PREPARA-TE. DITADURA MILITAR EM BREVE NO GROTÃO DA TERRA PLANA, O GROTESCO BOLSONAQUISTÃO

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Fabio Pannunzio: "PREPARA-TE para a DITADURA_MILITAR que será INSTAURADA"

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Fabio Pannunzio: "Prepare-se para a ditadura militar que será instaurada"

Fabio Pannunzio

247 - O jornalista Fabio Pannunzio considerou grave a decisão do comando do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por participar de ato político de Jair Bolsonaro.

"O genocida tem razão quando fala "meu Exército". Prepare-se para a ditadura militar que será instaurada neste grotão da Terra plana", afirmou o jornalista em sua página nas redes sociais.

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Gleisi: Exército abre flanco para insubordinação de militares e policiais

Gleisi Hoffmann e Eduardo Pazuello

247 - A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, classificou como "submissão vergonhosa" a decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello pela participação no ato político de apoio a Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, no dia 23 de maio. 

"Exército livrar a cara de Pazuello é abrir flanco pra insubordinação de militares e policiais. Caso fica ainda pior quando ignora atitude política do general, infração das regras da pandemia e gestão nefasta do ex-ministro na Saúde. É submissão vergonhosa a Bolsonaro", disse Gleisi pelo Twitter.

Leia também matéria da agência Reuters sobre o assunto:

O Comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, considerou que a presença do ex-ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello, em ato político no Rio de Janeiro no fim de maio não configurou prática de transgressão disciplinar e decidiu arquivar o procedimento administrativo contra o colega, informou nota do Exército nesta quinta-feira.

Pazuello participou, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, de evento com apoiadores e chegou a fazer discurso ao microfone. Regulamento disciplinar do Exército considera transgressão a manifestação de militares da ativa a respeito de assuntos de natureza político-partidária.

"Acerca da participação do general de Divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general", diz a nota.

"Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado", acrescenta a nota.

Na terça-feira, Bolsonaro nomeou Pazuello secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, meses após substituí-lo como ministro da Saúde durante uma onda mortal da Covid-19 no Brasil.

O ato que suscitou o procedimento disciplinar no Exército ocorreu no fim de maio, pouco depois de depoimento do ex-ministro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que apura a gestão federal no combate à pandemia, em especial no Amazonas, Estado mais atingido pela doença, além de possíveis irregularidades em repasses de recursos da União a entes federativos. Tanto Pazuello quanto Bolsonaro não utilizavam máscaras de proteção e havia concentração de apoiadores.

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Depois de enquadrar o Exército, Bolsonaro usa live para dizer que “ninguém interfere” em suas decisões

247 - Jair Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira (3) a decisão do Exército de não punir o general e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por ter participado do ato político de apoio a ele no dia 23 de maio, no Rio de Janeiro.

Durante sua live semanal nas redes sociais, Bolsonaro disse que "ninguém interfere" nas decisões do Exército. “A punição existe nas Forças Armadas. Ninguém interfere, e a disciplina só existe porque nosso Código Disciplinar é bastante rígido”, afirmou.

Apesar da declaração, Jair Bolsonaro pediu ao comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, para não punir Pazuello pela participação no ato político. A sinalização foi dada ao comandante durante a viagem dos dois ao município de São Gabriel da Cachoeira (AM), onde Bolsonaro fez uma visita de dois dias.

Na live desta quinta-feira, Bolsonaro reiterou que não havia motivos para punir Eduardo Pazuello. "No Rio de Janeiro, o movimento foi o 1º Encontro dos Motociclistas com Jair Bolsonaro. Pela liberdade e apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Alguma coisa política nisso?", questionou, ao lado do ministro da Educação, Milton Ribeiro.

Assista:

Leia também matéria da agência Reuters sobre o assunto:

O Comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, considerou que a presença do ex-ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello, em ato político no Rio de Janeiro no fim de maio não configurou prática de transgressão disciplinar e decidiu arquivar o procedimento administrativo contra o colega, informou nota do Exército nesta quinta-feira.

Pazuello participou, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, de evento com apoiadores e chegou a fazer discurso ao microfone. Regulamento disciplinar do Exército considera transgressão a manifestação de militares da ativa a respeito de assuntos de natureza político-partidária.

"Acerca da participação do general de Divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general", diz a nota.

"Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado", acrescenta a nota.

Na terça-feira, Bolsonaro nomeou Pazuello secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, meses após substituí-lo como ministro da Saúde durante uma onda mortal da Covid-19 no Brasil.

O ato que suscitou o procedimento disciplinar no Exército ocorreu no fim de maio, pouco depois de depoimento do ex-ministro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que apura a gestão federal no combate à pandemia, em especial no Amazonas, Estado mais atingido pela doença, além de possíveis irregularidades em repasses de recursos da União a entes federativos. Tanto Pazuello quanto Bolsonaro não utilizavam máscaras de proteção e havia concentração de apoiadores.

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Exército cede e decide não punir Pazuello por participação em ato pró-Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Eduardo Pazuello durante passeio de moto, que gerou aglomeração na cidade do Rio de Janeiro.

247 - O Exército divulgou nesta quinta-feira (3) comunicado informando que o comandante da força, general Paulo Sérgio Oliveira, decidiu não punir o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello por sua participação em ato político a favor de Jair Bolsonaro em 23 de maio.

Como militar da ativa, Pazuello não poderia ter comparecido ao protesto, segundo regimento do Exército.

“Acerca da participação do General de Divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na Cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general. Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado”, diz a nota. 

O procedimento disciplinar aberto contra Pazuello foi arquivado.

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Decisão do Exército é "altamente preocupante" e ameaça integridade das Forças Armadas, alerta Celso Amorim

Eduardo Pazuello e Celso Amorim

247 - O ex-chanceler Celso Amorim, ministro da Defesa no governo Dilma Rousseff, disse que a decisão do Comando Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por participar do ato político de apoio a Jair Bolsonaro é "altamente preocupante para as instituições brasileiras".

"Não são só as Forças Armadas que têm sua integridade ameaçada. São as instituições democráticas. Como ex-ministro da Defesa eu lamento muito, porque eu vi como nós discutíamos as coisas com seriedade quando havia uma objeção séria das Forças Armadas a qualquer coisa, tudo era sempre conversado, negociado, eu nunca vi uma coisa assim, uma imposição. Nunca houve isso. Então eu fico muito preocupado, muito triste", afirmou Amorim ao jornal O Globo.

Na avaliação do ex-ministro da Defesa, é "altamente preocupante" quando as Forças Armadas, em especial o Exército, deixam as regras, o regulamento, de lado "para acomodar certos interesses".

"Elas não podem arbitrar nada. Mas poderiam, por exemplo, se houver uma situação como ocorreu nos Estados Unidos, no Capitólio, convocado pelo Supremo ou pelo Congresso, o Exército poderia agir, uma vez que ninguém pode confiar no que vai fazer a Polícia Militar. Com essa atitude agora, esse poder de última instância fica afetado", afirmou Celso Amorim.

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Raul Jungmann: “É hora de reagir, antes que seja tarde”

Ex-ministro Raul Jungmann

Metrópoles - Ex-ministro da Defesa entre maio de 2016 e fevereiro de 2018, na gestão do então presidente Michel Temer (MDB), Raul Jungmann publicou no Twitter, na noite desta quinta-feira (3/6), um alerta sobre a decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello pela participação em ato político com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Rio de Janeiro, em 23 de maio.

Para o ex-deputado federal, o arquivamento do procedimento disciplinar contra Pazuello foi uma “capitulação” do comandante do Exército, general Paulo Sérgio, e “não honra” os ex-comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, “que não se dobraram ao presidente”.

