Pesquisa mostra Lula em crescimento e Bolsonaro em queda, com mais rejeição que apoio em todas as regiões. ________ APROVAÇÃO ainda muito ALTA do BOLSONAZÓIDE, comprova a INDIGÊNCIA intelectual e moral de um imenso GADO, totalmente imerso no CULTURA de ESGOTO e CHORUME TÓXICO do ÓDIO.
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Pesquisa mostra Lula em crescimento e Bolsonaro em queda, com mais rejeição que apoio em todas as regiões. ________ APROVAÇÃO ainda muito ALTA do BOLSONAZÓIDE, ______________________ COMPROVA a INDIGÊNCIA intelectual e moral de um imenso GADO, totalmente imerso no CULTURA de ESGOTO e CHORUME TÓXICO do ÓDIO.
Luis Felipe Miguel: ___________________ Luciano HUCK MENTIU a Pedro BIAL e seguirá com BOLSONARO
Meus heróis ‘morreram’ de… NEGACIONISMO. E os seus?
*Diante de Lula, deputado Pedro Paulo se arrepende de ter votado a favor do golpe contra Dilma
DEMOROU DEMAIS: ___________________ Depois de gastar R$ 48 milhões em auditoria, Bolsonaro reconhece que não há "caixa-preta" no BNDES
Após alta de casos, Araraquara decreta novo lockdown
Globo antecipa saída de Faustão e impede apresentador de se despedir do público
Jornalistas da TV Globo são alvo de comentários homofóbicos de empresário e de padre
Empresas demitem casal de jovens acusados de racismo no Leblon
Tiago Leifert foi tão bem à frente do Domingão que atropelou Fausto Silva
Opinião: Guilherme Ravache - Globo acerta ao tirar Faustão do ar antes do fim do contrato
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Vamos chegar seguramente aos 800 mil mortos por Covid-19 graças a Bolsonaro, diz médico sanitarista
É cada vez mais CRIMINOSA a CONTRAPOSIÇÃO que Bolsonaro faz entre VACINA e LIBERDADE
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Pesquisa mostra Lula em crescimento e Bolsonaro em queda, com mais rejeição que apoio em todas as regiões. ________ APROVAÇÃO ainda muito ALTA do BOLSONAZÓIDE, comprova a INDIGÊNCIA intelectual e moral de um imenso GADO, totalmente imerso no CULTURA de ESGOTO e CHORUME TÓXICO do ÓDIO.

247 - Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (17) mostra como está a corrida eleitoral para as eleições em 2022 com a saída de Luciano Huck e Sérgio Moro da disputa, e a entrada de José Luiz Datena como aposta para a 3ª via. A pesquisa confirma o esvaziamento de Jair Bolsonaro. Foram apresentados três cenários de primeiro turno e outros três de segundo turno.
De acordo com reportagem publicada no site O Cafezinho, no primeiro cenário proposto pela pesquisa, no qual Datena aparece, Bolsonaro tem 34,3%, contra 32,5% de Lula, o que configura empate técnico. Na pesquisa anterior, de maio deste ano, Bolsonaro tinha 33% e Lula 29%. O crescimento mais expressivo, portanto, foi o do petista. Bolsonaro oscilou 1 ponto para cima, ao passo que Lula cresceu 3,5%.
Para um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, a pesquisa aponta empate de 40% para cada um, porém Bolsonaro vem perdendo pontos, ao passo que Lula vem crescendo nas pesquisas.
A pesquisa apontou que o segundo turno das eleições pode ser decidido pelas mulheres. Enquanto Lula tem 44,3% dos votos femininos, Bolsonaro tem 32,5%. Entre as regiões, Lula permanece com vantagem no nordeste com 49,7% contra 33,8% de Bolsonaro.
A pesquisa traz ainda o potencial eleitoral dos principais candidatos. Na tabela, chama a atenção a rejeição de 57% de João Doria. Lula e Bolsonaro seguem empatados na coluna do “voto com certeza”. Ciro Gomes e Datena têm uma boa pontuação na coluna “poderia votar”.
A aprovação do governo Bolsonaro também foi avaliada na pesquisa. Em relação ao levantamento de maio, houve uma leve piora na avaliação do governo. No mês passado, 44% aprovavam o governo, contra 52% que o desaprovavam. Na pesquisa divulgada nesta quinta, o governo Bolsonaro tem 42% de apoio e 54% de rejeição.
Ele tem mais rejeição que apoio em todas as regiões. No Nordeste, todavia, sua situação é pior: o governo tem 58% de rejeição.
O governo é melhor avaliado no Norte & Centro/Oeste, onde tem 47% de aprovação e 50,5% de rejeição.
No Sudeste, também subiu a rejeição ao governo Bolsonaro, que agora é de 53% (contra 42% de aprovação).
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Meus heróis ‘morreram’ de… negacionismo. E os seus?


Cristina Tardáguila
Colunista do UOL
17/06/2021 11h12
Eric Clapton, Andrea Bocelli, Van Morrison e Madonna. Elon Musk e Lewis Hamilton. Henrique Fogaça, Baby do Brasil e Netinho (Sim. Aquele das mil e uma noites de amor com você). Essa é a minha coleção de ex-ídolos. De pessoas que negaram (ou negam) o perigo associado ao novo coronavírus. De famosos que promoveram (ou promovem) remédios comprovadamente incapazes de prevenir ou curar a covid-19. De músicos, empresários e atletas que, apesar do brilhantismo que mostram em suas carreiras, foram (ou são) contra a quarentena, a máscara e/ou as vacinas. Sei que é preciso separar o humano de sua obra, mas sinto-me um pouco órfã - e tenho a sensação de que não sou a única. Falemos, portanto, sobre como rebater mentiras e lidar com a discordância.
Na última segunda-feira, o sensacional Eric Clapton ganhou espaço no noticiário mundial e nas redes sociais depois de ter concedido uma entrevista de 25 minutos. Falou sobre política e pandemia. Sobre Brexit e AstraZeneca.
Aos 76 anos de idade, Clapton já tomou a vacina contra covid-19, mas decidiu disparar toda sua artilharia contra ela. No vídeo, disse que teve 10 dias de reação após a primeira dose da AstraZeneca. Contou que teve muita dor e momentos de agonia. Depois, dramatizou mais. Disse que, com a segunda injeção, teria passado três semanas - três semanas - sem poder encostar em nada que estivesse quente ou frio. Para fazê-lo, era necessário recorrer a luvas. Informação difícil de checar.
Quem curte o 'estilo Luana Araújo' de combate às 'fake news'?
Mas a pior fala de Clapton - a mais desinformativa e aquela que precisa ser urgentemente combatida - foi sobre infertilidade. O guitarrista insinuou que as vacinas contra covid-19, aprovadas por diversas instâncias científicas e sanitárias do mundo, podem de alguma forma atrapalhar a reprodução humana. Um horror. Uma irresponsabilidade.
"Meu medo da vacinação é o que isso fará com minhas crianças. Parte do motivo, talvez a maior razão pela qual estou falando aqui com você, é para dizer para minhas filhas que elas talvez não possam ter filhos um dia".
Não e não. As tentativas de associar as vacinas a infertilidade ou aborto já foram fartamente rechaçadas por autoridades médicas e dezenas de equipes de fact-checkers. Em entrevista à BBC, a professora de Obstetrícia da Universidade King's College, em Londres, e porta-voz do Royal College de Obstetras e Ginecologistas britânicos, Lucy Chappell, foi clara: não há "nenhum mecanismo biológico plausível" pelo qual uma vacina poderia afetar a fertilidade.
São falsos os posts que circulam pelas redes sociais e que insinuam que as vacinas contra covid-19 são um processo de esterilização feminina, como já escreveu a Agência Lupa, citando dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e especialistas brasileiros.
Nos dois últimos dias, ouvi ideias taxativas. "Afaste-se". "Não gaste seu tempo nem seu dinheiro com eles". "Não compre ingressos para ver esses idiotas". "Deixe de segui-los nas redes sociais".
Não nego que medidas assim podem ser temporariamente adotadas. Afinal, ninguém é de ferro e dói saber que a genialidade tem limites. Mas essas ações não solucionam o problema. Criam mundos paralelos. Realidades que não dialogam. E ampliam a fratura social, justamente num momento em que o planeta se dá conta de que é um só - lutando contra um vírus.
Pensei, então, no movimento contrário. E se, ao invés do afastamento, os fãs se unissem e levassem - sempre de forma cordial - fatos e dados aqueles que idolatram e que andam desinformando. Haveria menos celebridades negacionistas? Menos informações falsas? Quem mais aí quer ressuscitar seus heróis?
Diante de Lula, deputado Pedro Paulo se arrepende de ter votado a favor do golpe contra Dilma

