_______________ * VELOCIDADE de TRANSMISSÃO da variante DELTA no RIO traz preocupação sobre QUARTA ONDA. _______________ * KURT WESTERGAARD morreu aos 86, autor de cartum de MAOMÉ - atentado do 'CHARLIE HEBDO
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_______________* VELOCIDADE de transmissão da variante DELTA no Rio traz preocupação sobre QUARTA_ONDA
Duas doses da AstraZeneca protegem 93,6% contra mortes. CoronaVac para pessoas acima de 70 anos mostrou efetividade de 71,4%
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_______________* Rafael Cardoso chora ao revelar como Sônia Bridi ajudou a salvá-lo

Colaboração para o UOL
16/07/2021 12h18
O ator Rafael Cardoso, de 35 anos, chorou ao vivo durante participação no programa "Mais Você" hoje, após um depoimento da sogra, a jornalista Sônia Bridi, que revelou ter ficado bastante preocupada com a possibilidade do famoso ser acometido por uma morte súbita devido a midiocardiopatia hipertrófica.
Na atração, o artista contou que sempre conviveu com a doença, mas que, após ter sido diagnosticado com covid-19, o problema de saúde ficou agravado e sofreu uma evolução, "o que me levava ao risco de morte súbita", declarou.
Mari Bridi comenta pressão por 'corpo padrão': 'Sempre fui muito acolhida'
Em junho, Rafael Cardoso foi submetido a um procedimento cirúrgico para implantar um desfribilador cardíaco devido à doença. Agora, ele garante levar "uma vida normal. "Dá para fazer de tudo, com monitoramento e parcimônia", admitiu.
Casado com Mariana Bridi, filha de Sônia Bridi, o famoso afirmou que a ajuda da sogra foi essencial, e que ela foi a responsável por insistir no tratamento da doença. Em vídeo gravado para o "Mais Você", a repórter falou um pouco sobre o medo que sentia em relação à possibilidade de que o artista pudesse sofrer morte súbita.
"Vou confessar que tomei um susto. Passei algumas noites sem dormir, preocupada desde que o Rafa recebeu o diagnóstico", confessou. "A ideia de que ele poderia morrer a qualquer hora, síndrome de morte súbita é uma coisa muito grave. A gente vê que isso acontece e acontece com mais frequência do que a gente imagina. Até ele fazer a cirurgia foi uma preocupação bem grande", completou.
Após o depoimento da jornalista, Rafael Cardoso não conteve a emoção e chorou. Para ele, Sônia Bridi é uma "sogra-mãe". "Ela que ficou insistindo para eu me cuidar, esteve sempre ao meu lado, me levou para fazer o exame. Perdi a minha mãe aos 11 anos e ela fez esse papel de mãe", lembrou.
_______________* "Vergonha nacional", diz Doria, após vídeo sobre corrupção de Pazuello com vacinas

247 - O governador de São Paulo, João Doria, comentou nesta sexta-feira (16) a denúncia de que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello negociou com atravessadores a aquisição de 30 milhões de doses da vacina Coronavac, do laboratório chinês Sinovac.
"Enquanto trabalhávamos para viabilizar a Coronavac de forma segura e com preço justo para os brasileiros, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em nome do Governo Bolsonaro, negava a vacina e superfaturava seu preço nos bastidores. Uma vergonha nacional!", escreveu Doria pelo Twitter.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, divulgada nesta sexta, Pazuello se reuniu, fora da agenda oficial, com representantes da World Brands, empresa de Santa Catarina especializada em comércio exterior no próprio ministério, no dia 11 de março.
Na proposta apresentada pela World Brands, cada dose da Coronavac custaria aos cofres públicos US$ 28. É quase o triplo do valor cobrado pelo Instituto Butantan, que vendeu 100 milhões de doses do imunizante ao Ministério da Saúde ao custo de U$ 10 por dose.
Em vídeo divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (16), o general anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com os fornecedores. E ainda prometeu celebrar o contrato “no mais curto prazo”.
Em depoimento à Comissão, em abril, quando perguntado sobre a falta de interesse do ministério em relação às ofertas de imunizantes apresentadas pela Pfizer, Pazuello chegou a afirmar que “jamais” teria participado diretamente desse tipo de negociação. “Pela simples razão de que eu sou o dirigente máximo, eu sou o ‘decisor’, eu não posso negociar com a empresa. Quem negocia com a empresa é o nível administrativo, não o ministro”, disse ele na ocasião.
_______________* Covid 19: Velocidade de transmissão da variante Delta no Rio traz preocupação sobre quarta onda de casos, alerta pesquisadora

