A DEMOCRACIA ACABOU DE ENTRAR EM COMO PROFUNDO COM PAZUELLO
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TÁTUDUDOMINÁDO. PARABÉNS aos BRASILÓIDES.
Brasil, a ETERNA república dos BANANAS, está com a democracia em coma profundo e com os DIAS CONTADOS.
The Economist: 'conduta de Bolsonaro é DIGNA de IMPEACHMENT e Congresso poderia fazer o trabalho'
Bolsonaro TRANSFORMOU o Exército num AMONTOADO de Pazuellos
"Comando do Exército se curva ao fascista Bolsonaro", diz Ivan Valente
Rodrigo Maia diz que Bolsonaro implanta “chavismo de direita” no Brasil
“As portas da indisciplina militar foram escancaradas”, diz Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa, após perdão a Pazuello
Agora militar pode participar de manifestações políticas como bem entender', critica o vice-presidente da Câmara
Noblat: "Bolsonaro poderá chamar, e com razão, o Exército de 'meu Exército'
Pazuello jantou o Exército
Bolsonaro encosta a anarquia militar na eleição de 2022
Mãe de Miguel: "Racismo está escancarado. Resolveram caso Henry rapidinho"
Manuela D'ávila desabafa sobre agressões e conta que FILHA de CINCO ANOS recebeu AMEAÇAS de ESTUPRO
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The Economist: 'conduta de Bolsonaro é digna de impeachment e Congresso poderia fazer o trabalho'

247 - A revista The Economist, uma das maiores publicações da Inglaterra, afirmou em edição desta semana que o Brasil está diante da maior ameaça à democracia desde o fim da ditadura militar e cobrou ação do Congresso Nacional pelo impeachment de Jair Bolsonaro.
"Em março, o Sr. Bolsonaro demitiu o ministro da Defesa, que segundo relatos recusou-se a enviar o Exército às ruas para forçar a reabertura dos comércios. Se perder a reeleição em 2022, alguns pensam que ele pode não aceitar o resultado. Ele lançou dúvidas sobre o voto eletrônico, assinou decretos para ‘armar o público’ e gabou-se de que ‘só Deus’ irá tirá-lo [do poder]”, diz a revista.
Na sequência, o texto cobra a saída de Bolsonaro do Palácio do Planalto. “Na verdade, o Congresso do Brasil poderia fazer o trabalho sem intervenção divina. A conduta dele provavelmente pode ser qualificada como digna de impeachment, incluindo crimes de responsabilidade como pedir as às pessoas para desafiar lockdowns, ignorar ofertas de vacinas e demitir autoridades para proteger os filhos”.
Quem herdar o Brasil de Bolsonaro, segundo a publicação, pegará "um país danificado e dividido”.
Pannunzio: Bolsonaro transformou o Exército num amontoado de Pazuellos

247 - O jornalista Fábio Pannunzio criticou em suas redes sociais nesta quinta-feira (3) a decisão do Exército em não punir o general Eduardo Pazuello, que agiu com indisciplina ao participar de um ato político ao lado de Jair Bolsonaro.
“Bolsonaro dobrou a bravura e a hierarquia no Exército Brasileiro. Transformou a Força num amontoado de Pazuellos. Os generais do alto-comando são todos Pazuello”, disse o jornalista.
Saiba mais
O Exército divulgou nesta quinta-feira (3) comunicado informando que o comandante da força, general Paulo Sérgio Oliveira, decidiu não punir o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello por sua participação em ato político a favor de Jair Bolsonaro em 23 de maio.
Como militar da ativa, Pazuello não poderia ter comparecido ao protesto, segundo regimento do Exército.
“Acerca da participação do General de Divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na Cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general. Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado”, diz a nota.
"Comando do Exército se curva ao fascista Bolsonaro", diz Ivan Valente

