____________________ * Análise: Olga Curado - Bolsonaro em dia de fúria contra a imprensa passa recibo do medo que sente ___________________________________ ____________________ * O capitão NÃO aprende sobre a IMPORTÂNCIA da VIDA, NEM sobre a DOR da MORTE.

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____________________ * 'DISTORÇÃO', diz ministro após post sobre 500 mil mortos por covid

____________________ * Análise: Olga Curado - Bolsonaro em dia de fúria contra a imprensa passa recibo do medo que sente

O capitão NÃO aprende sobre a IMPORTÂNCIA da VIDA. _____________________________________________ NEM sobre a DOR da MORTE.

____________________ * Kotscho: Nem na DITADURA vi um governo tratar DESTA FORMA VIL a imprensa - Bolsonaro xinga repórter da Globo de CANALHA e manda CALAR a BOCA 

____________________ * MA afasta policiais após matarem jovem que desejou 'boa sorte' a Lázaro

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____________________ * 'Distorção', diz ministro após post sobre 500 mil mortos por covid

Ministro das Comunicações, Fábio Faria durante videoconferência com o Grupo Santander - Cléverson Oliveira/Ministério das Comunicações
Ministro das Comunicações, Fábio Faria durante videoconferência com o Grupo Santander Imagem: Cléverson Oliveira/Ministério das Comunicações

Do UOL, em São Paulo

21/06/2021 21h36

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse que houve "distorção de fatos" após a publicação de post nas redes sociais, no qual criticava quem lamentava a marca de 500 mil mortes em decorrência da covid-19, atingida pelo Brasil no último fim de semana.

"É importante que isso mostra que nós estamos com um Brasil totalmente dividido, onde querem politizar até a dor. 

No momento em que morrem 500 mil pessoas, não é só quem apoia o Bolsonaro ou quem é contra o Bolsonaro, que tem coração. 

Todos nós sofremos. 

Todos nós perdemos um amigo, um parente, alguém próximo. 

O que existe é uma distorção dos fatos", afirmou ele, durante entrevista à GloboNews, na noite de hoje.

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"Então, por isso que eu coloquei entre aspas, aspas significam que todos lamentam. 

O Brasil todo lamenta. 

Os 213 milhões de brasileiros, mas que iria ter ali um movimento de lamentações de todos. 

Só que alguns deles iam lamentar as mortes e outros iriam usar aquilo como política", salientou.

O ministro acrescentou ainda que perdeu para a doença um "grande amigo", que foi padrinho em seu casamento. 

Além disso, um tio dele faleceu por covid-19 há cerca de um mês. 

O parente, salientou Faria, havia tomado a primeira dose da vacina contra o coronavírus

"E ninguém saiu culpando ninguém, porque todos nós estamos sendo acometidos por isso. 

Quase 4 milhões de pessoas que morreram no mundo.

Após ultrapassar a marca de 500 mil mortes pela covid-19, no sábado, o Brasil completou cinco dias consecutivos com tendência de alta na média móvel de óbitos. 

Hoje foram registradas 899 novas mortes, mas a média de sete dias continua acima de 2.000 óbitos por dia.

O total de óbitos chegou a 502.817 nesta segunda-feira (21). 

Além disso, 43.413 mil novos diagnósticos foram feitos nas últimas 24 horas, totalizando 17.969.806 casos da doença. 

Os dados são obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde.

Apesar do número menor de óbitos hoje —comum de ocorrer após fins de semana e feriados, quando os dados ficam represados—, a média móvel ficou em 2.059. 

Já é o sexto dia seguido acima de 2.000. 

O índice de hoje é 20% maior do que o de 14 dias atrás, o que representa tendência de aceleração.

____________________ * Análise: Olga Curado - Bolsonaro em dia de fúria contra a imprensa passa recibo do medo que sente

Jair Bolsonaro manda repórter calar a boca - reprodução G1
Jair Bolsonaro manda repórter calar a boca Imagem: reprodução G1
Olga Curado

Colunista do UOL

Bateu o desespero. A fúria.

O capitão está se sentindo encurralado, com medo. A linguagem não verbal, ao atacar de maneira despropositada e descontrolada a repórter que o entrevistava em Guaratinguetá, mostra que a tensão está subindo.

Algumas das características do medo são a oscilação do tom de voz e o movimento de cabeça como se estivesse desviando de um ataque. No Atlas das Emoções, de Paul Ekman, a irritabilidade aparece como ponto inicial de um processo que pode chegar à fúria. E, como ensina o pesquisador, a raiva está intimamente ligada ao medo. Aliás, a raiva muitas vezes oculta o medo.

Na escala das emoções, a raiva segue a trilha iniciada com a irritação para, no passo seguinte, expor frustração, exasperação, argumentação, amargor, retaliação e fúria. Um exemplo icônico é o filme Um dia de Fúria, de 1993. William Foster (Michael Douglas), um homem emocionalmente perturbado que perdeu seu emprego e vai ao encontro de Beth (Barbara Hershey), sua ex-mulher, e da filha, sem sequer reconhecer que o seu casamento já acabou há muito tempo. Em seu caminho, William vai eliminando quem cruza seu destino.

A raiva nas suas diversas intensidades também tem um papel: esconder o medo. Ainda lembrando o Atlas das Emoções de Paul Ekman, é possível ver como o medo se mostra, igualmente num crescente. Começa com apreensão, vai para o nervosismo, segue na ansiedade, e cresce mostrando temor, desespero, pânico, horror e terror.

No encontro com a repórter da TV Vanguarda, o capitão mostrou-se um clássico das expressões de medo e de raiva. Teve a solidariedade da deputada Carla Zambelli, que tinha os números de "investimentos" do governo federal na Santa Casa da cidade. E, enquanto ela falava, o capitão não conseguia esconder o desconforto, olhando para o alto, movendo lateralmente o corpo, na expectativa de que seria em algum momento golpeado.

Quando retoma a palavra, mesmo anunciando facilidades para o financiamento de casas a militares e agentes de segurança - tem dificuldade em manter o olhar numa direção firme. A postura desequilibrada antecipa o comportamento incontrolável, dominado pelo sentimento de medo, que aparece como raiva, diante da imprensa. É mais forte do que as suas habilidades de autocontrole. Calou fundo a cobertura das manifestações contra ele no final de semana.

Tomou a iniciativa de se defender, informando à Rede Globo que estava usando um "capacete de balística à prova de 762", no seu passeio de moto em São Paulo.

Uma das características do medo é justamente essa de ir para a boca do lobo. É uma contrafobia. Responde a uma situação, diante da qual se sente atemorizado, indo para o ataque, mesmo quando não há ameaça no momento. Provoca a situação de risco de tanto medo. Parece paradoxal, mas é uma maneira desesperada de lidar com o próprio pavor, a fantasia de que será atacado. Falta de autocontrole. Vai pra cima! Mas mantém o discurso da vitimização: "sou o alvo de canalhas do Brasil".

No descontrole, sobra até para o próprio séquito, para o qual esbraveja pedindo silêncio. A síndrome do "ninguém me escuta", "ninguém me compreende" e "ninguém dá bola para mim". Uma vítima.

Mas insiste no conselho negacionista: "se você não quiser usar máscara, não use", diz para a jornalista, depois de ter sido lembrado de que a multa que recebeu não foi por causa de capacete, mas por não usar máscara. Ficar acima da lei. O desejo dos tiranetes.

E segue na catilinária negacionista. O tratamento precoce teria salvado a vida do capitão, segundo disse, "e de mais 200 pessoas no meu prédio". Não explicou que prédio, já que mora no Palácio da Alvorada... e invoca conversas reservadas com jornalistas que também se dizem adeptos do seu tratamento precoce.

Tenta negociar: "parem de falar no assunto". Sim medo, desespero. E tira a máscara. Na provocação de quem se sente encurralado, num dia de fúria. Impropérios, impropérios, desequilíbrio. E a solidária deputada Zambelli dá apoio emocional ao capitão e também tira a máscara.

Foi em Guaratinguetá. Depois do final de semana em que a tragédia brasileira contou mais de 500 mil mortos, quando milhares de pessoas foram às ruas em todo o país, pedindo vacina, pedindo auxílio emergencial e pedindo que o capitão vá para casa, para o prédio onde "mais de 200 pessoas" se curaram da covid -19 tomando cloroquina, ivermectina.

Enquanto o capitão se enfurece com a imprensa, o país chora o luto de mais de 500 mil pessoas mortas pelos desvarios de um governo que não reconhece a dor de enterrar brasileiros e brasileiras que poderiam estar vivos.

O capitão não aprende sobre a importância da vida. Nem sobre a dor da morte.

____________________ * Kotscho: Nem na DITADURA vi um governo tratar DESTA FORMA VIL a imprensa - Bolsonaro xinga repórter da Globo de CANALHA e manda CALAR a BOCA 

Bolsonaro durante coletiva de imprensa em Guaratinguetá: "Cala a boca. Vocês fazem um jornalismo canalha que não ajuda em nada".  - Reprodução/TV Band Vale
Bolsonaro durante coletiva de imprensa em Guaratinguetá: "Cala a boca. Vocês fazem um jornalismo canalha que não ajuda em nada". Imagem: Reprodução/TV Band Vale
Ricardo Kotscho

Colunista do UOL

21/06/2021 19h37

"Cala a boca! Vocês são uns canalhas! Vocês fazem um jornalismo canalha que não ajuda em nada! Vocês destroem a família brasileira, destroem a religião brasileira! Vocês não prestam!".

