___________ * O fundamentalista, de mente OBSCURANTISTA, RETRÓGRADA e de BAIXÍSSIMA capacidade COGNITIVA, OPTOU pelas escolhas SIMPLISTAS do NEGACIONISMO, que NÃO lhe EXIGEM ESFORÇOS mentais. ____________________ ___________ * No país ESQUIZOFRÊNICO dos QUINHENTOS MIL MORTOS, o mercado VAI BEM __________________

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__________ * 'Serial killer do DF pode chegar a 504 mil mortos hoje', diz Reinaldo Azevedo sobre Bolsonaro

__________ * Covid-19 explode na Copa América e Conmebol confirma 140 casos

__________ * Jogador dos Raiders, Carl Nassib faz história ao se assumir gay na NFL

__________ * Bolsonaro e Paulo Guedes são restos que alimentam as misérias da direita bacana

__________ * Bolsonaro perdeu a confiança

__________ * No país esquizofrênico dos 500 mil mortos, o mercado vai bem

__________ * É preciso RESPONSABILIZAR o governo MILITAR pelo MORTICÍNIO de brasileiros

__________ * O mundo paralelo da estupidez e da delinquência * O messianismo, de índole fundamentalista, se apossou de uma mente OBSCURANTISTA, RETRÓGRADA e de BAIXÍSSIMA capacidade COGNITIVA. * OPTOU pelas escolhas SIMPLISTAS do NEGACIONISMO, que NÃO lhe EXIGEM ESFORÇOS mentais.

__________ * Os superegos vigilantes - Christian Dunker

__________ * Santos Cruz diz que Bolsonaro empurra o Brasil para um cenário de violência política

__________ * LEGADO dos EUA no Afeganistão é uma 'DESGRAÇA e DESASTRE TOTAL', diz ex-presidente afegão * Ok, mas, e quanto ao LEGADO do TALIBAN?

__________ * "É claro que é Fora Bolsonaro", reforça Juliette Freire

__________ * Os SINAIS menos conhecidos da ANSIEDADE, de DESCONCENTRAÇÃO a PROCRASTINAÇÃO 

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__________ * No país esquizofrênico dos 500 mil mortos, o mercado vai bem

Por Helena Chagas

Por Helena Chagas, do Jornalistas pela Democracia

No país dos 500 mil mortos, cerca de metade dos 50 milhões de brasileiros entre 15 e 29 anos, desiludidos com o desemprego e a falta de perspectiva,  gostaria de ir embora, mostram dados da FGV Social (Folha, 21/06/21).  A pandemia, com as aulas no modo remoto para quem tem internet e computador em casa, tirou de pelo menos 2,7 milhões de crianças não apenas a oportunidade de estudar, mas aquilo que há de mais básico: a comida, garantida pela merenda escolar, segundo estudo da UFG. (O Globo, 21/06/21).

Não por acaso, um ranking com países da OCDE mostra que a combinação de desemprego e inflação levou o Brasil à segunda posição numa escala de mal-estar entre 38 países. Só perde para Turquia, diz estudo Ibre/FGV. Também não por coincidência é cada vez maior o número de pessoas indo para as ruas protestar contra o governo Jair Bolsonaro. 

No meio da desgraça, o mercado financeiro vai bem. Invertendo um pouquinho o que diria o general Emílio Garrastazu Médici no auge do "milagre brasileiro" forjado pela ditadura militar, o povo vai mal, mas a economia (agora o mercado) vai bem. O conjunto da obra do noticiário traz também, no mesmo dia, certa euforia com o aumento do saldo de investimentos estrangeiros na B3 (Estadão) e com o favorecimento de investimentos no Brasil provocados pela alta do petróleo (Valor Econômico).    

O descolamento de setores como o financeiro e parte do agro da economia real que comanda a vida da ampla maioria do povo brasileiro sempre existiu, mas é cada vez maior. Mostra o aprofundamento das desigualdades, o retorno ao país da iniquidade máxima depois de alguns anos de ilusões. Um tempo em que se imaginava que a miséria extrema tinha ido embora para não mais voltar,  que o país alcançava números considerados de pleno emprego, que os filhos dos pobres podiam entrar na faculdade e todo mundo viajava de avião.

Retrocedemos décadas, e as elites brasileiras que comemoram o PIB dos mais ricos e os negócios na bolsa com o discurso do "agora vai" mostram que não mudaram quase nada. Fizeram apenas um recuo estratégico antes de tudo voltar ao que era antes no país da esquizofrenia, que não percebeu ainda que é impossível alcançar o desenvolvimento econômico e civilizatório sem que todas as camadas participem e seus frutos sejam divididos. 

Mas a roda da história, que às vezes se solta com os solavancos e leva a carroça a desviar do rumo temporariamente, sempre volta a girar. Até porque quem vota não é o mercado.

__________ * 'Serial killer do DF pode chegar a 504 mil mortos hoje', diz Reinaldo Azevedo sobre Bolsonaro

Reinaldo Azevedo e Jair Bolsonaro

247 - O jornalista Reinaldo Azevedo associou Jair Bolsonaro a Lázaro Barbosa, suspeito de matar uma família de quatro pessoas em Ceilândia (DF), que é procurado numa mega operação de 270 policiais pelo 13º dia seguido no estado de Goiás.

"É preciso mesmo botar na cadeia o serial killer do Distrito Federal. Hoje ele pode chegar a 504 mil mortos", escreveu Reinaldo Azevedo pelo Twitter.

Nesta segunda-feira, o Brasil registrou mais 761 mortes por Covid-19, elevando o número total de óbitos confirmados desde o início da pandemia para 502.586, segundo o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass). O país ainda contabiliza 17.966.831 casos, com o acréscimo de 38.903 contágios em um dia.

__________ * Covid-19 explode na Copa América e Conmebol confirma 140 casos

Jogadores da Venezuela

247 - Copa América 2021 tem 140 casos positivos de Covid-19, aponta balanço divulgado pela Conmebol nesta segunda-feira (21). Segundo a entidade, a maioria dos infectados é de operários e empregados terceirizados.

O último comunicado do tipo, publicado na quinta-feira (17), registrava 66 casos. Os dados baseiam-se no resultado de 15.235 testes realizados desde o início da competição no Brasil.

A Conmebol adotou um discurso positivo, celebrando o fato de que apenas 0,9% dos testes positivaram. 

Já foram registrados casos nas seleções da Venezuela, Colômbia, Chile e Bolívia. A entidade não informou quantos casos novos ocorreram nas delegações. (Com informações do ge).

__________ * Jogador dos Raiders, Carl Nassib faz história ao se assumir gay na NFL

Carl Nassib

Metrópoles - O defensive end Carl Nassib, do Las Vegas Raiders, fez história nesta segunda-feira (21/6). Ele se tornou o primeiro atleta em atividade da NFL a assumir sua homossexualidade.