Ricardo Bruno, Agenda do Poder - O encontro do ex-presidente Lula com prefeito Eduardo Paes, no Palácio da Cidade, semana passado, permitiu ao deputado federal Pedro Paulo, atual Secretário de Fazenda do Rio, pedir publicamente remissão de culpa por ter votado a favor do impeachment de Dilma Rousseff em 2016.
Diante de Lula, na presença de todos os convidados, Pedro fez questão de formalizar o pedido de desculpas pelo voto desafortunado. Sem rodeios, disse que este foi seu maior erro político em 20 anos de vida pública.
- Primeiro, porque não restou comprovado o crime de responsabilidade da presidente. Depois, porque discordo do impeachment como instrumento para retirar do poder mandatários eventualmente sem apoio político-parlamentar – justificou o deputado, que hoje defende o recall, como modelo para solucionar crises políticas, através de um novo chamamento às urnas.
Antes do pedido de indulgência, Pedro Paulo teve uma conversa em separado com Lula, que lhe confessou ter ficado desapontado ao vê-lo votar a favor do impedimento de Dilma. “Principalmente, porque sempre tivemos muito carinho por você”. A conversa calou fundo em Pedro Paulo, que a partir daquele momento tomou a decisão de aproveitar a ocasião para zerar o arrependimento de ter contribuído para retirar Dilma do poder.
Braço direito de Eduardo Paes, Pedro Paulo está convencido de que o impeachment abriu caminho para os arroubos autoritários e antidemocráticos de Sérgio Moro na Lava-Jato, favorecendo a eleição de Jair Bolsonaro.
Ao deixar o Palácio da Cidade, Lula afagou Pedro Paulo no rosto num gesto carinhoso, interpretado como próprio de quem concedeu o perdão.
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Depois de gastar R$ 48 milhões em auditoria, Bolsonaro reconhece que não há "caixa-preta" no BNDES

247 - Jair Bolsonaro reconheceu nesta quinta-feira (17) que não há irregularidades em contratos firmados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante os governos de Lula e Dilma Rousseff.
Durante conversa com apoiadores na porta do Palácio do Alvorada, Bolsonaro e reconheceu a transparência das operações e atestou que jamais existiu a tal "caixa-preta" do BNDES, um dos motores de sua campanha à Presidência.
“Não foi caixa-preta, na verdade. Está aberto. Eu também pensava que era caixa-preta, mas está disponível, no site do BNDES, todos os empréstimos feitos para outros países”, afirmou Bolsonaro, segundo o Metrópoles.
Em 2019, já sob o governo Bolsonaro, o banco estatal de desenvolvimento chegou a gastar R$ 48 milhões com auditoria dos contratos de empréstimos a empresas e governos estrangeiros, mas não encontrou qualquer indícios de irregularidades.
Em junho de 2019, após a demissão de Joaquim Levy — ex-ministro de Dilma Rousseff (PT) — da presidência do BNDES, o chefe do Executivo federal insistiu na apuração do destino dos recursos da instituição. Com a indicação do então secretário do Ministério da Economia Gustavo Montezano, a expectativa era de que o banco acelerasse a apuração.
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Após alta de casos, Araraquara decreta novo lockdown

247 - Após registrar alta de casos da Covid-19, a cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, terá um novo lockdown. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (17) pela secretária municipal de Saúde, Eliana Mori Honain, nas redes sociais da prefeitura.
A data de início do novo lockdown será anunciada ainda nesta quinta, após reunião com o prefeito Edinho Silva (PT). Comércio e serviço devem fechar por sete dias.
Honain explicou que, conforme decreto municipal, o lockdown está previsto quando forem registrados três dias consecutivos ou cinco dias alternados com mais de 20% dos resultados de testes positivos para a Covid-19.
"Recebemos resultados de 856 amostras de exames para coronavírus. Destas, 202 delas estão positivadas. Significa que 23,59% das pessoas estão infectadas. Quando analisamos os testes em pessoas com sintomas nos serviços públicos e privados, foram realizados 796 testes e destes 202 também estão positivados, correspondendo a 25,37%", explica Honain.
Segundo a secretária, os leitos de UTI na cidade estão lotados. Ela ainda reforçou que a vacinação continuará normalmente: "Só temos dois caminhos: vacinação e distanciamento social. Infelizmente, Araraquara escolheu um remédio amargo para controlar a pandemia".
Globo antecipa saída de Faustão e impede apresentador de se despedir do público

247 - A TV Globo anunciou nesta quinta-feira (17) que antecipou a saída de Faustão da emissora. Com isso, Tiago Leifert assumirá o comando do "Domingão" até a estreia do novo projeto de Luciano Huck. Em nota, a emissora informa que o distrato foi feito em comum acordo com Faustão.
A saída de Fausto Silva estava prevista para dezembro. Com o distrato, Faustão não volta ao ar para se despedir de seu público cativo, após 32 anos no comando do programa.
Segundo apuração do colunista Leo Dias, do Metrópoles, a divulgação antecipada sobre o acerto com a Band para 2022 teria incomodado a Globo. A previsão é de que o apresentador estreie na emissora em janeiro do ano que vem, e continuar com seu programa aos domingos manteria sua imagem aquecida até lá.
"Com o distrato, a Globo coloca o apresentador “na geladeira” e tenta evitar que ele leve parte de sua audiência para a concorrência. Mas é inegável que não permitir que Faustão retorne ao ar para se despedir de seu público seja um descaso com sua história de sucesso durante 32 anos na emissora, que o tornou uma das personalidades da mídia mais queridas pelos brasileiros", afirma Leo Dias.
Caso de racismo mostra como crime no Leblon é mais fácil para bandido branco