247 - Pelas redes sociais, parlamentares e lideranças políticas comentaram a decisão do comandante do Exército, general Paulo Sérgio Oliveira, de não punir o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello por sua participação em ato político a favor de Jair Bolsonaro.
"Lamentável!", classificou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). "Exército acaba de encerrar processo contra Pazuello por transgressão pela participação em ato político. Força aceitou o argumento de que a manifestação com o presidente Bolsonaro era apenas uma voltinha de moto!", acrescentou.
O também deputado federal Ivan Valente (PSol-SP) disse que a decisão foi um "atentado à democracia".
"Comando do Exército se curva ao fascista Bolsonaro e não vai punir Pazuello ,mesmo ele desrespeitando o regulamento do Exército. Está instalada a anarquia militar e poder ao guarda da esquina. Impeachment já e povo na rua contra golpistas. Vergonha SRs Generais!", escreveu o parlamentar.
"Nosso exército decidiu não punir Pazuello por participar de comícios com Bolsonaro. Provavelmente só acompanhava Bolsonaro como médico, para lhe aplicar eventualmente cloroquina e ozônio Rabial, se necessario. Portanto, no exercício da profissão", ironizou o ex-senador Roberto Requião (MDB-PR).
Rodrigo Maia diz que Bolsonaro implanta “chavismo de direita” no Brasil

247 - "Cada vez tenho maior convicção: estamos vivendo um chavismo de direita", afirmou o ex-presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia (RJ).
O comentário foi após o comando do Exército informar, por meio de nota, que o comandante da força, general Paulo Sérgio Oliveira, decidiu não punir o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello por sua participação em ato político a favor de Jair Bolsonaro em 23 de maio.
"Está na hora da Câmara discutir a PEC da deputada @perpetua_acre que veda aos militares da ativa a ocupação de cargo de natureza civil na administração pública. Já assinei meu apoiamento", escreveu o parlamentar em suas redes sociais.
“As portas da indisciplina militar foram escancaradas”, diz Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa, após perdão a Pazuello

247 - O ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, em entrevista concedida à TV 247 nesta quinta-feira (3), considera que “as portas da indisciplina militar foram escancaradas”, após o Exército declarar que não irá punir o general Eduardo Pazuello, que ignorou as leis da caserna e participou de um ato político pró-Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro.
Rebelo classificou a participação de Pazuello no ato como uma “manifestação muito grave de indisciplina, liderada pelo presidente da República”.
“O artigo 142 da Constituição diz que as Forças Armadas são subordinadas à disciplina e à hierarquia. Esses princípios não admitem relativismos, ou eles valem para todos ou para ninguém. Não pode haver disciplina para o cabo e o soldado, se não há para o general”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de um golpe de Estado no país, ele considera que “a decisão gera um ambiente de insegurança. Mas não vejo que Jair Bolsonaro ou as Forças Armadas tenham condições de impor a força no Brasil, a não ser que queiram um banho de sangue”.
O ex-ministro também ressaltou que “o presidente é o comandante supremo das Forças Armadas, mas está subordinado a um documento superior a ele, que é a Constituição”. “Portanto, o presidente tem todas as prerrogativas, menos a de romper com os critérios que a Constituição estabelece”, acrescentou.
Seguindo suas críticas ao general Pazuello, ele destacou como “gravíssimo uma corporação que possui canhão, fuzil, aviões e navios de guerra participar da vida política do país”. “Política não pode ser das Forças Armadas. Como irão participar, com fuzis?”, perguntou.
Em sua visão, "os militares são vítimas de Bolsonaro". “Ele destituiu o ministro da Defesa sem nenhuma causa, destituiu também os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Ele fez por capricho”.
Apesar do grave momento que o país enfrenta, Rebelo é otimista. “O Brasil caminha para superar esse período de desorientação e irá enfrentar esse período indigno”.
Altman: "generalato se alinha a Bolsonaro e constitui a coluna vertebral do governo neofascista"

