____________________ * Tripulante INDIANO, internado há 43 dias, é a SEGUNDA vítima da variante DELTA_no_BRASIL. ____________________ * A PRIMEIRA foi uma mulher GRÁVIDA de 42 anos que retornou do Japão à APUCARANA, PARANÁ. ____________________ * Ela morreu em 18 de ABRIL.
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____________________ * Bolsonaristas em 2018, arrependidos em 2021: (APENAS) 34% dos seus eleitores afirmaram que NÃO votariam nele de novo DE JEITO NENHUM. _________________________ ____________________ * 66% continuam.
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____________________ * Tripulante indiano, internado há 43 dias, é a SEGUNDA vítima da variante Delta no Brasil. _____________________________ A PRIMEIRA foi uma mulher GRÁVIDA de 42 anos que havia viajado para o Japão e retornado à APUCARANA, no norte do PARANÁ. _____________________ Ela morreu em 18 de abril.

247 - Um homem indiano de 54 anos morreu em São Luís (MA) no sábado (26) após ter contraído a variante Delta do novo coronavírus, informou a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
O homem, que desembarcou no dia 14 de maio do navio MV Shandong da Zhi no litoral maranhense, estava internado há 43 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular. A causa da morte não foi divulgada.
A embarcação vinha da Malásia e continha outros 23 tripulantes. Outros cinco que estavam na tripulação testaram positivo para a variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia.
O indiano é a segunda vítima dessa cepa no Brasil. A primeira foi uma mulher grávida de 42 anos que havia viajado para o Japão e retornado à Apucarana, no norte do Paraná. Ela morreu em 18 de abril.
____________________ * Bolsonaro derrete: um terço dos que votaram nele estão arrependidos e admitem votar em Lula

247 - Uma pesquisa do Instituto Ipec, divulgada nesta segunda-feira (28) pelo jornal O Estado de S. Paulo, informa que Jair Bolsonaro desidrata cada vez mais e já perdeu cerca de um terço dos seus eleitores do segundo turno de 2018.
Entre os entrevistados pelo instituto que disseram ter votado em Bolsonaro, 34% afirmaram que não repetirão o voto em 2022. 44% afirmaram que "com certeza" votarão novamente no presidente, enquanto 18% dizem que podem voltar a escolhê-lo.
A pesquisa ainda indica o crescimento do ex-presidente Lula entre os eleitores do atual mandatário. 25% dos que votaram em Bolsonaro no segundo turno em 2018 dizem agora que "com certeza" votarão no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 13% dizem que podem votar em Lula. Já 59% dizem que não votariam no petista.
Entre os entrevistados que votaram em Fernando Haddad (PT) no segundo turno de 2018, 4% dizem que votariam ou poderiam optar por Bolsonaro. Já 93% deles descartam qualquer possibilidade de votar no atual presidente em 2022.
Os números gerais da pesquisa do Ipec, divulgada na última sexta-feira (25), mostram Lula vencendo o pleito eleitoral já no primeiro turno das eleições de 2022.
Lula tem 49% das intenções de voto, mais que o dobro de Bolsonaro, que aparece com 23%. Ciro Gomes (PDT) marca 7%, João Doria (PSDB) foi lembrado por 5% dos eleitores, enquanto o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM) aparece com 3%.
O Ipec, — fundado por antigos executivos do Ibope — ouviu presencialmente 2.002 eleitores brasileiros em 141 cidades do País entre 17 e 21 de junho. A margem de erro de dois pontos percentuais.
Pesquisa Ideia também aponta Lula liderando cenário eleitoral
Pesquisa do instituto Ideia publicada nesta sexta-feira (25), apontou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está colocado à frente de todos os demais postulantes ao Palácio do Planalto na eleição presidencial de 2022. Caso as eleições fossem realizadas hoje, Lula também venceria Jair Bolsonaro (sem partido) no segundo turno, com 44% contra 39%.
____________________ * Cidades à beira-mar da Flórida não estão preparadas para aumento do nível do mar - US$ 3,5 TRILHÕES em IMÓVEIS correm o RISCO de inundação na década de 2070

Na última quinta-feira (24), um condomínio de 12 andares à beira-mar ao norte de Miami Beach desabou, matando pelo menos quatro pessoas e deixando quase 160 desaparecidas. Pode ser um sinal assustador para o futuro, especialmente porque a elevação do nível do mar prejudica a própria fundação do sul da Flórida.
Um estudo de abril de 2020 descobriu que a área que o edifício estava mostrava sinais de afundamento da terra — provocado por ocorrências naturais e atividades humanas, como a extração de combustíveis fósseis e águas subterrâneas. Os autores disseram ao jornal USA Today que na década de 1990, o prédio estava descendo a uma taxa de 2 milímetros por ano, embora não esteja claro se isso necessariamente contribuiu para seu colapso.
As autoridades estão apenas começando sua investigação sobre o que causou a queda devastadora do prédio. Mas serão necessários mais dados para descobrir o que aconteceu. “Neste ponto, qualquer hipótese não é mais do que uma simples especulação”, escreveu Henry O. Briceño, professor da Florida International University que estuda qualidade da água e geologia. “Devemos esperar que os engenheiros coletem e analisem as informações.”
Mas embora os detalhes do acidente ainda estejam sob investigação, está claro há décadas que o aumento do nível do mar ameaça a infraestrutura — e as pessoas — no sul da Flórida. E o momento de lidar com esses riscos é agora, já que ele está acelerando. Um relatório divulgado no ano passado descobriu que Miami “enfrenta o maior risco de qualquer grande cidade costeira do mundo” por causa da quantidade de imóveis caros e das pessoas que vivem em um lugar tão frágil. Estima-se que US $ 3,5 trilhões em imóveis correm o risco de inundação na década de 2070, de acordo com o relatório.
