_________ * Variante EPSILON CALIFORNIANA do coronavírus REDUZ ação de anticorpos das vacinas PFIZER e MODERNA __________ * A CIA no Brasil - Marcelo Zero __________________ __________ * SERRANA: caiu em 95% as MORTES e em 80% os CASOS de Covid-19

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Luiz Paulo Dominghetti, representante da Davati

____________________ * SUPREMO se UNE à CPI e FECHA CERCO contra Bolsonaro

____________________ * L. SAKAMOTO - PGR levou SABÃO do STF após tentar PRESERVAR Bolsonaro no caso COVAXIN 

____________________ * Variante EPSILON CALIFORNIANA do coronavírus REDUZ ação de anticorpos das vacinas PFIZER e MODERNA 

____________________ * Bolsonaro desmoraliza o impeachment

____________________ * SERRANA: vacina faz cair em 95% as MORTES e em 80% os CASOS de Covid-19

____________________ * "Na minha vida NUNCA existiram ARMÁRIOS", diz Fátima Bezerra ao cumprimentar Eduardo Leite por se assumir gay

____________________ * Gleisi: CIRO GOMES é PIOR que BOLSONARO e virou “JAGUNÇO da DIREITA”

____________________ * A CIA no Brasil - Marcelo Zero

____________________ * FARSA sobre PROPINAS a 1 DÓLAR por vacina é LIÇÃO ao país

____________________ * A MISSÃO de um governador FORA do ARMÁRIO 

____________________ * Socialismo chinês na nova era é a garantia da realização do sonho de rejuvenescimento nacional

____________________ * O TECNOFEUDALISMO está ASSUMINDO o CONTROLE - Yanis Varoufakis

____________________ * Rupturas do pensamento - Luiz Carlos Bresser-Pereira

____________________ * SIONISMO, a ideologia RACISTA que está DESTRUINDO a PALESTINA 

____________________ * Bolsonaro sobre FRAUDE em URNAS: “NÃO tenho que apresentar PROVAS”

____________________ * “A Lava Jato arruinou a democracia no Brasil”

____________________ * Corte Interamericana condena Honduras por morte de mulher trans em decisão histórica

____________________ * Rodrigo CONSTANTINO tem vídeo BLOQUEADO no YOUTUBE: “DESINFORMAÇÕES médicas”

____________________ * Estudo aponta que 3ª dose de vacina da AstraZeneca produz forte resposta imune

____________________ * TIRO da base governista na CPI saiu pela CULATRA ___________________________ FEIRÃO da vacina de Bolsonaro | Vera Magalhães

____________________ * Inquérito eleva pressão e ameaça blindagem de Bolsonaro | Bernardo Mello Franco

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____________________ * Supremo se une à CPI e fecha cerco contra Bolsonaro

Os ministros do STF Alexandre de Moraes e Rosa Weber - Reprodução/STF
Os ministros do STF Alexandre de Moraes e Rosa Weber Imagem: Reprodução/STF
Carolina Brígido

Colunista do UOL

02/07/2021 13h01

Nos últimos dois dias, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sofreu duas grandes derrotas no STF (Supremo Tribunal Federal). Ontem, o ministro Alexandre de Moraes arquivou o inquérito sobre atos antidemocráticos e abriu uma investigação sobre uma "organização criminosa de forte atuação digital" para atacar a democracia. Bolsonaro não é investigado, mas seus filhos Flávio, Carlos e Eduardo são citados no relatório da PF (Polícia Federal).

Na terça-feira (29), a PGR (Procuradoria-Geral da República) enviou parecer ao Supremo recomendando que a investigação sobre as negociações nebulosas em torno da contratação da vacina indiana Covaxin ficassem apenas a cargo da CPI da CovidRosa Weber bateu o pé e escreveu que o Ministério Público não poderia ser mero "espectador das ações dos Poderes da República".

Diante da posição dura da ministra, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, pediu hoje a abertura de inquérito para investigar o episódio. Ele quer ouvir inclusive o depoimento de Jair Bolsonaro, suspeito de prevaricação — ou seja, o presidente teria sido informado de irregularidade e não teria tomado uma atitude para impedi-la.

O cenário não é bom para o presidente. Se no Congresso Nacional o governo é fritado na CPI da Covid, no STF o presidente tem dois inquéritos para se preocupar. E não são apenas esses: ainda que esteja temporariamente adormecido, tramita no tribunal o inquérito que apura se Bolsonaro tentou interferir indevidamente nas atividades da PF.

Está agendado para 29 de setembro, no plenário do Supremo, o julgamento que definirá se Bolsonaro prestará depoimento no inquérito sobre a PF. Caso a resposta seja positiva, o tribunal definirá se o presidente poderá apresentar suas respostas por escrito ou se terá de ser interrogado presencialmente por um delegado.

Antes disso, Rosa Weber poderá decidir se e como Bolsonaro prestará depoimento sobre a Covaxin. Como vice-presidente do STF, ela assumirá o plantão da corte no dia 18. Portanto, nem mesmo o recesso do tribunal, iniciado hoje, pode ser capaz de dar um descanso para o presidente. Vale lembrar: do outro lado da Praça dos Três Poderes, a CPI da Covid também seguirá batendo no governo.

____________________ * L. Sakamoto - PGR levou sabão do STF após tentar preservar Bolsonaro no caso Covaxin

Colunista do UOL

02/07/2021 14h38

Foi exemplar o sabão que a ministra Rosa Weber passou na Procuradoria-Geral da República no caso da investigação sobre a suposta prevaricação de Jair Bolsonaro no processo de compra da vacina Covaxin. Apesar da escovadela ter sido direcionada a Augusto Aras e equipe, ela foi sentida no Palácio do Planalto.

Após a PGR demonstrar braço curto diante da noticia-crime protocolada pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO), na última segunda (28), a ministra afirmou que a chefia do Ministério Público Federal "desincumbiu-se de seu papel constitucional". Também disse que "não se vislumbra [para o Ministério Público] o papel de espectador das ações dos Poderes da República".

Rosa Weber deixou claro que não é porque a CPI da Covid está investigando o caso que o órgão também não pode fazer o mesmo. A contragosto, nesta sexta (2), a PGR encaminhou ao STF um pedido de instauração de inquérito assinado pelo vice-procurador-geral, Humberto Jacques de Medeiros.

Ao que tudo indica, Jair pode ter prevaricado por se omitir diante das evidências de que a negociação para a compra da indiana Covaxin demonstrava cambalacho do grosso. Após ser informado do problema pelo deputado Luiz Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, um servidor do Ministério da Saúde que descobriu a sacanagem, ele teria dito que isso era coisa de Ricardo Barros (PP-PR), seu líder na Câmara. E que acionaria o diretor-geral da Polícia Federal para investigar.

Coisa que não fez porque Bolsonaro responde ao centrão e não o contrário, o que inclui proteger até trambiques de parlamentares e seus indicados políticos. Pressionado, o governo primeiro disse que a denúncia era forjada através do ministro Onyx Lorenzoni. Depois, afirmou que o caso foi encaminhado ao então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Detalhe: um dia antes dele deixar a pasta.

Toda essa refrega é resultado direto da CPI da Covid, aquela que o próprio presidente da República disse que "não serve para nada". Claro que a abertura de um inquérito é muito diferente de uma apresentação de denúncia - ainda algo distante. Mas o "nada", veja só, levou a uma investigação contra o presidente.

Desde que assumiu o governo, Bolsonaro tem atuado para sequestrar instituições de monitoramento e controle da República. Setores do Coaf, da Receita, da Polícia Federal, do Ibama, do ICMBio atuam para satisfazer suas necessidades pessoais.

Setores da Procuradoria-Geral da República, com Augusto Aras à frente, também tem servido para escudar o presidente. Aras, que foi indicado fora da lista tríplice de candidatos da Associação Nacional dos Procuradores da República, está de olho em uma indicação ao Supremo Tribunal Federal ou, ao menos, uma recondução ao cargo. Que dependem de Jair.

Após o sequestro de instituições do Poder Executivo e do Ministério Público e do contrato estabelecido com o centrão, que protege Bolsonaro de 125 pedidos de impeachment, e saudável que o STF lembre que ainda há freios e contrapesos na República.

Nesta quinta (1), o ministro Alexandre de Moraes também arquivou o inquérito sobre atos antidemocráticos, mas instaurou investigação sobre "organização criminosa de forte atuação digital" a fim de atacar a democracia. Bolsonaro ficou possesso, pois o caso atinge seus filhos.

A descompostura da ministra Rosa Weber não vai resolver o problema de omissão da PGR de seus deveres constitucionais quando o assunto é JB. Até porque, em seu pedido ao STF, a própria PGR já adiantou que não viu nada demais e abriu caminho para a defesa do governo. Mas, pelo menos, tudo isso constrange ao nomear a omissão publicamente.

____________________ * Variante EPSILON CALIFORNIANA do coronavírus REDUZ ação de anticorpos das vacinas PFIZER e MODERNA 

Artigo publicado na revista Science indica também redução na proteção de anticorpos produzidos após infecção pela forma ancestral do vírus

São Paulo

A variante do coronavírus epsilon (B.1.427/B.1.429, ou CAL.20C), primeiro identificada no sul da Califórnia (EUA), reduz a ação de anticorpos neutralizantes produzidos após a vacinação com os imunizantes da Pfizer/BioNTech e Moderna.

Não há registro dessa variante no Brasil. O achado foi descrito em artigo publicado na última quinta-feira (1˚) na prestigiosa revista científica Science.

Além de conseguir diminuir a ligação dos anticorpos induzidos pela vacina, a variante também bloqueia os anticorpos monoclonais, como aqueles que são testados para tratar pacientes graves hospitalizados, e os anticorpos formados após a infecção pela forma original do vírus —ou seja, indivíduos previamente infectados não possuem proteção contra essa linhagem.

Para avaliar a atividade da variante epsilon (B.1.427/B.1.429) contra as vacinas, os pesquisadores avaliaram o soro de 30 indivíduos vacinados com as duas doses das vacinas de mRNA —15 com a Pfizer/BioNTech e 15 com a vacina Moderna.

O sangue dessas pessoas foi coletado de 7 a 27 dias após a segunda dose, quando já é esperada uma alta taxa de anticorpos induzidos pela vacinação no organismo.