As imagens do circuito de TV de um shopping que levaram à prisão de Igor Martins Pinheiro, 22 anos, e as de sua condução à delegacia do Leblon (14ª DP), na Zona Sul do Rio, falam tanto sobre o racismo quanto esclarecem o furto de uma bicicleta elétrica.
O suspeito é branco.
Mas foi Matheus Nunes Ribeiro, um instrutor de surfe negro que também tem 22 anos, o primeiro acusado do crime, no sábado.
Ele esperava a namorada sentado sobre uma bicicleta idêntica, de sua propriedade, quando foi abordado pelo casal dono daquela que, segundo a polícia, havia sido levada por Igor meia hora antes.
Matheus só conseguiu se livrar das acusações de Mariana Spinelli e Tomás Oliveira depois de mostrar fotos antigas com a bicicleta.
E de o casal constatar, ainda que sem consentimento, que a chave que tinham não abria o cadeado da veículo do instrutor de surfe.
Vítima de outro crime, Matheus o denunciou à polícia, o que Mariana e Tomás não fizeram.
Em pouco tempo, os investigadores chegaram a Igor, dono de 28 registros criminais.
A delegacia do Leblon fica na mesma rua do shopping, mas o casal achou mais fácil investir contra o instrutor de surfe.
Estudante de Educação Física, Matheus escreveu na internet e deu entrevistas descrevendo a convicção “da playboyzada do Leblon” que associa o negro ao crime e se dá ao direito de agir por conta própria, ainda que isso signifique o risco de ferir brutalmente a dignidade de uma pessoa.
Se for o caso, “desculpa aí”.
O curioso é que, ao se analisar a cena do roubo da bicicleta revelada pela polícia, é difícil não constatar que o fato de ser branco favoreceu a ação do criminoso.
Igor fica parado na esquina por alguns segundos e se volta para o veículo.
Abaixa-se, arromba o cadeado da bicicleta e sai tranquilamente.
No Leblon, um jovem negro de 22 anos não passa despercebido com as mãos numa bicicleta elétrica.
Matheus sabe bem disso.
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Luis Felipe Miguel: Luciano Huck mentiu a Pedro Bial e seguirá com Bolsonaro

Por Luis Felipe Miguel, em seu Facebook - Luciano Huck mentiu a Pedro Bial ao dizer que votou em branco em 2018.
Todo mundo lembra do vídeo, às vésperas do segundo turno, em que ele se posiciona.
No vídeo, começa dizendo, pomposamente, que fez "uma análise". Depois se expressa torpemente, no nível de um adolescente não particularmente dotado que se informa pelo zap. É chocante pensar que esse fulano estava cogitado para concorrer à presidência.
Descarta liminarmente o voto em Haddad, sem se preocupar sequer em apresentar justificativa: "No PT eu jamais votei e nunca vou votar. Isto é fato".
Em seguida, vai ao que interessa. Huck diz que "levantou os problemas" de Bolsonaro, sem explicitá-los, mas logo emenda: "acho que as pessoas podem, sim, amadurecer". E completa dizendo que "ele tem uma chance de ouro de ressignificar a política no Brasil. Vamos ver, vamos aguardar".
Não há margem para dúvida. Huck só não falou "vou votar 17", mas deixou claro. Havia apenas duas opções; uma estava vetada e a outra abria espaço para muitas esperanças. Mesmo um telespectador médio do Caldeirão saberia a qual conclusão chegar.
Não é só o vídeo. O marido de Angélica atuou fortemente a favor de Bolsonaro na fase final da campanha - ele proibiu, por exemplo, que o Agora, movimento de "renovação política" que ele patrocinava, divulgasse uma nota já aprovada em favor do #EleNão.
Depois, se esforçou para que a bancada federal do RenovaBR, outro movimento de "renovação política" que ele patrocinava, se alinhasse ao governo.
Bial, que se diz tão ativo na detecção de inverdades de seus entrevistados, deixou passar batido. Mas, claro, estava apenas cumprindo seu papel de coadjuvante da mistificação.
O mais importante é que, ao mentir sobre o voto de 2018, o descobridor de Tiazinha disse: "Eu não me arrependo, eu votei em branco e votaria em branco de novo".
O que significa que, apesar de toda a mis-en-scène dos últimos meses, ele marchará ao lado do genocida nas eleições do ano que vem.
Eu não assisti à entrevista de Huck. Li a reportagem na Folha, que concedeu a ela dois terços de página ímpar, além de chamada de capa. É o esforço continuado para fazer do ex-patrão da Feiticeira uma figura relevante do cenário político nacional.
Na página ao lado, uma reportagem sobre a reunião de dirigentes do que o jornal, caracteristicamente, chama de "sete partidos de centro-direita e de centro-esquerda", em busca da mítica terceira via.
Mandetta, organizador do encontro, declarou que o que os unia era a vontade de buscar uma alternativa aos "dois extremos".
A manutenção deste discurso, depois de dois anos e meio deste governo (ao qual o próprio Mandetta, não custa lembrar, serviu gostosamente durante tanto tempo), sinaliza a mesma coisa. Uma porta aberta para apoio envergonhado a Bolsonaro no segundo turno.
Para onde, aliás, vocês acham que vai parar Doria, com calça apertada e tudo? Sobretudo com a chance, que hoje é real, de um segundo turno em São Paulo entre o PSDB e Haddad ou Boulos?
Há personalidades políticas da direita que foram capazes, ainda que tardiamente, de afirmar um compromisso mínimo com a democracia e deixar claro que, contra Bolsonaro, apoiam quem for necessário.
Infelizmente, quase todas são, como FHC ou Cristovam Buarque, políticos já aposentados. As lideranças ativas dos partidos de direita não têm esta postura.
Quem diria: elas são mais danosas para a democracia do que o velho Centrão - que, afinal, está aí para se vender a quem quer que seja.
Jornalistas da TV Globo são alvo de comentários homofóbicos de empresário e de padre

RIO — Os repórteres Erick Rianelli e Pedro Figueiredo, da TV Globo, foram alvo de ataques homofóbicos no último fim de semana por parte de um padre e de um empresário do ramo de hamburgueria de Brasília.

No último dia 12, voltou a ganhar repercussão um vídeo feito no Dia dos Namorados do ano passado, em que Rianelli se declara para Figueiredo, seu marido, ao vivo no telejornal "Bom Dia Rio". Num grupo de WhtasApp, o empresário Alexandre Geleia fez a seguinte crítica por meio de aúdios:
"O grupo é público, eu falo o que penso, o que acho. Se ficou incomodado, me desculpa, garoto. Só acho que não precisa, não é necessário passar em TV aberta, em jornal, esse tipo de coisa. É minha opinião e não vou mudar minha opinião porque sou figura pública."
Em seguida, em mensagem para o mesmo grupo, ele negou que fosse homofóbico, afirmando ter homossexuais em seu quadro de funcionários:
"Tenho gerentes, encarregados, funcionários, o chef de cozinha de dentro da minha casa tem a opção dele, o dono do lava a jato onde lavo o carro, um dos meus melhores amigos de infância, estudou comigo e é meu amigo até hoje, e frequenta minha casa".
Em seu perfil no Twitter, Rianelli repostou o vídeo e rebateu as críticas feitas pelo empresário:
"Recebi alguns relatos sobre um empresário de Brasília que reagiu com homofobia a um vídeo em que eu declarei amor ao meu marido. Agradeço por todas as mensagens de apoio! Sobre o empresário... acho que nenhum LGBT do DF vai comer mais nas lojas dele".
O tuíte recebeu dezenas de comentários em apoio ao jornalista.
No último domingo, foi a vez do padre Paulo Antônio Müller, da Paróquia de Tapurá, no Mato Grosso, atacar os jornalistas. Durante a missa, ele declarou:
"A gente faz um namoro, não como a Globo apresentou essa semana. Dois viados. Desculpa, dois viados. Um repórter com um veadinho, chamado Pedrinho. ‘Prepara meu almoço, tô chegando, tô com saudade’. Ridículo! Que chamem a união de dois viados, duas lésbicas, como querem, mas não de casamento".
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso abriu uma investigação para apurar o caso.
Diretor-presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Toni Reis classifica como discriminação "generosa" a atitude do empresário.
— Quem diz: "você é, mas não deve se expor" está sendo extremamente preconceituoso e tolhendo o direto da pessoa expressar seu afeto, seu amor — explica.
Reis ressaltou que comportamentos como o do empresário podem estimular atitudes violentas direcionadas à população LGBTI:
— Ele não matou ninguém, mas afia a faca para que alguém mate. Não se deve intervir na vida de uma pessoa. Se ela está falando de amor, tenho mais é que parabenizar. Amor não tem genitália.
Em nota, a TV Globo disse que "se solidariza com Erick Rianelli e Pedro Figueiredo, reafirma seu compromisso com a diversidade e repudia de forma veemente toda forma de preconceito".
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro também se solidarizou com o casal de jornalistas.
"A entidade manifesta o repúdio a manifestações de intolerância. Toda forma de amor deve ser respeitada. LGBTfobia é crime", diz a postagem.
À TV Globo, a lanchonete Geleia, que pertence ao empresário Alexandre Geleia, disse que está apurando o real contexto das falas que circulam na internet e que eventuais comportamentos ilegais e antiéticos de envolvidos não correspondem aos valores das empresas do grupo. Disse ainda que acredita no amor de todas as formas. A TV Globo tentou contato com o padre sobre a investigação do ministério público, mas não obteve retorno.
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Empresas demitem casal de jovens acusados de racismo no Leblon