“Embora seja muito cedo para determinar a causa, definitivamente não é muito cedo para se preocupar sobre como os edifícios e outras infraestruturas serão afetados à medida que as inundações causadas pelo aumento do nível do mar pioram e se existe um plano para modificar e manter esses edifícios ou se eles deveriam ser abandonados e removidos”, Andrea Dutton, geocientista da University of Madison Wisconsin e ex-professora associada de geologia da University of Florida, escreveu por e-mail.
Os prédios em Surfside e Miami Beach são construídos sobre um pântano recuperado. Suportando-os, está o calcário poroso, que constitui a base geológica da região. À medida que o aumento do mar invade a área — seja por tempestades ou inundações —, águas subterrâneas corrosivas e salobras podem ser empurradas para cima através do calcário, causando problemas para as estruturas. “Se a água do mar penetrar em uma coluna e atingir o vergalhão, ela se oxidará e os produtos aumentarão o volume, criando tensões que, por sua vez, podem rachar o concreto”, disse Briceño.
Isso certamente é uma ameaça para o futuro. “As estruturas estarão sujeitas a condições para as quais não foram projetadas, como estar permanentemente sob a água do mar”, disse Briceño. “As misturas de concreto são preparadas para o que devem suportar de acordo com o projeto, tanto mecânica quanto quimicamente.”
Tragicamente, a torre Champlain deveria passar por uma inspeção de 40 anos em breve, o que poderia ter mostrado que ela corria o risco de cair. Com essas terríveis ameaças em andamento, as autoridades podem ter que considerar a realização de tais inspeções com mais frequência.
Dutton teme que pode até ser hora de começar a remover pessoas de Surfside, um destino que algumas áreas também já estão considerando devido à elevação do mar. “Uma das minhas preocupações é que a paisagem urbana ficará inundada sem um plano para remover essa infraestrutura e, então, nosso litoral se tornará apenas uma pilha de entulho de concreto, metal e vidro”, disse.
____________________ * Por que a ciência acredita que carros deveriam ser banidos das cidades - Gizmodo Brasil

Pesquisadores da University College London, no Reino Unido, concluíram que as cidades precisam se livrar dos carros para serem habitáveis no futuro. O artigo, publicado na Royal Society Open Science, analisa o crescimento do números de transportes individuais, o que causa grandes congestionamentos e poluição.
Os cientistas criaram um modelo matemático que calculou um cenário para uma cidade com 50 milhões de habitantes e 50 milhões de carros, onde todos os moradores usam os automóveis diariamente. Como resultado, a cidade enfrenta os mais altos níveis de congestionamento e requer mais infraestrutura, como avenidas, pontes e estacionamentos para acomodar os veículos. Além disso, eles também constataram que há um paradoxo: as pessoas usam transporte individual para minimizar o tempo de deslocamento, mas ficam muito mais tempo no trânsito.
“A cidade do futuro, com milhões de pessoas, não pode ser construída em torno de carros e sua infraestrutura cara. Em algumas décadas, teremos cidades com 40 ou 50 milhões de habitantes, e essas poderiam criar estacionamentos com 40 ou 50 milhões de carros”, disse, em nota, Rafael Prieto Curiel, autor principal do estudo. “A ideia de que precisamos de carros vem de uma indústria muito poluente e de um marketing muito caro.”
Em geral, melhorar a qualidade do transporte público diminuiria o tempo de deslocamento, pois mais residentes escolheriam ele ao invés de dirigir. Ainda assim, restringir a quantidade de carros na rua também pode funcionar. Por exemplo, se um grupo de pessoas tem permissão para dirigir uma semana e deve usar outros meios de transporte na próxima, o tempo médio de deslocamento poderia ser reduzido em até 25%. Isso levaria a menos congestionamentos e uma cidade com mais qualidade de vida.
Os especialistas acreditam que o modelo deve encorajar as pessoas a apostarem em transportes alternativos. “Atualmente, grande parte dos terrenos das cidades é dedicado a carros. Se nosso objetivo é ter cidades mais habitáveis e sustentáveis, então devemos tomar parte desse terreno e alocar a meios de transporte alternativos: caminhada, bicicleta e transporte público”, ressalta o co-autor Humberto González Ramírez.
Nesse sentido, outro fator a ser lembrado é a sustentabilidade, já que a produção global de automóveis – incluindo carros elétricos – contribui com 4% das emissões totais de dióxido de carbono. Outros poluentes associados incluem o uso de gasolina e eletricidade, os materiais e infraestrutura necessários e o congestionamento gerado por grandes volumes de carros.
____________________ * Tesla fará recall de quase TREZENTOS MIL (!!!) carros na CHINA (!!!) por falha em sistema de piloto automático - Gizmodo Brasil

A Tesla coleciona algumas controvérsias com a China, incluindo o armazenamento local de dados de clientes e inúmeras reclamações feitas por consumidores chineses estão sendo ignoradas. Agora, mais um caso entra para essa lista: o órgão regulador de mercado da China afirma que a montadora de carros elétricos fará um recall de quase 300 mil veículos.
O regulador de mercado afirma que a empresa tomou essa decisão devido aos riscos de segurança representados pelos sistemas de controle no piloto automático dos automóveis. Aparentemente, esses sistemas são fáceis de serem ativados por acidente, fazendo com que o veículo acelere de forma inesperada.
Conforme relatado pelo Wall Street Journal e pela Reuters, a Administração Estatal da China para Regulamentação do Mercado disse no último sábado (26) que o recall inclui 249.855 sedans Model 3 e veículos crossover compactos Modelo Y, ambos feitos na fábrica da Tesla em Xangai. Também estão no recall 35.665 carros Model 3 importados, todos produzidos entre dezembro de 2019 e junho de 2021.
