____________________ * "ACABOU, BOLSONARO": impeachment EXPLODE nas REDES após o ESCÂNDALO COVAXIN ____________________ * (FALSA) EQUIVALÊNCIA entre LULA e BOLSONARO é o novo ANTIPANTIPETISMO
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____________________ * "ACABOU, BOLSONARO": impeachment EXPLODE nas REDES após o ESCÂNDALO de corrupção da COVAXIN
____________________ * LUIS MIRANDA confirma na CPI que foi RICARDO BARROS o deputado citado por Bolsonaro na corrupção da COVAXIN
____________________ * WASSEF se tranca no banheiro feminino do Senado e é retirado por segurança (vídeo)
____________________ * CPI: aliados de Bolsonaro mostram desespero e comprovam pressão sobre governo no caso Covaxin
____________________ * Opinião: Entendendo Bolsonaro - EQUIVALÊNCIA entre LULA e BOLSONARO é o novo ANTIPETISMO
____________________ * Análise: Dá para se aposentar com R$ 1 milhão? Veja o rendimento em 4 aplicações
____________________ * Presidente da CPI da Covid, Omar Aziz rebate ataque de Carla Zambelli com música 'Espanhola'
____________________ *Lula reconstrói a hegemonia da esquerda no Brasil - Emir Sader
____________________ * 52,2% desaprovam governo Bolsonaro, diz Pesquisa Fórum
____________________ * Lula lamenta morte de Bisol, vice em sua chapa em 1989
________________ * CANCELAR compra SUPERFATURADA da Covaxin NÃO 'apaga' CORRUPÇÃO, diz Randolfe
________________ * É CEDO DEMAIS para dizer "ADEUS BOLSONARO"?
____________________ * 'Golpe acabou com a Petrobras', diz Guilherme Estrella
____________________ * Folha BLINDA BOLSONARO e vira PIADA nas REDES sociais: ____________________ "SAÚDE SABIA dos riscos da Covaxin e MANTEVE contrato"
____________________ * GOVERNO dos GENERAIS está AFOGADO num MAR de CORRUPÇÃO e de MORTES
____________________ * PERIGO: querem derrotar os atos usando os "FILHOTES" de BOLSONARO
____________________ * PRIVATIZAÇÃO da ELETROBRAS será CRIME COMPARÁVEL à venda da VALE
____________________ * “O jornalismo NÃO É um CRIME ”, diz Biden, sobre jornal (TABLÓIDE?!?) fechado em Hong Kong
____________________ * "Não basta sair Salles, tem que tirar Bolsonaro. Ele é o negacionista", diz Minc, ex-ministro do Meio Ambiente
____________________ * ISADORA POMPEO critica campanha LGBTQIA+ e comete gafe no português
____________________ * Flávio Bolsonaro vai à Justiça contra Witzel, que denunciou bolsonarismo e milícias em CPI da Covid
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____________________ * "Acabou, Bolsonaro": impeachment explode nas redes após o escândalo de corrupção da Covaxin

247 - As manifestações pedindo o impeachment de Jair Bolsonaro explodiram nas redes sociais, depois dos depoimentos do deputado Luis Miranda e do seu irmão, Luis Ricardo Miranda, que reiteraram à comissão a denúncia de corrupção na compra da vacina Covaxin, da Bharat Biotech. O servidor Luis Ricardo Miranda disse que sofreu “pressão atípica” para agilizar a compra dessa vacina. O deputado Luis Miranda reafirmou que comunicou o presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a situação.
Questionado por muitos senadores, e após responder repetidas vezes que não se lembrava, o deputado Luís Miranda admitiu que foi Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, o deputado citado por Jair Bolsonaro no encontro no Palácio da Alvorada que estaria envolvido na corrupção da compra da Covaxin. Segundo Luis Miranda, Bolsonaro, neste dia, teria “dado a entender” que “não tem força” para combater o “grupo” deste deputado.
Após os depoimentos na CPI, as hashtags "Acabou Bolsonaro" e "Bolsonaro vai cair" e "impeachment" estão entre os temas mais comentandos do Twitter. Confira reações:
Leia também reportagem da agência Reuters sobre os depoimentos à CPI da Copvid:
BRASÍLIA (Reuters) - Na conversa que tiveram com o presidente Jair Bolsonaro para relatar irregularidades identificadas em processo de importação para uso emergencial no país da vacina indiana contra Covid-19 Covaxin, os irmãos Miranda ouviram do presidente avaliação que o caso era "grave" e poderia ter o envolvimento de um parlamentar.
A afirmação foi relatada pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nesta sexta-feira, reunião marcada por interrupções, bate-bocas e clima bastante tenso entre os senadores. O parlamentar chegou ao Congresso para o depoimento vestindo um colete à prova de balas.
"Eu levei para a pessoa certa, na minha opinião, que deveria dar o devido provimento ao assunto, que é o presidente da República", disse o deputado à CPI.
"O presidente entendeu a gravidade. Olhando os meus olhos, ele falou: 'Isso é grave!' Não me recordo do nome do parlamentar, mas ele até citou um nome pra mim, dizendo: 'Isso é coisa de fulano'. Não me recordo. E falou: 'Vou acionar o DG (diretor geral) da Polícia Federal, porque, de fato, Luís, isso é muito grave, isso que está ocorrendo'", relatou Luís Miranda.
Mais tarde, questionado por muitos senadores, e após responder repetidas vezes que não se lembrava, Luís Miranda admitiu que o nome a que Bolsonaro se referia era o do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Miranda chegou a se emocionar e manifestou sua preocupação com eventuais consequências por revelar o nome.
Em seu perfil do Twitter, Barros negou ter participado de qualquer negociação em relação à compra da Covaxin.
"'Não sou esse parlamentar citado'. A investigação provará isso. Também não é verdade que eu tenha indicado a servidora Regina Célia como informou o senador Randolfe. Não tenho relação com esse fatos", publicou o líder, referindo-se a servidora que atua como fiscal do contrato envolvendo o imunizante indiano.
O deputado decidiu procurar o presidente a partir de relato do irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, responsável por setor de importação da pasta, que teria identificado irregularidades no processo.
Dentre os pontos considerados suspeitos estava a previsão de pagamento antecipado de 100% do valor, o repasse para uma offshore, a Madison Biotech --que não constava do contrato--, e ainda a estimativa de envio de uma quantidade menor de doses do que as contratadas, além dos custos da importação.
Na conversa com o presidente, os irmãos também relataram -- e declinaram os nomes-- de superiores hierárquicos de Luís Ricardo que o estariam pressionando para dar andamento à compra.
Um desses superiores hierárquicos era o então coordenador de Logística coronel Marcelo Bento Pires, seu chefe, que teria, inclusive se encontrado com representante da Precisa, empresa que negociava a compra da Covaxin, em um fim de semana.
"Durante toda a execução desse contrato, diversas mensagens recebi, ligações, chamadas no gabinete sobre o status do processo desse contrato", disse o servidor.
PROPINA
Outro ponto que chamou a atenção de senadores diz respeito a print de troca de mensagens por aplicativo entre os dois irmãos. Em uma das conversas, o servidor da Saúde contava ao irmão que um colega da pasta, de nome Rodrigo, mencionava "um rapaz" que estaria cobrando propina na venda de vacina.
"O ministério estava sem vacina e um colega de trabalho, Rodrigo, servidor, me disse que tinha um rapaz que vendia vacina e que esse rapaz disse que estavam cobrando propina", disse Luís Ricardo, na mensagem de WhatsApp com o irmão.
A CPI da Covid no Senado quer convocar o servidor mencionado.
Luís Ricardo comentou ainda, em outra mensagem, que a pressão que recebia de chefes no Ministério da Saúde para dar andamento à processo de importação da Covaxin divergia do tratamento dispensado a outras importações relacionadas à Covid-19.
"Milhões de seringas chegando, milhões de coisas, importações sobre Covid, nunca recebi uma ligação de ninguém, de empresa, de diretor, de secretário-executivo, de assessor de secretário, ninguém. Já nesse, meu amigo, o que tem gente em cima pressionando e falando, aí você já fica com o pé atrás", diz o servidor em mensagem de áudio ao irmão, divulgada nesta sexta na CPI.
Ao prestar seu compromisso de dizer a verdade antes de começar seu depoimento, o deputado Luís Miranda afirmou que não iria apresentar "narrativas", mas fatos, com documentos.
Seu irmão, por sua vez, que acabava de desembarcar de viagem aos Estados Unidos para acompanhar a entrega de doses da vacina da Janssen doadas ao Brasil, destacou que não é filiado a nenhum partido: "meu partido é o SUS".
CONFORMIDADE
Em comunicado, a Bharat Biotech, empresa que fabrica a vacina indiana Covaxin, informou que a Madison Biotech integra seu grupo e que foi fundada em 2020 para vendas globais e marketing de vacinas. Acrescentou que todas as empresas do grupo "aderem aos mais altos padrões de conformidade e são regidas por um código muito rigoroso de práticas éticas e governança corporativa".
"Rejeitamos e negamos veementemente qualquer tipo de alegação ou implicação de qualquer irregularidade com relação ao fornecimento da Covaxin", diz a empresa em nota.
Nesta semana, em nota, a Precisa Medicamentos, que representa no Brasil a Bharat Biotech, também negou irregularidades. A empresa disse que as tratativas com a pasta seguiram todos os caminhos formais de forma transparente.
A Secretaria de Imprensa da Presidência da República foi procurada para comentar as declarações de Bolsonaro relatadas pelo deputado, mas até a publicação desta reportagem, não havia se manifestado.
Senadores governistas empenharam-se nesta sexta-feira em afirmar que não houve irregularidade uma vez que o documento inicial para a importação das vacinas foi corrigido.
Na mesma linha, integrantes do governo e o próprio presidente vêm afirmando, ao longo desta semana, quando o caso veio à tona, que a compra não foi efetuada.
O Ministério da Saúde também foi procurado para comentar o relato de pressão dos integrantes da pasta ao servidor para que desse andamento à importação, mas também não foi possível obter resposta até o momento desta publicação.
____________________ * Luis Miranda confirma na CPI que foi Ricardo Barros o deputado citado por Bolsonaro na corrupção da Covaxin