Jungmann faz referência à queda dos três oficiais, em 30 de março. A demissão dos então comandantes do Exército, general Edson Pujol; da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior; e da Aeronáutica, brigadeiro Antônio Carlos Moretti Bermudez, ocorreu logo após Bolsonaro demitir o então ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, depois de intensa pressão para que ele desse sinais de apoio político explícito ao presidente.

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Ex-ministro da Defesa: “É hora de reagir, antes que seja tarde”

atualizado 03/06/2021 20:24

Ex-ministro da Defesa entre maio de 2016 e fevereiro de 2018, na gestão do então presidente Michel Temer (MDB), Raul Jungmann publicou no Twitter, na noite desta quinta-feira (3/6), um alerta sobre a decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello pela participação em ato político com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Rio de Janeiro, em 23 de maio.

Para o ex-deputado federal, o arquivamento do procedimento disciplinar contra Pazuello foi uma “capitulação” do comandante do Exército, general Paulo Sérgio, e “não honra” os ex-comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, “que não se dobraram ao presidente”.

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Jungmann faz referência à queda dos três oficiais, em 30 de março. A demissão dos então comandantes do Exército, general Edson Pujol; da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior; e da Aeronáutica, brigadeiro Antônio Carlos Moretti Bermudez, ocorreu logo após Bolsonaro demitir o então ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, depois de intensa pressão para que ele desse sinais de apoio político explícito ao presidente.

Para Jungmann, os militares que comandavam as três Forças na época caíram por “respeito à Constituição e à democracia”, e a medida de hoje de deixar Pazuello impune vai de encontro à postura dos oficiais. O ex-ministro de Temer conclui com tom de conclamação:

“Mas é hora de reagir. Antes que seja tarde”.

Embora ele não cite explicitamente na mensagem, a preocupação de Jungmann é com a submissão completa das Forças Armadas a Bolsonaro, com avanço da politização nos quartéis.

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Vírus da anarquia militar ganha passe livre nos quartéis

Aline Massuca/Metrópoles

Haverá alguma reação militar à decisão do general Paulo Sérgio Nogueira, comandante do Exército, de arquivar o procedimento administrativo instaurado contra seu colega Eduardo Pazuello, que participou no Rio de manifestação político-partidária ao lado do presidente Jair Bolsonaro?

Improvável. Nogueira poderia ter punido Pazuello com uma advertência oral, ou por escrito, ou com até 30 dias de prisão como previsto no código do Exército. A maioria dos generais do Estado Maior do Exército defendeu uma dura advertência por escrito. Nogueira escolheu a pior alternativa: não fazer nada.

Bolsonaro enquadrou o Comandante do Exército. A partir de agora, e com razão, poderá chamar o Exército de “meu Exército”. E exigir que os militares graduados só se refiram a ele como “o Comandante Supremo das Forças Armadas”. Pazuello ganhou uma nova sinecura no governo. Nogueira desmoralizou sua Arma.

Haverá choro e ranger de dentes entre generais da ativa e da reserva, mas por enquanto apenas isso. Embora tenha ouvido seus pares pelo menos três vezes desde que Pazuello rasgou o Regimento Disciplinar do Exército, cabia a Nogueira, e somente a ele, a palavra final. Na prática, a palavra final foi de Bolsonaro.

O vírus da anarquia militar ganhou passe livre para circular dentro dos quartéis. Se um general da ativa pode ignorar o que está escrito no Regimento Disciplinar do Exército, se o Comandante do Exército pode ignorar a transgressão cometida por um general, por que soldados, cabos e demais escalões não podem?

Eles também são filhos de Deus – ou do diabo.

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Bolsonaro semeia a anarquia militar para reeleger-se. Ou então...

Anvisa libera pílula que "suga" a gordura para pessoas acima dos 40 anos de idade

Ao pilotar uma moto no Rio, subir num carro de som e discursar para motociclistas em uma manifestação político-partidária, outra vez Pazuello prestou-se ao papel de cumprir a vontade do seu chefe. Afinal, manda quem pode, obedece quem tem juízo. Ali, o general desertou do Exército e aderiu à força inimiga. Um Calabar!

O comandante do Exército, general Paulo Sérgio Noronha, encontra-se entre a cruz e a espada. Será crucificado por seus pares se não usar a espada contra Pazuello. Há maioria no Estado Maior do Exército favorável à punição de Pazuello com o rigor que o caso exige. No mínimo, que ele seja duramente censurado por escrito.

Intimidado por Bolsonaro, Noronha protela sua decisão. Cogita limitar-se a advertir Pazuello oralmente, sem que nada venha a constar na sua folha corrida depois que for para a reserva. Seria a punição mais branda prevista nos regulamentos. Equivale à reprimenda que um pai dá num filho travesso. Nem palmada é.

E quando o guarda da esquina, ou o soldado raso, concluir que um fardado armado jamais será punido de vez que o general bolsonarista não foi? Ou ao general é permitido desrespeitar regulamentos, mas ao soldado não? O exemplo de insubordinação de Bolsonaro no seu tempo de quartel começa a dar frutos.

Era 14 de maio último, quando o deputado Major Vítor Hugo (PSL-BA) deu início a mais uma live no Instagram, apareceu Luan Ferreira de Freitas Rocha, 3.º sargento de Material Bélico da ativa, que trabalha na Companhia de Comando da 15.ª Brigada de Infantaria Mecanizada, com sede em Cascavel, no Paraná.

Como conta Marcelo Godoy em O Estado de S. Paulo, Luan dividiu a tela com o deputado para reclamar do aumento de tempo de permanência como terceiro-sargento imposto aos graduados pela chamada reforma da previdência dos militares, que os obrigou a ficar mais cinco anos no posto antes de se aposentar.

O sargento quer a criação da graduação de “sargento-mór”, logo abaixo dos subtenentes. Diz que seus colegas que trabalham em São Paulo não conseguem viver com o que ganham. Se os generais do Planalto podem furar o teto do funcionalismo e ganhar até 69% de aumento, por que os sargentos devem ficar à míngua?

Foi com um discurso parecido com esse que surgiu Bolsonaro. Como seus superiores não lhe deram ouvido, ele planejou atentados a bomba a unidades militares do Rio.

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Celebridades entram em pé de guerra após fala de Juliana Paes

atualizado 03/06/2021 13:05

Um vídeo de Juliana Paes respondendo a uma amiga sobre não se posicionar politicamente, em meio à pandemia de Covid-19, acabou se transformando em uma polêmica gigantesca nas redes sociais. O movimento desencadeou uma série de outros posicionamentos e colocou as celebridades em um verdadeiro “pé de guerra”.

Tudo começou quando a atriz saiu em defesa da médica Nise Yamaguchi, que concedeu relato à CPI da Covid-19. Paes criticou o tratamento de senadores com a médica durante a sessão. Pouco depois, ela publicou um vídeo onde afirmou não ser “bolsominion” e de direita, mas que “não apoia os delírios comunistas da extrema-esquerda”.

“Cara colega, apesar de eu ter sido agredida por suas palavras caluniosas, de ter sido invadida pela sua mensagem de noite, de ter sido acusada de ser covarde, desonesta, criminosa, eu me dispus a te responder por todas as cenas que eu me emocionei do seu lado”, começou ela, sem citar nomes.

