____________* 49% de BOÇÁIS (de PRÉ e PRÓ bolsonaristas): é MUUUUUIIITA gente ! LULA venceria BOLSONARO no SEGUNDO turno com quase 20 pontos de diferença
________* ESTÁTUA NÃO tem SANGUE. Quem tem SANGUE é o povo PRETO e INDÍGENA,
49% de BOÇÁIS (de PRÉ e PRÓ bolsonaristas): é muuuuuiiita gente ! __________ Lula venceria Bolsonaro no segundo turno com quase 20 pontos de diferença, aponta pesquisa de investidores
Bolsonaro publicava cartas em sites nazistas em 2004: “vocês são a razão da existência do meu mandato”
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Maria Inês Dolci: Dieta saudável exige olho vivo nos rótulos
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"Foda-se o Borba Gato", diz Gregório Duvivier, após prisão de Paulo Galo

247 – "Foda-se o Borba Gato. Foda-se mil vezes. Não tenho pena de estátua. Menos ainda de estátua de bandeirante. Tô com Paulo Galo e a Revolução Periférica", postou o ator Gregório Duvivier, após a prisão de Paulo Galo, em razão do incêndio da estátua de Borba Gato. Confira abaixo a nota de Paulo Galo e a nota de Gregório Duvivier:
Paulo (Galo) Lima se apresentou nesta quarta-feira, dia 28, por volta das 13h, no 11º Distrito Policial de Santo Amaro, em São Paulo, onde é investigado o incêndio contra a estátua de Borba Gato, ocorrido no último sábado, dia 24.
A decisão que decretou a temporária saiu momentos após ele ter se apresentado. O mandado de busca e apreensão para a residência de Paulo havia sido expedido para o local errado e Paulo apresentou seu endereço correto, autorizando e possibilitando a entrada em sua residência para possíveis buscas.
Além dele, Danilo Oliveira (Biu), compareceu de forma espontânea para auxiliar nas investigações e assumir sua participação no ato.
"Para aqueles que dizem que a gente precisa ir por meios democráticos, o objetivo do ato foi abrir o debate. Agora, as pessoas decidem se elas querem uma estátua de 13 metros de altura de um genocida e abusador de mulheres", comentou Paulo na ocasião.
A esposa de Galo, Gessica, também esteve presente para colaborar com as investigações e foi surpreendida com a expedição de mandado de prisão temporária em seu desfavor.
Gessica sequer estava presente no ato político do dia 24/07 e tem uma filha de 3 anos de idade com Paulo, também detido nesta data.
A equipe jurídica do escritório Jacob e Lozano acompanha o andamento do processo e pode dar um novo depoimento em breve.
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Biden alerta para guerra dos EUA contra Rússia e fala em manipulação das eleições de 2022

Sputnik - Presidente dos EUA alertou para a possível ameaça de guerra com a Rússia devido a supostos ataques cibernéticos e alegou que a Rússia já estaria interferindo nas eleições de meio de mandato do próximo ano.
Nesta terça-feira (27), o presidente norte-americano, Joe Biden, durante discurso para a comunidade de inteligência dos Estados Unidos, alertou sobre a possível ameaça de guerra com a Rússia, resultante de alegados ataques cibernéticos, e afirmou que Moscou já estaria intervindo nas eleições de 2022.
"Acho mais provável que acabemos em guerra, uma verdadeira guerra de tiros com uma grande potência. Será consequência de uma violação cibernética, de grande importância", disse Biden na visita ao Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional.
No mesmo dia de manhã, o presidente dos EUA recebeu um relatório de inteligência alegando que Moscou já interfere nos preparativos para as próximas eleições nos Estados Unidos.
"Veja o que a Rússia já está fazendo em relação às eleições de 2022 e à desinformação. É uma violação clara de nossa soberania", declarou Biden.
Comentando sua recente reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, em Genebra, Biden disse que "ele [Putin] sabe que vocês são melhores que o time dele e isso o incomoda demais".
Em março, a inteligência norte-americana acusou a Rússia de interferência na eleição presidencial de 2020. A Embaixada da Rússia em Washington disse em comunicado que as acusações são totalmente infundadas e que não foram fornecidas evidências das alegações. Um relatório da inteligência dos EUA sobre as ameaças estrangeiras às eleições de 2020 afirma que Vladimir Putin autorizou esforços para minar o então candidato democrata Joe Biden.
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Borba Gato, genocídio e narrativas históricas - João Antonio
Por João Antonio

Falar da estátua de um bandeirante paulista em chamas numa das avenidas de São Paulo pode representar nada ou pode dizer muito. Esse cuidado no olhar é o que diferencia as interpretações que se tenta dar ao fato que, nos últimos dias, foram impulsionadas discussões sobre a história da exploração de riquezas e as narrativas acerca do genocídio de povos originários e escravizados nos tempos de Brasil colônia.
O fogo aos pés da representação simbólica do "desbravador" Borba Gato reacendeu seu passado, como não poderia deixar de ser: um ambicioso desmedido, que viu no ouro e nas pedras preciosas seu futuro e sua razão de viver, ao custo do sangue de grupos que atravessaram seu caminho e o de tantos outros ditos “exploradores dos sertões” —responsáveis por alargar as fronteiras coloniais e garantir a supremacia portuguesa sobre uma vasta região “inexplorada” do Brasil de então.
Como todas as figuras históricas marcadas pela ambição, o bandeirante se viu num jogo de poder que lhe custou uma parte, ainda que pequena, do que comporia seu cabedal: segundo relatos históricos, Borba Gato, acusado de homicídio, viu-se compelido a passar 17 anos foragido.
O processo se encerrou com a descoberta de veios de ouro por uma de suas bandeiras na região de Sabará, nas Minas Gerais. Para se livrar da perseguição que sofria e do processo, ele teria “entregado o ouro” pelo fim da condenação, numa das clássicas trapaças jurídicas da Coroa, que o transformou em autoridade judicial na região mineira até vir a falecer, aos 69 anos.
O que hoje se chama vulgarmente de "capivara" de um criminoso é o que compõe a extensa ficha criminal de Borba Gato e dos seus companheiros de empreitada sertões adentro: perseguições, assassinatos, violências sexuais, escravização, aprisionamento de índios e execuções a sangue frio.
Compreender a história requer a sua contextualização que, independentemente de ideologias e posturas pessoais, deve ser levada ao público. Nesse ponto, a estátua passa a ser menos relevante do que muitos supõem na construção da narrativa acerca deste e de tantos outros personagens.
Símbolos retratam fatos históricos, e estes não podem ser escondidos. Devem ser desnudados no seu todo. Era como se alguém resolvesse impor o fim das estátuas ou representações de Lênin, de Mao ou de Lincoln, por exemplo, sob o pretexto de “combater” o que representaram.
Ao esconder esses símbolos, certamente se prestaria um desserviço à interpretação completa da história e ao público. O que caberia, talvez no campo da racionalidade, seria produzir “ressignificações” dessas figuras —no caso brasileiro, dos bandeirantes e de outras figuras.
Sabe-se que o Paraguai tem um exemplo de releitura histórica feita com a estátua de Alfredo Stroessner, um dos ditadores mais longevos e sanguinários daquele país: ele acabou sendo “esmagado” pela estrutura de granito na reconstrução simbólica de monumento outrora em sua homenagem.
Não se deve negar, todavia, que a estátua do Borba Gato pegando fogo foi um acontecimento simbólico importante para a sociedade brasileira, em ritmo acentuado de polarização política nos últimos anos.
Expor ao público o papel do bandeirante fez toda a diferença, mas aqui cabe uma pergunta: o simples ato de se retirar a estátua dele apagaria sua participação no tempo ao qual pertenceu?
No meu entendimento, a história precisa ser contada como ela foi, e não como se quer, sem o endeusamento de figuras de passado nefasto. E, no caso, não se trata de um herói, e sim de um opressor que precisa ser marcado como tal, seja publicamente, seja nos livros, nos museus ou nas ruas.
A despeito disso, a sociedade não pode viver refém de construções sem fim de narrativas, pois é preciso construir o novo —e este certamente não está preso a um mero jogo de representações, mas aos fatos.
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O caça Checkmate coloca a Rússia à frente do jogo - Pepe Escobar
Por Pepe Escobar

Por Pepe Escobar, para o Asia Times
Tradução de Patricia Zimbres, para o 247
A exposição aeroespacial anual MAKS abriu sua edição de 2021 no Aeroporto Zhukovsky, nos arredores de Moscou – não com um estrondo, mas com estrondos múltiplos.
O MAKS – acrônimo para o complicadíssimo nome russo de Mezhdunarodnyjaviatsionno-kosmiches, literalmente Exposição Internacional de Aviação e Espaço – é famoso por exibir os mais recentes sucessos em tecnologia aeroespacial e de defesa lançados por grandes empresas russas e estrangeiras.
Não passou desapercebido às terras do Islã, certamente, que a fala inaugural do Presidente Vladimir Putin caiu exatamente no Eid al-Adha – e o presidente fez questão de observar, em um aceno à integração étnica, que 20% dos funcionários do setor aeronáutico russo são muçulmanos.
A incontestável estrela do MAKS 2021 foi o Checkmate (Cheque-mate), concisamente descrito pelo analista militar Oleg Panteleev como um caça a jato tático leve, monomotor e de quinta geração – apresentado oficialmente ao público em um filme publicitário esmeradamente elaborado, bem ao estilo Hollywood, feito sob medida para clientes internacionais (UEA, Índia, Vietnã, Argentina).
O Checkmate já vem sendo saudado por todo o Sul Global como o novo epítome da beleza letal - como o equivalente aéreo de um par de escarpins Louboutin. O jato, provavelmente, será conhecido pela denominação menos sexy de Su-75: afinal, o Checkmate pertence à família Sukhoi.
O CEO da United Aircraft Corporation (UAC) da Rostec, Yuri Slyusar, diz que a produção do Checkmate começará em 2026, após uma série de testes complexos.
Aqui vai a íntegra da apresentação (em russo), da Rostec, onde é dito que o Checkmate "consegue levar até cinco mísseis ar-a-ar de vários alcances, em sua versão mais equipada", incluindo todo o espectro de mísseis de quinta geração.
Isso significa que o Checkmate consegue levar todas as armas empregadas pelo jato de caça Su-57 – outra atração do MAKS 2021. Slyusar explicou que o projeto do Checkmate baseou-se no Su-57.
O Sukhoi Su-57 – que fez um voo de exibição no MAKS – é um caça de quinta-geração e múltiplas funções, concebido para arrasar todos os tipos de alvos aéreos, terrestres e navais.
O Su-57 traz uma tecnologia stealth (indetectabilidade por radares), usando uma vasta gama de materiais compostos, atinge velocidades de voo supersônicas e vem com um poderosíssimo computador de bordo - descrito como um "segundo piloto eletrônico" – e um sistema de radar distribuído por todo o corpo da aeronave.
A Rosoboronexport, empresa de exportação de armamentos, por intermédio de seu CEO Alexander Mikheyev, diz que cinco nações já mostraram interesse em adquirir o Su-57.
Nada de rainha do hangar
Mas no primeiro dia da MAKS o assunto era o Checkmate. O analista militar Andrei Martyanov, em seu inimitável estilo, resumiu a situação: "Este Checkmate ou, se vocês preferirem, o Su-75, não é uma rainha do hangar e foi projetado para batalha. Ele, afinal, é um Su-57 leve e uma plataforma (repito - uma plataforma) que irá gerar muitas outras variantes desta aeronave. Não esqueçam, também, que o Su-57 será oferecido para exportação".
Segundo o designer-chefe Mikhail Strelets, o Checkmate, essencialmente, tem um único motor com um vetor de propulsão defletido, opera em modo supersônico por um longo tempo, e tem decolagem e pouso mais curtos que o Su-57. O Ocidente ficará bastante desconfortável quando chegar a hora de comparar a eficiência do Checkmate com a do não exatamente brilhante F-35.
Entre algumas das principais características do Checkmate, segundo o UAC, estão: voo em altas altitudes em qualquer tipo de tempo atmosférico, modularidade, manutenção e operações simplificadas, assistência pós-venda, "boa capacidade de transporte" (alcance e resistência). "apoio de IA para missões de combate", "baixo custo por hora de voo e grande carga útil" e, o que é mais importante para a totalidade dos clientes internacionais, bom custo-benefício.
Ah, sim: haverá uma "variante" não-tripulada. A UAC já vem trabalhando nela.
Paralelamente ao MAKS, os russos realizaram também um outro teste com o sistema de mísseis "Prometeu" S-500 que, para qualquer fim prático, está muito à frente de qualquer concorrente, em termos de interceptação de toda a gama atual - e mesmo futura - de ataques aéreos e espaciais nas maiores altitudes e velocidades.
Há anos Martyanov vem escrevendo detalhadamente sobre a totalidade do processo em seus livros e artigos.
Quantum Bird, um físico de primeira linha do CERN de Genebra, me afirma que, "com o Prometeu entrando online, a OTAN terá o pior cenário possível com relação à Rússia: os mísseis de ataque da OTAN sendo interceptados antes mesmo de deixarem seu próprio território, e a resposta retaliatória russa chegando antes ou ao mesmo tempo que os interceptadores. O Prometeu também consegue lidar com os inconvenientes satélites-espiões de órbita baixa que a OTAN gosta de fazer voar sobre a Rússia".
Na véspera da abertura do MAKS, a Rússia também testou o disparo do míssil hipersônico Mach 7 Tsirkon, lançado da fragata Grão-Almirante da União Soviética Gorshkov, no Mar Branco, contra um alvo terrestre situado a uma distância de 350 quilômetros, na costa do Mar de Barents. O Ministério da Defesa russo informou que o míssil "acertou na mosca". Mísseis hipersônicos Tsirkon irão equipar submarinos e navios de guerra russos.
Martyanov, em termos concisos, explica o "segredo" – que não é segredo nenhum - de todos esses avanços tecnológicos: "É como ordenhar um vaca produtiva - quando se tem uma vaca esplêndida e saudável, basta cuidar dela e ordenhá-la. Aqui é a mesma coisa, mas temos que fazer as decisões estratégicas corretas considerando todas as tendências. É assim que se chega ao S-500, ao Zircon, ao Su-57 e a este mais recente. As aeronaves chinesas não conseguirão competir com o Su-75 nos antigos mercados soviéticos, e o F-35 não é um concorrente no nível internacional. Nesse sentido, ele é um cheque-mate".
Para os habitantes da Thinktanklândia americana, já perdendo noites de sono por causa do Su-35s, dos sistemas de mísseis e submarinos silenciosos S-400, o futuro trará ainda mais insônia, agora causada pelos mísseis hipersônicos, pelo S-500 Prometeu e por uma longa lista de radares e de sistemas de alarme precoce.
Os gastos militares da Rússia equivalem a 12 centavos para cada dólar gasto pelos Estados Unidos. O resultado prático é que o Beltway perde sempre em termos de planejamento, de projetos e de capacidade de fogo.
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Gleisi detona Datena após apresentador igualar Lula a Bolsonaro: "bajulador de presidentes"
Presidente nacional do PT rebateu o apresentador, que anunciou que será candidato à presidência da República e já usa seu programa para fazer campanha antecipada

247 - A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, usou suas redes sociais nesta quarta-feira (28) para rebateu o apresentador José Luiz Datena, que anunciou que será candidato à presidência da República e disparou que o ex-presidente Lula e Jair Bolsonaro são iguais.
“Datena sempre foi um bajulador de presidentes. Agora tenta igualar Lula a Bolsonaro. Só na cabeça dele. Devia parar de fingir que é candidato, mais uma vez, e ter a coragem de largar a TV para enfrentar o julgamento das urnas. Vem pro debate, vem!”, disse.
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Jamil Chade - Mapa da OMS aponta CoronaVac com resultado inferior às demais vacinas
Resumo da notícia
- OMS não tem qualquer intenção de rever compra e ou repensar sua chancela dada para a vacina da Sinovac
- Na última semana, Brasil teve alta de 13% em novos casos da covid-19 e queda de 9% em mortes
Em sua avaliação semanal sobre o estado da pandemia da covid-19 pelo mundo publicado nesta quarta-feira (28), a OMS (Organização Mundial da Saúde) destacou o resultado positivo da eficácia das vacinas depois de mais de seis meses de campanhas de imunização, ainda que dúvidas existam sobre o impacto das variantes.
Mas, em seu mapeamento dos estudos internacionais sobre os diferentes imunizantes e sua eficácia em "cenário do mundo real", a agência traz dados indicando que a CoronaVac apresenta resultados inferiores aos demais produtos.