Os soros desses indivíduos então foram testados em laboratório contra réplicas artificiais do vírus contendo as mutações presentes na linhagem estudada em comparação à forma ancestral (chamada de tipo selvagem de Wuhan). Esses "falsos vírus" foram formulados contendo duas regiões de interesse do Sars-CoV-2: a proteína S (também chamada de região de domínio de ligação com o receptor, o gancho ou espícula usada pelo vírus para invadir as células) e a proteína N.

A análise com os anticorpos monoclonais mostrou que dos 34 tratamentos utilizados, houve uma redução significativa em 14 deles do poder de bloqueio desses anticorpos, todas ligadas às mutações presentes na região de ligação com o receptor. O coquetel monoclonal Regeneron, cujo uso emergencial foi autorizado pela Anvisa em maio, por outro lado, não sofreu alteração e conseguiu neutralizar a variante in vitro.

Segundo o artigo, a redução da ação desses anticorpos está ligada diretamente à mutação L452R, presente na variante epsilon. A capacidade dessa mutação de bloquear a ação de anticorpos do coronavírus já havia sido descrita em um artigo em abril publicado na revista Cell, que apontava também para uma transmissão 20% maior associada a essa mutação.

De acordo com os autores, a atividade de neutralização de anticorpos, sejam eles produzidos por vacinas ou induzidos por infecção ou, ainda, a partir do tratamento com anticorpos monoclonais, apesar de evidências de ensaios clínicos de reduzir a carga viral e a evolução do quadro clínico da Covid, é uma das formas de combater o vírus.

Por essa razão, mutações nas regiões de ligação desses anticorpos têm sido recorrentes nas diferentes linhagens do vírus que têm surgido no mundo, em parte como forma de uma pressão seletiva do hospedeiro —o vírus busca formas de escapar dessa proteção preexistente.

Esse processo é conhecido como convergência evolutiva. Além da epsilon, as variantes delta (B.1.617.2, ou indiana) e P.4, detectada no interior de São Paulo, também apresentam essa mutação L452R na proteína S, embora tenham origens distintas. Já a variante lambda (C.37, também chamada andina), possui uma forma semelhante dessa mutação, a L452Q.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) caracterizou, até o momento, a epsilon como uma variante de interesse (VOI), indicando que ela deve ser monitorada, embora o Centro de Controle e Prevenção de Doenças norte-americano a classificou como variante de preocupação (VOC), sigla utilizada para descrever formas do vírus com mutações que são de maior preocupação e que podem causar algum estrago do ponto de vista de saúde pública.

Ainda não há ainda dados sobre a capacidade de neutralização ou potencial redução das vacinas da Janssen e Oxford/AstraZeneca frente à variante epsilon.

Outras VOIs segundo a OMS são as variantes lambda (C.37) e zeta (P.2), encontradas em países da América do Sul, inclusive no Brasil (onde se originou a P.2).

____________________ * Bolsonaro desmoraliza o impeachment - Marcos Coimbra

Crimes de responsabilidade na Saúde fazem aumentar pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro

Por Marcos Coimbra 

Bolsonaro enlameia tudo por onde passa, espalhando baixaria, truculência e falta de educação. Vai demorar até que o Brasil se livre do que ele e seu bando largaram em nossa sociedade.

Foi através de um impeachment que o capitão chegou aonde está. O caminho até o Planalto e ao poder de desmoralização que hoje tem (e exerce na plenitude) abriu-se com a deposição de Dilma. A mesma maquinação que derrubou a petista fez nascer Bolsonaro.  

Aquele é o exemplo mais evidente, em nossa história, de um tiro que sai pela culatra. A justificativa “técnica” para o impeachment, das pedaladas fiscais, era ridícula. A “real”, de que seu governo era desastroso e levava o País à instabilidade, sempre foi uma hipocrisia, pois os problemas que enfrentava resultavam, em sua maioria, da ação dos adversários. Quem duvidar, que se lembre das “pautas bomba” na Câmara, monstrengos legislativos desenhados para atrapalhar o Executivo e desorganizar as finanças públicas. Seu principal executor? Um presidente da Casa interessado em dinamitá-la e continuar com  negociatas. E ainda houve beócios que foram manifestar-se contra Dilma carregando faixas dizendo “Somos todos Eduardo Cunha”.  

Em retrospecto, é claro que o desgaste orquestrado e o impeachment de Dilma tinham o objetivo de interromper a sequência de governos do PT. Sua vitória em 2014, a quarta seguida, era a perspectiva de, no mínimo, mais duas, com Lula voltando em 2018 e se reelegendo em 2022, algo que não parecia (e não era) improvável.  

A desmoralização do impeachment como peça da estrutura institucional brasileira não começou com Bolsonaro. Não foi ele quem a iniciou, embora se  tornasse seu principal beneficiário. No vácuo criado pela deposição de Dilma, a campanha contra o PT e perante o veto dos generais à candidatura de Lula, a direita foi viabilizada e quem lucrou foi o capitão.  

Cinco anos depois do impeachment de Dilma, tudo vai mal. Seguiu-se o governo Temer, o mais rejeitado, em seu conjunto, desde o fim da ditadura. De 2019 em diante, o que estava mal piorou, como ficou dramaticamente claro com a pandemia. Salvo para alguns bilionários, só retrocessos e o aprofundamento da miséria. 

Não espanta que não seja majoritária, na opinião pública, a defesa do impeachment de Bolsonaro, pois as pesquisas mostram que as pessoas veem o mecanismo com ceticismo. Se o mais recente nada trouxe de bom e, ao contrário, se suas consequências são as que vemos, por que apoiar mais um? 

O desânimo atual em relação à ideia de impeachment contrasta com os sentimentos que prevaleciam em 1992. A queda de Fernando Collor resultou da mobilização do País e coroou um período de intensa participação da sociedade, que deu autoconfiança às pessoas comuns e a sensação de que tinham poder. 

Em pesquisas qualitativas feitas então e nos anos subsequentes, tornou-se normal ouvir entrevistados dizendo que, com o afastamento de Collor, uma nova regra havia sido escrita: “Se o presidente se revelar ruim, nós tiramos”. Os eleitores não se sentiam condenados a tolerar maus governantes, podiam assumir as rédeas e fazê-los sair. A democracia tinha remédios para os problemas que seu funcionamento, eventualmente, criava. 

Do ponto de vista de nossa cultura democrática, o impeachment de Collor foi bom e o de Dilma ruim. Saímos fortalecidos do primeiro e enfraquecidos do segundo.  

Agora, a desmoralização da instituição atinge seu ponto máximo. Proteger alguém como Bolsonaro, impedir que o Congresso sequer o avalie e julgue, depois das incontáveis ilegalidades, irresponsabilidades, suspeitas e evidências de irregularidades, é sepultá-la. O que terá que fazer um governante futuro para que a tramitação de seu impeachment seja iniciada?  

No rastro de destruição que vai deixando em seu caminho desastroso, uma das vítimas do capitão é uma instituição essencial para a democracia. Vamos logo fazer o impeachment de Bolsonaro, nem que seja somente para impedir que ele  desmoralize o mecanismo em definitivo. 

____________________ * Serrana: vacina faz cair em 95% as mortes e em 80% os casos de Covid-19

CoronaVac

Agência Brasil - A imunização de toda a população adulta do município de Serrana, no interior paulista, com a vacina CoronaVac, do Instituto Butantan, fez os casos sintomáticos de covid-19 caírem 80%, as internações, 86%, e as mortes, em 95% após a segunda vacinação do último grupo.

Essa é a principal conclusão do Projeto S, estudo clínico de efetividade inédito no mundo realizado pelo Instituto Butantan na cidade. A redução foi constatada por meio da comparação dos dados desde o início do projeto até completar a vacinação de todos os grupos com o restante do trimestre avaliado (fevereiro, março e abril de 2021).

Os resultados também mostraram que a vacinação protege tanto os adultos que receberam as duas doses do imunizante quanto as crianças e adolescentes com menos de 18 anos, que não foram vacinados, explica o diretor do estudo e de ensaios clínicos do Instituto Butantan, Ricardo Palacios. "A redução de casos em pessoas que não receberam a vacina indica a queda da circulação do vírus. Isso reforça a vacinação como uma medida de saúde pública, e não somente individual".

Cinturão imunológico

Outra conclusão do estudo é a avaliação da incidência da doença em Serrana na comparação com as cidades vizinhas. Serrana tem cerca de 10 mil moradores que trabalham diariamente em Ribeirão Preto, cidade distante a 24 km. Enquanto Ribeirão Preto e outras cidades da região vêm apresentando alta nos casos de covid-19, Serrana manteve taxas de incidência baixas devido à vacinação. Além da queda das infecções, os moradores que transitam em outras cidades não trouxeram incremento relevante nos casos. O Projeto S criou um “cinturão imunológico” em Serrana, uma barreira coletiva contra o vírus, reduzindo drasticamente a transmissão no município.

"As importantes conclusões do estudo poderão embasar as estratégias de imunização no Brasil e no mundo, e oferecem uma esperança do controle da pandemia com vacinas como a CoronaVac”, afirma o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas. "Não precisamos criar ilhas para atingir a imunidade da população", complementa Ricardo Palacios. "Nós conseguimos satisfazer a vontade das pessoas de retomarem suas vidas quando a vacina é ofertada. Isso nos gera uma luz de esperança".

Pesquisa pioneira

A pesquisa, pioneira no mundo, foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) e avaliada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.  O estudo foi realizado em parceria com a Secretaria de Saúde e a Prefeitura Municipal de Serrana. O objetivo do projeto é entender qual a efetividade da CoronaVac, ou seja, como a imunização de uma parte da população pode afetar o curso da epidemia. Na prática, entender como a vacina se comporta no mundo real.

O método utilizado para o ensaio clínico é chamado de implementação escalonada por conglomerados (stepped-wedge trial). Serrana foi dividida em 25 áreas, formando quatro grupos: verde, amarelo, cinza e azul, que receberam o imunizante seguindo esta ordem. A vacina foi ofertada a todos os maiores de 18 anos elegíveis para o estudo nestas áreas, de forma sequencial, em quatro etapas.

Entre 17 de fevereiro e abril deste ano, ao longo de oito semanas, cerca de 27 mil moradores do município receberam o esquema vacinal completo: duas doses da CoronaVac com intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda. Isso representou uma cobertura próxima a 95% da população adulta, segundo censo de saúde feito previamente pelo Instituto Butantan.