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RIO — A velocidade do crescimento no número de casos da variante Delta do coronavírus no Rio saltou aos olhos de Ana Tereza Vasconcelos, responsável pela maioria das análises de sequenciamento genético do SARS-CoV-2 no estado. Pesquisadora do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), ela realiza levantamentos genômicos quinzenais a partir de amostras recolhidas aleatoriamente pela Secretaria estadual de Saúde (SES). Foi ela quem deu à pasta o alerta de que a cepa indiana tinha provocado, segundo a análise mais recente, outras 63 infecções, elevando o total de casos da variante no estado para 74. Os 11 casos restantes foram identificados por outros institutos.
— O que me chamou a atenção foi que os casos pularam de dois para 63 em duas semanas, numa amostra aleatória. Provavelmente teremos de esperar, acompanhar e tomar todas as precauções, porque a Delta realmente parece ser bem mais transmissível do que as outras — afirma Ana Tereza.
Por isso, a pesquisadora diz que o Rio pode estar às vésperas de uma quarta onda da Covid-19. Ela ressalta, contudo, que uma maior infecciosidade não necessariamente significa um maior potencial de evolução para casos graves:
— A tendência é termos um aumento grande do número de casos. Mas, por outro lado, essa variante, nos outros países, não aumentou tanto o número de internações. Os estudos ainda são muito preliminares. Na Inglaterra, ela chegou e aumentou bastante o número de casos. Mas a Inglaterra já estava com uma grande proporção da população vacinada, e o número de hospitalizações foi menor. São vários os fatores que a gente deve levar em conta.
Segundo a cientista, o Rio lidera o ranking de estados com mais casos confirmados da variante Delta. A marca pode ter a influência do número de análises genômicas realizadas em cada unidade da federação. O secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, disse, no início deste mês, que o Rio é o estado que realiza o maior número mensal de sequenciamentos genéticos, cerca de 800. Desse total, a grande maioria é assinada por Vasconcelos e sua equipe, num estudo chamado Corona-Ômica.
— De 15 em 15 dias, sequencio cerca de 380 genomas do estado inteiro. Nesse último trabalho, como identifiquei as primeiras Deltas há 15 dias em Seropédica e São João de Meriti, foquei mais na Região Metropolitana. Realmente foi um resultado expressivo. Na semana que vem, vou começar a sequenciar o resto do estado e, provavelmente, vai ser Delta em tudo quanto é canto — avalia.
Desde 24 de março, os autores do estudo mantêm com a SES uma parceria que prevê o monitoramento genético do coronavírus no Rio até o fim do ano. A cooperação técnica também engloba a Secretaria municipal de Saúde da capital. A previsão atual é de que sejam feitas 4.800 análises, mas o número pode aumentar.
Até agora, o Corona-Ômica já realizou mais de 2.500 sequenciamentos, cujos resultados são diretamente apresentados à SES, que os comunica aos municípios. As cidades estão sendo notificadas a respeito dos 63 novos casos descobertos pelo estudo, para que o número de ocorrências por município possa ser divulgado à população, diz Vasconcelos. Desde a primeira dose: veja, em imagens, como a vacinação contra Covid-19 avança no Rio
Número de amostras é pequeno, diz epidemiologista
Para a epidemiologista Gulnar Azevedo (Uerj), no entanto, a quantidade de amostras mensais anunciada por Chieppe ainda é pequena.
— Acho pouco. Se rastrearmos os contatos de todas essas pessoas, por exemplo, a tendência é aumentar. O número de análises precisa aumentar conforme a epidemiologia vai mostrando. A quantidade ideal depende da rapidez com que os novos casos vão aparecendo — diz a especialista.
Mesmo com um potencial remoto de causar casos graves e mortes, a variante Delta deveria motivar um fortalecimento das medidas restritivas, avalia Azevedo:
— Como ela é mais transmissível, haverá mais infectados. Essa proporção ampliada significa também um número maior de hospitalizações. Então, há risco de o sistema de saúde ficar novamente muito demandado.
Ampliar as restrições previstas na capital, contudo, não está no horizonte da secretaria municipal de Saúde, diz o titular da pasta, Daniel Soranz.
— Já temos uma série de medidas restritivas na cidade, elas já foram publicadas em decreto. Não pretendemos mexer nelas neste momento. É preciso analisar o número de casos. Agora, o que a gente tem é uma redução do número de casos, de internações e de óbitos, o que contrariou inclusive nossas previsões para o inverno. É muito difícil a gente impor maiores restrições à população nesse momento, com esse cenário — afirma.
Sobre o número de análises genômicas, a SES diz que o estudo Corona-Ômica-RJ é um dos maiores do país e realiza a análise mensal de cerca de 800 amostras de todo o estado. “O projeto lançado em março para realização de 4.800 amostras pelo período de seis meses será continuado até o fim de 2021, ampliando também o quantitativo de amostras”, diz a pasta, em nota.
“Vale ressaltar que o sequenciamento do vírus da Covid-19 não é um exame de rotina nem de diagnóstico, é feito como vigilância genômica, para identificar modificações sofridas pelo vírus SARS-CoV-2 no estado. Além dos sequenciamentos realizados pelo estudo Corona-Ômica-RJ no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), há amostras também sendo analisadas pelo Laboratório de Vírus Respiratórios da Fiocruz e o Laboratório da Fundação Ezequiel Dias (FUNED), em Minas Gerais, por meio do Ministério da Saúde”, prossegue a secretaria.
A Secretaria municipal de Saúde ressalta a importância da parceria com a SES, que engloba ainda, segundo a pasta, institutos como o Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), o Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo (LVRS) da Fiocruz e a Rede Corona-Ômica, que reúne o Laboratório de Virologia Molecular (LVM) da UFRJ e o Laboratório de Bioinformática do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC). "Mais de 93% dos sequenciamentos são resultados das parcerias com esses laboratórios, mas também é possível receber resultados de outros laboratórios, inclusive privados", pontua a secretaria.
Quanto às medidas restritivas, a SES frisa que, “independentemente da cepa do vírus ou linhagem, as medidas de prevenção e métodos de diagnóstico e tratamento da Covid-19 seguem os mesmos. Sendo assim, não há alteração nas medidas sanitárias já adotadas, como uso de máscaras e álcool em gel, lavagem das mãos e distanciamento social. Além disso, é importante que os municípios continuem avançando no processo de vacinação contra a Covid-19 e que a população retorne para receber a segunda dose. Estudos mostram que todas as vacinas disponíveis no Brasil são eficazes contra as variantes identificadas até o momento”.
A Delta em outros países
A Delta, variante originária da Índia, é a mais nova e preocupante linhagem estrangeira a aparecer no Rio de Janeiro. Cientistas analisam que ela, que já chegou a mais de cem países, é muito mais contagiosa que todas as outras conhecidas até agora. Os números mostram que menos pessoas evoluíram para quadros graves ou acabaram morrendo ao contrair a Delta, mas tais dados se confundem com o fato de que ela surgiu, a princípio, em nações onde já havia grande parte da população vacinada. É o caso, por exemplo, do Reino Unido.
Nos Estados Unidos, que também sofrem com a chegada da Delta, o sistema de saúde viu um aumento de 121% nos novos diagnósticos e de 9% das mortes em 14 dias, concentrados, sobretudo, em regiões onde a imunização está abaixo da média nacional.
Na visão de gestores e especialistas, uma das soluções possíveis para contornar o avanço da Delta é a vacinação com fórmulas diferentes, a chamada vacinação heteróloga. Para Gulnar Azevedo, professora de epidemiologia da Uerj e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a estratégia é comum e já foi utilizada em outras epidemias. Ela também destaca que há estudos científicos que mostram a segurança em combinar Pfizer e AstraZeneca.
— A combinação de vacinas diferentes já foi feita em algumas epidemias de outras doenças, mas é importante analisar as especificidades das vacinas. Alguns estudos científicos têm mostrado ser seguro combinar vacinas diferentes, como, por exemplo, a da AstraZeneca e a da Pfizer. Neste caso, pode ser uma estratégia viável para garantir a vacinação de toda a população quando há ainda o grande obstáculo da escassez de uma ou outra vacina — disse.
_______________* Morre Kurt Westergaard, autor de cartum de Maomé que levou ao atentado do 'Charlie Hebdo'