Ela continuou afirmando seu apoio em defesa da vacinação e disse que não se identifica nem com a postura da esquerda, nem com a da direita. “Você critica a minha escolha de não militar, publicamente, escolhendo um dos lados políticos nesse debate todo, então deixa eu te falar sobre o que eu penso. Estamos vivendo um dos momentos mais nebulosos. O mundo inteiro está angustiado. Qualquer assunto é politizado”, completou.

A especulação sobre a pessoa a qual Juliana se referia tomou conta das redes sociais, e alguns internautas apontaram que seria a atriz Samantha Schmultz, que postou algumas indiretas nos Stories, do Instagram, logo depois do posicionamento da artista.

Rinha de famosos

A treta entre as atrizes acabou desencadeando uma série de outros posicionamentos de artistas e acabou dividindo as celebridades em dois lados: os que criticaram e os que apoiaram a fala de Juliana Paes.

Além de Schmutz, a também atriz Letícia Sabatella discordou do dito por Paes. Em um comentário na publicação da artista, Sabatella disse não entender o que motivou o desabafo, mas que pretende encontrá-la para conversar com calma.

“Creio tanto na sua luz, na sua beleza interior, que me permito não admirar todos os pontos de sua fala, mas sim, te chamar para uma conversa muito fraterna”, escreveu ela, que aconselhou Paes a ter mais cuidado ao falar sobre assuntos sociais.

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Já do lado da famosa, um dos comentários que surpreendeu os internautas foi o de Agatha Moreira, que atuou com Paes em A Dona do Pedaço (2019). “Você é incrível, obrigado por essas palavras”, disse ela.

Vários outros artistas também entraram na “treta”, como Tico Santa Cruz, Marcos Palmeira, Daniele Suzuki, Fabíula Nascimento, Marcelo D2, Gregório Duvivier entre outros.

Ver essa foto no Instagram
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Sônia Abrão critica Tiago Abravanel por treta com tia: "Desnecessário"

A apresentadora lamentou as críticas de Tiago a Patrícia. “Eu acho que foi tão desnecessário e a consequência foi tão pesada pra todo mundo. A gente não pode deixar de pensar no Silvio com mais de 50 anos de carreira que nunca expõem a família desta maneira negativa, nenhum dos programas que ele ficava oito horas aos domingos. Esse era o exemplo que tinha que ser seguido, porque existe um ponto de intimidade que precisamos preservar”, opinou.

E recentemente criticou Patrícia, que pediu tolerância com comportamentos homofóbicos Instagram/Reprodução

Sonia Abrão

Sônia Abrão criticou posicionamento de Tiago Abravanel em treta com a tia

Tiago e Patrícia Abravaneldivulgação e reprodução

Tiago é ator, apresentador e cantorReprodução/Instagram

Ele é neto de Silvio SantosFoto: Leo Franco / AgNews

E recentemente criticou Patrícia, que pediu tolerância com comportamentos homofóbicos Instagram/Reprodução

Sonia Abrão

Sônia Abrão criticou posicionamento de Tiago Abravanel em treta com a tia

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Por fim, Sônia afirmou que o neto de Silvio foi desrespeitoso e que poderia ter se posicionado sobre o assunto, mas sem citar Patrícia. “Se falou, assume. Se as pessoas estão perguntando, responda. Mas não precisa ser de uma maneira indelicada, praticamente com falta de educação, como se nós que questionamos e abordamos essa história estivéssemos nos intrometendo no assunto, sendo que foi ele que chegou a falar”, concluiu.

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Como a ex-atriz pornô Mia Khalifa virou fenômeno na CPI da Covid?

Pipocando
Reprodução

Outras CPIs talvez não tiveram tanta repercussão como a atual, que investiga supostas irregularidades e omissões do governo federal durante a pandemia de Covid-19. Em dias de depoimentos, o assunto é sempre um dos mais comentados nas redes sociais, seja por falas polêmicas ou pelos memes.

Um dos episódios recentes que deu o que falar envolveu a ex-atriz pornô Mia Khalifa, e o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS).

O senador pertence a “tropa de choque” da base governista de Jair Bolsonaro na CPI, e é um dos defensores do tratamento precoce no combate a Covid-19. Como forma de defender seu ponto de vista, Heinze adota uma estratégia que consiste em desacreditar estudos científicos publicados em importantes revistas da área, que comprovam a ineficácia de medicamentos como cloroquina e hidroxicloroquina no combate à doença.

Durante a sessão do último dia 25, o parlamentar usou como exemplo o caso de uma empresa que conduziu pesquisas publicadas nas revistas The Lancet e New England Journal of Medicine, apontando que o tratamento precoce com os medicamentos defendidos por ele era ineficaz.

Posteriormente, o jornal britânico The Guardian descobriu que a Surgisphere (citado pelo parlamentar) tinha indícios de ser de fachada. Além da falta de transparência de dados e a inconsistência nos levantamentos realizados, ainda foi descoberto que uma das executivas da empresa seria uma atriz pornô, não identificada.

Mia Khalifa é ex-atriz pornôReprodução

A ex-atriz pornô quer a sua imagem desassociada a indústria pornográfica Reprodução

Agora ela segue sendo influenciadora digital Reprodução

Ela também se tornou uma ativista contra a indústria pornôReprodução

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Na notícia falsa que circula pela internet, Mia usa óculos e está vestida com uma roupa branca, sendo identificada como Marcela Pereira, médica infectologista responsável por um estudo sobre o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19 que possui resultados promissores, mas que não são divulgadas por grandes emissoras de televisão “compradas pelos comunistas chineses”.

Apesar da fala de Carlos Heinze não ter tido nada a ver com notícia falsa envolvendo Mia Khalifa, a confusão já estava formada.

Até mesmo ela, que nasceu no Líbano mas mora nos Estados Unidos desde 2000, chegou a comentar o assunto. “Se você já se sentiu mal com você mesmo, basta lembrar que pelo menos você não é o senador brasileiro que colocou Mia Khalifa na tendência da política do país”, disse em seu Twitter. “Eu não sei quem precisa ouvir isso, mas eu não sou uma médica, então não aceite conselhos médicos de memes falsos meu que você encontrou no WhatsApp. Tchau”, complementou.

Mia ficou mundialmente conhecida como fenômeno da indústria pornográfica depois de fazer 11 filmes do gênero entre 2014 e 2015, chegando a ser a pessoa mais procurada no site adulto PornHub.

No entanto, apesar do sucesso, ela desistiu dos filmes adultos e passou a desencorajar quem deseja entrar nesse ramo. Após abandonar a carreira, Mia Khalifa trabalhou como assistente jurídica, contadora e foi até mesmo comentarista esportiva. Atualmente ela possuí mais de 24 milhões de seguidores no Instagram, 3,7 milhões no Twitter, e se dedica à carreira de influenciadora digital.

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Renan Calheiros: quero crer que decisão dos militares foi recuo tático

Senador Renan Calheiros na CPI da Covid

247 - O senador Renan Calheiros, relator da CPI da Covid, disse crer que a decisão do Comando do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por participar do ato político de apoio a Jair Bolsonaro não significa uma "capitulação", mas um movimento tático. 

"Há diferença grande entre os movimentos sagazes da guerra: a retirada e a capitulação, que é a rendição ao inimigo. Quero crer que a decisão do comando do Exército é movimento de retirada, de recuo, não de capitulação", disse Renan pelo Twitter. 

"Tenho certeza de que os comandantes não vão se render na guerra pela democracia. É um movimento tático para  poupar forças para a batalha final contra os golpistas e inimigos da Constituição", acrescentou. 

Leia também matéria da Rede Brasil Atual sobre o assunto:

O Comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, decidiu arquivar processo administrativo contra o também general Eduardo Pazuello, aberto após o ex-ministro da Saúde participar de um ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. Na ocasião, Pazuello subiu em um carro de som no aterro do Flamengo para exaltar Bolsonaro, após passeio de moto do presidente com apoiadores.