247 - O Jornalista Breno Altman usou suas redes sociais nesta quinta-feira (3) para criticar a decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello, após ele ignorar as leis da caserna e participar de um ato político com Jair Bolsonaro. Segundo o jornalista, a decisão expõe que o “generalato se alinha a Bolsonaro e constitui a coluna vertebral do governo neofascista”.
“A absolvição do general Eduardo Pazuello, pelo comando do Exército revela o óbvio: o generalato se alinha a Bolsonaro e constitui a coluna vertebral do governo neofascista. O resto é conversa para boi dormir, à esquerda ou à direita, papo de gente desinformada ou ajoelhada”, disse o jornalista.
Saiba mais
O Exército divulgou nesta quinta-feira (3) comunicado informando que o comandante da força, general Paulo Sérgio Oliveira, decidiu não punir o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello por sua participação em ato político a favor de Jair Bolsonaro em 23 de maio.
Como militar da ativa, Pazuello não poderia ter comparecido ao protesto, segundo regimento do Exército.
“Acerca da participação do General de Divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na Cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general. Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado”, diz a nota.
Em lives, Arthur Weintraub detalhou funcionamento do "gabinete paralelo", com "300 pessoas na rede de contatos"

247 - Ex-assessor da Presidência, Arthur Weintraub esclareceu como funcionava, ou funciona, o chamado "gabinete paralelo" que orienta Jair Bolsonaro a como gerir a pandemia de Covid-19 no Brasil. A Folha de S. Paulo informou nesta quinta-feira (3) que Weintraub realizou duas lives pelo YouTube com o médico anestesista Luciano Dias Azevedo em 2020 e 2021 e ambos explicaram o sistema de aconselhamento presidencial.
Arthur Weintraub é idealizador do gabinete paralelo e Luciano Dias Azevedo é um dos próceres da defesa do suposto "tratamento precoce" contra a Covid-19. Ele inclusive chegou a ser citado pela médica Nise Yamaguchi durante depoimento à CPI da Covid na terça-feira (1).
A existência do gabinete paralelo é uma das principais teses dos senadores da CPI, que acreditam haver um grupo fora do Ministério da Saúde, formado por negacionistas e alheios à medicina, responsável por aconselhar Bolsonaro sobre a crise sanitária.
Em uma das lives, Arthur Weintraub disse que cerca de 300 pessoas orientavam Bolsonaro. Em 8 de julho de 2020, Azevedo agradece Weintraub por ter criado o grupo paralelo. "Eu quero te agradecer [Arthur], muito obrigado por essa jornada, de dias e noites que conversamos tanto, estudamos tanto juntos, discutimos tanta coisa. Você começou isso lá no começo de março [de 2020], pedindo para juntar gente para estudar [tratamento precoce]".
Weintraub então responde o colega, admitindo que o médico também foi responsável pela criação do gabinete. ”Você juntou um grupo gigante. As pessoas não sabem. Você deve ter umas 300 pessoas na tua rede de contatos, networking, só da hidroxicloroquina. Você é antenado, você sabe o que está acontecendo lá fora”.
Em conversa neste ano, Azevedo diz que Arthur Weintraub atuou junto ao ex-ministro da Educação Abraham Weintraub ao coletar supostas evidências da eficácia do tratamento precoce e foi quem apresentou a Bolsonaro as teses. "Arthur começou a buscar junto com o Abraham para achar soluções para o país e para os hospitais e levava os artigos para o presidente ler. O presidente foi entendendo a doença, foi entendendo as possíveis soluções, o tratamento [precoce] era uma das soluções".
Ele ainda cita diversos médicos que participaram do aconselhamento paralelo, inclusive Nise Yamaguchi. “Fomos construindo e agregando, aí veio o Zanotto, veio o Paulo, que é um colega da Unifesp que trabalha na área de linguística, o Marcelo, a Nise, o Wong, o Zeballos, a Marina, Luciana, Jorge, Zimmermann, já são mais de 10 mil. Entre fevereiro e março [de 2020] éramos nós que estávamos estudando, o Arthur tentando conectar esse pessoal todo”.
Agora militar pode participar de manifestações políticas como bem entender', critica o vice-presidente da Câmara

