____________________ * Pedro Hallal e Jurema Werneck: QUATRO de cada CINCO (4/5) MORTES NÃO teriam acontecido se o Brasil estivesse na MÉDIA MUNDIAL de COMBATE à pandemia
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____________________ * 'Brasil poderia ter evitado QUATROCENTAS MIL mortes', dizem Pedro Hallal e Jurema Werneck
____________________ * MPF vê indícios de crime na compra da vacina indiana Covaxin - Brasil _______________________ Segundo documentos, país pagou valor 1000% maior por dose
____________________ * Dnit manda retirar outdoors contra Bolsonaro no RN | Vera Magalhães
____________________ * Caetano Veloso faz vídeo a favor de produtor cultural negro preso sem provas | Ancelmo - O Globo
____________________ * Subiu 11 pontos mas NÃO passa dos 50%?!? Maskomáçim? __________________ Aprovação de Bolsonaro cai para 23% e REPROVAÇÃO chega a 50%, diz Ipec
____________________ * DINÔVO?!?Portugal trava reabertura para conter novos casos de Covid-19. Lisboa volta a ser isolada
____________________ * LEONARDO VIEIRA fala sobre carreira, afastamento da TV e VIDA em PORTUGAL
____________________ * MOURÃO diz que caso Covaxin é 'muito BARULHO por NADA
____________________ * 'Moro é a maior ameaça à democracia brasileira desde a ditadura', diz Glenn Greenwald
____________________ * O Fiat Elba de Bolsonaro - Alex Solnik
____________________ * Marcos Rogério "apanha" de Pedro Hallal na CPI da Covid: "pergunta de grupo de WhatsApp" (vídeo)
________________ * Polícia Federal não tem registro de qualquer inquérito sobre compra da Covaxin
____________________ * Augusto Nunes diz que Onyx diz a verdade baseado em seu “tom de pele” (vídeo)
____________________ * Quando a justiça decide que um estupro não é um estupro
____________________ * Algo deu errado depois das fotos de Bolsonaro com os irmãos Miranda - Moisés Mendes
____________________ * Um Irã Soberano mais próximo da Rússia-China - Pepe Escobar
____________________ * O Reich de Bolsonaro
_______________ * Reserva de R$ 1,6 bilhão pelo governo para a compra da Covaxin já provocou dano à saúde, diz MPF
____________________ * Governo Bolsonaro reúne tropa de choque da CPI para confronto com irmãos Miranda
____________________ * Alemães erguem bandeiras do arco-íris em partida contra Hungria pela Eurocopa
____________________ * Corrupção na compra da Covaxin torna "Bolsonaro corrupto" um dos assuntos mais comentados no Twitter
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____________________ * 'Brasil poderia ter evitado 400 mil mortes', dizem Pedro Hallal e Jurema Werneck

247 - O Brasil poderia ter evitado que cerca de 400 mil pessoas morressem em decorrência da Covid-19, caso tivesse adotado uma política efetiva de controle lastreada em ações não farmacológicas desde o início da pandemia, em março de 2020. O dado foi apresentado nesta quinta-feira (24) pelo epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Pedro Hallal e pela diretora-executiva da Anistia Internacional e coordenadora do movimento Alerta, Jurema Werneck, durante audiência na CPI da Covid.
Segundo Hallal, quatro de cada cinco mortes pelo novo coronavírus Brasil estão em "excesso" e poderiam ter sido evitadas se o País seguisse as políticas adotadas por outros países. "Ontem, uma de cada três mortes por Covid no mundo foi no Brasil", disse o pesquisador no início do depoimento.
"Podíamos ter salvo 400 mil vidas no Brasil apenas se estivéssemos na média mundial”, destacou. Ainda segundo ele, o Brasil tem 2,7% da população mundial, mas registra 12,9% das mortes por Covid-19 em nível mundial.
Jurema Werneck informou ao colegiado que ao longo das 52 primeiras semanas da pandemia no país, cerca de 305 mil óbitos poderiam ter sido evitados. Ainda segundo ela, o país poderia registrar uma redução de até 40% na transmissão do coronavírus caso medidas restritivas, como o isolamento social, tivessem sido adotadas no início da crise sanitária.
“Se tivéssemos agido como era preciso, a gente podia ainda no primeiro ano de pandemia ter salvo 120 mil vidas”, disse. "Poderíamos ter salvo pessoas se a política de controle de medidas não farmacológicas tivesse sido aplicada", completou.
____________________ * Pedro Hallal: 4 de cada 5 mortes não teriam acontecido se o Brasil estivesse na média mundial de combate à pandemia

247 - Em depoimento à CPI da Covid nesta quinta-feira (24), o epidemiologista Pedro Hallal afirmou que quatro de cada cinco mortes estão em "excesso" e poderiam ter sido evitadas caso o Brasil tivesse seguido as melhores práticas internacionais para o enfrentamento à pandemia do coronavírus.
"Uma de cada três pessoas que morreram de covid no mundo foi do Brasil. Quatro, de cada cinco mortes no Brasil estão em excesso, considerando o tamanho da nossa população, disse.
O médico também destacou a falta de coordenação do governo Jair Bolsonaro no país. "Não é porque é populoso, não é porque não é desenvolvido, não é por conta de pirâmide etária", afirmou.
"Não existe como defender uma série de posturas adotadas pelo presidente da República. A postura dele é a pior que nós, cientistas, observamos durante esta pandemia", acrescentou.
____________________ * MPF vê indícios de crime na compra da vacina indiana Covaxin - Brasil
Segundo documentos, país pagou valor 1000% maior por dose

(ANSA) - O Ministério Público Federal (MPF) identificou possíveis crimes na compra das 20 milhões de doses da vacina indiana anti-Covid Covaxin, produzida pelo laboratório Bharat Biotech, e vai levar o caso da esfera civil para a criminal.
Segundo o órgão, de acordo com diversos sites e jornais brasileiros, há suspeitas de superfaturamento no valor de cada dose - já que essa é a vacina mais cara comprada pelo Ministério da Saúde -; há dúvidas sobre qual a necessidade de haver uma intermediação na compra - nesse caso, realizada pela Precisa Medicamentos -; além de ter sido o único processo rápido para a compra.
O valor total do acordo fechado pelo governo federal foi de R$ 1,6 bilhão.
O jornal "O Estado de S. Paulo" obteve documentos sigilosos do Ministério das Relações Exteriores em que há a informação, de agosto de 2020, de que cada dose do imunizante custava 100 rúpias, cerca de US$ 1,34. No contrato firmado pelo governo, o valor pago foi de US$ 15.
O site do jornal "O Globo" repercute trecho de documento feito pela procuradora Luciana Loureiro, responsável pela investigação no MPF na esfera civil, em que afirma que "a omissão de atitudes corretivas da execução do contrato somada ao histórico de irregularidades que pesa sobre os sócios da empresa Precisa e ao preço elevado pago pelas doses contratadas, em comparação com as demais, torna a situação carecedora de apuração aprofundada".
A fala refere-se a uma dívida de quase R$ 20 milhões da Global Saúde, que tem os mesmos sócios da Precisa, com o governo federal.
Ainda conforme o portal, em depoimento ao MPF, o servidor do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda, revelou ter sofrido "uma pressão atípica" para garantir a importação da Covaxin e que "vários setores" da pasta fizeram essa pressão.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado sobre a Covid-19 iria fazer uma oitiva nesta quarta-feira (23) com o presidente da Precisa, Francisco Emerson, mas os advogados entraram em contato com os senadores para adiar o depoimento porque o executivo está em isolamento após retornar de uma viagem à Índia.
Nesta quarta, a CPI deve aprovar a convocação de Miranda para prestar depoimentos.
A compra
As 20 milhões de doses da vacina Covaxin foram anunciadas pelo Ministério da Saúde em 26 de fevereiro, ainda sob a gestão do ministro Eduardo Pazuello. Naquele momento, já havia o compromisso de entregar cerca de 4 milhões de doses em março.
O problema, porém, era que o imunizante sequer tinha finalizado os testes clínicos da terceira fase na Índia - no país, foi aplicada mesmo sem o encerramento do estudo por conta da situação epidemiológica. O relatório final foi publicado em 3 de março e o governo indiano deu o registro de uso emergencial ao imunizante no dia 11 do mesmo mês.
Com isso, a Covaxin não tinha nem como requerer seu registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 30 de março, inclusive, a agência negou o certificado de boas práticas para a Bharat Biotech após um grupo de especialistas brasileiros visitar a fábrica indiana. O certificado, fundamental para liberar a compra, foi dado em 9 de junho.
Em 25 de maio, o governo pediu uma nova autorização de importação da vacina para a Anvisa que, em 5 de junho, deu a liberação para lotes específicos e sob restrições de monitoramento.
A suspeita ocorre porque, além do não cumprimento de entrega das doses contratadas, o processo de compra foi completamente diferente das demais vacinas.
A CoronaVac, da Sinovac Biotech e produzida no país pelo Instituto Butantan, e a Cominarty, da Pfizer/BioNTech, ficaram meses aguardando que o Ministério da Saúde adquirisse as doses - no caso da última, mais de 80 e-mails foram ignorados pelo governo.
O caso da Vaxzevria, da Universidade de Oxford e da AstraZeneca, é ainda mais diferente, já que o então ministro Nelson Teich iniciou os contatos que garantiram a transferência de tecnologia para produção nacional pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
No entanto, até mesmo a vacina da Pfizer, uma das mais caras do mercado por usar uma tecnologia inédita, a do RNA mensageiro (mRNA), saiu abaixo dos US$ 15 da Bharat - que usa uma tecnologia mais tradicional. (ANSA).
____________________ * Dnit manda retirar outdoors contra Bolsonaro no RN | Vera Magalhães - O Globo