Covid provoca epidemia de corrupção no mundo; vacinas falsas são novo temor
Até hoje, os dados apenas se referiam aos testes realizados pela empresas e monitorados por agências nacionais e internacionais. Mas com mais de seis meses de campanhas de vacinação, os primeiros estudos mais completos são apresentados sobre o impacto dos imunizantes na vida cotidiana de milhões de pessoas.
A OMS já chancelou a CoronaVac, que inclusive passou a entrar na rede de distribuição global e é considerada como eficiente o suficiente e segura para ser aplicada. Não há qualquer plano da agência de rever tal status, e acordos têm sido fechados com a Sinovac, a produtora da vacina.
O documento da agência internacional cita um estudo realizado no Brasil e liderado pelo pesquisador Otavio Ranzani. Nele, constata-se de forma positiva que a vacina está relacionada com a redução de casos de covid-19, queda de hospitalização e redução de mortes em idosos acima de 70 anos de idade em locais onde há transmissão extensa de Gamma.
O estudo indica que ela é apenas efetiva com uma segunda dose e que a eficácia cai com idade cada vez mais avançada.
No geral, a CoronaVac apresentou 41% em eficácia contra covid-19 sintomática, 71% contra mortes e 59% contra contra hospitalização.
Em cerca de outros dez estudos realizados pelo mundo com outras vacinas, os resultados da eficácia apontaram para taxas acima de 70%. Também foram avaliadas as doses da AstraZeneca no Reino Unido, 16 estudos e diferentes sobre Pfizer no Canadá, Reino Unido e Israel e Moderna, com taxas de eficácia acima de 90%.
Imunizantes usados em campanhas contra outras doenças —como gripe e tuberculose— têm eficácia entre 60% e 70%. O valor, porém, varia ao longo dos anos e já atingiu menos de 50%.
Mundo vê salto de 21% em mortes; EUA voltam a superar Brasil
Com um ritmo de vacinação desigual pelo mundo e medidas precipitadas de governos para reabrir suas economias, o mundo vê um novo avanço da pandemia da covid-19. Na semana entre os dias 19 e 25 de julho, foram 3,8 milhões de novas contaminações, uma alta de 8% e liderada pelas Américas e região do Pacífico.
De acordo com a agência, no atual ritmo, o mundo irá superar a marca de 200 milhões de casos acumulados em menos de duas semanas.
Mas foram as mortes que mais surpreenderam a OMS. Em seu informe semanal, a entidade aponta para um salto de 21% nos óbitos, em comparação ao período entre os dias 11 e 18 de julho. No total, foram 69 mil registros. O número é o maior desde abril, quando a vacinação ainda engatinhava.
No caso das Américas, os números voltam a assustar. Depois de três meses de quedas em mortes e novos casos, a região registrou alta de 30% na transmissão e 29% em óbitos. Foram 1,2 milhão de novos casos e 29 mil mortes na semana.
Os EUA voltaram a liderar, com alta de 131% nos casos e 500,3 mil novos registros na semana. A nova realidade forçou as autoridades a reconsiderar o uso de máscaras, enquanto o governo insiste em campanhas para convencer a população a se vacinar. No Brasil, foram 324 mil novos casos, um aumento de 13% em comparação à semana anterior.
Em termos de mortes, foram 8,8 mil no Equador, contra 7,9 mil no Brasil —uma queda de 9%.
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Maria Inês Dolci: Dieta saudável exige olho vivo nos rótulos
Consumidor terá mais facilidade para identificar produtos integrais a partir de 2022
Você tem uma dieta mais saudável ou erra na hora de comprar os alimentos? Sim, também no prato, podemos ser induzidos ao erro. Por exemplo, ao comprar uma geleia diet para não consumir açúcar, mas repleta de edulcorantes, espessantes e outras substâncias similares. Ou consumir pão integral com alto teor de sódio. Há que ficar atentos aos rótulos para ter mais saúde.
Até as frutas, líderes nas recomendações para passar no Enem da saúde, podem fazer mal. Algumas têm elevado teor de açúcar, contraindicadas, portanto, para pessoas com diabetes e outras doenças metabólicas.
Os consumidores, constantemente, também têm dúvidas sobre manteiga x margarina. Não é uma escolha simples, mas, para a maioria dos nutricionistas, quem não tiver doenças cardíacas nem elevados níveis de colesterol, poderá consumir manteiga com moderação. Para aqueles com estas restrições médicas, margarina sem gordura trans seria mais indicada.
Há alguns consensos: refrigerantes e alimentos ultraprocessados, com elevados teores de sal, açúcar e gordura, devem ser evitados ao máximo. Sucos de fruta são muito melhores que os de caixinha.
Eventuais alergias também pesam na escolha dos alimentos. Outro motivo para redobrar a atenção aos rótulos. Até porque há pessoas alérgicas a glúten (derivados de trigo, cevada e centeio), lactose (leite e derivados), ovos, amendoim, frutos do mar etc. Se estiver especificada a presença de um destes alérgenos que lhe afete, não compre nem consuma tais produtos, pois poderão provocar problemas digestivos, respiratórios, inchaço, urticária e, em casos extremos, até a morte.
A frase latina “Virtus in medium est” —a virtude está no meio— é uma boa pista para quem almeja uma vida mais salutar, e que não tenha grandes restrições alimentares. Comer de tudo sem exageros, exercitar-se regularmente, dormir bem, beber muita água, não fumar e não consumir bebidas alcoólicas em excesso são boas práticas para todas e todos.
Felizmente, a partir de 2022 o consumidor terá mais facilidade para identificar produtos integrais. Para fazer jus a esta classificação, terão de contar com pelo menos 30% dos ingredientes integrais, cuja quantidade terá de ser superior à dos itens refinados.
Esta resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai ao encontro do CDC (Código de Defesa do Consumidor), que estabeleceu como um dos direitos básicos do consumidor a informação clara e adequada sobre os diferentes produtos e serviços.
Acima de tudo, para compor uma boa dieta, é fundamental conhecer indicadores como glicemia, pressão arterial média, níveis de colesterol, IMC (índice de massa corporal), dentre outros. Ou seja, consultar seu médico regularmente, e fazer os exames e tratamentos recomendados.
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Uso de QR Codes explode durante a pandemia de Covid-19, mas isso pode não ser bom - Gizmodo Brasil

Com a vacinação contra Covid-19 avançando em vários países, inclusive aqui no Brasil, bares e restaurantes esperam ver o movimento aumentar gradativamente nos próximos meses. E não estranhe se, ao frequentar um desses lugares — devidamente vacinado e mantendo distanciamento social, claro! — você não se depare mais com menus em papel. A tendência é que, a partir e agora, os códigos QR estejam por toda a parte, e com eles o perigo de empresas fazerem rastreamento silencioso e direcionado no seu dispositivo.
Essa é a constatação de uma análise feita pelo jornal New York Times. De acordo com o veículo, os códigos QR podem coletar grandes quantidades de dados a cada utilização. Jay Stanley, analista sênior de política da União Americana de Liberdades Civis, afirma que empresas já conseguem montar um banco de dados grande o suficiente para saber preferências dos usuários. E mesmo que as informações coletadas não sejam lá muito interessantes — se resumem apenas ao histórico de pedidos ou dados de contato —, nada impede que elas sejam repassadas para outras companhias fora do estabelecimento visitado.
Os códigos QR são pequenas imagens de códigos de barras pixelados em formato quadrado que armazenam certos dados. Agora na pandemia, para evitar ao máximo o contato dos clientes com qualquer superfície ou papel, muitos restaurantes adotaram um menu virtual em que o consumidor apenas aproxima a câmera do smartphone para acessar o cardápio. A maioria dos telefones tem leitores de código QR integrados às câmeras, mas também é possível baixar ferramentas de terceiros em lojas de aplicativos.
Por conta dessa facilidade, boa parte das empresas que passaram a usar QR Codes parecem concordar que a tecnologia veio para ficar, mesmo depois que a pandemia de Covid-19 for controlada.
Mas, como aponta o artigo do NYT, essas pequenas peças de tecnologia não são tão inofensivas quanto podem parecer à primeira vista. Além de armazenar dados como cardápios ou opções de bebidas, os códigos QR costumam ser projetados para transmitir certos dados sobre a pessoa que os leu em primeiro lugar, como número de telefone ou endereço de e-mail. Essa coleta de dados vem com algumas vantagens para os restaurantes que usam os códigos — eles sabem quem são seus clientes habituais e o que podem pedir, por exemplo. O único problema é que não sabemos para onde vão esses dados.

Falta de regras específicas dificulta fiscalização
Nos EUA, o jornal falou com duas empresas diferentes: a Mr. Yum, que oferece menus digitais destinados a rastrear o histórico de compras de um cliente, conforme eles revisitam restaurantes específicos; e a Cheqout, que permite que os usuários peçam e paguem por suas refeições diretamente de seus smartphones. Ambas alegaram que não venderam nenhum dos dados coletados para nenhuma entidade terceirizada. Esses dados incluíam nomes de clientes, números de telefone e informações de pagamento.
A questão é que a lei de privacidade nos Estados Unidos não traz nada muito específico quanto ao uso de códigos QR, nem sobre o que uma empresa de tecnologia de médio ou pequeno forte pode fazer com os dados dos usuários. Logo, não há nada que impeça essas companhias de compartilhar as informações que quiserem e com quem quiserem. Se muitos desses dados acabarem nas mãos erradas, eles podem ser facilmente usados para meios mais sinistros.
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Bolsonaro publicava cartas em sites nazistas em 2004: “vocês são a razão da existência do meu mandato”

Por Leandro Demori, do The Intercept - Foi por acaso que a antropóloga Adriana Dias encontrou provas de que neonazistas brasileiros apoiam Jair Bolsonaro há pelo menos 17 anos.
Dias estava em casa se preparando para uma palestra e precisou consultar uma parte do vasto material que armazena em Campinas, onde vive e trabalha.
Há 20 anos pesquisando a movimentação de grupos neonazistas no Brasil, a professora da Unicamp pediu para que o marido buscasse um site que ela havia fisicamente impresso no longínquo ano de 2006.
Doutora em antropologia social, Dias já imprimiu milhares de páginas de dezenas de sites neonazistas em língua portuguesa – isso antes de derrubá-los para sempre.
Adriana Dias é uma caçadora digital de nazistas.
Sempre que encontra um desses sites, ela pede aos provedores para que o conteúdo seja tirado do ar.
Antes, no entanto, imprime todas as páginas para arquivar em sua pesquisa e tê-los como prova.
“Eu abri em uma página aleatória e ali estava o nome de Jair Bolsonaro”.
O material é uma prova irrefutável do apoio de neonazistas brasileiros a Bolsonaro quando o hoje presidente da República era apenas um barulhento e improdutivo deputado.
A base bolsonarista é, há quase duas décadas, composta por neonazistas.
Três sites diferentes de neonazistas trazem um banner com a foto de Bolsonaro – com link que leva diretamente ao site que o político tinha na época – e uma carta em que o parlamentar afirmava:
“Ao término de mais um ano de trabalho, dirijo-me aos prezados internautas com o propósito de desejar-lhes felicidades por ocasião das datas festivas que se aproximam, votos ostensivos aos familiares”.
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STF contesta Bolsonaro nas redes e diz que não limitou poderes do governo para enfrentar pandemia

247 - O perfil do Supremo Tribunal Federal (STF) nas redes sociais desmentiu nesta quarta-feira (28) a acusação de que limitou o poder de atuação do governo federal para atuar no enfrentamento à pandemia da Covid-19, argumento comumente espalhado entre apoiadores de Jair Bolsonaro.
"O STF não proibiu o governo federal de agir na pandemia! Uma mentira contada mil vezes não vira verdade", diz o Supremo pelo Twitter, ao compartilhar vídeo que explica as decisões da Corte relativas às atribuições da União, Estados e Municípios no combate à pandemia.
Esta fake news já foi dita por Jair Bolsonaro, que se disse 'impedido' de atuar no combate à doença por determinação do tribunal. Segundo o presidente, pelo Supremo, ele deveria 'estar na praia tomando uma cerveja'. "Vou repetir aqui: que moral tem João Doria e Rodrigo Maia em falar em impeachment se eu fui impedido pelo STF de fazer qualquer ação contra a pandemia?", afirmou Bolsonaro em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, na TV Band, em janeiro deste ano.
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Lula venceria Bolsonaro no segundo turno com quase 20 pontos de diferença, aponta pesquisa de investidores

247 - Pesquisa da Futura Inteligência encomendada pelo banco de investimentos Modalmais e divulgada nesta quarta-feira (28) confirma o favoritismo do ex-presidente Lula para a campanha eleitoral de 2022.
De acordo com o levantamento, em um eventual segundo turno entre Lula e Jair Bolsonaro, o petista receberia 51,3% dos votos, contra 32,9% de Bolsonaro. 2,4% disseram não saber ou não responderam e 13,4% disseram que votariam em branco ou nulo.

O favoritismo de Lula também se confirma contra outros eventuais candidatos no segundo turno. Contra Ciro Gomes (PDT), o petista teria 45,5% dos votos contra 25,4% do ex-ministro. Contra Eduardo Leite (PSDB), Lula teria 49,9% contra 17,8% do tucano. Contra João Doria (PSDB), o petista levaria 50,3%, enquanto o governador de São Paulo teria 16,8%.
Ainda de acordo com a pesquisa, Ciro Gomes também venceria Bolsonaro no segundo turno. O pedetista teria teria 46,6% dos votos, contra 33,1% de Bolsonaro.
A pesquisa entrevistou 2.006 pessoas em todo o país entre os 23 e 26 de julho e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
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Vacina escorre e mulher teme não ter sido imunizada; Curitiba nega falha