“Pedimos desculpas pela inconveniência causada por este recall a todos os proprietários dos nossos carros. Continuaremos melhorando a segurança em estrita conformidade com os requisitos nacionais”, disse Tesla na rede social chinesa Weibo. Um porta-voz da companhia se recusou a comentar o caso ao WSJ.
Este é o primeiro recall da Tesla feito especificamente para carros fabricados na China, e pode ser concluído remotamente pela internet com uma atualização de software para os sistemas de controle dos carros. O update está sendo fornecido pela montadora sem custo adicional.
Entraves com a China
Em outubro do ano passado, a Tesla fez o recall de quase 30 mil Model S e Model X importados da China por causa de problemas com os sistemas de suspensão dos veículos. A preocupação de que os carros da empresa pudessem ser usados para espionagem levaram a China a proibir os automóveis da montadora em instalações militares. Além disso, segundo a Bloomberg, algumas instituições governamentais locais analisam os carros da Tesla usados seus funcionários.
Enfrentando a pressão do governo da China, a Tesla estabeleceu um data center no país em maio deste ano. O servidor armazenar dados coletados dos carros de seus clientes chineses. Manifestantes também ofuscaram a apresentação da Tesla na edição mais recente do Salão do Automóvel de Xangai, para chamar a atenção para reclamações de consumidores chineses sobre problemas com seus carros.
____________________ * Carrapatos transmissores da DOENÇA de LYME invadiram os EUA e o Canadá nos últimos anos

Aqui estão algumas imagens assustadoras da crescente ameaça do carrapato transmissor da doença de Lyme na América do Norte, divulgadas pelo satélite da NASA. Os mapas acompanham pesquisas recentes que indicam que climas mais quentes nas últimas duas décadas permitiram que carrapatos de cervos sobrevivessem e se propagassem no Canadá e em partes do norte dos Estados Unidos.

Em fevereiro, pesquisadores liderados por Serge Olivier Kotchi, da Agência de Saúde Pública do Canadá, publicaram seu estudo na revista Remote Sensing. Eles criaram um modelo para mapear a propagação do Ixodes scapularis, o carrapato de patas negras e principal vetor da doença de Lyme, no centro e leste do Canadá entre os anos de 2000 e 2015. Essa modelagem se baseou em dados meteorológicos coletados por satélites da NASA e outros, que medem a temperatura da superfície da área e a frequência com que foi coberta por vegetação florestal ao longo do ano. A pesquisa contou com ajuda de outros estudos de campo anteriores que rastreiam populações de carrapatos no Canadá ao longo do tempo.
Como outras pesquisas mostraram, os dias mais quentes, acima de 0ºC, se tornaram mais frequentes no Canadá com o tempo. E esses períodos mais quentes permitiram que os carrapatos, que normalmente morreriam nos picos mais frios do ano, sobrevivessem até a próxima estação. Por causa disso, o risco ambiental de se deparar com esses carrapatos tem aumentado constantemente nessas áreas, especialmente na metade sul de Ontário e Quebec.
“ O Ixodes scapularis continua sua expansão geográfica no centro-sul e sudeste do Canadá. Isso é acompanhado por aumentos contínuos na incidência de casos humanos da doença de Lyme ”, escreveram os autores. “Acredita-se que a mudança climática, com o aumento das temperaturas, esteja facilitando a expansão dessa faixa”.
Embora as principais descobertas do estudo digam respeito ao risco de Lyme no Canadá, as mesmas tendências estão acontecendo nas proximidades dos EUA. Um artigo publicado pelo Observatório da Terra da NASA discute sobre como o estudo de Kotchi mostrou a mudança no risco de carrapato no centro e nordeste dos EUA durante os mesmos anos.
Outros dados, inclusive dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, mostraram que a doença de Lyme e outras doenças disseminadas por carrapatos e insetos estão aumentando nos Estados Unidos em geral. E embora Lyme tenha sido descoberta e ainda seja diagnosticada com mais frequência no nordeste dos Estados Unidos, os casos estão começando a se tornar mais comuns em outros lugares. No início deste ano, um estudo descobriu que as bactérias que causam Lyme prosperam até mesmo na vegetação perto das praias do norte da Califórnia.
Sobre o Lyme
Para que haja a transmissão da doença do inseto para a pessoa, o carrapato precisa ficar grudado por pelo menos 24h no corpo do indivíduo. Os sintomas podem aparecer de 3 a 32 dias após a picada, geralmente manifestados por febre, dores musculares, fadiga, lesões na pele entre outros.
O diagnóstico pode demorar para acontecer, já que a doença inicialmente se confunde com a gripe. Contudo, a depender do quadro clínico, a doença de Lyme pode ser identificada por um exame de sangue. Recentemente, alguns cantores canadenses como Justin Bieber, Shania Twain e Avril Lavigne compartilharam seus diagnósticos de Lyme.
____________________ * Algumas pessos dos grupos de risco poderão precisar de reforço da vacina da Covid-19 em breve

As doses de reforço contra a Covid-19 podem ser, eventualmente, necessárias para todos, embora mais rápido para algumas pessoas do que outras – pelo menos, essas são as expectativas da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Na quinta-feira, a Reuters informou sobre os documentos internos da OMS que apresentam seus cenários para o futuro próximo da pandemia, incluindo um que prevê que a maioria das pessoas pode precisar reforçar a vacina dois anos após a última dose. Os grupos mais vulneráveis, como os idosos, e pessoas com sistema imunológico frágil ou que têm comorbidades, podem precisar deles um ano após a última dose.
