247 – O general Carlos Alberto dos Santos Cruz defendeu a investigação dos diálogos impróprios do ex-secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, em que ele discutiu com o blogueiro Allan dos Santos, integrante do gabinete do ódio bolsonarista, formas de favorecer a "mídia amiga", no rateio de verbas publicitárias. "Isso aí aconteceu nas sombras, fora do ambiente de trabalho, até porque o próprio Allan dos Santos nunca foi funcionário público, nunca trabalhou na Secom, nunca trabalhou na Segov, nunca trabalhou no governo. Assuntos de serviço desse tipo nem poderiam ser tratados com uma pessoa que nem é do ambiente de trabalho. Então, é uma conversa absolutamente esdrúxula", disse o general, segundo reporta a jornalista Melissa Duarte, no Globo.

"Se tem alguma irregularidade, tem que dar continuidade à atividade policial de investigação, para definir responsabilidades. Eu não vou entrar em consideração porque isso aí tem que ser avaliado pela polícia. (...) É uma conversa completamente desqualificada, porque ele está tratando nas sombras de um assunto com uma pessoa que não faz parte da administração pública. Tudo isso aí, todo esse conjunto de coisas, tem que ser tratado no âmbito legal", declarou o militar.

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Médicos chineses alertam para piora de infectados com variante Delta

247 - A variante Delta da Covid-19 está se espalhando na China e provocando uma nova onda de sintomas ainda mais devastadores. 

De acordo com médicos chineses, foram detectados sintomas diferentes e mais perigosos do que aqueles que viram quando a versão inicial do vírus começou a se espalhar no final de 2019 na cidade central de Wuhan. Cerca de 12% dos pacientes ficam gravemente ou criticamente doentes dentro de três a quatro dias do início dos sintomas.

 Segundo reportagem publicada no jornal o Estado de S.Paulo, a propagação da Delta no sudeste da China concentra a atenção na eficácia das vacinas chinesas.

As autoridades não indicaram quantas das infecções com a variante ocorreram em pessoas que já foram vacinadas. Médicos no Reino Unido e no Brasil relataram tendências semelhantes com as variantes que circularam nesses países, mas a gravidade dessas variantes ainda não foi confirmada.

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Os 15 minutos dos imbecis | Opinião - O Globo

Quase 50 anos separam as declarações de que as redes sociais dariam voz a uma legião de imbecis e que chegaria o dia em que todos teriam seus 15 minutos de fama.

Teria Andy Warhol vislumbrado a internet e a cultura dos conspiracionistas? Ou pensava apenas nas subcelebridades instantâneas e deu a deixa para Umberto Eco ampliar o escopo da profecia, de modo a incluir a infâmia?

A palavra “imbecil”, em sua origem, designava “o que não se aguenta de pé”. Por extensão, foi aplicada aos tolos, àqueles cujas ideias não se sustentam. Isso antes de o insustentável ganhar fama e um megafone virtual para apregoar suas elucubrações.

A verdade pode ser enunciada de forma límpida. A mentira, para convencer, precisa ser cheia de cantinhos. Daí as teorias da conspiração serem tão elaboradas: quanto mais estapafúrdias, mais poderosas. Elas consistem num sistema dotado de razoável coerência, em que se estabelece um encadeamento lógico entre (falsas) causas e (discutíveis) consequências — ou vice-versa. E são tão caras aos imbecis por lhes dar a ilusão de deter conhecimento — diferentemente do pensamento mágico, que não exige muita coordenação motora dos neurônios. O até então in bacillum (literalmente, “sem cajado”) se sente apoiado por um arremedo de razão.

Sapiens — ensinou Yuval Harari — é capaz de se unir em tribos graças à ficção partilhada. A conspiração tem o mesmo propósito: congregar os imbecis em torno de coisas “que só eles sacaram”: a Nova Ordem Mundial, a Big Pharma, os reptilianos, a existência de fascistas no armário e de comunistas embaixo da cama.

Algumas conspirações são inócuas (o terraplanismo, os teóricos dos antigos astronautas), mas é por causa dos “antivax” que sarampo e poliomielite — quase erradicados — estão voltando. E que a Covid-19 faz mais vítimas do que seria de esperar numa época em que se sabe tanto de virologia e infectologia. Negar a doença continua sendo o mecanismo de defesa preferido por quem não consegue lidar com a angústia que ela provoca.

Há hoje excesso de informação e escassez de compreensão. Sabemos que o cientista tem crenças e expectativas — por isso, experimentos precisam ser replicáveis e estudos passam por revisão. Há um método, que valida — ou não — o que a ciência produz. O imbecil tem ligação emocional com a conclusão. Tudo é arquitetado para confirmar sua hipótese. O que não convém é adulterado ou descartado.

Quem cria notícia falsa ou teoria conspiratória desconstrói os fatos e os rearranja numa narrativa que lhe seja favorável. Quem compartilha — sem verificar as fontes — tem consciência, intimamente, dessa falsidade. Acredita na mentira que é de seu interesse. Desmascarado, cria nova conspiração contra os mecanismos de checagem de conteúdo.

A internet, segundo Eco, “promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade” — do seu simulacro de verdade, agora com audiência amplificada. Resta saber quanto tempo ainda vão durar — e a que custo — esses 15 minutos de fama. 

Eduardo Affonso - assinatura

Por Eduardo Affonso

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Frente imaginada por Lula no Rio esbarra na rivalidade Paes e Freixo | Analítico - O Globo

O prefeito Eduardo Paes e o deputado federal Marcelo Freixo

Thiago Prado

Dias depois da manifestação de 29 de maio contra o presidente Jair Bolsonaro, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), brincou por telefone com o vereador Chico Alencar (PSOL). O ato, disse Paes, estava com bandeiras vermelhas demais enquanto a cor amarela, presente na logo do partido do parlamentar, poderia ter sido mais usada para atenuar o perfil de esquerda do movimento. É justamente esse o argumento utilizado por apoiadores do presidente para desqualificar quem foi para as ruas protestar contra o Planalto.