247 - O deputado Marcelo Ramos (PL-AM), vice-presidente da Câmara, criticou a decisão do Exército de não punir o general e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por participar do ato político de apoio a Jair Bolsonaro no dia 23 de maio, no Rio de Janeiro.
"O Exército não decidiu arquivar a denúncia contra Pazuello. O Exército decidiu que agora militar pode participar de manifestações políticas como bem entender. Isso não será bom para uma instituição que tem o respeito do povo brasileiro", afirmou Marcelo Ramos.
Leia também matéria da Rede Brasil Atual sobre o assunto:
O Comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, decidiu arquivar processo administrativo contra o também general Eduardo Pazuello, aberto após o ex-ministro da Saúde participar de um ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. Na ocasião, Pazuello subiu em um carro de som no aterro do Flamengo para exaltar Bolsonaro, após passeio de moto do presidente com apoiadores.
Em nota divulgada nesta quinta (3), o Centro de Comunicação Social do Exército afirma que Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira “acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general. Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado”.
Transgressões
De acordo com Regulamento Disciplinar do Exército, instituído por decreto em 26 de agosto de 2002, configura-se em transgressão “Manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”. A nota não diz se Pazuello foi autorizado a participar. O Estatuto dos Militares, definido na Lei 6880, de 1980, não deixa qualquer margem: “são proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos de superiores quanto as de caráter reivindicatório ou político”.
Pouco mais de dois meses após deixar o ministério da Saúde, Pazuello foi nomeado no dia 1º de junho por Bolsonaro para um cargo na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Nesse meio tempo, o general chegou a ser reincorporado ao Exército. O general comandou a pasta da Saúde por cerca dez meses. No período, a Brasil saltou de aproximadamente 218 mil casos e 15 mil mortes para quase 11,5 milhões de registros e cerca de 280 mil vítimas fatais pela covid-19.
Noblat: "Bolsonaro poderá chamar, e com razão, o Exército de 'meu Exército'

247 - O jornalista Ricardo Noblat disse que Jair Bolsonaro já pode chamar o Exército de "meu Exército". O comentário nas redes sociais se refere à decisão do comandante do Exército, general Paulo Sérgio Oliveira, de não punir o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello por sua participação em ato político a favor de Jair Bolsonaro,
"Bolsonaro poderá chamar, e com razão, o Exército de "meu Exército". A maioria dos generais do Estado Maior queria punir Pazuello. O comandante, Paulo Sérgio Nogueira, decidiu que não. O germe da anarquia política ganhou passe livre para circular dentro dos quartéis", escreveu Noblat.
Pazuello jantou o Exército - Aquiles Lins

Por Aquiles Lins
O Comando do Exército decidiu nesta quinta-feira (3) que não irá punir o general e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por ter participado do ato político de apoio a Jair Bolsonaro no dia 23 de maio, no Rio de Janeiro.
Segundo a nota da Corporação, o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Oliveira, concordou com os argumentos pífios apresentados pelo militar, de que a o desfile de motocicletas e o posterior comício não eram um “evento político-partidário”, porque Bolsonaro não é filiado a um partido político no momento.
A disciplina e a hierarquia são os dois pilares mais importantes de sustentação do Exército. Ao abrir mão da disciplina para o flagrante delito do general Pazuello, hoje secretário de Assuntos Estratégicos do governo, o Exército abre um precedente perigoso que vai dificultar conter novos atos de indisciplina praticados por membros da corporação.
O Exército reforça com esta atitude o fato de que está submetido ao projeto político neofascista de Jair Bolsonaro. O general e vice-presidente Hamilton Mourão já havia alertado que uma punição a Pazuello seria importante para evitar “anarquia nas Forças Armadas”.
Ao sair impune e com a autorização para atuar politicamente sendo um general da ativa, Eduardo Pazuello pode passar a mão na barriga e dizer com convicção que “jantou” o Exército, parafraseando a gíria dos bolsonaristas quando se referiram ao depoimento de Pazuello à CPI da Covid.
Está tudo dominado.
O vírus e o micro-ondas - Alex Solnik
Por Alex Solnik

