____________________ * EUA NÃO têm EXPLICAÇÃO para OVNIs e encontram INDÍCIOS de CAPACIDADES tecnológicas DESCONHECIDAS

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____________________ * NÃO dá mais para DISFARÇAR o cheiro de PODRE 

____________________ * Bolsonaro TEM MUITO a EXPLICAR sobre a COVAXIN 

____________________ * Presidentes de 11 partidos, INCLUINDO ALIADOS de Bolsonaro, se reúnem CONTRA voto IMPRESSO 

____________________ * Engenheiro alertou sobre 'grandes danos estruturais' no prédio que desabou na Flórida

____________________ * 'Não vão ganhar no tapetão ou inventando narrativas', diz Bolsonaro após depoimento de irmãos Miranda na CPI

____________________ * No centenário do PC chinês, o paradoxo de um partido “poderoso e inseguro”

____________________ * Vai liberar geral Carlos Alberto Sardenberg

____________________ * JOÃO FERNANDES conta que a atriz MONIQUE CURI acolheu FILHO após a morte de MABEL CALZOLARI 

____________________ * Após Bolsonaro tirar máscara de criança, revista Science publica estudo que comprova eficácia do EPI contra a Covid

____________________ * Sem novos resgates, REVOLTA AUMENTA entre PARENTES de desaparecidos em Miami

____________________ * Bolsonaro será um dos personagens de livro que aborda avanço da extrema-direita no mundo ________________________ “DRUMS in the DISTANCE: JOURNEY into the GLOBAL FAR RIGHT” ___________ do historiador JOE MULHALL, da Universidade de CAMBRIDGE 

____________________ * MOURÃO diz que PAZUELLO NÃO É desonesto, mas NÃO esclarece o que o ex-ministro É 

____________________ * EUA NÃO têm EXPLICAÇÃO para OVNIs e encontram INDÍCIOS de CAPACIDADES tecnológicas DESCONHECIDAS 

____________________ * Morre Peter Zinovieff, compositor e inventor do sintetizador portátil que mudou a música pop

____________________ * CRINGE ou não, saiba o CONCEITO, as GÍRIAS e os FAMOSOS de cada geração; identifique a sua

____________________ * Trump inicia em Ohio turnê de VINGANÇA contra republicanos que votaram por seu IMPEACHMENT 

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____________________ * Não dá mais para disfarçar o cheiro de podre

O autoritário, intolerante, reacionário, equivocado e hipócrita governo Bolsonaro terá de explicar agora o cheiro de podridão que exala do Palácio do Planalto

Se ainda havia alguma dúvida, ela desapareceu ontem. O autoritário, intolerante, reacionário, equivocado e hipócrita governo Bolsonaro terá de explicar agora o cheiro de podridão que exala do Palácio do Planalto. O presidente sabia que havia um esquema de desvio de verbas montado no Ministério da Saúde. A denúncia feita à CPI da Covid talvez seja a mais grave, pelo menos dentre os episódios que já se conhece, porque envolve vidas humanas. Segundo o deputado Luis Farias, Bolsonaro sabia que o deputado Ricardo Barros, seu líder no Congresso, estava envolvido na falcatrua da importação da vacina Covaxin.

O presidente está diretamente envolvido, no mínimo por prevaricação. Segundo a acusação do deputado Luis Miranda e de seu irmão Luis Ricardo, funcionário do Ministério da Saúde, os dois foram a Bolsonaro em 20 de março, um sábado, relatar que autoridades do ministério faziam pressão para o servidor aprovar uma importação de vacina com irregularidades evidentes. O presidente disse que tomaria providência, e citou o nome de Barros. Ele não tomou providências e só agora apareceu com a desculpa esfarrapada de que apresentou o caso ao ministro Pazuello (querem deixar a bomba no seu colo, general, abre o olho) e que este voltou depois dizendo que não havia nada.

Como mandar uma investigação ser feita pelo órgão sobre o qual repousa a suspeita? Era caso de polícia, que não foi acionada. Pior, Pazuello estava de saída e seu substituto já despachava no Ministério da Saúde, embora o general tenha ficado participando de um processo de transição até o dia 22 de março. Houve, portanto, apenas um dia útil para o general investigar a denúncia e “constatar” que nada houve. Ao sair, contudo, Pazuello disse aos funcionários que havia gente querendo levar um “pixuleco” do Ministério.

Segundo o recibo apresentado pelos Miranda, deveriam ser transferidos US$ 45 milhões dos cofres públicos (R$ 225 milhões, ou duas Mega-Senas de Natal), para a conta de uma empresa em Cingapura, que não constava do contrato. Fora isso, o preço da vacina poderia estar superfaturado. A alegação do governo é que o contrato não foi finalizado. Claro, não foi concluído porque vazou. Detalhes: 1) A empresa Precisa já havia dado outros golpes na Saúde; 2) Bolsonaro intercedeu junto ao governo indiano em favor da Precisa.

O escândalo, que envolve políticos e militares, foi mal conduzido pelo governo. O ministro Onyx Lorenzoni ameaçou as testemunhas e mandou a Polícia Federal investigar um deputado no exercício do seu mandato sem autorização do Supremo. A mesma PF que não foi mobilizada quando a denúncia surgiu. Onyx disse ainda que o recibo apresentado era forjado. Não era. A arrogância do ministro é a cara do governo Bolsonaro. A estupidez do presidente parece transbordar em cascata para os escalões inferiores.

Dois zerinhos também mostraram a cara ontem. O deputado Eduardo Bolsonaro teria sido avisado por Luis Miranda e, como o pai, nada fez. O senador Flávio Bolsonaro, teria levado Francisco Maximiano, presidente da Precisa, empresa que intermediou o contrato da Covaxin com o Ministério da Saúde, a uma audiência com o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, em outubro do ano passado. Essa intimidade com Maximiano, revelada ontem pela revista “Veja”, deve empestear ainda mais o ambiente no Palácio do Planalto.

Além dos escândalos que se avolumam e desmascaram Bolsonaro, não dá para esquecer as falcatruas domésticas, como as rachadinhas dos gabinetes da família do presidente e o depósito de R$ 89 mil feito pelo miliciano Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, dona Michelle. Também precisa ser explicado onde o zerinho senador arrumou dinheiro para comprar uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília. Ele recebe R$ 32 mil brutos, ou pouco mais de R$ 24 mil líquidos por mês. Se desse todo o salário para financiar o imóvel, teria de trabalhar sem receber nada por 20 anos e oito meses. E ser eleito mais duas vezes, o que a esta altura já não se pode garantir.

TORNIQUETE

Com a maior cara de pau, Jair Bolsonaro disse a uma plateia no Rio Grande do Norte que em dois anos e meio o seu governo não foi objeto de nenhuma acusação de corrupção. A declaração foi feita na última quinta-feira, dia seguinte à demissão de Ricardo Salles do Meio Ambiente, denunciado no STF por enriquecimento ilícito, e à denúncia do deputado Luis Miranda sobre a Covaxin. Talvez ele tenha tentado dizer que ignorou as denúncias e se expressou mal. Ou foi um lapso psicológico. O torniquete vai sendo apertado no pescoço do presidente e de seu governo.

RESOLVER O QUÊ?

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, perguntou aos repórteres Evandro Éboli e Thiago Bronzatto que o entrevistavam: “O impeachment vai resolver o quê?”. Os repórteres não puderam responder, até porque eles entrevistavam, não concediam entrevista. Se quisessem, poderiam listar pelo menos uma dúzia de problemas graves e gravíssimos que seriam resolvidos com o afastamento de Bolsonaro. Mas não adiantaria. Talvez Lira se convença agora, quando pesquisa do Ipec (ex-Ibope) mostra claramente que com o nome de Bolsonaro na cédula eleitoral de 2022 ninguém tira a vitória de Lula.

HEDIONDO

O delinquente mandou uma menina tirar a máscara no palanque em que estava no Rio Grande do Norte. Depois, de maneira ainda mais asquerosa, retirou a máscara de um bebê que pegou no colo ao se aglomerar com seus alucinados seguidores. Como tipificar este crime, deputado Arthur Lira? Hein, procurador Augusto Aras?

REPRESSÃO SEXUAL

O professor de filosofia Fernando Muniz, da Universidade Federal Fluminense, autor de “Prazeres Ilimitados”, livro publicado em 2015 pela Nova Fronteira, afirma que a repressão sexual pode levar ao fim do planeta. Ele diz que pessoas que detêm o poder e não conseguem se libertar sexualmente podem produzir danos dramáticos para a humanidade. Quanto mais poderoso, maior o risco que o mundo corre. No caso do Brasil, seria uma repressão dessa natureza a responsável pelo estado de permanente beligerância do presidente, as ameaças que faz à democracia, os repetidos gestos negacionistas que matam brasileiros em escala industrial nesta pandemia?

VALENTÃO

Mais uma vez o valentão do Palácio do Planalto levantou a voz contra mulheres. Agora com duas repórteres. A uma delas, Laurene Santos, mandou calar a boca. Com homem ele só fala alto se o sujeito estiver fardado e tiver estrelas sobre os ombros. Estes batem continência e ficam quietos.