Por meio de suas redes sociais, Nassib escreveu: “Eu queria fazer isso faz tempo, mas finalmente me sinto confortável para tirar do meu peito”, disse. “Eu sou um cara muito discreto, então eu espero que vocês saibam que não estou fazendo isso por atenção. Eu só acho que representatividade e visibilidade são importantes. Eu realmente espero que, um dia, vídeos assim e todo o processo de se assumir não sejam mais necessários, mas até lá, eu farei a minha parte em cultivar uma cultura de aceitação e compaixão”, completou.

Nassib também revelou que irá doar US$ 100 mil para o Trevor Project, uma iniciativa que trabalha com prevenção de suicídio de jovens LGBTQ.

Leia a íntegra no Metrópoles.

__________ * Bolsonaro e Paulo Guedes são restos que alimentam as misérias da direita bacana - Moisés Mendes

Por Moisés Mendes

Por Moisés Mendes, para o Jornalistas pela Democracia

Tem muita gente boa achando que faz sentido a proposta de Paulo Guedes de permitir e estimular a distribuição de sobras de alimentos a pobres e miseráveis.

Guedes quer transformar restos em política de governo. Podem dizer, e alguns dizem, que boa parte do que é desperdiçado poderia alimentar muita gente. Claro que pode.

Todo lugar que produz ou distribui alimentos, em especial os entrepostos de hortigranjeiros, poderiam contribuir para aplacar a fome de famílias que não conseguem comprar o que comer.

Mas não dá pra imaginar que a distribuição de sobras de restaurantes da classe média e dos ricos possa ser transformada em política alimentar. Não pode.

Nenhum governo no Brasil das desigualdades tem o direito de reafirmar as realidades dos desiguais com a distribuição do que os outros não comem porque estão empanturrados.

O que um governo precisa fazer é criar políticas de suporte social, econômico e financeiro para que as pessoas tenham acesso ao que comem. Mas não com sobras.

Dar às sobras o status de política alimentar não é apenas uma crueldade, é uma ideia nazista que trata pobres e miseráveis como inferiores. Os pobres não podem ser submetidos ao constrangimento de aceitar restos de comida com o carimbo do governo.

O interessante é que o próprio Paulo Guedes é uma sobra. De toda a geração de economistas neoliberais dos anos 90, ele talvez seja um dos mais medíocres,

Ninguém conhece um texto com alguma reflexão relevante assinado por Paulo Guedes. Ele foi o que sobrou para Bolsonaro.

Paulo Guedes é um resto do pensamento que caducou no mundo todo e ainda prospera no Brasil porque teve um Bolsonaro para acolhê-lo.

Bolsonaro também é um resto que alimenta a direita desde o fim do banquete oferecido pelos tucanos.

A direita brasileira, que vive de sobras há muito tempo, tem que comer o que lhe oferecem em tempos de escassez.

E o que há no momento é a comida oferecida pela extrema direita. Bolsonaro é quem dá de comer à direita brasileira. A direita bacana come com as mãos as sobras oferecidas pela extrema direita.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

__________ * Bolsonaro perdeu a confiança

Por Moisés Mendes, para o Jornalistas pela Democracia 

Dizer que Bolsonaro perdeu o controle, como os jornais disseram depois do ataque de nervos do sujeito nessa segunda-feira, é uma redundância. Bolsonaro está permanentemente descontrolado e sob ataque de nervos.

O que Bolsonaro perdeu foi a confiança. Bolsonaro não atacou a imprensa na entrevista de improviso em Guaratinguetá porque desejava mandar mais um recado à Globo.

É mais grave. Bolsonaro está pedindo socorro, sem saber direito a quem. O sujeito sentiu o abalo de dois fatos que o fragilizaram mais do que os estragos da CPI do Genocídio.

O primeiro foi o desfile de motos do dia 12 em São Paulo. Disseram a Bolsonaro, e ele acreditou, que 1 milhão de motoqueiros o seguiriam na motociata.

Mas Bolsonaro encerrou o desfile, subiu num caminhão e ficou diante de uns mil e poucos motoqueiros. Quando voltava para casa, no avião, leu no celular que haviam participado da festa entre 10 mil e 12 mil militantes.

Três dias depois, amanheceu com as manchetes que davam o número exato, registrado no sistema de monitoramento da Rodovia dos Bandeirantes: eram apenas 6.661 motos, algumas com o piloto e um carona. Mas eram, enfim, somente 6.661 motos.

A Romaria ao Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha, na região serrana gaúcha, atrai entre 20 mil e 40 mil motoqueiros.

Bolsonaro sabe que suas motociatas, no Rio e em São Paulo, foram um fracasso e que a eureka dos desfiles com motoqueiros de extrema direita não deu certo. A autoestima de aglomerador está abalada.

As notícias ficaram ruins e não há nem ensaio de notícia boa no Planalto. No final da tarde de domingo, as redes sociais bolsonaristas anunciavam que as manifestações do 19J haviam sido fracas.

Mas Bolsonaro não se informa pelas redes sociais que o bajulam, ou cometeria o erro de ser enganado por seus adoradores gratuitos e pagos.

Bolsonaro usa as redes apenas para repetir as mentiras. Ele ficou sabendo no domingo mesmo que desta vez os movimentos sociais e as esquerdas haviam levado mais gente às ruas do que no dia 29 de maio.

Bolsonaro acordou na segunda-feira e foi para o cercado do Alvorada já fragilizado. Tentava, mas não conseguia fingir que ignorava as 500 mil mortes do genocídio. Foi ríspido com um caminhoneiro que reclamou atenção à categoria.

Viajou para Guaratinguetá, para a festa de formatura de sargentos da Aeronáutica, pensando nos seus fracassos, no editorial de William Bonner no sábado no Jornal Nacional e nos próximos danos da CPI com o depoimento de seu conselheiro Osmar Terra.

Quando mandou a repórter da Globo calar a boca e tirou a máscara, no ataque de fúria após a formatura dos sargentos, Bolsonaro não estava representando. Estava avisando: na próxima, algo pior pode acontecer.

Bolsonaro ataca até seus assessores e, no impulso, está a um passo de cometer um gesto mais agressivo. Parece não controlar a gritaria que o mantém colado ao seu público.

O país é desgovernado por um sujeito fragilizado porque se sente mais acuado, que perdeu repertório e a capacidade de atacar e assim acabou perdendo a confiança.

Apagou-se a linha que separava o Bolsonaro valente do Bolsonaro inseguro. A demonstração de excesso de valentia e agressividade é a denúncia da sua desproteção.

A Globo, disse ele, está destruindo a família e a religião. É uma fala desesperada. Nem os mais fiéis e reacionários pastores neopentecostais acreditam nessa tática. O artista já não consegue controlar a própria performance.

As circunstâncias nunca foram tão desfavoráveis e podem piorar. Bolsonaro está pedindo ajuda. Daqui a pouco, nem o Centrão, depois de saquear os saqueadores, poderá ajudá-lo.