Ainda que mal me pergunte, o que tem o jornalismo a ver com família e religião? Jornalistas não têm que ajudar governos, mas informar a sociedade' sobre o que está acontecendo.

O ataque histérico do presidente Jair Bolsonaro, ao ser perguntado pela repórter Laurene Santos, da TV Vanguarda, afiliada da Globo, sobre a multa que levou por não usar máscara na motoceata em São Paulo, fez lembrar os melhores momentos do genocida alemão Adolfo Hitler ao falar sobre judeus ou quando ficava irritado com seus generais.

Em mais uma cerimônia de formatura de militares, desta vez em Guaratinguetá (SP), completamente fora de controle, o capitão arrancou a máscara, soltou perdigotos no ar e só não avançou sobre a jornalista porque tinha muita gente ao redor. Outra pergunta que não quer calar: a que horas esse presidente governa?

Covarde, mais uma vez o seu alvo foi uma mulher jornalista que estava só fazendo seu trabalho.

O motivo da ira presidencial ficou claro logo no começo da entrevista coletiva, após a formatura de sargentos da Aeronáutica, quando viu o microfone da CNN:

"CNN? Vocês elogiam a passeata agora de domingo, né (a passeata foi no sábado). Jogaram fogos de artifício em vocês e vocês elogiaram ainda".

Desde cedo, no cercadinho do Alvorada, Bolsonaro passou recibo da sua revolta com os protestos do fim de semana, que reuniram mais de 750 mil pessoas em todo o país e no exterior, segundo os organizadores, pedindo a sua saída do governo.

Falou frases desconexas sobre o gosto dos "petralhas" por mortadela: "Comam mortadela, pessoal, faz bem à saúde. Vai acabar com as manifestações. Entendeu a jogada? Por que tudo o que eu apoio é o contrário. Então, estou apoiando agora o consumo de mortadela no Brasil". Entenderam a jogada?

Em Guaratinguetá, acabou sobrando para a pobre repórter que empunhava o microfone da TV Vanguarda/Globo (e até para a equipe do presidente, que tentou intervir para evitar a baixaria).

"A Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa. Você quer fazer uma pergunta decente? Eu respondo. Você é da Globo? Não quero conversa com a Globo, não".

Se Bolsonaro continuar caindo e Lula subindo nas pesquisas, e as manifestações da oposição reunirem cada vez mais gente nas ruas, os repórteres brasileiros correm sérios riscos.

É a velha história de atacar o mensageiro quando a notícia não agrada à autoridade. Ainda mais quando o mensageiro da pergunta é uma mulher.

A seguir nesta toada, cada vez mais violenta, repórteres deverão fazer seguro de vida e andar com escolta de seguranças para fazer a cobertura do presidente.

Não me recordo, nem na época dos generais da ditadura, de outro governo que tenha tratado desta forma vil a imprensa.

É assim que Bolsonaro ganha as manchetes e alimenta os robôs da sua tropa de choque nas redes sociais, que passam o dia repetindo o que o presidente diz em discursos e entrevistas.

A um ano e meio das eleições, o clima está ficando cada vez mais pesado. Desconfio que isso não vai acabar bem.

Vida que segue.

____________________ * MA afasta policiais após matarem jovem que desejou 'boa sorte' a Lázaro

Ana Maria faz selfie com o filho, Hamilton César Lima Bandeira, e o pai dela, Plácido Ribeiro, de 99 anos - Arquivo pessoal
Ana Maria faz selfie com o filho, Hamilton César Lima Bandeira, e o pai dela, Plácido Ribeiro, de 99 anos Imagem: Arquivo pessoal

Rafael Souza

Colaboração para o UOL, em São Luís

21/06/2021 18h50

Atualizada em 21/06/2021 22h38

Três policiais civis foram afastados das funções após um jovem com transtornos mentais ter sido morto em uma operação numa casa em Presidente Dutra (MA), a cerca de 350 km de São Luís.

Suas identidades foram mantidas em sigilo.

A polícia fala que os agentes reagiram a um ataque a faca. 

Familiares contestam a versão.

A arma não foi apresentada.

Na última sexta-feira (18), a polícia recebeu denúncias de que Hamilton César Lima Bandeira, 23, estaria fazendo postagens nas redes sociais a favor de Lázaro Barbosa Sousa, assassino procurado há 13 dias após matar uma família no Distrito Federal.

No mesmo dia, segundo a polícia, três agentes da delegacia de Presidente Dutra foram até a casa de Lima Bandeira, que era suspeito de APOLOGIA ao CRIME.

No local, estavam ele e o avô, de 99 anos. 

Os policiais entraram na residência e efetuaram dois disparos contra o jovem, que foi socorrido, mas morreu no Hospital Socorrão, em Presidente Dutra.

Segundo Plácido Ribeiro, seu avô, que foi testemunha da ação, o rapaz NÃO REAGIU NEM estava ARMADO.

"Eles perguntaram quem estava na casa, e eu disse que era eu e o Hamilton. 

Foi quando eles [policiais] entraram. 

O Hamilton levantou da cama, segurou na cortina e foi olhar. Aí eles atiraram", contou o avô ao UOL.

De acordo com o delegado César Ferro, o jovem teria reagido e ameaçado os policiais com uma faca. 

Ainda segundo ele, os disparos foram no abdômen e na perna direita, feitos por agentes diferentes.

"A gente recebeu vários relatos de que um rapaz residente no Povoado Calumbi teria feito várias postagens ameaçadoras, enaltecendo o criminoso Lázaro. 

Quando os policiais chegaram, foram atacados e tiveram que reagir. 

Não queríamos isso. 

A polícia não vai a um lugar para matar um jovem. 

Isso não existe. 

Eles queriam levá-lo para a delegacia e que sobrevivesse", afirmou o delegado.

Moradores na região chegaram a queimar pneus na cidade, em protesto.

Família: Rapaz tinha histórico de distúrbios mentais

Hamilton era estudante no ensino médio e tinha transtornos mentais desde criança, segundo a família. 

Na postagem feita em uma rede social, ele dá "boa sorte" a Lázaro e se diz fã do criminoso.

Para a mãe do jovem, Ana Maria, o jovem não fez a postagem com intenção de realizar algum crime, mas por conta de sua deficiência mental.

"Ele ficava falando essas coisas, mas não era agressivo. 

Ele tomava remédio controlado e antidepressivos e sofria com transtorno de ansiedade

Tinha 23 anos, mas era como se fosse um menino de 12. 

Não tinha maldade. 

Gostava de brincar jogando bola com as crianças menores", conta a mãe.

A mãe também acusa os policiais de entrarem na residência sem uma ordem da Justiça e de tentarem prender o filho sem um mandado.

A Polícia Civil, por outro lado, informou que não houve a necessidade de um mandado judicial porque Hamilton estaria em situação de flagrante pelo crime de apologia ao crime.

A polícia também afirmou que os investigadores tiveram a autorização do idoso para adentrar no imóvel, portanto não teria havido "invasão".

O caso está sendo acompanhando pelo Ministério Público e pela Secretaria do Estado de Direitos Humanos.

____________________ * "Pegging": prática que faz homens héteros romperem com tabu do prazer anal

O casal Tuy e Biel falam de pegging: "É sobre o homem e a mulher heterossexual experimentar algo diferente" - Arquivo Pessoal
O casal Tuy e Biel falam de pegging: "É sobre o homem e a mulher heterossexual experimentar algo diferente" Imagem: Arquivo Pessoal

Carol Ito

Colaboração para Universa

21/06/2021 04h00

O pegging (prática sexual em que o homem é penetrado com auxílio de uma cinta peniana) sempre rolou entre casais heterossexuais, ainda que seja um assunto cercado de tabus. Para alguns homens cisgêneros, explorar o prazer anal com a parceira pode ser um caminho para conhecer melhor o próprio corpo e até desconstruir estereótipos machistas e homofóbicos. "Trazer o assunto para a berlinda já é difícil, imagina levar para a cama, se libertar e viver isso de verdade. Quando a gente fala do pegging, a gente está falando realmente de uma entrega e de intimidade", diz Biel, youtuber e adepto da prática.

Há quatro anos, Biel e a companheira Tuy Potasso postaram um vídeo no YouTube compartilhando experiências sobre pegging, atingindo mais de 200 mil visualizações. "O que mais nos surpreendeu foram os homens heteronormativos comentando que conseguiram quebrar o tabu depois de assistirem ao vídeo. Não só em relação ao pegging, mas ao prazer anal, de modo geral", diz Tuy.

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Ela observa que, ao contrário do que muita gente pensa, a prática não envolve necessariamente uma relação de hierarquia no sexo: "O pessoal fala: 'a mulher tem que ser a dominadora e o cara que vai ser penetrado tem que ser o submisso'. Isso não é verdade. É mais sobre o homem e a mulher heterossexual que querem experimentar algo diferente", explica.

O casal, que soma mais de 1 milhão de inscritos no canal do YouTube, prefere usar o termo "inversão" em vez de pegging, como explica Biel: "Existe uma prática habitual daquela relação e essa prática está sendo invertida. Não tem a ver com inverter papéis de gênero, da mulher se colocar no papel do homem".