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RIO - Mariana Spinelli e Tomás Oliveira, o casal de jovens acusado de racismo após sugerir que um rapaz negro teria furtado uma bicicleta no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi demitido das empresas para as quais trabalhavam. A dupla envolvida no episódio já foi identificada. A vítima, o instrutor de surfe Matheus Ribeiro da Cruz, prestou depoimento nesta terça-feira, dia 15, na 14ª DP (Leblon), onde o caso foi registrado.
Após cobrança de usuários nas redes sociais, a Papel Craft comunicou que desligou Tomás, designer da marca, de seus quadros. A informação foi confirmada ao GLOBO nesta terça-feira (15) pela gerente da loja da marca na Gávea. Até o momento, no entanto, a empresa não se posicionou oficialmente.
Já a Espaço Vibre comunicou nesta terça em suas redes sociais que Mariana foi demitida. A empresa afirmou em nota que está "consternada" e "tratando o assunto com toda gravidade que ele merece".
"Nos solidarizamos com o Matheus pela dor sofrida e mesmo que o gesto condenável não tenha ocorrido dentro de nosso espaço, esta é uma violência que todos temos que combater juntos", afirmou a Espaço Vibre no comunicado.
A ocorrência foi registrada pelo sistema virtual e remetida à 14ª DP. Nesta quinta-feira, dia 17, Mariana e Tomás devem prestar depoimento na delegacia. Nesta terça-feira, após seu depoimento, Matheus disse ter certeza de que a abordagem que sofreu do casal foi um ato de racismo: "Se eu fosse um rapaz branco não teria sido abordado de tal forma". O GLOBO tentou contato com Mariana e Tomás, sem sucesso, durante esta terça-feira.
Segundo a delegada Natacha Alves de Oliveira, o relato registrado pela vítima foi sucinto e não apresentou critério racial em seu teor, motivo pelo qual apenas após os depoimentos será possível determinar que crime será investigado ou não.
O instrutor de surfe Matheus Ribeiro esperava a namorada em frente ao shopping Leblon no último sábado (12), quando foi abordado por um casal, que questionou se a bicicleta elétrica na qual estava era mesmo dele. A menina chegou a afirmar que era idêntica à sua bicicleta que havia sido furtada. O final da discussão foi gravado pelo instrutor e compartilhado em suas redes.
O instrutor diz que precisou provar ser o verdadeiro dono da bicicleta, com fotos antigas e até a chave do cadeado. Em um post nas redes sociais, ele relatou que o casal só desistiu quando o rapaz tirou a tranca de sua mão e tentou abrir com a chave que ele possuía. Ao ver que não abria e, portanto, a tranca e a bicicleta eram outras, ele pediu desculpas.
Na sequência, o jovem branco pede desculpas seguidamente, e afirma: "Eu não te acusei, só estou te perguntando". Até que Ribeiro, já irritado, grita para os dois irem embora.

'A gente que é negro convive com esse tipo de situação desde sempre'
Nascido e criado na Vila do João, no Complexo da Maré, Matheus Ribeiro tinha contatos esporádicos com a Zona Sul, na adolescência. E quase sempre através da praia. Há quatro anos e meio, ele recebeu a oportunidade de aprender a surfar, ao receber uma bolsa de Marcelo Bispo em sua escolinha no Arpoador. Um mês depois, já começou a trabalhar como assistente do professor, principalmente com atividades braçais, como guardar as pranchas. Hoje ocupa posto mais alto e é instrutor técnico dos alunos.
Apesar de ainda morar na Maré, Ribeiro passa muitos dias na casa da namorada, em Copacabana, até porque o trabalho na escolinha ocupa seis dos sete dias da semana. Ainda assim, conseguiu iniciar, no início do ano, a faculdade de Educação Física, na Estácio. Seu sonho é seguir carreira na área do surfe.
Ser vítima de racismo não é uma situação inédita, explica. Mas o jovem diz que nunca havia passado por uma situação tão "constrangedora".
— A gente que é negro convive com esse tipo de situação desde sempre. Mas nunca tinha sido tão constrangedor, apesar de não ser inédito — afirma o jovem, que gosta de se dedicar aos estudos de temas raciais. — Eu assisto e leio muito sobre o assunto. Além de estar em pauta, a gente passa por isso né, cara. Uma pessoa branca pode se interessar, mas eu vivo o assunto, preciso saber sempre como lidar com isso.
Dono da escolinha de surfe, Marcelo Bispo diz que Matheus é motivo de orgulho para ele. Sua rápida ascensão, de aluno a instrutor, ocorreu principalmente em razão de sua dedicação, educação e inteligência, explica Bispo, que destaca a frieza que seu pupilo teve ao conseguir filmar a discussão.
— Falei para ele trabalhar comigo, porque são pessoas assim que quero, educado, e com o astral lá em cima. Até brincava que eu estava dando sorte porque ele poderia ser modelo, de tão bonito. Não deu outra, ele é um excelente profissional, tenho muito orgulho dele — diz Bispo, que lembra de outros episódios de racismo com Matheus. — Em duas ou três ocasiões, agentes do Ipanema Presente o pararam para pedir documentos, e depois ele foi liberado. Quando eu vi o que aconteceu sábado, fiquei chocado. Foi grave, pesado. Como as pessoas fazem um troço desse? Eu não sou preto retinto, mas sofro para caramba como negro. Tenho trauma com banco, por exemplo. Será que a gente não tem direito de ter bicicleta elétrica? Só porque que ela é cara?
Se tivesse polícia no momento, poderia ser pior, lamenta o jovem
Originalmente, Ribeiro diz que não pretendia registrar ocorrência, por não acreditar que o caso vá para frente, pelas vias legais. Mas, após ouvir conselhos, decidiu levar o registro à delegacia.
— O que eu espero é que no mínimo as pessoas que fizeram isso tenham consciência do que estão fazendo. Minha intenção na delegacia não é ganhar cesta básica. Eles aparentavam ser jovens formados nos estudos, e com informações que temos, precisamos estar ligados com isso — afirma o jovem.
Ele deu mais detalhes sobre como se deu a abordagem:
— Estamos no Rio, claro que todo mundo tem medo de ser assaltado. Mas ali não havia nenhuma situação diferente. Estava todo mundo parado na rua. Por que eles pensariam que fui eu? Essas coisas que a gente fica se perguntando.
Autor de chacina no DF: Vídeo mostra caçada a psicopata foragido em fazenda de Goiás
Desde o ocorrido, Ribeiro ainda não voltou para casa e continuou na casa da namorada. Mas seus familiares — ele mora com a mãe, além das três irmãs morarem nas casas ao lado — entraram em contato no fim de semana para perguntar como ele estava.
— Ficaram preocupadas, mas falei que eu estava tranquilo, que não ia deixar me abalar. Quando alguém próximo passa por isso, a gente fica com raiva né? Tentando entender. Mas é raiva momentânea — conclui o jovem, que ainda diz ter tido sorte da acusação não ter ganhado maiores dimensões naquele momento. — Conversei com amigos do trabalho hoje, e eu falei que dei sorte de não ter passado polícia. Para a polícia, até explicar que a bicicleta era do preto no Leblon poderia ser pior.
Confira o post original
"Agora já sem clima de amor
Na tarde de ontem, dia dos namorados, eu estava esperando minha namorada em frente ao shopping Leblon
Quando do nada me aparecem esses dois jovens com as seguintes frases:
“Você pegou essa bicicleta ali agora, não foi?”
“É sim, essa bicicleta é minha!” - replicou a jovem moça
E daí, eu sem entender nada, fui tentar mostrar pros dois que a bicicleta é minha, com fotos antigas com ela, chave, o que foi possível naquele momento de segundo.
Porém eu só consegui provar que a bicicleta é minha, quando sem minha autorização, o lindo rapaz pega o cadeado da minha bicicleta e tenta abrir
Frustrado com sua tentativa, ele diz que não me acusou, afinal, o rapaz só estava perguntando...
Moral da história, esses fi(...) não aguentam nos ver com nada, no mesmo lugar que eles?! Piorou.
Eu não era alguém pedindo esmola ou vendendo jujuba...
Um preto numa bike elétrica?! No Leblon???!
Aaah só podia ser, eu acabei de perder a minha, foi ele...
São coisas que encabulam o racista.
Eles não conseguem entender como você está ali sem ter roubado dele, não importa o quanto você prove
Então eu quero que todos vão se f(..), quem pensa igual, quem acha que é mimimi, mas principalmente quem não vê maldade em situações como essa. Isso não foi um desespero de quem foi furtado, isso o é o desespero do racista quando vê a gente perto.
Ela não tem ideia de quem levou sua bicicleta, mas a primeira coisa que vem a sua cabeça é que algum neguinho levou
E pra você, que é pretin igual eu, seja cuidadoso ao andar em lugares assim. Eles vão te culpar, pra depois verem o que aconteceu."
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Tiago Leifert foi tão bem à frente do Domingão que atropelou Fausto Silva
Boa performance do titular do BBB ajudou a Globo a se livrar de Faustão