Embora o episódio exponha o bom diálogo de Paes com segmentos da esquerda fluminense, há uma distância gigantesca entre a boa convivência e a união do prefeito com o deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) para enfrentar o governador Cláudio Castro (PL) em 2022. Foi para conversar sobre essa hipótese de uma frente ampla que o ex-presidente Lula desembarcou no Rio e esteve com ambos entre quinta e sexta-feira.

O petista, contudo, deixou a cidade com ainda mais convicção de que será difícil colocar Paes e Freixo em um mesmo palanque no primeiro turno, ainda que publicamente os dois não descartem a possibilidade. O fato é que Paes não deseja apoiar Freixo — por isso lançou neste momento a pré-candidatura do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz.

Historicamente, ambos sempre estiveram em campos opostos. Em 2012, quando se enfrentaram pela prefeitura, trocaram acusações em debates na TV — o ex-psolista acusou Paes de fazer acordo com milicianos, e ouviu em resposta que era leviano e despreparado.

Os atritos arrefeceram ao longo dos anos, mas nada que alterasse o distanciamento. Mesmo com os movimentos de Freixo para apoiar Paes no segundo turno contra o ex-governador Wilson Witzel, em 2018, e contra o ex-prefeito Marcelo Crivella, em 2020, os dois jamais deixaram se fotografar juntos para oficializar qualquer tipo de parceria. Um chope em um bar chegou a ser cogitado por Paes após a eleição do ano passado, mas Freixo, na época ainda patrulhado por alas radicais do PSOL, recuou do encontro.

Agora, o maior nome da esquerda do Rio está em busca de repaginar sua imagem de político isolado. Está entrando no PSB, sendo orientado pelo ex-marqueteiro de Sérgio Cabral, Renato Pereira, e abrindo conversas com o economista André Lara Resende. Até com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, Freixo já esteve pedindo o apoio do novo partido de Paes.

O prefeito resiste. Na sexta-feira, um post publicado pelo pastor Silas Malafaia, apoiador de Paes e aliado do presidente Jair Bolsonaro, simboliza a dificuldade para o prefeito de caminhar tão explicitamente com a esquerda em 2022: “Alerta ao prefeito Eduardo Paes! Os governos Lula e Dilma são responsáveis pelo maior esquema de corrupção da história política do Brasil. Destruíram a economia, saquearam o país, produziram milhões de desempregados. Pense bem na escolha que vai fazer. Estamos atentos!”, escreveu o evangélico ao comentar a foto de Paes com Lula. 

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Allan dos Santos divulga falsa suspeita de vacina ter provocado desmaio de Eriksen e é criticado nas redes | Sonar - A Escuta das Redes - O Globo

Reprodução

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos ajudou a disseminar, neste domingo, a falsa suspeita de que Christian Eriksen, o camisa 10 da Dinamarca e jogador da Inter de Milão, sofreu uma parada cardíaca e desmaiou em campo por complicações em decorrência da vacinação contra a covid-19.

O diretor executivo da Inter de Milão, Giuseppe Marotta, declarou hoje à tarde que Eriksen nunca testou positivo para coronavírus e não recebeu a vacina contra a doença. O dirigente afastou qualquer especulação sobre uma possível influência do vírus ou de sua imunização no mal súbito que o jogador sofreu no sábado, na derrota da Dinamarca para a Finlândia por 1 a 0.

– Ele não teve Covid e também não foi vacinado. Eu posso dizer que a equipe médica da Inter está em contato com todos da Dinamarca e com ele desde o início – declarou Marotta, em entrevista à emissora italiana “RAI Sport”.

Em seu perfil do Twitter, o blogueiro — que tem 292 mil seguidores e é investigado nos inquéritos no STF das fake news e dos atos antidemocráticos — postou na madrugada de hoje informação de que "o médico-chefe e cardiologista da equipe italiana confirmou via rádio italiana que Eriksen havia recebido a vacina Pfizer em 31 de Maio". E ainda completou: "Há especulações de que ele teve coágulo sanguíneo ou miocardite, nada ainda confirmado em relação à vacina, mas o questionamento é grande".

Enquanto alguns seguidores de Allan relataram medo da vacina, muitos também questionaram a informação e pediram para saber a fonte. "Cara essas vacinas estão dando medo na gente! Eu tô pensando muito se quando chegar em minha faixa etária eu irei tomar ou não", disse o internauta Klebert Viana.  

 Já o internauta Thiago Serafim pediu cautela: "Vamos esperar oficialmente, antes de sair especulando.".

Após as explicações oficiais do médico da inter virem a público, o blogueiro começou a ser cobrado nas redes para corrigir a informação.

"Já tá na hora de se retratar, Allan. Quase 8 mil curtidas; quase 1200 RTs. É OBRIGAÇÃO SUA, como formador de opinião, se retratar. Se não o fizer, será canalhice", comentou André Ribeiro.

O Sleeping Giants Brasil também conclamou os usuários do Twitter a denunciarem o post do blogueiro.

"Allan dos Santos mente até sobre o Eriksen ter tido uma parada cardíaca após a vacina. Não existe o mínimo de humanidade quando se quer vender uma teoria conspiratória. O post continua no ar, marque o @TwitterSeguro aqui embaixo pedindo a exclusão do mesmo em respeito ao jogador". 

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Mais antigo do país, Parque Nacional de Itatiaia completa 84 anos. Conheça as atrações

Criado em 1937, local abriga diversidade de flora, além de cachoeiras e lagoas
Agulhas Negras Foto: Daniel Toffoli / Divulgação
Agulhas Negras Foto: Daniel Toffoli / Divulgação

RIO - O Brasil conta com 73 parques nacionais atualmente, mas o primeiro deles foi fundado em 1937 em uma área de mais de 30 mil hectares, que engloba os estados do Rio e Minas Gerais: o de Itatiaia, um marco na história de conservação ambiental do país. Todos eles são administrados pelo Instituo Chico Mendes (ICMbio), órgão vinculado ao Ibama.

Localizado na Serra da Mantiqueira, em meio ao verde da Mata Atlântica, tem fauna e flora abundante e é casa também do maciço das Agulhas Negras, cujo pico atinge  2.791,55 m, o quinto mais alto do país.