A visita de Jair Bolsonaro a Pau dos Ferros, cidade do Oeste do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira, foi antecedida de uma determinação do Dnit, o departamento do governo federal que cuida das estradas, para a retirada de vários outdoors e faixas colocados ao longo da BR 405 com dizeres contrários ao presidente.
O ofício determinando a retirada dos cartazes os classifica como irregulares e que a administração pública, "detentora do poder de polícia administrativa", tem o direito a retirá-los sem prévia determinação judicial.
O outdoor que motivou a manifestação rápida do Dnit dizia "Cemitérios cheios, panelas vazias - Pau dos Ferros é Fora Bolsonaro", com uma foto do presidente gargalhando. Era assinado por entidades sindicais potiguares.
A equipe de fiscais do Dnit na noite de quarta-feira viajou 400 km, a partir de Natal, para retirar os cartazes.
Além desse cartaz, várias faixas dispostas ao longo da estrada no perímetro da cidade traziam dizeres críticos a Bolsonaro. "Vacina salva, máscara protege e Bolsonaro mata", dizia uma delas.

Curiosamente, um outdoor de apoio a Bolsonaro foi colocado na mesma estrada de acesso à cidade. Até agora, nada de ser retirado. Ele fica a 50 metros do outro, que foi derrubado pelos fiscais do Dnit.

A visita do presidente também levou a prefeita da cidade, Marianna Almeida, que é do PSD, partido do ministro das Comunicações, Fábio Faria, mas aliada da governadora petista Fátima Bezerra, a soltar uma nota pública dizendo que a prefeitura não é responsável pelo evento com a presença do presidente nem pela aglomeração que ele certamente provocaria.
A obra que Bolsonaro vai lançar é da pasta de Rogério Marinho, o titular do Desenvolvimento Regional e também potiguar. A comitiva presidencial com os dois ministros do Estado chega a Mossoró 9h30. Eles irão de helicóptero até Jurucutu, onde visitará as obras de uma barragem.
De lá, a comitiva vai, também de helicóptero, a Pau dos Ferros. Lá Bolsonaro e Marinho assinarão a ordem de serviço da construção do Ramal do Apodi e do projeto executivo da barragem Poço de Varas.
____________________ * Caetano Veloso faz vídeo a favor de produtor cultural negro preso sem provas | Ancelmo - O Globo
Por Ana Cláudia Guimarães

Caetano Veloso postou em suas redes um vídeo com fotos e áudio sobre o produtor cultural Angelo Gustavo Pereira Nobre, 28 anos, preso injustamente e acusado de um assalto. A prova? Um documento encontrado, dois meses depois, no carro de uma das vítimas com o nome de João. E o que Angelo Gustavo tem a ver com isso? Segundo a vítima, havia curtida dele numa pagina de Facebook de João, cujo documento havia sido encontrado no carro. Só que Angelo, no dia do crime, se recuperava de uma cirurgia e foi a uma missa de um amigo que havia falecido. Depois, seguiu para a casa de sua avo, no Rio Comprido.
A polícia, baseando-se numa investigação feita pela vítima, chegou a conclusão de que Gustavo era réu e pediu a prisão preventiva de Gustavo. Não foi chamado para dar depoimento e acabou sendo condenado. Gustavo foi preso em 2020, após ser chamado para ir a delegacia. Caetano pergunta “será que um jovem branco teria esta mesma trajetória?“
____________________ * Subiu 11 pontos mas NÃO passa dos 50%?!? Maskomáçim?Aprovação de Bolsonaro cai para 23% e REPROVAÇÃO chega a 50%, diz Ipec

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RIO — Com o avanço das investigações e depoimentos na CPI da Covid, a reprovação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) subiu 11 pontos percentuais, de 39% para 50%, segundo o levantamento feito pelo instituto Ipec divulgado nesta quinta-feira. Já a aprovação do mandatário caiu de 28% para 23% — cinco pontos a menos do que a sondagem anterior feita em fevereiro, antes do início dos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito.
A CPI foi instalada em meio ao pior momento da pandemia do novo coronavírus no país, em que o número de mortes e casos batia recordes diários. Os senadores apuram ações e omissões do governo Bolsonaro no enfrentamento ao vírus e o uso de repasses de verbas federais para estados e municípios.
A pesquisa divulgada nesta quinta-feira mostra ainda que entre os entrevistados, 26% avaliaram o presidente como regular — uma queda de cinco pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior.
O instituto ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 17 e 21 de junho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O Ipec questionou se os entrevistados aprovam a maneira do presidente Jair Bolsonaro de governar. Mais da metade respondeu que desaprava (66%), enquanto 33% disseram aprovar. Outros 4% não souberam ou não responderam.
No levantamento anterior, 38% dos entrevistados aprovavam a maneira de governar de Bolsonaro, 58% desaprovavam e 5% não souberam ou não responderam.
Os pesquisadores perguntaram também se os entrevistados confiam em Bolsonaro: 68% disseram que não confiam, 30% que confiam e outros 2% não sabiam ou não responderam.
No levantamento anterior, 36% dos entrevistados diziam confiar em Bolsonaro, 61% diziam não confiar e 3% não souberam ou não responderam.
____________________ * DINÔVO?!?Portugal trava reabertura para conter novos casos de Covid-19. Lisboa volta a ser isolada | Portugal Giro - O Globo