__________ * É preciso responsabilizar o governo militar pelo morticínio de brasileiros - Jeferson Miola

Por Jeferson Miola

Bolsonaro com uma caixa de cloroquina

Por Jeferson Miola                                                                

Mesmo considerando dados oficiais subnotificados, o morticínio por COVID no Brasil superou meio milhão de brasileiros. E com viés de alta, como indica a média diária ao redor de 2 mil óbitos.

O Brasil avança para ser ter maior mortandade em todo planeta. Em que pese representar 2,7% da população planetária, o país responde por 12,9% do total de perdas humanas no mundo – atrás, temporariamente, apenas dos EUA neste ranking tétrico.

As perspectivas poderão ser ainda mais assombrosas. O Plano de Imunização é marcado por incertezas e atrasos devidos ao descalabro do governo militar, que sabotou a compra de vacinas e de insumos para a produção nacional de imunizantes.

O governo, além disso, trabalhou pela propagação intencional do vírus, como evidenciou o Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário da USP. Fez uma aposta na contramão dos protocolos sanitários internacionais e da ciência.

O Exército brasileiro fabricou e distribuiu o veneno cloroquina, inclusive para as populações indígenas, mesmo conhecendo a opinião científica mundial que atestava sua total ineficácia e seus riscos à saúde e à vida humana.

Por conta deste conjunto de fatores o Brasil, que tem a taxa mais elevada de novos casos confirmados que todos demais países, é um território fecundo para a proliferação descontrolada de novas variantes do vírus.

A experiência mundial mostra que a partir do momento em que se inicia o declínio sustentável de mortes [que não é a realidade do Brasil hoje] até ocorrer a redução da epidemia a níveis “controláveis”, ocorre pelo menos a mesma quantia de óbitos do período ascendente.

Isso significa, para nosso assombro, que se o Brasil iniciasse hoje a queda sustentável de mortes, ao final da pandemia contabilizaria pelo menos 1 milhão de óbitos.Esta hecatombe, negada e desprezada pelo governo militar, que é insensível à dor e ao luto do país, só encontra equivalência de comparação com outras grandes chacinas da história. O jornal Folha de São Paulo mostra [20/6] que o “número de vítimas de COVID-19 no Brasil já é maior que 8 genocídios” ocorridos no mundo do início do século 20 aos anos recentes.

Vale lembrar, para ilustração, que o bombardeio nuclear de Hiroshima pelos EUA em 1945 matou 140 mil japoneses – quase 4 vezes menos que os 500 mil mortos por COVID no Brasil.

Em 15 meses morreram por COVID no Brasil o equivalente a 1/3 das vítimas do nazismo em Auschwitz em 5 anos, entre 1940 e 1945. Este número equivale às perdas de 10 guerras do Paraguai, quando o país teve 50 mil baixas entre os anos de 1864 e 1870.

Este é, portanto, um dos períodos mais mortíferos da história do Brasil. Somente é equiparável à dizimação de indígenas e negros vitimados brutalmente durante séculos pela oligarquia branca, patriarcal, escravocrata, racista e colonial – sempre, claro, com a ajuda das Forças Armadas.

Na visão de epidemiologistas, 3 de cada 4 destas 500 mil mortes poderiam ter sido evitadas se o governo tivesse agido com base na ciência e nos protocolos da OMS. Isso significa que cerca de 375 mil vidas humanas poderiam ter sido salvas não fosse a omissão, a negligência, a incompetência e, sobretudo, a gestão criminosa da pandemia pelo governo dos militares.

No código penal, isso é tipificado como homicídio. Pode-se discutir nuances, se é homicídio culposo ou doloso, mas dificilmente deixará de ser homicídio. À luz do direito internacional, poderá ser caracterizado como crime contra a humanidade, senão de genocídio.

É preciso investigar a responsabilidade por este processo macabro que deverá superar a cifra de 1 milhão de vidas humanas ceifadas.

Neste sentido, a culpa do partido dos generais pela hecatombe deve ser investigada. Eles designaram para conduzir o enfrentamento da pandemia no posto de ministro da Morte um general da ativa, o general Eduardo Pazuello.

Do alto da sua ignorância científica, eles apostaram que o coronavírus começaria a recuar, e bastaria uma espécie de capataz de almoxarifado – um general de intendência tosco como Pazuello – para gerir o processo até um final glorioso que levaria à consagração do Exército na salvação nacional. Mas o problema é que o cálculo deles deu errado, e muito errado!

Na CPI, Pazuello assinalou a origem “partidária” da indicação para o cargo: “Eu acredito que as indicações vieram dos oficiais generais …. acredito que veio do grupo de oficiais que trabalhavam com o Presidente”, respondeu o general paspalhão à pergunta do senador Renan.Apesar da responsabilidade central no morticínio, o partido dos generais está conseguindo se safar na CPI e, também, está conseguindo livrar o governo militar de qualquer culpa [aqui].

Bolsonaro é apenas a ponta visível do iceberg gigante e oculto que opera no subterrâneo, de onde comanda toda engrenagem que está por trás do processo de destruição do país.

Bolsonaro funciona como o biombo que esconde quem de fato domina e controla toda situação, que são os comandantes militares, através do partido dos generais, que planejaram sua candidatura, coordenaram sua campanha, montaram seu governo, infestaram o aparelho de Estado, ocupam os ministérios, agências, estatais e cargos suculentos, e agora conspiram contra a democracia e o Estado de Direito para escalar uma ditadura fascista-militar.

É preciso responsabilizar o governo militar, que tem Bolsonaro como biombo, pelo morticínio de centenas de milhares de brasileiros e pela devastação do Brasil. A luta pelo Fora Bolsonaro tem de se combinar com a luta pelo fim do governo militar.

__________ * O mundo paralelo da estupidez e da delinquência - Weiller Diniz

Por Weiller Diniz

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto10/06/2021

A obtusidade bolsonarista mergulhou o Brasil em um abismo sepulcral da realidade paralela. 

Há expedientes reincidentes na tentativa de falsear ou desconectar parte da sociedade da verdade: gastos maciços em propaganda irreais, redes orgânicas de disseminação de fake news, a reiteração da mentira com método de gerar entropias e a fabulação de mundos inexistentes com o propósito de maquinar um universo invisível e intangível.

O messianismo, de índole fundamentalista, se apossou de uma mente obscurantista, retrógrada e de baixíssima capacidade cognitiva.

Entre pulverizar sua rudimentar formação militar e intelectual ou tentar compreender a complexidade do mundo e da governança do Estado, opta pelas escolhas simplistas do negacionismo, que não lhe exigem esforços mentais.

Na mais aterradora pandemia mundial, responsável por um morticínio superlativo no Brasil, a atual gestão baseou suas formulações de políticas públicas a partir de orientações do gabinete paralelo. 

Ele era constituído por médicos obscurantistas – sem investiduras públicas formais – ou conselheiros informais, desqualificados, que guiaram o governo na contramão das recomendações científicas. 