De acordo com a Reuters, as previsões foram definidas para serem discutidas durante uma reunião do conselho realizada quinta-feira pela Gavi, uma organização e parceria público-privada formada em 2000 pela OMS e outras partes, incluindo a Fundação Bill & Melinda Gates, que têm se concentrado em fornecer vacinas para os países mais pobres do mundo.
Durante a pandemia, Gavi, a OMS e a Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (CEPI) foram responsáveis pelo programa COVAX, uma iniciativa destinada a fornecer grande parte das doses da vacina contra Covid-19 para alguns países em desenvolvimento.
A OMS não respondeu a um pedido da Reuters para comentar sobre as supostas previsões. Mas um porta-voz de Gavi disse ao canal que o programa COVAX estaria planejando levar em consideração uma ampla gama de cenários.
Na verdade, restam muitas dúvidas quando se trata de prever o curso da imunidade do coronavírus. Alguns especialistas do governo dos EUA e fabricantes de vacinas disseram que reforços podem ser necessários em até um ano. No entanto, outros estudos sugeriram que a imunidade natural permanece forte e resistente em pessoas que foram contagiadas há 11 meses ou mais, enquanto dados de testes clínicos em andamento da Pfizer indicaram que as pessoas permanecem imunes pelo menos seis meses após a dose final. As reinfecções e infecções emergentes entre os totalmente vacinados também continuam muito raras.
É claro que, à medida que o coronavírus continua a evoluir, pode eventualmente haver variantes capazes de escapar substancialmente da imunidade fornecida pelas vacinas atuais ou por infecções anteriores. O sistema imunológico é uma máquina complicada, porém, há muitas partes funcionais que determinam como reagimos a um germe familiar. Uma variante hipotética pode algum dia ser capaz de causar doenças em mais de 50% dos vacinados, por exemplo, mas nosso sistema imunológico ainda pode ser treinado o suficiente para evitar que a maioria de nós fique gravemente doente.
Algumas pessoas são definitivamente mais propensas a se beneficiar dos reforços do que outras. Na quarta-feira, um estudo descobriu que receptores de transplantes de órgãos desenvolveram sinais de imunidade mais forte, incluindo anticorpos específicos de Covid-19, após uma terceira dose de reforço. Naquele mesmo dia, especialistas reunidos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças concluíram que não havia evidências suficientes para apoiar a recomendação de reforços para a população em geral agora, mas concordaram que certos grupos, incluindo idosos ou receptores de transplantes, possam precisar deles. Eles também não descartaram a ideia de um dia recomendar para todos os outros.
Ainda assim, o problema mais urgente relacionado à pandemia que o mundo enfrenta não é sobre os reforços de vacinas, mas sobre dar as primeiras doses a todos o mais rápido possível. Não se espera que o sistema COVAX chegue perto de distribuir a sua meta de 2 bilhões de doses de vacinas. E embora tenha havido sucessos recentes importantes no desenvolvimento de vacinas candidatas adicionais, também houve falhas em toda a pandemia no fornecimento de vacinas para o mundo.
Já em outubro de 2019, por exemplo, a maior parte do mundo vinha pedindo a renúncia temporária dos direitos de patente para que a produção de vacinas pudesse ser acelerada – um pedido contra o qual os EUA e outros partidos poderosos, incluindo a Fundação Gates, lutaram contra. Contudo, em maio de 2021, os EUA passaram a apoiar essas isenções, mas ainda não há certeza se isso, de fato, acontecerá.
Atualmente, apenas 17% da população mundial está parcialmente vacinada, e infelizmente, pode levar até 2022 ou mais para que a maioria do planeta receba suas vacinas.
____________________ * Posts de raiva são os que mais geram cliques e engajamento nas redes sociais - Gizmodo Brasil

Um novo relatório da Universidade de Cambridge confirmou o que muita gente já sabia: publicar comentários ou conteúdos babacas, preconceituosos e cheios de discurso de ódio na internet tem sido uma estratégia bastante eficaz para fazer com que outras pessoas acessem esse tipo de postagem, em vez de darem maior importância a outros posts. O estudo foi publicado no Proceedings of the National Academy of Science (PNAS) esta semana com o título “A animosidade de grupos externos impulsiona o engajamento nas redes sociais”.
Os pesquisadores analisaram exatos 2.730.215 milhões de posts no Twitter e Facebook de contas pertencentes a congressistas nos Estados Unidos, além de mensagens de jornalistas de esquerda e direita. Nas duas redes sociais, ficou constatado que postagens de ataque de um partido para o outro, ou vice-versa, geram um compartilhamento 67% superior do que se fosse um post destacando uma manifestação do próprio partido.
Em outras palavras, as pessoas costumam engajar mais conteúdos negativos do que positivos. Inclusive, dos 2,7 milhões de posts analisados, a maioria esmagadora era de usuários publicando sobre temas políticos de fora da própria bolha. Os pesquisadores de Cambridge observam que essas postagens nem precisavam mencionar políticos ou temas mais extremos. Na verdade, para um post se tornar viral, bastava um comentário da esquerda colocando palavras como “fascista”, por exemplo, ao mencionar um tweet ou post no Facebook em referência a alguma notícia.
Embora este seja o primeiro estudo a analisar especificamente os afundamentos nesse tipo de postagem, sabemos há anos que conteúdos de caráter divisivo ou que induzam à raiva é uma das maneiras que mais geram cliques na internet. E as redes sociais também sabem muito bem disso.