A evolução da pandemia de Covid-19, com a chegada de novas variantes, prova que ainda não é possível conciliar totalmente a necessidade de retomada da economia com o controle de novas infecções. Ao menos enquanto a maior parte da população não estiver vacinada.
Portugal é um dos exemplos europeus das consequências trazidas pelos riscos assumidos. Reabrir parcialmente o país para o turismo internacional e retomar as atividades com público foram importantes para relançar a economia, que cresceu cerca de 20% em relação a 2020. Mas agora é preciso pagar o preço do aumento da circulação de pessoas e do relaxamento de algumas medidas.
- Portugal se encontra claramente na zona vermelha da nossa matriz, pelo que não existem condições para avançar no plano de desconfinamento previsto. A situação é complexa e exige atenção de todos - explicou Mariana Vieira da Silva, ministra do Estado e da Presidência, ao anunciar as medidas, que incluem a prorrogação do estado de calamidade até 11 de julho.
Cem dias após iniciar a reabertura, com 30% dos residentes imunizados, mas diante de novo aumento de casos, que especialistas dizem ser uma quarta onda, o governo freia o avanço de todo o país à próxima fase de desconfinamento e volta a isolar Lisboa no fim de semana. Recentemente, o uso obrigatório de máscara foi prorrogado até setembro.
Na última quarta-feira, Portugal entrou na zona vermelha de risco estipulada pelo governo, com o registro de 1.556 novos casos, os piores números em quatro meses. Cerca de 67% das novas infecções (1.049) foram na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde predomina a variante Delta, que está prevista para ser responsável por 90% dos casos na Europa até o fim de agosto.
Pressionado pela estatística desfavorável, com incidência superior a 129 casos por 100 mil habitantes, e índice de transmissão (Rt) de 1,18, o governo decidiu travar o próximo passo de alívio de medidas restritivas, marcado para a próxima segunda-feira, dia 28.
Assim, continua a proibição de eventos esportivos com grande público, o limite de lotação em transportes públicos e os horários de funcionamento de restaurantes, bares e cafés não serão ampliados neste começo de verão na Europa, época de maior faturamento.
Em Lisboa, as medidas são mais duras e representam um recuo. Além da proibição de circulação de e para a capital no fim de semana, os restaurantes passam a encerrar às 15h30 aos sábados e domingos. O comércio também teve seu horário de funcionamento reduzido nos finais de semana e feriados.
O registro deste começo de um possível novo ciclo de Covid -19 em Portugal fez a chanceler alemã Angela Merkel criticar a condução da reabertura no país, que teve ponto alto na decisão de liberar a entrada de torcedores britânicos na final da Champions League no Porto, estratégia tomada para impulsionar a economia e o turismo. Mesmo com o conhecimento da crescente incidência da variante Delta na Inglaterra.
- Temos uma situação em Portugal que talvez pudesse ter sido evitada, e é por isso que temos de trabalhar ainda mais arduamente - disse Merkel.
Ao responder, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, foi diplomático.
- O que disse a chanceler corresponde a um problema europeu. Cada país decidiu unilateralmente as formas de restrição interna de acordo com a evolução da pandemia. Todos os estados-membros, de alguma maneira, já se queixaram do que se passou nos outros - afirmou Marcelo, lembrando que Portugal já se queixou da Alemanha.
António Costa, primeiro-ministro português, também optou pela diplomacia, dando razão a Merkel. Ele endossou a possível uniformização europeia de controle de fronteiras externas, inclusive com novas proibições aos cidadãos do Reino Unido:
- Se for esse o entendimento (fechar fronteiras para o Reino Unido), sim. Nós vamos discutir aqui no Conselho Europeu quais são as decisões que vamos tomar, mais uma vez, relativamente ao controle de entradas de pessoas originárias de países terceiros, designadamente do Reino Unido.
____________________ * Leonardo Vieira fala sobre carreira, afastamento da TV e vida em Portugal
Gabriel Menezes

A partir do próximo dia 12, Leonardo Vieira poderá ser visto num dos papéis mais marcantes de sua carreira: o Lucas, de “Sonho Meu". A novela voltará ao ar no Viva depois de 28 anos da estreia. O ator conta que guarda lembranças muito especiais da época:
- Foi um momento incrível para mim, porque foi logo depois de “Renascer” e me surpreendi ao ser chamado tão rápido para outro trabalho. Eu era um garoto, tinha acabado de sair da escola de teatro e me deslumbrei com tantas possibilidades que estavam se abrindo. Além disso, tive o privilégio de estar ao lado de atores que já eram consagrados, como Beatriz Segall, Walmor Chagas e Nivea Maria.
Na história, Lucas tinha uma relação muito próxima com Laleska (Carolina Pavanelli), filha da mulher por quem ele se apaixona. Na vida real, Leonardo, de 52 anos, é casado com Leandro Fonseca e não teve filhos, mas não descarta a hipótese:
- Na época da novela eu era muito novo e naquele momento não tinha vontade de ser pai. Hoje eu até tenho, mas não é algo latente. Se eu tiver, será por meio de adoção, e não biológico.
O trabalho mais recente na TV foi em “Os Dez Mandamentos” (2015). De lá para cá, ele conta que o afastamento não ocorreu por uma decisão sua. Em 2017, o ator assumiu publicamente a a homossexualidade depois de ser fotografado por um paparazzo:
- Fui arrancado do armário contra a minha vontade e depois disso a minha vida virou de cabeça para baixo. Passei a sofrer ameaças de morte e desde então nunca mais fui chamado para um trabalho.
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Por conta disso, em 2018, ele decidiu se mudar para Portugal, onde vive até hoje.
- Em meio a todas essas questões de ameaça e falta de trabalho, teve a eleição do atual presidente, uma pessoa de quem eu discordo completamente em todas as posições. Eu sou cidadão português e já tinha planos de morar no país algum dia. Acabei, então, tomando a decisão. Mas não tenho feito trabalhos como ator por aqui. Não é algo que eu esteja procurando - diz ele, que está sem emprego no momento.
Sobre a possibilidade de voltar a morar no Brasil, o ator afirma que não está nos planos:
- Vou voltar sempre para visitar e para fazer trabalhos pontuais, mas morar não é algo que eu tenha vontade agora. Eu sei que muita coisa está avançando desde que eu saí. A homossexualidade vem sendo discutida e aceita por uma parte da sociedade e até das emissoras. Tivemos, por exemplo, o Gil do Vigor, que faz sucesso com a sua cachorrada. Isso é muito significativo.
Leonardo vive em Lisboa com o marido, com quem está há 13 anos. Eles se mudaram para a cidade pouco antes do início da pandemia e acabaram se arrependendo.
- Morávamos no interior, num lugar cheio de natureza e tranquilidade. Mas eu achei que seria interessante essa mudança para Lisboa. Acontece que logo depois veio a pandemia e tivemos que ficar presos em quarentena. E aqui ela é seguida muito à risca. Agora as coisas estão melhores. Esta semana eu fui jantar fora depois de um ano e meio - conclui Leonardo, que nos próximos dias tomará a sua segunda dose da vacina contra a Covid-19.