FERNANDA MONTENEGRO

“Eu sou mais forte do que eu, dizia Clarice Lispector. A nossa geração aprendeu a ser o máximo possível de nós mesmos. E saímos vitoriosos. Foram anos de luta, de batalha. Muitos ficaram no caminho, mas seguimos… Seguimos”. Este texto foi escrito por Fernanda Montenegro especialmente para o ato em celebração dos 53 anos da Passeata dos Cem Mil, realizada em 26 de junho de 1968, e do Dia Internacional da Apoio às Vítimas da Tortura, data instituída pela ONU em 1987. O vereador Chico Alencar fará a leitura na Candelária, às 10h de hoje. Manifestações contra a tortura serão realizadas também em São Paulo, Belo Horiozonte, Fortaleza, Goiânia e Porto Alegre.

VERGONHA

Nise Yamagushi quer ser indenizada em R$ 320 mil por ter se sentido ofendida pelos senadores antinegacionistas da CPI. Uma vergonha para todas as mulheres. Aceitar isso é o mesmo que concordar que o gênero elimina a culpa e a responsabilidade. Nise não foi agredida e insultada, foi contestada pela sua ignorância e má-fé.

OSMAR T. PLANA

Numa semana cheia de novidades como essa, o depoimento contorcionista do chefe do gabinete paralelo de Bolsonaro poderia até passar sem qualquer menção neste sábado. Mas, apesar de todo o barulho que se ouviu, não dá para deixar de lembrar a montoeira de tolices ditas pelo deputado Osmar Terra. A maior delas foi expelida assim: “Este país tem um presidente que pensa”. Desnecessário citar todas as demais, basta não esquecê-las.

VIRA-LATA

O consulado brasileiro de Miami envergonha os nacionais que precisam buscar lá qualquer serviço ou apoio. Na portaria e no sistema de encaminhamento na entrada da representação, ninguém fala português. A segurança só habla español e, mesmo quando questionado em português, responde no idioma de Cervantes. O sistema de som que encaminha as pessoas aos guichês opera em inglês, mas com o conhecido sotaque do espanhol cubano. Português? Só no último estágio, mesmo assim, apenas se o cliente assim exigir.

MADEIREIRO FUJÃO

Foi tarde o ministro madeireiro Ricardo Salles. Entrou para o lixão da História, onde já o esperavam Ernesto Araújo, Abraham Weintraub e Fabio Wajngarten. Ainda há outros na fila, mas a linha de frente foi abatida pelos seus próprios atos. O problema é que o madeireiro fugiu para não ser processado pelo Supremo (esta turma se pela de medo de Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia). Já houve antecedentes, se o STF quiser, pode manter o caso.

____________________ * Bolsonaro tem muito a explicar sobre a Covaxin

Covaxin


São a cada dia mais frágeis os argumentos do governo para justificar o contrato de R$ 1,6 bilhão para importar a Covaxin, vacina mais cara entre todas as compradas pelo Brasil. Apesar do tumulto provocado pelos senadores governistas na sessão de ontem da CPI da Covid, o depoimento do servidor Luis Ricardo Miranda, chefe do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, e de seu irmão, o deputado Luis Claudio Miranda (DEM-DF), trouxe detalhes novos que confirmam as suspeitas. Apresentaram evidências de vários alertas ao presidente Jair Bolsonaro sobre as irregularidades, como Luis Ricardo denunciara em entrevista ao GLOBO. Ele reiterou que, em encontro no dia 20 de março no Alvorada, Bolsonaro se comprometeu a encaminhar o caso à PF.

Mesmo depois do encontro em que afirmaram ter denunciado as suspeitas ao presidente, a pressão sobre Luis Ricardo persistiu, segundo mensagens apresentadas. As evidências revelam um pedido de pagamento antecipado, fora do contrato, para importar três lotes com data próxima ao vencimento. Se tivesse sido assinado, a empresa poderia cobrar US$ 45 milhões adiantados. Depois de muito resistir, Luis Claudio disse que Bolsonaro atribuiu as irregularidades ao deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. Luis Ricardo afirmou ter ficado sabendo da cobrança de propina por vacinas, mas não deu detalhes.

Tudo é estranho no caso Covaxin. Como revelou O GLOBO, cada dose foi encomendada por R$ 80,7, o quádruplo do valor pago pela AstraZeneca. Em contraste com o procedimento-padrão, a negociação foi feita com um intermediário, a Precisa Medicamentos, não com o laboratório Bharat Biotech. O pedido de antecipação de doses veio em nome de outra empresa, a Madison Biotech, que nem consta do contrato. Bolsonaro se empenhou pessoalmente na negociação, apelando ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

O histórico da Precisa recomendaria cautela. Entre seus sócios está a Global Saúde, investigada por um contrato para fornecer medicamentos nunca entregues, a que é atribuído prejuízo de R$ 20 milhões — negócio assinado no governo Temer, quando o ministro da Saúde era justamente Ricardo Barros.

Diante das denúncias, o Planalto adotou comportamento-padrão: desqualificou os fatos, atacou os denunciantes, alegou que documentos apresentados eram fraudados (embora constem do sistema do ministério), pôs as autoridades para investigar não as acusações, mas quem as fez.

Os descaminhos para a compra da Covaxin levam inevitavelmente ao gabinete de Jair Bolsonaro. O governo tem muito a explicar. Por que comprar uma vacina tão cara, oferecida antes por menos de um décimo do preço? Por que o documento para importação foi emitido em nome de uma empresa sediada em Cingapura que nem constava no contrato? Por que exigir pagamento adiantado? Por que tanta pressão dos escalões mais altos do ministério sobre Luis Ricardo só nesse caso? Por que Bolsonaro, que desdenhava as negociações por vacinas, se empenhou pessoalmente, a ponto de levar o tema a Modi? Que fez ele diante da denúncia? E em relação a Barros? Por que a PF só entrará no caso agora?

Antes do encontro com o presidente, uma troca de mensagens entre os irmãos dizia: “Hoje a gente descobre se o Bolsonaro é cúmplice ou honesto”. É isso que o Brasil quer saber.

____________________ * Presidentes de 11 partidos, incluindo aliados de Bolsonaro, se reúnem contra voto impresso | Bela Megale - O Globo

Reunião de presidentes de 11 partida contra voto impresso

Presidentes de 11 partidos se reuniram neste sábado, por videoconferência, e decidiram se posicionar publicamente contra o voto impresso. Entre os presentes estavam aliados de Jair Bolsonaro, como o presidente do PP, Ciro Nogueira, do Republicanos, Marcos Pereira e do PL, Valdemar Costa Neto. Bolsonaro é um dos principais críticos do sistema atual e levanta suspeitas de fraudes nas eleições, apesar de nunca ter apresentado provas. 

Além deles, estavam presentes os presidentes do PSL, Luciano Bivar, do DEM, ACM Neto; do MDB, Baleia Rossi, do PSD, Gilberto Kassab, do Solidariedade, Paulinho da Força, do PSDB, Bruno Araújo, do Avante, Luís Tibé e do Cidadania, Roberto Freire. Essas siglas representam cerca de dois terços do Congress Nacional, com um total de 325 deputados federais e 55 senadores.

– O principal objetivo é mandar um recado claro de que esses partidos são contra mudanças no sistema eleitoral. Vamos trabalhar junto ao Congresso para que não haja alteração. Uma mudança pode colocar em xeque todo o sistema eleitoral brasileiro e também nossa democracia. Imagina a instabilidade que o Brasil pode viver com vários pedidos recontagem. Nosso sistema eleitoral é um mais confiáveis do mundo, não tem por que mexer. – disse à coluna ACM Neto, presidente do DEM.

A comissão especial criada pela Câmara dos Deputados para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna obrigatório o voto impresso se reúne na segunda-feira para apresentação do parecer do relator, o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR).

– Não existe o menor sentido em se mudar sistema atual de votação eletrônica – disse o presidente do PSL, Luciano Bivar.

Um dos articuladores do encontro foi o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Moraes será o presidente da corte eleitoral na eleição de 2022. 

– As pessoas que perderem as eleição vão questionar o resultado na Justiça e será uma loucura. O sigilo do voto ficará em risco, com a recontagem. Além de abrir possibilidade de compra de votos nos rincões do Brasil. Só falamos sobre isso na reunião, porque qualquer outro assunto ia dar briga – afirmou o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força.

____________________ * Engenheiro alertou sobre 'grandes danos estruturais' no prédio que desabou na Flórida

Três anos antes, consultor exortou gerentes a consertarem colunas rachadas e concreto em ruínas; obra estava prestes a começar antes do acidente
Mike Baker e Anjali Singhvi, do New York Times
26/06/2021 - 08:30 / Atualizado em 26/06/2021 - 09:53
Pessoas assistem ao trabalho das equipes de emergência que continuam as operações de busca e resgate para sobreviventes em Surfside, perto de Miami Beach, Flórida Foto: MARIA ALEJANDRA CARDONA / REUTERS
Pessoas assistem ao trabalho das equipes de emergência que continuam as operações de busca e resgate para sobreviventes em Surfside, perto de Miami Beach, Flórida Foto: MARIA ALEJANDRA CARDONA / REUTERS

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NOVA YORK — Três anos antes do desabamento do prédio no condomínio Champlain Towers South, em Surfside, perto de Miami, um consultor encontrou evidências alarmantes de “grandes danos estruturais” na laje de concreto abaixo do deck da piscina e “abundantes” rachaduras e desmoronamento das colunas, vigas e paredes do estacionamento sob o prédio de 12 andares. O relatório também identificou uma série de outros problemas: os moradores reclamaram da entrada de água pelas janelas e portas das varandas, e o concreto de muitas sacadas também estava se deteriorando.