Proteção para os não vacinados

O método de escalonamento permitiu avaliar e comparar as quatro áreas vacinadas, explicou Ricardo Palacios. "Percebemos que os fenômenos observados não acontecem aleatoriamente, mas se repetem nos quatro grupos em momentos diferentes", afirma. "O resultado mais importante foi entender que podemos controlar a pandemia mesmo sem vacinar toda a população. Quando atingida a cobertura de 70% a 75%, a queda na incidência foi percebida até no grupo que ainda não tinha completado o esquema vacinal", afirma o diretor do estudo.

“A vacina é segura, eficaz, eficiente, de altíssima qualidade, e contribui para prevenir o desenvolvimento da doença, complicações e óbitos entre os infectados. Agora também sabemos que ela provoca efeito benéfico em uma população inteira, protegendo tanto os vacinados quanto os não vacinados e reduzindo a circulação viral de forma expressiva”, conclui Dimas Covas.

Intervalos de confiança dos índices de redução

Casos sintomáticos

- Queda de 80% (Intervalo de Confiança 76,9% - 82,7%)

Internações

- Queda de 86% (Intervalo de Confiança 74,1% - 92,3%)

Mortes

- Queda de 95% (Intervalo de Confiança 62,7% - 99,3%)

____________________ * "Na minha vida nunca existiram armários", diz Fátima Bezerra ao cumprimentar Eduardo Leite por se assumir gay

Eduardo Leite e Fátima Bezerra

247 - A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), cumprimentou pelas redes sociais o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), após o tucano ter se assumido gay. 

Fátima, integrante da comunidade LGBTQIA+, disse que em sua vida "nunca existiram armários". 

"Na minha vida pública ou privada nunca existiram armários. 

Sempre demarquei minhas posições através da minha atuação política, sem jamais me omitir na luta contra o machismo, o racismo, a LGBTfobia e qualquer outro tipo de opressão e de violência".  

"O governador Eduardo Leite fez um gesto importante e tem minha solidariedade por ataques que venha a sofrer em razão de sua declaração. 

Eu sei o que é a dor da discriminação e do preconceito", avaliou a governadora. 

"Os mandatos que recebi do povo, de deputada estadual, deputada federal, senadora e, agora, de governadora do meu estado, o Rio Grande do Norte, sempre estiveram à disposição das LUTAS CIVILIZATÓRIAS

As denominadas minorias são, por vezes, maioria da sociedade, mas pouco representadas politicamente. 

Tenho orgulho de sempre ter representado essa luta e consciência de que, mais do que nossa condição humana, importa à sociedade as nossas ações para transformar o mundo em um lugar melhor para viver com justiça, dignidade, e direitos iguais para todas e todos".

Eduardo Leite recebeu muitos elogios após ter se declarado homossexual, mas também foi cobrado por seu apoio a Jair Bolsonaro, que já deu declarações homofóbicas, na eleição de 2018.

____________________ * Gleisi: Ciro Gomes é pior que Bolsonaro e virou “jagunço da direita”

Ex-ministro Ciro Gomes e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann

247 - A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), criticou o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) por causa das agressões constantes do pedetista contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (2).

"Ciro Gomes está competindo com Bolsonaro na mentira e na baixaria. Os métodos são iguais pq os dois tremem de medo de enfrentar Lula nas urnas. No caso do Ciro é ainda pior. Mente e ofende para ter palanque na mídia e ficar mais 'confiável'. Passou de coronel para jagunço da direita", escreveu a parlamentar no Twitter. 

Em entrevista ao portal UOL, nesta sexta-feira (2), o pedetista afirmou que "sairá da cabeça da nação brasileira essa espada que obriga a esquecer todas as contradições do Lula e do PT só para se livrar do mal maior, mais emergente, mais doído, que é a tragédia do genocida e corrupto Bolsonaro".

De acordo com a pesquisa Ipec, divulgada no final de junho, Lula venceria a eleição presidencial ainda no primeiro turno, com 49% dos votos, contra 23% de Jair Bolsonaro. O petista apareceu com 11 pontos percentuais a mais do que a soma de seus possíveis adversários. Ciro conseguiu apenas 7%.

Outro levantamento, contratado pelo jornal Valor Econômico, apontou, no final de maio, que mesmo no Ceará, onde o ex-ministro governou, Lula assegura a primeira posição na corrida presidencial, com 50,8% dos votos, contra 23,2% do ex-governador.

____________________ * A CIA no Brasil - Marcelo Zero

Por Marcelo Zero

William J. Burns

William Joseph Burns, que esteve recentemente no Brasil, é o primeiro diplomata de carreira a assumir o estratégico cargo de Diretor da poderosa CIA. Fato inédito.

Sua aprovação pelo Senado norte-americano deu-se de forma rápida e consensual. Fato raro.  

Após o senador Ted Cruz ter obtido a promessa de Joe Biden de que empresas que participem da construção do novo gasoduto russo para a Alemanha serão punidas, a sabatina de Burns transcorreu de forma bastante cordial, com muitos elogios para o indicado.

Os elogios, do ponto de vista dos interesses dos EUA, são merecidos.  

A experiência de Burns é vasta. Filho de general, Burns, que entrou no serviço exterior dos EUA em 1982, foi embaixador na Jordânia (posto chave dos EUA no Oriente Médio) e na Rússia, onde se destacou por seus relatórios precisos sobre a ascensão de Putin. Além disso, Burns foi Vice-Secretário do Departamento de Estado (2011-2014) e Secretário Assistente do Departamento de Estado para o Oriente (2001- 2005).   

Ele foi o principal negociador do atual acordo nuclear com o Irã. Por causa disso, a revisa Foreign Policylhe deu o título de “Diplomata do Ano”, em 2013. Não bastasse essa vasta experiencia, Burns é intelectualmente muito preparado, tendo feito mestrado e doutorado em Relações Internacionais no prestigiado St John's College, da Universidade de Oxford.   

Seu currículo é, pois, muito sólido e revela um diplomata profissional e competente.  

Mas não foi apenas o currículo e seu prestígio, principalmente entre Democratas, que lhe assegurou no posto.

A nomeação de Burns, um diplomata de carreira, para a CIA insere-se na mudança que Biden quer introduzir na política externa e na política de segurança dos EUA.  

Antes que os idiotas do pensamento do binário e simplório se manifestem, adianto que não se trata de mudanças de objetivos, que permanecem os mesmos, mas de métodos.

Os estrategistas ligados aos Democratas argumentam, com certa razão, que o unilateralismo e o isolacionismo do America Firstde Trump contribuíram para fragilizar a presença dos EUA no mundo, o que contribuiu para acelerar a ascensão de adversários como China e Rússia no cenário internacional.  

America First, segundo tal visão, corroeu as estratégicas relações com aliados tradicionais, particularmente os europeus, e criou vácuos diplomáticos e econômicos que foram ocupados, com muita competência, por China, Rússia, Irã etc.

Agora, Biden pretende recriar e fortalecer as alianças dos EUA no mundo, bem como voltar a ocupar as instituições multilaterais, de forma a isolar o que ele chama de “Estados autocráticos”.  

 Na INTERIM NATIONAL SECURITY STRATEGIC GUIDANCE, divulgada em março, Biden afirma que os EUA não conseguirão realizar seus objetivos estratégicos sozinhos. Por esse motivo, diz ele, “nós vamos revigorar e modernizar nossas alianças e parcerias pelo mundo”.Tal esforço será dirigido especialmente para a região do Indo-Pacífico, a Europa e o Hemisfério Ocidental. Países como Índia, Austrália, Japão, Coréia do Sul, Vietnã, Singapura, Reino Unido, Canadá e México terão centralidade nessa estratégia de contenção dos “Estados autocráticos”.  

Mas o que isso tem a ver com a CIA e seu novo diretor diplomata?

Tem tudo a ver.

É que fragilização recente dos EUA também abrangeu a área de inteligência.  

Na realidade, os EUA estão levando uma surra de países como China e Rússia, nessa área.

Há cerca de uma década, a China conseguiu desbaratar a rede de espiões dos EUA em seu território. Desde então, os EUA têm se valido do MI-6 britânico para obter informações “on the ground”da China.

Mesmo assim, são informações precárias. A China desenvolveu um sofisticado sistema de contrainteligência, baseado em sólida inteligência artificial e biometria de ponta, que dificulta muito o trabalho e a presença de espiões estrangeiros em seu território. Ademais, tanto a China quanto a Rússia estão usando mais eficientemente a Internet e as redes sociais para suas atividades de inteligência e contrainteligência. O domínio da tecnologia 5G pela China poderá ampliar ainda mais, e por todo o mundo, sua vantagem estratégica.

A resposta dos EUA virá de três formas: mais investimento em tecnologias aplicáveis às áreas de inteligência e contrainteligência, melhor formação de quadros e, sobretudo, ampliação e aprofundamento de suas redes com sistemas de inteligência de aliados.

É nesse último ponto que entra o diplomata.

Burns vai aprofundar o relacionamento da CIA com outros sistemas de inteligência, de modo a inseri-los mais intensamente na geoestratégia dos EUA e propiciar sinergias para a contenção dos “Estados autocráticos”. Além disso, a presença de um diplomata permitirá que os sistemas de inteligência conversem sobre temas políticos que escapam à discussão estreita de métodos de inteligência.  

O Brasil é visto, nos EUA, como um país-chave da América Latina, fundamental para conter tanto a influência da China e da Rússia na região quanto para colocar obstáculos à ascensão de regimes e governos que sejam hostis aos interesses dos EUA no subcontinente.  

Portanto, o objetivo fundamental da visita de Burns foi o de fazer, ou tentar fazer, que a ABIN coopere mais estreitamente com a CIA, nesses grandes temas políticos.  

O perigo óbvio é o de que a ABIN, como já acontece também com o Itamaraty e as Forças Armadas, perca cada vez mais de vista os interesses soberanos do Brasil e passe a defender ainda mais intensamente os interesses geoestratégicos dos EUA, num alinhamento automático e subserviente de suas políticas de inteligência e contrainteligência.

Dadas às características geopolíticas do governo Bolsonaro, tudo indica que o pacto já foi selado. Se o pacto incluiu também a contenção de forças populares e políticas internas, com a escusa de que eles seriam aliadas dos “Estados autocráticos”, é algo a ser investigado e esclarecido.  

Na mencionada INTERIM NATIONAL SECURITY STRATEGIC GUIDANCE, Biden afirma que: “A América está de volta. A Diplomacia está de volta. As alianças estão de volta”.