Atores e atrizes LGBTQIA+ falam sobre seus relacionamentos e formas de combater preconceito:

No mês do orgulho LGBTQIA+, Nanda Costa, Ana Hikari, Gabriela Loran e Vitória Strada são algumas das atrizes a falar sobre o assunto Reprodução
____________________ * Mourão diz que caso Covaxin é 'muito barulho por nada'

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BRASÍLIA — O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira que as suspeitas envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin são "muito barulho por nada". A aquisição do imunizante é investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela CPI do Senado.
Mourão disse que não acompanhou o pronunciamento do ministro da Secretaria-Geral, Onyx Lorenzoni, para rebater as acusações contra o governo e disse que só tem acompanhado o assunto pela imprensa:
— Não acompanhei as palavras do ministro (Onyx). Esse é um assunto que eu desconheço. Eu só estou ciente daquilo que está sendo publicado pela imprensa. Então eu não tenho nenhuma opinião a emitir a esse respeito. Na minha visão, olhando por alto os dados que estão sendo publicados, está tendo muito barulho por nada, no final das contas. Mas é turbulência isso aí — disse o vice-presidente, ao chegar no Palácio do Planalto no início da tarde.
O MPF identificou indícios de crime na compra feita pelo Ministério da Saúde de 20 milhões de doses da Covaxin e vai investigar o caso também na esfera criminal — até então, ele vinha sendo apurado em um inquérito na área cível. A dose da vacina negociada pelo governo é a mais cara entre todas as que foram contratadas pelo Ministério da Saúde, e o processo de aquisição do imunizante foi o mais célere de todos.
Além disso, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, que se recusou a assinar um recibo que previa um pagamento antecipado pela importação da vacina, disse em entrevista ao GLOBO ter se encontrado pessoalmente com o presidente Jair Bolsonaro em 20 de março para denunciar as suspeitas sobre a importação do imunizante.
Reunião com novo ministro
Mourão disse que não sabe os motivos da saída de Ricardo Salles, com quem teve atritos, do Ministério do Ambiente. O vice-presidente relatou conhecer o novo ministro, Joaquim Álvaro Pereira Leite, do Conselho da Amazônia e adiantou que os dois devem se reunir na sexta-feira.
— O Salles pediu demissão, né? Então, eu não sei quais foram os motivos que o levaram a pedir demissão. Então, cumpriu sua tarefa aí. O Joaquim tem trabalhado com a gente aí, ao longo desse período que eu estou no Conselho Nacional da Amazônia, ele é o secretário ali da Amazônia. A gente tem um bom relacionamento. Espero cooperação da parte dele.
No mês passado, Mourão reclamou da ausência de Salles em uma reunião do Conselho da Amazônia. Agora, disse que o ex-ministro "cooperou muito em determinados momentos" e que em outros passava por problemas de "ordem pessoal", em referência às investigações a que ele responde.
— O Salles cooperou muito em determinados momentos. Em outros, ele estava com alguns problemas aí da ordem pessoal dele, que deve ter afetado. Não estou calçando o sapato dele, não sei o que que estava afetando. E o Joaquim eu tenho uma boa impressão dele.
____________________ * 'Moro é a maior ameaça à democracia brasileira desde a ditadura', diz Glenn Greenwald

247 - O jornalista Glenn Greenwald, responsável pela série de reportagens intitulada "Vaza Jato", que teve origem nas mensagens obtidas pelo hacker Walter Delgatti Netto a partir de celulares de integrantes da Lava Jato de Curitiba, comentou nesta quinta-feira (24) pelo Twitter o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro nos processos contra o ex-presidente Lula.
O ex-juiz foi definitivamente declarado suspeito e parcial em sua atuação em processos que envolviam o petista na Lava Jato. Para Greenwald, "Moro é mais do que um juiz corrupto".
"Não é hiperbólico dizer que o ex-ministro de Bolsonaro representa a maior ameaça à democracia brasileira desde o fim da ditadura", completou o jornalista.
____________________ * O Fiat Elba de Bolsonaro - Alex Solnik
Por Alex Solnik

Há mais semelhanças entre os casos Collor e Bolsonaro do que supõe a nossa vã política.
A 10 de maio de 1992, o empresário Pedro Collor concedeu uma entrevista bomba a Luiz Costa Pinto, da revista Veja, na qual denunciou as relações espúrias entre seu irmão presidente da República, Fernando Collor e seu ex-chefe de campanha, Paulo César Farias, conhecido por PC Farias.
A 26 de maio foi instalada a CPI do PC Farias, a fim de investigar as denúncias de Pedro Collor. Ele, PC Farias, a ministra Zélia Cardoso de Mello e outros depoentes foram ouvidos, mas não havia provas contra Collor.
Em julho, os repórteres Mino Pedrosa e João Santana publicaram, na IstoÉ, reportagem com Eriberto França, ex-motorista da secretária de Collor, Ana Aciolly, na qual afirmou e provou ter comprado um Fiat Elba para a mulher de Collor com cheque-fantasma que recebeu de PC Farias.
A 29 de setembro, a Câmara dos Deputados abriu o processo de impeachment.
A 29 de dezembro, quando o Senado iria confirmar o impeachment, Collor renunciou.
Vinte e nove anos depois...
A 29 de abril de 2021 foi aberta, no Senado, a CPI da Covid com objetivo de investigar omissões e irresponsabilidades do governo Bolsonaro na condução da pandemia. Houve depoimentos contundentes, mas que não atingiam em cheio o presidente da República.
Hoje, 23 de junho, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) concedeu entrevista bomba à CNN Brasil, na qual denunciou “corrupção pesada” no Ministério da Saúde na aquisição da vacina Covaxin, do laboratório indiano Barath Biontech.
Ele disse que seu irmão, Luís Ricardo Miranda, chefe da Divisão de Importação do Ministério da Saúde estava sendo pressionado para pagar antecipadamente US$ 46 milhões a uma empresa de Singapura chamada Madison, que não constava do contrato de R$1,6 bilhão, assinado entre o laboratório indiano e a empresa brasileira Precisa Medicamentos, intermediária do negócio, a 25 de fevereiro.
Além disso, o contrato não mencionava pagamento antecipado; os 20 milhões de doses só seriam pagos depois da entrega.
No dia 19 de março de 2021, uma sexta-feira, a pressão tornou-se insuportável: Luís Ricardo recebeu, às 23h00, mensagem de seu chefe, coronel Pires, que era um verdadeiro ultimatum. E contou o que estava se passando ao irmão.
O deputado, aliado de Bolsonaro, decidiu, então, levar a denúncia, devidamente documentada, ao presidente, com quem ele e seu irmão se encontraram, a 20 de março, no Palácio da Alvorada.
Bolsonaro prometeu acionar o Diretor Geral da Polícia Federal, mas, depois desse dia, os irmãos não receberam qualquer retorno do presidente. Pior: o deputado começou a ser retaliado pelo governo, que nunca mais atendeu a seus pleitos.
No dia 31 de março, Luís Ricardo Miranda prestou depoimento sigiloso a Luciana Loureiro, procuradora do Ministério Público Federal de Brasília.
Ontem, seu irmão deputado revelou a visita a Bolsonaro ao presidente, ao relator e ao vice-presidente da CPI da Covid, propondo contar, ao lado do irmão, tudo o que sabe sobre o episódio ocorrido na gestão do ministro Eduardo Pazzuelo. A oitiva está marcada para sexta-feira, 25 de junho.
Na entrevista à CNN Brasil, o deputado revelou estar preocupado com a sua segurança. “O jogo é mais pesado do que se imagina”, disse ele. E pediu proteção policial à CPI.
Não é sem motivo.
A 24 de junho de 1996, há exatos 25 anos, PC Farias foi assassinado por seus seguranças.
Até hoje não se sabe quem foi o mandante.
____________________ * Marcos Rogério "apanha" de Pedro Hallal na CPI da Covid: "pergunta de grupo de WhatsApp" (vídeo)

247 - O epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Pedro Hallal, que depõe à CPI da Covid nesta quinta-feira (24), deu uma dura resposta aos ataques proferidos pelo senador Marcos Rogério (DEM-RO), um dos mais ferozes defensores do governo Jair Bolsonaro na comissão.
Hallal, que durante sua exposição ressaltou de forma enfática a culpa de Bolsonaro pelas mais de 500 mil mortes pela Covid-19 no Brasil, se mostrou insatisfeito diante da pergunta superficial do senador, que usou do fato de o pesquisador ter sido infectado pelo coronavírus anteriormente para desqualificar seus argumentos científicos. "Esse cuidado, fruto dessa sua concepção, não te deu a oportunidade de não se expor [ao vírus]?", perguntou Marcos Rogério.
O especialista então rebateu: "lamento muito sua última consideração. É a típica pergunta que circula em grupos de WhatsApp e eu não esperava que o senhor trouxesse uma pergunta dessa magnitude para a comissão".
"Não há corrupção nesse governo"; "e o Salles?"
Em outro episódio, desta vez mais no início da sessão da CPI desta quinta-feira, Marcos Rogério fez uma defesa do atual governo afirmando que não há denúncia de corrupção na gestão federal.
O senador Humberto Costa (PT-PE) lembrou o colega, porém, do agora ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que deixou o cargo na quarta-feira (23) com duas investigações contra ele em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura se o ex-chefe da pasta atuou em um esquema de importação de madeira ilegal da Amazônia.
"O Brasil mudou. Não há nenhuma denúncia de corrupção nesse governo", disse o governista. Humberto Costa então respondeu: "e o ex-ministro Salles, estava brincando de boneca?".
____________________ * Polícia Federal não tem registro de qualquer inquérito sobre compra da Covaxin