O relatório do engenheiro Frank Morabito ajudou a formular um projeto de reparo multimilionário que deveria começar em breve — mais de dois anos e meio depois que os gerentes do prédio foram avisados — mas o prédio sofreu um colapso catastrófico na madrugada na quinta-feira, deixando 159 pessoas desaparecidas sob uma pilha enorme de escombros.

A associação de gestão do complexo revelou alguns dos problemas na esteira do colapso, mas só depois que autoridades municipais divulgaram o relatório de 2018, na sexta-feira, que toda a natureza dos danos no concreto e nos vergalhões — a maioria provavelmente causada por anos de exposição à maresia corrosiva ao longo da costa do Sul da Flórida — tornou-se assustadoramente aparente.

“Embora alguns desses danos sejam pequenos, a maior parte da deterioração do concreto precisa ser reparada em tempo hábil”, escreveu o consultor Frank Morabito sobre os danos perto da base da estrutura como parte de seu relatório de outubro de 2018 sobre o edifício construído na década de 1980, em Surfside, Flórida. Ele não deu indicações de que a estrutura estava em risco de colapso, embora tenha notado que os reparos necessários teriam como objetivo “manter a integridade estrutural” do edifício e de suas 136 unidades.

Kenneth Direktor, advogado que representa a associação liderada por moradores do prédio, disse que os reparos já estavam programados, com base em extensos planos elaborados este ano.

— Eles estavam prestes a começar — disse em uma entrevista, acrescentando que o processo teria sido tratado de forma muito diferente se os proprietários tivessem qualquer indicação de corrosão e desintegração mais sérias, além dos casos leves que são relativamente comuns em muitos edifícios de áreas costeiras.

Eliana Salzhauer,  funcionária municipal de Surfside, disse que embora a causa do colapso fosse desconhecida, parece que os problemas identificados pelo engenheiro no relatório de 2018 poderiam ter contribuído para a falha estrutural.

—  É perturbador ver esses documentos porque o conselho do condomínio foi claramente informado de que havia problemas — disse Salzhauer. — E parece pelos documentos que as questões não foram abordadas.

Os investigadores ainda não identificaram a causa do desabamento e ainda aguardam acesso total a um local onde equipes de resgate estão vasculhando com urgência uma pilha instável de destroços em busca de possíveis sobreviventes. Especialistas afirmam que o processo de avaliação de possíveis cenários de falha pode levar meses, envolvendo uma revisão de componentes individuais da construção que agora podem estar enterrados nos escombros.

O prédio estava entrando em um processo de recertificação — um requisito para estruturas de 40 anos que sofreram o castigo dos furacões costeiros da Flórida, das tempestades e da maresia corrosiva que pode penetrar no concreto e enferrujar os vergalhões e as vigas de aço de seu interior. A exigência foi implementada após um colapso anterior de um prédio em Miami, em 1974.

Impermeabilização

Morabito, que não quis dar declarações após o acidente, escreveu no relatório de 2018 que o objetivo de seu estudo era entender e documentar a extensão dos problemas estruturais que exigiriam reparo ou remediação. “Esses documentos permitirão ao Conselho de Condomínio avaliar adequadamente as condições gerais do edifício, notificar os inquilinos sobre como eles podem ser afetados e fornecer uma infraestrutura segura e funcional para o futuro”, escreveu.

No nível do solo do complexo, os veículos podem passar ao lado do deque da piscina, onde os moradores podem tomar sol. Morabito, em 2018, afirmou que a impermeabilização abaixo do deque e da unidade de entrada estava cedendo, “causando grandes danos estruturais à laje de concreto abaixo dessas áreas”.

O relatório acrescentou que “a falha em substituir a impermeabilização em um futuro próximo fará com que a extensão da deterioração do concreto se expanda exponencialmente.” O problema, de acordo com ele, é que a impermeabilização foi colocada em uma superfície plana, não inclinada de forma que permitisse o escoamento da água, um problema que ele chamou de “grande erro” no projeto original. A substituição seria “extremamente cara”, alertou, e causaria um grande transtorno aos moradores.

No estacionamento, que fica em grande parte no nível inferior do prédio, parte dela sob o deque da piscina, Morabito disse que havia sinais de desgaste.

“Fissuras abundantes e fragmentação em vários graus foram observadas nas colunas, vigas e nas paredes de concreto”, Morabito escreveu. Ele incluiu fotos de rachaduras nas colunas da garagem, bem como concreto desmoronando — um processo que os engenheiros chamam de “lascamento” — que expôs reforços de aço no convés da garagem.

Ao longo dos anos, surgiram outras preocupações sobre o complexo. Uma moradora entrou com uma ação em 2015 alegando que a má manutenção havia permitido que a água entrasse em sua unidade por meio de rachaduras em uma parede externa. Alguns moradores expressaram preocupação com o fato de que explosões durante a construção em um complexo vizinho tenham sacudido suas unidades.

____________________ * 'Não vão ganhar no tapetão ou inventando narrativas', diz Bolsonaro após depoimento de irmãos Miranda na CPI

O presidente realiza na manhã deste sábado um passeio de moto com apoiadores em Chapecó
Presidente acena para apoiadores enquanto lidera passeio de moto em Chapecó Foto: Reprodução
Presidente acena para apoiadores enquanto lidera passeio de moto em Chapecó Foto: Reprodução

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BRASÍLIA — Em discurso realizado após a realização da motociata em Chapecó, o presidente Jair Bolsonaro não abordou diretamente as acusações feitas pelo deputado Luís Miranda de que teria citado o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, como responsável por um esquema de corrupção no Ministério da Saúde. Bolsonaro, entretanto, atacou a CPI da Covid e afirmou que 'não vão ganhar no tapetão'.

O presidente participou de um passeio de moto com milhares de  pessoas na cidade do interior de Santa Catarina neste sábado. Na sexta, em depoimento à CPI da Covid, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que levou ao presidente denúncias sobre um suposto caso de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin.

— Só um coisa me tira de Brasília: é o nosso Deus. Não vão ganhar no tapetão ou inventando narrativas. O Brasil ainda passa por um momento difícil. Desde o começo eu falei que tínhamos dois problemas, o vírus e o desmprego. Eu fiz a minha parte, eu não fechei um botequim quiser — afirmou.

O presidente voltou a atacar os integrantes da CPI e repetiu que a oposição esta tentando "ganhar no tapetão".

—Temos uma CPI de sete pilantras. Que não querem investigar quem recebeu dinehrio, apenas quem mandou o dinheiro. Lamentavelmente, o Supremo decidiu pela CPI e decidiu também que governadores estão desobrigados de comparecer à mesma. Querem apurar o quÊ? No tapetão não vão levar.

O presidente Jair Bolsonaro realiza na manhã deste sábado uma "motociata" em Chapecó (SC). Anunciado há algumas semanas, o passeio de moto pela cidade ocorre em meio a um dos momentos de maior desgaste do presidente, com queda na aprovação e com a CPI da Covid no Senado avançando sobre um suposto caso de favorecimento a uma empresa no Ministério da Saúde.

Esse é o quarto passeio de motos realizado por Bolsonaro, que já realizou atos similares em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Assim como nos três eventos anteriores, as motociatas, como vêm sendo chamadas, têm reunido milhares de apoiadores do presidente e adotado tom de campanha.

De acordo com pesquisa Ipec divulgada nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro viu sua aprovação diminuir entre o eleitorado: apenas 33% disseram aprovar sua maneira de governar. O presidente ainda mantém uma base fiel de eleitores.

O presidente transmitiu parte da motociata em suas redes sociais. Bolsonaro e milhares de apoiadores andaram pela cidade e acenaram para outras pessoas nas calçadas, que balançavam bandeiras do Brasil em apoio ao presidente.

Nesta sexta-feira, em depoimento a CPI da Covid, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que ouviu do presidente que o esquema que denunciavam era ligado ao líder do governo Ricardo Barros.

O presidente da comissão, senador Omar Aziz (MDB-AM) afirmou durante a sessao que o presidente poderia ter cometido o crime de prevaricação, por ter recebido a denúncia e não dado prosseguimento a ela.

____________________ * No centenário do PC chinês, o paradoxo de um partido “poderoso e inseguro” | Marcelo Ninio - O Globo

Prestes a comemorar cem anos de fundação, na próxima semana, o Partido Comunista da China deve sua longevidade não a seu apego a ideologias, mas ao pragmatismo e à capacidade de se reinventar. Esta é a avaliação do sinólogo alemão Klaus Mühlhahn, autor de um ambicioso livro lançado em 2019 que analisa a trajetória do país desde o fim da era imperial, no início do século 20, para explicar a China de hoje (“Making China modern”).