Podemos acrescentar que a CIA, que nunca foi embora, também está de volta. E em grande e novo estilo, mais “cooperativo” e “diplomático”. Sobretudo, mais presente e atuante.

Mais um vírus no Brasil. Variante potencialmente letal para a democracia.

____________________ * Farsa sobre propinas a 1 dólar por vacina é lição ao país

Por Paulo Moreira Leite

Luiz Paulo Dominghetti, representante da Davati

Por Paulo Moreira Leite, para o Jornalistas pela Democracia

Nada é tao óbvio e previsível, em meio a uma tragédia da dimensão da covid 19, como a montagem de uma operação diversionista, com a evidente  finalidade de confundir a população e esconder o comportamento irresponsável dos governantes. 

O objetivo de toda narrativa falsa é óbvio - divulgar mentiras e desmobilizar um país que demonstra disposição para reagir e ir a luta por seus direitos.

Como sempre ocorre nas sociedades do espetáculo,  o único remédio para se enfrentar uma pandemia de fake news reside numa imprensa capaz de fazer seu trabalho com método e rigor. Tão importante como dar destaque às notícias de impacto é o cuidado em conferir sua consistência. 

Não há dúvida de que, neste caso, a imprensa falhou vergonhosamente - ainda que seja necessário aplaudir  as vozes que não perderam a lucidez. 

Antes da fraude ser desmascarada pela  reação implacável da bancada majoritária da CPI, o país conviveu com uma mentira organizada, uma ameaça terrível num país onde o governo Bolsonaro utiliza métodos abertamente fascistas para tentar manter-se em palácio. A farsa foi derrotada, mas seus objetivos permanecem -- sabotar a democracia e desmoralizar o jornalismo responsável.  

Alguma dúvida?

____________________ * A missão de um governador fora do armário - Moisés Mendes

Por Moisés Mendes

Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul

Por Moisés Mendes, para o Jornalistas pela Democracia

Figuras públicas saem do armário da mesma forma que as pessoas comuns? Não, claro que não. Pessoas comuns não têm o poder, a representação, as proteções e a força simbólica de quem tem função pública, por mandato ou por nomeação.

Para as pessoas em cargos políticos, ao contrário do que disse o governador Eduardo Leite ao se declarar gay em entrevista a Pedro Bial, a orientação sexual não é uma não-questão.

Deveria ser uma não-questão para todos os cidadãos e cidadãs comuns, para um pedreiro, uma professora, um engenheiro, uma advogada, um(a) estudante criança ou adolescente, uma bancária, um gari, uma faxineira, um enfermeiro, uma médica.

A orientação sexual-afetiva-amorosa das pessoas deveria deixar de ser assunto e um x num cadastro. Um dia, essa será uma não-questão para todos.

Mas hoje, para figuras públicas, essa é sim uma questão relevante. Para quem tem mandato e poder, a orientação sexual não é uma não-questão.

É cada vez mais uma questão a ser sempre explicitada. A afirmação das diferenças e da diversidade depende dos gestos das figuras públicas que assumam o enfrentamento dessa realidade.

Para um governador, ser gay é uma questão pessoal e uma questão coletiva, ou ele estaria dizendo que a questão da orientação sexual é irrelevante para um político.

Não é irrelevante para um governador, um deputado, um vereador, um ministro, um secretário municipal. Não deveria ser para um presidente que não fosse fascista. A entrevista a Pedro Bial prova que não é irrelevante.

Eduardo Leite tem agora outro desafio, que não é o mesmo das pessoas comuns sem os escudos que os homens públicos têm.

As pessoas comuns, submetidas a todo tipo de discriminação e violência em seus cotidianos, não têm poder, orçamentos, gente, as prerrogativas e a obrigação de implementar políticas públicas pela diversidade, em todas as áreas.

Um governador tem esse poder e esse dever. Um governador precisa usar as estruturas de Estado para que, além de se declarar gay, trabalhe em favor do respeito às liberdades, todas as liberdades.

E isso vai muito além de declarações e discursos. É muito mais do que uma prova de coragem pessoal e de desprendimento. É hoje, num mundo cada vez mais absolutista, obrigação do homem público, mais até do que de artistas e celebridades.

A um governador gay não basta dizer que é gay. Que Eduardo Leite deixe de ser omisso e oriente sua atuação como homem público a partir de agora nessa direção do acolhimento, da afirmação e da militância pelo respeito às diferenças.

Será bom para todos, e não só para as brasileiras e os brasileiros LGBTQIA+. Boa luta, governador.

____________________ * Socialismo chinês na nova era é a garantia da realização do sonho de rejuvenescimento nacional - José Reinaldo Carvalho

Por José Reinaldo Carvalho

Xi Jinping no ato de comemoração do 100º aniversário do Partido Comunista da China, Pequim, 1º de julho de 2021

Por José Reinaldo Carvalho - Na presença de dezenas de milhares de pessoas, com uma juventude vibrante entoando hinos revolucionários, com elevado espírito patriótico, legítimo orgulho e o coração e a mente repletos de convicções sobre a justiça da ideologia e da política do Partido Comunista da China (PCCh), realizou-se no dia 1º de Julho na Praça de Tiananmen, em Pequim, o ato comemorativo do centenário de fundação do Partido Comunista da China (PCCh).  

O momento mais marcante foi quando o secretário-geral do Partido e presidente da República, Xi Jinping, fez um discurso em nome do Comitê Central. Foi um pronunciamento memorável, em que o líder chinês mais uma vez demonstrou sua profunda ligação com as aspirações do povo, seu apego à independência da China, sua visão de longo prazo e a inabalável ideologia comunista. 

Xi Jinping enalteceu os feitos históricos do Partido e projetou um futuro de maiores vitórias, com a certeza de que somente o socialismo foi capaz de salvar a China das trágicas humilhações do passado, e somente o socialismo com características chinesas na nova era é e será capaz de lançar a China em novos patamares em seu desenvolvimento histórico. 

O líder máximo do PCCh defendeu a herança dos grandes líderes históricos, como Mao Zedong, Deng Xiaoping, Jiang Zemin e, do seu antecessor, Hu Jintao, de geração mais recente. É com base nesse legado que o secretário-geral do PCCh reitera o seu pensamento-guia do socialismo com características chinesas da nova era, que é a infalível bússola orientadora do povo chinês na busca da realização do seu sonho de revitalização nacional. 

O pronunciamento de Xi Jinping resgata as melhores virtudes dos comunistas chineses, da nação chinesa e do grande povo chinês, que desde o histórico 1º de Julho de 1921 percorreu o longo e árduo caminho, de etapa em etapa, em que superou as humilhações a que foi submetido no passado, até chegar aos dias atuais de impetuoso progresso. 

Ficarão marcados na história da China e como uma lição para o mundo os sábios conceitos emitidos por Xi Jinping nesse discurso histórico em que renovou o compromisso de que os mais de 95 milhões de membros do PCCh se manterão fieis à aspiração original e ao compromisso original que justificaram a fundação do Partido há 100 anos. 

É notável o balanço de conquistas da trajetória dos comunistas apresentado pelo líder chinês. O PCCh resistiu à prova da história, enfrentando todos os desafios, tornando-se capaz de dirigir o povo chinês na conquista da independência, no triunfo da revolução, no soerguimento do poder popular, na construção das bases do socialismo, na reforma e abertura, na construção do socialismo com características chinesas e no ingresso desse socialismo na Nova Era. 

Em todas essas etapas, o PCCh manteve e consolidou o compromisso de colocar o povo em primeiro lugar, princípio fundamental do socialismo. Assim, o povo chinês tornou-se o dono do país e o senhor do seu próprio destino. No exercício do poder político desde o triunfo da revolução, o PCCh criou um sistema voltado para atender às demandas do povo chinês e fortalecer a nação. 

O pronunciamento de Xi Jinping é revelador também da capacidade de autorrenovação do Partido, de ser original, de realizar na prática a sua missão histórica, sob o pensamento guia do marxismo, adaptando-o à realidade nacional e às condições próprias da revolução chinesa e da construção do socialismo com as peculiaridades que esta sociedade possui. 

São admiráveis as conquistas: sob a direção do PCCh, a China venceu a fome, liquidou a pobreza extrema, promoveu o desenvolvimento econômico, realizou um verdadeiro milagre econômico e realiza o milagre da modernização socialista. 

O mundo acolheu o pronunciamento do líder máxio do PCCh na celebração do centenário como uma mensagem de paz. Cada vez mais cresce o número de pessoas, países e organizações políticas que compreendem que o desenvolvimento da China é benéfico para todas as nações e povos. O discurso de Xi Jinping é um compromisso com a paz e a estabilidade do mundo, que será sempre grato por sua proposta de construir um futuro de desenvolvimento compartilhado por toda a humanidade. 

O PCCh é, por isso, respeitado e admirado pelas forças progressistas e os povos amantes da paz, da liberdade, da autodeterminação e do desenvolvimento. 

Ao mesmo tempo, o secretário-geral do PCCh deixou claro que a China nunca mais será humilhada, intimidada, oprimida e subjugada. 

Todas essas convicções expressas por Xi Jinping em seu discurso demonstram que o PCCh é um partido invencível, o que torna a China invencível também. Tudo isso faz com que o povo confie no Partido Comunista da China e adira firmemente à sua direção, confiança que se projeta para o futuro porque o PCCh se credenciou com sua experiência centenária a continuar realizando sua missão histórica.

Este artigo foi publicado originalmente na Rádio Internacional da China 

____________________ * O TECNOFEUDALISMO está ASSUMINDO o CONTROLE - Yanis Varoufakis

Por Yanis Varoufakis

Por Yanis Varoufakis 

É assim que o capitalismo termina: não com uma explosão revolucionária, mas com um murmúrio evolucionário. Do mesmo modo que deslocou gradual e sub-repticiamente o feudalismo, até que um dia o grosso das relações humanas baseava-se no mercado e o feudalismo foi varrido, o capitalismo hoje está sendo derrubado por uma nova modalidade econômica: o tecnofeudalismo.

Este é um grande postulado que surge na esteira de muitos prognósticos prematuros da morte do capitalismo, especialmente da esquerda. Mas desta vez pode ser verdade.