247 - O deputado federal Luis Miranda (DEM) confirmou à CPI da Covid no Senado, na noite desta sexta (25), que foi Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, o deputado citado por Jair Bolsonaro no encontro no Palácio da Alvorada que estaria envolvido na corrupção da compra da Covaxin. Segundo Luis Miranda, Bolsonaro, neste dia, teria “dado a entender” que “não tem força” para combater o “grupo” deste deputado.
Ministro da Saúde durante o governo Michel Temer, Ricardo Barros é suspeito de favorecer empresas ligadas a Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, a representante da Bharat Biotec no Brasil para o fornecimento da vacina Covaxin.
A confissão aconteceu logo após a fala do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que afirmou que Luis Miranda não tinha coragem de dizer que o nome era de Ricardo Barros.
“Está lhe faltando coragem para falar o nome de Ricardo Barros”, declarou Vieira. “Quando o senhor diz que não se lembra, está ofendendo a inteligência dos senadores, dos brasileiros, e perdendo uma oportunidade”, completou o senador.
Miranda respondeu: “Existem momentos na nossa vida que seria melhor esquecer o que a gente escutou”. “O senhor não teve coragem de dizer o nome, eu tenho: Ricardo Barros”, disse então Vieira. “Essa CPI já sabe o caminho que ela tem que seguir. Se ela fizer o ‘follow the money’, provará que estamos vivendo uma ilusão”, devolveu o depoente.
Logo depois, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) assumiu a fala na CPI e voltou a estimular Miranda a responder que se tratava de Ricardo Barros, que ele poderia ter coragem de revelar e não precisaria ter medo de Comissão de Ética na Câmara. O depoente então finalmente confirmou: “Foi o deputado Ricardo Barros que o presidente falou”. Confira o momento no vídeo abaixo:
Antes, o deputado Luis Miranda havia dito que no encontro de 20 de março de 2021, quando levou a Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, as suspeitas de corrupção no contrato da Covaxin com o Ministério da Saúde, a reação do presidente foi digna de quem está com as mãos atadas. "Bolsonaro cita pra mim assim: ‘vocês sabem quem é, né? Vocês sabem que ali é foda e tal. Se eu mexo nisso aí, vocês sabem que merda que vai dar. Vocês sabem que é o fulano, né?'”, disse o parlamentar, sem citar o nome de Ricardo Barros.
Em seu depoimento, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda afirmou que uma colega - Regina Celia Silva Oliveira - teria dado o aval para a importação da Covaxin, vacina indiana contra a Covid-19, ao Brasil, sendo que tal prerrogativa é de Miranda.
O jornalista Leandro Demori, do site The Intercept Brasil, revelou pelo Twitter que Regina Celia foi indicada para o cargo por Ricardo Barros. Durante seu questionamento, o senador Rogério Carvalho questionou Luis Miranda se o deputado acusado por Bolsonaro seria Ricardo Barros. Mas o denunciante desconversou e disse não se lembrar do nome do parlamentar mencionado.
____________________ * Wassef se tranca no banheiro feminino do Senado e é retirado por segurança (vídeo)

247 - O vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede), nesta sexta-feira, 25, e questionou a ida ao Senado Federal do advogado Frederick Wassef, amigo do clã Bolsonaro. Randolfe destacou que o bolsonarista foi sem máscara ao local.
Wassef foi reclamar do pedido de quebra de sigilo contra ele e dizer que os senadores estão citando seu nome a todo momento. "Senador Randolfe, venha aqui fora", disse, tumultuando a casa Legislativa.
A repórter Sarah Teófilo, do Correio Braziliense, afirmou no Twitter que “ele entrou no banheiro feminino, ainda no telefone, e se trancou. O segurança veio e pediu pra ele sair. Ele saiu e ficou uns 15 minutos falando”.
____________________ * CPI: aliados de Bolsonaro mostram desespero e comprovam pressão sobre governo no caso Covaxin

247 - A base governista está especialmente exaltada na sessão desta sexta-feira (25) na CPI da Covid, dia em que vem à tona um provável escândalo de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo Bolsonaro. Depõem no Senado o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda.
Nas primeiras horas da sessão, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo Bolsonaro, demonstrou diversas vezes estar muito irritado, fazendo falas aos gritos e interrompendo o relator, Renan Calheiros (MDB-AL).
“O Fernando Bezerra que está aqui hoje não é o Fernando Bezerra que eu conheço, está muito nervoso”, chegou a comentar o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI.
Outro senador bolsonarista, Marcos Rogério (DEM-RO) tentou fazer justificativas absurdas em relação à negociação da Covaxin e fez perguntas sem sentido, irritando os colegas. Segundo ele, a “pressa” era em virtude de comprar vacina e salvar vidas.
Sobre o fato de o servidor ter sido pressionado diretamente pelo diretor da Precisa Medicamentos, algo atípico em negociações do governo, e em horários anormais (à noite e no final de semana), Marcos Rogério questionou: “agora trabalhar até mais tarde é problema?”.
“Tá mais perdido do que cego em tiroteio”, comentou a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) sobre as perguntas de Marcos Rogério.
O momento que gerou o maior bate-boca, no entanto, foi quando Marcos Rogério acusou Luis Miranda de ter “motivação” para estar ali, denunciando o governo Bolsonaro. Irritados, os senadores presentes questionaram o parlamentar governista sobre qual seria a motivação. “Qual é a motivação dele?”, indaga Aziz. “Não, senador…não”, Marcos Rogério.
Após intenso bate-boca generalizado, a sessão foi interrompida por dez minutos.
No intervalo da CPI, o senador Marcos do Val (Podemos-ES), mais um defensor do governo, chegou a empurrar fisicamente o deputado Luis Miranda. Confira no vídeo abaixo:
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Departamento de Defesa dos EUA revela relatórios sobre OVNIs

247 - O Departamento de Defesa dos Estados Unidos revelou o relatório sobre “UFO” (sigla em inglês para objetos voadores não identificados, OVNI), nesta sexta-feira, 25. Os documentos tratam de objetos desconhecidos sobrevoando o espaço aéreo e militar do país nas últimas décadas.
O relatório, no entanto, não é confidencial. O documento examinou 144 relatórios do que o governo chama de “fenômeno aéreo não identificado”, mas não encontrou evidências de que esses OVNIs representassem vida extraterrestre ou mesmo um grande avanço tecnológico de Rússia ou China, como alegam alguns norte-americanos.
“Não temos indicações claras de que haja qualquer explicação não terrestre para eles, mas iremos aonde os dados nos levarem”, disse um funcionário do governo, de acordo com a CNN.
____________________ * Opinião: Entendendo Bolsonaro - EQUIVALÊNCIA entre Lula e Bolsonaro é o novo ANTIPETISMO

Entendendo Bolsonaro
Colunista do UOL
25/06/2021 11h44
* Cesar Calejon
Sem demonstrar elementos sólidos para corroborarem as suas afirmações, muitos membros da direita liberal, que por vezes tentam ser percebidos como "centristas equilibrados", incluindo jornalistas, empresários, filósofos, atores, atrizes e figuras públicas de forma mais ampla, tentam reformular o antipetismo com base na falácia que pretende caracterizar o ex-presidente Lula e Jair Bolsonaro como dois fundamentalistas de extremos opostos a serem combatidos pelo bem do Brasil.
Órfãos do lavajatismo e da pretensa "luta contra a corrupção", essa parcela da população que, via de regra, mas não invariavelmente, é branca, heterossexual e residente nos metros quadrados mais caros do país, ignora a sua responsabilidade considerando a ascensão do próprio bolsonarismo em 2018 e busca agora dar nova roupagem ao intento de criminalizar os partidos (e líderes) à esquerda no espectro político-ideológico, afirmando que esses seriam grupos extremistas em busca de delírios comunistas, o que caracterizaria uma posição antípoda, porém tão radical quanto, à adotada pelo atual presidente da República.
Esse movimento é extremamente perigoso, tendo em vista precisamente os efeitos que ele foi capaz de produzir da última vez que foi implementado, porque, a despeito dos argumentos jurídicos oficiais que foram utilizados, o antipetismo foi a principal narrativa do impedimento de 2016 e virou uma espécie de mantra que dispensava a verificação da sua veracidade para a maior parte da população brasileira naquele momento.
Fundamentalmente, os grupos que hoje se esforçam para caracterizar o ex-presidente Lula como um radical avançaram o antipetismo para destituir, à margem da lei, a então presidenta Dilma e para impedir o próprio Lula de concorrer no último pleito presidencial. O raciocínio reducionista que foi usado com muita eficácia na ocasião afirmava que o PT era uma "quadrilha" liderada pelo político mais corrupto da nação e que teria "quebrado o Brasil".
Dessa forma, o projeto de impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, abalou as instituições do Brasil a tal ponto, que, depois do processo, a institucionalidade brasileira foi literalmente destruída e o resultado final pode ser contado em números absolutos de mortes atualmente.
O Poder Executivo vagou na incerteza do governo Temer, o Poder Legislativo estava completamente desmoralizado e o Poder Judiciário ganhou um protagonismo que foi muito além do que efetivamente permite a Constituição do Brasil. Ou seja, o impeachment catalisou a desestruturação completa das nossas instituições.
Uma simples análise, contudo, basta para desmontar a nova tentativa de reavivar o antipetismo, assim como também era suficiente para desacreditar a falsa ideia na primeira ocasião.
Ao avaliarmos indexadores como a taxa de conversão do dólar estadunidense frente ao real brasileiro, o preço médio do litro da gasolina, do botijão de gás de cozinha, o volume das reservas internacionais, o PIB nacional e a posição da economia do Brasil frente aos outros países do mundo, o índice de Gini e a atual taxa de desemprego, por exemplo, torna-se evidente que as administrações Lula e Bolsonaro simplesmente não podem ser vistas como dois polos radicalmente opostos e igualmente deletérios para o Brasil.
No dia 19 de junho de 2013, quando as Jornadas de Junho atingiram o ápice das manifestações populares e o processo de desestabilização da República foi agudizado, o dólar americano valia R$ 2,1783 (compra). Hoje, estamos em R$ 5,02. No fim daquele ano, no dia 1º de dezembro, o litro da gasolina custava, em média, R$ 2,59. Hoje, estamos em mais de R$ 5. Nessa mesma data, o botijão tradicional de gás de cozinha custava R$ 42,44. Hoje, custa acima de R$ 100.
A desocupação oficial, ainda em dezembro de 2013, era de 4,3%, menor taxa já registrada desde o início da série histórica, que foi iniciada em março de 2002, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Atualmente, dados apontam que encerraremos o ano com 14,5%.
Ainda no governo petista, em setembro de 2015 e com o antipetismo assumindo força total, as reservas internacionais do Brasil junto à sociedade internacional eram de US$ 370,8 bilhões e o país chegou a ser a sexta maior economia do mundo. Hoje, esse valor caiu para US$ 356,88 bilhões e não estamos sequer entre as principais dez maiores economias do planeta.
Aumentamos o valor do Índice de Gini: de 0,498 em 2013 para 0,509 em 2020, segundo ano do governo Bolsonaro. Boa notícia, certo? Não. Infelizmente, esse indexador significa que, quanto mais alto o número, mais desigual é o país. Vale ressaltar que todos esses dados são fornecidos por instituições sérias e idôneas, muitas vezes internacionais e que não possuem sequer elementos (ou interesse) para participar do nosso jogo geopolítico doméstico.
Frente à destruição sem precedentes promovida pelo bolsonarismo, as últimas pesquisas de opinião parecem deixar claro que a população brasileira tem memória — e, principalmente, senso de sobrevivência.
____________________ * Análise: Entendendo Bolsonaro - RIR de PERCALÇOS da VACINAÇÃO é MARCA do BOLSONARISMO ONLINE