Um artigo recente do Wall Street Journal citou uma pesquisa interna do Facebook de 2018 que descobriu que bombardear usuários com um fluxo infinito de conteúdo negativo os fazia passar mais tempo na plataforma. Por outro lado, também reforçou as bolhas de pensamento no serviço, encorajou a polarização política e transformou o site nesse ambiente hostil que conhecemos hoje. De acordo com o WSJ, os principais executivos do Facebook arquivaram a pesquisa, em parte porque qualquer mudança feita nesses sistemas atingiria “usuários e editores conservadores” com mais força do que qualquer outra pessoa.
Além do Facebook, o Twitter vem aumentando sua tendência como uma das plataformas que mais espalham discurso de ódio. Em 2017, a Slate publicou um artigo chamando tweets babacas de “um esporte delicioso”, observando que seguir alguém por causa de um tweet idiota “alimenta ainda mais a cultura agressiva do Twitter”. Um ano depois, o CEO Jack Dorsey anunciava planos para minimizar o número de interações raivosas no site. Se a ideia funcionou? Bem, eu te desafio a navegar por não mas que cinco minutos para tirar a prova por você mesmo (spoiler: piorou muito).
____________________ * Martha Medeiros: Efeito colateral
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Ele telefonou de manhã cedo e me assustei:
ué, só trocamos WhatsApps.
Telefonemas estavam reservados para os aniversários ou para alguma tragédia pessoal.
Como não era meu aniversário, me preparei para o pior.
Alô.
Ele estava arrasado, havia rompido uma relação.
Não com a namorada, nem com o filho.
Na noite anterior, discutiu feio com um grande amigo e se desentenderam de vez, o passado em comum não conseguiu evitar o fim.
Nunca imaginou que chegaria a esse ponto por causa de política.
“Não sou nenhum radical, você sabe” — começou me dizendo — “mas cheguei no meu limite.
Desde moleques, éramos dois idealistas, comíamos e bebíamos livros, lutávamos contra o moralismo, viajávamos de carona pelo Brasil conhecendo praias lindas e cidades miseráveis, vimos a condição precária de tanta gente.
As cenas chocantes de tortura que assistíamos em filmes nos revoltava, queríamos mudar o mundo!
Inocentes, claro, mas o valor que dávamos à justiça, à vida e à igualdade era inegociável.
E, supunha eu, vitalício.
Agora, de cabelo branco, ele grita ‘mito, mito!’ para um sujeito que baba ovo pra ditadura e pra torturador, e que está nos levando a um retrocesso desmoralizante.
Não foi um voto em oposição ao PT, essa desculpa já caducou.
Ele realmente se identifica com o cara, Martha.
Como continuar conversando sobre futebol como se nada tivesse mudado?”
Fui a escolhida para o desabafo porque, semanas antes, havia comentado que, apesar do abismo aberto no país em 2018, eu ainda acreditava que as amizades formadoras, aquelas que se cristalizaram na infância e adolescência, não deveriam ser desfeitas pela polarização.
Manter o laço com quem nos viu crescer e que repartiu vivências muito íntimas é uma espécie de seguro-emocional.
Amizade verdadeira é um alicerce, uma maravilha do mundo antigo, quase um marco zero existencial.
Até agora, por sorte, não tive um embate violento e definitivo com ninguém que fosse especial para mim.
Nas redes é outro papo, as pessoas se exaltam e, se o vínculo é fraco ou inexistente, tchau e bênção.
Mas é muito doloroso colidir com um amigo querido que ainda acredita que a crise é entre esquerda e direita, que se posiciona como se houvesse dois extremos em disputa, quando não há.
Nossos políticos podem ser malandros, safados, frustrantes ou coisa pior, mas atuam na mesma arena democrática, são todos discutíveis.
O obscurantismo é indiscutível.
Alternativa suicida.
Era mesmo uma tragédia pessoal:
meu amigo ligou para falar sobre a morte do afeto, fulminado pela glorificação do absurdo.
Minha defesa pela manutenção dos laços entre pessoas discordantes não surtiu efeito dessa vez.
Ele perdeu um irmão em vida, o que é sempre triste.
Para atenuar, combinamos de reduzir a troca de WhatsApps e nos telefonarmos mais.
____________________ * Como escolher celular para idoso?
Tela e visibilidade
A tela é o principal meio de consumo de informações do telefone. Feature phones tendem a ter telas de LCD, com tamanho por volta de 1,8 a 2,4 polegadas devido à presença de botões físicos na parte frontal. Há diversos modelos de telefone que exibem caracteres, números e elementos grandes e destacados na tela, o que melhora a visualização. A resolução de tela é baixa e a tela é voltada para o uso simples como telefonar e enviar mensagens por SMS.
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ObaSmart 2 vem com tela de 5,5 polegadas — Foto: Divulgação/Obabox
Já os smartphones podem ultrapassar as 6,5 polegadas. Como os botões físicos são poucos, é importante escolher um modelo que seja otimizado para exibir as informações em tamanho adequado para o idoso: seja por conta de configuração vinda de fábrica, como no caso do Obasmart, ou por configuração pós-compra, ao modificar diretamente nas configurações o tamanho de textos e aplicativos. O aparelho da ObaBox é visto por cerca de R$ 899.
Qualquer que seja a escolha, é importante que as informações exibidas em tela sejam plenamente legíveis para o idoso e que ele tenha condições de operar o aparelho com autonomia.
Teclas grandes e botão de emergência
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Celular da Multilaser tem teclas físicas grandes. O botão de SOS fica ao lado da câmera — Foto: Divulgação/Multilaser
Muitos idosos têm dificuldade de interação com telas touch. Nesse sentido, é importante que o celular, no caso dos feature phones, tenha teclas grandes e que proporcionem interação sem erros. Há ainda modelos com diferenciação de cor nas teclas de ligar e desligar para facilitar a identificação.