247 - A Polícia Federal não encontrou registro de nenhum inquérito aberto sobre o contrato suspeito envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin. De acordo com o deputado Luis Miranda (DEM-DF), as irregularidades foram levadas pessoalmente ao conhecimento de Jair Bolsonaro, que teria se comprometido a acionar a corporação para investigar a denúncia. A informação é da coluna Painel, da Folha de S. Paulo.
Nesta quarta-feira (23), o ex-diretor da PF Rolando Alexandre de Souza já havia afirmado que não se lembrava se Bolsonaro havia pedido uma investigação sobre o superfaturamento nos contratos para a compra de 20 milhões de doses do imunizante.
A CPI da Covid também acionou a direção da PF pedindo informações se Bolsonaro teria repassado o alerta sobre suspeitas de corrupção no contrato de aquisição da vacina, fabricada pela Bharat Biotech e representada no Brasil pela farmacêutica Precisa.
____________________ * Augusto Nunes diz que Onyx diz a verdade baseado em seu “tom de pele” (vídeo)

247 - O apresentador Bolsonarista Augusto Nunes virou piada nas redes após dizer, durante programa da Jovem Pan, que até o tom de pele do ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni evidenciou que ele disse a verdade ao negar esquema de corrupção do governo na aquisição de vacinas.
“As imagens falam, o rosto fala, os olhos falam, o timbre, tudo, a tonalidade da pele. É evidente que Onyx diz a verdade”, disparou o Bolsonarista.
A fala de Nunes diz respeito ao pronunciamento de Lorenzoni desta quarta-feira. Com tom alterado, o ministro citou a Bíblia e ainda ameaçou os irmãos Miranda, responsáveis por denunciar um esquema de superfaturamento na aquisição do governo da vacina Covaxin.
____________________ * Quando a justiça decide que um estupro não é um estupro - Carolina Barboza Lima
Por Carolina Barboza Lima

A legislação militar estabelece que sexo em área militar é crime. Será mesmo? Para a Justiça Militar de São Paulo, que inocentou o policial que cometeu ESTUPRO dentro de uma viatura (considerada área militar por lei), não houve estupro. Pois segundo o juiz, tem-se “apenas” a palavra da vítima que diz que não consentiu com o ato sexual, pois segundo o magistrado a vítima não teria oferecido uma resistência física, bem como não teria dito nada, nem sequer pedido ajuda ao motorista da viatura policial, mesmo estando ele armado.
É claro e evidente que cada mulher reage de forma distinta ao estupro. Muitas ficam estáticas, porque sabem que não vão poder reagir. O homem com mais força que ela, de pavor se emudecem. Quem imaginaria que estando dentro de uma viatura seria obrigada a praticar ato libidinoso? Ninguém imaginaria isso. O medo deixa as vítimas paralisadas, obedecendo rigorosamente as palavras de quem está com uma arma de fogo.
Exigir que a vítima reaja com um policial armado com cenas rotineiras na mídia de feminicídios seria absurdo e, provavelmente, a vítima estaria “cavando a própria cova” caso reagisse, pois o argumento que por vezes é utilizado por policiais que atiram em pessoas é de que a pessoa reagiu. Portanto que outra reação esperar de uma vítima senão apenas obedecer ao que foi dito?
Ela tinha que ter lutado contra policiais armados! – disse a Justiça Militar de São Paulo.
O sêmen foi encontrado no banco da viatura do policial, e mesmo assim o militar foi inocentado. Será normal que qualquer pessoa realize ato sexual dentro do horário de expediente, dentro da viatura pública, área militar? Somente o ato sexual nestas condições já deveria ter sido punido pelo ter ocorrido dentro da viatura. Quiçá o estupro de uma mulher em uma condição completamente desfavorável, na presença de dois policiais homens, com armas.
Recentemente houve uma tentativa de feminicídio também na área militar, desta vez da Marinha na cidade de Niterói. E o que as duas histórias tem em comum? A violência de gênero. A temática precisa ser trabalhada de forma mais incisiva dentro desses espaços ocupados outrora apenas por homens.
A sentença é a comprovação do machismo estrutural sofrido pelas mulheres! Precisamos compreender que a prática e seus efeitos horrendos estão enraizados dentro da estrutura social da sociedade. Não é fato isolado, trata-se de um problema imenso. Algo muito similar ocorreu no caso da Mariana Ferrer, que mesmo encontrando o sêmen do homem, mesmo tendo comprovado que ela teria bebido o juiz de Santa Catarina esperava que houvesse um grito da mulher para provar que esta não teria consentido.
Aos homens foi ensinado, por cerca de 5 mil anos que as mulheres lhes pertenciam. Não tinham direito a voz... Não tinham direito ao voto... Não tinham direito a nada! Já às ensinaram-lhe a abaixar a cabeça e obedecer ao que o homem fala, se calar, foram acostumadas a serem interrompidas enquanto falam (manterrupting), as mulheres foram acostumadas a serem tidas como loucas (gaslighting), se ela grita é surtada, se não grita consentiu, em todas as atitudes até o dia de hoje as mulheres ainda são julgadas.
Esta sentença comprova o quanto ainda precisamos falar sobre a questão de compreensão das questões de gênero para todos os operadores do direito, o quanto é urgente e relevante que tenhamos nos cursos de direito, nas provas para todos os concursos as questões relativas à violência de gênero, pois hoje não basta a mulher ter sido estuprada, ela ainda precisa frequentar um tribunal repetir a todos o que ocorreu com a mesma, por cerca de 10 vezes as vítimas de violência sexual precisam repetir os fatos, para ao final ver o seu abusador sendo inocentado, mas as campanhas dizem por aí “DENUNCIE”, contudo o judiciário e a justiça militar não estão preparados para julgar casos de gênero.
Artigo em parceria com Marilha Boldt, advogada, mestranda UNIRIO, pesquisadora no NIDH/FND, compõe o GPDHTS, idealizadora do Projeto Superação da Violência Doméstica, representante REVIBRA EUROPA no RJ, Líder do Grupo Combate à Violência do Grupo Mulheres do Brasil Núcleo RJ.
____________________ * Algo deu errado depois das fotos de Bolsonaro com os irmãos Miranda - Moisés Mendes
Por Moisés Mendes