Por Alex Solnik
A resposta demolidora de Luana Araújo a um dos senadores cloroquiners, que esgrimia, pela enésima vez a tese do tratamento precoce e do vale-tudo “para salvar vidas”, ontem, na 15a sessão da CPI da Covid, merece entrar no rol de frases célebres da história do Brasil:
“Se eu colocar o vírus no micro-ondas ele morre, senador. Nem por isso vou mandar meu paciente entrar no forno duas vezes por dia”.
Pela Ciência ou pela Vaidade? - Roberto Xavier
Por Roberto Xavier

Que me desculpem quem gostou da Dra. Luana Araújo, mas ela só não está atuando no Ministério da Saúde porque os bolsonaristas não deixaram.
Eu também fiquei encantado com seu currículo admirável, sua postura assertiva, sua articulação intelectual invejável e sua defesa fervorosa da Ciência, mas não precisava passar 10 dias trabalhando de graça para saber que não seria efetivada no cargo.
Todos os "motivos políticos" que fizeram o Ministro Queiroga passar atestado registrado em cartório da sua total falta de autonomia na condução do combate a pandemia já eram conhecidos.
Qualquer um que acompanha a postura negacionista desse governo sabe que o Quartel General do combate a pandemia fica no palácio do Planalto e não no Ministério da Saúde. Uma pessoa tão inteligente como ela se mostrou hoje deveria ter percebido isso antes mesmo do convite para o cargo.
Podia ter declinado do convite assim como fez outros colegas infectologistas que ela mesma convidou para atuar ao seu lado no Ministério sem passar pelo constrangimento de ser demitida antes mesmo de assumir.
Não o fez porque alguma simpatia devia ter pelo governo ou, como mínimo, pelo Ministro que tem se mostrado um Pazuello de jaleco.
Mas se declinasse do convite perderia a oportunidade de tentar se tornar a grande responsável pela reversão dos números e dos rumos da pandemia no país. Não aconteceu, não vai acontecer, mas era previsível.
"A vaidade é, definitivamente, meu pecado favorito!". John Milton, personagem interpretado por Al Pacino na cena final de “Advogado do Diabo”, filme de 1997.
Análise: Josias de Souza - Bolsonaro encosta a anarquia militar na eleição de 2022

Josias de Souza
Colunista do UOL
03/06/2021 18h36
O Brasil está transtornado com a conjuntura em que se misturam quase 500 mil mortos por covid e mais de 14 milhões de desempregados. Um país submetido a encrencas desse tamanho não precisa de novas crises. Mas Bolsonaro acaba de criar um problema novo: a anarquia militar. Ao poupar o general Eduardo Pazuello de uma punição por participar de ato político ao lado de Bolsonaro, o comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira rasgou os regulamentos militares e subverteu o mais valioso princípio de uma força armada: o princípio da autoridade.
Há uma semana, Pazuello reconhecia em privado que cometera um erro ao participar de um comício com Bolsonaro, o Alto Comando do Exército cobrava um enquadramento e o vice-presidente Hamilton Mourão dava a punição como favas contadas. "A regra tem que ser aplicada para evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças", dizia o general Mourão. A regra previa punição que poderia variar de mera advertência a prisão. Não foi aplicada. Pior: Pazuello foi premiado com um cargo na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência. Escancararam-se as portas para a anarquia.
Essa anarquia tem ingredientes radioativos. O primeiro deles é o acréscimo de um general da ativa na tropa de militares que comandam escrivaninhas no Planalto. O segundo é a ponte que Bolsonaro constrói ligando o gabinete presidencial aos quartéis. Ele cultiva a simpatia de sargento e suboficiais. O terceiro é o apoio de policiais militares que agridem e atiram balas de borracha contra opositores que expressam antipatia por Bolsonaro nas ruas.
O quarto ingrediente é o aviso de Bolsonaro de que não aceitará o resultado da disputa presidencial de 2022 se uma eventual derrota for contabilizada em votos não impressos. O arquivamento do processo disciplinar contra Pazuello adicionou a essa mistura tóxica um quinto elemento.
Até aqui, Bolsonaro dizia "meu Exército" e todo mundo achava que ele se referia a uma ficção. Agora, o Exército informa que pertence mesmo ao presidente, não ao Estado brasileiro. Bolsonaro encostou na disputa presidencial de 2022 a anarquia militar.
Reportagem: Nina Lemos - Mãe de Miguel: "Racismo está escancarado. Resolveram caso Henry rapidinho"