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Kurt Westergaard, cartunista dinamarquês autor de polêmicos desenhos do profeta Maomé, morreu aos 86 anos no último domingo. A informação foi confirmada pela família à mídia local. Ele morreu dormindo depois de um longo período de saúde debilitada.
Westergaard assinou uma série de 12 caricaturas de Maomé, sob o título "A face de Maomé", publicadas no jornal conservador Jyllands-Posten, em 2005. Isso provocou polêmica entre vários mulçumanos porque a fé islâmica proíbe imagens do profeta.
As caricaturas provocaram uma série de ataques a embaixadas dinamarquesas no mundo muçulmano, incluindo a de Damasco, incendiada, que culminou com o massacre no jornal semanal "Charlie Hebdo", em Paris, no ano de 2015, deixando 12 pessoas mortas e 11 feridos. O veículo republicou os cartuns em 2012.
Westergaard recebeu ameaças de morte que o levaram a se esconder e ter proteção policial. No início de 2010, um homem foi preso por rondar a casa dele com planos para matá-lo.
Westergaard trabalhava no Jyllands-Posten desde meados da década de 1980 como ilustrador e, de acordo com o jornal "Berlingske", o desenho em questão já havia sido impresso uma vez, mas sem gerar muita polêmica.
_______________* Imposto de Renda 2021: Receita alerta contribuintes com declaração na malha fina
Ao regularizar a declaração antes de receber uma autuação ou notificação da Receita Federal, o contribuinte evita a autuação e a cobrança de multas
Por Nathália Larghi, Valor Investe — São Paulo
A Receita Federal começou a avisar aos contribuintes que tiveram a declaração de Imposto de Renda 2021 retida em malha - a popular malha fina - que, caso tenham alguma inconsistência, este é o momento para fazer a retificação. O aviso começou mais cedo este ano e é feito por meio de cartas.
Segundo a Receita, as 550 mil cartas serão enviadas ao longo de julho até a primeira semana de agosto. Antes, elas eram enviadas nos meses de setembro e outubro.
Ao regularizar a declaração antes de receber uma autuação ou notificação da Receita, o contribuinte evita a autuação e a cobrança de multas. Já após a intimação, não é mais possível corrigir a declaração.
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Receita federal envia cartas a contribuintes que estão na malha fina — Foto: Divulgação/Receita Federal
A declaração retida em malha é aquela que apresenta ‘pendência no extrato’. Para saber se essa é sua situação, o contribuinte deve consultar o extrato do processamento da declaração, no serviço ‘Meu Imposto de Renda’, disponível no portal e-Cac, que você acessa clicando aqui. Não há a necessidade de comparecer até um posto de atendimento da Receita.
Segundo o órgão, é importante verificar se todos os valores declarados estão corretos e se há documentação que os comprovem. No menu ‘Meu Imposto de Renda’ também é possível verificar informações sobre restituição, pagamentos de cotas, débitos em aberto e as informações de exercícios anteriores.
A Receita ainda aponta que entre janeiro e junho deste ano, a retificação de declarações dos exercícios 2016 a 2021 resultou em R$ 1,37 bilhão de arrecadação, sendo R$ 1,17 bilhão referente à redução no valor de imposto a restituir e R$ 202,39 milhões referente ao aumento no valor do imposto a pagar apurado pelos próprios contribuintes nas declarações retificadoras.
_______________* Em bolsonarês claro | Opinião - O Globo
Desde que assumiu o governo, em 2019, o presidente Jair Messias Bolsonaro surpreende com seu vocabulário, totalmente diferente do usado por qualquer outro estadista do planeta ou por seus antecessores.
Fernando Henrique Cardoso falava um português perfeito, num tom um pouco didático, típico de quem foi professor de sociologia durante anos: “Ou educamos nosso povo, ou não vamos conseguir nunca ser um povo solidário”.
Luiz Inácio Lula da Silva falava um português simplório, com alguns erros gramaticais e frases recheadas de metáforas futebolísticas, resultado de anos de prática como líder sindical: “Tem gente que não gosta do meu otimismo, mas eu sou corintiano, católico, brasileiro e ainda sou presidente do país. Como eu poderia não ser otimista?”.
Dilma Rousseff falava um “confusês” escorreito, língua que ela mesma inventou, mas que a maioria das pessoas tem dúvida se ela própria conseguia entender: “O meio ambiente é uma ameaça para o desenvolvimento sustentável”.
O presidente Jair Messias Bolsonaro é diferente; uma espécie de poliglota de si próprio. Fala um mínimo de três línguas diferentes, de acordo com seus interesses.
Na maior parte do tempo, busca expressões conhecidas, que sejam entendidas por todos e garantam sua popularidade. Como “não vou chutar o pau da barraca” ou “chega de frescura e de mimimi”. Outras vezes apela para frases que agradem a seus fiéis e fixos eleitores, como “eu sou imbroxável” ou “só deixo a Presidência se Deus tirar a minha vida”. E, quando se sente acuado, parte para o ataque com expressões como “tô cagando e andando pra você”, também creditadas ao filho Carlos, que dizem rachar o vocabulário com o pai.
Até agora, que eu saiba, o presidente ainda não disse publicamente expressões que certamente conhece como “vá enfornar o robalo”, “armazenar um croquete”, “entubar uma brachola” ou “sentar na mandioca”. Nem disse que estava a fim de “afogar o ganso” em quem quer que seja.
Também não usou até agora a sofisticadíssima expressão “vá se roçar nas ostras”, consagrada pelo brilhante jornalista Ivan Lessa no auge do semanário O Pasquim nos anos 1970. Bolsonaro não a usou por razões simples: ostras, certamente, não são tão importantes no seu universo afetivo, que é mais aéreo que marítimo. E O Pasquim, seguramente, jamais fez parte de suas leituras.
Para ofender jornalistas mulheres, o que tem ocorrido com bastante frequência, o presidente já usou o duplo sentido “ela queria dar o furo” e o impositivo “cala a boca”.
Nesse seu quadro de expressões atípicas, mesmo admirando apaixonadamente o ex-presidente americano Donald Trump, e tendo um filho que aprendeu inglês fritando hambúrgueres nos Estados Unidos, Jair Messias Bolsonaro usou até agora apenas uma única expressão em inglês. Foi no início do governo, quando chamou a atenção de todos, falando a respeito de golden shower, prática sexual bastante estranha, que, acredito, não se enquadra entre as preferências da maioria dos brasileiros.
Como seu mandato de presidente vai oficialmente até dezembro de 2022, Jair Messias Bolsonaro possui ainda tempo de sobra para usar muitas das expressões que até agora não usou, como “abraço de tamanduá”, “abotoar o paletó” e “amarrar o burro na sombra”.
Além de uma expressão que, comentam, está guardando para si próprio e para seus eleitores adeptos da liberação do porte e da compra de armas: “Se não me reelegerem, ‘vou sair atirando’ ”.
Até lá, algum assessor preocupado com a reeleição pode recomendar a utilização de uma palavra em inglês, idioma dominante nas redes sociais, na busca de conquistar o público jovem que, a partir dos 16 anos, faz parte do eleitorado: “O mito é cringe”.