Por Moisés Mendes, para o Jornalistas pela Democracia
Os irmãos Miranda tiraram duas fotos com Bolsonaro, todos com roupa esporte, no encontro de 20 de março no Alvorada. A reunião foi num sábado, sem registro em agenda, como tantas outras que Bolsonaro deve ter nos fins de semana.
Mas algo deu errado na conversa sobre as denúncias em torno da vacina Covaxin. As fotos, com cada um dos irmãos sozinho ao lado de Bolsonaro, mostram que um deve ter feito a foto do outro.
Luís Ricardo Miranda, o servidor do Ministério da Saúde, fotografou o deputado Luís Miranda (DEM-DF) e vice-versa, no mesmo cenário. Se não fosse assim, os dois estariam em selfie na mesma foto com Bolsonaro. Não se imagina que os dois tenham sido fotografados por uma ema.
É possível que ninguém mais estivesse por perto, para pelo menos fazer a foto do trio na mesma imagem. Bolsonaro está sério, mas aparentemente à vontade.
E aí surgem as perguntas que o jornalismo deve perseguir, para que se entenda o que aconteceu. As fotos foram feitas depois da conversa, como confirma o servidor público.
Há nesse detalhe uma informação relevante: Bolsonaro não se incomodou com o resultado da visita dos irmãos, ou não teria feito as fotos com ar tranquilo.
Mas em 31 de março, 11 dias após a reunião, o servidor denuncia formalmente ao Ministério Público a suspeita de superfaturamento, lobby forçado e corrupção na compra da vacina indiana. Sinal de que alguma coisa não teria funcionado depois do encontro com Bolsonaro.
Um assessor de Odorico Paraguaçu talvez não cometesse o erro que Bolsonaro cometeu nesse encontro, por soberba possivelmente combinada com apavoramento e pressa.
Bolsonaro deve ter sido informado de que os irmãos andavam com a bomba em Brasília. E a bomba poderia estourar no colo de um coronel (ou mais de um, já que são tantos no Ministério da Saúde) envolvido nas pressões pela compra da vacina.
Além dos danos da CPI, do fracasso das motociatas e da pressão das ruas, apareciam agora a Precisa dos amigos, um contrato de R$ 1,6 bilhão, um coronel e dois irmãos impulsivos e nervosos. Bolsonaro deve ter dito: deixa comigo.
Mas o roteiro não saiu como o previsto e deve ter acontecido o desentendimento entre os três. Talvez porque Bolsonaro já soubesse de detalhes do rolo e estivesse apenas tentando dar um para-te-quieto nos irmãos.
Dizem que Bolsonaro tem método, que é estrategista com raciocínio lógico de militar. Os militares sabem que Bolsonaro é um corpo carregando uma cabeça desgovernada que anda no lançante, como provam todas as suas atitudes.
Essa cabeça chamou os irmãos para uma arapuca em que o próprio Bolsonaro se meteu ao ouvir a denúncia, ao engavetá-la e, agora, ao tentar calar a boca dos irmãos com recados de Onyx Lorenzoni e Eduardo Bolsonaro.
Bolsonaro ouviu um deputado federal e um servidor público ocupante do importante cargo de chefe de Importação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Não recebeu um amigo vereador de Rio das Ostras para provar a picanha de R$ 1,6 mil.
O erro, por autoconfiança exagerada ou por não confiar em ninguém, foi esse. Bolsonaro não tinha, como sempre acha que tem, o controle da situação.
O que foi conversado não evoluiu como ele pretendia, e o caso virou a confusão da Precisa, a partir do momento em que os irmãos decidiram retornar ao saloon atirando.
Se fosse para apenas ter as informações e agir, Bolsonaro não precisaria de uma conversa secreta com os irmãos, com todos os riscos envolvidos nessa interação explosiva.
Poderia receber todos os dados e documentos pelos assessores e não deixaria digitais e rastros no caso Precisa. E que os subalternos cuidassem dos irmãos. Mas Bolsonaro tentou e não conseguiu calar ou pelo menos acalmar os Miranda.
Podemos estar diante do grande faroeste da era Bolsonaro, com personagens inimagináveis, como sempre acontece em situações semelhantes.
A ameaça de Onyx Lorenzoni é para ser levada a sério. Que Deus proteja os irmãos Miranda, se possível com a ajuda das instituições.
____________________ * Um Irã Soberano mais próximo da Rússia-China - Pepe Escobar
Por Pepe Escobar