A terapeuta de casais e sexóloga Viviana Martini Dias explica que a prática sexual não está vinculada à orientação sexual, nem à identidade de gênero: "Gostar de sentir prazer pelo ânus não torna o homem homossexual. Essa é uma fantasia que costuma rondar o imaginário de ambos no casal hétero", explica, acrescentando que o sexo anal acaba sendo mais naturalizado para as mulheres: "Os homens costumam achar muito lindo fazer sexo anal na parceira. Eu brinco que ânus todo mundo tem, então, se pode ser bom para ela, por que não pode ser bom para ele?", questiona.

Desconstrução de uma ideia machista

"Experimentar inversão não me fez achar que passaria a ter atração por homens. Explorar o prazer ajuda a sair da rotina". "A sociedade é muito machista e muitos não entendem que o ânus é uma zona erógena como qualquer outra". "Reconhecer que sinto tesão no ânus foi uma grande desconstrução de uma ideia super machista e tóxica." Esses foram alguns comentários anônimos pincelados de uma pesquisa feita pela Sexlog, rede social adulta focada em encontros sexuais, a pedido de Universa. Foram 11800 respostas ao todo, a maioria delas (64,8%) de homens e pessoas heterossexuais (77,3%). Entre os participantes, 18,3% declaram que praticam ou já praticaram pegging e 97% deles recomendam a experiência. Outros 25.4% contam que ainda não fizeram, mas têm vontade.

A escritora Abhiyana, adpeta da prática, vê no pegging ma maneira de subverter a performance feminina no sexo - Camila Falcão - Camila Falcão
A escritora Abhiyana, adpeta da prática, vê no pegging ma maneira de subverter a performance feminina no sexo Imagem: Camila Falcão

Abhiyana, escritora e criadora do podcast erótico Textos Putos, narra um episódio inteiro sobre pegging e discute abertamente sobre o tema nas redes sociais. "Falar sobre ânus, para mim, é uma forma de quebrar padrões, se libertar. Todo mundo tem, isso é tão lindo. De certa forma, nos iguala", reflete ela, autora do recém-lançado livro "Manual do Sexo Anal" (independente). Mulher cisgênero, ela vê na prática uma forma de subverter a performance associada ao feminino no sexo: "Quando coloco a cinta, tenho que me conectar com a minha coragem, ter certa cara de pau e mudar aquela posição de pessoa passiva, que sempre foi penetrada", conta. "Eu tive a sorte de me relacionar com um cara que adorava os acessos anais. Aparentemente, ele já estava em um caminho de desconstrução."

"Tem aquela sensação de que você está transgredindo algo, desbravando um universo novo. Hoje já não é o que me move, mas fez os primeiros orgasmos serem muito intensos", conta o jornalista Diego (nome fictício), que experimentou o pegging pela primeira vez dentro de uma relação em que haviam práticas fetichistas. "A gente já se permitia bastante com o corpo um do outro. Eu não pensava sobre isso, era só pela diversão", relembra.

Hoje, ele pratica pegging com a atual parceira e fala mais abertamente sobre o assunto: "Eu considero que tô desconstruindo muitas coisas em mim, afinal, é muito mais tempo ouvindo que isso é errado do que é certo. Educação sexual é urgente. Não dá pra saber que você gosta de algo que foi ensinado a não desejar", completa.

Para Diego, os homens costumam apoiar fantasias sexuais das parceiras desde que elas se encaixem em um padrão heteronormativo, ou seja, que não os façam questionar a própria masculinidade: "O cara fala de fetiche, de pegar duas mulheres juntas, mas dificilmente quer discutir a fundo o desejo da parceira. A mulher também não costuma conversar muito por medo de ser julgada. Para falar sobre desejos, é preciso que as duas partes estejam a fim de se expor", explica.

Segundo a sexóloga Viviana, a dificuldade em falar sobre sexo sem julgamentos também está presente na conversa entre pares: "Os homens costumam falar sobre as suas aventuras, quem pegou, quem não pegou. Falam muito pouco sobre os próprios dramas sexuais. O contexto machista e a masculinidade frágil dizem que a única fonte de prazer do homem é o pênis, o que deixa a sexualidade muito restrita, infelizmente", diz ela.

Nada como um papo reto e honesto para desmistificar os tabus em torno no prazer anal, tanto para homens, quanto para mulheres. Mas com carinho, paciência e proteção, a vida sexual pode ser mais divertida. "Sexo anal não é fluido como o sexo pênis e vagina. Aqueles que querem se aventurar nessa prática, têm que ter tempo, cuidado, lubrificação, pesquisar sobre o assunto. Não é chegar assim como quem já está muito acostumado", explica Viviana, que acrescenta a importância do diálogo, antes de qualquer coisa: "Mais interessante do que experimentar novas modalidades é falar sobre o sexo. Tem que falar e, principalmente, saber ouvir o outro".

____________________ * Quem é Carl Nassib, o primeiro jogador da NFL a se declarar gay publicamente

Atleta fez anúncio por meio de vídeo no Instagram: 'Tenho sofrido com esse momento pelos últimos 15 anos'
Ken Belson, The New York Times
22/06/2021 - 09:13 / Atualizado em 22/06/2021 - 10:21
Jogador, de 28 anos, fez anúncio por meio do Instagram Foto: Reprodução/Redes Sociais
Jogador, de 28 anos, fez anúncio por meio do Instagram Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Nesta segunda-feira, Carl Nassib, defensive lineman dos Raiders, se tornou o primeiro jogador da NFL a se declarar gay publicamente. 

— Eu só quero um momento rápido de atenção para dizer que sou gay —  declarou Nassib, em um vídeo postado no Instagram. 

— Acredito que representação e visibilidade são muito importantes. Na verdade, espero que, um dia, vídeos como este e todo o processo de revelação não sejam necessários, mas, até lá, farei o meu melhor para cultivar uma cultura de aceitação, de compaixão — em seguida, declarou que doaria 100 mil dólares para o The Trevor Project, ONG cujo foco é na prevenção do suicídio entre lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queers e jovens com questões. 

— Infelizmente, tenho sofrido com esse momento pelos últimos 15 anos — acrescentou.

Veterano e jogador da NFL há cinco anos, com passagem pelo Cleveland Browns e o Tampa Bay Buccaneers, Nassib disse que finalmente estava “confortável para tirar isso do próprio peito”. 

O jogador, de 28 anos, agradeceu aos treinadores, companheiros de time e à Liga pelo apoio. 

— Não seria capaz de fazer isso sem eles — disse.

Em uma declaração, nesta segunda-feira, Roger Goodell, presidente da NFL, disse que estava “orgulhoso de Carl por ter compartilhado sua verdade hoje, de forma tão corajosa. A representação é importante”. 

O Raiders rapidamente mostrou apoio ao anúncio de Nassib, escrevendo "orgulho de você, Carl" em uma postagem no perfil do Twitter da equipe, que também incluía a declaração original.  

Dois companheiros de equipe, o atacante Darius Stills e o edge rusher Maxx Crosby, expressaram apoio ao comentar na postagem de Nassib que estavam orgulhosos dele. DeMaurice Smith, diretor executivo da Associação de Jogadores da NFL, também disse em um tuíte que ele e o sindicato apoiavam Nassib.

O anúncio do atleta, feito durante o Mês do Orgulho, é um ponto de virada significativo para a NFL, e o torna o primeiro jogador abertamente gay em campo nos 101 anos de história da Liga. 

“Os esportes são, em muitos aspectos, um dos últimos bastiões de um lugar onde a homofobia pode prosperar”, disse Cathy Renna, porta-voz da Força-tarefa Nacional LGBTQ. “Então, ter um atleta profissional deste calibre, especialmente em uma das principais ligas esportivas como a NFL, é realmente histórico”. 

Um grupo de atletas e ex-atletas de todos os esportes reagiu positivamente ao anúncio do jogador, incluindo a estrela do tênis aposentada Billie Jean King, que escreveu: “A capacidade de viver uma vida autêntica é tão importante”, em uma publicação. 

Sarah Kate Ellis, executiva-chefe à frente da Glaad, ONG em defesa dos direitos LGBTQ, classificou o anúncio como “um reflexo histórico do estado de crescimento da visibilidade e inclusão LGBTQ no mundo dos esportes profissionais, que tem sido impulsionada por uma longa lista de bravos atletas que vieram antes dele”. 

Michael Sam, um jogador da linha defensiva totalmente americano do Missouri, foi visto como o mais provável de adquirir essa distinção, quando anunciou que é gay antes de ser escolhido pelos Rams, na sétima rodada da NFL, mas ele foi cortado no final do acampamento de treinamento daquele ano. O Dallas Cowboys contratou Sam para seu time de treino, mas ele nunca jogou em um jogo da temporada regular. 

O status de recrutamento de Sam foi visto como um parâmetro para saber se o clima dos esportes profissionais masculinos estava se tornando mais receptivo aos atletas gays, especialmente porque, em fevereiro de 2014, a NBA acabava de se tornar a primeira das quatro principais ligas esportivas masculinas norte-americanas a ter um jogador abertamente gay em quadra, quando Jason Collins se juntou ao Nets.