- compartilhamento Especial
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Depois de 32 anos como uma das maiores estrelas da casa, Fausto Silva se tornou uma batata quente para a Globo. A emissora queria que este fosse o último ano do apresentador à frente do Domingão, e avisaria só no segundo semestre que ele estava de saída. Sonhava, também, que Faustão se aposentasse ou que, pelo menos, sumisse por uns tempos.
Faltou combinar com o próprio. Em janeiro, partiu dele o vazamento da notícia de que estava deixando a Globo. Pega de surpresa, a emissora correu a anunciar que a derradeira temporada do Domingão seria espetacular, com edições especiais de quadros como Dança dos Famosos.
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O plano parecia ter voltado aos trilhos, quando Faustão soltou um novo petardo: em 2022, ele estará de volta à Band, seu antigo lar. Cris Gomes, ex-diretor do Domingão, já se bandeou para a emissora dos Saad, para preparar a nova atração de Fausto Silva.
A novidade incomodou sobremaneira a cúpula da Globo. A despedida triunfal de um de seus maiores nomes se transformou em mero aquecimento para um novo programa na concorrência. Cogitou-se que Faustão ficaria no ar só até agosto, quando termina a Super Dança dos Famosos, que reúne campeões de outras edições da competição.
Aí, foi a vez do destino intervir. Na quinta passada (10), Fausto Silva foi internado às pressas no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para tratar uma infecção urinária. E a Globo precisou arrancar Tiago Leifert de suas férias, para que ele apresentasse o Domingão do dia 13 de junho.
Com a cancha de quem já encarou cinco temporadas do Big Brother Brasil, Leifert deu um show. Seguro, engraçado, respeitoso com o titular do programa, ele entregou uma performance que conseguiu uma façanha impossível no Brasil polarizado de hoje: uniu os internautas, que foram unânimes nos elogios.
Pelo jeito, o desempenho estelar do rapaz também agradou à Globo, que anunciou nesta quinta (17) que Tiago Leifert é o novo apresentador do Domingão. Ficará até o final do ano, preparando o terreno para a estreia de Luciano Huck, em 2022, com um formato totalmente diferente. Apesar de já estar recuperado, Faustão foi atropelado pelos acontecimentos, e não volta mais ao ar na emissora.
A notícia é estrepitosa, dessas que abalam o mercado publicitário e os sites de entretenimento. A saída súbita de Fausto Silva marca uma troca de gerações na Globo, pelo menos no horário vespertino. É um final melancólico para uma relação sólida, entre apresentador e emissora, que durou mais de três décadas.
Cabe notar também a irresistível ascensão de Tiago Leifert. Ele é prata da casa: despontou profissionalmente na própria Globo, ao contrário de Faustão, Huck, Ana Maria Braga e tantos outros. Também já se provou mais do que versátil, capaz de comandar tanto uma atração de nicho, o programa de games Zero1, como segurar o rojão que são os três meses e pico de uma temporada do BBB.
Já se fala que Leifert pode ir para as tardes de sábado no ano que vem, ocupando o espaço deixado por Luciano Huck. É bastante provável, mas isto não deve acontecer antes de terminar o BBB 22. A médio prazo, o próprio trono dominical de Huck –que renovou com a Globo por mais cinco anos– pode estar ameaçado. Quem viver, verá.
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Opinião: Guilherme Ravache - Globo acerta ao tirar Faustão do ar antes do fim do contrato