Em nota divulgada nesta quinta (3), o Centro de Comunicação Social do Exército afirma que Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira “acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general. Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado”.

Transgressões

De acordo com Regulamento Disciplinar do Exército, instituído por decreto em 26 de agosto de 2002, configura-se em transgressão “Manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”. A nota não diz se Pazuello foi autorizado a participar. O Estatuto dos Militares, definido na Lei 6880, de 1980, não deixa qualquer margem: “são proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos de superiores quanto as de caráter reivindicatório ou político”.

Pouco mais de dois meses após deixar o ministério da Saúde, Pazuello foi nomeado no dia 1º de junho por Bolsonaro para um cargo na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Nesse meio tempo, o general chegou a ser reincorporado ao Exército. O general comandou a pasta da Saúde por cerca dez meses. No período, a Brasil saltou de aproximadamente 218 mil casos e 15 mil mortes para quase 11,5 milhões de registros e cerca de 280 mil vítimas fatais pela covid-19. 

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Marco Aurélio, do STF, diz que ficou "perplexo" com decisão do Exército

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o decano Marco Aurélio Mello, se disse "perplexo" com a decisão do Exército de arquivar processo que apurava a participação do general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, em um ato político com o Jair Bolsonaro.

"Como cidadão e integrante do Judiciário, fiquei perplexo. 

Como integrante da turma Euclydes Figueiredo da Escola Superior de Guerra de 1983, eu aprendi que disciplina e hierarquia são fundamentais para as Forças Armadas", afirmou o ministro em entrevista ao jornal O Globo.

O ministro disse que esperava uma punição, como sinalizaram alguns generais nos últimos dias, pois se tratava de fato de uma violação ao Estatuto Militar.

"Porque era mesmo um palanque, era só constatar que ao lado [de Pazuello] estava um deputado federal que acompanha sempre o presidente da República. Deputado federal é político", reforçou.

Para outros integrantes da Corte ouvidos reservadamente também entendem que o arquivamento do processo disciplinar contra Pazuello desgasta a imagem das Forças Armadas, colaborando para uma perda de credibilidade da instituição.

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Exército cometeu "implosão institucional" com perdão a Pazuello, diz Marcelo Freixo

Deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e o ex-ministro Eduardo Pazuello

247 - O deputado Marcelo Freixo (PSOL) criticou a decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello, pela participação no ato político de apoio a Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Pelo Twitter, Freixo disse que o país vive um dos momentos mais perigosos de sua democracia e que, na prática, o comando do Exército sinalizou que a quebra da disciplina e da hierarquia serão toleradas, o que, para ele, significa uma "implosão institucional".

"A subordinação do Exército ao presidente e não ao Estado brasileiro assim como a bolsonarização das polícias são um grave passo na escalada autoritária do governo Bolsonaro. Estamos diante de uma ameaça perigosa à já fŕagil estabilidade institucional e à democracia", afirmou Marcelo Freixo. 

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Altman: "generalato se alinha a Bolsonaro e constitui a coluna vertebral do governo neofascista"

Altman  e Pazuello

247 - O Jornalista Breno Altman usou suas redes sociais nesta quinta-feira (3) para criticar a decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello, após ele ignorar as leis da caserna e participar de um ato político com Jair Bolsonaro. Segundo o jornalista, a decisão expõe que o “generalato se alinha a Bolsonaro e constitui a coluna vertebral do governo neofascista”.

“A absolvição do general Eduardo Pazuello, pelo comando do Exército revela o óbvio: o generalato se alinha a Bolsonaro e constitui a coluna vertebral do governo neofascista. O resto é conversa para boi dormir, à esquerda ou à direita, papo de gente desinformada ou ajoelhada”, disse o jornalista. 

Saiba mais 

 O Exército divulgou nesta quinta-feira (3) comunicado informando que o comandante da força, general Paulo Sérgio Oliveira, decidiu não punir o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello por sua participação em ato político a favor de Jair Bolsonaro em 23 de maio.

Como militar da ativa, Pazuello não poderia ter comparecido ao protesto, segundo regimento do Exército.

“Acerca da participação do General de Divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na Cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general. Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado”, diz a nota. 

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Cláudio Couto: degradação do Exército nunca foi tão grande como agora

Eduardo Pazuello e General de Exército Paulo Sérgio com Bolsonaro
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247 - O professor de Ciência Política Cláudio Couto avaliou que o Exército vive o pior momento de sua história, ao perdoar o general Eduardo Pazuello pela participação no ato político de apoio a Jair Bolsonaro.

Durante entrevista ao Boa Noite 247, Couto alertou para o risco de uma partidarização cada vez maior das forças de segurança pública do País. "O Exército nunca chegou, em tempos de democracia a degradação institucional do Exército foi tão grande como é agora. E está piorando", afirmou.

O cientista político destacou que o perdão a Pazuello gerou insatisfação entre outros generais do Exército. "É uma coisa tão humilhante, que qualquer general que procure honrar sua farda, vai sentir isso como indignidade, não vai aceitar isso de bom grado. Por mais que ganhe uma série de benefícios", disse Cláudio Couto.

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Leia também matéria da Rede Brasil Atual sobre o assunto:

O Comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, decidiu arquivar processo administrativo contra o também general Eduardo Pazuello, aberto após o ex-ministro da Saúde participar de um ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. Na ocasião, Pazuello subiu em um carro de som no aterro do Flamengo para exaltar Bolsonaro, após passeio de moto do presidente com apoiadores.

Em nota divulgada nesta quinta (3), o Centro de Comunicação Social do Exército afirma que Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira “acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general. Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado”.

Transgressões

De acordo com Regulamento Disciplinar do Exército, instituído por decreto em 26 de agosto de 2002, configura-se em transgressão “Manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”. A nota não diz se Pazuello foi autorizado a participar. O Estatuto dos Militares, definido na Lei 6880, de 1980, não deixa qualquer margem: “são proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos de superiores quanto as de caráter reivindicatório ou político”.

Pouco mais de dois meses após deixar o ministério da Saúde, Pazuello foi nomeado no dia 1º de junho por Bolsonaro para um cargo na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Nesse meio tempo, o general chegou a ser reincorporado ao Exército. O general comandou a pasta da Saúde por cerca dez meses. No período, a Brasil saltou de aproximadamente 218 mil casos e 15 mil mortes para quase 11,5 milhões de registros e cerca de 280 mil vítimas fatais pela covid-19. 

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A última máscara do partido militar e o país na porta do inferno - Jeferson Miola

Nenhuma ilusão,  absolutamente nenhuma ilusão é tolerável nesta hora.

Por Jeferson Miola

Jair Bolsonaro, general Paulo Sérgio comandante do Exército e Eduardo Pazuello

Nenhuma ilusão; absolutamente nenhuma ilusão é tolerável nesta hora.

A impunidade do general e ex-ministro da Morte Eduardo Pazuello depois de participar de ato de moto-fascistas e subir no palanque político-partidário do Bolsonaro [23/5] não dá lugar a dúvidas: o partido militar abriu as portas do inferno e pode mergulhar o país no caos, na ditadura e na barbárie.

Não temos direito – os civis, democratas e republicanos de esquerda, progressistas, socialistas, conservadores ou liberais – a nos iludirmos e a nos auto-enganarmos a respeito da partidarização das Forças Armadas e do perigoso avanço do projeto de poder militar.