Mas Sam deixou a NFL sem causar impacto em campo. 

Nassib, por outro lado, já jogou com três times ao longo de cinco temporadas e está sob contrato até 2022. Depois de uma carreira universitária na Penn State, ele foi escolhido pelos Browns na terceira rodada do draft de 2016. Ele jogou duas temporadas em Cleveland, antes de jogar mais duas em Tampa. O Raiders assinou com ele um contrato de três anos, estimado em 25 milhões de dólares, em março de 2020. Ele contabiliza 20,5 sacks durante sua carreira.

Vários jogadores da NFL já anunciaram publicamente que eram gays, mas tudo isso depois que suas carreiras esportivas acabaram. David Kopay se tornou o primeiro jogador profissional de futebol americano a se declarar gay em 1975, três anos depois de se aposentar. Ele jogou por nove temporadas com o San Francisco 49ers e quatro outros times nas décadas de 1960 e 1970; desde então, tornou-se ativista e um dos embaixadores dos Gay Games, evento esportivo quadrienal.

Roy Simmons foi o segundo ex-jogador, em 1992, a se assumir gay, após o fim de sua carreira no Giants e no Washington Football Team. Mais tarde, ele revelou ser soropositivo e morreu de complicações relacionadas à pneumonia em 2014, aos 57 anos. 

Alguns jogadores, como Simmons, disseram sentir não ter escolha a não ser esconder sua identidade sexual enquanto estavam na Liga. Simmons disse que cultivou a reputação de ser a vida do partido e teve de compartimentar sua vida no futebol e sua vida pessoal. Também declarou que nunca teria se assumido gay durante as quatro temporadas em que jogou pela NFL por medo de destruir sua carreira. 

‘’A NFL tem uma reputação”, disse ele em 2003, “e não é nem mesmo uma coisa verbal - é apenas conhecido. Vocês são gladiadores. Você é macho. Você chuta traseiros".

Nos últimos anos, a Liga apoiou publicamente o Mês do Orgulho por meio de esforços promocionais, como mudar os avatares oficiais das redes sociais para incluir arco-íris e apoiar o You Can Play Project, que fornece recursos para incentivar a inclusão nos esportes juvenis, mesmo que alguns jogadores tenham feito declarações depreciativas sobre gays.  

Em 2013, Chris Culliver, do San Francisco 49ers e Chris Clemons, do Seattle Seahawks, fizeram comentários ofensivos quando questionados sobre a perspectiva de ter um companheiro de equipe gay. 

“Não há gays no time”, disse Culliver. "Se tem algum, eles têm que sair daqui." Culliver mais tarde se desculpou, dizendo: "Sinto muito se ofendi alguém. Foram comentários muito feios”. 

____________________ * No Dia do Cinema Nacional, como ver clássicos em streaming

Uma seleção de plataformas que estendem tapete vermelho para filmes brasileiros
'Dona Flor e seus dois maridos' Foto: Reprodução
'Dona Flor e seus dois maridos' Foto: Reprodução

Os problemas na Ancine e na Cinemateca Brasileira são motivos de preocupação neste momento em que se comemora o Dia do Cinema Nacional. Mas, se o presente exige cuidados e o futuro parece incerto, a memória desperta orgulho. Para conhecer alguns dos momentos mais importantes da produção brasileira, garimpamos cinco serviços de streaming que estendem a ela o tapete vermelho.

Globoplay

Quem estiver disposto a fazer uma imersão na história do cinema brasileiro pode percorrer a seleção “7 décadas em 50 filmes”. Na largada, dois clássicos de Nelson Pereira dos Santos, impactados pelo neo-realismo italiano: “Rio, 40 graus” e “Rio, Zona Norte”. A jornada prossegue com uma seleta de Cinema Novo — Nelson outra vez (“Vidas secas”), Glauber (“Deus e o diabo”, “Terra em transe”), Joaquim Pedro (“O padre e a moça”, “Macunaíma”) — e os dois grandes filmes de Luiz Sérgio Person, “São Paulo Sociedade Anônima” e “O caso dos irmãos Naves”.

Sucessos de público? Vários deles, como “Dona Flor e seus dois maridos”, de Bruno Barreto, “Lucio Flávio, o passageiro da agonia”, de Hector Babenco, “Bye bye Brasil”, de Carlos Diegues, e os dois “Tropa de elite”, de José Padilha. A seleção inclui também documentários de Eduardo Coutinho (“Cabra marcado para morrer”, “Santo forte”, “Edifício Master”, “Jogo de cena”) e chega ao presente com dois dos filmes brasileiros de maior repercussão na última década: “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert, e “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho.

Thank you for watching

Itaú Cultural Play

A diversidade temática e geográfica pauta o catálogo de lançamento da nova plataforma exclusiva para o audiovisual brasileiro, com 135 títulos dos 26 estados e do Distrito Federal. São filmes de ficção, documentários, animações e experimentais. Entre os clássicos, o carro-chefe é a “Mostra Glauber Rocha”, com a espinha dorsal de sua obra: o curta “Pátio” e os longas “Barravento”, “Deus e o diabo na terra do sol”, “Terra em transe”, “O dragão da maldade contra o santo guerreiro” e “Câncer”.

Outro personagem-chave do Cinema Novo, o produtor Luiz Carlos Barreto ganha também sua própria mostra na inauguração da plataforma. Filmes ligados ao futebol — como os documentários “Garrincha, a alegria do povo”, de Joaquim Pedro de Andrade, e “Isto é Pelé”, de Barreto e Eduardo Escorel — representam a sua extensa filmografia.

O ponto mais forte são os documentários contemporâneos. Carlos Nader (“Pan-cinema permanente”, sobre o poeta Waly Salomão), Joel Pizzini (“500 almas”, sobre os índios Guatós), Joel Zito Araújo (“Cinderelas, lobos e o príncipe encantado”, sobre mulheres capturadas pelo mercado de exploração sexual) e Júnia Torres (“Aqui favela, o rap representa”, sobre a cena musical em São Paulo e Belo Horizonte) são alguns dos diretores presentes.

Spcine Play

Destaque para os canais em homenagem a mulheres, como as diretoras Ana Carolina (“Mar de rosas”, “Das tripas coração”, “Sonho de valsa”), Lucia Murat (“Que bom te ver viva”, “Brava gente brasileira”), Suzana Amaral (“A hora da estrela”), Tata Amaral (“Um céu de estrelas”) e a atriz e diretora Helena Ignez (“Luz nas trevas”). As seções “Elas à frente” e “#52 filmes por mulheres” também jogam luz sobre a presença feminina no cinema nacional, ontem e hoje.

É possível navegar pelo catálogo por meio de outras seções temáticas, como “Audiovisual negro” e “LGBTQIA+”, e de recortes organizados por festivais, como o “Especial Curta Kinoforum”, do Festival Internacional de Curtas de São Paulo, e o “Especial Ciranda de Filmes”. Há seleções reservadas também a Rogério Sganzerla (“O bandido da luz vermelha”), Hector Babenco (“O beijo da Mulher Aranha”), Andrea Tonacci (“Serras da desordem”) e José Mojica Marins, o Zé do Caixão (“À meia-noite levarei sua alma”, “Esta noite encarnarei no teu cadáver”).

Canal Brasil

Acervo também diversificado de documentários e longas de ficção. Clássicos do Cinema Novo — como “Os fuzis”, de Ruy Guerra, e filmes de Glauber —ao lado de produções mais recentes, como “O palhaço”, de Selton Mello, e “Ex-pajé”, de Luiz Bolognesi. O humor caipira de Mazzaropi, que no auge da carreira levava milhões de espectadores aos cinemas (e duas vezes por ano!), pode ser conhecido em uma dúzia de filmes, como “Casinha pequenina” e “Jeca Tatu”.

YouTube

Um trabalho de garimpagem na plataforma revela preciosidades, mas em cópias às vezes precárias. É o caso de “O ébrio”, de Gilda Abreu, com Vicente Celestino, um dos maiores sucessos de público do cinema brasileiro, representando a bem-sucedida história da Cinédia. “Carnaval Atlântida”, por sua vez, apresenta a tradição das chanchadas musicais da Atlântida. “Floradas na serra”, “Tico-tico no fubá”, “O cangaceiro”, “Uma pulga na balança” e “Absolutamente certo” fornecem uma amostragem do “cinema de qualidade” ambicionado pela produtora paulista Vera Cruz.

____________________ * 'A CPI não trará efeito algum', diz Lira, que não vê 'circunstâncias' para o impeachment

Aliado do Planalto nega demora do governo na compra de vacinas, critica trabalho da CPI instalada no Senado e diz que não vê espaço fora da polarização em 2022
Evandro Éboli e Thiago Bronzatto
22/06/2021 - 04:47 / Atualizado em 22/06/2021 - 10:09
Presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL) Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo
Presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira (PP-AL) Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo

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BRASÍLIA - Incomodado com o trabalho da CPI da Covid no Congresso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defende que não houve atraso na compra de vacinas da Pfizer. Caso o governo Bolsonaro tivesse adquirido os imunizantes antes, diz Lira, “não teria resolvido o problema da pandemia”. O parlamentar lamenta as mais de 500 mil mortes por Covid-19 no Brasil, mas alega que essa tragédia não é motivo para instaurar um processo de impeachment contra o presidente da República. De acordo com Lira, falta uma circunstância política. O presidente da Câmara ainda afirma que a reforma administrativa deverá ser votada neste ano, mas promete que o texto final não vai afetar a vida dos atuais servidores públicos. Sobre a disputa eleitoral em 2022, com Bolsonaro e Lula no páreo, ele não acredita na possibilidade de uma terceira via.