As pistas são visíveis há algum tempo. Os preços dos títulos e das ações, que deveriam estar se movendo em direções claramente opostas, têm subido em uníssono, com quedas ocasionais, mas sempre em sintonia. Da mesma forma, o custo do capital (o retorno necessário para deter um título) deveria estar diminuindo com a volatilidade; em vez disso, vem aumentando à medida que os retornos futuros se tornam mais incertos.

Talvez o sinal mais claro de que algo sério está em curso apareceu em 12 de agosto do ano passado. Naquele dia, soubemos que, nos primeiros sete meses de 2020, a renda nacional do Reino Unido despencou mais de 20%, bem acima inclusive das previsões mais funestas. Alguns minutos mais tarde, a Bolsa de Londres saltou mais de 2%. Nada comparável tinha acontecido antes. As finanças dissociaram-se completamente da economia real.

Mas estes acontecimentos sem precedentes significam realmente que já não vivemos sob o capitalismo? Afinal de contas, o capitalismo experimentou transformações fundamentais antes. Não deveríamos simplesmente preparar-nos para sua última encarnação? Não, não me parece. O que estamos vivendo não é simplesmente outra metamorfose do capitalismo. É algo mais profundo e preocupante.

É verdade que o capitalismo sofreu mudanças extremas em pelo menos duas ocasiões desde o final do século XIX. Sua primeira transformação importante, de competitivo a oligopolista, ocorreu com a Segunda Revolução Industrial, quando o electromagnetismo deu início às grandes corporações conectadas em rede e aos megabancos necessários para financiá-las. Ford, Edison e Krupp substituíram o padeiro, o cervejeiro e o açougueiro de Adam Smith como os principais motores da história. O ciclo turbulento de megadívidas e megaretornos que se seguiu acabou levando à crise de 1929, ao New Deal e, após a Segunda Guerra Mundial, ao sistema de Bretton Woods – que, com todas as suas restrições financeiras, ofereceu um raro período de estabilidade.

O fim de Bretton Woods em 1971 deu início à segunda transformação do capitalismo. À medida que o crescente déficit comercial dos Estados Unidos se tornou o fornecedor mundial de demanda agregada – sugando as exportações líquidas da Alemanha, Japão e, mais tarde, da China –, os Estados Unidos impulsionaram a fase mais enérgica da globalização do capitalismo, com um fluxo constante de lucros alemães, japoneses e, mais tarde, chineses que regressavam a Wall Street para financiar tudo isto.

No entanto, para desempenharem seu papel, as autoridades de Wall Street exigiram a emancipação de todas as restrições do New Deal e de Bretton Woods. Com a desregulamentação, o capitalismo oligopolista transformou-se em capitalismo financeiro. Tal como Ford, Edison e Krupp tinham substituído o padeiro, o cervejeiro e o açougueiro de Smith, os novos protagonistas do capitalismo eram o Goldman Sachs, o JP Morgan e o Lehman Brothers.

Embora estas transformações radicais tivessem repercussões de grande alcance (a Grande Depressão, a Segunda Guerra Mundial, a Grande Recessão e a Longa Estagnação Pós-2009), não alteraram a característica principal do capitalismo: um sistema movido por lucros e rendas privados obtidos através de algum mercado.

É verdade que a transição do capitalismo smithiano para o capitalismo oligopolista aumentou extraordinariamente os lucros e permitiu que os conglomerados utilizassem seu gigantesco poder de mercado (ou seja, sua mais nova liberdade de concorrência) para extrair enormes rendas dos consumidores. De fato, Wall Street extraiu rendas da sociedade por meio de certos tipos de roubo à luz do dia baseados no mercado. Em qualquer caso, tanto o capitalismo oligopolista como o financeiro foram impulsionados por lucros privados potencializados por rendas obtidas através de algum mercado – um aprisionado, digamos, pela General Electric ou Coca-Cola, ou conjurado pela Goldman Sachs.

Então, depois de 2008, tudo mudou. Desde que os bancos centrais do G7 se reuniram em abril de 2009 para utilizar sua capacidade de imprimir dinheiro para recompor as finanças globais, surgiu uma profunda descontinuidade. Atualmente, a economia global é movida pela produção constante de dinheiro pelos bancos centrais, e não por lucros privados. Entretanto, a extração de valor transferiu-se cada vez mais dos mercados para as plataformas digitais, como o Facebook e a Amazon, que já não operam como empresas oligopolistas, mas como feudos privados ou propriedades.

Que os balanços dos bancos centrais, e não os lucros, alimentam o sistema econômico explica o que aconteceu em 12 de agosto de 2020. Depois de ouvir as más notícias, os financistas pensaram: “Maravilha! O Banco da Inglaterra, em pânico, imprimirá ainda mais libras e as canalizará até nós. É hora de comprar ações!” Em todo o Ocidente, os bancos centrais imprimem o dinheiro que os financistas emprestam às corporações, que depois o utilizam para recomprar suas ações (cujos preços se dissociaram dos lucros). Entretanto, as plataformas digitais substituíram os mercados como o lugar de extração da riqueza privada. Pela primeira vez na história, quase todos produzem gratuitamente o estoque de capital das grandes corporações. É isso que significa carregar conteúdo no Facebook ou deslocar-se com uma conexão no Google Maps.

Naturalmente, não é que os setores capitalistas tradicionais tenham desaparecido. No início do século XIX, muitas relações feudais permaneceram intactas, mas as relações capitalistas tinham começado a dominar. Hoje, as relações capitalistas permanecem intactas, mas as relações tecnofeudais começaram a superá-las.

Se estou correto, cada programa de estímulo está fadado a ser demasiado grande e demasiado pequeno ao mesmo tempo. Nenhuma taxa de juro será consistente com o pleno emprego sem precipitar falências corporativas em sequência. E a política baseada na classe, em que os partidos favoráveis ao capital competem contra os partidos mais próximos do trabalho, está acabada.

Mas enquanto o capitalismo pode terminar com um murmúrio, o estouro pode vir logo em seguida. Se aqueles que estão no extremo receptor da exploração tecnofeudal e da desigualdade avassaladora encontrarem uma voz coletiva, será provavelmente muito estrondoso.

Tradução: Fernando Lima das Neves.

____________________ * Rupturas do pensamento - Luiz Carlos Bresser-Pereira

Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, o professor João Cláudio Pitillo, que prepara o lançamento do livro A Grande Revolução, explica como o Império Russo com um histórico de séculos deu lugar a uma república socialista soviética, criada logo após a Revolução de 1917, além de comentar a influência do movimento no Brasil e na América Latina; "Apesar de estarmos falando de uma época em que não havia internet e o telégrafo funcionava muito mal, a Revolução chegou aqui como uma onda. Não foi à toa que o Governo brasileiro, adiante, rompeu relações com a União Soviética", afirmou; 
 

Por Luiz Carlos Bresser-Pereira 

As primeiras teorias

Nos anos 1970, enquanto eu trabalhava duramente no Pão de Açúcar e dava minhas aulas na FGV, eu mergulhei no desenvolvimento de novas teorias. Primeiro, foi a definição do novo modelo de desenvolvimento do Brasil, que eu chamei de modelo de subdesenvolvimento industrializado. Depois foi meu aprofundamento nos estudos de Marx e a construção de duas teorias críticas do marxismo com o uso de conceitos marxistas: a teoria da emergência da tecnoburocracia e da organização como a relação de produção própria do modo estatal de produção, e a teoria da distribuição em que a taxa de lucro é constante no longo prazo e a taxa de salários, o resíduo. Nesta década eu ainda fiz a análise que muitos julgam pioneira da transição democrática brasileira, que teve como base a teoria da consolidação democrática que estava então já delineada na minha mente, mas que eu apenas formulei bem mais tarde.

No Brasil os anos 1970 são ainda os anos do milagre, e, quando ele se esgota, do Segundo Projeto Nacional de Desenvolvimento – da forte associação entre as empresas nacionais produtoras de bens de capital, as empresas estatais, e o governo militar. É a década na qual o regime militar começa a enfrentar problemas políticos, primeiro, nas eleições de 1974 e depois com o Pacote de Abril de 1977. No mundo, é a década da derrota humilhante dos Estados Unidos na Guerra do Vietnam. É uma década de crise econômica nos Estados Unidos e no Reino Unido, de queda da taxa de lucro e de estagflação. É o momento no qual o keynesianismo entra em crise.

No final dos anos 1970 ocorre a virada neoliberal. A teoria neoclássica volta a ser dominante nas universidades, enquanto o fundamentalismo de mercado nas reformas econômicas neoliberais passa a transferir todo o custo do ajuste aos assalariados, enquanto poupa a nova coalizão de classes dominante – a coalizão financeiro-rentista.

No plano das ideias, em 1969 aconteceu uma coisa importante para mim. O Antônio Barros de Castro vem a São Paulo fazer uma conferência na PUC. 54 Ele tinha voltado do Chile, para onde haviam confluído os intelectuais de esquerda com os golpes militares de 1964 no Brasil, 1967 na Argentina, e 1968 no Uruguai. O Brasil estava então vivendo o “milagre” – taxas de crescimento acima de 10 por cento. Castro havia passado um tempo lá e diz “está surgindo uma nova discussão no Chile sobre a ideia de que o Brasil tenderia à estagnação econômica”, algo que o Celso Furtado havia defendido no livro que escreveu em 1966, Subdesenvolvimento e Estagnação na América Latina. Ao invés de estagnação estava havendo crescimento e um aumento da desigualdade, que, porém, inclui a classe média. Ora, essa classe média servia de demanda para a indústria automobilista ou para os bens de luxo e, portanto, isso explicava o desenvolvimento econômico que estava ocorrendo no Brasil a partir de 1968.

O Antônio nunca escreveu esse ensaio. Em 1970, eu escrevi o ensaio “Dividir ou Multiplicar: Distribuição de Renda e a Recuperação da Economia” no qual defendi essa ideia. O censo de 1970 ainda não estava disponível, e eu usei uma pesquisa de 1968 sobre a concentração de renda nas principais cidades brasileiras. Cito, naturalmente, a conferência do Castro. Não cito o famoso ensaio da Maria Conceição Tavares e do José Serra, “Além da estagnação”. Esse artigo, publicado em 1971, apresentava as mesmas ideias e teve grande repercussão. Meu artigo foi publicado em dezembro de 1970 na revista Visão. Esse ensaio correu pela América Latina. O Plinio de Arruda Sampaio, que estava no Chile, o leu e me falou sobre isto quando voltou para cá.