O chamado gabinete da escuridão estimulava aglomerações, advogava a fictícia imunidade de rebanho, prescrevia cloroquina e chegou ao limite de propor a fraude da bula do medicamento para recomendá-lo contra Covid-19. Todos os rastros mortais do grupo estão comprovados em declarações, documentos, vídeos e testemunhos.

Autodenominados de ‘médicos pela vida’, a falange criminosa bombardeava as vacinas contra o coronavírus em reuniões em Brasília. O resultado foi um boicote deliberado e prolongado do capitão na aquisição dos imunizantes. O Instituto Butantan, um dos mais respeitados no mundo, fez reiteradas ofertas de vacinas entre julho de 2020 e janeiro de 2021. O desprezo, desautorizações públicas e xenofobia do chefe de Estado contra a aquisição da Coronavac marcaram as negociações.

A mesma resistência nas relações com outro laboratório, a Pfizer. Entre as primeiras ofertas, de agosto do ano passado e março de 2021, foram 83 tentativas de interação da empresa ignoradas ou desprezadas pelas autoridades brasileiras. O número 1 da pasta, Eduardo Pazuello, declarou cinicamente que não era papel dele se reunir com representantes das empresas. O número 2 por lá arguiu até um vírus de computador que o impediu de abrir as propostas que salvariam vidas.

Na perseguição promovida pelo Estado paralelo, invisível ao controle público e à fiscalização institucional, a atual gestão inovou ao privatizar o dinheiro público. Inventou-se o orçamento paralelo para remunerar financeiramente a docilidade de aliados no Congresso Nacional. O governo criou uma contabilidade fora do radar do Tribunal de Contas da União de perto de R$ 3 bilhões, alheio ao teto de gastos, para comprar deputados. Uma espécie de ‘biscoito’ para controlar o apetite. Segundo as denúncias, os ofícios dos parlamentares eram encaminhados, principalmente ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Nos documentos os aliados indicavam à pasta onde gostariam e alocar os valores em montantes muito superiores aos 8 milhões que têm direito anualmente em emendas da vida real. Há entre eles uma casta privilegiada que comandou a farra da distribuição do dinheiro do contribuinte.

Fustigado pela CPI e amedrontado com o cerco se fechando, o capitão Bolsonaro, viciado em mentiras e propagador de mundos ficcionais, inventou um TCU paralelo também. Ele garantiu aos que focinham rotineiramente no cercadinho da estupidez no Alvorada haver um relatório do Tribunal de Contas da União revelando que 50% das mortes registradas por Covid-19 no Brasil foram por outras causas que não o vírus. “Não é meu. É do tal do TCU, questionando o número de óbitos no ano passado por covid. E ali, o relatório final, não é conclusivo, mas disse que em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid, segundo o TCU”, apontou fraudulentamente. Mais uma vez culpou a imprensa por incomodá-lo com a realidade, oposta aos seus delírios.

“Esse relatório saiu há alguns dias. Logicamente que a imprensa não vai divulgar. Já passei para três jornalistas com quem eu converso e devo divulgar hoje à tarde. E como é do TCU, ninguém queira me criticar por causa disso. Isso aí muita gente suspeitava. Muitos vídeos que vocês viram de WhatsApp, etc, de pessoas reclamando do que o que o ente querido não faleceu daquilo. Está muito bem fundamentado, todo mundo vai entender, só jornalista não vai entender”, escarneceu mantendo seu alvo predileto na luta contra a verdade, a imprensa, mãe de todos os fracassos bolsonaristas.

O TCU desmentiu instantaneamente a fraude presidencial e esclareceu inexistir informações que apontem que ’em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid’, conforme a fantasia irresponsável do capitão que se viu constrangido a se retratar: “Vou só explicar uma coisa aqui, a questão do equívoco, eu e o TCU, de ontem. O TCU está certo, eu errei quando falei tabela’, disse o presidente. “A tabela quem fez foi eu, não foi o TCU. O TCU não errou em falar que a tabela não é deles. A imprensa usa para falar que fui desmentido, o tempo todo é assim”. O mentor da farsa do estudo paralelo, Alexandre Figueiredo Marques foi afastado, responderá a um inquérito administrativo e foi convocado pela CPI.

Alexandre confessou que foi o pai dele o responsável por repassar o documento ‘paralelo’ a Bolsonaro. O dado está junto à confissão do servidor enviada à corregedoria do TCU. O pai do servidor foi presenteado com um cargo na Petrobras durante a atual gestão e já se reuniu ao menos três vezes com Bolsonaro. O nome dele é Ricardo Silva Marques, coronel do Exército, nomeado gerente-executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras em 2019. Alexandre Figueiredo também é amigo dos filhos de Bolsonaro e do presidente do BNDEs, Gustavo Montezano. Em 2019, o servidor tentou assumir uma diretoria no banco na área de ‘compliance’, mas teve os planos barrados pelo então presidente do TCU na época, José Mucio Monteiro.

O Exército Brasileiro é outra vítima do estupro do Estado paralelo. Ele o ridiculariza ao chamá-lo impropriamente de “meu Exército” porque despreza a separação do público e privado. O capitão humilhou o Alto Comando ao abortar a punição de Eduardo Pazuello por participar de um ato político no Rio de Janeiro. A baderna e a indisciplina ficaram liberadas. As mesmas que ocasionaram a expulsão de Bolsonaro do Exército. Pazuello é a nódoa mais vergonhosa do Exército Brasileiro. Além de incompetente, de insuflar a anarquia, Pazuello mentiu despudoramente quando depôs à CPI. Desmascarado pela verdade, maquinou expressões ininteligíveis como “posição de internet”. Teve os sigilos quebrados pela Comissão Parlamentar de Inquérito e anda assombrado com os desdobramentos da investigação. Ainda hoje esconde sua parvoíce no biombo do Estado e numa farda que não parece ostentar.

À exemplo dos nazistas que institucionalizaram organizações paramilitares, como a SS, SA e a Gestapo, a quadrilha em torno de Jair Bolsonaro ambiciona estruturar uma polícia paralela, legalizando a face mais abominável do submundo do crime carioca, as milícias que matam e extorquem. As vinculações com a delinquência do Rio de Janeiro são indesmentíveis e as digitais milicianas mancham alguns dos mandatos da família. Condecorações a Adriano da Nóbrega, emprego para familiares dele, a ciranda financeira com Fabrício Queiroz, os vizinhos envolvidos com a execução de Marielle Franco são as conexões visíveis. Jair e Flávio já defenderam publicamente a legalização das milícias.

A milícia carioca vende casas e apartamentos ilegais, despeja moradores que não pagam a taxa de segurança, revende os imóveis dos desalojados e constrói clandestinamente em vários municípios do rio de Janeiro. Opera em diversos locais como Guaratiba, Itaboraí, Magé e Rio das Pedras, onde 2 prédios desabaram. Adriano da Nóbrega, arquivo queimado na Bahia, era uma sumidade da milícia em Rio das Pedras e comandava o “escritório do crime. Foi homenageado na prisão por Flávio Bolsonaro com a medalha de Tiradentes da Alerj e elogiado por Jair Bolsonaro, como “brilhante oficial” quatro dias depois de condenado por homicídio.