A CPI da Covid no Senado tem ganhado protagonismo na agenda do Congresso. Qual a sua opinião sobre o trabalho da comissão?

Neste momento, a CPI é um erro. A guerra está no meio. Como é que você vai apurar crime de guerra no meio da guerra? Como vai dizer qual é o certo? Até dois meses atrás, o Chile era a nossa referência. Como está hoje? Por que está desse jeito se já vacinou 60%, 70%? No combate à pandemia, não tem receita de bolo pronta. Você não sabe qual variante (predomina), se fica ou sai de lockdown. A CPI polarizou politicamente e não vai trazer efeito algum, a não ser que pegue alguma coisa.

Há condições de abrir processo de impeachment contra o presidente?

Não é por aí. A minha função no impeachment é de neutralidade. Não sou eu que faço o impeachment. Você quer dizer que o presidente Bolsonaro não tem voto na Câmara para segurar um pedido de impeachment? Que ele não tem base de apoio popular para se contrapor a um pedido de impeachment? Então, o que é que estão querendo? Que eu desorganize o país, que eu comece uma conflagração de 122 votos que querem contra 347 que não querem? Vocês querem testar? O que a população quer é testar? Acha que é o caminho? Vamos testar. O que eu estou dizendo é que o impeachment é feito com circunstâncias, com uma política fiscal desorganizada, uma política econômica troncha. O impeachment é político.

____________________ * Arthur Lira ataca CPI, diz que não abrirá impeachment e se torna cúmplice do genocídio

Arthur Lira

247 – Jair Bolsonaro já cometeu dezenas de crimes de responsabilidade, insulta os brasileiros com suas quebras diárias de decoro, é co-responsável por milhares de mortes por negligenciar a compra de vacinas e empurrar cloroquina para a população, mas será mantido no cargo. Isso porque seu aliado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, disse que não irá acatar nenhum dos mais de 120 pedidos de impeachment que se encontram no Legislativo.

"Neste momento, a CPI é um erro. A guerra está no meio. Como é que você vai apurar crime de guerra no meio da guerra? Como vai dizer qual é o certo?", questiona, em entrevista ao jornal O Globo, aos jornalistas Evandro Éboli e Thiago Bronzatto.

"A minha função no impeachment é de neutralidade. Não sou eu que faço o impeachment. Você quer dizer que o presidente Bolsonaro não tem voto na Câmara para segurar um pedido de impeachment? Que ele não tem base de apoio popular para se contrapor a um pedido de impeachment? Então, o que é que estão querendo? Que eu desorganize o país, que eu comece uma conflagração de 122 votos que querem contra 347 que não querem? Vocês querem testar? O que a população quer é testar? Acha que é o caminho?", questionou. "Vai resolver o quê? É o Mourão que vai resolver?" 

Ele também afirmou que não haverá terceira via nas eleições de 2022. "Lula é um player importante. Presidente duas vezes. O que eu não acredito é em terceira via. Não tem condição. No Brasil, nunca houve isso. Ao menos depois da volta do voto para presidente. Foi Collor e Lula (em 1989), depois anos de Lula contra o PSDB e a Dilma também (contra o PSDB). E, em 2018, o Bolsonaro substitui o PSDB na disputa com o PT. O PT está sempre lá. Por que não estaria nessa?", indagou.

____________________ * Romulo Arantes Neto fala sobre 'Império' e nova série - Patrícia Kogut, O Globo

Anna Luiza Santiago

Romulo Arantes Neto (Foto: Reprodução)
Romulo Arantes Neto (Foto: Reprodução)

Uma rápida olhada no perfil de Romulo Arantes Neto no Instagram é suficiente para constatar que Robertão, personagem de "Império", foi um dos mais marcantes de sua carreira na TV. No ar na reprise da Globo, o ator diariamente recebe uma chuva de comentários sobre o malandro. Ele analisa o motivo de tanto sucesso:

- É impressionante a popularidade que ele tem. Acho que foram vários motivos. Primeiro, pela desconstrução do personagem. Tinha tudo para ser um estereótipo, um clichê superficial. Eu poderia tê-lo feito de forma muito óbvia, mas me entreguei muito, estava focado. Levei nuances de pureza, de ingenuidade. Ele aparece como uma vítima daquela família de crápulas. Acho que gerou empatia, as pessoas se identificaram e o abraçaram. Além disso, Robertão é um cara novo, com corpo bonito. Tem todo aquele apelo sexual. Isso atrai o público. E ele ainda é engraçadíssimo.

As mensagens de fãs mais ousadas se multiplicam a cada aparição do personagem. O ator diz que prefere passar batido por elas:

- Quando vejo que tem teor sexual, já passo adiante. Não gosto dessa energia. Se é brincadeira, adoro. Quando vai para o lado pesado, prefiro rolar a página para baixo. Gosto de olhar o que é bom.

Sempre que tem um tempo livre, Romulo procura assistir à novela. Porém, encontrar brechas na agenda tem sido difícil. É que os dias e as noites dele andam preenchidos por um novo projeto: uma série de comédia da Netflix. Nela, o ator contracena com Fernanda Paes LemeSilvero Pereira, GKay, Raphael Logam, Dhu Moraes, Marcelo Médici, entre outros. Na história, três famílias se veem envolvidas num assassinato num casarão.

É um projeto muito trabalhoso, mas está sendo legal. Meio que todo mundo é protagonista, então, tem bastante gente em cena. É uma galera diferente, cada um com um perfil. O texto do Leandro Soares é ótimo. Como não tive tantas oportunidades de fazer humor na minha carreira, é sempre um aprimoramento. Adoro mudança de rotina e desafio, por mais que já esteja há meses longe de casa - conta ele, que é do Rio de Janeiro, mas grava em São Paulo.

Questionado sobre a saudade da namorada, a modelo argentina Sonia Vasena, nesse período afastado, o ator revela que o relacionamento chegou ao fim após cerca de dois anos:

- Já faz uns dois meses, mas não divulgamos nem nada. Mantenho minha vida muito privada, mas uma hora é importante trazer à tona. Vai que ela começa a namorar outra pessoa, aí cria um ruído. Agora é foco total no trabalho.

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____________________ * Florença: por que os joalheiros de Ponte Vecchio anseiam pela volta dos turistas

Comerciantes aguardam "retorno de americanos"
Laura Rysman/2021/The New York Times
21/06/2021 - 16:21
Ponte Vecchio Foto: SUSAN WRIGHT / NYT
Ponte Vecchio Foto: SUSAN WRIGHT / NYT

Florença — "A Ponte Vecchio vive dos americanos", disse Fadi Ayshoh, diretor de varejo da butique Gold Art, ao colocar um diamante de cinco quilates, que custa 160 mil euros, na vitrine.

— Ele vai ficar aqui até os americanos voltarem. Então, vai vender em um piscar de olhos.

A esperança entre os joalheiros dessa ponte medieval vem aumentando nos últimos dias, desde que a Itália retirou os requisitos de quarentena para viajantes da União Europeia, do Reino Unido e de Israel, e abriu suas portas para um punhado de voos para passageiros com teste negativo de Covid dos Estados Unidos e de outros países.

— Neste verão, não teremos os números que tivemos em 2019, mas haverá pessoas de qualidade, pessoas que realmente amam a Itália  afirmou Ayshoh.

O passado renascentista de Florença é mais evidente na Ponte Vecchio. Seu chão de pedras é cercado por 48 vitrines de joalherias minúsculas, com seu espaço de trabalho que desafia a gravidade, apoiado nas vigas da ponte.

Construída em 1345 na travessia mais estreita do Rio Arno, a Ponte Vecchio era originalmente um mercado de carne e peixe, mas, depois que o corredor Vasari dos Medici foi construído para que a família pudesse atravessar a ponte com conforto, um decreto de 1593 de Ferdinando I de' Medici substituiu as malcheirosas operações por ourives e joalherias. Até hoje, as lojas são reservadas exclusivamente para joalheiros, embora a maioria dos artesãos que colaboram com eles tenha se mudado para locais além da cara faixa comercial da ponte.

Como grande parte do resto da cidade, os negócios feitos lá foram incentivados e agredidos pelo turismo – e então quase desapareceram com a súbita ausência causada pela pandemia.

Antes da disseminação do coronavírus, a Gold Art arrecadava dez milhões de euros (cerca de US$ 12,15 milhões) por ano. Agora, seus três endereços na Ponte Vecchio podem passar semanas sem uma única venda, e, mesmo assim, cada loja tem de pagar de 15 mil a 25 mil euros de aluguel todos os meses.

As peças campeãs de vendas não têm marca: criadas por artesãos nas proximidades, são delicadamente trabalhadas e feitas com técnicas renascentistas de fabricação, desenvolvidas ao longo dessa mesma ponte.

— Nossos clientes as compravam como bala, porque não se consegue essa obra florentina em outro lugar do mundo — garantiu Ayshoh.