Um homem tira fotos ao lado de estátuas de antigos líderes comunistas chineses no Museu do Partido Comunista da China

O grande paradoxo é que ao mesmo tempo em que projeta cada vez mais poder, tanto no plano doméstico como no internacional, o PCC mantém-se “extremamente inseguro”, diz Mühlhahn, presidente da Universidade Zeppelin, no sul da Alemanha. Aqui alguns trechos da entrevista que fiz há alguns dias com o historiador.

No início do século XX havia muitas ideologias “exportadas” circulando na China. O que fez o comunismo sair vencedor, na disputa de ideias e no campo de batalha?

É importante lembrar que este é um partido que se reinventou muitas vezes. Eu sempre o comparo a partidos na Europa, que têm enorme dificuldade para se adaptar às mudanças na sociedade. Já o PCC mostrou grande pragmatismo. Começou como um partido para o proletariado, seguindo o que disse Karl Marx. Mas quando viu que não havia proletariado, e que as cidades estavam destruídas, o PCC se reinventou como um partido dos camponeses, algo que não era no início. Todos os líderes eram intelectuais urbanos, com exceção de Mao Tsé-tung. O partido se reinventou também em 1949, quando chegou ao poder. O que o levou à vitória foi o pragmatismo, a capacidade de aprender, e também o fato de ter abraçado o nacionalismo nos anos 1950, algo incomum para partidos comunistas, mais ligados à revolução mundial.

O PCC vive dizendo que sem ele não haveria a “nova China”: o senhor consegue imaginar o que seria a China hoje se os comunistas não tivessem chegado ao poder?

Esta é uma questão traiçoeira, e também desafiadora e profunda. Em primeiro lugar, eu acho que definitivamente haveria uma nova China sem o Partido Comunista, porque havia uma continuidade institucional e também paralelos com o Kuomintang [Partido Nacionalista, adversário do PCC]. Sabemos que eram projetos de China que competiam entre si, mas que também se cruzavam. Sem o Partido Comunista a China também iria buscar integridade territorial, não abriria mão do Tibete e nunca renunciaria à soberania de Hong Kong. Então de certa forma nós nos enganamos ao pensar que uma China sem o Partido Comunista seria uma China melhor, diferente, ou um parceiro mais fácil para o mundo. Isso não é tão claro. As semelhanças com o Kuomintang incluem também a centralização do poder. Nenhum dos governos da China esteve realmente interessado em democracia. Não quer dizer que a democracia não funcionaria na China. Muitos intelectuais chineses defenderam a democracia, então não é verdade que há um fator cultural que impede a adoção da democracia, muito pelo contrário. Desde os anos 1930 até os anos 2000 sempre houve gente na China que defendeu formas mais democráticas de organizar o partido e a nação. Mas aqueles que estão no poder acreditam que isso diminuiria o seu poder.

O endurecimento político sob o atual presidente, Xi Jinping, costuma ser atribuído ao temor de que se repita na China o que levou ao fim da União Soviética. Na sua opinião esse temor persiste?

Antes de assumir o poder Xi Jinping convidou dois ou três historiadores da Rússia para sua casa e teve conversas longas sobre a queda do comunismo no Leste europeu. Sei disso com certeza, porque falei com pessoas que estiveram lá. Foi uma noite inteira, em que ele tentou entender o que levou à queda da União Soviética e do comunismo. O partido é uma organização que está sempre aprendendo com os erros. Estamos habituados a pensar em partidos dominados por ideias, mas esse é um partido extremamente pragmático, ninguém dá a mínima para pura ideologia, tudo tem a ver com a realidade e suas mudanças. Eu acredito que eles são assombrados pelo espectro de que o comunismo também fracasse na China e isso é muito importante porque cria um paradoxo: é um partido que parece tão poderoso, mas também é extremamente inseguro. Eu acho que eles sabem que esse não é um sistema para o longo prazo e que por isso tentam achar soluções de curto prazo para crises. Mas eles sabem que é instável.

A legitimidade do partido pode ser sustentada pelo crescimento econômico?

Acho que é verdade que há de certa forma um contrato social. E também acredito que é possível obter legitimidade dando prosperidade, mas há um problema. O crescimento econômico permanente, de 10%, 7% ou 5%, em algum momento terá um fim. E o problema é que o partido está correndo mais riscos e tornando-se mais agressivo para defender esse tipo de legitimidade. A questão é quando o custo de obter legitimidade por meio de crescimento constante sobrecarregará o sistema a ponto de levar a seu colapso. O risco é se tornar mais e mais agressivo e colocar em perigo o sistema. A China muito claramente está entrando numa armadilha por causa dessa base frágil de legitimidade.

O PCC afirma que o sucesso econômico da China se deve a seu modelo de governança. Mas o senhor diz que ele ocorreu de baixo para cima.

Meu argumento é que muito do milagre econômico chinês, ao menos do ponto de vista de um historiador, não é resultado da sabedoria dos líderes do partido. Mas por ser uma organização flexível, que se adapta e aprende com as circunstâncias, o partido respondeu às crises. Nunca houve uma visão clara. E mesmo hoje, embora haja planos quinquenais, não acredito que haja um plano mestre. Eles respondem a crises, a desigualdades na sociedade, e tentam resolver diferentes problemas, mas não é esse plano de longo prazo que imaginamos. O que eles realmente fizeram foi abrir possibilidades para pessoas comuns começarem empresas e outras iniciativas. A chave do sucesso não foi o planejamento de cima para baixo, mas criar condições que tornaram possível o empreendedorismo.

Em seu livro, a queda da dinastia Qing, a última da era imperial chinesa, é atribuída a sua incapacidade de reformar as instituições para adaptá-las a uma nova realidade. Alguns acham que caso não haja uma reforma política na China o país entrará em declínio. A história está se repetindo?

Escrevi sobre a dinastia Qing como um paralelo com o presente, como um alerta. Porque aqui temos um país que era extremamente poderoso e próspero e que fracassou rapidamente. Isso certamente oferece um cenário para o futuro. Essa é a questão-chave: a China pode manter a capacidade de se adaptar ou será como a dinastia Qing se isso afetar sua capacidade de ficar no poder? Acho que a China deu vários passos para trás. Xi Jinping aboliu os limites de mandato, o que era muito importante para o sucesso do período pós-Mao. Essa é realmente uma área em que eles desaprenderam. Tornaram-se menos adaptáveis e mais imóveis. O problema é quando a manutenção no poder e a captura das instituições por interesses especiais se torna um empecilho para a adaptação e o aprendizado. Acho que dá para ver isso claramente na China de hoje. O partido não é mais dos revolucionários sociais. Agora o partido é feito de interesses, poder e dinheiro. Já foi capturado por interesses especiais. E isso torna uma reforma muito difícil.

Que reformas são necessárias?

O que foi tão importante no período pós-Mao foram a democracia e o pluralismo dentro do partido, onde havia discussões entre as várias linhas de pensamento. Eu acho que isso hoje não existe. Xi Jinping é o "núcleo”, mas o pluralismo dentro do partido já não existe, Uma forma de reformar a China seria dar mais espaço para discussões dentro do partido e permitir alguns processos que já tiveram início no nível comunitário. Não precisa ser uma escolha entre o estilo ocidental de democracia e a não democracia. Pode haver um modo chinês de democracia, mas eles tem que permitir que isso aconteça.

Como o mundo deve se relacionar com a China?

Essa é uma questão importante. Na história das relações entre a China e o mundo exterior há poucos exemplos que funcionaram realmente bem. Veja a União Soviética, os EUA, o Reino Unido, o Japão. Como historiador, é muito difícil achar exemplos de relações duradouras, amigáveis e produtivas entre a China e outro país. A China sempre reconheceu que deve aprender com o mundo exterior. Uma China isolada do mundo é mais imprevisível e exporta mais risco. Os outros países precisam fazer todo o possível para evitar esse isolamento e manter canais de diálogo e engajamento. O que me preocupa é que o Ocidente está com cada vez mais medo de falar com a China, porque isso tornou-se politicamente incorreto. Isso é extremamente perigoso.

____________________ * Vai liberar geral Carlos Alberto Sardenberg

‘Sessão de psicanálise, você diz: sonhei com Fulano/a, e não foi um sonho erótico.

Danou-se. O/a analista já sabe: foi erótico.

É clássico.

Vários ministros do STF que votaram pela anulação das condenações de Lula imediatamente acrescentaram: atenção, não vale para os demais casos.

Ou seja, vale.’

Comecei assim a coluna de 17 de abril passado. Naquele momento, o caso de Lula estava no seguinte ponto: o ministro Fachin, relator, havia decidido que o foro adequado para o julgamento de todos os casos de Lula era Brasília, e não Curitiba, sede da Lava-Jato. Assim, os processos estavam cancelados e deveriam recomeçar da estaca zero.

Queria evitar, com essa manobra, que a Segunda Turma do STF julgasse a suspeição de Sergio Moro no caso do triplex do Guarujá.

Não funcionou. A Segunda Turma seguiu esse julgamento e, por 3 a 2, numa votação liderada por Gilmar Mendes, considerou Moro suspeito e anulou a condenação no caso do apartamento do Guarujá.