Antes de morrer, o ex-ministro Gustavo Bebbiano, braço direito de Bolsonaro na campanha mencionou a “Abin paralela” e atribuiu sua concepção ao vereador Carlos Bolsonaro. Na reunião de 22/4/2020, o próprio capitão confessou ter um serviço paralelo de informações. “O meu particular funciona. Os ofi… que temos oficialmente, desinforma. E voltando ao … tema prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações”. A crise com Sérgio Moro pelo controle da PF as operações sistemáticas da Federal contra inimigos do governo aumentaram a suspeição sobre ações extraoficiais de perseguição política a adversários.

Mais recentemente a Abin, através de um decreto presidencial, queria ter acesso a dados sigilosos dos cidadãos para bisbilhotar. A ministra Carmen Lúcia do STF disse que arapongagem era crime. A Agência Brasileira de Inteligência, do amigo Alexandre Ramagem, tinha sido autorizada a fazer devassas. O decreto aumentava o número de cargos, permitia o treinamento/recrutamento de indicados políticos e escancarou o acesso injustificado de arapongas para xeretar informações sigilosas dos cidadãos. Entre eles dados fiscais, bancários, telefônicos, inquéritos policiais e também relatórios do COAF. Por 9 a1 o STF barrou a nova arapuca arbitrária. O recado de que arapongagem é crime acabou antecipando o julgamento de outro caso de polícias políticas paralelas e ilegais no Ministério da Justiça.

Pelo mesmo placar, 9 a 1, o STF também repreendeu o Ministério da Justiça, na gestão de André Mendonça, na produção de dossiês contra adversários, denominados de “antifascistas”. Inspirado nos repulsivos métodos do SNI, invadiu-se, clandestinamente, vidas privadas com expedientes da ditadura. O serviço secreto paralelo foi armado pela Secretaria de Operações Integradas do MJ e gerou um dossiê com 400 páginas de bisbilhotice. O titular do DOPs ilegal foi sacrificado, mas até hoje na se sabe quem encomendou a espreita criminosa. A ministra Carmen Lúcia fulminou a KGB: “A gravidade do quadro descrito, que – a se comprovar verdadeiro – escancara comportamento incompatível com os mais basilares princípios democráticos do Estado de Direito e que põem em risco a rigorosa e intransponível observância dos preceitos fundamentais da Constituição da República”.

Foras da lei, como mafiosos, contrabandistas, golpistas, traficantes e milícias, desprezam as regras do Estado e se homiziam em estruturas paraestatais. A insurreição cotidiana contra os órgãos oficiais e a obsessão em organizar mecanismos extraoficiais, clandestinos, invisíveis ao controle do Estado, expressa a índole ditatorial de Jair Bolsonaro e seu desdém pela democracia.

Desde 2020 ensaia sua noite dos cristais. Já fez ameaças explícitas em conspirações golpistas para fechar os outros poderes. Agora aposta na derrota eleitoral para ativar a quartelada. Assim como seu anacrônico preceptor Donald Trump acabará falando sozinho. O derretimento nas intenções de votos, perda de aderência nas redes sociais, o fiasco da gestão, a corrupção, a incompetência generalizada, o desemprego, a fome, a inflação e a CPI desgastarão Bolsonaro e o devolverão à uma amarga realidade, que hoje se esforça em adulterar.

__________ * Os superegos vigilantes - Christian Dunker

Por Christian Dunker

Desde que Bolsonaro chegou ao poder, e mesmo antes disso, muitos vêm comparando sua trajetória política com o fascismo, com o nazismo e com a figura clínica da perversão como maneira de alertar para o mal que seu governo representa para o espírito e para a sociedade brasileira. Assim como ninguém se diz racista, ninguém se reconhecerá nazista, com as exceções notáveis de sempre. No entanto, esse argumento, que se poderia chamar argumento do pior, vem sendo neutralizado por um certo neoliberalismo digital complacente, sempre disposto a ir um pouco além na tolerância e na administração do sofrimento humano. Foi nesse contexto que os anos 1990 viram aparecer a lei de Godwin, que afirma: “À medida que uma discussão online se alonga, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou os nazistas tende a 100%.”

Segundo essa ilação satírica, o ponto de Godwin é o momento exato em que alguém, exaurido em seus argumentos, passa a ofender o outro com a pior das analogias. O surgimento de comparações exageradas poderia assim funcionar como uma espécie de pedido indireto para a interrupção da conversa. Em 2018, para surpresa geral, o próprio Mike Godwin, criador da lei, veio a público para dizer que a lei continua valendo, mas que é correto chamar Bolsonaro de nazista.

No contexto geral de luta pela deposição de Bolsonaro e pela redemocratização do país, muitos são aqueles que parecem ter reservado para si o uso de categorias críticas, como se elas não devessem ser usadas quer pela consideração da autoridade de quem enuncia a crítica, quer pela banalização de fenômenos totalitários, quer pela sua imprecisão histórica. Tudo se passa como se o emprego de uma destas categorias quaisquer pudesse ser traduzido por uma expressão simples do tipo: “Você é um radical tomado por suas crenças (assim como quem você critica)”. Desta forma, o argumento só confirma as crenças do grupo de quem o enuncia e afasta mais ainda o grupo que se quer conquistar ou incitar a uma mudança de opinião.

Para outros, mais estratégicos, trata-se de evitar esse argumento porque ele é uma espécie de tudo ou nada, que representa por si só o que não se deve negociar, ceder ou contemporizar, no sentido estrito da antipolítica. Desta forma, a argumentação não é eficaz pois aqueles que já pensavam assim antes permanecem onde estão e os outros, envolvendo desde conservadores arrependidos, liberais enganadas até religiosos fundamentalistas e antipetistas reativos, não sairiam do lugar. Ademais, incitamos a confirmação de que a esquerda continua radical como antes, arrogante e dona da verdade.

Um terceiro grupo dirá que há inexatidão, posto que nem todas as condições políticas do fascismo europeu dos anos 1930 estão dadas, assim como nem todos os quesitos para perversão estão atendidos, ou que as melhores condições de diagnóstico não estão disponíveis. Eis aqui como a ciência pode tornar-se irresponsável por excesso de responsabilidade. Pesquisadores de bancada e intelectuais orgânicos se recusaram a sujar as mãos com o mundo empírico da política, enquanto outros, também irresponsáveis, criavam entre sombras o gabinete paralelo da saúde.

Tais objeções são retoricamente pertinentes, mas até onde elas escondem um compromisso com o colaboracionismo? Por exemplo, o analista político Michel Gherman foi repreendido publicamente pelo presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro, por ter se referido aos bolsonaristas como nazistas. Ou seja, alguém com uma larga experiência no uso político de expressões religiosas, como shoa e nakba, que se dedicou ao entendimento histórico e conceitual do nazismo, pode ser assim desqualificado por um representante religioso? Quando um candidato à presidência diz que: “as minorias devem se adaptar ou desparecer”, isso deveria ter ativado um botão histórico de emergência e alerta contra a repetição.