Os ourives da cidade há muito tempo são vistos como virtuosos de várias técnicas altamente especializadas, e muitos artistas do Renascimento vieram de suas fileiras, incluindo Donatello, Brunelleschi e Ghiberti.

Em 2019, hotéis e aluguéis de temporada receberam 11 milhões de visitantes, e alguns dos 367 mil habitantes da cidade marcharam pelas ruas para protestar contra essa invasão. Em 2020, o desaparecimento abrupto dos turistas deixou o centro da cidade vazio e o orçamento municipal com um déficit de 160 milhões de euros, 25 por cento do total.

— A cidade de Florença foi invadida – felizmente! – pelo turismo. De que outra forma uma cidade deste tamanho poderia suportar uma ponte cheia de produtos de luxo como estes?  disse Roberto Vaggi, da segunda geração de donos da S. Vaggi, o negócio de joias antigas e prata de sua família na esquina da Ponte Vecchio.

Hoje, dois funcionários da S. Vaggi se mudaram do andar de vendas para um escritório no andar de cima para lidar com pedidos de clientes de longa data por e-mail e telefone – a maneira como os negócios são hoje feitos aqui. Como quase todas as lojas da Ponte Vecchio, a S. Vaggi não tem uma versão on-line.

Entre as antiguidades de Vaggi há pingentes de ouro cortados em favo de mel cravejados de brilhantes e os micromosaicos que eram as lembranças originais do Grand Tour. Sem dúvida, alguns turistas que retornam vão procurar por esses itens, mas outros terão gostos diferentes.

Daniela Messeri Foto: SUSAN WRIGHT / NYT
Daniela Messeri Foto: SUSAN WRIGHT / NYT

A Cassetti, conjunto de quatro lojas familiares na Ponte Vecchio, começou como ourivesaria em 1926. Hoje, suas vitrines são dedicadas a gigantes multinacionais como Rolex, Vacheron Constantin e Cartier – "marcas que os clientes podem comprar em qualquer cidade do mundo", admitiu o proprietário Filippo Cassetti. No entanto, ele também se gabou de introduzir as vendas de relógios diferenciados na Ponte Vecchio, insistindo que "ofertas de luxo como a minha elevam o calibre do turismo, assim como um hotel cinco estrelas".

Quando o último lockdown da região terminou em 17 de abril, apenas os relógios de luxo da Cassetti atraíram um fluxo constante de clientes. O resto da Ponte Vecchio estava desolado, sem a habitual multidão de visitantes fazendo selfies.

Muitas lojas minúsculas ainda não abriram, estando fechadas com madielle, as típicas persianas de madeira pesada com dobradiças de ferro que as têm protegido ao longo dos séculos.

— Costumávamos ver centenas de pessoas por dia em nossas lojas. Agora estamos sozinhos  lamentou Giuditta Biscioni, presidente da Associação Ponte Vecchio, que representa suas lojas. Ela disse que não tinha números anuais de renda, mas estimou que as empresas-membros viram os lucros cair 80 por cento no último ano. E a comunidade artesanal que trabalha com eles é ainda mais vulnerável, afirmou ela, acrescentando: "Quando estamos fechados, eles ficam em uma situação desesperadora."

Embora o governo tenha permitido que oficinas familiares e independentes permanecessem abertas durante os lockdowns, a maioria tinha pouco a fazer – e os artesãos eram elegíveis a apenas alguns pequenos pagamentos de estímulo. Os proprietários das lojas receberam alguma compensação do governo pelo fechamento, embora esta fosse apenas cerca de três por cento da renda perdida. Os funcionários tiveram licenças parcialmente financiadas, mas houve reclamações sobre grandes atrasos nos pagamentos.

Fadi Ayshoh Foto: SUSAN WRIGHT / NYT
Fadi Ayshoh Foto: SUSAN WRIGHT / NYT

"Estamos vivendo dos ganhos do passado agora, e só preparando as coisas para o dia em que os turistas puderem voltar", disse Daniela Messeri, segurando uma pulseira de ouro no Nerdi Orafi, ateliê de sua família desde 1948. O Nerdi, cujas joias artesanais refletem a arte florentina clássica, é uma das 20 oficinas na Casa dell'Orafo, mosteiro ao norte da Ponte Vecchio que há quatro séculos foi convertido em estúdios para ourives e lapidadores.

Os artesãos da Casa dell'Orafo ainda trabalham para as lojas da Ponte Vecchio, mas a própria Nerdi floresceu durante o boom das viagens, quando turistas bem informados compravam diretamente da oficina.

— Todos nós, no centro de Florença, vivemos do turismo, mas alguns ainda tentam manter as velhas tradições — comentou Messeri, enquanto seu ourives gravava um anel de ouro com flores delicadas.

Na Fratelli Piccini, loja que data de 1903, a dona da quarta geração, Elisa Piccini, emprega um dos poucos ourives que ainda permanecem na Ponte Vecchio. "Deveria ter havido regulamentos para ajudar os artesãos antes", disse ela com um suspiro.

Ponte Vecchio Foto: SUSAN WRIGHT / NYT
Ponte Vecchio Foto: SUSAN WRIGHT / NYT

Sua ourives de 21 anos, Carlotta Gambineri, soldava um pingente com contas de granada para um colar de turmalina rosa – um dos muitos desenhos personalizados que ela criou.

— Algumas tradições merecem apoio. E a cidade também. Florença é como um museu. E um museu precisa de um bilhete para entrada e uma capacidade fixa — afirmou Piccini, olhando pela vitrine da butique para o museu Uffizi, rio acima.

____________________ * Osmar Terra culpa STF, governadores e isolamento social pelas 500 mil mortes

Osmar Terra

247 - O deputado Osmar Terra (MDB-RS) fez um discurso negacionista e agressivo na abertura de seu depoimento na CPI da Covid no Senado e acusou o Supremo Tribunal Federal (STF), os governadores e o isolamento social pelas 500 mil mortes na pandemia da Covid-19. O objetivo de Terra foi isentar Bolsonaro: “Nosso presidente não teve poder de fazer nada na pandemia”.

O deputado, que foi o braço-direito de Bolsonaro no Gabinete Paralelo da pandemia, defendeu abertamente a imunidade de rebanho, tese contestada por toda comunidade científica mundial: “É como terminam todas as pandemias, por vacina ou não, pelo contágio que o vírus causa chega num percentual que termina com a pandemia”.

Ele repetiu a narrativa de Jair Bolsonaro e afirmou falsamente que o STF teria restringido a ação presidencial -a decisão da Corte sobre a pandemia foi a de “responsabilidade concorrente” das diversas esferas de poder.

Ele defendeu a tese bolsonarista de que a economia deveria funcionar normalmente durante a crise e criticou o isolamento social: “Eu afirmei que a pandemia estava sendo pautada pelo medo”.

____________________ * Osmar Terra cita Suécia como exemplo de combate à pandemia, onde premiê caiu por apostar na imunidade de rebanho

Deputado Osmar Terra (MDB-RS)

247 - Em depoimento à CPI da Covid, nesta terça-feira (22), o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) citou a Suécia, dizendo que o país tem uma mortalidade por Covid-19 muito menor em comparação com nações onde governos apostaram no isolamento social. 

Na Suécia, o agora ex-primeiro-ministro Stefan Lofven foi afastado devido a uma moção de desconfiança do Parlamento daquele país. Ele apostou na imunidade de rebanho, tese sem comprovação científica para o enfrentamento à pandemia do coronavírus. 

O país europeu também atingiu mais de 1 milhão de casos em uma população de 10 milhões no dia 20 de junho (veja o quadro abaixo).

"Eles podem dar uma lição, mostrar como se enfrenta uma pandemia sem assustar as pessoas, ouvindo que têm que ficar em casa", disse Terra na CPI. 

____________________ * Governo Bolsonaro superfaturou compra de vacina indiana em mais de 1.000%

247 – No momento em que Jair Bolsonaro demonstra total descontrole emocional, um escândalo de corrupção na compra de vacinas pode fragilizar ainda mais o seu desastroso governo. "Documentos do Ministério das Relações Exteriores mostram que o governo comprou a vacina indiana Covaxin por um preço 1.000% maior do que, seis meses antes, era anunciado pela própria fabricante. 

Telegrama sigiloso da embaixada brasileira em Nova Délhi de agosto do ano passado informava que o imunizante produzido pela Bharat Biotech tinha o preço estimado em 100 rúpias (US$ 1,34 a dose). 

Em dezembro, outro comunicado diplomático dizia que o produto fabricado na Índia 'custaria menos do que uma garrafa de água'. Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde pagou US$ 15 por unidade (R$ 80,70, na cotação da época) – a mais cara das seis vacinas compradas até agora", aponta reportagem de Julia Affonso, publicada no jornal Estado de S. Paulo.

"A ordem para a aquisição da vacina partiu pessoalmente do presidente Jair Bolsonaro. A negociação durou cerca de três meses, um prazo bem mais curto que o de outros acordos. No caso da Pfizer, foram quase onze meses, período em qual o preço oferecido não se alterou (US$ 10 por dose). Mesmo mais barato que a vacina indiana, o custo do produto da farmacêutica americana foi usado como argumento pelo governo Bolsonaro para atrasar a contratação, só fechada em março deste ano", aponta a repórter.