Piscina natural no parque Foto: wigold bertoldo schffer / Divulgação
Piscina natural no parque Foto: wigold bertoldo schffer / Divulgação

Suas atrações vêm atraindo turistas desde sempre. Além do visual, as trilhas demarcadas por lá levam a diversas quedas d'água que nascem a partir da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, com águas cristalinas, que formam piscinas naturais e cachoeiras. Seus principais são: Campo Belo, Maromba, Flores, Marimbondo, Preto e Aiuruoca. Há também lagoas, como a Bonita e a Dourada.

Ao redor, estão os municípios de Itatiaia e Resende, no Estado do Rio. Separamos algumas atrações do parque, que está aberto para visitantes, com capacidade reduzida em 30% e protocolos de segurança, como autorização apenas para grupos menores e medidas de higiene.

Cachoeiras

As cachoeira Poranga (de 10 m de queda d'água), Maromba e Itaporani  têm grandes piscinas naturais formadas pelo rio Campo Belo. A cachoeira Véu de Noiva, formada pelo Rio Maromba, tem uma queda d'água de 40m de altura, fica a 1 100 m de altitude e também é muito procurada por campistas e turistas.

Cachoeira Itaporani Foto: wigold bertoldo schffer / divulgação
Cachoeira Itaporani Foto: wigold bertoldo schffer / divulgação

Picos

Além das Agulhas Negras, há outros picos que oferecem belas vistas para a paisagem do local. O pico da Montanha do Couto é o segundo ponto mais alto do parque com mais de 2 680m de altitude. Em seguida, o pico da  Pedra do Sino de Itatiaia, o terceiro ponto mais alto do parque, tem 2 670 m de altitude.

As Prateleiras, que ultrapassam 2 500 m de altitude, são formadas por maciços blocos de rochas com vista para o Vale do Paraíba. Ao redor, diversos lagos e formações rochosas como a Pedra da Tartaruga, a Pedra da Maçã e a Pedra Assentada valem a visita.

Outros destaques são a Pedra do Alta, a Dois Irmãos e a Cabeça do Leão, todas acima de 2 mil metros de altitude.

Observação de pássaros

Atualmente pelo menos 357 espécies já foram relatadas pelo Ibama, sendo 51 consideradas endêmicas e 42 vivendo em altitudes elevadas. Segundo especialistas em observação de aves, o parque é um dos melhores para a prática no Brasil, por oferecer pontos de observação em locais de fácil acesso. Entre as aves catalogadas por lá, estão andorinhas, como a da espécia "pequena-de-casa", tucanos, como o de "bico-verde". Outras recentemente vistas incluem garrincha-chorona, tovaca-cantadora, maracanã-verdadeira guaxe, sanhaçu-cinzento e bico-chato-de-orelha-preta.

O Parque Nacional entrou, inclusive, para um guia de observação de aves lançado pelo SEBRAE, com aves observadas no Estado do Rio.

Flora diversa

Só de orquías, são 216 espécies. De tipos de margaridas, são 183. Os fãs de fauna encontram no Parque Nacional de Itatiaia diversidade: são mais de 2.600 espécies catalogadas. O parque abriga 13% das espécies de plantas com flores da Mata Atlântica.

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O legado de Netanyahu, ex-premier de Israel | Guga Chacra - O Globo

Benjamin Netanyahu, agora ex-presidente de Israel, em sessão do Parlamento que sacramentou sua saída do poder após 12 anos

Após 12 anos no poder, Benjamin Netanyahu não é mais o primeiro-ministro de Israel. Sua carreira política, no entanto, não acabou. Liderará a oposição. Mesmo que venha a ser preso por corrupção, desfruta de total capacidade para retornar ao poder no futuro se for libertado, como já fez no passado. A nova coalizão governante, ultrafragmentada, enfrentará enorme dificuldade para conseguir se sustentar. O premier recém-empossado, Naftali Bennett, nem sequer será a figura mais importante do governo, sendo menos importante do que o chanceler Yair Lapid.

Além da oposição a Bibi, como é conhecido o agora ex-premier, praticamente nada une todos os partidos da nova coalizão. Bennett, inclusive, se posiciona à direita de Netanyahu na questão palestina, sendo contrário à criação de um Estado palestino independente. Há outros também de direita na coalizão, mas esta depende dos minoritários partidos de esquerda, com orientação pró-paz e a favor da solução de dois Estados, como os trabalhistas e o Meretz. Isso sem falar na presença da Lista Árabe Unida, o Ra’am, partido árabe-israelense de viés conservador islâmico.

Netanyahu, neste momento, parece derrotado. Mas deixará um gigantesco legado. Transformou Israel. Primeiro, internamente, com uma excelente performance da economia israelense. Apesar de começar mal no combate à Covid-19, conseguiu transformar Israel em um exemplo na vacinação. Foi um vitorioso ideologicamente. A direita se tornou mais dominante do que nunca na política israelense, mesmo com a sua saída do poder. Afinal, na nova coalizão, algumas das principais figuras, incluindo o futuro premier, eram seus aliados.

O auge de Netanyahu foi no governo de Donald Trump. Apostou no republicano contra os democratas e alcançou vitórias irreversíveis, se levarmos em conta seus objetivos — a transferência da embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém e o reconhecimento, por parte dos EUA, da anexação das Colinas do Golã (um território sírio ocupado pelos israelenses desde 1967, em ação não reconhecida pelas Nações Unidas). Joe Biden não reverterá estas decisões.

Outra grande vitória de Netanyahu foi o estabelecimento de relações diplomáticas com ditaduras árabes como os Emirados Árabes e Bahrain, além de uma aliança geopolítica com a Arábia Saudita. O ex-premier percebeu que a questão palestina não era prioridades para estas nações. Ainda que de forma momentânea, Bibi também obteve sucesso ao convencer Trump a se retirar do JCPOA, sigla do acordo nuclear entre o Irã e as grandes potências (EUA, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha) — Biden negocia com o regime de Teerã um retorno dos americanos ao acordo.

Ao mesmo tempo, Netanyahu fez Israel perder o apoio bipartidário que possuía em Washington ao se aliar com os republicanos, chegando a humilhar o então presidente Barack Obama. Hoje, uma ala do Partido Democrata critica abertamente Israel e adota um tom pró-Palestina. Os israelenses também viram uma parcela crescente da comunidade judaica americana, especialmente o seu braço mais progressista, se distanciar de Israel. Muitos jovens judeus americanos repudiam a forma a que o agora ex-premier se referia a árabes, condenam a ocupação dos territórios palestinos, se opõem ao fortalecimento dos ultraortodoxos em temas religiosos e criticam a aproximação com líderes como Jair Bolsonaro e o húngaro Viktor Orbán.