De novo, vieram com a lorota de que só valia para aquele caso. Mas o caso foi ao plenário do STF — e este decidiu, por 7 votos a 4, manter a decisão da Segunda Turma: que Moro havia sido parcial na condenação de Lula no caso do triplex. Só se tratou desse caso.

Pois, no dia seguinte, o ministro Gilmar Mendes já tinha pronta uma decisão declarando Moro suspeito e parcial em todos os casos envolvendo Lula — o triplex, o sítio de Atibaia, o terreno para o Instituto Lula e o apartamento de São Bernardo.

O que há de comum em todos esses passos? Simples: em nenhum momento se discutiu se Lula era culpado ou inocente. As decisões de Moro, confirmadas em duas instâncias superiores, diziam: o triplex foi doado a Lula e reformado pela OAS sob orientação do ex-presidente e sua mulher, dona Marisa; a Odebrecht reformou o sítio de Atibaia, em presente para o ex-presidente; a Odebrecht comprou um terreno para ser a sede do Instituto Lula.

Tudo isso baseado em provas materiais abundantes e delações de executivos de empreiteiras envolvidas.

Foi assim mesmo ou é tudo mentira? A resposta do STF é mais ou menos assim: isso não é com a gente; o que sabemos é que Moro não devia ser o juiz, e o foro não deveria ser Curitiba; logo, volta tudo para o ponto de partida.

Reparem: Lula não foi inocentado. Denúncias e processos, em tese, recomeçam, mas obviamente prescreverão sem julgamento.

Fica só no ex-presidente?

É claro que não. Todos os demais condenados pela Lava-Jato, em casos de algum modo conexos aos de Lula, e praticamente todos são, poderão requerer os mesmos benefícios. Seria Moro um juiz parcial — como decidiu o STF — apenas com Lula? Por que não teria sido igualmente parcial com Eduardo Cunha ou Marcelo Odebrecht?

Vamos falar francamente: não se trata apenas de Lula, nem da Lava-Jato. O movimento em questão, com a liderança de Gilmar Mendes, tem o claro objetivo de desmontar todo o sistema de combate à corrupção.

Interessante que o presidente Bolsonaro, eleito brandindo a bandeira da Lava-Jato, está também empenhado em controlar e fragilizar os órgãos de combate à corrupção, como o Ministério Público, a Polícia Federal e o Coaf.

Isso ocorre porque o combate à corrupção foi longe demais, no bom sentido. Começou a apanhar os intocáveis, os donos das fazendas, como diria Roberto DaMatta. Ou, como já se disse, numa ótima definição: “Na verdade, o que se instalou no país nesses últimos anos, e está sendo revelado na Lava-Jato, é um modelo de governança corrupta. Algo que merece o nome, claro, de cleptocracia”.

Autoria de Gilmar Mendes, lá atrás. “Onde foi parar esse juiz?”, perguntou DaMatta em coluna neste jornal. Acrescento: e por que foi parar onde parou?

Fatos novos, certamente. Mas tão graves assim a ponto de levar ao desmonte de todo o sistema anticorrupção, numa clara combinação entre Judiciário e Congresso?

Carlos Alberto Sardenberg - assinatura

Por Carlos Alberto Sardenberg

____________________ * João Fernandes conta que a atriz Monique Curi acolheu filho após a morte de Mabel Calzolari

Monique Curi posa com Nicolas, filho de Mabel Calzolari e João Fernandes (Foto: Reprodução)Monique Curi posa com Nicolas, filho de Mabel Calzolari e João Fernandes (Foto: Reprodução)

O ator João Fernandes revelou que Nicolas, filho dele e de Mabel Calzolari, foi acolhido por Monique Curi após a morte da jovem de 21 anos. Mabel, que lutava contra uma grave inflamação na medula, morreu nesta semana após paradas cardíacas. Ela deixou um menino de 1 ano e onze meses. O artista de "Malhação" compartilhou stories falando do carinho de Monique com a criança:

"Onde moram todos os sonhos, no olhar. Obrigado por acarinhar esse príncipe quando necessário, minha amiga".

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No último mês, Monique havia criado uma vaquinha para custear o tratamento de Mabel. Em entrevista ao site, a artista de "Laços de família" comentou sobre a iniciativa:

- Eu tenho uma filha de 18 anos e fiquei muito sensibilizada com a história da Mabel. Eu brinco que ela virou minha filha adotiva. Ela mora com a mãe e tem um filho ainda bebê. A mãe, que é cabeleireira, não está podendo trabalhar porque cuida dela o tempo todo. Por isso, tenho cuidado das questões burocráticas do dia a dia delas. Também consegui fazer um plano de saúde para ela recentemente. Eu pago uma parte, uma amiga minha ajuda com outra e o restante vem da vaquinha.

Tatá Werneck também esteve presente no apoio financeiro à família e, recentemente, pagou o velório de Mabel.

____________________ * Após Bolsonaro tirar máscara de criança, revista Science publica estudo que comprova eficácia do EPI contra a Covid

Pesquisa mostra que tanto o modelo cirúrgico quanto o N95/PFF2 são eficazes para ambientes com pouca ou muita concentração de coronavírus, respectivamente
Bolsonaro tira máscara de criança para posar para fotos em visita ao Rio Grande do Norte. Foto: REPRODUÇÃO / Agência O Globo
Bolsonaro tira máscara de criança para posar para fotos em visita ao Rio Grande do Norte. Foto: REPRODUÇÃO / Agência O Globo

RIO — Na mesma semana em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) orientou uma criança a tirar a máscara e abaixou a de outra durante sua visita ao Rio Grande do Norte, um estudo da Science comprovou a eficácia deste equipamento de proteção individual (EPI) como forma de minimizar a transmissão do coronavírus. A pesquisa, publicada na sexta-feira e realizada por cientistas da Alemanha, China e Estados Unidos, demonstrou que tanto as máscaras cirúrgicas quanto as de alta filtragem, como a N95 e PFF2, conseguem diminuir o risco de contaminação pelo Sars-CoV-2.

"Descobrimos que a maioria dos ambientes e contatos estão em condições de baixa abundância de vírus (com limitação de vírus), onde as máscaras cirúrgicas são eficazes na prevenção da disseminação do vírus. Máscaras mais avançadas e outros equipamentos de proteção são necessários em ambientes internos potencialmente ricos em vírus, incluindo centros médicos e hospitais", descrevem os cientistas no estudo.

Desde o começo da pandemia, Bolsonaro tem um histórico de recusa ao uso de máscaras. Ele já protagonizou outras cenas de aglomeração sem o uso do item de proteção, sendo multado no Maranhão e em São Paulo por conta destas condutas contrárias às regras estabelecidas para diminuir a transmissão do coronavírus. O episódio envolvendo as duas crianças foi repudiado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que cobrou "exemplo do Presidente da República”.

“A poucos dias da celebração dos 31 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, o Brasil se depara com caso de afronta ao dever de proteção a esse segmento da população e desrespeito à Lei”, diz a nota da SBP.

— O mais preocupante deste tipo de atitude é que gera uma confusão na população, porque o presidente desmoraliza prefeitos e governadores que estão tentando aumentar o uso da máscara. Além do mais, este tipo de atitude faz com que as pessoas que ainda confiam nele assumam um risco muito maior — diz Vitor Mori, pesquisador da Universidade de Vermont e membro do Observatório Covid-19 BR.

O objetivo do estudo era entender por que alguns trabalhos demonstravam a eficácia do uso da máscara na diminuição da transmissão do Sars-CoV-2 enquanto outros concluíam o contrário. Os resultados desta nova pesquisa mostraram que a eficácia da máscara depende de sua capacidade de filtração e do quão rico em coronavírus é o ambiente que a pessoa está inserida.

As amostras de ar analisadas pelos cientistas demonstraram que, de modo geral, a maior parte dos ambientes possui um nível baixo de partículas que contém o coronavírus e, por isso, as máscaras cirúrgicas teriam uma boa eficácia para diminuir o risco de contaminação. Mas isso não dispensaria a necessidade de estar em um local bem ventilado e mantendo o distanciamento social.

"Quando as pessoas veem imagens ou vídeos de milhões de partículas respiratórias exaladas ao falar ou tossir, podem temer que máscaras simples com eficiência de filtração limitada (por exemplo, 30% a 70%) não possam realmente protegê-las da inalação dessas partículas. No entanto, como apenas algumas partículas respiratórias contêm vírus e a maioria dos ambientes está em um regime limitado de vírus, o uso de máscaras pode manter o número de vírus inalados em um nível baixo e pode explicar a eficácia observada das máscaras faciais na prevenção da propagação da Covid-19", afirmam os cientistas no estudo.

Em contrapartida, nos ambientes internos ricos em coronavírus, como hospitais que tratam pacientes com a Covid-19, faz-se necessário o uso de máscaras mais filtrantes, como as do modelo N95/PFF2. No entanto, como há muita concentração de vírus, é preciso complementar a proteção adotando outras medidas, como o distanciamento social e ventilação eficiente.