____________________ * Bolsonaro diz que é 'milagre' ainda estar governando e defende porte de armas para caso Lázaro, o "serial killer do DF"

Agência Sputnik - Ao discursar para eleitores, presidente diz que algumas mídias querem desmoralizar seu governo ao apresentarem números reais da COVID-19 no país. Bolsonaro também defendeu uso de armas domésticas para combater "serial killer".

Nesta segunda-feira (22) pela manhã, ao falar com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro identificou como um "milagre" o fato de ainda estar governando, apesar da forte pressão popular para o impeachment expressada em protestos no sábado (19), segundo o portal UOL.

O presidente também falou sobre o número emblemático de 500 mil mortos pela COVOID-19 no país e, mais uma vez, afirmou que há uma "jogada política" para que os números sejam maiores do que realmente são, e assim possam prejudicar sua administração.

"As mortes parecem que interessam para a TV Funerária. A TV Funerária entrou em êxtase quando atingiu as quinhentas mil mortes", disse Bolsonaro em referência à emissora Rede Globo.

A emissora vem sendo alvo do presidente e seus apoiadores que a apelidaram de "Globolixo". Na visão dos mesmos, o canal foca em desgastar o governo através da divulgação dos números e da situação da pandemia no país.

Em um ato autoritário e de forte hostilidade à imprensa, ontem (21), Bolsonaro mandou uma repórter da emissora "calar a boca" quando a mesma lhe perguntou sobre o porquê de o presidente não ter usado máscara nos passeios de motocicleta que têm feito com eleitores.

Irritado, Bolsonaro disse que "chega como quiser, onde eu quiser, eu cuido da minha vida. Se você não quiser usar máscara, não usa". Em seguida, o mesmo tira a máscara e pergunta se a repórter está feliz.

"Essa Globo é uma m**** de imprensa. São uma porcaria. Cala boca! Vocês fazem um jornalismo canalha", disse o presidente.

Porte de Armas

Na mesma conversa com apoiadores, Bolsonaro comentou a pergunta de um deles questionando o caso de Lázaro Barbosa, conhecido como "serial killer do Distrito Federal", o qual a polícia tenta capturar há duas semanas.

Lázaro Barbosa é procurado desde o dia 9 de junho por ter assassinado quatro pessoas de uma mesma família com tiros e facadas. Desde o início da fuga, o mesmo invadiu pelo menos 12 propriedades rurais e fez uma série de reféns, segundo o G1.

O presidente respondeu que apesar de o criminoso ter entrado em uma casa, ele não ficou no local ficou porque o dono do imóvel portava uma arma, e disse que "no que depender de mim, todo mundo que quiser vai ter arma. Os vagabundos têm", de acordo com a mídia.

"Parece que ele tentou invadir uma casa aí, não entrou porque o cara estava armado. Não é o Estatuto do Desarmamento que vai dar tranquilidade para você", disse Bolsonaro.

Em fevereiro, o governo desburocratizou parte dos procedimentos sobre uso de armas no país. A medida, divulgada no site do governo federal, aumentou a clareza sobre a regulamentação, reduziu a discricionariedade de autoridades e deu garantia de contraditório e ampla defesa para quem as possuí.

Em janeiro, a Polícia Federal registrou aumento de 90% em 2020, em comparação a 2019, de novos registros de armas de fogo no Brasil, sendo também o maior número já registrado pela PF. Esses números compreendem apenas as armas de fogo que vão ficar nas mãos de civis, segundo o G1.

____________________ * Inocência de Lula não pode ser usada para inocentar Nardes, RBS/Globo, bancos e multinacionais na Zelotes - Jeferson Miola

Por Jeferson Miola

Ex-presidente Lula e o ministro do TCU Augusto Nardes

A Operação Zelotes foi deflagrada em março de 2015 para investigar crimes de sonegação fiscal e previdenciária por grandes grupos econômicos e por ricaços no âmbito do CARF, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.

Ao menos 70 empresas figuravam na investigação – Bradesco, Banco Safra, Santander, Bank Boston, Mundial-Eberle, Mitsubishi, Gerdau, Camargo Correa, RBSTV/Globo etc e, também, o Partido Progressista, do atual presidente da Câmara dos Deputados.

E, claro, como de hábito, forçaram a inclusão do Lula na denúncia, o alvo predileto de procuradores, juízes e policiais federais que corromperam o Estado de Direito. Afinal, todas e quaisquer maneiras de incriminar Lula valiam a pena.

A valores da época [2015], a sonegação praticada por este punhado de grupos poderosos em apenas 8 anos superava os R$ 20 bilhões. O Grupo RBS, afiliado da Rede Globo que controla e monopoliza o noticiário no sul do país, era acusado de sonegar R$ 671,52 milhões [em 2015].

A fraude para redução da dívida milionária da RBS teria sido efetivada por intermédio da empresa Planalto Soluções e Negócios, pertencente ao sobrinho e ex-sócio do conselheiro do TCU João Augusto Nardes, ex-deputado do PP, partido pelo qual Maluf e Bolsonaro foram deputados por vários mandatos.

Augusto Nardes, vale lembrar, foi peça-chave para a fabricação da tese farsesca das pedaladas fiscais no TCU, aquela que deu asas para o impeachment fraudulento da Presidente Dilma.

Com a tese farsesca do Nardes em mãos, o PSDB pagou R$ 45 mil a Janaína Paschoal, Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo pela elaboração do pedido de impeachment da presidente Dilma, endossado pelo gângster Eduardo Cunha.

O justo reconhecimento da inocência do ex-presidente Lula nesta acusação farsesca, em que jamais poderia ter sido citado, não pode agora ser usado para inocentar o conselheiro Nardes, do TCU, a RBS/Globo, bancos, grandes empresas e multinacionais.

Afinal, neste momento de prioridade máxima para a compra de vacinas e para o socorro financeiro ao povo brasileiro em situação de desespero, é preciso recuperar os cerca de R$ 25 bilhões, a valores atuais, que foram sonegados por um punhado de grupos econômicos que conspiram contra a economia nacional.

____________________ * Leonardo Sakamoto - Diante de 500 mil mortos, ministro pede que olhemos o lado bom da vida

Colunista do UOL

19/06/2021 17h39

Em uma releitura da épica cena final de "A Vida de Brian", clássico da comédia produzido pelo grupo inglês Monty Python, o ministro das Comunicações Fábio Faria (PSD) praticamente pediu aos brasileiros que olhassem o lado bom da vida no dia em que ultrapassamos as 500 mil mortes por covid-19.

"Em breve vcs verão políticos, artistas e jornalistas 'lamentando' o número de 500 mil mortos. Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do 'quanto pior, melhor'. Infelizmente, eles torcem pelo vírus", tuitou, neste sábado (19), nas redes sociais.

Na cena final, à beira da morte, Brian, o protagonista do filme, é chamado a ver o lado bom de tudo aquilo. Dezenas de condenados fazem um coro com ele, cantando e assobiando "Always Look On The Bright Side", uma música feliz.

O filme do Monty Python é uma forte crítica ao fanatismo nos tempos modernos e uma sugestão para não seguirmos incondicionalmente outras pessoas e ideias. O que cabe como uma luva para esta era de berrante e rebanho.

A questão é que choramos os 500 mil mortos porque uma boa parte deles não são uma fatalidade, mas resultado de um projeto. Atuando diligentemente para atrasar a compra de vacinas, desincentivar o uso de máscaras, sabotar o isolamento social e promover remédios inúteis contra a doença, Bolsonaro estendeu desnecessariamente a duração da pandemia achando que iria encurtá-la.

Quem adotou o "quanto pior, melhor", na verdade, foi o presidente da República, que atuou para uma contaminação ampla da população, visando a uma imunidade coletiva que nunca chegaria, uma vez que o coronavírus sofre mutações e mata reinfectados. E, ainda que fosse possível, centenas de milhares a mais morreriam se a estratégia de Bolsonaro não sofresse resistência.

Foi ele, portanto, quem torceu pelo vírus, ajudando-o a dilacerar famílias e produzir desempregados - 14,8 milhões deles, para ser mais exato, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua.

Em nossa pior guerra, tivemos o azar de ter no comando um capitão que só pensa em terceirizar responsabilidades a prefeitos e governadores para chegar com chances na eleição de outubro de 2022.

O discurso do ministro vai ao encontro do usado pelo presidente em outras ocasiões. No dia 11 de fevereiro, o presidente já havia nos sugerido engolir a tristeza: "Não adianta ficar em casa chorando, não vai chegar a lugar nenhum", afirmou. E em 7 de abril, repetiu a dose para que não ficassem dúvidas: "Não vamos chorar o leite derramado". Mortos por covid viraram leite derramado.

Muitos dos que foram às ruas protestar contra Bolsonaro em centenas de cidades de todo o país, neste sábado, queriam transformar a dor de seu luto em força para mudança, pressionando por uma saída do governo ou, pelo menos, para que ele abandone sua necropolítica a fim de que outros 500 mil mortos não se tornem realidade.

Já não bastasse levarem nosso direito à vida e ao emprego, também nos roubam o nosso sagrado direito ao luto.

Ou como resumiu Chico Buarque, aniversariante do dia:

"O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá."