Lola Ferreira
Do UOL, no Rio
29/07/2021 04h00
A diarista Silvana Ferraz, 49, teme não ter sido imunizada corretamente contra a covid-19. Ela relata que parte da dose aplicada escorreu no seu braço durante a aplicação em um posto de saúde de Curitiba.
A prefeitura nega que tenha havido falha na imunização e argumenta que pequenos vazamentos são previstos. Segundo o PNI (Plano Nacional de Imunização), extravasamentos de até três não comprometem a imunização. A família de Silvana argumentou contudo que não é possível precisar o volume vazado.
Pessoas de 30 a 50 anos representam mais de 43% dos casos de covid em SP
De acordo com Silvana, a aplicadora da vacina também notou que o líquido estava escorrendo.
Quando [a aplicadora] tirou a agulha, eu percebi escorrendo e ela disse que escorreu um pouquinho mesmo. Eu disse que nunca vi isso, de vacina escorrer. Depois, notei que não estava certo, porque a dose já é pequena."Silvana Ferraz, diarista
No mesmo dia em que foi vacinada, ela chegou a retornar ao posto para questionar o procedimento. Segundo Silvana, uma enfermeira a orientou a buscar a Prefeitura de Curitiba para fazer um teste de anticorpos e, caso necessário, tomar uma nova dose.
A testagem identifica a presença de anticorpos contra covid-19 após infecção natural ou vacinação. A Prefeitura de Curitiba afirma que não é recomendável fazer testes de anticorpos para saber se a vacina foi realmente aplicada, porque eles "não são capazes de avaliar corretamente a resposta imunológica e verificar se houve imunização".
Desde então, Silvana abriu dois protocolos de atendimento no Disque 156, central de atendimento do município. O primeiro é de 26 de junho, data da aplicação da vacina, e o segundo, do dia 13 deste mês. Ambos, de acordo com ela, ficaram sem respostas.
O que diz o PNI
Em nota enviada ao UOL, a Prefeitura de Curitiba disse que o extravasamento relatado por Silvana foi do líquido que fica no "canhão da seringa ou do interior da agulha" e que tal volume está dentro do previsto pelo PNI (Plano Nacional de Imunização).
O PNI avalia que qualquer vazamento é um erro, mas caso seja de até três gotas não compromete a imunização. O plano também afirma que as doses têm "um excesso de antígeno como margem de erro". Vazamentos que excederem três gotas devem ser avaliados "caso a caso" para que a dose seja reaplicada.
Bruna Ferraz, filha de Silvana, questiona a resposta da prefeitura e afirma não crer, mais de um mês após a vacinação, que a aplicadora saiba precisamente a quantidade que vazou.
Como as enfermeiras orientaram ela a buscar a prefeitura, eu acredito que vazou além de três gotas. Se eles tivessem dado essa resposta logo, eu podia confiar, a memória estaria fresca. Mas agora, um mês depois? Como ela lembra da minha mãe, como saber se é o mesmo caso?"Bruna Ferraz, filha de Silvana
A prefeitura afirma que encaminhou posicionamento a Silvana via e-mail dois dias após a aplicação da vacina. Mãe e filha negam o contato e reiteram que só receberam uma resposta efetiva ontem, por meio de nota no Twitter, e minutos depois do mesmo texto ser enviado ao UOL.
A família diz ainda não saber como irá proceder daqui para frente.
"Se eles estão mentindo sobre [o envio da] resposta, como vou confiar que está tudo certo com a quantidade que vazou? Inclusive, não sei nem o que fazer. O que eu posso fazer agora? Vou reclamar onde, com quem?", questiona Bruna.
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STF rebate fala de Bolsonaro: 'Mentira repetida mil vezes não vira verdade'
Do UOL*, em São Paulo
28/07/2021 18h52
O STF (Supremo Tribunal Federal) reafirmou hoje, pelo Twitter, que não proibiu o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) de agir no combate à pandemia da covid-19, como costumam dizer o presidente e seus ministros.
"O STF não proibiu o governo federal de agir na pandemia! Uma mentira contada mil vezes não vira verdade!", diz o post, acompanhado de um vídeo curto.
Se fosse Bolsonaro, já teria fechado o Supremo, diz Roberto Jefferson
Nele, a Corte volta a esclarecer que estabeleceu que o Executivo federal, estadual e municipal deveriam atuar em conjunto nas ações para conter a transmissão do coronavírus.
"É falso que o Supremo tenha tirado poderes do Presidente da República de atuar na pandemia", fala. "É verdadeiro que o STF decidiu que União, estados e prefeituras tinham que atuar juntos, com medidas para proteger a população."
No sábado (24), Bolsonaro disse a apoiadores que se ele estivesse "coordenando a pandemia, não teria morrido tanta gente".
A fala faz referência à decisão do STF de abril do ano passado, em que os ministros decidiram que estados e municípios tinham autonomia para determinar as próprias medidas em relação à pandemia. O presidente já declarou várias vezes que esse entendimento o proibiria de agir contra a doença, o que não é verdade.
Falta de coordenação
A falta de coordenação pelo governo federal para frear a covid-19 no Brasil e o incentivo do presidente ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada para a doença estão entre as principais vertentes de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid do Senado. A demora para a vacinação adquirir ritmo no Brasil e a aposta em tratamentos ineficazes estão entre as causas apontadas para o país ter quase 550 mil mortos pela doença, dizem especialistas em saúde.
Bolsonaro e seu entorno costumam dizer que a decisão do STF sobre a competência dos estados para decidir medidas de contenção do vírus teria limitado a atuação do governo federal. O entendimento do STF, no entanto, é de que todos — União, estados e municípios — são responsáveis por esse enfrentamento.
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BOLSONARO que comete CRIMES de responsabilidade em série, tem REJEIÇÃO recorde de 62% e PERDE para quase todos, especialmente se o adversário for Lula

O jornal espanhol El País nesta sexta-feira, revela que 62% dos brasileiros rejeitam Jair Bolsonaro, que comete crimes de responsabilidade em série, e que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o nome mais forte para enfrentá-lo.
A pesquisa também revela que outros nomes podem superá-lo, mas não com a mesma facilidade.
"Se as eleições fossem hoje, o presidente perderia para seus principais adversários no segundo turno, incluindo o governador João Doria (PSDB-SP), empatado tecnicamente com Bolsonaro, mas com viés de vantagem. Doria venceria com um resultado de 40,6% a 38,1% do presidente. Como a pesquisa tem 2 pontos porcentuais de margem de erro para cima ou para baixo, eles ainda estão empatados, mas é a primeira vez que o governador paulista aparece no páreo para se eleger. Em maio, Doria ficava 6,1% atrás de Bolsonaro na simulação de segundo turno", informa o jornal.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou a vantagem sobre Bolsonaro em comparação à pesquisa anterior e venceria por 49,2% contra 38,1%, num eventual segundo turno, num cenário com 12,8% de votos nulos ou brancos. Em maio, a vantagem de Lula era de 4,7% sobre o presidente. “A tendência é de fortalecimento de Lula”, diz o cientista político Andrei Roman, CEO do Atlas. “Desde o início do ano, Lula vem numa trajetória constante de crescimento”, completa.
Também Ciro Gomes (43,1% a 37,7%), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (42,9% a 37,5%), e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (41,9% a 38,4%) ampliaram sua preferência, e poderiam frustrar o sonho da reeleição do presidente em 2022.Confira todos os dados:
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BOLSONARO é chamado de "MOLEQUE" por ministro do STF. Os ministros avaliam ser necessário PUNIR Bolsonaro, segundo jornalista.

247 - As declarações de Jair Bolsonaro durante a live de ontem (29), em que o chefe de governo espalhou uma série de mentiras sobre as urnas eletrônicas e defendeu o voto impresso, foram recebidas da pior maneira possível no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, o chefe de governo foi chamado de "moleque" por um ministro da Corte, e teve o apoio de outros colegas.
O clima no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é tão grave quanto no STF.
Magistrados da corte eleitoral defendem uma resposta contundente à ameaça golpista, com medidas concretas que resultem em punição pelos sucessivos ataques ao presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, e ao sistema de votação brasileiro. Os ministros avaliam ser necessário punir Bolsonaro, "inclusive no âmbito eleitoral", diz a jornalista.
"É preciso atuar agora", afirma um dos ministros, para que o país possa realizar as eleições de 2022 dentro da normalidade.
Até mesmo o presidente do STF, Luiz Fux, que vem tentando dialogar com Bolsonaro, assumiu uma postura mais rígida. O Estadão informa que Fux deve usar o discurso de retomada dos trabalhos do Judiciário, na segunda-feira (2), para "dar uma resposta" às ameaças anti-democráticas de Bolsonaro e do ministro da Defesa, Walter Braga Netto.
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"Estúpido ou canalha?", questiona Alessandro Vieira, após NOVO CRIME de Bolsonaro9

247 – Após o novo crime de responsabilidade de Jair Bolsonaro, que usou sua live e a TV Brasil para disseminar mentiras sobre o sistema eleitoral brasileiro, políticos de vários partidos reagiram, segundo relata a revista Carta Capital. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), membro da CPI da Covid, disse não saber o que é pior: “um presidente tão estúpido que acredita em teorias conspiratórias de WhatsApp ou um tão canalha que inventa as teorias conspiratórias de WhatsApp”. Ele ainda afirmou que, no fim das contas, “são ataques diários contra a democracia, uma doença que vamos curar no voto”.
A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, também se manifestou. Segundo ela, não se trata mais de uma “bravata” de Bolsonaro. “O presidente faz um ataque sistemático à democracia brasileira. Cabe a todos nós, que defendemos o Estado Democrático de Direito, deixarmos de lado as nossas diferenças e nos unirmos contra essa tentativa de desmoralizar as nossas instituições”, escreveu.
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Boff defende INTERDIÇÃO de Bolsonaro e diz que é hora de "ARRANCAR o ASSASSINO" da presidência. Maiores juristas do Brasil TAMBÉM reagem.

247 – O teólogo Leonardo Boff reagiu com indignação ao novo crime de responsabilidade cometido por Jair Bolsonaro, que usou sua live e a TV Brasil para espalhar mentiras e ameaçar tumultuar as eleições de 2022, o que provocou reação dos maiores juristas do País, que cobram ações para afastar o criminoso. Boff defendeu a interdição de Jair Bolsonaro e disse que é hora de "arrancar o assassino da presidência". Confira a reação de Haddad e saiba mais:
__________* Como ODIAR vitórias nacionais LEGÍTIMAS e SUADAS por causa da POSIÇÃO política do atleta? VAIANDO vitórias e APLAUDINDO derrotas
Toda a alegria, emoção e orgulho com as conquistas de Rayssa Leal, Kelvin Hoefler, Italo Ferreira e Fernando Scheffer têm seu avesso na execração de atletas que se dizem bolsonaristas. Ou antibolsonaristas. Agora há até quem torça abertamente contra o Brasil, o que não aconteceu nem no auge da ditadura, em 1970, quando a esquerda tentou, mas não conseguiu, torcer contra Pelé & companhia na Copa.
Perplexo, leio comentários celebrando a derrota de Gabriel Medina, por seu apoio a Bolsonaro nas eleições. O problema é que o campeão Italo, um caiçara dos cafundós do Rio Grande do Norte, paupérrimo, começou surfando com prancha de tampa de isopor, parece um típico perfil lulista, mas foi apoiador de Bolsonaro. Além dos seus imensos méritos atléticos, é uma figura de grande empatia humana, chorou na entrevista, é um fenômeno de ascensão social, mas nem assim foi poupado pelos odiadores profissionais. Com todo respeito, o forte dos surfistas nunca foi a discussão política, o que conta é sua popularidade com patrocinadores e com o público jovem. Nem ele nem Medina ganharam nada de Bolsonaro. São o que os velhos comunistas chamavam de “inocentes úteis”.
Entre outros deboches, o multicampeão Medina foi chamado de “Neymar sobre prancha”, “Neymar das ondas”, aproveitando para fustigar Neymar, criticado pela falta de posicionamento político, cobrado por suas atitudes de garoto mimado dentro e fora de campo, e pior, acusado de bolsonarista. Pode ser o que quiser, seu papel é jogar bem. É seu melhor argumento. E aguente o tranco.
Um cara como Felipe Melo só poderia ser bolsonarista, por identidade de ideias e estilo, é coerente e merece respeito. E joga muito.
O apoio do Bozo entre lutadores de MMA é absoluto. Faz sentido.
É o contrário da campeã de vôlei de praia Carol Solberg, que se tornou um símbolo da oposição quando gritou “Fora Bolsonaro!” e esteve ameaçada por um ano de suspensão pela federação, mas a pressão foi tanta que acabou absolvida.
Dá até uma certa vergonha estar discutindo um tema tão bizarro, criado pela onda de radicalismo que assola o país. Como odiar vitórias nacionais legítimas e suadas, pela posição política, ou não, do atleta? Torcer contra. Secar. Comemorar derrotas. Extravasar suas frustrações e ressentimentos no patrício vitorioso, rico e famoso pelos seus próprios méritos.
Alguns jogadores da seleção brasileira de futebol são bolsonaristas, outros evangélicos, outros do candomblé, há lulistas, e isso não os faz jogar melhor ou pior. A menos que Jesus e Oxóssi tenham filhos prediletos, ou que Lula e Jair façam milagres. Apoiaram o Bozo na campanha eleitoral, mas talvez agora, como boa parte do eleitorado, não tenham mais tanto entusiasmo. É preciso atualizar o censo de atletas que apoiaram Bolsonaro mas se desencantaram. Até agora não há notícias de novas conversões ao bolsonarismo esportivo.
O que não é justo nem faz sentido é esperar que atletas extraordinários tenham dotes intelectuais do mesmo nível. Deus não dá asa a cobra.
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Declarada guerra no vídeo social | Opinião - O Globo
Ao longo de julho, YouTube, Instagram e a chinesa TikTok anunciaram mudanças grandes em suas plataformas. Num dos casos — o Instagram —, mudanças que incomodaram muito os usuários. Em todos, houve mostra de que um entrante com os bolsos recheados de dinheiro conseguiu abrir uma fissura em dois dos principais monopólios do Vale do Silício. Esta é uma história que ilumina a transformação por que o vídeo está passando no digital e, ao mesmo tempo, revela que a briga entre China e EUA na tecnologia está se acirrando para além dos aparelhos e algoritmos, chegando ao campo do conteúdo.
Alguns números revelam o cenário. Nesta quarta-feira, a holding do Google, Alphabet, anunciou que o YouTube faturou US$ 7 bilhões no segundo trimestre em publicidade, um crescimento de 83% em relação ao mesmo período no ano passado. Talvez não tenhamos o hábito de pensar no YouTube como uma empresa de streaming de vídeo — mas compare com a maior delas, a Netflix. Faturou ao todo US$ 7,34 bilhões no mesmo período. E cresceu menos de 20% em relação a 2020.
Ainda assim, a principal novidade do YouTube em julho foi o Shorts — vídeo vertical, com no máximo um minuto. A plataforma está incentivando ao máximo quem produz para ela a aproveitar esse formato. Afinal, é o formato-padrão de outra plataforma. O TikTok.
Outro número revelador: usuários de smartphones Android, nos EUA e no Reino Unido, passaram em média 24,5 horas de maio ligados no app chinês. Eles passaram 22 horas ligados no YouTube, segundo a App Annie, uma empresa que faz essas medições. Não é à toa que os californianos estão correndo atrás.
Pois a briga tem caminho de ida, mas também de volta. O YouTube lançou seu projeto de vídeos curtos, e o TikTok estendeu o limite de seus vídeos para três minutos. Não é difícil explicar — os vídeos de dancinhas e dublagens, das muitas moças de biquíni, até divertem, mas certos tipos de conteúdo exigem mais espaço. Para poder enfrentar o YouTube e atrair conteúdo mais profundo, o TikTok abriu o flanco da minutagem.
Quem ficou correndo atrás foi o Instagram, a rede social de fotografias do Facebook. Por um lado, já atingira um ponto de maturidade, com inúmeras celebridades próprias que criaram audiências para lá do milhão e fazem dinheiro na plataforma. Por outro, vinha perdendo espaço na briga do vídeo, crescendo em ritmo aquém dos concorrentes.
Neste mês, bateu o bumbo para novidades em dois momentos. No primeiro, falou de novas possibilidades para que os influenciadores façam mais dinheiro na plataforma. Tem de participação em publicidade a possibilidade de vender produtos. Umas semanas depois, anunciou que o Insta não é mais uma plataforma de fotos, puxou sua imitação de TikTok, o Reels, de 30 segundos para um minuto e revelou que o algoritmo apresentará cada vez mais vídeos e menos fotos. Além disso, muitos daqueles que criam no Insta perceberam que estão perdendo visibilidade de forma acelerada.
Ou seja: primeiro o Insta deu um prêmio — mais possibilidades de fazer dinheiro. Depois veio com o porrete, desestabilizou todo mundo.
O YouTube tomou o cuidado de não fazer isso. E não é à toa. Primeiro, está numa posição defensiva, mas tem gordura. Segundo e mais importante, este é um jogo em que, após anos sugando quem produz o que as pessoas veem, as plataformas começam a ter de disputar quem dominou a arte de produzir em sua linguagem. Quem de fato atrai o público. O Insta pode ter cometido um erro sério.
Por isso monopólios são ruins. Por isso concorrência funciona. E já está entrando com força outro chinês neste jogo. É a Kwai.