Por Washington Olivetto
_______________* Aperitivo do golpe | Bernardo Mello Franco - O Globo

O bolsonarismo serviu um aperitivo do plano para tumultuar a eleição de 2022. A tropa do governo tentou mudar a Constituição e torrar R$ 2 bilhões para ressuscitar o voto impresso. Ao constatar que seria derrotada, rasgou o regimento da Câmara e melou a votação.
A emenda do voto impresso é examinada por uma comissão especial. O presidente e o relator da proposta são bolsonaristas de carteirinha. Os dois se elegeram com apoio de movimentos de ultradireita do Paraná. São investigados por ataques à democracia e disseminação de fake news.
Até meados de junho, o governo controlava 23 das 34 cadeiras da comissão. O cenário começou a mudar quando Jair Bolsonaro radicalizou as ameaças de golpe e a cúpula das Forças Armadas atacou a CPI da Covid.
Assustados com a escalada autoritária, dirigentes de 11 partidos montaram um cordão sanitário em defesa do sistema eleitoral. O movimento acabou com o domínio bolsonarista na comissão. A emenda do voto impresso seria derrotada na sexta, mas os governistas viraram a mesa.
O presidente da comissão, Paulo Eduardo Martins, inventou um novo prazo para o relator alterar a proposta. A oposição protestou, mas ele desligou os microfones do plenário e declarou que a sessão estava encerrada.
A transmissão da TV Câmara terminou com um grito de “picareta”. A manobra também foi chamada de “banditismo” e “molecagem”. Antes do fim abrupto, o sinal da sessão foi interrompido ao menos três vezes. Martins culpou uma invasão de hackers, mas não convenceu ninguém.
Com o adiamento, a votação ficou para agosto. O governo tentará usar o tempo extra para pressionar deputados e estimular novas manifestações golpistas.
A cruzada contra o sistema eleitoral não deve se esgotar com a provável rejeição da emenda. Bolsonaro continuará a repetir que só perde se as urnas forem fraudadas. O capitão sabe que não precisa de maioria para promover uma baderna em 2022. Basta contar com uma minoria radicalizada e armada. Se possível, com a cumplicidade de generais.
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Novilíngua bolsonarista
O capitão não está sozinho nas agressões ao idioma. Seus aliados também gostam de torturar palavras para torcer seu significado. Alguns exemplos em voga na capital:
Narrativa. Novo sinônimo de mentira. “Mais uma narrativa!”, resmunga o senador Flávio Bolsonaro a cada denúncia contra o governo do pai.
Comissionamento. Eufemismo para propina no Ministério da Saúde sob intervenção militar.
Kit Covid. Conjunto de medicamentos que não curam a Covid.
Voto auditável. Voto impresso, instrumento de fraudes eleitorais desde os tempos do Império. O voto eletrônico é mais seguro e já passa por dez etapas de auditoria.
Fala de internet. Toda bobagem dita pelo Mito, segundo a definição do general Pazuello. “Se tirarmos da figura do presidente da República o que ele chama de falas de internet, não sobra nada”, resumiu o professor Eugênio Bucci ao podcast O Assunto.
_______________* Hildegard Angel: Brasil começou a acabar quando SEITAS NEOPENTECOSTAIS passaram a IDIOTIZAR o povo

247 – "O começo do fim do Brasil foram certas seitas neo-pentecostais, que invadiram cidades, comunidades, bairros, ruas, com milhares de 'templos', de várias denominações, algumas c/ tempo nas TVs, chefiadas por espertalhões, que idiotizaram nosso povo com interpretações bíblicas fajutas", disse a jornalista Hildegard Angel, em suas redes sociais.
A influência destes empresários da fé sobre o poder é tão grande que, na semana passada, o vice-presidente Hamilton Mourão foi a Angola para tentar resolver problemas particulares de Edir Macedo, cuja igreja é acusada de diversos crimes no país africano.
_______________* Brasil NÃO está preparado para a variante DELTA, diz Margareth Dalcolmo

247 - "Na densa curva de aprendizado científico e na avalanche de informações, tornou-se inevitável nos familiarizar com números e taxas nesses tempos pandêmicos:
estamos chegando a 10% da população brasileira contaminada pela Covid-19, com quase 20 milhões de casos notificados e 550 mil mortes.
Muitos curados, mantendo-se a proporção epidemiológica inicial de que 80% dos casos seriam leves, autolimitados e sem necessidade de hospitalização",
escreve no Globo a pneumologista Margareth Dalcolmo, uma das mais autorizadas especialistas em Covid-19 do Brasil.
Referindo-se à variante Delta do novo Coronavírus, a médica alerta que "impedir a transmissão da nova cepa não parece plausível, uma vez que já circula em vários estados".
"Mesmo com a produção nacional da Coronavac pelo Butantan e Astrazeneca pela Fiocruz, esta hoje majoritária em número de doses ofertadas, alcançamos pouco mais de 40% da população com uma dose aplicada e pouco mais de 15% imunizada com duas doses.
É POUCO para fazer FRENTE à AMEAÇA REAL de transmissão sustentada da nova cepa DELTA", adverte.
_______________* Sikêra processa Neto e apresentador rebate: "o dia que você me encontrar, você vai ver só"

247 - O ex-jogador Neto gravou um vídeo no Instagram após ser processado pelo apresentador da RedeTV! Sikêra Jr. O bolsonarista pede indenização de R$44 mil por ter sido chamado de homofóbico durante o programa “Os Donos da Bola”. Além do processo, Sikêra também quer um pedido formal de retratação nas redes sociais e na programação da Band durante dois dias seguidos.
“Eu não ia comentar nada sobre o processo, pois eu estou tão feliz com minha família (aqui de férias). Nós não somos homofóbicos, a gente é família. Que por sinal essa bola representa tudo, para que não sejamos homofóbicos”, disparou Neto.
Em seguida, Neto lembrou que o apresentador da RedeTV! recebeu verbas federais para realização de ações publicitárias. "Ou você pensa assim ou você não pensa, irmão! Ou você é homem ou não é homem. Que não adianta você falar pra ganhar dinheiro do governo. É seu pensamento esse? Se for seu pensamento, espero que você não me encontre. O dia que você me encontrar, em qualquer lugar, você vai ver só", disse o ex-jogador.
Saiba mais
O apresentador do programa “Alerta Nacional”, da RedeTV!, Sikêra Jr. utilizou suas redes sociais neste domingo (18) para deixar um recado misterioso. “Se eu chegar no ponto de me calar e ficar distante, meu limite foi atingido. Me aguardem”, escreveu.
Após campanha de desmonetização encabeçada pelo Sleeping Giants Brasil, Sikêra Jr. perdeu pelo menos 62 patrocinadores em função de falas homofóbicas em seu programa na televisão e no canal do YouTube.
Entre as marcas que deixaram de investir estão a MRV, Tim, HapVida, Magazine Luiza, Nivea, Ford, Casas Bahia, Samsung, Renault, Kwai, PicPay Mercedes Benz e Globo.
Pelo menos 62 patrocinadores saltaram fora da canoa furada do Sikêra
Após campanha de desmonetização encabeçada pelo SLEEPING GIANTS BRASIL, Sikêra Jr. perdeu pelo menos 62 patrocinadores em função de falas homofóbicas em seu programa na televisão e no canal do YouTube.
Entre as marcas que deixaram de investir estão a MRV, Tim, HapVida, Magazine Luiza, Nivea, Ford, Casas Bahia, Samsung, Renault, Kwai, PicPay Mercedes Benz e Globo.
“Se eu chegar no ponto de me calar e ficar distante, meu limite foi atingido. Me aguardem”, escreveu.
Sinceridade? _____________ Tanto faz e já vai tarde !
_______________* Reunião de Bacana: Bolsonaro renuncia e o Centrão assume o Brasil - Gilvandro Filho
Por Gilvandro Filho