Entendendo Bolsonaro
Colunista do UOL
16/06/2021 11h10
[RESUMO] Enquanto a comunidade científica e as autoridades sanitárias do mundo quebram a cabeça para entender as curvas epidemiológicas no interior de cada realidade, os bolsonaristas riem. Para o bolsonarismo, rir das tragédias é um marcador de identidade, um gesto de insubordinação e passo adiante rumo à utopia de um antigoverno.
* Murilo Cleto
Nas últimas semanas, o jornalismo tem se dedicado a repercutir estudos e hipóteses que ajudam a explicar por que alguns países têm tido dificuldade em controlar a pandemia, mesmo com uma cobertura vacinal mais ampla. Enquanto Israel e Estados Unidos, por exemplo, têm conseguido fazer despencar rapidamente a curva de contaminações e mortes, Chile e Uruguai seguem numa situação difícil.
Há algo que salta aos olhos para quem acompanha o compartilhamento dessas notícias no Facebook: rigorosamente todas elas são inundadas por reações de riso. Como se sabe, em 2016 a rede de Mark Zuckerberg liberou cinco opções além do usual "curtir" para as interações. A ideia era tornar o comando o mais próximo possível do sentimento que se gostaria de externar e, desta forma, proporcionar uma experiência algo mais humana para os usuários.
Claro, também há outras razões, sobretudo mercadológicas. Com a variedade de botões, fica mais fácil para o Facebook entender melhor a personalidade de cada um e assim organizar com mais precisão o conteúdo que, pelo algoritmo, será gerado nas timelines. Marcas e políticos também têm se aproveitado disso para se reinventar ou oferecer produtos personalizados.
De fato, era estranho "curtir", por exemplo, a notícia da morte de alguém. Agora, com as opções "triste" e "força" - essa última criada para dar conta do volume de obituários durante a pandemia -, é possível ser menos deselegante.
Isso nunca impediu, no entanto, que fossem aplicados dezenas - às vezes centenas ou milhares - de "haha" nas notícias mais trágicas. Há exceções, além das marcações involuntárias, por óbvio, mas a grande maioria dos distribuidores de risos em posts sobre a crise sanitária vem da extrema-direita. Vacinas, máscaras, qualquer coisa: se algo deu errado, as gargalhadas estão entre as reações predominantes.

O que explica isso?
O bolsonarismo sempre canta vitória
Muito já se disse sobre o papel da máquina de desinformação bolsonarista, mas é possível seguir por outro caminho. Não importa o que aconteça, o bolsonarismo sempre canta vitória.
Recorro a um primeiro exemplo mais distante: quando foi divulgado o conteúdo da reunião ministerial de 22 de abril de 2020, depois de um primeiro período de descoordenação, a direita governista passou a difundir a ideia de que aquelas imagens na verdade teriam garantido, com dois anos e meio de antecedência, a reeleição do presidente.
O que se revelou ali era grave: Bolsonaro assumia que queria a Polícia Federal (PF) prestando contas de seus atos pessoalmente a ele. Mas os bolsonaristas comemoraram. Estaria ali, com os palavrões e os ataques aos adversários políticos e demais poderes, a demonstração de que aquele Jair que se conhecia através das redes sociais e da comunicação institucional era de verdade - em meio a um sistema de mentira.
A bala de prata que a oposição tanto ficou esperando para enfim obter o impeachment sempre esteve ali. Aliás, antes mesmo da divulgação do vídeo. Na coletiva que convocou para horas depois do desembarque do então ministro da Justiça Sergio Moro, Bolsonaro já tinha dito que queria interferir na PF, sim. Ele nunca se defendeu. O bolsonarismo nunca se defende.
Em governos normais, quando estoura algum escândalo, os ministros correm para fornecer dados para a equipe de comunicação, que se defende como pode. Com o bolsonarismo, não é assim que funciona. Diante de qualquer novo caso, o presidente já sabe a resposta. Não precisa se defender. É só falar da mãe do jornalista ou insinuar algo de teor sexual.
O bolsonarismo não se explica nem se defende porque isso seria se submeter ao escrutínio da opinião pública. Seria reconhecer a legitimidade dos órgãos de vigilância e os freios e contrapesos de uma democracia funcional. Mas, aos bolsonaristas, uma democracia funcional não interessa. É na crise generalizada que eles se criam - e é apostando no aprofundamento dela que se perpetuam.
Além da reunião ministerial, há outros exemplos ainda mais excêntricos de comemoração bolsonarista. Quando, no ano passado, a inflação de alimentos disparou, os governistas disseram tratar-se de um desdobramento natural das medidas de isolamento social para conter o avanço da covid-19 - medidas essas a que eles sempre se opuseram. Essa também teria sido a causa da debandada da montadora Ford do Brasil.
Quando surgem notícias de atrasos na vacinação de outros países, os bolsonaristas comemoram. Já por aqui, eles não prestam contas sobre os atrasos, os e-mails da Pfizer, nada disso. O que fazem é, com esses ganchos, debochar de quem cobra algo de Brasília.
Daqui a uns anos, é possível que uma comemoração em particular seja lembrada como representativa dos tempos atuais. O presidente também celebrou quando um voluntário dos testes da Coronavac morreu. "Mais uma que Bolsonaro ganha", comentou sobre a interrupção dos testes com o imunizante desenvolvido pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, do governo do estado de São Paulo - a mesma vacina que, dois meses atrás, era responsável por 80% dos imunizados contra a covid no Brasil
A extrema-direita brasileira também vibrou quando viu o desabafo do narrador global Luís Roberto sobre a realização da Copa América no Brasil. Para os bolsonaristas, essa se tornou uma oportunidade de ouro para demonstrar a hipocrisia dos que criticam o governo, já que a TV Globo segue transmitindo outros torneios de futebol durante a pandemia, inclusive os internacionais.
Quanto à decisão do presidente mesmo, de aceitar abrigar o torneio de improviso durante um dos mais dramáticos momentos da pandemia no país, nada foi falado. Resultado: na contagem da última terça (15), o total de casos de covid relacionados à competição já somava 52.
Mas quem deve explicações são os outros. O bolsonarismo, nunca. Quando o presidente foi questionado sobre os gastos literalmente milionários de suas férias, Bolsonaro prometeu gastar mais.
Não raro, todas essas notícias mencionadas acima vêm acompanhadas de muitas risadas. Uma primeira hipótese para esse comportamento, portanto, é que o "haha" apareceu como uma oportunidade para a direita governista jogar esse jogo de, como uma torcida na arquibancada, comemorar tudo que acontece em campo como se fosse um gol a favor. Tomou gol? Comemora. Cartão? Também.
É por isso que o presidente tem gostado tanto das tais "motociatas". Elas lhe dão as imagens perfeitas para o seu propósito, que é comemorar sempre. É como se Bolsonaro estivesse, a todo instante, dando uma volta olímpica. Nesse sentido, os passeios de moto parecem ter renovado aquele espírito de marcha que vinha perdendo força nas ruas.
Sem dúvidas, trata-se de um duplo movimento: mostrar-se pequeno demais diante do sistema, que teoricamente ele combate, mas grande o suficiente para ser carregado por multidões, a imagem clássica do "pequeno-grande homem" descrita por Theodor Adorno em sua análise da propaganda fascista.
São essas multidões, aliás, a cada dia mais fanatizadas, que o blindam de prestar contas sobre qualquer coisa - como não vai prestar sobre o volume escandaloso de recurso público injetado na realização desses comícios fora de época. Por mais que se incomode, o bolsonarismo comemora as críticas e cobranças porque as toma como evidência de que o presidente está no caminho certo. Isso é o que basta para que se considerem com a razão.
Ao clicar na carinha do riso diante dessas notícias críticas ao governo, o que faz o bolsonarismo é, primeiro, enviar uma mensagem de insubmissão, ou seja, não reconhecer a legitimidade do emissor e, segundo, filtrar o consumo da notícia para quem chegar depois, já possivelmente influenciado pela reação que acompanha o post matriz.
A utopia bolsonarista
Mas tem mais. Numa publicação de maio, o filósofo Moysés Pinto Neto sintetizou assim a estratégia da nova extrema-direita brasileira: "governar é desgovernar. É preciso se infiltrar em todos os órgãos de estado e desativá-los por dentro, criando os 'antiministros' cuja única função é liberar as forças sociais destrutivas dos seus obstáculos formais para que a força prevaleça".
Exemplos não faltam. Ricardo Salles, do Meio Ambiente, é investigado por atuar em favor de quem desmata ilegalmente a Amazônia; o ex-chanceler Ernesto Araújo criou mais inimigos do que parceiros pelo mundo; Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, odiava visceralmente as universidades públicas. O Brasil já teve inúmeros ministros ruins. Mas esse não é o caso. O primeiro escalão do governo Bolsonaro é composto por antiministros, de fato. Seu papel é destruir aquilo que sua pasta deveria tomar conta.
Na piauí de maio, Miguel Lago foi além: "Bolsonaro deseja uma sociedade pré-hobbesiana, aquela que não precisa de nada nem ninguém. Uma sociedade onde os mais fortes mandam e podem recorrer a qualquer recurso para fazer valer o gozo de seus impulsos". O professor da Universidade de Columbia repercute, no mesmo texto, as reflexões de Roberto Andrés sobre o fenômeno.
Em diferentes artigos, Andrés trata sobre a obsessão que os bolsonaristas têm com o trânsito e com os limites legais que insistem em igualar os "cidadãos de bem" aos meros cidadãos que estão do lado de fora dos muros do Vivendas da Barra.
Eis um dos grandes marcadores de diferença, segundo Lago, entre essa nova extrema-direita e os movimentos fascistas históricos: "o nazismo e o fascismo são construções coletivas - abomináveis, sim, mas ainda assim construções coletivas. O bolsonarismo é a desconstrução de qualquer forma de coletividade".
Quando chegou a pandemia, o bolsonarismo se viu diante da maior oportunidade para mostrar a que veio. Não surpreende, portanto, que Luiz Henrique Mandetta tenha caído justamente quando resolveu aparecer como um ministro de verdade.
Como demonstra em detalhes o relatório do Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário (CEPEDISA), da USP, o governo Bolsonaro apostou todas as fichas que tinha na tentativa de promover a chamada "imunidade de rebanho", defendida por diversos conselheiros no Planalto. A ideia era simples: deixar o vírus correr solto para contaminar o maior número possível de brasileiros e, assim, garantir a sobrevivência dos mais fortes, que, imunes, tocariam a vida adiante.
Bolsonaro retardou repasses a outros entes federativos; fez campanha contra vacinas; sabotou medidas de isolamento; pagou - só porque foi pressionado - parcas indenizações a empresas e trabalhadores para que ficassem em casa; desaconselhou o uso de máscaras; debochou de doentes; chamou a comoção de frescura; e perguntou até quando vamos ficar chorando.
Se o presidente está atrás de um novo programa de transferência de renda, é porque entende que precisa dele para ser reeleito e manter o projeto de destruição em marcha. Não faz muito tempo que, mesmo pagando e eventualmente capitalizando sobre ele, sugeriu que o auxílio emergencial produz um "povo dominado".
Além da rebeldia, portanto, os "haha" distribuídos às pencas no Facebook têm outro elemento em comum. Eles estão por toda parte, é verdade, mas sobretudo em notícias que repercutem percalços do enfrentamento à pandemia. Nas que versam sobre a persistência no número de mortes e infecções, apesar da vacinação, elas são quase predominantes.
Enquanto a comunidade científica e as autoridades sanitárias do mundo quebram a cabeça para entender as curvas epidemiológicas no interior de cada realidade - considerando eficácia de imunizantes, taxas de isolamento, práticas culturais, fatores sociopolíticos etc. -, os bolsonaristas riem.
No caso específico dos contratempos envolvendo vacinas, especialmente a Coronavac, o deboche cumpre essa dupla função: rejeitar a legitimidade de todos esses esforços de imprensa e ciência no combate à pandemia e comemorar, a posteriori, uma batalha narrativa que havia sido perdida, com a adesão em massa da população brasileira aos imunizantes depois de um primeiro momento de desconfiança - elevada a níveis sem precedentes graças à campanha surrealmente patrocinada pelo governo.
O que para qualquer grupamento partidário poderia significar um suicídio político - rir de milhares de mortes todos os dias -, para os bolsonaristas é um marcador de identidade. A nova extrema-direita ri de quem tenta encontrar uma solução para as mazelas do mundo porque sempre está em vantagem, já que usa qualquer deslize do sistema como combustível.
Como não tem nada a propor, mas só a desativar na estrutura do Estado, o bolsonarismo nada de braçada em meio ao caos e usa todo contratempo como uma evidência de que sempre esteve certo sobre não fazer nada. É como se dissessem: "ocorreu algo de errado no combate à pandemia, mas quem disse que era para combatê-la?".
Em março, uma reportagem da revista Veja contou os bastidores da relação de Bolsonaro com os mais próximos em Brasília: "O presidente não governa. Passa os dias a contar piadas no palácio", disse um ministro. Ninguém pode acusá-lo de incoerência.
____________________ * Análise: Dá para se aposentar com R$ 1 milhão? Veja o rendimento em 4 aplicações
Sílvio Crespo
25/06/2021 04h00
Se você está investindo para viver melhor quando se aposentar, é bem importante já ter uma referência de quanto vai precisar juntar para ter o padrão de vida que deseja. Muita gente tem na cabeça de que R$ 1 milhão renderia o suficiente para você viver depois de se aposentar. Será?
Na coluna de hoje você vai ver quanto rende por mês R$ 1 milhão aplicado em diferentes tipos de investimentos. E na sexta que vem (dia 2), mostrarei quanto você precisaria investir, em cada uma dessas aplicações, para chegar ao milhão em 10, 20 e 30 anos.
Lembrando que não estou recomendando esses investimentos. Apenas estou compartilhando com você minhas experiências como investidor, e lhe apresentando cenários para você pensar e tomar as suas próprias decisões de investimento.
Tesouro Direto: R$ 3 mil a R$ 6 mil por mês
Se você está buscando renda passiva e baixo risco, a princípio o Tesouro Direto seria o ideal. Principalmente se for algum título que pague juros semestrais, porque nesse caso a cada seis meses você veria um dinheiro pingando na sua conta.
No entanto, o Tesouro Direto rende pouco atualmente. Se você tiver R$ 1 milhão no título chamado Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055, terá um ganho de R$ 37 mil por ano, aproximadamente, o que dá cerca R$ 3.088 por mês.
Existe outro tipo de título público que rende um pouco mais, o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2035. Aplicando R$ 1 milhão nesse papel, você teria R$ 77 mil por ano, uma média de R$ 6.500 mensais.
Mas é preciso saber que o Tesouro Prefixado não acompanha a inflação. Ou seja, daqui a dez anos, o papel vai estar rendendo os mesmos R$ 6.500 mensais, enquanto o seu plano de saúde, supermercado e condomínio provavelmente terão aumentado muito.
Ações para valorização: -R$ 3.500 a +R$ 15 mil por mês
Investir em ações pode gerar renda de duas formas: pelo aumento do preço do papel e pelos dividendos pagos. Nenhuma delas pode ser prevista com precisão.
Sendo assim, vou usar algumas referências. O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas da Bolsa de Valores, subiu, em média, 20% ao ano desde junho de 2016. Isso significaria um ganho de R$ 177 mil por ano, ou R$ 14,8 mil ao mês, já descontado o Imposto de Renda.
Por outro lado, nos cinco anos anteriores, de junho de 2011 a junho 2016, o Ibovespa teve um rendimento médio de -4,19% anuais. Assim, quem aplicou R$ 1 milhão teve uma perda média de R$ 3.500 por mês no valor do seu patrimônio.
Então, para se ter uma ideia melhor, é preciso analisar prazos mais longos. Nos últimos dez anos, a variação do Ibovespa foi de 7,49% anuais, o que daria um rendimento médio mensal de R$ 5.300 por mês.
Só que o rendimento varia muito de uma ação para outra. Os papéis do Magazine Luiza (MGLU3) renderam 44% ao ano desde junho de 2011, ou seja, R$ 31 mil por mês em média, já descontado o IR.
Magalu é um caso extremo do lado positivo. Quem investiu em ações da Oi (OIBR3) perdeu 98,5% do patrimônio desde 2012, quando o papel começou a ser negociado. De R$ 1 milhão passou a R$ 15 mil.
Por isso, o Ibovespa é apenas uma referência. Para investir em ações, o que eu faço é estudar os fundamentos de diferentes empresas, escolher as que considero melhores e esperar uma crise geral do mercado para comprá-las a preço baixo.
Ações para dividendos: R$ 11 mil por mês
As ações que pagam dividendos de forma mais previsível são as de concessionárias de serviços públicos, como é o caso da Taesa (TAEE11). Atualmente, o retorno em dividendos (DY, na sigla em inglês) dessa empresa está em 13,43% ao ano. Assim, R$ 1 milhão rende em média R$ 11 mil por mês.
Você deve ter notado como os dividendos de ações são excelentes para quem já acumulou um bom patrimônio e quer apenas extrair dele uma renda passiva.
Fundos imobiliários: R$ 9.500 por mês
Os fundos de investimento imobiliário (FIIs) são o meu ativo preferido para obter renda passiva. Gosto mais do que dos dividendos de ações, porque o preço daqueles papéis oscilam menos e, atualmente, os que não são diretamente prejudicados pela pandemia estão pagando muito bem.
Vamos pegar como exemplo o fundo BBPO11, do Banco do Brasil, que eu guardo com muito carinho na minha carteira. Seu retorno em dividendos está em 11,36% ao ano, o que dá cerca de R$ 9.500 ao mês para um investimento de R$ 1 milhão.
Este é um FII que reúne as próprias agências do BB. Comprar uma cota significa tornar-se dono de uma fração dos imóveis ocupados pelo banco. Parte do dinheiro que a instituição financeira pagar nos aluguéis de seus prédios cai na conta corrente de quem tem BBPO11.
Isso significa que é um investimento bastante previsível. O seu inquilino é o maior banco estatal do país, que lucrou R$ 13,9 bilhões em 2020. Qual é a chance de ele ficar inadimplente?
Como escolher
Vendo tudo isso, a tendência é a gente ficar pensando, pensando, e não conseguir escolher nunca.
Se você está começando, sugiro que experimente cada uma dessas formas de investimento citadas aqui. Assim você vai entender a dinâmica de cada uma delas e sentir o impacto emocional de acompanhá-las.
Ninguém aprende a dirigir um carro só na teoria. Em algum momento você vai ter que pisar no acelerador. Para não se machucar, basta começar devagarinho.
Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.
____________________ * Presidente da CPI da Covid, Omar Aziz rebate ataque de Carla Zambelli com música 'Espanhola' | Sonar - A Escuta das Redes - O Globo