Por Pedro Doria
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Altamente contagiosa, variante Delta pode ser transmitida por vacinados, mostra relatório interno de agência americana

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NOVA YORK — A variante Delta é muito mais contagiosa, tem maior probabilidade de romper as proteções oferecidas pelas vacinas contra a Covid-19 e parece causar mais doenças graves do que todas as outras versões conhecidas do coronavírus. É o que mostra uma apresentação interna divulgada nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA a que o New York Times teve acesso.
A variante, identificada pela primeira vez na Índia e registrada também no Brasil, é mais transmissível do que os vírus que causam MERS, SARS, Ebola, resfriado comum, gripe sazonal e varíola, e é tão contagiosa quanto a catapora, segundo a cópia do documento dos CDC. A agência deve publicar dados adicionais sobre a Delta ainda nesta sexta-feira.
O próximo passo imediato para a agência é “reconhecer que a guerra mudou”, enfatiza o documento. O conteúdo foi divulgado pela primeira vez pelo Washington Post na noite de quinta-feira.
Rochelle P. Walensky, diretora da agência, já havia reconhecido na terça-feira que as pessoas vacinadas que contraem as chamadas infecções invasivas da variante Delta carregam tanto vírus no nariz e garganta quanto as não vacinadas. E que podem espalhar o vírus com a mesma rapidez, embora com menos frequência. Mas o documento interno apresenta uma visão mais ampla e ainda mais preocupante da variante.
A infecção pela Delta também pode ter maior probabilidade de levar a doenças graves, destaca o documento. Estudos realizados no Canadá e na Escócia mostraram que as pessoas infectadas pela variante têm maior probabilidade de serem hospitalizadas, enquanto pesquisas em Cingapura indicaram que é mais provável a necessidade de uso de oxigênio hospitalar.
Ainda assim, os números do CDC mostram que os imunizantes são altamente efetivos na prevenção de formas graves da doença, hospitalização e morte para as pessoas vacinadas, enfatizaram especialistas ao NYT.
— A Delta é problemática— disse John Moore, virologista da Weill Cornell Medicine, em Nova York. — Mas o céu não está caindo e a vacinação ainda protege fortemente contra os piores resultados.
O documento obtido pelo NYT se baseia em dados de vários estudos. Nesta sexta-feira, os CDC publicaram um relatório que se concentrou principalmente em um surto em Provincetown, Massachusetts, que aumentou rapidamente em quase 469 casos no estado na quinta-feira, dos quais três quartos estavam totalmente imunizados. O episódio apoia fortemente a ideia de que mesmo pessoas totalmente vacinadas podem espalhar o vírus involuntariamente.
O surto surgiu depois que mais de 60 mil foliões celebraram o feriado de 4 de julho em Provincetown, reunindo-se em bares lotados, restaurantes e casas alugadas, muitas vezes em ambientes fechados.
As vacinas continuam sendo o único escudo confiável contra o vírus, em qualquer forma. Nos EUA, cerca de 97% das pessoas hospitalizadas com Covid-19 não foram vacinadas, de acordo com dados dos CDC.
Tanuri: 'é preciso mais cuidado com flexibilizações no Brasil'
O Ministério da Saúde informa que, até 29 de julho, 247 casos da variante Delta foram notificados no Brasil e 21 óbitos foram confirmados. "Os dados são atualizados a partir das notificações das secretarias estaduais de saúde e são dinâmicos", informou, em nota, a pasta.
O virologista e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Amilcar Tanuri afirma que, com base nos dados dos CDC, será preciso ter mais cuidado com as medidas de flexibilização e o uso de máscaras para evitar a transmissão do vírus no Brasil. Mas destaca: "a boa notícia" é que as vacinas continuam efetivas para bloquear mortes e o agravamento da doença.
— Os dados mostram que mesmo os vacinados, se infectados com a Delta, são mais infecciosos do que com as outras formas do vírus. Não é um problema de quem está vacinado e protegido contra a hospitalização, mas para a comunidade. Essa pessoa pode ter contato com idosos, por exemplo, para quem a Delta pode ter um efeito mais devastador — explica o virologista.
A epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Ethel Maciel avalia que os dados "mudam a forma como estávamos pensando a Covid-19". Ela explica que as especificações da Delta mostram que a doença definitivamente será mais parecida com a influenza e menos com o sarampo, por exemplo. A vacina vai diminuir bastante a gravidade, mas não a transmissão, ao contrário do que estava sendo observado antes da variante Delta.
— Até agora estávamos observando que os vacinados tinham uma diminuição de transmissão. Mas os novos dados dos EUA mudam o jogo. O vírus não vai embora. Vamos precisar de capilaridade de testagem e sistemas de vigilância epidemiológica fortes, mesmo após 70% da população vacinada. E precisamos ter homogeneidade na vacinação, principalmente para garantir a segunda dose dos idosos e grupos com comorbidades — diz a pesquisadora.
Com a queda do número de óbitos pela Covid-19, as principais capitais brasileiras ensaiam a flexibilização de medidas de distanciamento. Tanuri destaca que será preciso acompanhar "com muito cuidado" o espalhamento da Delta e a incidência da doença para, se necessário, retomá-las. Já Maciel avalia que maiores flexibilizações, como o anúncio no Rio de Janeiro da reabertura da cidade com uma celebração em setembro e previsão de liberação de máscaras a partir de novembro, são "irresponsabilidade diante de incertezas que não podemos controlar".
Delta acendeu alerta nos EUA
Até quinta-feira, havia 71 mil novos casos de Covid-19 por dia, em média, nos EUA. Os novos dados sugerem que as pessoas vacinadas estão espalhando o vírus e contribuindo para o aumento desses números — embora provavelmente em um grau menor do que os não vacinados.
A diretora dos CDC Rochelle P.Walensky classificou a transmissão por pessoas vacinadas de evento raro, mas outros cientistas sugerem que ela pode ser mais comum do que se pensava.
As novas diretrizes de uso de máscara da agência para vacinados nos EUA, apresentadas na terça-feira, foram baseadas nas informações apresentadas no documento. Os CDC recomendaram que as pessoas imunizadas também usem máscaras em ambientes fechados em locais públicos localizados em comunidades com alta transmissão do coronavírus.
Agora, o documento interno sugere que mesmo essa recomendação pode não ser suficiente. “Dada a maior transmissibilidade e a cobertura atual da vacinação, o uso de máscara universal é essencial”, afirma o relatório.
Os dados da agência sugerem ainda que pessoas com sistema imunológico enfraquecido devem usar máscaras mesmo em locais onde não haja alta transmissão do vírus. O mesmo deve acontecer com as pessoas vacinadas que estão em contato com crianças pequenas, adultos mais velhos ou pessoas mais vulneráveis.
Hoje são detectadas cerca de 35 mil infecções sintomáticas por semana entre os 162 milhões de americanos vacinados, de acordo com dados coletados pelos CDC a partir de 24 de julho, citados na apresentação interna. Mas a agência não rastreia todas as infecções leves ou assintomáticas, então a incidência real pode ser ainda maior.
A infecção com a variante Delta produz uma quantidade de coronavírus nas vias aéreas dez vezes maior do que a observada em pessoas infectadas com a variante Alfa, que também é altamente contagiosa, observou o documento. E a quantidade de vírus em uma pessoa infectada com a Delta é mil vezes maior do que a observada em pessoas infectadas com a versão original do coronavírus, de acordo com um outro estudo recente.
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Podcast: Economia e vacinação devem turbinar Bolsonaro em 2022, diz Luís Stuhlberger | Malu Gaspar - O Globo

O economista Luís Stuhlberger é uma lenda no mundo das finanças, espécie de guru dos "farialimers" brasileiros. Principal responsável pelos resultados do fundo Verde, que já rendeu 19.250% desde a criação, ele é ouvido com atenção não só por investidores, mas por empresários e até políticos. Sua adesão à carta de economistas cobrando Bolsonaro pelos erros na pandemia, em maio, causou frisson num mercado que votou em peso no presidente da República em 2018.
Mas, apesar das críticas, Stuhlberger não acha que Bolsonaro chegará enfraquecido às eleições de 2022. Nesse episódio do podcast A Malu Tá ON, ele afirma que o presidente tende a crescer nas pesquisas até a eleição. "Todo candidato que tenta a reeleição ganha popularidade na reta final. Aconteceu com Lula, Fernando Henrique e aconteceu até com a Dilma”, afirma. No caso de Bolsonaro, essa alta muito provavelmente será provocada pela alta da arrecadação de impostos prevista para o ano que vem e pelo avanço da vacinação.
Eleitor de Bolsonaro em 2018, o economista se decepcionou de vez com o governo depois da pandemia, mas não considera que o mercado tenha sido leniente com Bolsonaro. "A Faria Lima, a Fiesp e os empresários em geral sempre querem se dar bem com o governo. Os empresários não se deram mal com o Lula, se deram um pouco mal com a Dilma. É difícil o empresariado como um todo fazer oposição sistemática a algum governo que a gente teve. Isso raramente acontece".
Ainda assim, ele não vê grandes chances de Bolsonaro fazer mais nenhuma reforma até o final do mandato. “O governo está naquela situação que ele tem popularidade o suficiente para não ter nenhuma ameaça de impeachment. Mas não tem popularidade e credibilidade para fazer reformas”, diz.
A decepção com Bolsonaro, porém, não deve ser suficiente para fazê-lo votar em Lula - que, para Stuhlberger, deveria fazer uma segunda carta aos brasileiros para acalmar o mercado. Num segundo turno entre o petista e o presidente da República, ele anularia o voto. “Eu sempre acho que tem alguém menos ruim, né? Todas as vezes. Quando você não pode escolher entre o bom e o ótimo, você sempre pode escolher entre o ruim e o péssimo. Mas dessa vez tá difícil”.
E por mais que o cenário brasileiro esteja conturbado, o economista diz que o que mais o preocupa, hoje, é a alta da inflação nos Estados Unidos – "vai haver uma inflação muito alta nos Estados Unidos, que vai fazer os juros subir muito mais do que se imagina". E fala também dos acertos históricos, dos erros mais recentes e do figurino básico do mercado financeiro: sapatênis e patinete.
Sempre conduzido por Malu Gaspar, o A Malu Tá ON traz entrevistas sinceras e diretas com gente que está fazendo a história acontecer. O programa está disponível toda sexta-feira, a partir do meio-dia, na página de Podcast do GLOBO, no Spotify, no Apple Podcasts, na Amazon Music, no Google Podcasts, no Deezer ou em qualquer outro agregador.
__________* MITÔMANO do Planalto garante ao Brasil OURO em DESINFORMAÇÃO - Bolsonaro garante o ouro na Olimpíada da desinformação | Bernardo Mello Franco - O Globo

O Brasil ainda luta por medalhas em Tóquio, mas já garantiu o ouro na Olimpíada da desinformação. Na última década, nenhum país da América Latina caiu tanto nos rankings que medem o respeito à liberdade de expressão. A queda se agravou nos primeiros dois anos do governo de Jair Bolsonaro.
Em relatório divulgado ontem, a organização britânica Artigo 19 mostra que o Brasil despencou para a 86ª posição numa lista de 161 países. Agora aparece atrás de nações como Albânia, Afeganistão e Haiti.
No documento, Bolsonaro desponta como um mentiroso contumaz. Só no ano passado, disparou 1.682 declarações falsas ou enganosas. Isso equivale a mais de quatro cascatas por dia, sem descontar domingos e feriados.
O mentirômetro do Planalto registrou novos recordes na pandemia. Em vez de enfrentar o coronavírus, o capitão sabotou as medidas de distanciamento, fez propaganda de remédios ineficazes e tentou maquiar o número de mortos pela doença.
Para a Artigo 19, a aposta na desinformação une o presidente brasileiro a outros populistas autoritários, como o venezuelano Nicolás Maduro. “Isso é estratégico: ao estimular a desconfiança do público e a polarização, muitos autocratas reforçam sua base de apoio”, afirma a entidade.
Em queda livre nas pesquisas, o mitômano tem reforçado a artilharia contra o sistema eleitoral. Ontem ele prometeu provar irregularidades na urna eletrônica. Depois de muito falatório, tropeçou na própria língua. “Não tem como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas”, admitiu.
Apesar do sincericídio, Bolsonaro deve insistir na teoria conspiratória. “A desinformação tem o objetivo claro de minar a confiança na estrutura política do país e na democracia”, alertou o sociólogo Marco Aurelio Ruediger, da Fundação Getulio Vargas, em debate promovido na semana passada pela SBPC.
Nesta quarta, o Supremo Tribunal Federal testou um novo antídoto aos ataques do presidente. Em vez de divulgar mais uma nota de repúdio, produziu um vídeo curto, com linguagem típica das redes sociais. A mensagem era simples: uma mentira repetida mil vezes não se torna verdade. Pela reação furiosa de Bolsonaro, a estratégia funcionou.
__________* Bolsonaro DELIRA e JÁ NEM FINGE que GOVERNA o Brasil | Vera_Magalhães

O presidente Jair Bolsonaro desistiu até de tentar fingir que governa, que trabalha. Daqui às eleições, será alguém voltado apenas à tentativa cada vez mais desesperada de se reeleger. A live desta quinta-feira pode ser considerada a peça inaugural de um vale-tudo cada vez mais perigoso para permanecer no poder.
Bolsonaro montou uma “surperprodução” no Palácio da Alvorada. Fez um rapapé para aumentar a audiência da transmissão que faz todas as quintas-feiras abrindo, via Secom, credenciamento para a imprensa.
Apresentaria, finalmente, as “provas” da fraude da eleição de 2014, algo que vem apontando há anos de forma leviana, juntamente com o mentiroso “roubo” de sua própria eleição em primeiro turno.
Nos primeiros minutos, fraudes viraram “indícios”. E Bolsonaro enfileirou ataques: ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral, ao ministro Luís Roberto Barroso, aos senadores da CPI.
Com o rosto transfigurado pelo pânico diante da perda de popularidade e pela evidência de que a classe política não embarcará em seu delírio, Bolsonaro, sem conexão nenhuma, misturou armamento da população, Cuba, Argentina, PT, Lula, Tarcísio Freitas e outras tantas platitudes para se fazer de vítima de um complô de quem não quer eleições democráticas.
Ficou flagrante o uso da máquina do Executivo em favor de uma obsessão autoritária: foi produzida às pressas uma logomarca com um “garoto-propaganda” do tal “voto auditável”.
Na melhor técnica de um mentiroso contumaz e descompromissado com a democracia, Bolsonaro enunciou perguntas conspiratórias para as quais, é claro, não apresentou respostas. Não era esse o objetivo: era plantar alguma ponta de dúvida na cabeça dos eleitores.
O que Bolsonaro fez foi um longo e premeditadamente passivo-agressivo discurso, com a audiência turbinada pelo uso ostensivo da máquina pública. O ministro da Justiça, Anderson Torres, fez parte da patacoada, ao anunciar previamente sua presença na live.
A gravidade do uso, numa cruzada contra a Justiça e contra as eleições, do ministério que tem sob seu guarda-chuva a Polícia Federal é comparável à da captura das Forças Armadas nessa empreitada. E as duas coisas estão em curso numa velocidade cada vez maior, sem que Bolsonaro seja contido.
Dedicado que está a fazer arruaça com a democracia, Bolsonaro já nem finge que coordena o governo no auge de uma pandemia em que já caminhamos para 600 mil mortos, ainda mergulhados numa crise social e econômica.
Seus comandos de governo, de agora a 2022, serão apenas para projetos que permitam melhorar suas chances eleitorais, como o Bolsa Família turbinado.
Sua agenda já minguada de compromissos oficiais será recheada apenas de entrevistas a rádios de todo o país, conversas inconsequentes com apoiadores na frente do Alvorada e esses ataques à democracia, cada vez mais desavergonhados.
Ontem ele falou em eleições vencidas “na mão grande”, chamou eleitores de idiotas, insuflou movimentos contra Luís Barroso, repetiu que o STF conferiu a governos e prefeituras poderes semelhantes ao do estado de sítio. E daí? E daí nada, fica por isso mesmo, o dito pelo não dito.
Bolsonaro falou ininterruptamente por mais de 40 minutos, sem nem esboçar a tal prova de fraude. Mas semeando a todo tempo teorias da conspiração sobre tudo e todos.
Convocou, ainda, um ato em 1º de agosto a favor do tal voto impresso. Bolsonaro deturpa o sentido de palavras como democracia e liberdade e as transforma em armas no sentido oposto.
Que faça isso usando um palácio oficial e recursos públicos, com ministros de Estado como coadjuvantes canhestros, é mostra de que o arcabouço institucional já está gravemente conspurcado pelo veneno que ele inocula dia a dia.
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Mário Frias, cinco anos depois da saída da Dilma, culpa o PT pelo incêndio da Cinemateca | Ancelmo - O Globo
Por Ancelmo Gois