Para completar, Netanyahu deixa como legado uma série de obstáculos à criação de um Estado palestino. A Human Rights Watch, em relatório recente, chegou a classificar o cenário atual como um regime de apartheid.

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Apoio a casamento gay dispara nos EUA e chega a 70% | Guga Chacra - O Globo

Casamento gay é aprovado nos EUA em 2015

O casamento entre pessoas do mesmo sexo praticamente deixou de ser um tema que polariza a sociedade americana. Hoje há quase um consenso do direito de homossexuais se casarem. Mesmo entre os republicanos, normalmente mais conservadores em questões morais, o apoio hoje é majoritário. O tema sequer dominou os debates nas eleições do ano passado. Até Donald Trump evitou posicionar de forma contrária ao casamento gay.

De acordo com pesquisa do Instituto Gallup, 70% dos americanos são favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Entre os democratas, é de 83%; entre os republicanos, 55%. É a primeira vez que o número se tornou maioria entre os eleitores do Partido Republicano. O apoio do eleitorado independente é de 73%.

Para se ter uma ideia, em meados dos anos 1990, o apoio era de somente 27%, além de ser minoritário mesmo entre os democratas, considerados mais progressistas. Até as eleições de 2012, nenhum candidato havia se manifestado a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Quando foi eleito pela primeira vez, Barack Obama apenas defendia a união civil entre homossexuais. A mudança se deu apenas quatro anos mais tarde. Em 2015, a Suprema Corte determinou a legalidade do casamento entre homossexuais em todo o território americano.

O apoio também se dá atualmente em todas as faixas etárias. No grupo de 18 a 34, é de 83%; no de 35 a 55, de 72%. Até nos com mais de 55 anos chega a 60 anos. A oposição ao casamento gay, portanto, deixou de ser um tema que incendiará eleitores. É uma conquista que não será revertida.

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Nunca apostem contra Nova York | Guga Chacra - O Globo

Por Guga Chacra

Pessoas aproveitam a tarde na Times Square, em Nova York

Uma das cenas mais tristes de Nova York foi a instalação de um hospital de campanha no meio do Central Park no auge da pandemia, em abril de 2020. A cidade contava quase mil mortos por dia e precisava colocar corpos em caminhões frigoríficos. Os necrotérios estavam lotados. O único barulho que se escutava nas ruas era o das ambulâncias buscando pacientes graves com Covid-19 e dos aplausos nas janelas para os profissionais da saúde diariamente às 19h.

Ao circular de carro por Midtown, como é conhecida a região central de Manhattan, o cenário era assustador. As lojas da Quinta Avenida, fechadas. A Times Square, vazia. A Broadway, apocalíptica. Muitos moradores mais ricos foram para suas casas nos Hamptons, a sofisticada região litorânea a duas horas da cidade. Outros foram para o interior. Quem ficou discutia se um dia Nova York retornaria ao normal após a pandemia.

Alguns apostavam que seria o fim desta cidade considerada por muitos a capital do mundo, até por ser a sede da ONU. Diziam haver o risco de retorno ao pandemônio dos anos 1970. Outros corretamente lembravam que Nova York se reergueu não apenas do caos daquela década e dos anos 1980, como também conseguiu se levantar dos atentados do 11 de Setembro. Inevitavelmente, voltaria ao normal e provavelmente melhor do que no período anterior à Covid-19. Os mais otimistas falavam em dois anos.

Estavam errados. A cidade talvez já esteja melhor pouco mais de um ano depois. Para mim, talvez este seja um dos momentos mais mágicos nos mais de 15 anos que vivo aqui, com um hiato de um ano no Oriente Médio.

O mesmo Central Park está repleto de pessoas nesta primavera. Em vez de hospital de campanha, há tendas de vacinação. O foco está nos turistas, afinal, apenas moradores que não querem ou não podem tomar vacina ainda não estão vacinados. Caso queira ir ao Museu de História Natural, tem um posto de vacinação na entrada. Se tomar a vacina, a pessoa ganha um ingresso para visitar o museu. Outra opção é ir a um jogo de beisebol do Yankees ou do Mets para receber a vacina. Há aqueles que querem tomar uma vacina específica. Sem problemas. Muitos consultórios da cidade e quase todas as farmácias oferecem a vacina escolhida em horário agendado.

Uma Nova York mais vibrante também emergiu da pandemia, com milhares de restaurantes ocupando as calçadas e as ruas. Não são apenas mesinhas, como vemos em Paris e também no Brasil. São impressionantes soluções arquitetônicas que transformaram as ruas da cidade.

Parece que todos os dias Manhattan e o Brooklyn estão em festa. A maioria dos moradores já retornou, e outros decidiram vir para cá. Os preços dos aluguéis residenciais já começaram a subir. O Madison Square Garden estava com 15 mil pessoas para assistir a um jogo de basquete do New York Knicks. Todos vacinados.

A Broadway ainda não voltou, mas já começaram a vender ingressos para peças e musicais. Em setembro, retornam os espetáculos. O Lincoln Center, com seu balé, filarmônica e ópera, também reabrirá as portas. Muitos ainda trabalham remotamente nos bancos e empresas, mas cada vez mais escuto de amigos que já retornaram para seus escritórios.

Os hotéis também começam a atrair turistas, embora em patamares bem inferiores ao período pré-pandemia. Sem dúvida, vários negócios não sobreviveram. Ainda assim, está claro que Nova York se reergueu e, mais uma vez, deve servir de exemplo a outros lugares do mundo. Nunca apostem contra Nova York. Talvez seja, hoje, a melhor metrópole do Ocidente.