O respaldo do Alto Comando do Exército à decisão do Comandante Paulo Sérgio de Oliveira evidencia coesão institucional em torno da inflexão que marca séria mudança do padrão de intervenção do partido militar na política e nas instituições civis.

Esta inflexão representa a reação mais contundente à conjuntura desfavorável que ameaça a continuidade do seu projeto de poder. Às catástrofes sanitária, econômica, ambiental e humanitária, se somam a perspectiva de vitória eleitoral do Lula em 2022 e a dinâmica de mobilização social vigorosa aberta no último 29 de maio.

Esta inflexão comprova, também, o quão concreta e eficiente, apesar de secreta, foi a atuação oculta do partido militar na gênese do plano que resultou na eleição de Bolsonaro.

É preciso reconhecer, em definitivo, que Bolsonaro é consequência, e não causa, do governo militar instalado no país.

Lançado candidato presidencial para 2018 no pátio da AMAN em 29/11/2014, Bolsonaro é um títere que emprestou popularidade e voto para o “retorno eleitoral” ao poder dos militares originários do porão da ditadura anterior [turmas AMAN anos 1970], dando-lhes a oportunidade de instalarem a almejada “ditadura democraticamente eleita” [sic].

Bolsonaro é apenas uma peça da engrenagem de poder que tem no comando real o partido militar; ele é um “soldado” do partido. O estereótipo de “incendiário incontrolável”, inclusive, é funcional à estratégia diversionista do partido militar, que pode, a qualquer tempo, descartá-lo e substituí-lo por um “bombeiro racional e equilibrado” como o vice Hamilton Mourão.

É equivocado, por isso, insistir-se na tese de que Bolsonaro mais uma vez “dobrou” o Exército, em que pese a encenação do partido militar para aparentar falso distanciamento das Forças Armadas dos desatinos da criatura por eles inventada, da política e da responsabilidade pelo descalabro do governo militar.

É ilusório pensar que o partido militar tenha alguma preocupação com os efeitos da decisão de proteger o general transgressor sobre o respeito das tropas à disciplina e à hierarquia. Eles são irresponsáveis, e escolheram conscientemente este caminho da anarquia, da indisciplina e do tumulto, porque é o caminho que legitima a intervenção deles para “garantir a lei e a ordem”, segundo interpretação cínica que fazem do artigo 142 da Constituição [aqui].

A evolução de governo militar para uma ditadura militar, a essas alturas, é questão menor, de mero detalhe.

É urgente que o poder político, as instituições e a população civil reajam duramente ao militarismo e à atuação ilegal e inconstitucional do partido militar para tentar impedir que o país seja jogado no mais tenebroso inferno, com as Forças Armadas atuando como bando político armado que extermina compatriotas e instala o terror de Estado para concretizar um brutal projeto de saqueio e pilhagem do país.

Ao proteger Pazuello na gravíssima transgressão, o comando do Exército se assume abertamente como Comitê Central do partido militar, e tira a última máscara com a qual mantinham o simulacro do Exército como instituição profissional, legalista e de Estado.

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Daqui pra frente... Salve-se quem puder - Denise Assis

Por Denise Assis

Jair Bolsonaro, o general Augusto Heleno (ministro do GSI) e militares

Por Denise Assis, para o Jornalistas pela Democracia

O Exército Brasileiro - uma instituição de Estado - acaba de se colocar de joelhos diante de Bolsonaro, um ex-tenente, que só não foi expulso de suas fileiras por ter feito um acordo, pedindo, ele mesmo, a reforma, depois de ter mentido para o seu superior, o general Leônidas Pires Gonçalves, e enfrentado um processo no Supremo Tribunal Militar. Na ocasião (1987), ele negou ter sido o autor dos croquis de uma bomba que mandaria pelos ares o gasômetro no Centro do Rio, em represália aos baixos salários que recebia. Ao final do processo ele, com a reforma, atingiu a patente de capitão, de que se jacta, hoje. 

Com a mesma desenvoltura com que ludibriou o seu superior, tudo leva a crer, instruiu e acobertou o general de três estrelas, Eduardo Pazuello, colocando-o sob sua proteção, na Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), ligada diretamente à presidência da República. Isto, depois de Pazuello ter comparecido, à paisano em “motomício” promovido por Bolsonaro no Aterro do Flamengo, (ZS-RJ), no dia 23 de maio , subir num carro de som e discursar, em ato público tipicamente de cunho eleitoral, visando a reeleição do presidente. 

Ao fazê-lo sem a permissão do seu superior, o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, não só quebrou a hierarquia da Força, como desrespeitou o Regulamento Disciplinar do Exército, em seu Capítulo II - “Das Transgressões Disciplinares”. No item 31, está descrito que é falta grave: “representar a organização militar ou a corporação, em qualquer ato, sem estar devidamente autorizado”. 

Pazuello rompeu com esta e outras regras da disciplina militar, mas depois de ter deposto na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, na condição de ex-ministro da Saúde, em que protegeu como pôde a Bolsonaro, reforçou o apelido como é chamado pelo presidente:  “o meu gordinho preferido”. E ainda conseguiu o arquivamento do processo disciplinar que respondia, por conta da sua aparição no “motomício”.

A notícia chegou ao 247, enquanto o ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo, era entrevistado, por conta do lançamento do seu livro, “O Quinto Movimento”. Instado a falar sobre o episódio, Rebelo classificou a participação de Pazuello no ato como uma “manifestação muito grave de indisciplina, liderada pelo presidente da República” e citou o artigo 142 da Constituição*, comentando: “as Forças Armadas são subordinadas à disciplina e à hierarquia. Esses princípios não admitem relativismos. Ou eles valem para todos ou para ninguém. Não pode haver disciplina para o cabo e o soldado, se não há para o general”, disse.

Também o historiador e professor titular da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, especializado em temas militares, reagiu mal à providência tomada pelo Alto Comando do Exército: “Perdi a fé e a esperança nas instituições brasileiras. Penso que a parte pensante da Nação, também. Abriu-se uma brecha que vai corroer por dentro a República, começando pelo artigo 142 da Constituição Federal. O sentido maior de “Gravitas” da República foi manchado irrecuperavelmente”, lamentou.

Aos olhos do público, Pazuello fraquejou diante dos senadores que comandam a CPI, durante o seu depoimento. Mesmo após uma semana de um intenso “mídia training”, desmaiou e precisou dos cuidados do senador Otto Alencar (PSB-BA), que é médico cardiologista. Mas para o governo e o Exército, segue sendo um “bravo general”, capaz de mobilizar todo o Alto Comando, mas sair ileso, depois de apresentar um arrazoado de desculpas esfarrapadas, que faria corar qualquer garoto de colégio pego colando na prova.

Enquanto para o cargo de ministro da Saúde, Pazuello usou da sua fama de expert em “logística” , para a SAE está levando a sua capacidade de subverter a hierarquia, esgueirar-se junto ao poder e ser dócil aos poderosos. Entrou para a história da submissão e da adulação a sua frase: “ele manda e eu obedeço. Simples assim”.

Esperava-se que, depois de cometer grave ato de indisciplina e matar - eu disse matar - 260 mil patriotas (número de vítimas acrescido à estatística da Covid-19, desde o dia em que tomou posse como ministro da Saúde, até o dia em que deixou o cargo), esperava-se que Eduardo  Pazuello recebesse algum tipo de punição por indisciplina. Não por clamor “punitivista”, mas para que à população fosse passado um recado claro de que poderia ir dormir em paz, sabendo que as Forças Armadas cumprem o seu papel de guardiã da sociedade brasileira, como uma instituição de Estado, e não de um braço armado pronto a baixar sobre os cidadãos, em defesa de um governo que deu as costas para a sua população no momento mais dramático de sua história recente: a pandemia. 