Guilherme Ravache
Colunista do UOL
17/06/2021 16h32
Deixar Faustão no ar por mais seis meses com todo o mercado já sabendo que seu contrato não seria renovado oferecia mais riscos do que oportunidades para a TV Globo. Adiantar a saída de Faustão e colocar Tiago Leifert na sua vaga foi o melhor caminho para a Globo. É mais ou menos como tirar o esparadrapo rapidamente para não sentir a dor por mais tempo.
Os contratos comerciais do Domingão já estão fechados e não serão encerrados bruscamente pelos anunciantes mesmo com a saída de Faustão. Já os anunciantes mais próximos de Faustão devem acompanhar o apresentador para a Band independentemente do que aconteça.
Porém, ao trocar Faustão por Tiago Leifert a Globo dá aos anunciantes a chance de descobrir que o domingo pode seguir com a mesma audiência, ou até mesmo com uma audiência melhor.
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Se as decisões de renovação dos contratos de publicidade fossem deixadas para quando Faustão saísse no final do ano, sem ter um histórico do domingo sem o apresentador, muitos anunciantes poderiam estar indecisos ou receosos de investir em algo totalmente novo. Poderiam pedir descontos ou mesmo não renovar.
A volta dos que não foram
Além das questões comerciais, seis meses de Faustão no ar em clima de despedida e saudosismo ainda daria mais brilho a Fausto Silva pouco antes de estrear na Band. Agora, Faustão entra na geladeira ao ficar alguns meses sem seu palco na Globo. Quanto menor a exposição de Faustão antes de sua estreia, melhor para a Globo.
Colocar Tiago Leifert no ar ainda oferece vantagens adicionais. A Globo ganha uma plataforma para realizar testes por seis meses, com audiência de verdade. Se o programa for um sucesso com o comando de Leifert, a Globo já tem uma solução caso o programa de Huck não decole. Se Leifert não decolar, basta dizer que ele estava apenas "tapando um buraco".
Luciano Huck também passa a ter concorrência interna, o que é sempre bom para estimular a equipe. Principalmente quando o capitão da equipe pode deixar o time a qualquer momento para se dedicar à carreira política.
Não me entenda mal. Sou fã do Faustão e acredito que ele seja o maior apresentador do país, figura histórica da envergadura de Chacrinha. Mas deixe a emoção de lado e observe a decisão da perspectiva da TV Globo. Ninguém discute que as décadas de trabalho de Faustão na emissora e sua contribuição têm um valor inestimável. Mas uma empresa como a Globo é voltada aos resultados e precisa olhar adiante e navegar por um ambiente cada vez mais competitivo.
No momento em que Faustão assinou o contrato com a Band, ele se tornou um concorrente. A decisão da Globo não é uma represália ao Faustão, é uma prova da relevância do apresentador e do tamanho do risco que ele pode representar na concorrência.
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Seis passos básicos para você começar a cuidar de vez da sua vida digital
Gabriela Fujita
Colaboração para Tilt
17/06/2021 04h00
Atualizada em 17/06/2021 16h40
Você é daquelas pessoas que se preocupam com a própria privacidade na internet ou é da linha que nem pensa muito sobre isso? Bom, seja qual for a sua resposta, é legal reforçar que existem várias práticas e mudanças de hábitos que aumentam a nossa proteção digital. E o processo nem é complicado.
Recentes megavazamentos de dados só escancaram o quanto é importante diminuirmos os riscos. Ou tudo bem para você ter um celular hackeado, ter fotos pessoais compartilhadas sem autorização, ser alvo de golpe virtual ou outras dores de cabeça?
Pensando nisso, Tilt conversou com dois especialistas para descobrir quais devem ser cuidados básicos de proteção e ações que devemos tomar para nos protegermos.
1. Capriche ao escolher senhas
Nunca é demais lembrar que a escolha de senhas deve ser feita com cautela, uma para cada site ou serviço acessado. Evite usar datas de aniversário e nomes de familiares e amigos.
Durante a criação de uma senha, explore a criatividade combinando números, caracteres e letras maiúsculas e minúsculas para torná-las fortes e difíceis de serem descobertas.
Uma opção também é usar um serviço de gerenciamento de senhas, sugere Marcus Garcia, especialista em segurança digital da startup de tecnologia FS Security.
Você só vai precisar se lembrar de uma única chave, pois ele funciona como um cofre digital, que protege os códigos de acesso (que você deverá cadastrar previamente) de aplicativos, emails, redes sociais, por exemplo. Ao acessá-lo, o sistema preenche automaticamente as respectivas combinações salvas nele.
2. Use antivírus
Use antivírus em todos os seus dispositivos. Existem versões gratuitas e pagas (que podem oferecer recursos extras de proteção). Em geral, eles conseguem identificar ameaças virtuais e impedir que elas dominem o computador, o celular, o tablet. Manter o programa atualizado é fundamental para a sua eficácia.
Os antivírus trabalham com atualizações de um banco de dados chamadas vacinas (que agem contra programas maliciosos e vírus). No caso dos programas pagos, as atualizações dessas vacinas costumam acontecer com maior frequência, o que cria um ecossistema amplo de proteção dos eletrônicos, explica Garcia.
3. Nem toda extensão é confiável
Extensões de navegadores de internet podem quebrar um galho e ajudar em várias tarefas, mas é preciso ter cuidado. O ideal é dar permissão somente a extensões de lojas oficiais ou de grupos, marcas e serviços conhecidos, como o banco onde você tem conta.
"Existem os chamados malwares presentes em extensões que são utilizadas para roubar dados de navegação além de credenciais de acesso (usuário e senha). Em nossos trabalhos de inteligência cibernética, verificamos que essa é uma das principais fontes de vazamento de dados sigilosos", afirma Walmir Freitas, diretor de segurança cibernética da empresa Kroll no Brasil.
4. Tenha mais de um email
Usar emails diferentes para finalidades distintas pode ajudar a reduzir a vulnerabilidade na rede, de acordo com especialistas em cibersegurança.
Escolha um para atividades profissionais, por exemplo, e outro para assuntos pessoais. Você também pode criar um endereço para transações comerciais e para login em sites de pouco acesso.
Imagine que o seu email pessoal foi hackeado. Seguindo a lógica acima, a pessoa que o invadiu terá acesso apenas a uma parte da sua vida digital. A situação será ruim, mas você impede que seja pior. — E lembre-se de não usar a mesma senha para todos os emails.
5. Não saia distribuindo informações pessoais na internet
Quando estamos em uma fila com desconhecidos, não saímos falando tudo sobre a nossa vida. Com a rede social o comportamento deveria ser o mesmo. Pense bem sobre o que deseja que outras pessoas vejam em seu perfil.
"Tem agentes maliciosos na rede, tem fraudadores, tem ladrão, tem sequestrador, tudo que você possa imaginar tem ali, e você pode estar aceitando uma pessoa que efetivamente seja perigosa", destaca Garcia.
Quanto ao que as plataformas retêm sobre os usuários, isso a gente não consegue mudar, mas quanto mais posts e mais detalhes da vida pessoal, mais informações — inclusive coletadas nas fotos — as companhias conseguem cruzar para traçar um perfil sobre cada usuário.
6. Restrinja a coleta de dados feita por aplicativos
Com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) as empresas idôneas têm que obter consentimento sobre quais dados estão coletando e seus objetivos. É importante que o usuário entenda e, se for o caso, não autorize se não concordar, explicou Walmir Freitas.
"É hora de ficar atento como seus dados serão utilizados, pois, até então, isso não fazia parte de nossa cultura como usuários", ressaltou.
Em celulares da Apple, já é possível definir se aplicativos podem ou não rastrear os seus dados. A recomendação pensando em segurança digital é barrar essa coleta, impedindo que os apps troquem informações sobre o usuário.
Por outro lado, as empresas usam dados pessoais e de comportamento sobre cada pessoa para oferecer serviços personalizados. Por isso, é importante saber os prós e os contras da prática.
O Android não possui uma regra clara como a adotada pela Apple recentemente.
CNN Brasil: Rafael Colombo deixa quadro por causa de Alexandre Garcia
Estopim foi divulgação de que veterano fatura com vídeos de fake news

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O jornalista Rafael Colombo, 43, pediu para deixar o quadro Liberdade de Opinião na CNN Brasil, após um ano na apresentação. Ele estava descontente em apresentar o quadro, do qual Alexandre Garcia, 80, participa.
Pessoas próximas ao jornalista disseram ao F5 que ele já estava descontente há muito tempo de participar do quadro com Garcia. Ele já havia conversado com a direção da empresa para deixar o quadro, mas foi convencido a ficar.
A notícia de que Garcia ganhava dinheiro com vídeos de fake news, publicada pelo jornal O Globo, foi estopim para ele pedir para deixar o quadro. Dados entregues à CPI da Covid, mostram Garcia no topo de uma lista que lucra com notícias falsas. Colombo continua no jornal Novo Dia, ao lado da jornalista Elisa Veeck.
Em maio, os dois jornalistas tiveram divergências de opinião ao vivo durante o quadro no telejornal Novo Dia, da CNN Brasil. Colombo comentou a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que declarou a possibilidade de editar decreto para garantir o direito de "ir e vir". Garcia, que apoia o político, questionou o âncora e disse que Bolsonaro quer apenas cumprir a Constituição brasileira.
Garcia afirmou ainda que o presidente tem "todo o direito" de lançar o decreto para proibir governadores e prefeitos de determinarem restrições para o controle do coronavírus. "O direito à vida também está na Constituição. Os governadores e prefeitos não estão tentando garantir o direito à vida?", questionou então Colombo.
Após um período de silêncio, Garcia respondeu: "Eu não estou sendo entrevistado", fazendo referência à pergunta. Colombo então seguiu a apresentação e disse que os dois continuariam a conversa no dia seguinte, sexta-feira (7), já que não havia mais tempo.
O veterano, então, respondeu "não sei se voltamos". Após o jornal acabar, Colombo foi à chefia perguntar se estava fora da emissora, mas isso não aconteceu.
Procurada na época do desentendimento entre os jornalistas, a assessoria da CNN Brasil disse em nota: "A CNN Brasil declara que Alexandre Garcia permanece no quadro Liberdade de Opinião".
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Vamos chegar seguramente aos 800 mil mortos por Covid-19 graças a Bolsonaro, diz médico sanitarista