Camila Zarur
O presidente da CPI da Covid, o senador Omar Aziz (PSD-AM), rebateu o ataque que a deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) fez contra ele nas redes; o parlamentar dedicou a ela a música “Espanhola”, cantada pela banda 14 Bis. Em um vídeo, a deputada chamou Aziz de “inútil” e “imbecil” após o senador citá-la durante a sessão da comissão nesta sexta-feira.
Na CPI, em resposta à Zambelli, Aziz disse que não revidaria o ataque e, no lugar, mandaria a ela uma música. Nas redes, o senador rebateu o ataque criticando também o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido).
“Acabei de ser ofendido por uma deputada. Como sou diferente do chefe dela e não ofendo ou agrido mulheres, vou apenas oferecer uma música”, escreveu Aziz.
O vídeo de Zambelli foi uma resposta à citação que Aziz fez sobre ela, dizendo que a deputada retirava a máscara quando o presidente Jair Bolsonaro também o fazia. Isso, segundo o senador, seria uma bajulação que Zambelli faz devido ao cargo de seu marido, Antônio Aginaldo de Oliveria, diretor da Força Nacional.
— O dedinho mindinho do meu marido vale mais que o senhor. Então pega essa bunda gorda sua que está na CPI sentada e vê se faz alguma coisa de útil e que preste para esse país, ao invés de ficar falando merda das pessoas. Tá bom, seu inútil e imbecil?
A escolha da música "Espanhola" por Aziz não é à toa. Segundo um relato da deputado federal Joice Hasselmann à CPI das Fake News, na Câmara, o presidente Bolsonaro teria perguntado a ela, logo após a posse, se Zambelli teria sido prostituta na Espanha. As parlamentares eram próximas durante a campanha de Bolsonaro, mas brigaram durante o racha que houve no PSL, em 2019, e hoje são grandes desafetos.
— Quem me perguntou textualmente, olhando no meu olho, na sala do presidente depois de eleito se você tinha sido prostituta na Espanha foi o presidente. Ele me perguntou — disse Hasselmann no colegiado, em 2019.
Hasselmann, que recentemente deixou o PSL, compartilhou o vídeo em que faz esse relato. Sobre a puplicação de Aziz, ela também escreveu:
"Para bom entendedor, meia palavra basta. O passado não se apaga"
____________________ *Lula reconstrói a hegemonia da esquerda no Brasil - Emir Sader
Por Emir Sader