O caso levanta um outro aspecto do problema, ou seja, instituições e pessoas, que acreditam possuir para si o sentido e o domínio do uso de certas palavras. Quando produzi material técnico para o processo de impeachment de Bolsonaro, movido pela Academia Paulista de Direito, tive que ouvir de colegas que não se deve politizar diagnósticos. Assim também quando nosso grupo da USP publicou uma série de textos mostrando como o bolsonarismo retomava vários dos elementos do fascismo, ouvimos que isso não era um problema, pois se nem todos os elementos do fascismo estavam presentes estávamos cometendo um abuso conceitual.

O que se destaca nesses comentários é o desentendimento cabal de que experiências como o nazismo e o fascismo têm uma história. Isso significa que elas se transformam com o tempo, assumem novas máscaras e criam aliados. Mas isso não muda o fato de que Auschwitz não é apenas um acontecimento excepcional, mas é também um paradigma do que não deve se repetir. De Adorno a Agamben, insistimos no fato de que os campos de concentração não são um efeito do fato de que, repentinamente, milhões de alemães se tornaram perversos e que isso aconteceu, como diz Gherman, a partir de 1933 quando Hitler ascendeu ao poder, e não em 1941 quando o sistema de extermínio e a formulação da solução final foi proposta. O paradigma dos campos é um paradigma justamente porque ele se aplica fora de si mesmo, ao racismo, ao sexismo, à homofobia, à xenofobia e a tudo o mais, nos laços de produção e reprodução social, que possua estrutura de segregação.

Em 2015, muito antes da própria candidatura Bolsonaro, fiz uma coluna no blog da Boitempo dizendo que ele deveria pedir desculpas imediatas à deputada Maria do Rosário a quem disse “não te estupro porque você não merece”. Pedir desculpas a todos os brasileiros e, de preferência, procurar ajuda psicológica imediata. Vários amigos também consideraram um exagero quando disse que um psicanalista não pode votar neste sujeito, pois se outras profissões e formações não exigem rigor de escuta e entendimento do que é um discurso, a ponto de reconhecer seu potencial de periculosidade e violência, nós somos formados eticamente para isso. Aquele que não consegue ver isso diante de seus olhos é melhor que se retire do ofício. A incapacidade de perceber que “isso vai dar naquilo”, que “1933 dá em 1941” e que “a abertura para as armas dá em crise de vacinas” é um indício sério de quem pensa por exemplos e não por conceitos. Para esses “enquanto não tiver bigode e câmera de gás, com Ziklon B, então ainda não é nazismo”. Para esses eu digo: “volte atrás agora, senão a vacina de Nuremberg vai chegar para você amanhã”.

A apropriação de termos e conceitos, quando não de palavras, é um problema político curioso porque cria por um lado especialistas e estudiosos que não devem se pronunciar e, do outro, comunidades de gosto, religiosos e não-políticos, que adquirem a propriedade, marca patente e prerrogativa de uso.

Há aqui em curso algo mais complicado do que apenas os territórios e as políticas discursivas de silenciamento e tolerância seletivas. Há o efeito do trauma representado em cada uma destas expressões. O trauma facilmente cria os seus superegos vigilantes para se reproduzir. Ele silencia e desautoriza a experiência como coletiva, individualizando seus atores. Ele torna invisível o retorno de sua violência por meio de um pequeno trabalho de maquiagem, também chamado por Freud de “deformação simbólica”. Ademais, o trauma se repete. Daí a importância de que nazismo, fascismo e perversão (no que ela carrega de traumático ao seu redor) têm estrutura de repetição. A maneira pela qual se interrompe tal repetição demanda um processo de memória completamente diferente do que vemos com os modos de lembrar.

Estive recentemente num debate com Ilana Feldman e Felipe Poroger sobre como os alemães estão lidando com essa repetição do trauma por meio de uma nova linguagem fílmica. São filmes que permitem entender como o enquadre, o regime de ficcionalização-factualização e a separação entre e nomeação e o Real são elementos elaborativos de traumas históricos.

Por exemplo, em Colegas (Janis Kieffer, 2020) percebemos como a terceira geração de descendentes do nazismo pode agora falar disso sem cair no monumentalismo e no descritivismo que caracterizam os primeiros tempos de elaboração do Auschwitz nunca mais. Dois trabalhadores rurais são apresentados confeccionando suásticas nazistas e outros artefatos em um quadro de apatia e alienação. Logo nos damos conta que se trata de “mais um filme sobre o nazismo”.  Mas a nossa indiferença é rompida quando se trata de testar o forno de extermínio. Mesmo sabendo que se trata apenas de um pórtico, sem fundo e malfeito, os personagens são tomados por um silencioso instante de mal-estar infinito quando o diretor de cena esbraveja para que o prisioneiro número 6, vestido a caráter, entre no forno. É só neste momento que os atores parecem despertar para o tom insólito dado ao tratamento do tema, ou seja, o ponto em que a brincadeira foi longe demais. Ou seja, não é apenas pelo uso rigoroso e conceitual dos termos que uma experiência se elabora, mas também pela irreverência respeitosa da deformação trazida pela arte, permitindo que emerja um novo fragmento de verdade em meio à apatia.

No segundo curta, A Mentira (Rafael Spínola e Klaus Diehl, 2020) vemos como é possível recorrer ao amor, narrativizar o trauma. Um espião da Stasi retrata objetivamente os pormenores da vida de um casal em um monótono documentário com apresentação de slides com cômodos vazios e resíduos de uma festa. Não aparecem personagens, apenas hipóteses sobre o que poderia ter acontecido. Contudo, ao final o relatório de espionagem serve de suporte para uma carta de amor. Essa carta de amor, escrita no rodapé do informe do perito, é o foco do documentário sobre o documentário, feito 30 anos depois, e que explora o trauma do amor ligado pela afinidade de angústia.

Em Aquele que Cruzou o Mar (Jonas Riemer, 2020), acompanhamos a trajetória de um fugitivo da Alemanha Oriental que se torna, ele mesmo, um policial perseguidor de imigrantes ilegais. Mas é só quando ele se escuta, fazendo perguntas chaves, no contexto de interrogatórios que a temporalidade do trauma pode ser refeita, percebendo no outro os sonhos que um dia foram os nossos.

É preciso incorporar o silêncio dos sobreviventes, renovar nomeações, recolher versões e trabalhar para que certas palavras se separem da moldura imóvel do museu: “nazismo”, “fascismo” e “perversão”. Precisamos nos interrogar sobre o que significam tais palavras hoje, sem que elas se fechem em uma reconciliação encobridora ou se tornem propriedade de alguns, pois elas pertencem a todos nós. Além disso, é muito importante dar lugar ao sem-sentido. Daí que seja preciso certo humor, paródia e ironia construtiva para evitar o complexo de superioridade moral de vencidos e vencedores.