247 - Segundo o médico sanitarista Gonzalo Vecina, convidado do Jornal da Cultura desta quinta-feira, 17, alertou que o número de mortes por Covid-19 no Brasil pode chegar aos 800 mil “graças ao presidente da república”.
“Vamos chegar próximo a um milhão de mortes até termos cobertura vacinal. Temos que lembrar como foi a evolução disso. Como foi sair de 100 mil para 200? E de 200 para 400? Vamos chegar seguramente aos 800 mil mortos graças ao presidente da república”, declarou.
Durante live nas redes sociais, Bolsonaro disse que se infectar pelo vírus "é mais eficiente do que a vacina", o que é rejeitado pela maioria dos especialistas, já que os imunizantes não provocam mortes, enquanto o coronavírus já matou 496 mil pessoas no Brasil.
“Todos que já contraíram o vírus estão vacinados. Até de forma mais eficaz que a própria vacina, porque você pegou o vírus para valer. Então, quem pegou o vírus, não se discute, está imunizado”, disse Bolsonaro.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dispensa dos cuidados básicos, como o uso da máscara, só pode acontecer quando não há mais transmissão comunitária da doença e isso não depende apenas da vacinação.
'Vamos passar os EUA em mortes por Covid apesar de termos população menor', prevê Miguel Nicolelis

RIO — Em uma entrevista ao GLOBO em março deste ano, o médico, neurocientista e professor catedrático da Universidade Duke (EUA) Miguel Nicolelis previu que Brasil chegaria ao marco de 500 mil mortos pela Covid-19 em julho.
Este número deve ser alcançado neste fim de semana, antes do previsto pelo cientista.
Na avaliação de Nicolelis, o país já vive a terceira onda da pandemia do coronavírus que, por ocorrer no inverno, tem grandes chances de ser tão letal quanto a segunda.
O professor alerta ainda que o Brasil tem grandes chances de ultrapassar os EUA em mortos pela Covid-19 e acusa o governo federal de não ter se esforçado para evitar a tragédia causada pela pandemia.
Em uma entrevista ao Globo em março, o senhor fez uma previsão de que o Brasil chegaria a 500 mil mortes em julho. Devemos alcançar essa marca nos próximos dias, antes do prazo estimado pelo senhor. O que aconteceu com o país?
No dia 15 de junho do ano passado, nós tínhamos cerca de 50 mil mortos,
e, nos próximos dias, vamos atingir 500 mil.
Então, em 12 meses, tivemos um aumento de dez vezes nas mortes, algo explosivo.
Isso basicamente mostra que o Brasil não olhou essa pandemia com a seriedade e a gravidade que ela deveria ter sido encarada.
A segunda onda produziu a maior mortalidade da História do Brasil para os meses de março e abril.
São os dois meses mais letais da nossa História.
Tudo isso porque NÃO fizemos o que países que entenderam um pouco melhor a dinâmica desse vírus fizeram.
Quando houve uma queda de casos e óbitos nós achamos que era o fim da pandemia, que não era preciso manter tudo aquilo que tínhamos feito (as restrições iniciais).
O Brasil estava com 252 mil mortes em 22 de fevereiro deste ano.
Nós dobramos em quatro meses.
É algo assustador.
E até agora nós não aprendemos as lições.
O governo federal conseguiu NÃO fazer NADA eficientemente,
NÃO tomou as decisões CORRETAS,
NÃO criou um comando CENTRAL,
uma mensagem NACIONAL,
NÃO fez um LOCKDOWN nacional,
NÃO fez um BLOQUEIO das estradas
NEM fechou o espaço AÉREO
e ainda NÃO conseguiu VACINAR nos níveis necessários.
Estamos em um cenário de uma pandemia novamente FORA DE CONTROLE,
ocorrendo no meio de um COLAPSO HOSPITALAR que NÃO foi corrigido,
nós NUNCA SAÍMOS desse COLAPSO hospitalar de março e abril,
fomos empurrando com a BARRIGA.
E nós temos MÚLTIPLAS variantes NOVAS entrando no país, uma vez que NEM as FRONTEIRAS NEM o espaço AÉREO foram controlados.
E, no meio de tudo isso, o Brasil joga futebol.
A Copa América já tem mais de 50 pessoas infectadas, só as diretamente envolvidas.
Não temos a menor ideia de pessoas que trabalham em hotéis e outros serviços, que têm contato com essas delegações.
É uma marca terrível sem uma luz no fim do túnel.
Qual o risco de enfrentarmos essa nova onda em pleno inverno?
A terceira onda já se iniciou e vai ocorrer novamente no inverno.
Ela tem um potencial letal extraordinário, tanto que já voltamos à média de 2 mil mortes por dia.
Já somos, de novo, o país com mais mortes por dia, com aproximadamente 25% das mortes (por Covid) do mundo.
A pandemia do coronavírus expôs toda a nossa falta de preparo político para lidar com as catástrofes do século XXI, como questões ambientais e de saúde.
Os interesses POLÍTICOS e ECONÔMICOS parecem ser SUPERIORES ao interesse na VIDA HUMANA.
Vínhamos no último mês com uma queda na média móvel de mortes, ficando mais de um mês abaixo de 2 mil. Mas ontem voltamos ao patamar de 2 mil mortes diárias em média. O que pode explicar essa oscilação?
Essa pequena queda é esperada pela própria dinâmica do vírus e porque algumas pequenas medidas paliativas e o pequeno grau que foi atingido contribuíram para essa pequena queda, que foi mínima.
Ficamos em um platô altíssimo.
Por algumas semanas a Índia passou o Brasil — é difícil comparar, porque os dados da Índia são subnotificados.
Mas em dados oficiais o Brasil reassumiu essa posição terrível de maior número de mortes.
Em março chegamos a mais de 4 mil mortes.
A expectativa é que, com o inverno, com o relaxamento do isolamento, o não crescimento adequado da aplicação da segunda dose da vacina, a gente possa voltar aos níveis que tivemos em março nas próximas semanas, ou então chegar bem perto disso.
É como se o Brasil tivesse desistido de combater a pandemia neste momento.
Temos exemplos como o Chile — que vacinou mais de 60% de sua população — mas que achou que só a vacinação funcionaria.
Então reabriram o país e depois tiveram que fechar.
Um dos poucos bons exemplos da segunda onda que foi Araraquara, vai ter que fechar de novo, porque a taxa de ocupação das UTIs voltou a explodir e o número de óbitos voltou a aumentar.
Chamo isso de estratégia sanfona:
vocês espera cruzar de 80 a 90% de ocupação dos leitos de UTI — que não deveria ser assim, porque isso não é um critério epidemiológico — para começar a fazer medidas paliativas, fechar algumas coisas e interromper alguns fluxos.
Por isso, você tem uma queda temporária, e depois de algumas semanas você experimenta outras subidas.
E as taxas de ocupação nunca caem sensivelmente.
Estamos com equipes de saúde totalmente esgotadas e sem insumos médicos suficientes.
E essa terceira onda, se vier na magnitude da segunda, vai pegar o país numa situação muito pior, do ponto de vista hospitalar.
Por que o sistema de saúde estaria em uma situação pior?
Insumos e equipes médicas DEPAUPERADAS, não temos mais como criar leitos porque JÁ estamos no LIMITE, e com um sistema hospitalar que colapsou, com várias capitais com ocupação de UTI acima de 90%.
Só precisamos olhar o que aconteceu na ÍNDIA para ver o que podemos experimentar SEM um sistema hospitalar funcionando.
O quanto essas novas variantes são preocupantes para o Brasil?
Vimos no Reino Unido que a variante indiana representa 90% dos casos lá e ela afetou crianças.
Estamos vendo nos EUA, na Índia, em países do sudeste asiático e agora no Brasil o número muito maior de jovens e crianças sendo afetadas.
Por exemplo, no Mato Grosso do Sul, não são só as UTIs adultas que estão cheias, as UTIs pediátricas também estão.
Ainda lá em março eu vi as UTIs neonatais e as obstétricas lotadas.
Isso mostra que estamos tendo um número muito grande de gestantes infectadas, o que já é recorde.
A faixa etária indicada está sendo modificada e, com a variante indiana, esse risco ainda é maior.
Não era o momento da vacinação no Brasil estar surtindo mais efeito?
Olhando a curva de vacinação atual mostra que o ritmo de aplicação da primeira dose está crescendo muito mais rápido do que a curva da segunda dose, que está achatada.
Ela mal cresce no dia a dia.
Temos apenas 11% da população vacinada com as duas doses, e isso é muito pouco.
Já vimos que a eficácia da vacina é comprovada quando a média de vacinação completa é alta, mas a nossa ainda está muito baixa.
E a imunização com uma dose só também é muito baixa.
Então, para garantir a eficácia real, é preciso ter as duas doses.
Esse é o momento do Brasil implementar um isolamento mais severo?
Sem dúvida.
Nós nunca fizemos isso.
Quando você começa a subir muito os casos e os óbitos, nos níveis que eles já estão, o mundo inteiro recomenda que o Brasil faça isso.
Em janeiro eu alertei que se NÃO fizéssemos um LOCKDOWN NACIONAL, nós teríamos dificuldade de enterrar nossos mortos.
E olha o que aconteceu, fomos de 250 mil para 500 mil em quatro meses.
Essa métrica é algo que não dá para ser ignorada.
E vamos passar os EUA e ser o país com o maior número de mortes por Covid no mundo, apesar de termos uma população menor.
Só que lá, a campanha de vacinação em massa que está sendo feita desde janeiro deu resultado, eles já conseguiram alcançar cerca de 44% da população com as duas doses, e tiveram uma queda abrupta de 4 mil mortes por dia para 350, reduziram dez vezes, e reduziram mais de vinte vezes o número de casos por dia.
O que o Brasil precisa fazer para combatermos o coronavírus?
Aumentar a nossa vacinação, passando a vacinar de dois a três milhões de pessoas por dia, reduzir o fluxo de pessoas pelas rodovias, fechar o espaço aéreo para voos internacionais, principalmente de países onde novas variantes estão ocorrendo. E temos que achar uma solução política para remover um governo que se negou a fazer tudo o que era preciso ser feito. A sociedade brasileira está vivendo totalmente desprotegida, a "Deus dará". Dezesseis meses de pandemia, 500 mil mortos, e ainda não temos um comando central criando diretrizes nacionais de como combater a pandemia. É inacreditável. Daqui a 50 anos, quando a pandemia for contada na História do Brasil, ninguém vai acreditar.
_________________________________________É cada vez mais criminosa a contraposição que Bolsonaro faz entre vacina e liberdade
Vacinas e liberdade | Vera Magalhães - O Globo