Nina Lemos
Colunista de Universa
03/06/2021 16h34
Há um ano, a então trabalhadora doméstica Mirtes Renata Souza, de 34 anos, enterrava seu filho único, Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos, morto no dia 2 de junho de 2020, depois de cair do 9º andar de um condomínio de luxo em Recife (PE), conhecido como Torres Gêmeas.
Na mesma semana, ela teria acesso a um vídeo, filmado dentro do elevador do prédio, que mostrava que sua ex-patroa, Sarí Cortes Real, colocou o menino sozinho dentro do elevador e apertou o botão de um andar alto do prédio.
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"Como babá de Henry, já vi patrões agredirem filho. Tive medo de denunciar"

Mirtes trabalhava havia quatro anos para Sarí e seu marido, Sérgio Hacker (PSB), que à época era prefeito de Tamandaré (PE), cidade a 104 Km do Recife. No início da pandemia, com o filho sem aula e sem a opção de ficar em casa, levou ele para o trabalho. No momento da queda de Miguel, Mirtes estava passeando com o cachorro e Sarí, que fazia as unhas, ficou responsável por olhar Miguel.
Nesse um ano de dor, a vida de Mirtes mudou completamente. "Infelizmente eu tive que lutar", diz ela a Universa por telefone. Em busca de justiça por seu filho, participa de reuniões, passeatas e acompanha o processo contra a ex-patroa.
Sarí Cortes Real foi autuada por homicídio doloso (sem intenção de matar). Ela foi indiciada pela polícia e denunciada pelo Ministério Público de Pernambuco por abandono de incapaz que resultou em morte. Foi presa, mas pagou uma fiança de R$ 20 mil e aguarda o julgamento em liberdade.
As duas agora cobram dos ex-patrões direitos trabalhistas na Justiça. Após a morte de Miguel, foi revelado que Mirtes e sua mãe, Marta Alves, eram lotadas como servidoras da Prefeitura de Tamandaré embora trabalhassem como funcionárias domésticas da família do então prefeito, Sérgio Hacker. Sarí e o marido já foram condenados pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 386 mil para a família de Mirtes (sua mãe também trabalhava para a família Cortes Real) por dano moral coletivo. Mirtes diz que ainda não recebeu um tostão.
Em busca de justiça, a ex-trabalhadora doméstica entrou na faculdade de direito. A estudante passou o aniversário de morte de Miguel em uma passeata —usando uma uma máscara com fotos do menino impressa, ela pedia que fosse feita justiça para ele e para outras crianças negras. E também para que as empregadas domésticas fossem mais respeitadas para que esse tipo de crime não se repetisse. Leia a seguir a entrevista à coluna:
UNIVERSA - Você passou o aniversário de um ano da morte do seu filho em uma passeata pedindo justiça para ele. Você teve um momento de luto, de ficar triste, de cama?
Mirtes Souza - Infelizmente, não. Não pude viver o luto pelo meu filho. Eu preciso estar lutando. São 365 dias lutando pela justiça pela morte do meu filho. Se ele não fosse uma criança negra, não seria assim. Agora, faço faculdade de direito e estou estudando para ajudar outras mães. Organizamos a "Semana Internacional de Justiça pelo Menino Miguel"; Mas não estamos pensando só nele, mas em todas as crianças negras que estão morrendo. Os casos são tratados com muita diferença.
Olha o quanto está escancarado o racismo! No caso do menino Henry Borel (morto em março), a polícia resolveu rapidinho. E as crianças de Belford Roxo? Onde elas estão? Vai fazer seis meses! Essas mães negras estão sofrendo porque não conseguem encontrar seus filhos e a polícia não se empenha.
No caso do Henry, em uma semana, os culpados estavam presos. E o João Pedro (morto em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, em maio de 2020)? São muitas crianças negras que não tiveram justiça.
Você está cursando direito. O que pretende fazer, além de lutar por justiça para o Miguel?
Vou continuar ajudando as mães de crianças negras que são vítimas de crimes. E a maneira de ajudar elas que eu encontrei foi fazer minha faculdade de direito e advogar No futuro posso ser juíza ou promotora para ajudar essas mães. E quero tentar mudar esse Judiciário racista e classista. Não quero que outras mães passem pelo que estou passando hoje.
Você estava trabalhando no meio do lockdown quando seu filho morreu. Muitas empregadas domésticas tiveram que fazer o mesmo?