Os militares haviam implantado um novo modelo de desenvolvimento econômico no Brasil. Um modelo que provocava o aumento da desigualdade da classe média para cima – classe essa que serviu de mercado para a indústria automobilista. Depois do artigo de 1970 sobre o tema, escrevo o ensaio chamado “O novo modelo do desenvolvimento”. E durante quatro anos escrevo um livro, Estado e Subdesenvolvimento Industrializado, cuja ideia central é essa. É um livro, que foi publicado em 1977, no qual adoto um nível médio de abstração. Você pode fazer uma teoria bastante geral ou ficar em um nível médio. Neste caso a teoria se ajusta muito à própria realidade, mas não é a análise direta da própria realidade, nem chega a ser uma teoria. É um bom livro, mas teve esse defeito. Teria sido melhor se eu tivesse me limitado a fazer a análise do que estava acontecendo na economia e na sociedade brasileira.

Minhas preocupações intelectuais nos anos 1970 eram com o novo modelo de subdesenvolvimento industrializado que o Brasil e os demais países da América Latina haviam adotado, com a nova classe gerencial ou tecnoburocrática, e com a discussão da tendência à queda da taxa de lucro de Marx. A discussão do novo modelo era a crítica dos regimes militares do ponto de vista econômico e político. Eu discutia a aliança tripartite que existia no Brasil entre burguesia, governo e multinacionais.

Ignácio Rangel

Eu conheci o Rangel nos tempos de ISEB, nos anos 1950, mas conheci mal, não era amigo dele. Fiquei amigo do Hélio Jaguaribe, do Guerreiro Ramos e do Cândido Mendes de Almeida. Eu li A Inflação Brasileira quando foi publicado em 1962 e o discuti com o Delfim e a sua equipe na FEA. Nesse livro, o Ignácio defendia a ideia da inflação de custos ou administrativa e eu adotei essa tese, sempre a relacionando com ele. Mostrou também que a inflação era um mecanismo de defesa da economia diante do problema keynesiano de insuficiência de demanda que ele chamava de capacidade ociosa.

Depois, passaram-se os tempos e eu o tinha perdido de vista. Só vou reencontrá-lo em 1972, quando, de repente, ele aparece numa reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que naquele ano se realizou na USP. Essa não era uma daquelas imensas reuniões que se realizariam adiante, quando a SBPC ajudava a derrubar o regime militar. Mas tinha uma sessão de Economia, estava lá o Antônio Barros de Castro, e de repente aparece o Rangel. Ele havia tido um enfarte depois de todo o sofrimento que representou para ele o golpe militar de 1964. O fim do ISEB foi profundamente traumático para seus grandes intelectuais. Eles passaram a ser perseguidos pela direita e pela esquerda – essa com o argumento da teoria da dependência, com a tese que aqueles que haviam defendido uma coalizão de classes desenvolvimentista apoiada em uma burguesia nacional haviam cometido um grande erro senão uma traição. Um absurdo. Eis que na reunião da SBPC chegou o Rangel, chegou um “velhinho” (risos). Que velhinho qual nada! Ele apresentou um pequeno paper sobre os ciclos de Kondratieff e a provável crise que se desencadearia em seguida no capitalismo.

Isso era 1972, vejam bem. E o que acontece em 1973? O primeiro choque do petróleo e com ele uma grande crise econômica. A crise veio exatamente como o Rangel disse que viria. Eu fiquei encantado com isso, gostei de revê-lo. Fiquei amigo do Rangel a partir daí. Eu sempre procurei ser amigo de meus mestres brasileiros – Celso Furtado, Rangel e Jaguaribe. E os homenageei ainda em vida com um artigo bem cuidado sobre sua obra. Fui ao Rio para conversar e jantar com o Rangel algumas vezes.

Em um desses jantares disse que seu livro precisava uma nova edição. E dei a ideia ao Caio Graco Prado, que era o editor da Brasiliense, que a aceitou com prazer. A nova edição saiu em 1978. O prefácio que fiz para a nova edição não tinha maior interesse; em compensação, o posfácio escrito com Rangel foi ótimo. Ele estava com a ideia de financiar as grandes obras de infraestrutura que o Brasil precisava com os recebíveis das empresas estatais. Foi uma grande solução.

Centro-esquerda

Eu sempre me defini como uma pessoa de centro-esquerda, sempre fui um progressista: de um lado, um socialdemocrata preocupado com a justiça social, de outro, um republicano comprometido com o bem comum; assim, fui sempre um crítico do liberalismo individualista que não compreende que a liberdade só é possível se houver na sociedade cidadãos republicanos que estão dispostos a sacrificar seus interesses particulares em nome do interesse público.

Com 12, 13, 14 anos eu discutia no Colégio São Luís com o Manoel Goncalves Ferreira Filho: eu lia o Diário de S. Paulo e ele, o Estadão – o jornal conservador de São Paulo. E nós discordávamos porque o Diário era mais progressista – pouca coisa mais progressista; era um jornal do Assis Chateaubriand. Depois eu entrei na Ação Católica, que então reunia católicos progressistas. Em seguida descobri o ISEB e virei desenvolvimentista de centro-esquerda. Nunca fui de esquerda radical; houve um momento, no final dos anos 1970, que eu pensei: “será que a revolução socialista resolve o problema?”, mas nunca acreditei. Eu via o que acontecia na União Soviética – como a tecnoburocracia havia assumido o comando e transformado o socialismo em estatismo.

Marxismo

Eu nunca entrei de cabeça no marxismo, mas o marxismo foi sempre uma referência básica para mim. Naquele momento eu estava então interessado em dois temas, ambos envolvendo uma crítica a Marx, mas uma crítica que eu considero interna, porque eu usei seus conceitos e seu método histórico-dialético. Um tema era sociológico, o tema da terceira classe social ou da tecnoburocracia, o outro, econômico, a questão da tendência à queda da taxa de lucro.

Nos anos 1970 eu defendi a tese que estava emergindo no capitalismo uma terceira classe – a classe tecnoburocrática ou gerencial. Uma classe não prevista por Marx, mas cujo aparecimento era coerente com o materialismo histórico. Uma terceira classe que implicava um distúrbio para a teoria política. Não se podia mais entender o capitalismo como simplesmente uma luta entre a burguesia e o proletariado. Era impossível entender a sociedade moderna e o capitalismo sem entender que o capitalismo agora era um capitalismo tecnoburocrático ou gerencial no qual uma classe média gerencia surgira entre os trabalhadores e os capitalistas.

Referência

João Villaverde e José Márcio Rego. Bresser-Pereira: rupturas do pensamento (uma autobiografia em entrevistas). São Paulo, editora 34, 2021, 400 págs.

____________________ * Sionismo, a ideologia racista que está destruindo a Palestina - Sayid Marcos Tenório

Por Sayid Marcos Tenório

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Os recentes embates ocorridos entre as forças da resistência palestina e Israel trouxeram um sem-número de análises sobre as origens e as consequências das transformações geopolíticas ocorridas na Palestina após o Plano de Partilha adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1947, que tem suas origens na ideologia sionista. Falamos o tempo todo em “regime sionista” ou “ocupação sionista” de Israel, que é misto de estado, enclave e “entidade sionista” encravado no território milenar da Palestina histórica.

Afinal, o que é o sionismo? Onde ele surgiu? O que ele defende? Quais as variantes desse movimento político, que podemos comparar a um vírus, que vem se propagando na Palestina desde o início do século XX e ainda não foi derrotado?

Sionismo é um termo que tem o intuito de fazer referência a Sion ou Sião, um dos sinônimos bíblicos de Jerusalém, e foi criado em 1892 pelo jornalista austríaco e judeu nacionalista Natan Birnbaum, fundador da revista Selbstemanzipation! (Autodeterminação!). O jornalista foi um dos fundadores do Movimento Sionista, em 1897, mas, em 1916, voltou-se para o judaísmo ortodoxo e se tornou um ativista antissionista.

O Movimento Sionista foi criado com base no pensamento do seu fundador, Theodor Herzl, um jornalista judeu austro-húngaro, vindo de família de banqueiros e defensor de uma série de teses fantasiosas, entre elas: “uma terra sem povo para um povo sem terra”. O sionismo se baseia na teoria defendida por Herzl no seu livro O estado judeu, de 1896, da existência de um estado nacional judaico independente e soberano no território onde supostamente teria existido o “Reino de Israel”.

O sionismo é uma ideologia que se apropriou do judaísmo como forma de dar sustentação às suas teses racistas e supremacistas, quando sabemos que nem todos os judeus são sionistas ou apoiam as atrocidades de Israel. Joseph Stalin, em O marxismo e o problema nacional e colonial, traduz o sionismo como “uma corrente política reacionária nacionalista”, que recruta seus seguidores entre a pequena e média burguesia judaica com “objetivo de organizar na Palestina o seu próprio Estado burguês integrado por judeus”. 

A ONU aprovou, inclusive com o voto do Brasil, em 1975, a Resolução nº 3.379, que considerou o sionismo uma forma de racismo, mas, em 1991, ela foi revogada por pressão do lobby judeu. Então, se o sionismo é uma ideologia racista e de direita, pode haver um pensamento de esquerda no seu seio?

A variante “sionismo de esquerda”

O chamado “sionismo de esquerda” apareceu na década de 1920, durante o processo de aquisição de terras pelos sionistas e a transferência de judeus para a Palestina. A maioria desses imigrantes vinha do leste europeu e foi responsável pela criação dos Kibutz, comunidades agrícolas saudadas pelos movimentos socialistas e comunistas de todo o mundo. Apesar do caráter coletivista e igualitário na propriedade e produção, esses Kibutz não admitiam os trabalhadores palestinos entre seus membros.

Segundo o historiador israelense Slomo Sand, a esquerda sionista não surgiu no mesmo processo que a esquerda europeia, ou seja, do conflito entre capital e trabalho, mas sim da “necessidade da ‘conquista da terra’ e da construção de colônias nacionais puras [na Palestina].” A professora Berenice Bento chamou de Redwashing o discurso supostamente de “esquerda” usado por essa corrente sionista contra a necropolítica implementada por Israel, mas que no fundo ajuda a mascarar os crimes da ocupação, utilizando um “sofisticado trabalho de justificar estas mesmas políticas acionando o ideário socialista”.