Annette Wieviorka lembra como a narrativa que hoje temos do holocausto deve-se muito a um documentário algo sensacionalista produzido para uma série de televisão, em 1978. Considerado kitsch e de mal gosto por sobreviventes, como Elie Wiesel, ainda assim inspirou a construção, durante o governo Jimmy Carter, do Museu Memorial do Holocausto, em Washington D.C., e a revogação da lei de anistia aos que participaram como burocratas e tecnocratas do holocausto. Ainda que imprecisa e pouco rigorosa, e talvez por isso mesmo, a série televisiva inspirou uma onda de coleta de novos testemunhos. A própria redefinição da experiência dos campos de extermínio como “holocausto” ou como “shoah” procede do desejo de dizer: “não foi assim”, ou seja, de dizer mais uma vez, de dizer melhor, aquilo que nos escapa representar em toda sua extensão. A própria aparição do filme A Lista de Schindler (Spielberg, 1993) é outro capítulo deste processo. Ainda que agora os testemunhos tendam à conciliação, com cada qual a “colocar uma pedra em cima do ocorrido” em memória dos homens justos, haverá aquele que dirá que outras versões virão. Teria sido melhor que o filme não tivesse existido por causa disso?

Ou seja, o trabalho de correção, a elaboração de versões mais rigorosas, o debate para definir o escopo destas palavras parece ser um caminho melhor do que o uso restrito, coorporativo e administrado. A história se move para outro patamar quando ela se refaz e quando encontramos nela matéria de resistência e memória para reinvenção do presente.

__________ * Santos Cruz diz que Bolsonaro EMPURRA o Brasil para um CENÁRIO de VIOLÊNCIA política

"É um governo que investe no fanatismo, no show, no populismo. É o processo de qualquer regime totalitário", diz o general, que prevê um cenário de violência no País

Carlos Alberto dos Santos Cruz, Jair Bolsonaro com militares
Carlos Alberto dos Santos Cruz, Jair Bolsonaro com militares (Foto: Isac Nóbrega/PR)

247 – O general Carlos Alberto dos Santos Cruz fez duras críticas a Jair Bolsonaro, em entrevista concedida a Laryssa Borges, na revisa Veja. "Tem que andar para a frente. E o governo atual não conseguiu fazer nada disso. É um governo que investe no fanatismo, no show, no populismo. É o processo de qualquer regime totalitário. É divisão social, é o culto à personalidade, é o ataque às pessoas, e não a discussão de ideias. Os ataques são todos pessoais com desinformação, fake news, crimes de calúnia, de difamação, desinformação, mentira. Isso é o que está caracterizando o momento atual", disse ele.

"O Brasil precisa de união, de combate à corrupção, de redução da desigualdade social. A sociedade precisa de paz e não pode ficar dividida. A sociedade dividida vai para conflito, vai para violência. Em uma sociedade dividida, esse fanatismo criminoso que estamos vivendo acaba em violência", afirmou. "Há o risco de esse fanatismo que nós estamos vivendo levar o país à violência. Eu vivi cinco anos em ambiente de conflito na África e na América Central e sei o que é a violência social. É um absurdo o que estamos vivendo. Isso é falta de responsabilidade, é uma coisa criminosa. O fanatismo e o crime caminham juntos e tem hora que você não consegue diferenciar quem está de um lado e quem está de outro. Temos uma milícia digital que denigre as pessoas, que ataca as pessoas. Isso é caso de polícia, isso é crime."

"Temos que acabar com isso de querer arrastar as Forças Armadas para a política. Vamos fazer uma política decente. Estão todo dia falando de Forças Armadas na política. Há uma destruição das instituições. O Brasil está dividido em fanatismo, em extremismo. Isso não leva a lugar nenhum. Isso só leva à violência. A politização das Forças Armadas é um absurdo. Forças Armadas não são instrumento de pressão, de intimidação política, de disputa de poder. Isso, em vez de evoluir politicamente, é uma falta de responsabilidade", apontou ainda.

__________ * Legado dos EUA no Afeganistão é uma 'desgraça e desastre total', diz ex-presidente afegão _____ Ok, mas, e o legado do TALIBAN?

Hamid Karzai declarou que ao fim de 20 anos de guerra, as forças dos Estados Unidos estão deixando para trás um desastre

Ex-presidente do Afeganistão Hamid Karzai
Ex-presidente do Afeganistão Hamid Karzai (Foto: Sputnik / Alexei Druzhinin)
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Sputnik - Ex-presidente do Afeganistão diz que EUA falharam em sua missão de "lutar contra o extremismo" e trazer estabilidade ao país.

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Em entrevista com a AP, no domingo (20), Hamid Karzai declarou que ao fim de 20 anos de guerra, as forças dos EUA estão deixando para trás um desastre.

"A comunidade internacional chegou aqui há 20 anos com o objetivo claro de lutar contra o extremismo e trazer estabilidade, mas o extremismo está hoje no seu ponto mais alto. Por isso, eles [EUA e comunidade internacional] falharam", disse o ex-presidente afegão, citado pela mídia. 

O legado das forças ocidentais na nação central-asiática, torturada por duas décadas de conflitos militares é, nas suas palavras, uma "desgraça e desastre total".

Karzai teve uma relação tensa com Washington durante seus 13 anos de presidência, e no final, também ele queria que no futuro as tropas norte-americanas se retirassem do solo afegão. 

Autoridades, incluindo o ex-presidente afegão Hamid Karzai e o vice-líder e negociador do Talibã, Mullah Abdul Ghani Baradar, participam da conferência de paz afegã em Moscou, Rússia, em 18 de março de 2021

O ex-presidente fez críticas duras às táticas de guerra dos EUA nos últimos 20 anos, concluindo que "ficaremos melhor sem sua presença militar", disse Karzai na entrevista. 

Hamid Karzai culpabiliza tanto o Paquistão, onde o Talibã (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países) tem sua base, como os EUA por boa parte da destruição da nação afegã, pelo que agora é a vez do povo do Afeganistão acabar com duas décadas de guerra.

"A única solução é os afegãos se unirem. Temos de reconhecer que este é o nosso país, e que devemos parar de nos matarmos a nós mesmos", declarou o ex-presidente.

Há muito que o Afeganistão e outras nações esperavam a retirada das forças dos EUA e da OTAN do país, com a crença de que isso poderia trazer a tão desejada paz para a nação em causa. No entanto, vários políticos e especialistas temem que a saída total das forças norte-americanas no Afeganistão possa facilitar o crescimento e a proliferação de organizações terroristas no país e, de igual modo, em toda a região.

Como foi a presidência de Hamid Karzai?

O governo de Karzai começou em 2001, após a derrota do Talibã por uma coalizão liderada pelos EUA, que lançou sua invasão para caçar e destruir a Al-Qaeda (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países) e seu líder, Osama bin Laden, culpado pelos ataques de 11 de setembro nos EUA nesse ano.