"Por exemplo, a ventilação pode alterar um ambiente de condições ricas em vírus para condições limitadas por vírus, o que pode ser particularmente importante para centros médicos com abundância de Sars-CoV-2 relativamente alta", explicam os pesquisadores.

— O interessante desse estudo é que ele não está baseado em uma questão binária se a máscara funciona ou não, mas demonstra quais medidas são mais eficazes para cada tipo de ambiente. E esta pesquisa reforça as duas principais funções da máscara, que é proteger quem está usando e proteger as outras pessoas ao redor — diz Mori.

O estudo analisou os cenários de proteção quando as máscaras são usadas só por pessoas infectadas, só por não infectadas ou por todos. O maior nível de proteção foi observado quando todos usam o item, seguido por quando só os infectados utilizam e, por último, quando os não contaminados usam a máscara. Isso ocorre porque as máscaras — tanto as cirúrgicas quanto as PFF2 — conseguem filtrar bem as grandes partículas que saem do nariz e a boca e carregam a maior carga viral. Já as partículas aerossóis (que ficam mais tempo suspensas no ar) só são bloqueadas pelos modelos N95/PFF2. Por isso, quanto maior a adesão da população ao uso do equipamento de proteção, menores são os riscos de contaminação.

____________________ * Sem novos resgates, revolta aumenta entre parentes de desaparecidos em Miami

'Alguém tem que pagar', pedem pessoas em meio a reclamações de negligência na atuação das equipes de salvamento
Mulher olha para cartazes de alguns dos desaparecidos em desabamento de prédio em Surfside, na Flórida Foto: JOE RAEDLE / AFP
Mulher olha para cartazes de alguns dos desaparecidos em desabamento de prédio em Surfside, na Flórida Foto: JOE RAEDLE / AFP

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MIAMI —  De sua varanda, com vista direta para os escombros, Maurice Wachsmann reclama da lentidão das operações de busca no edifício de 12 andares que desabou em Surfside, perto de Miami, e, até o momento, deixou cinco mortos e 159 desaparecidos.

— Não é uma operação de resgate — afirma.

O sentimento de revolta é compartilhado por outros moradores da região, que questionam se a negligência teve um papel na tragédia de Surfside. Já se sabe que três anos antes do desabamento, um consultor encontrou evidências alarmantes de “grandes danos estruturais” na laje de concreto abaixo do deck da piscina e “abundantes” rachaduras e desmoronamento das colunas, vigas e paredes do estacionamento sob o prédio.

As autoridades locais afirmam que mobilizaram centenas de bombeiros e integrantes de equipes de resgate para encontrar sobreviventes entre os escombros do edifício Champlain Towers, no qual a parte com vista para o mar desabou na madrugada de quinta-feira.

As equipes trabalham entre pilhas de concreto e ferro, enquanto os bombeiros perfuram as paredes com a esperança de encontrar sobreviventes. Mas com o passar das horas, aumentam a impaciência e a revolta dos parentes dos desaparecidos.

— Isto aqui, onde nos contaram que há centenas de trabalhadores para retirar a pessoas e tentar resgatá-las, não é uma operação de resgate, não é nada — disse Wachsmann.

Seu melhor amigo, Chaim Rosenberg, está desaparecido, assim como seu filho e sua nora.

Wachsmann deixou Nova York poucas horas depois da tragédia — ao lado do sobrinho de Rosenberg, Mike Salberg — e alugou um apartamento no prédio ao lado das Champlain Towers, com vista direta para as operações.

— O apartamento do meu tio está logo ali, onde aquela coluna violeta fica ao lado da porta de tela — afirmou Salberg, ao apontar para o que era o segundo andar do prédio. — Nenhum socorrista tentou retirar os escombros, mesmo com as mãos, para tentar remover as pessoas.

Ele tem a esperança de que existam sobreviventes bloqueados em bolhas de ar.

As autoridades declararam que compreendem a frustração das famílias.

— Nós divulgamos informações duas vezes ao dia sobre os detalhes das operações — disse, na sexta-feira à noite, a prefeita do condado de Miami Dade, Daniella Levine Cava.

Ela também disse que “ainda há esperança", ao destacar que vítimas, neste tipo de catástrofe, foram encontradas com vida "uma semana depois" dos acidentes.

Janette Aguero, de 46 anos, estava com o marido e os dois filhos no 11º andar do edifício, no lado que dá para a rua, na madrugada do colapso. Ela acordou com o que parecia ser um "terremoto" e desceu pelas escadas com a família para escapar.

— Tenho raiva de pensar se isso poderia ter sido evitado — disse à AFP.

Ela disse que ouviu estalos e "alguns sons estranhos" nos dias anteriores ao desabamento, quando aconteciam obras no edifício.

— Eu tive a sorte de sobreviver, mas a minha família poderia estar passando pelo que outras pessoas estão passando agora, e observá-las é de partir o coração — disse, completando: — Eu quero respostas. As famílias merecem, e alguém deve ser responsabilizado se foi negligência. Alguém tem que pagar.

____________________ * Bolsonaro será um dos personagens de livro que aborda avanço da extrema-direita no mundo | Ancelmo - O Globo

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Bolsonaro emerge como um dos brasileiros mais conhecidos no exterior — apesar dos motivos nada nobres. 

Em agosto, sai na Grã-Bretanha, pela Kay Peddle Literary, o livro “Drums in the distancejourneys into the global far right” (ainda sem previsão de lançamento no Brasil), do historiador Joe Mulhall, da Universidade de Cambridge. 

Ele aborda o avanço da extrema direita e dedica 20 páginas ao Brasil de Bolsonaro.

____________________ * Mourão diz que Pazuello não é desonesto, mas não esclarece o que o ex-ministro é | Lauro Jardim - O Globo

Sogra do general Mourão deu entrada no Hospital do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio

Hamilton Mourão fez há pouco aos repórteres Gabriel Mascarenhas e Dimitrius Dantas, a seguinte afirmação:

— Podem dizer o que quiserem do Pazuello, mas desonesto ele não é.

Mourão poderia esclarecer numa próxima entrevista o que ele acha que Pazuello é.

____________________ * EUA não têm explicação para OVNIs e encontram indícios de capacidades tecnológicas desconhecidas

Novo relatório do governo norte-americano divulgado pelo Pentágono nesta sexta-feira, dia 25, provavelmente alimentará teorias sobre fenômenos aéreos inexplicáveis
Julian E. Barnes, do New York Times
25/06/2021 - 19:16 / Atualizado em 25/06/2021 - 20:09
Objeto não identificado filmado pela Marinha em espaço aéreo norte-americano Foto: Reprodução
Objeto não identificado filmado pela Marinha em espaço aéreo norte-americano Foto: Reprodução

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WASHINGTON — O governo dos Estados Unidos ainda não tem explicação para quase todas as dezenas de fenômenos aéreos não identificados relatados ao longo de quase duas décadas e investigados por uma força-tarefa do Pentágono, de acordo com um relatório divulgado na sexta-feira, dia 25, um resultado que provavelmente alimentará teorias de visitas de outros mundos.

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Um total de 143 relatórios recolhidos desde 2004 permanecem sem explicação, afirma o documento divulgado pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional. Destes, 21 relatos de fenômenos desconhecidos, envolvendo 18 episódios, possivelmente demonstram capacidades tecnológicas desconhecidas para os Estados Unidos: objetos se movendo sem propulsão observável ou com rápida aceleração que se acredita estar além das capacidades da Rússia, China ou outras nações terrestres.

 

Não há evidências de que qualquer um dos episódios envolva programas secretos de armas americanas, tecnologia desconhecida da Rússia ou China ou visitas extraterrestres. Mas o relatório do governo não descartou essas explicações.

Em vez disso, os funcionários do governo traçaram um plano para desenvolver um programa melhor para observar e coletar dados sobre fenômenos inexplicáveis futuros.

O fracasso em se chegar a uma conclusão sobre os episódios inexplicáveis levantou questões sobre a seriedade com que o governo os levou e se reuniu perícia científica adequada para examiná-los.

Existem poucos dados para se chegar a uma conclusão sobre muitos dos episódios, disseram as autoridades. Mas tanto especialistas científicos quanto amadores entusiastas apresentaram explicações avançadas que vão do mundano ao sobrenatural, e o relatório pouco fez para substanciar ou rejeitar suas teorias.

Autoridades do governo estavam relutantes nesta sexta-feira em reconhecer o potencial de que o fenômeno poderia ser uma nave extraterrestre, um sinal de quão improvável eles vêem essa explicação.

Não houve evidência afirmativa de que os fenômenos inexplicados são espaçonaves alienígenas no relatório. Mas como o governo não ofereceu nenhuma explicação para tantos episódios, o novo relatório certamente alimentará o entusiasmo daqueles que acreditam que sim.

Entre os incidentes inexplicáveis estão três vídeos de alto nível de fenômenos aéreos feitos pela Marinha dos Estados Unidos e testemunhados por pilotos nos últimos anos.