____________________ * Leonardo Sakamoto - Para atingir Doria, Bolsonaro sabota CoronaVac e põe nossas vidas em risco

Colunista do UOL

16/06/2021 10h38

Jair Bolsonaro sabotou mais uma vez a saúde pública, colocando a vida de brasileiros em risco, na noite desta terça (15), ao mentir sobre a vacinação. Disse que muita gente que toma a CoronaVac "não desenvolve anticorpo nenhum" e que "essa vacina não tem comprovação científica ainda". Testes científicos comprovaram que ela desenvolve sim anticorpos e protege a população.

Desta vez, as declarações não foram dadas a um rebanho num cercadinho, mas a uma afiliada da Record de Rondônia.

A maioria dos brasileiros quer vacina no braço, mas vem crescendo a recusa do produto desenvolvido pelo laboratório chinês Sinovac e finalizado no Instituto Butantan. Com a declaração, ele ajuda a criar dúvidas desnecessárias, levando pessoas a peregrinar entre postos de saúde para encontrar a vacina desejada, colocando suas vidas e as de outros em risco.

Tem sido hercúleo o esforço de médicos e cientistas para explicar que qualquer um dos imunizantes que estão sendo aplicados em território nacional tem qualidade e é capaz de nos levar à verdadeira imunidade coletiva - quando uma parcela superior a 75% da população está vacinada e o vírus reduz consideravelmente a sua circulação. E não aquela falsa, via contaminação geral, como quer o presidente.

Bolsonaro ataca a CoronaVac no mesmo dia em que o governador de São Paulo João Doria confirmou o que todos já sabiam: que ele quer disputar a presidência da República, pelo PSDB, em 2022. E isso não é mera coincidência.

As investigações da CPI da Covid deixaram claro que, se dependesse do presidente, os brasileiros morreriam afogados em cloroquina sem vacina no braço. Ele, que ignorou ofertas de dezenas de milhões de doses de imunizantes no ano passado, que poderiam ter salvo dezenas de milhares de brasileiros, só se mexeu porque Doria estava prestes a aplicar a CoronaVac nos paulistas.

O presidente vem atacando esse imunizante desde o ano passado por conta da disputa política com o governador. Chegou até a humilhar o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, publicamente ao desautorizar a compra de 46 milhões de doses. Mas teve que botar o rabo entre as pernas e fechar contratos de aquisição da "vacina chinesa", neste ano, quando viu que seria atropelado por uma população desesperada por ser imunizada.

Continuou, contudo, batendo publicamente na China, produtor de matéria-prima tanto da CoronaVac quanto da AstraZeneca - produzida pela Bio-Manguinhos/Fiocruz, o que atrapalhou a remessa de insumos, como mostram documentos da CPI.

Excita, assim, a parcela de 14% da população feita de seus seguidores mais fiéis. Nela residem os terraplanistas que acreditam que o gigante asiático implante chips nas vacinas para controlar as pessoas.

E contando que os brasileiros não têm memória, defendeu, na mesma entrevista à TV, nesta terça, que a vacina da Pfizer "tem mais credibilidade" que a CoronaVac.

Isso contrasta com o que afirmou em 17 de dezembro do ano passado sobre o imunizante: "Se você virar um jacaré, é problema de você. Se você virar Super-Homem, se nascer barba em alguma mulher aí ou algum homem começar a falar fino, eles [Pfizer] não têm nada a ver isso".

O governo Bolsonaro recebeu 81 mensagens dessa farmacêutica oferecendo sua vacina. Se tivesse aceitado a oferta de agosto, os brasileiros teriam começado a ser imunizados ainda em dezembro. Não quis. Contava com a cloroquina e com as previsões do chefe do Gabinete das Sombras, Osmar Terra, de que a pandemia iria passar. Não passou. E estamos às portas das 500 mil mortes agora.

Depois de tudo isso, na última segunda (14), ele ainda pediu à Pfizer para antecipar as doses. E nem ficou corado diante de tamanha cara de pau.

Bolsonaro continua governando para esses 14%, porque são eles que vão às ruas, a pé, de moto ou de carro, para mostrar que ele tem apoio. E são eles que vão ajudar a inundar as redes e aplicativos de mensagens com conteúdo falso na eleição do ano que vem. E são eles que vão começar tumultos caso seu líder perca nas urnas.

Em nome de sua reeleição, topa tudo. Inclusive continuar sabotando a vacinação. Afinal, o que é a saúde dos brasileiros frente à possibilidade de perpetuação do bolsonarismo?

____________________ * Leonardo Sakamoto - PSOL defende Boulos para governador e diz que PT quer indicar até 'síndico'

Colunista do UOL

15/06/2021 12h19

Incomodados com pressões para que Guilherme Boulos (PSOL) abandone a pré-candidatura ao governo do Estado de São Paulo e saia para deputado federal em 2022, lideranças do PSOL propõem que Fernando Haddad (PT) candidate-se para senador em uma chapa com Boulos como governador.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto tem, nos últimos meses, cumprido uma agenda de pré-candidato, viajando por cidades do interior de São Paulo. Semana passada, realizou encontros em cidades da região de Campinas.

"Boulos é um dos maiores defensores de apoiar uma candidatura de Lula no PSOL já no primeiro turno. E, com isso, compra brigas internas porque sempre tivemos candidato. Mas se o PT não quiser dar nenhuma reciprocidade ao projeto político do PSOL, o apoio do partido vai ficar difícil", afirma uma das lideranças.

Um grão-petista favorável ao apoio a Boulos lembrou à coluna que, com a saída de Marcelo Freixo rumo ao PSB, o PT perde a justificativa de que já estava apoiando um quadro relevante do PSOL. Defende que a máquina estadual petista sobrevive sem lançar candidato, referindo-se à necessidade de palanque para a (re)eleição de deputados federais e estaduais do partido. Ele avalia que Haddad é um nome nacional, mas sempre é pressionado a assumir tarefas locais do partido.

Outra liderança petista ouvida pela coluna diz que é justo o pleito de ambos os partidos e que não é uma escolha fácil. Mas entende que a unidade da esquerda depende de sacrifícios de todos os lados. "Temos que ver por aqui se o partido está disposto a sacrifícios."

Uma liderança nacional do PSOL afirma que se o PT não fizer um gesto político, vai ficar claro que não aprendeu a compartilhar. "Se a linha hegemonista prevalecer, querendo preencher cargo para presidente, para governo, para síndico de prédio, aí não tem diálogo", afirma.

De acordo com Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, nesta terça (15), parte das lideranças do PT em São Paulo defende que Boulos apoie Haddad e receba apoio de petistas para a sucessão de Ricardo Nunes na eleição municipal em 2024.

Uma das lideranças psolistas ouvidas disse à coluna que não dá para confiar em uma promessa de apoio para eleições futuras. "Se acreditam em aliança, por que não apoiar agora?" E, ironizando uma tradicional reclamação petista, afirmou: "Querem que a gente desista estando na frente da pesquisa?"

Citam pesquisa Atlas, divulgada em maio, em que o coordenador do MTST aparece numericamente à frente do ex-prefeito de São Paulo com 17% a 14,6%. No cenário sem Haddad, Boulos vai a 26,3%, e no cenário sem o psolista, o petista vai a 25,3%. Levantamento de Paraná Pesquisa, também divulgado em maio, aponta Haddad com 13,4% e Boulos com 11,4%.

Boulos tem afirmado a interlocutores que o seu grupo político foi o mais leal ao ex-presidente Lula fora do PT. E que, na eleição municipal de 2020, declarou que se Fernando Haddad resolvesse disputar a prefeitura, ele não sairia candidato.

O PSOL precisa de palanques relevantes para garantir que continue tendo acesso à estrutura partidária por conta da cláusula de barreira. Enquanto dialoga com o próprio PT em São Paulo, vem conversando também com o PDT, o PC do B e a Rede.

No dia 30 de abril, Boulos e o pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) almoçaram em São Paulo, acompanhados dos presidentes de seus partidos, Juliano Medeiros e Carlos Lupi. No cardápio estava a eleição para o governo do Estado de São Paulo em 2022.

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____________________ * 'DISTORÇÃO', diz ministro após post sobre 500 mil mortos por covid

____________________ * Análise: Olga Curado - Bolsonaro em dia de fúria contra a imprensa passa recibo do medo que sente

O capitão NÃO aprende sobre a IMPORTÂNCIA da VIDA. _____________________________________________ NEM sobre a DOR da MORTE.

____________________ * Kotscho: Nem na DITADURA vi um governo tratar DESTA FORMA VIL a imprensa - Bolsonaro xinga repórter da Globo de CANALHA e manda CALAR a BOCA 

____________________ * MA afasta policiais após matarem jovem que desejou 'boa sorte' a Lázaro

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____________________ * Inocência de Lula não pode ser usada para inocentar Nardes, RBS/Globo, bancos e multinacionais na Zelotes - Jeferson Miola

____________________ * Leonardo Sakamoto - Diante de 500 mil mortos, ministro pede que olhemos o lado bom da vida

____________________ * Leonardo Sakamoto - Para atingir Doria, Bolsonaro sabota CoronaVac e põe nossas vidas em risco

____________________ * Leonardo Sakamoto - PSOL defende Boulos para governador e diz que PT quer indicar até 'síndico'

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