O secretário Nacional de Cultura, Mário Frias, que despacha em seu gabinete com um revolver 38 na cintura, colocou a culpa na "herança maldita do petismo" pelo incêndio de um galpão da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, que guarda dois mil filmes brasileiros. Só que Dilma Roussef deixou o governo no 17 de abril de 2016, portanto há mais de cinco anos.
Já era tempo dessa turma mostrar serviço. Afinal, a última coisa que Bolsonaro inaugurou foi uma agência da Caixa em Missão Velha, no interior do Ceará, dia 17 deste mês.
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Um dia depois do incêndio, governo publica edital para contratar entidade para gerir e preservar Cinemateca | Lauro Jardim - O Globo

Um dia depois de um galpão da Cinemateca Brasileira pegar fogo em São Paulo, com prejuízo incalculável para a memória do audiovisual nacional, o governo fez um "chamamento público" para escolher uma "entidade privada sem fins lucrativos" para gerir o órgão por cinco anos.
Foi publicado hoje no Diário Oficial o edital com um atraso de dois anos: em 7 de agosto de 2020 a Secretaria de Cultura cancelou o contrato firmado com a Acerp, que administrava a Cinemateca e, desde então, sentou em cima do assunto.
De acordo com o edital a organização social contratada deverá executar "atividades de guarda, preservação, documentação e difusão do acervo audiovisual da produção nacional por meio da gestão, operação e manutenção da Cinemateca Brasileira.".
Em resumo, o governo Bolsonaro quer botar a tranca depois de a porta ter sido arrombada...
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Crise hídrica no Brasil ameaça escoamento de ‘commodities’ e pode ter impacto mundial

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SÃO PAULO - A seca no Brasil tornou impossível a navegação no Rio Paraná, o mais importante do país, e ainda mais desafiador e custoso transportar commodities como grãos e minérios para o mercado global. A Bacia do Rio Paraná, que alimenta a maior hidrelétrica brasileira, a binacional Itaipu, passa pela pior crise hídrica em 91 anos.
O segundo maior rio da América do Sul, que alimenta a região industrializada mais ao sul do país de energia e água, bem como dá suporte a países vizinhos já afetados profundamente pela seca, operou em junho com média 55% abaixo do esperado para o mês, segundo a série histórica.
As consequências da questão hídrica avançam além das fronteiras brasileiras, e a recuada no nível dos reservatórios já causa interferências na cadeias de suprimentos e gargalos na Argentina, a maior exportadora de farinha de soja do mundo, e no Paraguai. O Brasil é o maior exportador de grãos de soja, café e açúcar e o segundo maior fornecedor de aço e milho.
O país aprovou uma medida provisória para autorizar esforços temporários e excepcionais para otimizar o uso de recursos hidroenergéticos e garantir o abastecimento de energia enquanto o Brasil enfrenta uma de suas priores crises hídricas.
A sub-bacia Tiete-Paraná, que transporta grãos e oleaginosas do cinturão superior de culturas do Brasil para os terminais de exportação, está perto de interromper as atividades pela primeira vez desde a última seca severa, em 2014, disse Luizio Rizzo Rocha, vice-presidente da Federação Nacional de Empresas de Navegação Aquaviária.
Ele aponta ainda que o nível de água em um trecho-chave da hidrovia, conhecido como Avanhandava, ficou um pouco abaixo do recomendado para a navegação.
O nível de chuvas abaixo do normal deixou um gargalo pelo segundo ano seguido na hidrovia Paraguai-Paraná, usada pela Vale como uma alternativa de transportes mais barata que estradas ou ferrovias. O transporte de cargas está no pior momento da série histórica, levantada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) desde 2010.
— A hidrovia Paraguai-Paraná também corre risco de parada de navegação — afirma o superintendente de performances da Antaq, José Renato Ribas Fialho, à Bloomberg. — As embarcações já estão transportanto uma capacidade menor que há um ano, o que aumenta o tempo e os cursos de transporte.
Caminhões de mineração estão lotando a principal rodovia da região e acidentes se tornaram frequentes, segundo Jesse do Carmo, presidente de um sindicato local de funcionários de mineradoras.
A Vale afirmou que está usando embarcações de baixo calado no rio, e também optou pelo transporte de minérios por rodovias e ferrovias de forma a atender os clientes dentro e fora do Brasil de forma segura e legal.
O Rio Madeira, hidrovia ao sul da Região Amazônica responsável por transportar grãos e oleaginosas, também passa por um período de secas superior ao esperado para esta época do ano.
A Transportes Bertolini, uma importante empresa de logística que opera na localidade, planeja reduzir as cargas pela metade, um mês antes que a estação seca do ano passado, afirmou o presidente da companhia, Irani Bertolini, em entrevista por telefone à Bloomberg.
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Afastar Bolsonaro é prioridade nacional - Alex Solnik
Por Alex Solnik

Além de colocar em dúvida, sem provas, a lisura do sistema eleitoral brasileiro, o que é crime de responsabilidade, e mentir desbragadamente, Bolsonaro cometeu, na sua live de ontem, um crime ainda maior.
Denunciou, também sem provas, uma suposta conspiração contra ele que estaria sendo orquestrada pelo presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, mancomunado com o ex-presidente Lula.
Mais grave ainda: convocou a população a ir às ruas em apoio ao seu delírio autoritário, na esperança de provocar tumulto e gerar “comoção grave de repercussão nacional” que justifique, de acordo com o artigo 137 da constituição federal, a decretação do estado de sítio e impossibilite a realização da eleição de 2022.
Depois de provocar centenas de milhares de mortes de brasileiros por incúria, negligência e irresponsabilidade no combate à covid-19, ocupa-se, agora, em matar a democracia, em vez de se debruçar sobre os graves problemas que o país enfrenta. Já percebeu que nas urnas será derrotado.
E não dá sinais de desistir nem mesmo se o Congresso derrubar o voto impresso.
Está cada vez mais claro que só teremos eleições livres, limpas e democráticas com ele fora do poder.
Afastar Bolsonaro antes de 2022 - seja por impeachment, doença ou renúncia - é prioridade nacional.
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Responsável pela alta do desemprego, Guedes ataca o IBGE: 'está na idade da pedra lascada'

247 - O ministro da Economia Paulo Guedes disse que o IBGE "está na idade da pedra lascada" ao questionar os dados da taxa de desemprego no país, que ficou em 14,6% no trimestre encerrado em maio. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que o país possui 14,6 milhões de desempregados.
“Nós criamos 300 mil empregos em junho (com base nos dados do Caged). Desde que a Covid nos atingiu, já criamos 2,5 milhões de novos empregos. A Pnad do IBGE está muito atrasada metodologicamente, pesquisa feita por telefone... É muito superior a metodologia do Caged, ela vem direto das empresas. Nós vamos ter inclusive que rever, acelerar os procedimentos do IBGE porque ele ainda está na idade da pedra lascada, baseada ainda em métodos que não são os mais eficientes. (Com o Caged), nós temos informações direto das empresas”, disse o ministro.
No entanto, o comparativo de Guedes não leva em conta os trabalhadores informais, já que o Caged considera apenas trabalhadores com carteira assinada, com base em dados enviados pelas empresas. As divulgações consideram sempre um único mês, calculando o saldo entre novas contratações e demissões.
Apesar de criticada pelo ministro, a Pnad é uma pesquisa qualitativa, pois traz um leque maior de informações como tipos de ocupação, trabalho formal e informal, trabalhadores por conta própria e até informações sobre o funcionalismo público. Diferente do do Caged, que é quantitativa.
Segundo reportagem do jornal O Globo, Guedes baseou sua fala nos dados divulgados nesta quinta-feira pelo Caged, que apontam para uma geração de 1,5 milhão de vagas formais no país entre janeiro e junho deste ano.
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Zambelli alfineta Felipe Neto sobre vacinação e toma invertida: “toma vergonha nessa cara, aliada de assassino”

247 - O youtuber Felipe Neto postou em suas redes sociais nesta sexta-feira (30) que irá se vacinar contra a Covid e na sequência a deputada Carla Zambelli comentou sua postagem, dizendo que ele deveria agradecer a Jair Bolsonaro pela imunização.
“Agradeça a Jair Bolsonaro e ao ministro Queiroga”, disse a extremista.
Neto, então, rebateu o comentário de Zambelli: “Prezada Carla Zambelli. Minha vacina será aplicada com absoluto atraso, graças à incompetência e corrupção do governo federal. Por que você não manda essa mensagem para as famílias dos 554 mil mortos no país?”, disparou.
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Bolsonaro, aos poucos, vai se assumindo como neonazista - Lejeune Mirhan
Por Lejeune Mirhan

Não posso deixar de manifestar o meu repúdio e asco de que uma deputada nazista alemã tenha sido recebida em palácio, por este que se apresenta como nosso presidente. Uma vergonha para nós no mundo inteiro.
A deputada Beatrix von Storch, membro do partido Alternativa para a Alemanha – cuja sigla é AfD esteve em visita ao Brasil a convite da deputada Bia Kicis, também ela uma neonazista. A deputada alemã é neta de Lutz Graf Schwerin von Krosigk, que foi o único ministro nazista que ficou com Hitler os 12 anos de poder (1933-1945).
Não é pelo fato dela ser neta de um avô nazista. No entanto, seus pais também são nazistas. Marine Le Pen na França, é filha do velho Jean Marie Le Pen, fundador do Front National (Frente Nacional) que é um partido fascista.
Vejamos a força desse partido na Alemanha: no parlamento federal, chamado de Bundestag, ele possui, hoje, 88 cadeiras de um total de 700 (ou seja 12,5%). Hoje no Brasil nenhum partido no Congresso Nacional tem esta porcentagem de cadeiras. Esse percentual aqui na Câmara dos Deputados equivaleria a ter 64 deputados, entre 513. O maior partido no Parlamento brasileiro hoje elegeu 10%, ou seja 54 deputados, que é o PT. O segundo foi o PSL com 52; o terceiro foi o PP de Ciro Nogueira com 38 vagas e o quarto foi o PSD do Kassab, com 35.
No Parlamento Europeu, a Alemanha tem 96 vagas e eles têm 11 eurodeputados (11,4%). Nos parlamentos regionais, equivalente às nossas assembleias legislativas estaduais, que têm 1868 cadeiras no total, eles elegeram 243. Não há uma região na Alemanha onde eles não tenham, pelo menos um deputado. Isto equivale a 13%.
Nós usamos o termo “fascista” para nos referirmos ao governo de Jair Bolsonaro. Mas, ele é mesmo um governo nazista ou neonazista. O termo fascista, talvez seja de maior compreensão, é o mesmo que dizer, de extrema-direita. O Nazismo é algo muito particular da Alemanha e que está banido lá. Mas, esse partido está crescendo. Na imprensa alemã eles usam o termo: neonazista. O partido não usa o símbolo da suástica, pois nem poderiam.
Esse partido Alternativa para a Alemanha, é o único monitorado 24 horas por dia, oficialmente, pelos órgãos de inteligência e policiais da Alemanha. Em todas as reuniões deles os agentes comparecem e não podem ser proibidos de assistir, gravar, porque o nazismo é proibido no país. A Ângela Merkel pode ser uma mulher de direita, mas é antinazista e antifascista.
Bolsonaro, de extrema-direita, é claramente nazista. Tem comprovações e documentos que ele produziu, durante seus 28 anos no Congresso. Ele tomou posse em janeiro de 1991, até dezembro de 2018 quando se elegeu presidente. Seus documentos eram publicados em sites nazistas no Brasil (1).
A pesquisadoras da Unicamp, Adriana Abreu Magalhães Dias, é provavelmente a maior estudiosa sobre o Nazismo no Brasil. Ela afirma que existem mais de 300 mil simpatizantes do neonazismo em nosso país na atualidade. Eles cresceram exponencialmente desde o crescimento da candidatura de Bolsonaro já em 2018. Portanto, nos últimos três anos cresceu muito.
Observando o ódio é o título da tese de doutorado da professora e pesquisadora da Unicamp. Essa tese marca os 15 anos de suas pesquisas de antropóloga. Ela analisou sites, blogs, fóruns e comunidades neonazistas na Internet e em outros tipos de documentos não digitais.
Para que se tenha uma ideia da real dimensão desse movimento neonazista no Brasil, a pesquisadora informa que o grupo Criatividade – o maior que ela identificou como neonazista no mundo – conta hoje com mais de dez milhões de membros no hemisfério Norte. Ele é apontado por estudiosos da área como responsável pelo grande avanço do neonazismo nos Estados Unidos. Avalia-se que tenha hoje por lá algo que varia de 500 mil a cerca de três milhões de adeptos.
Adriana diz que no Brasil, provavelmente os simpatizantes do nazismo cheguem à casa de mais de 300 mil. “Eu tenho medo de que o grupo Criatividade chegue ao país, por ser um movimento de cunho religioso, que não prega sobre ‘minha raça’ e sim sobre a ‘minha fé’, o que atrai muita gente. O fato é que nesse longo período de pesquisa vi uma explosão do movimento de extrema direita, bem como a situação se agravar e se radicalizar” (2).
É preciso deixar claro que Bolsonaro é antissemita e antijudeu, mas foi apoiado por grande parte da comunidade judaica no Brasil. A Hebraica do Rio de Janeiro o recebeu em campanha naquele momento em que ele fez a abjeta declaração do peso dos quilombolas e foi aplaudido pelos judeus cariocas. Acho que essa comunidade, ao menos em parte, já se arrependeu do apoio (3).
Se a deputada Bia Kicis, que trouxe a parlamentar alemã quisesse receber a deputada alemã, representando o Parlamento, ela até poderia estar no seu direito. Mas, o presidente, não poderia receber. O Nazismo é proibido no Brasil.
Quando Biden ganhou a eleição nos Estados Unidos no ano passado, eu publiquei uma postagem na minha página no Facebook. Eu dizia que Biden, antes mesmo de tomar posse em 20 de janeiro de 2021, teria que convocar, se corajoso fosse, uma reunião dos três grandes, chamando Xi Jinping da República Popular da China e Vladimir Putin da Federação Russa. Uma reunião tal qual ocorreu em 28 de novembro de 1943, a primeira de três reuniões que eles fariam, quando se reuniram EUA, Rússia e Inglaterra (4).
Eu propus um encontro como do de 1943 nas minhas redes sociais. Houve alguns comentários favoráveis e alguns contrários achando que eu estaria delirando e que isso nunca aconteceria. Mas, é precisa que ele aconteça, mais dia menos dia.
Eu acrescentei ainda que Biden deveria convidar não apenas Xi e Putin, mas também o presidente da República Islâmica do Irã, Hassan Rohani e o presidente da República Árabe da Síria, dr. Bashar Al-Assad, que é o maior líder árabe hoje do mundo, como se fosse um novo Gamal Abdel Nasser. Mas, o Biden não fará isso. Talvez não tenha a compreensão que Roosevelt e Churchil tiveram.
É por isso que Putin nos alertou quando ele fez seu discurso na reunião de Janeiro em Davos: “lembremos de 1933”. O que ele quis dizer com isso? Foi quando Hitler ganhou as eleições com 18 milhões de votos e os comunistas e social-democratas somados tiveram apenas 11 milhões de votos. E eu digo assim: “lembremos de 1943”, da primeira reunião dos grandes. Não precisamos chegar a um grande conflito mundial para concluirmos que temos que fazer uma ampla frente antifascista e antinazista no mundo (5).
A maior e mais prestigiosa entidade mundial de judeus, cuja sigla é ADL (Liga de Anti-Difamação, na sigla inglesa Anti-difamation League), que ficam monitorando jornais e noticiários para saber como está o antissemitismo no mundo, também emitiu nota dura contra esse fatídico encontro. Eu tenho minhas reservas contra essa entidade, mas foi muito importante o seu posicionamento. Foi uma nota muito dura de protesto (6).
Várias entidades judaicas no Brasil, entre elas o Observatório Judaico de Direitos Humanos, A Confederação Israelita do Brasil – CONIB; o Instituto Brasil Israel – IBI; o grupo Judeus pela Democracia entre quase uma dezena de outros grupos judaicos emitiram notas duras de protesto contra este triste episódio da história que o Brasil presenciou esta semana, quando o presidente da República Federativa do Brasil recebe no Planalto uma deputada nazista (7).
Mais recentemente, a própria pesquisadora da Unicamp, Drª Adriana Dias, ainda que ao acaso, deparou-se com um site em 2006, que publicava notícias sobre o desempenho parlamentar de Jari Bolsonaro e que este lhe enviava cartas de relações fraternas (8)
O pior em tudo isso é que, pelas notícias que pude ler após o fatídico encontro, ao que tudo indica, nem o partido neonazista da Alemanha, quer a qualquer aproximação com o neonazista que nos (des)governa. É o que diz matéria publicada pelo jornal Estadão nesta quarta-feira, dia 28 de julho de 2021, temendo um desgaste nas próximas eleições alemãs (9).
Devemos parar de adjetivar esse governo como fascista. Devemos tratá-lo pelo que ele é de fato, pela ideologia que ele abraça e cultiva há décadas. Bolsonaro dissimula o tempo todo. Mas, jamais poderá negar de forma categórica a sua admiração pelo nazismo de Hitler. Por isso, entre tantos outros fatores, devemos intensificar cada dia mais a campanha Fora Bolsonaro, reunindo a mais ampla frente de todas as correntes políticas, entidades, partidos, instituições que se unifiquem com apenas um ponto programático. Fora Bolsonaro!
Notas
1. Veja esta reportagem no The Intercept Brasil no endereço: <https://bit.ly/3rMYsMf>;
2. Leiam maiores informações no site da Unicamp neste endereço: <https://bit.ly/3ieHinE>;
3. Veja aqui as suas abjetas declarações: <https://bit.ly/3BVGRGL>;
4. Se quiser saber mais dessa conferência histórica, acesse este link: <https://bit.ly/3q848Pl>;
5. Caso queira assistir ao discurso integral com 47 minutos, com tradução simultânea para o espanhol, clique aqui: <https://bit.ly/3icYt9f>;
6. Veja aqui a reportagem sobre essa nota da ADL: <https://bit.ly/3xiAycx>;
7. Veja a reportagem e a lista de entidades neste site: <https://bit.ly/3fdaGbQ>;
8. Veja está notícia neste link: <https://bit.ly/3yg9vQG>;
9. Veja a reportagem citada neste link: <https://bit.ly/3ld8tRD>.
* Sociólogo, professor universitário (aposentado) de Sociologia e Ciência Política, escritor e autor de 17 livros (duas reedições ampliadas), é também pesquisador e ensaísta. Atualmente exerce a função de analista internacional, sendo comentarista da TV dos Trabalhadores, da TV 247, da TV DCM, do Iaras e Pagus, entre outros canais, todos por streaming no YouTube. Publica artigos e ensaios nos portais Vermelho, Grabois, Brasil 247, DCM, Outro lado da notícia, Vozes Livres, Oriente Mídia e Vai Ali. Todos os livros do Professor Lejeune podem ser adquiridos na Editora Apparte (www.apparteditora.com.br). Leia os artigos do Prof. Lejeune em seu site www.lejeune.com.br. E-mail: lejeunemgxc@uol.com.br e Zap é +5519981693145. Youtube: https://www.youtube.com/c/CanaldaGeopolítica; Facebook: https://www.facebook.com/ApparteLivrariaEditora; Facebook: https://www.facebook.com/professorlejeunemirhan/?ref=pages_you_manage; Twitter: https://twitter.com/lejeunemirhan?s=11; Instagram: https://instagram.com/lejeunemirhan?utm_medium=copy_link.
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Fintechs: não há “novo” na velha atividade de intermediação financeira - Roberto Moraes
Por Roberto Moraes