No período do lockdown rigoroso aqui em Recife, ali nas Torres Gêmeas (o condomínio onde ela trabalhava), muitas empregadas continuaram trabalhando. Elas não podiam sair, ficavam encarceradas.
Falavam que elas podiam contaminar os patrões. Mas os patrões saíam, né? Eu fui contaminada pelo marido da Sarí e passei o coronavírus para a minha mãe e para o meu filho. Fiquei muito preocupada, minha mãe é idosa e grupo de risco. E não tive nem folga quando estava com covid. Tive que levantar de uma cama e trabalhar passando mal, com febre e com fome, porque me sentia tão mal que não conseguia comer.
Em que pé está o processo contra Sarí Cortes Real?
O processo está indo devagar, parando por causa de irregularidades. Falta escutar três testemunhas de defesa da Sarí. E deram endereço errado de uma testemunha para atrasar o processo. Ouviram uma testemunha sem a presença dos meus advogados, a que eu tenho direito. Estamos lutando agora para anular esse erro que eles cometeram. E isso não é minha obrigação. Os advogados de Sarí que deveriam estar fazendo isso. Mas para ela está bom, ela está solta.
Não aconteceu nada? Você não recebeu nenhuma indenização?
Não, não aconteceu nada. Ela pagou a fiança e foi solta. No caso de processo trabalhista, eles entraram com recurso para evitar o pagamento dos nossos direitos trabalhistas. Eles estão adiando uma coisa que sabem que vão ter que me pagar.
Poxa, já não basta o que eles me fizeram, o crime que cometeram com o meu filho? Agora não querem pagar o que me devem?
O que você espera que aconteça? Tem esperança que justiça seja feita?
Eu confio na Justiça. Estou estudando para ser jurista porque acredito na Justiça. O que eu quero? Que ela pague. Ela vai pagar e ser presa pelo crime que ela cometeu. E o conselho que eu dou para as outras mães é: lute.
Manuela D'Ávila desabafa sobre agressões e conta que filha de 5 anos recebeu ameaças de estupro
A ex-deputada federal e candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT) nas eleições presidenciais de 2018 Manuela D'Ávila (PCdoB-RS) usou as redes sociais para desabafar sobre a violência na política e denunciar ameaças de estupro que sua filha, Laura, de 5 anos, recebeu. Ela conta que também foi ameaçada de morte, após o pai de um aluno da escola da menina, tirar uma foto e vazar em grupos de WhatsApp.
“Ontem à noite, em um debate, me perguntaram se eu não sinto vontade de desistir. Sim, eu sinto. Todos os dias. Ao contrário do que muitos pensam, a violência política está cada vez mais intensa. O último mês foi muito agressivo e me impactou muitíssimo”, comentou.
“Um pai da escola de Laura (cuja identidade conhecemos o que torna tudo ainda mais cruel) tirou uma fotografia de Laura e a entregou para os grupos que distribuem ódio nas redes. A partir disso, todo o submundo da internet passou a usar a imagem dela para nos agredir”, contou a ex-deputada federal.
“São muitos anos de violência. Como vocês sabem, quando Laura ainda era um bebê de colo, foi agredida fisicamente em função de uma mentira distribuída amplamente na internet. De lá pra cá, muitas coisas aconteceram", revelou.
"Mas nenhuma jamais havia envolvido sua escola e algum pai de colega. Foi devastador lidar com isso. Ver a imagem sendo usada por toda essa gentalha que vive as nossas custas, diz que é político e só faz o mal foi uma violência imensa”, desabafou.
Manuela também afirmou que dias depois chegaram ameaças. “Poucos dias depois chegaram as ameaças de estupro para ela (que tem cinco anos!!!) e nova ameaça de morte para mim. A Polícia já acompanha o caso. O que é evidente que não diminui o medo, a tristeza, a culpa por ver as pessoas que mais amo submetidas a essa gente inescrupulosa”, relatou.
“São anos vivendo assim. A gente mal toma ar de uma agressão e vem a próxima. Mas quando a gente respira a gente lembra que tem um mundo pra mudar. Que tem um genocida no governo. Que tem mãe enterrando filho e filho enterrando mãe. Que tem criança trabalhando. Se todos os dias tenho vontade de desistir, todos os dias me lembro das imensas razões que temos para continuar”, concluiu.
Gleisi: Exército abre flanco para insubordinação de militares e policiais