O momento mais importante da história política brasileira até aqui foi o governo Lula, em que a esquerda teve a possibilidade de, pela primeira vez, governar o Brasil e começar a colocar em prática o projeto que tem para o país. O fato do Lula ter saído do governo com 87% de apoio – apesar de ter 80% de referências negativas na mídia -, mostrou que, pela primeira vez também, a esquerda tinha conseguido ser hegemônica no Brasil.
O que isto significava? Que tinha colocado em prática um projeto de governo para o país como um todo, incorporando praticamente a todos os setores sociais, com privilégio para os mais necessitados, para os mais pobres – que foram, de longe, os que mais melhoraram suas condições de vida. Isto, num marco nacional, que contemplava a todos os setores comprometidos com o desenvolvimento econômico e a distribuição de renda – o eixo fundamental das políticas do governo e razão central do seu sucesso.
O discurso do Lula conquistava consenso nacional. Ninguém poderia se opor a um modelo de desenvolvimento que fazia a economia crescer e distribuia renda, ao mesmo tempo que criava empregos. A imagem do Brasil no mundo nunca foi tão positiva. Nunca um líder político brasileiro foi tão respeitado no mundo e se transformou em um líder político e estadista de prestígio mundial. Para implementar essas políticas, Lula organizou um bloco de forças políticas e sociais, com um caráter antineoliberal, com hegemonia da esquerda. Mesmo com o eixo da economia no capital financeiro, se conseguiu impor a retomada dos investimentos produtivos na economia, com ampliação do mercado interno de massas, em que o Nordeste e o mercado de consumo popular, em geral, tiveram um papel central.
Nos seus contatos, reiniciados em Brasília, passando pelo Rio de Janeiro e continuados no Nordeste, Lula trabalha para recompor o amplo bloco de forças anti-bolsonaristas, que lhe permitam se eleger e colocar em prática uma política de resgate da democracia, de retomada do desenvolvimento econômico e de políticas sociais de distribuição de renda.
Os contatos que o Lula desenvolve se dirigem para a unidade da esquerda, o fortalecimento dos movimentos sociais – tanto os tradicionais, como os das novas lideranças comunitárias das periferias das grandes cidades -, e o estabelecimento de alianças com todos os setores democráticos, anti-bolsonaristas.
Pela primeira vez a esquerda é a força predominante, através da liderança do Lula e do PT, para comandar uma transição democrática. As forças que o Lula reúne são todas contra o Bolsonaro, contra seu regime autoritário, em princípio pela restauração democrática.
Dentre elas, as da esquerda, além disso, são anti-neoliberais. Se opõem ao modelo predominante ainda no mundo, que privilegia o capital financeiro, a especulação financeira, as privatizações, a prioridade dos ajustes fiscais. São a favor da prioridade das políticas sociais, da retomada do crescimento econômico baseado no capital produtivo, na expansão do mercado interno de consumo de massas, nas políticas de distribuição de renda e de combate às desigualdades.
Só um bloco amplo permite a derrota do Bolsonaro e do seu bloco no governo, entre os quais os militares têm um papel fundamental. Só a força do bloco de esquerda permitirá que a redemocratização permita também a superação das políticas econômicas neoliberais.
____________________ * 52,2% desaprovam governo Bolsonaro, diz Pesquisa Fórum | Revista Fórum
Mulheres, nordestinos e mais jovens seguem sendo os que mais rejeitam o governo; apenas 26,7% avaliam positivamente a gestão Bolsonaro
A 9ª Pesquisa Fórum, realizada em parceria com a Offerwise, mostra que mais da metade da população brasileira (52,2%) desaprova o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Somente 32,8% dos entrevistados aprovam sua gestão e 15% não sabem responder. Esse índice se mantém estável desde novembro do ano passado, quando a aprovação do governo despencou e vem caindo. Em outubro do ano passado, 51,9% dos brasileiros diziam aprovar o governo e 48,1% desaprovavam.

As mulheres, os mais jovens e os nordestinos seguem sendo os grupos que mais desaprovam o governo Bolsonaro. Entre elas, apenas 23,6% aprovam o governo e 56,8% desaprovam, já entre eles são 43,1% que aprovam e 47,1% que desaprovam.

Entre os mais jovens, 63,1% dizem desaprovar o governo de Jair Bolsonaro e apenas 21,9% aprovam. Já entre as pessoas com 60 anos ou mais, a aprovação (45,9%) do governo é maior que a desaprovação (43,9%).

As pessoas que têm ensino fundamental estão mais divididas em relação à aprovação do governo: 37,3% aprovam, 36,3% desaprovam e 26,4% dizem não saber. Já entre os que têm ensino médio, são 29,2% de aprovação, 60,2% de desaprovação e 10,6% não sabem. Entre os que possuem ensino superior, 33,4% aprovam, 59,8% desaprovam e apenas 6,8% não sabem.

No recorte de renda, Bolsonaro tem perdido apoio dos que ganham mais. Entre os que recebem de cinco a dez salários mínimos, 69,7% desaprovam o governo, somente 26,3% aprovam e 4% não sabem. Na Pesquisa Fórum de março deste ano, 58,8% desaprovavam, 38,6% aprovavam e 2,6% não sabiam.

Entre as regiões do país, o Nordeste segue sendo a região que mais desaprova o governo Bolsonaro: 59,1% desaprovam, 26,1% aprovam e 14,8% não sabem. O Norte é a região que mais aprova: 48,4% de aprovação, 24,9% de desaprovação e 26,8% dizem não saber.

Avaliação positiva e negativa se mantêm
A 9ª edição da Pesquisa Fórum também questionou os entrevistados sobre a avaliação do governo de Jair Bolsonaro. Para 47%, o presidente está fazendo uma gestão ruim ou péssima, para 26,7% o governo é ótimo ou bom, para 22,1% é regular e 4,2% não sabem responder.
A avaliação positiva e negativa do governo se mantêm estável em relação ao último levantamento, em março de 2021, quando houve uma queda na avaliação positiva e crescimento da negativa, considerando a série histórica da pesquisa, que começou em maio de 2020.
A avaliação positiva do governo já atingiu o pico de 37,5% em agosto de 2020, quando os brasileiros recebiam o auxílio emergencial de 600 reais. Naquele momento, o índice de ruim e péssimo foi o mais baixo da série histórica (35,3%).
____________________ * Lula lamenta morte de Bisol, vice em sua chapa em 1989

247 - O ex-presidente Lula (PT) publicou uma nota de pesar pelo falecimento de José Paulo Bisol, vice em sua chapa presidencial nas eleições de 1989. “José Paulo Bisol foi um grande amigo e companheiro. Foi deputado estadual, advogado, professor, desembargador, escritor, senador na Constituinte, e secretário de segurança do Rio Grande do Sul, sempre atuando como defensor dos direitos humanos, da democracia e homem público ético”, destacou Lula.
O petista destacou que Bisol é “um brasileiro que não poderá jamais ser esquecido”. “A campanha de 1989 foi a primeira da Nova República e de uma geração de brasileiros que podiam finalmente escolher seu presidente, e foi certamente a mais emocionante da minha vida. E Bisol foi o melhor companheiro que eu poderia ter naquela jornada”, afirmou.
Leia a nota na íntegra:
José Paulo Bisol foi um grande amigo e companheiro. Foi deputado estadual, advogado, professor, desembargador, escritor, senador na Constituinte, e secretário de segurança do Rio Grande do Sul, sempre atuando como defensor dos direitos humanos, da democracia e homem público ético. Um brasileiro que não poderá jamais ser esquecido.
Fomos companheiros de chapa, eu no PT, ele no PSB de Miguel Arraes, em 1989. A campanha de 1989 foi a primeira da Nova República e de uma geração de brasileiros que podiam finalmente escolher seu presidente, e foi certamente a mais emocionante da minha vida. E Bisol foi o melhor companheiro que eu poderia ter naquela jornada.
Bisol amou nosso país, pensou e lutou por um Brasil melhor. Minha solidariedade e meus sentimentos aos familiares, filhos, netos e bisnetos, amigos e admiradores de José Paulo Bisol.
____________________ * Cancelar compra superfaturada da Covaxin não 'apaga' corrupção, diz Randolfe

247 - O vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede), reforçou novamente, neste sábado, 26, que o cancelamento do contrato de compra das vacinas Covaxin não é suficiente para impedir a investigação por corrupção, após a denúncia dos irmãos Miranda à CPI da Covid. Ele já havia utilizado o argumento na sexta-feira, 25, durante sessão da comissão parlamentar no Senado.
Irmãos, o deputado Luis Miranda (DEM) e o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda depusera à CPI da Covid na sexta, revelando uma intensa pressão do governo federal para compra do imunizante e que Jair Bolsonaro sabia do esquema liderado pelo seu líder na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros, e nada fez. Por isso, ele é acusado de prevaricação pela CPI.
Randolfe destacou nas redes sociais que o artigo 317 do Código Penal define que o crime é "solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem".
Por isso, apesar de não ter concluído a compra superfaturada da Covaxin, para a qual já havia sido estabelecido contrato, o artigo se aplica a "mera promessa ou aceitação da vantagem". "O corrupto flagrado não 'apaga' seu crime por não ter recebido a propina", afirma o senador. A pena para corrupção passiva é de 2 a 12 anos de prisão.
____________________ * 'Golpe acabou com a Petrobras', diz Guilherme Estrella

Opera Mundi - No programa 20 MINUTOS ENTREVISTAS desta quarta-feira (23/06), o jornalista Breno Altman entrevistou Guilherme Estrella, geólogo e ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobras, conhecido como “O pai do pré-sal”, por ter comandado a descoberta e exploração da principal reserva brasileira de petróleo.
Para ele, “o golpe de 2016 acabou com a Petrobras”, pois ela perdeu as características de empresa estatal.