Temos, hoje, 470 mil mortos pela Covid-19. O número não espanta mais. Naturalizamos o luto, mas visto de perto, em cada casa onde a doença ceifou vidas, há dor e desalento. E daí? Perguntava Bolsonaro? E daí? Passou a perguntar Pazuello, quando encampou a política de contágio por imunidade de rebanho, articulada pelo gabinete paralelo que serviu de guia ao morticínio. E daí? Pergunta agora o Exército Brasileiro, que acaba de confessar em praça pública, que sempre esteve do lado da política genocida do seu “comandante em chefe”, como gosta de bradar aquele que está sentado na cadeira de presidente, depois de levar uma eleição fraudada, sob o respaldo escandaloso e golpista do tuíte do antigo comandante do Exército Brasileiro – sempre ele –, o general Villas Boas. 

Mais uma vez fomos esmagados sob os coturnos dos militares, que até agora protagonizaram a “pantomima” de dizer que são uma Força de Estado. Mentira!!! Curvam-se aos ditames de um ditador, para quem não há lei, não há regras, não há limites. Nivelam-se ao exército de milicianos, seguidores do “mito”. São cãezinhos amestrados a serviço de um projeto entreguista de país. 

Adeus soberania! Adeus decência! Adeus ordem! Progresso, então, nem pensar. O que esperar de 2022?... Esses generais não veem nada além de um carregamento de uísque 12 anos, churrascos com picanhas de R$ 1.800,00 o quilo e polpudos salários de R$ 63 mil. Abra um prostíbulo, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. Talvez o senhor tenha melhor talento e mais alegria com esse tipo de negócio do que à frente de uma tropa desordeira. Ou então, engraxe as suas botas, tranque o seu escaninho e peça pra sair. Este Exército sob o seu comando não me representa.

* Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

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Alto Comando abriu a porteira - Alex Solnik

Por Alex Solnik

General Eduardo Pazuello e o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira

Por Alex Solnik 

decisão de não punir o general Pazuello não foi somente do comandante do Exército, general Paulo Sérgio, mas da maioria do Alto Comando do Exército, formado por 15 generais de quatro estrelas, sob a justificativa de evitar confronto com Bolsonaro, que não queria punição ao seu protegido. 

Preferiram correr o risco de abrir as portas dos quartéis para a política a comprar briga com o titular do Planalto. E ele agora terá portas abertas para cooptar oficiais para seu projeto de poder.

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Comando do Exército escancara seu ativismo político - Carla Teixeira

Por Carla Teixeira

General Eduardo Pazuello e o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

Desde a fundação da República, o Exército brasileiro nos ofereceu sucessivas demonstrações do seu fisiológico ativismo político. O movimento tenentista, dos anos 1920 e 1930, pode ser encarado como o embrião do que seria o monstro parido com o golpe de 1964 e a ditadura militar assassina das décadas seguintes. Diante das inúmeras intromissões de militares na vida política do país, principalmente contra governos populares que buscavam a justiça social e a democratização da sociedade, podemos considerar que é ingenuidade (para não dizer má fé) esperar profissionalismo dos quadros militares (de)formados para enxergar a população e a esquerda como “inimigos”, atuando acima do bem e do mal para garantir os interesses da corporação.

Entre os postulantes, o general Eduardo Pazuello desponta para assumir a dianteira do ativismo político dos milicos para as eleições de 2022. Depois de mentir feito Pinóquio à CPI do Genocídio -  jogando na lata do lixo a dignidade e a ética militar que preconizam a “palavra de fé pública” baseada na verdade, honestidade, justiça e respeito -, o “gordo favorito” foi passear de moto com Bolsonaro para protagonizar mais uma “crise militar”. A novela, contada diariamente pelos jornais da grande imprensa que apoiaram a ditadura, narrava a história de uma cisão (inexistente) entre os integrantes do Comando do Exército, tendo Bolsonaro como vetor da divisão.

Convém ressaltar que Jair marmita de milico é rebento autêntico do Partido Militar e depende inteiramente do apoio dos quartéis para se manter no poder, e até mesmo evitar a própria prisão (provavelmente do restante de sua família, também) por todos os crimes cometidos, inclusive contra a vida e a saúde dos brasileiros. A narrativa de “crise” busca orientar que Bolsonaro está ferindo a instituição militar enquanto a situação é exatamente oposta: Bolsonaro sequer existiria na presidência da República sem o apoio dos Oficiais. Diante da política de morte e do retumbante fracasso do governo, os milicos tentam se distanciar evitando estar associados ao capitão através de “fakes crises”. Para isso, forjam o falastrão general Santos Cruz como postulante “oficial” verde oliva enquanto mantêm o capitão na condição de candidato “oficioso” caso os ventos eleitorais sigam soprando pra um segundo turno entre Lula e Bolsonaro, em 2022.

Assim, as recentes manifestações políticas do general Pazuello indicam mais uma manobra diversionista dos comandantes para afastar a instituição do governo por ela própria criado e sustentado. Convocado para uma reunião com o comandante, general Paulo Sérgio, para receber comunicação da abertura de Processo Disciplinar pelos atos cometidos, Pazuello não compareceu por falta de tempo. É 1 colosso! Não há como acreditar que uma instituição que se baseia nos princípios de hierarquia, disciplina e obediência permita que um subalterno deixe de comparecer a uma reunião com superior. Seria cômico se não fosse ridículo que isso tenha sido notícia de insubordinação, principalmente quando os fatos mostram que o general Pazuello é o mais subordinado e condescendente de todos, ele mesmo disse: “um manda, o outro obedece”, ao encenar o lamentável papel de Adolf Eichmann tupiniquim e recusar a compra de vacinas.

Como recompensa por mentir e delinquir a favor do governo e do Exército, o general Pazuello passou a integrar a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência, com salário de R$ 16.944, em cargo ligado diretamente ao presidente da República. Sobre o processo disciplinar dissimulado pelos comandantes para orientar nova “crise”, foi decidido pelo arquivamento. Como o regulamento indica que é vedado ao militar “manifestar-se publicamente sem que esteja autorizado a respeito de assuntos de natureza político-partidária”, a falta de punição por evidente ato político do general da ativa só pode indicar o óbvio ululante: o general Pazuello foi autorizado por superior a participar da manifestação depois de mentir à CPI do Genocídio, salvar Bolsonaro e os comandantes, com a garantia de que não seria punido pelo Comando do Exército e ganharia imunidade jurídica com nomeação feita pelo Palácio do Planalto.

Com cargos no governo, benefícios orçamentários, salariais e previdenciários, os Oficiais seguem ganhando enquanto o povo morre de fome ou da peste (ou dos dois). Cabe às instituições e aos integrantes da sociedade civil denunciarem e investigarem o ativismo dos generais, assim como suas responsabilidades sobre o atual genocídio provocado pela gestão do governo que apoiam e integram. É preciso trabalhar a formação da consciência da população sobre a necessidade de um projeto de Defesa que proteja o Brasil e os brasileiros das ameaças externas, profissionalize as forças armadas e, por fim, extinga o Partido Militar que serve apenas para provocar crises, ameaçar a sociedade e a democracia, e manter a cadela do fascismo sempre no cio.

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Os olhos de Jonas e Daniel e o prenúncio da repressão covarde - Carol Proner

Por Carol Proner

O que se viu no último sábado, dia 29, foi a unidade das forças políticas progressistas tomando as ruas e praças em praticamente 250 cidades brasileiras, manifestando-se contra a conduta genocida de Jair Bolsonaro na pandemia. 