Segundo a AP, com Karzai no poder, as mulheres ganharam mais direitos, refletidos, por exemplo, no regresso das meninas às escolas. Assim, uma sociedade civil jovem e vibrante surgiu, novos arranha-céus foram erguidos na capital, Cabul, e foram construídas mais estradas e infraestruturas.

Porém, seu governo também foi caracterizado por alegações de corrupção generalizada, o florescimento do comércio de drogas e, nos anos finais, tensões pesadas com Washington que continuam até hoje.

__________ * "É claro que é Fora Bolsonaro", reforça Juliette Freire

A influenciadora digital responsabilizou o governo Bolsonaro pelas mais de 500.000 mil mortes no país e avaliou: "Eles tinham como ter evitado essa tragédia"

Juliette Freire
Juliette Freire (Foto: Lara Imperiano/Divulgação)

 247 - A campeã do BBB 21, Juliette Freire, foi às redes condenar a gestão do governo da pandemia da Covid-19 e pedir o "Fora Bolsonaro". 

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A influenciadora digital responsabilizou o governo Bolsonaro pelas mais de 500.000 mil mortes no país e avaliou: "Eles tinham como ter evitado essa tragédia". 

A cantora Anitta também aderiu ao "Fora Bolsonaro". Ela rebateu diretamente Ivete Sangalo, que fez um publicação lamentando as 500 mil mortes em decorrência da Covid-19, mas ressaltou que o post não era sobre “partidos políticos”. “500 mil mortes... é sobre FORA BOLSONARO sim! A favor da democracia, da economia, da saúde,  da educação, do senso COLETIVO”, disse Anitta.

__________ * Gil do Vigor: “o Brasil só vai voltar a crescer quando Bolsonaro sair do poder”

O ex-BBB Gil do Vigor, criador do meme, “o Brasil tá lascado”, usou suas redes sociais para pedir o Fora Bolsonaro

Gil do Vigor e Jair Bolsonaro
Gil do Vigor e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/Instagram | Isac Nóbrega/PR)

247 - O ex-BBB Gil do Vigor, criador do meme, “o Brasil tá lascado”, usou suas redes sociais nesta segunda-feira (21)  para pedir o Fora Bolsonaro, seguindo o exemplo da cantora Anitta, que responsabilizou o mandatário pelas 500 mil mortes em decorrência da Covid.

“Muitos me questionam quando a crise vai acabar e o Brasil voltar a crescer, portanto decidi responder: 

QUANDO O BOLSONARO E SUA TURMA SAIREM DO PODER!!!!!!!”, disse Gil, que é economista. 

Saiba mais 

Ao contrário de Gil e Anitta, a cantora Ivete Sangalo agiu na contramão das figuras públicas que usam sua fama para combater as agressões diárias do governo.

Ela foi duramente criticada pelo seu silêncio diante do genocídio contra os brasileiros, no não combate à pandemia.

Ivete lamentou as 500 mil mortes, mas disse que sua postagem não era sobre “partidos políticos''.

__________ * Os sinais menos conhecidos da ansiedade, de desconcentração a procrastinação

Procrastinação, baixa autoestima e pessimismo são alguns dos sintomas

(Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Priscila Carvalho, da Agência Einstein - Preocupação excessiva e tensão intensa costumam marcar a ansiedade. 

A pessoa NUNCA está no PRESENTE”, resume Ana Paula Carvalho, coordenadora da Liga de Depressão do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). 

Mas a verdade é que a ANSIEDADE pode se MANIFESTAR de OUTRAS maneiras, que às vezes DEMORAM a ser percebidas. 

Abaixo, listamos sinais menos conhecidos do quadro.  

Procrastinação

Muitos indivíduos com ansiedade são perfeccionistas.

Se uma tarefa não sai como esperado, eles se frustram ou ficam irritados. 

“Essas pessoas têm uma necessidade de mostrar o melhor delas, de se autoafirmarem”, pontua a psicóloga Marilene Kehdi, especialista em atendimento clínico e pós-graduada em psicossomática e psicopatologia. 

Justamente por desejarem controlar todo o processo e por não aceitarem qualquer erro, elas acabam evitando ou procrastinando certas atividades. 

“Se o ansioso não vai fazer algo perfeito, ele nem começa”, reforça Ana Paula. 

O problema é que adiar as tarefas diárias gera ainda mais ansiedade. 

Uma opção eficiente para QUEBRAR esse CÍRCULO VICIOSO é REGISTRAR as tarefas diárias em uma AGENDA. 

Tente, de maneira saudável, incorporar uma rotina organizada e mais tolerante com eventuais falhas. 

Baixa autoestima 

A cobrança exagerada sobre si mesmo é constante diante da ansiedade. 

Há inclusive uma dificuldade em acreditar nos elogios recebidos. 

Essa autossabotagem chega a ser confundida com a síndrome do impostor, caracterizada pela crença de que a maioria de suas realizações diárias não é boa o suficiente.  

A recomendação é valorizar as próprias conquistas e trabalhar o perfeccionismo exagerado, com ajuda da psicoterapia.  

Pessimismo 

Pensamentos negativos tendem a tomar conta de pessoas com ansiedade. 

Um exemplo relacionado ao trabalho: 

quando demoram para receber uma resposta sobre determinada tarefa que realizaram, indivíduos mais ansiosos já começam a imaginar que o seu superior não gostou do resultado.  

Uma saída para amenizar essa sensação é racionalizar situações como a descrita acima, contemplando outros cenários possíveis e menos pessimistas. 

Muitas vezes, o chefe só não teve tempo de responder por causa de outras demandas. 

Falta de concentração 

Preocupações excessivas e pessimistas sobre o futuro tiram a atenção do presente. 

Isso, além de gerar estresse, dificulta a assimilação de informações novas.  

O apoio de profissionais ajuda a contornar a situação. 

Registrar os compromissos diários em uma agenda é outra boa estratégia, porque organiza o dia e permite ao indivíduo fazer uma atividade de cada vez.  

“Também realize práticas que reduzem o estresse”, diz Kehdi.   

Sintomas físicos da ansiedade 

  • Falta de ar (respiração curta) 
  • Sudorese 
  • Tremor nas mãos e lábios 
  • Taquicardia 
  • Distúrbios do sono  
  • Dor e queimação no estômago  

Qual o melhor tratamento? 

Embora a linha de tratamento dependa do tipo de ansiedade, a psicoterapia é comumente recomendada. 

As sessões podem perdurar por meses ou anos.

Em paralelo, o paciente pode receber remédios para amenizar as crises de ansiedade e torná-las menos frequentes. 

Só um médico consegue definir quando é necessário investir nos medicamentos, e em que momento abandoná-los. 

Nunca inicie ou suspenda esse tipo de tratamento por conta própria.  

E repensar o estilo de vida é importante. 

Exercícios físicos, boas noites de sono, alimentação equilibrada e valorização de práticas relaxantes são medidas valiosas. 

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