“A Petrobras não é só o pré-sal e as refinarias. Carrega em si o movimento do povo brasileiro nas ruas, exigindo que o petróleo fosse nosso. Expandiu-se por todo o território nacional, abarcou toda a cadeia produtiva do petróleo, a indústria petroquímica, estava junto à população, impulsionando a cultura, o esporte, gerando empregos. Tudo isso acabou. A Petrobras já não participa do crescimento integral do Brasil”, lamentou Estrella.
Segundo ele, os fatores que levaram a esse desmonte foram: o fim do sistema de partilha, a remoção da empresa como operadora única - proposta do senador José Serra (PSDB-SP) -, e o "decreto do trilhão", que isentou as empresas operadoras de impostos de importação.
“O fim do marco regulatório, que colocava a Petrobras como operadora única, rompeu com um dos pilares do que é uma empresa estatal. E ao isentar as empresas operadoras de impostos de importação, mataram o conteúdo nacional, a nossa política de desenvolvimento industrial. Deixou de ser uma empresa petrolífera no governo [Michel] Temer e este governo a transformou num fundo de investimento”, argumentou o ex-diretor.
Ele disse, entretanto, que não acredita que a Petrobras seja irrecuperável. Para Estrella, desde 2016, o Brasil vive governos ilegítimos, de modo que não se pode considerar “os atos cometidos contra a Petrobras como constitucionais”
“Estamos sob um governo de ocupação civil instalado para servir aos interesses e objetivos de um país estrangeiro. Isso precisa ser revertido por meio de plebiscitos revogatórios”, defendeu.
Reestruturando a Petrobras
Além de um plebiscito revogatório, Estrella detalhou quais as medidas a serem revogadas e refletiu sobre quais outras devem ser adotadas para reestruturar a estatal.
“Energia é soberania nacional. A venda de ativos estratégicos da Petrobras atenta contra a soberania nacional. A venda da distribuidora BR, que é a nossa presença no mercado interno, não atende à Constituição de 1988. As duas coisas precisam ser revertidas”, citou.
Ele também argumentou a favor da retomada do esquema de partilha e da Petrobras como operadora única, “apostando em conteúdo nacional, com intenção social”, dominando toda a cadeia produtiva.
Nesse sentido, ele celebrou as políticas adotadas pelos governos petistas, que devem servir de referência para a reconstrução da Petrobrás, como empresa “protagonista do setor de petróleo e gás natural no Brasil”. Por isso, ele se mostrou favorável ao fechamento de capital da estatal.
“A abertura de capital na bolsa de Nova Iorque, por Fernando Henrique Cardoso, nos prendeu a regras da bolsa e à legislação dos Estados Unidos. Precisamos sair dessa dependência que nos tira soberania de gestão da maior empresa brasileira em matéria estratégica para o desenvolvimento nacional”, reforçou.
Impacto da Operação Lava-Jato
Estrella também comentou sobre os casos de corrupção na Petrobras e o impacto que teve a Operação Lava-Jato na reputação da empresa.
“Para nós, não havia nenhum motivo para desconfiar do que estava acontecendo. Mas aconteceu. Aí veio a Lava-Jato e trouxe isso a público, tendo um impacto muito negativo na companhia”, confessou.
Ele lamentou que, em vez de punir os culpados e preservar a empresa, a Lava-Jato foi utilizada para destruir a Petrobras “e a própria soberania brasileira”. Para o ex-diretor, “um dos objetivos da operação era a destruição das grandes empresas de engenharia brasileira”.
A partir daí começou o desmonte, segundo ele. Acabou o esquema da Petrobras como operadora única e abriram-se as portas de exploração para empresas estrangeiras, quebrando "um dos pilares da reindustrialização brasileira”.
Transição energética: ocaso do petróleo?
“O petróleo não vai acabar, muito menos por falta de petróleo. A transição energética nasce com o argumento de preservação ambiental, de que o uso de combustíveis fósseis provoca aquecimento global. Mas muita coisa vem da expansão urbana, do desmatamento”, ponderou Estrella.
Ele enfatizou que o Brasil possui uma matriz energética equilibrada, podendo permitir-se investir em petróleo: “Não podemos deixar que a bandeira da transição energética nos impeça de fazer o desenvolvimento a que temos direito. Os países que advogam pela transição se construíram com petróleo. São eles, então, que devem fazê-la, não o Brasil”.
Por isso, o ex-diretor da Petrobras estima que o consumo de petróleo não vai cair. Pelo contrário, tende a aumentar para suprir a demanda dos países pobres e emergentes que começarão a investir no desenvolvimento industrial.
“Eu sou favorável à transição, mas feita pelos países desenvolvidos, EUA, China, e que seja feita alinhada ao combate ao desmatamento, urbanização excessiva e desperdício”, reforçou.
Estrella, portanto, voltou a ressaltar a importância de restituir a Petrobrás como impulsionador da economia e do desenvolvimento brasileiro: “Todas as potências industriais mundiais construíram seu poderio industrial e tecnológico com base em energia. É um pilar para a industrialização, com gestão nacional, protegendo o mercado nacional e o consumidor brasileiro”.
____________________ * Folha blinda Bolsonaro e vira piada nas redes sociais "Saúde sabia dos riscos da Covaxin e manteve contrato"

247 - "Saúde sabia dos riscos da Covaxin e manteve contrato" - esta é a manchete da edição deste sábado (26) da Folha de S.Paulo.
O título, em que o jornal paulista blinda Jair Bolsonaro e omite sua responsabilidade por contrato para a compra da Covaxin, virou piada nas redes sociais.
"Não é brincadeira gente, o ativismo começa em casa, vocês tem que conversar com os parentes que votaram nesse tal de Saúde", diz um internauta pelo Twitter.
____________________ * Governo dos generais está afogado num mar de corrupção e de mortes - Jeferson Miola
Por Jeferson Miola

Depois da sessão realizada numa 6ª feira [25/6] que avançou no tempo e terminou somente às 22:52 horas, a CPI da COVID pode dar por encerrados seus trabalhos, pois os propósitos de instalação da Comissão podem ser considerados plenamente concretizados.
Além de já ter conseguido demonstrar a responsabilidade do governo no crime de morticínio de centenas de milhares de brasileiros, com o depoimento dos irmãos Miranda – o deputado Luis Cláudio e o servidor público Luis Roberto – a CPI desnudou o esquema bilionário de corrupção na negociata para aquisição da vacina COVAXIN.
Coerente com sua índole homicida, o governo não estava efetivamente interessado na aquisição de vacinas para imunizar a população brasileira, mas sim em aproveitar a oportunidade para um negócio corrupto envolvendo pelo menos R$ 1,6 bilhão de reais.
Alertado pelos irmãos Miranda no Palácio do Alvorada [20/3] sobre a corrupção em andamento, Bolsonaro revelou conhecer [ou concordar com] o envolvimento do líder do governo na Câmara Ricardo Barros, do mesmo PP do presidente da Câmara que engaveta os pedidos de impeachment, no esquema e, embora prometera acionar a Polícia Federal, prevaricou e abafou a denúncia.
Em fevereiro passado o governo firmou contrato de compra da COVAXIN sem previsão legal para fazê-lo.
Para dar cobertura legal à falcatrua, o líder do Bolsonaro na Câmara Ricardo Barros/PP emendou a Medida Provisória [MP] permitindo a aquisição de vacinas homologadas por agência sanitária da Índia, ausente na redação original da MP. Sem esta medida “providencial”, o contrato fraudulento do governo firmado em fevereiro de 2021 seria nulo.
Salvo na improvável hipótese de Ricardo Barros agir por conta própria e sem o consentimento do governo, a dedução crível é que o governo militar e seu proposto no ministério da Morte, o general da ativa Eduardo Pazuello, endossaram as tratativas, do mesmo modo que o próprio Bolsonaro.
O governo dos generais está afogado num mar de corrupção e de mortes. É uma máquina de terror, morte, obscurantismo, mentiras, violência e, principalmente, de corrupção deslavada, como mostra a compra de apoio parlamentar com mais de R$ 20 bilhões do batizado “orçamento secreto”.
Os generais e altos oficiais das Forças Armadas, principalmente do Exército, que lideram o que autores como Alain Rouquié, Oliveiros Ferreira na década de 1980 e, mais recentemente, Marcelo Pimentel [ex-coronel do Exército] chamam de Partido Militar, devem estar ajustando suas táticas políticas.
Os militares conspiradores acalentam um projeto duradouro de poder, e não colocam no seu radar de futuro a “desintoxicação” do aparelho de Estado civil atualmente infestado por mais de 10 mil militares em funções tipicamente desempenhadas por civis.
A situação do Bolsonaro, em razão disso, ficou delicadíssima.
No momento em que as oligarquias, militares e políticos desesperadamente buscam alternativas para impedir a eleição do Lula em 2022, poderá ser posto em marcha o descarte do Bolsonaro pelos seus reais controladores, os comandantes do governo militar.
Mourão, o “bombeiro racional e comedido” pode ter sido colocado em aquecimento para ocupar o lugar do “incendiário incontrolável e irascível” Bolsonaro para executar aquilo que Lampedusa diz na sua obra prima O Gatopardo – “tudo deve mudar para que tudo fique como está”.
____________________ * É cedo demais para dizer "adeus Bolsonaro"? - Leonardo Avritzer
Jair M. Bolsonaro formou a coalizão de apoio mais heterogênea e mais heterodoxa da história recente do Brasil. Me explico. É sabido que exército, centrão, corporações da área de segurança e mercado financeiro, além da legião de motociclistas incomíveis (de acordo com a camiseta que um deles vestia), têm pouco em comum quando pensamos em termos de projeto político.
Mas deve-se reconhecer que esses grupos constituíram uma base de apoio relativamente estável para um presidente que, ao que parece, ainda não se dedicou um dia inteiro à tentativa de governar o país. Pelo contrário, desde o início da pandemia tudo indica que ele entende o seu mandato como a arte de desfazer políticas públicas na área de saúde, boicotar a compra de vacinas e apostar em remédios sem eficácia. Surpreendentemente, até algumas semanas atrás, parte significativa da sua base de apoio demonstrava aderir a esse projeto político heterodoxo. Foi até possível encontrar um general que se divertia em desorganizar a política de saúde no país, em nome da logística e da legitimidade das Forças Armadas.
As últimas semanas dão a impressão de que essa coalizão finalmente se desfez. Desde que demitiu o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, em abril deste ano, Bolsonaro parece não ter o mesmo apoio naquela instituição que ele insiste em denominar de “meu exército”’. Entenda-se o “meu” como mais uma evidência de que o presidente do Brasil tem uma visão Ancien Régime sobre o funcionamento das instituições do Estado brasileiro. Para ele, que já falou em “minha constituição”, o exército é uma instituição que ele trata de forma pessoal, como um pai: garante os soldos, os planos de aposentadoria generosos, marca presença em formaturas irrelevantes como a dos especialistas da Aeronáutica em Guaratinguetá nesta semana. Exige, porém, uma contrapartida que o “meu exército” está cada vez menos disposto a oferecer: a fidelidade absoluta, até mesmo comprometendo a ideia de hierarquia. Aí parece, finalmente, residir a resistência das forças que acreditam que corporativismo e hierarquia têm que ser minimamente compatíveis.
O segundo problema do presidente chama-se centrão. Jair Bolsonaro considera o sistema político um bando de leprosos, mas assume a máxima do ex-presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon: entre eles existem os seus leprosos, a quem recorre quando enfrenta problemas no Congresso. Essa estratégia funcionou até o início de 2021. Sempre que Bolsonaro precisou construir maiorias no Congresso ele o fez e por duas vezes conseguiu fazer o presidente das duas casas. Até que a oposição conseguiu, por meio do Supremo, não apenas instalar uma CPI, como também ter maioria nela.
E aí começaram os problemas de Bolsonaro, que não acreditava na capacidade do sistema político e da oposição obrigarem o seu governo a prestar conta dos seus atos na pandemia. Ainda mais surpreendente foi a situação em que um deputado do Democratas e seu irmão colocaram o presidente, ao produzirem fortes evidências de que o capitão sabia de um esquema de compra de vacinas superfaturadas – a Covaxin.
Todos esses fatos em conjunto apontam em duas direções: em primeiro lugar, que o arranjo político que estabilizou Bolsonaro além das normalidades do sistema político chegou ao final. Isso é, aplica-se agora ao capitão presidente as mesmas regras que se aplicaram a todos os membros do sistema político desde a democratização. Bolsonaro esteve acima dessas regras porque a ampla coalizão que o levou ao poder acabou tendo que se comprometer com o desgoverno que ele instituiu. Esse momento parece ter passado, na medida em que o bolsonarismo passou a ameaçar a existência da democracia e dessas forças ao centro.
Nada melhor para exemplificar esse ponto do que a patética entrevista de Onyx Lorenzoni na quarta-feira (23 de junho) ameaçando o servidor do Ministério da Saúde e seu irmão deputado. Em segundo lugar, parece claro que a estratégia de ameaçar o sistema político com as forças da coerção militar também parece estar chegando ao fim e até mesmo as coerções feitas pelo Gabinete de Segurança Institucional cessaram devido à depressão do ministro de plantão. O presidente parece estar com medo de fazer mais uma viagem irrelevante e se encontrar ali com o Brasil real que morre de Covid.
Assim, centrão e militares parecem estar se dissociando, por fim, da aventura bolsonarista da qual foram participantes de primeira hora. Afora todos os motivos elencados acima, parece existir um terceiro, que tem nome e CPF. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo capaz de montar uma aliança extremamente ampla que, ao que parece, irá envolver as principais lideranças políticas da oposição. De um lado, Lula foi capaz de se aproximar de políticos do centro com o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, de montar uma chapa viável em torno de Marcelo Freixo no Rio e de reorientar o PSB e suas alianças na região Nordeste.
Evidentemente esse cenário aponta para uma vitória eleitoral de Lula no ano que vem e preocupa justamente aqueles que achavam que poderiam empurrar a aventura Bolsonarista até 2026. Não parece ser mais possível e a questão é o que fazer com o capitão reformado.
Para entender essa nova configuração entre centro político, ruas e oposição vale a pena analisar como outros presidentes a enfrentaram. Um presidente enfrentou mais protestos na rua que oposição no Congresso, caso de FHC, e outro enfrentou mais oposição no Congresso do que nas ruas, caso de Lula durante o mensalão. Finalmente, outra recente mandatária enfrentou oposição nas ruas e no Congresso e não resistiu, caso da ex-presidente Dilma. Jair Bolsonaro adentrou, nas últimas semanas, o mesmo campo pantanoso que derrubou Dilma Rousseff e perdeu apoios que essa nunca teve, como o das corporações militares.
Ao mesmo tempo, Hamilton Mourão – que não parece ser afeito a cartas – foi ao programa do Roberto D’Ávila desfilar suas intenções em um possível governo de transição. Estão jogados os dados sobre o futuro do capitão, a não ser que o grupo de motociclistas incomíveis consiga mantê-lo no poder.
____________________ * Perigo: querem derrotar os atos usando os "filhotes" de Bolsonaro - Antônio Carlos Silva
Por Antônio Carlos Silva