Por Gilvandro Filho, do Jornalistas pela Democracia
O anúncio da ida do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil escancara uma verdade insofismável: o Brasil tem novo comando político e foi entregue, de mão beijada, o que de pior e mais fisiológico existe no cenário político. O Centrão, que já preside as duas casas legislativas e constitui a base política fisiológica do governo bolsonarista, é agora quem manda de fato no centro político do poder. E como tem quem mande e quem obedeça, o governo de direito passa a se curvar diante do governo de fato.
Jair Bolsonaro tem a popularidade mergulhada no abismo, a credibilidade descendo abaixo de zero, uma gestão em frangalhos e uma população entregue à pandemia, pobre e faminta. O desespero em que o presidente se encontra atesta o primeiro fato. A indiferença do país (cada vez maior) e do mundo diante de um governo tão bisonho comprova o segundo. A mediocridade sua e de seus auxiliares, aliada à máquina de corrupção montada em áreas cruciais, como é o caso do Ministério da Saúde, assinala o terceiro. E as filas de criaturas famélicas, em Cuiabá, esperando pela distribuição de ossos para terem o que comer (no caso para tomar sopa) é a mais completa tradução do quinto item.
Já tivemos um Brasil respeitado no mundo, acreditado pelo seu povo, com políticas públicas voltadas para reduzir desigualdades, com crescimento econômico ocorrendo equilibradamente junto ao desenvolvimento social. Um país que saiu da zona de pobreza com folga, situação para a qual ninguém, nem mesmo os opositores, imaginaria voltar. Ou pelo menos voltar tão cedo. Tudo foi se esmigalhando a partir de um processo eleitoral plantado no medo e na mentira. Numa vitória conduzida no colo pela banda podre do Judiciário, embalada por um atentado mal explicado e sacramentada pelo voto de um grupo de eleitores para quem valiam todos os meios para justificar o fim que era tirar o PT do poder.
O resultado dessa tragédia eleitoral é que o Brasil de Bolsonaro faliu. Política, ética, financeira, sanitária e moralmente. Tudo que o presidente no momento, ainda, em exercício tenha tocado foi contaminado pelo vírus da balbúrdia, do preconceito, do negacionismo, da violência e da corrupção. Este, o último bastião no qual abraçava para se dizer diferente dos corruptos comuns, o que nunca foi. Para usar o termo adotado pelos seus apoiadores, sua mais usada narrativa.
Vale sempre lembrar o conceito que do Centrão e de seus quadros os integrantes do regime militar de Bolsonaro sempre tiveram. Um dos líderes fardados mais emblemáticos do governo, o general Augusto Heleno, chegou a cantar, numa reunião de pares, ao se referir ao grupo político com quem prometia nunca se unir. “Se gritar ‘pega o ladrão’, não fica um, meu irmão”, desafinou, sendo aplaudido pela plateia.
Três anos depois, o repertório mudou. “Sobre o Centrão, aquela brincadeira que eu fiz foi numa convenção do PSL, na campanha eleitoral. Naquela época existia à disposição na mídia várias críticas ao Centrão. Não quer dizer que hoje exista Centrão. Isso foi muito modificado ao longo do tempo", diria o general, numa reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Desafinando ainda mais em sua desculpa esfarrapada.
A “Reunião de Bacana” (*) em que se transformou o governo Bolsonaro tem hoje todo o Centrão, em vários escalões e postos: na presidência da Câmara dos Deputados, no comando do Senado Federal, na liderança na Câmara, espalhados nos ministérios, entre os investigados da CPI da Pandemia por liderar um grupo especializado em malfeitos, no Ministério da Saúde.
* Samba de Ary do Cavaco e Bebeto de São João, interpretado pelo grupo Exportassamba”, disputou o Festival MPB Shell, da TV Globo, em 1980. O refrão grudento e até hoje atualíssimo, conferiu à canção a enorme popularidade que sempre desfrutou.
_______________* Polícia Federal fecha acesso público a seus documentos

A Polícia Federal fechou a partir desta terça-feira, dia 20, o acesso público a todos os documentos da corporação cadastrados no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do governo federal. O SEI é o sistema utilizado por todos órgãos públicos para o registro e o envio de documentos oficiais.
No caso da PF, são arquivados desde atos administrativos, como oficios, portarias, promoções, remoções, compras ou licitações, até a abertura de inquérito e peças de investigação.
Normalmente, todo servidor tem acesso ao sistema para consultas e registros. Dependendo do setor ou do ministério, até mesmo cidadãos que não trabalham para o governo podem consultar o sistema. O Ministério da Economia permite acesso a quase todos os seus registros, assim como o Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, o Iphan. Na PF, o acesso público era dado aos servidores.
Ao dar entrada em um documento no SEI, o servidor tem a opção de escolher se ele deve ser público, de acesso restrito ou sigiloso. Em regra, segundo a lei de acesso à informação, a publicidade dos documentos oficiais é "preceito geral". O sigilo deve ser a exceção.
O que a nova regra estabelece é o contrário: a partir de agora, todo documento registrado por um policial federal no SEI é de acesso restrito ou sigiloso. Para garantir que a regra seja cumprida, a opção de registro público foi simplesmente excluída das redes de computadores da PF.
Se quiser transformá-lo em público, o policial deve abrir um processo no sistema e enviar um pedido com justificativa de motivos "para análise e deliberação" à comissão nacional do SEI.
O comunicado sobre a mudança de status dos documentos foi enviado via circular para todos os diretores e superintendentes da PF e para o corregedor-geral. Quem assina é o perito criminal Rodrigo CIT Ramos Lopes, que se identifica como presidente da Comissão Nacional do SEI-PF.
O motivo, segundo a circular, é a "necessidade de compartimentação de informações sensíveis inerentes a diferentes áreas da Polícia Federal, assim como a possibilidade de lançamentos equivocados por servidores no momento do cadastro".
Questionada a respeito, a direção da PF enviou nota afirmando que "não se trata de imposição de caráter sigiloso ou reservado aos documentos, mas apenas de restrição de documentos preparatórios até a devida publicação ou decisão final", quando passam a ser tratados de acordo com a sua classificação legal (públicos, sigilosos ou reservados)".
A direção da PF enviou também enviou uma lista de tipos de documentos que continuam públicos, como licitações e aditivos de contrato. Mas outros tipos, como remoções, promoções ou mudanças de atribuição de delegados, que eram públicos , agora são de acesso restrito.
A nova regra para o registro de documentos está sendo implementada num momento delicado para a Polícia Federal.
Desde a posse de Paulo Maiurino como diretor-geral, delegados vivem em crise permanente com o comando, com a demissão de investigadores de casos que prejudicam aliados de Jair Bolsonaro e ordens internas que indicam direcionamento das atividades da polícia para atender o interesse do governo.
Foi assim com as exonerações dos delegados Alexandre Saraiva e Franco Perazzoni dos cargos que ocupavam, depois que eles conduziram os inquéritos que denunciaram um esquema de favorecimento ilícito de madeiras clandestinas por funcionários do Ibama e pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
Outro episódio que provocou mal-estar entre delegados e a direção ocorreu em meados de junho, quando a direção de Combate ao crime organizado enviou uma ordem a todas as superintendências para fornecerem todas denúncias de fraudes recebidas pela corporação desde a implantação da urna eletrônica, em 1996.
A comunicação foi disparada via SEI, duas horas depois de uma entrevista em que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, desafiou o presidente Jair Bolsonaro a apresentar provas de fraudes no uso da urna eletrônica nas eleições de 2018.
Em sua ordem às superintendências, a direção disse que visava atender a um pedido da comissão especial do voto impresso na Câmara dos Deputado. O requerimento para que as informações fossem pedidas à PF, porém, só foi aprovado na comissão especial à tarde, quando a consulta aos superintendentes já tinha sido feita.
Para o diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão, mesmo tratando de documentos sensíveis, a circular da PF "perverte radicalmente o que estabelecem a Lei de Acesso à Informação, a Constituição Federal e as boas práticas internacionais".
Segundo ele, a portaria é "ainda mais preocupante por se inserir em um contexto geral de retrocesso na transparência pública e de autoritarismo crescente no Brasil, inclusive com riscos de abusos por parte de órgãos de inteligência. É fundamental que os órgãos policiais estejam sob controles institucionais adequados e prestem contas à sociedade – e pra isso a transparência é imprescindível".
_______________* China testa aeronave hipersônica capaz de viajar o mundo em uma hora