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ObaSmart 2 possui botão virtual de SOS para emergências — Foto: Divulgação/Obabox
Já o botão de emergência é especialmente importante. Em telefones mais simples, é possível registrar números de confiança, normalmente chamados de "botão SOS" em teclas programáveis para enviar mensagens ou fazer uma chamada de modo automático.
Essa função é útil para idosos que não morem com os familiares. A ferramenta é vista no Obasmart, nos aparelhos da Samsung, nos telefones da Apple e por meio de aplicativos que cumprem essa função.
Aplicativos
A maioria dos smartphones é vendida com diversos aplicativos instalados de fábrica que costumam ter pouca ou nenhuma funcionalidade. Além de ocupar espaço, o excesso de aplicativos, também chamado de bloatware, podem confundir o idoso. Portanto, é importante que, caso a opção seja por um smartphone, o aparelho escolhido disponibilize apenas os aplicativos mais importantes.
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O BIG Launcher simplifica e aumenta as telas do Android — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes
Outra opção para aparelhos Android é a instalação de aplicativos como o BIG Launcher. Com ele, é possível alterar a interface para exibir ícones grandes, similar ao ObaSmart. Essa mudança não é definitiva e pode ser alterada para o padrão no momento da revenda.
Câmera
Embora muitos feature phones não explicitem o tamanho das fotos produzidas pelo aparelho, é importante conferir este dado para evitar aborrecimentos. Para garantir fotos minimamente boas, deve-se evitar aparelhos que tenham câmeras com qualidade VGA. O mercado conta com diversos aparelhos com qualidade a partir de 2 MP (1600 x 1200 px) e chega a 48 MP em aparelhos como o Moto E7 Plus, da Motorola, comercializado por preços a partir de R$ 959.
O tamanho, por si só, não é sinônimo de qualidade, mas garante fotos minimamente decentes. Imagens geradas por câmeras inferiores a 2 MP podem decepcionar e resultar na perda do registro de momentos importantes.
Bateria
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Enquanto um feature phone pode ficar de uma semana a um mês sem necessidade de carregar, dificilmente um smartphone passará de dois dias longe da tomada — Foto: TechTudo
Novamente, é importante diferenciar os dois tipos de celular destinados à terceira idade. No caso de feature phones, a bateria deve durar de uma semana a um mês, a depender do uso e do tamanho da bateria. Fabricantes como a Multilaser possuem modelos com diversos tamanhos, a exemplo do Up Play, com 800 mAh (R$ 85), Up Max, com 1.700 mAh, e Flip Vita, com 2500 mAh (R$ 160).
Já a bateria de smartphones dura bem menos. Modelos com bateria de 2.500 mAh, como o Obasmart 3, devem durar até um dia inteiro, enquanto modelos como o Motorola Moto E7 Plus e Galaxy A10S, com 5.000 e 4.000 mAh, respectivamente, devem durar até dois dias longe da tomada. O smartphone sul-coreano é encontrado por valores que partem de R$ 898.
Conectividade
É importante salientar que a internet não é o foco de feature phones, sendo que poucos proporcionam algum tipo de conectividade, muitas vezes limitada ao 2G. O 3G está presente na maioria dos smartphones, mesmo os mais simples, o que garante uma navegação fluida. Alguns contam inclusive com o 4G, maior velocidade de rede disponível atualmente no Brasil. O Wi-Fi é uma boa pedida para quando estiver em casa.
Multimídia
O rádio pode ser um diferencial para a terceira idade. Esse recurso está presente em poucos smarphones, mas a maioria dos feature phones conta com essa função, ainda que apenas na modalidade FM.
É possível escutar músicas em MP3 e fazer gravações de forma nativa, na maioria dos modelos, tanto de feature phones quanto de smartphones. Apesar disso, é importante levar em consideração a memória dos aparelhos. Smartphones, em geral, têm mais memória interna que feature phones, apesar de a defasagem poder ser contornada com o uso de cartões de memória micro SD.
Diferenciais: lanterna e base carregadora
Há também funcionalidades extras que devem ser levadas em consideração. Enquanto a função lanterna está presente na maioria dos smartphones, por meio da barra de notificações, essa é uma função pouco comum em feature phones. Ela é vista em aparelhos como o Multilaser UP Max.
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Multilaser Vita P9121 conta com recursos como botão SOS abaixo da câmera e base carregadora — Foto: Divulgação/Multilaser
Outro diferencial é a base carregadora, acessório presente em alguns modelos de feature phones, como o Multilaser Vita P9121, que facilitam o carregamento e não encontra correspondente em smartphones. Ele pode ser adquirido por R$ 150.
____________________ * O jogo MUDOU, e Bolsonaro tem EXPLICAÇÕES a dar | Míriam Leitão - O Globo

O jogo mudou. Com a notícia-crime protocolada por três senadores, o presidente terá que dar as respostas que tem se negado a apresentar desde que o assunto veio à tona. A resposta “eu não tenho como saber o que acontece nos ministérios” não melhora a vida de Bolsonaro. Ele foi informado por um deputado da base sobre o que estava acontecendo. O presidente já começou a ser abandonado e é assim que acontece nesses casos. Ele vai usar toda a sua agressividade e capacidade de gerar crises, mas não será suficiente se ele não tiver boas respostas para as questões levantadas na CPI da Covid.