Escrevi essa nota imediatamente após participar da Plenária Nacional para discutir a proposta de um “super pedido”do impeachment do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro. Na reunião virtual, realizada na quinta-feira, 24 de junho, nos deparamos com um verdadeiro golpe contra as manifestações que tomaram conta do país nos dias 29 de maio e 19 de junho. Manifestações que foram resultado de um amplo processo de luta e mobilização que o PCO, junto com os Comitês de Luta e outras organizações de esquerda de todo o País, levaram adiante.
O ato de 1° de Maio de Luta, na Praça da Sé, e também as mobilizações do dia 13 de maio contra as mortes provocadas pela polícia em defesa da população negra, impulsionaram as centenas de protestos com centenas de milhares de pessoas, dos dias 29/5 e 19/6 e abriram caminho para um movimento ainda maior, trazendo para as ruas grandes contingentes dos trabalhadores e da juventude e levando àquilo que todo o País anseia nesse momento: pôr fim ao governo genocida de fome, miséria, desemprego, imposto pela direita golpista que tem à frente Bolsonaro, mas que foi apoiado por todos os inimigos do povo, imposto como resultado do processo fraudulento, de golpe, da prisão do ex-presidente Lula.
Na plenária, realizada na manhã de 24 de junho, surgiu, como que do nada, a proposta de trazer para esse movimento, a pretexto de assinar um pedido de impeachment, elementos da direita golpista, elementos destacados que apoiaram o governo Bolsonaro, que foram às ruas pela derrubada da presidenta Dilma Rousseff, do PT, que comemoraram e apoiaram a prisão criminosa de Lula. Entre eles estão o MBL (Movimento Brasil Livre, surgido para fazer campanha contra a esquerda, antipetista e pelo golpe de Estado em 2016), o ex-ator pornô e deputado Alexandre Frota (agora no PSDB e que na reunião teve a cara de pau de se dizer convertido à centro-esquerda), e Joice Hasselmann (ex-líder do governo na Câmara dos Deputados pelo PSL, bolsonarista de primeira hora). São inimigos dos trabalhadores. Participaram e participam ainda de todos os ataques e tudo que atinge diretamente os trabalhadores como as reformas da Previdência e trabalhista, as privatizações etc.
Enfiar esses inimigos do povo brasileiro no movimento que se ergueu na luta, nas ruas, nos últimos dias é um golpe. Pior ainda, trata-se de uma preparação para que o movimento seja dominado por elementos ainda mais reacionários e criminosos, como é o caso do PSDB de FHC e Doria, do DEM etc. É a imposição da chamada “frente ampla” àqueles que saíram às ruas para derrubar o governo. Essa manobra foi feita sem discussão em nenhum fórum democrático, sem nenhum debate com aqueles que realizaram as manifestações. É uma política para levar à derrota a mobilização que nós vimos realizando nas ruas.
É a repetição do que a gente já viu em 1984, com a campanha das Diretas Já, que, iniciada como um movimento de mobilização dos trabalhadores e da esquerda, foi roubada, foi tomada pela direita e resultou no famigerado governo Sarney. É a repetição do que aconteceu no início da década de 90 com a campanha do Fora Collor que foi realizada pelos estudantes, trabalhadores, pela esquerda e, de novo, roubada pela direita e deu lugar ao infame governo Itamar Franco, da privatização da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e em violentos ataques aos trabalhadores. A continuidade dessa política foi a eleição do detestável governo FHC, da era das privatizações, da fome e da destruição do País. Querem repetir essa derrota, esse golpe, trazer os inimigos do povo, calhordas, genocidas, para dentro do movimento de luta, e esfriar, desmoralizar, derrotar o movimento.
Na reunião, nós do PCO, nos manifestamos totalmente contrários a essa iniciativa, diante do silêncio de todos os setores da esquerda, inclusive daqueles setores da chamada “Assembleia do Povo” (UP, setores do PSOL etc.) que criticam Lula e o PT, mas se omitiram, se calaram vergonhosamente diante dos “submarinos” da direita.
Queremos chamar a atenção para este problema e a necessidade de um amplo debate a respeito desse golpe contra o movimento de luta, da esquerda, do povo trabalhador. Propomos a realização de plenárias do movimento para discutir essa situação que só se tornou possível com outro golpe aplicado esta semana que foi marcar o próximo ato somente para quase 40 dias depois da última mobilização. Com isso abriram espaço para, nos bastidores, nas costas da mobilização, tramar essa articulação com a direita.
Queremos dizer que nós do PCO não vamos nos comprometer com esse tipo de política. Vamos chamar os trabalhadores e a juventude que estão participando dos atos a repudiar a presença da direita e chamar a mobilização contra essa infiltração e essa política de derrotas para o movimento. Da mesma maneira que não vamos assinar absolutamente nada com setores golpistas, fascistas, inimigos do povo que levaram ao golpe de Estado de 2016, à derrubada de Dilma, prisão do ex-presidente Lula, e a aprovação de todas as medidas impostas contra os trabalhadores. São genocidas, inimigos do povo, amigos e aliados de Bolsonaro e de toda a direita golpista. Não vamos também aceitar a tentativa de tomar de assalto a mobilização como incita a revista Veja, o jornal Folha de S. Paulo e outros órgãos da imprensa burguesa com matérias em defesa do verde e amarelo e contra as bandeiras vermelhas nas manifestações contra Bolsonaro.
Chamamos toda a esquerda a se pronunciar diante desse fato. Chamamos os companheiros do PT, da CUT, do MST, da CMP e a todas as organizações de luta a repudiar essa política e seguir em frente convocando uma mobilização independente, sem golpistas, vermelha, cujo objetivo seja derrubar Bolsonaro e defender as reivindicações do povo, como a vacina para todos, o auxílio emergencial, para o que é necessário derrotar não só Bolsonaro, mas todos os golpistas, incluindo os que querem entrar no nosso movimento como um verdadeiro cavalo de Troia.
____________________ * Privatização da Eletrobras será crime comparável à venda da Vale - Pedro Carrano
Por Pedro Carrano
O governo Bolsonaro, e setores que o apoiam, aprovaram no Congresso Nacional a privatização da Eletrobras, por 258 votos a 136. Se o que foi decidido for concretizado será um das maiores roubos da nossa História.
Essa iniciativa se acelera em um momento de crise econômica gravíssima, quando a economia necessita de investimentos, sobretudo a partir do Estado, e o governo de características neofascistas entrega à burguesia uma empresa lucrativa que repassa cerca de R$ 19 bilhões à União anualmente, de acordo com estudo do Dieese. Na mesma rota o governo pretende também entregar a lucrativa empresa dos Correios.
Com a privatização, o Estado perde o controle acionário da empresa, que estava na casa de 62%, para ficar com menos de 10%, abrindo mão do seu controle. Defensores da privatização argumentam que o governo mantém ainda as rédeas a partir das ações “golden share”, que dá ao acionista poder de veto sobre estatuto social da empresa – o mesmo falso argumento usado por alguns à época da privatização da Vale.
Aliás, a semelhança com a privatização da Vale se dá na entrega de um extraordinário patrimônio do povo e do país, infraestrutura estratégica que será transferida às mãos no capital financeiro e internacional, e agora provavelmente associadas a grupos criminosos locais.
Se, em 1997, o governo Fernando Henrique Cardoso (FHC) e José Serra (astro e personagem central do livro “A Privataria Tucana”) entregaram um patrimônio minerário incomensurável por apenas R$ 3,3 bilhões, agora o governo Bolsonaro irá se desfazer do controle de uma empresa dona de 125 usinas com capacidade de 50 mil MW, 71 mil quilômetros de linhas de transmissão, 335 subestações de eletricidade, operadas por 12.500 trabalhadores /as de alta qualidade e produtividade.
O governo divulgou nota recente à imprensa sobre a MP da Eletrobras alegando que “pode” conseguir R$ 100 bilhões. Mas somente Belo Monte apresenta 49% das ações nas mãos do governo e já tem uma receita garantida e contratada com sua energia produzida durante sua concessão.
Mas Belo Monte é uma das 50 hidrelétricas pertencentes à Eletrobras. O fato é que ali encontram-se projetos de alta lucratividade e este é objetivo da entrega. A União também alega que vai diminuir o preço da luz em 6,3%. Um mentira. Basta conferir o artigo recente de Fabiola Latino Antezana e Gilberto Cervinski, para constatar que as tarifas aumentarão em mais de 25% ao povo brasileiro. Sem contar o fisiologismo negociado com o Congresso e grupos empresariais ligados às termelétricas, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), agronegócio, mineração, entre outros. Basta ver o que significam os três projetos regionais do Norte, Nordeste e Sudeste que constam junto ao projeto da privataria.
Esta medida vai na contramão de outros países e governos progressistas do mundo, basta ver o caso do governo mexicano, em que o presidente Lopez Obrador está em processo de revisão das privatizações neste setor, algo prejudicial ao país em quase 40 anos de programa neoliberal.
Entrega de infraestrutura e riquezas não calculadas
Sabemos também que a venda de empresas estratégicas sob o argumento de solucionar rombos nas contas governamentais é um erro já cometido à exaustão na década de 90. A imprudência do atual governo de Bolsonaro é ainda maior, dada a profundidade da atual crise sanitária, social e econômica, em vista dos impactos da privatização sobre a conta de luz e do aumento do desemprego, agravando mais ainda as condições de vida do povo.
O que está em curso será um crime que pode ser comparado ao que governo Fernando Henrique Cardoso cometeu em 1997, mas tende ser mais cruel e de consequências maiores. Os resultados da Vale (antiga Vale do Rio Doce) são conhecidos, voltado ao privilegiamento do capital financeiro e às exportações de produtos primários, sem estratégia nacional, teve como principal consequência os crimes de Mariana e Brumadinho (MG).
Depois do leilão de privatização da companhia, a Vale passou a ser comandada pelo banco Bradesco, integrante do consórcio Valepar, detentor de 32 por cento das ações, enquanto os investidores estrangeiros passaram a somar 26,7% das ações totais da empresas. Hoje a companhia é controlada por um conglomerado de bancos privados e fundos de investimentos internacionais e brasileiros, ou seja, pelo capital financeiro. Desde então, sabe-se as decisões centrais sobre os rumos da empresa foram orientadas de acordo com os acionistas preferenciais, na bolsa da Nova Iorque.
Maior mineradora mundial de minério de ferro, a Vale é produtora de ouro, exploradora de bauxita (matéria-prima do alumínio) bem como de titânio, no qual o Brasil é o maior detentor mundial do minério. A Vale tinha a participação em 54 empresas coligadas. Possui também uma grande malha ferroviária, meio de transporte que deveria ter papel estratégico, e reservas de minério, em alguns casos com capacidade para mais de 100 anos de produção. Mas nada disso foi avaliado no edital do leilão da companhia, assim como aconteceu com vários outros recursos minerais.
Em 1997, houve resistência nas ruas contra a privatização. Agora, o caso da Eletrobras deve ser divulgado ao máximo, uma vez que impacta e tornará o Brasil com uma das tarifas mais altas do mundo. O aumento do custo da energia vai agravar a crise e a desindustrialização e levar à falência milhares de pequenas empresas agravando ainda mais o desemprego.
Haverá perda de qualidade e apagões de energia. Haverá privatização da água e a destruição completa da soberania energética. Mais um setor estratégico ficará sob completo monopólio do capital financeiro, com forte risco de ter como sócios setores ligados ao submundo das milícias. A privatização, no fundo, atende ao fortalecimento do governo e sua base de apoio empresarial local e internacional, bem como a bancadas parlamentares ligadas a determinadas particularidades de negócios da indústria de eletricidade e áreas relacionadas.
É preciso que a resistência que já ganhou as ruas nos dias 29 de maio e 19 de junho consiga trabalhar pedagogicamente as razões da atual crise, o projeto de governo privatista, e a necessidade do Fora Bolsonaro, mostrando que o atual projeto neofacista e neoliberal é de entreguismo completo e de consequências desastrosas ao país.
A privatização da Eletrobras é um dos maiores exemplos disso.
____________________ * “O jornalismo NÃO É um CRIME ”, diz Biden, sobre jornal fechado em Hong Kong
Tabloide (!) de Hong Kong, fechado nesta semana, investigou o então candidato democrata em 2020, para favorecer Trump.
Para fustigar a China, Joe Biden disse que o Apple Daily "é um bastião necessário do jornalismo independente em Hong Kong"