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Estado do Rio tem aumento de 40% na média móvel de óbitos por Covid-19

Após 51 dias entre estabilidade e redução, indicador volta a apresentar crescimento pelo segundo dia seguido
Atendimento de pacientes com Covid no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência no Rio para a doença. O hospital é o maior do Brasil em número de leitos para Covid. Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
Atendimento de pacientes com Covid no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência no Rio para a doença. O hospital é o maior do Brasil em número de leitos para Covid. Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

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RIO — Pelo segundo dia seguido, o Estado do Rio apresenta um crescimento da média móvel de mortes, que neste domingo chegou a 209 óbitos por Covid-19 diários.  Dados da secretaria estadual de Saúde mostram que o Rio registrou 71 novas mortes por Covid-19 e quase 600 casos da doença. Desde o início da pandemia foram 52.998 vítimas do coronavírus e ao menos 906 mil pessoas infectadas

A média móvel passa a ser de 3.039  casos e 209 mortes por dia. Em relação a duas semanas atrás, houve um aumento de 40% no número de óbitos, o que indica uma tendência de aumento na intensidade do contágio, pelo 2 º dia seguido. Foram 51 dias seguidos de alternância entre estabilidade ou queda do indicador até este sábado, quando voltou a apresentar crescimento, com aumento de de 34%.

A média móvel de 7 dias faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos fins de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão. 

Como na última semana houve o feriado de Corpus Christi é possível que o aumento do indicador nos últimos dois dias seja fruto do represamento de dados durante o feriado. No início da última semana, a cidade do Rio chegou a ficar dois dias sem novos óbitos divulgados. Na ocasião a prefeitura afirmou que os dados seriam inseridos durante a semana.

De acordo com a secretaria estadual de Saúde, na última semana "houve um aumento de notificações de casos represados por parte de alguns municípios". A pasta afirma que "isso não significa dizer que os casos ocorreram nesta semana, apenas  foram inseridos no sistema nestas datas, gerando o aumento observado."

Segundo a secretaria municipal de Saúde do Rio, a data de divulgação do óbito é influenciada pelo fluxo de notificação e registro dos óbitos nos sistemas, portanto não se aplica à data em que o óbito ocorreu e por isso utiliza para a avaliação epidemiológica utiliza "a média móvel de óbitos por data de início de sintomas, na qual, no momento, não há o incremento informado".

A análise dos dados foi feita a partir do levantamento do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

Rio poderá vacinar todos adultos até setembro, caso ritmo de imunização se mantenha

Em agenda neste domingo, o prefeito Eduardo Paes se mostrou otimista com uma possível antecipação do calendário de vacinação contra a Covid-19 na cidade do Rio. O prefeito afirmou que caso o ritmo de vacinação se mantenha como o atual pode ser possível antecipar as datas em até um mês, o que permitiria toda a população carioca acima de 18 anos ser vacinada até meados de setembro.

— Do jeito que está indo, se continuar esse fluxo, estamos muito otimistas com a possibilidade até de acelerar. Quem sabe não conseguimos ganhar até um mês. Ainda é uma especulação. Avançamos quase uma década em duas semanas. Se continuar nesse ritmo as noticias podem ser boas. É um achismo meu, nada ainda oficial — afirmou.

O primeiro calendário divulgado pela prefeitura em maio que contempla todos os adultos prevê que o último grupo a ser vacinado seria o de jovens com 18 anos entre os dias 21 e 23 de outubro. Entretanto, nas últimas duas semanas a prefeitura conseguiu antecipar o calendário para imunizar todas as pessoas acima de 50 anos até o dia 19 de junho — enquanto a previsão original era apenas concluir essa faixa etária no início de julho.

Essa antecipação depende principalmente da chegada de novas doses de vacinas contra a Covid-19. A cidade do Rio possui uma capacidade de aplicar cerca de 73 mil doses diárias, mas hoje aplica cerca da metade.

Paralelamente ao calendário municipal do Rio, o governo do estado vacina pessoas com síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral, nanismo e mielomeningocele (espinha bífida) com 18 anos ou mais, que residam na capital. A imunização é realizada no estacionamento do Estádio Célio de Barros, de segunda a sexta, das 9h às 16h, e requer o agendamento prévio, que pode ser feito no portal do governo do Estado.

Confira o calendário da próxima semana:

  • Dia 14 de junho, segunda-feira: Mulheres (turno da manhã) e homens (turno da tarde) de 53 anos
  • Dia 15 de junho, terça-feira: Mulheres (turno da manhã) e homens (turno da tarde) de 52 anos
  • Dia 16 de junho, Profissionais da Educação Superior e cursos profissionalizantes
  • Dia 17 de junho, quinta-feira: Mulheres (turno da manhã) e homens (turno da tarde) de 51 anos
  • Dia 18 de junho, sexta-feira: Mulheres (turno da manhã) e homens (turno da tarde) de 50 anos
  • Dia 19 de junho, sábado: Mulheres (turno da manhã) e homens (turno da tarde) de 50 anos ou mais

Locais de vacinação, de segunda a sexta, das 8h às 17h

  • Clínicas da família e centros municipais de saúde
  • Planetário da Gávea
  • Tijuca Tênis Clube
  • Museu da República (Catete)
  • Paróquia Nossa Senhora do Rosário (Leme)
  • Casa Firjan (Botafogo)
  • Quartéis do Corpo de Bombeiros (Humaitá)
  • Copacabana e Barra da Tijuca (Busca e Salvamento)
  • Museu da Justiça (Centro)
  • Jockey Club Brasileiro (Gávea)
  • Hotel Fairmont (Copacabana)
  • Cidade das Artes (Barra da Tijuca)
  • Museu do Amanhã (Centro)
  • Quadra do Cacique de Ramos
  • Imperator (Méier)
  • Museu Militar Conde de Linhares (São Cristóvão)
  • Club Municipal (Tijuca)
  • Vila Militar (Deodoro)
  • Palácio Duque de Caxias, ao lado da Central do Brasil
  • Quadra da Portela (Madureira)
  • Campus da UERJ no Maracanã (portão 1) - 09h às 15h

Drive-thru, segunda a sexta, das 9h às 15h (Exclusivo para idosos)

  • Parque Olímpico (Barra da Tijuca)
  • Sambódromo (Santo Cristo)
  • Estádio do Engenhão (Engenho de Dentro)