Foi a maior manifestação do ponto de vista territorial desde muito tempo, atingindo cidades médias e pequenas, e também redutos do bolsonarismo no sul do país. Os protestos chegaram a reunir, segundo estimativas, quase meio milhão de pessoas.

Quase meio milhão de pessoas também é o número de vítimas fatais da Covid-19 no país. E não é pouco considerar que as pessoas foram às ruas apesar disso, sopesando a cautela, o medo, o risco da contaminação diante de uma indignação que, desde a indignidade de tudo o que vivemos, precisa assumir a forma de ação.

Quem não foi, lamentou. Gostaria de ter ido, arrependeu-se. Justificou que ainda não era a hora, mas logo será. O que denota claramente que as próximas serão maiores, grandiosas até, trazendo um alerta aos movimentos e partidos diante da inevitável terceira onda no delicado equilíbrio que significa a coerência nas pautas políticas.

Eis uma questão que está na agenda de todas as reuniões no campo progressista esta semana: como fazer luta em tempos de isolamento social. E se isso era algo não bem resolvido para o movimento sindical, por exemplo – foi notável a baixa participação dos trabalhadores – o recado da militância nas ruas trouxe novos argumentos ao debate. 

Enquanto isso, setores importantes da mídia não sabem como noticiar o feito das manifestações do 29M. A hashtag #29MForaBolsonaro explodiu durante os protestos, em especial com o episódio da repressão em Recife, recebendo ampla cobertura da imprensa internacional, mas jornais como a Folha de São Paulo e O Globo emudeceram, assim como calam notícias de Lula e do indisfarçável crescimento do ex-Presidente nas pesquisas de intenção de votos. 

O que quero destacar neste brevíssimo resumo do fim de semana, é algo que talvez não tenha sido episódico. A repressão em Recife merece ser observada. Talvez os olhos do Daniel e do Jonas nos permitam ver mais além, o prenúncio do que virá quando os protestos se avolumarem por todo o país. 

Daniel Campelo da Silva, de 51 anos, e Jonas Correia de França, de 29, perderam os olhos por disparos de balas de borracha e passam a integrar as estatísticas mundiais sobre ferimentos oculares, que já são estudados como um fenômeno que se generaliza no uso da força policial. O caso mais conhecido é o do Chile, com 220 pessoas atingidas, mas tem sido frequente em praticamente todos os protestos na América Latina e no mundo. Poderíamos falar dos conflitos entre israelenses e palestinos, dos jalecos amarelos na França, dos protestos independentistas na Catalunha, quer dizer, tem sido uma “preferência” frente a certa liberalidade no uso dos armamentos “não letais”, ou menos letais.

Recentemente expertos da ONU reconheceram o uso excessivo e ilegal da força por parte da polícia e dos membros da ESMAD (Esquadrão Móvel Antidistúrbios) na Colômbia, incluindo o uso indiscriminado de armas menos letais contra a população civil e sem observar os princípios da necessidade e da proporcionalidade.

No caso do Chile, já paradigmático, os “carabineiros” utilizaram artefatos constituídos internamente de chumbo ou outro metal e recobertos de borracha, além de gás lacrimogênio com substâncias químicas proibidas e soda cáustica na água lançada desde os caminhões-pipa contra os manifestantes. 

E mesmo sem as adulterações perversas, a forma como foi usado o spray de pimenta contra Liana Cirne Lins, uma vereadora de Recife em busca de diálogo diante da violência desmedida da polícia, foi absolutamente abusiva e ilegal.

Também é fundamental perceber que esse arbítrio “do guarda da esquina” igualmente não foi eventual no caso do professor Arquidones Leão, preso por policiais militares em Goiás por ter se recusado a remover a frase “Fora Bolsonaro Genocida” do capô de seu carro. 

O vídeo que viralizou, do policial declamando artigo da Lei de Segurança Nacional, deve servir de alerta não para nos desmobilizar, mas para que possamos nos preparar estrategicamente contra o arbítrio e a ilegalidade que poderão crescer diante da inevitável retomada das ruas na luta pela democracia.

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Um teste decisivo para os princípios basilares da hierarquia e da disciplina - Moisés Mendes

Por Moisés Mendes

General Eduardo Pazuello e o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira

Por Moisés Mendes, do Jornalistas pela Democracia

Bolsonaro e Eduardo Pazuello complicaram a vida do comandante do Exército, e não só a dele.

O general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira assumiu o cargo no dia 23 de abril, em substituição a Edson Pujol, e disse no discurso de posse, em meio à crise que provocou a debandada do ministro da Defesa e dos chefes das três armas:

“Fiéis aos princípios basilares da hierarquia e da disciplina, e sob a estrita observância da ordem constitucional vigente, devemos continuar a representar vigoroso vetor de estabilidade e de garantia da ordem e da paz social”.

Esperavam que Oliveira começasse lidando com os desafios da ordem e da paz social, diante dos estragos provocados pelos blefes de Bolsonaro com a renovação das ameaças de golpe.

Mas o desafio imediato agora é o interno. É o que põe em risco os princípios da hierarquia e da disciplina. O general tem, antes da bronca política da ordem e da paz externas, um problemão com a indisciplina e a ameaça de desordem dentro do Exército.

Ontem, Bolsonaro blindou Eduardo Pazuello, o general da ativa que participa de atos com motoqueiros da extrema direita. Pazuello é agora secretário de assuntos estratégicos de Bolsonaro. Está protegido dentro do Planalto.

E Oliveira é quem deve dizer nos próximos dias qual será a punição ao militar que participou no dia 23 de um ato declaradamente político e infringiu as normas da instituição.

Não vai ser fácil para o chefe militar de Pazuello. Bolsonaro chamou o general amigo para perto e deixou claro: não mexam com ele.

O vice-presidente Hamilton Mourão já explicitou o que acha da situação de Pazuello. Mourão disse, no dia 27:

“A regra tem que ser aplicada para evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças, porque, assim como tem gente que é simpática ao governo, tem gente que não é. Então, cada um tem que permanecer dentro da linha que as Forças Armadas têm que adotar. As Forças Armadas são apartidárias. Elas não têm partido. O partido das Forças Armadas é o Brasil”.

Mourão parece estar na mesma linha do novo chefe do Exército, de fidelidade aos princípios basilares da hierarquia e da disciplina. O natural e previsível é que Pazuello seja punido, para que prevaleçam essas disciplinas e hierarquias.

Mas nada é natural em questões militares e muito menos se o protagonista é o ex-tenente Bolsonaro. O sujeito está dizendo, como já disse muitas vezes, que ele, como presidente, é o comandante supremo das Forças Armas.

Ele manda em Oliveira. Mas Oliveira deve mesmo se submeter de forma incondicional aos recados de Bolsonaro para que não puna um comandado indisciplinado?

Discutir a questão formal das hierarquias e dos organogramas de poder nas Forças Armadas é fugir do que interessa.

Bolsonaro não pode, em nome da proteção a Pazuello, criar um constrangimento para o comandante do Exército. Ou pode?

A questão política que em algum momento terá de ser enfrentada é esta: Oliveira pode e deve desafiar Bolsonaro e punir Pazuello?

O chefe do Exército tem suporte para cometer um gesto que vá além da mera punição de advertência, como a maioria está esperando?

Aguardemos a resposta que nos dirá se Bolsonaro tem razão quando se refere ao “meu Exército”.