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PEQUIM - Enquanto os bilionários Jeff Bezos e Richard Branson conquistaram os holofotes em sua corrida espacial nos últimos dias, a China realizava testes bem-sucedidos de uma aeronave hipersônica capaz de viajar a qualquer lugar do mundo em apenas uma hora - alguns minutos a mais do que o tempo médio da ponte aérea Rio-São Paulo.
O modelo, conhecido como Starry Sky-2, completou seu primeiro voo na última sexta-feira em um local não revelado no noroeste chinês, conforme divulgou nesta semana a Academia Chinesa de Aerodinâmica Aeroespacial.
A nave poderá atingir quase seis vezes a velocidade do som e ser usada para transportar mísseis. Novos detalhes expostos recentemente indicam que o modelo terá 45 metros, cerca de um terço a mais de comprimento em comparação a um Boeing 737-70. Além disso, terá dois motores montados na parte superior de fuselagem.
Segundo o cronograma, espera-se concluir os testes para verificar todos os componentes-chave do voo até 2025. A previsão inicial é de que a China já opere uma frota a partir de 2035, transportando dez pessoas.
Uma década depois, o país pretende levar mais de 100 passageiros nos aviões. Apesar de seu tamanho, há pouco espaço para acomodar pessoas em seu interior.
Pesquisadores estão conduzindo testes para avaliar o desempenho da aeronave em altitudes elevadas. Os cientistas encontraram pontos vulneráveis no avião que exigem proteção extra, segundo o jornal chinês South China Morning Post.
Isso porque essas áreas teriam maior probabilidade de sofrer picos repentinos de calor e pressão quando o modelo atingisse aproximadamente seis vezes a velocidade do som.
Arma contra satélites
O projeto está sendo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Pequim e do Instituto de Engenharia de Sistemas de Naves Espaciais. Entre os envolvidos, estão cientistas responsáveis pelas missões espaciais em Marte e na Lua.

Em 2020, a China anunciou que havia testado com sucesso outro avião espacial que foi lançado de um foguete e orbitou a Terra por dois dias antes de seu retorno com sucesso. A missão foi classificada como um "avanço importante" pela mídia estatal chinesa.
A tecnologia poderia ser usada como uma arma vital no espaço, para atacar satélites, estações espaciais ou alvos terrestres e ser usados para interceptar mísseis balísticos.
Os militares dos EUA têm trabalhado em um projeto semelhante com o programa XS-1, que visa desenvolver um avião espacial reutilizável que pode colocar pequenos satélites em órbita.
No ano passado, porém, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa) disse que o programa havia terminado depois que a empreiteira Boeing saiu.
_______________* Morre o jornalista especializado em tecnologia André Machado, aos 58 anos, de Covid-19

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RIO - O jornalista do GLOBO André Machado, especializado em tecnologia, morreu nesta quarta-feira, aos 58 anos, por complicações após contrair Covid-19. Chegou a tomar a primeira dose da vacina, mas adoeceu antes de receber a segunda aplicação.
Com décadas de trabalho dedicados à cobertura digital e de segurança da informação, Machado começou na carreira cobrindo o Rock in Rio. Em janeiro de 1985, na primeira edição do festival, o jornalista tentava conter o entusiasmo nas entrevistas do ACDC e de outros ídolos do rock.
Com o amigo e parceiro na tarefa, Leonardo Pimentel — era o primeiro emprego dos dois — fecharam a revista Roll e Metal em um dia, para que fosse a primeira a chegar às bancas com a cobertura do festival. As paixões pela música e pelo jornalismo se encontravam ali.
Mais tarde, já no fim dos anos 1990, Machado se voltou para a tecnologia e jogou luz sobre um assunto que era dominado por termos estrangeiros. Foi a jornalista Cora Rónai que o levou ao caderno Informática etc do GLOBO, criado por ela em 1991:
— Ele estava na Agência O GLOBO quando o chamei. Foi uma das melhores coisas que fiz. Tinha talento para escrever, capacidade de explicar a qualquer pessoa que não tinha a menor noção de informática o que era aquilo.
Se tinha uma tecnologia nova, que ninguém nunca tinha falado, a pauta ia para ele, diz:
—Naquela época, estávamos desbravando o território, não existiam palavras equivalentes em português. Ele deixou um legado intelectual importantíssimo, além de ser a alma mais delicada que eu encontrei em redação.
O diretor de Redação do GLOBO, Alan Gripp, chamou a atenção para o pioneirismo de Machado:
— Grande roqueiro, amigo gentil, excelente profissional. Dominava tecnologia quando o assunto era para pouquíssimos. Deixará muita saudade.
Era um visionário, diz Carlos Afonso, professor da Uerj e fundador do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS).
— André conseguiu levar muito da visão dele de tecnologia e fazer com que O GLOBO tivesse o olhar do impacto social, cultural, transformador das tecnologias muito antes que isso se tornasse evidente. Foi um precursor.
Na cobertura de tecnologia, viajou para diversos países para explicar as principais descobertas do setor.
O ITS divulgou nota ontem sobre o jornalista: “Hoje perdemos um colega na luta por uma internet aberta, justa e democrática.”
Amor pelo rock
Em paralelo, o jornalista cultivava produção musical vasta. Tocava violão, bateria, guitarra e baixo. Gravou dois CDs com músicas dele e de amigos, além de ter criado duas bandas. Na adolescência, a Estrada Froes, e mais tarde, já em 2010, a Ian Band.
— Ele sempre brincava falando “I’am nobody”, das iniciais nasceu o nome da banda. Ele era fanático pelo Kiss — lembra Marlos Mendes, amigo e parceiro de banda.
Foi pela música que as filhas Jessica e Rebeca resolveram homenagear o pai no aniversário de 50 anos. Fizeram a letra e a banda musicou. Falava sobre o amor pelo rock.
— Compunha muita coisa, cantava. Escreveu livros ligados à informática, mas gostava de escrever para ele mesmo, contos — lembra Jessica.
— Era meu melhor amigo — completa Rebeca.
O companheiro na cobertura de tecnologia, Carlos Alberto Teixeira, o CAT, destacou o que chamou de “megapaginosas” leituras do amigo:
— Possuía horizonte simbólico vastíssimo. Ele nos brindava com suas histórias sobre realeza britânica, sagas medievais e seus empolgantes embates nos cabeludíssimos e raros jogos de tabuleiro.
Claudia dos Santos, amiga e colega de redação, ressalta o seu vasto conhecimento:
— Ele conversava sobre qualquer assunto: de rock a série da Netflix, passando por jogos de tabuleiro e Oscar Wilde, o autor predileto dele.
Machado nasceu no Rio e se formou em jornalismo na Escola de Comunicação da UFRJ. Trabalhou na Editora Bloch e na Rádio Fluminense. Ele deixa a mulher, Waleska, e as filhas Jessica e Rebeca.
_______________* Troca de Ramos por líder do centrão é “decepção total”, afirmam militares do governo | Bela Megale - O Globo