Sábado, das 08h às 17h

  • Clínicas da família e centros municipais de saúde
  • Quadra do Cacique de Ramos (Olaria)
  • Museu Militar Conde de Linhares (São Cristóvão)
  • Vila Militar (Deodoro)
  • Palácio Duque de Caxias, ao lado da Central do Brasil
  • Jockey Club Brasileiro (Gávea) - 08h às 15h
  • Museu da República (Catete) - 08h às 15h
  • Paróquia Nossa Senhora do Rosário (Leme) - 08h às 12h
  • Quartéis do Corpo de Bombeiros: Humaitá, Copacabana e Quartel de Busca e Salvamento (Barra da Tijuca) - 08h às 12h

Drive-thru, sábado, das 08h às 15h (Exclusivo para idosos)

  • Cidade Universitária (Ilha do Fundão)
  • Parque (Madureira)
  • Parque Olímpico (Barra da Tijuca)
  • Sambódromo (Santo Cristo)
  • Engenhão (Engenho de Dentro) - 08h às 14h
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Covid-19: Média móvel de mortes é a maior desde 10 de maio, diz consórcio de imprensa

Estatística se reaproxima de 2 mil óbitos diários, com alta em sete estados do país; No Amazonas, aumento chega a 43%
Enfermaria de pacientes aguardando vaga na UTI em Toledo, Paraná. Cidade está em bandeira preta devido à superlotação dos hospitais Foto: FramePhoto / Agência O Globo
Enfermaria de pacientes aguardando vaga na UTI em Toledo, Paraná. Cidade está em bandeira preta devido à superlotação dos hospitais Foto: FramePhoto / Agência O Globo

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RIO —  O Brasil registrou, neste domingo, 1.118 mortes por Covid-19 nas últimas 24h. Agora o país totaliza 487.476 vidas perdidas para o coronavírus no país desde o começo da pandemia. A média móvel ficou em 1.997 óbitos, um aumento de 8% em relação ao cálculo de duas semanas atrás, e número mais alto desde 10 de maio, quando era de 2.087.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h.

Sete estados apresentam tendência de alta na média móvel de mortes por Covid-19: AM, AP, PB, RN, RJ, PR e RS. O Amazonas é o que apresenta o maior aumento (+43%). 16 estados demonstram estabilidade: AC, AL, BA, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PE, PI, RR, SC, SP, SE e TO. Com tendência de queda estão: DF, CE, RO e TO.

Foram registrados também 36.998 novos casos da doença em território nacional, elevando para 17.413.996 o total de pessoas que já se contaminaram com o vírus. A média móvel foi de 66.842 diagnósticos positivos, um crescimento de 10% em comparação ao índice de 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Apenas 21 unidades federativas do Brasil atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 neste domingo. Em todo o país, 54.605.268 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 25,79% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 23.659.356 pessoas, ou 11,17% da população nacional.

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Ante resultado irreversível a favor de Castillo, Keiko ainda tenta anular votos

Atas que faltam ser contabilizadas são insuficientes para reverter vantagem de professor de esquerda, mas resultado oficial ainda depende de julgamento de recursos de candidata conservadora
Uma apoiadora de Pedro Castillo monta sobre um lápis,símbolo da campanha do candidato de esquerda, em um comício na noite de sábado em Lima Foto: GIAN MASKO / AFP
Uma apoiadora de Pedro Castillo monta sobre um lápis,símbolo da campanha do candidato de esquerda, em um comício na noite de sábado em Lima Foto: GIAN MASKO / AFP

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Com 99,935% dos votos contabilizados no Peru, não há mais dúvida de que o candidato Pedro Castillo, do partido da esquerda radical Peru Livre, venceu Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, na contagem oficial das eleições realizadas em 6 de junho, domingo passado.

Faltando apenas 56 atas para serem verificadas pela Justiça eleitoral após supostos erros ou irregularidades, Castillo lidera por 49.420 votos, ou 50,14% do total, contra 49,86% de Keiko Fujimori, de acordo com a última parcial liberada na tarde deste domingo. Cada ata tem no máximo 300 votos, o que dá um total máximo de 16.800. Mesmo se todos os votos ainda a serem contabilizados fossem para Keiko, ela não poderia ultrapassá-lo matematicamente.

Apesar disso, Castillo não pode ser declarado oficialmente o vencedor da disputa pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) porque recursos pedindo a anulação de votos apresentados pela candidata do partido Força Popular ainda não foram julgados.

Fujimori, que disputa a Presidência pela terceira vez, não dá o braço a torcer e insiste que houve "fraude de mesa" por parte de seus rivais. Sua campanha pede que as autoridades eleitorais anulem cerca de 177 mil votos, distribuídos em 887 atas eleitorais.

Os pedidos, que carecem de maiores provas, baseiam-se quase todos em supostas falsas assinaturas e em irmãos que teriam participado juntos de mesas eleitorais, o que é proibido pela lei peruana. Os votos que seriam anulados correspondem a regiões onde Castillo teve votação muito superior à de Fujimori.

A  grande maioria das solicitações, a princípio, foi rejeitada por autoridades eleitorais por terem sido enviadas após o prazo. A candidata conservadora, no entanto, disse que recorrerá da decisão e aguardará a contagem do “último voto” para reverter a situação. No sábado, ela liderou um protesto para exigir que as autoridades analisassem seu pedido.

— Se o júri (eleitoral) analisar isso, a eleição será revertida, queridos amigos — disse Fujimori a centenas de apoiadores no centro de Lima, muitos deles segurando a bandeira vermelha e branca do Peru. — Sou uma daquelas pessoas que não desiste nunca.

Observadores internacionais, incluindo a Organização dos Estados Americanos (OEA), afirmaram que as eleições foram transparentes.

Castillo, um professor do ensino fundamental que, em sua plataforma, propõe reescrever a Constituição, já recebeu saudações antecipadas de lideranças latino-americanas e lideranças de esquerda, como o presidente argentino Alberto Fernández, o que irritou o governo peruano, que pediu à comunidade internacional que aguardasse pelos resultados finais.

O candidato fez seu próprio discurso na na noite de sábado, na sede da campanha, em Lima, e pediu celeridade às autoridades:

— Chega de polarização no país. Deixemos nas mãos das autoridades, para que, de uma vez por todas, essas coisas não se repitam mais, e respeitemos a vontade popular. O povo tomou seu próprio caminho.