Esta semana trouxe para a minha geração um sopro de esperança. Com a chegada da vez dos cinquentões na fila da vacina e a iminência de as pessoas de mais de 40 anos também começarem a ser contempladas (quarta-feira sou eu!), a sensação é de alívio, por ver irmãos, companheiros, primos, cunhados, amigos de infância, colegas de faculdade e outros contemporâneos finalmente a caminho de estarem mais protegidos contra o vírus que paralisou nossa vida há um ano e três meses, já.
Vacina é liberdade, pensei quando recebi a foto do meu marido tomando a primeira dose da vacina no braço esquerdo, no dia do seu aniversário.
E é por essa constatação básica, a que cada vez mais brasileiros chegarão à medida que a imunização avançar, que é mais criminosa a contraposição que Jair Bolsonaro, sempre ele, faz entre vacinação e liberdade.
A explicação (sic) dada pelo presidente no cercadinho dos horrores de seus seguidores para não sancionar, caso seja aprovado, o projeto em tramitação no Congresso que cria uma espécie de passaporte de imunidade é sem pé nem cabeça. Mal disfarça a real motivação de Bolsonaro: ele é, incorrigivelmente, um “antivax”. Continua a sabotar a vacinação mesmo quando estamos chegando a 500 mil mortos, e a CPI avança para responsabilizá-lo e a seu governo por essa matança.
Segundo a lógica tortuosa do capitão, sancionar o projeto implicaria tornar a vacina obrigatória, algo que ele, em nome de uma liberdade difícil de compreender, nunca fará.
O mesmo Bolsonaro, menos de uma semana antes, dizia que a vacina, vejam só, seria o passaporte para a liberdade de andar sem máscara. Existe uma clara contradição entre as duas falas, ambas estapafúrdias e fruto do mesmo negacionismo, traduzido em política de Estado.
Ironicamente, o Certificado de Imunização e Segurança Sanitária, estabelecido pelo projeto de lei 1674/2021, contra o qual o presidente se insurgiu, seria um passaporte para muitos dos fetiches bolsonarescos: relaxar medidas de distanciamento social, garantir o tão repisado e pouco compreendido “direito de ir e vir” e realizar, com maior grau de segurança, eventos com público. Não, ele não torna a vacinação obrigatória, como desinforma uma vez mais Bolsonaro.
Vai funcionar? Talvez não. A crítica feita pelo vice, Hamilton Mourão, em entrevista a Malu Gaspar, é mais razoável: parece uma ideia de difícil execução no Brasil. Embora o general também se equivoque ao dizer que as pessoas teriam de andar com um papel para todo canto. Trata-se, pelo projeto, de um documento digital, consultado numa base de dados.
Mais: com 11,4% da população apta a ser vacinada tendo recebido as duas doses, é uma discussão inócua neste momento. Porque o Brasil não tem como garantir passaporte de imunidade a ninguém com o vírus em alta taxa de transmissão.
Por tudo isso, uma vez mais, o que Bolsonaro faz é o oposto do que propaga: o presidente investe contra a liberdade, que só será plenamente assegurada quando um grande percentual da população estiver finalmente vacinado. É esse tipo de discurso que um estadista responsável tem de fazer.
Liberdade é aquilo que começam a desfrutar moradores de vários pontos dos Estados Unidos em que a vacinação avança de vento em popa.
Existe um consenso entre economistas, historiadores e cientistas, segundo o qual a grande depressão causada pela Covid-19 será sucedida por um boom de crescimento, prosperidade, inovação científica e tecnológica, revoluções culturais e comportamentais. É o que acontece em períodos subsequentes a pandemias e guerras.
Essa verdadeira e desejável liberdade não será vivida de forma tão pujante no Brasil, preso a uma administração tacanha, que subjuga a vida e os reais direitos da população à ignorância orgulhosa de um governante errado no momento mais errado possível.

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