Por Pepe Escobar, para o Asia Times
Tradução de Patricia Zimbres para o 247
Em sua primeira entrevista coletiva como Presidente-eleito com 62% dos votos, Ebrahim Raisi, encarando uma floresta de microfones, pegou pesado e não deixou nada para a imaginação.
Sobre o JCPOA, ou acordo nuclear iraniano, o dossiê que deixa o Ocidente totalmente obcecado, Raisi foi bem claro:
- Os Estados Unidos devem retornar imediatamente ao JCPOA, que foi unilateralmente violado por Washington, e retirar a totalidade das sanções.
- As negociações do JCPOA em Viena terão prosseguimento, mas sem quaisquer condições relativas ao futuro do Irã.
- O programa iraniano de mísseis balísticos é absolutamente não-negociável dentro do quadro do JCPOA, e não sofrerá restrições.
Perguntado por um jornalista ocidental se haveria um encontro entre ele e o Presidente Biden caso a reunião de Viena viesse a resultar em um acordo com a retirada de todas as sanções - uma possibilidade muito remota – Raisi respondeu com um diretíssimo "não".
É da maior importância ressaltar que Raisi, em princípio, defende a restauração do JCPOA na forma em que o tratado foi assinado em 2015 – seguindo as diretrizes do Líder Aiatolá Khamenei. Mas se a pantomima de Viena se prolongar para sempre, e os americanos continuarem insistindo em reescrever o tratado de modo a abranger outras áreas da segurança nacional iraniana, isso, decididamente, será visto como uma linha vermelha.
Raisi reconheceu os imensos desafios que terá que enfrentar, em termos de recolocar nos trilhos a economia iraniana, de livrar-se da tendência neoliberal da equipe Rouhani que agora deixa o poder, e de combater a corrupção generalizada. O fato de que o comparecimento às urnas foi de apenas 48,7%, em comparação com a média de 70% das três eleições presidenciais anteriores, agravará essa dificuldade.
No entanto, no terreno da política externa, o rumo a ser tomado pelo Irã centra-se, indubitavelmente, na estratégia "Olhar para o Leste", o que significa uma cooperação mais estreita com a China e a Rússia, com o Irã se colocando como um nó importante da integração eurasiana ou, segundo a visão russa, a Parceria Grande Eurásia.
Como disse a mim o Professor Mohammad Marandi, da Universidade de Teerã, "haverá uma tendência em direção ao Leste e ao Sul Global. O Irã irá melhorar suas relações com a China e a Rússia, em razão também das pressões e sanções dos Estados Unidos. O Presidente-eleito Raisi estará melhor posicionado para fortalecer esses laços que o governo que agora deixa o poder".
Marandi acrescentou: "O Irã não irá prejudicar intencionalmente o acordo nuclear caso os americanos - e os europeus - providenciem sua implementação plena. Os iranianos responderão na mesma moeda. Vizinhos e outros países da região também serão uma prioridade. Portanto, o Irã não ficará mais à espera do Ocidente".
Marandi fez também uma distinção muito nuançada de que a atual política foi "um grande erro" cometido pela Equipe Rouhani, embora "não por culpa do Dr. Zarif ou do Ministério das Relações Exteriores, mas sim do governo como um todo". O que implica que o governo Rouhani jogou todas as suas fichas no JCPOA e viu-se completamente despreparado para a ofensiva de "pressões máximas" de Trump, que de fato dizimou a classe média reformista iraniana.
Resumindo: na era Raisi, sai de cena a "paciência estratégica" ao tratar com os Estados Unidos. Começa a "dissuasão ativa".
Um dos principais nós da ICR e da UEE
Raisi foi recebido pelos que controlam a narrativa da "comunidade internacional" com epítetos proverbialmente zombeteiros ou demonizadores: leal à "máquina repressiva" da República Islâmica, "linha-dura", violador dos direitos humanos, responsável por execuções em massa, anti-ocidental fanático", ou simplesmente "matador". A Anistia Internacional chegou a pedir que ele fosse investigado como perpetrador de crimes contra a humanidade.
Os fatos são mais prosaicos. Raisi, nascido em Mashhad, tem um PhD em jurisprudência e em fundamentos da lei islâmica, e um outro título acadêmico em jurisprudência no seminário de Qom. Entre os cargos que ele ocupou anteriormente estão membro da Assembleia dos Especialistas e chefe do Judiciário.
Ele pode não ter sido exposto ao estilo de vida ocidental, mas não é "anti-ocidental"- uma vez que acredita que o Irã deva interagir com todas as nações. Mas a política externa deve seguir as diretrizes de Khamenei, que são muito claras. Sem que haja uma compreensão da visão de mundo de Khamenei, qualquer análise das complexidades iranianas é tempo perdido. Para os fatos essenciais, peço que consultem meu e-book Persian Miniatures, do Asia Times.
Tudo começa com o conceito fundador do Aiatolá Khomeini de uma República Islâmica, que de fato foi influenciado pela República de Platão, e também pela obra Cidade Virtuosa, do filósofo político muçulmano al-Farabi’s (também influenciado por Platão).
No 40º aniversário da Revolução Islâmica, Khamenei atualizou seu conceito de política externa como parte de um claro mapa para o futuro. Essa é uma leitura absolutamente obrigatória para entender o Irã. Uma excelente análise de autoria de Mansoureh Tajik enfatiza a forma pela qual o sistema tenta atingir equilíbrio e justiça. Khamenei não poderia ser mais direto quando escreve:
"Hoje, os grandes desafios para os Estados Unidos são a presença do Irã nas fronteiras que circundam o regime sionista e o desmonte da influência e da presença ilegítimas da América na Ásia Ocidental, a defesa pela República Islâmica dos combatentes palestinos no coração dos territórios ocupados, e a defesa da sagrada bandeira do Hezbolá e da Resistência por toda a região. Se, em dias anteriores, o problema do Ocidente era evitar que o Irã comprasse até mesmo os armamentos mais primitivos para sua própria defesa, hoje, o desafio é evitar que armamentos, equipamentos militares e drones iranianos cheguem até o Hezbolá e a Resistência de toda a região. Se, naqueles dias, a América imaginava que seria capaz de derrotar o Sistema Islâmico e a nação iraniana com a ajuda de uns poucos traidores vendidos iranianos, hoje ela se vê precisando de uma grande coalizão de dezenas de governos hostis, embora impotentes para enfrentar o Irã. Mas mesmo assim ela fracassa".
Em termos da política da Grande Potência, a estratégia de "Olhar para o Leste" foi formulada por Khamenei – que aprovou em sua totalidade a parceria estratégica Irã-China, no valor de 400 bilhões de dólares, diretamente ligada à Iniciativa Cinturão e Rota (ICR), e deu também apoio total ao ingresso do Irã na União Econômica Eurasiana (UEE) liderada pela Rússia.
Portanto, é o papel do Irã como um importante nó de conectividade eurasiana que irá condicionar seu futuro geopolítico e geoeconômico, e não o Ocidente, como ressaltou Marandi.
A China irá investir em serviços bancários, telecomunicações, portos, ferrovias, saúde pública e tecnologia da informação iranianos - sem mencionar os acordos bilaterais em desenvolvimento de armamentos e compartilhamento de inteligência.
Na frente russa, o ímpeto virá do desenvolvimento do Corredor Internacional de Transportes Norte-Sul (CITNS), que irá competir diretamente com um corredor terrestre Leste-Oeste que poderá, a qualquer momento, ser atingido por sanções extra-territoriais americanas.
O Irã já firmou um acordo de livre comércio provisório com a UEE, em vigor desde outubro de 2019. Um acordo definitivo - tendo o Irã como membro pleno - talvez seja firmado nos primeiros meses da era Raisi, com consequências importantes para o comércio do Sul do Cáucaso com o Sudoeste Asiático mais amplo, e até mesmo com o Sudeste Asiático: Vietnã e Cingapura já têm zonas de livre comércio com a UEE.
A retórica americana sobre o "isolamento" do Irã não engana ninguém no Sudoeste da Ásia - como atesta a interação com a China-Rússia atualmente em curso. Acrescente-se a isso a leitura feita por Moscou da "disposição a aprofundar o diálogo e desenvolver os contatos na esfera da defesa".
É a isso, portanto, que a era Raisi irá levar: a uma união mais sólida do xiismo iraniano, com o socialismo com características chinesas e a Parceria da Grande Eurásia. E em nada prejudica o fato de que a tecnologia militar estado da arte russa vem discretamente observando a evolução do tabuleiro de xadrez.
____________________ * O Reich de Bolsonaro - Flávio Barbosa
Por Flávio Barbosa
Um tal Marcelo Queiroga, ministro da saúde do governo de Jair Bolsonaro, seria algo parecido com o Adolf Eichmann deste regime bolsonarista. Aos que não sabem da personagem invocada, Adolf Eichmann, informo que ele foi um burocrata do Reich nazista de Adolf Hitler.
Esse homem descrito como um homem comum que era considerado bom pai e bom marido, cumpridor de suas obrigações, competente nos seus ofícios e que nutria certos valores não díspares de um censo comum em uma sociedade, seja a da Alemanha àquela época, seja em outras de outras partes, no entanto, se juntou ao partido nazista e fez carreira dedicada ao partido e ao regime hitlerista se tornando sob os auspícios de Reinhard Heydrich -- o diabo louro, um dos principais formuladores do Solução Final: o Holocausto --, o chefe da logística do transporte dos judeus aprisionados pelos alemães e enviados para os campos de concentração situados no leste europeu e donde boa parte dessas pessoas foram mortas em câmaras de gás logo que chegaram aos Campos.
Após a Segunda Guerra e com a derrocada do regime que apoiou e serviu, ele, Eichmann, fugiu com a família para a Áustria e um pouco depois para Buenos Aires, na Argentina, onde foi identificado e sequestrado em 1960 por uma equipe secreta do Mossad – Serviço Secreto do Estado de Israel – e levado para o país judeu onde foi julgado e condenado à morte por enforcamento, o que aconteceu em 1963.
Durante seu julgamento em 1962 que teve grande cobertura da mídia internacional Eichmann de uma maneira muito objetiva assumiu os seus feitos mas não como se fosse um ato criminoso e sim um cumprimento do dever ainda que essa logística de transporte de seres humanos para a agonia e a morte fosse o mesmo que transportar mercadorias de um lugar a outro. Tudo para esse sujeito era cotidiano e prático. Ele recebia as ordens e se esmerava como bom tecnoburocrata em cumprir com esmero, o que de fato fez. As consequências fossem as que fossem não importavam, afinal nessa lógica mental não diferia um equipamento mecânico de uma vida humana. A dor do outro, e mesmo o outro, o diferente, não contava.
No Tribunal Internacional de Nurenberg em 1948 a alegação dos oficiais nazistas presos e julgados naquele tribunal que atuou sobre os crimes de lesa-humanidade cometidos pelos nazistas, bem, eles alegavam por orientação e/ou por instinto que apenas cumpriam ordens superiores de seus chefes, a obediência devida, como se isso os isentassem das responsabilidades quanto as monstruosidades que cometeram. Foi em razão de alegações como essas ditas por oficiais nazistas que se evocou uma tese do jurista alemão Hans Welzel na qual formulou a despeito da responsabilidade do ato em que se pratica como o senhor do fato, uma formulação sobre a autoria que se definiu por Teoria do Domínio do Fato, em 1939, e que posteriormente esta doutrina penal foi mais desenvolvida pelo também jurista alemão Claus Roxin.
Quando de seu julgamento em Israel, Eichmann não negou o que fizera na condição de tenente-coronel das SS e chefe de logística da operação de transporte dos judeus para a escravidão e a morte nos campos de concentração, e o fez de uma forma tão normalizada, sem qualquer afetação, e até louvando os seus feitos que provocou a jornalista e filósofa Hanna Arendt que cobriu presencialmente como jornalista aquele julgamento a escrever um trabalho importante para a filosofia moderna que fora “A banalidade do mal”.
A banalidade do mal é o que ocorre na frequência moral e laboral dessa gente que serve tão obstinadamente e de forma tão normalizada as ordens mais estapafúrdias e criminosas de regimes ortodoxos e seus chefes psicopatas. Mas que pode estar presente no inconsciente de certa burocracia de um regime em uma democracia desavisada.
O senhor Marcelo Queiroga que convocado duas vezes pela CPI da pandemia da Covid-19 no Senado fez um discurso repleto de banalidades, platitudes e mentiras, agora há pouco ele foi intimado por seu füher tropical ou chefe do regime presidencialista (como o ministro gosta de lembrar para atenuar os efeitos de sua insignificância) a que “desenvolva estudos” a fim de dispensar do uso de máscaras para quem já tomou a vacina contra a covid-19 e também quem já teve a infecção (como se essas pessoas não possam sofrer novas infecções ou adquirirem o vírus e mesmo que não desenvolvam situações mais graves não significa que não transmitam a outras pessoas).Esse Um tal do Marcelo Queiroga – alusão desdenhosa que lhe fez o presidente e parece lhe cair como o nome-próprio -- não sei se tem família, filhos ou pessoas com laços afetivos. Ele é um médico que se jacta de ser ou ter sido presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, porém se tem laços familiares e afetivos, se tem filhos, e se tem algum respeito à sua categoria ou se intenta ser respeitado por ela, não parece levar em consideração o que esses outros possam pensar de um homem que aceitou ser o poodle de um presidente negacionista e genocida. Não calculou que Nurenberg poderá ser reinstalado para julgar os crimes de lesa-humanidade a que o governo a que serve com canina obediência será levado a julgamento e se a justiça funcionar como no Tribunal original, portanto TODOS e TODAS que serviram em posições importantes ao Reich tropical serão declarados culpados e por tais crimes duramente punidos conforme a Lei.
Depois, não vai adiantar alegar a “obediência devida”, pois já há jurisprudência pra isso.
____________________ * Reserva de R$ 1,6 bilhão pelo governo para a compra da Covaxin já provocou dano à saúde, diz MPF
Nota para a compra de 20 milhões de doses foi emitida em 22 de fevereiro. O contrato foi assinado no dia 25 e, quatro meses depois, o dinheiro segue reservado e o país não recebeu uma única dose do imunizante