Na quinta-feira, o procurador José Domingo Pérez, membro da força especial da Lava Jato peruana, solicitou a prisão preventiva de Keiko, em um processo no qual ela é acusada de suposta corrupção envolvendo a Odebrecht.  Pérez justificou o pedido de prisão alegando que Keiko descumpre as regras que lhe foram impostas em maio de 2020, quando foi solta após passar três meses em prisão preventiva. O pedido deverá ser julgado nesta segunda-feira.

O atual presidente interino, Francisco Sagasti, espera passar o bastão a seu sucessor no dia 28 de julho, dia em que o país andino comemora 200 anos de sua independência.

O novo presidente terá o desafio de lidar com um país profundamente dividido, o surto de Covid-19 com maior número de mortes per capita do mundo e com o aumento da pobreza.

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Crise entre Moraes e Aras se acirra após PGR pedir fim de inquérito contra deputados bolsonaristas

Ministro e procurador-geral já haviam entrado em choque antes por desacordo no inquérito das fake news
Aguirre Talento e Mariana Muniz
14/06/2021 - 04:30
O procurador geral da República, Augusto Aras, e o ministro do STF Alexandre de Moraes Foto: Arquivo O GLOBO
O procurador geral da República, Augusto Aras, e o ministro do STF Alexandre de Moraes Foto: Arquivo O GLOBO

BRASÍLIA — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes passou a fazer duras críticas, em conversas privadas, à atuação do procurador-geral da República Augusto Aras após o pedido de arquivamento do inquérito dos atos antidemocráticos, que mira bolsonaristas. O caso expôs publicamente a divergência entre os dois, mas faz parte de uma série de embates envolvendo posicionamentos de Aras contra medidas de investigações que atingiam aliados do Planalto.

Ministro e procurador-geral já haviam entrado em choque antes por desacordo no inquérito das fake news, também relatado por Moraes, e quando o magistrado autorizou buscas contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sem informar previamente à PGR, o que irritou Aras.

A nova contenda fez a briga escalar nos bastidores.

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Cortes em cenas fortes de 'Gênesis' e projetos de novela cancelados na Record. Entenda - Patrícia Kogut, O Globo

Anna Luiza Santiago

Emilio Orciollo Neto é Ló em 'Gênesis' (Foto: Reprodução/Instagram)
Emilio Orciollo Netto é Ló em 'Gênesis' (Foto: Reprodução/Instagram)

A direção da Record fez cortes em “Gênesis”. Foi suprimida uma das cenas da trama do incesto envolvendo Ló (Emilio Orciollo Netto), Paltith (Polliana Aleixo) e Tamires (Debora Ozório). Também tiraram uma sequência que mostraria um sacrifício. A razão: o público está reclamando do excesso de violência. E isso se refletiu na audiência. São trechos do Antigo Testamento.

E falando nas tramas bíblicas da Record, Paula Richard entregou uma sinopse sobre a vida de Paulo de Tarso e outra sobre Salomão. Cristianne Fridman estava escrevendo “Rei Davi”. Mas a direção da emissora optou por produzir “Reis”. Raphaela Castro, ligada a Cristiane Cardoso, filha de Edir Macedo, vai escrever. Nos bastidores, ela é vista como alguém com pouca experiência.

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Bate-boca: Douglas Garcia diz que Eduardo Bolsonaro deu aval para dossiê antifascista | Revista Fórum

Deputado estadual conservador, Douglas Garcia diz que se reuniu com Eduardo Bolsonaro para falar do dossiê. Filho do presidente acusou o aliado de ser cínico ao "expor uma reclamação publicamente"

Em bate-boca no Twitter na noite deste domingo (13), após ser atacado em duas threads por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), o deputado estadual Douglas Garcia (PTB-SP) acusou o filho de Jair Bolsonaro (Sem partido) de dar aval à produção do chamado dossiê de antifascistas, uma lista de críticos do governo federal pelo qual o parlamentar já foi condenado três vezes.

“Não é verdade: no final de maio do ano passado quando viajei a Brasília, estive em um almoço contigo onde dei a ideia de entregarmos o dossiê à polícia civil, polícia federal e embaixada dos EUA. Você adorou a ideia e pediu para lhe incluir nesta, foi o que eu fiz”, rebateu Garcia em uma das threads, acusando Eduardo de mentir sobre o dossiê, que foi entregue pelo filho do presidente à embaixada dos EUA.

Não é verdade: no final de maio do ano passado quando viajei a Brasília, estive em um almoço contigo onde dei a ideia de entregarmos o dossiê à polícia civil, polícia federal e embaixada dos EUA. Você adorou a ideia e pediu para lhe incluir nesta, foi o que eu fiz. https://t.co/5AHNhwfj30

Nas suas duas longas sequências de tuites, Eduardo diz que parou “de seguir Douglas, assim como ele já fez comigo, e bloqueei outros assessores seus que me batem sem qualquer motivo também” por “levar porrada e receber energia negativa.

Obs: parei de seguir Douglas, assim como ele já fez comigo, e bloqueei outros assessores seus que me batem sem qualquer motivo também.

Para ler porrada e receber energia negativa me bastam a grande mídia e partidos de esquerda.

Eduardo ainda acusou Garcia de ser cínico ao “expor uma reclamação publicamente” e alertou o deputado que não permitirá vídeo com Jair Bolsonaro no ano que vem, caso o deputado paulista se candidate.

“Uma coisa é o torcedor xingar o técnico, outra é o jogador xingar o técnico. Quer independência para fazer o que bem entender, até mesmo se comportar como torcida? Eleja-se por si só. Vamos ver se ano q vem vai ter vídeo c/ JB (adianto: eu não vou me mexer para impedir)”, tuitou.

Uma coisa é o torcedor xingar o técnico, outra é o jogador xingar o técnico.

Quer independência para fazer o que bem entender, até mesmo se comportar como torcida? Eleja-se por si só. Vamos ver se ano q vem vai ter vídeo c/ JB (adianto: eu não vou me mexer para impedir)

Guia alternativo
Criado com a intenção de intimidar antifascistas que criticavam o governo Jair Bolsonaro, o dossiê antifascista acabou tornando-se um guia alternativo de endereços bacanas nas redes, com uma lista de bares, restaurantes, espaços culturais e estúdios de tatuagem que parecem uma boa pedida para dar uma volta após a quarentena.