Tudo isso acontece num momento ruim na economia. O aumento da bandeira vermelha 2 pode superar 70%, o que vai impactar novamente a conta de luz e a inflação. Os preços já estão altos e isso piora a qualidade da vida. O fanatismo alimentado com as exibições de motos pelas cidades do Brasil não é o suficiente. O país tem quase 15 milhões de desempregados, a inflação está alta, a energia sobe e há risco de racionamento. E a resposta do governo é baixar uma MP dando mais poderes ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Todas as linhas de investigação da CPI vão direto ao presidente. A estratégia da imunidade de rebanho que elevou o número de mortes, os atrasos e descasos na compra de vacinas, a disseminação dos remédios ineficazes. E agora, a corrupção. Esta também vai direto para o colo do presidente, porque ele soube pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) e pelo servidor Luis Ricardo Miranda de cada uma das suspeitas, e nada fez.
A longa sessão da CPI na sexta-feira trouxe por fim o nome sabido do deputado Ricardo Barros (PP-PR), outro fio que liga diretamente ao palácio, afinal é o líder do governo na Câmara. As denúncias de corrupção ocorrem em área sensível. O que o país mais queria era vacina. Bolsonaro tripudiou sobre esse nosso desejo. Deixou de comprar e tentou minar a confiança nos imunizantes. Disse numa entrevista ao filho Eduardo, em 19 de dezembro, que a pandemia estava acabando e não havia pressa da vacina. Mas houve pressa, três meses depois, a ponto de pressionar um funcionário público a assinar um documento inaceitável. Tudo o que Bolsonaro fez contra as vacinas e a proteção da vida humana só aumenta a gravidade do que houve no Ministério da Saúde. Um esquema tentou tirar proveito na compra de uma vacina duvidosa e superfaturada. Informado dos fatos, o presidente demonstrou que suspeitava de Ricardo Barros.
Os dois se conhecem de muitas décadas. Numa votação de medida de ajuste fiscal, no segundo mandato de Fernando Henrique, a dupla se desentendeu e Bolsonaro acusou Barros de tentar chantageá-lo. Esse conflito foi contado na coluna de política do Globo, no dia 20 de Janeiro de 1999. O presidente, portanto, conhece de velha data o seu líder.
Bolsonaro criou para esta campanha uma imagem falsa de si mesmo. A de pessoa anticorrupção, um militar de valores cristãos e contra os políticos. Tudo falso. Sua vida militar foi um fiasco. Ele ficou 30 anos no Congresso e apenas 11 anos no Exército. Passou pelos partidos envolvidos em inúmeros casos de corrupção. Seu governo já teve vários escândalos. Rachadinha e compra de imóveis com dinheiro vivo pelos filhos, cheque na conta da mulher de Bolsonaro, um ministro cercado de laranjas, outro ministro acusado de contrabando de madeira e defesa de infratores ambientais, compra inexplicável de uma mansão por Flávio, um foragido da Justiça escondido na casa do advogado de Flávio. Bolsonaro é o estelionato ambulante.
Os políticos que sustentam Bolsonaro começam agora a se perguntar quanto pode custar estar nessa companhia. O ciclo de fuga do presidencialismo de coalizão produz o afastamento de um governante quando ele se torna impopular. O presidente da Câmara, Arthur Lira, é inimigo de Renan Calheiros em Alagoas, portanto ele vai tentar remar no sentido contrário ao da CPI que tanto protagonismo dá a Calheiros. Mas até quanto ele pode apostar do seu capital político defendendo um governo tóxico? Lira acredita no que ouve do mercado financeiro de que a economia vai bem, mas o mercado ganha na alta e na baixa, e faz apostas de curto prazo, um político precisa ter um olhar longo. A economia que interessa às pessoas está com várias más notícias.
____________________ * Bolsonaristas em 2018, arrependidos em 2021: quem mais mudou de ideia sobre o presidente (APENAS) 34% dos seus eleitores afirmaram que NÃO votariam nele de novo DE JEITO NENHUM. ____________________ * 66% continuam.

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Na última semana, as notícias foram ruins para o presidente Jair Bolsonaro. Pesquisa nacional do Ipec mostrou que, se a eleição fosse hoje, Lula teria 49% das intenções de voto e o atual presidente, 23%. Além disso, 62% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro, enquanto 36% disseram o mesmo sobre Lula.
A pesquisa perguntou o voto dos entrevistados no segundo turno de 2018. Quando observamos dados relativos a Bolsonaro, vemos que (APENAS) 34% dos seus eleitores afirmaram que não votariam nele de novo de jeito nenhum.
Quem seriam esses eleitores arrependidos? É possível identificar grupos que se arrependeram em maior proporção? A junção das perguntas sobre o voto em 2018 e sobre a possibilidade de votar em Bolsonaro ajuda a responder.
A análise refere-se, então, exclusivamente aos eleitores que declararam o voto no atual presidente em 2018. Eles foram divididos em dois grupos: os que não votariam de jeito nenhum (arrependidos) e os que votariam com certeza ou que poderiam votar em Bolsonaro.
O resultado estatístico mostra que não há muita diferença nas faixas de idade, região do país, condição do município (se capital, periferia ou interior) e na cor dos entrevistados.
Já a religião, a escolaridade, a renda e o sexo têm variações significativas. Entre os católicos que votaram em Bolsonaro, 39% disseram que não votariam de novo, enquanto, entre os evangélicos, a porcentagem foi de 31%. Isso reflete a maior penetração de pautas conservadoras defendidas pelo presidente entre esses eleitores.
Com relação à escolaridade, à renda e ao sexo dos entrevistados, as diferentes proporções dos arrependidos refletem impactos das crises econômica e sanitária sobre os grupos sociais. Entre os que votaram no presidente e que chegaram a cursar o ensino fundamental, cerca de 40% disseram que não repetiriam a escolha.
Entre os mais pobres, o mesmo. Dos eleitores do atual presidente com renda familiar de até um salário mínimo (25% do total), 48% disseram que não votariam de novo. Entre as mulheres, a porcentagem foi de 40% — contra 32% entre os homens.