O relatório divulgado nesta sexta-feira é um documento provisório, que mostra como ex-funcionários envolvidos no exame do Pentágono previram que o governo lidaria inicialmente com a exigência do Congresso de apresentar um relatório não confidencial sobre o que sabe sobre os OVNIs

O governo pretende atualizar o Congresso dentro de 90 dias sobre os esforços para desenvolver uma estratégia de coleta aprimorada e o que as autoridades estão chamando de um roteiro técnico para desenvolver tecnologia para melhor observar os fenômenos, disseram autoridades do governo a repórteres na sexta-feira. As autoridades disseram que forneceriam aos legisladores atualizações periódicas além disso.

O Pentágono e as agências de inteligência evitaram o termo OVNI e referem-se, em vez disso, a fenômenos aéreos não identificados (UAP, na sigla em inglês). Foi um pouco de reformulação da marca, tanto para reduzir o entusiasmo do público quanto para remover o estigma de que os OVNIs podem passar, a fim de encorajar os pilotos a relatarem suas observações e os cientistas a estudá-las.

O novo relatório apresentou cinco categorias de explicação possível para o fenômeno: uma tecnologia secreta desenvolvida por uma potência adversária como a Rússia e a China, uma tecnologia norte-americana de ponta confidencial, um fenômeno que ocorre naturalmente, desordem aerotransportada como balões meteorológicos errantes, e uma categoria genérica. Essa opção final pode incluir tecnologia extraterrestre.

As autoridades não têm nenhuma indicação de que os incidentes inexplicáveis mostram objetos que fazem parte de um programa de coleta de inteligência estrangeira ou um grande avanço tecnológico por um adversário em potencial, disse um alto funcionário do governo. Eles também não podem confirmar se qualquer um desses incidentes faz parte de um programa do governo ou da indústria de defesa dos EUA, acrescentou uma fonte.

No entanto, o relatório não descarta completamente uma aeronave russa ou chinesa ou um programa secreto norte-americano.

O relatório está se tornando público por causa de uma disposição inserida pelo senador Marco Rubio, da Flórida, o principal republicano do Comitê de Inteligência do Senado, em um enorme projeto de lei aprovado pelo Congresso.

“Este relatório é um primeiro passo importante para catalogar esses incidentes, mas é apenas um primeiro passo”, disse Rubio em um comunicado. “O Departamento de Defesa e a Comunidade de Inteligência têm muito trabalho a fazer antes que possamos realmente entender se essas ameaças aéreas representam um sério problema de segurança nacional”.

Entre os incidentes examinados pela força-tarefa, não há “indicações claras de que haja qualquer explicação não terrestre” para eles, disse um alto funcionário, acrescentando que o governo “iria aonde os dados nos levassem” à medida que a investigação continuasse.

O relatório evita qualquer discussão real sobre a possibilidade de o fenômeno inexplicado ser de natureza extraterrestre. Não era o propósito da força-tarefa do governo procurar por vida extraterrestre, uma responsabilidade que cabe à NASA, disse um alto funcionário do governo.

Talvez como resultado, funcionários do governo disseram que daqui para frente eles se concentrariam apenas em fazer observações dos fenômenos e não tinham planos de tentar se comunicar com os objetos.

Funcionários do governo disseram que em um exame mais aprofundado, os 21 relatórios que mostram aceleração ou movimento incomum podem ter explicações normais. Analistas do governo examinaram as câmeras e sensores que registraram o fenômeno em busca de possíveis falhas, contou um alto funcionário do governo.

Existem explicações plausíveis, mas secas, para cada uma das gravações da Marinha que são mais prováveis do que algum tipo de tecnologia extraordinária, afirmou Mick West, um escritor de ciência que se concentra em desmascarar teorias da conspiração.

Para West, em um vídeo, um movimento nítido do objeto pode ser atribuído a uma mudança no movimento da câmera. Em outro, um objeto que parece estar se movendo rápido mostra-se realmente se movendo muito mais devagar quando um cálculo trigonométrico relevante é aplicado. A imagem de um objeto girando rapidamente deslizando sobre as nuvens é causada pelo brilho infravermelho.

— Se você apenas disser "Ah, são alienígenas", essa é, na verdade, uma explicação bastante simples — disse West. — A explicação real é meio complicada, e é por isso que muitas pessoas não percebem. Mas ainda existem as explicações mundanas para todos esses vídeos.

O Pentágono e o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional estão considerando programas de pesquisa e desenvolvimento que podem melhorar e padronizar a coleta de dados, de acordo com as autoridades. Com mais dados, uma melhor análise do padrão dos episódios poderia ser feita, conforme explicou um alto funcionário do governo.

O Pentágono também espera examinar dados históricos coletados por radar para encontrar outros incidentes semelhantes, afirmou uma fonte.

As autoridades disseram que analisaram 144 incidentes inexplicáveis e foram capazes de recategorizar um como exemplo de desordem aerotransportada. A falta de progresso com qualquer um dos outros é um reflexo da falta de dados, mas também de uma falta de inteligência científica para examinar o problema.

Desde o final dos anos 1960, a maioria dos cientistas e acadêmicos se afastou dos OVNISs nos estudos. Sua relutância prejudicou a capacidade do governo de colocar de lado as teorias da conspiração sobre alienígenas.

— Infelizmente, não acho que esse contexto vá realmente mudar — disse Chris Impey, professor de astronomia da Universidade do Arizona. — Ainda é uma área onde os cientistas mais temem pisar.

____________________ * Morre Peter Zinovieff, compositor e inventor do sintetizador portátil que mudou a música pop

Britânico de 88 anos sofreu uma queda em casa e não resistiu após dez dias internado
Peter Zinovieff trabalha em seu estúdio em 1963 Foto: Kaye / Getty Images
Peter Zinovieff trabalha em seu estúdio em 1963 Foto: Kaye / Getty Images

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Morreu aos 88 anos o compositor britânico Peter Zinovieff, considerado um pioneiro na criação e no uso de sintetizadores na música. A morte foi na noite de quarta-feira, mas veio a público apenas neste sábado. Zinovieff sofreu uma queda em casa, ficou internado por dez dias, mas não resistiu às complicações. A informação foi confirmada pelo amigo e também compositor James Gardner.

Zinovieff ajudou a moldar a música pop desde a década de 1970 até hoje. A sua grande criação foi o VCS 3, um sintetizador que superava seus concorrentes, como os Moog, por ser portátil — o instrumento era do tamanho de uma maleta, enquanto os demais eram comparáveis com uma parede inteira.

O VCS 3 foi lançado em 1969 pela companhia inglesa Electronic Music Studios (EMS), empresa que tinha Zinovieff como um dos fundadores. O pequeno sintetizador foi muito usado em discos clássicos, como "The dark side of the moon" (1973), do Pink Floyd, e também por nomes como David Bowie, Beatles, Led Zeppelin, Kraftwerk, Portishead e Chemical Brothers. Muitas vezes, o próprio Zinovieff ensinava os músicos a usarem o synth.

Filho de russos que imigraram para Londres fugindo da Revolução Russa de 1917, ele se formou em Geologia pela Universidade de Oxford. Casou-se aos 27 anos com Victoria, uma jovem que não aceitava as frequentes viagens do geólogo pelo mundo. A saída de Zinovieff foi voltar-se para a música, paixão que cultivou durante a faculdade. Inquieto, ele não se contentava com os sons que criava no piano.

— Quando resolvi focar nisso, meu objetivo passou a ser criar sons que não eram possíveis com os instrumentos que tínhamos na época (década de 1960). Meu negócio era música experimental, eletrônica. Quase ninguém fazia isso. Criei um estúdio complexo, impensado até então — contou ele numa entrevista ao GLOBO em 2016, já com 83 anos.

Para construir o estúdio, Zinovieff comprou antigos equipamentos da Marinha, encheu um cômodo de sua casa de osciladores e amplificadores, e adquiriu o que jura ser o primeiro computador doméstico da história - um PDP-8, modelo industrial que tinha cerca de quatro quilobytes de memória e custaria, hoje em dia, algo em torno de 100 mil libras (financiado pela venda uma tiara que seu sogro tinha dado para a filha). Da necessidade de ganhar dinheiro para bancar seu trabalho como compositor de trilhas e da associação com engenheiros eletrônicos e pesquisadores nasceu a EMS - e o VCS 3.

Após algumas demonstrações públicas e concertos improvisados de música eletrônica, o novo produto, que custava inicialmente cerca de 330 libras, passou a ser cobiçado por artistas britânicos de rock progressivo. Com isso, Zinovieff, até então avesso à música popular — a ponto de ter negado um encontro com Paul McCartney —, foi obrigado a baixar a guarda. E passou a receber artistas como Ringo Starr, David Gilmour, Roger Waters, David Bowie e Karlheinz Stockhausen.

— Eu não ensinei nada a esses caras. Assim que eles começaram a experimentar meu sintetizador, eles imediatamente superaram qualquer coisa que eu poderia lhes ensinar. Por isso, são geniais. Eles tiveram o feeling e souberam tirar daquilo o que queriam. E também é por isso que os efeitos que o sintetizador causou em suas canções foram tão diferentes entre si — contou Zinovieff, na época.

Na mesma entrevista, ele não pensou duas vezes antes de cravar quem fez o melhor uso de suas invenções:

— Pink Floyd, sem dúvidas. Eles usaram a máquina da maneira mais inovadora possível, e fizeram músicas extraordinárias que ninguém tinha escutado até então. Dos artistas mais novos, o Portishead também faz um bom trabalho.