Um dos listados, o cartunista Carlos Latuff reforçou a bandeira. “Sim, sou mesmo antifascista, e continuarei sendo!”, tuitou.

Além das pessoas “denunciadas” – muitas delas listadas apenas por postar uma foto de Karl Marx ou seguir páginas antifas -, o relatório traz mais de vinte locais frequentadas por pessoas de esquerda e/ou com temáticas de esquerda.

Há bares, restaurantes, lanchonetes, estúdios de tatuagem, ocupações, livrarias, centros culturais, salões de beleza, lojas, rádios comunitárias e praças. Aparecem endereços em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Carapicuiba (SP), São Bernardo do Campo (SP), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ).

Garcia ainda lista times de futebol de várzea que trazem em seu nome referências ao antifascismo e ao socialismo.

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Vídeo de Ciro Gomes fala de “picanha e cerveja” para atacar Lula

Peça publicitária sob a coordenação de João Santana afirma que a atual crise foi gestada nos governos do PT

O pré-candidato do PDT à presidência da República Ciro Gomes voltou a atacar o PT e Lula em vídeo que foi ao ar nesta segunda-feira (14). Na produção, ele afirma que o PT “levou o Brasil para um beco sem saída” e que só prometem “picanha e cerveja”.

“Nessa pandemia voltaram o desemprego e a fome pesadamente, mas mesmo antes do drama da Covid, essas duas tragédias já batiam na porta do brasileiro. Os que disseram ter resolvido todos os problemas voltam agora dizendo as mesmas coisas”, diz Ciro.

Em seguida, o pedetista diz que eles apregoam que vão “voltar a fazer o povo a comer picanha e tomar cerveja”.

Por fim, Ciro afirma que o povo não quer um governo que apenas lhe dê “’um churrasquinho de gato’ e diga que é picanha”.

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Desligamento de supercomputador do Inpe afeta de inflação à saúde pública, alerta professor da USP

Por falta de verba do governo federal, aparelho que faz previsão de estiagem deve ser desligado até agosto

O desligamento do Tupã, supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que faz previsão de estiagem, deve afetar o país em diferentes níveis, mas especialmente a economia e saúde pública. Quem faz o alerta é o o professor Pedro Luiz Côrtes, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente da USP, em entrevista ao Jornal da USP.

As primeiras consequências do desligamento do aparelho, segundo o professor, estão relacionadas ao funcionamento do operador nacional do sistema elétrico, que coordena o funcionamento das usinas hidrelétricas, termelétricas e das plantas eólicas do país.

“Isso tem um impacto muito grande na inflação: o IPCA já vem crescendo também em função do aumento das tarifas elétricas”, explica o professor. O planejamento do governo em relação à agricultura e à avaliação da qualidade das safras também seria afetado, o que impacta diretamente nas exportações.

Outra consequência que o professor aponta diz respeito à saúde pública. Isso porque há aumento de temperatura em locais onde chove muito, contribuindo para a proliferação de doenças como dengue, zika e chikungunya. A situação, no entanto, poderia ser contidas com políticas de prevenção planejadas com dados do monitoramento.

A decisão de desligar o Tupã é inédita e ocorre devido à falta de verba que a instituição enfrenta. O Inpe está com o menor orçamento da história e conta repasse de apenas R$ 44,7 milhões dos R$ 76 milhões prometidos pelo governo federal em 2021. O valor é 18% a menos que o de 2020.

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“Não é somente aquele pessoal do nove dedos, não”, diz Bolsonaro sobre eleições

Em conversa com apoiadores, Bolsonaro reclamou das atribuições da cadeira presidencial e também atacou o governador João Doria

Em conversa com apoiadores que diziam que votarão nele em 2022 na manhã desta segunda-feira (14), Jair Bolsonaro (Sem Partido) usou um termo pejorativo para se referir ao ex-presidente Lula (PT), que lidera as principais pesquisas de intenção de voto.

“Não é somente aquele pessoal do nove dedos, não. Tem gente que ficou mal acostumada”, disse, após reclamar das atribuições da cadeira presidencial.

Bolsonaro também fez uma breve pesquisa para saber se algum dos apoiadores que estavam no Palácio da Alvorada foram à motociata em São Paulo.

Ao receber resposta negativa, ele atacou o governador João Doria (PSDB), que o multou por não usar máscara de proteção facial no evento.

“Ele não consegue administrar o estado dele e quer comandar o Brasil”, disse.

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Bolsonaro aparece à frente de Lula entre eleitores de SP, diz Paraná Pesquisas

*O apresentador José Luiz Datena é o terceiro colocado na pesquisa e empataria dentro da margem de erro em um segundo turno com Lula ou Bolsonaro. Leia a íntegra

Atrás na maioria dos estudos de intenção de votos pelo Brasil, Jair Bolsonaro (Sem partido) aparece à frente do ex-presidente Lula entre eleitores de São Paulo em levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas que foi encomendado pelo PSL, divulgado nesta segunda-feira (14).

No principal cenário estimulado, Bolsonaro tem 34% das intenções voto contra 29,3% de Lula. O apresentador José Luiz Datena é o terceiro com 9%, Ciro Gomes (PDT) tem 5,9%, João Doria (PSDB) 5,2%, João Amoêdo (Novo), 4,1% e Luiz Henrique Mandetta (DEM), 1,5%. A senadora Simone Tebet, do MDB, marca 0,3%.

Em um primeiro turno simulado apenas entre os três primeiros colocados, Bolsonaro registra 36,2%, contra 33,9% de Lula e 15,1% de Datena.

Segundo turno
Em simulação de segundo, Bolsonaro teria 40,3% contra 37,8% de Lula.

O Paraná Pesquisas ainda pesquisou um cenário de segundo turno em que Lula e Datena aparecem tecnicamente empatados – 36,3% e 36,7% respectivamente.

Contra Bolsonaro, o apresentador da Bandeirantes também fica em situação de empate técnico com 38,2% das intenções de voto contra 39,1% do atual presidente.

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