Essa variante sionista se declara oposição aos governos da ocupação, porém não discute ou admite mudanças no status do regime sionista de supremacia judaica na Palestina. Embora esses sionistas adotem um discurso “esquerdista” e “pacifista”, sua prática favorece e legitima as ações de Israel em relação ao povo palestino, ao mesmo tempo que procura deslegitimar as forças da resistência palestina.

Essas forças da “esquerda sionista” são responsáveis pela criação do estado de Israel em 1948 e pelos desdobramentos da Nakba (tragédia), pois foram eles que pressionaram a antiga União Soviética a fornecer armas às milícias paramilitares sionistas, como Haganah, Irgun e Stern, por intermédio da Checoslováquia. É mais hipocrisia do que ingenuidade da esquerda sionista advogar pelo “diálogo”, pela “busca da paz” e pela “coexistência” com Israel usando a mofada tese da solução de dois estados, impossível de ser implementada depois dos Acordos de Oslo (1993).

Negacionismo do “Sionismo de esquerda”

O discurso dos “sionistas de esquerda” israelenses é adotado por certos setores do movimento de solidariedade ao povo palestino, como partidos e ativistas de esquerda em todo o mundo. No entanto, essa postura, que pode até encher os olhos de muitos, não passa de um posicionamento envergonhado sobre os crimes de Israel, enquanto esses setores acusam as forças de resistência de “extremistas” e até de “terroristas”. 

Os “sionistas de esquerda” teimam em não reconhecer os partidos armados da resistência palestina, como a Frente Popular para Libertação da Palestina, a Jihad Islâmica e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), partido que, nas últimas eleições palestinas (2006), elegeu democrática e limpamente a maioria do Conselho Legislativo. Apesar da postura das forças da resistência no sentido do diálogo e da unidade palestina para enfrentar a ocupação, eles continuam utilizando a tese sionista de que esses movimentos são partidos incapazes de dialogar e integrar a representação do povo palestino.

Na condição de maior e mais influente partido palestino, o Hamas tem se empenhado por ações conjuntas das forças nacionais como forma de alcançar a unidade na luta de libertação do povo palestino, como ocorreu no histórico encontro de 5 de setembro de 2020, que reuniu representantes das principais forças palestinas. Merece destaque a declaração do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, de que dará prioridade à libertação do líder do Fatah, Marwan Barghouti, em qualquer troca de prisioneiros com Israel. Barghouti tem 62 anos e está preso nas masmorras sionistas há 20 anos.

Objetivo é desconstruir a resistência palestina

Não faltam evidências do empenho do Hamas e de outras forças da resistência palestina pela unidade de ação com os partidos que compõem a Organização para Libertação da Palestina (OLP). Apesar dessa notoriedade, ainda encontramos ativistas e analistas inspirados nos “sionistas de esquerda”, afirmando que o Hamas quer deslegitimar e até destruir a OLP. 

Esses sujeitos fazem isso de maneira desonesta, porque sabem qual é a posição do Hamas, que afirma categoricamente em seu programa e nas declarações dos seus líderes que a OLP é uma referência para o povo palestino dentro e fora da Palestina e precisa ser preservada, desenvolvida e reconstruída em bases democráticas, de maneira a assegurar a participação de todas as forças que lutam para resguardar os direitos dos palestinos.

Ao adotar discurso semelhante ao do inimigo, essas correntes revelam o seu desprezo pelos esforços de libertação encarnados pelas forças da resistência há mais de 73 anos. Essa retórica pretensamente “de esquerda” favorece o plano sionista de acabar com a Palestina e, em seu lugar, estabelecer essa aberração que é o chamado “estado judeu”.

Nunca é demais lembrar dos exemplos de resistência contra ocupações imperialistas e coloniais de povos como os soviéticos de Stalingrado, vietnamitas e argelinos, que pagaram um elevado preço para conquistar a sua soberania. Enquanto a mídia e essas variantes sionistas se empenham em demonizar a resistência e “passar o pano” nos crimes de Israel, a resistência não dá trégua e continua a lutar pela unidade das forças palestinas para confrontar e acabar com a ocupação colonial sionista na Palestina.

____________________ * Bolsonaro sobre FRAUDE em URNAS: “NÃO tenho que apresentar PROVAS ”

Após o corregedor do TSE, ministro Luís Felipe Salomão, dar 15 dias para a apresentação de evidências de fraudes nas urnas eletrônicas, Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que não tem que apresentar provas "para ninguém" e que apresenta "se quiser"

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação (PR))

247 - Após o corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Felipe Salomão, dar 15 dias para a apresentação de evidências de fraudes nas urnas eletrônicas, Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira que não tem que apresentar provas "para ninguém" e que apresenta "se quiser". A informação é do jornal O Globo. 

“Não tenho que apresentar provas para ninguém. Tem que apresentar provas… Apresento se eu quiser”, disse Bolsonaro, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.

Na semana passada, Salomão abriu um prazo para Bolsonaro e outras autoridades públicas que deram declarações sobre fraudes nas urnas eletrônicas apresentem evidências e informações que corroborem as falas.

Foi instaurado ainda, por portaria assinada pelo corregedor, procedimento administrativo para apurar a existência ou não de elementos concretos que possam ter comprometido as eleições de 2018 e 2020.

____________________ * “A Lava Jato arruinou a democracia no Brasil”, diz Valeska Teixeira Zanin Martins

Advogada do ex-presidente Lula condenou na TV 247 os "erros grosseiros” da Operação Lava Jato. 

Segundo ela, as acusações contra Lula faziam parte de um “espetáculo da Justiça”, que “matava a democracia diariamente”. Assista

Advogada Valeska Teixeira Zanin Martins
Advogada Valeska Teixeira Zanin Martins (Foto: Filipe Araújo)

247 - A advogada do ex-presidente Lula, Valeska Teixeira Zanin Martins, em entrevista à TV 247, fez um balanço dos impactos da Operação Lava Jato. Ela condenou os “erros judiciais” da operação e disse que o processo de lawfare é uma ameaça à democracia.

“Foi uma sequência de erros judiciais e grosseiros. Isso desde o início da Lava Jato. E a metodologia utilizada pela Lava Jato não ficou contida naquele processo. Ela praticamente arruinou a democracia. É importante lembrar como falamos do lawfare e como isso ocorreu, a presunção de culpa que foi passada à população, todo aquele espetáculo da Justiça, as violações às prerrogativas dos advogados, que viraram quase troféus. Então, nós, desde o início da Lava Jato, vimos a democracia morrer diariamente. Era a sensação que nós tínhamos”, disse a advogada.

Valeska Martins comentou ainda sobre as liminares que conseguiu obter na Organização das Nações Unidas (ONU) que obrigavam o Brasil a rever todo o processo contra Lula, em 2018: “Mas o Brasil, desrespeitando as liminares e proibindo que o ex-presidente Lula concorresse nas eleições de 2018, não só violou os direitos dele, mas também os direitos da população. Ou seja, quem queria votar no Lula, não pôde votar no Lula naquela ocasião. Portanto, as eleições, desde lá, para nós, eram viciadas e ilegítimas. E a partir daí, acho que a história fala por si”.

A advogada disse estar emocionada com a conclusão do julgamento dos processos contra Lula. “Foi uma emoção muito grande poder entregar a certidão de conclusão de julgamento com o resultado proclamado, sabendo que foi uma luta muito árdua de mais de cinco anos, uma luta judicial em todas as instâncias e inúmeros recursos”, comentou.

____________________ * Corte Interamericana condena Honduras por morte de mulher trans em decisão histórica

Em uma sentença sem precedentes, o tribunal considerou o país responsável pelo homicídio de Vicky Hernández em 2009. O transhomicídio contou com a participação de agentes do Estado. Honduras está obrigada a “um ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional”

Vicky Hernández, foto em arquivo pessoal
Vicky Hernández, foto em arquivo pessoal (Foto: Reprodução)

247 - A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou nesta segunda-feira (28) o Estado hondurenho pelo homicídio de Vicky Hernández, uma mulher trans assassinada aos 26 anos durante o golpe de Estado de 2009. A sentença, sem precedentes, determina a responsabilidade de um Estado na morte de uma pessoa trans, foi anunciada no Dia do Orgulho LGBTI+. Pela decisão, Honduras está obrigada a “um ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional”.Hernández era trabalhadora sexual e uma reconhecida ativista na cidade de San Pedro Sula, informa a jornalista Lorena Arroyo, do El País.

Segundo a corte, os juízes constataram que “houve vários indícios da participação de agentes estatais” na morte da ativista, “que apontam para uma responsabilidade do Estado pela violação do direito à vida e à integridade de Vicky Hernández, ocorrida num contexto de violência contra as pessoas LGBTI, e em particular contra as mulheres trans trabalhadoras sexuais”. 

O assassinato aconteceu enquanto vigorava o toque de recolher por causa do golpe de Estado e num contexto de ataques e violência contra a população trans, muitas vezes por parte das forças de segurança pública, que prosseguem até hoje. Desde então, 122 pessoas transgênero e 389 membros da comunidade LGBT foram assassinadas em Honduras, segundo dados da Cattrachas, uma das organizações não governamentais que impulsionaram o caso de Vicky na Corte Interamericana.

Durante o julgamento, feito através de audiências virtuais devido à pandemia de coronavírus, o Estado reconheceu “parcialmente sua responsabilidade internacional, porque as autoridades não efetuaram com a devida diligência a investigação pelo homicídio”, segundo o comunicado da corte. Além disso, o tribunal determinou que tanto em vida como durante a investigação da sua morte “foram violados o direito de Vicky Hernández ao reconhecimento da personalidade jurídica e não discriminação e o direito à identidade de gênero”, e que o sofrimento de sua mãe e sua irmã foi agravado pela permanente discriminação contra ela e a impunidade do caso.

Entre as medidas de reparação que a corte solicita ao Estado de Honduras está prosseguir as investigações do homicídio, promover “um ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional”, criar uma bolsa educacional para mulheres trans, que levará o nome de Vicky Hernández, preparar um plano para a capacitação para os corpos de segurança, adotar um procedimento para o reconhecimento da identidade de gênero nos documentos de identidade e nos registros públicos e adotar protocolos para o monitoramento e a investigação de casos de violência contra as pessoas LGTBI.

Para a Cattrachas, com esta sentença a corte cria um “grande precedente para as pessoas trans em toda a América Latina, na medida em que aponta que a falta de reconhecimento da identidade de gênero é uma violação dos direitos humanos”.