As gestões da economia e da pandemia pelo governo federal cobram seu preço. Os que mais sofreram desde o ano passado, perdendo emprego, renda e pessoas próximas estão dispostos em maior proporção a abandonar o barco bolsonarista em 2022.
Oswaldo E. do Amaral é cientista político e diretor do Centro de Estudos de Opinião Pública da Unicamp.
____________________ * Bandeira tarifária sobe para cortar consumo de luz, mas não funciona

Giulia Fontes
Do UOL, em São Paulo
29/06/2021 04h00
Atualizada em 29/06/2021 12h24
A diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu nesta terça-feira (29) aumentar o valor da taxa extra na conta de luz. A bandeira vermelha patamar 2 subiu 52%, de R$ 6,243 para R$ 9,49 por 100 kWh consumidos. A cobrança vale a partir de julho.
As bandeiras são os adicionais cobrados na conta de luz dependendo das condições de produção de energia no setor elétrico. Segundo a Aneel, elas não são destinadas, apenas, a cobrir os custos extras: a agência afirma que o mecanismo é uma forma de sinalizar para o consumidor quando é hora de gastar menos energia. Em 2018, porém, uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) apontou que as bandeiras não eram efetivas para provocar consumo consciente de energia.
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Por que o valor vai subir agora?
Procurada pelo UOL, a Aneel afirmou que as bandeiras refletem os custos variáveis de geração de energia. Agora, segundo o órgão, a revisão dos valores se justifica pelo aumento no preço dos insumos de usinas termelétricas, principalmente as que utilizam petróleo. Com a seca, as termelétricas são acionadas para que não falte energia.
"No caso da bandeira vermelha, uma vez que a Aneel tem identificado mais momentos de escassez nos reservatórios das usinas hidrelétricas, os valores pretendem resguardar a proteção do sistema elétrico brasileiro", afirmou a agência.
Como ficam as bandeiras
A agência só mudou o valor da bandeira mais cara. As demais permanecem iguais. Veja o valor delas por 100 kWh consumidos:
- Bandeira vermelha patamar 2 - R$ 9,49
- Bandeira vermelha patamar 1 - R$ 4,169
- Bandeira amarela - R$ 1,343
- Bandeira verde - não há cobrança extra
O que disse o TCU
Na auditoria realizada em 2018, o TCU afirmou que as bandeiras tarifárias estavam, na verdade, "assumindo um papel cada vez mais importante de antecipar receitas para evitar um acúmulo de custos para as distribuidoras de energia, deixando em segundo plano a intenção de atuar como sinalizador para redução do consumo".
O sistema de bandeiras foi instituído em 2015. Segundo dados da própria Aneel, desde então os consumidores pagaram R$ 38,5 bilhões extras na conta de luz. A agência informou que não tem uma estimativa de diminuição do consumo a partir da aplicação das bandeiras.
Mesmo assim, de acordo com a Aneel, o mecanismo evita um custo ainda maior para os consumidores. Isso porque, antes da aplicação das bandeiras, o aumento de custos da geração de energia era repassado apenas no reajuste tarifário, que ocorre uma vez por ano.
Por isso, o consumidor tinha de arcar, também, com juros, já que a conta havia sido adiada. Agora, o aumento é imediato: se os custos de geração aumentam, as bandeiras são acionadas e o consumidor paga na hora. Segundo a Aneel, desde 2015 os consumidores economizaram R$ 3,8 bilhões em juros.
Procurado pelo UOL, o TCU afirmou que o processo ainda não foi apreciado pelo Tribunal.
Valor pago pelos consumidores pelas bandeiras tarifárias
- 2015 - R$ 14,6 bilhões
- 2016 - R$ 3,5 bilhões
- 2017 - R$ 6,1 bilhões
- 2018 - R$ 6,8 bilhões
- 2019 - R$ 4,2 bilhões
- 2020 - R$ 1,3 bilhão
- 2021 (dados informados em junho) - R$ 2,048 bilhões
Fonte: Aneel
Faltam campanhas de conscientização, diz professor
De acordo com Dorel Ramos, professor do departamento de Engenharia de Energia da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), a efetividade das bandeiras como um sinal para a economia de energia depende do tipo de consumidor.
Para os que ganham mais, o efeito é reduzido porque a conta de luz pesa pouco no orçamento. E, para os que ganham menos, falta informação, segundo o professor.
A população não está devidamente informada, mal sabe o que é bandeira tarifária. [Quando a conta vier mais alta], vai achar que é só mais um reajuste, sem saber direito o motivo. É preciso uma campanha de esclarecimento.
Dorel Ramos
Segundo Ramos, porém, as bandeiras precisam ser reajustadas "de vez em quando", para recompor os preços.
Se for muito light, não cumpre o papel. Tem que doer no bolso. Se subir pouco, o cidadão não vai economizar. Mas é preciso que as pessoas entendam por que a conta está subindo e qual é o antídoto para isso, ou seja, que é preciso mudar hábitos de consumo.
Dorel Ramos
A última revisão do valor das bandeiras pela Aneel havia ocorrido em 2019.
Incentivo para quem economiza
Clauber Leite, coordenador do programa de energia do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), defende uma política de redução de consumo "mais robusta", incluindo campanhas de conscientização e a concessão de incentivos para quem economizar.
Não há nenhum tipo de estímulo a não ser a punição para quem consumiu mais. Caberia um aprimoramento do sistema de bandeiras.
Clauber Leite
A reportagem questionou a Aneel sobre a realização de campanhas de conscientização e a respeito de possíveis incentivos para quem economiza energia. A agência não respondeu.
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