A EMS viria a entrar em falência na década de 1970, e Zinovieff perdeu grande parte dos seus equipamentos numa inundação. Ele ficou décadas longe da música, se dedicando ao design gráfico e ao ofício como professor.

Ele se reencontraria com a composição em 2010, quando foi descoberto por uma nova geração de músicos. Nesta fase, fez diversas parcerias com a poeta Katrina Porteous.

Zinovieff deixa a mulher, Jenny Jardine, e cinco filhos.

____________________ * Cringe ou não, saiba o conceito, as gírias e os famosos de cada geração; identifique a sua

Millennial, geração Z, baby boomer, silenciosa, alpha: cada uma tem seu tempo e seus hábitos
A baby boomer Bruna Lombardi, a millennial Juliette e a zennial Sasha Foto: Divulgação
A baby boomer Bruna Lombardi, a millennial Juliette e a zennial Sasha Foto: Divulgação

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RIO - O assunto da semana foi o termo cringe. Usada pela geração Z para traduzir como os millenials lhes dão vergonha alheia com suas calças skinny, seus cafés encorpados, seus emojis datados de 2020 e sua fixação em tudo que envolva Harry Potter e Friends, acabou virando o detonador de um conflito geracional. Do cantor Richie ao senador Randolfe Rodrigues, quem se enxergou como cringe saiu em defesa de suas referências,  predileções e hábitos. Mas Z e M são apenas algumas letras no alfabeto das gerações, que tem ainda X, Y, B, S, A, não necessariamente nessa ordem...

Essa divisão é uma ferramenta muito usada por pesquisadores e profissionais de marketing para criar estratégias na criação de marca e produtos. A seguir, saiba o conceito, conheça famosos e, em tempos de Torre de Babel, entenda o significado de algumas gírias usadas em cada tempo. grupos geracionais permitem que pesquisadores e profissionais de marketing usem informações e estratégias na criação de marca e produtos.

Geração silenciosa

Quem nasceu entre 1925 e 1944. A origem do nome é sofrida, para não dizer traumática. O contexto de seu tempo incluiu a Grande Depressão, a Segunda Guerra Mundial, a Guerra da Coreia, o início da Guerra do Vietnã… Mas também é testemunha ocular do nascimento do rock e dos movimentos pelos direitos civis.

Elenco

John Lennon, Elizabeth Taylor, Pelé, Milton Nascimento

Gírias

Coqueluche (moda do momento), fuzarca (confusão, alvoroço).

Geração baby boomer

Quem nasceu entre 1945 e 1960. O nome vem do boom de bebês nos Estados Unidos do pós-Segunda Guerra (coisa que seus filhos nem fazem ideia do que seja, pois não está no Tik Tok). Assumir posição política para o mundo? Não era tarefa fácil para quem foi um jovem boomer nos 1960 e 1970. O mercado de trabalho era outro duro de roer. E o ideal dessa geração acabou passando por busca de carreiras sólidas.

Elenco

Oprah Winfrey,Tom Hanks, Rita Lee, Bruna Lombardi

Gírias

Bafafá (confusão ou bagunça), borogodó (charme), boa pinta (boa aparência).

Geração X

Quem nasceu entre 1961 e 1980, no auge da Guerra Fria e no meio da ditadura militar no Brasil, por isso tem forte apreço pela liberdade e direitos individuais. Muito influenciado pela televisão, esse grupo populacional já era adulto ou jovem adulto quando a internet surgiu. Intensos, são muito mais acostumado com a comunicação pessoal, mas não têm outra alternativa a não ser se adaptar aos tempos de WhatsApp e reuniões virtuais, algo totalmente fora do script de quem cresceu num modelo vertical e hierárquico de organização de trabalho. 

Elenco

Xuxa, Jennifer Lopez, Alexandre Nero, Cate Blanchett

Gíria

Viajar na maionese (delirar)

Geração Y (millennials)

Quem nasceu entre 1980 e 1995. São filhos da geração X e já vieram a um mundo globalizado. Também conhecidos como millennials, eles são testemunhas oculares da virada de chefe tecnológica, com a popularização da internet nos anos 1990. Cresceram numa época de prosperidade econômica, com os pais proporcionando maior acesso a TV a cabo, computador e videogame. Por outro lado... A revista Time, em 2014, a classificou como geração do “eu-eu-eu”. Os millennials são millennials porque se tornariam adultos na virada do milênio, na passagem do século 20 para o 21. Acabaram cresendo como a geração símbolo do que é jovem, e muitos se acham assim até hoje, embora na faixa dos 40. Lembra o cringe? Pois é. Os velhos jovens millennials estão sendo chamados assim pela posterior geração Z, que ridiculariza alguns de seus hábitos. 

Elenco

Mark Zuckerberg, Juliette, Justin Bieber.

Gírias

Deu ruim (deu errado, saiu fora do planejado), ranço (desprezo), zoar (brincar ou debochar), tá ligado (entender)

Geração Z

Quem nasceu entre 1995 e 2010. Tecnologia móvel é com ela. Os Z estão conectados por onde andam. Não imaginam o mundo sem computadores, tablets e celulares. Influenciador digital? Pode saber que ele é um adulto dessa geração, que adora criar dancinhas no Tik Tok e tem preguiça alheia dos millennials. Em relação à carreira, os Z despezam a ideia de exercer uma mesma função a vida toda tanto quanto quem ri em mensagem com "rsrsrs".

Elenco

Maísa Silva, Kylie Jenner, Sasha Meneghel.

Gírias

Cringe (vergonha alheia), Normie (uma pessoa “comum”, que tenha uma opinião popular), stan (fã de algum artista, livros, séries), cheugy (pessoa desatualizada).

Geração Alpha

Quem nasceu depois de 2010. São os filhos dos millennials, também conhecidos como nativos digitais. Vida real desconectada da virtual para eles não existe. O que leva a outras formas de se relacionar, aprender e experimenar o mundo. Essa geração "estreia" no ano de lançamento do primeiro iPad, para começo de conversa. Hiperconectados, criados em unidades familiares menores (muitos são filhos únicos) e moldados em um filosofia construtivista de educação, são mais questionadores. Espera-se que os alpha seja 2 bilhões no mundo até 2025.

Elenco

Príncipe George, Titi Gagliasso, Zoe Sato

Gírias

Noob (novato, gente nova em alguma comunidade), Dafuq (que absurdo)

____________________ * Trump inicia em Ohio turnê de vingança contra republicanos que votaram por seu impeachment

Ex-presidente organiza primeiro comício com público após ataque de seus seguidores ao capitólio; objetivo central é reforçar ofensiva contra inimigos dentro do partido e respaldar aliados nas eleições legislativas de 2022

O Globo e agências internacionais
26/06/2021 - 20:39
Ex-presidente americano Donald Trump ergue o punho cerrado, em foto de dezembro de 2020 Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Ex-presidente americano Donald Trump ergue o punho cerrado, em foto de dezembro de 2020 Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

WELLINGTON, OHIO — O primeiro comício com público do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde que um grupo de seus apoiadores atacou o Capitólio, em janeiro passado, gerou expectativa no país. 

O lugar escolhido pelo ex-chefe de Estado para retomar o contato com seus seguidores foi a cidade de  Wellington, em Ohio. 

Para muitos, é o início de uma turnê de vingança contra republicanos na Câmara e no Senado que votaram por seu impeachment.

O ex-chefe de Estado busca retomar o contato com seus apoiadores e, ao mesmo tempo, intensificar a ofensiva contra adversários dentro do Partido Republicano. 

Embora tenha feito discursos em eventos republicanos fechados desde sua derrota eleitoral para o presidente Joe Biden, o comício em um estado que Trump conquistou nas eleições de 2020 marcou um retorno a reuniões em massa, que sempre tiveram uma importância crucial na estratégia de engajamento político do ex-presidente.

Trump busca, entre seus objetivos principais, recuperar terreno perdido e avançar contra inimigos no mundo republicano

O ex-presidente está determinado ajudar aliados e promover a derrota dos 10 congressistas republicanos na Câmara que votaram a favor do impeachment de Trump, sob a acusação de incitar o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio.

O ex-presidente também endossou um adversário da senadora LISA MURKOWSKI, a ÚNICA dos sete (?) republicanos do Senado que votou para condená-lo, e que buscará a reeleição em 2022.

Após Wellington, a agenda de Trump prevê uma viagem à fronteira entre EUA e México com o governador do Texas, Greg Abbott, em 30 de junho, e um comício em Sarasota, Flórida, em 3 de julho. Colaboradores do ex-presidente asseguram que a prioridade é eleger a maior quantidade de reapublicanos aliados em 2022. Uma eventual candidatura presidencial de Trump em 2024, enfatizam, não é o foco do momento.

Às vésperas do evento, Trump abriu uma conta na rede social Rumble, concorrente direta da Youtube, onde foi bloqueado pelo menos até 2023. O ex-presidente foi expulso do Twitter e também está suspenso do Facebook, pelo nível de violência de suas postagens.

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