____________________ * Rodrigo Constantino tem vídeo bloqueado no YouTube: “desinformações médicas”

No vídeo, o jornalista bolsonarista Rodrigo Constantino disse que os efeitos colaterais das vacinas contra a Covid-19 poderiam ser piores que o próprio vírus

Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino (Foto: Divulgação/Band)

247 - O jornalista bolsonarista Rodrigo Constantino teve seu vídeo chamado “Remédio não pode ser pior do que doença” retirado do YouTube. Ele violou a “política de desinformações médicas” da plataforma. A informação foi dada pelo próprio jornalista, nesta sexta-feira (2), na sua conta do Twitter. “Complicado…”, disse ele.

No vídeo, Constantino disse que os efeitos colaterais das vacinas contra a Covid-19 poderiam ser piores que o próprio vírus.

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Confira abaixo o recado emitido pelo YouTube:

Gostaríamos de informar que nossa equipe revisou seu conteúdo e acreditamos que ele viola nossa política de desinformações médicas. Sabemos que você pode não ter percebido que isso foi uma violação de nossas políticas, então não estamos fechando o seu canal. No entanto, removemos o seguinte conteúdo do YouTube:

Remédio não pode ser pior do que doença

Sabemos que isso pode ser uma notícia desapontadora, mas é nosso trabalho garantir que o YouTube seja um lugar seguro para todos. Se você acha que cometemos um engano, você pode apelar da decisão – você encontrará mais detalhes abaixo.

O que diz nossa política

O YouTube não permite conteúdo que contesta explicitamente a eficácia das orientações das autoridades de saúde locais ou da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre distanciamento social e auto-isolamento que podem levar as pessoas a agir contra essa orientação.

____________________ * Estudo aponta que 3ª dose de vacina da AstraZeneca produz forte resposta imune

Segundo especialistas, uma terceira dose da vacina aumenta as respostas imunes de anticorpos e de células T, ao mesmo tempo que a aplicação da segunda dose pode ser adiada para até 45 semanas após a aplicação da primeira e, ainda assim, levar a um aprimoramento da resposta imune

(Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

Reuters - Uma terceira dose da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca com a Universidade de Oxford produz uma forte resposta imune, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (28),, acrescentando que ainda não existem evidências de que essa dose de reforço é necessária, especialmente dada a falta de vacinas em alguns países.

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O estudo da Universidade de Oxford mostrou que uma terceira dose da vacina aumenta as respostas imunes de anticorpos e de células T, ao mesmo tempo que a aplicação da segunda dose pode ser adiada para até 45 semanas após a aplicação da primeira e, ainda assim, levar a um aprimoramento da resposta imune.

O governo do Reino Unido diz que analisa planos para uma campanha de aplicação de doses de reforço no outono do Hemisfério Norte, com três quintos dos adultos já com as duas doses de vacinas contra Covid-19 aplicadas.

Andrew Pollard, diretor do Grupo de Vacinas de Oxford, disse que as evidências de que a vacina protege contra as variantes existentes por um período sustentável significam que uma dose de reforço pode não ser necessária.

"Temos de estar numa posição em que podemos aplicar a dose de reforço caso isso se mostre necessário... (mas) não temos nenhuma exigência de que será", disse ele a jornalistas.

"Neste momento, com uma alta taxa de proteção alta na população do Reino Unido e nenhuma evidência de que isso foi perdido, aplicar terceiras doses no Reino Unido enquanto outros países têm zero doses não é aceitável."

Estudos anteriores já mostraram que a vacina, inventada pela Universidade de Oxford e licenciada pela AstraZeneca, tem uma eficácia maior quando o intervalo de aplicação entre as doses é ampliado para 12 semanas, em vez de quatro semanas.

A pesquisa anunciada nesta segunda-feita foi divulgada em preprint, sem revisão de outros cientistas, e analisou 30 participantes que receberam uma segunda dose tardia e 90 que receberam uma terceira dose. Todos os participantes tinham menos de 55 anos.

O estudo ajuda a amenizar preocupações de que vacinas contra Covid-19 baseadas em vetores virais, como as da AstraZeneca e da Johnson & Johnson, possam perder sua potência se aplicações anuais forem necessárias, dado o risco de que o corpo produza resposta imune contra os vetores que carregam as informações genéticas da vacina.

"Tem havido algumas preocupações de que não poderíamos usa essa vacina num regime de doses de reforço, e certamente não é isso que os dados estão sugerindo", disse a autora do estudo Tereza Lambe, do Instituto Jenner, de Oxford, à Reuters.

____________________ * TIRO da base governista na CPI saiu pela CULATRA ____________________ * FEIRÃO da vacina de Bolsonaro | Vera Magalhães

Luiz Paulo Dominguetti, que acusou governo de propina em compra de vacinas, depõe à CPI da Covid

O quiproquó armado pela base bolsonarista no depoimento de Luiz Paulo Dominguetti à CPI da Covid nesta quinta-feira foi mais um tiro que saiu pela culatra. Se o objetivo era confundir, jogar uma cortina de fumaça sobre as graves evidências do caso Covaxin e nivelar tudo como tentativas infrutíferas e desvinculadas de Jair Bolsonaro de negociatas com vacinas, ele passou longe de ser atingido.

Como escrevi aqui, CPIs não são movidas a depoimentos de santos imaculados. Dominguetti é daqueles personagens do submundo que só vêm a tona se alguém lhes abre a porta. E o fato é que, na traficância que tentou fazer de uma vacina que certamente não tinha para vender, ele conseguiu acesso a vários funcionários do Ministério da Saúde de Bolsonaro, um deles o número dois da pasta e militar do Exército, coronel Élcio Franco — que, por sinal, agora tem uma cadeira no Palácio do Planalto, bem próximo ao presidente.

Mais: o funcionário a quem Dominguetti acusa de lhe pedir propina para viabilizar o negócio de vacina, Roberto Ferreira Dias, não era um zé ninguém. Basta ver que teve seu pedido de demissão negado pelo próprio Planalto, num claro sinal de que tinha pistolão forte, com o qual Bolsonaro não queria briga. Outra prova disso é o fato de que, até o surgimento de Dominguetti, Ferreira Dias continuava empregado e era indicado para nada menos que uma diretoria da Anvisa.

Não será possível, ainda mais quando o celular do mercador de vacina na Lua for periciado, defenestrar Ferreira Dias e achar que ninguém mais será implicado. No início da semana, a tentativa era de desvincular o ex-diretor de Logística do líder do governo na Câmara, o cada vez mais enrolado Ricardo Barros (PP-PR). Ele seria uma espécie de herança maldita da gestão Luiz Henrique Mandetta. Faltou apenas explicar por que, mais de um ano após a demissão de Mandetta, ele trabalhava coladinho a Elcio Franco, franqueava acesso de picaretas notórios, como esse Dominghetti, ao seu chefe e levava até ex-funcionários da pasta, como o coronel Blanco, a encontros com essas pessoas fora do ministério.

São de menor importância diante do quadro as motivações de Dominghetti para falar. A teoria segundo a qual ele foi “plantado” pelo governo não resiste ao fato de que foi a repórter Constança Rezende, da "Folha de S.Paulo", que chegou a ele por meio de uma investigação jornalística, nem exime o governo do que há de mais grave nessa história: a transformação, sob Bolsonaro e Pazuello, do Ministério da Saúde num balcão de negócios de vacina no momento mais sangrento da pandemia.

A conclusão dessa ópera bufa de coronéis enlameados e mercadores de vacinas de vento é que um governo até então desinteressado em vacinas fornecidas diretamente de farmacêuticas internacionais, com eficácia comprovada e uso aprovado pelas agências sanitárias de outros países instalou um feirão de vacinas oferecidas por atravessadores, a preços bem maiores, se preciso driblando a Anvisa e mexendo na lei para abrir o lucrativo filão da aquisição de imunizantes por empresas, com a possibilidade também de sua aplicação na rede privada (projeto patrocinado por Barros e o Centrão e que só não prosperou porque o Senado sentou em cima).

É o link entre os mesmos personagens e o modus operandi sem nenhuma transparência que une esse caso, uma tentativa frustrada de traficância, ao Covaxin, uma traficância consumada efetivamente, e cujas irregularidades foram pessoalmente denunciadas a Bolsonaro sem que ele absolutamente nada fizesse.

Nem a picaretagem explícita de Dominguetti e da empresa que ele dizia representar nem o eventual envolvimento do deputado Luis Miranda com esse submundo eximem o presidente da grave suspeita de prevaricação nesse episódio, nem apagam o fato de que foi feito um empenho de recursos públicos de R$ 1,6 bilhão em vacinas nunca aprovadas pela Anvisa e que nunca chegaram ao Brasil.

____________________ * Inquérito eleva pressão e ameaça blindagem de Bolsonaro | Bernardo Mello Franco

Jair Bolsonaro em solenidade do Ministério do Turismo

A abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal eleva a pressão sobre Jair Bolsonaro e ameaça furar a blindagem que protege seu mandato.

O presidente passará a ser formalmente investigado por prevaricação no escândalo da Covaxin. Isso deve ampliar seu desgaste num momento de queda de popularidade, avanço da CPI da Covid e protestos de rua contra o governo.

Bolsonaro já foi alvo de mais de uma centena de pedidos de impeachment, mas todos pararam na gaveta do presidente da Câmara, Arthur Lira.

A investigação no Supremo dribla essa barreira e abre um novo caminho para um eventual afastamento do presidente.

Se Bolsonaro for denunciado pela prática de crime comum, Lira será obrigado a levar o caso ao plenário. Neste caso, é preciso dois terços dos votos para afastá-lo do cargo.

A abertura de inquérito não significa que o presidente será alvo de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República, que tem engavetado suspeitas contra o governo e só tomou providências agora por pressão da ministra Rosa Weber.

No entanto, o surgimento de novas provas, como uma eventual gravação da conversa com o deputado Luis Miranda (DEM-DF), pode tornar esse desfecho inevitável.

Até aqui, a sobrevivência política de Bolsonaro dependia apenas da fidelidade de Lira, que se recusa a abrir um processo de impeachment. Agora o presidente também está nas mãos do procurador-geral Augusto Aras, que sonha com uma vaga no Supremo.

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____________________ * SUPREMO se UNE à CPI e FECHA CERCO contra Bolsonaro

____________________ * L. SAKAMOTO - PGR levou SABÃO do STF após tentar PRESERVAR Bolsonaro no caso COVAXIN 

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