As Fintechs conhecidas a partir do acrônico que une os termos “finanças” e “tecnologia” parece algo novo, mas não é, ainda que seja um embarque na onda da inovação das plataformas digitais, Appficação, meios de pagamento digitais, internet banking, etc. Para facilitar a identificação do que fazem as fintechs são também chamadas de bancos digitais.
As fintechs são instrumentos recentes, mas seguem cobrando juros nos mesmos patamares dos "bancões tradicionais", embora ofereçam facilidades de abertura de conta e oferta de alguns serviços, bancados em grande parte pelos baixos custos que possuem na captação de dinheiro (depósito), que é um dos maiores custos da intermediação bancária. [1]
Bancos e fintechs na essência fazem intermediação bancária. Coleta recursos de terceiros e presta serviços e fornece créditos a outros. Não há segredo. Ambos vivem dos ganhos desta intermediação, independente dos recursos tecnológicos ou físicos de agências dos operadores de um ou outro.
A maior fintech no Brasil e uma das maiores do mundo, a Nubank, totaliza cerca de 5 mil funcionários e atende a quase 40 milhões de clientes, enquanto os dois maiores bancos tradicionais do Brasil estão na faixa de 90 mil bancários e milhares de agências para atender 98 milhões de clientes.
As fintechs vendem a ideia de que suas atuações visam os clientes e não os seus produtos, mas os bancos tradicionais há anos comercializam essa mesma fantasia. Porém, a questão vai muito para além do número de clientes e contas, em especial quando - em breve - o Banco Central abrir o compartilhamento de dados de todos os clientes de instituições financeiras.
O fato é que a luta entre o novo e o velho não parece ser a disputa principal e sim a permanente tendência de concentração (oligopolização). Esta tende permanecer, a despeito das fintechs prometerem que vieram para realizar a desejada desconcentração bancária no Brasil para livrar a população da ditadura dos bancos com seus juros estratosféricos e enormes margens de lucro. Reportagem de junho de 2021 do UOL destacou essa questão dos juros nas fintechs: “Competição com fintechs beneficia clientes de bancos, mas não derruba juros”. [2]
Há até quem tenha boa fé e acredite, mas isso não é real, o que permite interpretar que bancos tradicionais e fintechs seguem lucrando juntos, inclusive com os primeiros comprando os segundos como startups, no processo já conhecido de aquisições e concentração.
Aliás, duas das maiores fintechs do Brasil com acesso ao varejo de crédito, acabaram de receber, aportes em sociedade com bancões e fundos estrangeiros por conta do interesse em ter acesso a esse setor no Brasil líder na América Latina, aproveitando este momento de ampliação da digitalização bancária e dos esquemas de meio de pagamento e moedas digitais em todo o mundo.
Expansão das fintechs no Brasil
Em maio de 2021 um total de 1.158 fintechs já existiam e atuavam legalmente no Brasil, enquanto funcionavam menos de duas centenas de bancos, segundo dados do Banco Central. A expansão das fintechs se deu de forma mais expressiva entre 2014 e até 2018, quando surgiram 503 fintechs no país, mas seguem crescendo.
O surgimento, ampliação de atuação e adensamento das fintechs, vem ocorrendo na maior parte dos casos, com fortes aportes de capital de fundos financeiros, mas também de bancos tradicionais, que tentam assim não perder o controle sobre o setor de varejo da intermediação financeira. Só nos últimos anos mais de US$ 4,5 bilhões foram investidos em fintechs no Brasil.
As sedes das fintechs, assim como os bancos tradicionais, estão instalados no centro da maior economia do país, a região Sudeste, onde concentram-se 72% delas. As fintechs de maior porte estão classificadas como meios de pagamento, mas o nicho de atuação delas é mais amplo.
A consultoria Distrito que acompanha o movimento das startups no Brasil classifica as fintechs em 14 diferentes categorias. Entre parênteses a quantidade em maio de 2021: a) Meios de Pagamento (174); b) Crédito (157); c) Back Office (153); d) Cartões (98); e) Serviços Digitais (96); f) Criptomoedas (87); g) Risco e Compliance (78); h) Tecnologia (77); i) Investimentos (70); j) Fidelização (48); k) Crowfunding (40); l) Finanças Pessoais (39); m) Dívidas (22); n) Câmbio (19).
A rápida expansão do número de fintechs, a diversidade e os focos de atuação delas dentro do espectro da intermediação financeira, reflete o peso da dominação tecnológica neste sensível setor. O uso expandido das plataformas digitais e dos aplicativos como instrumentos de intermediação que ligam as pontas entre quem tem dinheiro e quem precisa de crédito é central para a expansão deste tipo de negócio.
Esses elementos tornam as fintechs um modelo de negócio que ao mesmo tempo em que ajuda a desburocratizar o setor, com menores exigências na aberturas de contas e movimentação financeira, também trabalha com custos de captação e oferta de crédito mais baixos entre outras facilidades. Além disso, é também um instrumento muito menos controlado e regulado pelas autoridades monetárias.
Todos estes fatos ajudam também a explicar porque o Nubank hoje já é a quinta instituição financeira mais valiosa no Brasil e um dos maiores bancos digitais do mundo, tendo hoje a um valor de mercado de US$ 30 bilhões, 50% acima do tradicional Banco do Brasil cotado também em junho passado a US$ 20 bilhões. Na lista das dez instituições financeiras com maior valor de mercado no Brasil estava, além da Nubank, a XP, a Stone (hoje com capital da GloboPar) e PagSeguro que é uma Fintech controlada pelo grupo Folha de São Paulo/UOL. [3] [4]
A digitalização das finanças e a desregulação do setor
O que está vindo pela frente é uma explosão da digitalização das finanças, exatamente o espaço onde atuam as fintechs. Essa articulação tem a ver com os fluxos e a intermediação financeira, mas também em especial com meios de pagamento (pós-cartão) e com o uso intensivo da Inteligência Artificial (IA) e os Big Datas (BD). Com o open banking - plataforma que o Banco Central (BC) disponibilizará – haverá o compartilhamento de informações financeiras de crédito e compras dos bancos tradicionais dos correntistas para uso universal e aí a IA será ainda mais importante.
A baixa regulação tende a aumentar os riscos. O mercado de capital já se vangloria ao se dizer que é um setor autorregulado, sem se importar com a CVM. A tendência é que as fintechs escancarem cada vez mais a desregulação do setor impondo mais riscos na mesma lógica de que o mercado se autorregula e sem conseguir limitar a oligopolização que virá pela frente.
Isso não é discurso crítico desta lógica apenas. Quem já vem alertando há algum tempo para esse problema no plano global é o FSB (Conselho das Entidades Financeira), nada mais e nada menos que órgão que trata da estabilidade financeira em nome do G-20. Desde 2018, o FSB vem chamando a atenção para o “open banking” e para as fintechs dizendo que elas possuem regulações limitadas nos seus estados-nação, também por conta das relações que elas possuem com o poder das Big Techs (PESSANHA, 2019, p.166-168). [5]
É ainda importante reconhecer que a ampliação do surgimento das fintechs acontece no âmbito do processo de startupização que se desenrola no Brasil e no mundo, onde investidores descobriram uma fórmula de investir praticamente sem riscos. Na última década, o número de startups no Brasil se multiplicou em mais de 20 vezes.
A busca pela desconcentração bancária nos país é um movimento correto, mas pode ser uma ilusão, diante do que se conhece em termos da histórica concentração e oligopolização do setor financeiro no Brasil e no mundo, onde o capital global aspira os excedentes nacionais em busca de lucros cada vez maiores.
Dominação tecnológica amplia a hegemonia financeira
Esse processo passa pela atual dominação tecnológica. O poder da tecnologia é um fator importante para o atual deslocamento do capitalismo para a criação de uma nova etapa do Modo de Produção Capitalista que também acontece de forma ainda mais acelerada e potente sobre o setor de intermediação financeira.
Com as plataformas e as finanças digitais se une mais facilmente o mercado de capitais, os fundos financeiros, o varejo do crédito, permitindo ainda um maior enlace entre capitais globais e nacionais. As fintechs caem perfeitamente como uma luva para os movimento dos fundos financeiros já profundamente imbricado ao mercado de capitais (títulos, câmbio e ações) e enlaçando forma transescalar o capital global e aos capitais nacionais.
Neste percurso temos assistido a um controle mais amplo do mercado (esse ente abstrato, mas que age de forma concreta com uma grande máquina calculadora, subtraindo de um lado e acumulando em outro) sobre a política econômica em todos os setores. Porém, agora de forma especial se vê ainda mais claramente, o mercado financeiro também definindo, direcionando e controlando o crédito e assumindo o protagonismo que antes era do Estado.
É evidente que esquema que está se ampliando em velocidade colossal se aproveitando das fragilidades dos Estados-nações e do domínio das gigantes da tecnologia que já atuam como Estados-Plataformas (LEVY, Pierri, 2020). [6]
Tenho insistido em denominar esse processo como “dominação tecnológica que amplia a hegemonia financeira”. Não é aceitável que essa intermediação financeira e o setor bancário continuem atuando de forma tão desregulada, permitindo a livre circulação do capital fictício que extrai cada vez mais porções de valor (e renda) da economia real, precarizando o trabalho e transitando livremente de maneira transfronteiriça. [7]
Essa lógica neoliberal em que o mercado assume o protagonismo precisa ser repensada. Os EUA, internamente, já identificou a necessidade de controlar esse protagonismo do mercado com o Estado a reboque. Não chega a ser o que faz a China com sua regulação agora maior sobre a relação entre suas gigantes de tecnologia e seu setor financeiro. A União Europeia com a Alemanha à frente, também começa a repensar essa lógica fiscalista, de Estado mínimo da lógica neoliberal na formulação de suas políticas.
Aliás, foi o setor público que impediu a quebra das empresas na crise do subprime 2008/2009 e também agora, no auge da pandemia. Assim, não faz nenhum sentido que o fundo público sirva apenas para alimentar os donos dos dinheiros nas fases de colapso dos ciclos econômicos.
É preciso que observemos melhor o que está em curso. Estas investigações não podem servir apenas às pesquisas acadêmicas e sim estar a serviço do esforço para realizar transformações nas relações com a sociedade. É necessário ainda ser mais ousado e ir para além das mudanças periféricas e normativas deste mercado predador do capitalismo da gestão de ativos. E nesse sentido, o setor das finanças, como centro dinâmico do capitalismo contemporâneo, urge por observações e transformações a favor da maioria da sociedade.
Referências:
[1] PESSANHA, Roberto Moraes. Blog do autor e Portal 247 em 13 jul. 2021. Nubank é reflexo da dominação tecnológica em meio à hegemonia financeira. Disponível em: https://www.brasil247.com/blog/nubank-e-reflexo-da-dominacao-tecnologica-em-meio-a-hegemonia-financeira ou disponível em: http://www.robertomoraes.com.br/2021/07/nubank-e-reflexo-da-dominacao.html
[2] Matéria da UOL em 1 jun. 2021. BOMFIM, Mariana. Competição com fintechs beneficia clientes de bancos, mas não derruba juros. Disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/06/01/fintechs-bancos-competicao-juros.htm?fbclid=IwAR1lUcKrv3xbUjkCkjy5tgVGIMSk2P2sUSli12pGY8YjuDnDdhExmrjpFmA
[3] PESSANHA, Roberto Moraes. Blog pessoal em 9 jun. 2021. A ilusão da desconcentração do setor financeiro brasileiro criada com o caso Nubank. Disponível em: http://www.robertomoraes.com.br/2021/06/a-ilusao-da-desconcentracao-do-setor.html
[4] PESSANHA, Roberto Moraes. Blog pessoal em 9 jun. 2021. Caso Nubank e o setor bancário mostram aumento do protagonismo dos grupos financeiros privados no Brasil. Disponível em: http://www.robertomoraes.com.br/2021/06/o-caso-nubank-e-o-setor-bancario.html
[5] PESSANHA, Roberto Moraes. A ‘indústria’ dos fundos financeiros: potência, estratégias e mobilidade no capitalismo contemporâneo. Rio de Janeiro: Consequência, 2019.
[6] LEVY, Pierre. Entrevista ao valor em 23 out. 2020. FERNANDES, Daniela. “Gigantes da web são novo Estado’, diz Pierre Lévy. Google, Apple, Facebook, Amazon dominam infraestruturas e detêm poder que vai além do econômico, segundo filósofo Pierre Lévy. Disponível em: https://valor.globo.com/eu-e/noticia/2020/10/23/gigantes-da-web-sao-novo-estado-diz-pierre-levy.ghtml ou as ferramentas oferecidas na página.
[7] PESSANHA, Roberto Moraes. Blog do autor e Portal 247 em 4 jun. 2021. Capitalismo sob a hegemonia financeira e o poder no Brasil atual. Disponível em: https://www.brasil247.com/blog/capitalismo-sob-a-hegemonia-financeira-e-o-poder-no-brasil-atual ou disponível: http://www.robertomoraes.com.br/2021/06/capitalismo-sob-hegemonia-financeira-e.html
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Os índios não têm alma? - Tarso Genro
Por Tarso Genro