247 - A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, classificou como "submissão vergonhosa" a decisão do Exército de NÃO punir o general Eduardo PAZUELLO pela participação no ato político de apoio a Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, no dia 23 de maio.
"Exército livrar a cara de Pazuello é abrir flanco pra insubordinação de militares e policiais.
Caso fica ainda pior quando ignora atitude política do general, infração das regras da pandemia e gestão nefasta do ex-ministro na Saúde.
É SUBMISSÃO VERGONHOSA a Bolsonaro", disse Gleisi pelo Twitter.
Leia também matéria da agência Reuters sobre o assunto:
O Comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, considerou que a presença do ex-ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello, em ato político no Rio de Janeiro no fim de maio NÃO CONFIGUROU prática de TRANSGRESSÃO disciplinar
e decidiu ARQUIVAR o procedimento administrativo contra o colega, informou nota do Exército nesta quinta-feira.
Pazuello participou, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, de evento com apoiadores e chegou a fazer discurso ao microfone.
Regulamento disciplinar do Exército considera transgressão a manifestação de militares da ativa a respeito de assuntos de natureza político-partidária.
"Acerca da participação do general de Divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general", diz a nota.
"Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello.
Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado", acrescenta a nota.
Na terça-feira, Bolsonaro nomeou Pazuello secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, meses após substituí-lo como ministro da Saúde durante uma onda mortal da Covid-19 no Brasil.
O ato que suscitou o procedimento disciplinar no Exército ocorreu no fim de maio, pouco depois de depoimento do ex-ministro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que apura a gestão federal no combate à pandemia, em especial no Amazonas, Estado mais atingido pela doença, além de possíveis irregularidades em repasses de recursos da União a entes federativos.
Tanto Pazuello quanto Bolsonaro NÃO utilizavam MÁSCARAS de proteção e havia concentração de apoiadores.
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