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Uma luz ao que reluz: um olhar sobre a fala de Luana Araújo - Eduardo Henrique

Por Eduardo Henrique

Infectologista Luana Araújo

A médica Luana Araújo, com sua fala ontem na CPI da Covid, apresentou-se dentro dos moldes do pensamento iluminista clássico! Logo, ela acredita na ciência. O que é muito bom dentro do cenário em que estamos. Mas pareceu ser uma voluntarista, permitam-me dizer. Sua fala aponta para alguém que, por ‘valores patrióticos e pessoais’, oferece seus sólidos conhecimentos científicos diante da grave realidade da pandemia sem levar em conta as razões políticas que produzem tal situação.  

Dentro do cenário de rebaixamento teórico, ela pode parecer um alento. Mas o seu lugar de ‘neutralidade’ científica, em sua ‘verdade epistemológica imaculada’, a leva a se afastar da sujeira da arena política. Ela afirma a importância do método científico, que nos afasta da borda da Terra Plana, o que é muito bom, mas ao não querer questionar as bases políticas que produz o negacionismo soa ingênuo. Essa "neutralidade política" dela, para ‘além do bem e do mal’, pode soar para algumas pessoas desavisadas algo bom, mas não é. Ela condena o ‘discurso cloroqueiro’, mas esquece as bases ideológicas e políticas que o produz. Observe como ela nega o termo “negacionista”!  

Ela é uma excelente cientista, isso não há sombra de dúvida. Seu humanismo iluminista pode soar inspirador, mas depois da bomba atômica soa simplório. Ela apresenta-se acima das ideologias, do lado da verdade científica; logo não sendo nem de direita, nem de esquerda. A que lugar essa postura nos leva? A sua participação na CPI da Covid foi importante por ser a presença de uma iluminista clássica em um contexto de ‘Idade Média’, onde campeia o obscurantismo e negacionismo em que estamos, mas seria complicado esperar mais que isso. 

Ela parece partir da ideia que Bolsonaro e sua equipe podem mudar através da informação e da educação. Ela se dispôs inclusive a colaborar com tal governo pois, pelo que expressou, acreditou que através do uso da ‘Razão Pura’ poderia produzir uma mudança no governo e a consequente melhoria da situação do povo. Isso dito, fica um questionamento: ela ou é uma ingênua voluntarista, que acredita que pode mudar um governo de extrema direita, através de seu discurso técnico - científico (como esperavam os pensadores humanistas / iluministas do século XVIII que acreditavam que poderiam educar os reis e seus governos, para mudar a realidade) ou ela é uma pessoa ‘esperta’ que acredita que pode ser mais real que o rei! Quem sabe assim salvar o governo e o projeto neoliberal através de uma dose de racionalidade. Dar um verniz técnico (como faz o atual ministro da saúde) para salvar o que resta de projeto eleitoral da direita para 2022.

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Após assumir o comando total do Exército, Bolsonaro diz que CPI não vai derrubá-lo

247 – No mesmo dia em que assumiu o controle total das Forças Armadas, ao quebrar a hierarquia evitando a punição ao general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde que foi promovido após participar de um ato político, Jair Bolsonaro desafiou a CPI da Covid a derrubá-lo. Saiba mais:

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro minimizou os impactos da CPI da Covid do Senado por considerar que não apura desvios de recursos, mas apenas a sua conduta em relação à pandemia, atacou dirigentes da comissão e voltou a defender medicação sem comprovação científica para o tratamento contra o coronavírus, sem citar o nome.

"O pessoal acha que com CPI vai derrubar um presidente. Derrubar por quê? Estão apurando desvio de recurso? Não, né. Até porque o próprio Renan falou que essa CPI não será usada para apurar desvio de recurso. Está apurando o quê? Se eu estou usando máscara ou não?", questionou o presidente, na tradicional live de quinta-feira, referindo-se ao relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Renan, e o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), assim como o vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e outros integrantes da comissão críticos ao governo, como o senador Otto Alencar (PSD-BA), foram alvos nominalmente mencionados por Bolsonaro nesta quinta-feira, que chegou a referir-se ao relator como uma "figura desqualificada".

O presidente aproveitou para fazer a defesa de remédio que, embora não tenha eficácia comprovada -- há infectologistas que já falam em ineficácia comprovada -- para o tratamento contra a Covid-19, tem dividido opiniões no meio político e provocado fortes embates na CPI. Bolsonaro chegou a chamar de "canalhas" as pessoas que não defendem o "tratamento imediato".

"Eu não politizei isso aí. Quem politizou é o outro lado. Quem diz para não tomar e não dá alternativas são eles", acusou.

A CPI deve ouvir na próxima terça-feira, pela segunda vez, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Na quarta, é a vez do depoimento do ex-secretario-executivo da pasta Elcio Franco, enquanto na quinta senadores devem ouvir o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), que teve seu depoimento antecipado após operação da Polícia Federal. (Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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Se não bastasse a pandemia, temos agora a desmoralização do Exército, diz Mônica Bergamo

Coronavírus preocupa a cúpula do governo

247 – "Como se não bastasse a tensão de uma epidemia letal, que segue matando pai, mãe, filho, avô, amigo, que chega cada vez mais perto, temos que enfrentar a perspectiva igualmente sombria de indisciplina no Exército, de desmoralização do Exército, como alertam muitos militares", postou a jornalista Mônica Bergamo, em suas redes sociais. 

BRASÍLIA (Reuters) - O Comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, considerou que a presença do ex-ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello, em ato político no Rio de Janeiro no fim de maio não configurou prática de transgressão disciplinar e decidiu arquivar o procedimento administrativo contra o colega, informou nota do Exército nesta quinta-feira.

Pazuello participou, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, de evento com apoiadores e chegou a fazer discurso ao microfone. Regulamento disciplinar do Exército considera transgressão a manifestação de militares da ativa a respeito de assuntos de natureza político-partidária.

"Acerca da participação do general de Divisão Eduardo Pazuello em evento realizado na cidade do Rio de Janeiro, no dia 23 de maio de 2021, o Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general", diz a nota.

"Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado", acrescenta a nota.

Na terça-feira, Bolsonaro nomeou Pazuello secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, meses após substituí-lo como ministro da Saúde durante uma onda mortal da Covid-19 no Brasil.

O ato que suscitou o procedimento disciplinar no Exército ocorreu no fim de maio, pouco depois de depoimento do ex-ministro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que apura a gestão federal no combate à pandemia, em especial no Amazonas, Estado mais atingido pela doença, além de possíveis irregularidades em repasses de recursos da União a entes federativos. Tanto Pazuello quanto Bolsonaro não utilizavam máscaras de proteção e havia concentração de apoiadores.

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Bernardo Mello Franco: "Bolsonaro esvazia comandante e põe Exército de joelhos"

Paulo Sergio Nogueira, Braga Netto, Jair Bolsonaro, Almir Garnier Santos e Carlos de Almeida Baptista Junior

247 - "Bolsonaro criou uma armadilha para o general Paulo Sérgio Nogueira. Levou o ex-ministro Eduardo Pazuello, que é oficial da ativa, para um comício em seu favor. O comandante ficou emparedado: ou punia o subordinado, arriscando-se a ser demitido, ou fechava os olhos para a indisciplina, abrindo as portas para a anarquia militar", escreve o jornalista Bernardo Mello Franco.

"O general aceitou ficar de joelhos para o capitão. Perdeu a autoridade e ainda pode vir a perder o cargo. Basta que ele contrarie a próxima vontade do chefe".

Segundo o jornalista do Globo, Bolsonaro nunca escondeu a regra do jogo: para manter as benesses dadas aos militares, é preciso se curvar a ele e a seus filhos.

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