Por Tarso Genro
“Eu não sonho com o sucesso, simplesmente acordo cedo e trabalho para conquistá-lo.” É o bilhete que recebo no semáforo, do jovem negro que desliza como um bailarino entre automóveis sedentos de espaço, na cidade que não vai demorar a se recolher. A cidade formal vai se defender das estrelas frias que apascentam a noite de julho, mas aquele que acorda cedo “para conquistar o sucesso”, certamente dormirá num barraco frio nos limites do arrabalde encardido.
Suponho que o bailarino da esquina sequer tomou conhecimento do incêndio da estátua do corajoso caçador de índios e a sua dança urbana arriscada – que reproduz o risco dos seus antepassados para sobreviver nas hostilidades da terra – se move numa neblina entre dois tempos, hoje só esboçados: o tempo da barbárie programada do corpo que explora a si mesmo e o tempo do sucesso represado pela dor.
Entre os traficantes que sabem aproveitar os aviões da Presidência e a cidade formal está a outra cidade: do arrabalde invisível, que só aparece nas crônicas policiais quando os pequenos traficantes matam e se matam nos becos escuros, livres para morrer ou para sonhar. Os Lehmans da vida e os agentes das publicidades oficiais andam em busca dos empresários que criaram na ficção neoliberal, como ideia dos autônomos sem rumo que transformaram, inconscientemente, o seu movimento nas esquinas em fracasso pornográfico da política do neoliberalismo.
O recado do bilhete é a “ironia objetiva” do lutador pela vida, desesperado pelo emprego que desapareceu, pelos filhos, irmãos, mães, que se desintegraram na maré neoliberal. A maré que ergueu a mais espessa neblina da história republicana, que fechou a paisagem dos direitos e transformou o trabalho no embuste que todos podem ser empresários de si mesmos. Acordar cedo para conquistar o sucesso, no caso, é deixar na haste do espelho dois “Torrones” – por dois reais – mobilizando o corpo entre os carros que dominam a cidade.
Sobre o projeto a “ponte para o futuro” de Michel Temer, ora gerenciado pelo grupo cívico-militar bolsonariano, Leda Paulani escreveu: “a única conclusão que se pode chegar é que a ponte que assim se constrói é uma ponte para o abismo no qual se precipitará o país, refém de interesses específicos e de uma riqueza privada que busca o alcance dos próprios objetivos a qualquer custo, mesmo que isso implique lançar 200 milhões de brasileiros no perigoso vazio da anomia social, da qual o modelo conciliatório anterior tentava escapar”.
O perigoso vazio de anomia aí está, pois a barbárie foi naturalizada (com a ajuda da mídia que apoiou o Golpe), abrigada nos fundamentos éticos do período. Eles estão inscritos especialmente em dois episódios, protagonizados pelo líder tenebroso: uma fala, “não sou coveiro”; e um “arfar psicótico”, quando imita a falta de ar de um condenado pela doença que ele mesmo liberou.
É tentador contrastar aquela conclusão de Leda Paulani com o estranho incêndio da estátua de Borba Gato, ato que não recomendaria por razões políticas, mas que certamente ajuda a desvestir a moralidade fascista de determinados setores direitistas, que não gostam de ver estátuas queimadas, mas que não se importam de conviver com os incêndios coletivos provocados por políticas de extinção dos humanos. A “compaixão”, que segundo Faulkner deveria manter os seres humanos inteiros na sua jornada infinita de afirmação e desafios, não existe no bolsonarismo, fulminada pelas premissas amorais daquela “fala” e naquele “arfar” assassino.
A parte final do texto de Leda Paulani, na excelente obra coletiva Por que gritamos Golpe? (Boitempo) traz uma conclusão extraordinária para os historiadores do futuro avaliarem as dimensões subjetivas da crise econômica do tempo presente, no exato momento em que o ENEM tem o seu mais baixo índice de inscrição desde 2005!
A constatação de Leda, cinco anos atrás, mostra que a crise material se instalou plenamente na moralidade dominante – em determinados circuitos de opinião intelectual e política – mudando-a rapidamente, para colocá-la – sem mover um músculo das faces cínicas que lhe seguem – a serviço da naturalização do fascismo.
Ao se indignarem com o incêndio da estátua de “Borba Gato”, ao mesmo tempo recusam ver as conexões do Golpe contra Dilma com a morte e a fome (que estão no cotidiano de milhões), estas pessoas excluíram do seu horizonte de humanidade as mulheres e os homens mais explorados do povo, que seriam – depois do Golpe – assediadas pela fome e pela doença. É a síndrome “Borba Gato”, que supõe que destruir a estátua de um caçador de índios é um pecado cívico, mas que apoiar um genocida e seus asseclas é sinal de “bom gosto” da razão decadente.
As almas dos índios assassinados também não se importaram com o incêndio da estátua. Ou os índios não têm alma?
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Calígula, Eduardo Paes e o funeral festivo em homenagem à cidade maravilhosa - Ricardo Nêggo Tom
Por Ricardo Nêggo Tom
Caio Júlio Cesar Augusto Germânico, ou, simplesmente, Calígula, foi um Imperador romano da dinastia júlio-claudiana que ficou conhecido por sua extravagância, crueldade e perversão. Segundo a história, os seus primeiros atos como Imperador foram de grande generosidade para com o povo e seu exército, embora motivados por interesses políticos. Uma dessas benesses, eram os luxuosos espetáculos que ele resolveu promover para o entretenimento das massas. Como, por exemplo, o combate entre gladiadores que lotavam as arenas e os coliseus romanos.
A figura de Calígula me foi evocada, após ler uma notícia dando conta de que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, planeja celebrar o “fim da pandemia” com quatro dias de festa, bastante alegria e muito dinheiro público envolvido. A programação prevê fechamento de ruas para o trânsito, eventos em polos gastronômicos, iluminação, projeção e apresentações musicais, DJ’s espalhados pela orla da cidade, orquestra nos Arcos da Lapa, jogos de botequim, ponto facultativo, entre outras celebrações que o atual momento econômico e social da cidade, segundo ele, carece.
Entre mortos, feridos, desempregados, famintos, desesperados e centenas de desalojados que ocupam as ruas da cidade, o prefeito talvez queira promover um grande funeral festivo para os mortos-vivos que habitam a cidade. Um evento que Incitato assinaria a produção aos relinchos. Apesar de tão extravagante quanto, Eduardo Paes é um gestor que o Imperador romano nunca foi. Seu conhecimento da administração pública é elogiável e indiscutível. O que torna as suas extravagâncias, quase que uma perversão.
Quem anda pelas ruas da cidade, percebe a olho nu o caos que graça sobre ela. A população em situação de rua, se confunde com as calçadas da metrópole que um dia já foi maravilhosa. Em seus dois últimos mandatos, Paes efetuou obras faraônicas que hoje têm muito pouca utilidade para a população. Obras públicas, com fins privados. Mas eu só queria saber mesmo, o que o prefeito tem tanto a comemorar, uma vez que a cidade não aparenta estar sob a mesma euforia. Há também a proposição de um novo feriado para 2022. O dia do reencontro, a ser comemorado em 02 de setembro.
Seria muito bom se esse dia do reencontro fosse com a noção que o prefeito perdeu. Se é que a teve algum dia. Em tempos de naturalização do mal e banalização da vida, Eduardo Paes coloca a sua vaidade acima do respeito aos cidadãos cariocas que o elegeram. Tal como Calígula, não me assustaria se ele erguesse um monumento à si mesmo e o colocasse no lugar do Cristo Redentor como novo símbolo da cidade. Torço, sinceramente, para que a sanidade administrativa lhe seja restaurada e esse “pão e circo” com gosto de sangue e cheiro de morte seja cancelado.
Espero que Eduardo Paes não tenha um cavalo...
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Janaina diz que havia mais motivos para impeachment de Dilma do que de Bolsonaro
Uma das autoras do pedido de impeachment que resultou no golpe de estado contra Dilma Rousseff, a deputada bolsonarista defendeu que o crime de responsabilidade fiscal pelo qual a presidente foi condenada foi um mero um "expediente” para afastar o PT do poder

247 - A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) disse, em entrevista publicada pela revista Veja, que havia mais motivos para o impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016 do que há hoje para se pedir o afastamento do atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Uma das autoras do pedido de impeachment que afastou Dilma da presidência em 2016, com o golpe de estado baseado em “pedaladas fiscais”, Janaína citou aspectos dos 13 anos que o PT ficou no poder e disse que o crime de responsabilidade fiscal pelo qual a presidente foi condenada foi um mero "expediente”.
"Sim, com certeza (havia mais motivos para impeachment de Dilma). Foram treze anos de desmandos, de bilhões saindo do BNDES para empresários escolhidos, de dinheiro remetido ao exterior para obras que não tinham impacto no âmbito nacional. As pedaladas foram um expediente fiscal para encobrir esses bilhões", disse.
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“Estátua não tem sangue. Quem tem sangue são os negros e indígenas”, diz Cynara Menezes
Em entrevista à TV 247, a jornalista saiu em defesa do grupo de jovens negros das favelas de São Paulo que ateou fogo na estátua do bandeirante Borba Gato: “é um absurdo que aqui no Brasil ainda se homenageie assassinos”. Assista



247 - A jornalista Cynara Menezes, em entrevista à TV 247, saiu em defesa do grupo de jovens negros das favelas de São Paulo que ateou fogo na estátua do bandeirante Borba Gato no sábado (24), na região de Santo Amaro, zona sul da capital paulista.
Ela se disse a favor de movimentos de derrubada de estátuas de “genocidas”. “Eu sou totalmente a favor de derrubar a estátua. Sou totalmente a favor. Minha posição é antiga, não é nova. Eu acho que não faz o menor sentido a gente ter monumentos de genocidas no centro de nossas cidades e para mim foi tarde que chegou esse movimento ao Brasil. Nos outros países já acontece há muito tempo”.
A jornalista defendeu uma revisão de homenagens a figuras como Borba Gato e relembrou práticas condenáveis dos bandeirantes, tão idolatrados no estado de São Paulo. “Gente, a história é dinâmica. É um absurdo que aqui no Brasil ainda se homenageie assassinos como os bandeirantes. Não tem outro lado para os bandeirantes, não existe isso. Os bandeirantes tinham dezenas de mulheres indígenas, eles estupravam mulheres indígenas, eles assassinavam mulheres indígenas. Não tem a menor condição da gente defender isso. Grande coisa tocar fogo em uma estátua. As estátuas são indestrutíveis, estátua não tem sangue, quem tem sangue é o povo preto e indígena. Parece que as pessoas se preocupam menos com esse povo preto e indígena do que com estátuas”.
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Lelê Teles: "Bolsonaro é um necrarca, um senhor da morte"
Para o jornalista, que também é colunista do Brasil 247, “Bolsonaro é genocida porque usa a sua política econômica para matar pobres, em sua maioria, pretos, pardos e indígenas”. Ele também acha que o interesse de Bolsonaro “com a morte é financeiro”. Assista sua entrevista na TV 247. Assista



247 - Autor do texto “Lázaro, o leproso”, sobre o caso Lázaro Barbosa, o homicida de Goiânia, que motivou ataques da extrema direita, o jornalista, publicitário e roteirista Lelê Teles foi o convidado de Ricardo Nêggo Tom nesta edição do programa “Um Tom de resistência” na TV 247. Sobre a polêmica causada pelo artigo entre os Bolsonaros, ele avalia que “eles não conseguiram compreender nada” do que escreveu. “Eles tentaram imputar à esquerda a defesa de bandidos. O que eu fiz foi uma análise sobre um assunto que estava sendo tratado de forma espetacularizada e fora de contexto. O Lázaro que usei como analogia não é o mesmo que foi ressuscitado por Jesus Cristo. Eu me referi ao Lázaro, o leproso, o mendigo que ficava às portas de um milionário, sentado na escada recebendo as migalhas que caíam da mesa desse homem rico. Nessa época, os leprosos eram excluídos da sociedade. Só os cães iam lamber as suas feridas. E eu quis mostrar as chagas e as feridas que o Lázaro Barbosa queria mostrar para a sociedade”, explica.
Lelê lembra a infância e o passado conturbados que Lázaro viveu, e identifica as “feridas” que o transformaram num homem. “A sua mãe o teve com apenas 17 anos de idade, os pais eram desajustados, brigavam o tempo todo. Ele trabalhava pesado na zona rural, e a grana que ele levava para casa o pai usava para comprar bebida e, sob o efeito delas, bater nos filhos. Lázaro acabou cometendo crime e admitiu isso. Só que ele foi preso por um crime de estupro que ele não havia cometido, e na cadeia ele foi estuprado com um cabo de vassoura por um policial. Isso gerou nele vários traumas. Provou-se mais tarde que Lázaro não era um serial killer, mas sim um jagunço contratado por fazendeiros para matar pessoas”, descreveu. Ele também fez uma comparação entre os serviços que Lázaro prestava aos fazendeiros e a atuação de milicianos nas áreas urbanas da cidade. “O carrasco parece que é o assassino do bem. Esses bolsonaristas andam armados e pregam o uso de armas. E uma arma não serve para se defender, serve para atacar. Eu não sei a quem eles tanto temem para terem que se defender.”
O roteirista critica o aumento nas vendas de armas de fogo sob o governo Bolsonaro. “Vendeu-se mais de dois milhões de armas no Brasil desde que Bolsonaro assumiu o poder. O próprio Bolsonaro fala que tem que matar pessoas. É ‘matar pelo menos uns 30 mil’, é ‘metralhar a petralhada’, os caras falam em morte o tempo inteiro, elogia quando a polícia mata e depois criticam e condenam o assassino pobre. É uma leitura enviesada da realidade. Porque o bolsonarismo não se caracteriza apenas por negar a realidade. Eles querem reconstruir a realidade, criando uma realidade paralela e dizendo que a realidade é mentira, e que a mentira é a realidade”. As políticas adotadas pelo governo Bolsonaro foram alvo de críticas por parte de Lelê Teles. Perguntado se Bolsonaro pode ser considerado um genocida, ele respondeu que “sim e não”. “Se formos categorizá-lo como genocida, por conta da pandemia de Covid-19, eu acho que o termo é incorreto. Por isso que eu o chamo de necrarca. Um senhor da morte.”
Lelê explica a diferença avaliando que “o genocídio se caracteriza pelo assassinato deliberado de um grupo étnico, social ou religioso. É a morte com foco. A Covid já matou amigos do Bolsonaro, inclusive pastores evangélicos que o apoiavam, o seu ‘gado’ anda sem máscara nas ruas e muita gente de várias classes sociais já morreram. Então, nesse quesito não podemos chamá-lo de genocida, e sim de necrarca. Porque ele é responsável pela maioria dessas mortes. Agora, se formos às questões econômicas do seu governo, podemos chamá-lo de genocida. Quando ele usa a sua política econômica para matar pobres, ele está sendo genocida, porque ele está matando pretos e pardos especificamente. Quando ele usou uma política indigenista que permite a ocupação de terreiros para garimpagem, ele está sendo genocida, por estar atacando distintamente a uma etnia, a um povo específico. Quanto à gestão da pandemia, ele está sendo um necrarca. Porque para ele, quanto mais pessoas morrerem, mais haverá necessidade de remédios, mais caros os remédios vão ficando, mais fácil fica a propina. O seu interesse com a morte é financeiro. A família Bolsonaro se alimenta da morte, porque ela faz com que eles continuem vivos. Eles ganham dinheiro com a morte. São senhores da morte.”
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Mariana Godoy detona Bolsonaro no Fala Brasil da Record TV: “Live bizarra” (vídeo)
A jornalista narrou ainda, visivelmente contrariada com as posições de Bolsonaro, críticas que ele fez ao presidente do TSE, Luís Roberto Barroso