247 - A reserva de R$ 1,6 bilhão para a compra da vacina indiana Covaxin, sem perspectiva de entrega, com quebras de cláusulas contratuais, foi considerada pelo Ministério Público Federal como um prejuízo à saúde pública. O inquérito civil público que investigou o contrato entre Ministério da Saúde e Precisa Medicamentos, constatou que o governo emitiu uma nota de empenho –uma autorização para os gastos– no valor de R$ 1,61 bilhão, que corresponde ao total contratado para o fornecimento de 20 milhões de doses da Covaxin, e que até o momento este valor ainda continua reservado e que o país ainda não recebeu nenhuma dose do imunizante.
De acordo com a procuradora da República Luciana Loureiro, responsável pelo inquérito, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, “Enquanto houver a nota de empenho, enquanto ela estiver válida, o recurso está reservado para isso”, afirmou Loureiro. “Certamente o prejuízo à saúde pública já está havendo. As doses já eram para ter chegado, os 20 milhões de doses já deveriam estar sendo aplicados. Prejuízo já houve.”
O caso em torno das suspeitas da compra da Covaxin pelo governo Bolsonaro foi revelado na última sexta-feira (18), com a divulgação do teor do depoimento do servidor Luís Ricardo Miranda, colhido pela procuradora Loureiro.
Com a revelação do depoimento, a CPI da Covid no Senado, que recebeu uma cópia do inquérito e da oitiva, passou a concentrar suas investigações nessa contratação da vacina.
____________________ * Governo Bolsonaro reúne tropa de choque da CPI para confronto com irmãos Miranda
A gestão quer municiar com informações e documentos os senadores governistas da CPI da Covid para o depoimento do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e de seu irmão Luiz Ricardo Miranda, ex-servidor do Ministério da Saúde. Os dois denunciaram corrupção na pasta

247 - O Palácio do Planalto realiza uma reunião de emergência nesta quinta-feira (24) com os senadores governistas da CPI da Covid. O objetivo é municiar com informações e documentos os senadores governistas para o depoimento, marcado para sexta-feira (25), do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e de seu irmão Luiz Ricardo Miranda, ex-servidor do Ministério da Saúde. A informação foi publicada pela CNN Brasil.
O deputado pelo Distrito Federal vem denunciando pressão em cima do seu irmão para o governo agilizar a importação da vacina Covaxin. O preço da compra do imunizante foi 1.000% maior do que, seis meses antes, era anunciado pela fabricante.
O parlamentar também disponibilizou as mensagens encaminhadas a um secretário de Bolsonaro com os alertas de uma possível corrupção na pasta.
O deputado também mandou um recado ao senador Marcos Rogério (DEM-RO). "Você apoia o governo, mas eu vou derrubar a República", disse.
O governo está mobilizando a sua tropa de choque. Na quarta-feira (23), o ministro da Secretaria-Geral, Onyx Lorenzoni, principal articulador da estratégia governista na CPI da Pandemia, informou que Bolsonaro determinou a abertura, pela Polícia Federal, de uma investigação com o objetivo de apurar as declarações de Luís Miranda.
____________________ * Alemães erguem bandeiras do arco-íris em partida contra Hungria pela Eurocopa
Dentro e fora do estádio houve protestos em apoio aos direitos LGBTQ

Agência Brasil - Um manifestante agitando uma bandeira do arco-íris invadiu o campo antes do confronto da Euro 2020 entre Alemanha e Hungria, nesta quarta-feira (23), em Munique, e torcedores dentro e fora do estádio carregaram faixas semelhantes para demonstrar apoio aos direitos LGBTQ.
O prefeito de Munique queria que o estádio da cidade fosse iluminado com as cores do arco-íris para a partida em protesto contra uma nova lei na Hungria que proíbe materiais escolares considerados como formas de "promover" a homossexualidade e a mudança de gênero, e que restringe a mídia de mostrar tal conteúdo em programas acessíveis a crianças e adolescentes.
A Uefa rejeitou o pedido, mas isso não impediu que torcedores levassem as bandeiras ao estádio e que voluntários as distribuíssem para quem entrava na arena.
Enquanto a equipe de segurança conduzia o invasor para fora do campo, vários torcedores acenaram as bandeiras em apoio e aplaudiram.
Muitos trabalhadores do transporte público e outros ao redor da cidade carregaram bandeiras para mostrar suas opiniões sobre o assunto, enquanto uma turbina eólica fora do estádio foi iluminada com as cores do arco-íris.
____________________ * Corrupção na compra da Covaxin torna "Bolsonaro corrupto" um dos assuntos mais comentados no Twitter
Entre as repercussões, usuários da rede pedem a saída de Bolsonaro do poder após a revelação de que ele teria sido cúmplice de um esquema de corrupção no Ministério da Saúde

247 - Após as graves revelações de que Jair Bolsonaro teria sido avisado do possível esquema de corrupção no Ministério da Saúde envolvendo a compra da Covaxin, vacina indiana contra a Covid-19, internautas passaram a repercutir o assunto nas redes.
O termo "Bolsonaro corrupto" tornou-se um dos assuntos mais comentados no Twitter no Brasil, ocupando a terceira colocação no ranking por volta de 16h30 desta quarta-feira (23).
Entre as publicações, usuários da rede fazem previsões sobre a queda de Jair Bolsonaro do poder e pedem a responsabilização do chefe do governo federal.
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