Decepção total. É assim que militares do governo descreveram à coluna o sentimento que impera nesta quarta-feira, 21, desde que veio à tona a informação de que o presidente Bolsonaro decidiu substituir o general Luiz Eduardo Ramos pelo senador e ícone do centrão, Ciro Nogueira (PP-PI), no comando da Casa Civil.
Esse sentimento tem sido reverberado nas redes em grupos de militares. Ministros do núcleo das Forças Armadas do Palácio também fazem parte dos frustrados com a mudança. Apesar disso, não deram nenhum sinal de que vão se rebelar contra a medida. Ao contrário.
Publicamente, Ramos diz que já está em contato com seu sucessor e que nada mudará em sua relação com o presidente, embora, nos bastidores, deixe evidente a sua chateação. O ministro da Defesa, Braga Neto, foi outro que mostrou a aliados seu descontentamento com a mudança.
A famosa frase de outro militar “Se gritar, pega Centrão, não fica um, meu irmão”, cantada pelo ministro Augusto Heleno na campanha de 2018, passará bem longe do pleito de 2022.
_______________* O duelo final de Bolsonaro com Alexandre de Moraes - Moisés Mendes
Por Moisés Mendes

Por Moisés Mendes, do Jornalistas pela Democracia
Alguns episódios nem tão recentes ajudam a entender como Alexandre de Moraes se transformou na figura com poder institucional que mais afronta e atemoriza Bolsonaro e o entorno que o protege, incluindo os militares.
No dia 19 de junho de 2020, uma sexta-feira, os jornalões divulgaram
com certa candura essa informação. Três ministros de Bolsonaro bateram na porta da casa do ministro Alexandre de Moraes em São Paulo.
Os jornais informaram que os quatro trataram, entre outros assuntos, de um processo sobre a indenização da União à indústria sucroalcooleira por perdas com os preços controlados do setor.
Quem quisesse que acreditasse que os ministros André Mendonça (Justiça e Segurança Pública), Jorge Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência) e José Levi Mello do Amaral Júnior (Advocacia-Geral da União) teriam ido a São Paulo, numa sexta-feira, para tratar das controvérsias jurídicas de danos do tabelamento dos preços do açúcar e do etanol. Nem os escravos de coronéis dos canaviais acreditariam.
Os três foram ao encontro de Moraes 18 dias depois de outra visita. No dia 1º de junho, uma segunda-feira, o então ministro da Defesa, general Fernando de Azevedo e Silva, também esteve na casa de Moraes.
A imprensa noticiou vagamente que trataram da melhoria da interlocução do governo com o Supremo. Ninguém apresentou, ao contrário do que ocorreu quando da visita dos três ministros civis, uma motivação esdrúxula.
A verdade nem tão encoberta é que Bolsonaro estava tentando dar um bafo no ministro. As duas reuniões são decisivas para que se compreenda o que acontece na sequência e que acaba por transformar Alexandre de Moraes no mais bravo integrante do Supremo no enfrentamento das estruturas de poder que sustentam Bolsonaro, dentro e fora do governo.
Moraes foi visitado por um general comandante da Defesa e que havia assessorado o ex-presidente do STF Dias Toffoli. Logo depois, recebeu três civis fiéis e prestativos enviados por Bolsonaro. O que não deu certo ou precisava de melhor amarração depois da reunião com Azevedo e Silva?
Na época, Moraes estava fechando o cerco contra os operadores, patrocinadores e participantes dos atos pró-ditadura e dos esquemas das fake news, presidindo os dois inquéritos que corriam no Supremo.
Depois das reuniões, não houve nada que pudesse configurar um recuo, apesar da lentidão e frouxidão das investigações da Polícia Federal.
O que aconteceu há pouco, em outra direção, é que o ministro largou de volta no colo da Procuradoria-Geral da República a tentativa de sabotar os processos.
A PGR havia pedido que Moraes engavetasse o inquérito dos atos antidemocráticos, que envolve políticos com mandato, por falta de indícios e provas consistentes. O pedido foi atendido.
Mas o ministro juntou tudo num novo super inquérito, que continuará tratando das ações em favor do golpe, das fake news e do gabinete do ódio.
A Polícia Federal vai ter que trabalhar. O recado é que os casos são retomados de forma mais assertiva por Moraes. E agora, para complicar a vida de Bolsonaro, tudo o que for apurado sobre as facções das fake news será compartilhado com o Tribunal Superior Eleitoral.
É onde corre o processo eleitoral contra a chapa Bolsonaro-Mourão pelo esquema de disparos de notícias falsas, difamações e outras bandidagens na campanha de 2018.
São movimentos que acontecem enquanto Bolsonaro entrega os anéis, os dedos e tudo o que resta de joias e semijoias ao Centrão e se prepara para as batalhas finais ao lado de Braga Netto, Ciro Nogueira e Onyx Lorenzoni.
Bolsonaro quer estar vivo até 2022, do jeito que for possível. Terá de medir o preço e o grau de fidelidade dos que estão extorquindo o governo em troca de proteção, avaliar todos os dias o humor dos últimos generais (enquanto delira com um golpe com polícias militares e milícias) e tentar conter os estragos das manifestações de rua e da segunda etapa da CPI do Genocídio.
Se conseguir sobreviver e ir para o segundo turno em 2022, terá pela frente o ministro que tentou controlar desde 2020. Moraes presidirá o TSE durante a eleição. O que Bolsonaro irá armar para desafiá-lo e tumultuar a eleição e seus resultados?
Bolsonaro puxava e puxou conversas diretas com Dias Toffoli e Luiz Fux. Vai se atrever a tentar comer pizza com Moraes antes do processo eleitoral?
Quem será o próximo emissário a procurar o ministro para tratar do preço do açúcar, já que o golpe do voto impresso deixará de ser assunto, quando estiver sepultado como pauta no Congresso de ideias semipresidencialistas?
Alexandre de Moraes é, há um ano, o terror de Bolsonaro, porque decidiu não só vestir a toga, mas dormir de toga.
_______________* Bancos centrais aceleram alta do iuan, enquanto reduzem carteiras em dólares e euros
Quase um terço dos bancos centrais planejam adicionar o iuan chinês a seus ativos de reserva, enquanto 20% planejam reduzir suas carteiras em dólares dos Estados Unidos nos próximos 12 a 24 meses