247 - Em sua coluna publicada neste sábado (26) na Folha de S.Paulo, o jornalista Nelson de Sá rememora as reportagens do tabloide de Hong Kong Apple Daily sobre investigações acerca das atividades de Hunter Biden, filho do hoje chefe da Casa Branca.
O resultado dessa investigação foi um dossiê de 64 páginas, utilizado contra o então candidato Joe Biden durante a campanha eleitoral nos EUA, e duas reportagens no Apple Daily, escreve o colunista da Folha
Diante do fechamento do tabloide nesta semana, o agora presidente Joe Biden declarou que o Apple Daily é "um bastião necessário do jornalismo independente em Hong Kong" (...). O ato de jornalismo não é um crime.”
Políticos no Ocidente afirmam que a causa do fechamento do jornal foram "pressões do governo chinês", que rechaça as acusações.
"O fim da operação do jornal Apple Daily e seu site foi uma decisão autônoma tomada pela direção da empresa, sem relação com o alegado 'fechamento forçado' ”, escreve o site em português da Rádio Internacional da China.
____________________ * "Não basta sair Salles, tem que tirar Bolsonaro. Ele é o negacionista", diz Minc, ex-ministro do Meio Ambiente
Na TV 247, Carlos Minc avaliou que a troca no comando da pasta não evidencia uma mudança na política ambiental do atual governo. “Ele fazia o que o Bolsonaro queria”, falou. Assista

247 - Deputado estadual do Rio de Janeiro e ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (PSB) falou à TV 247 sobre a demissão do também agora ex-ministro da pasta Ricardo Salles, que será substituído por Joaquim Álvaro Pereira Leite, atual secretário da Amazônia e Serviços Ambientais do ministério.
Minc celebrou o fim da gestão Salles, classificada por ele como “um desastre”, mas destacou que a demissão do agora ex-ministro não mudará a política ambiental do atual governo, visto que é Jair Bolsonaro quem dá as cartas sobre a agenda climática brasileira. “Para mudar a política, não basta sair o Salles, tem que sair o Bolsonaro. Ele é o negacionista”.
“É possível que mude algo sim, mas perifericamente”, avaliou o ex-ministro, citando como exemplo as sutis mudanças que ocorreram mais recentemente no Ministério das Relações Exteriores, com a demissão de Ernesto Araújo e a chegada de Carlos Alberto Franco França.
“Não basta tirar o Salles. Ele fazia o que o Bolsonaro queria. Então nada evidencia que vai mudar a política ambiental. É possível que esse novo ministro, que é da área ruralista, mude alguma coisa do discurso, que ele seja menos agressivo, que ele tente acalmar os europeus, acalmar o agronegócio, mas eu duvido que eles vão trazer de volta os bravos funcionários do ICMBio e do Ibama que foram defenestrados exatamente porque tinham compromisso com o meio ambiente. Eu duvido que eles vão mandar tirar logo os garimpeiros ilegais das terras dos ianomâmis, eu duvido que vão levar o delegado Saraiva de volta para o Amazonas”, disse Minc.
____________________ * Isadora Pompeo critica campanha LGBTQIA+ e comete gafe no português
Na tarde desta sexta-feira (25/6), Isadora Pompeo usou suas redes sociais para manifestar sua desaprovação à nova companha publicitária do Burguer King. No comercial, crianças são convidadas a opinar sobre a comunidade LGBTQIA +.
A cantora gospel não gostou do que viu fez um desabafo, onde, inclusive, escorregou no português ao usar de forma incorreta o verbo “haver” quando, na verdade, deveria ter escrito “a ver”.
“Criança não tem que ser gay, lésbica, trans etc, CRIANÇA NÃO TEM HAVER (sic) COM SEXUALIDADE. Criança tem que brincar! Correr e se sujar!!!!!! Parem de sexualizar nossas crianças”, disparou a artista.
Repercussão nas redes
Na publicação que fez no feed de seu Instagram sobre o assunto, Isadora contou com o apoio de centenas de seguidores, que não pouparam elogios por ela ter se posicionado sem medo.
“Amo quem se posiciona sem medo de perder seguidores!”, disse uma mulher. “CANCELADA no mundo, APROVADA no céu! (Quem quer ser amigo do mundo)”, refletiu outra, mencionando uma passagem bíblica.
O cancelamento ficou por conta do Twitter. Nesta rede social, o nome de Pompeu está entre os assuntos mais comentados da sexta-feira (25/6) e uma série de críticas são apontadas à fala da artista.
“Gostava da Isadora pompeo mas agora descobri que é mais uma crentezinha podre”, escreveu uma internauta.
“Ser hétero tudo bem né Isadora, por favor saiba a diferença de sexualização e orientação, antes de se posicionar. Leva seu preconceito pra longe das crianças isso sim. E Isadora mais uma vez estuda o assunto antes de vim criticar”, respondeu outra.
____________________ * Flávio Bolsonaro vai à Justiça contra Witzel, que denunciou bolsonarismo e milícias em CPI da Covid
O senador Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Criminal contra as declarações do ex-governador Wilson Witzel em depoimento à CPI da Covid. O senador acusa Witzel de crimes de calúnia, difamação e injúria

247 - O senador Flávio Bolsonaro (Patriota) acionou, na sexta-feira, 25, a Justiça Criminal, na 39ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, contra as declarações do ex-governador Wilson Witzel em depoimento à CPI da Covid. O senador acusa Witzel de crimes de calúnia, difamação e injúria.
O ex-governador afirmou aos senadores que Flávio Bolsonaro seria "dono" dos hospitais no Rio. "O que pretendeu dizer o interpelado: que haveria corrupção? Tráfico de influência? Relações espúrias de compadrio? Em que contexto um Senador da República poderia ser dono ou ter alguma ingerência em hospitais federais em algum ente da federação", indaga trecho do documento.
Durante a CPI, falando sobre o assassinato de Marielle Franco, ao ter depoimento tumultuado por Flávio, Witzel disse não ser porteiro para ser intimidado, em referência ao porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro, ouvido na investigação sobre a morte da vereadora.
"O que quis dizer com esses termos? Que o senador Bolsonaro coagiu aquela humilde testemunha durante a investigação sobre a morte da ex-vereadora?! Que o interpelante coage porteiros? Testemunhas?", questionam os advogados de Flávio.
CPI aprova depoimento secreto de Witzel
A CPI da Covid aprovou na quarta-feira, 23, o requerimento para ouvir o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel. A ideia é que o ex-chefe do executivo fluminense preste depoimento em sessão secreta. O dia do depoimento ainda será definido.
O ex-governador foi à CPI no dia 16 de junho e disse ter informações importantes a revelar, porém num encontro secreto. Witzel alegou ser alvo de ameaças e pode dar informações que vão além da pandemia. Alvo de impeachment, ele disse, por exemplo, que o avanço das investigações do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL) foi determinante para ele sofrer o que chamou de perseguição.
Na sessão desta quarta, a CPI também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de seis entidades responsáveis pela gestão de hospitais no Rio de Janeiro.
Os senadores levantaram o sigilo do Instituto Unir Saúde, do Instituto IABAS, do Instituto Diva Alves do Brasil (IDAB) e das Organizações Sociais (OSs) Mahatma Gandhi, Nova Esperança e Rio dos Lagos.
As quebras de sigilo têm o objetivo de obter mais informações sobre irregularidades na gestão de dinheiro público ao longo da pandemia e para checar informações dadas por Witzel.

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