Portal Forum - A âncora do Fala Brasil, da Record TV, Mariana Godoy, se referiu à Live de Jair Bolsonaro, nesta quinta-feira (29) como “bizarra”. A jornalista narrou ainda, visivelmente contrariada com as posições do presidente, as críticas que Bolsonaro fez ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso.
“O presidente Jair Bolsonaro insistiu, durante uma live bizarra, que a urna eletrônica facilita fraude nas eleições. Bolsonaro também criticou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, que é contrário à proposta de um voto impresso”, disse a apresentadora.
Leia a íntegra da matéria no portal Forum
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“Estátua NÃO tem SANGUE. Quem tem SANGUE são os NEGROS e INDÍGENAS”, diz Cynara Menezes
Em entrevista à TV 247, a jornalista saiu em defesa do grupo de jovens negros das favelas de São Paulo que ateou fogo na estátua do bandeirante Borba Gato: “é um absurdo que aqui no Brasil ainda se homenageie assassinos”. Assista
9247 - A jornalista Cynara Menezes, em entrevista à TV 247, saiu em defesa do grupo de jovens negros das favelas de São Paulo que ateou fogo na estátua do bandeirante Borba Gato no sábado (24), na região de Santo Amaro, zona sul da capital paulista.
Ela se disse a favor de movimentos de derrubada de estátuas de “genocidas”. “Eu sou totalmente a favor de derrubar a estátua. Sou totalmente a favor. Minha posição é antiga, não é nova. Eu acho que não faz o menor sentido a gente ter monumentos de genocidas no centro de nossas cidades e para mim foi tarde que chegou esse movimento ao Brasil. Nos outros países já acontece há muito tempo”.
A jornalista defendeu uma revisão de homenagens a figuras como Borba Gato e relembrou práticas condenáveis dos bandeirantes, tão idolatrados no estado de São Paulo. “Gente, a história é dinâmica. É um absurdo que aqui no Brasil ainda se homenageie assassinos como os bandeirantes. Não tem outro lado para os bandeirantes, não existe isso. Os bandeirantes tinham dezenas de mulheres indígenas, eles estupravam mulheres indígenas, eles assassinavam mulheres indígenas. Não tem a menor condição da gente defender isso. Grande coisa tocar fogo em uma estátua. As estátuas são indestrutíveis, estátua não tem sangue, quem tem sangue é o povo preto e indígena. Parece que as pessoas se preocupam menos com esse povo preto e indígena do que com estátuas”.
Zambelli alfineta Felipe Neto sobre vacinação e toma invertida: “toma vergonha nessa cara, aliada de assassino”

Felipe Neto postou que irá se vacinar contra a Covid e na sequência Carla Zambelli comentou:
“Agradeça a Jair Bolsonaro e ao ministro Queiroga”, disse a extremista.
Felipe Neto, então, rebateu:
“Minha vacina será aplicada com absoluto atraso, graças à INCOMPETÊNCIA e CORRUPÇÃO do GOVERNO federal.
Por que você não MANDA essa mensagem para as FAMÍLIAS dos 554 mil mortos no país?”, disparou.
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BOLSONARO, aos poucos, vai se ASSUMINDO como NEONAZISTA

Não posso deixar de manifestar o meu repúdio e asco de que uma deputada nazista alemã tenha sido recebida em palácio, por este que se apresenta como nosso presidente. Uma vergonha para nós no mundo inteiro.
A deputada Beatrix von Storch, membro do partido Alternativa para a Alemanha – cuja sigla é AfD esteve em visita ao Brasil a convite da deputada Bia Kicis, também ela uma neonazista. A deputada alemã é neta de Lutz Graf Schwerin von Krosigk, que foi o único ministro nazista que ficou com Hitler os 12 anos de poder (1933-1945).
Não é pelo fato dela ser neta de um avô nazista. No entanto, seus pais também são nazistas. Marine Le Pen na França, é filha do velho Jean Marie Le Pen, fundador do Front National (Frente Nacional) que é um partido fascista.
Vejamos a força desse partido na Alemanha: no parlamento federal, chamado de Bundestag, ele possui, hoje, 88 cadeiras de um total de 700 (ou seja 12,5%). Hoje no Brasil nenhum partido no Congresso Nacional tem esta porcentagem de cadeiras. Esse percentual aqui na Câmara dos Deputados equivaleria a ter 64 deputados, entre 513. O maior partido no Parlamento brasileiro hoje elegeu 10%, ou seja 54 deputados, que é o PT. O segundo foi o PSL com 52; o terceiro foi o PP de Ciro Nogueira com 38 vagas e o quarto foi o PSD do Kassab, com 35.
No Parlamento Europeu, a Alemanha tem 96 vagas e eles têm 11 eurodeputados (11,4%). Nos parlamentos regionais, equivalente às nossas assembleias legislativas estaduais, que têm 1868 cadeiras no total, eles elegeram 243. Não há uma região na Alemanha onde eles não tenham, pelo menos um deputado. Isto equivale a 13%.
Nós usamos o termo “fascista” para nos referirmos ao governo de Jair Bolsonaro. Mas, ele é mesmo um governo nazista ou neonazista. O termo fascista, talvez seja de maior compreensão, é o mesmo que dizer, de extrema-direita. O Nazismo é algo muito particular da Alemanha e que está banido lá. Mas, esse partido está crescendo. Na imprensa alemã eles usam o termo: neonazista. O partido não usa o símbolo da suástica, pois nem poderiam.
Esse partido Alternativa para a Alemanha, é o único monitorado 24 horas por dia, oficialmente, pelos órgãos de inteligência e policiais da Alemanha. Em todas as reuniões deles os agentes comparecem e não podem ser proibidos de assistir, gravar, porque o nazismo é proibido no país. A Ângela Merkel pode ser uma mulher de direita, mas é antinazista e antifascista.
Bolsonaro, de extrema-direita, é claramente nazista. Tem comprovações e documentos que ele produziu, durante seus 28 anos no Congresso. Ele tomou posse em janeiro de 1991, até dezembro de 2018 quando se elegeu presidente. Seus documentos eram publicados em sites nazistas no Brasil (1).
A pesquisadoras da Unicamp, Adriana Abreu Magalhães Dias, é provavelmente a maior estudiosa sobre o Nazismo no Brasil. Ela afirma que existem mais de 300 mil simpatizantes do neonazismo em nosso país na atualidade. Eles cresceram exponencialmente desde o crescimento da candidatura de Bolsonaro já em 2018. Portanto, nos últimos três anos cresceu muito.
Observando o ódio é o título da tese de doutorado da professora e pesquisadora da Unicamp. Essa tese marca os 15 anos de suas pesquisas de antropóloga. Ela analisou sites, blogs, fóruns e comunidades neonazistas na Internet e em outros tipos de documentos não digitais.
Para que se tenha uma ideia da real dimensão desse movimento neonazista no Brasil, a pesquisadora informa que o grupo Criatividade – o maior que ela identificou como neonazista no mundo – conta hoje com mais de dez milhões de membros no hemisfério Norte. Ele é apontado por estudiosos da área como responsável pelo grande avanço do neonazismo nos Estados Unidos. Avalia-se que tenha hoje por lá algo que varia de 500 mil a cerca de três milhões de adeptos.
Adriana diz que no Brasil, provavelmente os simpatizantes do nazismo cheguem à casa de mais de 300 mil. “Eu tenho medo de que o grupo Criatividade chegue ao país, por ser um movimento de cunho religioso, que não prega sobre ‘minha raça’ e sim sobre a ‘minha fé’, o que atrai muita gente. O fato é que nesse longo período de pesquisa vi uma explosão do movimento de extrema direita, bem como a situação se agravar e se radicalizar” (2).
É preciso deixar claro que Bolsonaro é antissemita e antijudeu, mas foi apoiado por grande parte da comunidade judaica no Brasil. A Hebraica do Rio de Janeiro o recebeu em campanha naquele momento em que ele fez a abjeta declaração do peso dos quilombolas e foi aplaudido pelos judeus cariocas. Acho que essa comunidade, ao menos em parte, já se arrependeu do apoio (3).
Se a deputada Bia Kicis, que trouxe a parlamentar alemã quisesse receber a deputada alemã, representando o Parlamento, ela até poderia estar no seu direito. Mas, o presidente, não poderia receber. O Nazismo é proibido no Brasil.
Quando Biden ganhou a eleição nos Estados Unidos no ano passado, eu publiquei uma postagem na minha página no Facebook. Eu dizia que Biden, antes mesmo de tomar posse em 20 de janeiro de 2021, teria que convocar, se corajoso fosse, uma reunião dos três grandes, chamando Xi Jinping da República Popular da China e Vladimir Putin da Federação Russa. Uma reunião tal qual ocorreu em 28 de novembro de 1943, a primeira de três reuniões que eles fariam, quando se reuniram EUA, Rússia e Inglaterra (4).
Eu propus um encontro como do de 1943 nas minhas redes sociais. Houve alguns comentários favoráveis e alguns contrários achando que eu estaria delirando e que isso nunca aconteceria. Mas, é precisa que ele aconteça, mais dia menos dia.
Eu acrescentei ainda que Biden deveria convidar não apenas Xi e Putin, mas também o presidente da República Islâmica do Irã, Hassan Rohani e o presidente da República Árabe da Síria, dr. Bashar Al-Assad, que é o maior líder árabe hoje do mundo, como se fosse um novo Gamal Abdel Nasser. Mas, o Biden não fará isso. Talvez não tenha a compreensão que Roosevelt e Churchil tiveram.
É por isso que Putin nos alertou quando ele fez seu discurso na reunião de Janeiro em Davos: “lembremos de 1933”. O que ele quis dizer com isso? Foi quando Hitler ganhou as eleições com 18 milhões de votos e os comunistas e social-democratas somados tiveram apenas 11 milhões de votos. E eu digo assim: “lembremos de 1943”, da primeira reunião dos grandes. Não precisamos chegar a um grande conflito mundial para concluirmos que temos que fazer uma ampla frente antifascista e antinazista no mundo (5).
A maior e mais prestigiosa entidade mundial de judeus, cuja sigla é ADL (Liga de Anti-Difamação, na sigla inglesa Anti-difamation League), que ficam monitorando jornais e noticiários para saber como está o antissemitismo no mundo, também emitiu nota dura contra esse fatídico encontro. Eu tenho minhas reservas contra essa entidade, mas foi muito importante o seu posicionamento. Foi uma nota muito dura de protesto (6).
Várias entidades judaicas no Brasil, entre elas o Observatório Judaico de Direitos Humanos, A Confederação Israelita do Brasil – CONIB; o Instituto Brasil Israel – IBI; o grupo Judeus pela Democracia entre quase uma dezena de outros grupos judaicos emitiram notas duras de protesto contra este triste episódio da história que o Brasil presenciou esta semana, quando o presidente da República Federativa do Brasil recebe no Planalto uma deputada nazista (7).
Mais recentemente, a própria pesquisadora da Unicamp, Drª Adriana Dias, ainda que ao acaso, deparou-se com um site em 2006, que publicava notícias sobre o desempenho parlamentar de Jari Bolsonaro e que este lhe enviava cartas de relações fraternas (8)
O pior em tudo isso é que, pelas notícias que pude ler após o fatídico encontro, ao que tudo indica, nem o partido neonazista da Alemanha, quer a qualquer aproximação com o neonazista que nos (des)governa. É o que diz matéria publicada pelo jornal Estadão nesta quarta-feira, dia 28 de julho de 2021, temendo um desgaste nas próximas eleições alemãs (9).
Devemos parar de adjetivar esse governo como fascista. Devemos tratá-lo pelo que ele é de fato, pela ideologia que ele abraça e cultiva há décadas. Bolsonaro dissimula o tempo todo. Mas, jamais poderá negar de forma categórica a sua admiração pelo nazismo de Hitler. Por isso, entre tantos outros fatores, devemos intensificar cada dia mais a campanha Fora Bolsonaro, reunindo a mais ampla frente de todas as correntes políticas, entidades, partidos, instituições que se unifiquem com apenas um ponto programático. Fora Bolsonaro!
Notas
1. Veja esta reportagem no The Intercept Brasil no endereço: <https://bit.ly/3rMYsMf>;
2. Leiam maiores informações no site da Unicamp neste endereço: <https://bit.ly/3ieHinE>;
3. Veja aqui as suas abjetas declarações: <https://bit.ly/3BVGRGL>;
4. Se quiser saber mais dessa conferência histórica, acesse este link: <https://bit.ly/3q848Pl>;
5. Caso queira assistir ao discurso integral com 47 minutos, com tradução simultânea para o espanhol, clique aqui: <https://bit.ly/3icYt9f>;
6. Veja aqui a reportagem sobre essa nota da ADL: <https://bit.ly/3xiAycx>;
7. Veja a reportagem e a lista de entidades neste site: <https://bit.ly/3fdaGbQ>;
8. Veja está notícia neste link: <https://bit.ly/3yg9vQG>;
9. Veja a reportagem citada neste link: <https://bit.ly/3ld8tRD>.
* Sociólogo, professor universitário (aposentado) de Sociologia e Ciência Política, escritor e autor de 17 livros (duas reedições ampliadas), é também pesquisador e ensaísta. Atualmente exerce a função de analista internacional, sendo comentarista da TV dos Trabalhadores, da TV 247, da TV DCM, do Iaras e Pagus, entre outros canais, todos por streaming no YouTube. Publica artigos e ensaios nos portais Vermelho, Grabois, Brasil 247, DCM, Outro lado da notícia, Vozes Livres, Oriente Mídia e Vai Ali. Todos os livros do Professor Lejeune podem ser adquiridos na Editora Apparte (www.apparteditora.com.br). Leia os artigos do Prof. Lejeune em seu site www.lejeune.com.br. E-mail: lejeunemgxc@uol.com.br e Zap é +5519981693145. Youtube: https://www.youtube.com/c/CanaldaGeopolítica; Facebook: https://www.facebook.com/ApparteLivrariaEditora; Facebook: https://www.facebook.com/professorlejeunemirhan/?ref=pages_you_manage; Twitter: https://twitter.com/lejeunemirhan?s=11; Instagram: https://instagram.com/lejeunemirhan?utm_medium=copy_link.
STF REAFIRMOU que NÃO PROIBIU o governo de Bolsonaro de AGIR na pandemia: MENTIRA repetida MIL vezes NÃO vira VERDADE

BOLSONARO e seus MINISTROS MENTEM DESCARADAMENTE sobre o assunto.
A Corte volta a esclarecer que estabeleceu que o Executivo federal, estadual e municipal deveriam atuar em CONJUNTO nas ações para CONTER a TRANSMISSÃO do coronavírus.
É FALSO que o Supremo tenha TIRADO PODERES do Presidente da República de ATUAR na pandemia.
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