Por Marc Jones (Reuters) – O iuan chinês está em vias de se tornar uma parte muito mais influente do sistema financeiro mundial, com quase um terço dos bancos centrais planejando adicionar a moeda a seus ativos de reserva, mostrou uma pesquisa nesta quarta-feira.
A pesquisa ‘Investidores Públicos Globais’, publicada anualmente pelo instituto OMFIF, com sede em Londres, mostrou que 30% dos bancos centrais planejam aumentar as posições em iuanes nos próximos 12 a 24 meses, em comparação com apenas 10% no ano passado.
Outras descobertas notáveis do relatório mostraram que 75% dos bancos centrais agora pensam que a política monetária está exercendo influência excessiva nos mercados financeiros, embora apenas 42% achem que essas políticas precisam ser ativamente reconsideradas.
Em nítido contraste com o iuan, 20% dos bancos centrais planejam reduzir suas carteiras em dólares dos Estados Unidos nos próximos 12 a 24 meses, 18% planejam reduzir suas participações em euros e 14% querem cortar suas posições em dívida soberana da zona do euro.
_______________* Filhos de Cid Moreira pedem na justiça interdição do pai e prisão da madrasta
Segundo herdeiros, a madrasta estaria transferindo o patrimônio do ex-apresentador do Jornal Nacional para familiares dela

247 - Os filhos de Cid Moreira, ex-apresentador do Jornal Nacional, com 93 anos, Rodrigo e Roger Moreira, entraram com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) nesta terça-feira (20) pedindo a interdição do pai e a prisão da madrasta, Fátima Sampaio de 58 anos.
De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, que teve acesso ao processo, os filhos dizem que Cid Moreira é uma “pessoa idosa, senil e que tem problemas psiquiátricos ocasionados pela idade” e acusam Fátima de “depenar totalmente o idoso, em puro estelionato senil, apropriação indébita e formação de quadrilha”.
Segundo os familiares, Fátima estaria transferindo o patrimônio do locutor para familiares dela. Eles também a acusam de maus tratos. Segundo Rodrigo e Roger a madrasta oferece comida estragada ao pai, que é mantido em cárcere privado e impedido de manter contato com outros familiares.
De acordo com o advogado dos filhos, Ângelo Carbone, também já foi aberta uma ação penal, que está em andamento no Ministério Público, na qual é pedida a prisão provisória de Fátima.
"Diante da gravidade dos fatos e da tentativa da querelada em tentar mudar provas, contatar testemunhas, que seja decretada a prisão provisória da mesma por 30 dias, prorrogando-se até que tudo seja apurado ou surja uma preventiva", diz a solicitação.
_______________* Duas doses da AstraZeneca protegem 93,6% contra mortes, mostra estudo em SP

SÃO PAULO — Um novo estudo feito com dados de moradores do estado de São Paulo, com idade superior a 60 anos, vacinados com o imunizante Oxford/AstraZeneca, aponta para uma alta proteção contra Covid-19 após duas doses de aplicação. Os números foram analisados em um momento de alta circulação da variante Gama, a P.1, registrada inicialmente em Manaus.
A taxa de efetividade — que é o quanto a vacina funciona no mundo real, fora de estudos clínicos — 14 dias após a segunda dose é de 77,9% para casos sintomáticos, 87,6% para hospitalizações e 93,6% para mortes.
Tratam-se de taxas muito superiores ao observado quando se leva em conta o período de 28 dias após a primeira dose.
Nesse sistema, a eficiência para casos sintomáticos é de 33,4%, para hospitalizações é de 55,1% e para mortes 61,8%.
Ou seja, a aplicação da duas etapas eleva a potência de proteção do imunizante em mais de 30 pontos percentuais, quando considera-se os óbitos.
A análise, preliminar, ainda sem revisão por pares independentes, analisou os dados de 61.164 paulistas e a performance da vacina no período entre 17 de janeiro e 2 de julho.
O trabalho foi desenvolvido pelo grupo Vebra Covid-19, com pesquisadores de instituições nacionais e internacionais.
— O estudo mostra que é necessário o esquema vacinal completo para chegarmos a quase 94% de proteção para mortes na população idosa.
É uma proteção maravilhosa — diz o pesquisador Julio Croda, da Fundação Oswaldo Cruz e da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.
O estudo de efetividade é realizado por meio do cruzamento de diversos bancos de dados.
Há, entre eles, os que guardam resultados de testes RT-PCR — moleculares mais confiáveis para a Covid-19 — e o cadastro de vacinados no território paulista. O modelo é baseado em orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para estudos do tipo, que buscam compreender o impacto da vacina no mundo real.
CoronaVac
O mesmo grupo também apresentou novos dados para uma pesquisa que avaliou o uso da vacina CoronaVac, do Instituto Butantan, diante da alta prevalência da variante de Manaus.
O estudo, que levou em conta pessoas acima de 70 anos, em São Paulo, mostra que a efetividade encontrada da vacina 14 dias após a aplicação de duas doses em 41,6% para casos sintomáticos, de 59% para hospitalizações e 71,4% para mortes. Não há indicativos de proteção com apenas uma dose.
Quando avalia-se a população entre 70 a 74 anos os resultados são ainda mais positivos.
A proteção de casos sintomáticos é de 61,8%, em hospitalizações 80,1% e 86% para óbitos.
Contudo, quando a análise é fatiada para quem tem 80 anos ou mais, há uma importante queda na robustez da proteção: a efetividade em casos sintomáticos é de 28%, de hospitalizações 43,4% e de mortes 49,9%.
— A mensagem é que a vacina segue funcionando.
Prevenir 50% de hospitalização e morte é o que a vacina da gripe faz para essa mesma faixa etária.
Existe uma queda, mas ela ainda mantém alguma efetividade.
É razoável, mas que, lógico, ao pensarmos em revacinação podemos olhar para esse grupo — diz Croda.
O pesquisador acredita ser importante observar que a vacinação com a CoronaVac para pessoas com idade inferior a 79 anos mostrou bons resultados e que a tendência é que a vacina seja ainda mais efetiva entre os mais jovens.
Os achados do estudo ressoam diretamente no número de 642 mil paulistas com segunda dose da vacina atrasada, de acordo com dados da própria secretaria de Saúde.
— Faço a solicitação que todos olhem sua carteira vacinal e, independente da vacina, refaçam seu esquema vacinal — afirmou na quarta-feira, Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização (PEI), de São Paulo.
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